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EMBOSCADA SANGRENTA
Alto!
Chegamos.
PRISÃO TERRITORIAL DE YUMA
Faltam 10 minutos para as 09:00.
Sim, senhor, mesmo em ponto.
- Tenho estado à espera... - Cala-te!
O que é que as horas têm a ver connosco?
Como eu estava a dizer, faltam 10 minutos para as 09:00.
Aos 10 minutos para as 10:00, vocês estarão todos fora de Twin Forks.
Bêbados ou sóbrios...
não voltem cá.
Fui suficientemente claro?
Cinco anos naquela maldita prisão...
e já estamos a ser maltratados.
Vais deixá-lo levar a melhor?
Já não fizeste o suficiente, Kid?
Vou-te dizer pela última vez...
tens de te manter afastado de problemas.
Deixa-me em paz!
Como é que nos vamos livrar dele?
Talvez possas fazê-lo.
Talvez pudesse, McCord.
Não estás a pensar perder-me, pois não?
Esse teu irmão irá apodrecer na cadeia como eu.
Vou trazê-lo de volta nem que tenha de arrastá-lo pelos calcanhares.
Ele matar-te-á.
Terá de fazê-lo.
Parem com isso!
E se nos servissem?
Vamos sair daqui.
Força, Kid, arranja-nos alguns cavalos e armas.
Com quê?
Deixam-nos sair da prisão e dão-nos dez malditos dólares.
O que é que podemos comprar com isso?
Vende o teu relógio. Deve valer alguma coisa.
Que tipo de serviço é que vocês querem?
- "Whiskey". - Para todos?
Sim, para todos.
Não vás connosco, Kid, por favor.
Arranja um trabalho num rancho.
És mesmo louco, não és, Doc?
Eu? Desistir? Agora?
Porque é que não me deixas e ao Egan em paz?
Esperei cinco anos para fazer isso.
Não vos irei dar esse prazer.
Arranjem os cavalos e qualquer outra coisa que precisem.
Vocês vão sair da cidade agora.
Devia-o ter matado.
Belos amigos que você tem.
Bem, contando com o "whiskey" derramado...
deve-me 7 dólares pelos estragos.
Tenho uma sela mexicana pela qual paguei 90 dólares em El Paso.
Preciso de um cavalo e de uma espingarda.
Bem, não há muita procura...
por uma sela tão elegante com esta.
Simplesmente, ficaria aqui parada.
E um de vocês?
O que foi que disse, senhor?
Quer comprar uma sela?
Paguei 90 dólares por ela.
Bem, não sei.
Tudo o que tenho é uma mula...
e uma carabina "Sharps" com uma escorva partida e 3 dólares.
Dar-lhos-ei por isso.
Sou um homem pobre, senhor.
Ando na prospecção agora.
Diz-lhe, Burt.
Perdi tudo aquilo que tinha há um ano e meio.
Os Apaches incendiaram o meu rancho em Stone River...
e fugiram com o meu gado todo.
Está bem, Marlowe.
Tenho direito a gritar, não tenho?
Depois de Fort Sumter.
O Lincoln ordenou que os soldados abandonassem este território,
e os Apaches têm liberdade para fazerem aquilo que quiserem.
Ele não está interessado nos seus problemas.
Então, deixa que seja ele a dizer-me!
Isto está completamente infestado de Apaches.
Um homem não está seguro se se afastar 30 km da cidade.
Ouvi a sua oferta.
Sim?
Tenho um cavalo e uma arma que posso negociar consigo...
e uma sela suficientemente boa para poder cavalgar para qualquer sítio.
Nunca tive uma sela como esta.
Um homem merece uma sela como esta uma vez antes de morrer.
E os 7 dólares?
Aqui estão 10. E vou levar uma garrafa de "whiskey".
Muito bem, vamos ver esse cavalo.
Bem, fizemos uma coisa boa. Livramo-nos do McCord.
Achas? Aquilo que aconteceu lá atrás foi só o início...
dos problemas que ele nos irá causar.
Se dás assim tantos conselhos, devias seguir alguns deles.
