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Original subtitles

ESTE FILME � DEDICADO A PANCHO VILLA

UM ARDENTE PATRIOTA, UM AMADO TIRANO, QUE VIVEU MAIS QUE A VIDA.

SEU MAGNETISMO PESSOAL, SEU IDEALISMO SIMPLES

TORNOU-O NUM HER�I DE SEU TEMPO.

TENTAMOS CONTAR AQUI UM INCIDENTE

QUE MUDOU O DESTINO DE UM CONTINENTE.

A HONRA DE UM HER�I

Mantenham a linha.

Alto!

Tragam as mulas!

Bem vindo, senhor. Podemos retirar as armas?

- Claro que pode, sargento. - Muito bem.

Capit�o Francisco Ramirez �s suas ordens, senhor.

Com os cumprimentos do meu general, senhor.

E os meus para ele. Lee Arnold.

Depressa, n�o temos o dia inteiro.

O meu prazer, sr. Arnold.

- � sua sa�de. - E � sua.

Dez armas, meu Capit�o.

Preparar para partir!

Vinte mil pesos em ouro.

Precisamos de todas as armas que pudermos contra este Villa.

Ele luta mesmo assim t�o bem?

Ele � um lutador terr�vel. Esse � o problema: Pancho Villa.

Aparece debaixo da sua rocha, atira em ti pelas costas, rouba-te...

depois foge e esconde-se de novo.

Ele � uma amea�a para o M�xico, acredite.

Capit�o...

A tropa est� pronta, senhor.

Pode emprestar-me dois homens, para trocar os pneus do avi�o?

- Quero partir de imediato. - Lamento, sr. Arnold.

Mas o general ordenou que voltasse com estas armas

o mais breve poss�vel.

A primeira vila a sul de n�s � Chupadero.

T�m um excelente ferreiro.

Ele forjou muni��es para Villa,

e tenho certeza que ele o poder� ajudar.

Lamento, sr. Arnold mas � o melhor que posso oferecer.

Aceito isso.

Mais uma coisa...

os alde�es s�o o que chamamos "pacificos",

n�o lutam por ele mas s�o simpatizantes de Villa.

Seria s�bio n�o lhes dizer porque est� aqui.

Tropa, em frente...

Marchar!

N�o lhe far�o mal, sr. Arnold, mas n�o fique muito tempo l�. S� isso.

Portanto conserte o seu avi�o, volte c� e voe para n�s.

Ganha muito mais dinheiro.

Este � o sr. Arnold. � um gringo de El Paso.

Ele voa no ar e eu vou lev�-Io ao ferreiro.

� um gringo de El Paso.

Fina, vou lev�-lo para ver o teu pai.

... e levo-o at� ao ferreiro.

� o sr. Arnold. � um gringo de El Paso.

E vou lev�-lo ao ferreiro.

Eu sou o ferreiro.

Sr. Arnold, este � o Luis Gonzalez.

Como est�?

Saiam!

Afastem-se da�! Querem que ele vos morda?

Nunca viram um avi�o antes?

Ent�o o que acha?

Eu lamento, sr. Arnold, mas nada mais pode ser feito at� amanh�.

Mas este avi�o n�o � exatamente meu...

eu pedi-o emprestado e se n�o o devolver...

Sr. Arnold, n�o se preocupe.

pode n�o estar em casa , mas esta noite estar� em sua pr�pria casa.

Venha.

- Mas eles vem procurar... - Venha, venha, venha.

Alguma coisa o desagrada, sr. Arnold?

N�o, est� tudo muito bom. Muito obrigado. Tudo �ptimo.

- Caf�, sr. Arnold? - Por favor.

Fina, caf�.

- Cigarro? - Permita-me.

... N�o.

- Muito obrigado. - Bonito?

N�o faz mal.

Sabe, sr. Arnold...

� pena que n�o tenha tido problemas de motor mais cedo.

Perdeu um grande momento na vida da nossa aldeia.

Pancho Vila veio aqui hoje.

N�o sei muito sobre ele, mas nos USA � conhecido como um bandido.

N�o, n�o. O Pancho Villa j� n�o � mais um bandido.

- N�o �? - N�o, n�o.

Ele est� a lutar pela revolu��o.

Os Colorados est�o a tentar destruir a revolu��o.

Est�o a tentar afastar o nosso Presidente Madero.

Isso � t�pico dos Colorados.

� um homem s�bio, sr. Arnold.

Acredite, se vir soldados sob uma bandeira vermelha

cavalgue na direc��o oposta.

Os Colorados s�o os homens mais cru�is de todo o M�xico.

- � bom? - � muito bom.

Juanito, acorda.

Olha.

N�o � a minha camisa a flutuar ali no rio?

Deve ser. Aquelas s�o as minhas cal�as.

N�o fiques a� sentado. Vai l� busc�-las!

O que esperas usar amanh�? Ervas?

Puxa, burro! Puxa!

Funcionou!

Sim, funcionou.

� bom, n�o?

Bom? � melhor que bom. � �ptimo!

Ay, compadre!

Como posso pagar-te?

Nada!

Tu �s meu amigo. �s o meu convidado.

Bem...

de onde eu venho...

quando se � um convidado...

tem que se dar um presente para a casa, � isso que se faz.

Por isso...

Para a casa.

Sr. Arnold, est� ser� sempre a tua casa.

Acho que gosto disso.

Tropas em frente!

Em frente!

Colorados!

Fiquem a� em cima!

Tranquem bem as portas! Colorados!

Juan, n�o, n�o.

