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Original subtitles

Richfield City. Senhor, esta é sua parada.

10 dólares para chegar até aqui?

Se me der mais 15 eu lhe levo a Tulsa.

Não estaria mal.

Soube que as coisas vão bem nesta cidade!

Obrigado.

Por que não vai para casa?

A casa de uma pessoa é onde está seu coração.

E meu coração está aqui com você, Mike.

Todas as noites a mesma história.

Ainda tenho uísque e pretendo bebê-lo.

Veja se eu lhe deixo.

- Há algo para comer? - É muito tarde.

- Queria um café. - Estamos fechando.

São para comer ou para decorar?

Está bem, pegue um, Mas guarde o resto para Páscoa.

Amigo, eu sempre me apresento.

Sou C.D. Mills.

Meus amigos me chamam Corpus Mills.

Advogado e assessor legal.

Preciso comer, não de um advogado.

Além de ser uma autoridade em leis, sou um magnífico chefe.

O amigo Mike pode nos deixar o fogão.

Você não precisa cozinhar, já está passado.

Vá se deitar. Já se tornou dia.

Então tomaremos algo que nos acorde.

Está bem. Que sejam dois.

São 20 centavos.

10 dólares? Não tem algo menor?

Nem maior.

Mike, os rapazes querem outro drinque. O mesmo para Reno.

Por que ninguém vai para casa?

Como vão lá dentro?

- Acha que terminarão algum dia? - Quem sabe?

É um grande jogo.

Há um bordel na próxima cidade, senhor.

Aqui estou bem.

É um jogo aberto?

Guarde seu dinheiro.

Se fizer isso, ficarei com 9,80 dólares.

Mas se me arriscar, quem sabe?

São os donos dos poços de petróleo.

Bem. Preciso de dinheiro. Talvez me deem um emprego.

Há muito tempo, eu poderia ter-lhe conseguido um emprego, filho.

Sim.

Toda a terra que há por aqui,

incluídos esses poços que estão jogando. Tudo era meu.

Está bem.

Quando começa a falar do passado é hora de voltar para casa.

Aonde vai, amigo?

Ele é o grande homem do petróleo.

Aposto 500.

Eu cubro.

Adiante.

6 e 1.

- Sobe a 1000? - Aqui estão meus 500.

Quatro de 100. Isso sobe a 900.

5 e 2.

- Uma noite ruim. - Para mim não está ruim.

- Eu me retiro. - Que pena.

Terminou o dinheiro, Reno?

- Sim, todo. - Que pena.

Poderia lhe dar uma chance.

- Com quê? - Seu rancho.

Contra tudo isto.

Pretendo conservar meu rancho e meu poço durante muito tempo.

Muito bem, Reno.

Não tem que arriscar o petróleo.

- Está bem, jogue. - Não faça isso, Reno.

Vem perdendo a noite toda. Será outra vez.

Isto não pode ser adiado. Jogue.

Que houve? Algum problema com os dados?

- Não. - Bem, parece.

Creio que esses dados estão viciados.

Eu creio que está louca.

Estou? E por que os afasta de mim?

Traga-nos outro par, Wally.

- Deixe-me ver os dados. - Não.

Solte meu braço!

Solte-os!

Agora pegue-os.

Parece que eu mesmo terei que fazer.

- Está acabado. - E você, traidor nojento?

- Vai pagar pelo que fez. - Aqui não, Reno.

Esteve me roubando. Ele e Lilly.

Informe a um advogado quando sair.

- É um... - Vamos, Reno. Não seja bobo.

Só lhe trará mais problemas.

Lembre-se de Corpus Mills quando precisar de um advogado.

Sim.

Isso...

É uma antecipação.

- Muito obrigado. - De nada. Até logo.

Deveria estar em casa a estas horas da manhã, senhorita.

Você também.

Bom dia, Corpus.

Tenho uma ideia, Reno.

- Depois eu telefono. - Bem.

Vamos, Corpus. Eu lhe levo para casa.

É muito generoso, amigo.

Espere um momento!

Quanto terei que andar até que fale comigo?

Não gosto das pessoas desta cidade.

Não lhe culpo.

Mas não acredite que somos todos golpistas.

- Você trabalha para ele. - Eu trabalhava.

