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O GERREIRO DA FLORESTA
Legendas traduzidas e sincronizadas por:
Tonius Lusitanus luso.legendas@gmail.com
"Estas legendas foram feitas a partir do �udio do filme, pelo que algumas falas"
"poder�o n�o corresponder � tradu��o literal dos di�logos."
"No entanto procurei que as legendas permitissem a compreens�o do filme."
"Pelas defici�ncias detetadas, pe�o desculpa. Tonius Lusitanus."
Foi no ver�o de 1875. McKenna estava muito longe de casa.
Ele era casado com uma �ndia, filha de um feiticeiro.
Ela esperava-o na sua cabana, na montanha.
Ela estava doente, e ele for�ou o cavalo at� � morte, para lhe levar o rem�dio.
Havia um perigo, na floresta, naquela noite.
N�o apenas a chuva, o vento e os trov�es.
Um bando de assassinos, contratado pela Northern Pacific estava � espera dele.
Eles queriam as suas �rvores para fixar os carris.
Mas ele n�o queria vend�-las, por pre�o nenhum.
Era uma regi�o �ndia, dada pelo pai da mulher.
Ele pressentiu o perigo, mas foi demasiado tarde.
Apanharam-no no caminho, na parte de cima do rio.
McKenna lutou com eles � maneira dos �ndios.
Dando murros e pontap�s e lutando como um guerreiro.
Eles tinham armas, mas cada golpe de McKenna,
homem endurecido pelo fogo e pela chuva da montanha,
cada parte dele era uma arma. Ele estava sozinho e eles eram seis.
E ent�o ficaram s� cinco.
McKenna tinha corrido 60 km desde o armaz�m comercial,
mas ainda assim os venceu. Deu-lhe uma surra.
Depois de tudo foi atingido, por um covarde atirador.
E rebolando pela encosta, ele caiu na �gua murmurante.
Ele nunca mais voltou? Ele afogou-se no rio?
Ora, malta, ele foi atingido. J� n�o se podia afogar.
Ele ia a caminho do outro mundo.
Talvez tenha sido no rio da nossa montanha.
Esta � a hist�ria do Bigfoot?
- Sim. Quase de certeza. - Ele acabou por morrer?
N�o. Nada o matou. Nem o rio, nem as armas.
Tu tens raz�o Austin. Nunca mais viu a sua esposa.
Mas tamb�m nunca deixou as montanhas.
Ele estava gelado, perdido na escurid�o eterna.
Preso na margem do rio, na solid�o.
Mas desta vez ele n�o estava sozinho.
O esp�rito da floresta encontrou-o.
Desta vez, ele tomou a forma do grande urso.
E assim come�ou a lenda. A Lenda do Esp�rito da Floresta.
Tem a certeza acerca desta lenda?
N�s ouvimos tudo, mas ele foi ferido, n�o foi.
- E afogou-se, n�o foi? - Gente, lendas n�o s�o verdadeiras.
As pessoas � que querem que sejam verdadeiras.
� bom acreditar nelas, Brian. Nesta deve haver algo de bom.
O Justin est� certo, Brian.
A maioria das lendas s�o baseadas em factos.
Exatamente. McKenna foi ferido e passou toda a noite no rio.
Na clareira m�gica, na floresta profunda,
o poder da floresta, poder que consegue devolver a vida
a cada ser humano, a cada animal, se ele for ferido por algu�m,
esse poder foi invocado pelo Urso e tocou o McKenna.
E os esp�ritos das montanhas uniram-se a ele.
Ent�o, o urso...
...o lobo...
e a �guia tornaram-se num s�, em McKenna.
Ele poder� tornar-se em qualquer deles.
Segundo a lenda ind�gena, tornou-se em algu�m que muda de forma.
E ficou ali para sempre para proteger a floresta e todos os que vivem nela,
- e todos os que a amam. - Ele agora � um fantasma?
O esp�rito da montanha? Como um fantasma?
N�o, n�o, ele n�o � um fantasma.
McKenna combina o poder do esp�rito e o equil�brio da natureza.
Chega por hoje.
� melhor n�o se atrasarem para a grande festa.
Noutra altura continuarei a hist�ria.
Espere, S.r Madison. Sim?
Qual � a forma para que ele muda? Que diz a lenda �ndia.
Bem, Justin, ele pode fazer-se parecer com um ser humano,
ou pode tomar a forma das criaturas que ele amava em vida.
Ele at� pode, atrav�s dos teus olhos, perscrutar a tua alma.
- Voc� est� a brincar? - N�o estou a brincar, Logan. Vamos l�.