Escuta.

Eles sabem o que fiz pelo Villa.

Um de n�s deve morrer, mas n�o os dois. Ainda n�o.

Entendeste?

Promete isso ao teu pai.

Agora, depressa. Corre, depressa!

Dizem que tu abra�aste o bandido Villa.

Para o capit�o Ramirez... n�o h� um abra�o para ele?

N�o foi simp�tico. Avisei para n�o ficar muito tempo, n�o foi?

Quase teve sorte, mas ainda ter� que o fazer a meu modo.

Levem-no tamb�m.

Esperem.

Muito bem. Mulheres para fora.

N�o!

N�o tenho tempo para brincar contigo.

Talvez eu... Talvez eu tenha tempo.

N�o...

Tragam-nos para aqui!

Os prisioneiros! Tragam-nos para aqui!

Espere um minuto. Apenas um minuto, soldado!

Vamos. Todos voc�s. Para a pra�a!

Mexam-se! Mexam-se!

Demasiadas armas.

Temos que avisar o Villa.

Muito bem, pe�es est�pidos.

Vamos ensinar-vos uma li��o.

Voc�s n�o escutam.

Esse � o vosso problema. Voc�s est�o todos a dormir.

A vossa mente est� noutro lugar. Voc�s n�o escutam.

Por isso t�m que o aprender do modo mais dificil.

Com a sua permiss�o, meu chefe.

O capit�o Colorado est� a enforcar todos l�.

Se n�o formos j� para l� n�o vai sobrar ningu�m.

Ainda n�o.

Acham que o vosso Presidente Madero � um grande homem.

Tudo pelos pe�es. Ele n�o � por voc�s.

N�s somos por voc�s.

Digo-vos...

O presidente Madero � covarde.

Um covarde que aceita o apoio dum ladr�o e assassino, Pancho Villa!

Ele tem medo de n�o o aceitar.

Porque n�o est� aqui o vosso her�i para os ajudar agora?

Digo-vos porqu�.

Porque eles est� algures a roubar a outros pe�es. Por isso!

Os dois est�o a roub�-los, seu povo est�pido!

Porque gostam de pessoas que vos roubam?

Estes homens aqui em cima, voc�s sabem o que eles s�o.

S�o traidores. Fazem favores ao Pancho Villa!

O que est�o a fazer?

O que est�o a fazer?

O que est�o a fazer?

Fora!

Parem!

Luis Gonzalez...

No meu cavalo.

- Urbina. - Meu chefe?

Coloca sentinelas.

Desculpe, meu chefe, o que fazemos com os oficiais?

Os oficiais?

Enforca-os.

O Colorado capit�o Ramirez.

Meu chefe manda-me dizer que o seu marido est� na Igreja.

Ele manda-me dizer que sente a sua dor pelo seu marido...

e que o seu marido tinha um grande cora��o.

Eu tamb�m digo isto por mim, sra. Gonzalez.

Tu, gringo.

Quem, eu?

V�s aqui mais alguns gringos?

Urbina.

Meu chefe.

L�-me o que dizem as armas.

"Propriedade da.."

"Companhia de muni��es de..."

El Paso.

Sabem...

Acho que algu�m est� a fornecer armas ao nosso inimigo.

Armas gringas.

Tamb�m acho.

Gringo...

N�o viste um...

filho da m�e gringo fornecedor de armas por aqui, viste?

Diz alguma coisa, gringo.

O que posso dizer?

O que estiver no teu cora��o.

Levanta as tuas m�os.

Isto � o teu cora��o.

Orbina.

Meu chefe?

Coloca-o com os Colorados.

Por favor.

Sil�ncio.

Vou disparar em voc�s.

N�o!

Deixem-me explicar.

V�m este muro?

Se correrem depressa e saltarem aquele muro, podem ir livres.

N�o se preocupem muito.

Porque sou um p�ssimo atirador.

Porque est�s t�o nervoso? Achas que vou disparar em ti?

N�o querer� fazer isso, chefe.

Se algum Colorado fugir por n�o ter a arma carregada na m�o

- vou disparar em ti. - Sim, chefe.

Tr�s.

N�o... n�o...

N�o, por Deus!

Cinco desta vez.

N�o.

N�o, n�o...

N�o, eu n�o!

N�o!

Mais cinco!

Chefe, chefe...

Corre.

Caminha, ent�o.

Espera, Fierro.

Sabes, aquele avi�o...

Podemos saber onde est�o os Colorados, antes deles saberem onde n�s estamos.

Isso mesmo, e eu sou o �nico que sabe pilotar aquele avi�o.

Posso ser-te muito �til.

Muito �til.

Fierro, achas que o gringo quer voar para n�s?

Eu v�o para voc�s.

Espero que ele voe melhor do que caminhe.

Eu v�o para voc�s, mas quero uma coisa.

Qual?

Estoirar a cabe�a deste tipo.

Acho que ele n�o te vai deixar fazer isso.

Bem, deixa estes homens partir.

Muito bem. Quantos?

Quantos...

Todos eles!

Seus oficiais est�o mortos, n�o podem fazer-te mal. N�o querem lutar mais.

N�o.

Apenas um.

- Um? - Um.

ONE.

Escolhe.

Vamos, gringo, � a tua oportunidade de salvar uma vida.

Vamos.

- Escolhe-o tu. - Deixa um ir.

Orbina, um cavalo para o gringo.

Mais cinco.

Sabe, impressionas-me, gringo.

Forneces armas e n�o te importas com quem morre, desde que te paguem...

e n�o teres de o ver.

