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''F�RIA NO CONGO''
Areia que cega,
penetrante o suficiente para corroer a pele humana.
Chuva torrencial e um sol escaldante
se combinam para formar uma selva perigosa no Congo.
O Congo, com mais de 1 milh�o de Km' de superf�cie
no corac�o do continente africano,
� o lar dos animais mais selvagens.
Terra onde o agente de animais profissional Auger Mader ganha sua vida.
Seus clientes? O museu,
o circo, o zool�gico.
Daqui, saem os le�es de circo.
E a girafa em exposic�o no zool�gico.
Mas dentre os animais mais raros, est� o Okongo.
Listrado, marrom arroxeado,
pescoco curto, parente do Bongo
e do Okabe.
Essa esp�cie rara � parecida ao mais comum ant�lope
e � zebra.
Normalmente d�cil,
o Okongo fica bravo e astuto quando perturbado.
Se alimenta de uma planta equatorial rara.
Dentro das gl�ndulas desse animal,
a folha da planta, ap�s a digest�o,
� transformada em um poderoso e destrutivo narc�tico.
Aqui est� uma imagem de um grupo de Okongos.
O valor combinado desses esp�cimes raros
� de algumas centenas de milhares de d�lares.
Um verdadeiro pr�mio.
At� quando sua captura n�o � para o museu, o zool�gico
ou para o circo.
Eu estou bem agora. Gracas a voc�, senhor...
Jim. Jim das Selvas.
Ronald Cameron, Inspetor da Pol�cia Territorial.
Estou em uma miss�o. Ou estava...
- Dentro da selva. - E se perdeu?
N�o, n�o. Eu estou em expedic�o.
H� algumas semanas, o professor Dunham
chefe de bioqu�mica da Universidade do Cairo
desapareceu misteriosamente.
Ele estava nessa �rea fazendo pesquisas.
Meu trabalho � ach�-lo.
O que o faz pensar que ele entrou na selva?
Ele estava procurando um tipo de animal raro.
Animal raro? Que tipo?
N�o lembro o nome, mas era uma mistura entre 2 outros animais.
- Deve ser o Okongo. - Okongo?
�.
Tamba!
Kimba, venha c�!
Venha c�, me d� essa machadinha.
Voc� esteve no territ�rio Okongo de novo.
Um Okongo � assim.
Uma apar�ncia estranha, n�o?
- Os nativos as carregam. - Nativos Okongo?
Tribo primitiva que ficam dentro da selva.
Eles veneram os Okongos.
Espero n�o levar um desses na cabeca.
Tamb�m espero que n�o. Vamos pegar roupas secas.
Ei, Jim!
Se o chimpanz� achou a machadinha
deve saber onde fica a vila Okongo.
Sabe, podemos achar a trilha do professor de l�.
Onde voc� achou isso? Por ali ou por ali?
Eu achava que chimpanz�s eram espertos.
Chimpanz�s s�o como pessoas. Alguns s�o, outros n�o.
L� est� a vila Okongo.
Parece estar completamente deserta.
N�o por muito tempo. Aqueles Ie�es est�o indo para l�.
Vamos! Tamba fica chateado com muito pouca coisa.
Certo, Tamba! Venha c�!
Est� tudo bem, Tamba. Ele foi embora.
Pode ir.
Vamos dar uma olhada na vila.
Olhe! O santu�rio do Okongo.
Est� deserta, sim.
Tudo aquilo por nada.
Vamos dar uma olhada.
Os nativos devem ter se mudado.
Parece que eles lutaram para sair.
Com homens brancos.
O Professor Dunham pode estar com eles.
Talvez.
Okongo!
- Aquilo era um Okongo. - Sim, eu...
L� est� ela!
Pode ser uma armadilha.
Vamos ter que arriscar.
Os nativos s�o os �nicos que podem dizer o caminho certo.
Jim, essa lanca...
As mulheres est�o nos olhando como se f�ssemos m�gicos.
� o sinal nativo de obedi�ncia ao Deus Okongo.
Elas n�o entendem como eu o conheco.
Voc� fez sinal de obedi�ncia ao Deus Okongo.
- Como aprendeu isso? - Eu pertenco � selva.
Mas onde est�o seus amigos? Os outros homens brancos?
Que outros homens brancos?
Os malvados, que atacaram nossa vila e levaram nossos homens.
- O que acha disso tudo, Jim? - Jim?
- Voc� � Jim das Selvas? - Isso mesmo.
Ouvi muitas pessoas da selva falando de voc�.
Dizem que se pode confiar em voc�.
