All language subtitles for Empire of Dreams_ The Story of the Star Wars Trilogy.pt-PT

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Luke Skywalker. Aqui para te salvar.

� a aventura espacial mais popular de todos os tempos.

"Excitante" n�o � o termo que usaria.

� uma das sagas mais inovadoras da hist�ria de Hollywood.

Ningu�m nos poder� impedir desta vez.

Captou imagina��es com uma for�a irresist�vel...

Deste o primeiro passo rumo a um mundo maior.

... e catapultou tr�s jovens actores para o estrelato.

- Acertei-lhe! - Boa, mi�do! N�o fiques convencido.

Toda a minha vida mudou gra�as �s oportunidades que tive

com o sucesso de Star Wars.

� um maravilhoso conto de moralidade.

Nunca irei para o lado negro.

� a vis�o do George, e ele realmente �

um homem com uma vis�o profunda.

Mas a trilogia de Star Wars

n�o mudou s� a forma como vemos os filmes.

Mudou a forma como os filmes s�o feitos.

Tens de desaprender o que aprendeste.

H� tantas conquistas que o George conseguiu

que realmente mudaram a ind�stria como a conhecemos.

Conseguimos!

O que come�ou como um conto de fadas gal�ctico

transformou-se num sucesso jamais imaginado.

Que a For�a esteja sempre contigo.

N�o esperava fazer um filme de sucesso. N�o era o meu plano.

N�o esperava mesmo que Star Wars fosse este sucesso gigante.

Mas tornou-se um fen�meno.

FILA PARA A SESS�O DAS 15:30 AQUI

COLECCION�VEIS DE STAR WARS AQUI

� dif�cil lembrarmo-nos de uma �poca anterior a Star Wars.

PODER DO AMOR

JESUS CRISTO SUPERSTAR

O mundo era diferente na altura.

N�o havia telem�veis nem computadores.

A internet ainda estava longe.

At� os v�deos ainda n�o eram muito usados.

-Acabara a corrida espacial. -Um pequeno passo para o homem.

MULHERES UNIDAS

Os americanos sentiam-se atolados.

"CIA ENGANOU EUA NA OFENSIVA DO TET, DIZ EX-AGENTE

Era uma �poca de infla��o econ�mica

e pre�os do petr�leo a aumentar.

N�O H� COMBUST�VEL

E a na��o desconfiava dos seus her�is e dos seus l�deres.

N�o sou bandido.

NIXON � MENTIROSO

Watergate assolava o nosso pa�s.

Tivemos a Guerra do Vietname...

JORNALISTA

... que dividiu a na��o como nada j� visto.

Foi uma d�cada horr�vel de grandes tumultos e viol�ncia na nossa hist�ria.

TERRAMOTO

No grande ecr�, Hollywood tamb�m retractava este desgosto.

Os filmes do in�cio da d�cada de 70 reflectiam aspereza e tristeza,

um reflexo da convuls�o social e pol�tica da Am�rica.

Em vez de her�is � moda antiga, os ecr�s

mostravam os anti-her�is teimosos, desrespeitadores das leis.

No fim da d�cada de 60, os Warners, e Zanucks,

todos os que fundaram os est�dios

aposentavam-se e vendiam os est�dios a grandes empresas.

Empresas de bebidas e outras.

REALIZADOR

Eles n�o sabiam como administrar um est�dio.

O marketing dizia

que algu�m gostava de algo, faziam isso.

Come�aram a comercializar filmes, a estudar a demografia

e coisas assim.

Viram que havia mercado para filmes

feitos por e para jovens,

pois o jovem tornara-se grande parte do mercado.

O sistema de est�dio que vigorou por d�cadas

havia falido.

Os executivos de Hollywood,

desesperados pelo p�blico mais jovem...

DEPARTAMENTO DE CINEMA

... procuraram novas gera��es nas escolas.

- Ac��o. -Neste ambiente de mudan�a,

realizadores talentosos, como Francis Ford Coppola,

Brian De Palma, Martin Scorsese, e Steven Spielberg,

colocaram mais sensibilidade nos ecr�s.

Tudo era confuso, e muitos cineastas

tinham de fazer projectos que normalmente n�o teriam feito.

Eu vi-me no meio disso tudo.

George era um rebelde do Norte da Calif�rnia,

cineasta independente,

sempre extremamente orgulhoso

de ter poucas liga��es a Hollywood.

De Modesto, Calif�rnia,

George Lucas cresceu a ler hist�rias de aventura...

BANDA DESENHADA DE ALEX RAYMOND

... e a ver s�ries na televis�o.

Mas s� na universidade os sonhos de cineasta vieram � tona.

Em 1963, saiu de Modesto para estudar cinema

na Universidade do Sul da Calif�rnia.

Eu leccionava na USC, e o George assistiu a uma das palestras.

Fal�mos das suas tentativas precoces em cinema.

REALIZADOR

E eu disse desde o in�cio,

que o George tinha uma vis�o �nica.

George conseguia ver mais al�m...

PRODUTOR

... como se pode notar pelo filme estudantil THX1138.

THX1138 4EB. THX1138 4EB.

Aqui � a Autoridade. Pare onde estiver.

O filme tinha 20 minutos.

Era para ter cinco.

Para o bot�o de emerg�ncia.

Mas foi muito bem reconhecido

e alertou os professores

de que os jovens podiam pensar mais al�m,

al�m das restri��es impostas.

Lucas ganhou fama pela t�cnica e imagina��o

como contador de hist�rias.

O seu trabalho ganhou nova dimens�o com o seu interesse em mitologia e filosofia.

O estilo do George era fant�stico.

Incr�vel.

N�o interessa o que ele estivesse a fazer,

parecia ser bem mais pessoal que os outros trabalhos.

Depois de se formar pela USC,

Lucas uniu-se ao seu amigo, Francis Ford Coppola, em S�o Francisco,

onde em 1969, Coppola fundou a American Zoetrope,

uma empresa independente.

Cheguei sem a inten��o de ficar famoso.

Mas estava decidido a manter o controlo do meu trabalho

sem outros a intrometer-se.

Em 1971, Lucas dirigiu THX1138,

uma vers�o do seu filme estudantil.

Quando a Warner Brothers viram o produto final,

exigiram que Coppola devolvesse os $300,000

que o est�dio adiantara para THX e outros projectos.

A empresa novata implodiu e Lucas teve de procurar outro trabalho.

Ele decidiu resolver o problema sozinho

e abrir a pr�pria empresa, Lucasfilm Limited.

Para o primeiro projecto como tal,

Lucas escolheu A Nova gera��o,

uma mostra carinhosa do comportamento adolescente no in�cio de 1960.

- Estou prontinho da silva. - Ent�o abaixa-te.

Produzido pela Universal Studios

foi baseado em experi�ncias pr�prias

e na sua paix�o por carros, quando vivia em Modesto.

Deixei de ser extremamente experimental e r�gido

e aceitei um desafio que o Francis me lan�ou:

"Aposto que n�o consegues fazer com�dia."

Alegre e atrapalhada.

Disse: "Vou tentar."

A filmagem levou 28 dias e custou menos de 1 milh�o de d�lares.

O co-produtor foi outro aluno da USC, Gary Kurtz.

No final da p�s-produ��o de Nova Gera��o...

PRODUTOR

... organiz�mos uma mostra num Cinema em S�o Francisco.

E ach�mos que a resposta ao filme foi positiva.

Mas Ned Tanen da Universal, ficou muito irritado.

Disse: "N�o deviam exibi-lo ainda."

Fic�mos chocados.

N�o entenderam o primeiro filme,

e mexeram nele depois de pronto.

O mesmo com o segundo, a entidade corporativa chegou

e alterou tudo, tirou cinco minutos.

Mesmo antes do lan�amento de A Nova Gera��o,

a imagina��o de George Lucas apontava para as estrelas.

Todo esse tempo ele dizia

que queria fazer uma �pera espacial, tipo Flash Gordon, de 1930.

E come�ou a dedicar-se a isso.

E as pessoas diziam:

"Com tantas coisas para escolher, porqu� isso?"

Eu disse: "� divertido fazer filmes para a juventude.

� uma oportunidade de impressionar.

- "Quero fazer isto". -Com o conto de fadas gal�ctico,

Lucas esperava reinventar o g�nero cl�ssico.

Entre as influ�ncias estavam os escritos do erudito e educador Joseph Campbell

onde explorava origens de mitos e religi�es.

AS M�SCARAS DE DEUS MITOLOGIA OCIDENTAL

Quando Lucas fez o gui�o de Star Wars,

estava muito interessado em Joseph Campbell.

Joseph Campbell estava interessado em ver as liga��es...

PROFESSOR E HISTORIADOR CULTURAL

... entre mitos

e tentar encontrar os fios comuns

que uniam estas culturas distintas.

Pesquisei para tentar condensar tudo em temas

universais.

Devo muito do sucesso aos fundamentos psicol�gicos,

que existem h� milhares de anos,

mas que ainda causam a mesma reac��o nas pessoas �s hist�rias.

George � um �ptimo rep�rter.

Quando se prop�e a fazer o seu trabalho,

utiliza as melhores fontes que conseguir.

O VOO DO GANSO SELVAGEM EXPLORA��ES NA DIMENS�O MITOL�GICA

Ele trouxe Campbell...

JORNALISTA

... para ver o seu trabalho

e dizer: "Isto est� bem? Estou a conseguir?

� a �nfase certa? � a personagem certa?"

O Joseph Campbell disse-me

que o seu melhor aluno fora o George Lucas.

Tal como �picos como A Odisseia,

Beowulf e A Lenda do Rei Artur,

Star Wars derivava de um grupo de arqu�tipos m�sticos.

Tem-se a juventude de quem est� na aventura

com que nos podemos identificar.

Tem-se uma aventura de guerreiros.

E tem-se a donzela.

Ela pode n�o ter reac��es convencionais...

"PRINCESA LEIA ORGANA"

... mas est� em apuros.

E h� o velho s�bio, que se vai procurar.

As personagens mais engra�adas.

O formato � estritamente este.

� a hist�ria tradicional e ritual�stica do amadurecimento.

E quando entrei no lado mitol�gico do que queria fazer,

� um factor-chave com her�is.

No ver�o de 1973,

George Lucas tinha criado um gui�o que achava que estava pronto.

Se algu�m se interessaria, isso j� era outra hist�ria.

O melhor filme de fic��o cient�fica at� �quela altura era 2001.

E sucesso, na �poca, era fazer $24 milh�es ou algo assim.

A maioria dos �xitos de fic��o cient�fica fazia cerca de $16 milh�es,

como o Planeta dos Macacos e outros do g�nero.

A maioria fazia menos de $10 milh�es.

N�o havia raz�o para pensar que seria diferente.

Star Wars era mais uma fantasia espacial do que fic��o cient�fica,

mas foi dif�cil vender o seu cen�rio gal�ctico em 1973.

Ao apresentar o filme, s� tinha um enredo de 14 p�ginas.

Era bastante vago. Expliquei que era tipo uma s�rie

de ac��o e aventura de 1930,

baseada em hist�rias futur�sticas tipo Flash Gordon e Buck Rogers.

E era o que sabiam.

Na d�cada de 70, a fic��o cient�fica parecia ser

sobre sociedades apocal�pticas, morte e destrui��o.

A CORRIDA DA MORTE DO ANO 2000

Nada muito inspirador.

PARA UM MUNDO DE VIDA ETERNA, ELE TROUXE O DOM DA MORTE.

A fic��o era uma batalha perdida.

Lucas levou o Star Wars � Universal e � United Artists.

Os dois est�dios dispensaram o projecto.

Mas o jovem cineasta ambicioso ficou secretamente aliviado.

A �ltima coisa que queria era entregar o seu projecto de sonho �s pessoas erradas.

O sistema dos est�dios n�o lhe interessava.

EX-EXECUTIVO DE PRODU��O

Ele usou-os porque n�o havia outro modo de fazer o que precisava.

Destemido, Lucas apresentou o Star Wars a Alan Ladd, Jr.,

o novo director de assuntos criativos da 20th Century Fox.

Ladd, um ex-produtor, reconheceu o potencial no cineasta,

e n�o necessariamente no filme.

Tivemos uma reuni�o e o George disse:

"Tenho pensado em algo chamado Star Wars."

E falou-me dele.

EX-CHEFE DE EST�DIO

Eu disse: "Parece genial."

Digo, toda a parte tecnol�gica

era incompreens�vel para mim.

Mas eu acreditava nele e na sua engenhosidade.

Eu percebi, desde Nova Gera��o

que ele era um g�nio, por isso fui em frente.

Ele entendia o que era talento, respeitava o talento e p�de dizer:

"Acho que tem talento. Acho que vamos investir."

E, Alan Ladd Jr. investiu em mim.

Ele n�o investiu no filme. E compensou.

Em 1973, o investimento de Ladd em George Lucas justificou-se.

A Nova Gera��o fora lan�ado com as melhores cr�ticas

e tornou-se no 3 filme mais lucrativo do ano.

Acabou por arrecadar mais de $100 milh�es mundialmente.

A Nova Gera��o mostrou um cerne humano e um cora��o enorme...

CINEASTA

... que George sempre teve.

E isso surpreendeu muita gente.

Com um acordo preliminar para Star Wars,

Lucas come�ou a trabalhar no gui�o em 1974.

Provou ser mais ambicioso do que imaginara.

O cineasta conseguiu refinar a ess�ncia da sua ideia,

uma batalha �pica entre uma Alian�a Rebelde her�ica

e um Imp�rio Gal�ctico do mal.

O vil�o principal, Darth Vader, estava l� praticamente desde o in�cio.

Mas demorou a criar os tr�s her�is principais de Star Wars.

Uma valente e jovem princesa, Leia Organa,

o destemido contrabandista coreliano, Han Solo,

e, o mais importante, um jovem agricultor idealista,

cujo nome original era Luke Starkiller.

No decorrer da sua aventura,

Luke treina para ser um cavaleiro Jedi,

cuja energia m�stica prov�m de algo conhecido como "a For�a."

Mas o gui�o passou por muitas mudan�as dr�sticas.

A certa altura, Luke era um general de 60 anos

e o Han Solo tinha pele verde e guelras.

At� o conceito da For�a tinha de ser melhor idealizado.

Em vez disso, havia o Kyber Crystal,

um C�lice Sagrado gal�ctico.

O conceito da For�a era muito importante nesta hist�ria.

PRODUTOR

E a dificuldade � tentar criar um conceito religioso e espiritual

que actue de forma simples, sem muita exposi��o

ou sem parecer sobrecarregar a hist�ria.

Tornou-se num gui�o gordo, com umas 200 p�ginas.

Tinha perdido o controlo da hist�ria.

Ent�o, a �nica forma como consegui lidar foi dizer:

"Vou pegar no primeiro ter�o e transform�-lo num filme."

Mas tinha escrito mais. Tinha passado um ano a escrever isto.

E eu disse: "N�o vou desperdi�ar dois ter�os do meu ano

e dizer: 'Agora s� tenho dinheiro para isto.

S� tenho isto. Vou fazer o filme.'"

Ent�o, pu-lo na prateleira. E disse: "Custe o que custar,

vou acabar o filme."

Mas Star Wars n�o seria barato.

Para que os directores da Fox aprovassem a verba necess�ria,

Lucas precisava de algo dram�tico.

Contratou Ralph McQuarrie, um designer conceptual

vindo da Boeing.

Eu tinha visto algumas pinturas. Achei-o brilhante.

Eu disse: "Quero que fa�as umas pinturas das cenas que eu fiz

para o est�dio ter uma ideia do que estou a falar."

Quando entreguei o gui�o,

tinha uns cinco ou seis desenhos que tamb�m entreguei

para dizer: "Vai ficar assim."

O conceito dele tinha um visual espectacular...

ARTISTA CONCETUAL

... que n�o transparecia no gui�o.

Tentei escal�-lo,

justapondo pequenos elementos

com planos de fundo grandes e espectaculares.

O George dizia: "N�o se preocupem como o vamos fazer.

S� queremos ter uma ideia

de como ficar�o as cenas no ecr�."

As pinturas de McQuarrie conquistaram os directores da Fox

que aprovaram uma verba de pouco mais de $8 milh�es.

Com apenas a primeira parte da saga a ser feita,

Lucas tamb�m tinha de pensar no futuro.

