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APRESENTAM

Fa�am uma v�nia ao rei dos s�mios!

- Vossa Majestade! - Viva o rei...

...Simeon!

Finalmente!

E a crian�a?

Temos um problemita.

- Que se passa? - Nada, nada!

Vladimir!

Eu?

Majestade, est� aqui!

Mas que bom! Temos um problemita.

- Ser� que podia... - Segue-me!

Pronto, eu sigo-o.

Vossa Majestade...

- Mas, Hubert, que se passa? - N�o sei, querida.

Qual � o problema?

N�o se preocupem, j� voltamos. Est� tudo bem.

O meu herdeiro.

Vania Primeiro,

futuro rei dos s�mios.

Mas que fortalha�o! Um fortalha�o, como o pai.

Tem a mesma cara, o mesmo... tudo!

Igualzinho!

Majestade?

- Temos um problemita. - Que � isto?

Foi exatamente o que pensei, Vossa Majestade.

Pensei: "Que � isto? O que ser�?"

Fala!

Tem os seus p�s, Vossa Majestade, a marca dos reis s�mios.

Nasceram dois, Majestade!

Ele nasceu primeiro, � ele o futuro rei dos s�mios.

Mas...

...ele � pequeno.

Ele � t�o pequeno!

N�o � assim t�o pequeno, Majestade, � pequenote, pequenito.

� muito pequeno! N�o �? � pequeno!

O que � que fizeste?

- � t�o pequeno! - Vladimir!

- N�o tenho culpa! - Tens sim!

Majestade,

esta criatura n�o � como n�s.

� um erro da Natureza,

n�o vai sobreviver.

N�o � digno da sua linhagem.

- O povo n�o vai compreender. - O povo n�o vai compreender.

Ela est� a dormir, Majestade.

Sugiro...

...que ele nunca tenha existido.

� um erro da Natureza,

n�o vai sobreviver.

O povo n�o vai compreender.

- Majestade, o povo est� impaciente. - Sim.

Majestade, tem a certeza? Quer que eu...

N�o sei de que est�s a falar.

Tamb�m n�o sei de que estou a falar, Majestade.

N�o pode sofrer.

Trato disso pessoalmente, Majestade.

Percebeste o que o rei disse?

Nunca mais podes falar sobre isto!

Sim, mas como?

Minha rainha!

Como est�o os meus filhos?

Muito bem, minha rainha. Muito bem.

Toma bem conta deles.

Pequeno, pequeno, pequeno!

Que pena!

� grande Shouvah! Esp�rito da �rvore!

Aceita entre n�s o pr�ncipe herdeiro...

...Vania!

Houza! Adoro!

Onde � que aprendeste a conduzir? Nunca mais me balan�o contigo!

Para, para! Para, n�o gosto disso!

Que sede!

E tenho fome.

Onde est�o os figos?

Pus os meus figos no buraco e n�o est�o l�.

N�o fui eu!

- Ent�o, quem foi? - Eu n�o! Foste tu.

Fui eu que os comi?

Ian, para de me fazer de parvo.

S� comes e dormes, at� comes e dormes ao mesmo tempo e depois...

N�o, n�o, n�o!

N�o fa�o isso. N�o, Ian.

Meu Deus! Os meus figos!

Anda c�!

Anda c�, se �s um rato!

Sabes o que te fa�o quando te apanhar?

Ratatouille!

Sim!

Ian, tive uma ideia. Agarra aqui.

Pega nisto. E nisto.

Tive uma super ideia!

Toma.

Muito bem.

Assim nunca mais me comes os figos, seu rato ranhoso!

Ora bem!

Ian! Ian! Ian!

N�o quero que morras!

- Quando toca nas coisas, prende-as. - Sim.

�... uma armadilha de toque.

Sim, � isso. Uma armadilha de toque.

Prende tudo aquilo que toca.

Tudo o que toca.

Ian, � o "cocobola". Anda, depressa!

O "cocobola", � a final! Anda, anda!

Mas porque dizes isso?

- S� porque nos batem? - Sim.

Mas eles s� nos batem porque n�o nos conhecem.

Quando descobrirem quem somos v�o adorar-nos.

Numa semana somos amigos de inf�ncia!

Confia em mim, Ian.

E se te tratarem mal, s� tens de lhes mostrar o que aprendeste.

Rosnas. Sim, fazes ar amea�ador...

Como se fosses forte, resulta sempre.

Faz.

N�o, amea�ador, v�s?

Pois, est� bom, agora vamos. Anda!

N�o, Ian!

J� te avisei, se te quiseres atar, for�a,

mas eu vou.

Sabes que eu n�o consigo trepar �rvores!

Aviso-te, vou-me embora.

Ian, se cair posso morrer, v�s?

De certeza. Ian? Olha, vou saltar. Ian!

Por tua culpa, perdemos o in�cio. Boa jogada.

Que passe fenomenal do Vania!

Vania, muda de liana!

Bravo, mam�!

- N�o, n�o, que ideia � essa? - N�o sei.

Golo! Golo!

Excecional!

Majestade, o vosso filho � magn�fico! � o Vania M�gico!

Veja, magn�fico! Veja, o Vania M�gico!

Ele olhou para mim, olhou para mim!

O pr�ncipe Vania olhou para mim!

- N�o! - Sim!

Parece uma escultura, � tal e qual o pai!

� normal, um ant�lope n�o � um gnu!

Um gnu!

Essa � boa! Mas que boa, � boa essa!

Para!

Mas que classe tem este Vania,

� sem d�vida o melhor jogador de todos os tempos!

Cala-te com isso, come�as a aborrecer-me!

O jogo recome�ou.

Sergei, � in�til! Finalmente, Fleura passa, recupera a bola...

Ian, acalma-te l�. Acalma-te, estou a avisar-te.

N�o comeces com esses truques!

Fleura esquiva-se como uma enguia.

Vai para a direita, passa para a esquerda...

Um passe magn�fico sobre Vania!

