All language subtitles for M - Eine Stadt sucht einen Mörder.S01E06.720p.WEB-DL.AAC2.0.x264-Tars

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Original subtitles

-Vou contar isso aos jornais. -Est� louca?

E o seu marido?

Eu conto para ele e fazemos terapia de casal.

N�o tem ideia do que vai acontecer

quando revelar isso ao p�blico.

"A vadia do ministro do Interior".

Realmente achou que n�o grampeariam o seu telefone?

Eu s� queria ajudar.

Dando uma boneca para minha esposa?

Fiz isso por n�s.

Onde est� o meu filho, sua vadia?

Sugiro que o corpo encontrado seja comunicado amanh� a tarde.

Algu�m que d� um bal�o � uma crian�a n�o � boa.

E n�o d� o seu n�mero de telefone para estranhos.

Me d� o meu bal�o de volta?

Eu interpreto o Capit�o Gancho.

N�o acho que ele t�o mal, na verdade.

Ele ficou mais agressivo por causa da m�o dele.

A fama!

O seu diamante feito de vidro...

Os globos de neve desapareceram.

Notou alguma coisa?

Eles s�o todos homens.

� o mesmo homem em todas as fotos.

Sempre.

Infelizmente...

uma nova v�tima foi encontrada.

Um menino chamado Tamasz

foi assassinado de forma horr�vel.

Ent�o, como ministro do Interior,

Decidi declarar estado de emerg�ncia tempor�rio.

Como dito pelo minist�rio do Interior,

por favor saiam dos lugares p�blicos

e n�o saiam de suas casas at� segunda ordem.

Mam�e!

Procura-se esse homem.

Ele � suspeito de raptar e matar a pr�pria filha h� 8 anos.

Caso tenham informa��es,

liguem para o minist�rio do Interior no n�mero abaixo.

N�o fique t�o aflita. Eles n�o t�m para onde ir.

Toque de recolher � um problema, quando n�o se tem casa.

N�o sabia que tinha tanta gente trabalhando para n�s.

Vamos ter que limpar tudo isso. Esse fedor nunca vai sumir.

Vamos ter que nos mudar pra outro lugar.

Eles n�o v�o ficar muito tempo. S� querem abrigo.

Abrigo?

Dar e receber. � normal.

Abrigo? E quem vai me abrigar?

Voc� � a rainha.

Certo, sou a rainha.

E as pessoas continuam tirando e tirando de mim.

E ningu�m me d� nada.

-O que voc� precisa? Vou buscar. -Por favor...

Sua vadia. Nada acontece com voc�, certo?

Voc� n�o d� a m�nima.

Voc� nem liga, tanto que j� deve ter esquecido.

Me larga!

Eu chorei ontem pelo menino!

Eu! Eu nunca fiz isso desde que nasci.

Que tipo de mulher � voc�?

N�o consegue cuidar de uma crian�a por 2 horas?

A culpa � sua que o Tamasz est� morto.

A culpa � do assassino.

De ningu�m mais. Vou captur�-lo. Pode contar com isso.

Ele est� morto. E vai continuar morto. Entende?

Fa�a o que fizer, sua vadia, ser� nada!

Pare de me chamar de vadia. A vadia aqui � voc�!

E sim, eu entendi!

Mas eu n�o posso fazer milagres. Essa � a trag�dia.

Um toque de recolher tem suas vantagens.

Agora podemos relaxar um pouco em casa.

Comprou como se fosse uma guerra nuclear.

Se houvesse uma guerra nuclear,

ficar�amos em casa o tempo todo?

Ela ainda estaria grudada no telefone.

Mas o Tinder n�o serve em um toque de recolher.

Estou trabalhando.

Diferente de voc�, estou de plant�o.

Se houvesse uma guerra nuclear, para onde voc� iria?

Provavelmente teria que trabalhar tamb�m.

Quem �?

N�o tenho ideia. N�o � a mam�e.

Atende e p�e no viva-voz.

Al�?

Al�, Feli. Sou eu.

Lembra de mim?

Voc� ainda tem aquele bal�o?

Sim, eu tenho. E...

voc� ainda tem a bola vermelha?

Eu me sinto mal de n�o ter te dado a bola.

Que tal a gente trocar.

