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A HIST�RIA QUE EST� PRESTES A VER, FOI BASEADA EM ACONTECIMENTOS REAIS.
QUASE DEUSES
Obrigado.
Muito bem, toda a gente, acabou por hoje.
Assegura-te de recolher a tela antes de ires embora, est� bem?
- � um grande trabalho, mi�do. - Obrigado, Sr. Roulette.
Sim, o teu pai ensinou-te bem.
Sabes? Quando volte a haver constru��es...
...tens capacidades que podem fazer muito por ti.
Obrigado, Sr..
Oh... N�o se preocupe, esperarei o dia de pagamento.
Lamento, os outros t�m fam�lias para alimentar...
...mas fazes um bom trabalho.
- Gosto do que fazes. Est� bem? - Est� bem.
Tem uma maneira curiosa de o dizer.
Bom dia.
- N�o te disse que tinha influ�ncias? - Disseste Charlie.
- Agrade�o-te muito, irm�o. - Claro.
Mas diz-me porqu�... bom dia.
Porque quereria um m�dico contratar um carpinteiro?
Porque � apenas um trabalho de segunda.
N�o vais gostar.
- Pagam doze d�lares por semana? - Sim.
- J� estou a gostar. - Ora a� est�.
Laborat�rio de cirurgia experimental Vanderbilt
Dr. Blalock, ele � Vivien Thomas.
Vivien? � nome de mulher.
Sim, a minha m�e estava t�o segura de que teria uma menina...
...que decidiu o nome antes e deu-mo.
N�o me digas.
Alegra-me conhec�-lo, Sr..
Diga-me Dr.. E Francis, posso dizer a este bom m�dico...
...que as suas teorias s�o extremamente interessantes e que rezarei por ele.
Sim, Dr..
Ainda que s�o os seus pacientes por quem devia rezar.
Segue-me filho.
- Aqui � onde fa�o o meu trabalho. - Qual � o seu trabalho?
Investiga��o m�dica.
Pressionamos os limites da cirurgia...
...com c�es vadios cedidos pelo canil local.
S�o lindos, mas n�o te afei�oes muito.
S�o meios para um fim maior.
As jaulas limpam-se duas vezes por dia.
E preciso do laborat�rio limpo todas as manh�s.
Tarefas simples mas superiores � habilidade dos teus predecessores.
Agora, acreditas poder faz�-lo?
- E? - E qu�?
N�o te fa�as de tolo. Obtiveste-o?
Tens. Deves t�-lo. Vivien.
- � num hospital, certo? - Sim, sim.
Fico t�o contente. Todos ver�o o que �s.
Oh... N�o sei a que devo tanto s�-lo para limpar, mas...
O doutor para quem trabalho, parece algo exc�ntrico...
...mas � um doutor, certo?
Assim �, � um doutor. Mant�m apenas os olhos abertos.
- J� nos podemos casar. - Sim.
Faremos o que temos sonhado.
O Dr...
...e a Sra. Thomas.
- Vivien. - Bom dia, Sr..
- Disseste que eras carpinteiro? - Sim.
- Preparat�ria? - Sim Sr., tenho o meu diploma.
Planeio ir para a estatal de Tennessee num ano...
...estudar medicina e ser m�dico.
Ambi��o pouco usual para um carpinteiro.
Ah, eu sempre quis ser m�dico desde que era crian�a.
E quase poupei o suficiente para a universidade...
...at� que faltou o trabalho.
Esses s�o man�metros de g�s Van Slyke-neil.
E sabes manejar uma serra?
- Sim, desde os doze. - Ah, sim?
Pois, cortava nas linhas que o meu pai marcava na madeira, Sr..
Diz-me Dr.. Assim que o teu pai � carpinteiro.
- O que pensa ele da tua ambi��o? - Sempre soube que � o meu objectivo.
Esses aparelhos da mesa, como se chamam?
Man�metros de g�s Van Slyke-neil, Sr., Dr..
Sim s�o.
Vanderbilt pode ser uma cl�nica pequena mas vou p�-la no mapa m�dico.
Trabalho no choque traum�tico.
Essa coisa mata a milhares de pessoas cada ano...
...e os m�dicos n�o sabem que raios fazer a respeito disso.
Deixa-me ver as tuas m�os.
Recolhe esse tubo.
Agora a esquerda.
Excelente.
Desculpa Vivien, o Dr. Blalock quer que ponhas isto.
- Obrigado. - Adeus. Boa noite.
Sabes o que fez o meu av�?
Sei que n�o tem nada que ver com que eu v� de folga.
Disse, "Sabes o que fez o meu av�?"
Sim.
Colhia algod�o em Mississipi, disseste-me centos de vezes.
O meu av� era uma miser�vel propriedade.
N�o melhor que essa cadeira ou mesa dali.
O seu filho tornou-se homem livre aos quinze anos.
Ele criou-me e s� tinha estudado at� � prim�ria.
Eu vi o meu filho licenciar-se na universidade e ser professor.
Por isso n�o me digas que as coisas n�o melhoram com o tempo.
As coisas n�o melhoram sozinhas.
A gente deve mudar as coisas, pap�, torn�-las melhores.
Se n�o fa�o algo agora, estarei morto...
...antes que me paguem como aos professores brancos.
Vivien, sabes que � verdade o que digo.
Bem Harold, n�o posso ouvir-te. Tenho que ler isto.
Para anestesiar Brutus, primeiro h� que calcular o peso.
Pesa 18,4 kg.
E ser�o 552 mg de barbital s�dizo...
...para anestesi�-lo por tr�s horas se a faixa de absor��o for uniforme.
C�es? Que tipo de m�dico �s?
Bem, praticas com c�es e podes ajudar as pessoas.
- D�-me calafrios. - N�o � t�o mau assim.
Quando somas e v�s todas as cores...
...os rosas e azuis, e vermelhos.
� lindo, Clara. � donde vem a vida.
O que se passa?
Ou�am, abram j�!
Desculpe, Sr.. O que se passa aqui?
Oh, o banco est� fechado.
- Fechado? - Sim.
Ou�am, abram j�!
- Abram! - Vou ver se h� algu�m a�.
Ou�am. Abram j�. S�o dez. Tenho que ir trabalhar.
Vamos, Vivien. Voltaremos logo.
Algo est� mal. N�o pode estar fechado.
Desculpe.
Desculpe, Sr.. Ol�.
Afaste-se da janela, est� fechado.
Mas eu tenho o meu dinheiro a�.
- Preciso levantar o meu dinheiro. - N�o posso devolver-te o teu dinheiro, amigo.
Porque n�o? Diga-me porque n�o.
Vai para casa filho. O banco est� em bancarrota.
Sr., s�o todas as minhas economias.
Tenho o dinheiro da minha escola a�. N�o, Clara, tenho o meu dinheiro ali.
Sr., � o meu dinheiro para a universidade.
O teu dinheiro foi-se.
Foi-se?
- Mas do que est�o a falar? - Est�o a dizer que se foi, mam�.
Bem, todos teremos que voltar a come�ar.
- N�o podemos fazer nada, est� feito. - � t�o injusto.
Levei 7 anos a juntar esse dinheiro.
N�o �s o �nico que tinha dinheiro nesse banco.
Foi-se, basta!
Ainda nos temos um ao outro, Vivien.
Sim, ainda nos temos um ao outro.
� tudo o que os pobres t�m, um ao outro.
N�o cortaste com c�nula a veia femural.
Ensinei-te como faz�-lo.
Pensei numa forma de aplicar o barbital intravenoso.
- Onde o puseste? - Numa pata.
E o man�metro?
Est� pronto, Dr..
Bem.
- Podes come�ar a incis�o. - N�o estou pronto para isso.
