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Acusado, deduzo, pela sua indiferença evidente.
Que não tem mais nada a contribuir para o processo.
Contudo, nada é mais do que um pouco.
- Sr. Presidente. - Ele consegue falar.
Sou um criminoso condenado por direito. Não nego nada.
Ele não nega nada. Porque haveria de negar?
Foi devidamente condenado pelo Tribunal Distrital de Berlim
a 26 de Outubro de 1930.
Desde então, tem estado em liberdade por sua conta e risco.
Provavelmente devia estar a rir-se para as mãos!
Após cometer crimes abomináveis contra crianças,
um tribunal deu-lhe pena suspensa
e devolveu-o à sociedade.
E porque está a chorar agora?
- Eu... - Porque está a chorar?
Não voltarei a fazê-lo. Prometo.
Jurei.
E o tribunal acreditou em si.
Foi por isso que o simpático juiz de Berlim também disse
que não tinha de ter rédea curta
por crimes triviais, como abuso de menores!
Ele não fazia ideia da existência da Mão Branca.
O verdadeiro tribunal que se reúne nestes corredores
que fecha todas as escapatórias
aos insetos como este que rastejam há anos.
Em nome da Mão Branca,
hoje, emitimos uma decisão revista contra Theodor Kroll.
Devido a repetidos abusos graves de menores,
sentenciamo-lo à morte.
O veredito será aplicado imediatamente!
Em nome do povo alemão, o certo segue o errado.
O certo segue o errado!
Depois da barbárie vem a ordem.
Depois da barbárie vem a ordem!
Depois da fraqueza vem a força.
Depois da fraqueza vem a força!
Carrasco, cumpra o seu dever.
AEROPORTO DE BERLIM: STAAKEN
- Tio. - Bem-vindo à tua terra natal.
Olha para ele. Tornou-se um verdadeiro americano.
- Avremi Goldstein! - Não, Avremi não, Goldstein não.
Hoje em dia, chamam-me Gold. Abe Gold.
- Gold? Sem "Stein"? - Sem "Stein"?
Está bem. Vá lá. Apanhamos um táxi lá fora.
- Como foi a América? - Sem ti, nada de jeito.
Agora és capitalista?
Em Moscovo, construímos arranha-céus ainda maiores.
Número, por favor.
Tens o que te pedi?
Estavas com ele?
- Ciúmes? - Responde-me.
Algumas vezes.
Quantas?
A festa vem primeiro, depois o comando e, por fim, tu.
Palavras tuas, camarada.
Tive saudades tuas.
Olha para isto.
A mulher.
Sim.
- É isso. - A inigualável.
- A Nyssen. Conheces estas pessoas? - Depende do "conhecer".
Compram-me joias.
- Nós temos de ser discretos... - Não, não.
Não há nenhum "nós".
O Rothschild era do meu pai e é meu.
O teu pai, que descanse em paz, queria
que voltasse para a comunidade.
Talvez o tenha dito sem intenção. Acredita em mim.
- Mas o teu pai... - O meu pai dorme com os peixes.
- Mas a campa dele é em Berlim. - Uma campa vazia.
- Este negócio é teu, não é? - Arruaceiros.
Em breve, será limpa, varrida e ficará bonita. Vá lá.
Uma pedra dessas não pertence a um homem.
Estás a pecar.
- O quê? - É essa a tua última palavra?
Receio que sim.
Então, boa sorte a encontrar a pedra. Não vou ajudar-te.
Claro.
Bem-vindos à 21 hora da Maratona de Dança Feminina de Berlim!
Lá fora, um novo dia, aqui somos governados pela noite interminável.
Bom dia, Heini. Quanto ganhámos ontem à noite?
- Só isso? Como é possível? - Metade da cidade passou por aqui.
Obrigado!
- Rudi, meu herói! - Sempre ao teu dispor.
- Disseste que estavas doente. - Ótimo.
Adeus, Reinhold.
- Continua! - Vou tentar!
Boa sorte!
- Queres um refresco? - O que é isso?
- Bem, amónia. - A sério?
- Não há pó efervescente. - Dá cá.
Acho que seria melhor saudarmos o novo dia
com uma brisa fresca e um pouco mais de velocidade!
Número 42, não te esqueças de dançar. Estás a dormir em pé!
Bom dia, número 16! Olá! Acorda, número 39!
Acho que, para ti, está na hora de...
Ronda extra para o público!
O tempo está a passar. Todos os casais se juntam ao círculo.
A 39 foi eliminada!