Não há muito mais que me possa acontecer...
mas, tu és jovem. Podes arranjar algo decente.
Ainda não percebi porque é que o teu irmão está à espera em Sonora...
com todo aquele dinheiro.
Tens a certeza disso há muito tempo.
Como é que sabes que ele não nos abandonou?
Porque conheço o Frank.
Assim como sei que ele também não deixará o McCord apanhá-lo.
Consigo ver o velho Frank a deixar o McCord...
levá-lo de volta para limpar o seu nome.
"Importa-se de dizer ao Xerife..."
"que não tive nada a ver com o assalto à diligência..."
"nem com o roubo dos 10 000 dólares"?
"Honestamente, estava apenas a meter-me na minha vida."
Ele estava a meter-se na vida dele.
Se está preocupado com os Apaches,
dirija-se para Fort Yuma. Ainda está aberto.
Fica, aproximadamente, a 115 km para Sudoeste.
Percebes alguma coisa de relógios?
Sobre o quê?
Vendi três cavalos e algumas armas.
A uns tipos que o Xerife expulsou da cidade.
Um relógio de ouro verdadeiro e 30 dólares.
Fiz uma bela troca.
Devias ter visto aqueles cavalos.
Onde é que arranjou esta sela?
Não foi roubada, se é isso que o incomoda.
Conhece o Frank Egan?
Ele devia-me 60 dólares que perdeu num jogo de póquer...
em Tomahawk Gap, há cinco anos.
Alguém o matou quando o apanharam a fazer batota.
Há cinco anos?
03 de Agosto de 1859.
Como é que tem tanta certeza dessa data?
Foi a única vez que fiz um "Royal Flush"...
então, toda a gente apareceu...
e apanharam o homem a fazer batota.
Eu tê-lo-ia "limpo".
Você também não se esqueceria, amigo.
Toda a gente ficou com algo para saldar as dívidas que o Egan tinha com eles.
Eu fiquei com a sela dele.
Alguém lhe ficou com as armas.
Você! Vou-lhe dizer a mesma coisa que disse aos seus amigos.
Não volte cá.
Da forma como eles iam a puxar por aqueles cavalos...
não irão durar três horas.
Para onde é que eles foram?
Torgut Springs.
Eles sabem naquilo que se vão meter?
Eles queriam um caminho mais curto até Sonora.
Se eles querem enfrentar os Apaches,
eu não tenho nada a ver com isso.
Vamos!
Talvez eles se matem uns aos outros.
E poupem o trabalho a alguém.
Como é que correu?
Lindamente.
Demos-lhes talvez um dia de avanço.
Vamos.
Tenho uma forma de nos tirar daqui.
Vamos deixá-los pensar que nos mataram.
Eles querem os nossos escalpes e as nossas armas.
Vamos esperar até que eles venham ter connosco.
És louco!
Quantas balas tens?
Do que é que temos medo?
Isto não é nada de loucos. Eu alinho.
- Quem é que se interessa se tu alinhas? - Eu disse que alinho.
Eu também. Ouçam, se nós...
Se não te agrada, sobe àquelas pedras.
Mantém a mão longe dessa arma.
Se acham que vos ajudei a saírem desta situação...
porque vos queria ver vivos, são todos loucos.
O Frank Egan morreu.
Estás a mentir.
Olha para a sela no meu cavalo.
Comprei a um homem que o viu morrer.
Vamos! Dêem uma vista d'olhos.
Satisfeitos?
Se o Frank morreu, não há dinheiro. Não há dinheiro nenhum!
Não vieste de tão longe apenas para nos dizer isso.
Não.
O Frank foi morto em Tomahawk Gap no dia em que fomos presos.
Ele morreu sem dinheiro nenhum.
Mas, um homem não morre teso quando tem 10 000 dólares para gastar...
numa cidade como Tomahawk Gap.
Ele nunca chegou a ter o dinheiro.
Então, essa é a tua ideia.
Sabes onde está o dinheiro, não sabes?
Se ainda lá estiver, vamos buscá-lo.
Comigo.
O dinheiro é nosso. Não tens direito de reclamá-lo.
Porque é que não disseste nada à patrulha quando eles se aproximaram?