Estamos prontos, Justin! N�o te atrases!
- Est� bem, vou j�. - N�o te esque�as de apagar o fogo.
Est� bem. Est� bem.
- Stacy... - O que � que faz por aqui?
- Tu est�s muito bonita. - Obrigado.
- O que pensa sobre o neg�cio da madeira? - Toda a gente sabe o que eu penso.
Voc� acha que o S.r Madison inventou aquela lenda?
Ele sabe que a gente costuma ir para a velha casa da �rvore.
S� quer assustar o Logan, � s� isso.
- � t�o triste. - O que � que � t�o triste?
Nunca mais voltar a ver a esposa.
Sim, isso � triste.
Estamos apenas a falar de velhas �rvores da montanha.
Compreendo as vossas preocupa��es. Eu ainda sou um de voc�s e como tal
e como tal, s� quero o melhor para esta comunidade.
Mas lembrem-se. A explora��o da riqueza das nossas montanhas
s� pode trazer prosperidade e esperan�a
para o nosso futuro, aqui, na nossa terra.
Desculpe-me, S.r Thorne, mas parece o que pretende fazer
� conseguir um elevado lucro financeiro.
E quais s�o as nossas alternativas?
E quanto � vida selvagem? E quanto � conserva��o da natureza?
A minha equipa e eu estamos totalmente cientes das alternativas.
Mas, gente, vamos ser razo�veis. Conserva��o da natureza?
Isso n�o � o que d� dinheiro. Mas, obviamente,
eu sei que t�m uma vida dura. Mas a minha sugest�o vai mudar esta cidade!
E � isso o que todos queremos, n�o �?
O meu advogado e o meu colega, de bom grado responder�o �s vossas perguntas.
Quero agradecer a todos, por terem vindo.
Obrigado. Obrigado, por terem vindo.
- Acho que v�o concordar. - �timo, �timo.
Voc�s os dois n�o fazem ideia do que est�o a falar.
- Algu�m quer um pouco de sumo? - Obrigado, Austin.
- Est�s a divertir-te? - Estou.
Custa a acreditar que este homem se meteu nisto.
Ele � apenas guiado pela gan�ncia.
Eu n�o entendo o que ele quer fazer com as nossas montanhas?
Logan, ser� poss�vel que n�s sejamos parentes?
Ser� que �s atrasado, idiota.
- N�o me chames idiota, est�pido! - N�o me toques!
Vamos ter que deixar o conselho da cidade decidir
se autorizam cortar a madeira da montanha.
O meu pai � lenhador, e nunca seria capaz de cortar as �rvores antigas.
O S.r Madison diz que h� �rvores com 600 e 800 anos.
- A s�rio? - A s�rio, Logan.
Brian, o que �...? Mas que bonito.
Ent�o rapazes. Deus, me ajude a sobreviver ao apetite do meu filho mais velho!
Vamos. Amanh� espera-nos um dia muito cansativo.
� isso. O Logan torna-se oficialmente o Senhor das �rvores.
Amanh�!
Onde est� o teu casaco, querido?
- Pai, onde � que esteve? - N�o pude comparecer.
N�o me queria atrasar, a s�rio. Sinto muito, do�ura.
- Eu... tu sabes. - Sim, pai. Eu sei.
Essa coisa da montanha.
Isso pode trazer empregos.
Isso seria uma mudan�a para n�s.
- Eu tenho de ficar. - Eles podem decidir sem n�s.
Vamos para casa, pai. Voc� precisa dormir um pouco.
- Sim, estou muito cansado. - Pai, vamos embora.
Boa noite, pai.
Por favor, ajudai o meu pai a ser forte e saud�vel.
Aben�oai a nossa montanha e a d�diva da neve que se derrete,
como um cora��o que d� vida � nossa floresta.
Por favor, encontrai uma maneira de a salvar.
Aben�oai a minha m�e, onde quer que ela esteja.
E permite-lhe que, de vez em quando, se lembre do pai e de mim.
Precisamos muito da sua ajuda...
...tanto!
�men.
�men.
Lembra-te, esta � a tua primeira ida � montanha.
Quero que escutes o teu irm�o. D�-me o doce, Brian.
Escuta o teu irm�o, e faz tudo o que ele te disser.
- Tudo? - N�o!
Brian, d�-me os doces. J� tomaste o pequeno-almo�o.
Muito bem, rapazes, divirtam-se.
Tomem conta do Logan, rapazes!
E contactem com o Clovis antes de sa�rem da cidade!
Ele liga-me se voc�s n�o o fizerem!
Torne, a Conserva��o Mundial j� n�o � uma amea�a.
