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Original subtitles

N�o quero passar 15 anos aqui por um crime que n�o cometi.

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

O que voc� quer?

Hong Fang manda um cont�iner � China com o dinheiro arrecadado.

Vai nos ajudar a roubar esse dinheiro.

N�o se esque�a do que pedi.

Ningu�m ousa enfrentar as chinesas.

V�o nos ca�ar uma a uma.

Quero algu�m que saiba usar uma arma.

Tamb�m quero uma moto com a chave no contato.

Filha da puta! Largue a arma.

Sinto muito.

Foi tudo para ver Ferreiro.

Examinaram seu marido.

Ele n�o pode ter filhos. N�o somos mais a sua fam�lia.

E esse beb� n�o tem pai nem av�.

Cortar o pinto deste porco vai sair barato.

-Coma a pomba. -N�o coma, Anabel.

Voc� me decepciona. Vai mesmo me jogar na centrifugadora?

V�o.

Pare!

Abra a porta da lavadora.

V�o se arriscar por esta filha da puta?

Zulema � uma aut�ntica filha da puta,

mas � a nossa filha da puta.

Todas vamos perder hoje.

Isto � guerra.

-Tirem-na! -Ai, meu Deus.

Calma, cuidado.

Abram espa�o.

Deixem que respire!

34 DIAS NA SOLIT�RIA

A tartaruguinha n�o tem m�e

Foi parida por uma cigana Que se livrou dela

Se livrou, sim

Se livrou, n�o

A tartaruguinha n�o tem ber�o

-Oi, m�e. -Oi!

A gente se v� � tarde, passarinha.

-S�rio? -Sim, e vamos juntas ao parque.

Vamos comer hamb�rguer. Que tal?

Posso levar a bicicleta nova?

-Que bicicleta? -A que voc� me deu.

Eu adorei, m�e. A caixa de pulseiras tem mil pe�as.

Algumas s�o de ouro. Voc� � a melhor!

N�o, querida, voc� que � a melhor.

Preciso desligar.

-Te amo muito, meu bem. -Tchau, m�e.

Abrir dez, cinco.

Vereadora.

Soube que vai sair hoje.

Preciso de absorventes.

Sim.

Ei, o que foi?

Escute.

Escolheu as amigas erradas desde que entrou aqui.

Ferreiro, Akame...

Na boa, tamb�m n�o sou uma boa amiga,

mas as chinesas nos declararam guerra.

Conte se te fizeram algo. N�o seja idiota.

Sou a �nica que pode te ajudar aqui.

Ainda que n�o pense assim, n�s duas estamos do mesmo lado.

O que est� havendo?

Akame quer fugir da pris�o.

Querem roubar um cont�iner cheio de dinheiro da m�fia chinesa.

-E o que tem a ver com isso? -Ela est� me chantageando.

Quer que eu descubra o n�mero do cont�iner.

� a �nica que a peitou. Preciso de ajuda, por favor.

Claro.

Conte comigo, e n�o se esque�a dos absorventes.

Carrillo.

Porra. A cada dia est� mais p�lida.

E a�?

Quando sai da jaula?

Disseram que amanh�.

Como est� se virando?

Como acha?

Me d�o p�lulas vermelhas e azuis pra loucura como caf� da manh�.

N�o paro de babar.

Quando dar� um jeito nisso?

N�o preciso dar jeito em nada.

Vou ter esta crian�a.

Bem...

Sabendo que Sandoval � o pai...

pensei que quisesse abortar.

Um m�s na solit�ria

� o suficiente para pensar muito em tudo.

Minha �nica companhia era esta ciganinha.

Tenho falado muito com ela.

E da� que o Sandoval foi um grande filho da puta?

Saray, a m�e.

Pois �, nem eu acredito.

Sabe de uma coisa, Zule?

N�o quero que a primeira cor que ela veja ao nascer...

seja o amarelo.

Nem que aprenda que o c�u tem barras de ferro.

Eu te conhe�o.

Eu te conhe�o.

Se estiver envolvida em algo para sair deste chiqueiro...

quero participar.

Chega mais.

O que entra e sai daqui sem que fa�am perguntas?

CRIA��O DE PINTOS E GALINHAS

-Galinhas. -Galinhas?

Controlando o fluxo de galinhas, temos linha direta com o exterior.

E, l� fora, um cont�iner cheio de dinheiro me espera.

