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Original subtitles

Podemos ir já.

O que estás a fazer?

Nada de rolos. Quero o original.

É para safar o Katelbach e o Heymann.

Presos políticos contra milhões de vítimas?

Fotografei-o para ti.

A central suspeita que as fotos sejam falsas. Sabes disso.

E os tribunais também.

Dá-mo, por favor.

Não.

Não quero magoar-te. Portanto...

Desculpa.

Não. Aí não!

Deixem-me em paz!

SONNENBORN BLOCO TRÊS

Toca a sair. Para ali. Está calado.

- Não! - Para quieto!

Não faças tanto alarido.

Cala-te!

- Pouco barulho! - Não!

Dr. Schwarz?

A menina? O que faz aqui?

- O que se passa? - Abra a porta. Deixe-me sair.

Como hei de fazer isso?

O que aconteceu ao Rudi?

Eu não queria aquilo.

- O Malzig era um bom homem. - De que está a falar?

Fale comigo! Fale comigo!

- Falsificou documentos. - Não...

Sim! E o Rudi sabia disso.

- Porquê? Porque fez isso? - Porque me ameaçaram.

O que têm contra si?

Um erro. Negligência.

Pediram-me para escrever um relatório para o tribunal.

Para o Juiz Voss.

E cometi um erro...

...e foi assim que começou.

O Voss...

Ele é o pior de todos.

Um monstro.

Agora, está a fazer julgamentos lá em cima e faz de Deus.

Quem são estas pessoas?

O que estão a fazer? Não! Não!

O que me estão a fazer agora?

Por favor! Não!

- Deixem-me ir! - Cala o bico!

A SERVIR A VERDADEIRA LEI DOS ALEMÃES

É agora ou nunca.

Avisa-me se vires uma manivela.

Sabes conduzir?

Fico a vigiar.

Arguido, atacou indecentemente uma mulher alemã.

Manietou-a e abusou dela até à morte.

Isto está correto, certo? Certo?

E fui condenado. Sim.

Chama a isso justiça.

Uns ridículos sete anos na prisão.

Ainda por cima, foi libertado ao fim de quatro anos.

Por boa conduta.

Isto é uma farsa.

Imploro-lhe, Meritíssimo. Tenho misericórdia.

Misericórdia. Misericórdia?

Agora, está aqui a choramingar por misericórdia.

Portanto, teremos misericórdia com este sujeito animalesco.

Em nome da Mão Branca, determino aqui a sentença revista.

O arguido, Heinrich Schüttler,

pelos crimes de violação e intenções malévolas,

é condenado à morte.

A sentença será aplicada de imediato.

Em nome do povo alemão.

A justiça vem na sequência da injustiça.

A ordem vem na sequência da barbárie.

A força vem na sequência da fraqueza.

Carrasco, cumpra os seus deveres.

Já fui condenado. Cumpri a minha sentença.

Por favor! Por favor! Peço misericórdia! Por favor!

Arranjei uma.

Até aqui, eu sei. Portanto, e agora...

Ali!

- Telefonista, qual é o número? - Ligue-me a Rath, Weissensee 4905.

- Repita, por favor. - Weissensee 4905.

Atende. Atende o telefone!

Pare! Não se mexa!

Abra! Abra já esta porta!

Estou a avisá-la. A polícia está aqui

e vou chamá-los se não abrir a porta de imediato.

- O que fazes aqui? - Eu é que pergunto.

Toni...

- Queríamos fugir. - O quê?

Num automóvel. A Renate sabe conduzir.

Só estávamos à espera que o condutor saísse.

Agora, rápido!

Esperem! Liguem ao detetive sargento Rath.

Weissensee 49-05.

Memorizem, 49-05, está bem?

Liguem-lhe e digam que estou aqui. Ele já sabe. Vão lá.

- Eu fico. - De certeza?

Está bem.

Vamos lá, então.

Parem! Parem!

Agora, apanhei-te, cabra. Vou matar-te.

Vou matar-te! Vou cortar-te às fatias!

As armas. As armas!

Anda!

- Telefonista, qual é o número? - Weissensee 49-05.

- Sr. Rath? - Quem fala?

Schwarz, Joseph. Doutorado em medicina.

É acusado

de ter traído a Mão Branca.

Conspirou contra nós com palavras e atos...

...e, por esse motivo, ameaçou toda a operação.

E agora está aqui perante nós

e finge não fazer ideia do que se passa.

Anda, deixa-me mostrar-te o teu ponto de vigia.

Baixa-te!

Aqui, mas mantém-te em baixo.

Sigam-me!

...e não tenha a coragem.

Uma organização alemã como a nossa...

É o exemplo clássico da covardia,

da qual falamos tantas vezes

e pela qual, do nosso ponto de vista, não existe qualquer empatia nem...

