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Original subtitles

Tens de os usar para sempre.

At� morreres?

A m�e diz que me fazem parecer extinto.

Ela deve ter dito "distinto".

Quer dizer chique.

Deixa-me experimentar.

N�o se v� nada!

- V�-se que sou eu? - Claro que se v�.

Vejo-te todos os dias.

- Meninos, jantar! - Podes ficar para jantar outra vez.

Tenho de ir para casa.

N�o. A s�rio, podes ficar. A minha m�e diz que podes ficar quando quiseres.

Acho que ela gostava de nos trocar.

Ent�o, terias de viver com a minha m�e.

Gostas?

Sim, claro.

Est�s linda.

Est�s preparada?

Acho que sim.

S� temos de aguentar isto. Depois, deixam-nos em paz.

DE NAMORADOS DE INF�NCIA A FELIZES PARA SEMPRE!

Foi um desafio. Ela desafiou-me a beij�-la, e eu beijei.

E o Kyle disse-me que era com beijos que se engravidava uma rapariga.

Passei-me. Tinha dez anos, achei que a minha m�e me ia matar,

que a m�e da Danielle nos mataria aos dois.

Tinha de corrigir o erro.

Ent�o,

no dia seguinte, quando �amos para a escola,

ajoelhei-me e pedi-a em casamento.

E ela recusou.

Disse que �ramos muito jovens.

E eu disse: "Com que idade achas que podemos casar?"

E, ao longo dos anos, fartei-me de a pedir em casamento.

Ainda somos muito jovens,

mas acho que temos idade para saber o que queremos,

e o que quero � ser o homem que fica com esta rapariga.

Esta rapariga linda e fant�stica, para o resto das nossas vidas.

Danielle, obrigado por me desafiares.

Mal posso esperar.

E � tudo.

- Dani, querida, est�s a gostar? - Sim.

- Estou s� um pouco cansada. - Pois.

O Eddie diz que tens tido muito trabalho.

Sim, h� uns mi�dos que precisam de mais ajuda.

Olha, vem comigo. Tenho uma surpresa para ti. Anda.

Pronto. Certo, uma coisa que sempre adorei em ti, Danielle,

� o facto de reparares nos mi�dos que mais precisam de ti.

Mas tens de cuidar de ti tamb�m.

Salva-os a todos, se puderes, mas resguarda-te primeiro.

O Edmund diz o mesmo.

A toda a hora.

Anda c�.

Isto � s� uma...

N�o sei, � tolice. Pode ser m� ideia.

Mas...

Eu... lembro-me de quando te conheci.

Eras t�o fofinha.

Disseste: "Bom dia, Sra. O'Mara.

Sou a Danielle e vou ser a nova melhor amiga do Edmund."

Sempre soubeste o que querias.

Portanto, se n�o te sentires � vontade, espero que me digas.

Sempre quis ter uma filha a quem pudesse dar isto.

Tenho muito orgulho nos meus filhos, mas isto n�o lhes fica bem.

Talvez fique bem ao Carson. Enfim, vamos l� ver.

Ter�amos de o apertar, claro,

e tamb�m subir a bainha.

Mas vamos l�...

... ver.

Est� bem.

� lindo. Eu...

N�o sei o que dizer.

Basta dizer:

"Bom dia, Sra. O'Mara."

Est�s vestida?

Entra!

Est�s...

Sei arranjar-me quando preciso.

O funeral � �s 16h. O Owen mandou ir cedo.

Est� bem.

Que...

Que vestido.

� a �nica pe�a preta que tenho.

Odeio.

Parece que est�s a tentar chocar a vila.

N�o censuro esse princ�pio geral.

- N�o quero desiludir o Owen. - Ele n�o se importa.

Sinceramente, n�o tens de ir se n�o quiseres.

A s�rio?

Ele mesmo o disse.

Foi muito claro.

Est� bem, sim.

Na verdade, fico aliviada.

Eu tamb�m perdi uma pessoa pr�xima.

H� pouco tempo.

E sinto que isto �...

Poppins.

Hoje � a tua folga.

Prometo que n�o preciso que me acompanhes ao funeral da m�e do Owen.

