All language subtitles for Max.Mon.Amour.(1986).Nagisa.Oshima.DVD-Rip

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Original subtitles

MAX Meu amor

- Nelson. - Sim, papai?

Pode atender?

Se for a sua av�, diga que n�o estou.

Sim, ol�.

N�o, ela n�o est�. N�o sei.

- Quem �? - � para mam�e.

- Est� com H�l�ne. - Mas � H�l�ne quem a procura.

Al�, H�l�ne? Margaret n�o est� na sua casa?

Achei que ela iria te visitar.

Deve ter mudado de ideia.

Sim, direi. Tchau.

Oi, Nelson.

Oi. Como vai?

Como tem passado?

- Por onde andou? - Estava na H�l�ne.

� muito simples.

Sua esposa est� alugando um pequeno apartamento.

- Tenho o endere�o aqui. - Aluga um apartamento?

Sim, � na �rea da classe oper�ria... quarto andar, sem elevador.

Tome.

Ela est� l� todas as tardes...

mais ou menos por duas horas e meia.

Bom, vai todos os dias, exceto aos domingos.

Acha que tem um amante?

Bom, se levarmos em conta nossas experi�ncias,

creio que isso seria perfeitamente poss�vel.

Quem �?

Esse � o �nico problema. N�o sabemos quem �.

Desde que come�amos a investiga��o, h� uns 10 dias,

- ele n�o saiu do apartamento. - Nem uma vez?

Nenhuma, Sr. Jones.

Mas... como algu�m poderia ficar por 10 dias num apartamento,

sem sair sequer uma vez?

Deve gostar de ficar em casa.

Ou ter� suas raz�es. Talvez se esconda da pol�cia,

Talvez esteja com uma doen�a grave, ou seja famoso.

- Claro. - Conhec�amos um cantor,

Um �dolo de verdade, que nunca sa�a da sua casa.

Voc� � um diplomata, Sr. Jones.

e est� um tanto alheio ao fato de vivermos em um mundo perigoso.

Todos buscamos um lugar para nos escondermos.

Posso ter uma c�pia da chave?

Na verdade, isso seria ilegal.

- Recompensarei o esfor�o. - O que me lembra,

de que aqui est� sua fatura.

N�o tenha pressa.

Certo.

- Queria algo, Camille? - A rainha est� chegando.

- Agora? - N�o, dentro de 3 meses,

numa visita oficial. Ainda � segredo,

mas pensei logo em te dizer.

Dever� planejar toda a agenda cultural.

- Certo. Bom, obrigado. - Posso lhe ajudar, se voc� quiser.

� muito am�vel. Agrade�o.

- Verei voc� no final de semana? - N�o tenho certeza.

Como est� Margaret?

Muito bem, obrigado.

- Com licen�a... - Por favor.

Senhor?

Nem uma palavra sobre a rainha.

Pode contar comigo.

Com certeza, podemos lan�ar uma luz sobre este mist�rio...

claro.

- Qual mist�rio? - Ah, nada.

Margaret?

Sou eu, Peter.

Margaret, pode me ouvir? Abra.

Abra a porta. N�o est� trancada.

Senhor, sou o marido desta mulher.

Levante-se, por favor.

N�o tenha medo. N�o precisamos fazer um esc�ndalo.

Por favor, levante-se. N�o estou armado.

Onde est�o suas roupas?

Por favor, vista-se e conversaremos.

De onde voc� �?

Aonde vai, Peter?

Est�o sozinhos? Voc�s dois?

Bom, sim. Claro.

E os outros dias tamb�m?

Sim, os outros dias tamb�m.

N�o posso acreditar. Simplesmente n�o posso acreditar.

Acho que est�o nos esperando para ir.

Parece surreal. Pensei que te conhecia bem,

e de repente, isso.

Peter, pode pedir a conta?

Me diga apenas uma coisa, honestamente.

Este macaco � seu amante?

Sim.

Mas � imposs�vel.

Margaret, o que aconteceu? Voc� ficou completamente louca?

Estou cansada, Peter. Vamos para a cama.

Acabo de descobrir que voc� � amante de um macaco,

e vem me dizer "vamos para a cama"?

Eu quero entender, Margaret.

Pode se colocar no meu lugar por um instante?

Quero saber de tudo. Desde o come�o.

- O qu�, por exemplo? - Sua vida sexual, por exemplo.

O que voc� faz com ele?

Eu n�o te pergunto sobre sua vida sexual com Camille.

- N�o � a mesma coisa. - Claro que �.

Por que escolheu um macaco?

Ele tamb�m me escolheu.

Podemos ir?

N�o vai deixar nada?

- Quanto paga por m�s? - Pelo qu�?

- Pelo apartamento. - Ah, n�o muito.

- 2.000 francos. - Bom...

Por que n�o o traz para casa?

N�o fala a s�rio.

N�o somos mais crian�as. Devemos encontrar um modo de lidar com isso.

E Nelson?

Ficaria encantado.

Falo s�rio. Podemos viver todos juntos.

Est� fora de quest�o.

O que ele faz sozinho todas as noites?

Dorme.

- Margaret, tenho certeza que � poss�vel. - O qu�?

- Vivermos todos juntos? - Sim.

O ci�me � uma doen�a que ningu�m pode controlar.

