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MAXIMILIANO: PODER E AMOR (EPIS�DIO 1)
No s�culo 15,
o imperador Frederico III, o Pac�fico,
governava o Sacro Imp�rio Romano.
A oeste, o rei franc�s Lu�s XI, o Prudente,
buscava a supremacia na Europa.
Entre a Fran�a e a �ustria, Carlos I, o Audaz,
estendia o Ducado da Borgonha aos Pa�ses Baixos.
Ele � o pr�ncipe mais rico e poderoso da Europa.
Mas durante o cerco a Nancy,
a sua sorte na guerra o abandona.
Gante - Borgonha
Alteza. Um mensageiro de Nancy.
Traz not�cias do duque, seu pai.
Maria.
Seu pai, meu marido...
nos deixou.
Agora voc� � a duquesa de Borgonha.
Todos tentar�o tomar suas terras.
E voc�.
Cidade Nova de Viena,
resid�ncia do Imperador Romano-Germ�nico
Carlos, o Audaz, caiu diante de Nancy.
Na luta contra a Liga Inferior.
Sabe o que isso significa?
N�o.
Que pode ser o fim da nossa ang�stia.
Atrav�s de voc�, Maximiliano.
E sabe o que isso significa? Que sua vida est� em perigo.
Voc� n�o pode deixar o castelo sob nenhuma circunst�ncia.
Plessis-L�s-Tours, resid�ncia do rei franc�s
Conde Le Daim!
Majestade.
Seu conselho para combater o duque nas montanhas
foi excelente.
Os homens dele congelaram dentro das armaduras.
Como voc� havia previsto.
E que sua f�ria desenfreada o levaria � ru�na.
Algu�m deve ser muito �ntimo de voc�.
A Fran�a est� em d�vida com voc�.
De quem � esse capacete?
Ele pertence a Carlos, o Audaz,
conde de Charolais, duque de Borgonha,
que tra�ou todas as cidades da Flandres.
Como um porco!
E agora as larvas v�o tra��-lo.
Os austr�acos pleitear�o suas terras atrav�s de um casamento,
que at� agora n�o aconteceu.
Por que n�o?
Porque a Borgonha � nosso feudo.
Carlos sempre se op�s a Fran�a e negava-lhe a vassalagem.
Acha que n�o temos direito sobre a Borgonha?
-N�o entendo de leis. -Exatamente.
Voc� vai se casar com Maria de Borgonha.
Quero que os cidad�os de Gante encurralem sua duquesa,
como no "gato e o rato".
Essa � a sua miss�o. Partir� imediatamente.
E Maximiliano?
Meus homens cuidar�o disso.
D� para ouvir seu cora��o.
Ainda bem.
No que est� pensando?
Maximiliano?
Em nada.
Ela � bonita?
Quem?
Maria de Borgonha.
Como posso saber?
Dizem que ela � linda.
Ningu�m � mais bela que voc�.
Mentiroso.
Se n�o acredita em mim, acredite nele.
Esse a� perdeu a confian�a.
Pergunte para ele amanh�.
-Aonde voc� vai? -Ca�ar com Polheim.
O imperador te proibiu de sair do castelo.
�, mas nem quero saber.
-J� terminou? -Claro.
Calma, eles te amam, Polheim.
N�o ferra!
Est�o � sua espera.
Voc� amava meu pai?
Ou voc� ama seu marido ou enlouquece.
Ent�o, pode-se escolher como se sentir?
Eu mal o via, ele vivia nos campos.
Que sorte.
Espero por voc� na sala do trono.
O que voc� acha?
Podemos for�ar os sentimentos?
Como mulher, sim.
E como homem?
Os homens s�o como c�es, basta aliment�-los
e acarici�-los que abanar�o o rabo.
E muito amor. N�o v�o querer mais nada.
S� fa�a a escolha certa.
-O que diz parece t�o simples. -N�o.
Os c�es nos procuram e n�o o contr�rio.
Minha querida enteada.
Querida madrasta. Duquesa-vi�va.
S�o tempos dif�ceis para a Borgonha.
Meu amado esposo, Carlos, o Audaz,
o seu leg�timo duque, tombou ap�s uma valente luta.
Nossas leis admitem apenas um soberano.