A mim, a ti e � ciganinha.

� s� o que posso dizer.

Venha, Saray. J� conversou demais.

Porra, Mill�n. Como gosta de usar o cassetete.

Calada, Vargas.

Zule!

-Tu... -Tu.

-Tu... -Tu.

Cachinhos, lave-se direito

porque vou chupar tua xota quando sair da�.

V� chupar a puta da tua m�e, piranha!

Diga pra Anabel. Ela j� quer o adiantamento.

Voc� � o pre�o.

Ser� minha puta por um ano.

Deixe-nos a s�s. Eu aviso. N�o vou demorar.

Mantiveram todas as acusa��es.

Fuga, c�mplice em tentativa de homic�dio,

posse de armas e resist�ncia � lei.

Certo.

Sou culpada de tudo, mas n�o resisti.

Reconhe�o que n�o foi a melhor maneira de nos conhecermos.

Certo.

Podem aumentar sua pena em dez anos,

sem direito a benef�cios penitenci�rios durante a vida.

Valeu a pena?

Sim.

N�o podia deixar a Macarena na m�o.

-Que burrice. -Eu sei.

N�o conhe�o outra forma de amar.

Acho que sim, n�?

-Olha. -� o coroa.

Sole!

As cartas dizem que um bonit�o entrar� na sua vida.

-Que sorte! -Um bonit�o.

Pode ficar com ele. N�o quero bonit�es.

Claro, mas � um homem que faz desmaiar.

N�o quero desmaiar. Gosto de sentir tudo que me fazem.

N�o. Concentre-se nisso e me conte tudo.

-Quero saber se terei sorte. -Ter� sorte:

-ele tem um piroc�o. -� muito grande.

N�o se preocupe. N�o chore. Ele tamb�m trar� manteiga.

-Enfia no teu. -Soledad! Visita.

-Viu? � o bonit�o de que falei. -Com uma grua!

-Ele est� esperando. Vamos. -Que venha com grua.

Voc� vai curtir. Sortuda!

-Antonia. -Diga, filha.

Quero saber do meu marido.

O que tem ele?

A cada dia o desgra�ado faz menos.

Tudo bem. Pague primeiro, eu fico com isto.

-Tome. -Vejamos.

Porra, cuidado.

Anabel.

Anabel, tem alguma cosia?

N�o vendo mais. Quer algo? Pe�a �s chinesas.

Quer uma siririca?

Qualquer coisa. Me d� algo, por favor.

Onde j� se viu?

E j� tenho uma puta.

Sei onde as chinesas guardam coisas.

Juro, eu vi.

No galinheiro.

Conhece esse homem?

N�o.

Acreditamos que seja o assassino do seu marido.

Quis que eu conhecesse a cara dele?

Por que me conta isto?

Na v�spera do assassinato,

o homem recebeu um telefonema de Cruz do Sul.

-De quem? -N�o sabemos.

Telefonemas pessoais s� s�o registrados com ordem judicial.

S� temos a lista de quem telefonou naquele dia.

Voc� est� nela.

Um momentinho.

Acha que mandei matar meu marido?

N�o.

Sei que n�o foi voc�.

Mas um juiz...

O telefonema e o dinheiro herdado

s�o motivos para virar suspeita.

Nunca quis o dinheiro do meu marido.

Sim, mas ficou com parte da heran�a.

Soledad...

arrume um bom advogado,

pois ser� acusada do homic�dio do seu marido.

Alta. V�o jogar fora os arm�rios velhos dos fundos.

-Certo. -Mudaram a gente.

Tudo bem.

Fiquei com o arm�rio do Unai.

Posso dividir o arm�rio com outra pessoa. N�o importa.

N�o. Tudo bem.

� um arm�rio, n�o um mausol�u. Sem problemas.

Este arm�rio � menor?

Vou ter que apertar.

-Fique com o meu. -N�o.

Fique, sim. Tenho pouca coisa.

N�o preciso de muito espa�o.

-N�o precisa, n�o. -Sim, Mill�n. � uma ordem.

Estou indo trabalhar na Admiss�o.

Que merda...

Viu Mill�n?

Sim, acabou de ir para Admiss�o.

-Frutos. -Qu�?

-Quem trocou os turnos naquela noite? -Que turnos?

Na noite que mataram Unai.

Ele ia cuidar dos monitores.