Deve ser uma coisa terrivel

matar homens sem sequer odi�-los.

Basta, basta.

Ponham isso na mesa.

- Orbina. - Sim, meu chefe?

- Arranja arames daquele piano. - Imediatamente, meu chefe.

Onde vais?

Disseram-me que os alde�es v�o combater ao teu lado.

As mulheres?

As mulheres v�o seguir os homens.

V�s? Traz isso l� para fora vou mandar preparar tudo.

Sim, senhor.

Que quis ele dizer com aquilo?

Bem, � o seguinte...

Meu chefe deixou os Colorados matar pe�es antes de atacarmos.

Queres dizer que ele j� estava aqui a tempo de poder evitar tudo isto?

Bem... � assim,

Os alde�es adoram o meu chefe e adoram o M�xico...

mas n�o odiavam os seus inimigos a ponto de lutar, mas agora odeiam.

Pablo, Miguel, Antonio, fora.

Eu juro...

Desde que estamos a lutar o meu cavalo consegue mais que eu.

O teu cavalo tem mais para oferecer que tu.

S� um minuto...

Larga-a!

Para o Diabo...

Sai para morrer l� fora. Onde est�o as tuas maneiras?

O que aconteceu?

O tipo da boca grande queria-a para sua mulher.

E?

Ela n�o o queria. Eu cuidei do assunto.

Vou dizer-te o que aconteceu.

Enquanto ensinavas os alde�es a odiar, ela estava a ser violada

pelo capit�o Ramirez...

Por isso ela n�o quer nenhum homem esta noite.

Ela pode ache que nenhum homem decente a queira mais.

N�o foi apenas o soldado, sabes.

Foste tu tamb�m. Tu foste respons�vel.

� como se tu tamb�m a tivesses violado.

- Orbina. - Sim, meu chefe?

- Traz um padre. - Que padre?

Qualquer um, arranja um.

E assim meus filhos...

declaro-os marido e mulher.

Viva Villa!

Orbina, Fierro, vamos consertar o canh�o.

- Bom dia. - Nada bom

- O qu�? - Eu disse nada bom.

O que se passa? N�o entendes a lingua dos homens?

Nada bom!

Est�s a ter algum problema com a tua esposa?

Esta � a minha mulher e a minha amante.

N�o te esque�as disso, gringo.

- O avi�o est� pronto? - O avi�o est� pronto.

Ele � sempre assim de manh�?

O chefe recebeu um telegrama para n�o atacar Parral.

O general Huerta vai atacar Parral.

Mas os dois n�o lutam por Madero?

Villa luta por Madero e pelo M�xico.

Huerta acho eu luta por... Huerta.

Espera.

Fierro vai contigo.

O qu�? N�o, espere um pouco, chefe. Eu n�o...

Chefe, l� em cima j� � bastante duro.

Se voares sozinho l� em cima, podes voar e ir-te embora.

Se o tentares fazer com Fierro...

Fierro atira em ti.

E sem piloto o que faz o Fierro?

Fierro atira em ti.

Fierro!

Fierro tu vais com ele.

N�o.

Fierro...

Que queres dizer com n�o?

Quero dizer... n�o.

- N�o. - Porqu� n�o?

Porque...

Porque acho que ele n�o � um bom piloto.

Talvez tenhas raz�o Mas isso n�o importa.

N�o?

Se ele n�o for bom, disparas nele e voas tu.

Eu?

Qualquer crian�a pode aprender a voar numa coisa dessas.

- Achas isso? - Sim.

- Tu conseguias voar com isto? - Claro.

Ent�o voa.

Ficou maluco? N�o pode voar nessa coisa.

Tu ensinas-me agora.

Chefe, s�o precisos anos para aprender a voar num avi�o...

Provavelmente irias bater antes de sair sequer do ch�o.

� melhor esperar que n�o. Esta m�quina � tudo que te mant�m vivo.

Ensina bem.

Isso mesmo.

Agora n�o nos preocupamos mais com o magnete, chefe.

Agora estamos vamos olhar para o altimetro.

- O qu�? - O alt�metro.

- Altimetro. - Isso mesmo.

- Altimetro, certo. - Depressa!

Certo, chefe, vamos rever tudo mais uma vez e...

Agora, gringo.

Certo.

Muito bem. Magneto preparado?

Sim.

Viva Villa!

Viva Villa!

N�o fa�as isso, eu n�o gosto. Eu disparo em ti!

Isto � Parral...

e...

Isto � Parral.

Isto � onde n�s estamos.

E aqui mesmo...

h� um comboio cheio de tropas e que vem em em nossa dire��o.

Talvez uns quatrocentos.

- Quem cozinhou isto? - Eu, chefe.

N�o, n�o foste.

- N�o, n�o fui. - Cozinha isto.

Sim, chefe.

Isto � Parral... isto somos n�s...

e o comboio... vai em direc��o norte.

Mas os Colorados sabem que... Huerta est� a sul.

Eles t�m que manter Parral, para controlar as linhas de suprimentos.

Mas mandam o comboio cheio de tropas numa viagem...

n�o para sul, em direc��o a Huerta, mas para norte, na nossa direc��o.

Isso preocupa-me.

Eles n�o t�m medo do Huerta.

Isso preocupa-me.

Minhas ordens dizem para eu n�o atacar Parral, deixar isso para Huerta.

Huerta tem um ex�rcito � frente de Parral, mas n�o se mexe para a tomar.

As ordens n�o dizem que n�o podes atacar o comboio.

Quatrocentos Colorados.

