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Original subtitles

Legendas: Jo�o Ahrens Teixeira

A SOMBRA DO NINJA

Quem est� a�?

Prepare-se para morrer.

Lembre-se de Nang Gy.

- Sabe o que aconteceu em Tampa? - N�o, o que aconteceu?

Um tipo foi morto na sua garagem com uma espada de samurai.

Fique de olho no telefone, eu olho l� em baixo.

- Desculpe-me, posso usar o telefone? - N�o, Sra. Est� ocupado.

H� um tipo pequeno de bigode num par de jeans. Pode ser ele.

� ele, Sam.

Os sapatos...

Sapatos? N�o sei dos sapatos, � ele.

Pol�cia, agarrem-no.

- Como diabo chegou aqui? - O que disse, Sam?

O que faria sem mim?

Curava a minha �lcera. Venha saco de feno, vamos.

- Dumas! - Apanhou-o, Tenente?

- Deitou-lhe a m�o? - Vamos.

Somos amigos, lembra-se? Voc� me magoa, meu.

Seja um pouco gentil comigo, n�o tem mais nada que fazer.

Este tipo sai todas as noites sob liberdade condicional.

Se faz este trabalho sujo pela manh�, pode recuar no tempo para o registar.

Fundamental.

Como sabia que era ele?

Gra�as �s observa��es lend�rios do sobrinho do Sherlock Holmes.

Pelos sapatos. Ele usava sempre o mesmo cal�ado, sempre que assinava a cau��o.

Aqueles feios de preto com coisas de camur�a e pele de cobra de prata.

T�o feios que n�o pode esquec�-los.

- Sabe Jack, tenho uma ideia. - Desculpe, n�o estou interessado.

Oh, mas a minha ideia, tem a ver com isco fresco e muita paci�ncia.

- Estou nessa! - J� n�o tiro ums f�rias h� um tempo.

� tempo de o fazer. Al�m disso, o que pode correr mal nos pr�ximos dias?

- Dumas. - Sim?

N�o faz ideia como tenho pena de n�o ter que olhar para o seu rosto.

- Imagine uma vida sem mim. - Para�so.

S� um assassino e ladr�o a seguir a outro e toda a comida congelada.

- E voc� salvava-me disso, hein? - E do seu feij�o branco.

N�o toque no meu feij�o branco.

Sim, Dumas. N�o toque no feij�o dele.

- O que acha, Sam? - Oh n�o! N�o me meta nisto.

- Jack, est� a ficar tarde. - S� tento alargar um pouco os seus horizontes.

Dumas, atire-me essa corda, por favor.

A vida � mais do que comer cachorros-quentes a saber a cebolas.

Mas isso parece-me bom.

- Sabe o que � merda de p�ssaro? - Sim, um bife de carne enlatada. Porqu�?

� o que vais ser, se n�o arrancares aquela corda.

A comida.

A corda.

Segura-te Jack, aqui vamos.

- Quando voltam? - Com sorte, nunca.

- Quero um cachorro-quente com cebolas. - Que boa ideia.

Isso � o suficiente.

O que acha?

Sessenta d�lares por noite. Pode come�ar amanh�.

Voc� disse cem.

Se quer o meu dinheiro s�o sessenta ou pode tirar os collants noutro lugar.

- Ontem � noite voc� disse... - Sessenta, querida.

- � a sua oferta final? - � a minha �nica oferta.

Tudo bem, sessenta...

mas fico com as gorgetas.

�s oito em ponto.

Bill?

Lee?

O que est� fazendo aqui? S� come�a �s seis horas.

Para Nang Gy.

Por favor, gratinado com molho b�arnaise...

com batatas e ovos � la cadillac.

Isso � tudo o que h� dentro?

- Posso servi-la Sra? - Sim, se for...

Quero dizer... Sim, Claro. Obrigado.

Um momento.

- Sim, quem �? - Detective Costello?

Ele n�o est� aqui, fala com o s�cio. Posso ajud�-lo, Sr...

- Robbins, enador Robbins - O que posso fazer por si?

- Tenho um problema. - Pode ser mais expl�cito?

