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Original subtitles

Pode dar-me um cigarro?

Que lhe aconteceu?

Tenho franceses, ou holandeses com mortalha. Quais � que perfere?

- � francesa ou holandesa? - � mais complicado do que isso.

Donde �?

De Jerusal�m.

Seja bem-vinda.

Donde �?

- Dekel. - �rabe?

Dekel, Israel.

Sou holandesa e palestiniana.

Eu, franc�s e israelita.

Na verdade, sou turco, grego, russo, americano franc�s e israelita.

E... judeu, claro.

Conhece os novos planos palestinianos? Trata-se de recolher o m�ximo de...

apoio jornal�stico de diferentes pa�ses.

Pensei que era uma velha estrat�gia judaica.

Na verdade, nunca vivi realmente na Holanda. S� tenho um passaporte.

- � casada com um holand�s? - Era.

- Quer apanhar um pouco de ar? - Obrigada.

E depois tornei-me vendedora, para uma multinacional.

A seguir correu com o holand�s, porque amor e trabalho n�o se conciliam. Certo?

Esse � o problema. Sabe, esta vida de casada? Um dia aqui outro acol�...

Pois �.

Basicamente, somos todos bedu�nos, todos n�s.

Tive de p�-lo perante os factos.

Um dia disse-me que o torturava.

Controlo de passaportes. Passaportes?

Bem, �s vezes um trabalho exigente pode tornar-nos muito egoc�ntricos.

Pois, e perde-se toda a intimidade com todos os que lhe est�o pr�ximos,

e depois perguntam-nos se eles contam...

Seja como f�r, na verdade, penso que pertencemos a algu�m... � esquisito.

Eu. Eu sou igual, afinal.

Nem sempre gosto de ficar demasiado preso a outra pessoa.

S� as vezes, sabe? �s vezes sim, �s vezes n�o.

Diga-me qualquer coisa em holand�s.

Penso que hoje, tudo � muito descart�vel.

N�o falo holand�s. Apenas tenho o passaporte.

Sou palestiniana, com um passaporte holand�s.

Ent�o, � precisamente o qu�?

� precisamente o qu�?

- Que quer dizer com, precisamente? - Qual � a sua nacionalidade?

Os palestinianos, existem h� s�culos. Isso n�o � bastante preciso, para si?

Responda-me apenas �s minhas perguntas, pode ser?

- N�o o percebo. - Responda apenas �s minhas perguntas.

Que quer ele dizer, com precisamente?

Existem algumas, nacionalidades precisas?

Ou�a. Tem algum problema?

Ou�a. O que ela quer dizer � que a identidade nacional, � abstracta.

E ent�o est� a pedir-lhe uma espec�fica apresenta��o f�sica.

- D�-me o seu passaporte. O seu passaporte. - Tome, o passaporte.

Ir� haver uma retirada da Faixa de Gaza este Ver�o?

- Para onde vai? - Para Avinh�o.

Mas est� tudo escrito. Para que s�o todas essas perguntas?

- Talvez n�o goste muito de Avinh�o, n�o? - Bem, ouvi dizer que era um lugar lindo.

� em Fran�a.

Sim, e na Proven�a, e n�o t�m l� um bom vinho?

Ent�o e quanto � regi�o?

Est�o um bocadinho fora do percurso.

- E o vinho � bom? - Escute. Eu fa�o as perguntas, est� bem?

N�o tem nada a ver com a sua origem. Preocupa-me o que fazem os dois juntos?

Sabe uma coisa? Desculpe desiludi-lo. N�o tem nada a ver com pol�tica.

Isso. Acontece que estamos ambos no mesmo comboio. � s�. Nada de importante.

Fa�am boa viagem.

A RETIRADA

Far�o uma retirada de Gaza este Ver�o?

Ele est� pronto para a nossa unidade?

Eu quero saber se todos est�o preparados para a nossa unidade...

Depois do Ver�o!

Estarei de volta a tempo. Chama-o de volta!

Ol�!

Como est� a tua enxaqueca?

Eu n�o tive nenhuma enxaqueca!

Disse aquilo, porque era conveniente.

N�o podia dizer ao Fritz que me sentia pregui�osa.

Adormeci. Eu durmo aqui, quando tenho um momento livre.

Mais! Eu sou fundamentalmente pregui�osa.

Provavelmento por causa do desespero.

N�o praticas nenhum desporto?

Odeio desportos. Nem t�nis.

Olha para ti!

