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- Alvo quatro. Quer o outro caminh�o? - Entendido.
...mire no caminh�o.
Mire a� mesmo.
CAMISA DE FOR�A
Entendido. Ele est� ferido. Acerte-o. Dispare no caminh�o.
Acerte o caminh�o e ele. Avance e atire.
Entendido.
Guarde isso.
H� outro se movendo bem ali.
Fogo. Acerte-o.
IRAQUE - 1991
No ch�o.
Eu disse, abaixados. Abaixados.
Voc�. Abaixe-se. Agora.
Deixe-me ver suas m�os.
Mostre suas m�os.
Coloque as m�os sobre a cabe�a. Sobre a cabe�a!
Abaixe-se.
De joelhos.
A�. Fique a�.
M�os ao alto. M�os ao alto.
Abaixe-se.
Merda, h� uma crian�a ali.
Isso n�o � problema nosso.
Nada disto � problema nosso.
Coloque as m�os para cima.
Ol�.
Como vai, garotinho?
Voc� est� bem?
Eu tinha 27 anos na primeira vez que morri.
Lembro-me que tudo era branco.
Havia uma guerra e me sentia com vida. Mas, na verdade, estava morto.
- Quantos anos tem? - Vinte e sete.
Aqui est�. Starks, Jack.
Nascido em Vermont. N�o possui fam�lia registrada.
O hospital naval cuidar� disso.
Meu Deus.
- Este soldado est� vivo. Piscou. - Ele j� foi marcado.
- Preocupe-se com os outros. - N�o, n�o, veja isto.
Caramba. C�digo azul, c�digo azul. Precisamos de um m�dico.
Tragam um m�dico agora.
O Sargento Starks teve muita sorte.
Um pouco mais para a direita e n�o sairia com vida.
Ele tem amn�sia, possivelmente supress�o psicol�gica aguda.
N�o conseguimos localizar nenhum parente, sargento.
- Tenho certeza que tem amigos. - Quero os documentos esta tarde.
- O coloquem no pr�ximo voo. - Sim, senhor.
VERMONT - 12 MESES DEPOIS
Eu o recomendo para a Estrela de Bronze, sargento.
- H� ajuda para voc�, sargento. - Claro que sim.
Claro que sim.
Voc� est�o bem?
- O carro n�o pega. - Est� � sua m�e?
- Sim. - Qual o nome dela?
Jean.
Hei, Jean.
Pode me ouvir?
Consegue acordar?
Preciso que se mantenha acordada.
- Oh, Deus. - Sua m�e est� tomando algo?
- Qual seu nome? - Jackie.
Prazer em conhec�-la, Jackie.
Por que voc� n�o faz o seguinte.
Coloque isto...
e mantenha sua m�e acordada. Vou tentar consertar seu carro.
- Certo? - Tudo bem.
Oh, Deus.
N�o. Oh, n�o...
O que voc� acha de toda esta neve?
- Nada. - Nada?
O que � isto?
S�o placas de identifica��o. Veja, tem meu nome e a data de nascimento.
- Para que? - Caso eu fique perdido...
- ou n�o me lembre quem sou. - Posso ficar com elas?
- Sim, pode ficar. - Obrigado.
Acha que pode alcan�ar a igni��o?
V� l� e d� uma partida.
N�o esque�a de girar, certo?
Continue.
Funcionou.
Hei, tire suas malditas m�os...
Tire suas m�os da minha filha. Tire suas m�os da minha filha.
- M�e, ele consertou o carro. - Jackie, suba no carro. Agora.
- M�e. Ele consertou o carro. - Suba no maldito carro!
- Como est�? - Bem.
- Pra onde vai? - Pro Canad�.
- Posso lev�-lo at� a fronteira. - Seria �timo.
- Certo amigo, suba. - Est� muito frio.
- Hei, cara. - Hei. Obrigado.
Coloque a�. Sem problema.
Meu Deus, est� frio.
- Voc� devia estar congelando l� fora. - Sim.
Est� mais frio do que os peitos de uma bruxa com suti� met�lico fazendo flex�es na neve.
- Sabe dirigir? - Sim.
Maravilha. N�s revezamos daqui a pouco.
J� esteve preso?
- N�o, nunca. - Vou te dizer, amigo...
� muito pior que a guerra.
Provavelmente � pior que qualquer lugar que voc� esteve.
Eu duvido disto.
Est� brincando?
Por que ele nos parou?
Por divers�o.
Jackie e Jean s�o as �nicas coisas de que voc� lembra daquele dia?
Sim.
Voc� est� ciente que n�o temos o sobrenome, endere�o...
nem qualquer evid�ncia da presen�a f�sica das suas amigas?
Acho que me deve uma resposta, Sr. Starks.
Sim.
O oficial Harrison levou tr�s tiros.
Ele estava morto quando chegamos.
Starks pode estar bloqueando o incidente.
Isso explicaria a inven��o da garotinha e sua m�e.
- Obje��o. - Conhecem a s�ndrome da Guerra de Golfo.
A guerra � apenas um especial da CNN. A opera��o Tormenta do Deserto...
n�o pode ser explicada em uma not�cia de �ltima hora.
N�o pode ser bem explicada, portanto n�o sabem de tudo.
- Algu�m tem algo a declarar. - A guerra � horr�vel.