Posso pagar duas vezes... N�o, tr�s vezes o seu ordenado...

mas preciso de sua ajuda agora. Estou no 2012 em Banion Drive.

2012 Banion Drive.

Estarei a� em 10 minutos, senador. N�o abra a porta a ningu�m.

Excepto a mim, � claro.

- Maria... - Dumas, n�o diga nada.

- Este homem tem um trabalho para mim. - Para o Jack.

Olhe posso resolver isto num instante por tr�s vezes o meu ordenado...

e o Jack pode perceber que sou um bom detetive.

O que vamos ver, s�o os gritos do Jack, e aquelas veias do pesco�o a saltarem.

Olha, n�o sei sobre ti, mas eu n�o o quero ver.

Portanto faz-me o favor, de te sentares aqui e comer o gratinado.

N�o se preocupe, Maria. Tudo est� sob controle.

Meu Deus Jack vai mat�-lo.

Obrigado por ter vindo t�o depressa.

Isso � parte do trabalho. Porque acha que algu�m quer mat�-lo?

Fui amea�ado.

"N�o viver� para ver o amanh�". Acho que foram as palavras exactas.

Realmente. E isso j� aconteceu antes?

Amea�as?

Muitas vezes. V�m a lume se se torna uma figura p�blica como senador.

Ou se � candidato a governador.

Mas desta vez...

Desta vez foi diferente... Algo mais...

Pude senti-lo.

Fez a coisa certa. Enquanto estiver com este caso, nada lhe vai acontecer.

Mate-o, mata-o.

- Dormiu bem? - Como um morto.

Caf� fresco?

Precisava mesmo de algo como isto.

Desde que a minha esposa partiu, a minha casa � um lugar solit�rio.

N�o a pode culpar, Sam.

Ela te via duas horas por dia, durante vinte anos.

- D�-me um caf�, por favor. - Claro jack.

O assassinato relatado esta manh�, do dono duma boite, Norman Duvall...

N�o nos surprende, hein?

As fontes indicam que uma arma invulgar...

possa ligar este crime com o da semana passada, em Tampa.

As autoridades...

- Jack, acha que devemos adiar as f�rias? - Esque�a-o...

Os candidatos visitam o pa�s.

O Governador Candidato Philip Robbins ficou ontem ferido por um ataque...

junto com o Maurice Dumas da ag�ncia de detetives Costello e Dumas.

Est�o a brincar?

Isso mesmo. Vai ficar bem, Sr. Dumas.

- N�o tem gangrena ou febre amarela? - N�o, s� � um entorse.

Espero que hoje o dia seja melhor que isto.

Eu sei.... O c�u estava azul, o mar estava calmo e o peixe n�o mordia.

N�o te parto os ossos todos, s� porque o m�dico j� c� est�.

- Olhem, sei que est�o chateados. - N�s chateados?

Apenas tentamos ver-nos livres de ti, sem sermos apanhados.

V� l�, deixem-me explicar. Fiz isto para verem as minhas aptid�es.

E vejo, as tuas aptid�es irritam-me mais do que qualquer um que conhe�o.

Ao menos, sou bom em alguma coisa.

- Ol�, Sam! - Descobriu alguma coisa interessante?

N�o h� vest�gios das balas do Dumas. Pelo menos devia haver um buraco na parede.

Deve haver alguma coisa, vamos dar uma olhadela.

Obrigado, hein.

Ele deve ter usado um colete � prova de bala.

Disparei tr�s vezes. Devo ter acertado alguma.

N�s sabemos, que ele acertou em algo, em si.

- Felizmente temos seguro. - O que est� dizendo?

N�o era um caso oficial. N�o est� coberto.

Jack, n�o me pode fazer isto. Fiz isto apenas por si.

Que h�, Sam?

� o diabo de uma trapalhada. N�o consigo ter um rastro desta coisa ninja.

O prefeito e o comiss�rio est�o-me pressionando.

- Preciso da sua ajuda - Tem alguma pista?

Sinto muito, Sam. J� temos um caso a a tr�s vezes a tarifa normal.