Temo-los na m�o. A gan�ncia ultrapassou a vontade.
- Eles n�o gostaram. - Bem, voc� devia saber isso.
Voc� fez as coisas na perfei��o. O melhor engodo � sempre
a prosperidade e o progresso.
Eu importo-me com o progresso mais que ningu�m, exceto Travis Thorne, pessoal.
E voc� devia saber disso.
Williams, envia equipas para avalia��o, logo pela manh�.
Verifiquem as que d�o corte. H� l� 30 milh�es de metros
de madeira e eu quero-a toda. Vamos levar trabalhadores locais?
Porqu�? Eles n�o v�o cooperar. Escr�pulos.
- O qu�? - Escr�pulos, rapazes. Escr�pulos.
Alguns v�o fritar na pr�pria gordura.
Vou arranjar uma licen�a tempor�ria, arrancar tudo
e voc�s v�o ter dinheiro no banco antes que eles se revoltem.
E ent�o, voc�s, os dois g�nios, v�o enterr�-los em pap�is
at� que o inferno se transforme numa est�ncia de esqui.
Como vamos fazer isso? N�o importa. Vamos, vamos.
Eu percebi o que ele quis dizer.
Voc�s t�m comida suficiente, lanches, baterias?
- Temos, sim, senhor? - Pasta de dentes. Escova de substitui��o?
Eu tenho tudo, S.r Madison.
- Ent�o, n�o se esqueceram de nada? - N�o.
Desta vez, temos tudo, S.r Madison.
Estou a ver! Bem. Isto pode ser importante, sabem?
Especialmente se a alternativa for a casca rugosa de uma �rvore.
- Papel higi�nico. - A� vai, Justin.
P�e-no na minha mochila.
Bem, Senhores da Tanglwood, v�o l�.
- Cumprimentem a montanha por mim. - Sim, senhor. Adeus.
- Atesta, faz favor. - O qu�, agora?
Seria �timo.
- Ol�, Blaine. Que tal um caf�? - N�o, obrigado.
- E um peda�o do meu chili? - N�o. J� comi no ver�o passado.
E?
Estava t�o picante, que ainda sinto o ardor.
Recentemente, as coisas t�m piorado. Ele n�o se abre.
E isso significa cada vez menos.
Arlan...
- Como � que vais? - N�o podia estar melhor.
Desculpa, s� tenho uma caneca.
Arlan, dois anos � mais que suficiente para isto.
- Blaine, do que � que est�s a falar? - Esquece, Arlan.
- Ela era a minha mulher, sabes? - Sim e eu tamb�m perdi a minha.
Isso quer dizer que nos embebedemos e reclamemos da nossa falta de sorte.
Eu nunca disse isso! Gostaria que tivesses mais paci�ncia.
- Se conseguisses entender... - Eu entendo!
Entendo que foste o melhor pol�cia que tivemos
e agora as pessoas come�aram a trope�ar em ti.
- H� um prop�sito nesta conversa? - H� sim! Tu tens uma filha
que tem um trabalh�o a tomar conta de ti, mas isso n�o vai durar para sempre.
- Do que � que est�s a falar? - V� se atinas, Arlan.
Se n�o conseguires alterar a tua vida, vais perder a Austin.
Mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra, � isso que vai acontecer.
P�e na conta da gasolina, Barney!
Ei, malta! Para onde � que voc�s foram?
Ei, malta!
N�o se metam comigo! Eu sei carat�!
Andem l�, malta, apare�am! Austin!
Andem, apare�am! Por favor!
Louise! N�o te ajudo a fazer os trabalhos!
Por favor, apare�am!
Malta.
Malta, estou com um bocado de medo!
Logan, anda! Isto aqui � �timo!
Malta, venham aqui!
Ah, sim! Eu j� n�o tenho medo!
N�o sou nenhum idiota!
- Viste o que era? - Um gorila, eu juro!
Aqui s� h� gorilas no jardim zool�gico.
Mas alguns escaparam!
N�o, era um le�o da montanha. Eu vi-lhe os olhos.
Voc�s os dois est�o malucos. Era um urso enorme!
- Acudam, um monstro enorme! - Logan!
Ele agarrou-me! Esta coisa agarrou-me!
Malta, afinal � um urso beb�!
Vamos c� a tirar o pano. Rags, � um bom nome para ti.
- Sabem malta, eu n�o estava com medo. - Ai, n�o?!
- Ele � muito bonito. - Sei o que est�s a pensar, Austin.
Ursos n�o s�o bons como animais de estima��o.
Tens raz�o, Rags.
Temos aqui um trabalho mal cheiroso, que o Rags nos deixou.