- N�o mostram coisas horr�veis na TV. - Meu cliente acha que j� morreu uma vez.
- N�o me lembro de tudo... - Ele n�o sabe o que est� havendo.
...mas havia mais algu�m.
Acho que foi isto que aconteceu.
Se Starks matou este oficial...
n�o podemos culp�-lo devido ao seu problema mental.
N�s declaramos o acusado inocente, devido aos problemas de insanidade.
Jack Starks, est� condenado � interna��o...
em uma cl�nica para criminosos com problemas mentais...
onde espero que os m�dicos e um tratamento adequado possam ajud�-lo.
Vamos, amigo.
Hospital Psiqui�trico Alpine Grove BLOCO H.
Vamos.
O que est� fazendo?
Levante-o.
Por favor acreditem...
O que est�o fazendo? Eu n�o devia estar aqui.
- Eu n�o devia estar aqui. - Eu sei disto.
Mas nenhum de n�s podemos fazer nada a respeito.
Por favor. Por favor.
Deixem-me sair daqui.
Deixem-me sair daqui. Por favor.
- Quanto voc� aplicou? - Cinquenta c.c.
- Ele ficou aqui durante tr�s horas? - Sim, senhor.
Certo, tirem-no.
Jack, pode me ouvir?
Jack, pisque se puder.
- N�o perdeu a consci�ncia. - Quer que coloquemos de volta?
N�o, tirem ele daqui.
Levem-no para cima e verifiquem seus sinais vitais a cada hora.
� isto, acho que devemos ver o que est� acontecendo.
Talvez voc�s viram uma hist�ria no New York Times.
Bom dia, Dra. Lorenson.
Voc� que matou o policial, certo?
- � assim t�o �bvio? - TV, voc� sabe?
Ajuda acalmar a mente ativa.
Sou Rudy Mackenzie. Bem-vindo.
Escute, eu...
- N�o tenho muita vontade de conversar. - Que pena.
E tamb�m n�o quero falar por falar.
Voc� sabe, conversa fiada. � in�til.
O jogo. O jogo � outra coisa, no entanto.
Este aqui � nosso campo. Estou pronto lan�ar a bola. Vamos.
Certo.
Por que est� aqui?
- Tentei matar a minha esposa. - N�o foi preso por isso?
Sim, bem, eu tentei umas trinta vezes. Nunca planejei, voc� sabe?
Era sempre coisa de momento.
Ela vivia amea�ando que mandaria me prender, at� que finalmente...
ela fez.
- Trinta vezes pode parecer loucura. - Sim, ou apenas... um pouco est�pido.
Porque voc� pensaria que na 20� vez, encontraria um m�todo alternativo...
- ou talvez um mais eficaz. - Bom dia, senhores. Como est�o hoje?
Para mim essa � uma pergunta muito dif�cil, Dra. Lorenson...
porque o mundo est� encolhendo, e os Quatro Cavaleiros do Apocalipse...
vir�o me ver hoje e n�o trar�o flores...
o que me deixa numa situa��o dif�cil.
E voc�, Sr. Starks?
- Estou bem. - Ent�o voc� est� bem?
Diga-me, doutora.
Voc� acredita que h� algo de errado comigo?
Est� um pouco magro.
Talvez esteja trabalhando demais em meus sonhos.
Terminamos a conversa?
Hei, estou bem.
Sr. Starks, estou contente que esta cooperando desta vez.
Estamos aqui para ajudar, Jack. Fazemos o que � melhor pra voc�.
Segurem-no enquanto pego o tranquilizante.
- Segurem-no. Dane-se o tranquilizante. - N�o.
N�o, isso n�o � necess�rio. Levantem-no.
Enfermeira, traga a camisa-de-for�a.
A �nica coisa que falta � sua cabe�a � consci�ncia.
Espere. Dr. Becker, quanto tempo quer que o deixamos com ela?
S� amarre-o por enquanto.
Ajude. Ajude, por favor.
Filho da puta.
Deixe-me sair daqui.
Deixe-me sair daqui.
Deixe-me sair daqui.
- Voc� est� bem? - Estou bem.
- Ou�a, odeio lhe incomodar. - Ent�o n�o incomode.
O que h� com Starks?
O que h� com Starks?
Dever�amos estar...?
Dever�amos estar o ajudando?
- Sim. - Devemos deix�-lo l� dentro?
O medicamento que foi aplicado serve para ajustar...
talvez at� restaurar seu comportamento violento e expor seu �dio.
E este � o �nico lugar seguro para que isto aconte�a.
Os jardins e corredores, onde n�o posso monitorar os efeitos secund�rios, n�o s�o.
Mas como pode monitor�-lo enquanto est� l� dentro?
Considero o tempo que ele fica l� como parte do tratamento.
N�o se pode quebrar algo que j� est� quebrado.
Eu n�o devia estar aqui.
N�o consigo respirar aqui dentro.
N�o consigo respirar aqui dentro.
N�o consigo...
N�o consigo respirar aqui.
Vou estourar os seus miolos.
MOTEL E CAFETERIA.
N�o notou que � v�spera de Natal.
Nunca conseguir� um t�xi aqui.
Obrigado.
Quer ir a algum lugar?
N�o tenho certeza.
Bem, deixe-me perguntar de novo.
Desta vez, d� uma olhada ao redor e veja suas op��es.