Mas tinha aprendido a ser cauteloso com os grandes est�dios.

Quando fechei neg�cio para o Star Wars,

originalmente fiz um acordo antes de A Nova Gera��o sair.

Porque o Alan Ladd viu o Nova Gera��o,

disse: "Fa�o acordo."

Mas deixou claro... "Vais fazer 'X' quantia de dinheiro"

e esse tipo de coisas.

E era como um memorando de uma p�gina.

Na altura de fazer o contrato do filme, cerca de um ano depois,

eu sabia que o que tinha mesmo de fazer era proteger

o que n�o estava escrito, as outras partes do gui�o.

De repente, Nova Gera��o sai,

e � um sucesso esmagador.

Ent�o, o agente dele voltou e disse: "Ei, olha.

Este tipo fez agora um filme de enorme sucesso.

N�o achas que devemos ganhar mais do que $200.000?

por escrever, dirigir e produzir um filme?"

Eu disse: "Sim. Acho que ele devia ganhar mais."

Fui cuidadoso ao dizer: "N�o quero mais dinheiro nem mais pontos.

N�o quero nada financeiro.

Mas quero o direito de fazer as sequelas."

Trabalhava com a ideia de todos os cineastas,

de que seria um desastre

e que n�o seria promovido e teria uma morte horr�vel.

E seria muito dif�cil fazer os outros dois filmes.

O George disse: "Eu quero uma grande fatia do merchandising."

At� ent�o, o merchandising era um pouco desconhecido.

Quando consegui os direitos, disse:

"Vou poder fazer t-shirts, fazer cartazes

e vou poder vender este filme, mesmo que o est�dio n�o o fa�a.

Ent�o, consegui o controlo de quase tudo o que tinha sobrado

que n�o interessava ao est�dio.

O George era muito ambicioso e o est�dio n�o era,

porque n�o sabiam que o mundo estava a mudar.

O George sabia. Ele mudou-o.

Com o contrato para Star Wars terminado,

Lucas precisava agora de uma for�a rebelde

� altura do desafio da produ��o.

No ver�o de 1975,

fundou a empresa de efeitos visuais, Industrial Light & Magic.

N�o havia empresas de efeitos especiais.

O departamento de efeitos especiais dissolvera-se.

Em parte por causa do custo,

e em parte porque o gosto americano,

a cultura, preferia filmes mais realistas.

Abord�mos os efeitos visuais como um grande teste, dizendo:

"Fazemo-lo com quem trabalha em modelos arquitect�nicos

e em publicidade e que nunca trabalhou em filmes?"

�ramos tipo uma fraternidade estranha

de doidos por fotografia rob�tica ou algo assim.

� um grande filme para a Fox. Faz�amos an�ncios.

OPERADOR DE C�MARA, MINIATURAS E EFEITOS �PTICOS

Todos sonh�ramos em fazer um filme

e isto era o sonho a tornar-se real.

Star Wars chegou na altura certa para n�s.

Fomos para um armaz�m grande e vazio,

perto do aeroporto de Van Nuys e come��mos do zero.

CRIADOR DE MODELOS

Quero dizer, estava vazio e costum�vamos estacionar l� dentro.

N�o havia equipamento nenhuma sala.

O supervisor na ILM era John Dykstra,

um operador de c�mara que trabalhara para Douglas Trumbull

em filmes como Corrida Silenciosa.

Eu era essencialmente respons�vel

pelos efeitos visuais do filme.

Peg�mos no conceito do controlo de movimento...

SUPERVISOR DE EFEITOS VISUAIS

... de duplicar o movimento da c�mara

para gerar elementos m�ltiplos do filme

e torn�mos a t�cnica mais produtiva usando um computador,

que eram microprocessadores individualizados.

N�o havia PCs. N�o se comprava um PC. T�nhamos que os construir.

Ao mesmo tempo em que o sistema de c�mara era montado,

outro grupo come�ou a montar modelos de naves espaciais.

Fui um dos primeiros contratados. Tinham um pequeno departamento de arte.

Havia uns modelos conceituais de papel�o...

CRIADOR DE MODELOS

... e uns kits de montagem.

Alguns roteiros e ilustra��es conceptuais

foram feitos por Joe Johnston.

Algumas pinturas foram feitas por Ralph McQuarrie.

Tudo veio dos meus rabiscos

ou das pinturas e desenhos do Ralph.

E de qualquer ideia que o George desse.

DIRECTOR DE ARTE E EFEITOS VISUAIS

N�o havia muitas influ�ncias externas em Star Wars.

George queria que se vissem os rebites,

para se ver a l�gica de como era feito.

Fui contratado para trabalhar na Estrela da Morte,

de 12 metros por... Quanto media?

CRIADOR DE MODELOS

Doze por 24 metros ou 12 por 16 metros.

Ningu�m queria faz�-lo, era preciso ficar de joelhos.

Todos podiam trocar de lugar

e de t�cnicas.

Era diferente de Hollywood...

EFEITOS VISUAIS

... com regras estritas.

Mas o trabalho n�o podia ser feito assim,

e nem os sindicatos de Hollywood entenderiam o que faz�amos.

Com a pr�-produ��o a adquirir din�mica,

Lucas come�ou a contratar o elenco para o drama gal�ctico.

Partilhou as audi��es com o amigo, Brian De Palma,

que procurava actores para o filme de Stephen King, Carrie.

Est�vamos os dois a fazer audi��es ao mesmo tempo,

e resolvemos unir esfor�os.

J� fiz filmes com jovens sem experi�ncia,

mas era preciso descobri-los.

O processo era escolher, testar e faz�-los ler o gui�o.

Demora. Passei uns seis ou sete meses a escolher o elenco de Star Wars.

O processo de entrevistar as pessoas � bastante longo.

E entrevistei milhares.

Para os protagonistas masculinos, Luke Starkiller e Han Solo,

Lucas queria uma presen�a individual no ecr�

e qu�mica entre os actores.

Ac��o.

Outra vez. Sem erros.

- N�o a encontra, Major? - Encontrei.

S� que n�o est� ali.

- Encontrei. - S� que n�o est� ali.

O que sobra est� contaminado.

� s� isso. Olha os marcadores de radia��o.

� imposs�vel. Nunca vi nada assim.

O Imp�rio chegou primeiro.

O planeta foi explodido.

Para o papel central de Luke,

Lucas precisava de um actor que transmitisse intelig�ncia e integridade.

Ela � da realeza. N�o conseguir�o nada dela.

Ela sabe controlar a mente.

Ela � da realeza. N�o conseguir�o nada dela.

Ela sabe controlar a mente.

Mark Hamill, de 24 anos,

era um rosto conhecido na televis�o.

Um novato nos filmes, o seu estilo prudente e pacato era perfeito.

Lembro-me de uma fala no teste de ecr�,

que acho que jamais me vou esquecer.

Luke diz: "N�o. O medo � a maior defesa.

Duvido que a seguran�a

seja maior do que em Aquilae ou Sullust,

e deve estar direccionada a um ataque em larga escala."

O medo � a melhor defesa deles.

A seguran�a n�o �

maior que em Aquilae ou Sullust,

e deve estar direccionada a um grande ataque.

Eu li a fala e pensei: "Quem fala assim?"

E disse com sinceridade.

Quantos sistemas t�m de ser destru�dos

para n�o te esconderes e lutar?

N�o v�s o que se passa?

Mi�do, fica com a gl�ria e as boas inten��es.

Eu fico com a recompensa.

O papel de Han Solo exigia algu�m mais velho com um jeito meio c�nico.

O que o andr�ide carrega de t�o importante?

O que � que esse andr�ide carrega de t�o importante?

Harrison Ford trabalhara com Lucas em A Nova Gera��o.

Mas como o realizador s� queria rostos novos,

ele n�o p�de fazer a audi��o.

Espera. Tenho de me sentar para entrar � direita?

Mas ele veio dar as falas aos outros actores.

Eles perguntaram-me se eu ajudaria os actores com as falas.

Tornou-se tarefa minha explicar aos actores

o que cada um dos lados

realmente significava.

Eles seguir-nos-�o. Destruir�o as bases secretas.

Destruir�o o sistema.

Sim, e trar�o a Estrela da Morte.

Lucas hesitou em usar Ford,

mas o actor conquistou-o dando a Han uma mistura de mercen�rio atrevido

e cansado do resto do mundo.

A ideia dos relacionamentos das personagens era clara.

Mark era o jovem imaturo, eu era o convencido,

e cada um tinha o seu campo para explorar.

O planeta foi explodido.

Precisariam de mil naves

com mais poder de fogo para isso.

Se o Imp�rio tivesse uma nova arma, eu saberia.

Teria ouvido algo.

Bem, agora sabes.

O inimigo aproxima-se. N�o temos muito tempo.

Trouxe-te aqui. E agora?

Encontramos os rebeldes.

O que temos pertence-lhes.

As bases deles est�o bem escondidas, filho.

Nem todo o poder do Imp�rio as encontraria.

Sabes onde est�o?

N�o. J� n�o sei.

N�o te vou levar numa persegui��o pela gal�xia!

Quase todas as actrizes jovens em Hollywood

tentaram o papel da Princesa Leia.

Embora a personagem tivesse a idade de Luke

como l�der da rebeli�o Leia deveria projectar uma confian�a mais madura.

Os planos e especifica��es para uma esta��o de combate

com poder para destruir um sistema inteiro.

A esperan�a para a destruir � encontrar a sua fraqueza,

que determinaremos a partir dos dados que armazenei no R2.

A nossa �nica esperan�a para a destruir

� encontrar o ponto fraco,

que saberemos com dados que armazenei no R2.

Captur�mos os planos num ataque � frota imperial.

Mas fomos atacados antes de assegurar os dados,

ent�o escondi-os no R2.

Quando o R2 estiver seguro nas minhas m�os, receber�s a tua recompensa.

Tens a minha garantia.

O que � que o andr�ide carrega de tanta import�ncia?

Os planos e especifica��es

de uma esta��o de combate com poder

para destruir um sistema inteiro.

Uma determinada actriz

parecia perfeita para o papel de princesa.

Como filha da actriz Debbie Reynolds e do cantor Eddie Fisher,

Carrie Fisher era fruto da realeza de Hollywood.

Ela transmitiu facilmente a autoconfian�a de Leia Organa.

Reuni-me com Brian De Palma e George,

e Brian era quem falava,

porque o George n�o falava na �poca.

Havia actrizes incr�veis da minha idade

a serem consideradas para este papel,

por isso, n�o achei que o conseguisse.

Mas a nossa esperan�a � destru�-la antes que ela nos destrua.

� in�til escondermo-nos agora.

Com a Estrela da Morte, continuar�o a destruir sistemas

at� nos encontrarem.

N�o temos alternativa sen�o processar a informa��o

e us�-la enquanto h� tempo.

Consegui-o com a condi��o de que iria para um gin�sio

e perderia 4,5 quilos.

Acho que pensaram que iam sair dois daqui e dois dali.

A minha personagem era algu�m

impulsiva e assim,

mas eu tamb�m me achava um pouco assim,

por isso, seria improv�vel eu ser escolhida como recatada.

Escolheu-nos conforme a personalidade.

A decis�o de Lucas de contratar desconhecidos

contrariou o conselho do amigo Francis Ford Coppola,

que comp�s o elenco de O Padrinho com estrelas.

A 20th Century Fox tamb�m ficou preocupada com as escolhas de Lucas.

Ele disse: "Eu quero ficar com estes tr�s desconhecidos."

Achei que depois de tudo o que pass�mos, ele sabia o que fazia.

Eu estaria a mentir se dissesse: "Meu Deus. O Harrison � perfeito,

a Carrie � perfeita e o Mark � fant�stico."

N�o, eu estava muito nervoso com o elenco.

Para o papel importante do velho mestre Jedi, Obi-Wan Kenobi,

Lucas reconheceu que precisava de algu�m famoso.

O Sir Alec Guinness era um veterano com mais de 40 filmes

e tinha ganhado um �scar em 1958

pela sua interpreta��o em A Ponte do Rio Kwai.

O nobre actor tinha o pedigree e a imagem.

O papel de Alec Guinness

exigia uma certa estabilidade e seriedade como personagem,

o que significava que precis�vamos de um actor com personalidade forte.

ALEC GUINNESS CONSEGUE PAPEL DE TOPO EM 'WARS'

Contratar Guinness foi astuto.

Mais contrata��es seriam feitas em Londres

onde Star Wars seria maioritariamente produzido.

Ao contr�rio de onde Lucas morava, no norte da Calif�rnia,

Londres proporcionava acesso aos est�dios gigantes

que os cen�rios de Star Wars exigiam.

A localiza��o tamb�m deu a Lucas acesso a grandes talentos de produ��o brit�nicos.

A personagem de Darth Vader exigia uma estatura f�sica imponente.

Para o traje de Vader,

Lucas contratou o culturista David Prowse,

cujo curr�culo inclu�a pap�is como o de Frankenstein

nos famosos filmes de terror de Hammer.

Como c�mplice mal�volo de Vader, o governador Tarkin,

outro aluno de Hammer foi contratado, Peter Cushing, de 63 anos.

Mais conhecido como o met�dico Professor Van Helsing em Dr�cula,

Cushing era perfeito para interpretar o insens�vel chefe de Estrela da Morte.

Para o papel de Chewbacca, o gigantesco co-piloto Wookie de Han Solo,

Lucas e Kurtz tiveram de procurar fora dos canais normais de elencos.

Mas com 2,20 metros de altura,

n�o foi dif�cil para Peter Mayhew,

que trabalhava num hospital de Yorkshire.

Eu sentei-me num dos sof�s

� espera do George.

A porta abriu-se,

e George entrou com o Gary atr�s dele.

Ent�o, o que � que fiz?

Fui criado em Inglaterra.

Assim que algu�m entra pela porta, eu levanto-me.

O George faz: "Hum."

Praticamente virou-se para Gary e disse:

"Acho que o encontr�mos."

Encontrar os actores certos para fazer de rob�s

foi ainda mais dif�cil.

Os designers de produ��o tinham constru�do v�rios rob�s e andr�ides

para povoar o universo de Star Wars.

Mas seriam precisos actores vivos para dar personalidade

aos dois andr�ides principais, o C-3PO e o R2-D2.

Para operar o R2,

Lucas precisava de um artista baixinho

mas com grande imagina��o.

Entra o comediante Kenny Baker de 1,04 metros.

N�o encontravam ningu�m que coubesse no rob�

para o fazer mexer,

e n�o podiam usar crian�as porque era pesado.

Pesava uns 35 quilos.

Eu j� tinha muita experi�ncia dentro de fatos,

dentro de gatos, c�es e Deus sabe mais o qu�.

Ent�o, quando entrei no rob�, ele disse, "Cara feliz."

E eu fazia...

L� dentro. Ningu�m conseguia ver a minha express�o, obviamente.

Mas... Temos de fazer algo para entrar no esp�rito da coisa.

O actor Anthony Daniels

n�o s� tinha o porte pequeno necess�rio para o C-3PO,

como tinha experi�ncia como mimo.

Falava com uma pessoa atr�s da outra.

Fiquei l� a pensar: "S�o quase horas de ir, eu acho."

E ent�o, sobre os ombros de George, vi uma pintura,

e uma coisa extraordin�ria aconteceu.

Foi de repente, porque olhei para a cara dele,

e ele olhou, e tivemos um contacto ocular incr�vel.

Ele est� a olhar do quadro e parecia estar a dizer:

"V� l�. Anda. Fica comigo."

E a vulnerabilidade na sua cara

fez-me querer ajud�-lo.

N�o � estranho? Ele parecia totalmente vulner�vel.

Aquela pintura mudou totalmente a minha postura com todo o projecto.

Anos depois, pude dizer a Ralph MCQuarrie:

"Sabes que a culpa � toda tua."

Em Mar�o de 1976, com o elenco completo,

George Lucas e a sua equipa chegam � �frica do Norte.

Era uma estranha caravana de cineastas brit�nicos e americanos

a trabalhar num pa�s de l�ngua francesa com um gui�o em que poucos acreditavam.

Os factores predominantes para mim, naquela altura eram...

DIRECTOR DE ARTE E DESIGNER DE PRODU��O

... todo o trabalho,

a quantidade de coisas a fazer

e t�nhamos s�rias d�vidas de que ficaria pronto a tempo.

Mas o pior ainda estava por vir.

