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O patrão quer falar contigo.
Mandou chamar-me?
Sim, entre. Bom dia, Corinne.
De há algum tempo que algumas personalidades se queixam
de que as suas mulheres foram violadas.
No entanto, nada se encaixa no esquema clássico da violação.
No início dos depoimentos,
as mulheres em questão descrevem o sucedido
como uma violação,
mas, no final,
descrevem uma sensação de prazer indescritível
e em resultado passam a recusar as investidas dos maridos
e preferem ficar com aquela recordação inesquecível.
É bastante original.
Venha ver.
São cassetes que o violador, que diz chamar-se Bandor, nos envia.
Sente-se.
Veja bem.
Mas é uma loucura!
Bem pode dizê-lo.
Veja só isto, é escandaloso!
Pare!
Largue-me, suplico-lhe!
Deixe-me!
- Este tipo é tarado! - Pobre rapariga!
Temos de prender este tipo!
Bandido...
Acho isto repugnante.
Já viu do que ele é capaz?
Nunca tinha visto uma coisa destas?
É um porco!
E esta rapariga também vai ser violada?
Espera, vou escovar-te.
E você ainda não viu nada.
ainda há pior.
-Isto continua? - Sim, veja.
- Mas ele é tarado! - Sim.
Vergohna!
Leia isto. É tudo quanto temos sobre ele.
Seja como for, espero que isto possa ajudá-la
e esclarecê-la sobre o comportamento psicológico dele.
Vá falar também com o Dr. Love, este tipo foi doente dele.
No tempo em que o doutor ainda exercia a psiquiatria.
Hoje em dia, está preso debaixo de alta vigilância,
por ter cometido o mesmo tipo de agressões.
E acha que ele está disposto a cooperar connosco?
Escolhi-a porque é discreta e porque é a nossa melhor agente.
Só você poderá ser bem-sucedida. Vai ser preciso enganá-lo.
É preciso que o convença a ajudar-nos.
Mas sobretudo, não cometa o erro de o subestimar.
Ele é temível e capaz de tudo, não se esqueça disso.
Tal como o seu ex-doente, ele abusa das mulheres.
Farei o meu melhor.
- Boa sorte. - Obrigado
Bom dia, sr. director.
Quero falar com este homem.
Não sei como é que conseguiu esta visita.
Este homem foi colocado em isolamento total.
Não tente compreender. Onde é que ele está?
Se é assim que pensa agir, desenrasque-se sozinha.
As celas são na cave e você vai acabar por encontrá-lo.
Eis o seu cartão. Não se esqueça de o apresentar ao guarda,
para não a confundirem com um dos nossos presos.
Está bem, e obrigada pela sua cooperação.
E acima de tudo, não se perca. Seria uma pena...
Julie, traga-me a novata. Agora tenho tempo para a receber.
- Seu primeiro nome? - Valérie, sr. Director.
Valérie, a Julie já lhe deve ter explicado as regras da casa.
- Eu pensava que... - Não entrei nos pormenores.
Os pormenores... Falemos então dos pormenores.
Sabe em que tipo de estabelecimento se encontra?
Sabe que os nossos doentes são de um género muito especial?
Então compreende que vai ter de passar um teste
que vai avaliar se está apta a exercer.
Julie, dispa-a!
Mas não me disseram que...
Não tenhas medo, vai correr tudo bem.
Perfeito...
As cuecas também.
Estou bem assim?
Deixa andar, não tens nada a temer, vais ver.
No princípio também achava isto chocante,
mas acabamos por habituar-nos. Olha para isto.
Estás a ver? Isto acontece todos os dias, nesta casa.
Não te aflijas e anda dizer bom dia ao director. Ajoelha-te.
Chamo-me Corinne e sou agente da protecção dos VIP.
Venho pedir-lhe ajuda para resolver um caso difícil.
Cremos tratar-se de um dos seus antigos doentes.
Queres falar de Bandor?
Conhece-o bem? Aceitaria dar-me informações sobre ele?
Sabes que és bonita? Sabes que quando passas, seja onde for,
os homens se imaginam entre as tuas coxas?
Pare, não é isso que interessa.
Não tentes contrariar-me.
Sabes bem que na tua cabeça já tens as pernas abertas.
Oiça, não foi para isso que eu cá vim.
Estás tão aberta que até coras. Olha só para ti...