Quer ir a algum lugar?
Sim.
Bem, �timo. Suba.
Ent�o... pra onde quer ir?
N�o sei.
- Como n�o sabe? - N�o sei.
Est� bem.
Bom, deve haver outro alojamento pra que eu possa ligar.
Sim, bom, muito obrigado. Feliz Natal para voc� tamb�m.
�timo.
Essa era nossa �ltima op��o.
O que vou fazer com voc�?
Nada.
Eu...
- Escute, obrigado por me trazer at� aqui. - Pra onde vai?
Voc� congelar� l� fora. Nem sequer tem um casaco.
- Eu me viro. - N�o, voc� n�o vai.
Morrer� de frio e depois me sentirei culpada.
E eu j� sinto mais culpa do que possa imaginar.
Quer uma bebida?
N�o, obrigado.
Merda.
Hei.
Est� bem?
Sim. Estou bem.
Sabe que?
� v�spera de Natal e...
eu tenho um sof�, assim pode dormir nele.
Vou tomar um banho.
Prepare algo pra comer se tiver fome.
N�o h� nada pra roubar, portanto nem pense em levar algo.
N�o. Eu n�o faria isso.
- Meu nome � Jack. - N�o.
N�o falaremos nomes, porque eu...
N�o quero te conhecer.
Talvez queira ajud�-lo esta noite, mas na realidade n�o quero te conhecer.
Tudo bem.
LIBERDADE
P�TALA
O que � isto?
O melhor que pude fazer com o que havia na geladeira.
Obrigado.
Sem problema.
- Quer uma bebida? - Sim, aceito.
Est� muito bom, considerando o que tenho.
Sua geladeira tem diversas coisas.
Sem muita comida, mas...
- H� uma pedra no congelador. - Qual?
Havia uma pedra dentro. Escrito "p�tala".
Isso � bisbilhotar.
Era a ideia sem sentido de minha m�e para um apelido.
�...
Ent�o voc� � gar�onete. Quero dizer...
N�o sei o que quero dizer.
Est� bem.
Odeio o Natal.
Hei.
Hei, acorde. Jackie.
- N�o. - Quem s�o estas pessoas?
- O que? - Quem s�o as pessoas nesta foto?
Minha m�e e eu.
- Como sua m�e e...? - N�o, espere um minuto.
- Onde sua m�e est� agora? - Minha m�e est� morta.
- Como assim morta? - Est� morta. Morta. Se foi.
Ela desmaiou com um cigarro e se queimou at� morrer, faz muito tempo, certo?
N�o, n�o, n�o...
Escute, eu sinto muito. Escute.
N�o sei como...
- Que dia � hoje? - O que?
Sei que isto parece loucura.
Em que ano estamos?
2007.
O que? O que?
Quem diabos � voc�?
Sou Jack Starks.
Saia da minha casa.
- O que? Bisbilhotou toda a casa? - N�o.
Deus, voc� n�o tem esse direito. Voc� n�o tem direito algum.
Olhe para mim.
Sei que isto n�o faz sentido, menos ainda para mim.
Meu Deus. Se n�o sair da minha casa, chamarei a pol�cia.
N�o, por favor. Por favor, espere. N�o te farei mau. S� fale comigo.
Eu... Sua m�e estava desmaiada ao lado da estrada quando te conheci.
Estava muito mal. Jean, o nome dela era Jean.
- Chega! - Veja, dei minhas placas a esta crian�a.
N�o, n�o. N�o, voc� n�o deu.
Jack Starks deu, e Jack Starks est� morto.
O que?
O que quer dizer com est�...?
Ele est� morto.
Encontraram seu corpo no Ano Novo de 1993 em Alpine Grove.
Est� morto.
- N�o pode ser. - Bem, � isto.
Escute. N�o me importo quem seja ou onde pense que est�...
voc� n�o � Jack Starks.
Seja quem for, eu fiz algo bom... Fiz algo muito bom e voc� realmente...
Deus, voc� me fez lamentar, ent�o por favor, por favor, pode...?
Pode ir? Sim?
N�o se lembra?
- Meu Deus. - Olhe pra mim.
Eu irei, est� bem, mas olhe pra mim. N�o estou mentindo.
Eu te conheci. Conheci voc� e sua m�e, e n�o havia ningu�m em quil�metros.
N�o podia saber disso apenas com um par de placas que tem aqui.
Deixe-as a� e saia.
N�o se lembra de mim?
- Voc� n�o sabe? Eu sou... - Fora!
Eu...
Est� bem?
Por favor.
Por favor saia.
Vou estourar os seus miolos.
Jackie.
Deus.
N�o posso acreditar que o deixaram a noite toda.
N�o disse nada quando perguntei...
Esperava um bom senso de sua parte. Abra a gaveta.
Est� morto?
N�o. Leve-o para cima agora. Est� desidratado.
Quero ele com intravenosa quando chegar l�.
Tentei te avisar quando fui ao seu escrit�rio...
Esperava que o tirasse.
� m�dico. N�o deveria ter que soletrar tudo para voc�.
Jack?
Jack?
Tom.
Tom, posso falar com voc� um momento, por favor?
- O que fez com Jack Starks? - O que quer dizer?
- Est� inconsciente. - Est� se recuperando de Loxadol e Ativan.