Est� bem.

Est� bem.

Ajudas-me a tirar isto?

Caramba.

N�o, a s�rio.

O fecho.

Certo.

Obrigada.

Aleijei-te?

N�o, desculpa.

Est� bem.

- Volto daqui a umas horas. - Est� bem.

E, se descobrir que n�o descansaste, haver� consequ�ncias graves.

Est� bem.

Sim.

Ol�, Mna. Clayton.

Pensei que tinha ido � vila, ao funeral.

N�o.

N�o, decidi ficar.

Tamb�m n�o gosto de funerais.

O que andas a fazer aqui?

A copiar l�pides.

Queria acabar todas

antes do final da esta��o.

Mna. Clayton?

A m�e do Owen vai l� estar?

Onde?

No funeral.

Deduzo que sim.

Os meus pais n�o estavam no deles.

Estavam longe quando morreram.

Tiveram de enterrar caix�es vazios.

Ainda assim, tivemos de fingir.

E achei isso uma grande tolice.

Bom,

os teus pais adoravam-te tanto que...

... de certa forma, estar�o sempre aqui.

N�o est�o aqui.

Desculpe, Mna. Clayton.

N�o est�o nada.

J� procurei muito,

mas podemos fingir, se isso a faz sentir melhor.

N�o.

Pronto, anda, querida. Est�s a molhar a calcinha.

O que foi?

O que... N�o!

Sra. Grose, molhei as cal�as no cemit�rio,

e a Mna. Clayton disse que molhei a calcinha.

Porque, na Am�rica, "calcinha" quer dizer "cal�as".

Sim, tem piada.

Disse que molhei a calcinha como um beb�.

Mna. Clayton,

deixe-me fazer-lhe uma.

Ainda n�o tinha visto esta.

Vou faz�-la em azul, para combinar com os seus olhos.

Vai ficar espl�ndida.

Est� bem.

Pelos vistos, tamb�m n�o foi ao funeral.

N�o, a igreja da vila n�o � para mim.

N�o vou l� desde...

C�us.

Desde que me casei.

Eu respeitava imenso a m�e do Owen, mas ela j� estava senil.

A dem�ncia � aterradora.

A Jamie disse que o Owen disse que n�o era preciso irmos.

Sim, � verdade.

Presto-lhe homenagem ao meu jeito.

Ele entende que os funerais s�o para os vivos.

Cabe aos vivos decidirem o que conseguem ou n�o suportar.

V�, menina! Vamos! Vamos come�ar a fazer o vosso jantar.

Eu e o Miles ajudamos. Posso cortar coisas.

N�o te deixo cortar nada!

A au pair percebeu que acendeu uma vela n�o em mem�ria dos que perdera,

mas para expiar os momentos em que n�o se lembrava deles.

Momentos recentes em que at� ficara feliz por se esquecer deles.

VIOLA LLOYD 1645 - 1680 FALECIDA COM 35 ANOS

Disse que ia fazer a nossa comida preferida.

N�o disse que era a vossa preferida, � do Owen.

Mas o Owen n�o est� aqui.

- Ol�, pessoal. - Ol�.

Como foi?

O normal, um fartote de riso.

Posso beber uma infus�o?

Sim, eu fa�o ch�.

- N�o! - N�o!

Eu fa�o.

Pode ver... se estes dois n�o cortam os dedos?

O Owen aguentou-se.

Quase ningu�m se lembra dela quando estava s�.

Odeio diz�-lo,

mas, de certa forma, deve ser um al�vio.

Para o Owen.

Ele... pareceu aliviado?

N�o.

Mal falou. Estava em estado de choque.

Eu ficaria aliviada.

Aquela degrada��o.

Perder um pouco de mim a cada dia.

Meu Deus!

Matem-me. Acabem com o meu sofrimento.

N�o � justo para ningu�m.

Acho que n�o � uma quest�o de justi�a, querida.

Isso, manteiga.

Poppins, est�s bem?

Sim. Estou bem.

Preciso de um minuto a s�s.

Meu Deus!

Credo!

O que aconteceu?

- Pensei que era o Peter Quint. - Rid�culo. Sou muito mais bonito.