Uma troca? Parece divertido.

-O que eu ganho em troca? -Isso vai ser uma surpresa.

Eu gosto de surpresas.

Onde voc� est� agora?

Na casa do meu pai.

Mas tenho que esperar ele chegar em casa.

Por qu�? Onde ele est�?

Ele est� trabalhando.

Capturando um assassino.

Um assassino!

Ele vai ficar contente quando voc� mostrar a bola para ele.

Sim, � verdade.

Onde o seu pai mora?

Sandleitenhof, escada 4, porta 12.

Mas voc� n�o pode subir. O meu pai n�o permite isso.

O seu pai � um policial muito esperto.

Quer saber? Voc� pode descer.

Assim eu n�o preciso subir.

Est� bem.

Certo, ent�o...

-At� logo. -Tchau.

Voc� � uma menina esperta, que legal!

-N�o posso concordar com isso. -Por qu�?

N�o vou usar a minha filha como isca para um assassino.

-Pai, eu consigo. -Ela vai estar protegida.

Nada pode acontecer.

N�o pode contar para a sua m�e de jeito nenhum.

Droga de toque de recolher.

Agora todo mundo est� em casa.

A inten��o foi boa.

Tenho uma ideia de como pegar o assassino.

Estou ouvindo.

Vamos atra�-lo.

Usamos as crian�as como isca.

Tenho certeza que sua inten��o � boa, mas n�o.

Esses pedintes t�m mais filhos do que qualquer mu�ulmano.

Centenas, milhares.

Ningu�m conhece as ruas como eles.

Ningu�m se importa com eles.

Eles s�o indiferentes, s�o invis�veis.

Iguais a fantasmas.

Bons fantasminhas.

Agora j� n�o acho que sua inten��o seja boa.

Voc� s� quer se livrar dessas pessoas.

Eu quero capturar o assassino, assim como voc�.

Mas n�o conseguem, sem minha ajuda.

Esse assassino v� a pol�cia e desaparece.

Precisam de mim e de meus fantasmas.

Al�?

O homem com a bola vermelha est� aqui.

Eu j� vou.

Pol�cia!

M�os acima da cabe�a!

Largue a bola!

No ch�o, devagar.

Meus queridos amigos, esp�ritos do bem,

Espero que gostem de estar em minha casa.

Infelizmente, tenho que pedir que se v�o.

Tem trabalho para voc�s fazerem.

Um assassino...

est� solto l� fora.

O assassino de crian�as.

N�s precisamos de voc�s.

Ou melhor, precisamos dos seus filhos.

Posso falar uma coisa?

-Posso falar? -Sim, por favor.

O que quis dizer quando fez isso?

-O que quis dizer? -Nada. Est� tudo bem.

Vamos l�, vamos.

Droga.

Vamos.

A comida est� ficando fria.

Voc� tem que comer.

Por qu�?

Para ficar vivo.

Para qu�?

Porque voc� � necess�rio.

Para quem?

Para mim.

Quem � voc�? Nem nos conhecemos.

Eu perten�o a voc�.

Tudo � t�o irreal.

N�o.

Voc� � muito real.

Quanto tempo isso vai durar?

N�o tenha medo.

Quem ser�?

Deixa, vamos ignorar.

Por qu�? Eu vou atender.

Como posso ajudar?

Quem � voc�?

Est� usando o meu vestido.

Desculpa.

Eu s� queria ajudar.

Eu bati na porta errada. Desculpe por incomodar.

Boa noite.

Agnes?

N�o v�.

-Definitivamente, n�o � ele? -Definitivamente, n�o.

Mesmo assim, ser� preso,

e por muito tempo, depois dessa palha�ada.

Eu pensei que ia captur�-lo.

Ele me fez vir aqui sob falsos pretextos.

Eu s� queria ajudar.

N�o me interessa o que voc� quer.

Pelo menos eu salvei a vida da sua filha.

Como �? Voc� � doente?

Vamos adiar essa discuss�o. Ele quer nos fazer de idiotas.

Ou nos distrair. Ele n�o � idiota.

Eu s� posso concordar com voc�.

Quieto! Levem ele embora.

Voc� tem mesmo que ir?

Agora que voc� n�o o capturou,

os profissionais podem tentar de novo.