Vai responder às minhas perguntas?
Sentes a ponta dos teus seios endurecer?
São tão sensíveis que até a camisa os fricciona...
Pare com as suas brincadeiras, Doutor!
Estou a ver a tua vulva excitada...
É mentira!
Que é que vais usar?
Creio que vou usar o putter.
É o mais indicado para este piso.
Eu fico a ver.
Espera, preciso de espaço...
Mas que fazem aqui?
Queremos ficar contigo.
Não pode ser! Não perceberam o que se passou? Larguem-me!
Farei tudo o que quiseres, todas as tuas fantasias.
Seremos tuas escravas.
E o pai paga-te um resgate...
Vocês são loucas!
Eu só estou interessado nas coisas a que não tenho direito!
- Nós obedecemos-te. - Não terás de que te queixar.
Mas à primeira oportunidade ponho-vos a andar!
- De acordo. - Somos todas tuas.
Todas as pessoas que possam fornecer-me informações
sobre o rapto da minha mulher e filha, serão recompensadas.
Estou aberto a todas as propostas dos raptores.
Saberei manter a polícia à distância.
Suplico-vos, se estiverem a ouvir, libertem a minha família!
Diga-nos onde fica o esconderijo dele,
que nós prometemos-lhe a liberdade. Que me diz?
Ei-lo.
É ele?
Onde estão a minha mulher e a minha filha?
Fala! Qual é a morada daquele tarado?
- Obrigue-o a falar ! - Não posso fazer nada.
Ele deve ter mudado de ideias.
Está a brincar comigo? Ele não quer dizer-nos nada!
Vá-se embora!
Lamento muito.
Desculpe, lamento imenso.
Vamos voltar para a nossa gaiola.
Não pode entrar aqui, lamento. Não insista!
Deixem-me, por favor!
Porque me fez aquela cena? Que foi que lhe deu?
Então, minha putéfia, porque é que me fizeste aquilo?
Você é tarado!
Se quiseres saber a verdade, eu conto-te tudo.
Então porque não o disse há bocado?
Quero dizê-lo apenas a ti, aqui.
Sou toda ouvidos.
Mas só numa condição?
Qual?
Quero que me chupes.
Nem pensar nisso.
Não só vais chupar-me,
como vou enfiar a minha grossa verga na tua cona.
Você é um doente!
Não te faças esquisita. Queres obter a tua informação?
E além disso sei muito bem que queres que ta enfie.
Nesse caso, mata dois coelhos de uma vez só.
Diz-lhes que queres ficar a sós comigo,
depois ajoelhas-te e chupas-me a verga pronta a comer-te.
Importam-se de nos deixar a sós? Ele só fala comigo a sós.
Temos ordens do director para não o perder de vista.
Não se apoquentem, o preso está sob a minha responsabilidade.
Deixem-no a sós comigo.
Vais despir-te...
Despe-te!
Tira o casaco!
Agora tira a saia!
Deixa-me ver o teu peito.
Agora as cuecas...
Vem cá.
Agora acaricia-me e beija-me.
Anda, despacha-te.
Já te disse para vires cá.
Agora chupa-me!
Acalmem-me aquele prisioneiro.
É para já.
Isso vai, doutor?
Isto não encaixa. Espera.
Então apetecia-vos gozar com o dr. Love?
Gostas disto?
E tu também!
Anda, despe-te!
Despe-te, depressa!
Doutor!
Então, despachaste-as todas?
Sim, todas!
- Tens a certeza? - Sim.
Que veio aqui fazer?
Quero que continues a fazer a tua terapia.
Quer tomar um copo de vinho tinto?
Há quanto tempo não nos víamos!
Enche o copo!
Se você o diz.
Há que tempos que eu não bebo!
Estás feliz, pequeno?
- Vejo que estás em forma. - Vou andando.
E tens seguido a tua terapia.
Venham cá!
Elas vêm aí. São minhas!
Desçam!
São para si!
São burguesas.
É filha de uma cadela ! São umas verdadeiras cadelas.
Isto é óptimo, meu pequeno!
Se estiverem a ouvir-me, pago o preço que quiserem.
Peço à minha agente que contacte imediatamente o escritório.
Que é que estes tipos querem?
Vocês as duas querem ir-se embora?
E pronto, acabou-se a porcaria da televisão!
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