Se o que quer � me deixar enciumado, � melhor deix�-lo onde est�.

Um dia irei sacar uma arma e disparar.

Talvez tenha raz�o.

Poder�amos tentar.

Nelson.

- Como me sa�? - Tem um pouco de medo. Max.

Saia agora. Devagar.

N�o tenha medo. N�o se preocupe. N�o te abandonarei.

- Se chama Max? - Sim, se chama Max.

- Quem �? - Sou eu, Maria.

Oi...

Fique calma, Maria.

Por aqui.

Espere aqui. Eu abro.

Bem. J� podem entrar.

Vamos, Max. Entre.

Vamos, Max. Saia.

- Eu irei. - V�, mas tenha cuidado.

Os chimpanz�s t�m muita for�a.

Sim, eu sei.

Vamos, Max, venha. Venha aqui. N�o tenha medo.

Vamos. Venha at� mim.

� um gorila?

N�o, Maria. � um chimpanz�.

N�o tenha medo.

Venha aqui. Venha at� mim.

A� est�, Max. Bom.

Conseguiu. Entrou.

Pronto.

Tchau, senhor.

Maria?

Se sente melhor?

Oi, papai.

- Como est�? - Bem, e voc�?

Estou bem.

N�o foi � Embaixada hoje?

N�o.

- E mam�e? - Continua no quarto.

Com Max?

E est� tudo bem?

Espere um segundo.

Margaret, sou eu. Est� tudo bem?

Sim, est� tudo bem, Peter.

N�o entre, por favor.

Ent�o n�o precisa de mim?

N�o, de maneira alguma.

- Sair� logo? - Sim.

Sim, em um minuto. Pode nos deixar a s�s?

Ah, n�o esperava te encontrar aqui.

- Que houve? - Vim ver Margaret.

Para conversar um pouco.

Conversar? Sobre o qu�?

Sobre voc�.

Bom, Margaret n�o est�.

Bom, posso entrar?

Na verdade, tenho companhia.

Quem?

- O detetive? - N�o, o detetive n�o.

- Que barulho foi esse? - N�o era nada.

Algu�m na cozinha.

E porque contratou um detetive?

O que tentava descobrir?

Nada importante.

- Oi, Nelson. - Oi, Camille.

- Que hora Margaret volta? - N�o tenho ideia.

N�o sei onde est�.

Tome, d� isto � sua m�e.

Est� me escondendo alguma coisa?

Claro que n�o. Por qu�?

Verei voc� por esses dias?

Claro que sim. Nos veremos amanh�.

Descobrirei o que se passa.

- Prometo. - Tchau.

Por que disse que a mam�e n�o estava?

Nelson?

Nelson, cad� voc�?

Aqui.

Nelson, que faz a�? Volte j�!

- Estou olhando. - J� te disse para n�o ir at� l�.

- Volte, Nelson. - N�o, ficarei aqui.

Hoje iremos fazer um pequeno experimento.

Tomaremos caf�, os tr�s juntos.

� verdade? Voc� o deixar� entrar?

Sim, sim.

Mas certifique-se de que todas as portas da sala de estar estar�o fechadas.

E se ele se mover muito, n�o o provoque

e n�o se mova.

Irei busc�-lo.

Max?

Max, venha.

Venha.

Vamos sair. Venha.

Por aqui.

Oi, Max.

Por aqui.

Nelson.

Sente-se e vamos comer.

Max, venha aqui.

Venha sentar-se.

Bom garoto. Vamos.

Olhe.

Coma.

Por qu�?

O que se passa? Quem trancou a porta?

Nelson, pode abrir, por favor?

Estamos fazendo um pequeno teste.

Oi, Max.

Aperte-lhe a m�o, Max.

Como est� esta manh�?

J� tem dez dias que est� conosco.

Achei que estava na hora de nos acompanhar.

Eu li que eles n�o gostam de crian�as para nada.

Maria, n�o tenha medo, n�o s�o perigosos.

- Me d� isso. - Maria, o que tem em seu rosto?

N�o... sei.

Apareceu de repente.

J� foi ao m�dico?

- N�o, senhor. - Pois deveria ir.

- Parece um eczema. - E seu rosto est� todo inchado.

Vamos, Nelson. Se apresse ou chegar� tarde.

Um dia fui ao zool�gico com uma amiga,

n�o sei por que...

eu o vi... e ele me olhou.

Ficou me olhando por um bom tempo.

Dei-lhe algo para comer.

Eu o achei muito atraente.

No dia seguinte voltei sozinha

e ele me reconheceu.

E ficou me observando de novo, por um longo tempo.

Falei com um dos guardas, e ele me disse que o haviam comprado...

...de um circo que faliu.

Mas n�o era feliz no zool�gico.

Sentia-se s�.

Recusou-se a ter qualquer contato com os outros macacos.

O guarda me disse que se eu quisesse,

poderia lev�-lo, por um bom pre�o.

Isso � tudo.

Como amor � primeira vista.

Tem um pequeno rascunho aqui.

N�o � nada.

Ela poderia ter escolhido um dia melhor para sua festa de anivers�rio.

N�o se esque�a das flores.

Quer ir para casa?

Est� demorando, H�l�ne.

- N�o fica? - Sim, fico.

