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Original subtitles

No início,

Hashem fez três tipos de criaturas:

Os anjos,

as bestas

e os seres humanos.

Os anjos, Ele fez puramente a partir da palavra Dele.

Anjos não têm vontade de fazer o mal.

Eles não são capazes de contrariar a vontade Dele.

As bestas são guiadas somente por seus instintos.

Elas também obedecem seu Criador.

Segundo a Torá,

Hashem passou quase seis dias inteiros da criação

formando essas criaturas.

E então, logo antes do pôr-do-sol,

Ele pegou um pouquinho de terra

e usou para fazer o homem e a mulher.

Um adendo?

Ou sua maior façanha?

E o que é isso?

"Homem".

"Mulher".

É um ser capaz de desobedecer.

Só nós, de todas as criaturas, temos livre-arbítrio.

Estamos suspensos entre a iluminação dos anjos

e os desejos das bestas.

Hashem nos deu escolha, e isso é um privilégio e um fardo.

Nós devemos escolher

a vida atribulada

que vivemos...

- Aqui. - Chamei socorro.

Rav.

Rav.

Abra os olhos!

Respire fundo.

Você tinha 15 anos quando...

fez a primeira tatuagem?

Aquela doeu muito.

Doeu... Foi esse Jesus aí?

Jesus doeu muito.

É linda.

É isso que você queria?

Sim, está ótimo, obrigada. Você está bem?

Preciso de um cigarro.

Cinco minutos?

Eu atendo.

Abaixe um pouco o queixo.

É lindo quando você sorri um pouco.

- Ronnie. - Agora não!

Ronnie!

Você tem que atender.

Olá!

- Sim? - O Dovid está?

- Está. - Obrigada.

Rabino, tem visita para você.

- Quem é? - Ela não disse.

Obrigado, Naomi.

Dovid.

Ronit.

Ronit.

Não sabíamos que você vinha.

Não?

- Eu pensei... - Que seus dias sejam longos.

Obrigada.

Desculpe, eu esqueci.

Você veio direto do aeroporto?

Vim.

Eu vou para um hotel.

Tem gente aqui em homenagem ao rav.

Sei.

Você está bem?

Estou.

Ele morreu de quê?

Pneumonia. Finalmente.

- Vou guardar a mala e já volto. - Isso também.

- Tudo bem. - Obrigada.

Claro.

Oi.

Oi.

Ronit.

- Fruma? - É você!

Moshe!

Ronit, você veio!

É claro que veio!

Oi.

Fruma.

Ronit.

Tio Hartog.

Como vai você?

Bem.

Que seus dias sejam longos.

- Certo. - Tire o seu casaco.

- Pode deixar. - O cachecol também.

- Não, não vou tirar. - E as luvas.

Fruma.

Então...

Você veio.

Você está bem?

Tem café?

- Posso tomar? - Venha.

- Ainda toma puro? - Sim, obrigada.

Eu já vou chamar um táxi.

Fique, Ronit.

- Não, tudo bem. Obrigada. - Fique.

Tem certeza?

Obrigada.

Você veio...

Para velar o rav.

Por que mais eu viria?

Você sempre foi imprevisível.

Você ainda está bravo?

Você partiu de repente.

Você casou?

Quando foi isso?

Já faz um tempo.

Fale, quem é ela? Eu conheço?

Diga que não é a Hinda!

Dovid, diga que você não casou com a Hinda de Hendon!

Casou. Você casou com a Hinda. Droga, Dovid, não!

Não.

- Eu não casei com a Hinda. - Que bom.

Mas lá tem umas 20 mulheres iguaizinhas a ela.

- Por que são todas iguais? - Maldade.

Oi, Esti.

Ronit. Como você está?

Eu estou...

aqui, o que é estranho.

Como vai você?

Que seus dias sejam longos.

Obrigada.

Você parece bem...

- Nova York. - Bom...

Você parece muito frum, Esti.

Vou levar mais comida.

Não, vamos conversar. A mulher do Dovid faz isso.

Quando ela aparecer.

Quem é a Sra. Kuperman, Esti?

Gostamos dela?

A Ronit ia para um hotel, mas eu disse para ficar conosco.

Sim, sim. Fique.

Vou arrumar a cama no quarto de visitas.

Tudo bem, eu faço isso.

Vocês estão casados.

Estamos.

- Estamos, Ronit. - Ninguém me contou.

Por que não?

Você sumiu.

