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Estou? �s tu Emmanuelle?
Estou, Marie?
Sim, estou a partir.
O meu v�o � �s 10.
Sim, eu vou apressar-me.
Claro, podes vir se quiseres.
N�o, nem o Christian nem ningu�m, anda s�.
Est� bem. At� j�. At� j�.
Tu estar�s bem �s 5 horas. - Sim, mas quando se est� s�...
Ningu�m est� s� na vida. � como num barco:
Preocupa��es, o amor parece irreal.
Tudo � permitido! - Sim, mas nada � poss�vel.
Errado. Muitas pessoas fodem no avi�o.
Eu nunca ousaria fazer isso! - H� sempre algu�m que o faz.
Mas se o que me dizes � verdade, n�o tens medo que ela...
N�o, eu n�o me casei com ela para priv�-la de nada...
Nem coloc�-la numa pris�o...
Mas sim porque ela adora fazer amor e � �ptima nisso!!
E n�o achas que algumas pessoas v�o querer tirar proveito disso?
Eu n�o tenho ci�mes, j� disse. Os ci�mes est�o fora de moda.
Est�s a ver esta rapariga? � toda ci�ncia e inoc�ncia.
Mas n�o � nenhum milagre. Todas tem que aprender.
E elas fazem tudo o que queres? Mais ainda. Pelo pre�o certo.
Isso � o que me incomoda. Eu n�o gosto de pagar por isto.
A ideia deixa-me enjoado.
� simplesmente isto.
Estou a ir para o aeroporto. Vejo-te �s 5 na embaixada.
S�o sempre as mesmas caras. Ex-aventureiros, diplomatas.
Elas est�o doidas para te ver. Eu mostrei-lhes as tuas fotos.
Mostraste-lhes as minhas fotos? - Claro!
Eu adoro v�-las, tanto quanto adoro mostr�-las.
Talvez at� um pouco mais. Eu tenho orgulho de ti.
Ent�o, esse fot�grafo. - O que � que tem?
Fodeste com ele?
Oh, Jean. Ele nem sequer me tocou.
Estranho. Eu pensei que um artista tinha sempre que dormir com a modelo
antes de terminar o retrato. Se n�o antes, ent�o depois.
Pobre coitado. Deve ter sofrido.
Nem por isso. Era gay.
Espera a�.
Qual o problema querida? - Vamos embora. � horr�vel.
Este rapaz com a galinha. O mendigo. Este lugar � horr�vel.
Isto n�o � nada querida.
Bem-vinda � Tail�ndia, querida. Relaxa.
Vais ver, vais adorar a casa.
Eu passo por aqui todos os dias a caminho da embaixada.
N�o aguento mais isto.
Vamos, querida.
Estes s�o o Tim, o Vine, os nossos cozinheiros.
N�o, assim n�o. Assim!
E estas s�o a Ap e a Noi, as empregadas.
S�o maravilhosas. Foste tu que as escolheste? - Sim. Este � John, o caseiro.
Anda ver a casa.
Tem mais de cem anos! Pertence a uma princesa.
Eu tive que cortej�-la por tr�s meses para a poder alugar.
� expl�ndida.
Expl�ndida!
Eu nunca imaginei nada como isto. Inacredit�vel!
As tuas empregadinhas. Elas s�o boas na cama?
Como posso saber? N�o posso comparar nenhuma mulher contigo!
S� est�s a dizer isso para me agradar. Para me agradar.
Para me agradar, para me agradar.
Para me agradar.
Nem pensar. S� estou a equipar a casa.
Estou muito feliz por estar a s�s com o Jean.
Vais ver daqui a alguns meses. S� temos um inimigo aqui, o t�dio!
E s� um aliado para combat�-lo: Fazer amor.
Tu d�s um jeito nisso. A n�o ser que o Jean tenha-se tornado ciumento?
N�o, � uma escolha pessoal minha.
O Jean ficaria feliz em atirar-me nos bra�os dos seus amigos.
Eu nunca direi nada ao meu marido. N�o faz nenhuma diferen�a para ele.
� verdade, o Richard parece ser muito convencido.
Ol�, meninas. Permitam-me que lhes apresentem a Emanuelle.
Emanuelle, acabaste de perder uma grande ocasi�o.