Ninguém se mexa!

Afastem-se da porta! Afastem-se da porta! Sentem-se!

Tenho duas destas. Duas vezes oito balas.

E disparo-as! Vamos esperar aqui. Todos nós.

Quero silêncio total aqui dentro até a polícia chegar!

E eles estão a caminho!

- Isto é privação da liberdade... - Cale-se ou disparo!

- Mas... - Calem a boca! Calem-se!

Silêncio!

- Sentem-se. - Afastem-se da porta! Afastem-se!

- Abram! - Afastem-se da porta!

Abram alas! Abram alas!

Polícia. Mãos ao alto! Prendam-nos a todos!

Levem-nos! Levem-nos a todos!

Entre. Sra. Behnke, entre.

- Parece que atacaram com força. - Quem?

Não sei.

Mas não me posso queixar da falta de inimigos.

Onde está a Mna. Seegers?

Tirando isto, não há sinal dela.

Não veio trabalhar nem avisou.

Não atende as chamadas e os nossos amigos não sabem onde está.

Trabalho com ela há três anos e meio e isto nunca aconteceu.

Já ligou à polícia?

Será difícil antes de falarmos com o camarada.

- Porque não falta nada. - Mas falta ela.

Sim, e com ela a única coisa

que chegou à nossa posse de forma ilegal.

- Os documentos do Gregorius. - Sim.

E não o posso reportar sem ser eu próprio acusado.

- Procurei por todo lado. - Mas o prazo é daqui a pouco horas.

A primeira coisa que fiz foi pedir um adiamento para recolher provas.

O tribunal é obrigado a examinar o meu pedido.

Saberemos algo amanhã à tarde, o mais tardar.

- Mas vai ser difícil. - Porquê?

Para além do partidarismo óbvio do juiz,

tais coisas raramente são concedidas.

Temos de dá-la como desaparecida, imediatamente.

A única questão é se a Menina Seegers está mesmo desaparecida ou...

O quê?

...se se escondeu. Levando os documentos com ela.

Não pode ser.

O camarada Kulanin devia ter apanhado o comboio das 13h antes de ti, certo?

- Quando é o último comboio? - Ele não vem.

Vem, ele é cumpridor.

Ele não vem e também não procurou uma arma.

Acho que algo aconteceu e o camarada não tem espaço de manobra.

O Tenente Kulanin é nosso superior e por isso, não responde perante nós.

E se ele nos traiu?

Não duvido das diretivas de Moscovo. Não me entendas mal.

Mas conheço o Oskar há muito e nunca o vi como ontem.

Vamos focar-nos na operação.

Se não vier, há armas no armário?

Ótimo. Então, temos tudo o que precisamos.

Se a arma for daqui, os investigadores vão perceber tudo.

O porco fascista tem de ser executado. Com ou sem ordem.

Portanto, abre o armário. Já!

Não dá para voltar atrás, camarada. Conto contigo.

Muito bem. Tens uma tentativa, apenas uma.

Ou isto irá colapsar novamente.

Tens de ser rápida. Rápida como um galgo.

Muito bem, Helga. Muito bem por nós as duas.

Atira a escada.

O que se passa? Atira a escada.

Helga! Atira a escada! Agora!

Helga! Helga, atira a escada!

Helga! Helga!

Abre o alçapão!

Helga! Volta aqui!

Helga!

FECHADO

- O que é isto? - Não pode entrar. Foi banida.

- Desculpe, ordens do chefe. - Sai da frente, fedelho.

- O que fazes aqui? - Meus senhores.

O que faço a aqui? A fechar o espaço.

O quê? Não podes fazer tal coisa.

Vou lá dentro organizar as coisas.

Esquece. Isto já passou à história. Para ti também.

Como assim?

- Quem são eles? - Os novos donos.

- O quê? - Foi vendido.

Não podes, é meu.

Não pagaste as prestações nos últimos oito meses.

E, como credor, exerci o meu direito de execução.

Está feito.

Como te atreves a tirar-me este espaço?

Depois de tudo o que fiz por ti?

Acompanhas a senhora ao carro?

Tirem-me as patas de cima!

RIXA ENTRE SU E SS

Após esta algazarra, temos de enfraquecer as SA.

O Stennes e os seus confidentes são uma ameaça à segurança.

Ele tem as SA a apoiá-lo. Temos de dar o exemplo.

Temos? Tive sempre a impressão de que gostava do caos nas ruas.

É a sua hipótese de se livrar das SA para sempre.

Porque não aproveita?

Porque não sou o executor dos vossos planos.

Resolvam entre vocês a vossa contenda privada com este tal Stennes,

mas não às costas da polícia de Berlim.

Vai caçar veados no fim de semana?

Boa caçada, governador.

Aqui está bom. Trá-lo para aqui amanhã.

