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Original subtitles

NOVA ZEL�NDIA

1866

Viver � uma ben��o, n�o uma maldi��o.

Metade de nada � igual a nada.

Anna. Anna.

- Quem � ela? - N�o sei.

Minha senhora.

Quem �? Quem � voc�?

Sr. Lauderback, h� um corpo.

Anna. Anna.

Anna...

Acredita nisto?

S�o magia. Uma sorte incr�vel,

desde que n�o mate um com uma besta.

- O que aconteceria? - Se matar um albatroz,

o vento cai, o sol arde cada vez mais quente

e dois esp�ritos erguem-se das profundezas, um pesadelo.

Jogariam dados aqui no conv�s, e quem ganha reclama a tua alma.

- N�o tenho uma besta. - Nem eu, gra�as a Deus.

Sr. Emery Staines.

Menina Anna Wetherell.

- � a sua primeira viagem mar�tima? - Sim.

Tamb�m � a minha. N�o era o que esperava.

Imaginei sempre que, no mar,

o horizonte formasse um c�rculo � volta do barco.

Mas era um quadrado.

Sim, um quadrado. Com esquinas.

Impressionantes.

- Apresentamo-nos? - Fizemo-lo agora.

Sim. Mas n�o sabemos quase nada um do outro.

Sei que voc� reconhece um albatroz.

Sei que vai para a Nova Zel�ndia, provavelmente para procurar ouro.

Tal como eu.

E sei que a sua cama deve ser das primeiras, porque n�o o vi.

E sei que perdeu um bot�o do colete recentemente.

Muito bem. Eis o que sei sobre si.

- Acorda cedo. - N�o. Hoje foi exce��o.

Acredito que sim.

Na verdade, fa�o anos.

Um presente de anivers�rio.

Para o colete.

Voc� estragou a sua manga.

Posso arrega��-la.

Perdoe-me, a menina � comprometida? Posso visit�-la no seu hotel?

Lamento. Fui demasiado direto.

Posso ir eu ter consigo?

Porque n�o? Como se chama o meu hotel?

- Staines! Vem c�. - Pois.

�s 19h?

Na sala de jantar, caso haja.

�s 19h.

Onde � o hospital?

N�o h�.

Encontrei-a assim, b�beda. N�o sei quem �.

N�o � �lcool, � �pio.

� prostituta, caso n�o tenhas notado.

Voc� � Alastair Lauderback. N�o vemos muitos pol�ticos por c�.

Li as promessas de campanha com interesse, Sr. Lauderback.

Estradas, carris, t�neis, valas.

Leve-a para a cadeia.

Algum problema?

Receio que haja algo mais.

Pr�ximo.

Pensei ter ouvido o meu nome, mas n�o.

- Lamento. - Pr�ximo!

- Viaja s�? - Sim.

Solteira?

� um problema?

N�o para mim.

Assine aqui, por favor.

� um xelim. Obrigado.

Ent�o chin�s, est�s na fila errada. �s est�pido? Vai para o fim.

Bem-vinda ao Novo Mundo.

Carne fresca, carne fresca! Temos carne fresca!

Tr�s xelins por 0,4 hectares, compre o seu para�so.

Todos os terrenos t�m ouro. Bilhetes e despesas pagas.

Venham tentar a vossa sorte.

Senhora.

Tr�s xelins 0,4 hectares. Compre o seu para�so. N�o est� interessada?

Todos os terrenos t�m ouro. Bilhetes e despesas pagas.

- Tente a sua sorte! - De quando � o mapa?

Este mapa, senhor, � novinho em folha. Aonde quer ir?

Recomendo o Monte Ida.

Pare! Ladr�o!

Pare!

Algu�m o pare!

Largue isso!

Largue!

- Isso � meu! - Larga!

N�o sei como lhe agradecer.

Estamos em desvantagem num�rica, temos de nos ajudar.

- Sra. Lydia Wells. - Mna. Anna Wetherell. Cheguei agora.

- De onde? - Londres.

- Sozinha? - Sim, senhora.

Mandada para algu�m ou por algu�m?

Por mim mesma.

Quando faz anos? O dia em que nasceu? Sabe?

- Porque pergunta? - Pergunto a todos.

- � hoje, na verdade. - A s�rio? Hoje.

