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Original subtitles

Detetive superintendente...

Queria apresentar a minha demissão.

Assumo a responsabilidade por tudo o que aconteceu.

Como chefe, o responsável por tudo o que acontece aqui sou eu.

- Não importa se o aprovei... - O Presidente da Polícia.

...ou se tinha de o aprovar.

Chefe.

- Bom dia. - Bom dia.

Penso que o devo congratular.

Obrigado.

OBRIGADO!

Berlim pode voltar a respirar.

"A polícia de Berlim executou um golpe de mestre e libertou a cidade

do domínio dos Ringverein, ontem à noite.

O seu comportamento brutal aterrorizara tanto os cidadãos

que estes quase já não se atreviam a sair.

Segundos os relatos,

todos os chefes do submundo de Berlim foram mortos na reunião.

Morreram num dilúvio de balas,

disparadas pelos seus próprios homens."

Mas isto é uma inversão completa dos factos.

Espere. O próximo parágrafo deve ser interessante para si.

"Fontes bem informadas afirmam

que um determinado agente é responsável por tal ato heroico.

Agradecemos a esse, para já, desconhecido detetive.

Berlim está-lhe eternamente agradecida."

Não podemos deixar isto assim! Temos de clarificar isto de imediato.

Assumirei a responsabilidade por isto. Publicamente, também.

O diabo é que assume. Sente-se novamente, por favor.

Não entendem? A imprensa adora-nos.

Os cidadãos desdobram-se em gratidão.

O mesmo aplica-se aos políticos. Era o nosso objetivo conseguir a paz.

Admito que não correu bem como tínhamos imaginado.

Mas conseguimos o nosso objetivo: uma cidade mais segura e pacífica.

Portanto, pode esquecer a notificação. Eu não a aceito.

É melhor agradecer a... Bem, seja a quem for.

Ouviram-no. Agora, vamos limpar isto.

Vá para o diabo que o carregue.

Foi você quem não prestou a segurança como combinado.

Mas a minha palavra ainda vale.

Vou cumprir a minha parte do acordo.

Só tem de me dizer quando.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém.

Deus que ilumina o nosso coração, deixa-te conhecer os teus pecados

e a sua misericórdia.

Não sejas tímido, meu filho.

É uma bênção quando o fardo do pecado encontra caminho nas palavras.

Sinto...

...um certo ódio.

Quero destruição.

Falas dos teus sentimentos para com o mundo

ou para com um homem?

Não é um homem, Sr. Padre.

É o diabo.

Os homens podem ser pecadores.

E, por vezes, aparecem sob a forma de Anticristo.

Ele... é... o diabo.

Quem é esse que odeias e ao qual desejas ruína?

O meu irmão.

O que fez ele para o odiares com tanto fervor?

Ele trata-me mal.

Ele... está a destruir a minha alma.

O que lhe dá poder para o fazer?

A minha culpa.

- Sou culpado. - E esse teu sentimento justifica-se?

- Sim. - Como, meu filho?

Diz-me.

Quero que ele morra.

O perdão e o amor aplanam o caminho do Senhor.

A violência é pecado.

Eu não disse? A dada altura, os dias cinzentos terminam.

Rés do chão. Apenas cinco degraus. Vamos lá, ajudem-me.

Amanhã, iremos comprar mobília nova. Podemos por fim comprar coisas novas.

Coisas modernas. Chega de lixo velho. Tudo será novo.

Quem ri por último, ri melhor, certo?

Vês, Hilde? É nosso. Comprado.

Foi de uma penhora, muito simples.

De onde veio o dinheiro?

- De um feliz acaso. - Isso não chega para mim.

Tens de me contar os detalhes. Os pormenores.

Wilhelm?

Wilhelm!

O que diria se todas as suas preocupações desaparecessem do nada?

Só tem de me guardar uma coisa.

- E trazer-me uns documentos. - Preciso da planta do departamento.

Wilhelm, o que se passa?

O que importa é que nunca mais nos vão separar.

Que estamos juntos novamente.