- Dois montes dos seus cart�es-de-visita. - Eu vou buscar �gua.
Vamos, Logan. Vou-te mostrar as coisas por aqui.
Este lugar � incr�vel.
Marca.
O que foi isso?
O que foi?
- Ouviste isso? - O qu�?
N�o sei... uma coisa. Sinto qualquer coisa estranha.
Acaba l� o trabalho, est� bem.
Holly, traz uma arma. Temos um urso por aqui.
- Ele falou em urso? - Urso!
Despacha-te, ele est� a fugir!
Sinal de perigo! Vamos, Logan!
Ali est� ele!
Agora apanh�mo-lo!
Ser� que algum de voc�s quer atirar?
Vamos l�, � pouco maior que um peixe.
Isto n�o � um peixe, � uma coisa bem pior.
Sim, mas teria muito mais valor se fosse grande.
Queres esperar at� que ele cres�a?
Eles v�o mat�-lo!
N�o, n�o! Voc� n�o deve mat�-lo!
Ora esta! De onde � que voc�s apareceram?
Voc� n�o sabe que n�o pode correr direito a uma arma?
Voc� n�o deve matar o urso!
Voc� tem raz�o. Holly...
Devemos esfol�-lo vivo.
N�o, por favor!
And� c� ursinho!
Pare!
Mexes mais um m�sculo e eu arranco-te a cabe�a!
Aquela doeu!
Eu n�o sei quem voc� �, mas voc� est� metido em grandes sarilhos.
Saiam da montanha! Voc�s todos!
Temos o direito de estar aqui. Voc� n�o nos pode dar ordens.
- Vamos fazer o que ele disse. - O que � que foi Holly?
- N�o me venhas com supersti��es? -Sim, � o que vou fazer. Vamos sair daqui.
Rags...
Estou t�o feliz por teres voltado. Senti a tua falta.
Foste muito corajosa, Austin. Salvaste-lhe a vida.
Onde est� a m�e dele?
A m�e dele era velha e doente.
Morreu ao d�-lo � luz.
Acha que ele fica bem se o levar para minha casa?
- S� durante algum tempo? - Ele n�o vai ser feliz fora da montanha.
A sua casa � aqui, na floresta.
- Posso ser amiga dele? - Tu j� �s amiga dele.
Para onde � que ele foi?
Viram? Eu estive a falar com ele!
Viram as caras deles? Ele foi fant�stico!
Voc�s est�o cegos? Eu estive a falar com ele.
- Para onde � que ele foi? -Ele foi-se embora depois da luta, Austin.
- N�o, eu estive a falar com ele. - Ela estava a falar com o urso.
- Ele disse que era meu amigo. - Que � que queres dizer com isso?
- Ele � um urso, Austin. - Os ursos n�o falam.
Justin, Brian, aqueles tipos perderam o "walkie-talkie".
- Deixa-o. Um s� n�o serve para nada. - Tens raz�o.
- S.r Thorne! - Boas not�cias, Williams?
- � isso que quero ouvir: boas not�cias. - Estamos quase a acabar.
- O que queres dizer com "quase"? - Encontr�mos crian�as l� em cima.
- Atrasou por causa disso. - Deixa-me pensar sobre isso.
- H� ainda a um contestat�rio. - Quem?
- N�o sei. - Como � ele?
Ca�ador. Parece um hippie dos anos 70. Vestido de pele e essas coisas.
Foi ele que fez isso � tua cara?
O Holly e os meus dois ajudantes desistiram quando cheg�mos.
Dizem que o que ganham, n�o � suficiente para lutar.
A s�rio?
Espero que algumas pessoas sejam pagas para lutar.
N�o sei nada desse maltrapilho, mas n�o � mist�rio nenhum as crian�as estarem l�.
Por causa da casa na �rvore.
Eu brinquei l� quando era crian�a. Foi...
...fant�stico.
Um lugar maravilhoso.
Tenho desse tempo, as mais bonitas lembran�as...
Livra-te daquela porcaria.
Muito bem.
Conseguiste! Agora �s um de n�s!
- Agora. � Deus! - Inicia��o conclu�da.
Ele comeu 15 sardinhas e bebeu leite achocolatado.
J� chega. N�o tem de comer o bolo.
- Brian vomitou! - Eu tinha gripe!
Este temos de o fazer enquanto o sol se est� a p�r.
Quando o sol se est� a p�r, por qu�?
Porque � assim que tem de ser. Era assim no tempo das gera��es que nos precederam.
� o nosso juramento.
Sabes a tua parte?
N�s, os senhores de Tanglwood...