Tem raz�o, chefe. S�o demasiados.

Demasiados?

N�o com a tua ajuda.

Minha ajuda?

N�o, chefe. Fiz o meu trabalho. A partir daqui � tudo contigo.

Couro cr�, pe�as de ferro, dinamite, acendemo-as...

atiramos contra o inimigo...

Tu vais atirar isto sobre os Colorados...

Do ar.

N�o, n�o, chefe. Deixa-me explicar uma coisa.

Um avi�o n�o � usado para lutar.

Apenas para determinar as for�as do inimigo.

Quem diz isso?

- N�o � usado para isso, chefe. - Porque n�o?

Primeiro, temos que acender estas coisas no ar, numa cabine aberta.

Fuma charrutos.

Mesmo que conseguisse fazer isso...

elas explodiriam antes de bater no ch�o, n�o se pode evitar isso.

Podes sim. Voas baixo.

Chefe, eu disse que voava, n�o que lutava.

- Qual � a diferen�a? - Cerca de 20 mil d�lares...

Teria que voar muito baixo e podem derrubar-me com uma pedra.

- E esse avi�o � muito caro. - Porqu� discutir com ele?

Contigo � sempre uma quest�o de dinheiro, n�o �, gringo?

Assim como tu, chefe

Primeiro bandido, depois tornas-te um grande bandido

talvez me chamem de her�i, um idealista assim como tu.

- Tu ser�s pago. - Quanto?

25 pesos por cada Colorado morto.

Isso � muito barato

Escuta, gringo. Esta � uma guerra barata...

Para o ano vamos ter mais dinheiro, e temos uma guerra maior, certo?

Certo.

Tudo seguro, em frente!

R�pido!

Viva M�xico!

Viva...

Juanito...

Tu, tu e tu, venham c�!

Em fila.

Abaixa-te.

Bom, bom, muito bom.

Funcionou. Mais tr�s!

Agora podemos tomar Parral.

Mas, meu chefe, com sua permiss�o...

o general Huerta disse para n�o atacarmos Parral?

N�o atacar Parral. Ele n�o disse que eu n�o podia ir at� l�.

Envia uma mensagem para o quartel general em Parral.

"Estamos sob forte ataque do Pancho Villa."

"Pedimos permiss�o para regressar imediatamente."

Assinado, Jos� Ochoa, major em comando.

Viste o que o avi�o dele pode fazer.

Quero que sejas amigo dele.

A m�e devia ter-se sentado em cima dele quando ele nasceu.

N�o gosto dele.

E eu gosto do Huerta? N�o!

Mas ele est� a ajudar-me a vencer a guerra. Acho eu.

Fierro, n�o estou a pedir que cases com ele, apenas que o deixes feliz.

N�o precisamos dele.

- N�o? - N�o.

Tu podes voar no avi�o.

Eu?

Claro! Qualquer crian�a consegue voar nele.

Farei o que tu disseste.

Jorge.

Sim, chefe.

Quem cozinhou isto?

Eu chefe!

N�o, n�o cozinhaste.

- N�o, n�o cozinhei. - Cozinha-o!

Ol�, gringo. Para ti.

Villa diz que estiveste muito bem.

Alguma coisa errada? N�o � por isso que tu lutas?

Eu n�o luto por divers�o.

Talvez penses que n�o � verdadeiro.

Olha!

� verdadeiro.

Muito real, meu amigo.

Posso ser muitas coisas, mas n�o acredito que sejas teu amigo.

Estou a tentar gostar de ti, gringo.

P�rem para inspec��o.

Inspeccione a sua m�e, tenente, passe-nos para a esta��o de imediato.

N�o vai a lugar algum. Minhas ordens s�o para inspeccionar...

Faz isso e Pancho Villa far� buracos em toda a tua espinha!

- Pancho Villa? - Pancho Villa!

Viva Villa!

Viva Villa!

Viva Villa!

Viva Villa!

Villa tomou Parral.

Ele n�o atacou. N�o disparou um �nico tiro!

A cidade caiu nos seus bra�os.

Como uma mulher.

Porque parece t�o infeliz, major?

Esta � uma grande vit�ria para o nosso pa�s.

Para o Presidente Madero. Para a revolu��o.

Ou n�o �?

- Sim, general. - Ent�o fique feliz.

Coronel, destaque os carros transportes para a sua tropa.

Quero estar em Parral o mais breve poss�vel.

Mas general Huerta...

Sim?

Com sua permiss�o, n�o � perigoso enfrentar Villa sem o seu ex�rcito?

Achas que � menos perigoso enfrentar Villa com o meu ex�rcito?

A �nica coisa previs�vel em Pancho Villa...

� que ele obedecer� ao Presidente Madero.

E eu tenho ordens de Madero.

Sim, meu General.

Gringo.

Recebeste o dinheiro?

Recebi, sim.

N�o v�s, gringo. N�o v�s, fica comigo!

Lutaste bem hoje. Qual � seu nome, senhorita?

- Meu nome � Emilita, General. - Emilita.

Emilita e Pancho, soa bem.

- Pensa nisso. - Chefe.

Sabes, acho que estou apaixonado por ti?

- Chefe! - Mas tenho homem, meu general.

Tu �s casada?

- N�o. - Chefe!

Ent�o ele n�o te deve amar muito.

Mas eu amo-te.

E vou casar contigo.

Orbina, chama um padre.

Viste, gringo? Todas as mulheres querem casar-se.

N�o importa o que digam, certo?

Agora tu sabes e eu sei que esses casamentos n�o significam nada.