Sou mais profissional do que pensa.

-Sim, infelizmente. -Eu puxei isso de voc�.

Infelizmente, isso tamb�m.

O policial vai seguir as ordens.

Sim, senhor.

E nem uma palavra para a mam�e, certo?

Segredo de trabalho. Eu prometo.

Droga.

Desculpa, gente. N�s temos que ir.

-Eu vou ficar aqui. -O que foi?

Aquele v�rus voltou. Acho que ainda n�o me livrei dele.

Est� bem.

Certo, ent�o, melhoras.

-E o telefone? -Era um celular pr�-pago.

Provavelmente tem v�rios deles.

Se eu fosse o assassino, e ningu�m

al�m da pol�cia estivesse nas ruas,

tamb�m ficaria em casa.

Ele est� nas ruas. Tenho certeza.

Ele n�o pode se controlar.

Tem que fazer isso.

Incr�vel como as pessoas respeitam o toque de recolher.

Sim. Seria um mundo bem melhor...

se todo mundo ficasse em casa.

Mas a maioria dos assassinatos acontecem nas fam�lias.

N�o importa.

O que vamos fazer agora?

Dirigir.

E pescar.

Vai ficar tudo bem. Eu vou te ajudar.

Bondade sua.

Vem.

Oana!

Vem c�! R�pido!

Vamos r�pido!

Sa�de, minha querida.

Pelo menos estamos passando a noite juntos.

N�o me lembro da �ltima vez

que passamos uma noite t�o rom�ntica.

Ao toque de recolher.

Sa�de.

O que foi?

Eu preciso falar com voc�.

Ei, amigo?

-Tem algo nas suas costas. -O que �?

-Voc� est� sozinho? -Sozinho.

-Ent�o, cuidado. -Terei cuidado.

Ei, fiquem calmos. Calma...

-Parem! Parem! -Parados a�!

-Parem! -Parem agora!

Assassino.

Um policial com tinta spray? Para que lado ele foi?

-Droga. -Caramba!

-Manda uma mensagem de r�dio. -Aten��o!

Avistamos um suspeito com uniforme de pol�cia.

No casaco, no ombro esquerdo, tem...

-Como dizer? -Um tipo de mancha.

Uma mancha. Uma mancha vermelha.

Eu n�o entendo.

Ele desperta em mim coisas que ningu�m jamais despertou.

Como se tivesse acordado de um sono de 50 anos.

Mas agora estou acordada. Posso, finalmente, ser eu mesma.

N�o espero que voc� entenda. � �bvio que n�o ser� capaz.

Com todo o respeito.

N�s tivemos bons tempos.

Vinte anos.

Vinte anos maravilhosos.

N�o, eu n�o entendo o que ele viu em voc�.

S�rio.

Ele � jovem, bem-sucedido.

� um complexo de �dipo?

Voc� precisa me ferir para manter a sua dignidade,

eu entendo.

Sinto muito.

A hora � p�ssima. N�o se pode ir a lugar nenhum.

Quem diria que foi dispensado durante um toque de recolher?

� claro que pode ficar aqui at� poder sair.

Calma, calma. Tranquilo, calma.

Sinto sua falta, apesar de tudo.

N�o, talvez at� mesmo por tudo isso.

Voc� gosta quando sou t�o submissa?

Queria que eu estivesse a�? Para lhe obedecer?

Mas eu sou superior a voc�.

A escrava superior.

Voc� nunca vai encontrar outra como eu.

Vou mandar um carro.

-Vamos. -Atr�s dele.

Estou determinada. Mais do que nunca.

-Nem tente me impedir. -Eu n�o vou te impedir.

Obrigada.

Voc� � uma verdadeira amiga.

Eu estou aqui. Isso � o que interessa, n�o �?

Talvez.

Eu tamb�m te visitaria na pris�o.

Eu sei disso.

N�o � de verdade. Posso ver daqui.

Mas essa � real.

-Pol�cia. � bom ou ruim? -Vamos cuidar disso. V�o!

Vamos, gente, vamos embora. Vamos, vamos, vamos.

A Terra do Nunca incendiou.

Parece t�o calmo quando a gente agita.

� uma pena quanto cada um dos globos.