N�o como nos casos anteriores, n�o � Jack?

Vamos, Jack.

Voc� tem um cliente, eu tenho um amigo. Est� a favor ou contra n�s?

Obrigado.

Este � o d�cimo gin�sio. Pensei que �amos comer?

- Mais tarde. - Sim, claro.

Se est� com fome, largamos tudo para comer, mas eu tenho fome, e diz: "mais tarde".

- Tem algum problema com isso? - Quem eu, est� a brincar?

Este � o �ltimo gin�sio, certo?

- N�o! - Ok! Foi s� uma pergunta.

- Aqui perde-se muito peso. - Ent�o sente-se em casa.

- Posso ajud�-los? - Procuramos o Sr. John Deer.

- Ele est� aqui? - Sim, mas ele n�o os pode ver agora.

- Porque n�o? - N�o gosta de ser interrompido quando ensina.

Diga-lhe que � uma investiga��o de assassinato.

Penso que ele nos deixa entrar.

Meus Srs, posso fazer algo por v�s?

Se leu o jornal, sabe que...

que h� um assassinato atribu�do a um guereiro ninja.

- Eu tamb�m leio o jornal, Sr... - Costello. Detective Jack Costello.

Presumo que queira saber se cometi esses crimes?

A resposta � n�o, e posso prov�-lo.

- N�o lhe pedi um �libi. - Ent�o porque est� aqui?

Boa pergunta. Jack, quanto �quele almo�o?

Este j� � o d�cimo primeiro gin�sio onde educadamente entramos...

e todos parecem esconder algo.

H� alguma m�quina autom�tica aqui? Batatas e soda seria bom.

Se suspeita de algum dos meus alunos, investigue-o, mas n�o aqui.

Mas posso-lhe dizer...

O homem que procura, n�o � um verdadeiro ninja.

Est� muito confiante.

Ninjutsu � uma forma de vida.

A coisa mais mortal de uma arma, � o homem por detr�s dela.

E n�s somos homens, Mr. Costello, e n�o personagens de banda desenhada.

O criminoso era, muito bom com armas.

As v�timas eram saud�veis, homens fortes.

Nunca souberam o que lhes atingiu.

Acredito que esta conversa acabou, a menos que haja mais alguma coisa.

Esta barra de chocolate pertence a algu�m?

Eu tento descobrir algo sobre esta hist�ria ninja e voc� estraga tudo.

Voc� acordou no lado errado da cama esta manh�?

- N�o! Estou s� com fome. - Eu tamb�m. � o que digo h� uma hora.

- Acha que Mitchell Grill est� fechado? - N�o se incomode, para si eles abrem.

Estou com dores outra vez, acho que devo ser observado.

- Observa��o a si ou a ela? - Se tiver sorte, ambos.

Est� com bom aspecto, senador.

Gra�as ao seu amigo. Ele salvou-me a vida.

- Vamos terminar isto mais tarde. - Obrigado, Senador.

Por favor, sente-se.

- Prefiro ficar de p�, obrigado. - H�bitos de seguran�a.

Bom trabalho, Sr. Dumas.

Sabe que concorro para governador.

�bviamente.

Dado os acontecimentos gostava de o convidar para minha prote��o.

Porque n�o vai ao Servi�o Secreto?

O problema em usar o Servi�o Secreto �...

que h� muitas pessoas envolvidas, as coisas j� n�o s�o secretas.

Poupa-lhe dinheiro. Acho que prov�velmente j� pagou a muita gente.

Esquece.

Sou um detetive particular, n�o um guarda-costas.

Entendo.

Admiro a sua franqueza. O pa�s precisa de mais pessoas como voc�.

Um pensamento assustador.

Ok, n�o digo mais nada.

Bem, se n�o quer ser um guarda-costas...

Talvez possa descobrir quem me quer matar e porqu�.

E espero... que seja antes do acto.

J� pensou que levou a mal, eu arriscar a minha vida pela sua ag�ncia.

A minha ag�ncia? Era bonito devolv�-la.

O que quer dizer?

Quer dizer... em todos os jornais, na r�dio e na TV...