Sei porque o encontrava l�.

Mudaram a escala, e ele foi fazer ronda com o Segway.

Quem foi?

N�o sei. As escalas v�m de cima.

Por qu�? O que foi?

Ele n�o foi morto a facadas.

Foi degolado com um cabo de a�o.

Isso n�o se improvisa.

Mudaram a escala dele

e, at� onde sei, presas n�o fazem isso.

Macarena. N�o.

Goya.

Sai!

Muito bem.

Anda!

Antonia. N�o.

Pruden.

As chinesas.

Roubando ovos?

Qu�?

Como n�o me deixam vender, vou abrir novos mercados.

Viciadas s� comem iogurte e ovo cru.

N�o faltar�o clientes.

Bingo.

Akame quer fugir da pris�o.

Ela est� me chantageando.

Escorregue para eu tirar uma foto.

Isso. Muito bem!

Por que � t�o linda? Que coisinha mais bonita.

Hong Fang � um dos chefes da tr�ade Tao.

Ele tem um fraco por mulheres ocidentais.

Vai abord�-lo...

e ganhar sua confian�a.

Alicia, pegue tudo e vamos embora.

Eis o n�mero de s�rie do cont�iner que minha irm� Akame quer.

Ela mandou voc�, n�?

Vou dizer a localiza��o e data de partida.

Conte tudo a ela, menos que descobri o plano.

Ela n�o gosta de ser enganada.

N�o direi nada a ela.

Direi que...

N�o consegui falar com voc� e que n�o me deu bola.

Claro que vai contar a ela.

Em duas semanas, fugir� com elas

e ir� lev�-las ao cont�iner cheio de grana.

Darei � minha irm� o que ela tanto queria.

Merda...

Dinheiro, liberdade.

E a volta pra China.

Ela vai morrer dentro do cont�iner ap�s meses navegando.

Boa viagem.

Cercada por milh�es.

Alicia!

Alicia!

Tudo bem, garotas?

-Bem. -Podem se sentar.

Entre, Lourditas.

-Tere. -O qu�?

-Fale quando quiser. -J�?

Vamos.

Ol�, pessoal. E a�?

Ol�.

Quero contar que

esta medalha significa que estou limpa h� dois meses.

A minha garota!

E que me sinto muito bem.

Ainda tenho c�ibras

e vivo cagando por a�.

-Antonia sabe bem disso. -Como fede.

Desculpe, querida.

Estou me sentindo muito bem

-e esse � um come�o. -� claro.

Essa medalha vale mais que um ouro ol�mpico.

Eu morderia como o Rafa Nadal, mas n�o confio nos dentes.

Melhor n�o.

Ah, malandra. Melhor nunca usar drogas.

� muito dif�cil parar.

Isso vindo da Pruden

que vendia toneladas por toda Ria de Arousa.

N�o estou aqui por ser santa.

-Ningu�m aqui est�. -Eu sei.

S� que nunca vendi droga batizada.

Nunca. Nem a merda que hoje em dia vendem nas ruas.

Voc� nem sabe o que p�e dentro do corpo.

Sim. Quando droga era droga, n�?

Ah, Tere.

-A gente ia se divertir nos anos 80. -Sim.

Viciadas, mas com ombreiras.

Consegue me imaginar de brincos?

Ficaria maravilhosa, mas vejam como s�o as coisas.

A �tica do narcotr�fico.

Pruden, voc� vivia como rainha,

aproveitando-se de coitadas como Tere e Luna.

Quero falar uma coisa.

Se me orgulho do que fiz? Claro que n�o.

Mas �ramos gente de casa. Sim, galegos.

-Sim, compre local. -Vejam.

Agora tem mexicanos, dominicanos...

Qual o problema com os dominicanos?

Como assim, "qual o problema"? Voc�s cortam cabe�as.

Sim, sa�mos cortando cabe�as.

-Escute. -Sim.

Entre subornar a pol�cia e decapitar,

tem diferen�a, n�? � o que penso.

Tere, como se meteu com as drogas?

Eu? Por causa do meu namorado.

Ele tomava pico e foi assim.

Fui a t�pica idiota que se envolveu por amor.

-Como voc�, n�? -Como eu.

E agora?

Tamb�m vai me acusar de ser casamenteira?

N�o viemos nos criticar.

Se est�o na Cruz do Norte, est�o pagando os erros.

