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Eu n�o entendo como voc� pode viver em uma casa como esta.
- O qu�, voc� n�o gosta? Eles gosto de todos eles! - "Todos" quem?
- Voc� tem certeza de que resiste granizo? - N�o se preocupe, � inquebr�vel.
- O qu�? - Eu disse que o vidro � inquebr�vel!
- Isso j� aconteceu muitas vezes, e nunca quebrou. - Hein?
- � um sucesso... - Eu n�o entendo! Fale quando parar! - Sim
ADULT�RIO � ITALIANA - 1968
N�o se preocupe, disse que os vitrais s�o todos inquebr�vel.
Uma NF-104 Starfighter que quebrou a barreira do som.
Eu tinha um namorado que era um piloto. Conhe�o tudo sobre avi�es!
Quantos namorados j� teve?
N�o seja mau, �s vezes sou uma menina m�, mas n�o sou f�cil.
- Viu ontem � noite o que custou me convencer. - Sim, sim. Eh!
Al�, Marta? Adivinha quem �? Sou Gloria. Estou em Roma, cheguei ontem � noite.
Voc� vai ficar um pouco?
Como n�o estou feliz? Eu quero ver voc� em breve.
Sim, estou bem. Estou sempre desenhando.
Sim, mas agora mudou o modelo. Agora fa�o retratos do meu marido.
A prop�sito, estou noiva! N�s nos conhecemos na noite passada.
� chamado Fufi. Bah, Fulvio.
N�s dever�amos ficar juntos uma noite, para que eu possa conhecer o seu marido.
N�o, isso � muito bom, bem � quase embaixador.
N�o, eu prometo que voc� n�o vai fazer isso de novo. Eu s� recuperou de cortes �ltima vez.
Em seguida, ao meio-dia. Tchau, tchau!
- O que voc� disse, que foi ferida? - No pulso, viu?
- Eu cortei algumas vezes. - Por causa de seus namorados?
Sim, porque sempre que s�o casados e n�o me dizem.
Como se conhece se um homem � casado ou n�o?
Claro, � dif�cil.
- Serena, chame a senhora, por favor? - Sim, engenheiro. Bem-vindo.
- Seu marido, minha senhora. - Franco!
Que bom que voltou, Estava cansada de esperar!
Pode desligar isso?
Onde est�? Tenho uma surpresa que fiz na sua aus�ncia. Troquei o meu carro.
Mas foi uma oportunidade! Eu vou te buscar?
Me buscar? N�o, � melhor eu ir pela companhia de �nibus.
O aeroporto est� longe e h� tr�nsito ...
- N�o se preocupe, chego logo. - O que acontece, est� saindo?
Acabei de falar com o Minist�rio da Rela��es Exteriores: Tenho que ir embora.
Hoje?
Agora mesmo. Surgiu um problema entre o L�bano e a Turquia.
- Vai me levar com voc�? - O que disse?
Diplomatas, querida, quando estamos de servi�o, n�o h� mulheres.
N�o � m� sorte, � voc� que a procura!
Primeiro o mergulhador, depois o p�ra-quedista...
no ano passado, se tornou� noiva de um faquir e agora este embaixador.
Tudo o que restou foi o problema com a Turquia! Talvez ele encontre uma�turca
- Em Beirute ... que mulheres existem em Beirute? - Uma libanesa.
Uma libanesa! Mas pode-se ter tanta m� sorte?
Deve encontrar um homem quieto, como eu fiz.
Olhe. Sabe onde vivemos agora?
Em uma dessas tr�s casas. E sabe por qu�?
Porque Franco quer estar perto de mim, mesmo quando trabalha.
Veja? Seu escrit�rio est� pr�ximo aos arranha-c�us.
Se fosse ciumenta, poderia control�-lo com um telesc�pio.
Eu digo em tom de brincadeira, porque, sabe, Franco � realmente um marido perfeito.
- Aqui vem. - Onde?
- O carro vermelho, v�?. - Ah, sim.
- Mas este � Fufi! - Que Fufi? - Meu embaixador!
Qual embaixador? Venha, tenho que dar uma m� not�cia.
H� apenas n�o � solteiro, e nem mesmo um embaixador!
Voc� disse, n�o � embaixador e sobre tudo n�o � solteiro!
- Bom dia - Desculpe, Gloria, ficou noiva do meu marido.
- Como, voc� se casou com Fufi? - N�o se chame Fufi, se chama Franco.
Podemos tomar qualquer coisa?
O que aconteceu? N�o entendo.
Marta! Deve ser um mal-entendido!
Marta!
Marta, espere! N�o sei o que aconteceu!
- Escreve-me de Beirut! - N�o fiz isso de prop�sito, juro!
Espere! Marta, quero explicar!
- Voc� � que vai explicar ao meu advogado. - Advogado?
Marta, o que vai fazer?
- Espere, n�o v�. - N�o sabia que a Gloria era sua amiga!
N�o foi minha culpa, ela insistiu!
Sobe, vou lev�-la para casa.
- Ent�o me deu um nome falso! - Claro, ele � um covarde.
- Por que se casou com ele? - Foi um erro.
Marta, espere! Vouy ter que escalar a escada!
Subindo!
Foi uma coisa f�sica, sem import�ncia!
- Deve ser capaz de superar estas coisas! - N�o, eu choro, prefiro me separar!
N�o, eu imploro! N�o posso viver sem voc�! Abre!
Que andar � este?
- Desta vez n�o se mate. - Voc� est� certo, n�o vale a pena.
Tchau.
Aqui estou. Socorro! Mama mia, era o �ltimo andar!
Marta, o que importa � o amor, O que � a fidelidade?
Pense em quantos casais s�o fi�is e n�o se amam.
- Voc� me perdoa? - Claro! - Est� bem, ent�o te perd�o.
- Mas com uma condi��o. - Diga-Me. - Eu fa�o o teus chifres eu tamb�m.
- Mas eu te fiz s� uma vez! - E eu tamb�m s� os fa�o uma vez!
N�o posso aceitar, Sou um homem! Martha, eu te amo.
Tamb�m te amo, e sobe isso pode estar certo.
E isso � o que conta, certo? O que � a fidelidade?
- Ent�o concorda? - N�o! Voc� tem que me perdoar!
Voc� tem o dever de perdoar! Todas fazem!
N�o Franco, n�o posso perdoar.
As mulheres s�o iguais aos homens, deve aprender.
Quando h� amor, n�o h� coisas que o marido pode fazer e a mulher n�o.