Hmmm! Pregui�oso!

Ent�o e o teu marido?

Veio para o funeral.

Pois. Foi o que o Fritz disse.

Queres v�-lo?

Vem!

Est�s bem?

N�o sei.

Tudo o que posso dizer � que, n�o tinhamos rela��es, e nunca...

me perguntou nada. Agora chegou ao fim.

Nem sequer vou mais a casa do meu marido.

J� estou aqui h� 10 dias.

Tem sido horr�vel!

A cada 10 minutos ele olhava, para ver se eu ainda estava aqui.

E ontem tive de verificar v�rias vezes, durante todo o dia.

E nunca disse uma palavra.

Ent�o, foi ele que me mandou este telegrama?

"S� para te informar da minha morte. "Assinado, "O teu pai."

N�o, isso foi o Fritz. Ele escreveu em ingl�s.

Tratou de tudo.

- Veio uma cantora. - Pelo menos, ele amava-te.

Ele? Ele nunca me amou. N�o sei porqu�, pediu-me para vir.

De qualquer maneira, fiquei no meu quarto, tanto quanto podia.

Depois, ele decidiu morrer, quando eu estava a dormir.

Ent�o, s� queria que te sentisses culpada.

Ou... talvez quisesse que tu esquecesses tudo, porque...

� o que deseja um pai, quando morre.

S� que talvez n�o te quisesse pedir.

Talvez.

� esquisito.

Quando cheguei aqui, decidi deixar o meu marido.

Disseste-lhe?

N�o.

Que �? N�o. N�o � o que est�s a pensar! N�o h� mais ningu�m!

N�o!

N�o! N�o! N�o! Naaaaa...

Tudo parece muito bonito, por fora.

Por vezes uma discuss�o. Mas vai acabar aqui.

Viver juntos, nada mais.

- Portanto! - Se o deixares, est�s a errar.

E ent�o?

Quando � que ele vem?

Amanh�, para o funeral.

Mas eu n�o quero que ele durma aqui.

Eu posso lev�-lo � esta��o,

logo a seguir ao funeral. - Isso vai p�-lo furioso,

porque quer dormir aqui.

Quem herda a casa?

Bem, isso depende do pai.

Deve estar tudo nessa...

H� anos que dormimos em quartos separados.

Consegues imaginar?

Porque n�o o deixaste antes?

Ele foi aluno do pai. Era complicado.

Como podias estar com um homem que n�o amavas?

Eu disse-te que sou pregui�osa.

N�o o consguias suportar.

Pois.

Sabes? N�o pensei nisso. Disse a mim mesma que ele n�o era mau...

para mim, portanto era suficiente.

Imagina que eras violada. Podias ficar deprimida, ou conseguias esquecer tudo?

Mas hesitaste.

N�o � assim t�o horr�vel.

N�o achas que � humilhante, viver com algu�m que n�o se ama?

N�o sei.

Agora que te estou a contar, penso porque consegui continuar tanto tempo?

Talvez porque a meu ver, eu n�o valesse muito.

Hannah, para que o deixas tu?

Oh, n�o! � mau viver sem pensar em p�r o amor em primeiro lugar?

- Estou cansado. - Eu tamb�m.

Onde vais?

Para a cama.

Vais-te deitar?

Tamb�m vou-me deitar. Fritz, preparou o teu quarto.

Vejo-te l� em baixo.

Uli!

Uli, Uli, Uli.

- Bom dia! - Bom dia.

Vim do jornal local para a not�cia necrol�gica.

Posso falar-lhe por um momento? - Sim!

Obrigado.

Sente-se.

Mas aproxime-se.

Um pouco mais.

Precisa de estar no lado esquerdo.

Um pouco mais. Est� bem. Vire o seu sof�. Um pouco mais.

Aproxime-se. Vamos, n�o tenha receio.

O seu pai, nasceu no Estado de New York, em 1925...

Divorciou-se duas vezes e teve dois filhos, v�s, do primeiro casamento...

e depois... Uli, dum segundo casamento,

Para ser precisa, Uli foi adoptado pelo meu pai, e quando ele foi...

adoptado, a sua m�e e o meu pai, j� estavam prestes a divorciarem-se.

Ela queria ir viver em Israel.

E ele n�o queria sair de Fran�a.

Foi o que ela me disse.

J� � suficiente?

Ele morreu de repente, ou depois de algum sofrimento?

Em todo o caso, o que � certo � que continuou a publicar artigos nas revistas...

mas j� n�o dava mais cursos.