Vem? Os Bechel chegaram.

Me diga, quando diz que est� indo me ver, quem voc� visita?

Archibald voltou?

N�o.

Ent�o � algu�m novo. Eu conhe�o?

N�o.

Peter j� sabe?

Desculpe-me, H�l�ne.

Oi? Sim, mam�e.

N�o, n�o posso falar agora. Tenho convidados.

Sim. Est� bem. Me liga amanh�?

Se cuide. Tchau.

- Voc� gosta? - Muito.

Soa como um collie.

E esse?

Um vira-lata, com certeza.

Provavelmente seja a criatura que me atacou.

O collie � de nossos vizinhos.

N�o veio ca�ar conosco ultimamente.

�... ando muito ocupado.

- Se prepara para a rainha. - Sim... Mas...

Acho que ou�o um bulldog.

O que � isso?

Isso poderia ser...

Maria?

Pode abrir a porta?

- Boa noite, senhor. - Boa noite.

- Voc� � Maria? - Entre, por favor.

- O que houve com seu rosto? - O Sr. Archibald chegou.

Archibald?

Boa noite. Queria vir para seu anivers�rio.

Obrigado, Archibald. � am�vel de sua parte.

- Quando chegou? - Agora. Venho do aeroporto.

- Vem do L�bano? - Sim. Oi.

Oi, Archibald.

Archie, est� encharcado. N�o quer trocar de roupa?

N�o. Estou bem.

Ao menos troque a jaqueta. Vou buscar algo.

- J� jantou? - Bom...

Sim, no avi�o. Se � que podemos chamar aquilo de jantar.

A comida nos avi�es costumava ser muito melhor.

Oi.

Oi, Archibald.

Quer sobremesa?

- Sim. Vou me sentar com voc�s. - Claro. Maria!

Por favor, traga uma cadeira e um prato a mais.

- Sim, senhora. - Toma. Coloque isso.

Achei que fosse chegar mais cedo,

mas com este tempo, o voo demorou.

Deve ter tido muita turbul�ncia.

Sim, foi grave.

Venha c�, Archibald.

- Por favor, pegue isso. - Maria?

O que houve? O que tem no seu rosto?

N�o sabemos o que �. Ela n�o gosta de falar sobre isso.

- Que gritos s�o esses? - � um animal.

- Que animal? - Adivinhe.

Um poodle velho?

Ou um cachorro japon�s?

- N�o � um tigre, espero. - N�o.

� apenas o Max.

- Quem � Max? - � Max.

� um macaco.

Um chimpanz�.

Assustou-se com a tempestade e os cachorros, s� isso.

Trago o caf� agora?

Voc�s t�m um macaco? Aqui na casa?

- Sim. - Eu gostaria de v�-lo.

- N�o, obrigado. - Adoraria. Sou muito curioso.

Por que sempre me contraria?

Acho que deveria traz�-lo.

- Tem certeza? - Sim. Por que n�o?

S� aviso que ele � muito grande.

10 anos atr�s, na Sumatra tivemos um orangotango.

Lembra-se?

N�o fa�am nenhum movimento brusco e evitem gritar.

Ajam como se um novo convidado tivesse chegado.

N�o tenham medo.

Aqui vem ele.

Max, devolva.

Me d�.

N�o se mova. Ele tomar� como uma amea�a.

Sente-se, por favor.

Max, Max, ou�a.

Acalme-se, ou voltar� a seu quarto.

Acalme-se.

Max, venha se sentar.

- Boa noite, Max. - Boa noite, Max.

Boa noite, Max.

N�o brinque com isso.

Pobrezinho, sempre trancado em seu quarto.

- Quantos anos ele tem? - N�o sabemos.

Mas tem o tamanho de um adulto.

Dizem que os chimpanz�s s�o muito parecidos com os humanos.

S�o como nossos primos.

Sinto muito, mas n�o me parece que fa�amos parte da mesma fam�lia.

Ah, quase esqueci.

- Tem fome? - Acha que tem fome?

Quer um pouco de comida?

Max, n�o fa�a isso. Pare.

Sabe ir ao banheiro?

- Faz suas necessidades onde lhe mandam? - Ele � muito limpo.

Isso � para voc�. Encontrei numa escava��o.

1000 AC. Gosta?

Obrigada, Archibald. � muito bonito.

Est� incomodado.

N�o est� acostumado com muita gente.

- Isso, e a tempestade. - Que faz?

Ele � muito carinhoso com Margaret.

Pode-se ver.

- Max, n�o. - Sempre � assim?

Parece um macho mesmo.

Basta. Basta.

Basta, Max. J� chega.

Margaret, acho que seria melhor lev�-lo a seu quarto,

do contr�rio, ir� arruinar nossa noite.

Esse cachorro outra vez.

Est� me cansando.

� fascinante observar os macacos.

Voc� acha?

� como ver um reflexo de nosso passado no espelho.

Tenho certeza que as pessoas v�m para v�-los ter rela��es sexuais.

- Acha isso? - Tenho certeza.

Tenho uma amiga que vive sozinha com um cachorro enorme.

� divorciada. Todos andam comentando.

Dizem que o cachorro � seu amante?

Bom, n�o � poss�vel.

E com um macaco?

Com um macaco o qu�?