- Eu n�o sabia disso. - Mas eles deixam-nas felizes.

Acho que � a minha d�cima primeira vez.

A �nica coisa que quero � deix�-las felizes.

N�o existe mal nisso.

E assim meus filhos... declaro-os marido e mulher.

Viva Villa!

Viva Villa!

Temos que reconhecer isto nesse tipo.

Sim, senhor, temos que reconhecer isso nele.

Reconhecer o qu�?

Pancho Villa � um bandido, um mulherengo e um b�rbaro.

Ser� preciso mais do que sorte para o tornar num her�i nacional.

Aquele comedor de chilli tem c�rebro.

Posso ter pisado em terreno falso mas...

posso acabar por achar uma ferradura de sorte.

Um destes dias esse homem vai ser dono deste pa�s.

Ele n�o quer possuir o pa�s.

- N�o quer? - N�o.

Ele quer que o povo o possua.

Depois de tudo o que passaste ainda acreditas que ele � pelo povo?

Ele � um homem bom.

E quanto a mim? Tamb�m sou um homem bom?

Sim.

Bem, vou dizer-te uma coisa, querida.

Sou um homem t�o bom como Villa e isso n�o � nada

para nenhum de n�s dois.

N�o me importa o que sejas. WHAT YOU ARE.

Isto � um ultraje.

Isto � um ultraje!

Porqu�?

Manda-o levantar-se.

Fica de p� quando falares com o general, maldito.

Sou o general Huerta, do Ex�rcito Revolucion�rio de Madero.

Chama o Coronel Villa.

Quem?

Coronel Francisco Villa.

Ele tem que me entregar Parral

por ordem do presidente Madero, entendido?

Onde est� Villa? Chama-o!

N�o est� aqui.

Mas vou procur�-lo por si.

Mas aviso j� que � muito dif�cil encontr�-lo.

Mas irei tentar.

Vamos, tu vais levar-me ao Madero.

- O qu�? - Depressa, veste as cal�as.

- Como? - Primeiro uma perna, depois outra.

Onde est� Madero?

Na Cidade do M�xico.

M�xico...

- Mas e a gasolina? - N�o te preocupes com a gasolina.

- Onde est� ele? - Na antesala, meu presidente.

Com licen�a.

Pancho, amigo, meus parabens, maravilhoso, maravilhoso.

- J� comeste? Tens fome? - N�o, obrigado, presidente.

Eu como depois.

Vem comigo.

Ent�o, o que se passa?

- N�o me obrigue a faz�-lo. - Fazer o qu�?

N�o me fa�a entregar Parral ao general Huerta.

Pancho, isso � perigoso.

O que � perigoso?

O teu conflito com Huerta.

Como posso ter um conflito com ele?

Nem sequer vi o homem.

Assim como mais ningu�m em Parral.

At� mesmo ap�s ter tomado a cidade.

S� depois ele veio.

Veio.

Pancho n�o me entendas mal, estou feliz por estares aqui, mas...

Acabas de criar um grande problema.

N�o quer Parral?

Claro que quero.

Mas quando Huerta descobrir que vieste directamente a mim

vai pensar que tu e eu estamos a conspirar nas costas dele

E isso � perigoso.

Afinal quem diabos � Huerta?

Ele venceu Parral? N�o!

Ele n�o presta. Ele bebe. N�o luta por si, mas por ele mesmo.

N�o me coloque sob o comando dele.

General Huerta � o cabe�a do Ex�rcito Republicano, dei-lhe a minha palavra.

E quanto � palavra que me deu a mim?

N�o me deve nada? Tomei Parral para si, n�o para o Huerta.

Nenhuma na��o pode ter dois ex�rcitos.

Sob o comando do Huerta um ex�rcito j� � demasiado.

O que tens contra o Huerta?

Acho que ele n�o lhe � leal.

Tu sabes se Huerta planeia destruir a revolu��o?

N�o, meu presidente.

Algu�m te indicou, at� por rumores que ele tem esse plano?

N�o, meu presidente.

Ent�o o que �?

Vamos, vamos, fala logo.

Saia daqui. Volte para o seu povo.

Factos, eu quero factos.

- Saia deste pal�cio luxuoso. - D�-me provas.

N�o posso dar-lhe provas, mas sei isso, sinto o cheiro, sei isso.

Pancho, tu achas que...

que eu estou a trair a revolu��o?

N�o, mas...

como pode confiar em Huerta e n�o em mim?

� o meu presidente.

S� lhe pe�o uma coisa. N�o confie nele.

Nem todos s�o como voc�.

Meu amigo, � melhor morrer como um tolo por confiar demais...

do que como tirano por n�o confiar em ninguem.

O M�xico j� teve muito disso.

Pancho, isto � como nos velhos tempos.

Mais uma vez pe�o a tua ajuda.

� essencial para mim que eu tenha a tua promessa.

Que vais obedecer ao general Huerta como me obedeces a mim.

� demasiado bom.

Isso nem � aqui nem ali.

Tenho a tua promessa?

Sim, meu presidente.

Eu prometo.

E assim, senhores, amanh� ao raiar do dia

vamos iniciar o ataque a Conejos.

Coronel Villa, ter� a honra de liderar as suas for�as no ataque preliminar.

O major Ib�nez atacar� o flanco direito.

O major Escobar o esquerdo.

Esta � a �ltima fortaleza dos Colorados a norte.

E quero que entendam que n�o tolerarei nenhum recuo.

Por acaso algu�m j� disse que eu alguma vez recuei?