Ele manteve, at� ao fim, o vigor e a sua lucidez mental?

Sim. Muito bem.

Ele tinha nascido em Albany, no Estado de New York, em 1925.

Participou no desembarque dos Aliados na Proven�a...

e tornou-se Professor de Direito Internacional, na Universidade...

de Aix en Provence...

onde formou numerosas gera��es de estudantes.

Tenho a impress�o que falta qualquer coisa.

- N�o est� bem assim. - Pode dizer-se que era um...

homem de princ�pios, um Europeu convicto? - Sim, est� bem.

Esteja � vontade, � bem-vindo.

- Obrigada. - Obrigado.

A... as minhas condol�ncias.

E com o seu desaparecimento, a nossa cidade perde um dos seus mais eminentes cidad�os.

Muito bem!

- Vai tudo bem? - Muito bem.

- Est� satisfeita? - Muito satisfeita.

Pode contar comigo. Tudo ser� organizado como o Professor desejava.

E sabem, certamente n�o ser� f�cil.

Aqui est� o contrato. Est� tudo previsto, a incinera��o, o enterro...

o n�mero de funcion�rios, portadores, decora��es florais, o nome, lugar, a data...

o sexo, profiss�o.

Em caso de lit�gio a Sociedade reserva o direito de avisar o Tribunal...

e a Lei infelizmente. �-lhe suficiente assinar aqui, se estiver de acordo.

Estou a vossa disposi��o para o que for necess�rio.

Onde � que assino?

Est� bem? Obrigada.

Anda!

Vem!

Vem!

Lembras-te daquela vez em que quase te afogaste?

Puseram-te em cima da mesa.

Tinhas os dentes a bater! Uma loucura!

Fiquei com febre alta.

S� conseguias comer sopa.

� verdade.

Sopa era afinal o que podias comer, com aquela febre, mas vejo-o como um castigo.

Sim, mas n�o houve nenhum mal nisso, n�o? Foi apenas seguir as regras.

Nunca compreendi aquilo.

Ou nunca tentaste.

Prefiro pensar que sou est�pida.

- N�o �s est�pida. - Sempre tive problemas em aprender.

Sempre compreendi tudo mal.

Bem, isso n�o significa nada.

Eu n�o consigo assimilar aquilo que ou�o. Eu sei uma frase.

Marido, � pior que pai.

Disciplina! Exig�ncias! Todos os pensamentos perfeitamente ligados...

um a seguir ao outro.

Est� certo.

Lembro-me duma vez, um dos estudantes traduziu uma pe�a de Shakespeare.

Palavra por palavra.

Marido, corrigiu-a, substituindo-a uma qualquer tradu��o despropositada.

Mas o que ele tinha feito, era belo, de certa forma.

Tinha traduzido literalmente, fazendo-a parecer como um fantasioso monte de pedras.

Os cobardes, morrem muitas vezes antes das suas mortes.

Os valentes, nunca conhecem a morte,

sen�o uma vez.

De todas as id�ias que ouvi, parecem-me a mim muito estranhas,

mas o homem devia temer a vis�o dessa morte,

desnecess�ria, e bem-vinda,

quando um dia chegar.

Vamos ver o pai.

"minha filha Hannah...

"j� recebeu a sua parte... - a sua parte,

"deixando o resto da minha fortuna...

"ao meu filho adoptivo, Uli."

Ah, mas de modo algum, n�o!

"Nada mudou, desde a minha inf�ncia."

Quando venho aqui, tenho sempre medo de manchar ou quebrar qualquer coisa...

"ele teve o seu,"

Como s�o os "Us"?

Ah! Sim, est�o bem.

E o "2" tamb�m est� bem.

- Que est�s a fazer? - Nada. Rien.

- N�o podes falar Franc�s? - N�o quero.

Uli, ainda h� algo para fazer.

Que � agora?

"mudando a roda...

De que est�s a falar?

Bem, e se eu te dissesse que j� tinha recebido a minha parte?

Do pai, quando ele estava vivo? Sabes, j� verifiquei isso.

Ele s� muda algumas palavras, para indicar que j� recebi a minha parte.

"Para acertar... - Porque � que fazes isso?

Porqu�? Est�s a ver que o posso fazer?

E fa�o.

Isto n�o est� bem!

Que pensas que est�s a fazer?

Eu sei o que estou a fazer! N�o te metas.

Isso nunca resultar�.