A 42 está a aguentar-se bem.
A 16 terminou!
Parabéns, número 42! As outras foram eliminadas.
E continua para todos. Calma, a pausa não vai durar muito!
- A tua cocaína não presta. - Não pode ser.
Qualidade médica, diretamente do hospital Charité.
- Preciso de uma pausa. - Gosto quando te agarras a mim.
- A Doris ainda continua? - Sim.
- E a profissional? - Quem?
- A alta, a 14. - Infelizmente, ela também.
- Conta-me uma história. - Verdadeira ou inventada?
Teoria ou facto?
O mais importante é que comeces por algum lado.
- O rapaz que caiu do telhado. - Sim?
Estamos a rejeitar muitos casos que merecem ser investigados.
Causam mais problemas do que resolvem.
E, no final, nenhum é assim. - E tu?
Eu? Fiz um juramento a Hipócrates. Aplica-se aos vivos e aos mortos.
- O que se passou com o rapaz? - As mãos pareciam pisadas.
- Pisadas a sério. - Eu sei, e?
Não consigo explicar de outra forma.
- Um caso de homicídio? - Eu digo que sim.
- E o teu chefe? - Diz que não. Estavas lá.
- Tens de informar o Böhm. - O Böhm? Porque não o Rath?
São ambos idiotas, mas o Böhm não finge ser outra coisa.
- Onde posso encontrar o Wendt? - No salão.
Coronel Wendt?
Arndt Scheer, membro da SA, Berlin-Hellersdorf Sul.
Sim, e?
O meu pai era granadeiro em três divisões
e esteve nas três campanhas na Pomerânia.
Como se chamava ele?
Tenente-Coronel Scheer. Wilhelm.
Foi uma grande perda, a morte do teu pai.
Ele acreditava numa Alemanha que muitos esqueciam.
Ele falou-me muito de si, coronel.
Sim?
- Senta-te, faz-me companhia. - Não.
Não quero incomodar. Só quero expressar a minha admiração.
Admiração?
O meu pai contou-me que salvou a unidade dele de uma emboscada.
Enfrentou o inimigo sem hesitação, com determinação de ferro.
Sempre o vi como uma espécie de exemplo, como era para o meu pai.
Senta-te. Empregado!
Café? Cerveja?
- Cerveja. - Muito bem, senhor.
Estás a fazer isto para quem?
Desculpe?
Reconheço um discurso com intenções hostis na sua raiz.
A construção é boa, meu rapaz, mas transparente.
Bem...
Vieste aqui por quem?
Pelo Stennes.
Qual é o objetivo?
Manchar a sua reputação e, assim, ser despedido. A longo prazo.
- E a curto prazo? - Libertar o Stennes.
Desfrutem.
- Podes ir? - Empregado?
Não me ouviste?
Pode parecer estranho, mas adoro e odeio esta tarefa.
Sim?
Sim, porque a minha admiração é real.
Fiquei feliz por falar consigo
e triste por isto lhe ter acontecido.
- Mas ordens são ordens. - Sim.
Agora, estou quase aliviado por ter falhado.
Desfruta.
Não quero interferir de forma alguma na vossa pesquisa, cavalheiros.
Prefiro alargar os horizontes.
Não serei o primeiro a ser atirado nessa direção,
felizmente.
E se ninguém se sentar aqui?
E se o alvo deste foguetão não for o espaço,
mas Paris, Londres ou Varsóvia?
E se a parte de cima tiver um detonador
atrás do qual se esconde mais uma tonelada de dinamite?
Qualquer uso militar deve ser bem pensado.
É possível desenvolver o foguetão nessa direção,
se pudéssemos convencer o ministro da defesa.
Se fôssemos os primeiros a desenvolver um foguetão deste tipo,
o resultado seria de enorme potencial militar para o império alemão
e um negócio incrivelmente lucrativo para a Nyssen Ltd.
Convencer o ministério e o general Seegers não será problema.
A rampa de lançamento teria de ser alterada.
Para isso, teriam de ser mais flexíveis.
O registo do relógio de oscilação teria de ser duplicado
e o interior do trombone
como os pistões fraturados integrados no casco.
Podes explicar melhor?
- Comissário. - Senhores.
- Espero não incomodar. - Pelo contrário. Senta-te.
Apresento-te o Dr. Litten, advogado estatal.
- Comissário Rath. - Ouvi falar de si.
Amanhã, o Sr. Litten vai a este julgamento ridículo.
Sim, também já ouvi falar.
Talvez os consiga convencer a aparecerem amanhã.