Certo.

Parabéns.

Não, não, por favor.

- Venha. - Vou.

O hesped será um evento grande.

Você e a Esti se casaram?

- Éramos sempre nós três. - E você foi embora.

Deixou nós dois.

Eu teria vindo se soubesse que ele estava doente.

Ele não queria que você soubesse.

No fim, ele estava muito frágil. Acho que...

não queria que você o visse assim.

Você devia ter ligado.

A semana foi difícil, Ronit.

Por favor.

Meu pai morreu.

Eu sei.

Eu estava lá.

Bom,

pelo menos você me avisou que ele morreu.

Esta semana é preciso comportar-se com honra.

Honra?

Isso é o mais importante.

É claro.

Está um pouco bagunçado.

- Vou pegar cabides. - Obrigada.

O que foi?

- Pareço uma velha? - Não foi o que eu pensei.

Pareço... cansada.

Todos parecemos.

Você quer que eu vá embora?

Faça o que quiser.

- Dá para abrir as janelas? - Não.

Se quiser fumar, terá que descer.

Tome.

Trouxe outro cobertor.

"A morte prematura do rav Krushka

é devastadora à comunidade anglo-judaica.

Ele era um colosso da fé. Infelizmente, não teve filhos."

Jornalista preguiçoso.

- Teria aborrecido o rav. - Sem filhos?

Deve ter sido escrito por uma criança.

Esqueça.

Todos o amam tanto...

Eu me perguntava se o amava tanto assim.

Às vezes, eu me perguntava se sequer o amava.

Ele era seu pai.

Mas era mais próximo de você.

Ele gostava de me ensinar.

Bom...

Durma, Ronit.

- Boa noite. - Ah, eu trouxe...

Eu trouxe isso... para você.

São...

- São suas fotos. - Isso!

Ótimo.

Obrigado.

De nada.

Boa noite.

Como é serem casados um com o outro?

Bom.

Somos muito felizes.

Boa noite.

Tudo bem?

É o meu pai.

Vamos embora.

Meus pêsames.

Você está bem?

Estou.

- Bom dia, Sra. Kuperman. - Bom dia.

- Como vai? - Bem, obrigada.

- Ótimo. E a semana? - Foi boa.

Que bom.

Bom dia, meninas.

- Bom dia! - Bom dia.

Porque ela nunca teve a própria turma, mas não.

Que bom. Fico muito grata pela licença.

Mas é claro.

- Que bom que voltou, Esti. - Obrigada.

Bom dia, meninas.

Bom dia, Sra. Kuperman.

Senti falta de vocês.

- Yosef. - Rabino! Bom dia.

- Dr. Rigler, bom dia. - Bom dia.

Como vai o discurso?

Estou aprimorando.

- O hesped será maravilhoso. - Tomara.

O rav ficaria orgulhoso.

Obrigado.

A Ronit Krushka está na sua casa?

Está.

Um bom dia.

"Meu amado é para mim um ramalhete de mirra

que passa a noite entre meus seios.

Meu amado é para mim um buquê de flores de hena

nas vinhas de Ein-Gedi."

É sobre sensualidade?

Digo, a forma como o amor verdadeiro se manifesta?

Mas não é possível

que entre um homem e uma mulher haja algo superior?

Mas as referências a prazeres sensuais no texto

não louvam amor físico?

Neste contexto, o prazer torna-se superior.

"Eis que és formosa, amada minha,

és formosa.

Os teus olhos são como pombas.

Eis que és formoso, amado meu! Como és amável!

O nosso leito é viçoso."

Quero um pedaço de strudel de maçã.

E eu também gostaria... de um destes.

- Os com geleia? - É geleia?

É.

- Muito obrigado. - Obrigada.

Tem sapatos?

Tenho. Certo.

Velas... Bom.

O quê? Não serve?

É só o tio Hartog.

E o rabino e a rebbetzin Goldfarb.

E ele me convidou?

Não, eu convidei.

- Vamos. - Está bem.

- Você está bem? - Estou.

Certo.

- Bom shabbos. - Bom shabbos.

Bom shabbos.

Bom shabbos.

- Amém. - Amém.

Nós entendemos, não precisa explicar.

O problema é que ela sempre explica demais a piada.

- Ele cismou. - É um nome bem judeu.

Ele fala do nome todo dia, é inacreditável.

- Quem se chama "Andy"? - Ele só fala do nome.