Porque é que não lhes disseste que eu era, apenas, um estranho...
com quem te tinhas cruzado no passado, que nunca me tinhas visto antes?
Pensamos que se eles te tivessem, não iriam à procura do Frank.
Claro.
E eu passei todos aqueles anos na prisão a pagar por isso.
Ganhava 30 dólares por mês a arranjar vedações.
São 360 dólares por ano.
Em cinco anos, são 1800 dólares.
É isso que o Frank Egan me deve por ter ido preso no lugar dele.
Agora ele está morto e eu quero os meus 1800 dólares.
E nós? E se nos recusarmos?
Vocês não irão recusar.
Vão-me levar até ao meu dinheiro...
e não estou muito interessado em qual de vocês o faz.
Muito bem.
Está bem, há dinheiro suficiente para todos.
Eu conheço a região.
Temos 95 km de deserto e montanhas para fazer em cavalos...
que nem sequer estão preparados para viajar 30 km.
Em que direcção seguimos?
Sudoeste.
Viemos daqui. Isso é Twin Forks.
Isto é Torgut Springs.
E viajaremos 95 km para Sudoeste, através destas montanhas.
Viajaremos de noite e descansaremos de dia.
Os cavalos descansarão a cada três horas.
Se tivermos sorte, conseguiremos fazê-lo em duas noites, talvez três.
Se não encontrarmos mais Apaches.
Vão buscar as vossas armas.
É uma rapariga.
Não, Kid.
Mata-a! Vamos, mata-a! Ela tentou matar-nos!
Porquê matá-la?
Quem é que disse que íamos matá-la?
Talvez haja mais. Vê se a consegues fazer falar.
Tu... fala!
Abla, abla!
Porque é que estás a falar com ela? Uma maldita Apache?
- Ela jamais falará. - Ela não é Apache.
Se a deixarmos aqui ela fará com que toda a aldeia venha atrás de nós.
Vamos levá-la connosco.
Não me interessa aquilo que fazes. Vamos sair daqui.
É mau?
Dá-me, apenas, algum tempo.
Apenas algum tempo. Claro, claro.
Vais ficar bem. Não te iremos deixar.
Quem é que disse que não o vamos deixar?
Eu estou bem. Irei ficar bem.
São 95 km até Tomahawk Gap.
Não quero que nos atrases.
Eu tomo conta dele.
Qual é o problemar?
Estamos nisto juntos desde o início.
Vamos, vamos, decidam-se.
Eu já disse que tomava conta dele. Ele não vos causará problemas.
Lembra-te... a primeira vez que nos atrasares,
serás descartado.
Anda lá, Kid, temos de ir, agora!
Já somos crescidos. Eu e o Egan.
Dinheiro. Vamos arranjar dinheiro.
Não me podem maltratar.
Ninguém me irá maltratar!
Ninguém, ninguém! Nunca mais! Nunca mais!
Calma. Tem calma.
Vocês não me vão abandonar!
Tem calma. Decansa um pouco. É tudo o que precisas.
Tens de me ajudar.
Não sabia que o braço dele ia ficar assim tão mal.
O que é que pretendes de mim?
Vamos deixá-lo aqui, é isso que vamos fazer.
Ele já nem sequer tem um cavalo.
Tem o meu.
Têm de me ajudar com ele.
Por favor, apenas, olhem para ele, pode ser?
Ficarem com o meu dinheiro. Ficarem com tudo.
Ficarem com aquilo que é meu.
Ninguém me pode dizer o que fazer. Ninguém!
O que é que te parece?
Não temos nada com que possamos trabalhar.
Não há nada que possamos fazer.
Vou buscar o dinheiro. Buscar o dinheiro...
Já sou crescido.
Natoe.
Natoe?
Natoe.
Tabaco.
Tabaco?
Dá-nos o tabaco.
Aqui. Mantém a mão afastada dessa arma.
Afasta-te, McCord.
Se queres ficar com o teu escalpe, nada de tiros.
Há Apaches por todos os lados.
Eles conseguem detectar um tiro num raio de 35 km.
Já ouvi.
Calma, Kid.