Entendido?

Tenho de regressar. O Wendt está quase a chegar.

Vou saber mais sobre o Kulani.

Ele não pode desaparecer sem sabermos de nada.

Helga. Helga.

- Onde está ela? - Foi embora.

Deixou-me aqui em baixo, a cabra.

Não vá. Por favor!

Foi enganado por uma mentira, Sr. Goldstein!

O diamante do seu pai nunca chegou a Berlim.

Como conhece este nome?

O Rothschild Azul, ou o que acha ser, foi forjado por mim.

Perderam o original.

Odessa, MS Silésia.

Queria a verdade sobre a morte do seu pai.

E a verdade sobre o Rothschild Azul.

Quem me garante que isto não é uma armadilha?

Que a outra não vai regressar?

- Porque devo acreditar em si? - Porque a escada estava lá em cima.

Abandonou-me aqui em baixo, a flausina. Estou a dizer a verdade.

E a verdade sobre a noite de 18 de março de 1915.

O que sabe sobre isso?

Eu digo-lhe e deixa-me ir.

Está bem.

Mas desde já a aviso, se me mentir,

não sai daqui com vida.

Não vou mentir-lhe.

O seu pai confiou a pedra preciosa ao meu marido.

Era suposto ele levá-la para Berlim na bagagem de diplomata.

Para a sua igreja judaica.

Nessa noite, tivemos um jantar em terra, no Hotel Europa.

- O meu marido estava muito alegre. - Vá direta ao assunto.

Parei na alameda,

provavelmente com muitos membros da sua família também.

- Continue. - E após cerca 15 minutos,

houve uma grande explosão.

E depois o ataque dos britânicos. O torpedo acertou em cheio.

Sra. Nyssen. Eu informei-me.

Não houve ataque dos britânicos nesse dia.

Não houve qualquer ato de guerra no porto de Odessa nesse dia.

Mas eu estava lá. Vi com os meus próprios olhos.

Não. Está a mentir.

Isto é do meu pai.

Parasita! Sanguessuga!

O eterno judeu!

Vemo-nos no inferno.

Helga!

Helga.

Voltaste.

É só isso que tens a dizer? Enquanto eu quase morri?

Helga, perdoa-me, por favor.

Não havia forma, tentei de tudo.

Onde estiveste?

Estivemos presas numa barcaça. Eu escapei.

O quê? E a mãe?

Ainda lá está.

O quê? Onde está essa barcaça?

Não sei.

Helga, onde está essa barcaça?

Não sei que se consigo dar com o caminho de volta.

Havia uma floresta. E campos.

Caminhei durante horas...

- Temos de ir já para lá. - ...à chuva.

Helga. Helga!

Quando foste embora, recolhemos os depoimentos e todos diziam...

O porteiro, a equipa, os jovens,

todos falavam de um quintal dos mortos.

Ou de uma parede dos mortos.

Um edifício abandonado. Mesmo atrás da casa.

Por isso, começámos a procurar.

De acordo com as primeiras estimativas, há 150 cadáveres.

Quem são os homens que fariam tal coisa?

Há detenções a acontecer por todo o Reich.

A organização em volta do Voss chama-se Mão Branca.

A maioria são funcionários do estado.

Juízes, procuradores. Agentes da polícia, também.

A Mão Branca.

- O que querem? - Uma nova lei?

Não sei. Disciplina, ordem.

O nosso sistema é demasiado frouxo para eles.

Por isso, querem fazer justiça pelas próprias mãos.

Para as crianças, a casa era a sua última hipótese.

Se tivessem escapado, teriam perdido a vida.

E eles não têm vergonha?

A forma como estavam aqui

e como estavam tão seguros de si próprios.

São assassinos. E serão levados a tribunal.

Graças a ti e ao teu empenho.

Gereon, eu disparei contra eles.

Nunca disparara contra ninguém.

- Não mataste ninguém. - Matei, sim.

Kuschke.

Dizem que um deles está em estado crítico.

Chama-se Brinkmann. Tem mulher e três filhos.

Ele atacou-te.

Se não o fizesses, estarias morta.

E aquele gangue estaria em liberdade.

Está aberta.

- Boa noite. - Boa noite.

Não fazemos tudo de forma diferente?

Tudo de forma diferente.

Tudo de forma diferente?

Podíamos ir embora.

Podíamos?

Para longe daqui. Da política, de tudo.

Aqui e agora, neste momento, não há nada entre nós.

Nem política, nem idade, nem general, nem nada.

Só existimos nós.

Nós os dois.

Quero fugir contigo. Nós os dois.

Esqueci o "eu".

E só sei o "nós".

Com a amada, tornei-me dois

e, acima de qualquer ser, cresceu o "nós".

Legendas: Joel Amorim Iyuno-SDI Group

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