-Verdade. -Sim.

O importante � que a Tere

-precisa da sua ajuda. -Bem...

Elas j� me ajudam.

Mostrem que tipo de amigas querem ser.

As que ajudam ou as que a deixam cair.

As que ajudam. Estamos juntas. Vai sair desta.

-� uma lutadora. -Ol�. A campe�.

Tere!

Deve-se respeitar os mortos.

Minha av� dizia que com a morte se pagam todas as d�vidas.

N�o importa se foi a maior filha da puta.

Debaixo da terra, acabou.

Por isso a vida � t�o valiosa e as sepulturas s�o sagradas.

Estou de luto.

A cigana toureira!

Eu teria cortado o saco junto.

Olha, garota!

Olha!

Ol�!

Olhem.

Ol�!

Toma essa!

V� se sentar ali.

Escute bem, pois n�o vou explicar duas vezes.

O neg�cio � o seguinte.

Uma galinha poedeira vive em m�dia cinco anos.

Com uma ajuda, morre antes.

As mortas s�o postas num carrinho que sai num caminh�o �s sextas.

Sem perguntas.

O caminh�o vai a uma processadora de animais

onde as galinhas s�o queimadas. � a� que entra Ahmed.

Espere a�. Quem � Ahmed?

Por acaso, Ahmed come�ou a trabalhar l�.

Por um valor razo�vel, tira do aplicador o dinheiro que coloquei.

Sem perguntas.

Em um aplicador de absorventes cabem, bem dobradas,

seis notas de 50 ou dez cart�es,

30g de haxixe... Sei l�. O que quiser. Sacou?

Como ele sabe qual galinha foi recheada?

Quantos dedos tem uma galinha?

E eu que sei?

Tr�s?

Por que todos esquecem a espora?

Sei l�. E eu sei o que � espora?

� onde vai o absorvente.

� a galinha do espor�o amputado.

N�o se preocupe. Est� morta. N�o sofre.

N�o acabou. Tem o caminho de volta.

-Cacete. Elas voltam mortas? -N�o.

Trocam por vivas.

As que entram no lugar das que saem.

Elas chegam num caminh�o que troca as mortas �s quartas.

A cada 15 dias. E Omar entra a�.

Quem � Omar?

Quem enche o aplicador com o que eu pedir.

E volta para casa com a galinha m�e.

Que puta zona, Zulema. Como saber qual galinha vir� recheada?

Todas est�o marcadas com um anel amarelo.

Zero, galinha vazia.

Xis, a galinha "mula".

Montou tudo isso em apenas um m�s?

Vai entrar ou n�o?

Melhor pensar em como roubar absorventes, n�?

Est� saindo h� quatro semanas.

-Tem algo a nos contar? -N�o.

N�o acredito.

-O que me esconde, Mercedes? -Nada.

Por que seus olhos dizem outra coisa?

N�o s�o os olhos,

� a cara.

De quem joga p�quer.

Significa o come�o do jogo.

-O que ela faz aqui? -Sou a empres�ria dela.

Vai funcionar assim:

temos algo que querem,

o n�mero do cont�iner do seu irm�o, voc�s n�o t�m.

Zulema, volte � sua cela.

Voc� se safou uma vez. N�o acontecer� duas vezes.

Deixar de dormir no ch�o n�o faz de voc� uma rainha.

Eu sei.

Sou uma formiga que anda devagar.

Escuta s�.

Conhe�o pol�tica o suficiente

para saber que lucro mais sem contar nada.

Quer me chantagear?

-N�o vale nada para mim. -A� � que voc� se engana.

A vereadora vale um cont�iner cheio de dinheiro.

Chega de presentes pra minha filha.

N�o ouse se aproximar dela, entendeu?

Akame.

Chineses s�o comerciantes natos.

O neg�cio � sair da pris�o.

S� vai pedir isso em troca?

Todas ganhamos.

Voc�, o cont�iner com dinheiro.

Eu, minha liberdade, e ela, que a deixe em paz.

Falando nisso, a guerra...

Vamos deixar pra outra hora. Guerras fazem mal aos neg�cios.

O que foi que ela disse?

Paz.

Bondade.

Ela gostou?

Sua filha gostou da bicicleta?

Ficamos em d�vida entre rosa e amarelo, as cores favoritas dela.

N�o, estou olhando porque n�o...

N�o sei jogar essas coisas.

