Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Anuncie seu produto ou marca aqui fale com www.OpenSubtitles.org hoje
E Sua M�e Tamb�m
Promete que n�o vai transar com nenhum italiano.
Porque diz isso?
- Ou com um hippie americano? - Que nojo!
- Talvez um francezinho bonitinho? - N�o!
Que tal um mexicano porco
que vende pulseiras na rua?
- Tenoch! - Com ningu�m.
� claro que n�o vou transar com ningu�m.
- Promete. - Prometo.
O que foi?
- Voc� sabe. - Sei o qu�?
Eu prometo...
... que n�o vou transar com nenhum...
... chin�s!
- N�o t� brincando! - N�o confias em mim?
- Sim. - Ent�o?
- Promete. - Ent�o e voc�?
- Tamb�m prometo. - Prova.
Juntos.
Um... dois... tr�s...
Prometo...
... que n�o vou...
... transar...
- Com uma brasileira! - Alem�o!
- Argentina! - Polaco!
- Venezuelana! - lrland�s!
- O teu pai! - O que � isso?!
A m�e de Ana, uma francesa divorciada,
dava aulas na Escola de L�nguas para Estrangeiros.
N�o era contra o fato de o Tenoch dormir com a filha dela.
Mas o Julio era diferente. S� podia estar com a Cecilia at� ao jantar
e tinha de voltar de manh� para acompanhar a fam�lia at� ao aeroporto.
O pai da Cecilia, pediatra especialsta em alergias,
achava que a rela��o da filha com o Julio tinha ido longe de mais.
A m�e dela, psic�loga lacaniana, via as coisas de maneira diferente.
Acreditava que a rela��o deles era inocente.
N�o posso crer. Ela n�o sabe do passaporte!
Vai perder o avi�o!
Julio, vem c�! Ajuda-me a procurar o passaporte!
V� l�! Estamos com pressa!
Porque ainda n�o foi buscar o carro?
- R�pido, fecha a porta! - E o teu passaporte?
Est� aqui, est�pido!
Anda, querido. Vai embora!
Que bela despedida!
Vai sair esta noite?
De jeito nenhum, querida.
Vou sentir muito a tua falta.
- Temos de ir andando, Cecilia! - A tua m�e!
Vem! Quero levar um pouco de voc� comigo!
O avi�o vai descolar sem voc�.
Anda! Anda!
Encontrou o passaporte?
- Encontrei! - �timo!
- Oi, Maru. - Oi.
- Onde est� o Esteban? - N�o o tenho visto, Nicole.
Vamos fazer o check-in, Ana!
Qual � o problema?
Detesto despedidas.
Porque n�o v�o embora e pronto?
Vou sentir a falta dela, mas isto � de mais.
- Tudo bem, rapazes? - Ol�.
- Por que voc� est� t�o p�lido? - Esquece.
- Princesa! - Papai, voc� veio!
O pai da Ana era jornalista que recentemente havia se tornado pol�tico.
Trabalhava para o governo da Cidade do M�xico
como Diretor de Log�stica no Minist�rio da Cultura.
Apesar de gostar do Tenoch, com freq��ncia entre os amigos de partido,
mas nunca na frente da sua filha, se referia a ele como "o rapazinho"
- Estou querendo entrar no avi�o! - Eu j� queria estar l�!
- N�o quero que voc� v�. - Vou sentir muito a tua falta!
N�o quero ir, fofinho.
Que cheiro de p�o.
Nojento! Sai daqui!
Espero que gostes do meu presente de formatura!
Vai pro inferno!
P�ra com isso! N�o seja infantil.
O teu velho ficou chateado?
N�o! Ficou puto!
Se eu n�o passar pra Economia, me tira o carro!
Ficar sem um carro
por causa de um curso?
Odeio os economistas!
Esses anormais que me chupem o pau!
Voc� um idiota.
Vai se fuder! Vou ser escritor. Muda para Literatura comigo!
N�o, eu passo!
Que merda de tr�nsito!
Aposto que a minha irm� est� em outra merda de manifesta��o.
Est�o no direito deles, Charolastra.
E eu estou no direito de xingar por atrapalharem o tr�nsito!
Acho que sim.
Mas as meninas da esquerda s�o boas, amigo.
Completamente.
Voc� passou perfume??
Puta merda, seu porco!
Abre a janela!
Naquele dia, realizaram-se tr�s manifesta��es em lugares diferentes da cidade.
No entanto, o engarrafamento daquele dia fora causado por um pedestre atropelado:
Marcelino Escutia, um pedreiro de Michoacan.
Marcelino foi atropelado por um carro em excesso de velocidade.
Nunca tinha usado a ponte para os pe�es pois a sua localiza��o
obrigava-o a andar mais dois quil�metros at� a constru��o onde trabalhava.
A Cruz Vermelha levou o seu corpo n�o identificado para o necrot�rio.
Levaram quatro dias pra reclamar o corpo.
Tenoch Iturbide era o segundo de tr�s filhos
de um economista formado em Harvard,
Secret�rio de Estado,
e de uma dona-de-casa que frequentava cursos e pr�ticas exot�ricas.
Os pais quiseram dar-lhe o nome de Hern�n,
mas nasceu no ano em que o pai se juntou ao partido do governo
e, influenciado por um nacionalismo repentino,
optou por dar ao filho um nome asteca: Tenoch.
Depois eu enrolar isso aqui, a gente vai ficar doid�o.
Trouxe umas coisas de S�o Francisco.
- Bala de primeira! - S�rio?.
Se a Miriam vier, eu mordo os peitos, e meto nela, pendurada pelas orelhas...
A Miriam � muito gostosa!
Ela tava esfregando a bunda em mim...
...na festa do Rata.
S�rio, ela � uma piranha.
A que eu quero agarrar � a filha do Shorty.
Tem uns peitinhos...
Ela � muito gostosa!
Aqui dentro n�o, meu. Vamos para a torre.
- Porque n�o aqui? - Eles v�o sentir o cheiro, idiota!
Pegajosa...
Um pouco �spera...
� Crons?
� hero�na. � como a do Cheech & Chong.
- Tenoch! - Se esconde!
Oi, Sra. Iturbide. - Oi, Julio, como voc� est�?
- Oi, m�e. - Oi, querido.
O que foi? Est�o muito estranhos.
Est�o tristes? Deve por causa das meninas.
N�o se preocupem. Elas n�o foram embora de verdade.
As auras de voc�s est�o conectadas.
Julio, voc� vai no casamento da Jessica?
� claro! N�o perderia uma coisa dessas.
Tem que ir muito bonito. O Presidente vai estar l�.
Larga esse cigarro, Tenoch.
Boa noite, senhora. O seu jardim est� lindo.
N�o sabia que estava aqui, Saba.
Eu estou em todo lugar.
Naquela noite, o Julio e o Tenoch consumiram �lcool,
maconha e ecstasy, importada de S�o Francisco,
e fracassaram nas suas estrat�gias de conquista.
Tinham medo que este fracasso marcasse a sorte para o resto do Ver�o.