Se digo que est�s pronto, est�s pronto.
Eu marcarei uma linha e tu cortar�s sobre ela.
Igual ao que fazias com o teu pai.
Assim?
Justo assim. Mant�m-te firme.
Porque fazemos a incis�o a�?
Para ter acesso � art�ria pulmonar.
E como a encontraremos?
Vai at� aos pulm�es desde o extremo direito do cora��o.
Muito bem.
O separador de costelas.
Porque vamos danificar os vasos principais do pobre Brutus?
Para induzir o choque traum�tico e estud�-lo.
Olha este man�metro.
Imagina que Brutus � um menino de 16 anos...
...que caiu duma �rvore para salvar o gato da sua m�e.
Partiu quatro costelas, ficou em coma.
O pai levou-o �s urg�ncias.
Mas ele entrou em choque. A sua press�o baixou muito.
Os seus sinais vitais quase n�o existem.
Podemos salv�-lo?
N�o se usar os m�todos actuais de tratamento.
A sabedoria convencional diz que devo apertar os vasos.
Eu n�o penso assim. H� que quebrar as regras.
Usar as minhas regras.
Necessita sangue.
Damos-lhe um pouco.
E a sua press�o?
Continua a baixar.
Talvez os espertos tenham raz�o. E eu estou enganado.
Talvez mate este menino e parta o cora��o � sua m�e.
Eleva-se.
A vida est� a voltar.
- Como te faz sentir isso? - Bem.
Muito bem, Dr..
Vejamos o registo do nosso trabalho.
- E o magnet�fono? - Desculpe?
O magnet�fono.
- N�o puseste magnet�fonos? - O que � um magnet�fono?
Isto � um magnet�fono. O que raios se passa contigo?
Gravo toda a informa��o para a minha investiga��o num magnet�fono.
Eu n�o sabia.
Nunca ningu�m me ouve?
Maldi��o.
Tenho que fazer tudo eu mesmo.
Todo um dia de trabalho foi-se por �gua abaixo...
...e tenho que come�ar tudo de novo.
Tens serrim ou simplesmente merda no c�rebro?
Onde raios pensas que vais? Bem, fora daqui.
Vivien. Oh, c�us.
Aguarda amigo, queres?
N�o fui educado para aceitar essa linguagem.
As minhas desculpas. Lamento, perdi o controlo.
Demora meses aos assistentes aprender o que tu aprendeste em dias.
N�o acontecer� de novo.
Por favor.
para HOMENS DE SERVI�OS
ALEMANHA - BERLIM - VARS�VIA - POL�NIA
SALA DE ESPERA PARA BRANCOS
SANIT�RIOS PARA NEGROS
LAVAMOS APENAS PARA BRANCOS
S� PARA GENTE DE COR
Damas e cavalheiros. Amigos, d�em-me um momento?
Damas e cavalheiros, obrigado.
Mencionei ao general Cunningham no outro dia...
...o qu�o orgulhosos estamos de que Al nos tenha escolhido...
...entre todas as escolas m�dicas do pa�s.
John, porque n�o dizes a todos o que disseste?
Encantado, Walter.
Acabo de voltar dum m�s na frente.
H� milhares de mi�dos em hospitais de campanha...
...no norte de �frica e It�lia...
...que devem as suas vidas ao trabalho do Dr. Blalock...
...no tratamento do choque.
Quero que todos aqui saibam o agradecidos que estamos a ele...
...e o orgulhosos que devem estar.
Sa�de, sa�de.
- Dr. Blalock, bem-vindo de novo. - Obrigado.
Obrigado, general. � genial ter-te aqui, Al...
...mas para dizer a verdade, era a Mary que quer�amos.
O nosso novo chefe do Departamento de Cirurgia...
...o meu velho e querido amigo, o Dr. Alfred Blalock.
Obrigado, Walter.
Ah, Mary e eu damos-lhes a bem-vinda em nossa casa.
Bem como os nossos queridos filhos.
Sadie, leva-os para a cama, agora.
Obrigado, John Hopkins, por meu pr�digo regresso...
...depois de 15 anos nos campos de Tennessee.
Ao encontrar-me de volta aqui.
Os sonhos tornam-se realidade.
S�o os melhores cirurgi�es do pa�s e � uma honra liderar-vos.
Fazendo refer�ncia aos tempos:
"Tomaremos as praias por assalto. Ombro a ombro. "
Sitiaremos os mist�rios da medicina.
Faremos o tipo de progressos pelos que se conhecem Hopkins.
Eu sei que lograremos grandes coisas juntos.
Estou � procura do meu seguinte descobrimento decisivo...
...quero ir mais al�m do que se j� foi.
N�o � suficiente que sejamos grandes cirurgi�es.
Devemos ser grandes investigadores. Alguma ideia? Algo inovador?
Que tal enxertos de pele? Serviria provar grupos de pele?
- N�o � a pele apenas um empanque? - N�o, protege de infec��es.
Dr. Blalock, posso sugerir algo?
Por favor, sou muito sugestion�vel. Como se chama?
- Dirijo a cl�nica Harriet Lane. - Dra. Taussig. Sim, sim, claro.
Dr. Longmire, o Dr. Kelven, o Dr. Cooley.
Li sobre a sua investiga��o.
- Cora��es com deforma��es cong�nitas. - Sim.
Oh, caramba, mulheres e os seus cora��es.
Vivien, trazes um copo de �gua para a Dra. Taussig?
- O que deseja? - Ah... Adoraria champanhe.
Lubrifiquemos a veia da inspira��o.
Em frente Dra. Taussig, diga-nos mais.
Bem, � algo que at� agora foi considerado intrat�vel.
Mas n�o acredito que seja assim. Falo da Tetralog�a de Fallot.
Beb�s azuis.
Sim, estes meninos, os seus cora��es falham...
...sufocam-se devido a um bloqueio na art�ria pulmonar principal.
Estenosis pulmonar.
Ah... A taxa de mortalidade � cerca de 10%.
Vi centenas de meninos cian�ticos a morrer.
Admitam que um beb� esta noite morrer�...
...apenas porque ningu�m teve o valor...
...para tentar uma solu��o cir�rgica.
Talvez com boas raz�es.
Dizendo-o suavemente, n�o pode operar o cora��o. � b�sico.
- N�o h� provas cl�nicas disso... - Esse � o meu ponto justamente.
Talvez fosse poss�vel que o fiz�ssemos se...
Deves parar o cora��o...
...para uma correc��o complicada em menos de tr�s minutos.
E se ultrapassas, morrem. Est�o sentenciados.
Deve haver uma forma de levar mais sangue aos pulm�es.
Eu duvido que possamos corrigir o defeito na parede do cora��o...
...sem causar fibrila��o ventricular.
N�o, mas talvez haja uma forma de evitar interferir...
...interferir com a circula��o principal...
...se nos focar-mos na art�ria pulmonar.
Quem � voc� por amor de Deus?
- Tr�s alguma comida da festa. - Estou a adormec�-la querido.
D�-me um segundo.
Muito bem, agora a dormir. Dorme.
Apenas se deitaram as meninas?
O vizinho de duas toneladas quase atravessa o tecto.
- Tenho que arranjar isso. - Tratar�s com esse gordo?
Far�s que deixe de gritar quando as meninas v�o dormir?
Prova um ovo endiabrado. Est�o muito bons.
Estava melhor em Nashville.
Quero ir para casa, Vivien.
Clara, � a nossa primeira semana.
Si, e tu disseste que adorar�amos, lembras-te?
- Sim. - As nossas fam�lias est�o em Nashville.
T�nhamos uma boa casa com boa vizinhan�a. As escolas eram boas.
E agora a viver nesta...
Como viveremos com o dinheiro que te v�o dar?