Venha comigo.

Menina Wetherell, como ganhar� a vida aqui no fim do mundo?

- Pensei procurar ouro. - Uma bela ambi��o.

Mas o dinheiro a s�rio n�o est� nas explora��es,

est� nas cidades.

A minha casa rende uma fortuna. A Casa dos Muitos Desejos.

Abro todos os dias �s 22h.

Cartas antes da meia noite, sorte entre as 02h e as 04h.

E, dependendo da companhia, algum tr�nsito de mortos.

Voc� sabe mesmo ler a sina?

- Sim. - Como?

Quando me perguntam se sei ler sinas,

a pergunta que se segue � se posso ser a sua.

Tem jeito para os neg�cios.

Venha visitar-me, Mna. Wetherell, esta noite. Insisto.

Vou fazer o seu mapa astral, descobrir o que a motiva.

Lamento, mas n�o posso, esta noite. Tenho um encontro.

Uma pessoa que conheci a bordo, vou ter com ele ao seu hotel.

N�o sabe ler.

O que diz?

Hotel Matterhorn. Rua Cumberland.

O Matterhorn.

Conhece o hotel?

Muito bem. Moro ao lado.

Que belo acidente foi este.

Lamento.

Quero que saibas que se ganhar a sorte e tu n�o, podes bazar,

- porque � de quem encontra. - Filho da m�e convencido.

O meu � maior do que o teu.

E tem melhor vista.

Pois. Preciso de um prato, um saco e um mapa.

Abram caminho!

Abram caminho!

Abram caminho!

Filho da m�e sortudo.

Temos 907 gramas.

Homem de sorte.

Quase cem libras.

Vou testar a pureza.

Meu Deus.

- O ouro � puro. - Como magia.

Muda de volta.

N�o respires por cima.

Obrigado.

H� aqui muitas coisas usadas.

N�o, eu coisas novas compradas na loja.

- Usado � comprar a m� sorte de outro. - Que disparate.

- Como n�o acredita na sorte? - Eu acredito na boa sorte.

Apenas n�o acredito na m� sorte.

- Viver � uma ben��o, n�o uma maldi��o. - Olha para ti, Romeu.

Preferia ser a Julieta.

Ela tem melhores falas.

Ainda assim acaba morta.

Paga-se todas as noites adiantadas.

Se ficar doente, apanhar piolhos,

ou arranjar sarilhos... � despejada.

Nada de bebidas, barulho,

nada de homens. Entendeu?

Sies pences por noite.

A minha carteira.

Desapareceu.

Se n�o pode pagar, n�o pode ficar.

- N�o fazemos caridade. - Eu tinha-a na alfand�ga. Eu...

- O Rapaz. Deve ter... - V� andando. Mexa-se.

Fui a todos os navios.

Ningu�m me tocava ao ouvir o meu nome.

D�-lhe tempo.

E se simplesmente fug�ssemos?

Vend�amos tudo e recome��vamos.

Sabes que n�o posso fazer isso, Francis.

Um condenado, Lydia, � tudo o que veem.

- Toma. - N�o.

N�o � uma oferta.

� um adiantamento.

Preciso de que te livres duma pessoa.

Desculpe.

Nunca tinha visto uma pepita.

N�o � real, � pechisbeque.

Cinco partes de cobre e uma de zinco.

Se tivesse uma pepita desse tamanho n�o a coloca na montra.

Comprava a cidade e porto.

Sabe o nome que dariam a uma desse tamanho?

"O regresso a casa". N�o � bom?

Precisa de ajuda?

Pode indicar-me onde fica o Hotel Matterhorn?

Claro.

Claro, pode solt�-la.

Foi acusada de vadiagem, embriaguez p�blica e tentativa de suic�dio.

Como prova isso?

� uma prostituta, n�o tenho de provar.

Vamos.

Tens um corpo a�?

Compreendes? Falas ingl�s?

Compreendo-te.

Tira o chap�u.

Viu-o morrer?

N�o.

N�o vi.

A rapariga estava com o corpo?

L� fora. Desmaiou. Aqui.

E ele?

L� fora.

Sabe o nome dele?

Staines?

N�o. Ningu�m aqui tem esse nome.

Se calhar, cheguei muito cedo.