Calma, Poppins.

Meu Deus!

Pe�o imensa desculpa, Owen.

� impressionante. Ningu�m se magoou.

Palerma, deste em assustar americanas inocentes? Devias estar no funeral.

Precisei de sair de l�. Meti-me no carro e s� me apercebi que vim nesta dire��o

quando cheguei e, bem...

Devia ir, n�o devia?

- Devia voltar, porque... - O jantar... est� quase feito.

Devias comer. Aposto que n�o comeste.

Sra. Grose,

como sabia que o Owen vinha?

Est� a fazer a tua comida preferida.

Anda.

Deixa que algu�m cozinhe para ti, para variar.

Ela pregou-me c� um susto.

Meu Deus, Dani, olha para ti.

Devia ter ficado com o meu vestido.

Acho que o queimei.

M�s mem�rias, mau casamento.

Felizmente, a Danielle n�o tem o mesmo gosto que eu por homens.

O Edmund teve sorte, est� bem?

Ele � o sortudo nesta equa��o.

E fico feliz por dizer que ele sabe disso.

Tens ombros bonitos,

sabias?

Obrigada.

Devias usar o cabelo preso no casamento, para os exibir.

- Karen, por favor. - Deixaste o Mike ver-te vestida?

- N�o, mas... - O pai dela ajudou a escolher o meu.

Deu no que deu.

Acho que a culpa n�o � do vestido.

A Sra. Grose diz que o teu prato preferido � empad�o de carne,

por isso, eu queria levar-to.

Porque �s o meu preferido.

Obrigado, querida.

Hannah, est� �timo.

Lembrei-me do que disseste.

Meia colher de ch� de Marmite no molho.

Nota-se.

A minha m�e fazia isto quando tinha de ir trabalhar.

Aguentava dias no frigor�fico.

Desculpem, ainda estou a recuperar.

Sabes, fui atacado.

Mesmo na entrada.

Pe�o imensa desculpa.

Deixa-a em paz, n�o fez por mal.

Ela � americana. S�o uns selvagens.

Vais-te embora agora, Owen?

Agora que j� n�o tens de cuidar da tua m�e?

- Porqu�? Est�s farta de mim? - N�o!

Admite, est�o todos fartos de mim.

Aposto que a Sra. Grose est� desejosa de me ver pelas costas.

Isso mesmo. J� sou demasiado velha para te aturar �s voltas na minha cozinha.

N�o, ela gosta de ti.

A s�rio.

Sra. Grose, diga-lhe!

Come o jantar.

N�o est�s a morrer.

Como assim?

Quando a m�e e o pai morreram, pensei que tamb�m ia morrer.

Tinha a certeza.

Mas depois pensei:

"E se j� estiver morta?"

Se ningu�m tivesse dado conta e eu j� estivesse morta?

Mas todos me vissem e ouvissem.

Isso foi horr�vel.

S� tive a sensa��o de morrer,

porque, na verdade, estava viva.

S� estando vivos sentimos isso.

Eu n�o estava morta.

S� estava mesmo muito triste.

Mas depois descobri um segredo.

N�o precisava de estar triste.

Que segredo?

Morto n�o quer dizer desaparecido.

Por isso,

n�o fiques triste.

Mna. Clayton, acho que me deviam dar um copo de vinho.

Sabes, eu discordo.

Est�o todos a beber.

E o Peter deixava-me beber vinho �s vezes.

Por amor de Deus, algum dia vamos deixar de falar nele?

A minha m�e dilu�a-me o vinho. Dava-me meio copo.

A minha m�e tamb�m.

Mas n�o dilu�a.

- Em Fran�a, d�o isso aos mi�dos. - N�o o quero dilu�do!

Quero uma bebida a s�rio, porra!

N�o!

Boa noite, Owen.

Boa noite.

V� l�, os dois.

Sabem...

... eu gosto desta jovem.

Mna. Clayton...

Por favor, n�o mexa na minha casa de bonecas.

Tenho um sistema muito espec�fico.

Desculpa.

Tem o Peter.

Flora.

Sim?

O Miles ou tu...

... viram o Peter Quint?