Certo, ent�o juro que n�o vou farei novamente. Se juro, voc� acredita em mim, n�o?
- Olha, eu juro sobre a B�blia. - Este � o "Decameron".
- Quem misturou os livros? - N�o sou uma mulher como todas as outras.
Te amo por isso, n�o?
Se te perd�o uma vez, voc� vai fazer uma segunda, terceira, quarta...
Se tornar� um marido qualquer, como todo mundo.
Como o nosso vizinho. Aquele ali.
Aqueles que fazem tudo e depois dizem: "Mas eu amo minha esposa".
� verdade, mas ainda que tenha raz�o, se discute, se luta, mas�depois a paz � feita.
Eu n�o estou lutando. Eu fiz uma proposta e n�o aceitou.
- Ent�o eu voltar para Londres com a minha m�e. - Oh! Quem voc� pensa que �?
Voc� n�o entende que eu n�o posso aceitar esta situa��o. � um absurdo!
Se um homem e uma mulher s�o iguais, mas n�o neste t�pico!
Me castigue de outro modo, n�o sei. Pensemos em algo juntos.
Talvez... n�o ir ao futebol, por um par de domingos.
Se desejar, em vez de ler na cama, converso contigo. Est� feliz?
Marta! Est� me escapando!
O Passporte.
Um momento, tenho que falar com a minha esposa, que parte para Londres.
- Desculpe, n�o � poss�vel. - Pode cham�-la ent�o? - Eu?
E como fa�o?
Aten��o. O v�o Alitalia 008 para Paris, Londres, Nova York, port�o quatro.
Pedimos que apresentem o bilhete de embarque no port�o quatro.
Aten��o. Repetindo. �ltima chamada para v�o Alitalia 008 para Paris, Londres, Nova York.
Desculpe-me um momento, � urgente. Marta, est� me ouvindo? Sou eu, Franco.
N�o v�! N�o parta! Da primeira vez, uma mulher deve perdoar!
- O que est� dizendo? - Ser� publicidade?
N�s nos amamos, certo? E agora?
- N�o, deve ser uma novela. - Talvez.
- Ruggero, se apresse. - O que est� acontecendo?
- Venha para a cabine, r�pido! - Marta, n�o h� tempo!
Te pe�o desculpas pelo que aconteceu com Gloria.
Voc� n�o pode estar com ci�mes daquela cretina?
Certo, eu confesso. Sou um canalha, mas me perdoa.
Marta, aceito a proposta, aceito tudo, mas volta!
Te espero na sa�da! Conto com voc�!
- Ent�o, o que decidiu? - Sim.
- N�o quer voltar a pensar? - N�o.
Posso pelo menos saber quem?
N�o sei. Veja onde, quando e com quem, eu decido!
"Recordo-lhe que temos a visita de costume ...
dos nossos dirigentes do exterior." As frases de costume. Obrigado.
- Finalmente, amanh� partem. - Vou para a reuni�o. - Est� atrasado.
Ah, se chama Marta, diga-lhe que me encontrou deprimido.
Tente faz�-la se sentir culpada.
Ah, n�o se esque�a que esta noite deve ir ao Hilton para a festa.
N�o tenho vontade. Direi a Marta que voc� vai no meu lugar.
O Presidente pediu que voc� v� e quer mandar a mim?
O que acontece, est� preocupado?
Sabe, � a primeira vez que Martha me trai.
Eu prefiro que a frente seja mais curta, dois dedos sobre os joelhos.
Tudo bem, como quiser, senhora.
- Vestido com p�rolas prontas? - Quase. Foi um grande trabalho.
S� para colocar as contas perdemos dois dias.
- Espero que goste. Ele est� quase terminado. - Envie para mim, vou us�-lo esta noite.
- Uma festa. Quero estar bem para o meu marido. - � um grande vestido.
- Quando me cansar dele, fa�o colares. - � uma boa id�ia. Depressa.
- Sabe quantas p�rolas ele tem? 10.000. - Ah, sim?
- Ent�o amanh� o envio. Assim terminamos as contas. - Tudo bem.
Ser� poss�vel que n�o pode encontrar seis garotas divertidas?
N�o, isso n�o � da minha responsabilidade. depende de voc� o "rela��es p�blicas".
Sim, sim lhe pedimos seis e me enviou cinco.
Aqui � o diretor de Hong Kong e est� furioso.
Entendo, mas se essa Estela n�o pode vir, encontre uma outra.
Veja se voc� tinha, que se vestir para ir a uma festa oficial?
S�o muito elegantes e tamb�m muito bonitas.
N�o lhe haveria ocorrido de me fazer de est�pido com os meus colegas?
N�o se preocupe, vai ver que farei ficar bem.
- Seria melhor se estivesse em casa. - Franco, precisamos conversar.
- O que est� acontecendo? - Al�? Espere no telefone.
- Estela! Finalmente, querida! - Como?
Estela, meu nome � Max. Como est�, querida?
- Como te ocorreu trazer a Marta? - Por qu�?
- N�o me parece um bom momento. - Como?
- Ol�, rapazes. - Ol�. - Oi.
- Por que voc� n�o me contou? - Voc� me disse que n�o viria.
Quando pode buscar a Estela. Por agora ... n�s nos ajeitamos.
- Veja, me permite um momento? - N�o v� que estou dan�ando?
Um, Dois, Tr�s...
- Tenho que te dizer uma coisa. - Calma, a vi primeiro.
Um, dois, tr�s...
Barman, um martini, por favor.
- Chega, n�o misture tanta coisa! - Se fico b�bado, fa�o de prop�sito.
Eu n�o me preocuparia, logo de manh� ele parte.
Vamos sentar, querida.
Quer mais champanhe? Vou buscar.
Cuidado, Catherine.
Enfie-se no pijama.
- Boa noite, Sr. Klain. - Boa noite. Como est�?
Marta, quero ir embora. Estou cansado e minha cabe�a d�i.
Vai voc�, n�o pode me controlar o tempo todo. Somos um casal moderno.
Ao menos ponha seus sapatos. Comporte-se. Olhe como os outros se comportam.
- Vamos. Imediatamente. - A senhora est� comigo.
Porque n�o consegue uma garota voc� tamb�m?
Ele tem uma, chama-se Gloria.
- O que ele queria? - Queria me levar para casa.
Ah, como corre o rapazola! A sua sa�de.
Marta! Pare de ser est�pida!
E porqu�? Por que lhe importa?
O senhor acredita que tenho as pernas tortas e lhe mostro que n�o � verdade!
Toca qualquer coisa, mas mais sexy.