Ela não te vai fazer mal.
Ela está a ajudar-te. Vai fazer com que te sintas melhor.
Tenha calma. Isto vai curá-lo.
Não.
Aquilo não é uma ferida com a qual um homem se deva preocupar, pois não?
Eu nunca lhe faria mal.
Presumo que sejamos parecidos com os animais...
A matarmo-nos uns aos outros.
Nunca mais aprendemos. Continuamos a matar-nos.
Não me compreende, pois não?
Aquele rapaz...
se eu o conseguisse ajudar.
Se ele me ouvisse.
Se eu o conseguisse afastar daquele Egan.
Sei que nunca fiz muito na vida,
mas, isso não significa que eu não o conseguisse ajudar.
Compreende?
Compreende?
"Jatahey". Eu entendo.
Isso é bom.
"Jatahey".
Está ali! Mesmo à nossa frente!
Está ali!
Conseguimos! Está ali!
O maior bar.
O mesmo sítio miserável.
O mesmo piano maldito.
Mesmo naquela altura ele não conseguia tocar boa música.
A rapariga não era má de todo.
A rapariga não era má?
Vamos buscar o dinheiro.
Deixa esse maldito Kid em paz.
Não precisamos de nenhum médico para saber o que temos de fazer agora.
Fá-lo, então! Pára de nos dizer!
Ele também tem uma parte disto e não o iremos deixar morrer.
O que é que vais fazer?! O que é que vais fazer?!
- Deita-te. - Não me vais cortar o braço!
Ele cuspir-te-á na cara quando melhorar.
Ele cuspir-te-á na cara.
Talvez. Mas, vou retirar aquela bala agora.
Vamos buscar o dinheiro ou não?
Força.
Deixa-me sair daqui. Deixa-me sair daqui!
Onde é que está o Egan?! Ajuda-me.
Egan!
Egan!
Egan!
Tu e a rapariga segurem-no quando as coisas ficarem feias.
Toma.
Vamos. Vamos lá despachar isto.
Ficarem com o meu dinheiro.
Queres ver-me morrer, não queres?
Egan.
Onde é que está o Egan?!
Não sei nada sobre estas coisas.
Toma. Tu sabes como lidar com isto.
É melhor começares a dar-lhe um bocado agora.
Oito horas neste buraco infecto.
Oito horas...
Sim, era um sítio muito bonito a última vez que cá estive.
Aquele bar reluzente.
Todas aquelas bebidas alcoólicas atrás dele.
Todas aquelas belas garrafas de "whiskey".
E aquele barman com um ar engraçado.
Basta disto.
Basta de fugir da lei.
Vou arranjar uma pequena quinta...
algumas cabeças de gado.
Talvez o Kid queira vir e ficar comigo.
Kid.
"Baheya".
"Baheya".
Fecha os olhos. Descansa.
Água.
Água.
Água.
Água.
Água.
Não! Não! Largue-me!
Uma Navajo. Deus seja louvado.
O que é que uma rapariga Navajo está aqui a fazer?
Então!
Bem, algumas pessoas com quem posso conversar.
Já não via ninguém em Tomahawk Gap há muito tempo.
Não, senhor.
Não falo com ninguém há muitos anos.
Três?
Algum problema?
Nenhum. Nenhum mesmo. Estava, apenas, a perguntar.
O meu nome é Travis, Jonas P.
Digam-me, o que é que vocês estão a fazer com aquela rapariga Navajo?
Isto é território Apache.
O que é que está aqui a fazer?
Aquele é o meu cemitério ali em baixo.
Eu tomo conta do cemitério. É isso que eu faço.
Cuido dele. Asseguro-me que está apresentável.
E nenhum Apache me irá impedir de fazer o meu trabalho também.
Não, senhor.
Não me disse quem era, senhor.
Estamos, apenas, de passagem.
Bem, isso é bom.
Ouça...
O que é que quis dizer quando disse que cuidava do cemitério?
Vejo que são quatro mais a rapariga.
E o cemitério?
Bem, o meu trabalho é esse.