�s 4 horas da manh�, o Julio vomitou na rua.
Cerca das 5h, o Tenoch quebrou um farol do carro chegando em casa.
Nessa mesma noite, Saba teve a sua primeira experi�ncia de sexo em grupo.
Uma semana se passou, e para Julio e Tenoch o t�dio virou rotina.
O pai do Tenoch era acionista de um clube de campo,
por isso o filho tinha acesso �s instala��es �s segundas-feiras
quando o clube estava fechado para manuten��o.
Um, dois, tr�s!
Voc� n�o tem ritmo. Por isso � que fica sem f�lego.
Como se voc� fosse profissional. Me ganha por menos de dois metros.
Dois? Eu diria dez!
- Talvez quatro. - Ficamos pelos oito.
Voc� � um merda.
Posso ser um merda,
Mas voc� tem um pau horror�vel.
Parece um bal�o sem ar.
Ent�o enche, idiota!
Sai daqui, viadinho!
- V� l�, sopra o bal�o! - Sai daqui!
Seis, sete, oito, nove, dez, onze...!
Tem mais guarda-costas do que convidados.
Conta! A fam�lia Perez trouxe dois, os Guerreiro, tr�s...
... dois s�o do patr�o do meu pai...
... e uma porrada deles veio com o Presidente.
- N�o se esque�a, Herm�nio. - � o meu motorista.
Mas ele anda armado, meu.
Bela tentativa. Acho que o seu filho est� com os copos.
V� l�, pai, eu j� cumprimentei o Presidente.
Os filhos dos Gonzalez est�o te procurando.
Seja simp�tico com eles. � importante.
Claro, pai.
Os Gonzalez! Lembra daquela menina gorda?
Como est�, querido?
Que cambada de idiotas, n�o acha?
Rum com Coca-Cola, mas pouca Coca-Cola.
Lembra do teu primo? Ele tamb�m quer ser escritor.
Acho que voc�s t�m muito que conversar. Sa�de!
� doida.
Na �ltima vez que nos vimos, voc� tava chorando
porque perdeu uma Tartaruga Ninja.
- Era um Thundercat. - Ah, claro, era um Thundercat.
Ent�o quer ser escritor? E contar hist�rias de meninos ricos?
N�o, de idiotas como voc�.
Escrever no segundo grau � uma coisa. Fazer literatura � outra.
- E quando come�a? - J� leu um livro meu?
- Li as cr�ticas. - Os cr�ticos s�o uns babacas.
Alejandro Montes de Oca, o "Jano", era sobrinho da m�e de Tenoch.
O pai morreu quando ele tinha tr�s anos e foi criado pela m�e.
Fugiu da saia da m�e indo estudar no estrangeiro.
Tinha acabado de voltar,depois de dez anos morando fora do pa�s.
Pensa bem. Pensa muito bem. Quer mesmo ser escritor?
� f�cil ser escritor, mas ser um bom escritor...
pra ter um bom trabalho leva-se uma vida inteira.
Este � o meu primo, o escritor.
N�o se trata apenas de disciplina e t�cnica.
Voc� tem que criar o teu pr�prio estilo.
E pra isso se precisa ter vivido e amadurecido na viv�ncia.
E, voc� Tenoch, sinceramente, o que j� viveu?
E voc�, o que j� viveu?
Caramba!
Perd�o! Perd�o!
Quero agradecer a todos
pela nobre presen�a nesta humilde comemora��o.
Especialmente, ao Presidente da Rep�blica e � sua esposa encantadora
que vieram compartilhar conosco
deste momento importante para todos n�s apesar da agenda complicada que todos sabemos que t�m.
�, certamente, uma mostra da vossa enorme mod�stia.
Diante de t�o distinta presen�a, e diante de todos voc�s,
gostaria de desejar aos noivos a mais absoluta felicidade.
- Oi, muito prazer. - Oi.
- Oi. - Como vai?
N�o acha isso tudo um saco?
- N�o. - Nem um pouquinho?
Bem, um pouquinho.
- De onde voc� �? - De Madrid, em Espanha.
Caramba! O que t� fazendo aqui?
- O meu marido � da fam�lia. - Da parte do noivo ou da noiva?
Da parte da noiva.
Viu o que fizeram com o meu terno?
Grande sacana!
Luisa Cort�s � orf� desde os 10 anos quando seus pais morreram em um acidente de carro.
Desde ent�o cresceu com sua tia-av�, solteirona franquista, que adoeceu
e de quem Luisa tomou conta nos �ltimos cinco anos de vida.
Luisa viveu com ela at� aos 20 anos, quando se casou com Jano.
Meses depois, a tia morreu e Luisa perdeu todo o v�nculo familiar no mundo.
- O que aconteceu? - Foram aqueles dois fedelhos.
N�o pode se encontrar com o Presidente nesse estado.
Um pouco de sal tira a mancha.
- N�o, precisas de outro terno. - Um pouco de sal.
Vem comigo!
Toma, segura isso. Fica de olho na minha m�e.
Aquele � o teu marido?
- �, porqu�? - Por nada. Ele � meu primo.
- Como te chamas? - Tenoch.
�s o pequeno Tenoch?
Eu te conheci quando vim ao M�xico, antes de me casar.
Voc� estava chorando porque queria um Thundercat, ou algo assim...
Que boa mem�ria! Quer um cigarro?
Obrigada. Meu Deus, j� est� um homem.
Obrigado. H� quanto tempo voc� est� aqui?
Quase um m�s. O Jano tem uma confer�ncia na Universidade.
Planeja fazer alguma viagem?
O Jano vai para fora para um almo�o de neg�cios,
mas eu fico para arranjar a casa e procurar emprego.
Mas se tivermos tempo, claro que adoraria ir � praia. E voc�?
- N�s vamos � praia. - A Puerto Escondido, n�o �?
- O Jano diz que aquilo � lindo. - N�o presta para nada.
- N�o � lindo? - Um bando de hippies
e surfistas de quinta.
Conhecemos uma praia que mais ningu�m conhece.
Como � que se chama?
- A Boca... A Boca... - Do C�u?
- A Boca do C�u! Completamente. - � como o para�so!
� melhor do que o para�so. � uma talhada do para�so na Terra.
Um para�so tropical enraizado na Terra.
- Ela devia ir com a gente. - Pois �. Porque n�o vem com a gente?
Eu? Me levariam com voc�s?
- � claro. - H� lugar para eu dormir?
Montes de areia quentinha
debaixo de um telhado de estrelas.
Podemos beber cocos...
... e levar "loira�as". - O que � isso?
- Garrafas grandes de cerveja. - O Jano vai adorar a ideia.
Os Mariachi.
O Presidente foi embora uma hora depois.
Tinha uma reuni�o urgente com os l�deres do partido do governo
para a nomea��o de candidatos para as pr�ximas elei��es.
No manh� do dia seguinte,
exprimiu a sua revolta sobre o massacre de Cerro Verde
e negou que o Governador estivesse envolvido na trag�dia.