Ele é um nebbish.

- Isso também. - Eu amo meu filho.

É o próprio pai falando.

O que vocês acham?

- Eu o amo. - A nossa filha teve outro filho.

- Chama-se Daniel, como meu pai. - Mazal tov.

Moram na Austrália. É muito longe.

Melbourne.

37 netos.

- Mazal tov. - Nada mau.

Vimos suas fotos em uma revista.

Eram as fotos dos gêmeos que você nos mostrou.

- Mas dizia Ronnie Curtis! - É o meu pseudônimo.

Qual é o problema do nome Krushka?

Deve se orgulhar dele.

Artistas, às vezes, mudam de nome,

- não é, Moshe? - É, Fruma.

Bom...

Mulheres mudam de nome o tempo todo.

Usam o nome do marido e apagam a própria história.

Não é?

Eu não diria "apagam".

Elas não apagam.

Apagam, sim.

Ronit,

- você parece a sua mãe. - Não comece!

Ela tem os olhos da Leah, não tem, Moshe?

Tem olhos lindos.

- Ela é linda. - Tio...

A sua irmã se foi cedo demais.

E agora o rav.

Deve ser um choque terrível para você, Ronit.

Você estava longe. É claro que é um choque.

Achamos que nunca mais a veríamos.

Desculpe decepcioná-la.

Ronit...

- Mais café? - Não, obrigada.

Mas eu queria falar sobre a casa, tio.

Sim, desculpe.

Venha ao escritório.

- Falaremos lá. - Certo.

Você precisa levar as velas da sua mãe, Ronit.

- Da casa. - Sim, claro.

- E deve passar para seus filhos. - Não quero ter filhos.

- Não vou ter filhos. - Guarde e passe adiante.

Sei... Eu quero vender a casa, tio.

- Pode me ajudar? - Não.

- Agora não. - Certo.

- Mas preciso de ajuda. - É, mas não... Ronit.

Desculpe.

Dovid, quantos anos tinha quando se tornou discípulo do rav?

13 anos?

É. 12 ou 13.

O Dovid tem sido ótimo.

Maravilhoso.

Muita coisa mudou por aqui. Temos tido muitos problemas.

Habitação, empregos...

Os jovens!

Até um caso com drogas!

Talvez devessem ter menos filhos!

Nós conseguimos cuidar disso.

E você não é casada!

Precisa encontrar alguém, Ronit.

Não é bom envelhecer sozinha.

Nunca fico sozinha, tenho ótimos amigos.

Você deve se divertir muito, mas isso passa.

Mas estar casada...

É assim que deve ser.

É mesmo? Como deve ser? Ou é obrigação institucional?

Ronit, pare agora mesmo.

Tio, digamos que eu tivesse ficado aqui mais um ano.

Pense nisso, certo?

Eu me casaria com alguém

e, depois de dez anos em um casamento infeliz,

eu me mataria.

Ou ia querer me matar.

Eu estou exausta, acho que vou...

Eu vou embora.

Vejo vocês dois na casa.

Foi ótimo vê-los, rabino, rebbetzin e Fruma.

Feliz shabbos, querida.

Tio, obrigada pelo jantar.

- A gente se vê. - Leve-a para casa.

- Eu alcanço vocês. - Certo.

Desculpem.

Obrigado, estava ótimo.

- Feliz shabbos. - Feliz shabbos.

Ronit.

Por que a rebbetzin Goldfarb é tão má?

Ela tem uma vida boa. O que mais ela quer?

O que as pessoas querem?

O que você quer? Você sabe?

Sim, eu sei. Eu sei.

Eu quero que meu pai saiba que eu o amava.

Você acha que ele sabia?

Sabia, sim.

Tinha que saber.

Eu sinto muito. Muito mesmo, Ronit.

O rav...

Você perdeu seu pai.

Cai bem. Ficou linda.

Nunca uso cores tão vibrantes. Ficou ótima.

Combina com o caimento. Linda.

Se você quiser, pode...

- Ele vai vê-la agora. - Obrigada.

A peruca...

- Oi, Ronit. - Oi.

- Vamos subir. - Tudo bem.

Entre.

Sente-se, por favor.

Ronit...

Virei frum!

Sem brincadeiras, está bem?

Bom...

Aqui estão as chaves para você pegar bens pessoais.

Quantas chaves!

Me ajuda a vender?

Cláusula três.

"Testamento do rav Shlomo Krushka."

