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Original subtitles

Porque n�o nos avisaste?

Porqu�?

Onde raio estavas?

62 HORAS DE ASSALTO

Merda!

Homem ferido! Ajudem!

O que aconteceu?

- O que aconteceu, Hels�nquia? - Ref�ns em fuga.

Golpe muito forte. Traumatismo.

Denver, tu sabias da fuga?

Quem orquestrou a fuga?

Qual foi o ref�m?

O Arturo disse-me, mas eu n�o...

N�o cheguei a tempo.

O Arturo.

Hels�nquia.

O Oslo est� mal.

N�o.

- Est� gravemente ferido, Hels�nquia. - N�o.

N�o est� gravemente ferido.

N�o est�.

S� precisa de descanso

e de rem�dios.

- Rem�dios. - Porque tem os olhos abertos?

Vou dar-lhe Prednisona,

anti-inflamat�rios

e Heparina.

E vai dormir.

E amanh� o Oslo estar� melhor.

Hels�nquia.

Moscovo.

N�o te preocupes. Eu e o Oslo j� pass�mos por coisas piores.

Coisas piores.

O olhar do Oslo nunca foi cintilante.

Mas agora era esse o olhar de todos n�s, triste e ausente.

A esperan�a � como pe�as de domin�.

Quando uma cai, acabam por cair todas.

E os ref�ns perceberam que est�vamos fodidos.

Ontem ouvimos os tiros.

H� algu�m ferido?

N�o me vou calar.

- Sente-se. - Falta um dos meus alunos.

O Pablo Ruiz. Quero saber onde est�.

Senta-te.

Senta-te!

Ele escapou com um grupo de ref�ns.

Rebentaram uma porta e sa�ram.

N�o t�m de se preocupar com ningu�m.

Est�o todos bem.

O que est� a fazer aquela louca?

Sente-se e pare com isso.

Sente-se.

Senta-te, j� disse!

Senhora... Sente-se.

Para o ch�o.

Para o ch�o!

Todos para o ch�o, raios!

Para o ch�o!

Para o ch�o!

Raios!

Para o ch�o!

Pare.

Pare!

Pare!

Sentem-se...

... todos!

Senta-te.

Senta-te, por favor.

Olha s�.

- N�o, Moscovo. - O que foi?

Primeiro, abre os olhos.

Olha para onde disparas.

Segura a arma.

Baixa o cotovelo.

Usas tanga, n�o �?

- N�o vou usar cuecas. - Inspira. Expira.

E eu tamb�m n�o.

Com a pila � solta.

- N�o sejas porca. - Pila � solta.

Os ref�ns.

- Calem-se. - O que foi?

Com o passar das horas, os ref�ns deixar�o de colaborar.

Quando virem que n�o os entregam, que n�o h� progressos,

o instinto de sobreviv�ncia vai lev�-los � a��o.

E o que v�o fazer?

Os tipos da numism�tica v�o armar-se em Bruce Willis?

Algo desse g�nero, Nairobi.

Tentar�o fugir.

- Ou fugir�o. - N�o.

� poss�vel.

Estaremos armados.

E a�, os restantes ref�ns perder�o o medo.

Se isso acontecer, � importante restabelecer o controlo.

E, nesse caso, f�-lo-emos atrav�s da empatia.

Criando um clima de confian�a

muito mais forte do que t�nhamos at� ent�o.

Confian�a e uma M16 n�o combinam.

Ent�o, teremos de encontrar coisas que nos liguem aos ref�ns.

Vejamos.

O que une as pessoas?

- O futebol. - Claro.

O futebol � um excelente exemplo,

mas h� uma coisa que ainda une mais.

Sexo?

O sexo une. Mas aos pares.

- Ou n�o. - Cuidado.

Normalmente.

H�... Bem...

H� trios e...

At� h� quartetos. E at�...

- Estruturas maiores... - Estruturas?

Mas isso n�o tem lugar no nosso plano.

- Lamento, rapazes. - Que al�vio.

Com a minha sorte, se fizermos uma orgia,

de certeza que me calha este.

Professor...

... o que une mais do que o sexo?

O que nos une a n�s?

A todos, quero eu dizer.

Eu fiquei a gostar de todos voc�s, mas, sinceramente...

... o dinheiro.

O dinheiro.

E vamos ter dinheiro de sobra.

Tenho pensado muito em como transformar os ref�ns...

... em nossos s�cios.

E cheguei a uma conclus�o.

Dinheiro...