Esperarei por ele.

Menina.

N�o, obrigada.

Tem de pedir qualquer coisa.

Tem de comprar

ou tem algo para venda?

HOTEL MATTERHORN

O que � isto?

- Reconhece-o? - N�o.

Nem eu.

Mas se for homic�dio, isto d�-nos tudo de que precisamos.

Financiamento, asilo, uma capela se quiseres.

Vamos traz�-lo.

- Tu n�o. - N�o vou deix�-lo.

� um costume nativo, fazer vig�lia ao corpo.

� meu irm�o.

Teu irm�o?

N�o vou deix�-lo.

Acreditam que a alma s� sai depois do enterro.

� s� uma supersti��o, senhor. � inofensivo.

Governador,

pelo amor de Deus.

Se chegar a menos de 50 metros deste corpo antes do enterro,

dou-lhe um tiro aqui mesmo, Deus seja minha testemunha.

V�-se embora.

50 metros. Comece a contar.

Aquilo foi mesmo necess�rio?

No banco.

Sr. Lauderback.

Reverendo.

- Odeio ver um homem sem uma bebida. - Obrigado.

A rapariga n�o vem?

Imagino que pare�a muito tolo.

N�o posso julgar. Espero a mesma mulher h� 15 anos.

- Ela casou com outro. - Lamento.

Roubou-me a carteira, foi como a conheci.

Estava a inclinar-se para prender-me uma flor � lapela,

n�o senti nada.

- Sabe o que levou? - A carteira?

O meu astrol�bio.

N�o para vender, para usar.

E usou. Aprendeu a l�-lo.

Quando a apanhei, j� sabia o nome de todas as estrelas.

- �s marinheiro? - N�o.

Eles t�m uma regra sobre ruivos,

tens de lhes falar primeiro.

Sen�o, d� azar.

Foi o meu erro.

� sua sa�de e felicidade.

E � sua.

Francis Carver.

Emery Staines.

Quantas vezes j� te disse para te manteres limpo? V� o teu estado.

Eis um navio a chegar.

- Boa noite. - Boa noite.

- Procuro a Sra. Lydia Wells. - Melhor e melhor.

Vem matar a sede?

Chamo-me Dic Mannering.

- �... - O senhorio, vim buscar a renda.

O que aconteceu?

Quem � voc�? A Pol�cia?

Menina Wetherell.

- Mna. Wells, excedeu-se. - Aqui est�.

- O que est�s a fazer? - � espera de sermos apresentados.

Mna. Wetherell, o Sr. Richard Mannering.

O Sr. Mannering est� no ramo dos im�veis, Mna. Wetherell.

� um dos meus investidores, e sabe sair sozinho.

Tirar-lhe-ia o chap�u, mas perdi-o hoje numa aposta muito m�.

Sra. Wells.

Vamos l� acima.

- Vai para as explora��es? - Sim, � o que espero.

- H� dinheiro em Hokitika. - Ouvi falar em Lawrence.

Isso foi h� tr�s anos. Hokitika � melhor.

Do outro lado da ilha, campo novo, intocado.

- J� l� esteve? - N�o estou interessado.

- A corrida ao ouro n�o o interessa? - � demasiado incerto e demorado.

Primeiro roubada, depois, tra�da.

Nos seus anos. Que horror.

Sei que h� uma explica��o.

Sofreu dois grandes golpes hoje, menina Wetherell.

N�o permitirei um terceiro.

Vai ficar aqui comigo.

- � muito gentil. - Dorme no quarto do meu marido.

- Ele est�... - Nas prospe��es at� o inverno.

- Posso fazer-lhe uma pergunta? - Claro.

- Perguntou sobre os meus anos. - Sim.

O que significa ter os anos em comum com outra pessoa?

Quase nada. � bastante comum.

N�o � s� o dia que importa,

mas o ano, a hora, o minuto,

at� o horizonte, tudo tem um papel.

Algo deve ter-lhe acontecido, algo inevit�vel.

- � a fronteira, quem oferece mais, ganha. - Ela n�o faria isso.

- N�o a tinha visto uma s� vez? - Sim, mas...

Houve magia entre n�s, algo absoluto.

- N�o bebo mais, desculpe. - N�o se recusa bebida servida.

- � azar? - N�o. � falta de educa��o.

