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TRIBUNAL DO 7� DISTRITO
O juri acabou de voltar. A prisioneira sair� a qualquer momento.
O juri chegou a um veredito?
-Qual � o veredito? -Culpada de assassinato em 1� grau.
Excel�ncia, os membros do juri n�o tiveram op��o
al�m de considerar a prisioneira culpada, mas...
Requeremos clem�ncia com un�nimidade.
A r� pode se levantar e enfrentar a bancada?
Mam�e! Mam�e!
Meirinho, pode retirar o menino do tribunal?
Ouviu o veredito do juri?
Reconhe�o o pedido do juri por clem�ncia.
Por mais que quisesse acatar esse pedido,
n�o tenho o poder para isso.
Portanto, sou for�ado, sob as leis deste territ�rio,
a sentenciar voc�, Condessa Maria Hoenig,
pelo assassinato do seu marido,
a ser enforcada pelo pesco�o at� a morte.
Como se sente em enforcar uma mulher, delegado?
Por que o governador executar� uma estrangeira em Grand Forks?
N�o nos importa que ela mate 10 maridos, delegado.
N�o queremos que enforquem uma mulher nesta cidade.
Delegado Ragan,
sou do New York City Tribune e gostaria de uma declara��o sua.
Sua rea��o sobre enforcar uma mulher.
Qual � a sua, senhor?
Ei! Ei!
-Aonde acha que vai? -Por favor, quero ver minha m�e!
L� dentro, na cadeia. Eu quero minha m�e.
Eu quero ir para casa.
Sinto muito, filho. Voc� n�o pode ver sua m�e agora.
Quero v�-la agora. N�o quero mais ficar aqui.
-Eu quero ir para casa. -Viktor.
Aqui. Eu cuido dele, delegado.
Me chamo Charles Kimberly. Advogado da Condessa Maria.
-O menino est� comigo. -Eu quero a minha m�e!
Sinto muito, filho. Prometo que a ver� mais tarde.
Leve-o para casa.
Diga a eles para irem para casa tamb�m.
Eles n�o est�o causando problema.
Eles tem o direito de estar aqui, delegado.
Nenhum de n�s na cidade quer esse enforcamento.
Ficaremos aqui a noite toda, se for preciso.
At� que algu�m tenha senso.
Ficar aqui n�o mudar� nada.
Talvez n�o, mas eles tem o direito de protestar.
Eles deviam ter protestado antes, no julgamento.
N�o culpe-os, delegado. Culpe a todos n�s.
Aconselhei a Maria Hoenig a se dispor � clem�ncia do tribunal.
Foi meu conselho baseado em 40 anos de experi�ncia.
S� que n�o houve nenhuma clem�ncia.
Qualquer que seja motivo que seu pa�s tenha para querer que ela seja
executada nesse pa�s, n�s somos os pe�es, delegado.
Voc�, eu e todo o povo de Grand Forks.
Os pe�es, delegado.
Vamos, Viktor.
As celas ficam l� atr�s e as chaves est�o no gancho atr�s da mesa.
Bem...
Legendas DANILO CARVALHO
Condessa Maria Hoenig.
Sou o delegado Ragan.
Esse � meu ajudante, J.D. Smith.
-O que voc�s querem? -H� algo que voc� queira?
Algo que precise?
N�o. Eu n�o preciso de nada.
Basta me deixarem em paz.
N�o h� nada que eu possa fazer por voc�?
Fazer?
O que voc� pode fazer?
Meu pr�prio pa�s me desertou...
E me deixou aqui para morrer.
O que voc� pode fazer?
-Eu gostaria de te ajudar. -Me ajudar?
Eu irei morrer amanh� na sua forca!
Pode mudar isso, delegado? Pode?
Eu n�o sei.
Me desculpe, delegado.
Sei que n�o � sua culpa eu estar aqui.
Eu sou culpada. Eu matei meu marido.
Se quer me ajudar, me traga um padre.
Olhe para eles, Ben.
Homens grandes fazendo um trabalho grande.