TESTAMENTO

"Eu, abaixo assinada, Annemarie Nyssen, nascida em Stolzenberg,

deixo em caso da minha morte

toda a minha propriedade, privada e comercial,

incluindo a propriedade na Prússia Oriental

e a propriedade no antigo sudeste alemão...

...ao meu amado filho Alfred, como único herdeiro."

Vês? Ela amava-te.

Sim, acho que amava.

Contudo, há um detalhe, Sr. Nyssen.

Como assim, Wegener?

Não temos um cadáver.

Mas ela está morta. Eu sei. Consigo sentir isso.

- Helga, diz-lhe. - Não há dúvidas.

Bem, legalmente, ainda há algumas dúvidas.

- Precisamos do corpo. Lamento. - Como assim?

O que quer ele dizer com isso?

A Sra. Nyssen mudou o testamento depois do vosso casamento

de forma a garantir que, como já expliquei,

sem a perícia do médico-legista, a herança não possa ser executada.

Isso significa que ela tem de ser declarada morta antes de...

Sim, é exatamente o que diz.

Mas tem de haver uma possibilidade legal, nesse caso.

É importante dizer o último adeus. Poder fazer luto.

O período legal de espera são 10 anos, senhora.

Estou bem ciente disso.

Desde o início do rapto,

mantivemos a imprensa e a polícia fora desta história trágica.

Gostaria que assim se mantivesse.

Mas este documento não nos dá escolha.

Muito bem!

Então, vamos investigar aquela barcaça novamente.

Não há ninguém lá em baixo. Tenho a certeza.

Procurámos por toda a barcaça.

Aquela Jezebel, aquela... Aquela velha bruxa manipuladora.

Reclamarei a minha herança, com ou sem o cadáver malcheiroso.

O destino não me escolheu para ser sujeito a tal humilhação.

Aquela fraude!

Já chega.

- Como está ela? - Perdeu muito sangue.

Mas ela é jovem.

Teve sorte de o senhor ser membro do clube de caça.

A sua filha é uma heroína.

Como assim, coronel?

Não foi um acidente de caça.

Foi um assassinato. Dirigido a mim.

- Por quem? - Vou descobrir.

O mais importante é a razão pela qual ainda estou vivo.

Ela atirou-se para a linha de fogo, sem temer a morte.

Devo-lhe a vida, major-general.

Com a sua permissão, vou vê-la agora.

Quem está por trás disto?

A Frente Vermelha?

Dá-me o nome dele e o lugar onde essas baratas estão escondidas.

Tens uma hipótese agora. Uma última hipótese.

Neste momento, todos pensam que és uma heroína.

Vais dar-me o nome agora.

Ou vais para prisão. A tua família irá rejeitar-te,

vais a julgamento e os teus amigos do partido irão banir-te. Diz lá.

Oskar.

O teu Oskar?

Queres que acredite que este assassinato foi por ciúmes?

- Achas que sou ingénuo, miúda? - Ele é espião.

Um batedor?

- Para a União Soviética? - Apercebi-me tarde demais.

Usou-me para espiar o meu pai.

Oskar quê?

- O último nome? - Kulanin. Oskar Kulanin.

Sr. Wegener.

- Sr. Grün, andava à sua procura. - O que posso fazer por si?

Já disse ao seu empregado que é... um assunto privado.

Deixa-me curioso.

Quero ver-me livre de uma coisa.

O Sr. Nyssen sabe disto?

E o que quer de mim?

Esta pedra trouxe desgraça a muita gente.

A desgraça acompanha-a e acompanha-me a mim.

Receio que tenha de ser mais claro.

Contacte o raptor e diga-lhe que terá a pedra.

Diga-lhe que sei que a pedra lhe pertence.

O que o leva a pensar que eu...

Deixe-me fazer uma chamada.

Obrigada, meu anjo. Fidan.

Portem-se bem, está bem?

- Podemos sair? - Não.

Só até à porta. Ficamos por perto.

Vão lá, então.

Não tenho muito tempo.