Loxadol? Ele n�o precisa de tranquilizantes fortes.
Sabe isso apenas de olhar para ele por dois minutos no quarto?
Ele n�o precisa antipsic�ticos, se � tudo que voc� lhe deu.
Depois que me atacou, achei que precisava acalm�-lo um pouco.
Tem certeza que n�o o provocou?
Tem certeza que quer fazer uma acusa��o assim?
N�o estou fazendo nenhuma acusa��o. Ele possui hematomas.
�s vezes acontece quando precisamos cont�-los.
Me escute. Ele n�o terminar� como Ted Casey.
N�o sei o que est� tentando, mas ele n�o � uma cobaia.
N�o pode reprogram�-los, n�o importa que medicamentos...
Voc� n�o desiste, n�o �? S� porque falhou com Ted Casey...
n�o significa que n�s falharemos.
Agora, se me d� licen�a, � Natal, se lembra?
Ol�, como est�? Desculpe por chegar tarde.
- Ol�, Babak. - Que bom que chegou.
- Hei, Jamile. - Hei.
Bem, que �timo. Esse era o caminh�o. Agora aponte � bola.
Muito bom.
Quer segura isto? Se sente bem. Forte.
Preciso que fique comigo um pouco mais, est� bem?
Conseguiremos.
Me deem um pouco de �gua?
Me deem um pouco de �gua? Um pouco de �gua?
Aqui est�.
Que medicamentos est�o me dando?
Apenas algo para te manter calmo.
Disse algo?
Disse que os medicamentos s�o para te manter calmo.
Dormiu bem?
- N�o estava dormindo, estava? - Dormiu quase um dia inteiro.
� dia 26 de dezembro, Jack. Como est� se sentindo?
- 26 de dezembro? - Isso mesmo.
- 1992? - Sim.
Esse � o sol e voc� est� na Terra.
E sei que est� ciente disso, Jack.
Quem diabos � voc�? Minha m�e est� morta. 2007.
Jack Starks est� morto.
Saia daqui, fora!
- Voc� me deixou l�. - Onde?
Voc� me deixou naquela coisa. Na gaveta. E ent�o...
me colocou uma camisa-de-for�a.
N�s fomos for�ados a te conter, se � isto que se refere.
- N�o era para me conter. - � pra isso que nosso equipamento serve.
Relaxe.
N�o aja como se eu n�o saiba o que � real.
Sofre de del�rios devido ao seu estado.
N�o, eu sei o que � real, eu sei.
Voc� me amarrou com algo e me colocou numa maldita gaveta.
N�o foi um sonho.
N�o sei o que est� tentando fazer, por�m eu n�o...
Devo dizer...
que � o paciente mais forte que j� vi sobre tratamento.
Tive um paciente h� alguns anos. Se chamava Ted Casey.
Ted violentou uma menina de sete anos.
Seus advogados pediram que o examinasse porque depois de cumprir sua pena...
ele subia nas �rvores da floresta onde ele a matou...
e uivava como um cachorro.
Ted nunca foi para pris�o porque todos, inclusive eu, pens�vamos que estava doente.
Por isso veio pra c�.
Ent�o, um dia, uma menina e sua m�e vieram visitar um parente...
e apanhei o Ted encarando ela.
O tipo de coisa que voc� facilmente percebe, se � que me entende.
Ent�o perguntei ao Ted...
se lembrava do que havia feito com a menina que matou.
"Sim", ele disse. "Eu me lembro".
"Me lembro muito bem".
Essas foram suas �ltimas palavras.
O que aconteceu com seu rosto?
Me descuidei. N�o acontecer� de novo.
Rezarei por voc�, Jack.
Talvez Deus tenha �xito onde a medicina n�o tem.
Tenho certeza que sabe onde encontr�-lo?
Jack.
O que est� fazendo, Jack?
O que vai fazer?
S� queria te pedir pra entrar comigo.
- E se n�o quiser? - Bem, provavelmente perguntaria por que.
Porque n�o estou louco.
Voc� sofre de del�rios. N�o quer dizer que esteja louco.
Est� apenas confuso.
Est� aqui na pris�o porque sua doen�a...
- te fez cometer o crime. - N�o matei o policial, mas n�o me lembro.
A habilidade da sua mente para distinguir entre suas fantasias...
e o que realmente aconteceu...
O que aconteceu de verdade me ferrou, n�o minha mente.
Jack.
Posso lhe fazer uma pergunta.
Desde quando as pessoas aqui perguntam algo?
- Certo. Fuma? - � isso que ia perguntar?
N�o.
Queria...
Queria perguntar como est� seu tratamento com o Dr. Becker.
Bem. Bem.
Gostaria que me dissesse se n�o for o caso.
Por que? O que voc� faria? O que voc� faria?
Tentaria faz�-lo parar.
- N�o tenho certeza se quero par�-lo. - Ent�o est� ajudando?
Est� me fazendo sentir como uma pessoa diferente.
Voc� vem?
Vamos congelar aqui fora.
Podem te machucar se pegarem voc� tentando fugir de novo.
O que sabe sobre a droga que eles nos fazem no por�o?
Que droga?
- Sabe do que estou falando. - N�o, n�o sei.
Sim, voc� sabe. A camisa-de-for�a.
- Que camisa-de-for�a? - E a maldita gaveta.