Um pequeno barco naval.
A tripula��o era maravilhosa. E sabia como manobrar!
Porque n�o vieste? Terias feito muito succeso.
Passei o fim de semana em Pattaya com o meu marido.
O Jean levou-te de prop�sito. - N�o, n�o acho.
Tu � que perdeste. Ocasi�es como esta s�o bem raras em Bangkok.
J� n�o estou em casa h� dois dias. Felizmente o meu marido � ocupado.
Ele trabalha t�o duro na embaixada? - Gostaste da tua casa?
Sim, � muito bonita. O Jean decorou-a sozinho.
� um lugar expl�ndido. - Conheces?
Sim, o Jean convidou-me uma noite enquanto tu estavas em Paris.
Em Paris? Tu tens que nos falar sobre todos os teus casos.
N�o te preocupes, podes confiar em mim. Sou um t�mulo.
O que queres saber?
Pode parecer est�pido, mas eu nunca tra� o meu marido em Paris.
S�rio. Fogo. Parab�ns. Incr�vel.
Achas que ela � t�o boa quanto diz ser? - Acho que sim.
Ah, �s tu? Assustaste-me.
Eu sou sempre meio assustador. Tu �s totalmente ador�vel.
Mas eu n�o me surpreenderia se fosses um pouco mentiroso.
Porqu�?
Nunca tra�ste o teu marido?
N�o, nunca o tra�. Trair significa esconder, mentir.
Quem � esta rapariga?
Ela chama-se Bee. N�o � bem parte do grupo.
Nunca tra�ste sequer com uma rapariga?
Tamb�m conta com raparigas?
Tenta comigo um dia. Depois dizes-me se conta ou n�o.
Gostava de falar contigo. Posso te ir ver?
Sabes a morada?
Sim. Vejo-te amanh� � tarde. Chamo-me Marie-Ange.
Ol�. - Ol�. Aposto que �s o Jean!
Marie-Ange. Chamo-me Marie-Ange. Sou amiga da Emanuelle.
A minha esposa esconde amigas t�o lindas de mim.
Bem eu gostaria de ser amiga dela. Ela convidou-me para encontr�-la.
Ela est� no quarto. Podes entrar.
Vejo-te por a�, espero.
Ah, �s tu. N�o te ouvi.
Est�s linda. Quem te tirou?
Um fot�grafo. Um dos amigos do Jean.
N�o tens mais nenhuma? - Mais nenhuma?
Fotos, de ti a fazer amor. Claro que n�o. Que ideia!
Sabes porque � que eu como chupas? Acho que � porque gostas, n�o?
N�o, � porque excita homens velhos. Se tivesses visto o teu marido.
Mas ele n�o � velho! - Ele tem quantos anos?
Trinta e dois. - Est�s a ver!
Estavas a dormir? A esta hora? - Sim, estava.
Que cama enorme! Quantos cabem a�?
S�o duas camas de casal juntas.
N�o d�s ouvidos �s raparigas a gabarem-se.
Elas n�o fazem um d�cimo do que dizem.
Como assim? Bem, as raparigas na piscina.
Vamos, n�o vamos ficar aqui.
A tua casa � muito confort�vel e tem uma vista lista.
Foste muito gentil em vir-me ver.
Queres algo de especial?
De maneira nenhuma. Apenas te escolhi. - Escolheste-me?
Desculpa-me.
Oh! Jornais franceses. - O Jean trouxe-os para mim da embaixada.
Eu acho o teu marido bonito. Tens de me dar uma foto dele.
Eu adoro masturbar-me. � maravilhoso, n�o �?
Gostas de fazer isto? - N�o.
N�o gostas? - Gosto, mas n�o agora, desta maneira.
N�o me digas que est�s com vergonha. De maneira nenhuma. Mas estou surpresa.
�s t�o jovem. - Eu masturbo-me desde os doze anos.
Ningu�m me ensinou. As minhas m�os aprenderam sozinhas.
Eu acho que isto � normal. N�o achas?
Como come�aste com os homens?
O Jean tirou-me a virgindade no dia a seguir que o conheci.
N�s conhecemo-nos na casa de uns amigos dos meus pais.
Ficamos a s�s e ele bombardeou-me de perguntas. Como tu.