Depois de apresentar condol�ncias �s fam�lias das v�timas,
voou para Seattle para uma confer�ncia sobre globaliza��o.
Os dias iam passando e enquanto o Jano estava no almo�o de neg�cios,
a Luisa foi ao m�dico para saber os resultados de uns exames.
Na sala de espera, respondeu ao question�rio de uma revista
chamado "� uma Mulher Realizada?"
Nas respostas com op��es m�ltiplas,
ela escolheu a B para a pergunta 1:
Prefere estar acordada a estar dormindo ou sonhando.
Para a 4, a C: Valoriza mais o tempo que o dinheiro ou poder.
Para a 7, a A: Pensa no presente mais que no passado ou futuro.
Fez 16 pontos.
A revista a definiu como uma mulher que teme aclamar a sua liberdade.
A Luisa n�o concordou.
Pensa nos peitos da Conchita, nos bicos durinhos.
Que lindo!
A putinha da Mayela... com a buceta molhadinha, bem peludinha.
- E a m�e da tua namorada? - N�o ferra!
- A professora de arte... - A Georgina.
Nunca usava calcinha.
- A Salma Hayek! - A Salmita...
- A tua prima. - Qual prima?
A espa... a espanhola.
Sim?
Al�?
- Meu amor. - Jano!
Est�s bem?
Estou t�o b�bado...
Vai dormir. Conversamos amanh�.
Volto daqui a dois dias. Te amo muito.
Eu tamb�m te amo muito.
Sou um idiota. Um monte de merda.
Vai dormir. Voc� t� b�bedo, t� bom?
Sou uma merda, uma merda, uma merda.
Fica calmo. O que houve?
Jano, voc� t� bem?
Dormi com outra mulher.
O qu�?
J� te disse que sou um monte de merda.
Porque me disse isso?
Te amo tanto...
Porque me disse isso?
Aqui est� o teu sandu�che, com o queijo que voc� gosta.
Obrigado, Leo.
Al�? Um momentinho, por favor.
� pra voc�, querido.
- Al�? - Oi, Tenoch, � a Luisa.
Quem?
A Luisa, de Espanha.
Sim, sim. Como voc� t�?
Ainda bem que te achei. Voc�s v�o hoje?
- Para onde? - Para a Boca do C�u.
Sim... sim. Vamos esta tarde.
- E j� t�m tudo pronto? - Estamos prontos, sim.
Olha, uma pergunta:
O convite continua de p�?
- Al�? - � que... - J� vi que n�o...
- Tudo bem, n�o se preocupa. - N�o... digo que sim, sim!
N�o, n�o quero incomodar.
N�o incomoda! S� diga onde podemos te buscar.
Moro na rua Machu Picchu, 52, 3-D.
Al�?
Ainda dormindo, pregui�oso?
� que eu fiquei at� as 3 da manh�. assistindo uns v�deos...
Mexe esse rabo. Vamos para a praia!
- Que praia? - A Boca do C�u.
Isso n�o existe.
Eu sei, mas a Luisa quer ir.
- Qual Luisa? - A Luisa.
Tu t� brincando?
Claro que n�o! Precisamos do teu carro.
Nem pensar. N�o d� para irmos nele. O radiador t� ferrado
e � a vez de a minha irm� usar. Vamos no teu.
O meu pai n�o me deixa andar por ter quebrado o farol
e n�o ter entrado para Economia. - Mas que puto.
Julio Zapata morava com a m�e e a irm�.
N�o tinha rela��o com o pai, j� que n�o o via desde os cinco anos.
A m�e era secret�ria numa empresa multinacional
onde tinha trabalhado toda a vida.
A sua irm� Manuela, melhor conhecida como a "Boinas"
Estudava Ci�ncias Pol�ticas na Universidade Nacional Aut�noma do M�xico
Depois de uma dif�cil negocia��o, Julio conseguiu que lhe emprestasse o carro durante 5 dias.
Em troca, ela ficava com ele nas tr�s semanas seguintes
para ela e os amigos irem at� Chiapas
entregar comida, roupas e medicamentos.
Cerveja! Cerveja! Cerveja!
Camisinhas!
- Qual � o teu tamanho? - O meu � o extra-grande.
... depois de Puebla, v�o pelas estradas interiores.
A paisagem � de morrer.
- Tudo bem. - Depois sigam por esta estrada.
Isso n�o � uma estrada, idiota, � um rio!
- Que se foda o rio. - Pra que lado vamos?
Vai pela estrada para Oaxaca,
mas tem cuidado com os bloqueios de estrada.
Esconde a droga onde n�o a encontrem
e guia como um santo. - Saba, estamos com pressa!
Eu lembro que eu tava levado... era tipo uma garrafa de Coca-Cola
e tinha uma vaca... Lembra de eu te contar?
- E depois? - Depois o qu�?
A praia, idiota!
Viram � direita e v�o at� ao fim. A praia � mesmo a�.
Sim? J� vou descer!
N�o chuta o meu carro!
- O que voc� faz da vida? - Tenho cara de qu�?
- Soci�loga. - Frio.
- Fil�sofa. - Frio.
- Psic�loga. - Tenho cara disso?
- Modelo da Victoria's Secret? - Gelado!
Desistimos.
- Sou t�cnica dent�ria diplomada. - O que � isso?
S�o as que te sugam a saliva no dentista.
N�o �?
- Por que escolheu isso? - N�o escolhi isso.
Quando brincava com bonecas, n�o queria sugar a saliva delas.
- Ent�o, porqu�? - Vivia com uma tia que adoeceu.
Tinha 16 anos e precisava arranjar um trabalho.
Em quatro meses, tirei o diploma de t�cnica dent�ria.
Mas o que � que queria mesmo fazer?
Nunca fui muito boa aluna. S� pensava numa coisa.
Queria viajar. Viajar e conhecer o mundo.
Eu adoro fazer viagens.
Pois, com a droga. Nunca andou de avi�o!
- Andei, sim. - Tr�s vezes, grande coisa.
Achava mesmo que eu era fil�sofa?
- Voc� parece uma pensadora. - E se casou com o Jano.
Com freq�encia, Luisa acompanhou Jano em jantares com seus amigos artistas e intelectuais
mas nunca se sentiu � vontade.
Havia sempre algu�m, com boas inten��es de inclui-la ou m�s inten��es de a exp�r
que pressionava a Luisa a opinar durante os debates.
A resposta dela era humilde: "N�o entendo dessas coisas."
Muitas vezes, pensava em desafiar os convidados
e ver se conseguiam enumerar os dentes na ordem certa.
Mas nunca se atreveu.
Charolastra, tem alguma coisa pra comer a�?
- Que � esse "Charo"?... - Charolastra ?
"Charo" � uma esp�cie de cowboy mexicano, como o "cowboy astral".
De fato, o Daniel n�o sabia a letra desta can��o inglesa.
Charolastra Charolo...
Mas foi o Saba que inventou isso enquanto fumava droga.
Ent�o, o Daniel e o Saba s�o Charolastras ?