"Ningu�m permitira...

S� podes estar a brincar.

N�o consigo concentrar-me!

Vem!

� t�o estranho ver-te.

Para qualquer outro, isto pode ser muito excitante.

N�o sei.

Hei! Que � que te evita olhar, como qualquer outro homem?

N�o somos irm�o e irm� de verdade.

Brincadeira!

Sei que est� muito ocupada, Fran�oise, mas encontrei este...

testamento entre os pap�is do meu pai, e pensei que isso lhe interessaria.

"Minha filha Hannah, tendo j� recebido uma parte da sua heran�a o resto...

"da minha fortuna ir� para o meu filho adoptivo, Uli.

Conhecia o vosso pai h� muito tempo. Conhecia-o muito bem. Isto � falso.

Porque seria falso?

Ele j� tinha o seu testamento fechado.

Mas n�o poderia ter decidido alter�-lo? N�o? Nos seus �ltimos dias.

Sou obrigada, legalmente, a pedir-lhe uma prova de reconhecimento, consciosamente...

e em todos os seus detalhes.

A� tem!

Lamento, mas isto n�o teve a m�nima legaliza��o.

Aqui est� um testamento de que eu n�o saberia contestar a aut�nticidade. Leia!

Desde que ela nasceu. Desde o primeiro instante, ele sempre soube.

Aquele monstro!

As instru��es do seu pai s�o muito claras.

A sua filha vive em Israel.

Precisamente, num colonato perto de Gaza.

E ela s� receber� agora a parte dela.

Se lha der a ela.

Pessoalmente.

Ela e o meu pai, conheciam-se mutuamente.

Amavam-se muito mutuamente.

Ela � professora. E � feliz.

Visitava-a quase todos os anos.

Ele?

S�o minhas!

Quando ela foi abandonada...

N�o quero ouvir falar disso!

Porque n�o quer ouvir falar de si, Hanna?

N�o sei o que quer que seja que tenha feito. Mesmo ficar gr�vida t�o nova.

S�zinha num Kibbutz sem fam�lia, sem amigos,

Foi sempre uma rapariga da cidade, e o seu pai encontrou-a.

Ele olhou por ela.

Que � que quer de mim?

Eu s� queria que soubesse.

Como � que ela se chama?

Chama-se Dana!

Quero apresentar-lhe, as pessoas que desejam acompanhar o seu...

...pai.

O seu marido, n�o lho apresento.

- O Senhor Reitor da Universidade - As minhas condol�ncias.

- Obrigada. - O seu pai era um amigo,

e apreciava muito os seus trabalhos Universit�rios.

Desculpe. Obrigada.

- A sua esposa. - Muito prazer.

O senhor respresentante do Munic�pio.

- E a sua esposa. - Muito prazer.

- Obrigada por ter vindo. - E o m�dico que acompanhou o seu pap�...

durante muitas semanas. - Desejava ter feito mais, mas...

j� n�o estava na minha compet�ncia. - Sim, certamente, obrigada.

A esposa.

- Apresento-lhe as condol�ncias. - Obrigada.

- O jornalista local... - Ah, sim, sim. J� nos encontr�mos.

- E o agente que dirigiu o funeral. - Sim, com efeito.

- Pronto, se deseja... - Obrigada. De acordo.

Al�!

Eu senhora.

Acha que o seu filho se reformou.

N�o a procurou?

O seu trabalho � aqui.

Agora que eles terminaram, ser� preciso rep�r tudo como � habitual.

E depois, penso que podemos...

Vamos!

Posso levar o carro do pai,

p�-lo num comb�io, para It�lia,

ir para Trieste, e met�-lo num barco, para Ashdod.

Tu deixas-me, e eu n�o conto para ti.

Preciso de chegar a tempo a este compromisso, em Assaf.

Podes ir ter comigo mais tarde, se quiseres.

Porque n�o ir agora?

Quero ter um tempo para mim, quando l� chegar.

Tu podes ficar na minha casa em Dekel, se quiseres, mas...

n�o poderei cuidar de ti.

Eu estou pronta. Estou pronta para ir.

Posso ir?

Posso ir?

- Sim. - Sim?

Uli! Espera por mim. Vou descer.

Estou pronta, est� bem?

Uli! Estou pronta! N�o te v�s embora sem mim. Vou descer.

- � esse o carro? - Sim.

Tens a licen�a para permitir a entrada?

Claro.