... ou liberdade.

Alguma vez pensou, s� como fantasia,

em p�r um pre�o a si pr�pria?

- Digo-lhe j� que sim. - Pense, Sr. Torres.

- Tem duas horas... - N�o preciso de pensar.

Estou a falar da dor e do dano que estamos a causar.

Estou a trabalhar melhor do que alguma vez trabalhei na vida.

Qual seria o sal�rio m�nimo de um ref�m?

Pensei em um milh�o de euros, livre de impostos.

N�o me v�o enganar.

- Sei bem como isto funciona. - A s�rio?

... sabe o que isto custa e sabe que a profiss�o est� no sangue.

Nunca tive um chefe como voc�, Menina Nairobi.

- � isso ou a segunda op��o. - E qual �?

Sair assim, sem mais nem menos?

Exatamente, mas de m�os a abanar.

Como tiramos um milh�o de euros daqui?

Escondidos nas cuecas?

D�s-me a morada de um primo ou de um amigo teu

e fa�o-te chegar um envelope

com o dinheiro, ao fim de cinco ou seis meses.

Pensa bem.

Criar um filho com um milh�o debaixo do colch�o n�o � o mesmo.

- Bem... - A liberdade?

Ou dinheiro?

Aqui havia uma c�mara.

� entrada das casas de banho.

E acho que havia outra neste corredor.

Est� a dizer que, al�m das c�maras do edif�cio,

instalaram mais? - Sim, estas eram diferentes.

Meteram-nos a escavar um t�nel.

Na cave.

Havia muitas muni��es.

Para uma guerra. Havia balas...

... carregadores, explosivos...

Sim, estes tr�s faziam parte do grupo.

Eram oito. Dois deles eram estrangeiros.

Algum deles era o Professor?

Usavam nomes de cidades.

- Berlim. - Moscovo.

- Denver. - Nairobi.

Hels�nquia.

- T�quio. - Este era o Rio.

Era o menos perigoso de todos. Guardava a Alison.

Tinham a Alison separada do resto dos ref�ns?

Sim, �s vezes.

Um dos estrangeiros est� ferido...

... ou morto.

Demos-lhe com um tubo na cabe�a.

Chamavam-lhe Oslo.

D�-nos licen�a.

Quer fazer uma pausa para um caf� ou comer algo?

Eu acompanho-o.

� melhor sentares-te.

Estes s�o os �culos do �ngel.

Tinham um microfone.

� um keylock 20-10, com um alcance de 1500 metros.

Devem t�-lo aplicado quando entrou com a equipa m�dica.

O �ngel n�o � um traidor.

Raquel.

Sei o que est� a pensar.

Mas s� fez o seu trabalho. N�s ter�amos feito o mesmo.

Tudo apontava para ele.

Eu tamb�m me equivoquei.

Segundo no comando da crise na Casa da Moeda em coma ap�s acidente.

Tem uma mensagem nova.

Raquel, sou eu outra vez.

Liga-me, tens o voice-mail cheio. J� o temos!

Temos o tipo que est� a ajud�-los c� de fora. � o Salva!

Salva, o tipo da sidra.

Foi ele que esteve na sucata.

Foi ele que amea�ou o russo!

Est� a usar-te! As impress�es dele estavam no carro-patrulha!

Aproximou-se de ti para se aproveitar da investiga��o.

Para devolver a chamada...

Ol�, fala a Raquel.

Agora n�o posso atender. Deixe mensagem ap�s o sinal.

O voice-mail do n�mero para o qual ligou est� cheio.

O �ngel passou a tarde a ligar-me.

Mas eu n�o atendi.

Dezasseis chamadas.

Ligou-me 16 vezes.

E eu n�o atendi.

Raquel.

Fala o �ngel.

Escuta, pe�o-te que reconsideres.

Foi no calor do momento.

- Eu tamb�m abusei. - Desliga as colunas.

N�o � a primeira discuss�o que temos.

Eu posso ser um idiota ou o que quiseres, mas...

Mas n�o sou eu o bufo.

N�o sou o bufo, raios!

Vais foder-me a vida.

Liga-me.

Raquel.

Por que raio n�o me atendes?

Depois de 15 anos ao teu lado, como um c�ozinho...

E n�o foi para me fazer a ti, foi por amizade.

Por amor. Est�s a ouvir?

Por amor.

Estive prestes a mandar tudo � merda.

A trocar a Mari Carmen por uma vadia que nem o Prieto fornicaria.

