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Zulu
Sou a vossa apresentadora do Dimens�o Perdida.
Digam-me, corajosos telespetadores. O que mais vos assusta?
Fantasmas, dem�nios, �vnis?
Ou simplesmente arrepiam-se do nada?
Bem, no epis�dio de hoje, um visitante bate � porta.
Ser� humano?
Bem, v�o ter de esperar para ver.
Quando era pequeno, apanhei uma intoxica��o alimentar na escola
e um professor deu-me autoriza��o para ir para casa mais cedo.
Quando cheguei a casa,
comecei a ouvir ru�dos estranhos vindos do quarto dos meus pais.
Fiquei apavorado. Branco como a cal.
N�o sabia o que fazer, portanto...
Fui buscar uma faca grande.
A que o pai usava para trinchar o peru do Dia de A��o de Gra�as.
E conseguia ouvir os gritos cada vez mais altos da minha m�e,
e soube que ela estava aflita.
Parecia que estava a encarar a morte.
Portanto, abri a porta do quarto...
... e vi um homem grande com uma m�scara de esqui
a foder a minha m�e.
E comecei a esfaquear aquele homem, vezes e vezes sem conta.
Mas... foi um erro.
Um erro terr�vel.
Afinal, o homem que matei era o meu pr�prio pai.
Era um jogo sexual.
Fui para casa com uma intoxica��o e acabei por matar o meu pr�prio pai.
Foi muito humilhante para mim.
Mas o que � a vida sen�o uma grande humilha��o?
Vou ser sincero. O teu talento � melhor do que o teu curr�culo.
Obrigado. Agrade�o.
- Mesmo bom. - Obrigado.
Um pouco sobre este papel.
Esta cena acontece na inf�ncia da personagem.
� uma das coisas que o leva a seguir o caminho do estudo de dem�nios.
Curiosamente, � baseado no mesmo demon�logo
que fez um exorcismo � minha mulher.
� um homem atormentado e perturbado com um passado sombrio.
Preciso de um ator capaz de arrancar a pr�pria alma e pass�-la para o ecr�,
que n�o se limite a ficar pedrado e ser pago.
Bem, eu n�o fumo, portanto...
N�o. Mas, sim. Consigo fazer isso...
Se me escolher ou isso para o papel. Ou...
J� acab�mos? Certo. Obrigado.
- Obrigado. - Clayton!
Ol�! Clayton! Meu Deus! Meu grande...
- Donald! Tudo bem, meu? - Garanh�o!
Cabr�o dos olhos inocentes! Como est�s, meu?
Est� tudo bem, meu. Estou s� a existir. E tu?
- A existir? - Sim.
A gratid�o que emana de ti � gigantesca!
- Certo. - N�o, eu estou bem, meu.
- Tenho andado ocupado. - Sim?
Sim. E tu, como est�s? Pareces muito magrinho.
Est�s bem? Malnutrido? Tens tomado vitaminas?
- Fico preocupado. - Sim. Estou bem, meu.
- Sim? - Donald, estou bem.
S� tenho andado a fazer muitas audi��es.
E tamb�m ando � procura...
Ando atr�s de umas fotos novas.
- Aposto. - Tens um telefonema? Ou...
- N�o. - O que foi?
Sabes, � de loucos. N�o sabia que tu...
N�o sabia que era este o rumo para o papel.
Eu s�... Espero mesmo que arranjes trabalho, algures este ano.
- Obrigado, Donald. Gostei de te ver... - N�o.
Estou a falar a s�rio.
Isto � s� uma cena paralela para mim.
Agora, ganho o meu dinheiro todo com esta merda.
E � triste. Eu preciso disto. Quero-o.
Tenho de faz�-lo. E adoro-o, porra.
Entendes-me? Mas tu �s mesmo...
�s um artista a s�rio, Clayton.
- �s mesmo. Um artista a s�rio. - Sim.
Aposto que te obrigas a chorar no quarto, certo?
Fazes o colapso no quarto.
� isso que fazes? Fazes o colapso no quarto?
- Ol�! - Ol�! Aqui est� ela!
Meu Deus! Est�s melhor do que nunca.
A tua sorte � teres uma cara gira.
E a tua sorte � teres namorado.
Ol�, Clayton. � a tia Sherry.
Queria falar contigo para saber como vais.
Caramba!
Estou a ver fotos tuas e da tua m�e.
Esta � t�o...
Est�o t�o fofinhos.
Uma coisinha t�o pequenina
na banheira com a tua mam�.
ARRANJAR ESPELHO
Fui ver a tua m�e, um dia destes.
Deixei flores na campa dela.
Lembras-te da can��o que ela te cantava sempre?
"Greensleeves"? Lembras-te? Era t�o irritante.
Tu adoravas. Era querido.
CONTINUA ASSIM
Enfim... � verdade, vi o teu epis�dio do NCSI.
Foi fant�stico. Fiquei chocada com a qualidade.
E nem acredito que cortaram completamente a tua cena.
Certo. Adeus.