Coronel Villa, existem outros oficiais nesta sala al�m de si.

Ou acha que n�o?

Como vai liderar o ataque, n�o acha que deva partir j�, Coronel Villa?

N�o!

N�o?

N�o, se eu for � luz do dia, a poeira vai denunciar-me.

o inimigo vai saber que estou a caminho. Devo cavalgar de noite.

Caro coronel, o senhor vai fazer o cerco � cidade.

N�o a vai saquear.

Deve partir imediatamente.

Senhores, espero que as for�as de Villa cumpram o seu dever.

At� ao �ltimo homem.

Fiz-me entender?

Fogo!

Centro!

Em frente!

Arame farpado!

Arame farpado!

- Vamos! - Vamos? Para onde?

N�o est�s a ver? Villa vai ser derrotado.

Claro que vai e n�o h� nada que podemos fazer.

Olha para a cidade. � suic�dio voar sobre aquelas armas.

Pode atirar em mim se quiseres, mas n�o vou a lugar nenhum.

N�o at� termos o apoio dos nossos canh�es.

Tu esperas aqui, gringo. Por mim.

Retirar, retirar!

Os Colorados est�o a alinhar-se para atacar.

Porque n�o est�s a voar com o gringo?

Ele disse que seria suic�dio sem o apoio da artilharia. Acho o mesmo.

Porque est�o � espera?

Porque � que a artilharia n�o me d� apoio?

O est�pido oficial da artilharia disse que tem ordens...

para esperar por ti para o contra ataque.

Huerta.

Huerta est� � espera que eu seja derrotado.

Orbina!

Espalha os teus homens. Prepara-te para uma carga de cavalaria.

Bem...

Ele n�o podia mesmo ajudar.

Atacar!

Continuar o ataque!

Orbina...

Vamos contra-atacar!

Voltem aqui! Reorganizar!

Viva Villa!

Viva Villa.

Retirar!

Ainda est�s vivo, gringo?

General, as for�as de Villa conquistaram o perim�tro exterior

Nossos homens est�o a reagrupar ao longo das linhas secund�rias de defesa

Villa nas trincheiras?

Bem...

Parece que conseguimos trazer esse bandido para o nosso tipo de guerra.

Viva Villa!

Pelas muralhas!

De onde vem isso?

N�o sei, meu general.

Viva Villa!

Viva Villa!

Viva Villa!

Viva Villa!..

Lamento, general, fizemos tudo a n�o ser mat�-lo n�s pr�prios.

Entre.

Algo errado, coronel Fuentes?

Fale.

General Huerta quer v�-lo em seu gabinete de imediato, coronel Villa.

Est� bem.

Assim que tiver terminado o meu banho de suor.

N�o � r�pido o bastante.

Deve estar louco.

O que quer dizer? "N�o � r�pido o bastante"?

Est� preso, coronel Villa.

Quero mandar uma mensagem

N�o, n�o o general...

Ao Presidente Francisco Madero...

Caro senhor Presidente...

O pior filho da m�e do seu ex�rcito prendeu Pancho Villa.

E disse que o vai fuzilar amanh� de manh�.

Se n�o fizer nada para mudar a mente de Huerta, eu farei isso.

Respeitosamente...

Major Rodolfo Fierro.

O que est�s a fazer?

Estou a anotar a mensagem, senhor.

N�o percas tempo a escrever.

Envia-a como a ditei.

Sim, senhor.

Assegura-te que ele a envia.

Diz ao Villa que mandei uma mensagem a Madero.

Mas que n�o conte com o Madero, apenas connosco.

Diz-lhe que se ele der a ordem que n�s o tiramos de l�.

A rapariga e teu dinheiro estar�o em Chupadero. Encontramo-nos l�.

Quero ver o general.

General...

... Desculpe.

General, perdi o meu avi�o na sua guerra...

e um dos seus oficiais prometeu pagar por ele.

Feche a porta. Que oficial?

Sabe muito bem que oficial. O coronel Villa

E agora se n�o se importa gostaria de v�-lo e resolver logo a quest�o.

Sim, sim.

Muito bem, sr. Arnold...

mas esqueceu de mencionar uma coisa...

Para come�ar parece que o avi�o n�o era seu.

Conhaque, sr. Arnold?

� claro que aceito

Empregado, conhaque para o sr. Arnold

Bem, amanh� de manh� ser� lhe fornecido uma escolta militar...

at� ao Consulado Americano, em Laredo.

E de l� v�o lev�-lo de volta a El Paso

onde responder� � acusa��o de roubo entre outras coisas

A sua sa�de, sr. Arnold.

Eu...

Acho que n�o h� nada que eu possa dizer para...

Temo que n�o. Lamento duplamente, sr. Arnold...

asseguro que agradecemos tudo que fez pela revolu��o mas...

tamb�m deve perceber como � importante que eu...

que nosso governo mantenha boas rela��es com os Estados Unidos.

Entende isso, certo?

Sim, claro que entendo.

�ptimo, o senhor est� preso.

Gringo...

Esse sou eu.

Estou a aprender muito depressa, muito depressa.

Sim, est�s a ir bem.

Ser�s capaz de fazer teu testamento antes que atirem em ti na pra�a.

Deves saber de alguma coisa que eu n�o sei.

Responde-me, fizeste um acordo com Huerta, certo?

Ele n�o deixar� isto acontecer

N�o deixar�? Como?

N�o deixar�!

Chefe, Madero est� muito longe daqui, �lias est� na cidade do M�xico

Sei que tu e o senhor. Madero s�o grandes amigos...

ningu�m tem mais respeito pelo homem do que eu...