Est�s a ouvir? �s uma vadia!

Uma vadia ego�sta e obsessiva.

�s uma vadia de merda!

Uma brochista!

Uma fr�gida...

Quantos golpes se pode aguentar antes de ir ao tapete?

Se forem a Raquel Murillo, muitos.

Mas h� algo mau em ser bom a encaixar golpes.

A Inspetora Murillo aproxima-se do edif�cio.

Se os golpes n�o pararem, vais acabar por tombar.

E, quando tombares,

ser� como se todos os golpes viessem de uma vez.

Raquel!

- Raquel! - Raquel!

Raquel!

- Raquel! - A Murillo parou de ouvir.

Parou de pensar.

Simplesmente caminhou.

Era um corpo vazio.

Querendo que tudo terminasse.

Raquel!

Raquel!

Vamos!

Vamos.

Desculpa. N�o percebi bem.

Liberdade.

- Disse que quero... - N�o.

Espera, antes de me dares uma resposta s�ria, quero...

Gostaria de fazer duas observa��es.

A primeira � que...

... deves ter em conta...

... que temos uma rela��o.

E a segunda...

... � que a liberdade est� cheia de imprevistos.

De perigos e at� de coisas terr�veis.

Pessoalmente, d�-me medo.

Sabias que as crias das �guias...

... que saltam antes do tempo...

... se espatifam contra as rochas? Tenho medo disso.

Ou os coelhinhos que est�o na toca.

Veem a luz do sol

e saem...

Um lobo parte-lhes o pesco�o.

Isso d�-me medo.

N�o, Ariadna, porque...

Talvez agora seja mais perigoso sair...

... do que ficar.

E n�o quereria que te acontecesse algo.

Mas n�o te quero angustiada.

N�o quero isso. Vou dar-te umas horas para pensares.

Tenho de sair.

Estou gr�vida. Tenho de ir ao obstetra.

E ao traumatologista, ou seja qual for o m�dico.

N�o sei a que m�dico se vai quando se leva um tiro.

Eu diria um de medicina interna, n�o?

O que se passa?

Um milh�o n�o te atrai?

- A vida fica resolvida... - Depende.

Se apanho gangrena, fico inv�lida...

Pensaremos nisso se acontecer.

N�o dev�amos pensar no pior.

Digo eu. Olha.

Al�m disso, tens uma vida de luxo.

Com um quarto pr�prio.

A su�te presidencial da M�nica Gaztambide, n�o �?

E se fores...

... podes ter saudades.

Porque insistes para ficar?

Ter-te-�s apaixonado?

N�o � verdade.

Olha para mim.

Est�s a falar a s�rio?

E se estiver?

N�o te podes apaixonar em 60 horas.

Sessenta horas?

Em sessenta horas, dei-te um tiro e extra� a bala.

Descobriste a gravidez,

pensaste se abortavas ou n�o, se deixavas o namorado...

E dormiste comigo.

D�-me mais 24 horas e ainda te pe�o em casamento.

E, em mais 24, divorciamo-nos.

Que importa o tempo c� dentro?

- No fim, o tempo � algo ... - Est� bem.

Est� bem, o qu�?

Eu fico.

Mas, para casarmos, tens de me dar mais tempo.

N�o sei, uns 16 minutos ou assim.

Telefone de desconhecido

Sim?

Desculpe ligar-lhe novamente. Sou m�e da Raquel.

Como no outro dia estava perto da minha filha...

Tenho uma mensagem urgente do Subinspetor �ngel

e n�o consigo localiz�-la.

Est� perto dela?

Agora n�o, mas estarei em breve.

Se me disser o que �, eu transmito-lho.

Agrade�o imenso. Parecia importante.

Qual � a mensagem?

Deixe-me ler-lha.

Sim. "J� o temos.

Temos o tipo

que est� a ajud�-los c� de fora.

� o tipo da sidra, que esteve na sucata

e amea�ou o russo..."

Um segundo.

"As impress�es dele estavam no carro-patrulha.

J� o apanh�mos. Vou para a tenda contar-te tudo."

Tomou nota de tudo?

Sim, n�o se preocupe.

- Eu trato disso. - Obrigada mais uma vez.

- Muito obrigada. - De nada.

O Professor constru�ra o seu plano de forma milim�trica.

Cada movimento da Pol�cia,

cada poss�vel erro da sua equipa,

o comportamento dos ref�ns, todas as vari�veis.

Tudo.