- Oh! J� � o suficiente! - O que est� acontecendo? Por que diabos se intromete?
- Deixe-me! - J� se fez notar bastante, n�o? Venha.
Solte-me.
- Agora voc� costurar todas as 10.000. - Cubra-se.
Pobrezinha, quase nua!
- Me fez fazer papel de tolo. - Aqui, Estela, ponha, querida.
- Deixe estar, desculpe. - Tome, tome, um penhor.
- Vamos. - Pobre da garota menina!
- Boa noite, Sr. Klain. - Boa noite. - Tchau!
Tente retornar com meu palet�, de prefer�ncia com a garota dentro.
- Mas eu... - Sim? V�, por favor!
- Ponta do p�. - Franco! Onde vai?
Quer o palet�! O que fa�o? � um homem muito importante. Amanh�...
Mostre-lhe as pernas. Quem sabe ao menos te promove. Cuidado, venha aqui.
- Pare de cantar, j� todos te ouviram. - Eu te conhe�o.
Sim, acho que sim. Se apoie em mim. Onde vai? E quando chegamos em casa?
- Ent�o? - E ent�o, aconteceu o que queria.
- Agora ficar� feliz. - Franco, est� falando s�rio?
- Imploro, n�o finja que n�o lembra. - Mas eu n�o me lembro de nada.
- Mas n�o pode ser! - Chega!
Pe�o-lhe para n�o falar deste epis�dio... desagrad�vel.
Estamos agora mano a mano e o assunto est� encerrado.
- E isso, o que �? - Voc� n�o sabe?
- � o palet� daquele cara: Max - Sim.
Mas por que est� aqui?
Se est� interessada em reviver o evento vou lhe dizer que chegou em casa...
nua como um verme com casaco por cima do ombro.
E o meu vestido?
Ficou l�, espalhados pelo ch�o, quando fugiu com o tal Max.
- N�o, n�o, n�o, n�o posso acreditar! - Exatamente com o meu diretor!
Depois os homens falam, contam!
Agora ele conta em Hong Kong, e toda a China saber�.
- Hotel Hilton? - O que est� fazendo?
Gostaria de falar com o Sr. Max Portesi.
Ah, j� partiu? Obrigada.
Hong Kong espera-nos. Se disser n�o os p�e nervoso. Deseja enviar a mensagem, senhora?
- Espere. N�o � f�cil. - Desculpe Sra., mas n�o posso adiar o tel�grafo.
- � uma exce��o, porque � a esposa do engenheiro. - Esta bem, escreva.
- "Pe�o ao Sr. Max Portesi... - Sim?
que me informe qual a rela��o entre voc� e a mulher de vestido de p�rolas."
- Que seria voc�? - Escreva assim.
"Por favor, precisar� repetir a pergunta..."
"Quero saber o que aconteceu depois que a mulher ficou nua."
- Onde? - Escreva.
Oh! Desculpe.
"Nada. Desgra�adamente."
- Entende o que ele tentou me fazer acreditar? - Sim. O que ele disse?
Nada, porque primeiro lhe dei um tapa e depois jurou que agora fa�o realmente.
- Muito justo! - Mas preciso da sua ajuda. - Minha?
N�o � f�cil, n�o conhe�o muitos homens. Voc� sim, tem experi�ncia.
Como v�, aqui h� alguns homens. Vou lhe apresentar alguns.
- Corrado, conhece a Martha? - Ol�.
- Bom Dia. - Me permite, Hugo?
- E este � Hugo. Olha que bonito. - � um prazer. - Prazer.
Aldo desce. Te apresento minha amiga.
- Meu nome � Marta. - Peretti, encantado.
- Vamos Gloria, vamos para baixo. - Por qu�? Voc� n�o gosta?
Eles s�o todos campe�es, sabe?
- Gloria. - Diga.
- Perceba. - Sim.
Recorde que sou uma mulher casada.
Estes s�o muito jovens, n�o parece adequado Al�m disso eles podem falar.
Ah, se � por isso, todos falam. Contudo te apresento aos outros.
- Espere, devo ligar para um amigo! - Que amigo?
- Um simp�tico, assim sa�mos os quatro. - Mas estou cansado.
- Filippo, Marta. - Prazer. - Prazer. - Ent�o, eu vou telefonar.
- Este � o �nico que deve deixar passar, � o meu novo namorado. - Muito bem.
S� gosta das fan�ticas do esporte.
Eu n�o gosto de trair Franco, mas ele me colocou nessa situa��o.
Ora, a primeira vez que sai com um rapaz, como se comporta?
- Beh, veja. - O que s�o? - S�o caramelos energ�ticos.
- O que quer dizer? - Eu os dou como caramelos normais...
e Filippo come e fica mais carinhoso.
Que canalha!
Esconda-os, Filippo n�o deve v�-los.
- Sim j� a v�, venha. - Voc� j� encontrou algu�m? - Sim, com certeza.
Voc� diz que � uma garota muito bonita.
Uma garota? N�o, por caridade! N�o quero nem ouvir falar disso.
Entendo, � bonita e jovem, mas n�o me interessa, sou um marido fiel.
Eu n�o fa�o essas coisas.
Filippo, estou com problema com algo assim. Divertam-se.
- Ol�. - Ol�. - Como foi seu dia?
Nada, ainda estou procurando, mas � mais dif�cil do que pensava.
Um... queria casar-se comigo, outro era fiel � sua esposa...
Sabia que os maridos permanecem fieis?
- E isso de quem �? - � de uma amiga.
Tamb�m esta boina de homem � da sua amiga?
Amor, uma boina n�o prova nada!
- E o cachimbo quem o fuma? - Ent�o n�o confia em mim?
Possui uma vantagem sobre os outros maridos. Os outros sempre tem d�vidas.
Voc� � mais afortunado. N�o tem d�vida, sabe que vou fazer.
- Mas me deixe fazer as coisas direito. - Quanto tempo tenho que esperar?
Isso n�o sei. Mas deve estar feliz que n�o sou de gosto f�cil quanto a homens.
N�o diga a palavra "homens"!
Batom, um len�o, caramelos...
De quem � esse n�mero?
N�o conhe�o.
Al�? Com quem falo?
Sou eu que quero saber com quem falo.
Diga-me quem � e, em seguida, digo quem sou.
Senhorita, me desculpe, a que nome corresponde o fone 269-231?
Ah... � privado! E como sei a quem ele pertence?
Ah, n�o pode, n�? Juro que n�o vai contar a ningu�m.
Entendo.