Agora � Vania que interceta a bola!

- Mam�? - A Fleura vai ganhar!

� fant�stico! Muito bem jogado, Majestade!

D� c� isso!

Muito mal jogado, Majestade! � uma nulidade, um fiasco!

N�o...!

Onde est� a bola?

- J� n�o h� bola, onde est�? - Ol�. Podemos jogar com voc�s?

- Quem s�o voc�s? - Quem s�o voc�s?

Mas o que fazem ali aqueles arruaceiros?

Gudule! Isso n�o se diz!

Diz selvagens, primatas, no m�ximo, mas nunca arruaceiros.

Entretanto, corram com eles.

Por vossa culpa j� n�o temos bola.

J� te dissemos para n�o mostrares essa cara de albino por aqui.

Deixa-o, ele n�o tem nada a ver com isto.

Desaparece!

O qu�? N�o percebo o que diz.

O qu�? O que dizes? Percebem?

Ningu�m te percebe! Nem uma palavra!

Ian, defende-te! Rosna!

- O que � aquilo? Que est� a fazer? - Acho que tem sede.

Espera, reconhe�o isto.

- Ele quer lutar! - Nada de p�nico.

- Queres lutar... - Esperem!

Eu devolvo-vos a bola, Sergei.

Esperem, n�o! N�o lhe batam!

- D�-lhe, Sergei! - D�-lhe, pois!

D�i, n�o �?

Pois claro que d�i!

Que se passa?

Desculpe, Majestade, vou j� resolver isto.

Parem!

Aqui t�m a bola.

Tenho a bola! Parem com isso!

Como � que ele fez aquilo, m�e?

Recuperou a bola!

Fant�stico!

O que �?

� uma pega para apanhar, porque apanha.

- Que giro. - Apanha tudo em que toca.

- � para apanhar toques. - Com licen�a...

Senhoras e senhores, uma subst�ncia org�nica

com propriedades excecionais.

- � m�gica. - Cretino...

Sim, sim!

� uma coisa que encontrei com o meu amigo Ian.

- Eu "encontrado". - Pois, que eu encontrei.

Agora utilizei uma forma gramatical que ainda n�o existe.

Sim, uma forma gramatical que ainda n�o existe.

� verdade.

- Obrigado pela bola. - Com prazer, Sua Alteza.

Excre... excel�ncia.

Alteza? Pe�o desculpa.

Ainda bem que me apanhou. Pensei...

...numa forma fant�stica de melhorar o "cocobola".

Sim, sim!

Pod�amos inventar uma zona de jogo

onde as faltas seriam absolutamente proibidas.

Foi isso que eu disse desde o in�cio.

Ficaria um campo de jogo mais equilibrado.

Assim poderia desenvolver um bom jogo.

- Um bom jogo! - Sim, � o que n�s queremos!

N�o vamos mudar as regras.

Est�s bem?

- Fui atirado pelo Vania. - Que sorte!

- A tua ideia das faltas era boa. - S�mios!

Aos vossos lugares!

- O que � isto? - Marcel!

Puxa.

- Puxa, Marcel, puxa! - Puxa, Marcel, puxa!

Ele � um idiota, um idiota!

Ele � um idiota, um idiota!

Est� colado! Tenho as m�os coladas!

Est� colado!

Larguem-me!

O que se passa aqui?

- Vladimir! - Vou ajudar-vos, Majestade.

Ent�o?

- O que foi? - N�o � nada, Majestade.

- N�o h� mesmo nada de nada. - Como?

N�o h� nada! Quem fez isto?

N�o foi ningu�m, Majestade, absolutamente ningu�m.

Se algu�m � ningu�m, ent�o foi ele.

N�o, Vladimir, deita tudo c� para fora.

Tudo para fora, Vladimir!

Eu deito sempre tudo para fora...

- Eu nunca deitei... - Ent�o, quem �?

- Ent�o, quem �? - Ent�o, quem �?

Foi ele, Majestade. Foi o meu primo Sergei.

Costuma ser ele.

Eu? N�o fui eu.

Sim, tu, �s sempre tu. V�-se logo que �s tu.

Majestade, acredite em mim. N�o fui eu.

Foi aquele s�mio magrinho que ainda agora estava ali,

com a sua magia. - Vai procur�-lo.

- Imediatamente, Majestade. - N�o!

N�o �s tu!

O meu pulso!

Perdi a minha pulsa��o!

Est� aqui... Ela est� aqui!

O Rei Simeon mandou-te mat�-lo. Porque est� ele ainda vivo?

N�o compreendo nada!

Ele estava l�. Eu tinha-o na minha m�o.

Eu tinha-o, estendi o bra�o, larguei-o e ele... "Ah...!"

Depois, "Bam!"

Incompetente! Ele vai ficar furioso!

A tua pele n�o vai valer nada!

A minha pele...?

� do teu interesse encontrar uma solu��o e depressa!

Precisas de saber.

Tens um irm�o. Sim, Vania.

Um irm�o mais velho.

O teu pai julga-o morto.

Mas � ele que deve reinar.

Maldita feiticeira!

Talvez exista uma solu��o.

Est�s pronto?

- Ningu�m... - Sim?

Ningu�m vai tirar-me o trono.

Aquele s�mio deve ser morto.

Agora vai e aguarda pelo meu sinal.

Ainda est�s a pensar na montanha branca?

Mas essa montanha branca n�o existe, sabes bem disso.

J� fal�mos sobre isso. Esquece, Ian.

Querer ir...

Tamb�m quero partir. O problema n�o � esse.

Mas vais para onde?

Procurar mam�.

Mas a tua m�e foi embora, h� muitos anos.

Ela n�o vai voltar. Procur�mos por todo o lado, lembras-te?

- N�o sei onde ela est�. - Montanha?

J� chega dessa montanha branca. J� est�s a enervar-me.

N�o existe montanha branca. Esquece isso.

P�ssaros disseram sim.

- Foram os p�ssaros que te disseram? - Sim!