E servindo bebidas na sua festa para poder viver. Por favor.
Trata de entender. Quando comecei em Vanderbilt...
- ... era um empregado de limpeza. - Eu sei.
E o Dr. Blalock viu o que podia fazer e deu-me uma oportunidade.
E quando lhe ofereceram esse grande trabalho em Detroit...
...n�o o aceitou porque n�o me aceitariam a mim.
Agora sou assistente de laborat�rio do melhor cirurgi�o...
...da melhor escola m�dica do pa�s.
E � uma boa posi��o.
E quando ir�s para escola m�dica?
N�o tens que me lembrar. Agora temos uma fam�lia.
Querida, � um trabalho importante.
E � uma grande oportunidade, adoro o que fa�o.
E n�o importa o que sento certo?
Clara, sabes que importa.
HOSPITAL JOHNS HOPKINS
V�s esse tipo?
� o Dr. Johns Hopkins.
Sir William Osler...
...pai da medicina norte-americana.
William Halstead, inventou a mastectom�a.
Deixa-me mostrar-te alguns dos outros.
Desculpe. Os empregados picam o ponto na entrada traseira.
- Anda comigo. - Isso n�o faz diferen�a.
- Sabe quem sou? - N�o, Sr..
O Dr. Blalock, Professor de Cirurgia em Chefia.
Lamento Dr. Blalock, mas s�o as regras.
Vejo-te no laborat�rio, Vivien.
Ou�a, deve registar-se primeiro.
Obrigado.
Acho que j� chegamos.
Quando foi a �ltima vez que usaram este lugar?
Faz com que algu�m limpe o laborat�rio antes de colocar o equipamento.
E vejo-te daqui a uma hora na ala Harriet Lane.
Vejamos se funciona essa ideia da Dra. Taussig.
Desculpe?
Bom dia.
Onde encontro algu�m que nos ajude a limpar o laborat�rio, Dr.?
- Com quem achas que falas? - N�o tenho a certeza.
Sou Vivien Thomas, trabalho para o Dr. Blalock, neste laborat�rio.
Sou o Dr. Edgar V. Hecker...
Director dos laborat�rios. Quero caf� e uma dona.
Dr..
Deve haver uma confus�o.
Escuta, n�o tolerarei insol�ncias. Pagar�s por isto.
- Sabe, Dra.? N�o h� muitas... - O que?
Lamento, deve falar alto. N�o ou�o muito bem deste ouvido.
� uma das poucas m�dicas que vi aqui.
Ao menos deixam-me entrar pela frente.
Aqui � onde cuidamos dos mi�dos mais velhos.
Dra., porque � que est�o sentados assim?
Um menino disse-me que lhe ajudava a respirar melhor.
Corta a circula��o �s pernas e envia aos pulm�es.
Ambos est�o muito cian�ticos.
J� chegou.
- Dr. Blalock. Bem-vindo. - Helen, lamento.
Esta � a beb� Saxon sobre a que lhe falava � noite.
Obrigado.
Normalmente sorri quando algu�m faz isso.
Ol� Sr. a Saxon.
- O que � essa coisa? - � um ox�metro.
Diz quanto oxig�nio h� no sangue.
Est� frio a�, mas n�o posso pegar nela.
Dizem que n�o � bom para ela. Nem sequer devo deix�-la chorar.
Como evitar que um beb� chore? Especialmente sem pegar nele?
Podem ver as mudan�as no tamanho e a forma dos vasos sangu�neos...
...ao crescer os cora��es.
Fiz necroscopias nalguns cora��es dos meus pacientes.
Para estudar as deforma��es com detalhe.
Admira-me que tenham vivido com cora��es assim.
O Dr. Gross em Harvard disse que s� Deus pode corrigir...
...um estreitamento no lado esquerdo do arco da aorta.
Talvez essa declara��o diga mais sobre Harvard que sobre Deus.
A esse beb�, quanto lhe resta?
Seis meses. Um ano quando muito.
- N�o � justo. - E vai estudar isto, Dr.?
Helen, quero ver todas as suas notas de diagn�stico.
Trago-as de imediato.
Obrigado.
Deixa a um lado os livros, Vivien.
N�o percamos mais tempo em lixo te�rico.
Comecemos com as experi�ncias.
Quatro defeitos distintos do cora��o trabalhando em combina��o.
A art�ria pulmonar est� obstru�da...
...na art�ria principal antes da divis�o...
...e leva menos sangue aos pulm�es.
E um buraco no tabique...
...causa que o sangue usado flua de volta ao sistema arterial...
em lugar de fluir para os pulm�es, pondo os beb�s azuis.
O cora��o dum beb� � delicado.
� um maldito campo minado.
O primeiro passo, � ver se podemos criar...
...a condi��o do beb� azul num c�o...
...logo pensar um plano para resolv�-la.
Est� a beber muito caf�.
Balzac bebia 300 ch�venas de caf� por dia.
Claro que a �lcera perfurou e morreu.
� dif�cil reproduzir isto no laborat�rio.
Tem a certeza de que � o que quer enfrentar?
Em 1929 tinha tuberculose...
Os raios X mostraram um buraco no meu pulm�o esquerdo.
Estive numa galeria gelada...
...num sanat�rio no norte de Nova York...
...com 18 mantas sobre mim.
E nada mais que o meu nariz exposto aos elementos.
A morte ensina-te humildade se vives com ela dia ap�s dia.
Jurei que...
...se recuperasse a minha vida, faria algo importante com ela.
E sei, com cada fibra do meu ser...
...que isto � algo que quero enfrentar.
Ser� um inferno trabalhar com as art�rias dum menino...
...de tr�s ou quatro mil�metros de espessura.
� como coser esparguete muito cozido.
Faremos as suturas mais pequenas.
SANIT�RIO, PARA BRANCOS
H� que fazer as nossas ferramentas.
- Podemos ter problemas, Vivien. - Grande problema.
- Dr. Alfred Blalock, � sala de opera��es. - Est�o a p�r-me louco.
Esta maldita guerra.
N�o temos m�dicos suficientes. Tenho muitas cirurgias pendentes.
Quando n�o opero, estou a ensinar.
Ter�s que fazer a maioria desta investiga��o.
O que precisas?
Ah, preciso duma pin�a bastante pequena para a beb�...
...mas forte para deter o fluxo de sangue.
O que h� do aparelho de respira��o?
Adoraria um respirador de press�o positiva, mas com esta guerra...
...como raios posso fazer as experi�ncias...
...se n�o posso nem ter o equipamento?
Oh, cale-se!
Bem Al, enfureceste Ed Hecker.
Falas de que perturbei a sua sesta?
O que h� entre ti e esse rapaz, esse Thomas?
Porque o trouxeste aqui?
Estamos juntos h� mais de doze anos.
� um muito bom trabalhador.
Que tal uma aposta?
Cinquenta d�lares?
- Deixa-o em paz, Dick. - Trato feito.
H� um rumor de que preparas uma cirurgia card�aca.
Caramba, � um rumor intrigante, n�o achas?
N�o seria um valioso ponto que fossemos os primeiros a conseguir?
Oh, claro que seria, e perdoa o meu cepticismo.
Mas n�o h� raz�es para crer que � poss�vel.
E todos os indicadores dizem que n�o se pode fazer.
A maioria acha que h� grandes riscos.
E nem sequer houve um progresso crescente.
Onde tu v�s riscos, eu vejo oportunidades.
Ouve, deves arranjar o lava pratos do quarto B.
E arranjar estes degraus.
Oh, sim. Desculpe Sr. Green, estive ocupado no trabalho. Mas farei.
Reduz-te sete d�lares por fazer estes trabalhos cada m�s.
Tens que apanhar o ritmo.