Infelizmente
Meu amor, est�s a agir mal
Ao mandares-me embora
De forma t�o descort�s
Pois h� tanto tempo que te amo
Encantado...
Era com Greensleeves
Que estava todo o meu cora��o
Greensleeves era o meu encanto
Greensleeves, meu cora��o de alegria
E quem sen�o a minha senhora
Greensleeves
- �s feliz. - Sou feliz.
- �s feliz. - Sou feliz.
- �s divertido. - Sou divertido?
- �s divertido. - Sou divertido.
- �s divertido. - Sou divertido.
- �s divertido. - �s uma brasa.
Pronto. Muito bem.
Podem sentar-se.
Certinho.
Acho que o �nico que ainda veio � o Clayton.
Temos um n�mero �mpar de alunos?
Don, meu, queres fazer a repeti��o mais uma vez pelo Clayton?
Muito bem. Venham para aqui.
Muito bem, Donald, come�as tu.
A primeira coisa que vos vier � cabe�a, n�o pensem muito nisso.
E vamos a isto.
�s est�pido.
A s�rio?
V� l�, Clayton.
Sou est�pido.
- �s est�pido. - Sou est�pido.
- �s est�pido. - Sou est�pido.
- �s est�pido. - Sou est�pido.
- �s est�pido. - Sou...
- �s est�pido. - Sou est�pido.
�s est�pido!
- Mais depressa. - �s um idiota.
Tu �s burro.
- �s um cabr�o idiota. - �s burro.
- �s baixinho. - �s burro.
- �s um cabr�o baixinho. - Repete o que ele diz.
- �s burro. - Tu �s burro. Eu...
- �s burro. - Sou burro.
Tens medo.
- Repete o que ele diz! - Eu n�o...
- Tens medo! - N�o tenho medo.
- Tens medo! - N�o tenho medo.
- Tens medo! - N�o tenho medo.
- Tens medo! - N�o tenho medo.
- Tens medo! - N�o tenho medo!
Don... meu... barco.
Achas que podias falar com o teu agente?
Para ver se ele aceitava reunir-se comigo?
Isso vai ser dif�cil, Chippy.
Ele � um filho da m�e do pior que h�. Tu sabes.
Sabes bem como � dif�cil para mim apanh�-lo por telefone.
Eu entendo.
Podias pedir-lhe que me visse em a��o na minha pe�a, para a semana.
Vais oferecer-lhe um bilhete?
O qu�? N�o. Ele tem de pagar o bilhete.
Temos de pagar o aluguer do teatro.
Tu vires falar comigo, agora,
� como se fosses uma cria de foca a nadar num mundo cheio de tubar�es.
E est�s prestes a ser apanhado e enrabado.
�s como um golfinho.
Quero dizer, at� tenho vergonha.
E s� te estou a dizer isto porque acho que tens muito talento.
Mas n�o tem que ver com talento.
Tem que ver com a tua altura, o teu peso, o teu rosto e o teu feitio.
Mas, tirando isso...
... �s um professor incr�vel.
Sabes que mais, Don?
Esse tipo de sinceridade...
... torna-te excecional.
- Obrigado. - Continua a us�-la.
Ol�, Clayton. Fala o teu pai.
Espero que estejas bem.
Queria dizer-te que eu e o Max vimos o teu epis�dio do NCIS.
Mas n�o te vimos.
De certeza que era neste que entravas?
Ser� que cortaram a tua cena? Sei que isso �s vezes acontece.
O filho do Max talvez te arranje emprego
como corretor na empresa dele.
Ele diz que vai ser a pr�xima JP Morgan.
N�o, � a Goldman Sachs.
Desculpa. O Max corrigiu-me. A pr�xima Goldman Sachs.
Estou?
Ol�, Clayton. Tenho o Sean na outra linha.
Certo. Fant�stico.
Ol�, Sean, est�s em linha com o Clayton.
Ent�o?
Ent�o? Tudo bem, meu? Como est�s?
Estou bem.
- Foda-se! - Est�s bem?
N�o, torci o joelho. Porra, doeu.
Falei com o realizador de Autoestrada Ps�quica.
- Certo. E ent�o? - E ele gostou de ti, meu.
Meu, isso � muito bom. Muito bom.
Sim, tamb�m achei.
Seja como for, querem que voltes na segunda-feira...
... �s 11 horas.
Vais aparecer, certo?
Est�s doido? Claro que sim. Claro que vou aparecer.
�timo. Ouve, foste bom na outra, mas vais ter de arrasar nesta.
Meu, vou fazer isso.
Ainda bem. Sem press�o.
Adeus!
Certo. Obrigado, meu.
Sim!
Foda-se!
CRIA O TEU AN�NCIO GR�TIS... PESSOAIS
QUERO CONHECER UM DEMON�LOGO
PESQUISA PARA UM PAPEL. LIGA-ME
Estou?
Estou?
Ol�.
Quem fala?
Vi o teu an�ncio na internet...
... sobre o demon�logo.
Clayton Walker.
Estava nas limpezas da primavera. N�o te ouvi bater � porta.
- Entra, por favor. - Obrigado.