Sim, Ben. � preciso ser um homem grande
para vir a uma cidade e enforcar uma mulher.
� melhor ir dormir e curar o porre, senhor.
Certo, grand�o. Eu irei dormir.
Assim que pegar esse distintivo chique!
N�s n�o a sentenciamos, senhor.
Um juri da cidade a condena, o juiz circular a sentencia
e n�s ficamos com o trabalho sujo de enforc�-la.
Tamb�m n�o gosto disso, mas essas s�o as ordens.
N�o estou te culpando, Frank.
O que uma mulher como aquela faz em Grand Forks?
Ela � alem�.
Ela estava viajando para ca�ar com o marido.
General Ludwig Henniger, ou o que quer que seja.
Ela o mata.
Por que ela n�o foi enviada � Alemanha para ser julgada?
Diga ao Del para encontrar um padre. Voc� e o Vance revezar�o vigiando.
Falarei com o juiz que a sentenciou.
Delegado, o que far� sobre isso?
Entre.
Delegado.
-N�o ficar�, juiz? -Meu trabalho aqui acabou.
Seu trabalho, talvez, n�o o meu.
Acabo de vir da cela da Maria Hoenig.
-O que voc� quer, delegado? -Uma suspens�o de execu��o.
N�o posso fazer isso. Entendo como se sente sobre a Maria.
Entende?
Ela � a mulher que voc� sentenciou a forca.
Uma mulher s� e assustada.
Abandonada aqui pelo seu pr�prio povo.
-Sinto muito por ela. -Sente?
E n�o pode lhe dar mais alguns dias?
Por que? Baseado em que, delegado?
E o que mudaria? O filho dela testemunhou.
-N�o h� d�vida da culpa dela. -N�o questiono o veredito, juiz.
Mas uma suspens�o me daria tempo para contactar alguns amigos em Washington.
Esses mesmos amigos me disseram para n�o considerar seu pedido de clem�ncia.
Deixe-me tentar, juiz. Talvez eu consiga convencer algu�m.
Talvez mudar a senten�a para pris�o perp�tua.
Tudo bem, delegado.
Mas traga-me algo para apoiar isso.
Circunst�ncias atenuantes.
Descubra por que a Maria Hoenig matou seu marido.
Por que ela passou o julgamento todo sem dizer nada.
Fa�a isso e depois venha me ver sobre a suspens�o da execu��o.
At� amanh� �s 9h00?
Sei o que est� enfrentando, delegado.
Sei que ter� que ordenar que coloquem uma corda
no pesco�o da Maria Hoenig amanh� de manh�.
Eu tive que sentenci�-la.
E se est� se perguntando por que seu governo n�o interveio,
eles quiseram que a Maria Hoenig fosse julgada aqui.
-Por que? -Eu n�o sei.
Se isso te incomoda tanto, delegado,
voc� pode tentar pedir por tel�grafo, uma explica��o ao governador.
Eu pedi. Ainda espero a resposta.
Eu farei isso, juiz.
Voc� tem at� amanh�, �s 9h00, delegado.
Espero que consiga sua resposta,
mas n�o acho que te ajudar� a dormir com mais facilidade.
Aonde a prisioneira est�?
A cadeia fica atr�s do escrit�rio do xerife.
Coronel, n�s representamos a imprensa americana.
Qual � sua miss�o aqui?
Coronel.
Voc�s realmente querem saber, cavalheiros?
Meu governo me mandou para ter certeza de que
a Condessa Maria Hoenig seja enforcada amanh�, como foi sentenciada.
Precisamos de caf�, J.D.
Tiraremos na moeda.
Coroa voc� vai.
Com licen�a. Quem est� no comando aqui?
No momento, eu estou.
Sou o coronel Erich Von Bleist, Ex�rcito Imperial Alem�o.
Estou aqui para ver a Condessa Hoenig.
-� amigo dela? -Eu era amigo da fam�lia.
Acho que ela ficar� feliz em v�-lo.
Erich.
Oh, Erich. Estou t�o feliz que tenha vindo.