Bem, vamos fazer assim. Vamos levar o Volvo, e Gior leva o "Jeep".

- N�o, n�o. Tratamos de tudo aqui. - H� algum problema?

Nenhum, se vieres connosco e deixares o Volvo aqui.

- Tens os documentos? - Eu mostro-os aqui fora.

Tens de ir connosco! Vem connosco!

Porque est�s a criar problemas?

Neste momento andamos a controlar as estradas. Deixa-me tratar disso.

Uli! Ouve s� um instante.

Vamos resolver a situa��o.

Porqu� tantas dificuldades?

Temos uma quest�o a resolver.

Trouxe a minha irm� comigo.

Pe�o que leves o Volvo,

e n�s vamos num autocarro.

Para qu� ir num autocarro? Vem connosco. Vamos.

Saia! Saia!

N�o pode entrar a�.

- Este � o meu irm�o! - Isto � um carro da Pol�cia.

- Tomer, temos de ir para Nablus! - Esquece.

Uli! Uli!

Vamos para o mesmo lugar? Porqu� o meu Volvo...

Vou ter problemas.

Entra no "Jeep", se negares tenho de te obrigar.

Levamos o teu carro, e depois vais busc�-lo.

Temos de ir para um colonato.

Agora �s colono? Isto est� a deixar-me louco!

Vai-te embora e n�o me d�s mais trabalhos.

O meu irm�o acaba de morrer. N�o o meu pai, acaba...

N�o tenho problemas consigo. N�o pode vir connosco. N�o pode, Ok?

- Ordens, eu sei. - Ordens. Pode tomar conta dela.

- Mas como vamos l� chegar? - N�o h� maneira, sem o Volvo.

Eles n�o podem decidir isto agora.

Eles confiscaram-no, e n�o podes entrar neste carro, Ok?

Portanto chamei um amigo meu, Dani, um grande amigo meu. Dani vem aqui ter. ok?

Espera por ele aqui. Est� bem? Ele vem buscar-te.

O Volvo ser� mandado para o colonato.

Desculpe, Ok? N�o pode vir.

- N�o falo Hebraico. - Fui mandado pelo Uli.

Est� � espera de algu�m.

- � o amigo de Uli? - Sou.

Porque est� t�o furiosa?

Perdeu alguma coisa em Gush Katif?

- Que procura l�? - A minha filha.

CAMPO JOSHUA o nome YEHOSHUA GLOBERMAN GERAL

Por favor.

- Quer�amos entrar. - Tem um passe?

Tenho na minha unidade.

- O carro tem licen�a? - Sim. � de um amigo meu da Pol�cia.

Ele vem j� a caminho. Estar� aqui em breve

Deixe-nos aguardar um pouco.

- Tem permiss�o ou n�o? - Venho trazer a senhora para ver a filha.

Carros de matr�cula estrangeira n�o entram. � sempre a mesma coisa!

- Sou agente da Pol�cia, � dum amigo meu. - Recue a viatura.

- Temos de abrir os port�es. - Aguarde, por favor.

- Espere. Para tr�s. Recue por favor. - Voc�. Pode passar.

Recue mais um pouco. V�, v�, v�, v�.

Avance devagar. Avance devagar.

Avance devagar.

P�re.

Tem um amigo nas For�as Especiais?

- Sim. Est�o aqui os pap�is. - Trazem alguma autoriza��o especial?

Est�o aqui os pap�is com a autoriza��o.

Viatura de matr�cula francesa. Avance.

D�-me o radio.

Ordens. Ordens.

D�o permiss�o a um individuo de nome Uli, poder entrar no colonato? Pode entrar?

Podes abrir. T�m ordem para entrar.

Posso avan�ar?

- Podem avan�ar. - Sigam. Sigam.

Pronto. A entrada est� aberta.

Recua.

Arranca, n�o?

Podem seguir.

Obrigado.

Obrigada.

N�o aprendeste a conduzir de noite? Est�s doido?

N�o v�s o que est� � tua frente? Ser� que �s cego?

V� o que fizeste, idiota!

J� viste o que fizeste? Consegues ver?

- Desculpe. - � o Yom HaShoah!* *(Dia da Mem�ria do Holocausto)

Um est�pido no Ex�rcito!

Malditos sejam, o teu pai e a tua m�e!

Para onde � que est�s a olhar? Para onde � que est�s a olhar?

Trouxe o carro de Fran�a, num comboio e num barco.

Cheguei sem um risco.