No dia seguinte ele convidou-me para dar uma volta.
Parou na floresta de Fontainebleau.
Ele possuiu-me ali mesmo no carro.
N�o � muito confort�vel, mas � normal.
Onze por cento das raparigas perdem a virgindade no carro.
O que muda depois de casada?
Nada. Bem, no in�cio achei estranho fazer amor � noite.
A� o Jean saiu...
Ele n�o ficou com medo de te deixar em Paris?
N�o, ele diz-me sempre que sou livre para fazer o que quiser.
Isso assusta-me.
Ent�o o que disseste ontem � verdade, nunca tra�ste o teu marido?
N�o, eu disse que nunca o tra� em Paris.
Disse que nunca o tra� em Paris.
O que fizeste hoje, querida? - Nada.
Como todas minhas amigas em Bangkok. O que se pode fazer aqui?
H� muitas coisas que se podem fazer.
Golf, t�nis, squash...
Uns podem navegar nos canais, ou visitar os pagodas.
Outros fazem amor. - Mesmo quando n�o est�s por perto?
Tu n�o �s a minha propriedade, a minha beleza. Tu �s a pr�pria beleza.
Eu amo-te.
Se � mesmo amor, at� onde pode ir?
Seria um amor pobre se desse para medir.
Eu sou a mulher que desejas? - Mais do que isso.
Eu quero me tornar-me mais que isso. Como posso explicar?
Eu sinto que no amor deve de haver algo mais importante.
Mais brilhante que apenas t�cnica.
Eu estou convencido que a resposta est� no amor f�sico.
Talvez esteja na tua mente, na tua mentalidade.
Uma maneira diferente de conceber amor? - N�o s� amor, tudo.
Eu quero beber-te.
Acho que foi a Marie-Ange que me deixou louco.
Porqu� a Marie-Ange? - Ela � muito para a frente.
Ser� que aquela rapariguinha vai-te revelar os mist�rios do amor?
Porque n�o? Com certeza que preciso de progredir.
Descobrir coisas para me transformar numa mulher real, na tua mulher.
A Marie-Ange � inocente.
Quero dizer, ela � t�o pura.
Sinto-me diminu�da perto dela.
Tu queres fazer amor com ela. N�o te preocupes, eu tamb�m!
N�o, n�o � isso. A Marie-Ange para mim �...
Como uma professora. Como tu.
Ela � muito natural.
Porque dizes: "Ela tem um belo nariz." "Tive um sonho esta noite."
E n�o dizes: "Ele tem uma pi�a enorme." "Ele fez sexo anal comigo"
Tu podes dizer, acabaste de o fazer.
Olha, segura isto aqui com o teu punho sempre flex�vel.
�s um amor.
N�o, chega, para mim chega. Destru� as minhas pernas.
Bom tu ainda as tens, e s�o lindas.
Estou morta. Vamos continuar da pr�xima vez.
A minha patinha est� toda molhada.
Aparentemente, sou um homem livre!
Tu podes fazer o que quiseres, desde que eu tamb�m possa.
Isto vale para todos os meus maridos. - Sou o primeiro, e �nico.
Eu estou a falar dos futuros. - Ouviste isto Emmanuelle?
Eu sonho em ser mais livre um dia.
Eu acho que um marido j� me chega. - Olha, o teu amigo est� a chamar-te.
Com licen�a.
Gostava de te apresentar � Yves, aquela que te falei.
Prazer em conhecer-te, o Jean falou-me muito de ti.
Achei que podiam descobrir Bangkok juntos.
Ele s� conhece aqueles s�tios marotos. - Que horror! Nunca vou l�!
Finalmente um homem virtuoso! - Ele � apenas um hip�crita.
Ele � s� parte de uma classe hip�crita.
Boa noite, vou levar a Emanuelle de v�s.
Tenho um homem para ti. - Quem disse que quero um?
Tu precisas de ter um amante se queres ser uma mulher de verdade.
Mas eu amo o meu marido.
Tu �s um violinista a tocar. Est� na hora do teu primeiro concerto!
Promete-me que vais fazer o que te pe�o. Vai correr tudo bem.
Se isso te excita. - Aqui est� ele!
M�rio, o homem que encontrei para ti.