- E o trabalho que está procurando? - O que houve?

Existem muitos valentões nos campos de petróleo.

Que mais sabe fazer?

Qualquer coisa que precise de um engenheiro.

Eu poderia lhe abrir algumas portas.

Por que se preocupa comigo?

Você se preocupou comigo e por meu amigo lá dentro.

Não se engane. Fiz isso pelos meus 9 paus.

Pelo menos deixe que lhe convide a um drinque.

- Onde, no Mecca? - Em meu hotel.

Esta noite.

- Como sei que não está me enganando? - Não sabe.

Mas se decidir se arriscar, estarei no Hotel Clareton,

no quarto 207.

- Eu tive sorte. - Entre.

- Uma garota travessa. - Relaxe.

- Vocês dois... - Engana-se, filho.

Terry é uma boa amiga minha.

Você conseguiu no Meca.

Não é a primeira vez que ajuda para evitar estragar tudo.

Está bem, convenceu-me.

Mas não me trouxe aqui para contar uma história.

Correto. Quero lhe fazer uma proposta.

- Por que me escolheu? - Não fui eu.

Foi Terry.

- E quem a escolheu? - Eu.

Pareceu-me que ela estava cuidando de seus negócios.

Dê outra olhada, amigo.

Sou de domínio público.

Preciso de um perito. Tem experiência?

Trabalhei em alguns poços.

Este é diferente.

Como diferente?

Em Jabagad Mine tem que ser algo mais que um engenheiro.

Tem que ter coragem e força. Interessa-lhe?

Talvez.

Bom. Vamos, eu mostrarei.

Aqui está.

Nunca tinha visto um poço

que funcionasse com a perfuradora desconectada.

Tampouco eu.

Quero que funcione.

Só precisa de eletricidade.

E um muro alto que mantenha Lilly longe.

- Lilly? - A irmã de Reno.

Eles nunca tiveram muito amor, digamos.

Foi assim desde que éramos crianças.

Eu recebia um presente e Lilly escondia de mim.

Nas crianças, chamam isso de ciúme.

Mas quando você cresce torna-se ganância.

Quando nosso pai morreu, dividimos a herança.

Lilly ficou com três poços e eu com este.

Lilly teve mais sorte que eu.

Fez funcionar seus poços. Mas ainda quer o meu.

Isso não explica por que este poço não funciona.

Lilly não quer que funcione.

Tive que me livrar de todos os obstáculos

que me puseram para impedir a operação.

- Que consegue com isso? - A licença.

Tenho que mantê-lo em funcionamento

ou perderei a licença.

Vence em 45 dias.

A única maneira de ganhá-la é conseguir

que o poço funcione antes de que expire a licença.

Muitos me dizem que eu já fui o mais longe possível.

Eu acho que ainda resta petróleo lá em baixo.

Talvez.

Acho que tem que mudar o procedimento.

- Alguma ideia? - Sim.

Isso significa que aceita o emprego?

Eu não sei.

- Cheira a problemas. - Mas também cheira a petróleo.

Gosto das duas coisas.

Funcionando de novo!

Não por muito tempo.

Por que diz isso?

Chegamos à profundidade máxima.

Dê uma olhada.

Encontramos areia duas vezes.

As paredes que o sustentam estão prestes a desmoronar.

Deve haver algo que possamos fazer.

Sim.

Jogar cimento e reforçá-las.

Funcionará?

Não há nada seguro. Mas lhe custará tempo e dinheiro.

Diga eles que parem Vamos fazer isso.

Tenha cuidado, Reno. Pode ser que Lilly tente lhe impedir.

Tentará. Mas ainda tenho recursos.

- Tremenda, essa Lilly! - Sim.

É uma pena que não possa apreciar as coisas boas.

Talvez possa, Lilly. Se tiver uma chance.

- Quer provar? - Não, obrigado.

Muito bom para mim.

Posso fazer algo mais por você?

Claro.

Ajude-me a conseguir o equipamento para fazer meu poço funcionar.

- Quebrou a perfuradora? - Apenas está presa.

Por alguma estranha coincidência,

Todos os fornecedores ficaram sem o que eu preciso.

Isso é terrível!

É como se alguém tivesse posto mau olhado em mim.

Que quer que eu faça?

Utilize suas influências.