Todos falam da ag�ncia de detetives Costello e Dumas.

Oh! Juro que n�o fui eu. S�o os pep�rteres, inventam qualquer coisa.

- Voc� n�o disse nada? - N�o!.

Eu posso ter dito que sou o seu parceiro...

mas tamb�m disse que era do Jack Costello. E al�m disso...

o senador contratou-o, arranjei trabalho, n�o foi?

Sim! Mas porqu�?

Porque somos... porque voc� � o melhor.

Vamos ao escrit�rio do Sam. Eles t�m uma conversa com o John Deer.

Sr. Deer. se continuar assim, s� piora as coisas para todos.

Eu podia prend�-lo, tenho acusa��es suficientes.

Para come�ar:

A evid�ncia de reten��o e cumplicidade de crime.

Tornava tudo mais f�cil se cooperasse. A escolha � sua.

Muito gentil de sua parte, tenente Bosley.

Uma escolha significa, pelo menos duas op��es.

- Isto � uma ordem e n�o uma escolha. - Pode tom�-lo como quiser.

Se dependesse de mim, sa�a por aquela porta algemado.

Convidou-me a vir aqui para uma entrevista.

Quando cheguei aqui disse-me que n�o era acusado nada e depois tr�s horas nesta cadeira...

acusa-me de crime de terceiro grau... sem o meu advogado presente.

Prenda-me ou deixe-me livre, porque estou come�ando a aborrecer-me com isto.

Asseguro-lhes que o meu advogado n�o vai gostar.

Se o suspeit�semos de duplo hom�cido, n�o teria que se preocupar com o seu advogado.

H� quanto tempo tem a sua academia?

Meu dojo ou academia como voc� o chama, j� existe h� dez anos.

Um dojo � uma escola, Sr. Costello...

onde ensino a lidar com a vida. Sem viol�ncia, se poss�vel.

Confiamos na filosofia oriental. Um cora��o benevolente � a nossa arma.

Ensino os meus alunos a viverem em harmonia.

Os combates f�sicos s�o uma pequena parte da disciplina.

Como se tornou um mestre nesta disciplina?

H� muito tempo no Jap�o, quando estive no ex�rcito.

Tornou-se um modo de vida, como a pintura ou a m�sica.

Por isso, � na verdade uma forma de arte.

� muito mais do que isso. Como disse antes, o ninjutsu � a minha forma de vida.

N�o espero que entenda isso, o que n�o se importa.

A arte � indefin�vel.

Uma forma de arte que ensina a matar.

Toda a gente � capaz de matar Mr. Costello. At� mesmo uma crian�a.

A arte est� em morrer com honra.

Recuso-me a responder a mais perguntas sem a presen�a do meu advogado.

Assim, calculo que a nossa conversa acabou.

Isto n�o foi uma conversa informal, mas sobre assassinato.

N�s s� queremos informa��es que nos ajudem na investiga��o.

- Acho que podem continuar s�zinhos. - Jack!

N�o me entenda mal, Mr. Deer. H� m�todos para obter informa��es.

O que quer dizer?

Vamos, Dumas.

Adeus, Sam.

Vamos pescar em breve, hein?

N�o sabia que era t�o c�nico.

Sei que � desconfiado, mas...

Sabe de alguma coisa, n�o?

Digamos que h� algo que entendo, que voc� nem come�ou a entender.

- O qu�, ele mentiu? - Talvez.

Que sucede consigo, porque � t�o misterioso? Como quer que aprenda consigo, se n�o diz nada?

Faz isso de prop�sito, � claro, porque n�o quer que eu seja melhor que voc�.

- Quero um cheeseburger e uma salada. - N�o, n�o uma lanchonete.

Com o dinheiro do senador podemos comer num restaurante franc�s.

Eu vou tomar um duplo hamb�rguer, uma salada dupla e uma dupla dose de batatas fritas.

Deixe-me em casa, hoje tenho de me deitar cedo.

- Tenho de me deitar cedo hoje. - Ela � loira ou morena?

Ela � loira e morena.

Convidava-o, mas acho que n�o aguenta na sua idade.

Muito engra�ado.