Aquele cemitério está a meu cargo...
mesmo antes dos índios terem matado sete dos meus parentes...
e terem afugentado todas as pessoas desta cidade excepto eu.
Bem, alguém que fale.
O que é que se passa aqui com o rapaz?
Esqueça-o.
Quer dizer que tem estado aqui sozinho este tempo todo?
Bem, eu não diria isso.
Os soldados em Fort Yuma, eles passam aqui com alguma frequência.
Vivo ali em cima, nas rochas, a cerca de 5 km.
E os índios?
Consigo "cheirar" um índio a um quilómetro de distância.
Eles não têm hipótese de me vigiar.
Não, senhor.
Eu disse para não haver tiroteio.
Quem é este?
Apenas um velho maluco que toma conta de cemitério.
- Vamos buscar aquele dinheiro? - Agora mesmo.
Dinheiro?! Qual dinheiro?!
O que é que está...?! Dê-me a minha arma!
Tenha calma.
Quando formos, vamos manter-nos próximo dos edifícios,
o mais escondidos que conseguirmos.
Pensava que tinham dito que estavam, apenas, de passagem.
Eu vou contigo.
Ninguém te vai abandonar, rapaz. Voltaremos rapidamente.
Nunca vi homens como vocês.
Esta é a minha cidade.
Era suposto ser eu a dizer-lhes aquilo que devem fazer.
Para onde é que me levam?! Do que é que isto se trata?
Dêem-me a minha arma.
Se quiser viver ainda mais uns anos,
é melhor parar de falar.
O que é que vocês estão aqui a fazer?
Diga-lhes para deixarem as minhas sepulturas em paz.
Deixem as minhas sepulturas em paz!
Não é isso. Espera um minuto.
Era muito parecido com isto,
mas, tens de procurar uma sepultura gravada...
com o nome "Martha Terret".
Nunca me esquecerei desse nome.
Tive uma miúda em tempos que se chamava Martha.
Afastem-se daqui!
Não têm o direito de aqui estar!
Aqui está! Tal como te tinha dito.
Martha Terret, aqui mesmo.
Parem de cavar!
Tenho de manter este sítio bonito e bem tratado...
porque um dia destes as pessoas irão regressar...
para ficar e transformar isto numa grande cidade.
E, depois, irão chamar a isto o "Cemitério do Travis"...
em minha honra, porque eu fui o único...
que cá ficou a tomar conta dele.
Deixem as minhas sepulturas em paz!
Afastem-se daqui!
Parem de cavar, já vos disse!
Ele ter-te-ia feito explodir a cabeça.
Está aqui! Encontramos!
Força, experimenta com isto.
Está enferrujado.
Um momento. Aqui, experimenta com isto.
Dispara.
Não.
Se os índios ouvirem, é pena. Eu disse para disparares.
Dá-me o casaco dele.
- Tira-o. - Sim. Tirem-lhe o casaco.
Vamos. Tira-o!
Aqui está.
Não pode, simplesmente, ter desaparecido.
Estavam em pequenos montes. Bem apertados. Todos o vimos.
Tem o dinheiro, não tem?!
Você toma conta das sepulturas e encontrou-o.
É por isso que não nos quer por aqui.
- Onde é que o pôs? - Pus o quê?
Porque é que eu começaria a escavar sepulturas?!
Não sei nada sobre dinheiro nenhum.
Porque é que me vieram incomodar desta forma?
Eu não vos fiz nada.
Alguém o levou.
Nós enterramo-lo aqui.
Porque é que a caixa ainda está aqui e não há dinheiro nenhum?
Tu devias saber.
Tu tiveste-o na mão. O Frank deu-to.
Como assim... deu-mo?!
Tu viste aquilo que aconteceu. Todos nós vimos.
O Frank levou o dinheiro quando o tiramos da diligência.
Não é verdade?
Ele disse para nos dividirmos...
quando eles nos alcançaram na encruzilhada.
Ele disse que quando chegássemos à cidade...
nos encontraríamos nas traseiras do "saloon".
O Frank chegou lá primeiro.
Ele tinha a caixa, lembram-se?
Tal como ele nos tinha dito, entramos sorrateiramente na cidade...
e, um a um, chegamos às traseiras do "saloon".