Uma palavra sua e desaparecerá o mau olhado.

E se eu fizer?

Terá a parte de meu poço que sempre quis.

Já está aprendendo.

Demorou um tempo para aprender como funcionam as coisas aqui.

Eu mesma poderia ter dito...

na primeira vez que lhe fiz a proposta.

De fato,

o acordo poderia melhorar se você fosse mais gentil.

Quanto melhoraria?

Se você me deixar bem

a metade de seus direitos do poço.

E se não?

as duas metades.

Acho que tomarei um drinque.

Desculpem-me.

Está desculpado.

É importante, Lilly.

Será melhor que volte amanhã.

Será melhor.

Adeus, Lilly.

Vejo que abriu uma das boas.

Será por uma ocasião especial.

Quem era essa ocasião?

Negócios.

Sempre são negócios.

Lembro-me quando eu era a ocasião.

A memória não falha em você.

Bonitas unhas, Lilly.

Talvez as roa antes de Reno acabar com você.

O que meu querido irmão trama agora?

Tem um perito para tentar conservar a licença.

Como ele é?

Como Owen Budds.

Além disso, o nome dele é Buzz.

Reno já trouxe outros antes.

Este parece mais durável.

- Onde o encontrou? - No Mecca.

Sua amiga Terry ajudou a encontrá-lo.

Parece que Terry tem muito olho.

Sim.

Está se metendo eu seus assuntos.

Esse intrometido não me preocupa.

O que me interessa é o perito.

Por quê?

Achava que ninguém lhe preocupava.

Ninguém faz isso.

Não quero que esse poço funcione, Walter.

Claro que não.

A menos que você queira que seu irmão o aperte.

Não estaríamos nesta situação tivesse conseguido o rancho dele.

Infelizmente os dados não foram uma boa ideia.

Um dia você poderia tentar.

Desde que Terry não esteja perto.

Poderíamos assustá-la um pouco. Eu vou atrás dos rapazes.

Espere um momento, Walter.

Pode ser que haja um modo melhor.

Como é esse Buzz?

Alto, forte. Pode ser que seja seu tipo.

De fato, parece-se com Bart Rogers.

- Onde posso encontrá-lo? - No poço.

Estou ocupada, Walter.

Lilly, por que houve essa mudança entre nós?

- Acha que houve uma mudança? - Sim, eu acho.

Sabe de uma coisa, Walter?

Tem razão.

Boa noite, Walter.

Então está bem, não?

Até logo, Lilly.

Ligue-me com o Rancho Wolton.

Bem, já está tudo pronto.

Certifique-se de que Reno volte a verificar esta noite.

Eu atendo.

- Cansado? - E com sede.

A propósito, não me convidou para aquele drinque que me prometeu.

Que tal esta noite? Poderíamos jantar.

Parece bem.

E Reno? Não se importará?

Engana-se. Já lhe disse de Reno.

Sim, claro. Só bons amigos.

Reno e meu pai costumavam trabalhar juntos.

Até que o mataram em um dos trabalhos.

É para você, Buzz!

Juraria que a do telefone era Lilly.

Eu me pergunto o que trama agora.

Talvez pudesse!

Oh, em sua casa.

Eu estarei lá daqui a pouco.

Era Lilly.

Que está buscando?

Um encontro.

Estará ficando sem amigos.

Não se preocupe. Só negócios.

Negócios ou Lilly?

É a mesma coisa.

Peço-lhe que não se esqueça para quem trabalha.

Não esqueço!

Isto nos dará a chance de adivinhar seu próximo movimento.

Não é tão fácil.

Sim. Tenho algumas perguntas que gostaria de lhe fazer.

- Por exemplo? - Por que está boicotando Reno?

Ela não gosta dele. Já lhe dissemos isso.

É algo muito mais sério.

Normalmente os irmãos não querem se matar.

Está bem, Buzz. É mais sério. O que isso importa?

Quero saber o que esperar.

Não é fácil de contar. Esperava que Reno fizesse isso.

Continue.

Tudo vem de uma briga entre Reno e Bart Rogers,

o homem com que Lilly ia se casar.

Estavam apostando e Reno acusou Bart de fazer trapaças.

Pelo que eu sei Bart foi em cima de Reno,

este bateu nele e Bart nunca recuperou a consciência.