Agora dependia de Lucas fazer o seu filme.

Com s� um dia de filmagens,

o Saara foi atacado pelas maiores chuvas dos �ltimos 50 anos.

�amos filmar no campo de sal.

Sa� e a chuva cruzava horizontalmente a rua.

SUPERVISOR DE PRODU��O

Assim.

Pensei: "Meu Deus."

Mandei a equipa descansar, voltar para a cama,

porque n�o havia hip�tese de filmarmos assim.

Nas primeiras semanas, tivemos problemas com o tempo.

Os cen�rios tinham voado. Eu n�o filmava tudo.

Foi um desastre.

Eu estava bastante deprimido, a dizer:

"Isto � areia a mais para o meu cami�o.

N�o sei o que vou fazer."

Devemos fazer o que acharmos correcto, claro.

Com temperaturas a chegar aos 37 graus �s 10h da manh�,

a Tun�sia n�o era nada agrad�vel ao sol.

Luke!

A assar durante horas em fatos pesados,

at� o coordenador de duplos, Peter Diamond,

achou as condi��es fisicamente exaustivas.

Eu era o �nico duplo do filme na Tun�sia.

Eu fazia de N�mada Tusken ou de Povo da Areia.

N�o sou f� do sol. N�o gosto dele. Eu queimo-me.

COORDENADOR DE DUPLOS

Por isso, o calor matava-me.

N�o aguentava mais, estava tanto calor.

Houve tantos problemas. N�o era uma boa localiza��o.

Fomos feitos para sofrer.

� o nosso destino.

O C-3PO foi, finalmente,

montado pela primeira vez

no dia antes de come�armos a filmar.

O R2-D2 n�o funcionava muito bem.

Ele conseguia deslizar com os tr�s p�s,

mas n�o virava a cabe�a ao mesmo tempo.

Havia fios por todo o lado.

A cabe�a estava numa faixa de rolamentos.

Eu costumava pegar no que podia

e virava-a para um lado e para o outro.

N�o muito.

Porque se exagerasse, os fios enrolavam-se no meu pesco�o.

Depois diziam: "Corta! Vamos almo�ar."

E todos iam embora e deixavam-me ali.

Depois, eventualmente, lembravam-se de mim.

Isso aconteceu muitas vezes.

Foi mau colocar o fato pela primeira vez,

e em dois passos, a perna esquerda despeda�ou-se

no pl�stico do p� esquerdo

e foi gentilmente, mas for�osamente e persistentemente,

cortando at�...

� parte macia do meu p�.

Ent�o retir�mo-la e manquei at� ao cen�rio s� com um p�.

Foi quando entrei em p�nico ao pensar nos pr�ximos dias.

� medida que os actores e a equipa resmungavam das m�s condi��es,

foi o Sir Alec Guinness quem serviu como exemplo de profissionalismo.

Para mim, foi fascinante ver o Alec Guinness.

Ele estava sempre preparado, sempre profissional,

sempre am�vel com os outros actores.

Ela sabia bem o que tinha de fazer para a hist�ria.

Foi ele quem lhe deu uma certa legitimidade.

Perguntei-lhe porque o quis fazer.

Ele adorou a ideia de interpretar um mentor ou um s�bio

num jogo de moralidade

onde o bem e o mal est�o t�o bem definidos.

Ac��o!

- H� quanto tempo tem esses droides? - Tr�s ou quatro temporadas.

Est�o � venda se os quiser.

A sua identifica��o.

N�o precisa de ver a identifica��o dele.

Eu n�o preciso ver a sua identifica��o.

Esses n�o s�o os droides que procuram.

N�o s�o os droides que procuramos.

Ele est� dispensado.

Est� dispensado.

Vamos.

Lucas, enquanto isso,

estava atolado com adere�os que funcionavam mal,

avarias electr�nicas e outras afli��es na produ��o.

Star Wars j� estava com dificuldades para se manter em dia.

A �nica esperan�a era que depois da Tun�sia

a produ��o passaria para um ambiente mais controlado,

nos Est�dios Elstree perto de Londres.

Os est�dios da Elstree estavam entre os maiores do mundo,

e os cen�rios, agora prontos ap�s meses de constru��o, eram impressionantes.

Pela primeira vez, todo o elenco de Star Wars se reunia.

Era como um filme totalmente � parte.

Era como um recome�o.

E tudo era realmente novo.

Todos t�nhamos idades diferentes.

Eu tinha 19, o Harrison tinha 33.

Ele era como o sabich�o do campus.

Ao conhec�-lo, quase que sent�amos: "Ele vai ser uma estrela de cinema."

Fatos, maquilhagem, rob�s e extraterrestres

estavam todos prontos.

Eu colocava aquela m�scara

e o Chewie transformava-me.

Eu transformava-me. A atitude era diferente.

O andar era diferente. O Chewie era activado.

Fazia as cenas, voltava, tirava a m�scara,

e o Peter voltava.

Ac��o.

Aquele velho � maluco.

Isso mesmo, Chewie. De onde desenterraste esse velho f�ssil?

- O Ben � um grande homem. - �, grande em arranjar-nos problemas.

N�o te ouvi a dar ideias.

Muito bem, corta.

Trabalhar nos Est�dios Elstree

n�o isentava a produ��o de problemas

ou de normas estritas do sindicado brit�nico.

�s 5:30 t�nhamos de parar,

a n�o ser que estiv�ssemos a meio de uma cena.

Eu podia pedir 15 minutos extra � equipa,

mas recusavam-se sempre.

Sem desmerecer brit�nicos, havia uma atitude:

"Que � isto?"

N�o ajudava muitos pensarem que Star Wars

era apenas um filme para crian�as.

�s vezes, at� os actores eram pressionados para levar o filme a s�rio.

Eu achava que o filme n�o ia ser bom.

Eu pensava: "Isto � meio estranho."

Um homem da ilumina��o,

ele disse: "Isto � sobre qu�? Um monte de tretas."

E todos pens�vamos isso na altura. "Sim, � um pouco estranho."

Ac��o!

Era uma princesa com tran�as esquisitas dos lados

e um gigante vestido de macaco.

Digo, era estranho, muito estranho.

Chega de aventuras! N�o me vou envolver!

N�o me chames de fil�sofo maluco,

seu pote de graxa barrigudo!

Bang!

Vou arrepender-me disto.

Eram falas dif�ceis.

Ent�o acho que digo: "Governador Tarkin, pensei que o reconheci pelo mau cheiro."

O que, n�o sei quanto a voc�s, mas eu estou sempre a falar assim.

Governador Tarkin.

J� devia esperar encontr�-lo com a trela do Vader.

Reconheci o seu mau cheiro ao entrar a bordo.

Graciosa at� o fim.

Diz�amos: "Escrever isto � f�cil, mas n�o se consegue diz�-lo."

O George n�o gostava muito de estar em Londres.

Acho que � a melhor forma de o dizer.

Ele n�o gosta de estar longe de casa.

N�o � a pessoa mais soci�vel do mundo.

Teve desaven�as com o operador de c�mara.

Gil Taylor era um operador de c�mara conservador, muito rabugento.

George, que vinha dos filmes com baixo or�amento

estava habituado a fazer muitas coisas sozinho.

Ent�o, o George dizia coisas como: "Ponham uma luz aqui."

E o Gil ofendia-se com esse tipo de coisas.

Diz: "N�o � trabalho teu, filho."

Diz-me o que quer ver e eu f�-lo-ei

da forma que achar melhor para criar o que queres ver."

Era um choque entre estilos de trabalho.

Claquete 327, take quatro.

Estamos quase em Alderaan.

Sabe, senti algo. Quase podia ver o remoto.

Isso � bom.

Deste o teu primeiro passo rumo a um mundo maior.

Lucas tamb�m ficava frustrado

com os fatos, os cen�rios e outros elementos da produ��o

que n�o condiziam com a sua vis�o para Star Wars.

As ced�ncias exigidas devido ao or�amento do filme

preocupavam-no quase diariamente.

O que seria decepcionante era a cantina.

Foi mesmo descrita com imagina��o

e depois entramos l�

e parece O Quebra-nozes.

Sabem, h� um tipo que � sapo e uma mulher-rato

e um grilo gigante no bar.

Era mesmo decepcionante.

Mas o George diz: "N�o te preocupes, Vamos resolver tudo."

N�o vimos nada daquilo acabar por aparecer no ecr�.

Ent�o, quando explodiram o meu planeta,

estava a olhar para um tipo a fazer assim num quadro com um c�rculo.

Era engra�ado.

Continuem a opera��o. Podem disparar.

- O qu�? - Dantooine � longe demais

para uma demonstra��o eficaz.

Lidaremos em breve com os seus amigos.

N�o!

E dizem-se humanos.

George nunca falava.

Sent�amos que ele queria que acert�ssemos

e magicamente acomod�ssemos as falas.

Chegou a perder a voz. S� soubemos disso dias depois.

E quer�amos dar-lhe uma placa a dizer: "Mais r�pido e mais intenso."

Era a sua principal ordem.

Ele s� queria que f�ssemos r�pidos.

O George � famoso por dizer, ap�s um take:

"Mais r�pido, mais intensidade."

Ele disse-me isso: "�ptimo, Tony. Podes repetir, mais r�pido?"

Mas n�o ouvi "mais intensidade."

Achei que o 3PO com mais intensidade n�o seria suport�vel. Acham?

Disse que os sistemas foram alertados para a sua presen�a.

A porta principal � a �nica forma de entrar e sair.

Todos t�nhamos de preencher v�rios vazios.

Se fiz�ssemos algo que ele n�o gostasse, ele dizia-nos,

em vez de nos dizer o que fazer.

O George gosta de pessoas.

Acho que o George � uma pessoa afectuosa.

Mas � um tanto impaciente com o processo de actua��o,

de descobrir alguma coisa, sabem.

Ele acha que est� l�.

"Est� mesmo a�. Eu escrevi." Sabem?

"Faz isso." E �s vezes n�o d� simplesmente para fazer "isso."

Ele concentra-se mesmo no que tenta fazer e em ter tudo perfeito.

O fumo est� bem? Os explosivos rebentaram bem?

E ironiz�vamo-lo sem d�.

Carrie e Mark t�m um senso de humor cruel.

A Carrie era muito jovem,

e o Mark era muito jovem,

eram a divis�o juvenil,

e andavam sempre escondidos pelo cen�rio.

Por isso and�vamos sempre a rir.

Tive um traje para o primeiro filme,

e como o George me ensinou,

n�o h� roupa interior no espa�o.

Em vez disso, havia fita isoladora.

Por isso estava cheia dela.

E eu costumava dizer que dev�amos fazer um concurso na agenda de filmagem

para ver quem a arrancava.

Mas n�o o fizemos.

Est�vamos sempre a brincar e a tentar fazer o George ceder,

porque ele parecia estar prestes a chorar

e tent�vamos anim�-lo.

V�o.

Muito bem, corta.

- E? - E?

A Carrie e o Mark bateram no...

O microfone estava na imagem.

Microfone na imagem.

Microfone estava na imagem!

O microfone estava na imagem!

Voltem � posi��o inicial.

O departamento de som tem de pagar.

Para ele, esse tipo de humor era inapropriado na �poca,

porque est� concentrado e a ver o que quer fazer

e n�s somos apenas actores a tentar combater o aborrecimento

porque pass�mos a manh� toda no compactador de lixo.

Prontos? E ac��o!

- O que aconteceu? - N�o sei!

Desapareceu!

Estou com um mau pressentimento.

Mas � incr�vel o que se pode fazer quando tem uma vis�o, uma ambi��o,

e quando se consegue que os outros fa�am o que queremos.

O que o manteve focado nas ambi��es

foi a vis�o do George e a sua paix�o pela ideia.

Talvez a proeza mais memor�vel em Star Wars

tenha sido realizada por Mark Hamill e Carrie Fisher,

a fuga de �ltima hora de Luke e Leia

sobre um abismo profundo na Estrela da Morte.

Mark Hamill queria fazer o que desse.

Tive de afast�-lo algumas vezes porque ficava entusiasmado demais.

Podia ter-se magoado.

A Leia e o Luke tinham de se pendurar num vazio.

N�o pod�amos pagar a duplos, ent�o disse:

"Posso ensin�-los e ser� seguro."

Eu e o meu amigo coloc�mos os arneses e os cabos.

Todos em baixo... Lembrem-se, estamos a uns 20 metros no ar,

a olhar para eles, certo?

E quando balan��mos, ouviu-se um rasg�o e o meu amigo disse-me:

"Peter, o teu arn�s partiu-se."

O Mark disse: "N�o entro a�. � muito perigoso."

Foi a� que descobri que � preciso saber mentir.

Eu disse: "Tudo bem com o arn�s.

As minhas cal�as � que rasgaram."

E ele: "Pensei que foi o arn�s."

E eu: "Se fosse perigoso, n�o te deixava faz�-lo."

Ac��o!

Fizeram-no de uma vez, e foi assim que conseguimos.

Para dar sorte.

Foi no in�cio das filmagens,

quando ainda me preocupava com o meu peso.

Achei que �amos errar e eu bateria na parede

e diriam: "Ainda demasiado rechonchuda. Vamos trazer a Jodie Foster."

Outra tarefa de Peter Diamond

era coreografar o combate dram�tico dos sabres de luz

entre Darth Vader e Obi-Wan Kenobi.

N�o podes vencer, Darth.

Se a minha l�mina atingir a marca, � o fim da tua exist�ncia.

Mas aviso-te, se me atingires,

ficarei mais poderoso do que podes imaginar.

George queria um combate do tipo com espadas

com um toque de t�cnica japonesa.

Mas em vez de movimentos tipo samurai com uma m�o,

eu pegava com duas m�os,

por isso, todos os movimentos eram com as duas m�os, assim.

As primeiras espadas eram madeira

com material de projec��o enrolado.

O mais dif�cil para mim nas primeiras lutas,

era Darth Vader ser um homem de porte grande,

e Obi-Wan Kenobi era um cavalheiro,

que praticara esgrima no cinema.

Tive de os ensinar, se isso fosse a espada,

a parar antes de tocar, as l�minas partiam.

Partimos tantas l�minas. Continuavam a estalar.

- Corta. - Corta!

Do outro lado do Atl�ntico, o chefe de produ��o da Fox, Alan Ladd, Jr.,

continuava a dar a Lucas o seu principal,

sen�o o seu �nico, apoio do est�dio.

Houve muitos problemas, sim.

Digo, em todas as reuni�es a que fui,

o assunto era sempre o Star Wars.

"Os custos est�o a aumentar. � isto e aquilo.

Lemos rascunhos e gui�es que n�o fazem sentido para n�s

de qualquer forma."

Era bastante desagrad�vel.

N�o me esque�o de certas coisas que me faziam rir como

a preocupa��o deles se o Wookie deveria usar cal�as.

Olhavam para esta coisa e diziam:

"N�o podia usar uns cal��es de cabedal?"

E eu pensava: "Isto n�o � o m�ximo?

De todas as coisas com que t�m de se preocupar.

O Wookiee n�o tem cal�as."

Pass�mos o prazo em duas semanas.

Naquela altura, o quadro de directores na Fox

come�ou a entrar em p�nico e disse ao Alan Ladd, Jr.

que tinha de acabar o filme como estivesse.

E ent�o, ele disse-me:

"Olha, tens de terminar na pr�xima semana

porque tenho outra reuni�o,

e n�o posso dizer que ainda filmam."

Eu ligava para o departamento de produ��o

a dizer: "Isto � de loucos.

Uma segunda equipa custar� mais

do que uma semana extra."

Disseram: "N�o interessa. A opini�o do est�dio

� que o prazo � mais importante que o dinheiro gasto."

As �ltimas cenas foram filmadas apressadamente,

com Lucas a correr desesperadamente

entre um est�dio e outro.

Acho que o George sofreu

muito mais do que percebi na altura.

Mas eu estava focado no que estava a fazer,

pois o filme n�o parava, desde manh� at� anoitecer.

Acab�mos por passar do prazo,

e dividimo-nos em tr�s unidades mesmo no final.

O Gary dirigiu a segunda unidade,

e eu tive o prazer de dirigir

a terceira unidade de Star Wars.

As minhas imagens eram grandes planos

da terceira pata do R2-D2 a baixar.

Nada muito dram�tico.

Mas foi assim que termin�mos.