Mesmo atrás dele.
Mas, estávamos encurralados, lembram-se?
Cubram todas as saídas da cidade!
Iremos interceptá-los!
A cidade estava repleta de patrulhas anti-crime.
O Frank disse que tínhamos de esconder a caixa e o dinheiro.
Seríamos enforcados se nos apanhassem com ele.
O Frank teve a ideia do cemitério.
Ele disse... "Ninguém se lembrará de nos procurar num cemitério."
Então, voltamos a separar-nos...
e concordamos em nos encontrar aqui mesmo.
Alguns de vocês espalhem-se e procurem nos becos!
O Frank tinha razão acerca do cemitério.
Era o sítio mais seguro.
E enquanto as patrulhas tinham a rua principal bloqueada...
a maioria dos becos vigiados e andavam à procura em todos os edifícios,
vimos todos para aqui e escolhemos esta sepultura.
Foi aqui mesmo que o enterramos, juntos.
Tu, eu o Doc e o Frank.
Espera um minuto. Um momento.
O Frank não estava lá.
O Frank não estava connosco. Não quando enterramos a caixa.
Ele só apareceu quando já tínhamos a sepultura quase coberta.
Ele apareceu atrás de nós mais tarde, muito mais tarde.
Lembro-me dele estar ali, apenas a observar-nos.
Depois, separamo-nos para nos encontrarmos na passagem.
Essa foi a última vez que o vimos.
Nunca houve nenhum dinheiro lá dentro.
É isso.
Ele tirou-o antes de dá-lo ao Kid.
Sim.
O Frank teve alguns minutos sozinho quando chegamos à cidade,
antes de nos encontrarmos no "saloon".
Sim.
Foi por isso que ele só apareceu no cemitério mais tarde.
Esteve a escondê-lo.
Sim. Mas, onde é que ele o escondeu?
Onde é que achas que ele o escondeu?
Não sei.
Bem...
Deixamo-lo no "saloon".
Ele não teria atravessado a rua,
não com aquelas patrulhas em ambas as saídas da cidade.
Não.
Ele teria escolhido um local algures entre...
o "saloon" e o fim da rua.
Sim. O que é que te parece?
Estamos a perder tempo. Vamos começar.
Não há nada no beco nem aqui.
O que é que temos de fazer? Destruir a cidade inteira?
Se o Kid tiver razão...
apenas temos mais cinco locais onde procurar,
daqui até ao fim da rua.
Isso não é nada. Temos de trazer o Doc aqui.
O que é que ele está a fazer ali dentro? A tomar conta daquele Kid outra vez?
Eu não fiz mal a ninguém.
Não precisa de me amarrar desta forma.
Parece muito melhor.
Se quiseres a tua parte, é melhor ires lá para fora.
Aqui.
Nada! Nada!
Apanha-a.
Quem é que pensas que és? A dar-me ordens?
Ninguém te está a dar ordens. Queres o dinheiro, não queres?
Nada. Também não há nada debaixo disto.
Não está aqui. Simplesmente, não pode estar na cidade.
Continuamos a procurar.
Para quê? Talvez o Kid não se esteja a lembrar bem.
Ele tem de estar certo.
O Frank nunca teria saído da cidade com ele.
Como é que sabes?
Ele nunca o gastou.
Ele morreu aqui.
Não me interessa. Não está aqui. Não vou procurar mais.
Vou-me embora!
Vou levar o Kid, o cavalo e vou-me embora!
Não tenho medo de nada!
- Deixa-o ir. - Não.
Não está aqui.
- Tu e eu vamos sair daqui. - Qual é o problema?
Não está aqui! O dinheiro não está na cidade!
Quando partirmos, partimos juntos.
Com tantos índios por aqui, precisamos de todas as armas, até a dele.
Até dele? Não devíamos ter vindo.
Nunca devíamos ter vindo para cá.
Enche isto.
Enche-o!
Então, pensaste que tinha de estar enterrado entre aqui e ali?
Estava escuro, não estava?!
Quem é que disse que ele não poderia ter arriscado e atravessado a rua?!