- Podes descal�ar-te? - Sim. Claro.
Vou s� guardar este monstro.
Bela casa.
Sim, h� muitos, muitos anos que � a minha casa.
E vives aqui sozinha?
Sim.
Fizeste estes desenhos?
N�o.
S�o baseados nuns entalhes em madeira do S�c. XV.
Sabes, os dem�nios assumem diferentes formas e feitios.
Podem ser invis�veis.
Ou podem ser criaturas horr�veis e monstruosas que nos levam com elas.
J� viste algumas destas? Das monstruosas?
Sim. Bastantes.
Galvino. O dem�nio do desejo.
Vamos?
Senta-te, por favor.
Queres um ch�, Clayton?
Estava a preparar uma chaleira.
Sim, claro. Por favor. Obrigado.
Nada como uma boa ch�vena de ch� ap�s uma viagem longa.
Sim.
- Toma. - Obrigado.
Muito obrigado. Agrade�o.
N�o, desculpa. Desculpa.
- N�o. - Foi sem querer.
- N�o pe�as desculpa. - Desculpa. Eu...
- Toma. Clayton, fica com o meu. - Certo. Obrigado.
Desculpa. N�o queria entornar para...
N�o faz mal. Est� tudo bem.
Pois. N�o, eu...
- Est� tudo bem. - Pe�o muita desculpa.
N�o pe�as desculpa, Clayton.
� um sinal de fraqueza.
Porque n�o falamos da tua carreira?
H� quanto tempo �s ator?
Pois, h� algum tempo.
Bastante, por acaso. H� quase 15 anos.
Caramba.
Gostava de ter visto o teu trabalho,
mas, infelizmente, n�o vejo um filme h� anos.
Mesmo que visses, tamb�m n�o irias...
Pois, n�o me terias visto,
mesmo se visses filmes.
Porque dizes isso?
N�o tenho trabalhado muito.
Aposto que fizeste um bom trabalho nos �ltimos 15 anos.
Sim, claro. Acho que sim.
Certo, querido. Porque n�o falamos sobre a tua fam�lia?
Fala-me do teu pai.
Fala-me da tua m�e.
Passa-se alguma coisa?
N�o. N�o se passa nada.
S� acho que devia ser eu a fazer as perguntas, sabes?
Estou aqui para aprender como � fazer aquilo que tu fazes.
Entendo.
Bem, para o trabalho que vamos fazer hoje...
... preciso que confies em mim.
E preciso de confiar em ti.
N�o pode haver mentiras.
N�o pode haver desconfian�a nesta casa.
Ou o ritual que vamos fazer ter� poucas hip�teses de sucesso.
Um ritual...
Vejo que tens muitas inseguran�as,
Clayton Walker.
Querido... Nem sempre foi assim.
Sinto...
Sinto que te aconteceu alguma coisa.
Alguma coisa que te deixou muito vulner�vel.
Mas o que sinto � que esp�ritos malignos entraram na tua alma.
E sei que o sentes porque, � medida que foram ficando mais poderosos,
foste ficando mais e mais impotente.
Eles v�o continuar a fazer isso
at� que reste muito pouco do Clayton Walker.
E depois... o que acontece a seguir?
Bem, isso n�o vai acontecer
porque o ritual que vamos fazer
� uma expuls�o dos esp�ritos malignos.
Querido, pensa nisto como uma purifica��o
do teu corpo e da tua mente.
Como...
Um exorcismo.
A mim?
Sim. � isso mesmo.
Clayton, querido, vais sair daqui com a mente e a alma limpas,
e uma no��o muito real dos esp�ritos que nos rodeiam.
N�o imagino melhor maneira
de te preparares para o papel de um demon�logo.
N�o achas?
Eu s�...
Posso ir � casa de banho num instante?
QUERO QUE TU ACENDAS UM F�SFORO
Vamos come�ar?
Fazes o favor?
Claro.
Tu primeiro.
Ent�o, � aqui que vamos fazer o ritual,
quando estiveres pronto.
E quando ser� isso?
Preciso de um dia para te preparar. Portanto, amanh� � noite?
Est� bem.
E o que fazemos ao certo nesse ritual?
Sei que falaste em extrairmos os esp�ritos malignos,
como disseste, mas...
Clayton, j� fiz isto muitas, muitas vezes.
Aquilo � sangue, certo?
Sim, �.
Sangue humano?
Sim.
E de cabra.
Certo.
Bem, o que fazemos agora?
Comemos.
A cabra?
Hoje em dia, n�o costumo comer muita comida boa e caseira.
Bem, uma dieta saud�vel � essencial para uma mente saud�vel.
Por isso � que a minha mente d� comigo em doido?
Isso ou os dem�nios.
Espera. N�o, desculpa. Eu n�o quis...
N�o sei se isto vai resultar.
N�o. Eu s� queria ser engra�ado. Est� bem? Foi s�...
Sabes que h� muit�ssima gente que nada mais quer
do que ridicularizar-me e criticar-me pelo que fa�o?
Eu estou certa de que �s quem afirmas ser.