Vamos l�!

Muito bem, corta. Acabou o tempo. Corta.

Espero que tenha desligado o feixe de tra��o

ou a viagem ser� bastante curta. D�-lhe!

A Fox programou o lan�amento de Star Wars para o Natal de 1976.

- Ot�rio. - 463, take um.

Mas as filmagens dif�ceis atrasaram demais o filme.

Ac��o!

- N�o acab�mos de deixar a festa? - Grunhe.

- Porqu� a demora? - Vimos velhos amigos.

- A nave est� bem? - Parece.

� s� entrarmos. Espero que o velho

- tenha desligado o raio tractor. - Olha.

� agora. V�o!

Com quase seis meses pela frente,

n�o haveria forma de entregar o projecto a tempo.

Corta.

Eu terminei as filmagens e estava exausto, basicamente,

mas tive de passar das filmagens � p�s-produ��o

sem descanso.

Ansioso por cumprir o prazo,

Lucas ficou chocado quando viu

a primeira montagem do filme.

O ve�culo est� a perder pot�ncia!

Est� bem. Eu trato disso.

A primeira edi��o de Star Wars estava um grande desastre.

- E agora? - Sim, muito melhor.

Comecei a ver tudo montado. E n�o gostei.

Eu ia aos fins de semana e montava o filme sozinho.

Corta!

Queria que editasse � minha maneira,

ele n�o quis, e tive de o dispensar.

Fiquei sem editor. Estava atrasado.

Tive de correr para o terminar.

177, take dois.

Lucas percebeu que a �nica forma era come�ar do zero.

E eu sou o C-3PO, dedicado a rela��es humano-ciborgues.

E o meu companheiro � o R2-D2.

- Ol�. - Corta.

Para remontar o filme, contratou Paul Hirsch e Richard Chew

e conseguiu emprestada a esposa por uns meses, Marcia,

que editava New York, New York com Martin Scorsese.

- Claquete 250, take 7. - Ac��o.

Deves fazer o que achas correcto, claro.

Mas n�o me sinto bem agora.

Em Star Wars, a primeira tarefa do trio

era dar a energia e o ritmo que faltavam ao filme.

Corta.

Foi montado de maneira tradicional...

EDITOR DE FILME

... com planos abertos

e depois inserido nas coberturas

deixando o ritmo dos actores ditar os cortes,

em vez de os cortes

ditarem o ritmo das cenas.

211, take tr�s. Som guia.

Ac��o!

Por consequ�ncia, n�o havia muita anima��o

com as imagens montadas assim.

Corta.

Salt�vamos de um para outro. Se estivesse na bobina um...

EDITOR DE CINEMA

... eu pegava na dois. Quem terminasse

pegava na tr�s e por a� diante.

Us�vamos filmagens at� � �ltima imagem.

Corta. Posso tentar outra vez?

Muitas vezes, a pr�xima imagem era o flash da c�mara a parar.

Por exemplo, na filmagem de um do Povo da Areia

que derruba Luke,

ele segura a arma sobre a cabe�a.

Ele fez isso uma vez. E fizemos parecer que foi v�rias vezes.

As �nicas coisas que est�o ali s�o as apresent�veis,

e tudo nos bastidores � uma confus�o.

Como n�o ficaria pronto para o Natal,

a nova data ficou para o ver�o de 1977.

CHEGA � SUA GAL�XIA ESTE VER�O STAR WARS

Alguns duvidavam que o filme chegaria aos cinemas.

Mas mesmo com tantos problemas com a edi��o,

a situa��o na ILM era ainda pior.

A empresa tentava criar efeitos jamais criados.

Sabiam o que queriam realizar,

mas ainda n�o tinham nada aproveit�vel para o filme.

Gastaram metade da verba,

e eu tinha umas quatro filmagens,

das quais n�o aceitei nenhuma, n�o eram boas.

Isso foi uma decep��o.

N�o tinha efeitos especiais.

E n�o sabia se as naves iam funcionar.

Foi uma �poca desesperadora.

Gast�mos metade da verba a montar as c�maras de controlo de movimento

e a preparar a oficina.

Foi um desastre, para dizer o menos.

� preciso montar a f�brica

antes da lata de ervilhas chegar aos supermercados.

Acho que foi um ano ou mais

sem produzir um filme, sem terminar uma parte do filme.

Montavam impressoras,

montavam c�maras. N�s mont�vamos maquetes.

Eu sabia que o George estava desiludido

e eu fiquei desiludido por ele estar desiludido.

Mas, em parte, isto acarreta certa subjectividade.

Queria que ele estivesse mais feliz, mas tamb�m acho que, no fim,

o trabalho estava bom.

Quando os problemas de p�s-produ��o

chegaram aos directores da Fox,

decidiram que estavam fartos do George Lucas e "do seu filme cient�fico".

Eu estava numa das reuni�es do comit� executivo

onde queriam arrancar-me a pele.

Eu disse: "� o melhor filme de sempre."

Isso terminou a conversa.

Tinham medo de dizer: "�s um burro e est�s enganado,

e queremos-te fora daqui antes das cinco da tarde."

Sim, foram momentos tensos.

Com o primeiro corte horroroso do filme,

a ILM num caos e a press�o crescente do est�dio,

Lucas enfrentava batalhas insuport�veis todos os dias.

Ap�s uma viagem especialmente tensa � ILM,

Lucas sentiu fortes dores no peito.

Com medo de ter um ataque card�aco, deu entrada no Hospital de Marin.

Foi diagnosticado com hipertens�o e exaust�o

e avisado para reduzir o n�vel de stress.

Foi ent�o que realmente achei

que estava numa confus�o,

e n�o sabia como sair dela.

Lucas dobrou os esfor�os para salvar Star Wars.

A situa��o na ILM exigia medidas dr�sticas.

Para acertar os efeitos especiais cruciais para o filme,

Lucas teve de interferir pessoalmente.

Havia um departamento de produ��o na empresa.

Eu ia l� duas vezes por semana.

No in�cio, havia um certo ressentimento

porque eles acharam

que estavam a ser desafiados na edi��o.

Ach�mos que alguns deles tinham uma mentalidade quase hippie

em rela��o aos prazos.

�ramos chamados de clube de campo.

Acho que eles pensavam que era preciso ter

uma grande equipa de produ��o ali

que fosse satisfazer uma determinada cota.

Com centenas de cenas ainda para terminar,

a ILM teria de fazer o trabalho de um ano em seis meses.

Mas Lucas e Kurtz estavam decididos a inverter a situa��o.

O Gary percebia de tecnologia e entendia os problemas.

O George � um contador de hist�rias

e temos de o satisfazer pois ele � quem est� a contar a hist�ria.

OPERADOR DE C�MARA, MINIATURAS E EFEITOS �PTICOS

Mas, para isso, tivemos de montar incr�veis engenhocas.

O George era o nosso general.

�ramos os seus soldados. E est�vamos todos na mesma luta

para lan�ar o filme.

Est�vamos na linha da frente...

EFEITOS VISUAIS

... e sent�amo-nos especiais

e enfrentar esta grande luta para terminar o filme.

Para inspirar a equipa de efeitos da ILM,

Lucas editou combates a�reos de filmes de guerra antigos.

Foi o primeiro anim�tico, hoje � tudo feito no computador,

e n�s combin�mos frame por frame e fizemos a ac��o o melhor que pod�amos.

Ajudou tremendamente.

- J� esta! - �ptimo, mi�do! N�o fiques convencido.

Descrever o mundo abstracto de uma batalha � imposs�vel.

Os gui�es n�o mostram a velocidade,

os ritmos que ele precisava.

Obrigado, Wedge.

Foi �ptimo.

Com a chegada do inverno, Star Wars finalmente ganhava forma.

� isso! Conseguimos!

Conseguimos!

A trabalhar com as cenas originais da produ��o,

o designer de som, Ben Burtt,

adicionaria uma camada cr�tica.

Burtt passou um ano a coleccionar sons

para coisas que n�o existiam na nossa gal�xia.

O George deu a ideia de algo chamado "faixa org�nica."

DESIGNER DE SOM

O George achou que o Chewbacca poderia ser feito

a partir de grava��es de c�es ou talvez at� de ursos.

Al�m disso, gravei alguns le�es e tigres e at� algumas morsas.

Comecei a edit�-los todos juntos

e a fazer pequenas frases a partir dos sons.

Eu editava o melhor das grava��es.

O urso podia fazer um som de zangado.

Ou poderiam fazer um som fofo.

Ou um som que parecesse uma frase, tipo "wah-wah-wah."

Isso mesmo, Chewie.

A voz do R2 acabou por ser o problema mais dif�cil de resolver

no design de som do primeiro filme

porque o R2 tinha de actuar ao lado de outros actores.

E o gui�o s� dizia

que o R2 fazia um som, ou talvez um bip.

Eu tinha um pequeno sintetizador electr�nico,

e fiz uns segmentos com ele e inventei uns sons electr�nicos.

Mas n�o parecia ter vida.

Cheg�mos a falar sobre a personalidade do R2,

e ach�mos que estava a desenvolver-se como uma crian�a pequena.

Por isso, gravei muitos beb�s,

e, eventualmente, acab�mos por descobrir que ao discutirmos a voz do R2,

est�vamos n�s a fazer os sons.

Alguns testes levaram � combina��o da minha voz

a falar � beb�, "Bips e bups",

com o sintetizador electr�nico.

Ent�o, o R2 � metade m�quina e metade org�nico,

expressando a actua��o de uma pessoa.

A respira��o para o Vader foi gravada

colocando um pequeno microfone dentro

de um regulador de mergulho.

Eu respirava com a m�scara, inspirava e expirava,

e da� sa�ram os v�rios ritmos da respira��o do Vader.

E esse som funcionou perfeitamente.

Encontrar a voz certa para o Darth Vader

foi outro desafio.

E ac��o!

O Lucas nunca pensou usar

a voz do actor David Prowse.

Comecem a desfazer esta nave pe�a por pe�a,

at� termos as grava��es!

Encontrem os passageiros desta nave! Quero-os vivos!

Ainda consigo ouvir o sotaque do David Prowse

na m�scara do Darth Vader abafada, porque ele dizia as suas falas,

a tentar insultar a Carrie Fisher ou assim.

N�o sei do que est� a falar.

Sou do Senado Imperial em miss�o diplom�tica.

Fazes parte da Alian�a Rebelde e �s uma traidora. Levem-na!

Era hilariante e assustador ao mesmo tempo,

n�o conhec�amos a voz do Darth.

Foi a primeira vez que o ouvimos. Dissemos: "� isso?

Ele vai ser um escoc�s ou qu�?"

A voz do Prowse seria mais tarde trocada

-por uma mais amea�adora. - Corta.

Com a voz do actor de teatro e filmes classicamente treinado, James Earl Jones.

George tinha contratado David Prowse,

mas disse que queria uma voz "mais sombria."

VOZ DE "DARTH VADER"

N�o em termos de etnia, mas sim de timbre.

Diziam que ele tinha pensado em Orson Welles,

e deve ter pensado que a voz do Orson seria demasiado reconhecida.

Ent�o, acabou por escolher uma voz nascida no Mississ�pi,

criada em Michigan e que gaguejava.

E essa voz era a minha.

Quero saber o que aconteceu aos planos que te mandaram.

N�o sei do que est� a falar.

Sou membro do Senado Imperial

em miss�o para Alderaan.

Fazes parte da Alian�a Rebelde e �s uma traidora.

Levem-na!

A voz do C-3PO chocou-nos a todos, tipo:

"Temos de fazer algo quanto a isso."

Trinta e quatro, take tr�s.

Fomos constru�dos para sofrer. � o nosso destino.

Foi mencionado v�rias vezes

que o C-3PO soaria como um vendedor de carros usados.

N�o com sotaque de mordomo ingl�s.

Lamento, senhor. Devo ter ca�do.

Inventei esta voz

de um mordomo brit�nico exagerado.

Brit�nico porque seria o meu modo natural de pensar.

Mordomo porque era o papel dele na vida.

Nervoso porque era como ele encarava a vida.

E acabou por ser: "C-3PO, rela��es humano-ciborgues."

E este � o meu companheiro R2-D2.

Ol�.

Trouxeram umas pessoas para gravar,

e tent�mos v�rias vezes ver como o 3PO ficaria

com diferentes tipos de voz.

Acho que vieram uns 30 actores, alguns com nomes de peso.

Stan Freberg e outros fizeram uma audi��o.

Aparentemente, um deles era um grande actor de desenhos animados,

um homem de, literalmente, centenas de vozes que nos disse:

"Sabes, George,

a voz do Tony � �ptima para a personagem.

Porque n�o usas a voz dele?"

E a discuss�o acalmou

e a performance foi excelente.

Sincronizava com os movimentos do corpo.

Ele criou todo um personagem.

O seu registo foi deixado no filme.

Ei! N�o servimos os da esp�cie dele aqui.

O qu�?

Os droides, esperam l� fora. N�o os queremos aqui.

Porque n�o esperam l� fora? N�o queremos sarilhos.

Concordo plenamente.

Corta.

428, take sete. Ac��o!

Aqui vamos n�s. A desligar os motores sub-luz.

Mas que...

Finalmente, toda a edi��o, o som,

e os efeitos estavam a encaixar-se.

Mas uma pr�-estreia privada do filme para os amigos de Lucas

n�o o ajudou a ficar mais confiante.

N�o!

Estava no estado inicial.

Sabem, uma esp�cie de segunda ou terceira edi��o.

Alguns dos meus amigos foram ver o filme.

O Brian De Palma estava l�. O Steven veio.

Alguns outros amigos vieram v�-lo.

Personagens humanas e cen�rios estavam l�,

mas, claro, todo o espect�culo...

CINEASTA

... a luta da Estrela

e a batalha dentro da trincheira,

e tudo isso ainda n�o estava l� para ser visto.

Por isso, a reac��o n�o foi boa. Eu adorei o filme.

Fui, provavelmente, um dos �nicos que gostou do filme.

Todos os meus amigos foram honestos. "N�o entendo. O que est�s a fazer?"

Ent�o, essa foi a impress�o geral.

Por outro lado, o est�dio,

quando o Laddie e o seu pequeno grupo viram o filme, adoraram-no.

Foi a primeira vez que mostrei um filme

e que um dos executivos chorou na exibi��o.

Foi bastante emotivo para ele.

Sentei-me com a fam�lia � mesa da cozinha em minha casa,

e disse: "O dia mais extraordin�rio da minha vida acabou de acontecer.

Lembrem-se deste dia.

EX-PRODUTOR EXECUTIVO

Porque nunca sonhei com isto, ou talvez tenha sonhado,

mas nunca pensei que teria um dia

como o que tive hoje ao ver este filme."

Eu nem acreditava, porque estou habituado a est�dios,

mas estava habituado a dizerem: "� terr�vel.

N�o deveria mostrar isto.

Vergonhoso." Isso.

Por isso, para mim, foi muito gratificante

mostr�-lo mesmo estando inacabado.

N�o ajudou continuar a faltar aquele elemento cr�tico no Star Wars.

N�o tem fechadura.

A partitura musical.

Isto deve segur�-los.

R�pido! Temos de atravessar.

Procura o comando da ponte.

Acho que lhe acertei.

Eles est�o a vir!

Eu chateava o George...

ANIMADOR DE STOP-MOTION

... "Quando vamos ouvir a m�sica?"

Felizmente, o Lucas conseguiu contratar

um dos melhores compositores do ramo, John Williams.

O Williams tinha ganho um �scar

pelo filme de Spielberg, Tubar�o,

e o seu curr�culo inclu�a in�meras partituras de cinema e televis�o,

incluindo a m�sica para a s�rie de televis�o Perdidos no Espa�o.

Lembro-me de o George falar sobre o facto

que o que �amos ver no filme

representa mundos que nunca vimos...

COMPOSITOR

... mas a m�sica deveria dar-nos uma �ncora emocional.

Ouvimos uma melodia rom�ntica para a Princesa Leia.

Ouvimos m�sica belicosa para as cenas de batalha.

E algo bastante declamat�rio para o Darth Vader.

Em Mar�o de 1977,

John Williams liderou a Orquestra Sinf�nica de Londres

na banda sonora para Star Wars.

Gravada durante 12 dias, foi uma obra-prima sinf�nica,

uma das poucas coisas a superar as expectativas de Lucas.