Com as for�as aliadas a lutarem no Cassino
...o Marshal alem�o Kesselring ganhou ganhou reputa��o como poucos...
Isto est� delicioso, querida. Tem um paladar excelente.
� o mesmo de ontem � noite, mas num prato diferente.
Por vezes � melhor no dia seguinte.
Isso espero, porque adivinha uma coisa?
Amanh� vou faz�-lo "� l� rei".
Esta noite � "� l� rainha".
Posso trabalhar.
Quem cuidaria das meninas?
Sei que n�o � Nashville.
E sei...
...que n�o podia fazer o que fa�o sem ti.
O meu pai cuidou de n�s, eu cuidarei de ti.
E tudo estar� muito bem. Estar� bem.
Sim, � certo. Est� bem.
A este ritmo ficaremos sem c�es, Vivien.
Passaram tr�s meses e a �nica coisa que se aproximou foi a reforma.
As coisas s�o lentas �s vezes, sem importar o que quer.
Eu aproximo-me. Tenho trinta por cento menos satura��o.
Esse c�o apenas luzia azul.
At� levar o c�o ao mesmo estado do beb�, n�o podemos avan�ar.
Qual � o problema?
Quando uso constri��o, mata o c�o.
J� usei ligaduras de nylon, cinta umbilical, tecido conectivo.
Faz falta outro enfoque.
Muito bem, esquece a constri��o.
Tenta uma lobotom�a parcial. Retira ambos l�bulos do pulm�o direito.
Faz uma f�stula de art�rias �s veias...
...onde se aderem � parede m�dia da aorta...
...e a art�ria pulmonar.
Estarei no quir�fano.
� uma boa ideia, Dr.. Obrigado.
- Maldi��o! - Fizeste o que pudeste.
Como estava o seu f�gado, n�o tinha chance.
Eu sempre tenho chance.
- D�em-me a sua aut�psia. - Sim.
Carago!
Maldi��o!
- O que � isso? - O nosso respirador.
Estive revisando o parque de m�quinas.
N�o � bonito, mas funciona.
Sim � bonito.
Sabia que conseguirias. �s o �nico em quem confio aqui.
Suspeito que outros desfrutam pensando em ver-me falhar.
Mary!
- O que faz uma ambul�ncia l� fora? - Boa noite.
O General Cunningham necessitava ajuda com os soldados feridos.
E sou volunt�ria como chofer na base.
- Isso � maravilhoso. - N�o tanto.
Tenho muito tempo livre.
N�o se quis deitar?
N�o at� que tu viesses.
Sabes que me disse hoje?
Disse que quer ser uma paciente quando crescer.
Para poder ver o seu papi.
N�o me lembro de te ver usando um cintur�o de ferramenta...
...na tua festa de apresenta��o.
Acho que passaram...
...um par de semanas desde que cheguei antes das onze.
N�o, s�o 23 dias.
Sei como � a vida da esposa dum m�dico...
...mas sinto a tua falta.
Mudar�.
Penso que piorar�.
- Ol� Vivien. - Ol� Dr. Longmire.
- E o Dr. Blalock? - Ah, n�o est�.
N�o sei onde est�. Talvez no seu escrit�rio.
� um procedimento interessante. Jamais vi uma pin�a assim.
- � para trabalho em art�rias pequenas. - Onde a encontraste?
Armei-a com algumas coisas que estavam por a�.
Ah... J� estamos chegando. A-ha...
Nem sequer est�s a olhar.
� como quando chega a casa � noite, sabe?
Pode sentir a habita��o no escuro.
Parece-me imposs�vel.
Oh, n�o, n�o. Se eu consigo, voc� consegue.
Ver�, esta tira daqui...
...� a que d� trac��o para a sutura...
...porque necessita muita exposi��o para a anastomosis.
Quero trabalhar contigo alguma vez.
Bem, Dr. Longmire, est� bem.
As minhas rota��es nas urg�ncias come�am daqui a 10 minutos, mas virei na quinta.
Est� bem, tenha um bom dia, Dr..
- Harold? O que est�s a fazer aqui? - Estava na vizinhan�a.
A suprema corte, finalmente chegaram.
Passou muito tempo. Levas com este caso qu�, nove anos?
- N�o, n�o, doze anos. - Doze anos?
Muito tempo.
E diz-me, como foi?
Bem. Nove brancos, com grandes togas entraram primeiro.
Logo os do conselho escolar.
O nosso advogado, Thurgood Marshall, parecia solit�rio l�.
E sabes o que disseram no resumo?
Que j� que os professores de cor em Nashville viviam com t�o pouco...
...que deviam pagar-nos muito menos do que os professores brancos.
Mas deixa-me dizer-te...
Thurgood disse que nunca lhes permitiria safarem-se assim.
E levantou-se e disse ao advogado branco, "�s t�o convencido".
"Nunca leu a constitui��o?
"A maldita 14� emenda. A cl�usula de protec��o igualit�ria diz...
Que "um governo n�o pode discriminar baseado na ra�a".
Sim, Sr.. Na realidade foi bom.
Acho que fez correr o Conselho de Educa��o.
Bem. Boas not�cias, Harold. E se ganham, quando decidir�o?
Podiam ser meses, ou mais.
N�o sei, mas posso esperar. Depois de tantos anos.
Tantas chamadas que recebi � meia noite.
Um branco a dizer-me que me matavam se n�o deixasse essa demanda.
N�o, deves mostrar que n�o aceitas esse acordo.
Espera. Ouve-me se te digo que deixes este horr�vel lugar...
...e esse in�til trabalho.
Oh, Harold, o Dr. Blalock faz o mais que pode por mim.
Ah, n�o � suficiente.
Confia em que eu realize as experi�ncias sozinho. Estou aprendendo muito.
- Obrigado querido. - Ah, mas te compensa extra por isso?
Calma Harold, Vivien investiga coisas importantes.
Ah, mas esquece o que o av� nos disse.
Que lamentava ter actuado t�o agradecido por ser livre...
...pelo que na realidade n�o era nenhuma liberdade.
Eu sei. Lembro-me.
Ou�a, porque lhe serve comida extra? O que se passa comigo?
Nada que cuidar dos teus assuntos n�o cure.
Tens bata branca.
Mas �s um trabalhador classe tr�s, o mesmo que eu.
De facto, eu tenho dois anos de antiguidade sobre ti.
Eu ganho mais que tu.
N�o penses que �s um grande sujeito por aqui.
Desculpa amigo. Classe tr�s? O que significa?
Fala do n�vel de sal�rio.
E ah, e isto aqui? O que �?
Classifica��o do emprego.
O que � classe tr�s?
Manuten��o.
Sou t�cnico laboratorial, n�o pode ser.
Vivien Thomas.
Muito bem. Aqui est�.
"Vivien Thomas, classe tr�s".
Obrigado.
- Como est� o c�o? - O vaso est� a tolerar ligado.
Algum progresso?
Se matas esse, juro-te que descontarei do teu sal�rio.
J� terminei aqui.
Dr. Longmire, fecha por mim? Obrigado.
Oh, vamos Vivien.
SANIT�RIO - HOMENS DE COR
Brincava com o de descont�-lo do teu sal�rio.
Boa sorte. S� ganho 16 d�lares por semana.
- Por dias de 16 horas. - Pois, � o que podem pagar.
Aos trabalhadores classe tr�s.
Do que falas?
� a classifica��o do meu emprego.
O que importa como te digam?
Tu e eu sabemos o valioso que � o trabalho que fazes.
Se o meu trabalho � t�o importante, porque � que sou classe tr�s?
Dos graus debaixo do que fa�o em classifica��o e sal�rio.
N�o sei porqu�. N�o presto aten��o �s burocracias.