Agora, deixaram-me os dois sozinha.

Não vos esquecerei.

Fidan?

Meu anjo?

Apareçam.

Esther.

- Tu... - Ouvi dizer que ias sair da cidade.

- Ou até do país. - Edgar, eu...

Por quem estás a chorar?

Não pode ser verdade.

- Não pode ser verdade. - Um mês.

Fizeste luto por mim um mês.

Depois, partilhaste a cama com ele. Um mês!

- O quê? - A minha empresa e a casa,

a minha mulher e filhos, roubou-me tudo e ficou no meu lugar.

Como se eu nunca tivesse existido. E tu alinhaste nisso.

E agora, finges ser a viúva enlutada.

Em frente aos meus filhos e ao meu túmulo. Chega!

Eu...

Foste tu.

O massacre.

Tu vingaste-te. Dele, de todos eles.

Onde estão as crianças?

Os meus filhos, Edgar?

Agora, estão comigo. Não irás voltar a vê-los.

- Não. - Sim.

Não podes fazer isso. Não podes fazer isso.

Por favor. Por favor.

Berliner Morgenpost. Berliner Morgenpost, manchete...

Vários mortos durante combates de rua.

CAMPEÃO LOCAL DO NORDESTE O CANDIDATO AO TÍTULO

Erwin Trollmann e a sua mulher.

A 16 de maio de 1918, durante dois dias.

- Erwin Trollmann. - Vinham aqui todos os anos.

Sempre no quarto dois e mais tarde com o filho.

Rukeli Trollmann.

Qual é o número?

Ligue-me ao Sportpalast Nollendorf, 56-59.

TELEFONE PÚBLICO

Fala do Sportpalast.

Daqui Charlotte Ritter do Sportgazette.

Como contacto o Sr. Trollmann?

Tenho de o entrevistar antes do próximo combate.

- Um momento. Vou tentar saber. - Sim.

- Está a ouvir? - Sim.

Vive na pensão Lemke, na Friedrichstrasse.

Obrigada.

- Pensão Lemke, bom dia. - Bom dia.

- Ligue-me ao Sr. Trollmann. - Um momento, por favor.

Daqui Trollmann. Estou?

Este é o cavalheiro que trabalha para o Alfred Nyssen.

Tio.

Gostaria de lhe colocar uma pergunta.

O seu pai é Moses Abraham Goldstein?

- Nascido em 1847... - Em Chepetovsk.

Como sabe, a família Nyssen tem algo que pertence ao seu pai.

Pertenceu. Agora, pertence-lhe a si.

Compreendo. Diga lá o que tem para me dizer.

Trabalho para a família Nyssen há muitos anos.

Nesse ano fatídico de 1915,

quando a vida do estimado diretor Sr. Nyssen terminou abruptamente,

passei a ser o secretário privado da sua esposa, Annemarie.

O cavalheiro era mais um bon vivant do que um empresário,

não tinha interesse nos números.

A esposa, por outro lado, foi sempre uma empreendedora.

E ao contrário do marido, sabia...

...quão grave era situação das empresas que o marido negligenciou.

E sabia que tinha de agir.

A empresa Nyssen estava perto da insolvência

e os bancos não emprestavam mais dinheiro.

Quando o marido lhe mostrou o diamante

que devia levar para Berlim,

aquele que o seu pai, Sr. Goldstein,

tinha destinado à maior sinagoga de Berlim,

ela percebeu... o que tinha de fazer.

Tirou a pedra preciosa da pasta do marido antes de ele partir

e depois...

Contratou um estranho, um pobre diabo,

que estava disposto a vender a sua vida e alma por dinheiro.

E ele rebentou com o navio.

Libertando-a do incompetente marido e de todas as dívidas.

Todo o império Nyssen...

...está alicerçado neste roubo. Nesta pedra preciosa.

E o estranho?

- Desculpe? - O estranho.

Quem era ele?

Um pescador, um estivador, um... Não sei, ela nunca me disse ao certo.

O Sr. Wegener sabe que este longo silêncio o tornou culpado.