Sim, mas o Saba est� ocupado na ivestiga��o de estados inalterados
para a expans�o do consciente. - T� falando de misticismo?
- N�o, drogas. - Ele anda doid�o.
- Mal vemos o Daniel. - Ele anda meio esquisito ultimamente.
Por isso voc�s n�o o v�em mais?
N�o, n�o � isso. Ele quer fazer outras coisas, estar em outros ambientes.
Mas continua no clube.
Tamb�m l� est� a Pecas, mas � s� um membro honor�rio.
- Ela n�o assinava o Manifesto. - T�m um Manifesto?
- � claro. - Que � que diz?
� altamente secreto.
- N�o podemos te dizer. - Ter�amos que te matar.
Um: N�o h� honra maior do que ser um Charolastra .
- Dois: Cada um faz do seu cu o que quiser. - Tr�s: A m�sica pop � melhor que poesia.
- Quatro: Drogas, uma vez ao dia. - Essa � do Saba, n�o � obrigat�ria.
Cinco: N�o roubar a namorada de um amigo Charolastra.
- Seis: Quem vai pros EUA � filho da puta. - Set: Que se dane a moral, que viva a punheta!
- Oito: Nunca cases com uma virgem. - Nove: Quem vai aos EUA...
- J� disse essa! - Essa se repete, por que � puto quem vai pros EUA
Dez: A verdade � foda, mas inating�vel.
A verdade � fant�stica, mas nunca se alcan�a.
E onze: Perder� o t�tulo de Charolastra o idiota
que revelar qualquer um dos pontos anteriores.
Deviam entregar esse Manifesto ao governo!
N�o, os pol�ticos s�o idiotas.
O Julio e o Tenoch contaram muitas outras hist�rias � Luisa.
Cada uma refor�ava os la�os entre eles,
o v�nculo que os tornava um n�cleo s�lido e insepar�vel.
As hist�rias que contavam, embora enfeitadas com suas mitologias pessoais, eram verdadeiras.
Mas como sempre acontece, se tratava de uma verdade incompleta.
Nunca se disse que o Julio acendia f�sforos para esconder o cheiro
que deixava no banheiro da casa de Tenoch
ou que Tenoch abria a tampa da vaso com o p� na casa de Julio.
Esses eram detalhes que um n�o queria saber sobre o outro.
T�m namoradas?
- Sim, a Ceci. - Ana Bananas.
- Bananas? - Sim.
- Onde � que elas est�o? - Na Europa.
- S�rio? Em que lugar? - Passam a maior parte do tempo na It�lia.
Deve ser muito chato.
- Sim, mas n�o por isso. - Por qu�?
Porque as meninas v�o � It�lia?
- Pelas roupas? - V�o de f�rias.
Pelos homens! Os italianos s�o lindos!
- Voc� n�o conhece as nossas meninas.. - � isso mesmo!
A Ceci nunca me enganaria.
Ela quer tatuar o meu nome num mamilo.
Eu desvirginei a Ana. Ela s� me quer a mim.
Que bom!. As suas namoradas t�m sorte de ter namorados assim.
- Os Charolastras s�o fi�is? - Completamente.
�timo. � assim que deve ser, n�o?
- Alguma vez j� enganou o Jano? - Eu, infiel? Nunca!
Ele alguma vez te enganou?
O Jano sempre precisou de se reafirmar.
- S�rio? Ent�o... - Vai buscar umas cervejas.
- Onde voc� o conheceu? - Num bar em Madrid.
Aposto que estava b�bedo.
N�o, ele estava s�brio. Eu � que estava embriagada.
E da�?
Vi um homem distinto, todo convencido.
Acho que me apaixonei pelo sotaque mexicano que ele tinha.
O que viu nele?
N�o sei. Temos muito em comum.
- Como, por exemplo? - Como...
... ele n�o tem pai e eu sou �rf�.
A m�e dele, realmente, � t�o irritante quanto a tia com que eu vivia.
Foi horr�vel. J� tinha uns cinco anos...
que eu estava cuidando, e... Pobrezinha...
O Jano foi a �nica pessoa que esteve ao meu lado e me ajudou.
- De qualquer forma, � nossa! - � nossa.
O que v�o comer?
- Merda! - A pequena, seu puto!
- Um baseado? - � para j�.
Acha que a Ana e a Ceci andam transando com algum italiano?
Nem pensar!
Est� tudo mijado. Achas mesmo que n�o?
- N�o. - E os italianos s�o maricas.
Completamente.
Achas que a tua prima quer ter um caso?
Parece que o Jano a engana a torto e a direito.
Talvez a possamos consolar e faz�-la feliz.
- Anda! - O que foi?
Rapazes!
Vamos j�...
Ainda na cama?
Vamos, sen�o n�o chegamos a horas � praia.
Anda logo, pregui�oso.
Julio, vamos embora.
Agora?
Porra! O dia come�ou cedo.
Consegue dirigir nesse estado?
Cuidado com as curvas.
� erva da melhor.
� bem saborosa, essa erva.
Pegajosa, n�o?
- Voc� fuma muito? - De vez em quando. E voc�?
- N�o costumo fumar. - Um baseado e uma cerveja...
Tenoch apercebeu-se de que nunca tinha visitado Tepelmeme,
o s�tio onde nascera a sua bab�, Leodegaria Victoria,
que emigrou para a Cidade do M�xico quando tinha 13 anos.
Trabalhou para a fam�lia do Tenoch e tratou dele desde rec�m-nascido.
At� aos quatro anos, ele a chamava de "mam�e".
Tenoch n�o fez nenhum coment�rio.
- D�-me um pouco mais. - Toma, d� para todos.
- Eu vi voc�s ontem � noite. - O qu�?
- Sabe do que estou falando... - N�o, do que �?
Acham bonito espiar mulheres no quarto do hotel?
A ideia foi dele.
E fez o que ele te mandou?
- Queriam me ver nua? - N�o, n�o foi isso.
Queriam me ver nua para se masturbarem.
Como voc� pode dizer isso?
Digam-me uma coisa...
J� fizeram amor com muitas meninas sem serem as vossas namoradas?
- Com algumas. - Mentira!
Ele s� transou com a namorada dele.
- N�o � verdade, idiota! - Com quem mais?
- Com a Flavia. - Isso � mentira!
Esse mentiroso! Justo quando estava colocando a camisinha... Bem quando... Voc� me contou!
- Um donativo para a Rainha? - E tu, Tenoch?
J� fizeste sexo com algumas?
- Duas ou tr�s. - Duas ou tr�s dispon�veis!
- O que s�o "dispon�veis"? - Putas.
- Voc� vai em puteiro? - N�o.
A vossa Rainha � muito bonita!
- Eu n�o vou em puteiro. - Sim sim sim, vai! Voc� � um putanheiro!
Isso n�o � verdade!
- Adeus. - Adeus!
Antes de conhecer o Jano, j� tinha transado com muitos caras?
Comecei tarde de mais e conheci o Jano cedo de mais.
N�o diga que era virgem?
N�o, tive um namorado antes dele.
E foi com ele. Uma rapidinha!