Mas n�o sei se conseguir�s silenciar
as ideias e d�vidas preconcebidas que obviamente te preocupam.
Ouve, preciso deste papel.
Est� bem? Tenho 35 anos.
Estou desempregado e tenho 1200 seguidores. � uma merda.
Bem...
Jesus Cristo s� teve 12 seguidores
e foi pregado � cruz e espancado at� � morte aos 33 anos.
Ao telefone, disseste-me que j� tinhas conseguido o papel.
Isso foi uma mentira.
Sim, foi.
N�o faz mal, querido.
As mentiras s�o o trabalho dos dem�nios
e eles convencem-nos a disfar�ar as nossas inseguran�as.
Mas, na verdade, est�o a afastar-nos cada vez mais de quem realmente somos.
Eu n�o tenho de te dizer isto
porque eu sei que o sentes dentro de ti.
Sim, acho que sim.
Querem mais uma audi��o na segunda-feira e tenho de ser...
Tenho de ser excecional ou v�o dar o papel
ao Donald, um oportunista merdoso.
Esse Donald...
Tens inveja dele.
Inveja?
Estamos na mesma aula de representa��o.
E ele � uma daquelas pessoas que foi aben�oada com sorte, sabes?
Fez um an�ncio institucional contra o aborto, aos dois anos.
E o an�ncio passou na televis�o durante oito anos, no Natal.
Toda a gente tem o seu caminho.
O Donald tem o dele
e tu vais encontrar o teu.
Espero que sim.
Acreditas em alguma coisa do que te digo, Clayton?
Ou, secretamente, achas que estou louca?
O qu�? N�o. Ouve, acredito em ti.
� s� que tudo isto � uma novidade para mim.
Portanto, parece-me estranho e � dif�cil de assimilar tudo.
� muito dif�cil para n�s desafiarmos as coisas que julgamos saber.
� muito dif�cil sabermos alguma coisa, hoje em dia, quando tudo,
os m�dia, a ci�ncia, a conduta social,
tudo � apresentado com tanta contradi��o e inseguran�a.
H� uma raz�o para eu viver aqui, querido.
Raramente uso a internet. E muito raramente uso o telefone.
Tudo isso causa um grande trauma psicol�gico.
E � assim que os esp�ritos malignos passam a controlar.
Gostava de te ajudar, Clayton,
tanto a n�vel espiritual como nas tuas ambi��es de carreira.
Mas vais ter de percorrer um longo caminho
desde o ponto onde est�s agora.
Sim, consigo fazer isso.
Sim, vou fazer isso.
Voc�s sabem que vos adoro, certo?
N�o. Adoras-me? Pensei que me odiasses, querida.
Ao ponto de querer incendiar-te a cara.
Faz hoje um ano, a minha m�e morreu �s 7h32 e o meu pai �s 7h48.
Posso perguntar-te uma coisa, Nik?
Como � que eles morreram?
Donald, meu!
N�o quero falar disso.
Desculpem. N�o devia ter dito nada.
Est� bem.
Sinto-me um grande cabr�o, agora.
Tu referiste a morte dos teus pais, ao minuto.
Portanto, achei que podia perguntar, mas tudo bem. Sabes que mais?
Sabem do que precisamos agora? De alguma adrenalina!
Esta merda est� a ficar obscura.
Isso quer dizer triste, Petra.
Desculpa se chorar os meus pais mortos � t�o aborrecido para ti.
N�o, eu entendo que � um assunto sens�vel.
Mas n�o te podes p�r a pensar nisso agora, entendes?
Vai estragar a tua pedra.
Esperem...
Interessante.
Voc�s acreditam em atividade paranormal?
Esp�ritos? Ressurrei��o?
N�o, eu n�o.
Bem, eu acredito porque vou interpretar um deles.
Um fantasma deficiente?
Cala-te, porra! Um demon�logo.
Na segunda, vou a uma nova audi��o para o Autoestrada Ps�quica.
O papel j� � praticamente meu.
Isto j� � s� uma formalidade.
H� uns lambe-botas metidos nisto
que vou eliminar.
Mas j� estou basicamente em modo de prepara��o.
Podem perguntar como � que o Donald se vai preparar para este papel.
Bem, vou dizer-vos. Uma purga emocional.
Serei um terapeuta de dem�nios e tu, a minha paciente.
Quem � a tua paciente?
V� l�, Nik.
Vais sentir-te mais solta.
Ela j� est� bastante solta.
Ela tem raz�o. Sou uma grande vadia.
N�o, eu sei.
Mas o que quero dizer � que guardas tudo dentro de ti.
Por isso � que andas sempre stressada.
Preciso de me preparar para este papel.
E tu tens de te purgar emocionalmente.
Matamos dois coelhos com uma cajadada s�.
E, de artista para amiga...
... est�s num lugar seguro, comigo.
Qu�o seguro?
Malta, vamos embarcar numa experi�ncia espiritual
com a lind�ssima menina Nikki.
- Para. Estou bem. - N�o.
S� tenho uma beleza normal.