A um tipo de magia.

Claro que h� uma circunst�ncia.

� assunto de lendas, s� li em livros.

Mas

se duas pessoas nascem ao mesmo tempo

perto uma da outra,

tornam-se g�meos astrais.

Os mapas astrais s�o id�nticos, bem como os destinos.

Partilham o destino.

Vou mostrar-lhe.

A primeira coisa a saber

� que o c�u est� sempre a mover-se.

Fiz este mapa de manh�, e agora...

Estamos aqui.

O sol p�s-se, V�nus ascendeu e a lua � nova.

V� este minuto

e diz-me o que v�.

Esta exata configura��o de estrelas, planetas e horizonte

vista nesta altura, neste dia deste lugar na Terra.

Este padr�o nunca existiu antes e n�o voltar� a existir.

� uma impress�o digital c�smica.

V� esta hora amanh� e o sol ter-se-� posto mais cedo,

a lua estar� mais alta no c�u

e outra estrela estar� no horizonte.

E todos os �ngulos ter�o mudado.

Voc�, Anna Wetherell,

� absolutamente singular.

O que � est� aqui, agora,

nesta sala, neste corpo e em mais lado nenhum.

E, exatamente como o c�u, tamb�m est� a mudar.

Amanh�, ser�

ligeiramente diferente e ver� um c�u ligeiramente diferente.

Assim em cima como em baixo.

O que nos leva � segunda li��o.

Todas as pessoas leem o padr�o � sua maneira.

N�o h� certo ou errado, bom ou mau.

H� o que v� e o que n�o v�.

Como v� o futuro?

Ningu�m tem esse poder.

O destino, menina, n�o � o que vai acontecer.

� o que deve acontecer.

Se puder convenc�-la de que lhe est� destinado um certo caminho,

� o caminho que vai escolher. � muito simples.

Mas isso n�o � o destino.

Desculpe?

� apenas sermos n�s.

As escava��es s�o letais no inverno.

Fique at� � primavera.

Dois xelins por noite e pens�o completa.

O que me diz?

Boa noite, obrigado pela companhia.

- Aonde vai? - Encontrar a Mna. Wetherell.

- Vou consigo. - N�o � preciso.

N�o faz mal, voc� acabou de chegar.

- Nunca lhe disse isso. - O qu�?

- Que cheguei hoje. - N�o � preciso, � evidente.

- Boa noite. - Bebamos mais uma.

- N�o. - Tenho algo a mostrar-lhe.

Sim?

� um contrato de patroc�nio comum. H� em todo o lado.

Eu, o patrocinador, compro-lhe o bilhete,

a licen�a, a bolsa, tenda, prato, tudo o que precisa,

e alimento-o e dou-lhe �gua enquanto l� est�.

Como pagamento, fico com metade do que encontrar.

Vi-o e ocorreu-me tentar a sorte.

Nada de chineses.

N�o estou interessado.

J� disse, nada de chineses! Fora!

Francis Carver.

Fala ingl�s, rafeiro.

Basta!

Apanhem-no! Algu�m o apanhe.

Quem era?

O espet�culo acabou.

Saia daqui.

V�!

30 minutos para abrir a casa.

D� para beber um ch�.

Sei onde est� a minha bolsa.

Onde?

Fui nadar. Devo t�-la deixado na praia.

Vou busc�-la de manh�.

Fa�o o ch�?

Importa-se?

Mna. Anna Witherell, pens�o da Sra. Pennington, Rua MacAndrew.

Obrigado.

S� senhoras.

Procuro uma h�spede, a Mna. Anna Witherell.

- N�o est� c�. - T�nhamos planos

e ela n�o apareceu. Queria saber se estava bem.

N�o est� c�.

Sei que � tarde, mas ela receber-me-ia. Pergunte-lhe.

Ela n�o ficou.

Fora. Fora!

- Ponho um sorriso na tua cara. - Obrigado, n�o.

- Procura algu�m? - N�o.

- Dou-te o que quiseres. - Perd�o.

- Queres outra pessoa? - N�o.

Diz-me o que queres, qualquer coisa. Eu encontro.

- Procuras algu�m? - N�o.

Por aqui.

Quer um charuto?

Onde raios encontrou esta, Sra. Wells?