Al... quem poderia ser? Alberto? Alfonso?
- N�o se chamar� Alberto? - N�o, por qu�?
- Ent�o, Alfredo? - N�o! - Alessandro?
- N�o. Tenha paci�ncia. - Maldi��o! - Quando acertar, vou te dizer.
N�o quero fazer as coisas em segredo.
- Quem separou as camas? - Eu.
- E por qu�? - Porque estou com raiva de voc�.
Oh n�o, n�o deve ficar com raiva de mim, H� um pacto entre n�s!
Est� bem, n�o ficar com raiva, mas n�o quero dormir com voc�.
- Veja que o marido tem deveres com a sua esposa! - Ah, sim?
Eu me atenho ao C�digo Civil, os c�njuges tem a obriga��o da coabita��o.
E coabita��o n�o significa apenas ficar sob o mesmo teto.
Ent�o encontre a lei que diz que sou obrigado a fazer amor.
- Mas Franco, que importa, nos amamos! - Se nota que n�o nos amamos como antes.
- N�o, nos amamos como antes. - Ent�o sou eu que n�o te amo mais.
- Voc� me ama como antes! - Veja, eu quero dormir.
Quem �?
Eu quero dormir sozinho. Por favor, vai dormir na sua cama.
- N�o, durmo aqui, tenho o direito. - Est� bem, muito bem.
Ufa!
Continuaremos assim a noite toda!
- A mulher deve seguir seu marido. - Como devo fazer para dormir sozinho?
N�o tem que se casar. Me abrace.
- Eu quero dormir. - E eu n�o!
Por que deve ser sempre o marido que decide se dorme ou n�o?
Ent�o, est�mos acordados, mas cada um por conta pr�pria.
- Se v� claramente que me ama. - N�o!
E n�o � nada digno de querer dormir com algu�m que n�o te deseja.
Deve haver uma lei!
Come�amos por estabelecer quem fuma cachimbo e joga t�nis.
Sabe quantos homens existem que fumam cachimbo e jogam t�nis?
Acha que quando a pol�cia faz um "Identifica��o" o faz melhor?
Ainda temos a boina, uma parte do nome e um n�mero de telefone.
Que � privado, que � como n�o ter.
Eu estou pensando em chamar de novo. Qual � o n�mero?
269391. E estes caramelos?
Encontrei na carteira de Marta. � raro, ela n�o gosta.
Oi, � Alberico? Mas por que ficar com raiva?
Est� bem, se sou sempre eu, quer dizer que me enganei de novo!
Como se chamar�? Tente chamar voc� e pergunte se h� um Alessio.
Voc� j� ligou quatro vezes, espere at� amanh�.
- Gostosos estes caramelos. Quer um? - N�o, n�o! C�rculo Deportivo Farnesina.
V� ao Club de Tenis e veja se Marta est� l�. Se est� com algu�m, me avise.
- E se ela me ver? - N�o se deixe ver! � a �nica pessoa que confio.
- Est� bem. - Tchau.
Desculpe Marta, devo lhe falar por que estou aqui com voc�.
- Marta, falo a verdade, Franco me enviou. - Sim?
Mas n�o lhe diga. Olha, deveria confiar mais em mim.
- Esta noite por que n�o vem a minha casa? - O que diz, est� louco? - Desculpe.
Disse, que sempre fomos amigos, e sempre confiou em mim.
- Sempre teve belas pernas! - Veja que digo a Franco!
Desculpe, estou descontrolado.
Voc� � jovem e veja... joga bem... o que posso dizer?
Tem um corpinho? Oh, desculpe!
- Quer um caramelo? - N�o. - Vamos fazer as pazes. D�-me um beijo.
Marta, por que se vai? Venha aqui! Marta!
Enfim s�s! � a oportunidade perfeita.
Marta, n�o jogue, realmente! Toda a minha vida procurei uma mulher como voc�.
Espere, onde est� indo? Quer que te conquiste? Te conquistarei.
- V� embora, bruto, canalha! - Martha, est� magra, mas eu gosto mesmo assim!
Te peguei! A�! Marta!
- Como se sai daqui? - Siga em frente e chegar� a Piazza Venezia.
Obrigada.
- Que voc� se v�, sim ou n�o? - N�o! - Se n�o me deixar vou chamar a pol�cia!
- De quem � essa m�o? - Por que me pergunta? N�o sou adivinho.
- E se verificar as impress�es digitais? - Acho que est� exagerando.
Por qu�?
Talvez o cara que est� procurando n�o est� longe. Coincide tamb�m com o cachimbo.
- Quem, o advogado? N�o acho. - Por que n�o?
- Vizinhos s�o sempre os mais perigosos. - � uma boa id�ia.
Pode ter raz�o. Talvez ele s� pense em mulheres.
- Vejamos se a m�o � sua. - O que est� fazendo? Eu disse: "Pode ser."
E digo-lhe de imediato.
- Estou saindo. Algu�m tem que ficar no escrit�rio. - Sim, sim.
Quem �? O que � isso?
Para nada. N�o � a mesma.
- Marta! - O que est� acontecendo? - Vir.
- Quem te deu...de quem � essa m�o? - N�o sei, querido. Realmente n�o sei.
- N�o sabe. - N�o.
No entanto, n�o foi uma car�cia. Marcou os cinco dedos.
Que vida est� levando? Com que pessoas tem sa�do?
- Lembre-se que � uma senhora. - Nem sequer tinha notado.
Como, tesouro, n�o se preocupe. Amanh� mando para o tintureiro e pronto.
Bom dia! Ah, sim, obrigada! Espere um instante!
Tem 200 liras?
- Ent�o, voc� tem ou n�o? - Ah, sim. 200 liras.
Toma.
Aqui, pegue!
- Lindas! De quem s�o? - N�o sei. O cart�o n�o est� assinado.
- Posso ler? - Sim, querido, n�o tenho segredos para voc�.
"Desculpem a vulgaridade".
- � o tipo da m�o! - N�o sei, Franco!
- N�o te interessa saber quem �? - Quem poderia ser?
Seja um admirador. N�o pode me proibir de ter um admirador.
- Al�, quem fala? - Al�.
- Recebeu as flores? - Sim.
- Pode falar? - N�o, meu marido est� em casa. Posso ouvir.
- Nos encontramos? - Claro. - Onde? - No lugar de costume.
No lugar de costume.
Mas te encontro, sabe?
Aqui est� a alabarda, a echarpe e o imperme�vel.
Talvez seja melhor uma coisa de cada vez.