Entendo.
Ouve, em Hopkins n�o podes ser t�cnico sem t�tulo universit�rio.
- E aonde vais? - Arranjar uns degraus.
Temos trabalho que fazer.
Tenho a sua autoriza��o para ajudar o meu senhorio...
...para pagar a minha renda?
Dr. Blalock, pode vir por favor?
N�o vai acreditar nisto.
Olhe o ox�metro.
As gengivas est�o azuis, Dr.. Vivien conseguiu.
Desliga, Alfred.
Eu trouxe-o aqui...
Eu... Dei-lhe esta oportunidade.
N�o ponho a escala de pagamentos. N�o sei que mais posso fazer.
Talvez te sintas culpado.
Culpado? De que raios deveria sentir-me culpado?
De n�o envi�-lo � universidade.
Achas que devia envi�-lo a estudar?
Claro, porque n�o? Disseste-me que sonhava com isso.
- Mencionou uma vez. - Necessito que me ajude a mim.
Bem, acredito que h� um limite do que uma pessoa pode fazer.
Felicidades pelo c�o.
O aumento que sugeres, que t�o importante � isto?
Ele possibilita que eu esteja em muitos lugares ao mesmo tempo.
Tr�s um universit�rio bem treinado.
N�o, n�o posso. As suas m�os s�o importantes para mim.
� bom a seguir as minhas instru��es, melhorando-as...
Melhor do que qualquer que encontrei.
Assim que queres que "quebre" todo o regulamento administrativo...
...e ajude um assistente de cor?
Walter, o meu trabalho vai muito bem.
E preciso dele para continuar a minha investiga��o.
Posso contar com esse aumento?
Ol�, Clara.
Dr. Blalock.
Passe, Sr..
Obrigado.
Est� Vivien em casa?
Sim, pondo as meninas a dormir.
Sabe? Em treze anos, Dr. Blalock...
...n�o me lembro de ter vindo � nossa casa.
N�o me lembro de ter sido convidado.
Professor.
Aconteceu alguma coisa?
Sim, consegui-te um aumento, 25 d�lares extra por m�s...
sobre o que j� ganhas.
S�o 300 por ano. Ser� suficiente?
- E a minha classifica��o? - T�cnico cir�rgico, promoveram-te.
Promovido.
Desculpem.
Poder�s pagar a tua renda e focar-te na nossa investiga��o.
Vivien, no laborat�rio com Ponchos, o que fizeste?
O que sugeriu. Uma f�stula.
Cosi as veias e art�rias principais pelos lados...
...e pelos l�bulos pulmonares.
Criamos um beb� azul nesse c�o.
Ah sim?
J� temos o nosso modelo e podemos encontrar uma cura.
E ainda desfrutei muito por vir ver-te...
...te incomodaria se te instalassem um telefone?
Ah, n�o, nada.
Ah, obrigado.
Um desvio.
Perdoe Dr., o que � isso?
H� que criar uma rota para que o sangue oxigenado v� aos pulm�es.
E n�o tenho nenhuma ideia.
Lembra-se em Vanderbilt, quando investigamos sobre...
...como criar alta press�o nos pulm�es?
Sim, liguei a subcl�via � art�ria pulmonar.
Falhamos em ter sangue com press�o alta...
...mas conseguimos mais fluxo de sangue.
Fizemos justo o que a Dra. Taussig diz que necessitam estes beb�s.
� isso. Construamos um by-pass.
Redireccionando uma art�ria.
A art�ria sist�mica para a art�ria pulmonar.
Atrav�s dos pulm�es.
� um grande desvio mas se oxigenar.
Se trabalharmos do lado direito, temos uma vantagem.
Mas o nervo recorrente est� no caminho, e se o arruinamos...
- ... as cordas vocais paralisam-se. - E a car�tida est� aqui.
Podemos matar o c�rebro se a danificarmos.
Que confortante.
A subcl�via...
...h� que uni-la.
Depois da divis�o.
Cortando, debaixo da clav�cula.
Dobr�mo-la.
Num arco at� baixo.
Resistir� se a baixarmos quatro polegadas?
Se as suas m�os n�o se emocionarem muito.
Obrigado pelo voto de confian�a.
Ningu�m fez algo t�o dif�cil como isto.
Mudar o curso do sangue.
Farei que o azul seja rosa.
E a morte em vida.
N�o me interessa que diga isso.
Esta menina quer viver.
- Retractor. - N�o, sutura.
Podemos faz�-lo � minha maneira alguma vez?
Est� bem.
Sutura.
Incomodo-o se lhe mostrar algo, Dr.?
Obrigado.
Necessitas ajuda?
N�o, estou bem, obrigado.
Tenho que fechar a sutura da anastomosis muito bem.
OK, ali. � todo seu, Dr.
Sente a liga��o?
De certeza que fizeste isto, Vivien?
Isto � como uma cria��o do Sr..
Ou�am, ah, Sr. Saxon, Sr. a Saxon...
...sei que estas s�o �guas inexploradas.
H� riscos.
Mas acredito que encontramos uma forma de reparar o cora��o da sua filha.
Como?
Est� na base de Norfolk, certo, Sr. Saxon?
Sim, Sr..
Trabalho no Spencer, tento devolv�-lo ao mar.
� mec�nico, certo?
Sim, Sr..
Eu tenho trocado alguns tubos...
...que entram e saem do cora��o da sua filha.
- Apenas trocando os tubos? - Sim.
As art�rias que levam e trazem...
...o sangue do cora��o aos pulm�es...
...actuam como tubos.
E, tive �xito, mudando-as de lugar.
- � simples? - N�o, n�o � simples.
Nenhuma cirurgia o �...
...e esta opera��o tem complica��es especiais.
Mas acredito que valeria a pena.
Bem... Deixe-nos pensar, Dr..
Boa ideia.
Ser� mais dif�cil com um beb�.
Teremos que colapsar um dos seus pulm�es.
J� est� muito cian�tica.
N�o recebe bastante oxig�nio...
...e teremos que tirar-lhe a metade da fun��o pulmonar.
Fizeste as novas pin�as?
Trabalho nelas.
Que tal se desgarro o seu interior com a pin�a?
Tantas formas de falhar.
E cada segundo conta.
Um s� minuto � demasiado.
Um minuto apenas, de fluxo baixo de sangue ao c�rebro...
...um s� segundo de hemorragia...
Est� a dizer que n�o devo permitir que o doutor...
...realize um milagre para salvar a minha beb�?
N�o podemos exigir milagres.
Querida, Deus tem o seu plano.
Talvez dev�ssemos aceit�-lo.
Mas estava muito feliz quando estava gr�vida de Eileen.
N�o tive bastante tempo. Porque n�o pode Deus deixar-me conhec�-la?
E n�o quero estar contra ele.
Mas, porque n�o pode ser seu plano...
...deixar que este m�dico lhe salve a vida?
Professor Blalock.
A Sra. Saxon disse-me que planeia operar a sua beb�.
- Viu essa menina, Dr.? - Visito-a todos os dias.
E mesmo assim vai em frente? Teve sucesso no laborat�rio?
Claro, efectuei o desvio com �xito num c�o faz duas semanas.
N�o posso imaginar que v� proceder baseado no seu �xito com um c�o.
Quantas pessoas salvou?
O que me diz � que efectuar� uma experi�ncia...
n�o uma opera��o?
O meu instinto diz-me que a natureza enganou-se e posso arranj�-lo.
Quer ver o que fiz, Padre?
Agora o meus instintos dizem-me que talvez deva voltar outro dia.
O qu�? A sua busca de gl�ria � v�, arrogante.
� preciso arrog�ncia para operar algu�m e salvar-lhe a vida.