Agora, pare de brincadeira, sabe do que estou falando.
Sei que te levam l� para baixo. Sei que te colocam l�.
O resto �...
� uma viagem, � como umas f�rias prolongadas.
Descobri que vou morrer.
� bom estar familiarizado com a morte.
Vou morrer em quatro dias.
Foi o que descobri. Encontrar�o meu corpo em quatro dias.
Sobre o que est�o falando?
Est�vamos falando sobre nossa habilidade de viajar no tempo...
para ver o futuro.
Digo, fal�vamos sobre isso, n�o �?
Sim, era isso.
Se quer descobrir algo quando estiver l� dentro, apenas acalme-se.
Quanto menos se alterar, menos ter� alucina��es.
Sim, mas toda merda de antes vem � tona...
Sim, por�m isso est� no passado.
Concentre-se no que precisa conseguir agora.
- Tenho que voltar l�. - Isso poderia ser um problema.
- Por que? - A Dra. Lorenson est� se intrometendo.
Quando ela come�ou a suspeitar de mim foi quando deixaram de me colocar l�.
Mulheres.
O que acha que devo fazer?
Voc� poderia aborrecer o Becker.
Poder� ser morto se irrit�-lo...
mas, pelo que disse, isso vai acontecer de qualquer maneira...
Oh, cara.
AUTONOMIA vs. VERGONHA e CULPA INICIATIVA vs. CULPA.
Por favor continue, Sr. Mackenzie.
Muito bem.
Bom, a Organiza��o Federal do Com�rcio me contatou.
Para que lhe contataram Sr. Mackenzie?
E isto parece loucura, mas...
me pediram para dirigir...
a Organiza��o dos Organizados.
- A Organiza��o dos Organizados? - Sim, j� ouviu falar deles?
N�o, Sr. Mackenzie, nunca ouvi.
� porque esta organiza��o n�o existe, idiota.
Isso � categoricamente falso.
Isso � descaradamente e manifestadamente falso.
Me pediram que a dirigisse.
E se tivessem ouvido falar deles, n�o seria um segredo, n�o �?
Qual a opini�o dos outros?
Bom...
- eu sei que existem. - E por que?
Quando eu estava no Golfo, a Organiza��o...
estava recrutando os Organizados.
- De verdade, Sr. Starks? - De verdade.
Porque se n�o for, isso n�o ajuda o Sr. Mackenzie.
� um fato. Autentico e verdadeiro.
Eu sabia. Eu sabia.
Sabia, esse malditos est�o em todos lugares.
S� recrutam os melhores, Mackenzie.
- Acalme-se, Sr. Starks. - Fique calmo, fique calmo.
Sempre ordenando para ficarmos calmos, que estejamos calmos.
Acalmem-se. Acalmem-se. Eles ordenam que me ordene que fique calmo.
Como vamos nos acalmar? Olhem este lugar.
Vamos, acordem, certo? As ordens s� vem de cima.
N�o deixem que te ordenem. Viva � Organiza��o.
Viva � Organiza��o dos Organizados.
- Sente-se, Sr. Starks. - N�o, n�o, n�o, t�m que ouvir...
Viva � Organiza��o dos Organizados.
Juntem-se � Organiza��o. A Organiza��o precisa de voc�s.
- Lutem. - Escutem ele.
- N�o me escutem? - Sentem-se.
T�m que escutar ele.
- Viva � Organiza��o. - Sentem-se.
Unam-se � Organiza��o.
T�m que escut�-lo.
ATACAR PROTESTAR
AMAR ACEITAR
Oh, Starks...
voc� � muito teimoso.
Mas h� formas de consertar isso.
Quanto menos se alterar, menos ter� alucina��es.
Mantenha a calma.
Criminoso maluco.
Senhores, preciso que saiam do carro...
- com as m�os para cima, por favor. - Qual o problema, oficial?
Est�o demorando muito. Saiam do carro com as m�os para cima.
Posso abrir a porta?
Ei, soldado, est� acordado?
Acho que n�o.
Sim.
Est� bem. Voc� est� bem.
Jack, segure a bola.
Mostre para mam�e, querido.
Pode me dar um segundo?
Voc� tem coragem aparecendo assim.
Se importa?
Certo, aqui vai.
Jack Starks morreu com um ferimento na cabe�a, em 1� de Janeiro de 1993.
Como? Quero dizer, como morri?
N�o sei.
Isso significa que acredita em mim?
N�o sei no que acreditar.
- O que mais descobriu? - Diversas coisas.
Havia um m�dico. Becker.
Usava uma modifica��o de comportamento em seus pacientes...
que foi proibida nos anos 70.
Havia tamb�m outra m�dica, a Dra. Lorenson.
E algo sobre um menino que ela tratava. Babak.
- N�o sei quem �. - N�o sei...
mas acho que esse assunto foi um grande esc�ndalo.
Becker dizia que estava tentando criar um ambiente como o �tero para seus pacientes.
Maldito �tero.
N�o era um maldito �tero.
Tenho que descobrir como morri.
Bem, Alpine Grove ainda existe.
Poder�amos ver se algu�m se lembra do que aconteceu.
Poder�amos.
Obrigado por fazer isto.
Bem, eu devo estar louca, certo?
Lamento, n�o posso dizer mais nada sobre a morte do seu tio.