� isso. E ela concordou em ser a cobaia
numa pequena experi�ncia de pesquisa que vou fazer.
Que tipo de pesquisa?
Quando me virem na capa da Deadline, ficar�o a saber.
Depois, a vossa �nica pesquisa ser� no Google
para saberem como lamber os tomates aqui do Don Don.
N�o sejas nojento no v�deo.
Tens tudo o que precisas, Clayton?
Sim.
O que � isso?
Um telem�vel.
Um aparelho mais perigoso do que um mutilador de peitos.
� uma distra��o.
Gera apenas inveja e desespero.
Est� bem. Posso deslig�-lo se tu...
Se ao menos fosse assim t�o simples.
A s�rio?
Est� bem.
J� me sinto melhor.
Sim.
Boa noite.
Est�s na minha entrada. Sai da merda da minha entrada!
Queres apanhar?
Queres apanhar?
DIMENS�O PERDIDA
APRESENTADO POR ELIZA ATWOOD
Ol�, sou a Eliza.
Ol�, sou a vossa apresentadora, Eliza Atwood.
Bem-vindos a um epis�dio de Dimens�o Perdida.
Digam-me, corajosos telespetadores. O que mais vos assusta?
Fantasmas, dem�nios, �vnis?
Ol�.
Ou simplesmente arrepiam-se do nada?
S�o masoquistas emocionais?
Sabotam as vossas pr�prias oportunidades?
Temem o futuro?
Bem, no epis�dio de hoje,
vamos seguir um homem inocente que vive na zona norte de Nova Iorque.
Uma noite, um visitante bate � porta. Ser� humano?
Bem, v�o ter de esperar para ver.
David Mamet diz que os atores devem apenas dizer as suas deixas.
Devem esquecer as suas motiva��es e mensagens subliminares.
Devem simplesmente dizer as suas deixas.
Eu concordo.
Odeio toda aquela bosta pretensiosa da prepara��o.
N�o, temos de seguir o instinto.
Estar no momento, sabes?
Sentimos algo, encontramos a energia, concentramo-nos nela
e deixamo-nos levar.
Quem � o David Mamet?
Quem � o David Mamet?
Onde queres chegar, Don?
Vou fazer-te algumas perguntas.
N�o penses muito nas respostas.
Diz a primeira coisa que te vier � cabe�a.
Pensar muito � o inimigo, est� bem? Lembra-te disso.
Que perguntas me vais fazer?
Viste? Acabaste de faz�-lo. Isso foi uma pergunta.
S� tens de me dar respostas.
E o que tem isto que ver com interpretares um dem�nio?
Demon�logo. Al�m disso, Petra, isso foi uma pergunta, est� bem?
O que queres que eu fa�a, Don?
Certo. Fecha os olhos. Respira fundo.
Voc�s deviam beber alguma coisa
porque est�s a ser um cabr�o.
E seria mais divertido para mim.
Por acaso... � uma �tima ideia.
- Felizmente. Sim. - Certo.
- C�us! - Tu primeiro.
Aqui tens.
Digo que, depois de cada resposta, ambos bebemos um copo.
Certo. Mas sabes que sou velho, certo?
Vais deixar-me em coma alco�lico.
Talvez. Reduz o n�mero de perguntas
e a Petra n�o ter� de nos lavar os est�magos.
Est� bem.
Certo. Primeira pergunta oficial.
Porque sou t�o bom ator?
- Nasceste com isso. - C�us! Muito bem.
Sim.
Voc�s v�o ficar b�bedos.
Sim. Ela tem raz�o.
Acreditas em possess�es demon�acas?
Responde.
N�o, n�o acredito.
Sentes-te culpada em rela��o ao teu c�o Riley?
O qu�?
Os intestinos dele sa�ram-lhe pelo rabo, debaixo das rodas.
- Donald, que merda � essa? - Petra, por favor.
N�o. N�o me sinto culpada, cabr�o.
Deixei-o sair de cada sem querer.
Eu tinha dez anos e ele era um c�o merdoso.
Continuas com esta inquisi��o espanhola?
- Se calhar dev�amos... - Petra, por favor!
A s�rio, isto � idiota.
Isto n�o � idiota, Petra! Est� bem? N�o � idiota!
Estou a entrar na personagem. Ela precisa disto. Eu preciso disto.
A �nica pessoa que n�o precisa...
- Vai � merda, Donny! - ... de estar aqui �s tu!
N�o est�s a ajudar de maneira nenhuma, entendes?
Cala-te de uma vez, porra!
Desculpa. Muito bem.
Os teus pais amavam-se?
Sim. Pr�xima pergunta.
Tens a certeza?
Sim. Pr�xima pergunta, por favor.
Agora...
O que aconteceu realmente aos teus pais, Nik?
Tens de ser sincera. Vais sentir-te muito melhor.
- Porque me perguntas isto? - Muito. Porque �...
- Porqu� essa pergunta? - ... o que eu fa�o.
O teu pai deu um tiro � tua m�e.
- O que fazes? - O teu pai...