Que povo�mos a floresta... durante s�culos...
Amamos a montanha... e toda a terra.
Amamos todas as suas criaturas e a sua liberdade infinita.
Como aqueles que vieram antes de n�s,
n�s vamos ensinar a outros acerca da nossa floresta.
Oramos para que ela fique pura para sempre.
Estamos para sempre vinculados a ela.
Oramos para que ela fique pura para sempre.
Estamos para sempre vinculados a ela.
"Estamos para sempre vinculados a ela."
�s tu, Fred! Austin, o Fred voltou!
Vou j�!
- Onde � que ele est�? - No meu saco de dormir.
Uma cobra!
Tudo bem que � o Fred, mas n�o o quero no meu saco de dormir.
- Especialmente quando eu l� estou. - Ele est� com frio, e tu est�s quente.
O que � que esperavas?
- Vamos fazer uma pescaria? - Sim!
Austin, podemos usar o Fred como isca?
Nem pensar!
Gente, eu � que vou apanhar o maior peixe, hoje!
Ei, Rags! O que � que est�s a cheirar?
Ei, malta, apanhei outro!
N�s n�o apanh�mos nenhum, e ela j� apanhou sete.
Que gabarola.
Odeio quando isso acontece.
Austin, tira o teu animal de estima��o da �gua! Assusta os peixes!
- Ele n�o � meu! - � por causa de ti que ele est� aqui!
Eles v�o brincar ali o dia inteiro. Vamos colocar a dinamite.
- O que aconteceu? - Ca� em cima duma pedra!
- Deixa-me ver. - Parecia uma faca.
� um pequeno golpe. Parece pior do que o que �.
Temos de voltar. H� artigos para primeiros-socorros na casa da �rvore.
- Desculpem, malta. - � a primeira vez aqui.
A m�e disse-me para ter cuidado contigo e v� o que tu fizeste!
Ca�ste e arranhaste-te!
Afinal, n�o doeu nada.
Est�s bem?
Ser� que algu�m me vai ajudar a limpar o peixe?
Eu tenho que ir procurar lenha.
Eu vou ajud�-lo.
Tenho que encontrar a minha �rvore e tratar de neg�cios.
Eu tenho que ir fazer a fogueira.
Covardes! Vamos, Rags.
Bem, bem... Os milagres acontecem.
Estou feliz por ter percebido isso.
Eu estava � espera disto.
- Eu disse-lhe para sair da montanha. - Sim. Pois disse.
�s um verdadeiro lutador! Luta contra isto!
Foi um tiro!
Austin, anda! Se s�o as mesmas pessoas, vamos chamar os Rangers!
- Agora n�o posso. - Austin, do que � que est�s � espera?
Tenho que tirar daqui o peixe ou o Rags come-o.
- Ent�o vamos l� n�s. - Depressa!
Fica aqui, Rags.
- Aquilo parecia uma explos�o! - Onde?
- Na casa da �rvore! - Austin!
- A Austin! Ela devia estar l�! - N�o! N�o!
Esp�rito protetor, n�o �? N�o vale a pena acreditar em nada!
Justin, precisamos de ajuda! Algu�m tem que nos ajudar!
- Onde estava ele quando foi preciso? - Cala a boca e escuta-me.
Ouve-me! Para a encontrarmos precisamos de ajuda!
Vamos correr at� encontrar algu�m!
Vamos! Vamos! Vamos!
Clovis!
S.r Madison!
S.r Madison!
Entrem no Bronka! Vamos, subam!
Clovis, liga para o xerife Ramsey!
E para os bombeiros. Pode haver um inc�ndio.
Ligue-me ao xerife.
Como te sentes, Austin?
Onde � que eu estou? Eu estava a dormir?
Sim. Estavas a dormir.
- O Rags, onde est�? - Est� ali.
O que aconteceu? Onde est�o os outros?
Os teus amigos est�o bem.
� aqui que � a sua casa?
� aqui que vive?
A floresta � a minha casa.
Voc� �...?
J� vive aqui h� muito... muito tempo.
H� muito... muito tempo.
Tenho pena de que nunca mais tenha visto a sua esposa.
Dorme. Tudo vai ficar bem.
Arlan, acalma-te.
Vem c�. Vem c�. Tens de te acalmar.
Ela n�o est� aqui, Blaine! Ela n�o estava l�!
Se ela estivesse aqui j� a t�nhamos encontrado!
J� a t�nhamos encontrado, n�o �?
- Por qu� s� me acontecem desgra�as? - N�o fiques assim.
N�o vale a pena ficares assim.
� meu Deus! Meu Deus!