- Mas quer... - Tio.

Sente-se.

O homem no barco...

Foi você, certo?

Foi você?

Responda-me.

Foi... você?

Vá-se embora.

Vá-se embora.

Venceste.

Deves considerar cuidadosamente o que queres fazer com esta riqueza.

Vou deixar-te para que penses.

Obrigado, tio.

PORTÃO 2

O Oskar Kulanin deve ser um agente russo.

Não sabemos onde está nem quem é o seu agente de ligação.

Mas sabemos que veio para Berlim de dirigível.

Já pensaste por que razão Moscovo enviaria agora um agente novo?

Quando estamos a fazer progressos no desenvolvimento de uma nova arma?

Olá.

Espero que não tenhamos vindo para esta terra perdida em vão.

O Nyssen quer discutir um desenvolvimento promissor connosco

e a viagem até cá deve ter valido bem a pena.

Mas primeiro, temos de falar sobre a sua filha.

Parece que a sua filha se apaixonou por um agente inimigo.

Pensei que soubesse porque está ele cá

e para quem estará a trabalhar.

- O que o leva a pensar isso? - Você conhece-o.

Um tal Oskar. Oskar Kulanin.

Houve algumas irregularidades ultimamente, algo suspeito?

Sim, houve uma incidência relacionada com o Truppenamt.

- WH 808? - Sim.

Um tal professor Gregorius de Breslau informou-nos

de que, de repente, surgiram erros ortográficos no anexo,

que de certeza não estavam lá anteriormente.

O que significa isso?

Na viagem de regresso a Breslau, o Gregorius já não tinha o original.

A sua filha sabia detalhes desta conferência?

Só o que era de conhecimento geral. A conferência não era secreta.

Apenas a matéria a ser tratada.

O Sr. Nyssen vai receber-vos.

Se a sua filha tiver passado informações a este Kulanin,

vai ser castigada. De forma severa e sem misericórdia.

Tal como qualquer outro traidor à pátria.

O general não foi capaz de neutralizar a nossa suspeita.

Quero que procure o Kulanin

nas estações de comboio, postos fronteiriços, portos e aeroportos.

Entendido.

Esperemos que ainda não tenha levado o documento para Moscovo.

...aquilo que o Sr. Nyssen criou.

Aqui. Por aqui, cavalheiros.

Coronel.

General.

Quero mostrar-vos um golpe de mestre,

o mais moderno golpe de mestre da engenharia alemã.

Este maluco ainda acredita naquilo da lua?

Vamos esperar e ver.

Paris vai arder, Londres vai arder,

e, um dia, Nova Iorque também. Quando este Prometheus,

com um poder de impulsão de 300 quilos de combustível líquido,

largar a sua carga fatal e ardente sobre as capitais do mundo.

Sentido!

- Sentido! - Heil Stennes!

Stennes!

TUDO PELA ALEMANHA

Stennes, dois, três, quatro!

- Oberführer. - É o filho?

O sobrinho.

És aquele do polícia, certo?

- Como se diz? - Sim, senhor, Oberführer.

Foi legítima defesa e foi absolvido.

Faz o que o partido manda. O teu povo é tudo e tu nada.

Mas, por vezes, tens de fazer o que manda a honra.

Vamos diretos ao assunto.

A minha detenção teve uma vantagem. Tive muito tempo para pensar.

Sobre a renovação. Sobre as ações a tomar.

Como, onde e quando devem acontecer.

A característica decisiva da ação é que acontece silenciosamente,

quase de forma invisível, e só se torna real nas manchetes dos jornais.

A realidade segue a narrativa.

O Dr. Goebbels mostrou-nos o quão eficaz é a propaganda.

Vamos derrotá-lo a ele e àquele crista de galo austríaco assim.

Quer ocupar a redação do Der Angriff?

Exatamente.

Se o nosso próprio órgão do partido anuncia o fim da era de Hitler,

nem o próprio Hitler fará o tempo voltar para trás. Está acabado.

Só funciona se o Hitler não intervir.