Zulema? Sei que � nova, peculiar, mas...

N�o.

A gente se topa �s vezes,

j� nos olhamos, mas parou a�.

Zulema.

N�o posso continuar com isso.

N�o pode me proteger o tempo todo.

Muito menos a minha filha.

E quem pode?

A pol�cia.

Vou contar tudo a eles. O dinheiro, Akame, a fuga, tudo.

N�o direi nada sobre voc�. Prometo.

Minha filha n�o pode correr perigo.

N�o pense em mim.

Eu entendo.

Sua filha vem primeiro, mas dou um conselho: pense bem.

Espere 24 ou 48 horas...

Depois que falar com a pol�cia, n�o tem volta.

Mas o que decidir, estou do seu lado.

Obrigada.

As chinesas cortam as batatas fininhas!

Minha nossa.

Devem ser cortadas gra�das para que soltem a f�cula.

Depois fervidas em fogo alto.

A� se pode acrescentar...

azeite, presunto, folhas de nabo, piment�o...

Celestial.

N�o.

Carne picada, ovos batidos, farinha de rosca,

alho, cebola, pimenta vermelha

e cinco batatas.

Ai, minha nossa.

O que foi, Soledad?

V�o me acusar de assassinar...

o �nico homem que j� me amou.

E sei quem o matou.

Por que n�o diz � pol�cia?

Estou presa por queimar meu primeiro marido.

Quem acreditar� que n�o matei o segundo?

Mami...

n�o me sinto bem.

O que foi, querida?

N�o, Tere.

N�o estrague tudo que fez pra ganhar a medalha.

Est� limpa h� dois meses.

-Fico com isso. -N�o.

-Fique com a droga. -Porra, o que est� falando?

Como assim? � a viciada? N�o, n�?

Ela � quem deve parar.

Na �ltima reca�da,

levou inje��o de naloxona quando estava quase morta.

Acha que ela consegue se controlar?

Sole, n�o entendo de matem�tica, f�sica nem de nada disso,

mas entendo de drogas e viciados.

S� que n�o conhece esta viciada.

Se tiramos o papelote agora, ela ter� o dobro em uma hora.

E isso n�o resolve nada.

Escute, garota.

Pode largar a hero�na

se voc� quiser.

Porque voc� consegue.

N�o porque te mandam largar.

-� uma bosta, eu sei. -Sim.

Mas � assim que funciona.

Precisa ser capaz, mulher.

Voc� ver� que consegue.

Porra.

Certo.

Tere.

Quem te deu a merda do papelote?

Boas not�cias. Chegou a primeira remessa da ag�ncia Galinha Express.

Mas como j�?

Todo papo que contou e j� est� rolando?

H� uma semana.

Mas preciso entrar no galinheiro todo dia para ter o controle.

-Quer? -Bala de goma?

-Adoro. -Bala de goma?

Sim, tinha de testar se funcionava.

Agora que j� sabe, o que vamos botar?

Glicerina.

Galinhas, absorventes, explosivos...

Pensei que f�ssemos amigas, Zulema. Voc� n�o ia me contar?

Vai tomar no cu, Anabel!

Outro dia eu me perguntei...

Por que a Zulema est� pegando absorventes no fim do m�s

se menstrua no dia 20?

Sim, claro. Conhece a menstrua��o de todas.

Quando mulheres moram juntas, � tudo sincronizado.

N�o sabia?

N�o a Ferreiro. Ela menstruava no dia sete.

Sole est� na menopausa. Tere tem outro ritmo por causa das drogas.

Tenho tudo anotado. Continuo?

-N�o. -Que nojo.

O que quer em troca de nos manter informada dos ciclos?

Um lugar na carga.

Est� pensando pequeno, cara Zulema Zahir.

Se uma galinha bota um ovo, cabem facilmente quatro absorventes.

Quero dois com meu nome: "Anabel Vila Roig".

Pena n�o poder te mandar e enfiar um vag�o dentro de voc�.

Mais.

Em mim cabe mais.

N�o vai entrar no neg�cio.

A gente j� se respeitou.

Cada uma tinha seu territ�rio. Melhor ficar assim.

Melhor � eu ser sua s�cia.

Sabe do que preciso para banir voc� do galinheiro?

Fazer dois boquetes.

J� houve �poca em que sabia perder, Zulema.

N�o se meta com a Tere.