- N�o sabes nada. - O teu pai deu um tiro � tua m�e
e, depois, enforcou-se. - Para com isso!
Sabes... Estaria possu�do?
Alguma for�a sobrenatural obrigou-o a fazer isso?
Tu mesma disseste que eram casados e felizes h� 25 anos.
- O que dizes, porra? - Felizes h� 25 anos.
De repente, ele mata a tua m�e a tiro?
- Porque me perguntas isso? - Porque o faria?
- Porque iria o teu pai... - Cala-te!
Porque mataria a tua m�e?
Isso era um segredo, cabr�o!
Porque � que o teu pai matou a tua m�e?
- Porque queres saber? - E depois se enforcou?
N�o, para! Pe�o-te que pares! Estou a pedir-te!
- Matou-a a tiro! - Para!
- Porque o faria? - N�o sei!
N�o h� qualquer raz�o para um homem fazer isso � mulher!
Esta casa � minha! Sai daqui!
- Sai da minha casa! - N�o faz sentido. Porqu�?
Porque � que o teu pai deu um tiro � tua m�e...
- O que te interessa? - ... e depois se enforcou?
O que te interessa, porra?
N�o te diz respeito! Cabr�o de merda!
Ele amava-a! Nikki, porque o fez?
Vai-te foder! Para!
O teu pai matou a tua m�e
e depois enforcou-se! - Para!
Nikki, ainda n�o acab�mos! Nikki!
Nikki, ainda n�o acab�mos.
- Nikki! - Vai-te foder, cabr�o!
- Por favor! Est�s doida? - Queres disto?
Cala-te, puta de merda!
Cala-te, porra!
Queres analisar a minha alma para o teu filme idiota
que nunca ningu�m vai ver porque � um filme idiota,
e tu achas que � muito bom?
O papel ainda nem sequer � teu, cabr�o!
Queres interrogar-me?
O meu pai matou a minha m�e porque ela o tra�a.
E depois, ele matou-se...
- Tens raz�o! - Desculpa. Desculpa, Nikki.
Estou s� a representar!
- Tamb�m sou atriz! - Sou um ator, por favor!
Tamb�m sou atriz.
Estou a representar.
Estou a representar.
Teve tanta piada!
Gostei disso.
C�us!
C�us!
Eu vou fazer
uma interpreta��o t�o diferenciada.
O que foi?
O qu�?
O que foi?
Bem, eu queria...
Queria saber quando ir�amos falar sobre a tua carreira televisiva.
Em 2000,
fui das primeiras mulheres
a apresentar um programa de ca�adores de fantasmas na televis�o.
Durou meia temporada. Teve v�rias cr�ticas negativas.
E foi isso.
Espera, ent�o... Tu �s atriz.
Porque desististe?
Encontrei a minha verdadeira voca��o.
Alguma vez tens vontade de voltar?
N�o!
Est� bem.
O Mallam Extractum.
Este � o texto preeminente para evocar e extrair esp�ritos.
E este � um manuscrito original.
�timo.
Uso-o como for�a orientadora para os meus rituais.
E o trabalho come�a agora.
Ent�o, isto �... est� a trein�-los?
Isto � mais do que um treino, Clayton.
Isto � evolu��o. C� vamos n�s!
�s um ser v�lido.
Sou um ser v�lido!
�s tu pr�prio.
Sou eu pr�prio!
�s livre de pensamento e livre de esp�rito.
Sou livre de pensamento e livre de esp�rito!
�s o melhor que podes ser!
Sou o melhor que posso ser.
Sou o melhor que posso ser!
- Di-lo! - Sou o melhor que posso ser!
- Mais alto! - Sou o melhor que posso ser!
Muito bem. Fecha os olhos.
Quero que penses na tua vida.
Pensa na tua fam�lia,
pensa nos teus amigos...
Nos namorados e nas namoradas.
Agora, fala-me do pior dia da tua vida.
S�o v�rios.
Escolhe um.
Uma vez, chamei cabra � minha m�e.
Onde est� a tua m�e agora?
Ela deixou-me.
E o teu pai?
Est� em Miami com o namoradinho dele, o Max.
Entendo.
S�o felizes?
Sim.
Clayton...
Sim?
Est�s a dizer-me a verdade sobre a tua m�e?
Eu matei-a.
Tive um acidente de carro e matei-a.
Ela era a minha melhor amiga.
N�o faz mal.
N�o faz mal.
Est� na hora...
... de fazermos o ritual.
Est� bem.
Uma �ltima coisa.
Magia de sangue � essencial quando queremos atrair um dem�nio.
Sim. De quanto sangue precisamos?
N�o � o teu sangue, querido.
Vem c�.
Pensa na tua m�e, pensa no Donald.
Pensa em todos os teus fracassos passados.
Liberta-os.
Neste momento, � imperativo que os teus olhos fiquem fechados.
Mas, se eu tiver os olhos fechados, como vou ver o esp�rito?
Bem, digamos apenas que vais senti-los.
Est� bem.
Muito bem. �timo.
Ent�o, quando come�armos o ritual,
� muito importante que nenhum de n�s saia de casa.