O imperme�vel fa�o com que encontre amanh�.
Por hoje basta a echarpe e a alabarda.
O que quer que ele acredite, que o trai com um lanceiro?
O farei trabalhar um pouco a fantasia. A principal coisa � que ele fique ciumento.
Sabe o que digo? Assim o far� ficar louco!
Al�, � Alighiero? Oh, n�o est�? Quando posso encontr�-lo?
N�o existe? Mas n�o volta do almo�o?
Tudo bem, se n�o existe, paci�ncia, mas n�o � o modo de responder ao telefone!
Nem Alighiero. Tente chamar voc� agora.
- Espere, ao menos, dez minutos. - Talvez seja Alice.
Quem �?
- Bom dia, Engenheiro. - Bom dia. - Trouxe o que me pedi.
Obrigado Colizzi. O devolvo em poucos dias.
- N�o importa. Al�m disso ja fiz a opera��o. - Obrigado.
- O que � isso? - A �lcera do Contador Colizzi.
- Agora levo para casa e espero Martha se comover. - E isso?
O encontrei no carro Marta.
- Quem pode ser? Quem? - N�o, isso n�o � poss�vel.
Oh, n�o! N�o! N�o...
Sim N�o... Temos de parar de ser imprudente.
O que?
Meu marido descobriu... a alabarda.
Ent�o, n�o a uso mais.
Temos que mudar o lugar.
E onde nos veremos?
Venha � minha casa.
Quan... quando?
Amanh�?
Que horas?
- � hora habitual. - Venha para casa?
Sou Silvio Sasselli, modelo de nu como a publicidade diz.
Ah! Sim. Venha.
Desculpe senhora, meu peito � de 110, cintura 79, altura 175...
sem vest�gios de celulite. As medidas s�o perfeitas. Se a Sra discordar, me retiro.
- N�o, tudo bem, isso � o que queria. - Que bela casa!
Tenho posado para os melhores artistas contempor�neos:
... Guttridge, Manzu...
- Sente-se. - Obrigado. - Uma bebida? - N�o, obrigado.
Desculpe se olho o rel�gio, mas os minutos custam.
Poder�amos concordar com o pre�o?
Desculpe, n�o entendi o que disse. Pode repetir um pouco mais alto?
- Disse que poder�amos chegar a acordo sobre o pre�o. - N�o sei, n�o conhe�o a taxa.
5.000 liras por hora, mais 500 para o t�xi, s�o 5.500. Uma hora bastar�?
- Deveria bastar. Depende de voc�. - Depende de suas exig�ncias.
Est� bem, dispa-se. Enquanto pego as uvas.
Uvas! Entendi: Baco. � uma postura que me pedem muito.
Aqui est� tudo que precisa: folhas e a toga.
Em um momento estou pronto, senhora.
- Est� pronto? - Um segundo, aqui vou eu!
Estou pronto, s� me diga o esp�rito da pose. Cl�ssico, barroco?
A aviso que n�o presto para a pintura abstrata.
Um eventual desagrega��o do meu corpo, me parece equivocada.
- Venha at� aqui. - Devagar o cascalho faz mal aos p�s.
- Fique a�. - Como Baco, certo?
- Voc� se importaria de ficar al�? - Mudamos as posi��es.
- Aqui tem uma luz mais forte. Agora n�o se mova. - N�o me mover.
Outra indica��o. N�o obstante a escassa vestimenta, pode me tocar pessoalmente com as m�os.
- Sou um profissional com a moral comprovada. - N�o, para mim est� bem assim.
Se o mestre acha que pode se controlar, eu tamb�m poderia tirar minha toga.
- Esconda-se, pode ser meu marido! - Estamos fazendo algo errado?
- R�pido, pegue suas coisas! - N�o podemos prosseguir?
R�pido, por favor, � meu marido! Depressa!
- Para onde vou? - Por aqui. Saia pela janela. Pegue suas coisas.
- O chamo amanh�. - O honor�rio! N�o, me disse que era perigoso!
Para onde saio? O que falta � eu encontrar seu marido.
Ah, o arm�rio.
- Estou muito nervoso. - Sente-se. - Obrigado. - O que aconteceu?
- Passou tudo em um momento, nem sei o que dizer. - Tem certeza de que era o meu marido?
Muito certeza! Eu senti o pux�o e vi o seu marido fugir com a manga na m�o.
Oh, que descuidado. Desculpe, estava fumando seu cachimbo.
- Realmente senhora n�o sei o que pensar. - Voc� quer uma bebida?
N�o, obrigado. Eu tenho que ir, mas espero voltar a v�-la, senhora.
- N�o sei o que dizer. Sinto pelo seu palet�. - N�o se preocupe com isso.
- Oh, me pareceu ter colocado a manga no sof�. - Voc� tem certeza?
Certeza, certeza, n�o. Ultimamente, acontecem coisas estranhas comigo.
No outro dia seu marido pegou a impress�o da palma hoje me arrancou a manga. Onde vai chegar isso!
- O meu marido! R�pido, por aqui! - Onde? - Por aqui!
- Estou envergonhado. - R�pido, imploro! Ele � muito ciumento!
- Fica violento! - Isso me compromete!
- N�o estava trabalhando? - Saia pela janela! Depressa!
Est� fechada.
- Ol�. - Por que voltou t�o cedo hoje?
- Que lhe importa? - N�o, estou feliz. Te amo muito.
- Veio algu�m? - N�o.
- Ent�o fumava seu cachimbo? - Eu?
Al�? N�o, engano.
- Quem se enganou? - E como vou saber?
- O que ele disse? - Ele disse: "32156?". - Por Qu�?
- Ele perguntou: "Se era 32156?". - O que voc� disse?
Voc� ouviu. Eu disse: "N�o, engano."
- O que est� fazendo, ou fica ou sai? - O que voc� prefere?
Eu prefiro que fique. Isso me d� prazer, eu te amo.
Infelizmente, tenho de ir. Vou ao m�dico. N�o me sinto bem.
- O que sente? - Nada, n�o se preocupe. Vou mudar a camisa e sair.
- Estou indo. - Volta tarde?
Eh, n�o sei. Depende de como me encontre o m�dico.
- Tchau. - Tchau.
Ol�? Ah, � voc�, Roberto.
Que reuni�o? � urgente? Certo, espere um minuto.
Naftalina!
N�o consigo encontrar uma camisa limpa.
- � para voc�. - Obrigado. Ol�?
Eu n�o posso ir, estou ocupado. Diga uma desculpa.