Quanto tempo é que achas que podemos ficar aqui...
antes dos índios nos atacarem?
Larga-a! Larga a tua arma!
Larguem essas armas, ambos.
Muito inteligente.
Esses tiros para atrair os índios.
Larguem-nas.
Vão para ali.
Entrem!
Mexam-se!
De onde é que ele veio?
Não sei quem é você, senhor...
mas, não deve ser mais louco do que estes desgraçados...
para vir à minha cidade, revolver as minhas sepulturas...
Cale-se!
Talvez a minha sela não estivesse assim tão boa como você imaginava.
A sela está óptima.
Andamos a seguir-vos desde que vocês deixaram Twin Forks...
eu e o meu parceiro.
Ele regressará ao fim da tarde.
Pedi-lhe que fosse a Fort Yuma buscar ajuda.
Qual ajuda?
Temos de nos certificar que o Governo...
irá recuperar aquele dinheiro para pagar ao Exército que vocês lhe roubaram.
Vocês podem ter fugido com o dinheiro.
Não temos dinheiro nenhum.
Não não têm muito boa memória.
Destruiram a cidade quase toda à procura dele.
Agora... onde é que ele está?
Não há dinheiro nenhum!
Força! Pode-nos revistar! Não há nenhum maldito dinheiro!
Ele não está a mentir. Não o conseguimos encontrar.
Mas, isso não significa que não iremos encontrá-lo.
Afastem-se.
Não irá aguentar muito tempo...
- com essa arma apontada para nós. - Consigo aguentar muito tempo.
Talvez o tenham ou talvez não.
De qualquer forma, estão presos aqui. O Exército estará cá em breve.
Se estiverem a mentir, eles irão fazer-vos falar.
Mais algum tempo naquela prisão de onde vocês saíram...
irá, sem dúvida, fazer-vos falar.
- Não pode voltar a prender-nos. - Porque não?
- Porque já cumprimos... - Afastem-se!
Todos encostados ao bar!
Mexam-se!
Vire-se. Vire-se!
Cuidado, senhor!
Amarra-o!
E as tropas?
Não estarão aqui antes do anoitecer. Ainda temos tempo.
O que é que se passa?
Sinais de fumo índios. Ali!
O que é que me estás a tentar dizer?
Sinais de fumo índios. Ali!
Fica. Fica aqui.
Olha para aquelas montanhas ali!
Sínais de fumo índios!
Viemos até aqui. Iremos encontrá-lo.
Talvez esteja debaixo da próxima tábua!
Não percebes?! Talvez esteja debaixo da próxima tábua!
Talvez eu consiga que o Exército cá chegue antes do seu amigo.
Disse-lhes que eles não chegariam aqui antes do anoitecer, não disse?
No que é que está a pensar?
O Exército envia uma patrulha.
Partem à procura de Apaches dia sim dia não.
Às vezes, eles aproximam-se deste sítio 4 a 6 km.
Há um espelho partido junto ao bar.
Cuidado, a rapariga está a observar-nos!
Vá buscá-lo.
Segure-o contra a janela, deixe que o Sol lhe bata.
Tenho sede.
Tenho sede.
Tenho muita sede.
Sede!
Ele fez sinais com um espelho!
Ele fez sinais com um espelho!
Volta para dentro. Vai!
Ele fez sinais com um espelho!
Volta para dentro. Para dentro! Volta para dentro!
- Vamos. Sai da rua. - Deixa-a em paz.
Tenho muito medo dele.
Ele nunca mais te irá tocar.
Compreendes? Nunca mais.
Vais tomar conta dela?
Vais tomar conta dela só com um braço?
Índios!
Vamos para o "saloon".
Vou apanhar aquele cavalo.
O que é que fazemos agora?
Um grupo de reconhecimento. Depois, ele trará os outros com ele.
O Egan está morto.
Onde é que está o seu cavalo?
Eu disse... Onde é que está o seu cavalo?!
- Atrás dos estábulos. - Vai buscá-lo, Doc.
McCord, essa espingarda. Essa é a espingarda do Marlowe.
- Como é que ficou com ela? - Um dos Apaches tinha-a.