E, quando pensava ter tudo controlado,

descobriu que n�o tinha.

Jamais pensara que, para impedir que o plano fosse pelo cano,

teria de matar.

Matar a m�e da mulher por quem se estava a apaixonar.

E, � claro, ningu�m est� preparado para isso.

O que � isto?

Um calmante intravenoso.

J� falaram com os ref�ns? O que disseram?

Confirm�mos que est�o a fazer um t�nel.

Vamos localizar a posi��o exata.

E est�o armados at� aos dentes.

Raquel.

� a pessoa mais qualificada para liderar esta opera��o,

mas precisa de descansar.

N�o se preocupe com nada.

O comiss�rio vem assumir a opera��o.

Pode ir algumas horas para casa.

Tem de dormir.

Posso fazer uma chamada?

Claro.

Tome.

Salva.

Fala a Raquel.

Ouve, preciso...

... que me venhas tirar daqui.

� o pior dia da minha vida e...

E tenho de sair daqui, desta cidade.

Salva, est�s a�?

Tenho um compromisso.

Claro. Eu entendo.

Ligar assim do nada...

... � um pouco...

- Ol�. - Ol�.

Sim?

Sou o Salva, o amigo da sua filha.

- Fal�mos ao telefone. - Sim, claro.

- Entre. - Obrigado.

Venha.

Sem rea��o.

Sem querer agoirar, receio que o golpe

tenha provocado danos irrepar�veis.

O qu�? Agora �s neurocirurgi�o?

N�o sabemos.

Temos de o levar a um hospital.

Talvez ainda o possam curar.

Ningu�m sai daqui.

Ouves? Com ou sem buraco na cabe�a.

- Sabes o que disse o Professor? - Estou-me a cagar para ele.

Onde estava ele, enquanto os 16 ref�ns escapavam?

Onde estava ele, quando abriram a cabe�a ao Oslo?

Abrimos as portas, chamamos a Pol�cia e os m�dicos que o levem.

O que est�s a dizer?

As regras foram claras. Ningu�m sai.

Aceit�mos todos, incluindo o Oslo.

Fugiram 16 ref�ns.

As regras mudaram.

Os ref�ns n�o sabem o que se passa. O Oslo sabe.

E da�? Nem consegue falar.

Mesmo que pudesse, n�o nos denunciaria. Vamos a votos.

- Isto n�o � uma democracia. - Pois n�o.

Abrimos as portas

e deixamos o Oslo sair.

Ningu�m sai daqui.

Berlim.

O Oslo n�o vai sair.

Falei com o Oslo, antes de entrarmos.

A ferida n�o importa.

Antes a morte do que a pris�o.

Entendes?

Sim.

Eu trato do Oslo.

Tem uma linda casa.

Obrigada. A Raquel n�o est� em casa.

Ela trabalha muito.

Estava a tomar caf�. Quer um?

- N�o quero incomodar. - N�o incomoda nada.

- Nesse caso, obrigado. - Sente-se.

H� 10 000 maneiras de matar uma av�.

Mas o Professor n�o era assassino.

Era um jogador de xadrez que n�o encaixava no mundo do crime.

E escolheu a op��o mais limpa e inteligente.

Verter 2,5 miligramas de dioxina no caf� da av�...

... esperar a paragem card�aca...

... e desaparecer.

Quer a��car?

Sim, por favor. Tr�s colheres.

� guloso.

Tamb�m eu.

N�o devia.

Tr�s colheres de a��car e uma de dioxina.

Em 15 minutos, teria uma paragem card�aca.

Dali a 30 minutos, a Raquel encontraria o corpo.

Dali a uma hora, um juiz auxiliado por um m�dico forense

ordenaria a remo��o do corpo devido a ataque card�aco.

Sem sinais de viol�ncia.

Tendo em conta a idade da v�tima e a porta da frente fechada,

o Professor sabia que n�o haveria aut�psia.

Muito obrigado.

Limpo e simples.

A minha filha n�o dormiu c�.

Esteve consigo?

Bem...

... na verdade, esteve.

- Ontem estivemos juntos. - �timo.

Fizeram amor?

Bem...

Bem, sim.

Desculpe a intromiss�o, mas fico feliz.

A minha filha precisa desesperadamente de ser amada e fazer amor...

... com um homem bom.

E parece ser um homem bom.

Vejo-o nos seus olhos.

Desculpe. Deixei cair.

Com os anos, tornamo-nos...

... desajeitados.

Desculpe.