Mas, n�o seria a primeira vez nesta revolu��o...

que algu�m se esquecia de proteger um amigo, seria?

Gringo, tu �s burro.

Est� bem, posso at� ser...

mas pensa no que eu disse.

Madero n�o vai me proteger, s� por que ele � um amigo

N�o?

Claro que n�o...

mas para ser fuzilado eu tenho que ser condenado...

para ser condenado eu tenho que ser julgado.

Para ser julgado, tenho que ser acusado de ter feito alguma coisa m�.

Ora isto leva muito tempo e al�m disso eu n�o fiz nada errado...

mesmo se tivesse feito Madero iria proteger-me.

Porque n�o ia querer um homem privado de seus direitos...

Ele n�o suporta injusti�a.

Portanto, Huerta n�o pode me fuzilar amanh�. Agora j� entendes?

Sim, eu entendo.

Entendo que est�s louco.

Chefe, olhe...

tudo que tens a fazer � enviar uma mensagem aos teus homens

- e eles tiram-te daqui. Simples. - N�o � t�o simples.

N�o vais poder lutar pela revolu��o se estiveres morto.

Eu estou a lutar por ela neste momento, aqui.

� injusto quererem privar-me da minha liberdade.

A tua liberdade? O que � isso?

"Liberdade � o respeito pelo direito dos outros".

Foi isso que Benito Juarez disse.

� nisso que Madero acredita, � por isso que estivemos a lutar.

Se eu sair daqui sem um julgamento, eu nego isso...

e comporto-me como um bandido.

E desde � que tu deixaste de ser um bandido?

E aquele pequeno incidente em Conejos no outro dia?

Aqueles homens eram traidores E Huerta sabe muito bem disso.

N�o adianta falar sobre isso.

Bem, e quanto a mim, chefe? E quanto a mim?

Tamb�m sou um dos teus homens, certo?

Se te acontecer alguma coisa eu tamb�m serei fuzilado.

Vou ser privado de 20 anos da minha liberdade...

N�o tenho nada. Nenhum avi�o, nenhum dinheiro.

Acabei sem nada.

Gringo...

Tu nunca tiveste nada.

Viveste apenas para ti.

N�o por uma causa...

nem mesmo por uma mulher.

Ora, seu hip�crita de cabe�a engordurada

N�o me digas quem eu sou!

- Carcereiro! - O que se passa, corornel?

O gringo...

O gringo est� louco.

Alto!

Fique aqui, coronel Villa.

Escolta, aten��o!

Em frente, marchar!

Em frente, marchar!

Esquerda, direita, esquerda, direita!

Pelot�o, alto!

Esquerda...volver!

E... descansar!

Importante.

Pelot�o, aten��o!

Preparar!

Esperem um minuto.

Apontar...

Eu mandei esperar!

Descansar...armas!

O que foi, coronel Villa?

Se vou ser fuzilado

quero-o feito pelos meus pr�prios homens.

Meu coronel, os seus homens...

foram enviados para outras unidades...

e alguns dos seus oficiais est�o sob pris�o tempor�ria.

O major Fierro � procurado por assassinato.

Acredite...

isto n�o foi uma ideia minha, meu chefe.

- Coronel Fuentes! - Sim, meu General?

O coronel Villa agora n�o comanda nada...

nem o seu pelot�o de fuzilamento. Siga as ordens!

Mas porqu�?

Tens que me dizer porqu�!

Pelot�o, aten��o!

Eu sou Francisco Villa.

N�o posso ser morto por nada.

Preparar!

Se voc�s v�o fuzilar-me, tem que me condenar primeiro!

Mesmo que eu tenha que arrancar isso de voc�s!

Detenham-no ou ser�o todos fuzilados!

Isto � errado.

Tu sabes que isto � errado!

Madero enviou uma mensagem.

Quem disse?

Digo eu.

Coronel Villa, vai levantar-se...

e aceitar a sua execu��o como um mexicano...

ou devo mand�-lo fuzilar no ch�o?

Rapaz....

Vem c�.

Guarda isto.

Perdoe-me, meu general.

Pelo qu�? S� um bom rapaz.

Atira a direito.

Vamos!

Pelot�o, aten��o!

Preparar!

Parem!

"O prisioneiro dever� seguir sob forte escolta para a Cidade do M�xico"

"onde enfrentar� um inqu�rito sobre os enforcamentos em Conejo"

"e todos procedimentos de Corte Marcial que se julguem necess�rios"

"Francisco Madero, Presidente."

O prisioneiro n�o pode falar com ningu�m.

Deve ser lhe negado cama, comida e barbeiro...

e se ele escapar, todos homens e oficiais respons�veis s�o fuzilados.

Prisioneiro, esquerda, volver.

Rapaz...

O que voc�s acham de ganhar algum dinheiro?

N�o, a s�rio.

Sou rico, muito rico!

Se � assim t�o rico, porque vai para a pris�o?

Gringos ricos n�o v�o para a pris�o.

�s vezes eles morrem... mas n�o v�o para a pris�o.

N�o sou rico.

Acabei de lhe mentir.

S� queria ver a minha mi�da. S� isso.

Ela mora aqui, em Chupadero.

Provavelmente nunca mais a irei ver.

Vai para Chupadero.

Fina?

Fina!

Onde est�o Fierro e Orbina?

Nas colinas.

Os homens de Huerta est�o por todo o lado.

Onde est� o dinheiro?

Aqui.