N�o, � melhor dizer a verdade. Diga a ele que tenho uma �lcera. Tchau.
N�o tem vergonha de se comportar assim?
- � realmente rid�culo. - N�o sou rid�culo, sou um homem doente.
- E n�o vai ao m�dico? - N�o, pelo contr�rio, n�o quero me curar.
Prefiro morrer, assim ter� remorso pela vida toda.
- N�o deve ser nada de grave. - Ah, n�o � grave?
O m�dico quer que eu tome uma decis�o. Apesar de n�o se importar nem de me ouvir.
Estou guardando as roupas de ver�o, mas te ou�o! O que tem na sua m�o?
Minha �lcera.
- Esta mancha branca � uma �lcera no est�mago. - Entre.
N�o te disse para n�o se preocupar, mas no escrit�rio passei mal algumas vezes.
O m�dico diz que pode perfurar, de repente, n�o sei se esclare�o.
- Diz isso como se fosse minha culpa. - � claro que a culpa � sua!
Se eu pudesse viver em uma atmosfera familiar mais serena, mais tranquila, talvez me aliviaria.
- Voc� deve beber muito leite. - Claro, porque a �lcera se cura com leite.
- Aqui esteve um homem! - Talvez mais. Por que n�o procura melhor?
Onde se escondeu?
Desta vez n�o me escapa.
Se o encontrar, o mato!
Franco!
Ele desmaiou. Oh Deus, a �lcera!
Mas maldi��o, antes de operar-me ao menos deveriam fazer uma radiografia!
Eu lhe mostrei a chapa que levou para casa. Eles disseram que era urgente.
- Assim outra vez n�o conte mentiras. - Sim, est� bem.
- Marta. No entanto, eu estava aqui. - Est� certo, Walter.
A culpa � nossa, n�o sua. A pr�xima vez seremos mais cuidadoso.
- Dizia que poder�amos chegar a acordo sobre o pre�o. - N�o sei, n�o sei a taxa.
5.000 liras por hora, mais de 500 para o t�xi, s�o 5.500 .. Uma hora bastar�?
Deveria bastar. Depende de voc�.
Querida Senhora, depende das suas exig�ncias
Tudo bem, ent�o dispa-se.
Feche.
- Bom dia. - Fiz uma amplia��o fotogr�fica. - Vamos ver.
- Esta � a pegada. Tamanho 42. - Bem, n�o ajuda muito.
- E estas, como lhe disse, s�o uvas. - Uvas? - Sim, uvas.
- Eu n�o entendo. - Posso ir? - Sim, obrigado, vai.
- Mas � um homem nu! - Esta quest�o das uvas n�o me convence.
Desculpe. Existe um homem nu em sua casa e se preocupa porque tem uvas na cabe�a?
Bem, quero saber porqu�!
Dois...
Al�, Alceste est�? Ah, n�o est�! E Alibrando est�?
Ent�o me d� Alboino! Ele est� morto?
Quando? Em mil, quinhentos...
- Inbecil! - Olha Franco, acho que est�vamos errados com o "identificador".
- M� raz�o. Pense em Martha, voc� a conhece. - Eh n�o, agora n�o a conhe�o mais.
Olhe quem desculpa! Olhe bem!
E depois... a alabarda, uvas... Ouviu a grava��o.
Um amante pago? Pago! Mas vamos l�!
- Acha que Marta teria escolhido um monstro? - O que quer dizer?
Quero dizer que um cara como esse � dif�cil que possa circular dif�cil que exista.
Talvez tenha raz�o. Talvez tenha me preocupado por nada.
Mas claro! Vamos que est� na hora.
Olha Franco, n�o entendo as mulheres, mas acho que um deslize elas perdoam sempre.
Verdade, que est�pido! Nos deixamos sugestionar!
- Bom dia, senhora. A anuncio ao Engenheiro? - N�o, vou surpreend�-lo. Obrigada.
Pensar que cheguei a suspeitar que o cara era da Guarda Su��a!
Todas essas brincadeiras dos maridos, as mulheres devem tolerar.
Claro!. Se n�o tivesse dado import�ncia, ela j� teria me perdoado.
E quando te perdoam uma, te perdoam todas.
Adeus, espantalho!
Um dia desses me coloco eu a capa de chuva amarela
Gosta da Marta.
- O que quer? - Um suco de uva. Tamb�m para voc�?
- Sim, isso soa bem. - Dois, ent�o.
E pensar que este �ltimos tempos as uvas me eram antip�ticas.
Adeus!
- Quem � esse? - Um amigo meu. Nunca te disse sobre Alfie?
- Voc� disse Alfie? - Sim, por qu�? - Aqui est�o os sucos.
N�o. Para mim, caf�, suco de uva n�o quero mais.
- Se te interessa escolhemos o �ltimo. - Foi voc� que disse que era seguro.
"Inseguro". Eu disse, "inseguro" "n�o seguro".
- Espere um momento aqui. - Onde vai? - Voltarei em seguida.
Ei, voc�!
- Onde estava? - Fui fazer uma aposta. Fui aos boxes...
achei que tinha ganhado, mas... H� muito tempo que me espera?
Marta.
- Devo confessar algo. - O Qu�?
- N�o � f�cil. - Diga-me.
Desejaria tomar um banho.
Est� bem. Eu ia tomar banho, mas se quer ir primeiro...
N�o, vai voc� primeiro. Sinta-se confort�vel.
"Roubo", "furto"...
"Legitima defesa"... "crime de honra".
"Tr�s a sete anos". Uh, bem
- O que aconteceu - Nada. Calma. Agora, deve me fazer outro favor.
- Agora... n�o fa�o favores para ningu�m! - Uma pequena coisa - Est�o loucos!
- Est�o loucos! Loucos! - Ou�a...
... 2... 4...
Ol�, par�quia de Sant'Il�rio Perdoe a hora, padre.
Talvez n�o se lembre de mim Eu fui batizado na sua par�quia.
N�o, depois n�o tive chance de ir. Preciso me confessar, padre.
Eu n�o posso ir pessoalmente. Se tiver a bondade de ouvir, vou contar tudo pelo telefone
Ah, n�o serve como uma confiss�o?
Por que n�o se pode confessar pelo telefone? Estamos em 1966.
H� psicanalista por telefone.
Certo, padre. Mas olhe que perdeu um grande pecado: homoc�dio.
Homic�dios, "h", como homem ", o " como outro...
Desligou.
Marta! Marta, a �gua!
Marta! Como � que n�o h� �gua?
Vamos ficar sem �gua por tr�s dias. O bairro todo.