- Foram os p�ssaros que te disseram? - Sim!

- Talvez os p�ssaros estejam enganados. - N�o...

� poss�vel errar, sobretudo quando se � um p�ssaro.

- N�o... - Sim..!

- Montanha...! - N�o h� montanha! Para!

N�o...! N�o!

N�o vou pentear-te o rabo.

N�o saio daqui se n�o te pentear o rabo?

Isso � a s�rio, Ian?

Est�s sempre a p�r o rabo na minha cara e eu...

- Aqueles s�o homo-sapiens? - Parem j� com isso!

S�mios!

O rei requer a vossa presen�a.

O qu�? A s�rio? Fomos convocados pelo rei?

- Sim, foram convocados pelo rei. - Espetacular!

Ian, vamos! Fomos convocados pelo rei!

Desculpa l�. � um convite ou uma convoca��o?

Bem, se � um convite, terei muito gosto.

- Se � uma convoca��o... - Vamos!

- Isto � teu? - Sim, � meu.

- Mas agora � meu. - N�o, n�o � teu.

- Tens algum problema? - Sim, tenho um problema.

Vamos!

Para o pessoal! Obrigado.

Vamos l�.

Avan�a.

- Mexe-te! - Mexe-te.

Desculpa? N�o percebi muito bem.

Sobe.

Vejo um esp�rito maligno!

- Onde, minha senhora? - Avan�a!

A pobre est� a ver esp�ritos maus.

Anda!

- Quem �s tu? - N�o � ningu�m, Majestade.

Chamo-me Edouard, Majestade.

N�o me conhece porque moro na zona norte e ningu�m vai l�.

- Nem o macaco do lixo... - N�o vive l� ningu�m.

- Deixa-o falar! - Sim, Majestade...

Muito obrigado, Majestade, com prazer.

Ningu�m me deixa falar. Quando vou falar, as pessoas...

Fala!

Com certeza.

O que devo dizer?

Ent�o quer dizer que fazes magia?

Eu? Nunca fiz magia, Majestade.

A magia n�o existe. S�o truques para as crian�as.

E isto?

Isso n�o � magia.

� s� uma inven��o. Qualquer um pode faz�-la.

Exceto ele, talvez.

Ele soprou-me na orelha.

No entanto, posso mostrar alguns truques.

J� chega!

Mostra-me.

Obrigado pela vossa aten��o majestosa.

Ian, uma folha de nen�far.

- Uma folha de nen�far, depressa! - Uma folha de qu�?

Majestade?

Permite-me?

- � normal trat�-lo por Majestade? - Sim?

Majestade? Vossa majestade?

- Sim...? - Adoro! Tem classe!

- Que classe! - Que classe!

Sou a Majestade!

N�o �, Vladimir?

N�o estava convencido, mas soa-me bem.

Sim, Majestade, claro!

Sou a Majestade! Olhem!

Ian, d�-me isso.

Aqui h� majestades por todo o lado!

Majestade?

Majestade? Majestade?

Majestade? Venha.

Por Shouvah, nunca o permitirei, pequeno macaco pelado!

Majestade? Faria o obs�quio de olhar?

N�o, Majestade.

N�o tenha medo.

Ele � simp�tico.

- Venha... - Sim.

Venha.

Quem �?

Sois v�s, Majestade.

- � igual. - Sim, sois v�s.

O que � isto?

S�o as vossas narinas.

Sim! Olhem bem!

- Tenho aqui... - Duas.

- Duas. - Duas!

Olhem! Duas narinas!

Olha, tu! Nariz.

- Vladimir, tenho duas. - Mas Vossa Majestade merece-as.

Mas tu tamb�m tens duas!

- Mas eu n�o as mere�o. - Sim.

Ent�o, o que est�s a fazer?

Majestade?

Pode fazer a gentileza...?

- � por aqui? - Por aqui.

Como � que se faz isto?

J� chega!

Expulsem aquele s�mio da Figueira!

V�o!

Estou a ver bem!

Vejo at� longe!

- Sim, estou a ver-vos! - Eu?

Nunca te tinha visto e agora estou a ver-te!

- Estais a ver-me, Majestade? - Sim, eu vejo-te.

Estou a reconhecer-te.

- Precisa de ajuda? - Espera!

Estou bem assim.

Aconteceu algo de mau ao rei!

Majestade!

A culpa � deste s�mio! Ele queria matar o rei!

- Queria matar o rei? - Eu? N�o!

Ele acordou Shouvah, o esp�rito da �rvore!

- Ele � maldito. - N�o, Vania.

Os gafanhotos vieram por causa dele.

Shouvah vai castigar-nos. Ele trouxe-nos m� sorte!

Carnivorum!

- Carnivorum! - Carnivorum!

Chegou o momento. Ele deve morrer.

Sim...

Estais vivo, Majestade.

Porque fizeste aquilo?

Ele tentou matar-vos, pai. Ele merecia a morte.

Nenhum s�mio matar� outro s�mio.

� a lei!

Tem a certeza, meu pai, que nunca ordenou a morte de um s�mio?

N�o sei do que est�s a falar.

M�e, porque � que ele n�o volta?

Diego, quando se cai no Carnivorum, nunca mais se volta.

� assim.

Que tristeza...

Ian!

Anda, ajuda-me!

Ian, queres ajudar-me?

Ian, olha para mim.

Ian! Olha para mim.

Bom dia, menina.

Tem a� uma coisa muito bonita.

Quer dar-me um pouco?

Vem c� mostrar-me.

Vem, n�o tenhas medo.

N�o sejas ego�sta!

Como � que fiz isto?

Calma, nada de p�nico.

Estou s� em dois p�s.

Se levantar o bra�o,

inclino o corpo...!

Inventei um modo de locomo��o!

� extraordin�rio! Obrigado, meus p�s!

Mas que cena!

O que se passa?

Os lobos! Depressa, vamos!

N�o! Para tr�s, n�o! Parem tudo!

Para o outro lado! Vamos!