Ora vivam.

Vamos l� comer.

Um movimento em falso e morre.

Olhos na estrada e as m�os no volante.

- Mantenha a velocidade. - O que quer de mim?

- A quest�o �: O que quer voc�? - Quero parar um assassino.

Pensa que sou um assassino. Se o fosse, voc� j� estaria morto.

E aqueles tipos que tiveram pior sorte?

Foi um acto de justi�a, para pagar a justa retribui��o paga.

As pessoas na generalidade deixam a lei se encarregar da justi�a.

A vossa lei j� falhou.

Isto � vingan�a e n�o justi�a. Porqu�?

H� outros que v�o morrer.

Fique longe de mim, ou sou obrigado a mat�-lo.

Eu posso ajudar.

- O que est� fazendo aqui? - Ele vai atacar de novo, Sam.

Esta � a lista. Nomes, endere�os e datas de nascimento.

- Pode imprimir isso? - Claro.

Jack, que raio estamos procurando?

Ainda n�o sei, Sam. Algo que ligue todas as v�timas.

Talvez prevenir que algu�m morra.

Caf�, senhores?

Por falar em matar...

� isso.

Eles serviram juntos no Vietname.

Brigada aero-transportada.

Ent�o, s� temos de arranjar uma lista de todos...

e talvez possamos imaginar as pr�ximas v�timas.

Ou o poss�vel assassino.

Pois, todos no Pent�gono est�o acordados � espera que chamemos?

As pessoas talvez n�o, mas os computadores est�o.

- Acha que pode ter acesso? - Vale a pena tentar.

Ele est� aqui.

Despache-se.

Estou tentando. Pensei que fosse f�cil Mas est� dando trabalho.

Consegui...

- Tinha-me esquecido da senha. - Imprima-o.

- Apanhei-te, vamos! - Algu�m me diz o que se passa aqui?

Voc� � um g�nio.

O qu�?

Aqui Baker 13...

a todas as unidades, esquina da Collins Avenue e Rua 27.

�s tu que eu quero.

O que descobriu?

Todos disseram mais ou menos o mesmo, o assassino disse algo sobre ' Nang Gy'.

Nang Gy?

Sabe o que fazer, quero o mais r�pido poss�vel um relat�rio.

Que pensa, Jack?

Primeiro temos de descobrir o qu� ou quem � Nang Gy.

Olham para mim porqu�.

Eu n�o sei nada do Oriente, e n�o estou investigando numa biblioteca.

Mesmo sentados numa biblioteca, quer dizer que temos um caso oficial...

e que tem a sua conta de hospital paga pela compnhia de seguros da ag�ncia.

A que horas abre a biblioteca?

Fui ontem � biblioteca e estava fechada, ent�o liguei a um amigo.

- Um amigo? - Sim, e ela...

Ela? Que esp�cie de ela?

Ela � do Vietname, mas n�o sabia nada sobre Nang Gy.

Fui � biblioteca de manh�, isto �...

depois de decidir primeiro tomar o caf� da manh�.

N�o devia estar t�o tenso, n�o � bom para si.

Nang Gy foi uma aldeia Vietnamita que foi destru�da por...

- Bombas de napalm... Bombardeada por... - Os nossos amigos mortos.

Eu n�o sei, mas n�o me surpreenderia.

Vamos descobrir.

Jack, n�o � a casa do Senador Robbins?

Est� a ficar mais esperto ao andar comigo.

Ele ainda n�o est� no hospital?

- � por isso que estamos aqui - Jack, isto � ilegal.

Isto � ilegal.

Ele � um senador. Vai prender-nos e jogar fora a chave.

- Vamos? - N�o, eu n�o entro.

Sim, eu entro!

Bem, eu desisto. Que estamos procurando?

A raz�o do ataque falso ao senador.

Falso? Arrisquei a vida para salvar esse homem, e se n�o usasse aquela arma...

Falsa! Balas falsas, preparadas para si.

- Aquele idiota tramou-me? - Ele mente, e quero saber porqu�.

Parece que algu�m queria que n�s descobrissemos algo.

- Temem um l�pis? - N�o.