Mas ele � um velho! - A experi�ncia conta sempre.
Perdoa-me por abandonar esta conversa mal-cheirosa.
Foder � o teu �nico assunto? Vou voltar para a minha triste vida. Xau.
Ela est� zangada.
Permite-me que te apresente a Emanuelle.
Marie-Ange, boa noite. Meus Deus! Que linda que � a tua amiga!
Se quiseres eu empresto-ta. - E se eu quiser.
Tens um corpo espectacular.
Pode-se dizer: "O teu vestido transforma-se em ti."
Eu n�o estou nua, sabes.
O importante n�o � estares nua, mas sim eu ver-te nua.
N�o queres dar um sorriso?
Deixa-me preparar-te uma bebida. - Em que ponto estamos ent�o?
A Marie-Ange falou-me muito de ti.
Meu Deus! O que ser� que ela te disse?!
Ela disse-me sobre os teus jogos e os da Lolita.
Ela acha que j� � hora de te tornares adulta. Ou preferes n�o mudar?
N�o, na verdade n�o. - Ent�o, muda.
Queres jantar comigo uma noite destas?
N�o me respondeste. - Talvez. Vamos a ver. Com licen�a.
Gostaste do M�rio? Ele � espectacular, n�o �?
N�o � assim t�o irresist�vel. � muito clich�!
Ele acha-se o maior.
Porque n�o me apresentas � Bee? - Nem pensar.
Ariane, eu preciso de ti.
Precisas de mim.
Est�s a brincar. Tu est�s nua por baixo da saia.
J� tiveste sexo com algu�m desde o squash? Com quem?
N�o vou dizer. - Ent�o, o que queres?
Eu quero conhecer a Bee. - Tu queres aquela rapariga indecente?
Tu �s como eu. Crian�as iguais, brincam da mesma maneira.
N�o vou fazer isto. Vira-te.
Eu gostava de falar contigo. - Fala, estou a ouvir.
Mas n�o aqui, assim. Eu gostava de te ver outra vez.
Imposs�vel, vou embora de Bangkok amanh� � noite.
Est�s livre amanh� � tarde? - N�o, vou trabalhar.
Vais trabalhar? Deves de ser a �nica por aqui. O que fazes?
Sou arque�loga. Chamo-me Bee.
Eu sei, como o insecto. Por isso trabalhas tanto.
Eu nunca pensei nisso.
O que est�s a fazer? - Combina contigo.
Se n�o quiseres podes me devolver amanh�.
Est�s a brincar. - N�o. Vejo-te amanh�.
A prop�sito, onde � que nos vamos encontrar?
�s duas horas, no pontoon Wat-Sa, nos khlongs.
Nos qu�? - Nos canais, tu sabes.
Sim... eu encontro.
"Querida Emmanuelle"
"Desapareceste t�o de repente. Eu fico � tua espera �s nove, hoje � noite."
"O meu carro vai-te buscar. M�rio."
Aqui. Ajuda-me. Por aqui.
Desculpa-me, estou sem tempo para ti. A minha agenda foi alterada.
Foi sorte termo-nos encontrado a noite passada. Eu raramento saio.
O meu namorado levou-me com ele. - O pol�cia, � teu amigo.
Sim, ele continua a insistir. Tinha que me mostrar a nova farda.
Porque � que olhaste para mim daquela maneira a noite passada?
Porque �s muito bonita.
Queres?
Agora, tu, Bee, o insecto trabalhador, fala-me de ti.
� muito complicado. Prefiro que fales tu de mim.
Eu acho que �s uma rapariga feliz no trabalho, e nunca te chateias.
Era bom que fosse assim!
�s casada?
N�o. - Mas est�s apaixonada.
Estive. Agora j� n�o! Tu sabes, n�o tenho tempo.
Veja, homens se encontram em N.Y. Eles perguntam:''Quanto voc� ganha''
As mulheres perguntam: "Continuas apaixonada casada?" Engra�ado, n�o �?
Nem por isso. Estou a ver que me est�s a julgar. N�o sei o que dizer.
Ent�o n�o digas nada!
E tu, porque � que olhaste para mim daquela maneira ontem?
Porque senti imediatamente que eras diferente.