Ouvir a m�sica pela primeira vez

foi uma emo��o que n�o consigo descrever.

Foi a primeira vez com a Orquestra de Londres,

e foi uma emo��o para mim.

Red 5. Vou entrar.

Como o pr�prio Star Wars,

a m�sica do filme desafiava o conhecimento convencional.

Numa �poca em que o estilo disco liderava as tabelas,

fazer uma banda sonora sinf�nica tradicional

era outro risco enorme por parte de Lucas.

Ele entendeu mesmo o g�nero que eu queria.

Era um grupo de compositores n�o muito popular nos anos 70.

Havia uma atitude diferente com as m�sicas sinf�nicas.

E havia muita m�sica.

Algures no espa�o,

isto pode estar a acontecer agora.

A� v�m eles.

A Fox dizia que queria um trailer

para os filmes do Natal, antes da sua estreia no ver�o.

V�m muito r�pido!

N�o t�nhamos os efeitos visuais prontos.

Por isso dissemos: "Ser� limitado em termos de imagem."

� uma grande e vasta saga espacial de rebeli�o e romance.

O bom acerca do trailer era ainda estarmos a trabalhar no filme.

� um �pico de her�is

e vil�es

e extraterrestres de milhares de mundos.

Era mais sobre o esp�rito da coisa.

Apresentou personagens diferentes, os rob�s.

Uma coisa que tinham

era alguns sabres de luz.

Star Wars, levou milh�es de anos a ser feito,

e chegar� � sua gal�xia neste ver�o.

Foi divertido.

Membros da ind�stria previam a desgra�a para Star Wars,

mas um pequeno ex�rcito de f�s j� se reunia

gra�as � vis�o da Lucasfilm.

Charles Lippincott entrou como director de marketing.

Ele adorava fic��o cient�fica. Tinha contactos com a base de f�s.

Isso foi crucial, n�s ach�mos.

Os f�s de fic��o cient�fica seriam os grandes apoiantes deste filme,

independente da sua popularidade com qualquer outro p�blico.

Ent�o, esse foi o p�blico-alvo chave para come�ar.

1 CARTAZ DO STAR WARS 1 EDI��O LIMITADA

Al�m das licen�as para cartazes e t-shirts,

havia pouco apoio al�m dos esfor�os de marketing da Lucasfilm

para promover Star Wars.

Felizmente, Charles Lippincott fez um acordo para um livro de banda desenhada

com Stan Lee e a Marvel Comics.

Convenceu Del Rey a publicar uma vers�o romantizada

do gui�o de George Lucas em Novembro de 1976.

Em Fevereiro do ano seguinte,

quinhentas mil c�pias j� estavam esgotadas.

Temendo que Star Wars fosse esmagado por filmes de ver�o,

como Os Bons e os Maus,

a Fox mudou o lan�amento para o dia antes do feriado Memorial Day,

mas menos de 40 cinemas concordaram em exibi-lo.

Ningu�m o queria marcar. No mesmo ver�o de 1977,

a Fox lan�ou o filme Para Al�m da Meia-Noite,

baseado num best-seller de sucesso tremendo.

N�o era um filme muito bom, mas o livro era muito esperado.

E para exibir Para Al�m da Meia-Noite,

era preciso exibir

Star Wars.

Envi�mos um livro lindo,

mas isso parecia n�o ter causado nenhum impacto.

T�nhamos muito poucas reservas.

E n�o tinha aparecido nada na Time ou na Newsweek,

nem em nada desse g�nero antes disto.

N�o tinha sido exibido e n�o tinha cr�ticas.

Na v�spera do lan�amento de Star Wars,

a 20th Century Fox, o George Lucas, o elenco e a equipa t�cnica

prepararam-se para o pior.

De qualquer forma, 25 de maio de 1977

seria um dia que nunca iriam esquecer.

H� muito tempo numa gal�xia muito distante...

� uma �poca de guerra civil.

Naves rebeldes, a atacar de uma base secreta,

venceram o malvado Imp�rio Gal�ctico pela primeira vez.

A imagem de abertura foi uma das mais importantes para os efeitos visuais.

Porque se o p�blico aceitasse essa imagem, estava conquistado.

O peito de toda a gente fez...

Todo o ar foi sugado.

CRIADOR DE MODELOS

Com o Destruidor chorei.

Foi t�o poderoso.

Eu tinha visto essa cena,

mas sem m�sica, sem contexto,

n�o � a mesma coisa.

Estamos condenados.

Ajuda-me, Obi-Wan Kenobi.

Havia uma esp�cie de reac��o estranha e el�ctrica no ar.

Nunca t�nhamos visto nada assim.

Para a velocidade da luz.

Eu nunca tinha visto efeitos especiais t�o reais.

Eu estava deslumbrado.

Luke Skywalker. Aqui para te salvar.

Grande salvamento!

Eu adorei, porque adorei a hist�ria e as personagens.

Algu�m tira esta carpete ambulante da frente?

Para dar sorte.

Achei que foi revolucion�rio.

� um trabalho de g�nio.

Que a For�a esteja sempre contigo.

N�o!

Est�vamos em choque. Parec�amos colados �s cadeiras.

Eu disse: "Meu, quem trabalhou nisto?"

Vou entrar.

Usa a For�a, Luke.

Agora apanhei-te.

O qu�?

O cinema estava totalmente lotado,

e havia muitos gritos e muitos aplausos.

Est� livre! Vamos rebentar isto e vamos para casa!

Quando terminou, estavam todos felizes.

Tipo em choque. N�o faz�amos ideia daquilo em que nos t�nhamos metido.

Foi maravilhoso.

Lembro-me de sair do cinema

e de haver umas crian�as a pedirem aut�grafos.

"N�o querem o nosso aut�grafo. S� criamos os modelos."

"N�o. Assine aqui." E pens�mos...

DIRECTOR DE ARTE DE EFEITOS VISUAIS

... "Deve significar algo. Est�o a pedir o nosso aut�grafo."

Estavam a aplaudir em p�.

Nunca tinha visto aquilo.

E nunca mais verei.

Acho que, inicialmente, lan��mos o filme em 37 cinemas

e batemos 36 recordes.

Eu estava chocado.

Teve uma resposta incr�vel.

Eu passava de carro, via as filas e pensava: "O qu�?"

Foi o primeiro grande sucesso de bilheteira.

STAR WARS EM DIREC��O AO HIPER ESPA�O PRIMEIRO DIA, RECORDE DE VENDAS

Star Wars, de Lucas

tirou-nos da nossa...

JORNALISTA

... depress�o dos anos 70

e deu-nos consci�ncia e um foco

no espa�o e no seu poss�vel futuro.

Este filme destacava-se por si pr�prio.

O tempo � tudo na arte.

VALORES DE STAR WARS PASSARAM OS 20,5 MILH�ES

Se se lan�a o Star Wars cedo, � um Buck Rogers.

JORNALISTA

Se se lan�a demasiado tarde,

n�o se encaixa na nossa imagina��o.

Lan�ou-se no final da guerra do Vietname,

quando a Am�rica se sentia insegura

e as hist�rias tinham morrido.

CR�TICA AO FILME STAR WARS: EU ACREDITO

Lan�a-se naquela altura e, de repente, o jogo � outro.

E � muito divertido.

� muito divertido ver o Star Wars.

As pessoas come�aram a ver o mundo nos termos do Star Wars.

As pessoas diziam: "Que a For�a esteja contigo."

Era tipo um c�digo, quase...

PROFESSOR E HISTORIADOR CULTURAL

... provava que se tinha visto

e se estava ligado a quem j� o tinha visto.

Star Wars tornou-se uma esp�cie de cumprimento.

STAR WARS, UMA COISA DO OUTRO MUNDO

Com o sucesso de Star Wars, a carreira de todos mudou.

De repente, Mark Hamill, Carrie Fisher e Harrison Ford

tornaram-se nomes famosos.

Eu sentia-me assim.

"�ptimo. Incr�vel. Agora posso trabalhar."

Agora tenho a oportunidade de aproveitar o sucesso deste filme

e ir trabalhar.

Por muito que a vida tenha mudado para n�s, tamb�m mudou para o George.

Um m�s ap�s o lan�amento disse: "OK, � um �xito.

Agora posso seguir em frente. Posso fazer os meus outros filmes. Vou fazer isto."

Ironicamente, o cineasta independente

que n�o queria nada com Hollywood empresarial

agora recebia o m�rito por t�-lo revigorado.

Em tr�s semanas, o pre�o das ac��es da Fox dobrou e bateu um recorde.

Muitos, lembro-me,

naquela altura desataram a comprar ac��es da Fox.

Eu n�o fui t�o inteligente.

O maior lucro

que a 20th Century Fox j� tivera num s� ano

fora de 37 milh�es de d�lares.

E naquele ano, 77 ou 78,

seja qual for, chegaram a lucrar 79 milh�es.

Foi o Star Wars.

O impacto cultural da hist�ria espacial de Lucas

foi maior que qualquer coisa que o pr�prio imaginava,

n�o s� nos Estados Unidos, mas em todo o planeta.

N�o era uma hist�ria de culturas nem de nacionalidades.

N�o era uma hist�ria de geografia.

Era uma hist�ria da humanidade a fugir ao seu ambiente

para uma vida que todos esperam que aconte�a

e que George Lucas nos conseguiu ilustrar.

Foi isto que fez deste filme um sucesso mundial.

O filme teve um rendimento espectacular na Europa,

mas quando Alan Ladd Jr. foi � estreia no Jap�o, um ano depois,

temia que o sil�ncio que se sucedeu � exibi��o

indicasse que Star Wars seria um fracasso.

Ficou aliviado quando descobriu depois

que o sil�ncio � o maior elogio

que o p�blico japon�s pode dar a um filme.

Tivemos a cerim�nia das pegadas no Passeio da Fama.

R2-D2, depressa.

Milhares de pessoas apareceram,

e ent�o tivemos a certeza de que era muito mais

do que somente f�s de fic��o cient�fica.

R2-D2 entra.

Fez uma impress�o com cerca de 18 cm.

E a multid�o grita por Darth Vader!

Sem surpresa, os maiores f�s de Star Wars eram crian�as.

Adoraram as aventuras fantasiosas de Luke Skywalker,

Han Solo e a Princesa Leia.

E estavam ansiosos por levar a experi�ncia para casa.

Mas havia pouca mercadoria de Star Wars

nos primeiros meses ap�s o lan�amento.

Para ajudar a promover o filme, Charles Lippincott, da Lucasfilm,

tinha tentado atrair poss�veis concession�rios antes do lan�amento.

Mas antes de Star Wars,

poucas foram as campanhas de licenciamento bem-sucedidas

e as tentativas de Lippincott foram rejeitadas.

Apenas uma empresa, a Kenner Toys,

se comprometeu pouco antes da estreia de Star Wars.

A Kenner n�o acreditava que fosse um sucesso,

mas estavam interessados em criar uma linha de brinquedos espaciais coloridos.

Quando Star Wars se tornou um sucesso,

foram apanhados desprevenidos.

Incapazes de produzir brinquedos a tempo para o Natal,

a Kenner acabou por vender cup�es para os bonecos do Star Wars.

N�o havia nada dispon�vel quando o filme saiu.

Nem havia nada para o Natal seguinte de 77.

Esta foi a famosa campanha da caixa vazia,

em que a ideia proposta pela Kenner era

ter lindas caixas com ilustra��es do Star Wars,

e as crian�as receberiam no Natal, abririam,

e haveria um certificado: "Podes ter isto em Mar�o."

A caixa com o cup�o de Star Wars

o brinquedo da Kenner.

C-3PO DA KELLOGG'S

Fiquei feliz ao saber

que iriam p�r uma m�scara minha nas caixas de cereais

com pontinhos para recortar os olhos.

A ideia de eu sair em cromos.

Achava que era preciso ser-se atleta para se sair nos cromos.

Por isso, gostei muito deste aspecto comercial.

Vendemos a nossa imagem pessoal,

assim, quando me vejo ao espelho

tenho de pagar uns d�lares ao George.

N�o se � famoso at� se sair num dispensador de Pez.

Mas, sabem, apercebemo-nos: "N�o sou mesmo famosa.

A Princesa Leia � que �. E eu sou parecida com ela."

E devo ao George uns d�lares.

Para Lucas, proteger a qualidade e integridade da sua vis�o

era t�o importante quanto a independ�ncia financeira

dos est�dios de Hollywood.

A mercadoria vendida foi um meio

que ajudou a angariar apoio para mais filmes Star Wars,

bem como outros projectos importantes.

No mundo do merchandising, minha nossa,

as pessoas davam-nos ideias o tempo todo, todos os dias,

de todo o mundo...

EX-DIRECTOR DE MARKETING

... para mercadoria do Star Wars.

Naquela �poca, �ramos n�s que diz�amos:

"N�o. Desculpe. Isso n�o est� nos nossos planos."

Nos �scares de 1978,

Star Wars recebeu umas impressionantes dez nomea��es incr�veis

e venceu sete, incluindo o �scar de melhores efeitos visuais,

som, edi��o, e design de produ��o.

Foi incr�vel. N�o sei.

Foi �ptimo. Um sonho real. O sonho americano.

Acabei por ganhar o �scar por Star Wars

antes mesmo de come�ar a pensar em ganhar �scares.

S� queria mais um emprego.

Embora n�o tenha vencido como melhor filme,

a nomea��o j� foi uma grande conquista para George Lucas

e o seu filme infantil.

Al�m da aclama��o da ind�stria,

Star Wars ganhou mais dinheiro do que qualquer filme na hist�ria.

Ap�s anos de duras batalhas,

Lucas podia agora exigir o que quisesse aos est�dios.

Quando a Fox lhe pediu para fazer a inevit�vel sequela,

foi o momento que o cineasta esperava h� muito.

CHEFE DA 20TH FALA COM LUCAS PARA SEQUELA DE 'WARS'

O Imp�rio Contra-Ataca. Uma hist�ria de George Lucas

Foi a oportunidade perfeita

de ficar independente de Hollywood.

N�o me importava de o lan�ar por eles.

Foi procur�-los por dinheiro e ouvir:

"Gosto, mas quero uma altera��o,"

ou: "� bom, mas queremos altera��es."

Queria evit�-lo.

Decidi que eu mesmo ia financiar o filme,

ia torn�-lo totalmente independente.

A regra � nunca investir o nosso dinheiro.

PRODUTOR

At� no nosso filme.

Mas o George financiava sozinho O Imp�rio Contra-Ataca,

mas f�-lo atrav�s de um banco, e fal�vamos

de cerca de 30 milh�es na altura.

Mas devido ao grande sucesso do primeiro filme

e dos lucros que continuavam a chegar,

o merchandising era muito forte.

Era um risco, mas um risco que sabia que compensaria.

Com o que ganhou com Star Wars...

STAR WARS ACABA COM RECORDE DE 273 MILH�ES

... Lucas conseguiu o empr�stimo para Imp�rio.

O or�amento original para O Imp�rio era de 25 milh�es,

mais do que o dobro do primeiro filme.

N�s reun�amo-nos em Medway, no escrit�rio do George em S. Francisco,

e v�amos as ilustra��es

enquanto George trabalhava no gui�o.

E o Gary Kurtz �s vezes vinha de Londres,

e o Ralph McQuarrie mandava os desenhos,

designs conceptuais, bem como Joe Johnston.

O Imp�rio Contra-Ataca reuniria a maioria do elenco de Star Wars.

Tamb�m mudaria a hist�ria para novas direc��es,

aprofundando mais o lado emocional das personagens.

O sucesso de Star Wars deu a George muita liberdade.

ESCRITOR

E quando ele come�ou a conversar comigo sobre o gui�o do Imp�rio que n�o existia,

sabia o que tinha de acontecer na hist�ria, eram coisas sinistras.

Fiquei encantado

por n�o ser uma imita��o de Star Wars.

Mas, depois de tudo preparado

e um in�cio bastante agitado,

lan�a-se o segundo acto, onde tudo de mau acontece.

E este �, geralmente, o melhor acto de uma pe�a.

O Imp�rio tamb�m abriria a porta

ao romance entre Han Solo e a Princesa Leia.

Mas, desta vez, George Lucas n�o se sentaria na cadeira de realizador.

Era demasiado dif�cil montar uma empresa

arranjar o dinheiro, fazer o filme,

e estar nas filmagens todos os dias a tentar dirigir.