Corre.

Metade da cidade espera por voc�.

Plataforma 9 e 3 quartos.

Ei, espere a�.

Agora precisamos de um especialista aqui.

N�o existem mais eleitores. S� consumidores.

S�o todos algoritmos. Todos compradores.

Eles votam para o que for,

contanto que eles possam consumir.

Porque o consumismo substitui a vitalidade e a fome deles.

Consumismo � a fome dos bem alimentados.

S� nos sobra grupos-alvo. Sem meio social, s� sentimentos.

Meio social de sentimentos.

Humanismo.

Nossa, adoro filosofar com voc�.

N�o � legal saber que todo mundo est� em casa?

Quase parece Natal.

Um mundo de animais domesticados.

Eu n�o estou em casa.

Estou no escrit�rio. Estou sempre no escrit�rio.

Certo.

Abre-te, S�samo.

Voc� faz m�gica.

Apenas habilidade.

-Vamos. -Vamos l�.

Vamos logo.

Apare�a.

N�o adianta se esconder.

Est� falando como um policial.

Saia logo ou te mataremos!

O que vai acontecer quando capturarem o assassino?

O fogo vai se apagar, de novo.

N�o se pode apenas fazer uma fogueira.

Tem que mant�-la queimando.

� preciso muita madeira, e n�s temos bastante.

Sim: refugiados, islamismo, inveja social, democracia, etc.

E os prisioneiros liberados.

Soltamos peixe o suficiente para continuar.

Tenho que ir.

Tchau.

E eu pensei que tinha liberado os peixes para mim.

Para o Unic�rnio sempre pudesse ter fogo.

Pensei que fosse uma prova do seu amor.

Como quando desejamos que quem amamos mate, para provar o amor.

Ou ganhamos um vestido de pele humana.

O assustador � que gostei disso.

A decep��o que n�o foi assim.

Fingiu que havia fogo, enquanto s� haviam cinzas.

Estava errada sobre tudo.

Tem que parar de se achar t�o importante.

Isso � sobre algo maior.

Maior do que n�s.

Maior do que ser mesquinhamente correto.

N�o fazemos do mundo um lugar melhor.

Faremos o nosso pr�prio mundo.

N�s governamos.

Finalmente veja o mundo como quer v�-lo.

� isso o que estou fazendo.

Tudo mais � deficiente e sem cor.

E como quer v�-lo?

Eu vejo n�s dois.

No olho da tempestade, querida.

Quero destruir o mundo com voc�, at� sobrar s� n�s dois.

Quando nos explodirem,

nossos restos desencadear�o um fluxo de meteoritos.

Quero destruir uma ra�a inteira para voc�.

Com voc� vou acordar os c�es que nos despeda�am.

Com voc� vou domar o tigre.

Quero levar um tiro ao fugir com voc�.

Quero me render com voc� diante de n�s mesmos.

Quero experimentar todos os sentimentos.

Vamos jogar a raz�o ao mar.

Isso tamb�m � s� um sentimento.

As suas palavras s�o como um encanto.

Eu adoro a sua pele imaculada.

Como se, nela, tudo se perdesse.

Se realmente quer fazer algo contra mim...

ent�o me ame... incondicionalmente.

Sim.

S� o amor pode impedi-lo.

Calados.

Sil�ncio!

�timo. Agora temos duas possibilidades.

Por que nunca existe uma terceira?

Tanto faz.

Ou agimos tal a nossa reputa��o de b�rbaros, ou...

fazemos um julgamento justo.

Nada foi provado ainda.

N�o precisamos de provas. J� sabemos.

Fala o b�rbaro.

Est� dizendo que...

Fica quieto agora.

Ou coloco o seu cad�ver em um buraco.

N�o posso nem falar?

Mata o porco.

-Isso! -Isso mesmo!

Vamos fazer um julgamento justo.

Somos todos especialistas em quest�es legais.

Votos contra?

�timo.

Ent�o declaro esse julgamento aberto.

R�u, qual o seu nome?

N�o?

Nenhum?

Ent�o vamos cham�-lo de "assassino",

o que dificulta a objetividade.

Quem � voc�?

Quem � voc�?

Ele � um assassino, d� para ver.

N�o quer dizer nada?