De todas estas mulheres que conheci em Bangkok.
Um mundo onde fazer nada torna-se uma arte.
Eu sinto-me um prisioneiro a fugir da pris�o.
Est�s aborrecida? - O qu�?
T�dio...
A tua vida � aborrecida em Bangkok?
Talvez. Acho que n�o. De qualquer maneira, j� n�o � mais.
Vais para longe? - Dois dias de viagem.
Um de jipe e outro de cavalo.
Eu adorei ver-te. Desculpa-me se n�o te irei ver mais.
Quando poderei ver-te novamente? - Quem sabe?
Eu nem sequer perguntei o teu nome. - Emmanuelle.
Ent�o, adeus Emmanuelle.
Oh, quase que me esquecia. - Por favor, aceita.
N�o, obrigada. - Por favor aceita. � minha favorita.
S�rio! N�o! N�o acredito!
Adeus Emmanuelle, eu gosto de ti.
�s uma boneca linda. Vamos brincar outro dia.
O que est�s a fazer?
O que me apetece. Sou livre, n�o sou?
Se tu o dizes.
Desta vez ela n�o voltou para casa. - Devias de estar feliz.
Querias tanto que a tua mulher fosse livre:
"Ela n�o � o meu objecto, nem a minha beleza" Ent�o, a� est�!
O que querias realmente n�o era que a tua mulher fosse livre.
S� querias us�-la. Como fazes com estas raparigas.
Quem �? Deixa-o entrar.
Falas franc�s? - Sim, senhor.
Diz ao teu chefe que ele est� atrasado. Muito atrasado.
Agora temos que nos apressar, se quisermos chegar antes de anoitecer.
Ainda falta muito? - Muito n�o. Mas perdemos tempo.
Achas?
N�o foi isso que quis dizer. Vamos.
O que vou vestir?
Aqui est�...
Que noite ontem.
A tua mulher, que belo par de mamas!
Se tivesse uma mulher como a tua n�o vivia em bord�is.
Tenho uma coisa para te dizer.
Eu j� disse isto mil vezes mas apenas para o meu marido.
Sim, eu acho que amo o Jean o mais profundamente poss�vel.
Sim, e foi o que eu pensei.
Ele sempre me disse que o amor � a eterna busca ao prazer.
Tanto com mulheres como com homens.
Mas agora n�o concordo.
Quando eu vi a cascata, pensei, "Que linda!"
Mas eu senti que n�o seria linda se n�o pudesse dividir esta vis�o com quem amo.
Ouve, eu gosto de ti.
Isso significa que n�o te quero magoar.
Mas eu n�o te amo.
Est� bem?
N�o � assim t�o mau.
Deixa-me contar-te uma hist�ria.
Um dia, na escola fiz um trabalho perfeito.
Estava orgulhoso.
A professora acusou-me de ter copiado. Ela nunca se acreditou em mim.
Fui suspenso. Dois dias inteiros.
Quando a minha pena desapareceu, estava triste. Triste de ser consolado t�o rapidamente.
Olha ali, o embaixador.
Eu quero falar contigo.
Agora mesmo n�o tenho muito para dizer. Mas entra. Para uma bebida.
Acabei de chegar.
Acho que j� bebi muito por hoje.
O Gilbert est� com a Martine. Sabes, a filha do consul.
Ela n�o quer ficar sozinha � noite. Actualmente eu tamb�m n�o.
Estou feliz por te ver. Embora n�o pare�as alegre esta noite.
Onde est� a Emmanuelle? - N�o sei.
Ali�s, nem estou interessado.
Apresentaste-a � Bee? - Bem, sim, se � que gostas.
Ela est� com a Bee? Ent�o vai voltar. Elas voltam sempre.
N�o estou a brincar Ariane! - Tornaste-te uma chata.
Bem, isso n�o � bem verdade.
Na verdade tu est�s a ser motivo de goza��o por aqui.
Podes-me ajudar?
N�o sei o que fazer. A Emmanuelle mudou o jogo.
Ela est�-me a trair. - Sabes uma coisa, tu �s rid�culo.
Est�s a fazer exactamente o que a tinhas acusado de fazer.
Est�s a mostrar sentimentos!
Sabes o que s�o sentimentos?