O que eu daria...
- Oh, Austin... - Pai.
O meu beb�! O meu beb�!
Malta, � a Austin!
- Deus do C�u! - Ela est� bem!
Amo-te tanto!
Austin, desculpa-me!
Por favor, perdoa-me! Eu amo-te, querida!
Ainda est�s a fazer o teu trabalho?
- O que � que disseste? - S� disse: obrigado.
O Esp�rito da Montanha?
Tu ainda acreditas nessas velhas hist�rias, pois acreditas?
O que aconteceu na montanha, Blaine? Tu viste com os pr�prios olhos.
Como � poss�vel alguma coisa sobreviver.
J� te disse, pai. Um amigo ajudou-me.
Nesta montanha, h� muito tempo que acontecem coisas estranhas.
N�o � assombrada, eu sei disso.
- Encantada, talvez. - Encantada?
O que aconteceu contigo, hoje,
recorda-me uma coisa que aconteceu h� 30 anos.
Eu levei a minha esposa para um passeio de canoa, ao luar.
Uma brisa come�ou a soprar e ent�o o tempo arrefeceu.
Eu quis ir agasalh�-la com o meu casac�o.
Pus um p� em falso e a canoa virou.
Ouvi-a gritar,
mas antes de chegar at� ela, ela afundou-se.
Eu mergulhei e voltei a mergulhar, mas n�o consegui encontr�-la.
N�o sabia mais o que fazer e corri para pedir ajuda.
Quando voltei, l� estava ela.
Molhada e gelada. H� minha espera.
Ela disse que alguma coisa a trouxe a cima.
Alguma coisa a agarrou e a trouxe para a superf�cie.
Ela n�o estava com medo. Ela sabia que ele ia voltar.
Como � que explicas isso?
Algumas coisas n�o podem ser explicadas.
Eu sei no que acredito, mas tu podes n�o concordar.
Mas estou grato pela maneira como as coisas se resolveram.
E � assim que tu deves ficar.
O que � isto?
O Thorne vai avan�ar. Foi-lhe dada uma licen�a provis�ria.
Pode come�ar a cortar amanh�, ao meio-dia.
O qu�?
Mas ainda tem que ser votado.
Temos de conseguir um embargo.
Isto pode ajudar. Fui informado esta manh� que algu�m tinha visto
o Thorne a dividir explosivos pela equipa.
Achas que... o Thorne mandou explodir a casa da �rvore?
Tudo aponta para o Thorne.
Justin!
- Austin, que est�s aqui a fazer? - Precisamos de um plano de emerg�ncia.
Eu sei que o xerife e os adultos fazem tudo
- e n�s s� podemos esperar. - Viste o que eles fizeram
- com a casa da �rvore. - Se queremos que o nosso plano funcione,
- temos de agir rapidamente. - Espere um bocado.
- Temos um pequeno problema. - Qual?
Comunica��o. Eles t�m uma esta��o central e comunicadores.
Talvez eu tenha alguma coisa.
- Todos os chefes de equipa t�m r�dios? - Sim, Senhor!
- Est�o todos na mesma frequ�ncia? - Verifiquei pessoalmente.
Ningu�m est� autorizado a dar um passo a n�o ser com ordens diretas minhas.
Garanto que nada vai dar errado.
N�o me vou esquecer que disseste isso.
Buster! Todos para o carro e segue-nos!
Vamos pela estrada secund�ria.
Travis, por que � que temos de ir?
- N�o temos nada que fazer ali. - Ele tem raz�o, Travis.
Somos advogados da cidade, a n�o da floresta.
Sinto muito, meus senhores.
Voc�s t�m a certeza de que t�m a licen�a em ordem?
- Claro, mas n�o o fizemos... - Ent�o metam o traseiro no carro!
Temos apenas 72 horas para derrubar tudo o que pudermos e sair!
Entrem! Vai!
� isto mesmo. Vamos come�ar.
- Tens a fita e o comunicador? - Tenho.
Vai para o topo da colina e vais estar entre o Thorne e o pessoal dele.
- Est�s pronto? - Estou.
Muito bem, malta.
Um, dois, tr�s! Empurrem!
Eles est�o a chegar!
- Voc�s est�o prontos? - Sim.
Todos para fora e a fazer for�a!
Vamos, senhoras! Mexam-se!
Temos de tirar esta �rvore!
Tirem-na para fora do caminho! Voc�s tamb�m! Saiam do carro!
Parece que algu�m est� a tentar irritar-me.
Os toros t�m pregos.
- Isto s�o os opositores. - Quem?
Protetores do meio ambiente.