N�o tenho d�vida. Mas se interv�m com a vontade de Deus...
...violando a pureza dum cora��o inocente...
...os pais, n�o voc�, Dr., carregar�o a culpa.
Talvez Deus esteja, como voc� diz, a tratar de levar esta menina.
Mas eu n�o.
Rebentou-se.
Brilha como um choque de comboio.
O que te aconteceu Ponchos?
- Talvez seja hora de parar, Dr.. - N�o.
Usamos o vaso errado?
O que raios aconteceu aqui?
Vivien, acorda.
Acorda. Est�s bem.
Tranquilo, menino.
- � um pesadelo. - Oh, por Deus.
Onde raios estiveste, Vivien?
Tive um sonho sobre uma mulher branca.
Bem, talvez devas guard�-lo para ti.
N�o.
Sabia que era Eileen Saxon, j� era adulta.
Estava sentada numa esquina. Estava a tecer...
...e falou com voz de beb�...
...e caiu morta. Eu n�o pude ver...
...mas soube no meu interior que tinha cora��o de beb�.
- Apenas caiu morta. - O que raios tem isso que ver com...?
As suturas n�o cresceram.
Ao fazer a cirurgia a Ponchos, pesava dez libras. Aumentou at� vinte.
Desfizeram-se.
Enganei-me. Fechar bem a sutura n�o serve.
� preciso uma nova t�cnica de sutura.
Cont�nua na parede do fundo, e interrompida na parede frontal.
� o que faz falta.
E assim, os pontos poder�o crescer.
Sessenta e cinco por cento de oxigena��o.
Est� a deteriorar-se muito r�pido.
Ter� tempo de praticar a opera��o?
H� que continuar.
- E a nova t�cnica de sutura? - Usarei amanh�.
Ou�am, t�m que ver isto.
Vivien Thomas est� a operar, assistido pelo chefe de cirurgia.
Empurra a veia interior.
Um arco grande, lento.
N�o posso ver. Podes ver, Vivien? Podes ajustar a l�mpada?
As pin�as ainda resistem?
- Sim. - Sem se torcerem?
N�o.
Agora a parte dif�cil.
Suturas continuas na parede do fundo...
...interrompidas na frente.
A tirar a garra.
Vamos, menina.
Vamos, por favor.
Isso a�, um pouco mais.
Pude sentir o fluxo aos pulm�es.
Helen, diz aos Saxon que operaremos.
C�us, claro.
Estar� pronto.
Sim, agora que vi o professor, trabalhando.
Mestre dos c�es.
Teu pai deve estar orgulhoso.
Acho que est�.
O meu s� estava orgulhoso se eu pudesse mexer as orelhas.
Acho que estar� orgulhoso quando opere.
Est� morto.
Acho que os mortos est�o sempre connosco.
N�o podem separar o passado do futuro...
...mais do que voc� pode separar o seu bra�o esquerdo do direito.
Ah, mas ver�s, est�o separados...
...por isto, pelo cora��o.
Ou conectados.
Ou conectados.
"Nolitangere": N�o tocar.
N�o tocar no cora��o.
Vamos mudar este antigo mito doutrinal...
neste hospital. Quem quer assistir?
Dr. Swedlin?
Dr. Philmore?
Dr. Cooley.
E Dr. Longmire.
Obrigado.
Est�s a p�r a tua reputa��o em risco.
Acalma-te Walter, isto n�o � a grande �pera.
N�o � o primeiro mandamento dum m�dico: "N�o fazer mal"?
O que dizes?
Adia a opera��o at� que tenhas mais experi�ncia.
Est�s a assinar a senten�a de morte dessa beb�.
- N�o serei eu quem vai fazer isso. - Mas v�o arruinar-te.
Walter, vou oper�-la amanh�.
Apressas isto...
...porque n�o queres admitir ante esses pais...
...que falaste muito cedo.
Deves ir dormir.
J� tentei.
Posso levar-te ao hospital amanh�?
Obrigado.
Seria muito �til. N�o confio em mim ao volante.
Al, qualquer um estaria nervoso.
N�o � isso.
S� estava pensando num coment�rio que fizeste.
Disseste que eu parecia ser selvagem...
...no apenas ambicioso.
Mas pergunto-me se a minha ambi��o n�o me tornou louco.
Dra. Taussig, Professor.
Eu s� queria desejar-lhes boa sorte a todos.
Obrigado, Vivien.
Obrigado, Vivien.
Bloquearemos a art�ria pulmonar dessa menina por trinta minutos.
Enquanto que a sua press�o sangu�nea n�o baixe de sessenta, acredito que estar� bem.
N�o acredito que possa sobreviver mais tempo.
- N�o � certo, Dr. Harmel? - N�o abaixo de sessenta, assim �.
Dr. Blalock, est�o prontos.
Dr..
A� vem.
Dr. Longmire.
O que est� a acontecer?
N�o o chamaram.
- Porque n�o? - � a pol�tica do hospital.
Chame Vivien Thomas imediatamente.
Dr. Blalock, que se passa? O que sucede?
Est� tudo bem. N�o o repetirei. Chame-o.
- S� podemos chamar os m�dicos. - D�-me isso, maldi��o.
Vivien Thomas, chamando Vivien Thomas.
Requer-se a sua presen�a no quir�fano agora. Vem correndo ouviste?
Este � Blalock.
- Obrigado. - Boa sorte.
C�us.
Depressa. Lava-te.
- Lavar-me? - Entrar�s comigo.
Procura qualquer coisa para o Sr. Thomas se apoiar?
Para qu�, Dr.?
Tu me dir�s o que fazer. Agora lava-te.
O que est� a fazer aqui?
- Que raios � isso? - Verei o que se passa.
Quer que rezemos?
Esque�a. Ele n�o me escutar�.
Dr. Blalock, permite-me?
- Pode voltar aos seus deveres. - Estes s�o os seus deveres.
- J� podes ver? - Sim, Dr..
Acho que podemos come�ar.
Muito bem. Vamos faz�-lo.
Tudo correr� bem. Estar� bem.
Tamb�m voc�s.
Cortando o mediastino pleural...
...desde a art�ria pulmonar esquerda.
Ao �pice do espa�o pleural.
Seccionando a art�ria pulmonar.
At� ao fundo do mediastino.
Assim est� bem, Vivien?
Muito bem.
A pin�a angular direita.
Muito bem, acredito que resiste.
Pode liberar a art�ria subcl�via esquerda?
Isso acredito. Press�o sangu�nea?
Setenta, baixando.
N�o mexam essa l�mpada.
E agora...
- Estou cortando a... - Cuidado.
- Pin�as. - N�o as alcan�o, Dr..
Tenho-a. Hemorragia controlada.
Pode ver, Dr.?
Na verdade n�o. Enfermeira.
Por amor de Deus, N�o pode ver as minhas orelhas?
Lamento, Dr..
Sutura.
- Press�o sangu�nea sessenta e oito. - Sim, em frente.
Pin�a.
Sim, trac��o na sutura.
Muito bem. Agora I pin�a que Vivien fez.
- Que pin�a? - A que est� a�.
Justo a�, sim.
Estamos prestes a ligar o desvio.
Press�o sangu�nea sessenta.
N�o, cinquenta e nove.
Eu sei, falta pouco.
Agora, interrompida � frente.
Muito bem, Dr.. S� um pouco mais.
Retirando a pin�a.
- Vejo um pouco de sangue - Sim, sim, tamb�m vejo. Sutura.
- N�o, Dr., do outro lado. - Sim, sim.
Bem, bem, corte agora.
Hemorragia controlada.
Estou palpando a conex�o.
O que sente?
N�o sei se o sangue est� fluindo pelo desvio.
� muito pequeno para sentir alguma coisa.