Ao inv�s de reclamares deverias preocupar-te com a educa��o dela.
Se n�o podes, deixa isso para pessoas competentes.
Como o M�rio. Ele parece estar interessado.
Ariane, �s uma puta. - A s�rio?
Ent�o de que � que est�s � espera?
�s uma puta.
O que est�s a usar mais?
Agora, n�o tive inten��o querida.
Cansei-me de brincar aos adultos.
N�o sei como fazer isto direito.
Tentei mostrar interesse nas ideias deles...
Mas agora chega...
Calma, calma. Est� tudo bem.
Na verdade, � bem melhor assim.
Tu s� te irias aleijar.
A paix�o, n�o foi feita para n�s.
� muito triste, e humilhante que te humilhes na frente deles.
Tu precisas de esquecer.
Vinga-te nos bra�os de outra.
� a �nica resposta, e a �nica que ela espera.
Eu ajudo-te, eu ajudo-te.
R�pido! J� passa das 10 horas.
Tu n�o sabes ser pontual? - Eu sou sempre pontual.
Pontual na hora de sair, mas n�o na hora de chegar.
Porque � que n�o gostas de mim? - Eu gosto, mas estou decepcionado.
Eu sei porqu�. Est�s com ci�mes. - Eu com ci�mes? Da Bee?
Pobrezinha, tu realmente n�o percebes pois n�o?
O teu caso com a Bee � tudo o que eu repugno.
Os violinos, as caminhadas � meia noite, n�o s�o para mim.
Eu gosto de coisas suprendentes. Sabes, eu dormi com o teu marido.
Eu sei, ele disse-me. Foi bom?
Foi inesperado. Ele quase que me violou.
Ele violou-te? - Quase.
O que foi isto? - Ajuda-me, por favor. O meu suti�.
Eu adoro a tua pele, � t�o suave, e lisa.
Larga-me! - O que se passa?
Estamos atrasados, foste tu pr�prio que o disseste.
Podemos jogar squash noutra altura qualquer. Mas podemos jogar noutro s�tio.
Solta-me.
Deixa-me dar-te um conselho. - N�o!
Mas vou-te dizer na mesma.
Tu est�s a atravessar a vida como um beb� � espera da primeira constipa��o.
Tu vais-te tornar uma est�tua, a n�o ser que brinques contigo mesma.
Se queres viver e esquecer a Bee, precisas de aprender. Vai ver o M�rio!
Porque � que voc�s todas me falam desse homem velho.
Os homens velhos s�o a arca do tesouro da ci�ncia er�tica.
Ci�ncia er�tica?
Quando se � jovem, fazer amor � t�o natural como comer ou respirar.
Quando ainda fazes amor na idade do M�rio, � poesia.
� algo que realmente queres, e na qual tens que refletir.
Isto � erotismo!
Vai ver o M�rio.
Eu n�o gosto dele. � desagrad�vel. � um Don Juan velho.
Tu prometeste � Marie-Ange que far�s tudo o que ela pedir.
Como � que sabes?
Ela disse-me. - Eu quero ver a Marie-Ange.
Ela est� com os pais na praia. Eu prometi que ir�amos visit�-la.
Estiveste com ela quando eu estava fora? - Sim.
Porque � que convidaste o M�rio?
Ele veio procurar-te na noite passada. Ent�o disse-lhe para voltar.
E ele aceitou? - Claro. �ptimo!
Tu ofereceste-me como uma ovelha para um sacrif�cio.
E tu? - Eu n�o queria arruinar a noite.
Eu tenho que ir para a Vientiane durante dois dias. Est�s a usar a viol�ncia.
Tu �s bonita.
� o m�nimo que eu podia fazer.
Estou tentado a ter-te aqui.
� nova lei!
Antes de bebermos posso saber que lei?
Essa lei diz que fazer amor sem culpa � maravilhoso.
A virgindade n�o � nenhuma virtude. O casal n�o � o limite.
As pessoas devem ampliar os seus horizontes at� o limite.
Ent�o, � nova lei!
Vamos comer agora. Comer tamb�m � importante.
O Jean diz que h� uma coisa mais importante.
Vir-nos muito.
Eu n�o tenho medo.
Muito bem. Abaixo todos os medos.