Eles usaram o laborat�rio do hospital...
- "Trauma profundo" n�o me diz nada. - Sinto muito, � tudo que dizem.
N�o havia m�dicos...? O que aconteceu com o Dr. Becker e a Dra. Lorenson...?
A Dra. Lorenson ainda est� no hospital. Estava aqui na �poca do seu tio.
Tenho certeza que ela possa te ajudar.
- O que aconteceu com Becker e Hopkins? - O Dr. Hopkins morreu.
N�o me lembro de um Dr. Becker.
Pode ver se existe algum endere�o do Dr. Becker?
H� alguma raz�o em particular para estas perguntas?
� o �nico parente que me lembro.
Por que esse sujeito vive sorrindo?
Ol�. Beth Lorenson.
- Como est�? - Prazer em conhec�-lo.
- Ol�. Beth Lorenson. - Jackie Price.
Sente-se, sente-se.
Sinto muito. Voc� � exatamente igual a ele.
Voc� o conhecia bem?
Seu tio foi meu paciente mais memor�vel.
- Por que? - No final...
ele me fez mudar de opini�o sobre diversas coisas.
- Ele inclusive me ajudou com um caso. - � s�rio? Que caso?
- Eu estava tratando de um garoto. - Babak Yazdi?
- Sim. - Quem era ele?
Era o filho de uma amiga. Como sabe dele?
N�s o vimos quando procur�vamos informa��es sobre o tio dele.
Como ele ajudou?
Bem, � complicado, mas no fim ele me ensinou como...
- me comunicar com o garoto. - Como?
� complicado.
E isso foi h� muito tempo atr�s.
Deixe-me perguntar uma coisa. Voc� sabe como meu tio morreu?
Sim, acho que foi devido...
um trauma na cabe�a.
Sim, mas como? Como aconteceu isto?
N�o sei.
Voc� n�o sabe?
Acredito que o Dr. Becker saiba mais sobre isso?
Sim, o Dr. Becker deve saber.
- N�o acredito em nada que ela disse. - Nem eu.
Vamos. H� mais uma coisa.
Lembrem-se da partida das 4:00 da tarde. N�o se atrasem.
Jack, o que � isto?
Este � o quarto.
Eles me colocavam... aqui.
Na verdade, estou na gaveta neste momento.
Sabe? Acho que n�o foi uma boa ideia.
Voc�s n�o deveriam estar aqui embaixo.
J� est�vamos de sa�da.
Te conhe�o de algum lugar?
N�o sei, me conhece?
N�o sei, provavelmente conheceu meu tio, Jack Starks?
Caramba, � isso mesmo.
- Voc� � id�ntico a ele. - Sim, eu sei.
- Voc� poderia ser seu fantasma. - Talvez.
- Se lembra dele? - Sim, l�gico.
Era um grande homem.
Por acaso se lembra como ele morreu?
S� lembro de quando encontraram seu corpo.
� tudo que se lembra, Damon?
Como sabe meu nome?
- Sei tudo sobre voc�, Damon. - Oh, sim?
Oh, sim.
- Sei que � um monte de merda. - N�o gosto que fale assim...
- Foi voc�? - N�o sei do que est� falando.
- Ele foi atingido na cabe�a. Foi voc�. - Nunca o toquei, eu juro.
O que est� havendo?
- At� mais, amigo. - Esta � uma �rea restrita.
Damon. Damon, Damon, eles j� foram.
Est� na hora do seu medicamento.
Verei se posso encontrar o Becker.
Quanto tempo n�s temos?
N�o sei.
Acho que n�o temos muito tempo. Vamos.
Bem...
ent�o vem me ver amanh�.
Se n�o vier...
ficarei sentida.
Oh, sim?
Quer uma bebida?
Meu tempo est� acabando.
N�o me importo. Voc� tem que voltar.
N�o pedi que viesse, mas agora...
tem que voltar aqui.
N�o funciona assim. N�o tenho controle sobre isso.
Bem...
tome o controle.
Volte para mim, Jack.
N�o posso ajud�-lo se n�o me deixar.
- Esse coisa � minha �nica chance aqui. - Que coisa?
Voc� n�o entende.
Bem, ajude-me a entender.
Eu...
Eu vi uma �poca que n�o � essa.
E s� posso v�-la quando estou l�.
Que ano �?
2007.
Em que ano acha que estamos?
- N�o estou louco. Sei que � 1992. - Est� bem.
Ent�o me fale sobre 2007. Como �?
- N�o � muito diferente. - O futuro n�o � diferente?
N�o.
N�o para pessoas como eu.
Voc� que est� viajando no tempo?
- � isso? - Escute.
- Nem todos aqui est�o loucos. - Quem por exemplo?
O Mackenzie, talvez?
Ele te disse que tentou matar a esposa?
Mackenzie se trancou em casa durante dois meses...
e quase se morreu de fome antes que o trouxeram.
Tudo porque sua esposa o trocou por outro homem.
N�o me importa. N�o tenho tempo pra isso. Tenho que sair daqui.
S�o apenas inven��es dos seus del�rios.
Oh, sim?
E Babak? � uma inven��o?
Como sabe dele?
Voc� me contou.
Eu vi voc�.
Voc� pensou que soubesse algo dele, ent�o me contou.
Como sabe dele, Jack?
Porque voc� me falou. Voc� me falou.