Escrevi cartas. Eu esperei, e esperei.
-Pelo que, Maria? -Para que algu�m viesse.
Algu�m com quem conversar. Algu�m que entendesse.
-Entendesse? -Sim.
-Algu�m que conhecesse o Ludwig. -Ent�o, voc� finalmente o matou?
Erich, foi por isso que veio?
Voc� o matou, Maria. Voc� matou o general Hoenig.
Voc� esperava minha simpatia?
N�o. N�o simpatia, mas...
Entendimento.
Sempre te considerei um amigo.
O general Hoenig era meu amigo.
E meu superior.
Oh, sim.
O her�i da guerra Franco-Prussiana.
Eu devia ter lembrado que o Ludwig tamb�m era seu �dolo.
Mas eu conhecia meu marido melhor que todos voc�s.
Erich, o her�i com p�s de barro.
Se quiser esbofetear algu�m, tente comigo.
-N�o tenho problema com voc�. -Talvez eu possa cuidar disso.
Maria, voc� sabe por que estou aqui.
Fui enviado para cuidar que seja enforcada.
-Coronel. -J.D.!
Coronel, o que faz aqui?
Estou aqui para observar a execu��o da Condessa Maria Hoenig.
A execu��o � amanh�. Voc� est� adiantado.
Talvez.
Maria, tamb�m estou aqui pelo garoto.
Onde ele est�? Cad� o Viktor?
N�o, Erich.
Eu n�o darei o Viktor a voc�.
Ele s� tem 9 anos de idade.
O lugar dele � comigo, com a m�e dele.
Com voc�? Aqui?
Viktor voltar� para casa comigo, para a fam�lia Hoenig.
-Essas s�o minhas ordens. -N�o.
Eu n�o autorizo.
Voc� ser� executada amanh� de manh�.
Agora, voc� quer que o Viktor fique aqui, entre estranhos?
Sim.
Viktor ainda � meu filho!
N�o tenho direito, nenhuma opini�o no seu pa�s?
No que me diz respeito, voc� tem.
Coronel, a hora de visita acabou. Vance!
Acompanhe o coronel at� a sa�da.
Adeus, Maria.
Condessa Hoenig.
Mandei um telegrama ao governador pedindo clem�ncia.
N�o recebi a resposta ainda.
Agora, o juiz pode suspender a execu��o,
mas ele precisa de um motivo.
� o que o tribunal chama de circunst�ncia atenuante.
Condessa, por que atirou no seu marido?
Ningu�m mata sem motivo.
Isso n�o importa agora.
N�o posso ajud�-la se n�o deixar.
-Explosivo seria mais r�pido. -Sim, mas isso ser� mais silencioso.
Ei, esperem!
A� j� basta.
N�o h� por que brigarmos, ajudantes.
Por que n�o larga essa arma e vai embora?
Te faremos um favor, ajudante. Destru�remos aquela forca.
Nada ainda, delegado?
Eu estava no juri que a considerou culpada.
N�o durmo direito desde ent�o.
O juiz Stone acaba de sair da cidade, Frank.
Ele n�o precisava ficar.
Mas n�s precisamos.
N�o enforcaremos aquela mulher.
Se o governador n�o mudar as ordens, n�o temos escolha.
N�o temos escolha? O que deu em voc�, Frank?
Voc� viu o que aconteceu na cela da Condessa.
Eles a deixaram aqui para morrer. At� mandaram algu�m
para v�-la sendo enforcada.
Isso n�o significa nada para voc�? N�o sente nada?
Voc� sabe como me sinto pessoalmente.
Mas n�o posso impedir a execu��o amanh�.
Tavez voc� seja assim, mas eu n�o.
O que sinto me muda.
-Gar�om. -Sim?
Onde posso encontrar a casa dos Kimberly?
N�o te culpo, Elias. Sei o que teve que fazer.
-Quer uma saideira? -J� bebi...
Um copo inteiro. E n�o tirou o gosto.
Um homem se cansa depois de 60 anos, Elias.