- Foi perdoado? - Por todos, menos Lilly.

Corpus ajudou a Reno. Foi absolvido das acusações.

Mas Lilly não viu isso desse modo.

Talvez alguém devesse explicar isso outra vez.

A respeito do drinque, vamos nos ver depois.

- Está bem? - Claro, Buzz.

Entre, senhor Doyle!

Fico feliz que tenha vindo.

Estou vendo!

Fogos de artifício e tudo.

- Quer tentar? - Não, obrigado.

Está gostando de nossa pequena cidade?

Não posso dizer que não.

Bem. Tento que seja emocionante.

Tem muito com o que trabalhar.

Obrigada!

Um drinque?

Obrigado.

Está trabalhando para Reno?

- Correto. - Que pena.

Ia lhe oferecer um acordo melhor.

Que tipo de acordo?

O que Reno tenha lhe oferecido e mais.

Por quê?

Eu posso dar ao luxo de satisfazer meus desejos, Sr. Doyle.

E fazer infeliz seu irmão é um dos seus desejos, não?

Sim, é isso.

Eu fico com Reno.

Importar-se-ia de me contar o que faz para ele?

Não. Não me importo.

Meu trabalho é fazer o poço de Reno funcionar.

e impedir que certas pessoas tentem me deter.

Uma história comovedora.

Fico feliz que goste.

Volte a me telefonar. Tenho muito a lhe contar.

Sr. Doyle...

- Você não é muito esperto. - Correto.

Mas sei somar dois mais dois.

Então não lhe custará de encontrar a resposta.

Se trabalhar para mi, vai se dar bem.

Se trabalhar para Reno, no irá bem.

Soube que manda nas coisas por aqui.

Eu posso fazer muito pelas pessoas que me deixam bem, Buzz.

Eu sou fácil de lidar.

Mas não gosto de ameaças.

Sem ressentimentos.

É uma pena que não funcionasse.

Se alguma vez precisasse, seria útil um homem como você.

Parece com um anúncio do exército.

O salário também é bom.

Conte-me.

Seríamos uma família feliz.

Eu acho que gostaria disso.

Nunca tive mãe.

Outra vez!

Garçom!

É uma máquina muito caprichosa.

Um drinque de Bourbon do bom, Mike.

Está no lugar errado.

Você pode polir os móveis por apenas 3 dólares.

É um ladrão.

É a lei da oferta e da procura, amigo.

Vá, Mike.

- Que acontece aqui? - Vamos, mexa-se.

Venha cá, sabidinho.

Vocês erraram de homem.

- Parece que querem brincar. - Bem. Eu lhe darei seu merecido.

Deixe-o!

Se continuar na cidade de manhã terminaremos o trabalho.

Entendeu?

- Acho que eles vieram por você. - Não! Como você percebeu?

Diga-me.

Chamarei a polícia.

Não!

Eu chamarei. Mais tarde.

Disseram que saia da cidade?

Sim.

- E o que você vai fazer? - Manter meu compromisso.

- Andando. - Tome.

Não tinha dito que não tinha nada melhor?

Um cara com sua sorte merece o melhor.

Esqueça. Convite da casa.

Obrigado, Mike.

- Cuidado. - Está bem.

Ainda não me contou o que aconteceu.

Não sei. Supõe-se que tenho que estar pensando.

- Por que bateram em você? - Quem sabe.

Talvez seja coisa de Karnes.

E por que deve abandonar a cidade pela manhã?

Karnes está chateado porque peguei os 9 dólares dele.

E sobre Lilly?

Tentou fazer que esquecesse para quem trabalho.

Como se foi?

Não muito bem.

- Foi jogado aos cachorros? - Talvez.

A senhora está chateada e enviará os cachorros ao poço de Reno.

Vigiarei a noite toda.

- Aonde vai? - Com você!

Não. Pode ser que haja fogos de artifício.

Telefone a Reno deixe-o a par de tudo.

Diga a ele que Johnny manterá a pressão.

Reno...

Eu vou levar isso.

Ponha aqui.

Polícia.

Como soube?

Vejo sua matrícula.

Talvez seja porque já tem experiência com a polícia.

Esteve em uma briga?

