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LEGENDA: HAMILTON LUIZ
MAXIMILIANO: PODER E AMOR (EPIS�DIO 6) FINAL
Ser� um menino.
Como sabe?
Dizem que as meninas roubam a beleza da m�e.
E a m�e d� beleza aos meninos.
Sua barriga � redonda.
N�o � alta e pontuda.
Press�gios inconfund�veis.
Seu peito direito � maior que o esquerdo.
Voc� s� come salgados.
E sua urina tem cor amarelo-claro.
O qu�?
Parece mel.
Olho seu penico todos os dias.
Est� mentindo.
Tantos filhos morrem...
antes que a alma seja vertida no corpo.
As m�es trazem a vida pelo parto.
Poucos se atrevem a ser pai...
s� lhes resta esperar que tudo acabe bem.
Eu te amo.
Voc�s dois.
Maximiliano, arquiduque da �ustria, duque de Borgonha!
Wolf von Polheim.
Eu, Maximiliano, seu senhor,
sentencio-o � morte.
Mas estamos em guerra.
Portanto, ordeno que lute na vanguarda.
Atacar� os franceses nas primeiras fileiras.
Somente com a espada na m�o e a coragem dos desesperados.
Poder� matar muitos antes de encontrar seu fim.
Um s�bio veredito.
Johanna von Hallewyn.
Est� banida da minha corte
e entregue aos cuidados de seu marido.
-N�o pode fazer isso! -Sim, posso!
Levem-no!
Como seu duque, defendo o rigor, quando necess�rio...
e na medida exata.
Outras senten�as...
ser�o proferidas hoje.
Confiscaram seus bens. E foi banido.
Muitos pensam que ele foi compassivo com Jan.
Mais compassivo at� do que com seu camareiro.
Ele recruta camponeses que s�o necess�rios para n�s.
-Quem lavra as terras? -N�o h� mais ningu�m.
-Por sua causa. -Eu vou mudar isso.
Diga a eles que podem retornar.
O rei Lu�s d�-lhes boas vindas e promete proteg�-los.
Ele n�o cobrar� imposto este ano.
Em todas as regi�es conquistadas.
Tamb�m faremos uma oferta aos mercen�rios deles.
-Logo ficar� isolado. -Sim.
N�o poder� ir muito longe.
A guerra ter� grande custo para ele.
(Joana) - Pai.
Vou me encontrar com meu marido.
Meu av� era maluco.
Ele achava que era fr�gil como o vidro.
J� o meu pai era normal, infelizmente.
Enquanto comia, bebia e fornicava,
uma pastora ganhava a guerra para ele.
Joana d'Arc.
O duque de Borgonha nos venderia mais tarde.
Para os ingleses.
Dei esse nome a voc� em homenagem a ela.
Se teu irm�o for fraco e voc� tiver ambi��o,
voc� se tornar� a rainha.
Em algum momento.
Tinha 10 anos quando me casei com seu pai.
Percebi, mais tarde, que s� o casamento nos d� poder.
Grata, pai, por ter feito dela uma mulher poderosa.
Mesmo que seu primo seja um monstro.
(Joana foi obrigada a se casar com seu primo,
Lu�s de Orl�ans, que a odiava)
� uma pena que n�o tenha nascido homem.
Sei o que passa na sua cabe�a.
Quanto ao seu irm�o, n�o tenho certeza.
Quando eu partir, voc� governar�.
At� a maioridade dele.
Ent�o, pai,
se atacarmos os camponeses com canh�es e flechas,
e depois com os cavaleiros, a batalha acaba ao meio-dia.
De Commynes nos enviou uma mensagem.
Ainda n�o devemos p�r em marcha o ex�rcito.
Por qu�?
Maximiliano ficar� sem dinheiro.
Cada semana sem guerra, as despesas dele aumentam.
E, em algum momento...
seus mercen�rios sumir�o, como nuvens de poeira.
Em seguida, marcharemos. Direto para Gante.
Mas precisamos lutar!
Quero competir com Maximiliano, numa batalha aberta.
-A guerra � para idiotas. -Ent�o, eu sou um idiota?
Maria de Borgonha deve ver que fez a escolha errada.
Sim, sim, ela vai, de qualquer jeito.
Os cidad�os seguem a dire��o do vento.
Acham que a Fran�a logo nos invadir�
-e deixaram de pagar impostos. -Responsabilize-os!