A sua �nica filha, Maria de Borgonha.
O duque morreu. Longa vida � duquesa!
Levantem-se!
Senhor de Brimeu, Senhor de La Marche,
nomeio voc�s como meus conselheiros.
Sr. Hugonet, chanceler de meu pai,
tamb�m ser� meu chanceler.
Membros do clero, cidad�os de Gante,
agrade�o a todos que est�o aqui comigo.
Muitos fugiram para seus castelos...
esperando para ver o que acontece.
Nosso ex�rcito foi destru�do!
Os boatos se multiplicam.
Uns dizem que a Fran�a cobi�a as minhas terras.
Outros dizem que devo me casar logo,
pois nosso ducado precisa de um homem!
Muitos querem casar comigo em raz�o de minhas riquezas.
E o que devo fazer?
Eu respondo: que vou faz�-los felizes.
Se quiser fazer um homem feliz,
n�o procure aumentar seus bens,
mas sim diminuir a sua gan�ncia.
Governarei sozinha o Ducado da Borgonha,
n�o desposarei nenhum de voc�s.
Meu pai pode estar morto,
mas seu sangue flui nas minhas veias.
Quem n�o estiver satisfeito, pois ent�o diga.
Diga na minha cara.
Venha.
Sr. von Egmond, parece decepcionado?
Como eu poderia? Voc� � encantadora.
Sou bastante comum.
Voc� � fora do comum, duquesa.
Voc� acha que para ser incomum, basta descender...
-de uma alta linhagem? -N�o.
-Por que sou incomum? -Vi a nobreza da sua alma.
Muito bem. E eu vi a sua.
Soube que o senhor � o novo duque de Gueldres.
Mesmo ap�s pegar pris�o perp�tua ao tentar matar seu pai.
Que ascens�o! Meus parab�ns!
-Sim, os tempos mudam. -S� n�s n�o mudamos, n�o �?
Quem poderia imaginar?
Que Carlos, o Audaz, fosse derrotado?
Ele teve o que merecia.
Sempre em guerra contra todos.
E o que ganhou com isso? Nada.
Agora ele est� morto, como os que ele derrotou.
O que mais ele poderia fazer?
Planejar filhos.
Ele fez seu ducado crescer.
Com a espada.
Queria que meu pai fosse assim.
-Como? -Corajoso.
Melhor do que ser inteligente?
E uma coisa exclui a outra?
Seu pai quer cas�-lo com Maria de Borgonha,
antes de qualquer um. Voc� n�o entende?
N�o me atormente.
Voc� n�o pode governar sem um marido.
Posso!
N�o, a Borgonha � regida pela Lei S�lica.
Meu pai deu a vida pelo pa�s.
Acha que vou me dobrar � Fran�a sem lutar?
Voc� puxou ao seu pai.
Impaciente e arrogante.
Eu mal o conheci.
Ele a amava, esteja certa disso.
Tinha muito orgulho de voc�.
Sinto saudades dele.
Levante-se, est� na hora.
Corra!
Eia!
Alteza!
Mestre Rudolfer.
-Escudeiro! -Fomos emboscados.
A Tropa Negra!
N�o sei onde est� Polheim!
Leve-o para casa!
GANTE - BORGONHA
Senhor de Commynes.
Sou Franchois, irm�o de Jan Coppenhole.
� um prazer conhec�-lo, senhor.
Sr. Jan Coppenhole, h� quanto tempo!
Philippe de Commynes.
O famoso confidente de Carlos, o Audaz.
Que com o tempo, trocou de lado.
Eis os representantes das Guildas.
Daqui em diante, tudo aqui ser� da coroa francesa.
Como? Por qu�?
Porque a Borgonha � um apan�gio franc�s.
O feudo volta para a Fran�a
se n�o houver um homem governando-o.
E a Borgonha n�o � governada por um homem, certo?
Sabe quem trabalha neste pa�s? Voc�s.
Os cidad�os.
Enquanto a nobreza, vive �s suas custas.
E?
-Reivindiquem seus direitos. -Quais direitos?
Seus direitos civis. Estes, por exemplo.
Maria de Borgonha jamais concordaria.
� por isso que ficar� contra sua duquesa.
-Uma rebeli�o? -N�o.