Medos de pensar em ser feliz.
Todos esses medos formam uma falsa moralidade.
O conformismo, recusa � vida. Resumindo: mentiras!
Anda c�.
V�s estas pernas? Pega! S�o tuas.
Estou a dar-tas.
N�o se pode dar tudo � mesma pessoa.
Mas o que � que queres? Que parte de mim queres?
Deixa-me ir. - O qu�, deixar-te ir?
Ou estar satisfeito com o que eu sou.
Faz amor comigo e manda-me de volta para o meu marido.
O teu marido n�o est� l�. Ele mandou-me para ti.
Mas porqu�?
Para te fazer quebrar a barreira. Para te levar � terra do erotismo.
Erotismo, como se consegue isso?
Bem, como posso explicar?
� um culto aos prazeres sensuais? - De maneira nenhuma.
N�o � um exerc�cio aos sentidos mas mais um movimento da alma.
� uma arte, uma escola para se humanizar actos sexuais.
� uma recusa ao sub-ref�gio. � a pr�pria lucidez.
Bem, se � s� isso, n�o � muito tentador.
Ent�o o erotismo � o oposto de fazer amor?
� mais atrav�s do amor.
� um esfor�o para quebrar o dia a dia.
� a vit�ria dos anos contra a natureza.
Eu prefiro achar que o amor � simplesmente prazer.
O que conta n�o � fazer amor mas a maneira como o fazemos.
Referes-te �s 32 posi��es! - Disparate.
Os Asi�ticos falam sobre t�cnica a toda a hora.
Mas o corpo � necess�rio para se alcan�ar a etapa importante.
Tira a morda�a.
Grita os teus desejos!
Destr�i os valores estabelecidos.
Enche a tua cabe�a com sensa��es que ningu�m te pode dar.
Usa o diferente, o extraordin�rio!
A mulher que fica gr�vida na sua cama matrimonial n�o conhece o erotismo!
Vai al�m de palavras e sentimentos.
A mente vazia e amedrontada que sou...
... s� ficar� satisfeita na morte.
Porque � que est�s a dizer isso?
Eu esperei que ela fosse dormir. Sa� a meio da noite.
Nem sei como cheguei novamente a Bangkok.
A Bee n�o existe. Tu inventaste-a.
Talvez tudo o que vivi por um tempo foi s� um sonho.
� porque estamos noutro s�tio. Destinados a actividades rid�culas.
O Napole�o gastou metade dos seus dias em Sta. Helena, a contar colheres.
Alguns n�o se entregam por nada.
Alguns s�o curiosos, querem saber tudo. Nisto todos concordam.
Mas quando se fala em sexo, � um esc�ndalo.
Eu sou um colecionador, porque � muito respeit�vel.
Eu coleciono situa��es.
Possiu-me agora. Tu ainda n�o me conheces.
Isso seria muito f�cil. Deixa-me que eu guio-te.
Este momento � sempre igual. No entanto, eu irei torn�-lo inesquec�vel.
O amor verdadeiro � sempre contra a natureza.
O amor verdadeiro � erec��o, e n�o orgasmo.
O casal deve ser proscrito.
Uma terceira pessoa, introduzida � for�a.
Espera por mim aqui.
Thai-boxing. J� alguma vez viste? - N�o.
� um desporto selvagem. Tu vais ter o privil�gio de o testemunhar.
Vais viver a luta como ningu�m.
H� um pr�mio para o campe�o.
Quem preferes?
Estou t�o orgulhosa como na minha primeira menstrua��o, tinha 12 anos.
Eu detesto idiotas, e todos aqueles que se riem como se estivessem com c�cegas.
Eu sou toda mulher.
O dia n�o � para pessoas como n�s.
O que queres mais de mim?
Em primeiro lugar, tira o teu vestido.
Estou cansada.
Tu n�o me queres, pois n�o M�rio? - Eu quero outra pessoa.
� outra Emmanuelle. Aquela que eu ainda n�o conheci.
Aquela que nem tu conheces.
Alguns descobrem o desconhecido desequilibrando os pr�prios sentidos.
O casal deve superar isso...
Uma terceira pessoa introduzida � for�a...
O casal deve superar isso.
Uma terceira pessoa introduzida � for�a.
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