- Na verdade, foi. - A s�rio?
A primeira vez, ele me levou a uma f�brica
onde o tio trabalhava como guarda-noturno.
Eu estava t�o assustada. Mal o conhecia.
Pensava que ele me queria beijar...
... mas me desvirginou.
Doeu tanto que eu pensei que nunca mais faria aquilo.
Mas toda vez que nos encontr�vamos acab�vamos fazendo.
Pensava que ele s� queria fazer sexo...
N�o, ele tamb�m conversava um pouco:
- N�o! Ele se apaixonou por mim. - Quem n�o se apaixona?
Ia me buscar na escola da moto, de blus�o de pele...
Era fant�stico.
- Eu fazia sempre gazeta... - Gazeta?
Isso tamb�m! Fazer gazeta era faltar �s aulas.
Eu s� queria estar com ele.
�amos aos lugares mais bonitos na moto dele.
Plane�mos ir para a Riviera Francesa.
Eu tamb�m.
Um amigo tinha lhe arranjado trabalho como camareiro.
Est�vamos muito entusiasmados.
Ele tinha rabo-de-cavalo, um dente quebrado
e um brinco na orelha direita.
Eu estava t�o apaixonada por ele.
T�o apaixonada...
Depois veio o garanh�o do Jano e te roubou.
- N�o. - Ent�o que aconteceu?
Ele morreu na moto.
Caraca.
Tinha 17 anos.
Se tivessem passado por este mesmo lugar dez anos antes,
teriam encontrado duas gaiolas na estrada
e conduzido por entre uma nuvem de penas brancas.
Cinco metros adiante, teriam dado com uma pilha de gaiolas partidas,
cheias de galinhas sangrando e a batendo as asas.
E depois disso, um cami�o tombado, ardendo em chamas.
Mais � frente, veriam dois corpos na estrada,
um menor do que o outro, mal cobertos com um casaco.
E junto a eles, uma mulher chorando desconsolada.
Me d� outro cigarro.
- N�o! Esta can��o � o m�ximo! - Acabou a pilha!.
Liga o r�dio.
- Esconde a droga. - N�o tem problema.
N�o olha pra eles.
Olha, aqueles foram detidos.
N�o olha pra eles!
O que foi?
Santo Deus!
Vejam s� quem acordou!
Deve ser do calor.
T� com tes�o?
- E como! - Com essa salsichinha?
A minha s� tem 5 mil�metros a menos do que a tua.
Cinco mil�metros? Vai sonhando!
- Voc�s mediram? - Medimos. A dele � horrorosa.
- Como assim? - Parece que tem um capuz.
- Que lindo! Um capuz? - S�rio! Viu?
Essa besta tem uma feiosa.
Como � que fazem amor com as tuas namoradas?
- Super suave. Com paix�o. - Bem rapidinho...
O que foi que voc� disse?
Com... magia.
Mas como � que as excitam?
Primeiro, umas preliminares, que d�o para a aquecer.
Uns beijos nos mamilos, umas dentadas de amor...
E depois?
Depois for�o-a, batendo nela.
- Que mais? - Bato nela at� suplicar miseric�rdia.
S� isso?
A Ceci se contorce e geme como uma ostra com lim�o.
- A Ana chora. - Coitadinha.
- N�o, � de prazer! - Imagino.
- Fazem papai-mam�e? - Papai-mam�e, de p�, de lado.
A Ana gosta de ficar por cima, sentada e at� mesmo do 69.
O Kama Sutra inteiro.
- Tudo? - Tudo.
- N�o metem o dedo pela buceta ou pelo cu? - Cu?
Porra!
- Quando � que vai ficar pronto? - Provavelmente amanh�.
Amanh�? E onde � que n�s ficamos?
� maneiro, esse chap�u.
- Fica com ele.. - S�rio?
Sim? Obrigado.
Obrigada.
� o meu nome.
Luisita.
� um nome bonito.
Queria te deixar uma mensagem mas nem sei o que te dizer.
Conheci uma mulher chamada Dona Martina.
Tem 98 anos e lembra-se de tudo desde que tinha cinco anos.
Imagina s� o que ela viveu
ou aquilo que pode nunca chegar a viver.
A tua m�e mandou a mousse de que voc� gosta. Est� na geladeira.
Lembra de pagar a conta do telefone. Est� no criado-mudo.
E vai buscar as tuas camisas na lavanderia.
Se n�o f�r mais l�, eles ficam com a tua roupa.
Seja como for, se cuida.
Pega o xampu!
Xampu!
Por favor.
Luisa...
- Desculpa... - N�o faz mal. Pode entrar.
Est�s bem?
Deve ser do calor e da viagem longa.
� que eu quero saber se voc� tem xampu...
Tira a toalha.
O qu�?
Tira.
- A toalha? - Sim, a toalha.
Tira, Tenoch.
N�o se esconda.
Voc� fica excitado t�o r�pido.
Sim, � verdade.
Fica pra esquerda, voc� me enganou.
O qu�?
Voc� disse que ficava para a direita, mas � para a esquerda.
� como eu imaginava.
Porque n�o bate uma?
- Bater uma? Aqui? - Bater uma! Uma punheta!
Quer que eu te ajude? Quer que te mostre meus peitos?
Sim.
S� se voc� mexer no teu pau.
Vem c�.
Mais perto.
Estou toda molhada. Quer sentir?
- Quero. - Me sente...
Me come, por favor.
- Mas primeiro tira a calcinha. - Sim, sim.
N�o, vem aqui para cima.
"Mamacita, mamacita!"
Desculpa.
N�o se preocupa. T� tudo bem.
O Julio n�o entendia o que estava sentindo. N�o era raiva.
A �nica vez que sentiu aquela dor no est�mago foi aos oito anos,
quando uma noite acordou com sede e teve de ir � cozinha
e encontrou a m�e nos bra�os do padrinho na sala da sua casa.
Julio se afastou calmamente e nunca falou nesse incidente.
O que foi?
- Nada de novo. - Quer apostar corrida?
- N�o, est� cheio de folhas. - Podemos limp�-las.
Vamos.
Voc� me deixou ganhar, idiota.
N�o precisava.
- Transei com a Ana. - O qu�?
Ouviu o que eu disse. Transei com a tua namorada.
O Tenoch s� sentiu esta dor no est�mago aos 11 anos,
quando viu uma foto do pai na primeira p�gina de um jornal.
O artigo o ligava a um esc�ndalo
que envolvia a venda de comida contaminada aos pobres.
O Tenoch e a fam�lia se mudaram para Vancouver por oito meses.
Ele nunca perguntou porqu� da mudan�a.
Ningu�m contou � Luisa a confiss�o do Julio.
Mas ela notou uma grande tens�o entre os dois amigos.
A sua transgress�o teria provocado um desequil�brio natural
que s� ela podia remediar.
- Boa noite. - Boa noite.
Boa noite, Tenoch.
- N�o vai dormir com a Luisa? - Vai se fuder.
Quantas vezes a comeu?
S� uma vez. Est�vamos b�bedos.