- Já disse que estarei lá. - Mas o Heymann, não.
Edifício da Justiça, o ar lá é tão mau.
O meu nariz e garganta incham logo.
- Não comeces com isso outra vez. - Sim.
Acalma-te. Vamos ajoelhar-nos.
- Senhores, com licença. - Até amanhã, doutor.
Seja como for, o comissário quer a nossa avaliação.
Do que se trata?
Estou a investigar um caso que envolve gangues
e todo o mundo do boxe. - Oelschläger.
O funcionário público. O que quer saber exatamente?
Qual é o envolvimento dos gangues?
Quais são as regras dos combates?
Está bem, mas rápido. Tenho uns minutos.
Empregado! Traga-nos três cafés grandes com um shot.
- Sim, senhor. - O que tem aí?
Jornal desportivo? Muito bem. Deixe-me ver.
Seis gangues de Berlim são também donos de clubes de boxe.
Todos têm pugilistas contratados.
Os clubes de boxe recebem os combates em Berlim.
- Isso, eu sei. - Muito bem.
Hoje, Katsche Kroner contra Kurti, "O Martelo" Schulz.
O Kroner pertence ao Hugo Vermelho, do Immertreu,
o Schulz ao Weintraub e aos Rixdorfern.
Este tipo de luta é como o Santo Graal do grupo deles.
Uma missa sagrada.
Acima de tudo, todos os que vão a estes combates, também apostam.
E é assim que ganham dinheiro.
Dez centavos, ou mil marcos, tudo e todas as quantias
são aceites pelos corretores.
Vitória, knockout, pontos, em que ronda cai,
o que quiserem.
Claro que todos os gangues querem uma fatia do bolo,
mas o peixe mais graúdo é o Weintraub.
Walter Weintraub, dos Rixdorfer.
Após a morte do Arménio.
Desde que o Arménio morreu,
o Weintraub tem sido o chefe do maior negócio da cidade.
Os locais, as apostas. Uma máquina bem oleada.
A pessoa mais próxima, neste momento, é o Hugo Wannmacher, dos Immertreu.
- Boa noite, cavalheiros! - Conhecido como Hugo Vermelho.
Como estão as apostas?
16 para 1. Para o Martelo de Borracha, aqui.
- Vou ver se a costa está livre. - Ouviste?
As probabilidades estão contra ti. Vão pensar que te vais afundar.
Não percebem nada de boxe.
Derrubo-te tão facilmente como respiro.
Com o teu braço de borracha?
Acalma-te! Kurti, acalma-te. Acalma-te. Vá, senta-te.
Olha para mim, Kurti, esquece. Acertas-lhe nos tomates em breve.
- Sim. - Vai lá e fá-lo.
As pessoas lá fora não se querem aborrecer.
- E tu, deixa-o vivo, está bem? - "Deixa-o vivo". Ouviram?
Quem quer interferir nos negócios do Weintraub?
É a pergunta errada.
É óbvio que o homicídio do único funcionário público
responsável pelos gangues
prejudica ligeiramente a estrutura delicada dos gangues.
Os gangues de Berlim podem ser divididos em dois tipos.
Os do norte são controlados pelos Eisen-Else.
Isso inclui o Hugo Vermelho, o Bob Cego, o Ede Facas
e alguns mais pequenos que estão fartos dos gangues médios.
O sul é leal ao Weintraub.
Gangues como os Libelle, os Apachenblut e os Deutsche Eiche.
De Robert, o Rato ao Adolf Músculos.
Unidos na antipatia mútua e dependência partilhada
da administração de Berlim,
porque todos precisam de um selo de aprovação da cidade.
Quem matou o Oelschläger
tornar-se-á inimigo do submundo.
Pelo contrário.
Vê quem lá está esta noite. Todos os Padrinhos.
Como dissemos, é sagrado.
E um combate que vale a pena ver, carrega tudo nele.
Senhoras e senhores!
Fãs do boxe, chegamos ao combate principal da noite.
Deem as boas-vindas aos pugilistas!
Apesar de todos saberem quem vai ganhar.
- Então, quem é? - O Kroner contra o Martelo?
Isso não é um combate de boxe. É um massacre.
- O Krooner será massacrado? - Sem dúvida.
O Schulz é um primitivo.
O que faz não tem que ver com boxe.
- Ai sim? - Sim!
Quando dá socos, sentem-nos nos dentes, na sexta fila.
O Weintraub controla as lutas? Ele adia as lutas?