Dr. Blalock, tem que ver isto.
Por Deus.
A press�o sangu�nea aumenta.
Evacuem o sangue da cavidade do peito.
Ponham o tubo no peito.
Re-inflamos o pulm�o esquerdo com oxig�nio?
Pronto para o fecho.
Quem teria acreditado?
Cirurgia card�aca. E fizemo-la justo aqui em Johns Hopkins.
- Obrigado, Dr. Blalock. - Muito obrigado.
Sabia que conseguirias.
- Grande opera��o, eh? - Surpreendente.
Essa menina tinha muitas poucas chances.
Era preciso um grande cirurgi�o para salv�-la.
Tive sorte de ter esse negro a� com ele.
Thomas, sim salvou-lhe o coiro.
Gostaria de v�-lo a tent�-lo de novo.
Fizeste bem a�, Vivien.
Obrigado.
Realizou uma excelente cirurgia, Dr..
Sim.
Acho que o fiz.
Por favor. Entendo, mas � um hospital.
Podem manter a voz baixa por favor?
Entendo como devem sentir-se todos...
...mas, estamos preocupados com meninos de todo o pa�s...
...e s� h� um m�dico para fazer estas opera��es.
Assim que se pudessem ir aos escrit�rios...
...eles podem acomodar a todos no programa do Dr. Blalock...
...o quanto antes.
Entendem? Lamento muito.
Fazendo a primeira incis�o.
- Est�s aqui, Vivien? - Sim, aqui estou.
Obrigado pela oportunidade de observ�-lo, Dr. Blalock.
� um honra, Dr..
Uma vez mais, excelente trabalho, cavalheiros.
Obrigado, Helen. Permitam-me apresentar os meus colegas...
...a Dra. Helen Taussig, Vivien Thomas.
Ele � o Dr. Craford, de Estocolmo...
...e o Dr. Petrovsky de Leningrado.
Gosto em conhec�-los.
Deu um grande valor aos cirurgi�es do mundo com a sua fa�anha.
Vindo de t�o eminente cirurgi�o como voc�, � um grande elogio.
Foi um grande prazer conhec�-la, Dra. Taussig.
- Obrigado. - Dr. Thomas.
Chame-me Sr. Thomas, ou Vivien.
N�o � m�dico?
Oh, n�o, s� trabalho aqui com o Dr. Blalock.
Pod�amos ter por favor a todos os m�dicos que participaram...
...na opera��o do beb� azul, nesta toma?
H� uma jovem mulher que vem desde os Apalaches com o seu filho.
E acredito que os seus n�veis s�o bastante maus para operar j�.
Fala com a Dra. Taussig sobre a prepara��o do mi�do.
Girem todos e olhem para o centro, por favor. Como o Dr. Longmire.
- Helen. - Muito bem.
Obrigado, agora foquem a vossa aten��o aqui, por favor.
Sorriam, olhem para aqui. Aguardem.
Bem. Agora se pud�ssemos ter uma consigo sozinho, Dr. Blalock.
Muito bem, Sr.. Olhe aqui, por favor.
Aqui vamos, Dr..
Agrade�o-lhe muito.
DR. ALFRED BLALOCK UM HER�I DO CORA��O
Muitas fotografias lindas. T�m sempre lindas fotografias.
Que n�o estejas nas noticias n�o significa que n�o estiveste a�, Viv.
Volto j�.
Belvedere
Um homem que � em tudo um pioneiro...
...um jogador que corre os riscos correctos...
...que resgatou vidas incont�veis com o seu trabalho no choque traum�tico...
...e chegou a desafiar a comunidade m�dica inteira.
...a reconsiderar um antigo tabu...
...ao realizar a primeira cirurgia card�aca do mundo.
Agora sem ter vergonha de mim mesmo, quero apresentar-lhes...
...o homem que inegavelmente deu um toque de rosa...
...�s faces dos outros.
O Dr. Alfred Blalock.
Obrigado, sinto-me honrado.
E mesmo agradecendo...
...pelas muitas coisas que me deram na minha vida...
Talvez o maior presente tenha sido o apoio...
...dos meus colegas neste �ltimo ano.
Meu bom amigo, Walter Dandy.
Os muito brilhantes colegas que me assistiram na nossa opera��o.
A Dra. Helen Taussig...
...o Dr. William Longmire...
...o Dr. Denton Dooley...
...Dr. Mel Harmel.
E parece-me...
...que um grupo de pessoas n�o podia ter conseguido...
...tanto em t�o pouco tempo sem um grande esfor�o unificado...
Este esp�rito de explorar novos terrenos...
...juntos.
Para aumentar o alcance da medicina, � algo que deve ser valorizado...
...sem permitir que chegue a morrer.
Que raios � isto?
Necessito fazer algo diferente.
E o nosso trabalho?
Tem todas essas pessoas a quem agradeceu.
Do que est�s a falar?
O Hotel Belvedere.
O Belvedere usa segrega��o. Estavas a�?
Entrei, como um borra-botas.
Tudo isto por causa disso, de se misturar com os poderosos?
Vivien, jamais te aceitar�o dentro do seu clube.
� ing�nuo pensar outra coisa. Queres parar com isso?
N�o falava deles. N�o falava de Hopkins.
Falava de si.
Eu?
Mas sempre lutei por ti com todos.
Trouxe-te em cada passo do caminho comigo...
...e agora queres esquecer tudo isso? Porqu�?
� a forma de mostrar a tua gratid�o?
N�o sei, diga-me o Sr., Dr..
Vivien, deves estar orgulhoso de que tens o poder na tua mente...
...e no teu cora��o.
- E na minhas m�os. - Exacto. Nas tuas m�os.
Fizemos hist�ria juntos.
Mudamos o mundo.
O mundo.
Sou invis�vel ante o mundo.
N�o me importa, eu entendo.
Pensei que era diferente aqui.
Sr. Thomas, estou algo confundido.
Voc� quer cr�ditos universit�rios de Morgan State...
UNIVERSIDAD MORGAN
...sem ir �s aulas?
Ah, em certos cursos.
Farei o exame. Farei o final...
Qu�mica, bioqu�mica, ci�ncias, f�sica.
Tamb�m posso obter cr�dito por mat�ria que j� conhe�o.
Necessito terminar um pouco mais r�pido...
...para poder entrar na escola m�dica.
Assim que na realidade participou...
...em toda esta inovadora investiga��o, Sr. Thomas?
Sim, participei.
Temo que isto n�o funcione assim.
Ter� que come�ar com o b�sico em linguagem.
Ci�ncias sociais, ah, talvez a�.
Eu n�o... N�o tenho tempo para isso.
Tenho trinta e cinco anos.
Ah... Est� dizendo que tenho que come�ar desde o princ�pio?
Pois, sim, Sr. Thomas. Temo que isso � facto o que digo.
Pensei que esta institui��o outorgava oportunidades �s gentes de cor?
Tenho esposa, duas filhas jovens.
E trabalhei no meu campo por mais...
...de quinze anos j�. Ah, venho de Nashville, e vim...
DOUTOR JOHNSTON, M�DICO CL�NICA GERAL
E que posso fazer por ti?
Ah, chamo-me Vivien Thomas, e trabalho para a companhia Ralph Qinton.
Temos uma linha de produtos, ah, em particular anti-�cidos.
J� temos anti-�cidos.
Sim, bom estes anti-�cidos tamb�m bloqueiam o refluxo gastro-esof�gico...
- Ah, sem efeitos secund�rios... - Vivien Thomas.
O tipo dos beb�s azuis?
Um paciente meu trabalha no hospital, falou-me sobre ti.
Hopkins est� muito agradecido ao que fizeste por eles...
...e bom, aqui est�s.