Um verdadeiro detetive tem sempre um l�pis.

Voc� tem um l�pis?

Aqui agente Harris.

Harris, � o Costello. Foi s� para confirmar. Obrigado.

Agora sabe de alguma coisa?

N�o, nem um pouco.

- Toquei assim t�o mal? - Estava t�o perto... deste anjo do c�u.

Ela era louca, era linda de sonho, mas de repente ela se foi.

Juro, que ele s� bebeu uma soda.

Vejo-te Dumas, eu vou-me mudar.

Sim, v�-se mudar. Mudar � bom.

Sr. Costello, sou a Syu Quan.

Syu Quan? A mulher que me seguiu a noite toda?

Preciso falar consigo. Venha amanh� �s duas horas ao Madison parque.

O que quer, Sra Quan?

Sou a esposa do senador Robbins. Estava com ele em Nang Gy.

Para onde et� a olhar, Dumas?

N�o sabe que correr � a melhor maneira de ficar em forma?

- Eu sei uma maneira melhor. - N�o seja nojento.

Pensava nos exerc�cios da minha m�e. Usava sempre dois sacos de compras para a figura...

e estava sempre a torcer roupa para os seios.

E esfregava o ch�o para as coxas, sabe...

e fazia as camas para...

- Mas vejo que n�o precisa disso. - Est� sempre dizendo tolices.

Porque tem sempre que brincar com tudo?

Vou continuar com o exerc�cio. Portanto vou-me embora. Adeus.

Ei, eu falo a s�rio.

Mas que diabos?

Este dia est� ficando cada vez mais estranho.

Cuidado, ou vou cortar-te em peda�os. Eu acredito em si, eu amo tartarugas ninja.

Eu n�o sou uma tartaruga. Acredito em si. O que vai fazer agora?

Leia amanh� no jornal, e descubra.

Se for atacado enquanto eu n�o esiver aqui, use isto.

Obrigado, eu aprecio isso.

Crian�as.

Quando resolvermos o caso, ele vai deix�-lo partir.

Vamos, Dumas. H� trabalho a fazer.

N�o procure s� nos registos, eles podem viver em qualquer lugar.

N�o entendo, quer que eu pesquise nomes de crian�as adoptadas de Nang Gy.

O que tem isso a ver com isto? Nosso ninja � um japon�s.

Eu sei o que s�o ninjas, apenas fa�a-o simplesmente.

- J� percebi, n�o sou um imbecil. - � poss�vel.

E n�o se esque�a, que eles pode viver em qualquer lugar.

Eu sei, eu sei.

Se encontrar algo chame-me imediatamente ou o Sam.

Quanto mais souber, mais perigoso se torna.

Sim, papai.

- O que vai fazer enquanto corro este perigo? - Tenho um encontro.

Voc� o qu�?

Isto n�o pode ser verdade.

N�o h� nada acontecendo, pessoal. Estou departamento minist�rios.

Tenho um doente ali, que est� completamente laranja.

Lamento anunciar, que � um caso grave de " stufftococcus '...

de febre amarela.

Pr�ximo.

Sou eu, querido.

N�o sei se foi uma boa ideia. Talvez o seu marido a mande seguir.

Estou aqui por causa dele. N�o quero que ele seja morto.

n�o sei se posso evitar isso.

Este ninja busca vingan�a, mas n�o sei porqu�.

Se voc� sabe algo, poder� diz�-lo melhor.

J� houve tr�s mortes.

Nang Gy n�o era uma aldeia vulgar, Sr. Costello. Foi um inferno na terra.

Foi a �ltima paragem, antes dos Americanos irem para a guerra.

Muitos morreram sem testemunhar coisas que fizeram, que nunca tinha sido feito.

Drogas, �lcool, jogo, sexo.

O sexo com homens, mulheres e crian�as. Foi l� comercializado.

O meu marido com alguns outros tiraram partido de mis�ria Nang Gy.

Foi o centro de todas as desgra�as no Vietname.

Como o conheceu?

Eu tinha apenas onze anos.

Eu estava na aldeia vendida como prostituta.