Por que levaram os homens da sua tribo?
Para us�-los como cacadores.
Para faz�-los achar e matar sagrados Okongos.
- Os animais que idolatramos. - Eu n�o acredito.
Se o Prof. Dunham estivesse com eles, ele sabe que seu povo
- idolatra Okongos, ele n�o... - Os homens brancos sabiam!
Nosso chefe disse.
Mas eles apenas riram.
Nos chamaram de selvagens.
N�o entendo isso.
Sei que o professor s� queria um Okongo vivo.
- Como esp�cime. - Ela n�o acha isso.
Vou com voc�, Leta.
N�o, Mahara, fique para cuidar da crianca.
Mas meu homem, Leta...
Nunca poderiam faz�-lo matar o sagrado Okongo.
- Ele morreria primeiro. - N�s o traremos de volta.
E tamb�m os outros.
O bando principal de Okongos. Onde eles ficam?
O lugar onde se alimentam � depois do deserto.
Mas Jim, achei que �amos procurar o professor.
Se acharmos os Okongos, achamos o professor.
- Mahara... eu vou com a Leta? - N�o, voc� fica aqui.
Certamente n�o parece a mesma coisa para mim.
Acha que o professor est� tentando nos trair, talvez?
N�o sei, ele anda estranho desde que o Cameron saiu.
- Mandou me chamar? - Sim, sim, professor.
Sente-se.
- Aceita um charuto? - N�o, obrigado.
Professor...
O �ltimo Okongo em que trabalhou...
Era igual aos outros, n�o era?
Sim, claro.
E isso � da mesma gl�ndula do Okongo?
A mesma.
Poderia ter cometido um erro? Tirado de outra gl�ndula?
� o mesmo que o Sr. Cameron pegou para processar.
E por que est� ficando amarela?
Precisa ser processada dentro de uma semana da extrac�o.
Agora, isso � in�til para o objetivo maligno do Cameron.
Nesse caso, profressor, vamos pegar outro Okongo
para comecar a trabalhar imediatamente.
N�o tenho mais nada a fazer com aqueles animais.
Ah, sim, ter�, professor.
Sr. Cameron est� voltando em seu avi�o particular.
Deve chegar a qualquer momento.
E ele � um chefe engracado. Ele consegue o que quer.
�. E se n�o conseguir, ele fica violento.
Assim.
Voc� machucou a cabeca, professor?
Espero que n�o, porque vai precisar dela para o seu trabalho.
Agora v�, que teremos outro Okongo para trabalhar
assim que descansar um pouco.
Muito exc�ntrico.
Todos os cientistas s�o exc�ntricos.
Muito aprendizado.
Aiude a controlar o animal.
Deixe-o em paz. Ele � o cacador-chefe.
Vamos precisar dele.
N�s pegamos esse.
Vamos.
Ouvi que voc� anda causando problemas de novo.
Sabe que n�o queremos que o trabalho seja atrasado.
Voc� me entende?
Tome conta dele, Magruder. Faca com que ele entenda.
Certo!
E quanto ao animal que acabaram de trazer?
Farei com que nada aconteca a ele.
Mandarei o professor fazer o trabalho dele.
Boa tarde, professor.
Acabamos de conseguir mais uma coisa para voc�.
N�o estou interessado.
Ele disse que n�o est� interessado no trabalho?
� melhor eu persuadi-lo.
Voc� sabe que esses animais s�o sagrados para os nativos.
E voc� sabe que n�o me impressiono
por selvagens que idolatram animais.
E voc� vai fazer seu trabalho.
Voc� me forcou sob argumentos falsos.
- Pegue seu equipamento. - Posso faz�-lo mudar de ideia.
Acho que vai perder seu tempo.
Eu acho que n�o.
- O que aconteceu? - Allen est� morto.
Fez o professor mudar de ideia?
N�o interessa agora. O Okongo fugiu.
Quem o amarrou?
Aquele ali.
Jim, se importa se eu descansar um pouco?
- Estou cansado. - Tudo bem, Cameron.
- Vou checar os arredores. - Eu tamb�m vou.
Ele � um dos seus homens?
Sim! Ele � um de nossa tribo.
Eu acho que ele � Naia.
Deve ter fugido dos homens brancos.
Naia!
Naia!
� melhor irmos atr�s dele.
Naia!
Naja! Naja!
Naia!
- Cameron! - Grant deve t�-lo deixado fugir.
Terei que corrigir o erro dele.
O nativo me atacou.
- Ele est� morto. - Tive que me defender.
Ele estava desarmado.