Como um rel�gio com as molas usadas,
ele perde a resili�ncia.
Lutei minhas batalhas. 40 anos argumentando perante a bancada.
Lutando por justi�a, pelo que eu acreditava ser o certo.
Esse � o fim da minha estrada, Elias, Grand Forks.
Meu filho est� aqui, meus netos.
� um bom lugar para se estabelecer e v�-los crescer.
Mas se aquela mulher for enforcada aqui, amanh�,
Grand Forks morrer�.
Lentamente, como uma �rvore com o tronco podre...
Muito tempo depois de destruirmos aquela forca
e queimarmos aquela madeira.
A mancha do que fizemos permanecer�.
-Cad� o garoto? -Ele est� no seu quarto.
Mary est� com ele. Por que?
Assinei uma ordem de cust�dia.
O garoto ser� entregue ao coronel Von Bleist.
N�o tive escolha, Charlie.
Ele tinha ordens endossadas pelo governo dele e o nosso.
Tchau, Charlie. D� lembran�as a Mary.
-O que quer aqui, delegado? -Eu quero falar com o garoto.
Por que? Que bem isso far�?
Ele foi a �nica testemunha da morte do seu pai.
Voc� quer que ele passe por isso de novo?
N�o quero essa execu��o tanto quanto voc�, Kimberly.
Estou tentando fazer com que o governador a suspenda,
mas preciso de novas provas para isso.
Pensei que o Elias ainda estivesse aqui, Charles.
Ele acabou de sair. Leve o Viktor de volta para o quarto.
Sra. Kimberly, sou o delegado Ragan.
Quero falar com o Viktor.
Preciso falar com ele.
Viktor, voc� lembra de mim, n�o?
-Eu quero ajudar sua m�e e voc�. -A minha m�e est� bem?
-Posso v�-la agora? -Daqui a pouco.
Viktor, voc� estava l� quando sua m�e matou seu pai.
-O que aconteceu? -Eu n�o sei.
Eu n�o sei!
Viktor.
Voc� estava l�. Voc� viu o que aconteceu.
Voc� quer ir para casa com a sua m�e, n�o?
Acho que posso te ajudar. Eu quero te ajudar.
Mas primeiro, voc� tem que me dizer uma coisa.
-Por que sua m�e matou seu pai? -Precisa disso?
Eu preciso saber. Eu tenho que saber.
Ela o odiava. Eu o odiava tamb�m.
Eu o odiava! Eu o odiava!
Foi tudo que ele disse no julgamento.
Foi tudo que ele disse.
-Encontrou o padre? -Sim.
Padre Riley. Ele disse que viria depois do jantar.
Seu jantar, Condessa.
Pode experimentar o caf�, est� quente.
Voc� � gentil.
A maior parte de voc�s foi gentil e compreensivo.
Por favor, me perd�e se n�o pare�o agradecida.
-Sinto muito por voc�. -Por mim?
Sei como se sente sobre amanh�.
As paredes s�o finas.
Voc� quer morrer?
N�o.
Mas sei que a lei diz que tenho que pagar com a vida.
Olho por olho. Essa � uma regra para homens,
n�o para mulheres, Condessa.
Beba antes que esfrie.
Acho que teria sido bom nascer aqui.
Eu gostaria disso.
-Voc� quer algo, Maria? -Sim.
Eu gostaria de ver meu filho mais uma vez.
Tudo bem. O trarei para v�-la.
Espere, por favor. Aqui n�o.
Aqui n�o, por favor.
Falarei com o delegado Ragan e veremos o que podemos fazer.
-Como ela est�? -Ela quer ver o filho.
Del, traga a Condessa aqui e deixe-a � vontade.
Vamos buscar o garoto.
-Indo a algum lugar, coronel? -Se nos d� licen�a, delegado.
Viemos buscar o garoto para ver sua m�e.
N�o esta noite, delegado.
-O garoto ver� a Maria depois. -Ele a ver� agora.
S� um instante, ajudante.
A lei est� a meu favor, n�o est�, delegado?