Ele nunca chegou a Fort Yuma.
Não nos vai deixar aqui amarrados!
- Aqueles Apaches vão voltar! - Não teremos nenhuma hipótese.
Aquelas espingardas. Deixá-las-emos lá fora à medida que sairmos.
Não temos cavalos para levá-los connosco. Vire-se.
Não vamos deixar aqui a rapariga.
Ela vem comigo.
E nós?
Ele tem uma casa nas rochas.
Irão ficar bem.
- Conseguiste o cavalo? - Sim. Aqui estão algumas balas.
Não vai levar a rapariga índia, pois não?
Ela irá traí-lo.
Ela irá traí-lo, estou-lhe a dizer!
Se quiser levar alguém, leve-me a mim.
Quem é que acha que atraiu aqueles Apaches?
- Vamos embora. Vens, Kid? - Não irá culpá-la.
Ela estava a utilizar aquele pedaço de espelho ali,
a fazer reflectir o Sol com ele.
Ela estava a utilizá-lo, estou-lhe a dizer!
- Mentiroso! - Não sou nada.
Ela estava a reflectir o Sol. Eu vi-a a fazê-lo.
Não a pode levar. Tem de me levar a mim!
Anda, Kid, vamos embora. Vamos.
Não me vai levar? Estou-lhe a dizer a verdade.
Eu não fiz nada daquilo. Acredite!
Tu sempre nos odeias.
Sim, eu vi aquele reflexo na janela.
Estive este tempo todo à espera...
para poderes voltar para eles.
Bem, vai então. Volta para eles!
Pensava que íamos levar a rapariga.
Eles não conseguiram fugir.
Apenas passaram alguns minutos. Eles não têm hipótese.
Mataram o Doc.
Eles mataram o Doc!
O que é que ela ainda está aqui a fazer?
Onde mais é que ela poderia estar? Ela não é Apache.
Ela era prisioneira daqueles índios quando vocês a encontraram.
Outra coisa que eu não lhe disse.
O Travis e eu fizemos o sinal.
Ele estava a tentar avisar as tropas.
A rapariga não teve nada a ver com isso.
Se matarmos um número suficiente deles,
eles irão buscar mais à sua tribo.
Eles nunca mais irão voltar.
Não conhece os índios se pensa que consegue assustá-los.
Porque é que eles ficaram tão silenciosos de repente?
Eles estão a atacar as minhas sepulturas!
Eles estão a atacar as minhas sepulturas!
Afaste-se dessa porta.
Eles estão ao fundo da cidade a prepararem-se para regressar.
Tenho de proteger as minhas sepulturas! Tenho de proteger as minhas sepulturas!
Eu sei o que é que os índios fazem às sepulturas!
Eu sei! Eu sei!
Vou afastá-los do meu cemitério.
Eles não se assustaram.
Tem cigarros?
Porque é que voltou?
Porquê?
Mais uma bala.
Falta uma hora até ao anoitecer.
Eles têm utilizado naquela ravina ao fundo da rua.
Têm estado a arrastar para lá os feridos deles a cada momento.
Então!
Aquele barril de pólvora que encontramos...
Está mesmo ao cimo da rua, em frente a uma daquelas lojas.
Se eles estiverem naquela ravina a tratar dos feridos,
à espera que anoiteça, devem ser um grupo bastante pequeno.
Largamos aquele barril de pólvora naquela ravina...
O que é que o fará explodir? Não temos nenhum rastilho, nada.
Ela pode disparar isto directo para lá. É tudo o que precisamos.
Eu levo a pólvora até à ravina.
Deixarei que me vejam.
Quando começar a correr de volta para cá...
dispare a flecha com uma mecha de fogo na ponta.
Quando aqueles índios me começarem a seguir,
aquele barril de pólvora irá explodir mesmo debaixo dos pés deles.
Eles nem saberão o que os atingiu.
- Tem fósforos? - Sim. Uma bala.
Isso não o irá ajudar muito.
Mantenha os olhos abertos.
Cuidado! Matem-no!
Você... eu...
Sonora.
"Baheya".
Legendas em PT-PT por mpenaf
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