Não tenha uma ideia errada, Acabo de encontrá-lo aqui.

Parece que o assassinaram.

É uma armadilha tão grande como o assassinato.

Nunca falha. Sempre é uma armadilha.

Como chegou aqui tão ligeiro?

Uma chamada telefônica.

Que vai acontecer agora?

A rotina habitual.

Já sei seu nome. De onde vem?

De Dallas.

- O que você faz? - Sou engenheiro.

- Tem trabalho aqui? - Eu tinha.

- Por que diz "tinha"? - Meu chefe está morto.

Que ingrato.

Mas você não o matou.

Não.

Foi o que eu pensei

Venha até a delegacia.

- Por quê? - Por assassinato.

Vai assinar? Acho que é o melhor.

- Você acha? - Sim.

- E se eu não fizer? - Reno não iria gostar.

E Reno me cai bem.

Não volte a fazer isso.

Eu vou assinar você aqui!

Robert!

Saia.

Saia!

Eu posso fazer com que todo o peso da lei caia sobre você.

Adiante.

Estou cansado de que me culpem de todo o que acontece.

Mas eu não matei Reno e você sabe disso.

Está bem! É um bom rapaz. Não matou Reno.

Então por que me retém aqui?

Não lhe retenho. Pode ir.

- Quem lhe convenceu? - O legista.

Reno morreu horas antes de que você chegasse ao hotel.

- Sim? - Sou Doyle. Venha a meu quarto.

Vai a algum lugar?

Assim que pegue minhas coisas.

Não tem muitas coisas.

Vai tão ligeiro

que não me dá tempo de lhe informar.

Eu me mudei rápido.

Nas poucas horas que estou nesta cidade,

enganaram-me, fizeram-me propostas

e me acusaram de assassinato.

Eu tenho resistência, mas isso é demais!

- Pensava que queria emprego. - E quero!

Esquece-se que meu chefe morreu!

Não se precipite, Buzz.

Reno me deixou seu racho e seu poço.

- Quê? - Tudo.

Sou sua única herdeira.

E a irmã dele?

Ficou sem nada.

E que vai fazer?

Eu não sei.

Esperava que você me ajudasse.

- Espera demais. - Talvez sim.

Pensava que era dos que se mantêm fiéis.

Acho que estava errada.

Por aqui há muitos homens que poderão lhe ajudar.

Sim, muitos homens.

Mas como Reno disse,

pensava que havia encontrado um homem especial.

- Adeus, Buzz. - Espere.

Como vai dirigir um poço?

Não sei e não me importa.

No que me diz respeito, Lilly pode ficar com ele.

Foi para isso que Reno lhe deu? Para que desse a Lilly?

Tem uma ideia melhor?

Sim!

Vamos fazer um poço funcionar. Voltemos ao trabalho.

A primeira parada é Corpus.

Ele se encarrega dos demais detalhes.

Vou vestir meu casaco.

Espaguete à Corpus.

Em minha opinião, excelentes.

Quer?

Que acha?

Ah, sim!

Um pouco de alho.

E pimenta, claro.

Entre!

O que eu punha... Suco de laranja?

- Corpus... - Está quase pronto.

Esperem um pouco. Não me interrompam!

Que mais... Ah, já sei!

Cointreau. Cointreau.

Um pouquinho de Cointreau.

Quase me esqueço.

Agora...

Agora está melhor?

Eu mesmo nunca provo.

Cozinhar é coisa de dois.

Peppy me faz muita companhia.

Peppy, tenha calma.

Estes são meus amigos.

E ela é minha cliente.

- Prazer em lhe conhecer, Peppy. - Gosta de você.

Precisa de um café, somente.

Café? Ouviu, Peppy? Café!

Tanto faz. Você vai tomar.

Acho que vou dormir.

Não, Corpus!

- Vou me dar um tempinho. - Você não vai!

Sente-se nesta cadeira.

- Tenho que fazer isso? - Sim, tome.

Que pode nos contar do poço de Reno?

- O poço? - Sim.

Sim, o poço.

Ah, era para você!

Tenho isso por aqui.

Está...

É um assunto de Terry.

Não há nada, Corpus. Somos sócios agora.

Sócios?

Isso é o que quero.

- Não quer pensar nisso, Terry? - Eu já pensei.