Um processo contra todos seria demorado.
Mesmo perante seus pr�prios tribunais.
Negocie com o rei Lu�s, Alteza.
Restaure a paz.
Mesmo que tenha de lhe jurar fidelidade.
Meu pai jamais cederia.
Mas ele sabia como fazer guerra.
� mesmo?
-O que ele faria? -Aumentaria os impostos.
E mataria caso algu�m se recusasse.
Quem n�o tem, n�o pode pagar!
Ent�o fa�a-os pagar com sangue, no campo de batalha!
Quanto maior o imposto, maior o ex�rcito.
Voc� est� com medo?
S� Maximiliano interp�e-se entre voc� e a Fran�a.
Acha que eles perdoariam a irm� do rei ingl�s?
Ap�s 100 anos de guerra?
A vi�va de seu inimigo mortal: Carlos, o Audaz?
Sei que sente falta do meu pai.
S� n�o culpe o meu marido.
Nossa situa��o � complicad�ssima.
Eis o meu testamento.
Minha vontade era n�o deix�-la ir.
Embora o amor tenha vontade pr�pria.
Eles nos atacam.
Noite e dia.
Em emboscadas, com uns poucos.
Queimam as terras, saqueiam as vilas.
Os franceses se esquivam?
H� semanas.
-Voc� tem que intervir. -Como?
Os mercen�rios e os camponeses se foram.
Foram colher o que os franceses deixaram.
N�o posso fazer nada. Exceto esperar que meu filho nas�a.
Providenciarei para que sua fam�lia receba tudo.
Talvez eu n�o possa mudar o mundo.
O meu voc� j� mudou.
Quem sobe r�pido, r�pido cai.
Acha que n�o sei disso?
� por isso que Epicuro � para os humildes.
Os h�ngaros abandonaram o cerco ao castelo de Viena.
Alteza.
-Sr. von Werdenberg. -Eu trouxe mil soldados.
Os tiroleses se uniram a n�s. Esperam na cidade.
A crian�a est� bem, Majestade.
Ela est� comungando. A confiss�o j� foi tomada.
Eu n�o tive filhos.
Sou uma imprest�vel.
Se voc� quiser, vou para um mosteiro.
Acha que seu valor est� em imitar os outros?
N�o se sentia pronta para ter filhos?
Era o meu maior desejo.
Minha esposa precisa de voc�.
E eu tamb�m.
Os primog�nitos sempre demoram mais.
Deve parecer que foi feito por um de seus s�ditos.
J� esperamos o suficiente.
Apronte a tela. Deixe o resto comigo.
O Grande Conselho fornecer� a tela.
Mas o pintor � voc�.
Prefira a cor vermelha.
Como sempre.
Seremos bem diferentes...
dos nossos pais.
E como?
Amaremos muito.
O nosso Filipe.
-O qu�? -Vamos batiz�-lo de Filipe.
Ent�o j� est� decido?
Tive um sonho durante as minhas contra��es.
Com o meu av�.
Filipe, o Bom.
Daremos a ele o nome do meu av�.
Ernesto! Ernesto, o de Ferro?
Ele ser� forte como minha av�.
Cimburgia de Maz�via.
Uma vez ela martelou pregos com as m�os nuas.
Alteza.
Os conselheiros querem falar com voc�.
-Dizem que � urgente. -Sobre o qu�?
N�o disseram nem mesmo para a duquesa-vi�va.
O Grande Conselho lhe d� os parab�ns, Alteza.
Pelo nascimento.
-Mas h� muitos rumores. -Quais rumores?
Que nasceu uma menina e n�o h� herdeiro ao trono.
Deus me deu um filho.
A Borgonha tem um herdeiro!
Voc�s n�o acreditam no seu duque?
Claro que sim.
Mas as pessoas precisam de certeza.
Elas querem celebrar.
Mas, infelizmente, ningu�m est� conseguindo.
Est�o decepcionadas e com raiva.
E vieram me advertir?
Boatos logo se espalham e provocam rea��es.
Alguns querem pegar em armas contra voc�s.
Quem poderia culp�-los?
Esses idiotas. Sempre pintam o diabo mais feio do que �.
Sim.
Convidarei as pessoas.
O qu�?
Celebraremos o nascimento com uma missa.
Assim que a duquesa deixar o resguardo.