Conhece alguma mulher que tenha rela��es com um macaco?

N�o.

Espantoso.

Porque, acha que deve ser mais f�cil do que com um cachorro?

Ah, sim. Al�m do mais, � t�o r�pido.

Dois ou tr�s segundos e est� terminado.

- Verdade? T�o r�pido assim? - Bom, diga por voc� mesma.

Voc� acha que poderia ter rela��es com um macaco?

- Bom, porque pergunta? - Eu gostaria de saber.

Voc�s mulheres t�m tantos segredos.

Quer me ver tendo rela��es com um macaco?

N�o, n�o disse isso.

Porque me trouxe aqui?

Maria?

O que o m�dico disse?

Disse que � uma alergia.

Alergia do qu�?

Pelo de macaco.

- Certeza? - Foi o que ele disse.

- Ent�o? - Ent�o vou embora.

J� guardei minhas coisas na mala e estou pronta para partir.

- T�o r�pido? - Ou voc� pode se livrar do macaco.

N�o posso ficar nenhum dia a mais, senhora. O m�dico disse que � grave.

At� poderia perder o cabelo.

E eu j� n�o tenho muito.

Ou�a, Maria. N�o posso me desfazer de Max.

N�o t�o r�pido, entende?

Verdade? Ent�o eu vou.

Ou�a, eu tinha que sair com meu marido esta noite,

mas tire uma semana de folga. Vai ver como as coisas v�o melhorar.

Tenho que ir, mas ao menos fique por esta noite.

Por favor.

- Archibald? - Oi.

- Oi. - Estava de sa�da?

Sim. Peter me espera no escrit�rio.

- Este � o Dr. Mischler. - Muito prazer.

Boa tarde, senhora.

O Dr. Mischler � neuropsiquiatra.

Verdade?

Achei que poderia te ajudar.

- Me ajudar? - Sim.

Acha que preciso de um m�dico?

Estive viajando por muito tempo. � minha culpa.

Do que voc� est� falando?

Olhe, o Dr. Mischler vai lhe compreender muito bem.

J� viu muitos casos raros e complexos.

E como parece que seu marido n�o lhe d� aten��o, pensei em faz�-lo.

Acha que preciso de um neuropsiquiatra s� porque voc� esteve fora?

Est� simplificando as coisas, Margaret.

Podia ao menos me dizer a verdade, Margaret.

- � o m�nimo que podia fazer. - Por qu�?

Por qu�? Pela nossa amizade.

Ou se ela terminou, me diga.

- Ent�o lhe direi - O qu� est� acontecendo?

Tudo bem, a escava��o est� demorando mais do que o previsto,

mas n�o me enviou sequer uma carta.

- Estou atrasada, Archibald. - Ou�a.

Eu entendo que, por se sentir s�, uma mulher pode cometer uma loucura.

Eu prometo que isto n�o � sua culpa.

N�o entendo sua rea��o. A do seu marido, menos ainda.

A �nica coisa que posso dizer � que deveria procurar ajuda.

Precisa de ajuda urgentemente.

Umas poucas sess�es de um tratamento leve...

Eu pedi para n�o trazer flores.

Voc� tem raz�o.

Parece que o cachorro se acalmou.

Acho que a presen�a de Max o deixa agitado.

Ir� se acostumar.

Maria, est� aqui?

- Peter, venha r�pido. - O que houve?

Max desapareceu.

- Quem abriu a janela? - N�o me olhe assim. Eu n�o estava aqui.

- Talvez Maria? - Talvez ele mesmo tenha aberto.

Eu posso v�-lo. J� volto.

Vamos, Max. Seja um bom garoto.

N�o pode andar por a� estas horas da noite.

Max, Margaret ficar� preocupada.

Por favor, Max. Fa�a isso por ela.

Sinto muito. N�o ouvimos nada sobre um chimpanz�,

nem aqui em Paris e nem no interior.

Mas � um animal grande.

Se realmente se perdeu, n�s o encontraremos.

Para onde iria um macaco que se sentisse s�?

J� � dif�cil de imaginar quando se trata de um humano...

- Com licen�a. - Obrigado.

Talvez tenha se apaixonado por outra.

N�o.

Boa tarde, senhora.

Boa tarde, Maria. Parece melhor.

Sim, tudo desapareceu em 3 dias.

Eu me perguntava se voc� poderia voltar.

Sabia que Max fugiu?

Sim, o porteiro me falou.

Por isso eu vim.

Maria, voc� abriu a janela?

N�o, senhor.

Vamos, Maria.

Adeus, Nelson.

- Adeus, amor. - Adeus.

Tudo foi um sonho.

Um tipo de utopia.

Acredito que o melhor ser� esquecermos de tudo.

e voltarmos, de alguma forma, a uma vida normal e comum.

Sei que � dif�cil.

Se precisar de algo, estarei aqui.

Eu tinha me acostumado com ele.

Ele havia come�ado a se afei�oar a voc�.

Quer algo mais, senhora?

N�o, obrigada, Maria.

Ele voltou.

Max.

Por onde andou?

Parece mais magro.

Est� tremendo.

Deve estar com muito frio.

Toma.

Nunca me amou desse jeito.

Para a tarde, propusemos

uma visita ao Centro Georges Pompidou em Baeubourg,

mas Sua Majestade prefere ir ao criadouro de cavalos em Compi�gne.