N�o tive tempo para descobrir. Ele me atacou feito um louco.
Deve ter achado que �ramos os brancos que os aprisionaram.
Pode ter sido.
O que eu poderia fazer?
Ele teria me estrangulado se n�o me defendesse.
Quando o vimos, ele n�o tinha condic�es de machucar.
- O que est� dizendo? - Nada, Cameron.
S� acabaram nossas chances de descobrir o que est� havendo.
N�o se tem tempo de descobrir nada quando se � atacado.
� uma pena para o pobre nativo.
E para n�s.
Poderemos levar mais uns 2 daqueles Okongos.
Certo, venham, rapazes! Apressem-se!
Vamos, homens! Vamos indo.
Eu tentar escapar agora.
lr aos brancos no grande rio.
Dizer ao delegado branco o que acontece com nosso povo.
- Espere eu acender. - D�-me um.
Gostaria de saber o que os fez fugir.
Eu tamb�m. � a terceira vez.
Vou falar com os nativos um por um. Talvez...
Nunca se consegue tirar nada deles.
- Posso tentar. - Esqueca.
Pegamos um Okongo.
N�o resta nada a n�o ser voltar para o acampamento.
- Um dos homens da sua tribo? - Marido da Mahara.
Deve ter tentado fugir.
Coitado! Se o leopardo n�o o tivesse matado,
poderia nos levar aos nativos e ao grupo do Prof. Dunham.
A trilha nos levar� a eles.
Ei, professor. Venha aqui fora.
Venha aqui!
Certo, professor. Examine o animal.
V�!
Qual o problema? Meus homens est�o perturbando de novo?
Voc� e seus homens s�o assassinos.
Por favor, professor.
N�o � jeito de se falar com um companheiro.
Companheiro? Sou apenas um escravo.
Como os nativos.
Voc� est� apenas cansado, professor.
- Est� trabalhando muito. - Sim, com uma arma nas costas.
J� chega, professor! V� trabalhar!
N�o � um bom esp�cime.
O senhorj� tentou esse truque antes, professor. Lembra?
Agora v� trabalhar!
Tudo bem. Leve-o at� minha tenda.
Desamarrem-no. Vamos, r�pido!
Que bom que o Cameron escolheu o jeito dificil.
Extrair as drogas das gl�ndulas dos Okongos?
�, por que n�o usa a planta da qual eles se alimentam?
N�o seria a mesma coisa?
A droga � mais forte dessa forma.
Algo com a reac�o qu�mica das gl�ndulas dos Okongos.
Por que n�o pergunta ao professor?
Ele te d� a explicac�o cient�fica.
�, e eu sou o tipo do cara que vai entender.
Talvez.
Ap�s o deserto � a terra proibida dos Okongos.
Esse � �nico caminho para o deserto.
As montanhas do outro lado...
S� h� um caminho para o territ�rio Okongo.
S� encontramos o caminho com sua ajuda, Leta.
Jim das Selvas sabe caminho de deserto e de selva.
Ele teria achado ieito.
Acha que consegue achar seu caminho agora, Jim?
N�s sairemos.
Meu povo nunca ir� agradecer homens brancos malvados.
Eles nunca v�o embora.
� melhor atravessar o deserto antes que o sol fique forte.
Ent�o aquilo era uma tempestade de areia.
�, uma leve.
- O que era aquele animal? - Uma aranha do deserto.
- Apar�ncia malvada, n�o? - Sim, tinha.
- O Okongo come muito isso? - Sim, quando acham.
- E o que �? - � uma planta Mandrow.
E o que � isso?
Um narc�tico.
Jim, acha que por isso est�o atr�s dos Okongos?
Pelo valor do narc�tico?
Talvez.
Logo estaremos prontas
para ajudar Jim das Selvas a salvar nossos homens.
Devemos nos apressar. Terminar nossas armas. E ir!
Hoje vamos atr�s de todo o grupo de Okongos.
Entendeu?
Bando principal de Okongos? N�o por aqui.
- E onde eles est�o? - N�s n�o sabemos.
Voc�s querem voltar para suas esposas e filhos?
- Sim, por favor. - Ent�o nos leve at� o grupo!
- N�s mostraremos. - Achei que mostraria.
Magruder, fique aqui de olho no professor.
Tire dele o extrato da gl�ndula e tranque.
Certo, vamos!
Certo, professor. De volta ao acampamento.
Professor Dunham!
Voc� e a Leta fiquem aqui com ele.
- Onde voc� vai? - Seguir quem o perseguia.