- A cortaram, porque amanh� devem rastrear o lago. - O lago?
Se n�o tivesse jogado na �gua o saco com pneus, neste momento seria um assassino.
- E agora poderia estar na cadeia - Poderia ser tamb�m um hosp�cio.
No entanto Marta n�o renunciar�, eu a conhe�o.
N�o � uma mulher como as outras, eu gosto disso!
- Gloria, abra! quero falar-te! - Que acontece, Marta? O que quer a essa hora?
- Quero saber quem est�! - Por qu�?
Franco n�o voltou para casa! Toda a noite o procurando! Diga-me se est� aqui!
N�o � ele, � um novo namorado. Um namorado real! Vamos nos casar.
Leopoldo, mostre-se. Ele se envergonha!
- N�o vou embora at� ver quem �! - Ele n�o quer.
� lindo n�o?
Marta ainda pode durar dez anos.
Acredite em mim, cheguei ao ponto onde o que mais quero, � que Marta me traia.
- Mas r�pido, assim acaba este pesadelo. - J� encontrou isso?
Certo, disse que deve encontrar o tipo certo. Deve fazer as coisas com calma.
- E se ela n�o o encontra...? - Cuidado! Onde vai? Afaste-se!
- N�o v� que a ponte acabou? - Se acabou?
E como os romanos passavam para o outro lado?
- Roberto, voc� � o tipo certo. - O que quer dizer?
- Voc� n�o � o meu melhor amigo? - Bem e agora?
- Voc� poderia me ajudar com Marta. - N�o sei se entendi.
Claro que entendeu.
Geralmente, os amigos do marido tomam a iniciativa.
- Marta nunca suspeitar� que eu lhe pedi. - N�o acho que funcione.
Roberto, deve funcionar. � um grande favor que lhe pe�o!
- Pense que um dia voc� tamb�m poder� precisar. - Bem, o farei.
- Franco! - Quem �? - � Marta! - Vamos fingir que n�o nos conhecemos.
Cada um por sua conta.
- Franco! - Franco, onde vai? Espere!
Franco! Marta!
Oh! Desculpe.
N�s sempre vi�mos aqui. � mais um hotel que um hospital.
Alguns v�m para "relaxar" do fim de semana.
- Boa noite. - Tchau. Boa noite. - Tchau.
Marta, sou eu, Roberto. Deixe-me explicar, n�o entre em p�nico.
Sei que posso parecer insistente, depois do que aconteceu no telhado,...
mas dessa vez a minha miss�o � de paz.
Se realmente deve fazer, sou o seu melhor amigo.
Se aceitar, n�o vou contar a ningu�m. Ser� o nosso segredo maravilhoso.
Mas n�o quero que me veja apenas como um frio pacificador...
porque eu, na minha alma,...
... espero que n�o se importe, n�o sei como diz�-lo,
Marta, Marta, como � amarga a vida de te amar assim!
- Maldito porco traidor! - Franco, mas voc� me pediu!
Eu? Quando?
O que est� fazendo? Est� louco?
- N�o, n�o! A garganta! - Te vou dar! Ir para...
- Mas o que acontece? - Eles brigam por uma tal de Marta.
Estava b�bado, n�o sei o que disse ao Roberto.
N�o me lembro. Quem sabe o que entendeu?
Mas o peguei s� porque ele ousou pensar em voc�!
- Est� levando as peles? - Por que, lhe servem?
- N�o entendeu que desta vez estou falando s�rio? - Se as coisas est�o bem, esque�a. Vou eu.
- Voc� disse por dizer ou realmente vai? - Eh... como voc� quiser.
- Foi que voc� disse? - Eu digo: "Ou eu vou ou voc� vai."
N�o, n�o, eu vou embora, voc� disse.
- Est� aqui a mala. - Obrigado, vou sem ela.
- N�o leva nem mesmo um pijama? - Onde n�o preciso de pijama.
- Desculpe, minha cabe�a d�i, nenhum tubo de Cefanal? - H� um no banheiro.
- Sim, mas tem um s�. - E ent�o?
D�i muito, queria dois.
- Veste uma jaqueta esportiva? - N�o, prefiro um terno escuro.
- Toma. - Obrigado.
Onde vai, a um funeral?
N�o � para levar de forma t�o tr�gica. N�o � o primeiro casal que se separa.
- Tchau, Marta. - Tchau.
- Meu trem j� partiu. - Se pode saber onde est� indo?
Neste vidro dissolvi vinte comprimidos de Cefanal.
- Me envenenei. - Oh, � isso que est� vestido desse jeito!
A morte � um evento bonito na vida de um homem.
Nem "La Traviata" � t�o comovente.
Mas como, eu cometo suic�dio e voc� ironiza? N�o, eu teria imaginado tanto cinismo!
Decidimos nos separar, talvez seja por isso que me causa menor impress�o.
Al�m disso, se essa � a sua escolha... O que est� acontecendo?
Uma estranha sensa��o.
Como se o dia tinha sido encurtado, j� se fez a obscuridade.
- Ligue... as luzes, por favor. - Est� bem.
- Se cortou? - N�o � nada, um cortezinho.
N�o se cortou com com algo enferrujado? �xido � perigoso.
Poderia ter uma infec��o e o t�tano.
T�tano? N�o tem um pouco de �lcool?
- Para qu�? Se cometeu suic�dio! - Se me permite, eu escolho como morrer!
Foi um cortezinho bonito.
Acho que voc� n�o acredita que me envenenei.
Por que deveria acreditar em voc�? N�o contou mais que mentiras, desde que nos conhecemos.
Marta, lhe imploro... pode ser meus �ltimos momentos.
Nesse vidro dissolvi vinte comprimidos de Cefanal.
N�o, colocou apenas um Alka Seltzer.
Quando algu�m diz que quer se envenenar, deve ter a coragem de faz�-lo.
- E eu fiz. - Devo lhe cortar o h�bito de fazer com�dia.
O que � com�dia?
Os comprimidos de Cefanal os jogou na caixa de algod�o e eu tive que colocar no vidro.
Que vidro?
Em que voc� bebeu. Porque quero que voc� se comporte como um homem pelo menos uma vez,...
embora a �ltima.
Mas agora... Eu posso morrer!
N�o necessariamente, se fizer lavagem estomacal.
Mas r�pido.
Al�? Clinica? Al�? Ningu�m responde!
- Se voc� discar o n�mero primeiro. - Ah, sim!
Ei.
Quarto 321.
- Mas, realmente, por que fez isso? - Porque eu estava com medo de eu ir embora.