Sua Excel�ncia, damas e cavalheiros, isso � tudo por agora.

Obrigado a todos.

Est� bem?

Parece mais e mais cansado ultimamente,

distante.

�s vezes tenho vontade de sumir por um tempo.

Venha � minha casa. Pode se esconder por l�.

Ningu�m te incomodar�.

- Sim, talvez eu v�. - Venha esta noite.

Farei uma surpresa.

- Aceita? - Muito bem.

Ah, finalmente.

- Lamento chegar tarde. Posso entrar? - Claro. Entre.

- J� comeu? - N�o, n�o. Mas n�o tenho fome.

- Obrigado. - Esquento alguma coisa?

N�o, n�o quero nada, � s�rio. Obrigado. Toma.

- Andou bebendo? - Sim, um pouco.

Peter, este � meu amigo Roger.

- � zo�logo. - Verdade?

A FERA RAIVOSA

Escreveu um livro maravilhoso sobre lobos.

E viveu dois anos no meio da selva africana, n�o � verdade?

Dois anos e meio.

Creio que tenha v�rias perguntas para ele.

Sim? Que perguntas?

Bom, eu tenho uma.

Diga-me, Roger, j� houve hist�rias rom�nticas...

...entre mulheres e animais?

- � poss�vel. - Por exemplo?

Com cachorros � bastante frequente.

Os japoneses costumavam contar uma hist�ria rom�ntica muito bela...

...entre um cavalo e uma jovem.

Um cavalo?

E com animais selvagens?

N�o � t�o frequente.

No Canad�, durante a guerra,

um urso fez amor com duas mulheres.

E com macacos?

Voc� se refere a relatos ver�dicos...

...entre macacos e mulheres?

Sim.

N�o sabemos de muitos.

Mulheres seminuas raptadas por gorilas...

...� fic��o europeia.

� poss�vel uma aventura rom�ntica?

Como a que descreveu entre a jovem e o cavalo?

Poderia imaginar algo assim com um macaco?

N�o falo de sexo...

...ou tampouco do afeto que se pode sentir por um cachorro.

Falo de amor.

O amor � poss�vel somente entre membros da mesma esp�cie?

Ou um cavalo pode se apaixonar por uma serpente?

Ou por uma cerejeira?

N�o que eu saiba.

Mas se isso acontecesse, especialmente com uma mulher,

daria um livro magn�fico.

Voc� conhece uma rela��o desse tipo,

com um macaco, talvez?

N�o, nada em especial.

Seria um acontecimento maravilhoso.

Poderiam ser instalados microfones no quarto dessa mulher.

Ou at� mesmo uma c�mera.

Com sua autoriza��o, � claro.

� um best-seller garantido.

Uma mulher poderia ter um filho com um macaco?

Com certeza n�o.

Tenho certeza que n�o.

Bem, Roger, muito obrigado.

Foi muito interessante.

Est� ficando tarde. Tenho que ir.

Vejo voc� logo.

Obrigado de novo, pela cena maravilhosa.

- Boa noite, Sr. Jones. - Boa noite.

Por que n�o me disse a verdade?

Continua sem querer falar de sua vida particular?

Oh, Peter, pelo amor de Deus.

Est� realmente satisfeita com as coisas dessa forma?

Talvez.

O qu� voc� diria...

...se pedisse para escolher entre ele e eu?

Eu amo os dois.

Mas se fosse for�ada a escolher.

N�o pode me for�ar.

Voc� sabe.

Em que pensa?

Estou pensando em voc�.

Como te disse, eu poderia matar Max com facilidade.

- Matar Max? - Ningu�m te culparia.

Ningu�m te acusaria.

Em primeiro lugar, porque � meu amante...

...mas tamb�m porque � um animal.

Esta � a chave do quarto de Max.

Irei deix�-la aqui.

Sei que n�o mataria Max somente para me atingir,

mas se quiser, pode faz�-lo.

Sem nenhum risco.

Veja, minha meia correu.

Devo ir para casa trocar. Me ajuda?

N�o, obrigado, senhorita.

Mas talvez queira vir � minha casa.

Por que n�o? S�o 600 francos.

Por aqui.

Sempre sonhei em ter um lugar como este.

Adoro o estilo. Onde est� o quarto?

Um momento. Qual seu nome?

- Fran�oise. - Fran�oise.

Fran�oise, o que vou te pedir...

...parecer� um pouco estranho.

Verdade? Voc� n�o parece esquisito.

N�o, n�o � para mim.

Venha comigo.

Ah, a chave.

Espere-me aqui.

- Minhas desculpas. - N�o � nada.

Este �...

Max.

Oi, Max.

Quer que eu mantenha rela��es com ele?

Sim, gostaria disso.

- Voc� ir� observar. - Sim.

Gosta de olhar?

N�o sei. Nunca tinha feito isso antes.

Por isso gostaria de fazer. Para ver o que acontece.

- � um gorila? - N�o, um chimpanz�.

E os chimpanz�s podem ter rela��es com mulheres?

Podem.

Muito bem. Ent�o ir� custar o dobro.

Tudo bem.

Devagar.

Trouxe para voc� um pequeno presente.