Ent�o, resolvi contratar um realizador.

O George convidou-me para almo�ar na Universal.

E disse: "Gostarias de fazer o segundo Star Wars?"

REALIZADOR

Ainda n�o t�nhamos t�tulo.

E eu disse: "George, acho que n�o."

� um sucesso fenomenal como filme.

Um segundo s� pode ser apenas um segundo.

N�o pode ser t�o bom

porque o primeiro � o revolucion�rio.

Falei com o meu agente sobre a reuni�o,

e ele disse: "Est�s louco? F�-lo!"

Havia aproximadamente 64 cen�rios neste filme,

que � muito maior que Star Wars.

O George diz: "O filme tem de ser muito melhor,

muito maior e muito mais complexo do que Star Wars.

Porque se o segundo n�o funcionar,

� o fim de Star Wars.

Se funcionar,

ent�o posso continuar a fazer mais."

Eu disse: "Isso n�o me deixa muito confort�vel.

� uma enorme responsabilidade."

SEQUELAS DE 'STAR WARS' DA LUCASFILM KERSHNER DIRIGE: LUCAS ACONSELHA

FOX DISTRIBUI MAS N�O FINANCIA

Conhecido por filmes mais focados nas personagens

como A Mulher das Mil Caras e Os Olhos de Laura Mars,

Irvin Kershner nunca dirigira um sucesso de bilheteira.

Mas �nfase nas personagens era o que este cap�tulo precisava.

O enredo era muito mais dif�cil.

Achei que o filme precisava de humor.

Mas sem ter piadinhas.

Achei que precisava de uma hist�ria de amor,

mas sem ter muita marmelada,

e beijos e essas coisas.

E tudo tinha de ser mais impl�cito.

Eu sabia que precisava de algo forte a acontecer dentro da alma de Luke.

E ele � quem conduz o filme.

Ent�o, n�o sabia bem como ia fazer isso.

Desde o lan�amento do primeiro Star Wars,

agora chamado Epis�dio IV: Uma Nova Esperan�a,

a ILM j� estava mais estabelecida.

A empresa j� n�o era uma opera��o novata

a tentar sobreviver.

No fim de Star Wars,

o George convidou o grupo principal para o norte da Calif�rnia

para abrir umas novas instala��es.

�ramos dez e eu fui o �nico que aceitou logo.

Eu disse: "Est�s a brincar? Ficar aqui em Van Nuys

nesta parte feia da cidade,

num pr�dio a cair aos peda�os,

que era inadequado desde o in�cio,

ou ir para o munic�pio de Marin,

com um pr�dio novo e um filme novo para trabalhar

num ambiente �ptimo?"

N�o era preciso pensar muito.

Lembro o George dizer: "Temos dinheiro."

CRIADOR DE MODELOS

E isso foi bom.

Fal�vamos: "Devemos exceder as expectativas?"

ou "Vamos exced�-las?"

Acho que era mais tipo:

"Vamos faz�-lo giro. Divertir-nos."

E o George inventou coisas incr�veis para a hist�ria.

Come��mos no walker

mas tamb�m tivemos de montar a probot,

a sonda que � enviada por Darth Vader

que aterra na superf�cie do planeta de neve

em busca de formas de vida humanas.

Joe j� tinha feito os desenhos. O George adorou.

Mas iriam para a Noruega filmar todas essas cenas,

e precisavam de um modelo.

Precisavam de um que tivesse uns 2,5 m de altura

em escala, para aparecer � dist�ncia.

As filmagens do Imp�rio trouxeram alguns problemas

que n�o antecip�mos.

O filme foi um desafio muito maior do que imaginado anteriormente.

O or�amento foi bem maior.

Os que trabalhavam nos efeitos diziam: "N�o fa�am neve,

pois � imposs�vel manter a cor."

Ignor�mos todos os avisos e resolvemos filmar na neve.

Mas foi um processo muito longo.

E, mais uma vez, como na Tun�sia,

est�vamos na Noruega a filmar num glaciar,

e tivemos o pior inverno da Escandin�via

dos �ltimos 50 anos.

Vinte abaixo de zero, cinco metros de neve.

Era uma localiza��o horr�vel,

porque est�vamos do outro lado do glaciar

com ve�culos tractores para l� chegar.

T�nhamos uma esp�cie de varas, tipo uns grandes paus, quase no ch�o

a cada dois metros.

SUPERVISOR DE PRODU��O

Porque se nevasse ficava tudo branco.

N�o se sabia para onde ir.

E uma noite nevou. Eu tinha um ve�culo tractor.

E sem ele, jamais teria voltado.

Cheg�mos � Noruega,

e eu n�o conseguia sair do hotel para filmar

porque havia uma parede de neve

que tinha ca�do naquela noite.

Ent�o, coloc�mos a c�mara na entrada do hotel,

e sa�mos pelas traseiras.

A equipa estava toda l� dentro, quentinha,

e o Mark teve de ir para a neve

e fugir da criatura de gelo.

E n�s nunca sa�mos da entrada!

Ele morreu de frio, mas n�s est�vamos bem.

Finalmente film�mos todas as cenas

sabendo onde estariam os efeitos

onde esta coisa desceria,

onde o p� apareceria, e tudo isso.

Era extremamente dif�cil

animar aquelas coisas nos cen�rios de neve.

Ent�o, inicialmente, acho que a inten��o era

tentar montar

as cenas compostas com fundo azul

em placas de planos de fundo filmados no local.

Mas surgiu um rapaz na ILM

que era um pintor incr�vel,

e a maioria do trabalho com os snow walkers e os tauntauns

foi feita contra esses segundos planos pintados que o Mike pintou.

Eu gosto dos snow walkers. Achei uma ideia �ptima.

E acho que a composi��o ficou muito melhor,

mas era ainda melhor do que em Star Wars.

E ficou um pouco mais convincente.

O elenco e a equipa de O Imp�rio Contra-Ataca

estavam determinados a fazer a segunda parte

valer a pena os tr�s anos de espera dos f�s.

Esta��o Eco 57. Estamos a caminho.

Muito bem, fiquem por perto.

O medidor n�o funciona. N�o estou pronto.

Calma, Dak.

Ataque padr�o Delta. Agora.

Como no primeiro filme,

as filmagens de O Imp�rio Contra-Ataca

foram feitas nos Est�dios Elstree em Londres.

Aqui, os membros do elenco original

seriam apresentados a uma nova personagem

Lando Calrissian, interpretado por Billy Dee Williams.

Seu miser�vel traidor, batoteiro.

Tens muita coragem para vir aqui depois do que fizeste.

Como vais, seu velho pirata? � muito bom ver-te!

Ele parece muito gentil.

Sim.

Muito gentil.

� sempre interessante criar uma personagem que tem

uma esp�cie de personalidade dupla.

N�o temos a certeza quanto a ele.

Principalmente se for bonito. E eu era bonitinho.

Ol�. O que temos aqui?

Bem-vinda, sou Lando Calrissian.

O administrador disto.

E voc�, quem �?

Leia.

Seja bem-vinda, Leia.

Muito bem, seu velho conquistador.

O Imp�rio Contra-Ataca tamb�m introduziu um novo vil�o � saga

o calculista, ca�ador de recompensas de sangue-frio, Boba Fett.

O que se passa, amigo?

Vais ser congelado em carbono.

E se ele n�o sobreviver? Vale muito para mim.

O Imp�rio ir� compens�-lo se ele morrer.

Comecem.

Analis�mos a cena

em que o Han Solo entra na c�mara de congela��o.

O George tinha posto no gui�o

uma conversa entre a Princesa Leia e o Han Solo

que era assim.

Ela dizia: "Eu amo-te," e Han Solo dizia: "Eu tamb�m te amo."

E pareceu-me

que n�o est�vamos a tirar proveito da personagem

que estabelec�ramos para o Han.

Tent�mos, take atr�s de take.

Nada me satisfazia. E, finalmente,

eu disse: "Harrison.

N�o penses nisso.

Vamos filmar. Ac��o!"

Eu amo-te.

Eu sei.

E ele entrou e eu disse: "Corta."

Eu disse: "Sim, � uma �ptima fala. Esse � o Han Solo."

Ironicamente, a nova personagem mais comentada

n�o era humana,

era um boneco de um metro chamado Yoda.

Criado por Stuart Freeborn,

e manipulado por Frank Oz,

a pequena criatura era uma personagem completa

e um feito �nico nas marionetas para cinema.

O George mostrou-me alguns desenhos iniciais,

e eu pensei: "� interessante,

mas quero algo com mais profundidade," entendem?

Olhei para o espelho...

DESIGNER DA MAQUILHAGEM E DA CRIATURA ESPECIAL

... e pensei: "Bem,

talvez algum tra�o engra�ado na minha cara."

Ent�o, criei algo de mim mesmo.

Tenho de o fazer inteligente.

Peguei na foto do Einstein e inseri as rugas dele.

Pensei bastante nisto

porque ele tinha de ter v�rias ac��es e movimentos subtis,

principalmente no rosto e no corpo.

E juntei tudo o que foi necess�rio, e, finalmente, funcionou.

Lembro-me de o Stuart estar sobre press�o.

Era muito tenso. Bastante tenso.

T�nhamos de terminar e filmar com o Yoda.

Ent�o,

enquanto fal�vamos peguei na cabe�a,

a brincar com ela,

deixei-a cair e partiu-se.

E l� est�vamos...

Ent�o, o Stuart disse: "Preciso de uma bebida."

Foi horr�vel, porque est�vamos com tanta pressa,

e eu estraguei tudo.

Para poder filmar a marioneta a mexer-se,

o cen�rio teve de ser montado quase dois metros

acima do n�vel do palco.

E cri�mos orif�cios ou sulcos

por onde ela passaria

e podia seguir em determinada direc��o.

Tinha de ser tudo predeterminado.

Sobre o cen�rio havia �rvores,

pedras, cavernas, tudo.

Eles n�o ouviam nada l� em cima,

e o Mark n�o conseguia ouvir o Frank Oz.

Como fazer uma cena? N�o se ouvem.

Dou ao Mark muito cr�dito por isto.

Lembro-me que ele...

Uma vozinha chamou-me: "Norman," disse ele.

E eu corei...

DIRECTOR DE ARTE E DESIGNER DE PRODU��O

... porque esta coisinha estranha parecia t�o real.

Foi um trabalho f�sico extremamente dif�cil.

O piso todo tinha 1,2 metros de altura,

para eu estar no ch�o,

e depois enfiava a m�o por um buraco ou assim.

E lembro-me de o Kersh falar comigo.

Mas n�o era comigo, era com o Yoda.

Eu dizia: "Kersh, n�o estou a ouvir. Estou aqui debaixo."

Olha mais em direc��o da c�mara.

Para o outro lado.

Mas a press�o era enorme, pois eu demorava muito.

Eu demorava,

era a primeira vez naquilo.

Eu tinha algu�m a operar os fios das orelhas,

outro mexia os olhos, outro mexia a m�o esquerda.

�ramos eu e mais tr�s pessoas a tentar dar vida a uma personagem.

Centra mais os olhos. Sim, s� um segundo.

- Os olhos. Para aqui. - Pronto.

- Foi longe demais. - Isso. � isso.

�ptimo, Graham. Muito bem. Vamos voltar a isso. Prontos.

Muito bem. Ac��o.

- Segui a intui��o. - �s descuidado.

Eu tamb�m era, se te lembrares.

� velho demais.

Velho demais para come�ar o treino.

N�o tenho medo.

Ter�s.

Ter�s.

Desculpem. Problemas. Corta.

Este foi um grande risco,

porque se esta marioneta n�o funcionasse,

todo o filme iria por �gua abaixo.

Teria sido um desastre se fosse apenas uma marioneta maluquinha.

Se fosse o Cocas, o Sapo, a correr naquele filme,

todo o filme teria desmoronado por completo.

340E, take dois, c�maras "A" e "B."

Embora muitos tenham ajudado a dar vida ao Yoda,

foi a actua��o cred�vel de Mark Hamill

que levou o p�blico a aceitar a personagem.

O lado negro � maior?

N�o.

N�o.

Mais r�pido, f�cil e sedutor.

Como saberei a diferen�a?

Saber�s quando estiveres calmo, em paz.

Para Hamill, interpretar um Jedi em treino

era mais que apenas um desafio f�sico.

Era tamb�m emocional.

Fui o �nico ser humano na agenda de filmagem durante meses.

Constava: "Actor: Mark Hamill. Papel: Luke.

Adere�os: cobras, lagartixas, rob�s,

m�quinas de fumo, monstros Gila."

� isso.

Escolhendo o caminho r�pido e f�cil,

como o Vader fez, ir�s tornar-te num agente do mal,

e a gal�xia cair� profundamente

- no �dio e desespero. - Mordeu-me.

Est�s na luz.

- Ele mordeu-te? - Sim!

N�o me mordeu? E s� deu... Foi uma mordidinha de amor.

Frank Oz e a sua equipa estavam l�,

mas estavam metidos debaixo do ch�o.

Eu tinha um auscultador e ouvia:

"Muitos anos tu..."

E se virasse a cabe�a para o lado errado, apanhava a R�dio One,

e os Rolling Stones a cantar "Fool to Cry."

Lembro-me de reagir a isso

e dizer: "Ei, apanhei os Stones!"

E o Kershner diz: "Corta!"

E est� do outro lado do p�ntano a dizer:

"Se acontecer outra vez, finge que n�o ouves nada,"

porque com todos os elementos no cen�rio

"O fumo � bom? A cobra...

Mexe na cobra para ela se mover. Est� a� parada."

E ent�o pens�vamos: "Vamos clarificar as nossas prioridades."

Porque estou preocupado em como me sa� na cena.

Estavam a olhar para tudo menos para mim.

Tenho de dizer, era... N�o quereriam cair naquela piscina.

No final da filmagem,

estava infestada de bichos e insectos.

Era absolutamente nojenta

depois de tantas semanas com �gua parada.

Eu n�o...

N�o acredito.

� por isso que falhas.

Os cen�rios dos Est�dios Elstree eram elaboradamente detalhados,

mas o trabalho na Calif�rnia era igualmente impressionante.

A ILM conseguiu criar efeitos especiais

que estavam anos-luz � frente dos vistos no primeiro Star Wars.

Quando vemos o Star Wars, ou estamos no espa�o, e est�o todos,

talvez com a Estrela da Morte atr�s,

e h� v�rias imagens de planetas diferentes.

Mas quando vemos o Imp�rio, � abrangente.

H� uma sequ�ncia com o speeder e dois ou tr�s combates a�reos.

Temos a Cidade das Nuvens e todos os interiores de ambientes diferentes

que ultrapassaram tudo o que fizemos.

Acho que a abrang�ncia do trabalho � o que o diferencia

do primeiro.

Cada sequ�ncia exigia determinadas t�cnicas para solucionar problemas.

Fizemos uma persegui��o incr�vel pelo campo de aster�ides.

Desenhar aster�ides n�o � assim t�o f�cil,

e lembro-me que muitos de n�s na oficina

tent�mos inventar algo que ficasse bem.

Acho que para os mais distantes, us�mos batatas.

O maior problema era a lentid�o do processo,

n�o tinha dinheiro.

Irvin Kershner � um excelente realizador,

mas o filme ultrapassou a verba, o prazo,

e todo o dinheiro de Star Wars ficou preso neste filme, e muito mais.

Grav�mos v�rias cenas no Imp�rio vezes sem conta.

H� uma cena na Cidade das Nuvens onde a personagem de Han Solo

anda de uma lado para o outro

e a princesa Leia entra, e ele reage ao visual dela

porque est� vestida de forma diferente do resto do filme.

Est�s linda.

Devias usar sempre roupa de mulher.

Analis�mos os di�rios e n�o gost�mos de nada.

A atitude dos actores estava �bvia demais.

Senta-te.

V� l�. Fala comigo.

E pod�amos ter deixado isso passar, mas n�o nos parecia bem.

- Retomar. - Ac��o.

Espero que o Luke tenha chegado bem.

Tenho a certeza que sim.

Ele deve estar a pensar no que estamos a fazer agora.

Sabes, o teu amigo Lando � charmoso, mas n�o confio nele.

Confia. � um velho amigo meu.

Claquete de fim.

Ent�o film�mos de forma mais subtil,

que � como est� no filme.

