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Ela acredita em tudo isso, mas n�o � tudo isso.
N�o, amiga, n�o entres a�. N�o entres a�!
Droga! Entrou.
- � melhor voltar � esquadra. - � hora de entrar ao servi�o?
N�o, estou de servi�o. � hora de marcar a sa�da.
- Tommy, vejo-te no dia da profiss�o. - Dia da profiss�o?
O que � isso? N�o sabia de nada.
N�o � nada. S� alguns chatos a falarem sobre o que fazem.
N�o estarias interessado.
O Dick n�o se interessaria em falar dele pr�prio?
Eu sei, � uma loucura! N�o sejas tolo, Tommy.
Quando a tua turma me ouvir, ser�s muito popular.
Est�s a brincar, Dick? Tu �s um professor de F�sica.
Isso � t�o cromo como...
- N�o consigo pensar em nada. - Estou bloqueado.
Isso � um absurdo. Sou s�bio, reverenciado e trabalho duro.
Quem p�e comida na mesa?
- Eu ponho! - Vou com o arroto americano.
- Tem comida na mesa? - J� chega.
Se acham que � assim t�o f�cil, porque � que n�o arranjam um emprego?
Estou feliz que tenha sido uma pergunta e n�o uma ordem.
� uma ordem!
Fico feliz em ser uma ordem, n�o uma ordem direta.
� uma ordem direta!
- Fico feliz em ser... - V�o ler os an�ncios!
3� Calhau a Contar do Sol S03E21 - The Physics of Being a Dick
Ol�, meninas. O Dick est� aqui?
- N�o. - Queria falar com ele.
- Porqu�? - Estou � procura de trabalho.
H� �timos trabalhos na junta de pesquisas de Pendleton,
mas n�o sei o que pegar. V� este:
d�o-me 50 d�lares se deixar atirarem solvente nos meus olhos.
- Isso n�o � bom. - A s�rio?
Podia participar no estudo de picadas de vespa,
mas n�o trouxe o meu fato de banho.
A Dra. Albright precisa de um assistente de pesquisa.
A s�rio?
Sim, mas apenas trabalho para alunos.
Quero dizer, n�o paga t�o bem como o estudo das vespas.
Tudo bem. O que devo fazer?
Vou dar uma palestra na pr�xima semana no clube da faculdade.
Haver� professores bolivianos e falarei sobre os �ndios Aymara.
- E eu serei a tua parceira? - N�o, verificas as informa��es.
Vai at� � biblioteca e verifica a minha informa��o.
Eu teria escolhido as vespas.
- Bom dia, Mary. - Bom dia.
Sally, o que est�s a fazer aqui?
Estou a fazer coisas de antropologia para a Albright.
O qu�?
- Adeus, chefe. - Isto � �ptimo!
Nunca demonstraste interesse em F�sica!
H� uma boa raz�o para isso, � F�sica.
Como se a Antropologia fosse t�o boa.
� verdade que h� pessoas nuas mas
depois que as vejas, � s�...
O qu�?
N�o sei, n�o consigo parar de pensar nas pessoas nuas.
J� ouviste dizer que se queres um trabalho, ele encontra-te?
N�o.
E que o desespero � o caminho mais curto para o sucesso?
Nunca ouvi falar.
Porque � que dizem essas coisas? Porqu�?
N�o tenho a certeza que dizem isso.
Acreditei nas mentiras, fui procurar mas n�o h� trabalho para tipos como eu.
- Estou � procura de um barman. - Estamos a falar do meu problema.
Estou a dizer que preciso de algu�m que comece hoje.
Sim, porque acho que n�o tens sorte.
- E tu o que tens? - Procuro trabalho, g�nio!
Bom dia, turma. Desculpem pelo atraso.
Uma coisa engra�ada aconteceu hoje. Descobri que um pequeno grupo de pessoas
n�o acredita que a F�sica seja emocionante.
N�o � engra�ado?
Exactamente. Ent�o eu pergunto: o que os levou a estud�-la?
- � obrigat�rio. - E queremos formar-nos.
� s� isso que os traz aqui? Uma obriga��o?
Algum de voc�s almeja uma carreira em F�sica?
Nenhuma alma deseja fazer da F�sica o trabalho da sua vida?
Nenhum de voc�s aspira fazer F�sica...
Leon, por favor, diz que queres ir � casa de banho.
- Adivinha. - O qu�?
Encontrei um erro no teu discurso!
Ok, diz-me.
Isto � �ptimo.
Diz que n�o h� comunidades Aymara no altiplano mas
a pesquisa de Dirkson diz que h�.