Porque, sabes,
se os esp�ritos fugirem enquanto estamos a evoc�-los,
n�o sabemos que caos ir�o criar.
Clayton Walker,
a tua mente foi possu�da por esp�ritos malignos.
Aqui, � tua frente,
dirijo-me aos esp�ritos que corromperam todos os teus pensamentos e desejos.
Clayton Walker, est�s a ouvir-me?
Sim.
Esp�ritos dentro do Clayton Walker, est�o a ouvir-me?
Que merda � esta?
O que fazes? Estragaste tudo!
Estraguei o qu�? Come�aste a esfaquear-me.
Para de ser neur�tico. Estou a realizar um ritual antigo.
Que se foda isto e o ritual!
Clayton.
Querido, acalma-te. Clayton.
Confiei naquela louca de merda!
C�us...
Ent�o, � isso? Vais desistir?
Bem, deve ser por isso que n�o consegues os pap�is que queres.
Est�s louca? Tentaste esfaquear-me.
Por favor. � um ritual antigo.
Era apenas um ato de intimida��o para atrair os esp�ritos malignos.
Faz parte do processo.
Pois, eu n�o vi nem senti qualquer esp�rito maligno, e tu?
Bem, abriste os olhos e fugiste, tonto.
� o que fa�o quando vejo algu�m apontar-me uma faca, Eliza!
- O que foi? Achas que vou... - O qu�? O que � que tu queres?
Achas que carrego num bot�o e extraio um dem�nio?
Tu vais carregar num bot�o e tornares-te uma estrela.
Falemos a s�rio.
Ap�s tantos anos como ator falhado,
esperava que percebesses que tudo o que vale a pena ter
requer paci�ncia, querido, requer tenacidade.
Tenacidade? Certo.
N�o estou preparado para esperar a vida toda
por esp�ritos malignos que podem ou n�o soprar-me no pesco�o
ou seja l� o que for que eles fazem, Eliza.
E h� tanto tempo que te amo
Encantado com a tua companhia
Estavas a ir t�o bem.
Porque estavas a cantar essa can��o?
Sei que, l� no fundo, tu acreditas, Clayton.
Sinto isso na tua alma.
E se eu fizesse um ch� para n�s?
Podias tomar um banho
e ficar um pouco sozinho.
Por favor, n�o te v�s embora.
Greensleeves era o meu encanto
Greensleeves era o meu encanto
O ch� est� pronto.
Est� bem.
Tens uma bela pila, querido.
N�o � demasiado grande nem demasiado pequena. � perfeita.
Depois disto tudo, n�o te vejo a regressares � tua vida antiga.
Sejamos sinceros, era bastante vazia.
Emocionalmente.
Uma vida aborrecida.
O que � que entusiasma, Clayton?
N�o sei.
Sabes o que me entusiasma?
A morte.
Est� bem.
- Ent�o, porque � que... - Porque � que ainda n�o me matei?
Sim.
H� muito tempo que ando a planear a minha sa�da para o inferno.
A �ltima coisa que quero fazer � desperdi��-la num mero suic�dio.
� a tua vez.
Quero ser uma estrela de cinema.
Porque queres ser uma estrela de cinema, Clayton?
Porque �... � uma valida��o,
uma prova de que eu estava certo.
N�o o podes a ti mesmo?
Porque precisas que um produtor te prove isso?
- N�o � a mesma coisa. - Porqu�?
Porque n�o.
Isso n�o � resposta.
Porque � �bvio, Eliza.
�?
Conseguimos um grande papel e depois...
E temos sucesso nesse papel e provamos que conseguimos.
N�o vejo a alegria nisso.
Se eu quiser provar algo a mim mesma,
eu simplesmente... provo-o.
Est� bem, ent�o, n�o � s� para mim.
- Ent�o, para quem �, Clayton? - Para todos. Entendes?
Todos saber�o que estavam enganados a meu respeito.
Todos os que me acharam um idiota
por seguir esta carreira, todos os outros atores
que se achavam superiores.
Quero v�-los a todos,
de p�,
a aplaudirem-me. A mim, o Clayton!
- Certo. - Sim.
Assim. Muito bem.
Posso fazer isso por ti agora, Clayton.
Isso mesmo.
Que tal uma v�nia?
Faz uma v�nia, Clayton. Uma v�nia.
V� l�, querido. Faz uma v�nia.
E onde estar�s, querido? Talvez no c�u
a olhar para eles? - N�o importa!
Para mim, n�o importa.
S� precisar de saber que vai acontecer.
Certo, mas o que interessa isso? A s�rio.
Tu n�o queres saber deles. Eles n�o querem saber de ti.
Acabaste de me dizer que s�o horr�veis.
Quem quer saber disso? Quem?
Eu quero.
Aposto que queres dar um murro ao Donald
sempre que o v�s, certo, querido?
For�a.
Diz-me o que lhe queres fazer.
Quero cortar-lhe a cabe�a com uma serra e atir�-la para um caixote do lixo.
V�s? Se libertares isso tudo,
o Donald deixar� de importar...