Eu sei que eles est�o por a�.
Prossiga, S.r Williams.
Eu sei que voc�s est�o a�! Seus mi�dos opositores!
Ambientalistas?
T�m medo de mostrar a cara? � isso?
Pois bem, voc�s n�o v�o ganhar!
N�o preciso ver as vossas caras! Eu sei que voc�s est�o a�!
Vamos l�, suas meninas!
Eu conhe�o o vosso jogo! N�o � nada novo para mim!
Voc�s t�m medo, n�o �?
Est�o a esconder-se na floresta como covardes que s�o!
- S.r Thorne! - Agora n�o, Buster!
N�o tenho tempo, para as tuas parvo�ces.
Voc�s podem pensar que me v�o atrasar,
mas nunca me v�o parar!
- S.r Thorne, as antenas! - Est�o a ouvir-me? Nunca!
S.r Williams!
Voc�s nunca v�o parar... o Travis Thorne!
N�o me interrompas dessa maneira!
Muito bem. Todos para o carro.
- S.r Thorne! - Chega, est� bem?
N�o amanh�, n�o na pr�xima semana! Agora!
Sim, senhor, S.r Thorne.
Estou rodeado de idiotas? Entrem no carro!
Ei, Austin! Finalmente apanhei um maior do que tu!
- N�o quer pegar. - Mas que observa��o inteligente.
S� est� provavelmente encharcado. Eu resolvo isso.
Batata...
Duas batatas. S.r Thorne!
Hora do plano n�mero dois.
Olhe o que eu encontrei nos escapes! Batatas!
Batatas?
E tenho duas!
Uma... batata... duas... batatas.
- Quer uma? - O qu�? Ele perguntou se eu quero uma.
Chega aqui um minuto!
Tu �s um deles, n�o �s? Tu �s um lagarto verde!
- Tu infiltraste-te! - Mas n�o � culpa dele!
- Ele trabalha para si, S.r Thorne! - Eu n�o o vou magoar!
N�o o vou magoar.
S� o vou estrangular! � para me sentir melhor! Est� bem?
Tudo bem. Tudo bem. J� estou melhor.
Eles s� me querem parar. � melhor n�s irmos, S.r Williams.
Est� bem.
Outra equipa do Thorne, est� aqui.
Algum de voc�s acredita que o Thorne
vai esperar at� ao meio dia que voc�s resolvam?
O Thorne? N�o.
Temos de conseguir o embargo.
Seus naturalistas invertebrados!
Se est�o � procura de chatices, v�o arranj�-las!
Chatices que d�o pelo nome de Travis Thorne! Travis...
Eu parei... Eu parei... Isso � bom.
Ramsey.
Est� bem.
Certo. Diz ao juiz que agradeci. J� o temos.
Temos o embargo!
E n�s temos um b�nus. Mandado de pris�o para Thorne e Williams.
Excelente.
C� vamos n�s.
Temos que esperar que o Thorne d� a ordem para o in�cio do corte.
Se ao menos pud�ssemos come�ar a cortar as �rvores.
Preciso da caixa de primeiros socorros, imediatamente.
Eu sei. Eu sei que precisa, senhor.
H� imensos arbustos de carvalho e hera venenosos.
- Parece que o S.r levou com ambos. - N�o me toques!
Tu nunca me toques!
Pede a caixa dos primeiros socorros pelo r�dio.
Adoraria ajudar, mas algu�m roubou a minha antena.
- O pneu est� reparado. - Plano seguinte.
Agora quero ir cortar as �rvores. Algu�m tem problemas com isso?
- Ainda n�o � meio-dia. - Pago-vos a 400 d�lares � hora
para me dizerem que horas s�o?
Buster! D�-me o comunicador!
- R�pido! - Sim, senhor.
- Estou preocupado com ele. - Eu tamb�m.
Mas que raio � isto? O que � isto.
- Muito bem. Williams, d�-me o teu. - Perdi-o.
Claro, e algu�m o encontrou.
Muito bem.
Para a montanha. Se l� chegares antes de n�s,
diz-lhes que eu dei ordem para cortar as �rvores, est� bem?
Buster! Entra e conduz!
- Mas, senhor... - Dentro, dentro, dentro. Conduz.
- V�o cortar a floresta! - N�o os podemos deixar!
O que vamos fazer agora? Temos que os impedir!
Ent�o, �s tu, pequeno vagabundo que est�s a tocar r�dio?
Ent�o tu �s um daqueles gajos do carat�?
Pensas que �s o Bruce Lee? Tu �s o Bruce Flea (l�-se Fli. Pulga).