Junte os papéis necessários para fazer a mudança.

Com uma cereja, eu acho.

Como se sente ao ter a sorte de cara?

Não sei, Corpus.

Estive muito perto de ajeitar as coisas outras vezes

e no final não aconteceu.

Eu me tornei cética.

Mas pela primeira vez eu sinto que me encaixo em algum lugar.

Reno morreu por mim.

Deu-me uma razão para ficar.

Para parar de ir de um lugar para outro vendo como tudo se quebra.

Ele mostrou como era bom.

Certamente era.

Já tenho todos os papéis necessários.

Como sabe, Lilly era a irmã de Reno.

Se algo acontecesse com ele as terras seriam de Lilly.

Planeja nos causar problemas?

Pode contar com isso.

Reno se antecipou, mas morreu muito cedo.

Há umas semanas, descobriu algo importante.

Os tubos que transportam o petróleo de Lilly para a refinaria

passam por sua propriedade.

Que significa isso?

Não basta encontrar petróleo sob a terra.

O petróleo deve ser canalizado para a refinaria.

E Lilly não tem licença para transportá-lo por suas terras.

- Isso resolve o problema de Lilly. - Como?

A única coisa que tem que fazer é perfurar seus tubos

e tirar nosso próprio petróleo.

Não é tão fácil.

- Tem que obter uma ordem judicial. - Pois faça isso.

Leva tempo levar isso a juízo.

- Quanto tempo? - Normalmente uns 30 dias.

Mas Lilly tem amigos e poderia atrasá-lo outros 30 dias.

E ficar com a licença se o poço não funcionar.

Lilly não é boba.

- Está ciente disso? - Não.

Vai ter uma surpresa.

Corpus, prepare o caso.

Enquanto isso nós temos que fazer o poço funcionar.

Adeus.

PROFUNDIDADE: 750 METROS.

850 METROS.

900 METROS.

960 METROS.

ORDEM DE PROIBIÇÃO

Parece que estão se defendendo.

Eu também poderia conseguir uma ordem.

- Deixe que tentem. - Já faço isso.

Só preciso de um papel e farei minha parte.

Não aceito que uma dupla de caipiras ganhe de mim.

Talvez não. Mas Reno está lhe castigando da sepultura.

Eu não diria isso se fosse você.

Não estaria acontecendo isto se tivesse feito seu trabalho.

- Fiz o que pude. - Não foi suficiente!

Deve haver algum modo...

Essa terra deve ser trabalhada para conservá-la.

Entende?

Sim.

Veremos se pode fazer isso.

E desta vez, Walter,

não me falhe.

- Como se foi? - Igual a ontem.

Areia e mais areia.

Aprofunde mais 150 metros.

Teremos que procurar até que saia.

Já passou uma semana, Buzz.

Tem que ir mais fundo.

Mais e mais fundo, até a morte.

Você quer deixar isso?

Não sei.

O que você acha?

Acho que terá que chamar mais homens.

Você cuida da vigilância.

- Eu distrairei o grandão. - Está bem.

Buzz!

Está bem?

Acho que sim.

- Fizeram muito estrago? - Não saberei até que verifique.

Eu tinha fé em vocês dois.

Ouvi dizer que você tem mais areia do que uma panela de mariscos.

Falando de mariscos, estamos arruinados.

Pensava que tínhamos suficiente até a semana que vem.

Isso foi antes que os rapazes de Lilly nos visitarem.

Peças de reposição custam dinheiro.

Se é questão de dinheiro, Corpus pode lhes ajudar.

Não gastei o que me pagou, Terry.

Ficaria feliz em poder devolvê-lo.

Não podemos fazer isso, Corpus.

É muito gentil, Corpus. Mas não seria suficiente.

- Posso sugerir algo? - Diga. Estamos abertos a tudo.

Lilly.

- Lilly? - Por que não?

Vocês estão chateados porque não têm dinheiro para continuar.

E Lilly está aborrecida porque você pode impedir

que transporte o petróleo por sua terra.

Talvez seja hora de um pacto.

Ela não aceitará.

Como sabemos? Não tentamos.

A risco de parecer indiscreto, também sugerirei que Lilly

ouça a proposta da pessoa indicada.

- Entendo o que quer dizer. - Pois eu não.