Esses pap�is de cust�dia s�o legais.
Leve o rapaz para o hotel. Eu irei mais tarde.
N�o!
Eu n�o quero ir com eles. Voc� disse que eu veria minha m�e.
Voc� prometeu.
Documento de cust�dia ou n�o, ele ver� sua m�e primeiro.
N�o � voc� que decide quem ele ver�.
Solte-o, J.D.
-Frank. -Solte o garoto.
-Venha comigo, Viktor. -N�o.
Viktor, sinto muito, mas voc� tem que ir com ele.
Viktor Hoenig � alem�o.
Ele aprender� o que � ser um soldado
para assumir seu lugar no ex�rcito imperial.
Viktor ver� sua m�e amanh�, quando voc� a enforcar.
Voc� deve comer seu jantar, Viktor.
Um soldado sabe como aceitar ordens.
N�o estou com fome.
N�o � necess�rio que esteja com fome, s� � necess�rio saber aceitar ordens.
Um dia, voc� ter� que d�-las.
-Voc� comer�. -Voc� ouviu o garoto, coronel.
Ele n�o est� com fome.
Esse garoto n�o � da sua conta, ajudante.
Ele ainda n�o est� com fome.
Karl, tive o suficiente da intromiss�o dele.
Mostre-o a sa�da.
Seria f�cil para mim abrir essa porta e libert�-la.
-Lavar minhas m�os disso. -Mas n�o far� isso.
Eu n�o posso.
S� o presidente pode te ajudar agora. Talvez eu possa falar com ele.
Mas, Condessa, pela �ltima vez,
voc� precisa me contar o que aconteceu com voc� e seu marido.
O que h� de errado com voc�? N�o quer viver?
O coronel Bleist levar� o garoto com ele...
Para a fam�lia do seu marido. Far�o dele um soldado, Condessa.
Um militar como seu marido. � isso que quer?
N�o. N�o.
Eu nunca quis isso. N�o para o Viktor.
Voc� conheceu meu filho e pode julgar.
Sens�vel, vulner�vel. Ele n�o � forte.
N�o tinha o tipo de for�a que o Ludwig admirava.
Ludwig o odiava. Seu pr�prio filho.
Ele o odiava!
Meu marido era um homem cruel e arrogante.
Ele s� viva para uma coisa: Guerra.
Ele me odiava.
Ele me culpava pela fraqueza do Viktor.
Ent�o ele planejou essa viagem de ca�a distante da Alemanha.
Ele queria tirar o Viktor de mim e transform�-lo num homem.
Uma c�pia dele, um soldado.
Aquele dia, n�s tr�s sa�mos.
Acho que o Ludwig planejou aquilo. Ele queria que eu visse.
Queria me mostrar, me machucar.
Havia um tronco sobre buraco fundo o suficiente para matar quem sa�sse.
Ele queria que o Viktor o atravessasse.
Viktor estava com medo. Ele virou para mim...
Ainda posso ver o terror nos seus olhos.
Ludwig o segurou, o jogou no tronco e o amea�ou.
A crian�a estava gritando, olhando para mim.
Ele gritou pedindo ajuda e eu atirei no meu marido!
Entendeu? Eu atirei no meu marido!
H� t�o pouca gentileza neste mundo.
-T�o pouca no meu pa�s. -Por que n�o contou a eles?
No julgamento? Por que n�o, Condessa?
Eu matei meu marido, delegado.
O que eu poderia dizer a esse povo, esses estranhos?
Contar a eles sobre minha vida com o Ludwig?
Sobre meu filho?
Posso entender o Erich agora. Para ele e para a Alemanha,
Ludwig era mais que um general. Ele era a imagem do futuro da Alemanha.
� por isso que queriam o julgamento aqui.
Na Alemanha, nossa vida teria sido revirada.
Exposta pela minha fam�lia, meus amigos.
Isso mostraria que o her�i da guerra Franco-Prussiana
era apenas um homem no fim das contas.
E um n�o muito admir�vel.