N�o d� mais drogas a ela.

Ela quer largar.

N�o faltam viciadas a quem vender sua merda.

N�o vou deix�-la em paz.

Se quiser ajudar, procure outra viciada.

A prop�sito...

soube que prenderam o assassino do seu marido.

Deve estar feliz, n�?

O desgra�ado vai colaborar e contar � pol�cia quem o contratou.

Voc�.

A vida � t�o injusta, n�, Sole?

A filha da puta vai nos ferrar.

Temos de nos livrar da Anabel assim que poss�vel.

Anabel j� est� fora, s� que ela n�o sabe.

Primeiro, precisamos ter o �ltimo turno do galinheiro.

S�o as que pegam as galinhas mortas.

Altagracia � quem define as escalas.

Chefe, tem um minuto?

Est� delirando.

Ela n�o � galinha.

� uma raposa.

Vai sacar tudo na hora.

Eu sei, mas tenho algo que ela quer.

Sei quem matou Unai. Posso provar.

Zulema, est� cavando sua sepultura.

Ela vai te destruir.

Sabe no que est� se metendo?

-Ela n�o vacila. Tem a morte nos olhos. -D� licen�a.

Espero na sala de controle antes do fim do turno.

Se n�o for...

amanh� vai aparecer com a cabe�a rachada.

� justo.

E a Anabel?

Sole...

Acetona?

Vai fazer minhas unhas, filha da puta?

Sole.

J� queimei um homem.

A segunda vez � mais f�cil.

-Sei como vai gritar. -N�o.

O cheiro que ter�.

N�o!

N�o!

Est�o vendo este muro? O mar, as correntes, o poema.

"Sonhando com o tempo."

Quando eu sair daqui,

vou deixar minha camisa com estes n�meros bem vis�veis...

como uma bandeira pirata.

Quando se sai da pris�o...

voc� deixa marcas ou cicatrizes.

Vou deixar tudo que tenho direito.

A puta rainha da baile. Que valha a pena, n�?

Puta louca!

S� tive justi�a na vida

quando fui condenada.

Eu era culpada.

Era.

Nunca vi mais justi�a.

Nem antes nem depois.

E queimar Anabel viva � justi�a?

V� embora, Pruden. Isto n�o tem a ver com voc�.

Chame os agentes! Por favor! Pruden!

Ei! Vamos ver.

Isso � entre voc�s. Se n�o se importam...

vou ficar sentada vendo.

Fique a�.

O cabo que matou Unai.

A parte do meio � o sangue do Unai.

Na outra ponta est� o sangue da presa que puxou o cabo.

Aquela que o matou.

Anabel Vila Roig.

O ENFORCADO

Saia j� daqui. Ser� acusada de cumplicidade.

-Caia fora! -E da�?

O que v�o fazer comigo?

Me prender? Meu Deus.

Anda. Acenda logo o f�sforo. Precisamos jantar.

N�o.

N�o, Sole.

N�o.

Dizem por a� que seu namorado cobrava por fora.

Mas o Unai...

era ambicioso.

Jogava com coisas demais.

Anabel planejou esse cabo.

Anabel executou seu amiguinho.

Como sei que n�o est� mentindo?

Tem o cabo para provar.

O ruim � que teste de DNA demora semanas.

S� tenho a perder enganando voc�.

V�.

Voc� merece morrer.

-Ela merece morrer. -Sim.

Claro que sim.

Mas voc� merece ter a morte dela na consci�ncia?

Cuidado com a vingan�a, Soledad.

� uma faca de dois gumes.

Venha, Pruden.

Vamos embora, Pruden.

Vamos.

Filha da puta.

Filha da puta.

Vou te matar, filha da puta.

Filha da puta.

Vou te matar, filha da puta.

-Vou te matar, filha da puta. -O que � isso a�?

Nada, chefe.

Encoste no m�vel.

Queria matar algu�m?

N�o, chefe.

N�o seria capaz de matar algu�m.

Isto � pelo Unai.

N�s, malvadas, existimos para que possam distinguir as boas.

Agora todas v�o parecer mais infelizes.

Este � o meu legado.

E a�, filhas da puta, ter�o saudade de mim?

NO PR�XIMO EPIS�DIO

Tr�s, dois, um, zero.

Se formos enfrentar as chinesas, temos de estar unidas.

Legendas: Leandro Woyakoski

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