Ele nos levar� para onde os nativos s�o prisioneiros.
- N�o pode com ele sozinho. - N�o h� nada como tentar.
Cameron!
- Sabia que voc� voltaria. - Ainda bem que voltei.
Vejo que est� com seus velhos truques de novo.
N�o aguentava mais aquele seu bando de assassinos.
Voc� vai voltar para o acampamento e essa nativa vai...
Mostrar o caminho?
Mexa-se!
lndo para l�.
N�s o pegamos primeiro, depois vamos atr�s do Professor e dos outros.
Becker, voc� e o Pacson fiquem olhando os nativos.
Precisamos atravessar aqui.
Afinal, eles atravessaram o desfiladeiro e seguiram.
Vamos!
Ele conseguiu escapar.
Agora mostre onde deixou o professor e os outros.
Vamos.
Mahara!
N�o pod�amos esperar, Leta. Vamos salvar nossos homens.
O Cameron, que foi salvo por Jim das Selvas e Leta
� um dos que prendem nossos homens.
Devemos ajudar Jungle Jim. Ele est� lutando sozinho.
Voc� � o homem que estragou tudo.
Quando o deixei no comando, achei que o faria bem.
Primeiro, deixou o professor quebrar as garrafas de extrato.
Cameron, eu...
Eu quero todo o bando de Okongos.
E voc�, professor, da pr�xima vez
far� seu trabalho por bem ou acho um jeito para forc�-lo.
O que vai fazer com relac�o ao Jim das Selvas?
N�o se preocupe com ele. Ele acha que sou amigo.
Se conheco o Jim das Selvas, ele vai tentar me achar
e a garota, com a ideia de nos libertar.
Ele ter� uma �tima recepc�o esperando por ele.
E se n�o se importa, eu o quero vivo.
- Achei ter ouvido algo. - Voc� ouvindo coisas de novo!
Eu sou o Jim das Selvas. Vim ajud�-los a escapar.
N�s vimos hoje que homem branco tentar matar voc�.
Leta nos trouxe aqui desde a sua vila.
Mas a perdi com o homem branco.
Leta n�o est� aqui. O �nico aqui � Cameron, o l�der.
Trouxe de volta o professor.
Lidaremos com o Cameron depois.
Agora preciso ajud�-los a escapar.
Talvez o Cameron estivesse errado.
N�o acho que o Jim das Selvas v� aparecer.
Todos os homens! Todos para fora! Vamos!
Ol�, Jim.
- Ent�o voc� � o l�der. - �, e gracas a voc�, voltei.
- Bem, todos cometemos erros. - Espero que n�o cometa outro.
O que quer dizer?
Voc� vai nos ajudar a cacar o grupo de Okongos.
- Por que acha que vou ajudar? - Voc� n�o � tolo, Jim.
Voc� sabe que nada vai me impedir de pegar o grupo.
- E se eu ajudar a ach�-los? - Ent�o ningu�m se machuca.
- Apenas os Okongos. - Faca sua escolha.
V�o ser os Okongos ou voc�, o professor e os nativos.
Voc� n�o est� enrolando? J� olhamos metade da selva.
Amanh�, se formos r�pido, atravessaremos o deserto.
Mahara, eu irei com voc�.
N�o, Aniha, voc� tem uma obrigac�o aqui.
Quero ir com voc� Iutar pelo nosso povo.
Deve cuidar daqueles que ser�o nossos guerreiros.
Agora, n�s vamos.
Rastros de Okongo. Suponho que voc� n�o os viu.
N�o, eu n�o vi.
- Os Okongos est�o por aqui. - Vamos, homens! Espalhem-se.
Certo, agora voc� comeca a seguir o rastro.
S�o pegadas frescas, n�o s�o?
- S�o? - Voc� sabe que s�o.
Significa que os Okongos est�o perto daqui.
Agora, ao trabalho!
Voc� me ouviu! Ache o grupo de Okongos!
Acho que posso v�-los l� de cima.
Certo, mas n�o tente gracinhas!
H� um grupo � frente. Mande todos se espalharem.
Espalhem-se.
Espalhem-se!
Desca da�.
Ficar�amos felizes se ficasse para a comemorac�o.
N�s assamos porco selvagem com frutas, ch� de Paia
e frutas da Timia.
Com bananas assadas e suco de frutas silvestres.
lsso ser� de fato uma festa.
Mas o trabalho me espera no Cairo.
Jim das Selvas, voc� se junta a n�s?
Eu voltarei. N�o perderia por nada.
Adeus.
Legenda enviada por Texas Ripada por Albatroz
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