Experimente isto.

Rainha Gudule.

Socorro!

M�e! Olha, � o Edouard!

Ele anda com duas patas!

- N�o � verdade! - Eu tamb�m quero!

Olhem! Olhem!

Ele espanta-me.

Mas enerva-me.

Encontrei um m�todo de locomo��o baseado numa t�cnica b�pede,

at� agora desconhecido da nossa esp�cie!

Estou a correr!

- N�o � l�gico. - N�o � bonito.

N�o � l�gico, n�o � bonito, n�o � pr�tico, nem educado.

� espantoso!

Dez figos nos lobos. Aceito as apostas!

- Quem d� mais? - 15 figos no Edouard!

- 15 figos no Edouard! - Todos os figos no Edouard!

- N�o, 20 figos no Edouard! - For�a, Edouard!

Esperem por mim, galinhas gigantes!

Rinoferozes!

Quase que me empalavas.

Majestade? Sou a Gudule, recorda-se?

Os rinoferozes est�o a apanh�-lo!

Comam-no!

Socorro!

Socorro! Socorro!

Pai!

Edouard...

Aproxima-te.

Perdoa-me...

...perdoa os s�mios.

Perdoar o qu�? O que me fizeram os s�mios?

Senhor?

- Meu filho...! - Seu filho?

Acho que ele n�o est� longe. Quer que o chame?

N�o, escuta.

Tu � que �s meu filho...

Filho dele?

A dor deixou-o delirante. Nem imagines que �s meu irm�o.

Desaparece!

Filho dele...?

Filho dele...

Vania!

Majestade, estais a ouvir?

Todo o povo chama por v�s.

Majestade, sempre soube que daria um grande rei.

Maior que o vosso pai!

O vosso pai era muito pequeno, ele era pequenino...

Mas v�s sois...

Vladimir, meu amigo.

Meu amigo?

Mas que honra, Majestade.

Estavas ao corrente do meu irm�o?

Vosso irm�o?

Tendes um irm�o, Majestade? Eu n�o sabia!

Parab�ns. Como se chama ele?

Tra�ste-me!

Nunca mais quero voltar a ver-te!

Majestade, perd�o.

Eu confesso tudo!

N�o fui eu, Majestade. A culpa n�o foi minha.

Foi a feiticeira, ela � que estava por detr�s disto.

Foi a feiticeira, a culpa foi dela!

O que est�s a dizer?

Bem, na verdade, est�vamos a falar de si.

- Vais sair, agora. - Majestade, imploro-vos! N�o!

- Vai, Gudule! - Tem calma!

Majestade, est�o aqui todas as vossas pretendentes.

Deveis escolher a vossa rainha.

Sai! V�, sorri!

Ele vem a�!

Ele n�o olhou para ela.

Ele n�o olhou para ela, Hubert. Acabou-se!

- Ainda n�o terminou... - Gudule, ele vai voltar.

V�, para tr�s!

Longa vida para Vania!

O rei morreu, viva o rei!

Povo s�mio!

- Tive um sonho! - Mas que sorte!

Sonhei que todos os s�mios,

sejam grandes ou pequenos,

gordos ou... - Carecas!

- Est�s a falar de ti? - Todos sem exce��o!

- Sim, j� sabemos. - Que todos os s�mios,

a partir de hoje, estar�o � minha disposi��o!

A hora da mudan�a ainda n�o come�ou.

Eu, Vania...

Sim!

...prometo que reinar� a lei do mais forte!

Viva o rei Vania!

Viva o rei Vania!

Viva o rei! Viva o rei Vania!

Os meus cumprimentos, Majestade.

Majestade, agora deve comer o seu pai.

M�e, porque vai ele fazer isso?

- Todos os s�mios comem os pais. - � canibalismo.

N�o!

- Quem � aquele ali? - � o Edouard!

� o Edouard! O que est� ele a fazer?

O que est�s a fazer?

- Foste banido da Figueira! - Sai daqui.

Deixem-no!

Grande soberano do povo s�mio...

Majestade...

Majestade, n�o vai mesmo comer o vosso pai, pois n�o?

- � a tradi��o. - Mas podemos mudar a tradi��o.

Come�ar uma tradi��o que come�a hoje,

a tradi��o de n�o comer o pai.

Majestade, o Rei Simeon comeu o seu pai Albert, o Vesgo,

o qual tamb�m comeu o seu pai, Abraham, o Duro.

Se n�o o comer, imediatamente,

todos os s�mios sofrer�o com o esp�rito da �rvore Shouvah!

Ela falou no esp�rito!

Sereis um rei amaldi�oado!

Vai dar ouvidos a uma louca que fala assim...

N�o, Vania, o que ela diz n�o importa, � louca.

N�o lhe deis ouvidos! Ele quer tomar o vosso trono!

N�o quero saber disso, velha louca!

- Coma-o! - N�o come nada!

- Coma-o! - N�o come nada!

- Coma-o! - Est�s completamente louca?

Coma-o!

Ningu�m come o meu pai!

- Pai dele? - Ter� perdido o ju�zo?

- O que disse ele? - Eu sou a Rainha de Inglaterra!

- � pai de quem? - Coma-o...

N�o!

Ian, n�o quero que o comam. Depressa, ajuda-me.

- N�o...! - V�, desce.

O Carnivorum n�o � perigoso. Escuta-me e desce.

N�o... Para cima...

N�o � verdade, esquece os outros. Olha, n�o me aconteceu nada.

Escuta-me e desce, depressa.

N�o pica, n�o � verdade. Desce!

Est�s a ver?

Est� tudo bem. Vamos, depressa.

Ajuda-me. Temos de escond�-lo.

Ian, atira pedras para ajudar a escond�-lo, depressa!

Ora bem... Assim, est� bem escondido.

O fogo...

O fogo!

N�o, Edou!

Miser�vel, sacana!

Toma, vais levar!

Porque fazes isso? Est� bem...

Como � que vais fazer para escapar?