Um est�pido do Ex�rcito! Colonos idiotas! Mas que raio fazem aqui?

V�o para dentro! L� dentro j� explico.

N�o estou aqui para ouvir tretas.

Merda!

Um carro inutilizado. Era do meu pai!

E tudo isso por causa dos colonos! Porra!

Aprendam a viver sozinhos!

Destru�do!

Um ex�rcito de cretinos, num pa�s de idiotas! Ningu�m quer saber!

Ainda podes matar algu�m! Seu est�pido!

Com essa mentalidade anormal dos colonos!

� uma quest�o de mentalidade. S�o mesmo burros!

Porra!

Estou cansado!

Olha-me para esta porra!

� o controlo militar.

P�re, por favor!

- Para onde v�o? - Para perto daqui, para o colonato.

N�o podem passar. � uma zona militar.

- Temos um salvo-conduto. - Mostre-mo.

A minha identifica��o.

N�o podem passar. N�o temos autoriza��o para deix�-los passar.

Desligue o carro.

N�o est� autorizado.

N�o podem passar. � uma zona militar. Deixem ficar aqui o carro e retirem-se.

Precisamos de passar.

Temos de encontrar a filha dela.

� surdo ou o qu�? J� lhe disse que n�o t�m autoriza��o.

- J� lhe disse que n�o podem passar. - Porque n�o posso passar?

P�re a�! P�re j� a�!

Itzaak, d�-me aqui uma ajuda! E voc� esteja quieto! N�o se mexa!

Agarrem-ma! Boa! Tragam-na de volta! Andy r�pido toma a� conta desse!

Voc�s tragam-ma aqui.

V�, tragam-ma aqui com calma.

Venha, por favor.

Toma a� cuidado com esse!

Venha da� com calma!

Voc�s ponham-se em alerta! N�o quero que isto volte a acontecer.

Meta-se l� dentro.

N�o quero que volte a repetir, pois pode dar-se muito mal!

- Acalme-se. - Eu estou calmo.

Porqu� tanta ferocidade? N�o vamos para a guerra.

Disse-lhe para ir-se embora. Assim n�o teria havido problemas.

O ex�rcito, a guerra. Para qu� tudo isto?

Fiz a guerra do Yom Kippur era um mi�do como ele.

Uma coisa tremenda, para n�s, jovens.

Ainda quer encontrar a sua filha?

Estava a tentar explicar-lhe, que temos de encontrar a sua filha.

- Fale-lhe. - N�o sei o que dizer-lhe.

J� n�o sei nada!

Fale-lhe.

S� penso nisto. Quero ver a minha filha Dana.

Ela est� a viver em Ntakalim. � s� o que posso dizer.

Voc�s podiam ajudar-me. Deixar-me ir.

Quem ficaria prejudicado?

V� l�. Deixe-nos passar!

A filha dela vive em Ntekali Neves, H� muito tempo que n�o a v�.

N�o parece perigoso... Repara.

Acho que podemos deix�-los passar. Que mal podem fazer?

- V� l�! V� l�! - Viste que horas s�o?

H� quanto tempo n�o v� a sua filha?

Agora quer ouvir a hist�ria da vida dela? Deixe-me avan�ar.

Podiam-nos ajudar.

Abram.

Vamos! Passem. Tenham cuidado.

C� estamos.

Espero que este fulano, Rafi, a leve para ver a sua filha.

Obrigada. Muito obrigada.

N�o sei se sentir� t�o feliz, quando l� chegar. Mas, veremos.

Rafi! Chega aqui.

Danny, que faz por c�? Veio dar-nos uma ajuda?

Vim trazer esta senhora, precisamos da tua ajuda. Hannah, Rafi.

Procura a filha. Est� aqui em Gaza. Podes ajudar-nos?

Sabe onde poder� estar?

Ouviu falar no incidente?

Transferiram crian�as, mulheres gr�vidas, fam�lias inteiras.

Talvez n�o estivesse l�!

Gostava de poder mudar tudo.

Vem para perto do perigo!

- Tenho de ir. J� � tarde. - Vais ajud�-la, est� bem?

Venha comigo.

Levo o meu saco?

Como queira. Leve s� algumas coisas, se quiser.

Obrigada.

- Donde vem? De que pa�s? - De Fran�a.

De Fran�a? H� l� muitos Judeus, n�o h�? Bem. Venha e sente-se.

Vamos cuidar de si. Pode dormir na tenda.

Corrente humana, formar.