-Apenas um homem. -Farei o poss�vel, Condessa.
Del, leve a Condessa de volta para sua cela.
Quando o padre chegar, leve-o para ela.
Irei ao escrit�rio do tel�grafo.
Ei.
D� uma boa olhada, gar�om. Est� vendo aur�ola ao redor?
Cerveja.
Sinto muito. J� passou da hora.
Oh, fechar� cedo?
Para voc�? Sim.
Sirva o homem, senhor.
Voc� gerencia um lugar p�blico e ele � um fregu�s.
Muito obrigado, senhor.
Cavalheiros, um brinde � todos voc�s.
Especialmente �queles que estavam no juri
que considerou a Maria Hoenig culpada.
� voc�, coronel.
Que tenha uma vida curta e infeliz.
Se a Maria Hoenig for enforcada amanh�, eu te matarei.
-Cad� o garoto? -Ele est� dormindo.
Traga-o.
N�o.
Quer ver sua m�e?
Certo. V� se vestir e traga um casaco.
-Aonde esteve? -Est� sozinho?
Sim, o padre Riley acabou de sair.
� a primeira vez que realmente odeio meu trabalho.
V� dar uma volta, Del.
Voc� sabe minha ordens.
Eu fico de vigia.
-Pense bem, J.D. -Eu pensei.
Ragan est� te procurando, assim como o Vance.
-Eles ir�o atr�s de voc�. -D�-me meia hora.
Meia hora.
Vamos.
N�o quer ver seu filho?
-Viktor, querido. -Mam�e.
� uma longa viagem at� o rio e quero chegar antes de amanhecer.
Delegado.
Meu governo receber� um relat�rio completo sobre este absurdo.
Exijo a devolu��o do garoto e a pris�o imediata do seu ajudante.
Ela se foi, delegado.
Aonde ele est�? L� dentro com ela?
-Saia daqui. -Exijo ver sua prisioneira.
-Saia daqui. -A Maria sumiu tamb�m, n�o?
Ele a levou junto.
-Vamos, coronel. -Delegado...
Ela � sua prisioneira, sua responsabilidade.
Traga-a de volta at� �s 9h00.
Quando e onde?
H� cerca de meia hora. Acho que foram para o rio.
Delegado.
Quer que eu v� com voc�?
Condessa.
O rio.
Talvez esteja mais fundo neste �poca. Eu terei que checar.
Quando atravessarmos...
Poderemos descansar?
Talvez.
N�s voltaremos, Condessa.
N�s temos que voltar.
Frank.
Atravessaremos o rio. N�o tente nos impedir.
-Eu tenho que fazer isso. -N�s chegamos at� aqui, Frank.
-At� aqui. -N�o funcionar�, J.D.
Olhe, Frank.
Assim que atravessarmos o rio, estaremos fora das suas m�os.
E continuar�o fugindo pelo restante da vida.
N�o h� outro jeito, Condessa. Eu tenho que lev�-la de volta.
Por que?
Voc� me perguntou se eu queria viver.
Voc� disse que queria me ajudar.
Cad� sua consci�ncia agora, delegado?
Eu fiz o poss�vel e permaneci dentro da lei.
Oh, por favor.
Por favor.
Deixe-nos passar, Frank.
Eu n�o posso. Voc� ter� que passar por mim.
Deixe-nos passar.
Eu n�o posso.
Tudo bem. Voc� a leve de volta, Frank.
Voc� a enforque.
Eu posso andar.
Mam�e!
Venha comigo, por favor.
N�o.
Eu n�o quero morrer na escurid�o.
Delegado?
Esse telegrama acaba de chegar.
Sua execu��o foi suspensa pelo presidente, Condessa.
Voc� ser� deportada para seu pa�s com o Viktor.
N�o, ela � culpada! Ela tem que ser enforcada!
Acha que ela ter� problema na Alemanha?
Ela tem amigos poderosos. Ex�lio, talvez pris�o.
A fam�lia dela pode cuidar do Viktor at� ela ser capaz.
Uma mulher e tanto.
Sim.
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