- Quando? - Esquece isso.
- Me diz quando. - N�o sei.
Como n�o sabe, idiota?
Quando voc� foi ao Lago Tahoe.
- E onde estava a Cecilia? - Estava doente.
- Onde � que foi? Na casa dela? - N�o.
Ent�o, onde?
- Acho que foi numa festa. - Qual festa, idiota?
Acho que foi na casa do Fruit Loop.
Quando o Saba a desvirginou?
Acho que sim.
- Porque t� rindo, escroto? - Por causa do Saba...
N�o ri, viadinho!
- Quem come�ou? - Os dois. Est�vamos b�bados.
Onde fizeram?
No quarto da irm� mais nova.
- O que � que a Ana tava vestindo? - N�o me lembro.
Saia ou cal�a?
- Que calcinha ela estava usando? - O qu�?
- Que calcinha, palerma? - Branca, amigo, branca.
- Ela te mamou, porco? - N�o, � claro que n�o!
- Me olha nos olhos, escroto! Ela te chupou? - N�o.
- Tu lambeu ela? - � claro que n�o!
Ela gozou?
Como � que eu sei? Foi tudo t�o r�pido.
- Ela gostou? - Como � que quer que eu saiba?
- Voc� gostou, idiota? - N�o, cara, n�o!
Me senti muito mal.
Queria ter te contado.
Vai se fuder, seu escroto! Voc� fudeu com a nossa amizade!
Fudeu a minha confian�a e fudeu a minha namorada! Voc� me fudeu!
E eu feito idiota comprando revistinhas do Lago Tahoe
e um vestido praquela puta da Ana, aquela piranha!
Voc� fudeu tudo.
Tenoch, desculpa, cara.
- Foi sem querer. - Foi sem querer?
N�o se fode uma mulher por acaso!
S�o se fode!
Assim continuaram a noite inteira.
Como nunca antes em sua vida, Tenoch se dedicou a uma busca intermin�vel de detalhes
para construir o quebra-cabe�a com pe�as que nem sempre encaixavam.
Enquanto o Julio moldava os detalhes para fabricar uma verdade menos dolorosa.
Dona Martina deu � Luisa boneco da ratinha que tinha o seu nome.
Explicou que tinha pertencido � sua bisneta, Luisa Obreg�n,
0que havia morrido de ensola��o ao atravessar o deserto do Arizona
junto com seus pais, que estavam em busca de futuro melhor.
Para a Luisa as pessoas continuam presentes mesmo depois da morte.
Interrogava-se at� quando ia viver na mem�ria dos outros, quando deixasse de existir.
Mas Luisa n�o queria ocupar sua mente com pensamentos sobre morte.
Julio, tamb�m est� com calor?
Sim.
T� um calorzinho...
Aonde voc� vai?
Volta aqui, mulher!
O que � isso, Luisa? N�o estou de acordo!
Tenoch, quando entrou no meu quarto,
... tamb�m podia ter sido o Julio.
Acham que sou o motorista de voc�s?
V�o � merda!
Desgra�ados!
- Mas o Tenoch... - Tem calma.
Eu, eu, eu.
Os meus t�nis.
Tem cuidado...
A minha calcinha.
Me d� aqui.
Me sinta. Devagar...
Olha pra mim...
Espera!
- Desculpa. - N�o faz mal.
N�o fiica assim.
N�o era o que voc�s queriam?
N�o era esse o plano de voc�s? Me levar pra longe e me comer?
N�o era o que queriam? E ent�o?
Sou est�pida. Sabe o que eu devia ter feito?
N�o ter dormido com nenhum de voc�s.
Nunca quis magoar ningu�m.
Acredita em mim?
- Desculpa, est� bem? - Sim.
Anda, vamos embora.
- Eu tamb�m. - Tu tamb�m o qu�?
- Eu tamb�m, viado. - Tu tamb�m o qu�?
Tamb�m comi a tua namorada, a Ceci.
N�o acredito.
- Quando? - Depois do concerto de Plastilina.
Puta merda!
Foi por isso que me deixou primeiro?
- Onde? - Na minha casa.
- Na tua casa, cara? - No meu quarto.
- Ela tava com calcinha de florzinha. - Dormiu com a namorada dele?
- Este idiota tamb�m comeu a minha! - O que se faz com o n�mero 3?
- N�mero 3? - Do Manifesto!
- N�o comer as namoradas dos outros. - � o n�mero 5!
Sai do meu, sacana! Sai que vou te quebrar em dois!
- Vai se fuder. - Abre, seu viado!
Calma, rapazes!
�s o cl�ssico bo�al de merda.
Aqui o bo�al vai arrancar a tua cabe�a!
N�o me fa�a rir!
- Vai comer a sua m�e! - Sai, seu monte de merda!
- Por favor, Julio. - N�o se mete nisso!
Tudo bem! Podem acabar um com o outro!
Sou uma grande idiota!
Pensava que eram diferentes, mas n�o passam de animais!
O vosso Manifesto � um monte de merda!
Parecem idiotas a violar as pr�prias regras!
� coisa de homens! Lutar que nem c�es a marcar o territ�rio.
O que voc�s querem � comer-se um ao outro! Isso � o que gostariam!
Que interessa quem comem se se gozam t�o r�pido?
Que merda! Porra... Brincamos com beb�s e acabamos lavando fraldas!
Viu s�?
- Abre! - Foi voc�!
- Ela t� indo embora. - A culpa � tua!
Como foi capaz de comer a minha Ceci? Aquela puta!
- Agora estamos quites. - Quites o caralho!
Fica de joelhos e pede perd�o como eu fiz ontem � noite!
- Tudo bem, desculpa. - De joelhos, escroto!
Deixa isso pra l�, cara. Ela vai pegar uma carona.
Sai e fica de joelhos.
Fica longe.
Se quiser que eu saia, fica longe.
- Mais para tr�s! - Eu n�o fazer nada, anda.
- Tudo bem, desculpa. - Os dois joelhos no ch�o.
- Lamento. - O qu�?
Lamento ter comido a tua namorada Ceci, est� bem?
- Est� bem o qu�? - Esquece isso. Vamos busc�-la.
- Quantas vezes comeu? - Uma vez. Acha que eu sou o qu�?
Vamos esclarecer uma coisa: vamos juntos � praia,
mas a tua amizade n�o significa nada para mim!
- J� n�o significava nada para mim. - Vai se fuder, seu escroto!
- Luisa, entra! - Sim, anda.
N�o enche! Vou pegar uma carona pra Puerto Escondido.
V�o-se fuder junto com essa Boca do C�u.
- Queremos ir contigo. - Para lutarem como c�es?
- Prometo que n�o discutimos. - Juramos!
N�o quero estar numa praia deserta com dois anormais.
- N�s admitimos que somos idiotas. - Fazemos o que voc� quiser.
- Voc� � que manda. - Estamos quase l�!
Estamos mesmo perto!
Se eu f�r, fazemos as coisas do meu jeito.
- Est� bem? - Combinado.