- Todos, todos, todos. Vamos em frente! - Vamos em frente!

Um!

Dois... tr�s!

Firmes!

Firmes!

- Todos em frente! - Todos em frente!

Um!

Dois!

Tr�s!

Preparar os cavalos para avan�ar!

Abrir!

Vamos repetir!

Destro�ar!

A correr!

Mais depressa!

Avancem em corrida!

Vamos!

Up! Up! Up! Vamos! Vamos, vamos! Up! Up! Up!

Neste momento, hora de ben��os...

A Sua Vontade ser� cumprida em cada lar.

O Senhor n�o abandonar� o seu povo.

N�o vamos abandonar a Sua terra.

O Senhor n�o nos abandonar�.

Deus ajudar-nos-�,

Deus tem-nos ouvido!

N�o vamos abandonar a nossa terra.

- Percebido? - Percebido!

- Percebido? - Percebido!

Vamos! Escutem!

Entreguei hoje, de novo, o aviso de evacua��o aos colonos.

Implicando que a retirada se inicie amanh�.

A partir de amanh�, os cidad�os de Israel est�o pro�bidos de entrar em Gaza.

Uma notifica��o.

- Percebido? - Percebido.

- Percebido? - Percebido!

Estar�o l� meios de comunica��o israelitas e internacionais.

Ningu�m deve fazer quaisquer declara��es.

Se vos fizerem perguntas...

respondam com educa��o.

Consultem os vossos superiores.

- Percebido? - Percebido!

Russo. Mais alguma coisa?

Lembrem-se que os colonos s�o nossos concidad�os.

N�o s�o nossos inimigos.

Sejam tolerantes, o quanto possivel.

Mostrem sensibilidade.

A pol�cia est� disposta a ajudar.

Se tiverem d�vidas, perguntem.

Faremos tudo para ajudar.

Se criarem problemas, ent�o? Para o autocarro.

Agora um exerc�cio de remo��o dos colonos.

Jerry e a sua equipa, avancem.

Sempre, um homem e uma mulher.

Segurar nos bra�os e pernas.

Logo para o autocarro!

Tr�s, dois, um, v�!

Segure bem!

Logo para o autocarro! Grupo "Iris", aguardem!

N�o compliquem. � um cidad�o de Israel.

Todos de volta aos vossos lugares. Grupo "Iris" continuema treinar.

N�o se esque�am.

Os oficiais estar�o convosco. N�o tenham receio.

Se t�m perguntas fa�am. Percebido?

Percebido!

- Queres dizer mais alguma coisa? - Sim.

Rapazes!

A nossa miss�o � a aplica��o da Lei.

No entanto, se for preciso, ter�o de usar viol�ncia.

Russo, vamos falar.

N�o vou escutar os jornalistas v�o-me fazer acusa��es.

Portanto, mantenham-nos longe de mim.

Ouve, n�o h� raz�o para usar da viol�ncia.

Podemos explicar.

Qualquer viol�ncia pode causar tumultos.

Que se passou? Porqu� tanto nervoso?

Uli, mas que queres?

- Acalma-te. - Estou calmo.

Tenham cuidado com as crian�as. Podem dispersar.

Vamos tomar posi��es. Preparem-se.

- Separados, como sabes. - Certo, mas com calma.

Est� a ver? � a casa da Dana.

- Obrigada. - De nada.

- Formar em cadeia. - Formar em cadeia.

Aproximem-se!

- Firmes! - Firmes!

Porque lan�am o vosso poder sobre n�s?

Porque est�o contra n�s?

Rabi, pediu-me um prazo de duas horas. Eu dei-lhe tr�s.

Isto n�o � facil, nem para n�s, nem para si.

Vamos come�ar a evacua��o com calma.

Para mim, e para estas pessoas, esta � a nossa terra.

Muitos nasceram aqui, e aqui vivem desde a�.

Dei-lhe instru��es.

Israel, pe�o-lhe que abra o port�o.

Conhe�o-o e respeito-o. Sabe isso perfeitamente.

O meu cora��o sangra, se mandar abrir o port�o.

A nossa resist�ncia � leg�tima.

N�o vamos magoar ningu�m. Pe�o-lhe calma.

Isto vai obrigar-nos a usar a viol�ncia.

- Abra o port�o. - N�o abro.

Corrente rectangular!

Corrente rectangular!

Ningu�m vai quebrar a nossa f�.

Com a ajuda de Deus, atrav�s das nossas ora��es...

os militares e a pol�cia v�o desistir.