Sei que por dentro...
voc� quer acreditar que estou dizendo a verdade.
Tem que acreditar.
N�o sei como sabe sobre Babak...
mas estas ideias s�o parte das suas ilus�es.
N�o.
N�o.
Ei.
Te trouxe cigarros.
Lorenson disse que sua esposa...
o trocou por outro homem, por isso enlouqueceu.
Como posso agradec�-lo?
Bem?
Eu n�o queria v�-lo. Voc� sabe?
Estou aqui porque...
dizem que tenho problemas nervosos.
Bem, bem, est� � minha pergunta:
Quem n�o estaria nervoso se realmente vivessem suas vidas?
Quero dizer, quem tem uma vida boa?
Bom dia, Harold.
Jamile? Voc� contou para algu�m sobre minhas sess�es com Babak?
- Claro que n�o. - Algu�m perguntou sobre ele?
N�o. Te contaria se tivesse dito.
Ol�. Como est� hoje?
Est� pronto para come�ar?
Muito bem.
Jackie.
Jackie.
Ol�.
- Certo, isto est� me deixando com medo. - Me conte.
- Deus. Quer isto? - Quero isto.
- Ol�. - Ol�.
Nossa, devo ligar o ar quente.
- Pesquisei sobre o garotinho. - Sim?
Lorenson usou uma forma moderada da terapia de eletrochoque...
que interrompeu seus ataques.
Ela nem sequer sabia que era isso que ele tinha antes.
� isso que voc� tem que dizer a ela.
Acho que a casa do Becker � por aqui. Marquei no mapa.
- Acho que � essa. - Tem certeza?
Sim. Liguei ontem pra confirmar.
Certo, vamos.
Ol�.
Procuram o Dr. Becker?
Ali est� ele.
Como isso funciona? Deus n�o me lembro?
� isso?
- Posso ajud�-lo? - N�o sei, pode?
- Te conhe�o? - Acho que sim.
- Voc� � filho dele? - N�o.
N�o sou filho dele.
O que foi doutor?
Parece que viu um fantasma.
Mas como pode ser...?
- Ele morreu anos atr�s no hospital. - Sim, voc� o matou. N�o foi?
N�o, eu n�o o matei. Talvez o tratamento o conduziu ao suic�dio...
N�o, eu n�o me suicidei. Morri devido a um trauma na cabe�a.
Como isso aconteceu?
Tudo que me lembro � que da �ltima vez que o colocamos l� dentro...
Ele... voc� saiu e me disse seus nomes.
Que nomes?
Pessoas que tentei ajudar.
Quem eram?
Nathan Piechowski...
Jackson MacGregor...
Ted Casey.
N�o pedi por nenhum de voc�s.
- Eram criminosos que me enviavam. - �ramos pacientes.
�ramos pacientes.
Sim, mas eram criminosos...
Um momento. Disse que quando sai daquela coisa, falei esses nomes?
Quem voc� acha que me falou sobre eles?
Voc� falou.
Estou naquela gaveta neste momento.
N�o entendo.
Est� atormentando a si mesmo, velho.
- Eu n�o te levei a Alpine Grove. - N�o.
Me encheu de medicamentos...
e me enfiou em uma gaveta de necrot�rio.
Apenas com a inten��o de te ajudar.
E isso justifica?
Estamos todos mortos, Jack.
O que est� acontecendo?
- Preciso sentar. - Est� tudo bem?
- Preciso sentar. - Jack, o que est� acontecendo? Jack?
Ele est� me tirando de l�.
- E disse era a �ltima vez. - O que?
- Jackie, disse que era a �ltima vez. - Meu Deus.
- Qual o seu endere�o? - O que?
Quando era crian�a, quando nos conhecemos...
qual era seu endere�o?
Rua Waldemere 2140
2140... 2140...
- Jackie. - Jack. Jack, fique comigo.
� a �ltima vez. A �ltima vez.
Jack.
Eu te vi.
Sei o que fez com seus pacientes.
No futuro, eu te vi.
Me falou sobre Piechowski...
e Jackson MacGregor...
e Ted Casey. Voc� me contou.
Todos eles ficavam com voc�.
Todos n�s. Todos n�s ficamos com voc�.
N�s te assombramos, te assombramos.
Todos n�s.
N�s o assombramos.
N�s o assombramos.
Poderia...? Poderia me dar um papel?
Papel e uma caneta. Preciso escrever algo.
Escute, seu paciente, Babak...
est� tendo ataques.
� por isso que ele n�o aprende a falar corretamente.
Quem lhe contou isto?
S� estou dizendo algo que j� sabe. Por�m ainda n�o compreendeu.
Ele n�o � lerdo, est� tendo ataques.
Terapia...
Terapia de eletro-convuls�o.
Usou isto nele.
Assim vai reajust�-lo.
Ningu�m nunca usou isto em uma crian�a.
N�o sei se est� tendo ataques. Se tiver, isso poderia agravar seu estado.
Poderia coloc�-lo em estado de choque permanente.
N�o, n�o.
Babak � filho da minha amiga. Jamais correria este risco.
Voc� vai.
Pode pegar a outra ponta disso?
Eu lhe... eu lhe dei sedativo.
Certo.
S� vou fazer uma vez.
Os ajustes est�o muito, muito baixos.