Por que temos que nos humilhar ante Lilly?

É a única saída.

Deveríamos reconsiderar isso.

Claro que, se você conhece outra maneira

de conseguir o dinheiro que precisam...

- Não é o caso. - Vamos pensar em algo.

Vamos parar de nos enganar.

Nós tentamos todas as possibilidades

sem resultado Estamos arruinados.

Ou nos humilhamos e fazemos um acordo ou presenteamos a Lilly.

Eu proponho fazer um acordo.

Está bem.

Mas eu mesma irei ver Lilly.

Isso será estritamente negócios.

Está bem.

Mas se não conseguir nada, eu tentarei.

Estúpido!

Como se pode ser tão estúpido?

Nunca faz nada direito.

Que queria que fizesse?

Mandei os rapazes destruir as coisas.

O poço volta a funcionar!

Talvez devêssemos enfiar o machado no Buzz.

É isso?

É isso que quer, Lilly?

Eu mataria por você.

Deixe-me.

Você é um estúpido!

Espero que ganhem de você, Lilly.

Espero que lhe afoguem quanto o petróleo terminar.

Vai se arrepender de ter dito isso.

Você é um jogador trapaceiro.

Fui muito gentil com você.

Mas não acho que continue sendo mais.

- Lilly está? - Sim.

Vamos ver se eu entendo sua proposta.

Deixo-lhe dinheiro para terminar o poço

e em troca, me dão direito

a transportar meu petróleo por suas terras.

- Estou certa? - Sim.

Parece-me justo.

Mas não tenho intenção de fazer negócios com vocês.

Senhorita...

Miller,

não quero que fiquem com esse poço.

Eu o quero para mim.

E não podem fazer nada para evitar isso.

Nosso advogado terá alguma ideia.

Infelizmente não lhes servirá.

Com certeza é o que você quer?

Sim.

Mas você pode me enviar a oferta do Sr. Doyle.

Obrigada.

Vai me ajudar a me lembrar.

Bem, pode ir embora.

Você também, Doyle.

Não saia da cidade, poderia precisar de você.

E Terry?

- Ela fica. - Ouça, Morelli...

Fora, Doyle.

- Não vai dar a ela uma chance? - Webber.

Eu não a matei, Morelli.

Talvez não,

mas estava perto quando aconteceu.

Por que iria fazer isso?

Não gosta dela.

Nem dela, nem de muitos, mas não vou sair por aí matando!

Exijo ver minha cliente.

Que quer?

Justiça!

- É seu advogado? - É...

Eu sou!

E venho verificar se garantem seus direitos.

Você pode fazer isso no tribunal.

Tribunal? É ultrajante!

Não tem motivos para detê-la!

E você sabe!

- Assim você acha? - Não.

Juntemos os fios.

Reno deixa seu poço como herança para Terry,

se algo acontecer a ele.

Ela se encarrega que algo ocorra a ele.

Protesto contra essa linha de raciocínio!

Guarde isso para o julgamento.

Depois temos a parte da herança de Lilly.

Se ela morrer, sua parte passa para Reno, mas...

Reno está morto...

e Terry é herdeira dele.

- Motivo número dois. - Mas não fui eu!

Deixaremos que o júri decida.

Júri!

Se chegar viva aos tribunais!

- Que quer dizer com isso? - Isto,

que outra pessoa pode ter motivos para o assassinato.

Espere ter algo melhor.

Para mim está muito claro: o petróleo, a terra e os oleodutos.

Sim, mas veja o padrão dos crimes,

primeiro Reno, depois, Lilly,

ambos parte do interesse pelo petróleo.

Então?

Sendo Terry a herdeira, poderia ser a próxima vítima.

Deixe-a ir e observe-a.

Se eu estiver certo, eles a matarão ao ar livre.

Se tiver razão, tem que prendê-la para que esteja protegida.

Se vão matá-la, estará a salvo.

Pode escolher,

a porta ou uma cela bonita e segura.

Obrigada.

Que decisão!

Se eu ficar, é porque sou inocente.

Se eu for embora, sou culpada.

Parece isso, não?

Não me usará de isca.

Eu fico aqui.

Parece que não foi você.

Claro que não!

Aposto minha reputação que não!

Adeus, Srta. Miller.