Vamos ler os Salmos.

Cadeia rectangular!

Soldados! Pol�cias! Obede�am.

Sou Hannah.

Eu reconhe�o-a.

Veio aqui!

Porque... que �, porqu�?

Desculpe.

Desculpe.

Desculpe, sujei-a.

Esta � a minha estufa.

Fa�o v�rias culturas.

Basil�co, salsa, hortel�.

Tenho sobretudo ervas.

T�m um cheiro agrad�vel.

Tenho �gua para regar.

E assim, ganho algum dinheiro.

Depois vou plantar plantas maiores.

N�o falo hebraico.

Porque n�o?

O pai n�o queria que falasse hebraico.

Ele n�o tinha a certeza das suas origens.

� estranho. Encontrei-me com ele v�rias vezes.

Eu sei.

E...

tenho de dizer-te que ele morreu,

h� alguns dias,

e... ele tinha uma grande fortuna, e quer dar-te os seus pertences.

Portanto,

vim aqui para te dizer isso.

E para te ver.

Sou muito feliz aqui.

Em estar aqui.

Pode n�o durar muito tempo, talvez, mas com...

E... n�o sinto necessidade...

� uma pena.

Talvez queira que lhe fa�a um ch�.

Com isto, hortel�?

Sim? Vamos.

Que ser� esta luz?

Aquilo � um holofote do Ex�rcito.

Achas que podes puxar as cortinas?

Com certeza.

Melhor agora?

Momento de ler a Torah, o Livro Sagrado.

O Rabi, vai agora ler a Torah.

Tenho uma coisa para dizer. D�-me licen�a para falar.

Israel, s� algumas palavras.

N�o cometam viol�ncias sobre as crian�as.

Israel, algumas palavras pela minha F�.

N�o maltratem as crian�as!

Respeitem a leitura da Torah.

Cuidado com as crian�as.

Respeitem o que � Sagrado.

As crian�as s�o sagradas. Respeitem as crian�as.

Onde est� o meu rebanho?

Cheguem-se mais perto.

Quando olho para todos v�s, o que vejo?

Vejo apenas almas puras.

Vejo apenas uma familia.

Uma familia de her�is.

Todos v�s e mesmo os soldados e pol�cias.

A nossa fam�lia, quem usa uniforme.

Por quem temos grande considera��o.

A maior!

A maior.

Est� bem rabino. j� percebi.

Deixe-me terminar.

Senhora! Pare e ou�a o que tenho para dizer.

As pessoas que aqui est�o,

d�o-nos os seus nomes ao sair.

Informam-nos por quanto tempo v�o sair.

Leve consigo o que quiser. As mem�rias do tempo...

Nunca vou perceber como n�o sabem...

quem criou as pedras nem as estrelas do firmamento.

Dou esta explica��o a todas as pessoas que por aqui passam.

Guarde a sua espada e o nosso sangue derramado.

Voces t�m as armas e os tiros. N�s temos pedras.

T�m as bombas. N�s temos a chuva.

Mas todos n�s vivemos sob o mesmo c�u.

Guarde a sua parte de sangue, e saia.

Ouviu os ensinamentos que dou a todos os que passam.

Est� na hora de partirem...

V� viver para onde quiser,

mas nunca entre n�s.

Vive-se e morre-se em qualquer lugar.

Mas n�o entre n�s.

Saia da nossa terra.

Aqui est� o nosso passado. A nossa vida desde o primeiro choro.

Para n�s, este � o nosso futuro.

O passado, e o eterno.

M�e, vamos daqui. S�o �rabes. N�o fale.

Dana! Porque destroem tudo?

Para o autocarro.

Espere! Espere!

Gael! Gael...

Gael, metam-me essas crian�as primeiro, no autocarro.

H� um outro autocarro para sairem daqui.

Dana! Dana, temos de sair daqui.

Deixem-me entrar!

Dana! Deixem-me entrar!

Dana! Dana!

Deixem-me ir. Deixe-me ir!

Deixa-me ir.

N�o!

Deixa-me ir!

Deixa-me! N�o!

Deixa-me!

Deixa-me!

Deixa-me!

N�o! Deixa-me! Deixa-me!

Deixa-me!

N�o! Deixa-me!

Subt�tulos de di�logos em Ingl�s e Franc�s, captados do �udio do filme.

Os subt�tulos de di�logos em Hebraico, foram retirados do ficheiro .srt Grego.

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