Meu marido me violou...

mas me alimentou e me vestiu.

Algu�m informou o governo dos EUA.

Eles enviaram uma comiss�o para investigar o assunto.

Meu marido percebeu o perigo, por isso toda a aldeia foi massacrada.

Mas ele me salvou.

O Napalm acabou com o que restava em Nang Gy.

O relat�rio oficial falou de um ataque surpresa pelo Vietcong.

S� o meu marido e os seus homens escaparam.

Eles, tamb�m mataram muitos dos soldados Americanos...

para que ningu�m pudesse testemunhar contra eles.

Algumas das crian�as escaparam. Talvez um deles seja o ninja.

Porque n�o divulgou o que sabia?

Perdi tudo o que tinha, em Nang Gy.

Talvez parte de mim esteja l� enterrada.

Aqui sou a esposa de um her�i de guerra.

Tenho tudo o que uma mulher deseja...

mas do que gosto � de paz interior.

O seu marido vai ter que pagar...

e acho que ele bem o merece.

Eu vou ajud�-l�, se puder.

E informe-os que estarei �s tr�s em Filad�lfia. Reserve o hotel...

e compre um bilhete para si tamb�m. Chame o Sullivan, ele organiza os compromissos.

- Sim Sr. mais alguma coisa? - N�o, isso � tudo.

Desculpe, Sr. Robbins. Tentei par�-lo. Mas ele passou por mim.

Tudo bem, Richard. Voc� pode ir.

Acho que trabalha para mim, Sr. Costello...

mas n�o acha que entrar assim � um pouco invulgar.

T�o invulgar como este caso.

Pode explicar-se, Sr. Costello?

Diga-me algo sobre Nang Gy.

Nang Gy?

- N�o sei o que quer dizer. N�o entendo. - Ah, n�o?

Quantas pessoas matou por l�, Coronel?

Essa cabra contou-lhe, n�o �?

Se lhe tocar, vai-se arrepender de ter nascido.

Descubra esse ninja, e dou-lhe dez vezes o que ganha num ano.

Voc� me usou. Falseou o ataque a sua casa, para eu encontrar esse ninja.

Ningu�m vai acreditar em si, Costello. Ningu�m.

Esque�a sobre encontrar o ninja, ele vai encontr�-lo a si.

- Onde est�? - No aeroporto.

Temos de ir a Tampa. Acho que tenho algo para si.

Aqui fala com o Sr. Bindi. Tenho problemas com o telefone.

Quero o meu dinheiro de volta. D�lares americano e em dinheiro. Obrigado.

H� muito tempo emigr�mos aqui para a Fl�rida.

O governo Americano nos alojou aqui em Tampa.

A minha mulher e eu soubemos que n�o pod�amos ter filhos.

Assim durante a Guerra do Vietname...

Foi-nos dada a oportunidade de adoptar um menino vietnamita.

Porqu�? Voc� � japon�s.

Para todos os americanos v�em os asi�ticos...

japoneses, chineses, coreanos Vietnamita, somos todos parecidos.

N�s entendemos... por favor, continue.

Durante a Segunda Guerra Mundial...

Eu fui destacado para a pol�cia secreta militar dos japoneses...

porque eles sabiam que eu era um membro...

de um antigo segredo sociedade de guerreiros.

Acho que essa sociedade remonta do s�culo XVII, ou algo assim...

e �ramos particularmente dedicados ao imperador.

Quer dizer que era um ninja?

Verdade? A lenda diz que conseguiam andar nos tetos...

e tinham garras nos p�s.

Essas aptid�es foram grosseiramente exageradas.

Contudo, �ramos mestrados na aplica��o da surpresa...

de armas incomuns, de t�cnicas de luta...

de venenos e assassinatos encobertos.

Como conseguiu... vir para a Am�rica?

N�o houve obje��o do FBI... ou das autoridades da Imigra��o?

Na altura, embora estar sob juramento ao imperador...

Eu decidi por vontade pr�pria, escolhi colaborar...

com as autoridades militares americanas...

e por isso, depois da guerra, trouxeram-me a mim e a minha esposa para aqui.