N�o �s t�o duro quando est�s sozinho.

Ol�, Vladimir.

Adeus, Vladimir.

- Sai daqui! - Algu�m me ajuda?

Obrigada pelo teu sil�ncio,

- Vladimir! - Eu imploro...!

N�o me largues...!

Socorro!

M�e!

N�o!

Boa, Ian!

Ian!

Vem c�...

N�o tenhas medo!

Espera um pouco. Eu sou teu amigo.

Salvei-te a vida e � assim que agradeces?

N�o compreendo...

Como falas uma l�ngua que n�o compreendo? � complicado.

Tu �s portuguesa?

Judia?

Podemos discutir o assunto?

N�o percebo esse "himchaka"! N�o sei o que queres dizer!

Sim, e agora vem o choro.

Sim, isso eu compreendo. Isso � internacional.

N�o, mas...

Eu n�o te fiz mal. Foi porque disse que eras portuguesa?

� a �rvore da tua fam�lia?

N�o tenhas medo, eles n�o v�o voltar.

N�o v�o voltar...

N�o tenhas medo, sabes...

Ela mordeu-me a pata!

E se for venenosa?

Olhe, menina!

Espera por mim! Dois minutos!

Para de correr!

Espera! Espera!

Espera!

Mas o que � isto?

Ao menos, d�s-me o teu n�mero?

Menina, n�o tenhas medo!

Um tricer�topo!

N�o fui eu que tirei os seus ovos, minha senhora!

Como chamas tu?

Eu, Lucy.

Espera, deixa-me recuperar.

H� uma semana que corro atr�s de ti.

Pensas que sou queniano?

Como chamas tu?

Agora perguntas-me como me chamo?

Agora falas numa l�ngua que eu compreendo?

No presente do indicativo?

Arrisquei a vida por ti.

Abandonei o meu amigo Ian, que n�o voltarei a ver

e tu perguntas-me como...

Vais ficar aqui. Temos de discutir isto.

- Porque gritas? - N�o estou a gritar.

N�o tem nada a ver.

Quando grito, grito. N�o estava a gritar.

Eu n�o queria...

N�o sabes falar com calma?

N�o sei falar com calma.

Olha, uma lib�lula!

Como fazes isso?

Ensina-me!

- Faz for�a nos p�s. - O que s�o os p�s?

N�o sabes o que s�o p�s? Ah, coitada.

As m�os no fundo das tuas pernas.

J� est�. Agora endireita-te.

Levanta a cabe�a.

Sorri.

J� est�.

� bonito!

Faz-me levantar os pelos.

Tira a pata.

V�s, l� em baixo? � a minha Figueira. Eu vivo ali.

Aquele pequeno ger�nio?

Parece pequeno, mas l� dentro � enorme.

Est� cheia de s�mios.

Eles adoram-me. Bem, apreciam-me muito.

Eles s�o incr�veis, naquela �rvore. De certeza que v�o adorar-te.

H� o Diego, filho da Fleura. A Gudule, a Myrtille, o Marcel...

Ele � engra�ado. �s vezes, at� faz de prop�sito.

H� o Vania, que � meu irm�o. Sou irm�o do rei.

- Perten�o � fam�lia real. - Est�s sempre a falar.

Lucy, vem ver o que apanhei!

Fogo! Mata-o, � perigoso!

N�o tenhas medo, � pequeno.

- N�o faz mal. - Mata-o!

Para com isso!

� s� para ver uma coisa.

- Est�s bom da cabe�a? - N�o, era para ver outra coisa.

Um mau agoiro...

- Diego? - Sim?

O que est�s a ver?

- Fogo, ali! - Fogo?

- O fogo! - Vem atacar-nos?

Vania?

Vania!

- � o Edouard! - O Edouard?

- � o Edouard. - O Edouard voltou!

N�o � ele! N�o � ele!

Pronto, � a gota que faz transbordar o copo.

- Edouard! - � o Edouard!

Ol�, pessoal!

- Ele tem fogo! - Ol�, Diego! Tudo bem?

Quem � essa bomba?

Que pelagem de boi � essa?

- Ela � linda! - De onde vem ela?

N�o sei. Ela chama-se Lucy. Encontrei-a no c�u.

- � bonita, n�o �? - Que classe!

Mas que classe, Gudule?

Ela � vulgar, ordin�ria, parece doente...

Escutem-me todos! Desde que ca�, vi coisas espantosas!

Vi coisas que nunca tinha visto na minha vida!

O Carnivorum, na verdade, � fant�stico!

Dev�amos chamar-lhe "fantasticorum"!

Des�am! H� um mundo novo aqui!

O que fazes com o fogo?

- Leva-o para onde o roubaste! - N�o, Vania, n�o o roubei.

Capturei o fogo.

Agora � meu amigo.

Olha. Gra�as a ele podemos ver no escuro.

Para de gritar!

Ele ainda vai embora!

Vania, n�o tenhais medo.

O fogo n�o � nosso inimigo.

At� pode ser nosso amigo, se olhar bem.

Tenho um...

...tenho dois!

- Ele tem dois! - Tenho dois.

- Tenho tr�s! - Ele tem tr�s!

Tenho cinco, seis, sete, oito...

...nove, dez!

- J� est�. - De quem � o anivers�rio?

Lucy, vem ajudar-me!

Lucy, ajuda-me a soprar!

Maldi��o!

Maldi��o! N�o passas de um maldito!

- O tornado veio por culpa dele! - Vamos bani-lo!

Sim�on morreu por culpa dele.

Vai-te e nunca mais voltes!

- Vai-te embora! - Sai daqui!

Puxa, Marcel!

Deixa-a!

Est�s bem?

Vai-te embora!

Vamos bani-lo!

O fogo ir� destruir-te!

Shouvah vai castigar-te!

Tinhas raz�o, a tua fam�lia � simp�tica. Gostam muito de ti.

N�o � nada disso, estavam enervados, mas s�o muito simp�ticos.