Vou deixar que tu me batas. V� l�, aqui mesmo.
Est� � vontade. Faz o melhor que puderes.
V� l�. V� l�. Mesmo aqui.
Anda l�.
N�o tenhas medo.
De onde apareceste tu?
N�s os dois temos neg�cios por acabar.
Voc� vai ficar desta vez e lutar como um homem?
- Queres lutar com ele, Logan? - � muito grande.
�, tens raz�o.
Luta como um homem, est� bem?
Voc� luta como um ingl�s?
N�o luto como a porcaria dos ingleses!
Eu s�... eu s�...
Espere... Sabe... eu s�...
- Como um homem da montanha? - Sim!
Por que n�o lutas de maneira justa?
Estou aqui.
Assim n�o brinco!
Agora � do teu tamanho.
Estes naturalistas enviaram crian�as para fazer o trabalho deles.
Vou abat�-los j�. D�-me uma arma!
N�o me apontes essa arma assim!
Ningu�m... Ningu�m me vai impedir de eu cortar as minhas �rvores!
Est�o a ver isto? � uma arma. Dentro dela h� cinco balas.
Voc�s s�o quatro. Algu�m vai levar dois tiros.
Lobo...
Onde � que ele foi?
S.r Thorne! S.r Thorne! A pol�cia!
Onde?
Toma.
A arma � sua, S.r Thorne.
Segura a arma! Eu disse para segurares a arma!
Buster! Por que � que isto me est� a acontecer a mim?
- Tome! - Eu n�o a quero!
Voc�s os dois. Resolvam isto! Resolvam isto!
Largue a arma!
Est� preso por uso ilegal de explosivos,
e tamb�m, por atacar um agente da pol�cia! Largue a arma!
O que � que fa�o com isto? Toma, segura-a.
Eu n�o!
- Apanha a arma! - Eu n�o!
O Thorne vai a fugir!
Apanhem os advogados!
S.r Thorne n�o tratamos de casos criminais!
- Quer ajuda? - Isso seria bom.
- Um dia mau? - Voc� nem imagina quanto.
Espere a�. Voc� � aquele hippie?
Quero dizer, aquele que bateu nos meus rapazes.
Nada de ressentimentos, est� bem?
Eu tenho que atravessar estas montanhas, est� bem.
Dou-lhe 10 mil d�lares se voc� me ajudar.
- Por qu�? - Por qu�, o qu�?
- Porque andam atr�s de mim, � por isso. - Por que � que andam atr�s de si?
Porque eu queria cortar as �rvores, est� bem?
Bem, tu quase lhes lan�aste o fogo, quando eras mi�do... Travis Thorne.
Como � que voc� sabe disso? Eu n�o contei isso a ningu�m.
Eu sei.
Mas � verdade.
Quando era crian�a, acendi uma pequena fogueira.
Queria que fosse t�o grande quanto poss�vel.
De repente alastrou e eu n�o sabia o que fazer,
ent�o fugi para casa.
At� hoje, ainda n�o compreendi. Eu ateei fogo a toda a montanha.
Eu salvei a floresta de tua neglig�ncia.
Agora vou salv�-la da tua gan�ncia.
Voc� d� cabo de mim, sabe.
A s�rio que d� cabo de mim.
Tu acreditavas na montanha m�gica quando eras crian�a.
Porque eu era um puto. Agora j� sou crescido.
A �nica... magia em que acredito � na magia do todo-poderoso d�lar.
- Como isso � triste. - Veja como isto � que � triste!
� triste que os sonhos em que acreditas tenham de ser comprados.
- S�o os �nicos que existem. - Tens a certeza?
Sim, tenho a certeza.
Bem, n�o posso fazer nada para mudar as tuas ideias.
Mas talvez eu possa!
Ol�. Acabei de ter uma vis�o. Sinto-me renascer.
Agora amo tudo.
Amo a floresta, as �rvores, as �guias, os ursos.
Especialmente os ursos. Eu adoro os ursos.
Sei que vou para a pris�o, mas n�o me importo.
Estou t�o feliz que me apetece cantar!
Ol�! Eu renasci!
J� viu ursos a falar? J� viu?
N�o sei por qu� mas adoro estas �rvores.
N�o me ponham a�! Eles s�o malucos! Por favor!
Quero que voltes a usar isto, Arlan.
Se achares que est�s pronto.
Gostaria muito, Blaine.
Obrigado.
Fica-te muito bem, pap�.
- Eu amo-te. - Eu tamb�m te amo.
Afinal encontrou-a! Ele encontrou a esposa dele!
Do que � que est�s a falar?
N�o importa.
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