Imaginem, que eu o adoro!
Fique tranquila, em tr�s dias o mando para casa como se fosse novo.
- Obrigada, at� breve. - Tchau.
Ah, Marta. Estou experimentando uma nova dieta de emagrecimento.
- Comente com seus amigos. - Est� bem.
- Franco! Ei Franco! - Quem �?
- Sou eu, Gloria! - Ol�.
N�o esperava encontr�-lo aqui. Eu sou um das "regulares" aqui, mas, e voc�?
- P�lulas de Cefanal. - Como foi com essas p�lulas? Para mim, muito mal.
� raro, s�o para a dor de cabe�a, tomei 20 e me veio dor de cabe�a.
Se, eh?
Sabe, perdi outro namorado. Adivinha por qu�?
- Era casado. - Como adivinhou? - Eh, bem...
- Adeus, Gloria. - Estou no quarto 48. Venha me ver esta tarde.
- Vamos tomar ch� juntos. - Muito bem.
Ah, pode ver se h� alguma mensagem para mim? Eu sinto falta de mais de dois meses atr�s!
O calor da viva simpatia com que receberam a minha nomea��o...
como Presidente da Companhia, merece um adequado agradecimento esta noite.
Espero que tenham pensado em organizar uma celebra��o n�o muito formal em minha honra.
Certo, Sr. Presidente.
Lembre-se da �ltima vez aquela senhora simp�tica, loira, com um bonito vestido de p�rolas?
- Sim, sim. - Ou seja, convide-a. E a fa�a vir sozinha.
- Eu gostaria de v�-la. - N�o sei se posso encontr�-la.
- Pedi-lhe para encontr�-la. - Est� bem, est� bem, agora mesmo.
Al�, com a Cl�nica? Eng. Finalli, por favor.
- Desculpe-me, onde est� indo? - Devo sair um momento.
Sabe que n�o pode sair do quarto dos suicidas.
� urgente, devo ver a minha esposa.
- Diga a ela que vai v�-la outro dia. - Volto em seguida. - V� para o seu quarto.
- N�o pode ser, n�o �? - N�o, � proibido.
- Gloria! - Quem �? Ah, � voc�.
- Voc� tem que me ajudar a sair daqui. - Como me fica este vestido?
- O novo presidente convidou Marta. - Ent�o, qual � o problema?
- N�o a posso deixar com este louco! - N�o poder� sair de pijama!
... Dois, tr�s... Um, dois. Um dois tr�s. Oh, la!
Obrigado.
Oh querida, dan�a muito bem.
- Vou buscar champanhe. - Simp�tico o presidente. - Volto logo.
Mais dois, por favor.
- Voc� tem fogo? - Oh sim!
- Voc� � eslavo? - Sim, sou circassiana! Como sabia?
As orelhas. Elas s�o fortes e taurinas. Eu tinha uma tia caucasiana.
Ent�o tem nas veias o sangue ardente e passional.
- Como eu. - Pode ser.
- Sua av� n�o era mediterr�nea ? - Como sabe?
- Pelas pernas espl�ndidas. - Por favor, n�o me fa�a corar.
- Obrigada. - Tenho que ir, mas a verei mais tarde.
"Depois" pode ser tarde. Eu preciso de carinho... mas agora.
Perd�o.
Oh, desculpe.
Tenho uma verdadeira paix�o pela dan�a.
Tamb�m gosto da dan�a figurativa, sabe?
Brava!
- Infelizmente, devo fazer uma chamada. - Oh, por favor.
- Olha, a de preto a convide para amanh� a noite. - Qual?
- Est�o no bar, com o cabelo vermelho. - Est� bem, presidente.
Uma vodka seco. Duplo, por favor.
- Senhorita, me permite uma palavra? - Por Favor. - Estou errado ou nos conhecemos?
- N�o cometeu um engano. - Franco! Como voc� est� alto? - Cale-se.
O presidente da Companhia quer um compromisso. O que digo?
Rufi�o!
Recebeu a minha mensagem?
Se tivesse tempo, gostaria. Mas, infelizmente, estou indo embora amanh�.
- Enquanto isso, dan�ar juntos, lhe rogo. - Com prazer. - Querida!
Gosto de voc� porque � uma beleza simples, moderna, limpida.
- Sabe que parece muito com Ursula Andress? - Voc� acha?
E tem algo que muitas mulheres te invejariam: o pesco�o virginal.
- Quando crian�a me chamavam "O Cisne". - Ah, sim? - Sim, talvez exageravam.
Chame o Franco. Et�o preocupados. Na cl�nica n�o o encontram.
- Est� aqui. - Onde? - Dan�ando com o Presidente.
Talvez possa fazer esque�er a outra senhora. Gosta mais dela?
- S�o diferentes. - Muito... muito mais do que pensa.
- Desculpe-me um momento? - Por Favor. - Obrigado.
- Voc� n�o tem vergonha? - N�o. - Voc� � rid�culo.
- Voc� est� tentando tir�-lo de mim? - E ver� que eu conseguirei.
Est� bem Ent�o, que ganhe a melhor.
- Como � belo este boa, senhora. - � avestruz.
- Se movimenta bem! - Sim, mas n�o gostaria que soltassem as p�rolas agora.
- Oh, meu amor! - Eu? - Sim, voc�.
- Max, lhe imploro! - Venha tesouro, n�o fuja, por favor!
Seja s�rio, lembre-se que � um presidente!
Eu estou t�o carentes de afeto! Venha aqui, querida. Onde est�?
- Amor! - Oh Deus! O que quer? - N�o percamos a nossa bela noite!
Olha que o arranho, hein?!
Roberto, temos de fazer alguma coisa, n�o podemos deix�-lo.
Mas n�o se preocupe? Uma certa experi�ncia ele vai se livrar de alguma forma
Mas o que diz, cretino?
- Des�a, pombinha! - N�o. - Des�a agora! - N�o!
- Se descer me caso, lhe prometo. - Voc� quer se casar comigo? - Sim. - N�o!.
- O que est� fazendo? - Estou tentando defender a sua honra!
Eu posso fazer isso sozinha!
- A tua irm�? - N�o. Minha esposa. - Hein?
Roberto!
"Alboino 269 231".
Obrigada.
- Eu esqueci a minha carteira. - N�o importa, senhora, n�o se preocupe.
Desculpe.
Bom dia.
- Elas sorriram. - Aquela de avestruz n�o � ruim. - Sim
N�o vamos lhe dar confian�a.
Que tempos!
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