Para a nossa pr�pria seguran�a... disseram eles.

Como gratid�o deste pa�s.

Mas...

acho que foi um grande erro.

Temos um uma vida muito dif�cil.

At� que veio o Long Fon.

Ensinei-lhe tudo o que sei.

Ensinei-lhe a ser firme...

e respeitar os outros.

Mandei-o para as melhores escolas.

Pessoalmente, ensinei-lhe tudo sobre as artes marciais.

Ensinei-lhe a filosofia do nosso povo.

A nossa cultura.

As nossad ra�zes.

Ele � um bom rapaz, Sr. Costello.

Ele foi um filho maravilhoso.

No interiror ele � um bom homem.

Mesmo...

Agora, que j� n�o nos visitar.

A minha mulher e eu estamos muito s�s.

Ent�o, esperamos...

Esperamos a transi��o para outra vida.

Talvez l�... encontre finalmente paz.

Voc� acredita noutra vida, Sr. Costello?

- O gin�sio. - Vamos.

- Jack, que h� de novo? - Acho que temos o assassino.

Encontre-nos em casa do Robins daqui a 20 minutos.

- 20 minutos, estou at� ao pesco�o... - N�o me interessa, Sam, apenas esteja l�.

- Tem sempre de mandar em todos, n�o? - Nem sempre. Vamos.

Est� bem...

N�o pode ir mais depessa? A vida do meu cliente est� em jogo.

Porque traz sempre o Sam? Para si � uma liga��o de honra.

- Sai. - O qu�?

Bem, esquece, n�o vamos deixar o Sam de fora, mas n�o podemos continuar.

Voc� est� falando s�rio, n�o �?

�s vezes n�o o entendo, meu!

Por Nang Gy.

Largue. Ajuda-me, Costello.

Longo Fon, n�o. Por favor.

Ela tem raz�o, ele n�o merece uma morte r�pida.

Seja o que ele tenha feito, ele ainda � meu marido.

Quan Loi...

Voc� est� bem.

Por favor, deixe-o ir em paz.

- Vai deix�-lo ir? - N�o, sinto muito.

- Eu irei em paz. - N�o!

Voc� sabia que n�o havia outra escolha, n�o �?

N�s nos conhecemos em Nang Gy quando �ramos crian�as.

Sabia que podia ser ele, mas... Esperava que n�o fosse verdade.

Bem, Costello, fez um bom trabalho. Eu levo-o a partir daqui.

Amanh� recebe o seu dinheiro, agora quero v�-lo sair.

N�o, vou v�-lo na cadeia, Sr. Robbins.

Porque raz�o, Costello? Precisa de provas e testemunhas.

A sua palavra contra a minha? Onde est�o as testemunhas?

Aqui.

Eu sou uma testemunha.

Imagina que o Pent�gono vai tentar abafar o caso antes do julgamento do Robbins.

Talvez, embora ache que n�o o v�o deixar sair.

Ele � uma bomba-rel�gio ambulante. Eles v�o encontrar algo para segur�-lo.

Longo Fon estava no gin�sio. Foi a� que o perdemos.

Fez o melhor que p�de, Dumas. � assim que isto �.

N�o lhe vou mentir, isto vai ser fif�cil, Syu Quan.

Por favor, chame-me Quan Loi. Era o que a minha fam�lia me chamava.

O que vai fazer, agora?

Vou voltar para Nang Gy e esperar pelo Long Fon.

Era um lugar feliz, antes da guerra. Talvez agora encontre paz.

Porque demora tanto?

Voc� � nojento. Esperar por cozinha requintada faz parte do prazer.

Aqui est�, Jack.

Hoje vamos ter uma surpresa extra larga, pronto?

Surpresa.

O que acha?

Sushi tempura e sopa de miss�.

E aqui est�o os pauzinhos.

Pauzinhos?

Voc� guia?

Eu guio.

Jack, Dumas, onde v�o?

Mas passei a manh� inteira a preparar este delicioso prato.

Nem sequer o provam?

Ai, meu Deus, que coisa t�o horr�vel. Como s�o mal agradecidos.

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