E eu devo fazer o qu�, exatamente?

N�o sei.

Tire a roupa.

E deite na cama.

- S� ir� durar alguns segundos. - Verdade?

Foi isso que ouvi.

- Ele j� teve rela��es com mulheres? - Sim, j� teve.

- Muitas vezes? - Muit�ssimas.

� gentil? N�o ir� me morder?

� muito am�vel.

Ele parece muito feliz.

Como sabe?

Eu o conhe�o muito bem.

- Devo deixar as meias? - O que acha?

J� est�o arruinadas mesmo.

Oi, Max.

V�? Estou nua. Igual voc�.

Espera, Fran�oise. Pegue isso.

- Fala franc�s ou ingl�s? - � bil�ngue.

Veja, tudo isso � para voc�.

Jamais tinha usado uma ma�� para seduzir algu�m.

Sim.

Muito bem.

Me d� uma mordida?

Acho que n�o fa�o seu tipo.

Tem raz�o.

Sinto muito.

Adeus, Max. N�o guardo rancor.

Quem � essa mulher?

- Camille? - N�o.

N�o, era uma puta.

Contratei-a para o Max, n�o para mim.

O qu� aconteceu?

Ficaria sentida de saber que Max fez amor com outra mulher?

- Ele fez? - Sim.

N�o acredito.

Tem raz�o.

- O qu� se passa, Peter? - Preciso saber.

Tenho que ter certeza.

Sabe do que eu gostaria? Sabe o que me aliviaria?

Observar... voc�s dois... Quando fazem amor.

Jamais.

Gostaria de fazer amor com voc� esta noite.

Se voc� quiser.

Como se sente?

Bem.

Foi bom?

Sim.

Foi t�o bom como � com ele?

Peter... n�o.

Mas eu preciso saber. Pode entender que eu preciso saber?

Se n�o, ficarei louco. N�o consigo pensar em outra coisa.

- Aonde vai? - Vou ao quarto do fundo.

- Irei com voc�. - N�o.

- Por que insiste em nos ver? - Para ter certeza.

Porque n�o posso acreditar que voc� realmente faz isso.

Por qu�?

Por que n�o acredita?

S� diz isso para me chatear,

...para me deixar com ci�mes, mas n�o � verdade.

A verdade � que este macaco � incapaz de fazer amor com uma mulher.

� como um gatinho ou cachorro, somente se acariciam.

Juro que est� enganado.

Ent�o me deixe observar.

S� uma vez, por favor.

Pode espiar pela fechadura.

Se isso te excita.

Nos enganamos, entende? Estamos completamente equivocados.

Pensamos que pod�amos agir livremente,

com mais toler�ncia e intelig�ncia, mas s�o bobagens.

Fomos est�pidos.

Todos d�o risada de mim.

Todos pensam que voc� est� louca. Eu digo, completamente louca.

Sem mencionar o dinheiro.

Sabe quanto est� me custando sua aventura amorosa com o macaco?

Tem o aluguel do apartamento de dois quartos,

a jaula, o transporte, o detetive, o veterin�rio, a comida. � uma fortuna.

� mais caro que a amante mais cara.

Ent�o, me ou�a com cuidado.

Quero que esse macaco saia daqui.

Est� claro?

Se ele for, eu tamb�m vou

Est� certo. Est� certo.

Pode ir onde quiser com seu precioso Max.

Mas me ou�a bem, pois quero que isso fique claro.

Esta noite, quando voltar para casa Depois do escrit�rio,

n�o quero mais ver o seu rosto, entendido?

N�o quero voltar a ver o seu rosto.

Ah, � voc� mam�e. N�o se desculpe.

Certeza...

certeza... claro, estou bem. E voc�, como est�.

Pedi quatro bilhetes para ela. Mas me deram dois.

Onde est�o os bilhetes? Deve ter um mercado negro...

Sil�ncio, por favor.

� sempre a mesma coisa, Tenho certeza que vendem.

Em todo caso, Ser� uma noite tediosa.

E voc�s estar�o melhor na frente da televis�o.

Portanto, sugiro que voltem para casa,

se querem ver a Rainha com seu macaco.

Macaco? Do que est� falando?

O qu�? Fala do qu�?

V�o, por favor. Repito, n�o h� nenhum assento dispon�vel.

O escrit�rio est� fechado. Obrigado.

Tem um segundo? Roger tem algo que quer me contar.

Sim, o que aconteceu?

Camille...

...me contou tudo sobre sua esposa.

Eu simpatizo com voc�. Que golpe.

� claro que n�o direi a ningu�m,

mas pensei que talvez pudesse ajud�-lo.

Realmente estou interessado Nesse macaco.

Eu posso cuidar dele se ele se tornou um peso para voc�.

Poderia lev�-lo a um instituto onde cuidariam dele.

Estaria bem cuidado e viveria no meio de outros macacos

Eu s� o estudaria.

Naturalmente, seria de grande ajuda...

...se a sua esposa pudesse visit�-lo de vez em quando...

...e oferecesse sua colabora��o.

Sobre o que voc� fala?

Se queremos conduzir um experimento completo...

...e estudar todos os aspectos do comportamento do macaco,

sugiro que sua esposa...

- Fora daqui, bastardo. - Peter, voc� est� cometendo um erro.