Nada disso importar�.
S� tu importas, querido.
S� tu.
Eu disse � minha m�e que ia ter sucesso.
Ela acreditou que eu conseguiria.
Eu vou conseguir.
Sim.
Sim, querido. Sim.
Vem c�.
Deita tudo c� para fora.
Clayton, querido.
Mas que merda...
Eu...
Acabei de ouvir a minha m�e.
Sim.
Ela est� aqui.
Clayton, querido.
Mas que merda?
Foda-se!
Ent�o? Como � que eu saio daqui?
N�o sais.
N�o?
- Foda-se! - Clayton.
Qual � a piada?
Tu.
Porque � que a janela n�o parte?
Se calhar, n�o deves sair daqui, Clayton.
Sim? Queres meter-te comigo?
Mata-te. For�a.
F�-lo.
Vamos. Mata-me.
Onde est� a minha m�e?
Est� aqui mesmo.
O que queres de mim?
Sabes, tenho pensado no que disseste.
E eu queria mais da vida.
Eu sempre... quis uma fam�lia.
Na verdade, queria um filho.
Vamos c� ver...
Pareces um pouco confuso.
Talvez isto te ajude a pensar melhor.
Era uma armadilha.
Meu rapaz... Temos de responder a um chamamento superior.
Repete o que eu disser.
Clayton, repete!
Vem at� mim.
Vem at� mim, meu filho.
�s idiota! �s burro. Est�pido. Burro.
O ch� verde paralisou finalmente o teu corpo.
Agora, podemos ficar juntos...
... para sempre.
Eu sempre quis um filho...
... para alimentar, dar banho e amar.
Clayton, passei a vida toda � tua espera.
Eu adoraria que me chamasses m�e.
M�e.
� t�o bom.
Sim, d�-me um arrepio.
M�e.
N�o.
A mam� est� aqui.
Eu estou aqui.
Aonde vais?
�s vezes sinto
Que n�o sou normal.
Mas tamb�m, o que � normal?
Certo? Eu adivinho, como toda a gente.
�s vezes, tenho ideias est�pidas.
Guardo-as para mim porque n�o quero que pensem que sou esquisito.
Pergunto-me se todos ter�o ideias estranhas, mas n�o as querem admitir.
Acho que todos temos ideias estranhas.
Querem saber que tipo de ideias tenho?
Bem, n�o vos posso dizer
porque � demasiado humilhante.
Foi �timo. Mesmo �timo.
- Obrigado. - Mesmo �timo, Donald.
Boa. Onde v�o filmar este?
- Depois, ligamos. - Sim? Est� bem.
O financiamento e essas coisas todas.
Bem, podem enviar-me uma mensagem, ligar-me ou mandar-me um e-mail.
Tenho as tr�s coisas.
Obrigado. Bem, adeus, malta.
Arrasei!
Credo, ele foi horr�vel.
Muito mau. Ao n�vel da secund�ria.
Ele arranja pap�is?
Sobretudo an�ncios.
Certo. Quem se segue?
Bem, devia ser o Clayton Walker.
Devia ter entrado antes do Donald, mas n�o apareceu.
Liguei para o agente dele, mas...
- Est�s a brincar. - Gostei desse.
- Foi bom. - Foi bom, n�o foi?
Tinha qualquer coisa de especial.
Infelizmente, meu amor
Est�s a agir mal
Ao mandares-me embora De forma t�o descort�s
Pois h� tanto tempo que te amo
Encantado na tua companhia
Greensleeves era a minha alegria
Greensleeves era o meu encanto
Greensleeves era o meu cora��o de ouro
E quem sen�o a minha senhora Greensleeves
Ent�o?
Estou na autoestrada A faz�-lo � minha maneira
Gosto de debitar muitas palavras
Sou muito perturbado
A ejacular para cima das ervas
� assim que eu fa�o
Leiam as sinopses
A rolar pelos sub�rbios
A rolar
A cortar-vos as gargantas E a beber-vos o sangue
A deixar-vos de cara para baixo
A respirar na lama
Maldito Elmer Fudd
� assim que eu fa�o
Eu n�o paro
Vou rebentar esta cena Neste Tic e neste Tok
E vais chupar-me a salsicha Ou seja, a minha pila
Estou a guard�-la para a tua m�e E est� dura como uma pedra
Quando fa�o as minhas cenas obscuras Mantenho a minha chama
E fa�o-as a sangue-frio Podem chamar-me Spock
Foi muito bom.
E... tudo bem, malta?
� sexta-feira, dia 18.
Um streaming demon�aco... Vai ser uma loucura.
Jogos, divers�o. Se n�o aparecerem, est�o mortos para mim.
�s 19 horas, fuso de leste, sexta-feira dia 18.
Apare�am!
Ent�o? Eu estava sentado num banco.
Sim, o meu rabo no banco.
E aqui, est� apenas... uma planta.
Portanto, olhei para a planta
e decidi que vou p�-la no rabo.
Porque � esse tipo de planta.
Plantei-a no meu rabo.
Quis faz�-lo.
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