N�o falar � admitir a culpa.

Ele n�o tem nada a dizer para se defender.

-Culpado! -Definitivamente culpado.

Acabem com ele!

Algu�m que mata crian�as n�o � humano.

Ele deve ter a garganta cortada como um porco.

Isso! Pendurem ele como um porco.

Queima ele. Queremos ouvir ele gritar.

Calados!

Diga algo.

Fala!

Lute por sua vida. Seja um homem.

N�o faz sentido se ele n�o falar.

Ent�o algu�m tem que falar por ele.

Sen�o, n�o � um julgamento.

Mas, quem?

Eu sei o que ele quer falar.

Sei exatamente.

� mesmo?

Por favor, v� em frente.

Ele vai dizer...

que tem que matar.

Que n�o consegue se controlar.

Ele quer nos dizer que n�o se controla.

Sou uma pessoa doente.

N�o.

Eu sou uma crian�a.

Uma crian�a que s� quer proteger outras crian�as.

Afinal quem est� sentado aqui na sua frente?

Ningu�m menos que o Peter Pan.

Uma m�e p�ssaro esquece quando um filhote

� comido por uma raposa?

Um animal reconhece os filhotes pelo cheiro.

No entanto, n�s temos que viver com o rosto deles.

N�o somos animais.

Nos sentamos em frente ao fogo.

Como devemos continuar vivendo?

Eu gostaria de dizer uma coisa.

Ele � uma crian�a que rapta outras crian�as,

e as leva para a Terra do Nunca.

Uma crian�a que acha que o mundo sem adultos, � um mundo melhor.

Uma crian�a que precisa da companhia de outras crian�as,

porque ele � uma crian�a perdida.

Rejeitada pelos pais.

Mas...

Ele � uma crian�a malvada.

Uma crian�a aflita.

Como toda crian�a malvada. N�o estou certo?

Voc� � animador de festas ou vem de um baile de carnaval?

Voc� quer nos fazer acreditar

que uma crian�a n�o pode ser malvada.

Que uma crian�a tem o direito de ser crian�a.

Mas ningu�m � mais culpado do que uma crian�a

que n�o quer crescer.

Ningu�m faz o mundo pior do que aqueles que escolhem permanecer

para sempre crian�a.

N�o estou gr�vida.

Mas, se estivesse, daria a crian�a a voc�s.

Isso tudo � t�o rid�culo.

Por que n�o vai embora?

Nem tenho for�as para te matar.

Como um p�ssaro n�o pode se vingar da raposa.

N�o matei a sua filha.

A coisa mais preciosa foi tomada de mim.

A �nica coisa que fazia a minha vida miser�vel valer a pena.

E � ego�smo meu, porque foi a Coco que...

Coco!

...que teve a vida roubada.

A minha joia.

Com a arrog�ncia de acreditar que n�o tinha valor.

Isso faz de todos voc�s criminosos.

Que nada tem valor para voc�s.

Voc�s enterram o seu tesouro inato.

E fazem o mundo crer que s� querem o que lhes � de direito.

Vejo a sua insensibilidade.

A sua gan�ncia.

O seu auto-engrandecimento.

Seu porco.

N�s matamos eles todos.

Voc�...

n�o � uma crian�a.

Nada em voc� � bom.

Voc� � culpado.

Culpado.

Culpado.

Culpado.

Culpado.

Culpado.

Que tipo de bobagem � essa? Algu�m se livra do b�bado.

O que � isso?

N�o vou deixar um tolo como esse me insultar.

Me acusar de assassina de crian�a.

N�o tive filhos. Por um bom motivo.

Para proteg�-las de mim mesma.

-Isso se chama responsabilidade. -Voc� ainda � uma crian�a.

Como?

Voc� com essa est�pida varinha m�gica.

Age como uma crian�a de 4 anos birrenta.

Ficaram loucos?

Tem que ir para um hosp�cio.

Querido, o que foi? Quer falar sobre a sua m�e?

Certo.

Hora da surra que n�o levou na inf�ncia.

Parem. Os dois ficaram loucos? Aqui n�o � um parquinho.

-O que vamos fazer? -Mata ele, ou eu mato.

Calada!

Quietos, eu disse.