O rav Krushka, abençoado seja,

deixou a casa e tudo mais para a sinagoga.

- Sinto muito se é um choque. - Não.

É só uma casa.

Um filho devia cuidar do pai em seu leito de morte.

Eu não sabia que ele estava doente.

Como saberia se não está aqui?

Você era tudo o que ele tinha.

Eu sei.

Deve ser muito doloroso

não ter o perdão do rav.

Oi, Sra. Kuperman!

- Oi, Shmuli! - Oi.

- Rivkah, oi. - Oi, Esti.

- Você está ótima. - Obrigada!

- Estão todos bem? - Sim, sim, estamos.

Que bom.

E a ajuda foi muito bem-vinda, Esti.

Claro!

Oi, Shayna. Oi!

Tão fofa!

Acabei de ver a Ronit.

- Onde? - Andando na rua.

Ela não mudou nada, não é?

Não.

Nada.

Certo...

- Até mais tarde. - Tchau.

- Tchau. - Tchau, Sra. Kuperman.

Pronto, pronto. Pronto.

Ronit?

Você está de peruca.

Não.

Aqui. Deixa comigo.

Pronto.

Obrigada.

Desculpe pela bagunça...

Seu tio disse que estava cuidando de tudo

e não queria que tocássemos em nada

antes de levarem.

Ele deixou tudo para a sinagoga.

Você queria mesmo?

Independência financeira? Não.

Seria fácil demais.

Mas queria ter sido mencionada no testamento.

Ficado com um cachimbo.

Eu sei.

Eu não vou ao hesped.

- O quê? - Não tem por que ficar aqui.

Vou mudar minha passagem.

Mas...

Sabe o que me incomoda? Eu nunca o fotografei.

Tudo o que ele fazia era ler a torá, os comentários,

notas sobre os comentários e debates sobre as notas.

Podíamos fazer o que queríamos.

Acha que eu devia ir embora de uma vez?

Não.

Não.

Eu acho que você não devia ir nunca.

Que bom!

Que bom.

Ronit...

Esti...

Quando eu vi você...

É, eu também.

Esti, Esti, Esti...

Essa não...

Eu sinto muito. Desculpe.

Não...

Tudo bem.

Eu sinto muito.

Está tudo bem.

Eu...

Você parece mesmo a sua mãe.

Ronit, você está bem?

Fui eu que telefonei para a sinagoga

em Nova York para avisar você.

Vou pegar um ar.

Por que você casou, Esti, em vez de ir embora?

Lembra o que o rav dizia sobre casamento?

- Não. - Lembra, sim.

"Você vai envelhecer sozinha?"

Não, era assim: "Vai envelhecer sem família ou alegria?"

"O Dovid é um bom menino.

Tem um coração generoso e adora você. Case com ele!"

Então ficou tudo bem quando eu parti?

Não.

Eu fiquei... doente.

Doente como?

Da cabeça.

O rav ficou preocupado.

Se eu tinha que transar com um homem,

por que não nosso melhor amigo?

Esti...

Ele achou que o casamento ia me curar.

Não foi um desastre completo.

Isso é suficiente?

Precisa transar toda sexta-feira?

- É o esperado. - É medieval.

Não é à força.

Ninguém apanha por não estar a fim.

O que houve com você?

Nada.

Você.

Então comecei a dar aula, e isso tornou-se importante.

Pode dar aula em outro lugar.

Eu adoro as meninas.

Eu as ensino a ter ambição.

De ter sete filhos e ser uma boa esposa?

Pare. Eu sou boa professora.

- Ensino a se valorizarem. - E quanto a você?

Essa sou eu.

O quê?

Quer um cigarro?

Não.

E você? É feliz?

Sou.

Esteve com outras mulheres?

Não.

Na verdade, não.

E você?

Não.

Mas, Esti...

Você ainda gosta só de mulheres?

Sua bolsa é...

O quê?

Extremamente erótica.

- Posso dar uma volta com ela? - Não.

Você não é frum. Não ganha uma bolsa.

Por favor!

- Não. - Uma voltinha, vai.

- Por favor. - Divirta-se.

Bolsa sensual, baby.

E filhos?

Tenho três. Na bolsa. São ruivos.

Combina comigo.

Foi aqui que nos beijamos a primeira vez.

Não acredito que esteja aqui.

Merda!

Ronit?

É você?

- Sim. - O que está fazendo aqui?

Só andando por aí.