Rebeli�es s�o esmagadas. Tem de ser algo duradouro.
Um pa�s governado por seus cidad�os.
Voc� quer se opor � Ordem Divina?
Deus vai nos entender.
Ent�o devemos nos tornar um traidor como voc�?
N�o, voc�s continuar�o o que s�o:
comerciantes.
Sob o governo da Fran�a, n�o haver� guerras,
nem impostos de guerra, s� o livre-com�rcio.
E o que o rei Lu�s ganha em troca?
Impostos e taxas nos limites habituais, al�m de lealdade.
O rei ama as cidades e seus cidad�os,
desde que sigam suas regras.
Pense nisso.
Seu irm�o estava ca�ando.
Dei instru��es rigorosas
para que ele n�o sa�sse do castelo, pelo perigo.
Mas acho que ele � surdo.
Meu �nico filho.
Quem me suceder� sem voc�?
Voc� entende como � crucial
que ele nos obede�a e fique vivo?
E ainda se deparou com a Tropa Negra.
H�ngaros?
-Acho que sim. -Voc� acha?
Al�m disso, seu ajudante, Polheim, sumiu.
Voc� � t�o burro para entender nossas ordens?
Ou est� relutante em nos obedecer?
Lembra-se do Sr. Fugger von der Lilie de Augsburg?
Ele trouxe not�cias dos mercados.
Explique o problema ao meu filho.
� sobre suas roupas.
Os tecidos de l� que est� vestindo v�m da Borgonha.
Gante � o centro do mercado t�xtil.
-Isso enriqueceu o pa�s. -Sim, assim como voc�.
A Borgonha sempre foi inimiga da Fran�a.
Se os franceses assumirem o controle deste mercado,
todos cairemos juntos.
Cabe a voc� impedir isso.
-Nosso filho quase morreu. -Solte-o!
-Ele ajudou com os cavalos. -Ele � um simples criado!
Voc� � t�o leviano quanto sua m�e.
S� se interessa por banalidades...
ca�a, torneios e dan�a!
Minha m�e morreu infeliz por viver trancada aqui.
D�-me mil homens e ponho o inimigo para correr!
S� assim poderemos sair do castelo sem medo.
1000 homens! E depois?
-Vamos lutar e vencer. -Sem d�vida que sim.
Um imperador que n�o ousa p�r o p� em seu pa�s,
porque s� hesita em vez de agir!
Um pai para sentir orgulho? N�o o meu!
Olhe bem para ele. Um dia voc� governar�.
Toda atitude tem uma consequ�ncia.
�s vezes, apenas para um, muitas vezes para muitos.
Voc� est� banido do nosso reino.
Seus bens passam para n�s. � livre para ir aonde quiser.
Pode ir tamb�m.
Sr. Fugger viajar� para Gante at� Maria de Borgonha
e em meu nome,
levar� os termos do casamento entre ela e meu filho.
Um arauto anunciar� sua ida.
�timo.
Cunegunda?
Voc� sabe que a Hungria nos atormenta.
Ela � mais forte que n�s,
e os Eleitores n�o est�o dispostos a nos ajudar.
S� uma pessoa pode salvar a �ustria.
Voc�.
Espero que fa�a sua parte, como todos fizemos...
pelos Habsburgos.
Deixarei que se case com Matias Corvino.
Voc� ser� a rainha dos h�ngaros.
Ningu�m lhe dar� abrigo neste pa�s.
Nenhum alimento lhe ser� servido.
Qualquer homem tem liberdade para mat�-lo.
Todos os seus bens passam para a Casa de Habsburgo.
Voc� deseja ficar ou partir com ele?
O imperador generosamente deixou que escolhesse.
-J� tem o salvo-conduto? -Tenho.
D� esta carta � duquesa da Borgonha,
pessoalmente, e a mais ningu�m.
Os malditos covardes fugiram.
Su��os?
S�o mercen�rios. Algu�m pagou generosamente.
Abandonaram at� os cavalos.
Franceses contratando su��os.
Como sabiam da ca�ada?
Como sabiam o local da ca�ada? A floresta � bem grande.
Polheim!
Como conseguiu escapar?
Talvez n�o tivesse valor.
LEGENDA: HAMILTON LUIZ
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