- N�o, n�o h�. - Mas o Dirkson diz que h�.
Pode haver uma ou duas, mas o meu ponto permanece.
- Sim, mas o Dirkson disse... - Esquece o Dirkson!
Concentra-te apenas em encontrar lugares e na ortografia.
Certo?
Nossa, quem morreu e a nomeou Dirkson?
Se trabalhas com a Albright, considera duas coisas:
Uma, n�o gosta que a corrijam quando est� errada.
Dois, ela erra com muita frequ�ncia.
Ent�o n�o conto que ela tem mau h�lito?
Eu n�o contei.
O meu chefe � assim. N�o consigo agrad�-lo.
Pois �, o que se pode fazer?
Exacto! N�o consigo ganhar.
Bem, o que se pode fazer?
Est�s certo. Tenho que pensar na minha fam�lia.
Pois �, o que vais fazer?
Sabes de uma coisa? Tens raz�o.
Amanh� vou l� e direi o que fazer com o trabalho dele.
- Harry, obrigado por ouvires. - Bem, � o que eu fa�o.
- Preciso de uma bebida. - Todos precisam.
Fiz toda a gente voltar a beber em Rutherford.
- Harry! - Ok!
O que h� de errado com este mundo?
Distribuis um raio de luz a alguns b�bados
e todos te adoram.
Eu moldo mentes jovens com F�sica e n�o recebo nada.
Este � o caso, Dick.
Aqui, um homem pode dar um pouco de sumo mas
p�es um abacaxi, adicionas um guarda-chuva e chamas de "shooter",
mas n�o consigo fazer r�pido o suficiente.
Harry, isso � brilhante.
Dizes que eu deveria embelezar a F�sica, certo?
Claro, estamos nos anos 90, os jovens buscam coisas fixes,
o mais recente, aqui e agora.
Eles querem o Fonzi!
O que vais fazer?
- Vou para o dia da profiss�o. - Isso mesmo, tu consegues.
Que idiota.
Um engra�adinho escreveu o meu nome na parede da casa de banho masculina?
- Acho que n�o. - Escreves para mim?
Antes que o grandalh�o barbudo v� � casa de banho.
- Ol�, estou a interromper? - N�o, entra.
- Encontraste outro erro? - N�o, nada.
- A s�rio? - A s�rio.
Verifiquei cuidadosamente, mas est� perfeito.
Que bom.
E a popula��o de Circuata? Eu estava a adivinhar.
Estavas a adivinhar? Tu acertaste!
Sempre fui boa com marcas nessa parte do hemisf�rio.
Posso dizer que depois de ler Dirkson, o teu trabalho foi restaurador.
Mas substancial. Como Gatorade, mas com carne.
Vou levar-te a almo�ar. Podemos ir ao Oak Room.
- Ao Oak Room? - Mereces um pr�mio.
Passei o dia com a tua palestra. Acho que esse � o meu pr�mio.
Santo Deus!
Eles t�m bolo de chocolate. � melhor aplicar directamente nas minhas coxas!
Que engra�ado!
Sim, claro.
Vamos, rapazes, ver as meninas da F�sica.
Todas s�o um monte de massa e energia.
� realmente um inspector de biqu�nis?
Algo assim. Sou professor de F�sica, percebes?
Deixem-me falar sobre uma coisa chamada F�sica.
Sabem o que faz um carro ir r�pido? F�sica.
O que faz uma bola curva? F�sica!
E que me mant�m aqui em vez de voar como fumo?
In�rcia. Ela come�a com I, n�o rima com Fi, n�o come�a com T
e essas s�o as siglas da F�sica.
O teu pai � um insulto para a escola toda.
Eu n�o vejo o teu pai aqui.
Ele agora est� a fazer uma cirurgia card�aca.
N�o conseguiu ser neurocirurgi�o?
Deixem-me falar de uma coisa que � muito quente.
N � igual a E, que � igual ao cosseno de M sobre I e ao sinal de M,
temos valores arbitr�rios da constante de separa��o, P.
Vejam isto.
Desculpem o atraso, mas estava envolvido numa
das mais terr�veis persegui��es policiais.
- Como acabou? - O tipo escapou.
- Mas o meu carro girou. - Meu, quero ser pol�cia.
Nem tudo � glamour, mas a maior parte �.
- Ah, e...armas. - Fixe!
Sabem o que faz esta arma ser t�o fixe? F�sica.
A energia cin�tica gera a velocidade com que
a bala sai do cano, enquanto o coeficiente bal�stico
e a densidade seccional determinam o dano ao objetivo.
As armas n�o matam pessoas, F�sica mata pessoas!