- O que vamos fazer agora? - Vamos ter medo.

Tive uma ideia!

Bom dia. Dormiu bem? Vim por causa do an�ncio.

Desculpe, n�o percebi bem.

Volta, est�s maluco!

� muito bonita. Tetos muito altos.

Um bom isolamento... Tem aquecimento?

Podia ter mais luminosidade...

Mas gostamos muito. Ficamos com ela.

Agrade�o muito a visita. Vamos sentir-nos bem aqui.

Toma l�, queres mais?

N�o hesite em visitar-nos logo � tarde.

Vamos ficar bem aqui.

Cheira um pouco mal, mas ficamos seguros.

O fogo!

- O fogo! - O fogo?

Fogo! Como? Fogo! Fogo!

- Sai, fogo! - Sai, fogo!

Sai, fogo!

N�o comeces a gritar. Eu fico em p�nico!

Tira o fogo da caverna!

Isso fica l� fora. Tu n�o mandas nele.

- N�o mando nele? - N�o mandas nele.

N�o mando nele?

Percebo o interesse e o que queres fazer,

mas n�o mandas nele.

Sim, mas lembra-te bem do que est�s a dizer.

- Vou lembrar-me. - Pois, n�o te esque�as.

N�o mando nele?

Eu n�o mando nele?

Vais ver se n�o mando nele.

Est� quente!

Isto enerva-me!

Inventei um m�todo de conten��o calor�fica!

Lucy! Lucy!

- O que � isso? - N�o sei.

Lembrei-me, de repente.

Outra vez.

Para que servir�?

Para nada. � agrad�vel, mais nada.

Sim, � verdade. Estou agradado.

Outra vez.

Estou muito agradado.

Faz o truque outra vez.

Controla-te, Hubert.

O povo est� a abandonar-vos, Vania. Tem de evitar isso.

- Chama Shouvah, agora. - Sim, Majestade.

Shouvah!

Primeiro apontas, depois atiras.

J� est�.

Um lapinossauro!

Olha, � um lapinossauro!

- Apanhaste-o? Apanhaste-o? - Apanhei-o! Apanhei-o!

Apontas e atiras.

Primeiro apontas e atiras!

Lucy, vem ver!

N�o venhas ver!

Levanta o bra�o.

Alto.

Gira as ancas.

- J� estou no m�ximo. - Gira!

Olha tudo o que eles apanharam!

- Tenho fome... - Hubert, � hora da ceia, quero comer.

Tamb�m quero uma banana.

Outra vez!

Segura nisto! Segura! Toma, toma!

Bate-lhe!

Descobrimos a descoberta da hist�ria das descobertas!

Claro que foste tu, minha querida.

Senta, levanta, vai buscar.

Anda, vai buscar, j� disse.

N�o, mau, deita-te. Nada de p�nico. Com calma.

P�nico! P�nico!

Lucy, olha! Apanhei um roedoronte!

N�o!

- O que � isto? - Um pterod�ctilo.

- Aquilo quer comer-nos? - Sim.

Espera, n�o me deixes sozinho.

Olha, ali, uma batata enorme!

O meu lapinossauro vai ser comido assim.

- N�o! - Sim, olha.

- � bom... - Sim...

Parece...

Bom, parece bom. N�o �?

Por um javali furioso, como isto cheira bem.

Tenho fome!

- Cheira bem! - Cheira bem.

N�o cheira bem, cheira muito bem.

- T�o bom como um figo grande! - Mas n�o � figo. Os figos conhe�o eu.

J� n�o cheira.

J� n�o cheira por tua causa, imbecil!

Est� a voltar.

Largue-me, feiticeira maldita!

- M�e! - � o Diego.

- Vem c�. - M�e!

Diego! Onde est�s?

Shouvah n�o existe. � a feiticeira!

- Cala-te. - Ela quer meter-nos medo.

- Vem c�, pequeno verme! - Diego!

- Shouvah � a feiticeira! - Vem c�!

Vais morrer...!

Deixa o meu filho em paz! Afasta-te!

- Malvada! - Vamos bani-la!

Bani-la!

Vamos embora, m�e, estamos livres.

Somos livres!

- Onde v�o voc�s? - Vamos a casa da prima dele.

- N�o tenho prima. - Sim, tens uma prima.

N�o.

- Sim, tens uma prima. - N�o tenho nada!

Sim, tens uma prima... Um primo?

- Sim. - Ent�o tens uma prima.

Quem �?

Sabe, Majestade, ele est� aqui, mas n�o est�...

Ent�o, podemos ir embora.

Mas, m�e, n�o vais abandonar o teu rei.

Gudule, os ramos est�o vazios, n�o temos mais nada.

- Vamos embora, pequena. - O meu lugar � ao lado do Vania.

Hubert, cri�mos uma tola.

Quando estiveres farta de fome, sabes onde nos encontrar.

Adeus, rainha Gudule.

Fujam, traidores nojentos. Em breve ir�o voltar.

Vania � o vosso rei! Sem ele, ir�o morrer!

O fogo ir� matar-vos a todos!

N�o tenhais medo, Vania, n�o vamos embora.

- N�o vamos embora! - Vamos voltar!

Vamos voltar!

Ouviste isto?

Ian, �s tu?

- Sou eu! - Cucu, Edouard!

Ol�!

Boa noite!

O que querem voc�s?

Bem, gostar�amos de partilhar um momento amig�vel.

Um momento amig�vel. Isso � simp�tico.

A vossa casa � boa!

- N�o mexas nisso! Saiam daqui! - N�o parece estar contente.

N�o, tenham calma, ela � simp�tica.

Ela n�o est� a ser simp�tica. � melhor afastarem-se.

- "Himchaka" o qu�? - Himchaka � por ali, venham.

Fa�am favor, o grupo da Figueira.

Sigam-me, por aqui!

- A tua mulher � louca. - Amigos de inf�ncia e irm�os!

Sim, claro, mas tentaste rapt�-la, n�o foi?