Desde que partiu.

Talvez o tenham... deixado entrar em casa.

N�o estou zangada.

S� quero que me digas a verdade.

N�o.

Claro que n�o.

N�o o deixamos entrar na casa.

N�o � assim que funciona.

Para onde est�s a olhar?

Desculpe?

Fazes muito isso, olhas por cima do meu ombro. Para onde?

N�o estou a entender.

Mas que grande birra, n�o foi?

Qual birra?

Miles, somos muito parecidos.

Somos?

Sim.

Somos.

Numa das coisas mais importantes.

Eu tamb�m n�o tive pais.

O meu pai morreu quando eu tinha a idade da Flora.

E a minha m�e...

... estava viva, mas...

... j� estava meio senil.

Por isso, muitas vezes, tive de me educar a mim mesma.

As crian�as como n�s...

... como tu...

... e eu

e a Flora...

Somos especiais.

Crescemos mais depressa do que as outras crian�as.

E o que � mais especial

� que podemos escolher os adultos que mantemos na nossa vida.

Bem, na maioria das vezes.

Deduzo que seja muito especial.

Digo isto porque quero que saibas que compreendo.

Quando falas de modo mais adulto

ou queres agir como um adulto, eu entendo.

Eu era igual.

Tamb�m perdeu algu�m?

Sim.

J� perdi pessoas de v�rias formas.

Mas...

Miles, tu tens adultos incr�veis.

Tens aqui pessoas incr�veis que podem ser a tua fam�lia.

Se quiseres.

Boa noite.

Estamos todos l� fora, e tu vens connosco.

Aqui est� ela.

Bebe. Algum deste vinho foi feito ainda tu n�o eras nascida.

Hannah, d�-lhe uma garrafa.

Hannah.

- Para onde divagaste? - Pe�o imensa desculpa.

Tenho andado meio a�rea ultimamente. Ali�s, bastante a�rea.

- Obrigado. - Obrigada.

- Calma. - Est� bem.

Ainda te magoas.

Desculpa. Eu bem tento parar.

Olha, eu sei que n�o tem sido f�cil.

Dizem que planear um casamento � do mais stressante que h�.

Mas tens-te sa�do bem.

E s� queria que tiv�ssemos uma noite sem falar nisso.

Na verdade,

Eddie, eu acho que dev�amos simplificar a cerim�nia.

Talvez...

N�o sei, acho que n�o precisamos de tanto aparato.

Pensei que querias um casamento grande.

Se n�o queres, n�o faz mal nenhum.

Eu... achava que queria.

Eu queria... querer.

Mas � t�o caro.

E... h� tantas coisas

para organizar.

- Tantas pessoas que posso desiludir. - N�o se fala mais nisso.

Por um segundo, pensei que ias dizer que n�o querias casar.

Eddie.

N�o posso.

O que � que eu fiz?

- Nada. - Ent�o, o que n�o fiz?

- N�o � assim. - Ent�o, como �, Danielle?

Obrigada.

N�o faz sentido.

Devia ter dito algo antes.

- Achas? - Eu n�o te quis magoar.

Nem � tua m�e.

Nem � tua fam�lia.

E depois j� estava tudo combinado.

- Valha-me Deus. - Eu...

... achei que estava a ser ego�sta.

Que podia aguentar e acabaria por sentir o que devia sentir.

N�o me querias magoar?

E...

... eu amo-te!

Tanto.

Apesar de tudo.

- N�o �... - Vai-te foder, Danielle!

Como... Porque me fazes isto?

Eu...

Eu n�o... Eddie.

Est� bem.

- Eddie. - N�o, larga-me.

- Desculpa! - N�o basta o que fizeste?

Desculpa.

Eddie!

Eddie!

Raios! Soldado abatido.

Owen, s� um her�i. Passa-nos outra garrafa.

Adoro fogueiras. Lembram-me quando eu era pequenina.

Mas gosto das bebidas para adultos.

Sabem, antigamente,

em tempos muito idos,

faziam fogueiras gigantes nesta altura do ano.

E falavam das pessoas que perderam.

Deitavam-lhe oferendas para afastar esp�ritos maus.