Eu disse-te que n�o devias ter vindo.
Quando chegamos a este planeta, podia trabalhar em qualquer coisa:
cowboy, astro do rock, espi�o internacional.
- Porque � que escolhi F�sica? - Sabes o que dizem:
quando a vida te d� um lim�o, cala-te e chupa.
J� chega. Renuncio a F�sica e os seus usos e aplica��es.
Inclusive a conserva��o da quantidade de movimento.
Ol�, pessoal. Ei, Doobie. D�-me uma margarita, Harry.
- E o teu trabalho? - Estou a trabalhar, querido.
Com gelo e sem sal.
Queres dizer que a apresenta��o da Mary j� est� perfeita?
Isso � o que ela pensa, paga-me para n�o discutir.
- Tens sorte. - Vou-te dizer como se faz.
Mete a cabe�a no rabo do teu chefe e segura firme.
N�o � necess�rio pensamento independente. Na verdade, incomoda.
Os pensadores livres morrem como c�es na terra. A tua bebida.
Doobie, minha amiga oca de pernas compridas.
Esta noite, o Jimmy vai sair para lutar com um an�o. Queres ver?
Vamos.
- Cidad�os! - Don!
- Em que te posso servir, agente? - S� estava a patrulhar por aqui.
Estou a ver. Um hamb�rguer! N�o poupem na cebola!
- Quero um hamb�rguer gr�tis. - Claro, s�o $6.
J� chega, quero um emprego novo.
Um que venha com respeito, estatuto e hamb�rgueres gr�tis.
- Quero o teu trabalho. - N�o sabes como � ser pol�cia.
� um trabalho �rduo e ter�s um bom dia se voltares para casa vivo.
N�o seria um bom dia para qualquer um?
Tenho que voltar para a esquadra. Trouxeram um suspeito.
Don, eu quero ir.
Quero segurar uma arma e mostrar um distintivo.
N�o sei, � ilegal, perigoso e
viola o juramento de sigilo que fiz quando entrei para a For�a.
- Ent�o n�o contes a ningu�m. - Vamos!
Bem, vamos entrar e vamos jogar um jogo chamado:
"Pol�cia bom e pol�cia mau".
- Tu ser�s o pol�cia bom. - Isso parece-me bem.
Fico contente. Bem, aqui vamos n�s.
Ol�, Jonesy. Sou o Dick. Gosto da tua t-shirt.
Dizes que n�o roubaste nenhum posto de gasolina, certo?
Acredito em ti, mas a coisa �...
Tu �s um lixo! �s um mau car�cter, n�o mintas!
J� voltamos.
- Devias ser o pol�cia bom! - Eu sou.
Estabeleceste par�metros muito altos. Agora eu devo ser muito mau.
Muito mau!
N�o posso evitar. Porque � que n�o �s o pol�cia bom?
Ent�o posso fazer o que gosto.
Est� bem, vou ser o pol�cia bom.
Desculpa pelo meu parceiro, tem um temperamento mau.
Mas eu quero ajudar. Vejo que �s um bom...
J� voltamos.
- O que foi isso? - Sou sempre o pol�cia bom!
Era a minha hip�tese de ser o pol�cia mau.
Mas eu sou um bom pol�cia mau.
Nem sequer �s pol�cia!
- Podemos ser maus ao mesmo tempo? - Mas essa ideia �...
Tanto faz!
- Quero respostas! - E eu quero mesmo respostas!
Obrigada pelo convite para a tua confer�ncia.
- Como estou? - Est�s bem.
Gosto de homens bolivianos.
S�o como os hondurenhos mas sem o mau car�cter.
Boa tarde, senhoras. Lindo fato, Dra. Albright.
Obrigada, Sally.
Sally, tu cheiras a �lcool.
Algu�m derramou em cima de mim na biblioteca.
Isto foi desnecess�rio. Se n�o te conhecesse, juraria que eras anormal.
- Aymara. - Aymara.
Vamos, somos teus amigos. Foste tu, certo?
- N�o. - V� l�, podes dizer-nos.
N�o fui eu!
N�o est� a dar certo ser "Pol�cia bom e pol�cia bom".
Isso n�o existe, eu disse-te que apenas uma combina��o funciona.
Outra ideia: "Pol�cia triste e pol�cia um pouco efeminado".
Vai para casa! N�o serves como pol�cia.
- Mas tenho que ser! - N�o � para ti.
Tens raz�o. Aparentemente fui posto na Terra para
chatear alguns tontos desinteressados at� eu morrer.
� a minha tarefa.