Suponho que voc�s n�o podem dar-nos um momento a s�s, podem?

Apenas um minuto, gringo.

Estaremos ali fora. Para o caso de precisares de n�s.

Muiot bem. Onde est� ele?

Querida, escuta, Villa est� preso na Cidade do M�xico.

Eu estou a tentar ficar fora da pris�o de El Paso.

Tudo o que quero � o que me devem. Vamos, despacha-te.

Disseram que esse dinheiro era para ser usado na revolu��o do Madero.

Vou lev�-lo todo.

Olha, n�o posso ficar aqui a cont�-lo, pois n�o?

Se eu o deixar, sabes que o v�o usar para atirar em muitos pe�es

que n�o se importam com quem fica na lideran�a, certo?

N�o queres isso, pois n�o?

Diz adeus agora, gringo.

Olha... eu vou tentar voltar assim que resolver tudo isto.

Para qu�? Tu j� tens o que queres.

Vai. Procura outra pessoa.

Eu farei isso.

Anda, gringo. Vamos!

- Ol�, Lee! - David, o que tens feito?

Nada de muito.

D�s uma raspadela aqui, sim, parceiro?

Soube o que acabou de acontecee no M�xico?

O que foi?

O presidente Madero. Foi fuzilado.

- Mataram-no? - Claro que sim.

Foi um dos seus generais.

O general Huerta.

E sabe quem � o novo presidente do M�xico? O mesmo Huerta.

Jogam l� uns jogos bastante engra�ados, n�o achas?

E quanto ao Villa?

Sabes alguma coisa dele? Do Pancho Villa?

Sim, sim, ele...

Ele escapou da pris�o da Cidade do M�xico.

Huerta tem praticamente todo seu ex�rcito � procura dele.

Deve querer mesmo ach�-lo.

Sim, acho que quer.

Lee...

Lee, este Villa � algum amigo teu?

Sim, eu conhe�o-o.

Bom, ent�o tive que achar algo para usar com o novo colar...

que o pai me deu, estava t�o preocupada em achar a coisa certa

Bem, em especial em El Paso.

Mas ent�o vi esse vestido...

que estava numa loja na esquina perto do hotel...

� maravilhoso.

� de veludo negro, metros e metros dele...

os ombros s�o todos guarnecido de pregas.

Eu adoro-o.

Ele sente-se t�o...

t�o sexual.

- N�o adoras veludo? - Sim, bastante.

Claro que foi bastante caro mas eu tinha que o comprar.

De qualquer modo, o pai disse que breve haver� guerra na Europa

e o pre�o da carne vai subir e vamos ficar muito ricos.

Lee, querido...

aqueles homens est�o a aborrecer-me.

Ali.

Lee, querido, volta-te.

N�o me digas que conheces aquelas pessoas.

Conhecem o sr. Arnold?

Muito bem.

Um momento, por favor.

Perdoe-me por o incomodar, sr. Arnold...

- mas aqueles homens... - Est� tudo bem, Eugene.

Sim, senhor.

N�o os vais convidar para esta mesa.

- Ol�, chefe. - Ol�, gringo.

- Como est�o? - Bem. Sentimos a tua falta.

- V�o ficar muito na cidade? - Acho que n�o.

Estamos a preparar-nos para voltar para casa agora.

Gostar�amos que viesses connosco.

E fazer o qu�?

O que queres dizer com "fazer o qu�"?

Tom�-la.

Livrarmo-nos do Huerta.

Sabes, n�s pensamos...

com o nosso dinheiro que tens guardado para n�s...

iriamos comprar armas.

Espere um minuto, chefe. Espere. Tudo isso acabou.

N�o consegues ver isso? A revolu��o terminou.

Fizeste o melhor que pudeste, chefe, mas no final...

Huerta est� sentado naquele pal�cio e Madero est� morto

e n�o h� maneira no mundo de voc�s tr�s conseguirem mudar isso.

Nem pensar.

Queremos o nosso dinheiro, gringo.

Eu n�o vos daria nem um c...

Eu n�o vos daria nem um centimo.

Para qu�?

Para irem at� l� e matarem mais do vosso pr�prio povo

apenas para que outro ditador se poder chamar presidente?

Madero n�o era um ditador.

Pancho, n�o discutas com ele.

Dispara nele e vamos embora.

N�o.

J� n�o fazemos mais isso.

Bem...

Adeus, gringo.

Espera um minuto. Espera um minuto, chefe.

O que vais fazer?

Primeiro... tomar a cidade do M�xico.

Depois encontrar outro Madero.

Quero que saibas que nunca fui t�o humilhada na minha vida.

Deixar-me aqui sentada sozinha.

- E em frente de toda El Paso. - Marsha, faz-me um favor, sim?

Cala a boca. A conta, por favor?

Gostaria de escrever-lhe um recibo...

Sr. Elmore. Quanto quer pelos cavalos?

Nada, s�o meus convidados, Levem os cavalos e partam.

N�o. N�s pagamos.

Quando chegar � Cidade do M�xico, mando-lhe o dinheiro.

- Quanto �? - Bem, se � assim que quer...

Que tal 35 d�lares por todos tudo incluido, selas e arreios?

� pouco, 35 cada.

Ir� ouvir de mim.

Pancho Villa.

DESASSEIS MESES DEPOIS

PANCHO VILLA COMANDANDO UM EX�RCITO DE 50.000 HOMENS

ENTROU TRIUNFALMENTE NA CIDADE DO M�XICO

Legendas: Drakken Sincroniza��o: Ramiro

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