Caramba, eu... Eu n�o tenho nada contra o hospital.
S� trabalho a medicina de forma diferente agora.
A ver que outras linhas tens.
Pois sim, temos p� efervescente aqui...
William. Olha quem chegou.
- Ol�. - Cumprimentem a av�.
Oh por Deus, oh por Deus.
Olha que linda menina. Olha.
Deixem de correr a� em cima, e lavem as m�os, e tr�s a tu irm� para baixo.
E tenham cuidado na escada.
Bem, novidades da constru��o?
Continuo a pedir. "Thomas e Thomas".
Com a procura de constru��o, podemos triunfar.
Agora ele sabe que n�o posso cortar nem t�bua.
- Sim, � a verdade. - Sim, pap�.
Eu vi que aquela caixa de correio estava um pouco inclinada.
Ainda n�o entendo porque deixaste de ensinar.
Ah, na realidade nunca gostei das salas, Clara.
Muitas crian�as.
Mas lutaste tantos anos, e ganhaste o caso, e...
Exacto.
E renunciar agora significa que apenas desperdi�aste muito tempo.
N�o
Eu n�o acredito que seja uma perda de tempo.
Ah, se o Harold n�o estivesse a fazer o que fez...
...ainda havia muitos professores de cor a ser enganados.
Escutem, aposto que puseram o seu nome a uma escola.
Sim, a Harold Thomas High.
- A Harold Thomas High. - Sa�de.
N�o, esses professores jovens, n�o sabem nada sobre essa greve.
S� recebem o seu pagamento igual ao dos brancos.
E Harold, est�s cheio de desculpas.
N�o h� necessidade de esperar que o mundo te agrade�a, Harold.
Esse autocarro nunca mais vem.
- Estou de acordo. - N�o estou esperando, pap�.
Apenas procuro algo que me emocione tanto...
...como te agrada pregar pregos.
Ouve Viv, est� a dar o Jeopardy.
S� mais um minuto.
Est�s bem?
Estou bem.
O est�mago d�i-me um pouco, mas estou bem.
Porque n�o tomas um dos teus comprimidos anti-�cidos?
� teu irm�o?
Sinto a falta dele. Ao velho Harold.
Parece perdido agora.
E eu a ti.
Ainda tenho a minha cabe�a no laborat�rio.
N�o � s� a cabe�a, Viv. � o teu cora��o.
N�o sei o que devo fazer, Clara.
Acho que me envergonhei muito.
N�o posso voltar a� com o rabo entre as pernas.
� onde pertences, Vivien Thomas.
Assim voltar l�, depende de ti.
Sim?
Dr.. Bom dia.
Que tal a sua viagem pela Europa?
Bem, foi muito gratificante...
...ver como o mundo se preparou...
para este momento.
O que posso fazer por ti, Vivien?
Enganei-me...
...e quero recuperar a minha posi��o.
Bem, e em que forma ser� diferente?
Continuo a ser o mesmo e pretensioso bastardo.
N�o � por si.
� o trabalho.
Gosto do trabalho.
PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS
COMIT� DO DIA DO VIETNAM
PAZ NO VIETNAM - SAIAM DO VIETNAM
MULHERES PELA PAZ
VAMOS TRIUNFAR
CIDADANIA DE PRIMEIRA CLASSE DIREITOS IGUAIS
Sr. Thomas, tenho um animal a entrar em choque aqui.
O que fazemos Sr.?
J� tratou de prender a parte lateral do �trio?
F�-lo.
- Com cuidado. - Sim.
Muito bem j� est� pronto, Dr..
- Muito bem. - Obrigado.
102- VIVIEN THOMAS DIRETOR DE LABORAT�RIOS
J� come�ou...?
Havia um mensagem para si, Sr. Thomas. O Dr. Blalock queria v�-lo.
Lamento. Quer...
- ... diz-lhe que o verei... - Est� quase a retirar-se hoje.
Ah, querida chamo-te depois. Muito bem.
E as tuas filhas?
Oh, est�o bem. Est�o muito bem. Theo est� em Morgan State agora.
- Oh, deves estar feliz. - Sim. Sim.
Como est� o Sr.?
Tive a desafortunada experi�ncia de ser posto nas m�os dos cirurgi�es.
Tem algo em mente, Dr.?
Sim, Columbia fez-me uma oferta para ensinar...
Mas queria falar contigo primeiro.
Na realidade gostava que viesses comigo.
Conhecem o teu trabalho. Podias por as tuas condi��es.
� dif�cil imaginar estar l� sem ti.
Agrade�o-lhe que tenha pensado em mim, Dr..
Acho que devo continuar aqui.
Podemos fazer grandes coisas l�. N�o seria divertido faz�-lo uma vez mais?
Uma vez mais.
Gosto do que fa�o.
Ensinar, ajudar as pessoas aqui. Trabalhar com m�dicos jovens.
Gosto de estar em Hopkins.
Sim, acredito que tens os teus pr�prios assuntos em andamento aqui agora.
Reconhe�o este homem.
O homem se v� muito distinguido a� em cima.
Caramba, obrigado, Vivien.
- Isso foi faz tempo. - Claro. J� sinto os anos.
Sim. Sim.
Tamb�m eu, doc.
Sabes, Vivien?
Dizem que na realidade n�o viveste...
...se n�o tens muito que lamentar.
Eu lamento...
...lamento algumas coisas.
Mas acredito que n�o devemos recordar o que perdemos...
...mas sim o que fizemos.
Todas as vidas que salvamos, e assim foi.
Salvamos muitas, n�o � verdade, Vivien?
Assim foi. Assim foi.
N�o.
Vivien, sou Helen.
Lamento dizer-te...
...que, o Dr. Blalock faleceu enquanto dormia.
E, vemos isso cada dia, mas n�o torna mais f�cil, certo?
Lamento muito.
Este dia, honramos algu�m...
...que nunca foi a uma aula numa escola m�dica...
...e ainda assim, tornou-se um dos nossos melhores professores de medicina.
Este indiv�duo ajudou a mudar a forma como entendemos...
...como funciona o cora��o humano, para sempre.
E agora � um honra ler que...
..."a junta directiva desta, a Universidade Johns Hopkins...
...em considera��o a um inovador cientista...
...um professor substituto, e um t�cnico cl�nico muito h�bil...
...outorgou este dia, este t�tulo honor�rio em medicina...
...ao Sr. Vivien Thomas. "
Felicidades, Dr. Thomas.
Obrigado, Dra. Taussig.
N�o estou habituado a ser o centro das aten��es.
Assim que ser posto na posi��o...
...na que me encontro agora...
...torna-me muito humilde...
...e algo orgulhoso.
Quando deixei o meu martelo e a minha serra...
...h� quarenta anos...
...e me ofereceram a oportunidade de trabalhar com um jovem cirurgi�o...
...n�o fazia ideia...
...de que podia deixar uma marca numa institui��o t�o prestigiosa como esta.
N�o tinha ideia de que...
...faria alguma contribui��o no campo da medicina...
...que me mereceria este tipo de reconhecimento.
Deixem-me apenas dizer obrigado a toda a minha fam�lia...
...e a todos os meus amigos que est�o aqui...
...e a todos os meus amigos que n�o est�o aqui.
Agrade�o-lhes muito.
Esta tamb�m � uma ocasi�o especial...
...para poder revelar o teu retrato, Vivien.
Chamando Dr. Thomas. Dr. Vivien Thomas � sala do conselho.
A opera��o pioneira do "beb� azul" em Johns Hopkins...
...abriu o campo da cirurgia card�aca.
Hoje nos Estados Unidos realizam-se mais de 1.750.000 de cirurgias card�acas por ano.
Legendas ripadas por: razor2911 Sincroniza��o: remasta
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