N�o confio no Lando.

Eu tamb�m n�o confio nele.

Mas ele � meu amigo.

Al�m disso, estamos prestes a partir.

Queres mesmo ir, n�o �?

Embora muitos desafios da produ��o fossem antecipados

e as expectativas fossem grandes,

quando O Imp�rio ultrapassou a verba em $10 milh�es,

a Lucasfilm, de repente, entrou em crise fiscal.

A For�a est� contigo, jovem Skywalker.

Mas ainda n�o �s um Jedi.

Tr�s executivos do Bank of America Entertainment

entraram a dizer: "Temos de cancelar o empr�stimo."

EX-PRESIDENTE, LUCASFILM

Eu disse: "Como o maior banco da �rea

com uma continua��o do filme mais famoso que j� saiu

quer cancelar o empr�stimo?"

Ele disse: "Temos um novo gerente e ele tem uma regra.

Or�amento dobra, cancela-se."

Um demitiu-se por isso. Sabiam que era um erro,

mas eu estava bloqueado

a tentar arranjar um milh�o para sal�rios at� sexta.

Liberta a tua ira.

S� o teu �dio me pode destruir.

Essa era a principal diferen�a entre o est�dio

e a vis�o independente da cinematografia.

Os est�dios contam com grandes recursos para o que fazem

e os independentes n�o,

por isso, a situa��o � mais apertada.

Eu esperava que o banco me permitisse terminar

sem ter de voltar � 20th Century Fox e entregar os meus direitos,

porque era a minha outra escolha,

entregar-lhes tudo e perder a minha independ�ncia.

Mas eu queria tanto a minha independ�ncia,

que arranj�mos forma de eu lhes pagar mais um pouco,

mas n�o adquiririam direitos nem as sequelas.

Era a isso que me tentava segurar.

Se eu tivesse de pagar mais para os ter

para garantir o empr�stimo do banco, eu podia fazer isso.

Acho que a Fox estava t�o preocupada em terminar o filme quanto n�s.

Embora a verba para O Imp�rio fosse apertada,

o sigilo durante a produ��o foi ainda mais apertado.

Apenas Lucas, Kershner,

e os produtores sabiam da hist�ria real.

Na altura, eu sabia que o Mark tinha um pai e que era o Darth Vader,

mas isso n�o estava no gui�o.

Havia uma p�gina falsa, e eu sabia disso.

Os actores nem imaginavam.

Ningu�m sabia. Era segredo total.

O gui�o ficava sempre trancado, assim como os modelos,

a ILM ficava trancada e escondida do resto do mundo.

O enredo do filme estava trancado a chaves.

Perdeste.

� in�til resistir.

O cl�max chocante do filme,

em que Darth Vader revela que � o pai de Luke Skywalker,

foi mantido em segredo de quase todos,

at� mesmo de David Prowse e de Mark Hamill.

Hamill ficou a saber momentos antes da filmagem.

Encontrei-me com Mark e disse:

"Sabes que o Vader � teu pai?"

"O qu�?"

Chamaram-me de lado e disseram: "Isso � o que ele vai dizer.

E vamos fazer a cena.

E o Darth Vader dir� coisas que n�o interessam. Esquece.

Usa o teu pr�prio ritmo em rela��o ao que ele est� a fazer."

N�o h� sa�da.

N�o me obrigues a destruir-te.

Fizemos alguns takes e ele finalmente conseguiu.

Junta-te a mim, e acabarei o teu treino.

E ali est� o Darth Vader, que j� tinha as falas prontas,

e est� a dizer o di�logo.

Acha que est� a ser gravado, sabem.

N�o est� a ser gravado. O que est� a ser gravado � isto.

Ele disse: "Tu n�o sabes a verdade. O Obi-Wan matou o teu pai."

E depois, claro, regrav�mos tudo.

Nunca me irei juntar a ti!

Se ao menos conhecesses o poder

do lado negro.

Quando vi pela primeira vez a fala que dizia:

"Luke, eu sou teu pai,"

disse para mim mesmo: "Ele est� a mentir.

Como ser� que v�o resolver esta mentira?"

O Obi-Wan nunca te contou o que aconteceu ao teu pai?

Contou-me o suficiente.

Contou-me que o mataste.

N�o.

Eu sou teu pai.

E eu grito: "N�o!" tal como deveria ser.

N�o!

N�o!

Junta-te a mim e juntos poderemos governar a gal�xia

como pai e filho.

Acho que foi muito melhor que Star Wars.

Pudemos conhecer melhor as personagens, tinha um pouco de humor.

Ri-te � vontade, bola de pelo.

Considerei o filme um segundo movimento de uma sinfonia.

Por isso quis coisas mais lentas.

E termina de uma forma

que mal podemos esperar para ver,

para ouvir o vivace, o pr�ximo filme, o alegreto.

Eu n�o tive um cl�max no final. Tive um cl�max emocional.

Com a aproxima��o da estreia de Imp�rio,

os produtores, mais uma vez, sustiveram a respira��o.

Quando O Imp�rio Contra-Ataca finalmente saiu a 21 de maio de 1980,

n�o atingiu as expectativas, superou-as.

Em tr�s meses, George Lucas recuperara o seu investimento de $33 milh�es.

Havia algo em Imp�rio

que me chamou logo a aten��o.

Eu n�o sabia como iria funcionar todo o romance e aventura,

e se era s�rio demais, e todas essas coisas,

mas teve um bom desfecho.

At� � sua estreia, fa�anhas como esta

eram raras.

As sequelas costumavam ser uma desilus�o.

Mas no universo de Star Wars, aplicavam-se outras leis.

E George Lucas, o mais bem-sucedido cineasta independente do mundo,

rapidamente se tornava uma lei ele mesmo.

Num passo radical, segundo Hollywood,

ele dividiu os lucros de Imp�rio com todos os seus funcion�rios,

entregando mais de cinco milh�es de d�lares em b�nus em 1980.

Os lucros dos dois filmes Star Wars

tamb�m ajudaram a alimentar as empresas em r�pida expans�o de Lucas.

T�nhamos algum dinheiro, mas era uma start-up.

As hip�teses de errar e de acertar eram as mesmas.

Mas a sua capacidade de fazer filmes de sucesso

foi o que levou a empresa ao sucesso financeiro.

Como us�mos os fundos para a empresa crescer

e por ele ter um patrim�nio como este,

foi esperto para entender todos os direitos, todos os processos.

Ao financiar O Imp�rio Contra-Ataca com o seu pr�prio dinheiro,

George Lucas apostou a quinta e ganhou.

Estava em condi��es de construir a sua pr�pria quinta...

George Lucas desvenda planos para 'Think Tank'

... o Rancho Skywalker, no condado de Marin, Calif�rnia.

Lucas sempre imaginou um local visualmente inspirador

onde pudessem trabalhar num ambiente criativo

e onde amigos, como Steven Spielberg, Robert Redford e Francis Ford Coppola

pudessem trabalhar numa instala��o moderna.

George estava indeciso entre dois terrenos diferentes.

Um ficava em Lucas Valley Road.

E eu disse: "Bem, � esse que deves escolher!"

A estrutura da empresa apoiou v�rias iniciativas em todas as �reas

merchandising, efeitos especiais, acess�rios.

Todas as pequenas empresas tinham de ser iniciadas e operadas

e ter todos esses sistemas instalados.

Lucas Arts, THX,

Skywalker Sound, Industrial Light & Magic.

Cada subsidi�ria da Lucasfilm serviria � vis�o criativa de George Lucas.

Em troca, revolucionaram a ind�stria dos filmes

que h� muito era amaldi�oada pela complac�ncia.

Foi ideia de uma pessoa e implementada com sucesso.

George tem uma das empresas mais bem-sucedidas do mundo.

N�o se pode medi-la s� por tamanho,

porque ele n�o precisa do tamanho de uma Fox ou Warners

para conseguir o mesmo

que consegue com estes filmes.

Como �nico propriet�rio

da concess�o mais bem-sucedida da hist�ria do cinema,

Lucas adquiriu condi��es financeiras e liberdade criativa

para produzir o que quisesse.

A maior for�a do George como cineasta

� ser bom contador de hist�rias.

O George tem uma vis�o.

H� cineastas no decorrer da hist�ria, como Capra e John Ford,

que faziam filmes de John Ford e de Frank Capra,

e Hitchcock de Hitchcock,

e o George Lucas faz filmes de George Lucas.

George Lucas ajudou a derrubar o realismo sombrio de Hollywood

e trouxe de volta a sensa��o de fantasia e maravilha.

Os filmes eram novamente divers�o.

Mas com a chegada de Imp�rio,

o cineasta viu-se inesperadamente envolvido na pol�tica de Hollywood.

Para preservar as sequ�ncias de abertura dram�ticas,

Lucas queria que os cr�ditos aparecessem no final.

Era uma escolha bastante incomum.

E para o primeiro Star Wars,

o Sindicato de Guionistas e Realizadores permitira.

Mas quando Lucas fez o mesmo para a sequela,

multaram-no em mais de 250 mil d�lares

e tentaram at� tirar O Imp�rio dos cinemas.

Depois, o Sindicato foi atr�s de Irvin Kershner.

Para proteger o realizador, Lucas pagou as taxas aos sindicatos,

mas a situa��o deixou-o a sentir-se frustrado e perseguido.

Lucas ficou t�o perturbado que saiu do Sindicato dos Realizadores,

do Sindicato dos Guionistas e da Associa��o de Cinema.

Outra baixa infeliz quando Imp�rio saiu

foi Alan Ladd, Jr., quem mais apoiava Lucas na 20th Century Fox.

As cr�ticas ao acordo foi o que levou ao t�rmino da minha rela��o com a Fox,

porque as pessoas estavam muito zangadas e irritadas,

mesmo depois de ganharem milh�es com aquilo.

Tivemos uma grande discuss�o, sa� da reuni�o do conselho

e disse: "Desisto."

E foi isso.

LADD DEMITE-SE COMO DIRECTOR DA FOX

A 20th Century Fox pagou caro pela sa�da de Ladd.

Com o seu aliado fora do est�dio,

Lucas resolveu procurar a Paramount com a sua �ltima ideia,

um filme de aventura e ac��o chamado Os Salteadores da Arca Perdida.

Lucas tinha lutado e vencido a batalha

para adquirir a sua independ�ncia como cineasta,

mas a guerra entre a Alian�a Rebelde e o Imp�rio Gal�ctico n�o terminaria t�o cedo.

Quando iniciou a produ��o do �ltimo cap�tulo da sua saga de Star Wars

sabia que as expectativas entre f�s e cr�ticos

seria maior do que nunca.

O projecto era uma aposta muito alta

e Lucas, mais uma vez, financiava tudo do seu bolso.

Nada sobre o filme, nem um m�nimo detalhe,

seria desconsiderado.

O George procurou-me e disse: "O t�tulo do Epis�dio VI

�, O Regresso do Jedi."

E eu disse: "Acho que � um t�tulo fraco."

Ele voltou uns dois dias depois e disse:

"Vamos chamar-lhe de A Vingan�a do Jedi."

Escolher o t�tulo do filme era apenas o come�o.

Jedi exigiria milhares de decis�es de produ��o de ambos os lados do planeta.

Constru�amos coisas em dois lugares na Calif�rnia,

a filmar na ILM, j� s�o tr�s,

e a trabalhar e a filmar em Londres ao mesmo tempo.

Lucas descobriu que a independ�ncia era uma faca de dois gumes.

Sair do Sindicato de Realizadores tornou-lhe imposs�vel

contratar a sua primeira escolha, Steven Spielberg.

Ent�o, Lucas escolheu o escoc�s Richard Marquand,

mais conhecido pelo thriller da II Guerra, O Buraco da Agulha.

Os dois reuniram-se com Lawrence Kasdan para falar sobre Jedi,

a quest�o chave era se Harrison Ford,

que era agora famoso pelo papel de Indiana Jones,

voltaria como Han Solo.

Os outros actores, depois de Star Wars, foram contratados para fazer mais dois,

eu queria terminar tudo.

Ele n�o. Lembrou-se: "Porque n�o o matas?

Porque n�o o matas?"

Achei que o Han Solo deveria morrer.

Achei que se deveria sacrificar pelas outras duas personagens.

Tamb�m achei que algu�m tinha de sair.

ESCRITOR

Achei que algu�m tinha de morrer.

Eu disse: "Ele n�o tem m�e, n�o tem pai, n�o tem futuro,

e n�o tem responsabilidade nenhuma na hist�ria neste momento,

ent�o, vamos permitir que ele se auto-sacrifique."

Eu achava que isso devia acontecer logo no in�cio do �ltimo acto,

para o espectador se preocupar.

Devemos sacrificar algu�m.

E o George foi contra,

o George sabia o que queria, e teve o que queria.

Ei, sou eu.

Quando a produ��o come�ou, Lucas estava determinado

a n�o aumentar a verba como acontecera com Imp�rio.

Boa sorte.

Vais precisar.

N�o foi f�cil, j� que o resto do mundo

achava que havia muito dinheiro.

Sempre que eu

tentava negociar as instala��es,

diziam: "Custar� dois d�lares,"

quando custava um.

SUPERVISOR DE PRODU��O

Sugeri mudar o nome do filme.

Chamava-se Colheita Azul e em baixo dizia

- "Horror Inimagin�vel." - C�mara "B."

A ideia era inventar um t�tulo

que n�o despertasse qualquer interesse pelo que est�vamos a fazer.

Tipo: "O que � Colheita Azul?" "O que � que interessa?"

Funcionou at� que Han, Luke e Leia apareceram para trabalhar,

e todos disseram: "Acho que isto n�o � 'Horror Inimagin�vel'.

Acho que � o pr�ximo Star Wars."

A Vingan�a do Jedi reuniria a equipa t�cnica e o elenco de Star Wars,

que ap�s seis anos e dois filmes de espl�ndido �xito

criaram uma amizade duradoura.

T�nhamos a mesma equipa t�cnica para os tr�s filmes, na maioria das vezes,

por isso era como uma fam�lia.

Estou sozinho, a ensaiar, a dizer algo como:

"Lando Calrissian nunca voltou deste lugar horr�vel." E assim por diante.

Lando Calrissian e o pobre Chewbacca

nunca voltaram desse lugar.

De repente ou�o: "Bip,"

viro-me e o George est�...

O George est� agachado atr�s de mim,

meio de c�caras, a dizer: "Bip."

Foi um momento de felicidade.

Como o seu antecessor,

Jedi continuou a expandir o elenco de personagens

na saga de Star Wars.

O que � isso?

Um dos maiores foi o gangster intergal�ctico...

- Conhe�o este riso. -... Jabba the Hutt.

George disse: "Preciso de algo

alien�gena e grotesco,

que seja como o Sydney Greenstreet."

E eu disse: "Est� bem."

Quando tinha uma esp�cie de ideia de o fazer parecido a uma lesma

que era uma massa pulsante de carne.

Cheguei a colocar um fez numa das personagens, como o Sidney Greenstreet.

O trabalho do Stuart Freeborn, em Inglaterra, era fabricar esta coisa.

E era manipulada por uma pessoa em cada bra�o,

dois para os bra�os, um para a cabe�a,

outro no controlo de r�dio a mexer os olhos.

Era como um casal de an�es,

a puxar os fios para a cauda se mexer.

Foi um trabalh�o.

E tinha o meu an�ozinho sentado l� dentro.

Fiz-lhe uma cadeirinha aqui na cauda,

e ele operava tudo.

Ele ficou ali sentado v�rios dias a fazer aquilo.

E se ele manipulasse o primeiro,

dependendo de para onde puxasse,

mexeria para cima ou para os lados,

para que pudesse mov�-lo em qualquer direc��o.

E ac��o.

Finalmente! O mestre Luke veio-me salvar.

Quero permiss�o para falar.

Ele quer permiss�o para falar.

Seu idiota de mente fraca!

Ir�s trazer-me o Capit�o Solo e o Wookiee.

Mestre Luke, est� sobre o...

Gostarei de te ver morrer.

O Jabba tem de puxar o tapete debaixo de Luke e ele cai no po�o,

e h� l� um grande monstro rancoroso.

O George estava determinado a usar um homem mascarado.

Seria como um Godzilla muito porreiro.

Tony McVey, um dos escultores, criou este grande traje de rancor

baseado no meu design.

Ele desenhou um cruzamento entre um urso e uma batata.