Ambos aprendemos alguma coisa. Vamos almo�ar qualquer dia.
Porque � que n�o me deixas ir embora?
Porque sei o que fizeste. Saltaste a cerca e roubaste o dinheiro.
Mas n�o tens prova. Al�m disso,
n�o poderia saltar aquela cerca. � f�sicamente imposs�vel.
F�sicamente imposs�vel? Est�s errado.
N�o respeitas a lei, mas h� uma lei n�o podes quebrar:
a terceira lei de gravita��o de Coulomb.
Estabelece que a for�a entre dois objectos � proporcional aos
produtos alg�bricos das suas cargas respectivas
e proporcional ao inverso do quadrado da dist�ncia entre eles.
Mas j� sabias disso, certo?
Nem tudo.
Tu �s o objeto X e a cerca � o objeto Y.
V � a velocidade dos objectos e R � a dist�ncia entre eles
e � um vector de unidade dirigido do primeiro objecto para o segundo,
vemos que a cerca era um pequeno obst�culo.
- Acho que... - Tu achas!
Eu aposto que achas.
Assim, vemos que X � igual a 0, enquanto Y aproxima-se do infinito.
Assim, esquivaste-te da c�mara de seguran�a.
Assim conseguiste saltar a cerca.
Assim te encontraram a 2,09 quil�metros da cena do crime
provando que tu e s� tu poderia cometer o crime.
- Esta � a prova! - Est� bem!
Apanhaste-me, ok? Fui eu, fui eu!
Deus, que tipo de pol�cias s�o voc�s?
N�o sou pol�cia. Sou professor de F�sica.
Claro que o meu pai n�o disse nada.
- Nunca disse. - E como � que te sentiste, Chet?
Zangado, insignificante...
Mas agora sabes que isso n�o � verdade, certo, Chet?
- Sim, sei. - Muito bom!
O happy hour terminou, mas acho que n�s estamos a progredir.
Sinto-me melhor.
E lembra-te: n�o pares de beber.
- Obrigado, Harry. - De nada, amigo.
R�pido, Harry, 5 martinis.
N�o, Harry. Dra. Albright, dev�amos lev�-la a casa.
N�o, Nina, tenho neur�nios que lembrar�o esta noite
e eu quero destru�-los!
Dra. Albright, como foi a palestra?
Como foi a palestra? Vamos ver.
Primeiro, os bolivianos riram-se quando confundi
o nome do presidente deles pela palavra deles para "kayak".
Mas pararam de rir quando
na l�ngua nativa deles eu dei as boas vindas ao meu
lugar feminino e disse-lhes...
disse-lhes que havia lugar para todos!
Conta como disseste que o teu pa�s era um
excelente exemplo de morte de cabra.
Espero que isso n�o tenha sido culpa minha.
� tudo culpa tua, devias ter verificado essas coisas!
Tens raz�o, desiludi-te.
Claro que sim! Em que estavas a pensar?
N�o tenho desculpa! � muito intimidante trabalhar para...
Para quem? Diz. Para uma cabra?
N�o, para um g�nio.
Isso � bonito mas
sou uma profissional e espero que as pessoas se comportem assim.
Claro que sim. C�us, o que eu fiz!
Desiludi a mulher mais brilhante que existe!
Sally, n�o te tortures.
- Vou-te pagar uma bebida. - Margarita com gelo, sem sal.
Usando a terceira lei de Coulomb pude provar que foi ele.
- O que � que isso tem a ver? - Nada.
S� provei que ele se girava � volta do Sol, mas ele n�o sabia.
Essa � a beleza da F�sica: ningu�m percebe.
Podes usar o teu conhecimento para subjugar as pessoas pela for�a.
Esse � o plano.
Enquanto o sistema de ensino americano permanecer em baixa,
eu serei genial.
Dick, tu �s realmente genial. O que fazes � incr�vel.
Obrigado, Sally.
�s vezes gostaria que estivesses morto, para te p�r num selo.
Est�s-me a dar graxa?
A um homem com a tua intelig�ncia? Eu n�o me atreveria.
- �ptimo. Toma $20. - Obrigada.
Tradu��o NUNO COBAIN
J� que te sentes bem com a tua carreira, devo continuar a trabalhar?
- N�o. - �ptimo, h� muita press�o.
Porque tem aquela gente toda e os seus problemas?
N�o, a soda tem muita press�o. Pode arrancar um olho.
Porque � que achas que chamam de Jimmy "Zarolho"?
- Perdeu um olho com a soda? - Sim, a cerveja de raiz.
- � por isso que est� zangado. - Eu estaria.
- Como foi a luta? - Curta.
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