Todos s�o convidados para vir e ver com seus pr�prios olhos.
Filipe...
eu te batizo em nome do Pai,
do Filho...
e do Esp�rito Santo.
Que Deus lhe conceda uma vida longa e feliz.
E esperan�a para aquele que confia.
-Am�m. -Am�m.
Quem disse que dei � luz uma menina?
Ela � uma menina?!
Ou � um herdeiro? Herdeiro do nosso trono...
Meu filho! Duque Filipe!
Longa vida a Filipe!
Longa vida a Filipe!
Longa vida a Filipe!
Quase morri de medo.
Suas costelas barraram o punhal.
Foi o que te salvou.
E o homem?
Rudolfer tentou prend�-lo, mas...
chega de falar nisso.
Descanse.
Guarde suas for�as.
Era melhor ter me tornado um barbeiro.
-E aplicar enemas! -Com certeza.
Esse � o futuro: impress�o.
E Maximiliano?
Ele vive, Majestade.
Vossa Majestade, eu...
receio que a guerra seja iminente.
Me contaram que a Borgonha ficou indignada com sua a��o.
O povo resolveu nos combater. Inclusive os camponeses.
-A �poca da colheira terminou... -N�o!
-e precisam de dinheiro. -N�o!
Porque ele � amado.
As pessoas adoram as v�timas...
e odeiam os culpados.
Seus idiotas...
N�s...
Um derrame. N�o!
Nenhum s�dito deve tocar no rei.
Chame a rainha.
Est�vamos a um passo da forca.
A linha entre a vida e a morte...
� muito t�nue.
-Como est� meu pai? -Muito mal.
A Fran�a p�s seu ex�rcito em marcha!
10 mil soldados deslocam-se para a Picardia.
S�o cavaleiros experientes.
Estamos prontos?
N�o somos muitos.
Estamos em desvantagem.
Muitos sem nenhuma experi�ncia.
H� poucos cavalos.
N�o perguntei isso.
Sim, senhor.
Estamos prontos.
Batalha de Guinegate
Dizem que voc� foi ferido.
Lamentamos isso.
N�o era o nosso desejo.
Ent�o, vai lutar com camponeses?
Contra cavaleiros franceses?
Seus cavaleiros morrem, assim como meus homens.
Propomos que deponham suas armas.
Propomos que VOC�S deponham as armas.
J� esperava isso.
� outrance! (At� � morte!)
-Vou para a minha vanguarda. -Espere!
N�s todos somos a vanguarda.
Eu luto ao seu lado.
� melhor se retirar. Ainda n�o est� curado.
Retirar?
Para onde?
N�o tem como voltar.
Borgonheses!
Alem�es e tiroleses! Prestem aten��o!
Sou um de voc�s. Um homem que luta a p�.
Contra a Fran�a ou quem quiser tomar o meu pa�s, o seu pa�s!
Mas vamos virar o jogo e massacr�-los!
Vamos derrubar esses cavaleiros dos seus cavalos!
Eu, Maximiliano...
pagarei 5 moedas de ouro para quem matar mais do que eu!
Aprontem-se!
Lutem bem,
pois ser� dif�cil algu�m me superar!
Sente esse cheiro?
O ar de outono.
O melhor cheiro que j� senti.
Melhor que o cheiro de merda da masmorra.
Piqueiros!
Eu j� estive aqui antes.
Num sonho.
Agora!
A Borgonha venceu.
A Fran�a teve pesadas baixas.
O delfim fugiu.
Estou gr�vida de novo.
Eu sei.
-Voc� conta os dias? -N�o � t�o dif�cil.
No que est� pensando?
Que eu estou feliz.
Eu tamb�m.
Enquanto eu viver.
27 de Mar�o de 1482
Venha!
A vida n�o nos pertence.
Apenas pegamos emprestado.
O que vou fazer sem voc�?
Viva mais um pouco.
Depois venha atr�s de mim.
Maria de Borgonha, aos 25 anos,
morreu gr�vida em consequ�ncia da queda do cavalo.
Maximiliano lutou anos a fio
contra os cidad�os de Flandres e a Fran�a,
para garantir a Borgonha como heran�a.
Eleito Imperador Romano Germ�nico em 1507,
fundou um imp�rio onde o sol nunca se punha.
Ele jamais seria feliz novamente no amor.
LEGENDA: HAMILTON LUIZ
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