- Se estiver indisposto. Fora. - Verdade.

Daqui a uma semana, vai à Turíngia,

onde estará longe das rotas habituais.

Nesse exato momento, criaremos os factos aqui.

Factos que não podem ser revertidos a partir das províncias.

Iremos ocupar o quartel-general do partido.

Qual será a minha tarefa nisto, Oberführer?

Irá atrasar a polícia o mais possível.

E irá comandar o subataque B.

A tomada da redação do Der Angriff.

Deteremos quem não se juntar a nós incondicionalmente.

O sangue azul Sr. Von Helldorf e o gay Blank serão os primeiros.

Faremos deles um exemplo e ficarão calados. Conheço a minha SA.

E como declaramos que o bando de Munique foi deposto?

Já preparámos uma edição do Der Angriff.

Assim que estivermos no controlo, será impresso de imediato.

Primeiro, a transição de poder é no Der Angriff,

o Hugenberg leva a notícia para a publicar nos seus jornais

e depois todos irão imprimi-la.

As primeiras duas, três horas, são decisivas, Rath.

Se criarmos factos nesse tempo,

o Hitler e os seus vassalos passam à história.

- Deixa-a aberta. - O quê?

Deixa-a aberta.

- Cerveja? - Sim.

As coisas não vão bem com o teu detetive?

- Não, está tudo bem. - Mas?

Estás apaixonada?

E não estás com ele?

Não sou das que importuna os homens. E ter saudades também é bom, certo?

São 35 centavos.

- O quê? - Sou alguma instituição de caridade?

Não podes pôr as mãos nos bolsos de uma mulher nua.

Se bebes, tens de pagar.

Caso contrário, posso enterrar-me junto com isto.

- Jackie, para. - É verdade.

Estamos fechados.

- Estamos fechados. - Não.

- Charlotte? - Rukeli?

E quem é este?

Trollmann. Bom dia.

Uma bebida?

Um litro de água com um pedaço de cebola.

Sentamo-nos?

E agora do início.

Então, a minha vizinha, a Sra. Cziczewicz.

Após a morte da minha mãe, deu-me cartas da minha mãe, de um tipo.

E mencionavam Brandemburgo e uma pensão.

Então, fui a Brandemburgo e descobri

que o teu pai e a minha mãe talvez tivessem tido um caso.

- Chefe. - Detetive.

Posso levar o seu casaco?

Não, obrigado, tenho outra reunião.

Posso oferecer-lhe alguma coisa?

Não quero fazer o ministro do interior esperar.

Rath, prometi conseguir o seu apoio.

Tenho de ter a certeza de que está disposto a ir até ao fim amanhã.

- Estou. - Ótimo.

O Hitler e os seus estão mesmo na Turíngia?

Sim.

Amanhã, irá contribuir para o colapso do NSDAP.

Fico feliz por ajudar a livrar-nos desse bando.

Boa sorte, Rath.

- Boa noite. - Boa noite.

Está calada. Entendido?

Atiraste-te para os braços dele, sua bufa. Mudaste de lado à minha frente.

Larga-me, por favor.

Não consegui fazê-lo.

Deixei-me assoberbar. Por um sentimento, por um breve momento.

Um sentimento?

O meu coração ainda bate pela revolução. Sem "se" nem "mas".

Porque devo acreditar em ti?

Num ponto, o teu sentimento não te enganou.

O teu namorado Oskar. Sabemos onde ele está.

Sabemos o seu plano.

Quer desistir e fugir, o cabrão.

E quero que o impeças.

Sim, temos de o apanhar o mais rapidamente possível.

Então?

Ele roubou tudo.

Algo que nos vai ajudar, a causa.

- Moscovo. - Ai sim?

- O Oberführer Stennes está? - Hoje não.

Tenho informação importante para ele.

Nem pensar. Vai para casa, miúdo.

Então?

Diga-lhe que sei quem é o polícia infiltrado na nossa organização.

Tu?

Joel Ricardo Da Silva Amorim Iyuno

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