Este é o meu marido, Lev.

Essa é a Ronit, filha do rav.

Lembra que eu falei dela?

Como vai, Lev? Oi.

Soube que você vai ao hesped.

O rav era realmente extraordinário.

Eu sei. Sou filha dele.

Quer um cigarro?

Aquela era a rebbetzin Kuperman?

Não.

Esti!

Você está bem?

Sim, eu estou bem!

Esti...

Eu já vou sair.

O que houve?

O quê?

O que houve?

"É como estou dizendo. O tecido contém virtude mágica,

por uma sibila que na terra já contara do Sol 200 voltas

foi bordado durante acessos de furor profético.

De vermes consagrados vieram o fio,

que tinto foi no suco

de corações virgens habilmente conservados."

Muito bem, Sara.

O que chama a atenção de vocês até agora?

O lenço. Com os morangos.

Por que é importante?

Ninguém?

Vocês se lembram do que Otelo diz sobre como foi feito?

Rina.

Foi pintado de vermelho com sangue de virgens.

É mesmo. É mesmo. Sim?

E as mentiras.

O Iago mente muito e não sabemos por quê.

E as mortes, Sra. Kuperman.

- Foram horríveis. - Foram.

A morte dela é chocante. Mas...

- Desculpe interromper. - Tudo bem.

A Sra. Shapiro quer vê-la.

Obrigada. Eu vou no intervalo.

Ela disse agora.

Continuem lendo em duplas, eu já volto. Obrigada.

Bom dia, meninas.

Bom dia, Srta. Scheinberg.

Continuem de onde pararam.

Entre, Esti.

Sra. Shapiro...

Sente-se.

Queremos que você continue o trabalho do rav.

Há obstáculos para tudo que é trabalhoso.

Eu dificilmente chego à altura do rav.

De maneira significativa.

E sua mulher?

Ela gostaria de vê-lo liderar a shul?

A Esti apoiará a minha decisão.

E a Ronit Krushka?

Ficamos surpresos ao vê-la.

A Ronit está de luto.

Vamos acolhê-la no hesped.

É claro.

E a Esti não ficará distraída com o retorno da Ronit?

Por que ficaria?

Estamos falando da minha casa.

Eu mantenho a ordem.

Ótimo.

Oi.

Esti? O que houve?

- Você está bem? - Aqui não.

Ontem, eu me comportei como uma adolescente.

Tão burra e insensata!

- Alguém disse alguma coisa? - Disse!

- E eu moro aqui. - O que disseram?

A diretora...

Não importa, eu...

Precisamos parar.

Está bem.

- Está bem. - Está bem.

Não posso fazer isso. Não posso.

Está bem.

Aqui nós tentamos levar uma vida boa.

Eu sei, eu sei.

E eu creio profundamente.

A palavra de Hashem é a minha vida.

Eu vou...

Eu vou embora amanhã.

Eu não quero que você vá.

Não quero isso.

Esti, eu não sabia que isso ia acontecer. Eu...

Eu nem tinha certeza se ia ver você.

Podemos ir a algum lugar? Sair daqui?

Por favor, venha.

Precisamos ir para outro lugar.

Venha aqui.

Eu pensava na sua vida em Nova York.

Tentei imaginar o seu quarto.

Eu contava o fuso horário.

Para saber se você estava acordada ou dormindo.

O quê?

Eu estava me lembrando do rav nos encontrando.

Não...

A cara dele.

O que ele disse?

"Hashem, me leve agora!"

Não!

Foi horrível.

Quero tirar uma foto sua.

Para o "Jewish Messenger"?

Não. Não.

Olhe para mim.

Esti, olhe para mim.

Esti?

Desculpe a hora.

Você comeu?

Não...

A Sra. Shapiro fez uma queixa contra você e a Ronit.

O quê?

Ela falou com você?

Falou.

Conte a verdade.

Eu... Eu beijei a Ronit.

Beijou?

Me desculpe.

- O que está fazendo conosco? - Eu tentei! Mesmo!

- O que você quer? - Eu tentei!

Quer se machucar de novo?

A Ronit a chamou para ir com ela?

Dovid!

Ela vai voltar para os amigos! Os homens!

Qual é o seu problema?

Qual é o seu problema?

O que é? Me conte.

Você pode me contar.

- Posso? Mesmo? - Pode.

- Sempre fomos sinceros. - Fomos?

- Fomos. - Fomos?