Mais uma discuss�o e vou-me embora de vez.
� o que voc� quiser.
- Agora eu � que dito as regras. - Sim, claro.
Vou fazer o meu pr�prio Manifesto! Passaste-te dos limites, Julio.
Um: N�o transo com nenhum de voc�s.
Podem se comer um ao outro, se quiserem.
Dois: Vou tomar banhos de sol, nua,
e n�o quero que voc�s me rondem que nem c�es.
Tr�s: Eu � que escolho a m�sica.
Quatro: Quando eu mandar, por favor calem a boca.
Cinco: Voc�s � que cozinham.
Seis: Nada de hist�rias sobre as namoradas de voc�s.
Sete: Se eu mandar, fiquem a dez metros de mim. Ou melhor, cem.
Oito: Obviamente, voc�s fazem todo o trabalho pesado.
Nove: � proibido falar de coisas com que n�o concordam.
Melhor ainda, fiquem calados!
E dez: N�o podem me contradizer.
Muito menos me pressionar!
Era claro que Julio e Tenoch n�o faziam ideia de onde estavam
nem de como chegar a um lugar que n�o existia.
As indica��es do Saba eram contradit�rias.
Com medo de que Luisa percesse, Julio seguiu por um caminho de cabras.
Julio e Tenoch pensavam que a Luisa estava dormindo.
N�o deram conta do medo que a mantinha acordada.
Medo que n�o tinha a ver com o escuro ou com o que a rodeava.
Jes�s Carranza, conhecido como Chuy, e a mulher Mabel,
eram a quarta gera��o de uma fam�lia de pescadores.
Viviam perto de San Bernab�, uma reserva natural.
Chuy se ofereceu para lhes mostrar as praias no dia seguinte.
Cobraria 350 pesos pelo passeio, incluindo comida.
- Posso pilotar? - N�o.
- Eu sei pilotar barcos. - Ent�o, est� bem.
- N�o corre! - Eu sei pilotar isto.
- � ali! �tima praia pra nadar. - Como � que se chama?
Boca do C�u.
Uau...
Lucero, deixa a senhora em paz!
Ela est� me ensinando a nadar.
- Me Deixa te ajudar. - Tudo bem, n�o � preciso.
Vai nadar com o teu amigo. A �gua est� morna.
Quero te ver flutuar, como um cad�ver.
Ela est� mesmo morta...
� um beb�-chor�o. Choraminga a noite toda e acorda a m�e.
S� p�ra de chorar quando eu o mando parar.
Ele adora estar com a irm�. � t�o bonita.
Se parece muito com voc�, Mabel! Sim, tem os mesmos olhos!
Devia pensar em ter filhos. Sabe lidar com crian�as.
Est� na idade ideal.
Ele adormeceu. Que � que eu fa�o?
Ramon passa, Zepeda avan�a pela linha lateral
e o est�dio vai ao del�rio!
Roubado pelo Imperador. Que jogador!
Ainda � espera do convidado de honra... o gol!
Chuta, caralho!!
O passe para Cuauht�moc
que avan�a para o meio-campo em dire��o ao gol,
chuta e...
... mas que defesa!
Campos!
O grande goleiro!
� um her�i nacional!
N�o gostam do Campos?
J� desejaram viver para sempre?
� claro.
N�o seria �timo?
No fim do ano, o Chuy e a fam�lia v�o ter de deixar a sua casa
para poderem construir um hotel de luxo
na reserva natural de San Bernab�.
V�o se realojar nos arredores de Santa Maria Colotepec.
O Chuy vai tentar fazer passeios de barco para turistas,
mas vai ser impedido por uma cooperativa de barqueiros de Acapulco,
apoiada pelo Departamento de Regional de Turismo
Dois anos mais tarde, ele ser� empregado de limpeza do hotel.
N�o voltar� a pescar.
Raios me partam!
Mas que merda...
Acelera, Chuy!
Desapare�am daqui!
Est�o cagando na barraca!
Desgra�ados!
Ainda tem um porco aqui!
Rua! Sim, voc�!
T� me jogando merda!
Fora, porra.
Os porcos tornaram a zona do acampamento inabit�vel.
O Julio e o Tenoch decidiram passar a noite em San Bernab�,
onde o Chuy, por 75 pesos, lhes ofereceu um quarto com luz e banheiro.
A Luisa ansiava tomar uma ducha, mesmo que fosse de �gua fria.
Regressariam no dia seguinte para levantar o acampamento.
Os 23 porcos tinham fugido de um rancho ali perto.
Nos dois meses seguintes, catorze iriam para o matadouro.
Tr�s iriam provocar um surto de cirticircose
quando fossem comidos no festival no Rancho Chavar�n.
N�o sei, Jano. Diz � tua m�e o que melhor te convir, t� bom?
Me deixa falar ou eu desligo.
Obrigada.
Eu ia embora de qualquer forma.
A tua confiss�o s� facilitou as coisas. Agrade�o por isso.
N�o, n�o tem nada a ver com vingan�a.
Sempre soube dos teus casos amorosos. Com a Carmen...
... e a menina de Barcelona. Sempre soube de tudo.
Esperava s� que mudasse, mais nada.
N�o, a minha decis�o n�o tem nada a ver com isso, acredita.
N�o posso explicar agora, mas vais entender em breve.
N�o, n�o te culpo. Nem culpo a mim!
Eu sei que tudo t� muito confuso, mas mesmo que pare�a a mentira n�o � a culpada.
Como vou te odiar? N�o, n�o te odeio! E por favor, n�o me odeie.
Me escuta, Jano, me escuta!
Te Liguei para te dizer que te amo e que voc� foi a minha vida.
N�o espero que seja uma despedida feliz, mas pelo menos carinhosa, t� bem?
Jano, fica calmo, por favor.
Reparou que trouxe muito pouco dinheiro?
N�o, tenho mais do que preciso.
Deixei as chaves na cozinha com o conjunto de reserva.
N�o percas a chave do arm�rio. S� tem uma c�pia!
Trouxe as tuas camisetas de Ibiza. Sabe que adoro dormir com elas.
De qualquer forma, espero que voc� aprenda a ser feliz.
Eu agora sou.
Se cuida. Adeus.
A todas as mulheres com que Jano me traiu!
- Sabem como � que eu soube? - Como?
Ele tentava fazer comigo coisas que aprendia com elas.
- Como o dedo no cu? - Por exemplo!
- N�o me diga! - Mas tem que saber como fazer.
Delicadamente, com suavidade. N�o � enfiar o dedo como se quisesse matar.
O Jano era o mestre da suavidade.
- Ao mestre da suavidade! - Ao Jano!
Ao Jano, onde quer que ele esteja.
Adorei conhecer voc�s, realmente.
�s vezes, s�o uns aut�nticos idiotas,
mas basicamente s�o uns porras-loucas.
- Podes crer! - T�m muita sorte por viver no M�xico.
Vejam, respira-se vida.
- Ao M�xico! - Ao M�xico! M�gico! Musical!
- Voltaram a ser amigos? - Nem pensar!