Pensei que tinha deixado claro, eu fico.

Mudei de ideia, está livre, pode ir embora.

Corpus...

Eu pensei que você queria se livrar do assassino.

Sim, mas...

de repente, estou com medo.

Nesse caso exijo que prenda a Srta. Miller como suspeita.

Webber, que assine a saída.

Leve-a ao hotel e fique perto dela.

Vamos, Srta. Miller.

Bem, Corpus,

espalhe que ela saiu.

Comece pelo Mecca.

Oh!

Acho viria bem um drinque.

Não tente nada, Terry.

Está louco.

Louco para recuperar o que me pertence.

Acelere.

Acelere!

Como eu disse a patroa,

onde há dinheiro, sempre há crime.

Nesta cidade, é mais segura a cerveja que o petróleo.

Gostaria de acabar com esse serviço.

Os pés estão me matando...

Sinto muito, amigo.

Não há nada. Todo mundo fala sobre matar.

Mas Terry não teve nada a ver.

Estou do seu lado.

A pergunta é o que a justiça dirá.

Não sei.

Deve haver alguma forma de ajudá-la.

- Nem sequer há um advogado. - Que problema há com Corpus Mills?

Oh, essa destilaria ambulante...

Essa destilaria ambulante era um bom advogado.

Poderia acordá-lo o suficiente para fazer alguma coisa?

Pode tentar. Deve estar no rancho dele.

Por tentar, que não fique.

Dentro, dentro.

Devolverei o poço!

Muito tarde.

A lei não reconhece que eu fui o pioneiro de tudo isto.

Toda esta terra era minha!

Lilly y Reno ficaram com tudo!

quando minha licença acabou, mas recuperarei tudo!

- Será meu! - A polícia descobrirá que foi você!

Engana-se!

Só você sabe disso, e quando desaparecer, estarei a salvo.

Como isso lhe ajudará a recuperar os poços?

Simples.

Reno pensou no que pudesse acontecer.

"A meu amigo C. J. Mills, que me ajudou a desenvolver estas terras,

ser-lhe-ão devolvidas...

caso Terry Miller morra".

Não se vire, Corpus.

Pensou em tudo, menos em uma coisa.

em mim. Estava lá quando você matou Lilly.

Tal como vejo isso, vale a metade de tudo.

Quieta! Quieta!

Não!

Cale-se! Cale-se!

Por esta porta. Vamos! Lá para baixo!

Vamos! Vamos, para baixo!

Se não quiser que lhe mate, fique calada!

Vamos, vamos!

Entre. Entre, entre!

Já pode gritar quanto quiser, ninguém lhe ouvirá.

Buzz! Buzz!

Corpus!

Buzz! Buzz!

Corpus! Ei, Corpus!

Já vou!

Já vou!

- Corpus! - Um momento, por favor!

Homem, Buzz, meu amigo!

Bem-vindo! Bem-vindo!

Chegas a tempo de ficar para o jantar.

Corpus, acorde. Terry está com problema e precisa de você!

Sim, eu a ajudei, filho.

Convenci Morelli da inocência dela.

Você a deixou ir?

Eu a vi sair com meus próprios olhos.

Que estranho, não foi me procurar!

- Está lhe esperando no hotel. - Ah.

- Não fica para jantar? - Não, obrigado, de outra vez.

Claro, claro! Quando quiser.

- Que aconteceu? - Alguém me bateu.

Viu quem foi?

Não, mas quem foi, cheirava a bar.

Bar?

Corpus! Vamos.

Buzz!

Buzz!

Ei! Que aconteceu, amiguinho?

Que houve, está ferido?

Não há corte, mas...

há sangue!

Esteve brigando?

Parece que o outro levou a pior.

Vamos, fora!

Vamos!

- Quieta! - Não!

Não!

Buzz, você também morrerá como o resto!

Vão por trás!

Venha comigo, Webber.

Leve-o embora.

Está bem?

Vamos.

Vamos.

Buzz!

Agora é seu, Terry.

Sim.

Uma escada até o céu...

e nada mais.

Acha que sairá algum dia?

Quem sabe.

Mas não deixaremos que voltem a quebrá-lo. Não, senhor!

Tem razão, Buzz.

Olhe!

Terry!

Terry!

Terry!

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