Pelas regras, as lutas são limpas. Ninguém apostaria se fossem viciadas.
- No entanto... - À velocidade certa? Às vezes...
Sim, podes imaginar a confusão na caixa.
E esta noite?
Schulz contra Krooner? Limpo, diria eu.
Sim.
- O Krooner vencerá. - Terceira ronda. Vitória por KO.
O meu homem está a postos.
Últimas apostas, senhores! Fechem as cabines.
- Cinco mil no Katsche. - Para trás! Para trás!
- Dois no Katsche. - Três no Katsche.
Estou a apostar no Katsche.
KO no terceiro assalto.
- Isso tudo no Krooner? - Sim.
Para trás! Toca a andar!
- Tudo no Krooner. - Krooner. KO na Terceira Ronda.
Acabaram as apostas! Não podem fazer mais apostas!
Não podem fazer mais apostas!
Ronda um!
A luta de punhos, comissário, é uma luta de poder.
Uma dança masculina.
Só no ringue se pode ver a virilidade dos homens na sua forma mais pura.
As mais belas virtudes do nosso género vêm à tona.
Graça, poder, ordem.
A experiência da dor torna-se sublime.
A entrada no mundo masculino é ritualizada no ringue.
Representando os mortais, A luta de Aquiles e Heitor.
Visível, simples e compreensíveis para todos.
O tempo sem palavras começa com o som de um sino. O silêncio regressa.
O único discurso é feito através dos punhos.
Terceira ronda!
- Kurti. - Chefe. Chefe.
- O que foi? - Passa-se algo.
De repente, uns tipos apostaram no Katsche.
Grandes quantias! Terceiro assalto por knockout.
- Tudo no terceiro assalto, knockout? - Sim.
- Viciámos o combate? - Não.
Quanto?
- Vá lá. - Quarenta mil.
E as probabilidades eram de 1:16.
Na sua base, é a coisa mais bonita do mundo,
a menos que esteja viciada.
- Merda. Merda! - Chefe!
Kurti! Kurti! Kurti!
Não faças asneira agora. Kurti. Tens de ganhar.
- Agora. - Tens de ganhar. Kurti.
- O quê? - Tens de ganhar!
- Um, dois, três... - Levanta-te!
...quatro...
- Levanta-te! - ...cinco, seis, sete...
Levanta-te, Kurti!
...oito, nove, dez. Fora!
- Sim! - O Katsche!
Sim, é assim que se faz!
Diego. Viste aquilo? Viste aquilo? Vou apanhar aquele porco.
- Estás na corda bamba. - Vai-te embora!
São apenas negócios. Amigo, viciaste o combate!
Juro, Walter.
Apostaste 40 mil contra mim nas minhas costas.
Senão, como me explicas esta merda?
- Mexe-te! - Aquele homem, sabes quem é?
- O do chapéu vermelho? - Sim.
É o Hugo Vermelho.
Juro, Walter, não tive nada a ver com isto.
Sr. Wannenmacher? Hugo Wannenmacher de Immertreu?
- Boa noite, Sr. Weintraub. - Boa noite.
- Quem quer saber? - Rath, Polícia Criminal.
Venha ao meu escritório amanhã às 10 horas para interrogatório.
Senhoras e senhores, temos um vencedor por KO no 3º assalto!
De Berlim, Katsche Kroner!
És idiota ou quê?
Não me tentes enganar. Não me tentes enganar.
Foi o que aconteceu! Chegou mesmo antes da luta.
Quando estavam todos lá fora.
Sim, e ele disse que veio por ordens tuas.
Disse que foi um truque americano. Por causa das probabilidades.
- Quem? Quem foi? - Um velho qualquer.
Um ianque! Sim, um americano!
Não era americano. O truque é americano.
Pelo menos, era o que eu pensava. Era um tipo magro, como um fantasma.
E acreditaste nele? Sem mais nem menos?
Katsche, disseste que o conhecias!
Não disse que o conhecia. Só disse que pensava que o conhecia.
Acreditaram assim nesse janota?
Um truque americano, ou assim o pensávamos.
Nenhum de vocês consegue pensar!
Lá em cima, onde o cérebro está,
na vossa cabeça só há geleia!
Geleia vermelha!
Ainda estamos na linha de fogo do assalto ao Tietz!
Mas só colocámos o cartaz!
Foi coincidência estarmos no mesmo telhado.
A imprensa bolchevique diz que somos ladrões. Percebem?
Já sabemos por onde andam, as carraças.
- Que "carraças"? - Os ladrões. Especialmente a ruiva.