Eu dei a notícia à Ronit sobre o pai.

- Eu queria que ela voltasse. - Não.

- Queria, sim. - Não queria.

- É manipulação. - Olhe...

- Você está cega. - Não fui manipulada!

- Está cega! - Não!

Olhe para mim!

Eu queria isso!

Quando éramos meninas...

Desde aquela época, sempre foi assim!

Eu sempre quis.

Você devia deixá-lo.

É mesmo?

E para onde eu iria?

Estou atrasada.

Rabino...

Fruma.

Elliot.

O rav ficaria tão feliz com a sua vinda!

Estou feliz de estar aqui.

Joey, obrigado por vir de tão longe.

- Que seus dias sejam longos. - Grato.

- Rabino. - Obrigado por vir.

- Fará falta. - Obrigado.

Obrigado por vir.

Meus pêsames.

Não vai comer?

Está bom.

Muito bom.

Marquei o voo. Viajo hoje à noite.

O quê?

Que bom.

Que bom.

Espero que o hesped corra bem.

Agora vai.

E você?

O quê?

O que você vai fazer?

Eu não sei.

Tente me explicar.

Eu não consigo.

Bom, eu vou fazer as malas.

Adeus.

É mais fácil ir embora, não é?

Não, não é.

Está livre?

Com licença.

Alô?

Dovid?

Não.

Ela não está comigo.

Quando esteve com ela?

Ela vai voltar, Dovid, não se preocupe.

- Com licença? - Sim?

Dovid, posso ligar de volta quando passar pela segurança?

- Oi. - Oi, para onde está indo?

Nova York.

Esti!

Esti.

Esti!

Esti?

Eu queria que ela não tivesse avisado você.

Que bom que ela fez o certo.

Meu pai morreu.

Você não ia me contar.

Está vendo por quê?

Eu queria protegê-la.

Dovid...

Quero a minha liberdade.

Esti, venha aqui.

Eu estava apavorado.

Sinto muito.

Eu não queria preocupá-lo.

Estou grávida.

Uma criança.

Hashem zela por nós.

Não acho que devemos ficar juntos.

- É o desejo Dele. - Não.

Eu nasci nesta comunidade.

Não tive escolha.

Quero que o meu filho possa escolher.

Nós esperamos tanto por isso.

Me dê minha liberdade.

Não, não, não.

- Você não pode... - Não se meta!

Eu preciso.

Sinto muito.

Você voltou.

- Fruma. - Esti.

Não quero aborrecer ninguém, só honrar meu pai.

Eu sei.

Por favor.

Amém.

Por que não vem para Nova York?

Venha para Nova York comigo.

A partida do rav Krushka...

nos deixou...

diante do vácuo,

desorientados.

Hoje, nos confortamos

sabendo que seu legado será preservado

e continuado pela próxima geração.

Eu convoco uma nova voz,

o discípulo mais íntimo do rav Krushka,

seu filho espiritual

e sucessor,

o rabino Dovid Kuperman!

Rabino Kuperman.

"O rav Krushka falava muito do dever do professor.

O dever..."

Desculpem, não consigo...

A única filha do rav, Ronit Krushka, está aqui.

As últimas palavras do rav...

Por que ele escolheu discutir a ideia da escolha?

E da liberdade?

Não há nada tão frágil...

nem verdadeiro...

quanto o sentimento de liberdade.

Liberdade de escolha.

O rav era um colosso da Torá.

Mas não foi o colosso que vimos desfalecer.

Foi o homem.

Ele falou dos anjos

e dos desejos das bestas.

E, com suas palavras finais,

nos lembrou do seguinte:

Somos livres para escolher!

Você é livre.

Você está livre!

Eu não posso aceitar a honra

nem a posição que me ofereceram.

Minha compreensão não é suficiente.

Me perdoem.

Eu estou saindo.

Shalom.

Adeus, Dovid.

- Bom dia. - Bom dia.

Bom dia.

Bom dia.

É o seu carro?

Adeus.

Adeus.

Que seus dias sejam longos.

Que seus dias sejam longos.

- Que terminal? - Cinco, por favor.

Ronit! Espere!

Pare! Pare, por favor! Pare o carro.

Você vai ser ótima mãe.

Você vai ser corajosa e linda.

Eu te amo.

Eu te amo.

Me conte quando se instalar.

Vou contar.

Com licença...

Podemos fazer uma parada?

Adeus, pai.

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