Foi o contr�rio, a Mna. Wetherell encontrou-me a mim.

Os cavalheiros aceitam uma bebida?

Posso ver a cara dele?

Pode dizer-me como morreu.

Ou esperamos a aut�psia?

N�o o matei.

O que estava c� a fazer?

Onde?

Sabe qual � a pena por homic�dio, Mna. Wetherell?

Morte por enforcamento.

Deus Santo.

Quem � este?

Chama-se Crosbie Wells.

Crosbie Wells?

Quem � Crosbie Wells?

Exato. Mna. Wetherell? Quem � ele?

Para encontrar a Mna. Wetherell.

Estou a quebrar o contrato.

Morreu.

Deixem-me ver a cara.

- Por favor? Deixem-me ver a cara dele. - J� chega, reverendo.

Boa tarde. Sou Gascoigne, represento o tribunal.

Estou autorizado a recolher a fian�a e marcar a acusa��o.

A fian�a universal � uma libra.

Para quem quer pagar em ouro puro,

s�o nove gramas.

Mas reservamo-nos no direito de examinar as impurezas.

Mna. Wetherell?

O que se passou?

N�o me lembro.

Quem � Crosbie Wells?

Onde obteve isto?

Est� em todo o lado.

Em todas as costuras.

Fique com ela.

- Algum problema, Sr. Gascoigne? - Tem de aceitar.

Tem de aceitar.

- Tem de aceitar - Sr. Gascoigne.

A Mna. Wetherell...

est� livre sob fian�a.

Senhores.

Senhor Lauderback?

O Jornal mandou-o chamar.

Mna. Wetherell!

� melhor vir comigo.

Fique com isto. Pertenceu � minha mulher.

� preto.

Ela era tuberculosa. Era para esconder o sangue.

Seja bem-vindo, Sr...?

Ben Lowenthal do West Coast Times.

E que tempos s�o, Sr Lowenthal. Que tempos.

Quebramos a tradi��o e vamos l� para fora?

D�-me isso.

- Quanto tem a�? - N�o sei.

Deixa-me ver.

Cheguei a este pa�s, Sr. Lowenthal, com dois objectivos.

O primeiro, fazer fortuna. E o segundo duplic�-la.

Posso perguntar-lhe sobre as circunst�ncias da sua chegada?

Fiz a viagem por terra, n�o por mar, porque acredito firmemente que

- Refiro-me... - sem o caminho-de-ferro...

O que aconteceu a noite passada com a Menina Wetherell?

- Conhece-a? - As mulheres neste lugar s�o raras, senhor.

Conhe�o-as todas.

Ela estava inconsciente?

Sim, bem...

isso vai mexer negativamente com a campanha, n�o �?

N�o sei, senhor. Voc� encontrou-a, trouxe-a consigo.

Eu chamaria-lhe um acto de hero�smo.

Chamaria?

Tenho um trabalho para si.

Dois metros ou o m�ximo que conseguir.

Era irm�o dele ou n�o?

Um homem est� morto, talvez assassinado, e n�o viu nada?

No meio do nada, a meio da noite.

Um pol�tico, um selvagem e uma prostituta.

Parece uma charada, n�o �?

O come�o de uma anedota.

Nunca vi este ouro antes, juro.

Anna, o que aconteceu ontem � noite?

Anna, por favor.

Fui trabalhar.

WEST COAST TIMES

BANCO DA NOVA ZEL�NDIA

E depois?

Acordei.

Tarde.

Senti-me

estranha.

Como se n�o fosse eu pr�pria.

Era mais do que isso. Senti-me...

Senti que

me tinha tornado outra pessoa.

Acredito em boa sorte.

Mas n�o acredito na m� sorte.

Lamento.

Isso � o �pio a falar.

N�o tomei �pio nenhum ontem � noite. Nem lhe toquei.

- Porque me mentes? - N�o minto.

Estavas inconsciente.

- Cheiras a �pio. - Estou a dizer a verdade!

Quem � Crosbie Wells?

N�o o matei.

Mna. Witherell.

Venha jogar � roda da fortuna.

Sam?

- Como se joga? - Como acha? F�-la girar.

Quem � esse?

� o meu marido,

Crosbie Wells.

Legendas: Melissa Lyra

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