- Voc� vai ficar no quarto? - Sim.
�timo. Fa�a um pouco de press�o.
Bom.
Vou pressionar este bot�o.
Vou ajust�-lo um pouco mais baixo.
Bem, agora est� o mais baixo poss�vel.
Tudo bem.
Aqui vamos n�s.
Tudo bem. Terminamos, est� bem.
Terminamos. Certo, terminou.
Muito bem. Ele est� bem. Ele est� bem.
Tudo bem. Tudo bem.
Babak?
Babak...
como est�?
Voc� pode dizer oi, Babak?
Oi, Babak.
Voc� est� bem, est� bem.
O que voc� quer que eu fa�a?
Preciso levar isto a algu�m.
Est� uma unidade de seguran�a. N�o posso fazer isso.
Tem que levar. Por favor.
- Quanto tempo voc� precisa? - S� algumas horas.
Morrerei esta noite.
Isto j� foi decidido.
Quer que eu entre com voc�?
Estarei bem.
Ol�.
Ol�.
Me lembro de voc�.
Eu tamb�m me lembro.
- Entre, est� frio a� fora. - Sim.
Deus. Como tem estado, Jackie?
- Bem. - Sim? Como sua m�e est�?
Bem, muito bem.
Posso falar com ela?
Mam�e. Mam�e?
- Ol�, Jean. - Ol�.
Conhe�o voc�?
Mam�e, foi ele que consertou o carro.
O homem com quem voc� gritou.
Bem.
Precisa de alguma coisa?
� algo que voc� precisa.
Jackie, v� brincar na neve.
- Por que? - Apenas v�.
Tudo bem.
N�o sei como evitar que pare�a uma loucura.
Sei que n�o ter� muito sentido agora...
mas...
Escute. Tudo que quero te dizer est� nesta carta.
E � muito...
� muito importante que acredite nisto, porque...
Porque ser� uma pena se n�o acreditar.
Est� bem, vou ler.
Isso � tudo?
Sim, � tudo.
Ei.
P�tala...
� bonito.
N�o deixe da cham�-la assim.
Acredito que ela goste.
Ei.
Ei, espere.
Voc� � boa, certo, Jackie?
- Est� bem. - Est� bem.
Jack? Jack?
Voc� est� bem?
Fique consciente.
Coloquem-me na camisa-de-for�a.
O que quer dizer?
Tem que me colocar na camisa-de-for�a, � a �nica forma. Tenho que estar l�.
Jack? Jack, vamos.
Preciso que me ajude a entrar.
Certo.
Est� pronto?
- Est� pronto? - Estou.
- Era isto. - Justin!
Coloque-me na camisa-de-for�a.
- O que aconteceu? - Ele escorregou. Escorregou no gelo.
- Vamos levant�-lo. Cuidado com a cabe�a. - ...a camisa-de-for�a.
Do que ele est� falando?
Temos que coloc�-lo na camisa-de-for�a.
Conhe�o o procedimento, mas n�o podemos fazer isto.
Fa�a tudo que fez com o Becker.
Eu tinha 27 anos na primeira vez que morri.
Lembro-me que tudo era branco.
Havia uma guerra e me sentia com vida. Mas, na verdade, estava morto.
�s vezes acredito que vivemos as coisas...
apenas para poder dizer o que aconteceu.
O que n�o aconteceu a outro, aconteceu a mim.
�s vezes vivemos para vencer os obst�culos.
Eu n�o estou louco...
embora pensassem que estava.
Vivo no mesmo mundo que os outros.
S� vi mais do que eles, como estou certo do que viu.
Encontrar�o meu corpo amanh�.
Pode confirmar se n�o acreditar em mim.
Eu vi a vida ap�s minha morte...
e estou dizendo isto porque � a �nica forma...
de ajudar voc� e sua filha ter uma vida melhor.
Jean...
um dia voc� vai desmaiar fumando um cigarro...
e ir� se queimar at� morrer.
Sua filha cresce vivendo a mesma tristeza que voc� vive agora.
E ela sente muito a sua falta.
�s vezes a vida s� come�a de verdade quando conhecemos a morte.
Ao saber que tudo pode terminar, at� mesmo quando voc� menos quer.
O importante na vida � acreditar...
que enquanto estamos vivos nunca � tarde.
Te prometo, Jean, n�o importa o quanto tudo pare�a ruim...
as coisas parecem melhores ao estarmos acordados do que dormindo.
Quando morremos, s� h� uma coisa queremos que aconte�a.
Queremos voltar.
Mam�e, papai, � hora de levantarmos?
Ele n�o pode nos encontrar aqui. Vamos para a cozinha.
Garoto.
- Voc� est� bem? - Estou bem.
Voc� tem um corte feio a�.
Sim, sim.
Escorreguei, mas estou vivo.
Vou para o hospital. Quer uma carona?
Sim, adoraria.
Bem. Vamos.
Tudo bem. Obrigado.
Desculpe, um segundo.
Ol�.
Que bom. Divirta-se, est� bem?
Sim, sim. Escute, m�e, agora n�o � uma boa hora pra falar.
Estou indo para o trabalho. Sim, te ligo depois.
Est� bem. Feliz Ano Novo.
- Sinto muito. - Est� bem.
N�o tem problema.
Como est�?
Melhor agora.
Quanto tempo n�s temos?
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