Diz-lhe que pedimos desculpa. �ramos jovens.

- Foi ontem. - Foi?

Olha o que est�s a dar-nos. S�o 400 gr para 35.

Tens de ver que n�o somos miser�veis.

Sim, n�o somos miser�veis.

- Nascemos na mesma �rvore! - Temos de partilhar!

Est� bem! Est� bem!

N�o prometo nada. Vou ver o que posso fazer.

Estejam quietos.

Tudo bem. Eles foram-se embora.

- Tens a certeza? - Tenho a certeza.

N�o sei se te deste conta,

n�o sei se percebeste o gesto deles.

Eles n�o podem descer da Figueira.

Atravessaram a savana, � noite, quebraram uma tradi��o secular...

- Para comer, sim. - Sim, mas vieram.

Mas esqueces-te do que me fizeram.

Eles eram jovens.

Ent�o, eles foram-se embora?

Est� sempre a cair em cima de mim.

Lucy, faz um esfor�o,

s� desta vez, por favor.

Estou a avisar-te: eles comem e v�o-se embora.

- Eles comem e v�o-se embora. - Eles comem e v�o-se embora.

Comemos e vamo-nos embora!

Muito bem. Eles comem e v�o-se embora.

Desculpa.

Isto � engra�ado.

� fant�stico.

Foi fant�stico, Marcel. Outra vez!

Outra vez.

Sim, muito bem.

Anda, faz o teu truque.

� fant�stico!

E eu, o que fa�o?

Levanta-te e faz o teu truque.

Levanta-te e faz o teu truque

Levanta-te e faz o teu truque

For�a, Sergei!

Re�ne o teu ex�rcito, minha rainha.

Em breve, irei vingar-me!

- O que � que ele faz? - Ele dorme, mas escuta-te.

Est�s a ouvir-me?

Ele mexeu-se!

O que quer o beb� dizer com isso?

Acho que quer dizer que gosta de ti.

Que nome vamos dar-lhe?

Zimzimzidame.

- � muito grande. - Zimzou.

� bom, � uma abreviatura.

� curto. Assim ele ser� muito �gil.

Vai ziguezaguear depressa. Zimzou!

Se lhe dermos o nome Ian?

- Como o meu amigo? - Sim.

Sim, �...

- Sim. - Ian. � bom.

Edouard! Posso falar dois minutos contigo?

Vou j�.

Tens de tomar bem conta da tua m�e.

N�o a deixes sair, est� bem?

N�o te preocupes com nada,

eu trato de tudo. - Sim.

Sobre a madeira, fiz como disseste. Tr�s troncos por pessoa.

Exceto o Sergei que quer sempre mais, como j� sabes.

- Cuidado, mi�dos. - Cuidado a� em baixo!

Fizeste asneira, Manel!

O que se passa a� em cima?

Pe�o desculpa, minha senhora. O Manuel deixou escorregar o tronco.

Voc�s s�o portugueses pr�-hist�ricos?

Sim, como � que sabes, malandro?

- Bem-vindos, amigos! - Tenham cuidado!

Escuta, vem c�.

Elogia-me, depressa.

- O Sergei � mais bonito que... - � mais bonito que quem?

- Que o Marcel? - Mas isso � normal.

N�o � um elogio digno desse nome. Faz-me um elogio decente!

- O Sergei � rico. - Bom, isso est� bem.

O Sergei � rico, muito rico!

Assim aprendes a olhar para outro lado!

- Eu n�o fiz nada! - Eu bem vi!

- Que cor de ovo � essa? - Fui eu que fiz.

Apaga isso. Est� a arder h� uma semana.

Hubert!

Um cavalo. Faz um cavalo para mim, Hubert.

Que belo cavalo.

N�o sou respons�vel por aquilo.

Eu sei voar!

Tudo bem?

N�o podes mergulhar assim.

- Ainda n�o invent�mos a piscina. - Est� bem, senhor?

Vou l� outra vez.

Eu j� avisei. Michel, ainda te d�i a cabe�a?

Nem me digas nada.

Edouard, olha.

Quando riscamos, deixa marcas.

- Isso serve para qu�? - Para nada.

� genial!

S�o mamutes!

S�o os mamutes!

S�o os mamutes!

- S�o os mamutes! - N�o s�o mamutes!

- N�o s�o mamutes? - N�o, n�o s�o mamutes.

- N�o s�o mamutes? - N�o.

S�o desenhos. Foi o Diego que inventou.

- N�o s�o mamutes. - Isso mesmo.

Uma caverna, por favor.

D� comida.

- Dormir. - Uma gruta!

- Por favor. - N�o temos nada.

- Por favor. - N�o temos nada.

Vejam, n�o temos nada. Estamos como voc�s.

N�o temos nada!

- Por favor. - N�o temos nada!

- Por favor! - Por favor.

Saiam daqui!

Saiam daqui! V�o-se embora.

Vamos a ter calma. O que se passa?

Saiam daqui!

- Porque n�o os deixas entrar? - Est� cheio.

N�o � verdade. H� cavernas livres do outro lado.

N�o h� lugares. Cheio, completo, percebeste?

- Por favor, eu doente. - Tenham calma.

Dor de cabe�a.

Al�m disso, n�o percebemos o que dizem.

Eles depois aprendem, n�o h� problema. Fleura?

Nunca na minha vida!

Os gafanhotos!

Fogo... O que v�o comer agora?

A minha lenha! S� tenho um tronco.

N�o h� mais troncos!

N�o temos mais nada!

- N�o temos fogo! - N�o temos nada, estou arruinado!

Arruinado!

- Estou arruinado! - N�o temos mais troncos!

N�o temos fogo!

Pronto, calma, n�o � grave.

� um ataque da feiticeira e do Vania!

Morte � feiticeira!

Morte! Maldito seja o Vania!

- N�o... - H� lenha na Figueira!

- N�o... - Todos para a Figueira!

Para a Figueira!

- Todos para a Figueira! - Voltem!