É bom que a encontrem, raios!
- Onde procuram? - Em todo o lado.
- O clube Topp-Keller? A fábrica? - Sim, senhor!
- A Mãe Litzen? - Ninguém vê a rapariga há dias.
Que se passa com a cláusula de regresso?
Percorram a cidade até entregarmos a rapariga ao pelotão.
- Sim, Sturmführer! - Entendido?
Sim, Sturmführer!
Marchar!
Saúde, amigo!
Espera! Toni.
- Tens a minha massa? - Que massa?
Das joias, sacana.
- Ainda bem que estás aqui. Senta-te. - Não mudes de assunto.
Está perigoso para vender isso, mas estou a dar o meu melhor.
Fizeste anúncios?
O quê?
Confia em mim. Sempre fizemos negócios, certo?
Está tudo bem, Peter. Tenho dois anúncios. Um é muito bom.
Ela chama-se Behnke.
Uma viúva, dois quartos, um hóspede.
- Parece uma joia por baixo da roupa. - Ótimo, ótimo!
Rua Bayreuther, sim?
Anda, senta-te. Senta-te!
Vou buscar-te uma coisa bonita.
Ela está aí?
São demasiados, lá dentro.
O que fazemos agora?
Pedimos reforços e contamos ao Sturmführer.
Não. Eu entro.
Lá dentro? De uniforme?
- Estás farto da vida? - Sim.
E depois?
Ou saio com ela ou ela corre para aqui e tu apanha-la.
- Também posso fazer isso. - Não.
Se confiar em alguém, é em mim.
Dois minutos. Depois, entramos.
- Não arranjes problemas. - Só estou à procura de uma pessoa.
És ousado.
- Onde podemos falar? - Aqui.
- Há alguma saída pelas traseiras? - Que se passa?
A sério. Há pessoas à espera lá fora.
E achas que acredito? Deves achar que nasci ontem.
- O que se passa aqui? - Vai-te embora.
- Vá lá. - Então?
O que... larga-me!
Estás louco? O que estás a fazer?
Pega nela e vai-te embora.
Pega na faca e vai para um lugar seguro.
Porque estás a fazer isto?
Fá-lo. Eles vêm aí.
Então? Ei! Agarrem-na!
Apanha a faca!
- E eu confiei em ti, seu porco! - Toma!
Então, és tu!
Ficas de vigia.
- O quê? - Vê se vem alguém.
- O que vamos fazer? - Só coisas boas.
Vai para a rua. Vai!
Moritz.
MOKA EFTI
Não aguento mais. Não aguento mais.
Por favor, Doris, acorda.
Número 42. Era inevitável. O tempo está a passar.
Três, dois, um. Fora!
- Onde posso apresentar queixa? - Sobre o quê?
- Homicídio de polícia. - O quê?
O que disseste?
Vi um polícia a ser morto.
MARATONA DE DANÇA FEMININA
Só restam dois casais de pé, senhoras e senhores!
Estamos nos minutos decisivos!
Esperem.
Trá-la cá.
Não está certo. Se não se mexer, será desqualificada.
De um lado, a número 14!
A concorrente mais robusta, com o seu parceiro incansável,
um par desde a primeira ronda.
E do outro lado, a número 27!
- Mesmo até ao fim. - Está na hora de trocar de parceiro.
- Agora. - Lotte.
- Antes que fales, deixa-me acabar. - Larga-me! Tira as mãos!
- Mas o que é isso? - Tenho de falar contigo.
Vai-te embora! Rudi. Rudi.
Número 27, faltam dez segundos!
- Dez, nove, oito, sete, seis... - Charlotte, vá lá!
...cinco, quatro, três, dois...
Que foleiro, aproveitares-te disto.
Charlotte, onde está a tua irmã? Ela tem de se entregar.
- Porquê? O que fez ela agora? - Matou um polícia.
- Sabes onde ela está? - O quê?
Número 27, já está na contagem decrescente!
O tempo está a acabar.
Nove, oito,
sete, seis,
cinco, quatro... - Vá lá.
Um! Fora!
Sra. Cziczewicz?
Renate?
Deixe-me entrar.
- Eu ouvi. - E?
- A Toni? - Não a vejo há algum tempo.
- Porquê? - Está em apuros.
Sabe onde ela está?
Se...
Se a vir, diga-lhe... Diga-lhe que...
Menina Ritter?
- Ela não está aqui. - Eu levo-a a casa.
Já está.
Tradução: Melissa Lyra Iyuno-SDI Group
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