Era simplesmente uma coisa grande e tola.

Mas nunca ficou bem, fiz�ssemos o que fiz�ssemos.

Ent�o, a certa altura, o George disse: "Vamos fazer de outra forma."

Ent�o, o Dennis pensou em fazer uma marioneta a alta velocidade.

Desenh�mos um esqueleto para o rancor.

Tom St. Amand, Dave Sosalla e eu manipul�mo-lo.

Era uma forma louca de trabalhar,

pois esta coisa tem de entrar numa sala, virar-se e grunhir,

e � uma imagem de quatro segundos, filmada a noventa frames por segundo.

Temos um segundo para filmar.

As criaturas da ILM podiam ser marionetas,

mas ainda conseguiam uma reac��o emocional

nos seus colegas humanos.

Uma at� causou um ataque de p�nico.

Tive claustrofobia uma vez. E nem tinha o traje todo vestido.

Eu estava deitado no ch�o, e a c�mara a esta dist�ncia de mim.

O maravilhoso Salacious Crumb. Salacious Crumb animado por Tim Rose.

E est� a puxar-me o olho.

Trinta e quatro A, take dois. Ac��o!

Algo se passou na minha cabe�a. Eu mal respirava

e de repente senti o p�nico a absorver o meu corpo.

Os meus olhos n�o! R2, socorro!

E eu pensava: "Tirem-me daqui!"

E continuei a repetir at� que conseguiram tirar a cabe�a.

E corta.

O Daniels perdeu a cabe�a como o 3PO,

mas na altura de arriscar a vida...

Ponham-no.

... agora a produ��o tinha duplos profissionais treinados.

Para a cena da execu��o na barca do Jabba,

os duplos ca�am sobre o monstro mais feroz, o Sarlacc.

Ac��o!

Corta.

N�o ficou assim, mas eu fui o primeiro a sair da barca

e a cair no po�o.

Tinha de garantir que dava e a seguran�a de todos.

Muita areia ca�a em cima de mim.

Mas conseguia dizer ao pessoal, se entrarem, fechem os olhos,

fechem a boca, certo?

Ponham algod�o no nariz, ou ir�o snifar areia.

Entraram tr�s de seguida.

Um entrou e tiraram-no. Outro entrou e tiraram-no.

O que acontecia l� em baixo j� era uma com�dia independente,

para ser franco.

Mas s�o as coisas que n�o se v�em.

- Chewie, est�s bem? - Onde est�?

Trinta e tr�s, take um.

- Boba Fett? - Onde?

Eu estava pendurado na corda com o Han Solo

e ele a tentar salvar-me,

e um dos explosivos deu-me no dedo do p�.

Eu grito ao Han: " Para!" E ele continuava a actuar.

E eu com dores, e s� depois ele percebeu que eu estava magoado.

Espera! Pensei que estivesses cego!

Tudo bem! J� vejo melhor!

N�o te mexas!

Mais alto! Um pouco mais alto!

O Harrison � um daqueles actores muito intensos.

Chewie, puxa-nos!

Ele sente mesmo aquilo que est� a fazer, sabem?

Ele entra mesmo no papel.

Para Carrie Fisher, entrar no papel de Leia desta vez

significava vestir um traje sensual de escrava.

Eu tenho de matar o Jabba the Hutt, mas estava mais preocupada

com a roupa de escrava e com o que ia fazer para me exercitar.

Trinta e um, take dois. C�maras "A" e "B."

Acena com os bra�os. Ac��o!

E o George Lucas disse:

"Em vez de atacar o Jabba pela frente

e de se zangar com ele e o atacar,

quero que lhe salte para as costas."

Depois ela p�s os saltos altos, e aconteceu que,

o meu amigo l�, era s� espuma de borracha,

e foram directos � cabe�a dele.

Ele gritava histericamente, e tivemos de parar, corta.

- E corta. - Muito bem. Espera.

Antes de poderem filmar outra vez, tive de colocar algo firme

na cabe�a dele para ela poder subir.

Take tr�s, a retomar. C�maras "A" e "B."

- Plano de fundo. Vai. - Muito bem, e ac��o!

Foi um grande al�vio. Ele era uma coisa desagrad�vel,

com baba nos cantos da boca e eu nunca gostei disso.

Vamos. E n�o esque�as os dr�ides.

Estamos a caminho.

Quanto ao elenco veterano,

inovar as suas personagens era muitas vezes dif�cil.

N�o te mexas.

Eu amo-te.

Eu sei.

Levanta-te.

Outro desafio no est�dio foi a inexperi�ncia

de Richard Marquand com efeitos especiais.

� algo dif�cil de se fazer, sabem,

trabalhar de um lado com efeitos especiais,

e do outro com um gui�o com actores,

e fazer com que as duas coisas se casem.

Eu n�o tinha percebido

que era mais f�cil eu fazer essas coisas do que entreg�-las.

Porque era ainda mais complexo do que o �ltimo,

eu tinha mesmo de estar no est�dio todos os dias

e trabalhar de perto com o Richard e filmar a segunda unidade.

Foi muito mais trabalhoso do que eu imaginei.

Sob a supervis�o de Lucas, a produ��o mudou-se para

as florestas do norte da Calif�rnia.

C�mara "B."

L� fotografaram uma das sequ�ncias de ac��o mais electrizantes...

Ei, espera!

... a corrida speeder.

Bloqueia o comunicador! O bot�o do meio!

Tive a ideia de usar uma Steadicam,

e fizemos um teste num parque aqui

a caminhar pelas �rvores por um caminho que disfar��mos

e ele filmou com uma c�mara a um frame por segundo.

Quando se projecta a 24 frames por segundo, d� 24 vezes mais r�pido.

Ach�mos que andaria a uns oito km por hora.

Acabaram por ser 160 km por hora e ficou �ptimo.

Jedi surpreendeu o p�blico com a sua dimens�o imaginativa,

em grande e pequena escala.

Apresentou um pequeno mas valente novo aliado � rebeli�o,

Uma ra�a de guerreiros baixinhos, conhecidos como Ewoks.

E ac��o.

Ei. Aponta essa coisa para l�.

Ei!

Han, n�o. Vai ficar tudo bem.

Agora no elenco estava Warwick Davis, que na �poca era muito novo,

mas tamb�m um f� eterno de Star Wars.

Eu era um mi�do de 11 anos que andava na escola e a minha av�,

por acaso, ouviu um an�ncio na esta��o de r�dio de Londres.

Estavam � procura de pessoas baixas para entrar no novo filme de Star Wars.

Acho que ningu�m no filme estava t�o animado quanto eu.

Ter 11 anos e estar no est�dio de Star Wars,

nada me segurava.

No papel de Wicket, Davis acabou por ser

o Ewok que mais aparecia,

mas s� depois de Kenny Baker ter ficado doente.

Eu tinha uma cena com a Carrie e com as motas speeder

nas florestas da Calif�rnia.

Eu estava ansioso.

Pensei: "Gosto de trabalhar com Carrie."

Na manh� da filmagem, o Kenny estava doente na cama.

Com uma intoxica��o alimentar.

Eu estava com muitas dores.

Disseram: "Temos de filmar, porque temos a Carrie Fisher.

Temos a cena preparada." Ent�o o Warwick assumiu o meu lugar.

Setenta e dois A, take dois. C�maras "A" e "B."

E ent�o chamaram-me para fazer a cena.

Ac��o.

Para com isso!

Na altura, eu tinha um c�o que sempre que ele ouvia um barulho estranho,

balan�ava a cabe�a de um lado para o outro, com olhar inquisitivo.

Peguei naquele tipo de movimentos e usei-os na personagem.

Ent�o, sempre que ele v� ou ouve um som estranho,

abana a cabe�a.

Cento e quinze S, take tr�s. Claquete "A."

- O que � que ele disse, Ewoks? - Ele disse: "Cuidado!"

Eu gosto dos Ewoks.

Acho que servem para nos mostrar que n�o precisamos de tecnologia.

Precisamos de vontade e f� para realizar qualquer coisa.

E o facto de os Ewoks terem conseguido derrubar o Imp�rio

usando apenas cordas e pedras,

acho que mostrou o tipo de criaturas que s�o.

Guerreiros a chegar!

N�o importam as m�quinas que se tem.

Se a vontade das pessoas for forte, ir�o sempre vencer.

Falhou, Alteza.

Eu sou um Jedi,

tal como o meu pai.

E ac��o.

A filmagem de A Vingan�a do Jedi

estava prestes a concluir-se e as emo��es estavam � flor da pele.

A despedida seria dif�cil.

Ao terminarmos o terceiro, sent�amos que era o fim.

Que eles iam concluir todas as ideias.

Havia o sentimento de

"esvaziar o cacifo no final do semestre."

Uma parte de mim dizia: "Que bom que vai acabar."

E outro aspecto era,

"Bem, e todas as aventuras que o Luke poderia ter?"

Naquele momento, George Lucas estava concentrado

no t�rmino da sua trilogia �pica.

Ele pesou todas as decis�es,

incluindo uma mudan�a no t�tulo de Jedi semanas antes de estrear.

Pouco antes de ir para os cinemas, George voltou e disse:

"Quero voltar outra vez para O Regresso do Jedi."

A l�gica por tr�s disso era que um Jedi nunca se vinga.

O Regresso do Jedi estreou numa quarta-feira, 25 de maio de 1983,

exactamente seis anos depois da estreia de Star Wars.

No seu primeiro dia, o filme arrecadou $6,2 milh�es,

Sendo o maior sucesso de bilheteira na estreia da hist�ria

por quase um milh�o de d�lares.

Eu disse que conseguiriam.

Mas para George Lucas,

terminar a trilogia envolveu um sacrif�cio pessoal.

O sucesso de Jedi teria um sabor agridoce.

O desafio � sempre tentar fazer algo que nos consome

e ter uma vida pessoal.

Eu tinha decidido que depois de Star Wars

queria atingir certos objectivos pessoais.

Tornar-me independente de Hollywood

e ter uma fam�lia.

Eu terminei O Regresso do Jedi e achei que seria o fim para mim.

Pensei: "Bem, consegui. Terminei a minha trilogia.

Foi o que me propus a fazer.

Foi o que me determinei a acabar."

Foi sufocante e dif�cil, mas o destino tem uma forma de intervir.

Acabei por me divorciar assim que o filme Jedi ficou pronto,

e acabei por ter de criar a minha filha.

Com os lucros arrecadados com os filmes e a mercadoria de Star Wars,

Lucas p�de continuar a financiar o sonho de ultrapassar os limites

da tecnologia de filmes e de �udio.

Nas pr�ximas duas d�cadas, continuou a criar inova��es emocionantes.

No processo, melhorou fundamentalmente o cinema.

Em 1984, a Lucasfilm revolucionou a edi��o de filmes de cinema

com EditDroid e SoundDroid,

os primeiros sistemas de edi��o digital n�o linear do mundo.

Pela primeira vez, os cineastas poderiam aceder

a qualquer frame ou pista de �udio com o toque de um bot�o.

Em 1985, a divis�o de inform�tica da Lucasfilm inventou o computador Pixar,

ajudando a gerar uma nova forma de anima��o

caracterizada pelo realismo tridimensional.

A divis�o depois foi vendida e tornou-se na Pixar Animation Studios,

criadora de cl�ssicos instant�neos como Toy Story.

Os avan�os digitais que Lucas tinha introduzido

acabariam por lev�-lo a fechar o c�rculo de Star Wars.

Em 1993, depois de ajudar a criar os efeitos inovadores da ILM

no filme de Spielberg, Parque Jur�ssico,

Lucas concluiu que a tecnologia digital

tinha finalmente alcan�ado a sua vis�o original.

Em 1997, finalmente aperfei�oaria a sua saga gal�ctica

com a Trilogia Star Wars: Edi��o Especial.

Por toda uma gera��o,

as pessoas viveram o Star Wars da �nica forma que era poss�vel

no ecr� da televis�o.

Mas se s� a viu desta forma, ainda n�o viu nada.

Coisas que eu n�o podia pagar na �poca.

Que tive de abandonar

por falta de tempo, dinheiro ou poder para tal,

consegui terminar os filmes como queria originalmente

e deix�-los exactamente da forma que eu queria.

Em 1999, 22 anos ap�s a estreia original,

Lucas apresentou Epis�dio I: A Amea�a Fantasma.

O filme marcou o in�cio de outra trilogia para uma nova gera��o.

Tamb�m permitiu que Lucas continuasse o seu uso pioneiro da tecnologia digital.

Estou a terminar isto pelo amor a Star Wars. Gosto do Star Wars.

Quero ver tudo terminado.

Por mais de tr�s d�cadas,

a paix�o e a dedica��o de George Lucas � saga de Star Wars

trouxe as suas recompensas.

Mas como a pr�pria For�a, o sucesso tamb�m tem o seu lado negro.

Estava a tentar ficar independente

para fazer os filmes que eu queria.

Mas ao mesmo tempo, enfrentava o sistema corporativo,

do qual eu n�o gostava.

N�o gosto que as corpora��es

tomassem conta da ind�stria.

Mas hoje encontro-me como chefe de uma empresa.

Portanto, h� a� uma certa ironia, eu ter-me tornando na mesma coisa

que estava a tentar evitar,

que � o que � parcialmente retratado em Star Wars.

O c�rculo est� agora completo.

Quando te deixei, eu era o aprendiz.

Agora sou o mestre.

� o Darth Vader. Ele torna-se exactamente naquilo

contra o que se tenta proteger.

Mas, ao mesmo tempo, satisfaz-me poder fazer os meus filmes

como quero que fiquem.

Embora Lucas tenha seguido com determina��o a pr�pria vis�o,

foi o p�blico em todo o mundo que colheu os frutos

desde maio de 1977,

quando viram pela primeira vez aquela gal�xia muito, muito distante.

Os temas com que George lida

s�o bastante fortes, primordiais.

Os conflitos entre as crian�as e os seus pais.

Luke Skywalker era George quando era pequeno.

George enfrentava um conflito e a necessidade de se auto-afirmar.

Aprendeste muita coisa, meu jovem.

E aprendeu, fortemente.

Ver�s que estou cheio de surpresas.

George conseguiu colocar os bons, os maus e a mitologia

num pacote que nos tocou.

N�o sei como. Acho que se soub�ssemos toda a gente o faria.

Fazer. Ou n�o fazer.

N�o h� tentativas.

� um prazer fazer parte de toda esta lenda, mesmo como observador.

E eu sou apenas um observador.

Muito impressionante.

Criou pessoas que todos no mundo conhecem.

Qualquer autor que crie personagens t�o memor�veis

deve realmente ser uma pessoa feliz.

Podes rir, bola de pelo.

Ele estabeleceu o mercado de filmes independente.

Os seus filmes mudaram as produ��es �picas.

Ele mudou a forma de contar hist�rias. Criou o que Hollywood � hoje.

Quando me afasto um pouco,

todos t�m del�rios de grandeza.

O George estava a criar um novo mundo para Hollywood,

e tivemos a sorte de fazer parte disso.

Vamos!

Ele n�o � apenas o criador e o realizador, agora ele � o est�dio.

Pode fazer exactamente o filme que quiser.

O Obi -Wan ensinou-te bem.

Uma das coisas que George Lucas fez em Star Wars

foi comunicar com o lado jovem que reside

algures at� dentro da pessoa mais velha.

- Boa pontaria, Red2. - Acho que a nossa imagina��o cultural

foi transformada pelos filmes de Lucas

levando-nos de volta a hist�rias que nos fazem sentir

que compartilhamos a jornada her�ica da ra�a humana nesta Terra.

Que a For�a esteja sempre contigo.

George Lucas levou-nos a um novo lugar no espa�o,

uma nova era no futuro,

que nenhuma outra pessoa jamais criara at� ent�o.

Star Wars teve um grande impacto nos jovens,

bem como nos adultos, a prop�sito.

Eu comprometi-me a fazer estes filmes.

Eu acredito nestes filmes.

S�o um bom entretenimento. Se puder reunir v�rias pessoas

e elas gostarem dele, ent�o, fiz aquilo que esperava.

Para George Lucas, o que come�ou como uma busca pela liberdade criativa,

tornou-se uma filosofia, um fen�meno cultural e um imp�rio de sonhos.

PARAB�NS

A For�a v� contigo.

Tradu��o: Teresa Moreira

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.