Fora.

� um macaco.

Margaret?

Nelson?

Tem algu�m em casa?

Que faz aqui?

Quanto tempo planeja ficar?

Planejam passar o resto de suas vidas no quarto?

Nelson...

...realmente pensa em ficar aqui para sempre,

sem jamais sair para ver seus amigos? Nem sequer ver televis�o?

E a escola amanh�?

Margaret?

Abra sua jaula.

Sua comida est� pronta na cozinha.

S� precisa esquentar.

Lembra-se do que lhe disse esta manh�?

Sim.

Mas Nelson e eu pensamos em ficar aqui,

at� que mude de ideia.

Tudo bem.

J� estou cheio.

Peter, enlouqueceu?

Disse a voc� que queria esse maldito macaco fora daqui.

E como n�o quer que se v�, eu atiro!

N�o!

Max.

N�o, Peter.

- Max? - Papai, n�o o mate.

Fuja, Nelson.

Max, fique aqui. Vai te matar.

N�o o mate, papai.

Saia de perto dele. Saia!

Max, esconda-se!

Peter, n�o!

- Fique onde est�. N�o se aproxime. - Max, n�o.

Max, solte a arma. Solte!

Vamos. Max.

- Max, venha at� mim. - Margaret.

Margaret, tire a arma.

D�-me isso.

Max, me d� a arma.

Max. N�o toque nisso.

Max. Max, o que faz?

Pare de brincar, Max. D�-me isso.

Vamos, me d�.

Nelson, abaixe.

Margaret, a chave, r�pido. R�pido!

Peter, cuidado.

Max, n�o.

Margaret, a chave. R�pido.

Bom, Max, j� � o bastante.

Max, me d� a arma.

Max, me d� a arma. Max, me d� a arma.

Resta uma bala.

Fora, r�pido.

Pol�cia. Abra a porta.

Max, j� chega.

Me d� a arma.

- Sr. Jones? - Sim?

Algu�m ligou para voc�.

Por que n�o disse que era membro do Corpo Diplom�tico?

Por aqui, por favor.

N�o, eu preferia ficar aqui.

Obrigado.

- Mas por qu�? - Porque eu mere�o.

- Est� bem? - Sim, estou.

Bom dia, senhor.

Senhor.

Archibald me mandou ao Dr. Mischler.

� um neurologista.

Sinto muito.

- Quer um pouco de caf�? - N�o, obrigado.

Como est� Max?

Estava muito assustado.

Tremeu a noite toda.

Nelson foi � escola?

Sim.

Realmente queria mat�-lo, sabe?

Realmente queria mat�-lo.

Fiquei sabendo.

Mas j� acabou.

Minha cabe�a est� em ordem, prometo.

Certeza?

Jamais voltarei a faz�-lo. Juro.

Tome a arma.

Pode se desfazer dela, se quiser

N�o.

Gostaria de ver Max. Posso?

Ent�o, o que acha disso tudo?

Eu?

Nada.

Sinto muito, estou atrasado. Eu...

- J� se vai - Sim.

Muito boa ideia.

- Peter, acho que tenho que ir. - Para onde?

- � minha m�e. Caiu. - Outra vez?

Sim, mas desta vez est� no hospital.

Deixe Max comigo. Cuidarei dele. N�o tenha medo.

Acho que ser� melhor que n�o o leve comigo.

Ao hospital? N�o pode falar s�rio.

Posso confiar em voc�?

Agora durma.

N�o, n�o houve fratura no cr�nio.

Foi s� o choque do impacto.

Dois, tr�s dias. Quatro, talvez.

Como v�o as coisas por ali?

- Como est� Max? - Est� bem.

Sim, tudo est� bem.

Bom, est� comendo neste momento.

N�o se preocupe. Me ligue amanh�.

Aqui vai um beijo para voc�.

Tchau.

N�o comeu nada.

Max, olhe.

Fruta do seu pa�s.

Coma.

Max, porque n�o fala?

Apenas uma vez.

Continua zangado comigo?

Sabe, Max?

Esta � a primeira vez que voc� e eu estamos juntos, a s�s.

Os dois s�s.

O que eu posso fazer?

Pode me dizer?

O que eu posso fazer por ti?

Sim, est� bem.

Comeu e dormiu.

Est� tudo bem. Parece feliz.

Ah sim, hoje � o grande dia.

Ela chegar� ao aeroporto meio-dia.

Claro que irei at� l�.

E sua m�e? Como est�?

Hoje se sente muito melhor.

Aqui cuidam dela muito bem.

Lhe envia sauda��es.

Sim, eu direi.

Ligarei esta noite. Tchau.

Ir� buscar a Rainha.

- � ele? - Sim.

Nelson, porque o trouxe aqui?

Voc� n�o p�de fazer nada por ele, ent�o...

- N�o � perigoso? - Claro que n�o. Veja por si mesmo.

Nunca se esque�a que um animal � sempre um animal.

Irei anim�-lo com algumas vitaminas.

Mas precisa ver umas �rvores,

um rio, p�ssaros, um bosque.

O campo ser� perfeito para ele.

E para voc� tamb�m.

Ou�a, Sr. Jones. Telefone para voc�.

Sim, sou eu.

O qu�? O qu� aconteceu?

Bom...