Vou dizer o que precisa ser feito.

Sabe...

fico pensando que � s� virar a esquina e o capturamos.

O seu instinto novamente, senhor?

Pode parar de me chamar de senhor.

� que...

A minha sensa��o � que estamos vagando a toa pela noite.

Me diz...

O que faremos com ele quando o capturarmos?

"O capturarmos"? Como assim?

Acho que sabe o que quero dizer.

Se o prendemos ou atiramos nele quando fugir?

N�o, o que digo � que, no final, o deixamos ir.

Imagina se o idiota vai parar em um hosp�cio,

A decis�o � nossa.

N�o, a decis�o n�o � nossa. Felizmente.

Se o psicopata est� armado ou n�o, a decis�o � minha.

Depois Deus vai me julgar.

Me enforquem.

N�o importa o que fa�am, contanto que eu me v�.

A minha filha est� me esperando.

Mas o que...

o que voc�s sabem?

Voc�s n�o t�m filhos.

E, se tivessem, tornariam-se criminosos como voc�s.

Voc�s s�o tantos.

N�o posso cuidar dos seus filhos.

Precisaria de um ex�rcito.

Me matem.

Voc�s acreditam na morte.

Assim se livram de mim, e posso cumprir o meu dever de pai.

As crian�as n�o podem substituir um pai. Est�o sem cuidados.

Elas s� est�o brincando.

Quem � voc�...

assassino?

Nunca v�o saber quem eu sou.

Eu n�o existo.

Sou um fantasma que fica vagando.

Uma esp�cie. Um novo humano.

Posso ver seus pensamentos.

Posso caminhar atrav�s das paredes.

Posso assumir qualquer forma.

Vou continuar retornando.

Sou tantos que n�o podem nem contar.

Estamos entre voc�s, irreconhec�veis.

Porque s� enxergam com os olhos.

Voc�s n�o tem ideia do nosso trabalho, nossa luta.

Nunca v�o conhecer o reino invis�vel, que governa tudo.

Voc�s s�o son�mbulos. Est�o mortos.

As �ltimas pessoas no fim do caminho.

N�o podem nos parar.

Estamos aqui para recrutar.

Os amargurados.

Voc�s...

s�o os verdadeiros mercen�rios.

Eu lhes prometo uma nova exist�ncia.

N�o... mil delas.

Vamos ter as crian�as do nosso lado.

Voc�s falam de assassinato.

Acreditam na morte.

N�s sabemos que isso n�o existe.

Voc�s acreditam em culpa.

Mas n�o tem ideia...

sobre arte.

Sim...

Eu posso...

Sim.

Eu devo.

Eu posso.

Eu devo.

Eu quero.

Um momento.

Sim, querida?

N�o, isso � segredo, meu amor, � proibido para eles.

N�o.

N�o tem salva��o.

Sim.

Est� na hora.

Estou indo agora.

Que loucura � essa?

Como se pune algo assim?

Voc� n�o vai sair daqui.

Me parece que ele j� se foi.

Eu sei quem voc� �. Como sabe o meu n�mero?

Da lista telef�nica. Estamos com o seu assassino.

Voc�s s�o t�o est�pidos, por isso assumimos.

Tudo bem, o prazer � nosso. N�o esperava agradecimento.

E agora tem duas op��es. Que entediante.

Na pol�tica tem sempre uma terceira.

� mesmo, estou curiosa.

Vamos ser r�pidos. Esse cara � louco.

Para mim, ele nem � humano.

Ent�o, morto ou vivo?

Pense, podemos estar fazendo um favor a ele o matando.

A decis�o � sua. Vermelho ou preto?

Morto ou vivo. O que voc� diz, minha querida?

Domesticado.

Fa�a um zool�gico para mim.

E agora desligue.

Entreguem ele para a pol�cia.

Mat�-lo n�o trar� as crian�as de volta.

Eu quero transar.

Oi, pessoal. N�s o prendemos.

Podem ir para casa. Boa noite.

Bom dia.

Ol�, tudo bem?

Oi, como vai?

N�s prendemos o criminoso.

A Lei n�o permite dar a ele

a puni��o que acredito que ele merece.

Se eu fosse chanceler,

assassinos como ele receberiam a puni��o que merecem.

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