- Ossos velhos. - Eu lembro-me.

� por isso que tamb�m lhe chamam pira, n�o �?

Como eu dizia, � por isso que tamb�m lhe chamam pira.

Do ingl�s antigo, que significa "fogo de ossos".

Amontoavam os ossos e queimavam as sombras.

Porque, daqui em diante,

as sombras s�o mais intensas,

as noites s�o mais longas.

Vamos para a escurid�o e temos de nos agarrar uns aos outros.

E n�o podemos carregar tudo.

Ent�o,

algu�m tem ossos para atirar?

Muito bem, eu come�o.

A Rebecca.

Rebecca Jessel.

Meu Deus, j� passou quase um ano.

Um ano focado na pessoa errada.

Mas, onde quer que ela esteja, vale mais do que esse homem. N�o digo o nome dele.

Era excecional.

Era linda.

E foi castigada por isso.

N�o sei porque as jovens excecionais s�o sempre castigadas.

� Rebecca.

� a minha vez.

Ao casal Wingrave.

O Dominic e a Charlotte.

Era gente de bem.

Gente � moda antiga.

Eram gentis.

E os filhos t�m saudades deles.

Nada pode resolver isso.

Nunca.

Mas aqui est� a Dani Clayton.

� um bocado esquisita, mas � muito mais forte do que pensa.

E, se algu�m pode ajudar o Miles e a Flora,

� ela.

Estou feliz por a ter aqui.

Acho que eles tamb�m estariam.

E tu, Poppins?

N�o, obrigada.

N�o faz mal.

N�o, n�o � preciso.

Ent�o,

a minha m�e.

Margaret Sharma.

Tinha 67 anos.

Mas, �s vezes, j� perto do fim, ela n�o se lembrava disso.

Confundia-me com o meu pai ou o irm�o dela.

Sabem, tentei fingir

que n�o sabia quem devia ser.

N�o disseram nada disso no funeral.

N�o quiseram. Simplesmente...

... passaram por cima disso. Como se nada fosse.

N�o falaram das coisas m�s.

Nem das boas.

N�o disseram que era engra�ada.

Como ela...

... nos piscava o olho ao pequeno-almo�o do outro lado da mesa.

Era muito gulosa.

E tinha uma gargalhada atrevida.

E ela amava-me tanto

que at� do�a.

�s vezes.

Fizesse eu o que fizesse.

Ela partiu muito antes de morrer.

E sinto a falta dela.

Era a minha �ncora.

E depois acho que foi...

... o meu fardo.

Credo.

Ela parecia t�o pequena,

no final.

E, ainda assim...

... t�o pesada.

E eu...

Eu s� pude deix�-la agarrar-se a mim,

at� chegar a hora de ela me largar.

Em breve, tamb�m a largarei.

Lamento imenso.

Lamento imenso.

Obrigado.

Lamento imenso, Danielle.

Era um jovem maravilhoso,

formavam um casal ador�vel.

Obrigada.

Perdoa-me.

Est�s a aguentar-te muito bem.

Lamento imenso.

Fizeste-o t�o feliz at� ao fim. Espero que saibas isso.

Est�s a ser muito corajosa. Estou muito orgulhosa de ti.

Com licen�a!

Desculpem!

Desculpem.

A au pair estava cansada. Estava cansada h� tanto tempo.

Contudo, sem dar conta,

deu por si a seguir os conselhos que dera ao Miles.

Escolhera estar perto de algu�m com quem se podia sentir cansada.

Escolheu algu�m que a ajudasse a queimar as sombras.

N�o vou perguntar se est�s bem porque n�o gosto que me mintam.

O que se passa?

Pensei ter visto...

... o Peter Quint.

- Mas n�o era ele? - N�o, claro que n�o.

N�o � a primeira vez

que vejo coisas

que n�o existem.

Que outras coisas?

Bem...

Eu...

Acho que...

... te falei do meu noivo hoje cedo,

n�o?

Sim, falaste.

Sim.

Eu...

... tinha esperan�a que fal�ssemos disso.

Pois.

Est�vamos...

Est�vamos noivos, e ele morreu.

Ele morreu, e eu...