...para dizer a verdade, Margaret, ele n�o comeu desde que voc� partiu.

N�o, n�o est� doente. Apenas n�o come.

N�o, tentamos de tudo. N�o quer nada.

Deixe-me falar com ele.

Muito bem. Um segundo.

Nelson, me ajude. Devemos sent�-lo.

Vou lhe passar o telefone. Fale com ele.

Max.

O que ela diz?

Est� cantando.

Nelson.

Ah, oi, Nelson.

- Est� doente. - Voc� se d� conta...

...que deve ir � �pera esta noite?

- � �pera? - Sabe que hora �?

- N�o importa. N�o vou ir. - O qu�?

Max est� doente. N�o posso ir � �pera.

Est� louca? A Rainha estar� l�.

Margaret? Ol�, sou eu outra vez.

Diga-me uma coisa, Peter. Esta noite n�o � a noite da �pera?

Nelson. R�pido, prepare-se. Vamos.

- Agora - Agora mesmo.

- Aonde? - Vamos ver sua av�.

- Com Max? - Sim, claro que levaremos Max.

Iremos por ele.

Calma, Max, logo a veremos.

Isso � um erro, senhor. Aqui n�o tratamos animais.

N�o viemos por problemas de sa�de.

Gostaria de ver minha mulher. Est� com sua m�e, a Sra. Ravel.

- Quarto 122. - Obrigado.

Mas n�o pode ir com o animal.

Ele � completamente domesticado.

� muito carinhoso. Me responsabilizo.

N�o, temos regras estritas.

Chamarei sua esposa. Como � seu nome?

- Sra. Jones. - Espere aqui.

Sra. Jones? Seu esposo veio v�-la.

Sim, est� no lobby.

N�o, n�o pode subir.

Est� bem.

Ela j� vem.

Posso me sentar? � um pouco pesado.

Pode se sentar ali.

Certifique-se de que n�o toque em nada.

Tranquilo, Max. Margaret j� vem.

A� est�. Tranquilo, tranquilo.

Isso �.

Bom. A� est�, Max.

J� estou aqui, Max.

Jamais esquecerei o que fez.

- E seu trabalho? - N�o precisam de mim.

Foram umas f�rias inesperadas. � maravilhoso.

Ficou bem.

- O deixamos sair? - Por que n�o?

Saia, Max. Vamos caminhar.

Vamos. N�o tenha medo.

� bonito.

Se sente em casa.

Os animais s�o mais belos quando livres.

Max. Max. Max, aonde vai?

Max, volte.

- Est� bem? - Sim.

Certeza?

Max.

Porque fez isso?

Por qu�?

Nunca foi livre. Jamais.

N�o sabe o que � isso.

Ou�a.

Eu estou aqui...

E ajudarei voc�, Margaret.

Acha que mam�e sabe?

Sabe do qu�?

A verdade entre Max e eu.

E por isso o deixou escapar.

Quem sabe a verdade, fora voc�?

Obrigado por vir. Realmente ajudou a me recuperar.

Sinto muito pelo macaco.

- Se voltar algum dia... - Lhe avisarei rapidamente.

- Tchau. - Tchau, mam�e.

- Tchau. - Tchau, vov�.

- Tchau. - At� mais.

At� mais, Peter.

Obrigado outra vez.

Est� pensando em qu�?

Pensava em Max.

- Que talvez esteja morto. - Cale-se.

Papai?

Por que as pessoas ca�am?

Qual � o problema? O que tentam nos dizer?

- Max. - Max? O que tem ele?

� Max. Est� no teto.

- No teto do carro? - Peter, pare.

N�o posso parar. Estamos na rodovia.

Ao menos diminua a velocidade, papai.

- Tem certeza de que n�o cair�? - Claro que n�o. Est� bem, ali.

Oi, Max. Como est�? Me reconhece?

- A conhece? - Sim.

Max tamb�m a conhece, mas n�o era seu tipo.

- Maria. - Boa noite, senhora. Senhor.

Vejam s�, estou completamente curada.

Me aceitariam de novo.

N�o � al�rgica a pelo de macaco?

N�o, o m�dico disse que n�o era culpa do Max.

Na verdade, sou al�rgica a voc�.

Desculpe, senhor, mas quando est� nervoso e mal humorado,

afeta diretamente minha pele.

Olhem, posso toc�-lo.

At� posso beij�-lo. J� n�o tenho medo.

O que diz que estarei sempre de bom humor?

Quem est� falando? � a Srta. Camille.

Receio que n�o esteja em casa nesse momento.

Sim, acho que ele est� no escrit�rio.

O avisarei. Tchau.

Algo mais?

Acho que ele j� teve o suficiente.

- Nelson, n�o est� atrasado? - Sim, papai.

Em que est� pensando?

Ouvi tocar a campainha.

Abri a porta e era a pol�cia.

Vieram por causa de Max.

Os vizinhos se queixaram.

e queriam prend�-lo.

Disseram: �N�o t�m nenhum direito de ficar com ele�

�� muito velho�.

�� muito perigoso�.

�J� fugiu uma vez�.

E o que voc� fez?

Tratei de obedecer.

Implorei por ele,

mas n�o teve jeito.

Ent�o, peguei a arma...

E o matei.

Tradu��o: Rick

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