V�o, fa�am as pazes.
Com um bo�al?
Voc� � um aut�ntico bo�al de merda. Voc� cuspiu em mim!
- Vai se ferrar, � o meu carro. - E eu sou um monte de merda?
Voc� � um playboyzinho.
Mas voc� adora ir � minha casa, parasita social!
S� para ver o que o teu pai rouba.
- O teu pai n�o � um homem honesto? - Ent�o n�o �!
Que babacas! Agora s�o amigos outra vez.
Aos Charolastras !
- Algu�m quer cerveja? - S� se estiverem bem geladas.
- Desculpa por ter te empurrado. -Deve se desculpar mesmo!
- Eu sei. - D� um beijo.
T� perdoado.
- Luisa, diz a verdade. - A verdade.
Qual de n�s � melhor na transa?
Voc�s d�o conta de mim.
Apesar do fiasco, cada um tem os seus encantos.
Mas quem te fez sentir melhor?
Quando ele goza, diz "Mamacita!"
Mas Julio, voc� vira os olhos.
T�m de deixar de se masturbar e trabalhar a resist�ncia.
- Aposto que gozou antes de mim! - Os dois, parem de se masturbar.
N�o podemos! O que vai acontecer com o 7 do Manifesto?
Eliminem-no.
Nada como tocar a velha corneta, n�o �, Chuy?
- Para descabelar o palha�o! - N�o, deixem os palha�os em paz.
At� aprenderem a transar. J� que estamos falando nisso...
Estes rapazes n�o sabem fazer sexo oral com uma mulher.
- Nunca tive oportunidade! - Deves ser t�o verde como ele.
Estavam lambendo como se fosse um picol�.
T�m de ser carinhosos.
T�m de fazer do clit�ris o seu melhor amigo.
- Mas onde eu encontro esse melhor amigo? - Quem procura, acha.
- O maior prazer � dar prazer. - Absolutamente. Aplauso ao clit�ris!
Ao clit�ris!
A verdade.
- Jura que diz a verdade. - A verdade.
A Ceci te pagou um boquete?
A verdade � que...
...ela morde um bocado.
Ela te chupou!
- A Ana tamb�m morde? - N�o, ela deixa bem gostoso.
- Disse que n�o te tinha chupado. - S� a pontinha.
N�o foi t�o forte!
Chuy, boquetes n�o � o m�ximo?
Ao boquete!
J� que estamos dizendo tudo,
eu comi a Ceci v�rias vezes.
Grande coisa. Eu fodi com a Ana um monte de vezes.
- Tenho mexido o teu leite! - Eu tamb�m.
Se deu conta cara? Somos irm�ozinhos de leite!
Coitadas das meninas, tenho pena delas.
Este corno comeu a minha namorada! Mas ele goza muito r�pido.
�s suas namoradas que devem estar agora fudendo com uns dez italianos!
Um brinde!
- Ao Luigi! - Ao Francesco! - Ao Tiberio!
Tem moeda?
- Quem quer a minhoca? - Eu quero.
Tenoch...
- E a tua m�e tamb�m. - T� me gozando?
� verdade. No dia em que ela me limpou a aura.
- T� falando s�rio? - Completamente!
�s m�es!
O que voc�s querem ouvir?
Digam um n�mero e uma letra.
- N�mero 13. - Letra B.
Depois da Boca do C�u, encontram a Ba�a de Palicata.
- Santa Rita � ali perto. - E Chacagua.
Lindos nomes. Que querem dizer?
Quem sabe, senhorita?
Bom dia, dorminhoco.
Quer ovos?
- Sopa de camar�o? - Por favor. E uma cerveja.
� a melhor cura.
Tenho de ir andando. Prometi devolver o carro � minha irm�.
Tudo bem.
- Como � Cha...? - Chacagua.
H� alguma coisa para l� de Chacagua?
Al�m de Chac�gua est� Amaranto e depois Playa de Oro.
� um mar aberto, brav�ssimo, tem sempre muitos afogamentos.
O p�r-do-sol � lindo, apesar de tudo.
- Mais sopa de camar�o, por favor. - N�o, obrigado.
� melhor ir andando. Os meus pais v�o come�ar a ficar preocupados.
O Julio tamb�m tem de devolver o carro � irm�.
Eu estou vendo a possibilidade de ficar uns dias aqui com a Mabel.
V�o me mostrar umas praias bem bonitas!
- Estou com fome, m�e. - Toma, come.
�s 1h da tarde desse mesmo dia Julio e o Tenoch iniciaram a viagem para casa.
Foi uma viagem muito calma e sem ocorr�ncias.
As fam�lias nunca souberam da viagem � praia, nem da companhia de Luisa.
Ela ainda ficou em San Barnabe
para come�ar a explorar as enseadas da regi�o.
Ao se despedir de Tenoch e Julio, Luisa os disse:
"A vida � como a espuma, por isso deve-se entregar-se como o mar."
Quando regressaram da Europa,
a Ana e a Cecilia acabaram o namoro com Tenoch e Julio.
Dois meses mais tarde, Tenoch come�ou a namorar com a vizinha.
Nove meses depois, Julio come�ou a namorar uma colega de Franc�s.
Julio e Tenoch deixaram de se encontrar.
No Ver�o seguinte, o partido do governo perdeu as elei��es
pela primeira vez em 71 anos.
Julio encontrou Tenoch a caminho do dentista.
Aceitar tomar um caf� era mais f�cil do que inventar uma desculpa.
Tens visto o Saba?
N�o, mas soube que est� a morando numa comunidade hippie.
Maneiro.
- O Daniel? - Virou viado.
O pai tirou ele de cara.
Que chatice.
N�o, ele est� feliz. Tem um namorado e tudo.
Que bom.
- Entrei para a faculdade. - Legal. Quando come�a?
- Em Setembro. - Economia?
- Sim. E tu? - Biologia. Come�o na semana que vem.
- Que saco. - As minhas aulas come�am mais cedo.
Soube da Luisa?
N�o.
O que foi?
- Morreu. - T� brincando!
- Mais alguma coisa, rapazes? - N�o, obrigado.
- De qu�? - De canc�r.
Tinha c�ncer por todos os lados.
Foi em San Bernab�, um m�s depois de nos termos ido embora.
O Chuy telefonou ao Jano. E foi assim.
- Isso � terr�vel. - Quando a conhecemos, j� sabia que ia morrer.
N�o queria contar pra ningu�m.
Luisa passou os �ltimos 4 dias no hospital de Sta. Maria Colotepec.
A seu pedido, o Chuy e a Mabel nunca mencionaram
a sua aventura com o Julio e o Tenoch.
Antes de morrer, deu a Lucero o ratinho de pel�cia chamado Luisa.
O Tenoch pediu desculpas.
A namorada estava � espera dele para irem ao cinema.
O Julio insistiu em pagar a conta.
Nunca mais se v�o se ver.
- At� um dia. - Claro.
A conta, por favor.
Contribua tornando-se um usu�rio VIP e remova todos os an�ncios do www.OpenSubtitles.org
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.