�s vezes, eu...

... vejo-o.

Nunca disse isto a ningu�m.

Eu...

... lamento imenso.

Est�vamos prestes a acabar.

N�s...

Eu...

N�s acab�mos. Eu acabei, acho eu.

Mesmo antes.

Quer dizer, mesmo...

... momentos antes.

Credo, Dani, no mesmo dia?

Sim.

Ele est� aqui agora?

N�o.

�timo.

Porque, se for preciso, eu trato dele.

Namorado morto!

Desiste, amigo! Acabou!

A s�rio, Poppins.

Como te aguentas?

Achas que sou louca?

Acho que �s surpreendentemente s�, tendo em conta.

Ouve...

Sei como te sentes.

Sei como � quando n�o conseguimos...

Tens a certeza?

Sim.

Est� bem.

Certo.

- Ent�o... - N�o sei o que...

- N�o sei o que dizer. - Esquece.

A culpa � minha, desculpa. S�...

- Jamie. - Ainda agora disseste.

Disseste que n�o estavas pronta.

Olha, vamos.

Vamos embora.

Noutra noite, talvez.

Talvez noutra altura.

O que a jardineira ainda n�o percebera

era que a au pair dizia a si mesma para esperar por outra noite,

outra altura,

h� muitos anos.

Ol�, Danielle.

N�o tens atendido o telefone, por isso, vim visitar-te.

Desculpe, Judy, eu...

- Tem sido um mau per�odo. - Claro.

Querida, estou preocupada.

Dizem que n�o cuidas de ti.

Tens de comer.

Trouxe lasanha.

- A minha comida preferida, obrigada. - Sim. De nada.

E trouxe outra coisa. �...

Eu... acho que � tolice, mas...

Pensei que gostasses de ficar com isto.

N�o. Judy, desculpe, mas eu...

Estavam nas coisas dele que mandaram do hospital.

N�o suporto olhar para eles.

N�o tive coragem de os deitar fora e lembrei-me...

- Por favor. - Claro.

Obrigada.

Danielle...

Espero que saibas que ainda �s uma parte muito importante desta fam�lia.

Espero que acredites.

Anda c�.

Meu amorzinho.

Pronto, tenho umas coisas para fazer.

- Sim, claro. - Pois.

Por favor, vem jantar, qualquer noite.

- Est� bem. - Sim.

Em breve.

Muito amor.

Est� bem, adeusinho.

Adeus, querida.

Diz comigo.

A Hannah Grose em Paris.

Tu e eu enquanto podemos.

Desculpem l�, mas vou transformar-me numa ab�bora.

Owen, est� na hora de ir para casa.

Est� na hora.

Bom...

At� mais "verde".

Essa foi mesmo seca.

- Conduz com cuidado. - Conhe�o a estrada, descansa.

Est� tudo bem.

Credo, como tu est�s.

Mna. Clayton?

Miles!

Mna. Clayton!

Mas que...

Mas que raio fazem aqui em baixo?

A Flora teve um pesadelo.

Vamos levar-vos para a cama.

Ainda n�o.

Estou muito assustada.

Foi um sonho horr�vel.

Mas devias estar na cama.

Recuso-me a ir para a cama.

O que aconteceu?

Havia algo horr�vel e barulhento no guarda-fatos.

Passou do guarda-fatos para baixo...

Uma criatura!

Uma criatura na minha cama.

E sabia o meu nome.

Eu respondia, ela sabia o meu nome. E disse que queria fazer coisas horr�veis.

E as m�os eram s� ossos.

Isso parece horr�vel.

Era a minha m�e.

Lamento imenso, Flora.

Deve ter sido um sonho horr�vel.

Vamos para a cama, est� bem?

S� um minuto.

Ainda n�o quero.

Estava t�o assustada,

mas j� me sinto melhor.

S�...

... mais uns minutos.

S� um minuto.

Ali�s,

posso beber um copo de leite?

Claro.

Desculpe.

N�o.

Est� tudo bem. N�o h� nada a temer.

- Tem raz�o. - Pois.

Boa noite,

fofinha.

Falamos disto amanh�.

Somos s� n�s os dois.

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