O Oslo n�o voltar� a falar.

Lamento muito.

- � uma trag�dia. - Tu sabias da fuga.

N�o.

O Denver disse-me.

Tu sabias da fuga.

N�o sabia propriamente.

Desconfiei e disse ao Denver para o ajudar.

Bateram-lhe com este tubo.

Pelas costas.

O Oslo era um amigo.

Eu e o Oslo estivemos juntos na guerra.

Fizemos a paz juntos.

Fizemos assaltos juntos.

Estivemos juntos na pris�o.

O Oslo era um amigo.

Compreendes, Arturo?

Ajoelha-te.

Achava mesmo que n�o �amos tentar fugir?

Que n�o nos defender�amos?

Que ficar�amos de bra�os cruzados a ver como nos matavam...

... como nos torturavam, como nos violavam?

F�-lo-ia mil vezes.

Se o vai fazer, que seja com for�a, porque, se me deixar vivo,

posso mat�-lo a si, depois.

Vim trabalhar.

Como todos os dias.

Sem fazer mal a ningu�m.

Apenas cumprir o meu dever.

Quem acha que s�o os bons?

Voc�s?

Fa�a-o depressa, por favor.

Traga-me o balde e a esfregona. Est�o a� no canto. Obrigada.

Eu trato disto.

J� n�o vivo em Almaz�n. Vivo em Madrid.

Tenho duas filhas, Raquel e Laura.

Nunca irei para um lar. A Raquel � calada, mas adora-me.

Com licen�a.

J� o temos! � o tipo da sidra.

As impress�es dele estavam no carro-patrulha!

- Importa-se que fa�a uma chamada? - Claro que n�o.

Raquel, sou eu outra vez!

Liga-me, tens o voice-mail cheio.

J� o temos!

Temos o tipo que est� a ajud�-los c� de fora. � o Salva!

Salva, o tipo da sidra.

Foi ele que esteve na sucata. Foi ele que amea�ou o russo!

Est� a usar-te! As impress�es dele estavam no carro-patrulha!

Aproximou-se de ti para se aproveitar da investiga��o.

Para ouvir do in�cio, prima um.

Para apagar, prima dois.

Para guardar, prima...

Mensagem apagada. N�o h� mais mensagens.

N�o atende.

Salva?

O que fazes aqui?

Era este o meu compromisso.

O problema � que dei cabo do jardim.

� um querido.

Ele disse-me.

Que fizeram amor.

- M�e. - O que foi?

Eu n�o lhe disse nada. Deve ter deduzido sozinha.

Vamos comer.

- De certeza que n�o quer sobremesa? - Se estiver boa como a sopa, � melhor.

� a melhor que comi

em muito tempo. - Obrigada.

Filha, comeste muito pouco.

� por causa do trabalho.

Anda muito enervada.

- Aquele sequestro, sabe? - Sim, a quem o diz.

Tenho acompanhado as not�cias.

- O que se passa � terr�vel. - At� me d� um n� na garganta.

Ontem, houve disparos.

E explos�es. A s�rio...

Essa gente armada at� aos dentes...

N�o sei. Vai acontecer uma trag�dia.

Ontem houve disparos.

Armada at� aos dentes.

- T�m pelo menos tr�s M16. - Uma metralhadora Browning.

Retroxil, � um medicamento raro. Houve uma procura invulgar.

Onde foi a �ltima compra?

Aqui em Palomeque, a 18 de outubro.

Desculpem, tenho de fazer um telefonema.

Mas, filha...

� assim todos os dias...

Su�rez, p�e-me em alta-voz.

Liga o meu telem�vel, � a inspetora.

- Aumenta o volume. - Escutem todos.

Preciso que investiguem todos os coutos de ca�a

num raio de 100 km da farm�cia de Palomeque.

Quero um mapa de Toledo. Traz o mapa de Toledo.

Se compraram l� os medicamentos, significa que estavam perto.

Porque n�o pensei nisto antes?

Precisavam de um lugar onde se organizar e preparar o plano passo a passo.

Tiveram de praticar tiro antes de entrarem na F�brica.

Algures onde os tiros e as detona��es n�o levantassem suspeitas.

Quero unidades a vasculhar um raio de 100 km de Palomeque.

Quero isso j�. Documenta��o!

Tem de ter mais de 100 hectares.

Procura no registo de propriedades.

Com uma casa de habita��o.

- Liga-me quando descobrires algo. - Conte com isso.