Vai ajudar o teu irm�o, eu fico com os outros.

- Ficas bem, tens a certeza? - Vai.

Vais ficar bem.

Vania!

O Sergei virou todos os s�mios contra ti!

Vania! Eles v�m a� e est�o incontrol�veis!

Apanhem o Vania! Vamos!

Venham todos comigo!

Parem!

N�o, parem, n�o!

N�o! N�o! N�o podem fazer isso!

� a �rvore dos nossos antepassados. Todos nascemos l� dentro.

As �rvores s�o para os macacos!

J� n�o somos animais!

N�o queremos aqui macacos!

- N�o! - Queremos madeira!

- N�s queremos madeira! - N�s queremos madeira!

Sauda��es, Vania.

Muito impressionante, o ataque dos gafanhotos.

Arrancou o nosso cora��o,

a n�s, os seus pr�prios irm�os.

N�o temos mais madeira. Pensou nos nossos filhos, Vania?

N�o foi ele!

O Vania � vosso rei.

Ele nunca faria mal ao seu povo!

Ent�o vamos propor um acordo, Vania.

Entrega-nos a Figueira e n�s deixamo-lo com vida.

Proponho outro acordo.

Deixo-te ficar com vida

e tu deixas-me a minha Figueira.

N�o, Vania, penso que... Penso que n�o compreendeu bem.

- Cortem! - N�o!

A Figueira, n�o!

A Figueira, n�o! N�o!

Parem! Vania, Marcel, parem!

Apanhem-no!

Meu pobre Vania.

N�o passas de uma esp�cie em risco de desaparecer.

Parem! Larguem-no!

- � uma ordem! - Acabaram as ordens!

Socorro! Ajudem!

Vania! N�o!

Vai buscar!

Salta, Gudule! Salta!

- Foge. - E o Vania?

Vou tratar disso.

Socorro!

Socorro!

Socorro!

Vania!

N�o!

Lamento muito, Vania.

A culpa foi toda minha.

N�o, a culpa foi minha.

Fiquei cego com o poder.

Eu pr�prio quis matar-te.

Devias t�-lo feito.

Devias t�-lo feito...

Porque me salvaste a vida?

Porque �s meu irm�o.

N�o aguento mais...

Vejam isto, � Hiroshima, Hubert.

Apocal�ptico.

- Vania? - Edouard?

- Vania! - Edouard!

- Eles est�o vivos! - Est�o vivos!

Sim, eu estou bem.

- Edouard, est� tudo bem? - Est�o vivos!

Tudo bem, Diego?

Foi o meu irm�o que me salvou.

- O teu irm�o? Eles s�o irm�os! - S�o irm�os?

N�o importa nada se s�o irm�os...

N�o importa nada se s�o irm�os!

Olhem � vossa volta! Olhem bem! Olhem!

Olhem bem. N�o h� mais nada, nada!

Est� tudo cremado, n�o h� mais nada, � o deserto.

Olhem, olhem!

Estamos tramados.

- Tramados? - Tramados.

- Olhem bem para ela. - O que se passa comigo?

Ela j� tem frio.

Vamos todos morrer!

E tu ser�s o primeiro!

Eu? M�e!

Tu tamb�m, vil�o. Tamb�m vais morrer.

Todos, vamos todos morrer...

Vamos todos morrer!

- N�o quero morrer! - N�o quero morrer!

Calma, n�o tenham medo.

Tenham calma, calma!

Temos de fazer alguma coisa!

Os p�ssaros... Os p�ssaros! Esperem, escutem-me!

Escutem!

Escutem! O meu irm�o tem algo para vos dizer.

Escutem-me.

Conhe�o um mundo magn�fico,

com florestas a perder de vista.

- Que bom. - Mas que sorte!

�rvores e cavernas para todos.

Um mundo resplandecente,

com milhares de rios com sumos de frutas.

- Sumos de frutas? - Sim.

Papaia, goiaba, manga.

S�o as minhas preferidas!

Edouard, o que est�s a dizer?

Confia em mim. Estou a inventar a esperan�a.

Onde foste buscar isso?

Foram os p�ssaros que me disseram.

Pelo contr�rio, Hubert, temos muita sorte.

Povo das cavernas!

Todos para a montanha branca!

Edouard! Todos teremos uma caverna?

Sim, cavernas equipadas para todos.

- Sim, vai ser t�o bom! - Vamos ter ca�a?

Sim!

- Ca�a, que agrad�vel! - Assim est� bem.

- Vamos ter troncos? - Vamos ter troncos?

- Para de repetir o que eu digo! - Para de repetir o que eu digo!

Ele enerva-me, enerva-me!

Eu posso ser uma lib�lula?

Claro que vais poder ser uma lib�lula.

- Eu posso ser um peru? - Sim, podes ser um peru.

- Sim, imitas bem. - Vamos poder ficar todos juntos?

� bonito!

Todos para a montanha branca!

Todos para a montanha branca! Boa!

Minha querida...

...aqui est� o nosso novo mundo.

Ian! � o Ian!

Querida, � o Ian! Vem c�!

�s tu? �s mesmo tu, Ian?

�s tu? Procurei-te por todo o lado.

Tamb�m estou muito contente por te ver!

Ian, para com isso! Tenho a cabe�a a andar �s voltas!

MUITO � FRENTE

UM FILME DE

COM A COLABORA��O DE

PRODUZIDO POR

N�o, Ian, n�o podes dormir aqui.

N�o, eu sei que sempre dormimos juntos, mas n�o podes dormir aqui.

N�o, n�o vou pentear-te o rabo.

Como � que n�o sais daqui se n�o te pentear o rabo?

Est�s a falar a s�rio?

Ian, est�s a deixar-me muito envergonhado.

A senhora est� a ver-nos.

Isto n�o est� bem, Ian. Escuta-me...

ADAPTADO DO LIVRO DE ROY LEWIS "THE EVOLUTION MAN"

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

Isso � fant�stico, Marcel. Outra vez.

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