Ouviram-na! N�o h� tempo a perder. Vamos apanh�-los!

Essa propriedade, essas unidades! Quero isso agora!

Sim?

Est�s bem?

Sim, s� um pouco cansada. Entra.

E tamb�m abalada. Tiveram de me dar um calmante e...

N�o estou habituada.

Hoje tamb�m n�o estou muito l�cido.

Desculpa, Salva, mas preciso de me deitar.

- Preciso de dormir um pouco. - Claro.

Chegou o momento de tomar uma decis�o.

T�m de escolher entre serem c�mplices e ganharem um milh�o,

ou continuarem �ntegros e sa�rem daqui.

A liberdade?

Ou um milh�o?

Se ficarem connosco at� ao fim,

cada um receber� em sua casa 20 000 notas de 50 euros,

num pacote selado a v�cuo.

Como o melhor presunto.

Os que quiserem sair, passem a linha.

O que faremos com quem escolher a liberdade?

Levam-nos para baixo,

para a cave da F�brica, e trancam-nos l�.

Sei que � lament�vel, mas...

S�o esses que poderiam organizar outro motim.

E preciso de vos proteger.

Porque n�o me deram a op��o de sair?

Porque �s a ref�m estrela, querida.

A s�rio?

� preciso explicar?

Sai da frente.

Muito bem.

Acabou o tempo.

� agora ou nunca.

Podem passar a linha e sair daqui,

ou ficar connosco e com o milh�o.

Muito bem.

Os que querem sair, m�os na cabe�a.

Avancem para a porta da zona de carga.

O que o Professor conseguira era dividir os ref�ns...

... entre os que se converteriam em nossos s�cios...

... e os que poderiam complicar-nos a vida.

Era nisso que acredit�vamos.

Sim, Su�rez.

Inspetora, encontr�mos a propriedade. Condiz com a descri��o.

- Onde fica? - Muito perto de Palomeque.

Tem 640 hectares e um couto de ca�a privado.

H� uma casa abandonada que dava para planear um ataque destes.

Como a encontraram?

Um vizinho viu um grupo de jovens na noite de S�o Jo�o.

N�o pareciam ca�adores e ele ouviu detona��es durante o ver�o.

- Detona��es? - Sim, detona��es.

N�o sabe bem o que eram, mas sabe que n�o eram armas de ca�a.

Vou enviar unidades e uma equipa de assalto

para uma poss�vel interven��o armada.

Manda-me os pormenores para o telem�vel. Vou assim que possa.

Lobo, temos luz verde. Vamos avan�ar.

Equipas um, dois e tr�s a postos. J�!

Salva...

... eu n�o estou muito bem.

Sabes conduzir?

- Sim. - Preciso que me leves a um s�tio.

Amanh� come�a tudo.

Sergio.

Promete-me uma coisa.

Se a coisa ficar feia...

... tu foges.

N�o esperes no hangar.

Nada correr� mal.

Sabes t�o bem como eu que tudo pode correr mal.

S� entrarei se me prometeres que, se aquilo der merda,

n�o te deixar�s apanhar.

N�o te vou prometer isso.

Ou me prometes agora, ou ficar�s sem ningu�m no comando.

J� me conheces.

Nada vai correr mal, Andr�s.

Somos a resist�ncia, n�o �?

A vida do Professor girava em torno de uma �nica ideia:

resist�ncia.

O seu av�, que resistira com a guerrilha

para vencer os fascistas em It�lia,

ensinara-lhe aquela can��o.

E ele ensinou-a a n�s.

Seis quil�metros em frente e depois � direita.

Salva, podes ir mais depressa?

N�o te v�o multar comigo aqui. Vais a 40.

Desculpa, parece que tenho o c�rebro parado.

Vamos!

Espera aqui.

Ningu�m entra sem o fato.

Quem n�o for imprescind�vel deve esperar fora do per�metro.

- Entendido? - Entendido.

Saiu-nos a sorte grande.

Temos ADN de todas as cores.

Que entrem os fot�grafos. Quero fotografias de tudo.

Vasculhem esta casa. Cada canto.

Estamos no piso superior.

H� um s�t�o. � incr�vel.

- N�o vai acreditar no que encontr�mos. - Veja isto.

Inspetora.

Tem de ver isto.

Est� tudo nas paredes. Hor�rios, fotografias, planos...

A merda do plano inteiro.

Apanh�mo-los.

Acabou-se o tempo.

CONTINUA

Legendas: Hern�ni Azenha

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