All language subtitles for To the Ends of the Earth (Robert Stevenson, 1948)

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Original subtitles

AT� OS CONFINS DA TERRA

UMA HIST�RIA BASEADA EM FATOS REAIS DO

ARQUIVOS DO DEPARTAMENTO DE TESOURO DOS ESTADOS UNIDOS,

A QUEM, MUITO AGRADECIDOS,

DEDICAMOS ESTE FILME.

Departamento do Tesouro de os Estados Unidos.

Exatamente.

Onde eles fazem dinheiro.

Aqueles pequenos pap�is verdes que todos n�s ganhamos...

... e depois retornamos com grande alegria a cada ano.

Sim, o Tesouro significa dinheiro, mas tamb�m muitas outras coisas.

Isso significa muitos outros departamentos.

Por exemplo, alf�ndega.

Servi�o Secreto.

Servi�o da Guarda Costeira.

Unidade Fiscal de �lcool.

Fundos no exterior...

... e narc�ticos.

� onde eu trabalho.

A prop�sito, meu nome � Barrows.

E quanto ao que � o Tesouro, al�m de dinheiro...

... vou contar uma hist�ria sobre mim mesmo...

... do meu pr�prio departamento.

Primeiro de tudo, eu gostaria apresent�-los ao meu chefe.

Agora ele n�o est� aqui...

... est� na sede da as Na��es Unidas...

... onde os delegados est�o chegando...

... para uma reuni�o especial da Comiss�o Mundial de Narc�ticos.

Voc� o reconhecer� entre esses delegados que vieram de todos os lugares.

Ai est�. O do meio.

Comiss�rio Harry J. Anslinger.

A raz�o pela qual se reuniram aqui tantas pessoas importantes...

... � realmente reduzido para uma pequena flor.

Algo inocente e linda: Papoula

N�o � o tipo que voc� costuma ver.

Depois que floresce e perde suas p�talas

O c�lice est� pronto.

E se esse c�lice sangrar,

o l�quido obtido � processado quimicamente...

... e o produto final �...

... �pio.

Qual � o perigo?

Em 1935, meu chefe j� havia dito:

"N�s percebemos que os inimigos da dec�ncia "

"usaram o �pio como arma para manter o mundo dividido,"

"e escravizou seus cidad�os".

E � por isso que eles vieram aqui Esses delegados.

Para assinar um tratado e lutar contra isso unidos.

Eles demoraram muito tempo em aprender a li��o.

E esta � a hist�ria de Como eu aprendi.

Por certo, nesse mesmo ano, 1935...

... que eu cuidava do escrit�rio em S�o Francisco.

Era um dia normal,

e meu assistente, Harry Hard, trouxe-me uma mensagem da Anslinger.

Um cargueiro sem nome ou distintivo...

... tentou atracar na costa sul-americana,

e agora ele estava indo para o norte.

Poderia ser outro navio de Narc�ticos japoneses.

Ele tinha sido visto no Peru,

M�xico,

e pela �ltima vez na Calif�rnia.

Agora tentar atracar reabastecer.

Eu comuniquei isso � Guarda Costeira para me informar.

Foi um incidente de rotina simples.

Eu quase me esqueci dois dias depois,

quando minhas f�rias come�aram,

me dedicando ao meu hobby favorito, Meu jardim de rosas.

Eles me chamaram de guarda costeira.

Eles tinham visto um cargueiro, mas eles perderam no nevoeiro.

Pode ser o navio com narc�ticos que est�vamos procurando.

N�s procuramos durante todo o dia.

Era noite, e n�s est�vamos indo embora

quando descobrimos um navio no alto-mar.

Nem nome nem distintivo.

Ele teria escondido em alguma enseada e agora ele decidira ir embora.

N�s dissemos a ele para parar.

Estava dentro das nossas doze milhas.

Se ele fosse embora, ele estaria protegido pelas leis internacionais.

Ele n�o respondeu aos nossos sinais, e se ele n�o tivesse visto,

Ele deve ter visto isso.

E a resposta dele foi fugir a toda velocidade.

N�s nunca chegar�amos a tempo para par�-lo.

Mas n�s o seguimos para pensar como n�s resolver�amos isso.

Ele j� estava muito fora das doze milhas.

Mas o que n�s n�o sab�amos � que o blefe funcionou.

Se o par�ssemos ilegalmente,

n�o poderia arriscar encontrar algo a bordo.

Quando eu dei os bin�culos ao capit�o, tudo acabou.

Eu disse a ele o que eu tinha visto.

Mas ele n�o tinha autoridade por estar fora dos limites.

Eu pedi a ele para se aproximar Observ�-lo mais de perto.

Um cargueiro simples e uma dupla de oficiais na ponte.

O capit�o tinha dado as ordens para se livrar da carga chinesa.

Um rosto que eu nunca esqueceria.

Da �gua surgiu a �nica prova de que indicou que n�o tinha sonhado com isso.

Ele me disse o que ele queria saber.

Foi o "Kira Maru", de Xangai.

L� fui eu no dia seguinte

depois de informar Anslinger Sobre o meu destino.

Eu decidi ir em busca do assassino dos cem homens.

E logo depois do amanhecer do sexto dia,

Xangai

Em 1935, ainda uma cidade livre,

mas com tropas japonesas ao norte, que cada vez eles se aproximavam.

O homem que ele tinha que ver era o c�nsul japon�s.

Mas n�o conhecia nenhum navio Japon�s com esse nome.

Eu lamentei muito, claro.

Mas ele n�o duvidou da minha hist�ria.

Eles agiriam contra o capit�o do "Kira Maru" por sua a��o brutal.

De fato, uma semana depois ele foi julgado.

Claro, Ele n�o veio para se defender.

Eles n�o tinham certeza que existiu.

Mas eles tentaram e sentenciaram ele.

Este tribunal, depois de estudar as provas apresentadas,

acha culpado o acusado.

E imp�e uma penalidade de 30 dias de pris�o.

Trinta dias?

Na Am�rica essa puni��o � imp�e por dire��o perigosa.

Esta senten�a ser� cumprida quando o r�u estiver preso.

Este tribunal, no entanto, para registro afirma...

... que n�o h� provas de que h� um navio japon�s...

... chamado "Kira Maru".

Naquela noite eu decidi que a melhor coisa Eu poderia fazer era voltar para casa

E esque�a disso.

Com licen�a, senhor Barrows.

N�s nos encontramos hoje no tribunal.

Eu segui a hist�ria dele com grande interesse.

Eu sempre pensei que o tempo da Am�rica do Sul...

...era perfeito para plantar papoulas.

N�o h� d�vida de que esses escravos eram para isso.

Isso � um problema da Am�rica do Sul.

E ainda assim, viajou mais do que 9.000 km por causa disso.

Porque isso aconteceu na minha pr�pria casa.

H� muito tempo, eles trouxeram o Poppy para minha pr�pria casa, para a China.

E eles a colocaram para dormir.

Parece agora cabe � Am�rica do Sul.

E ent�o, talvez, para o seu pa�s.

Obrigado pelo aviso.

Quando voc� viu o "Kira Maru", Ele poderia contar cem escravos?

Talvez 90 ou 110, d� no mesmo.

�s vezes um homem conta com o cora��o.

E voc� reconheceria esse capit�o?

Claro.

Tr�s dias atr�s, um capit�o japon�s foi desembarcado aqui...

... por um barco de pesca, ilegalmente.

Por que aceitaria um emprego de dirigir um riquix�?

Onde eu poderia encontr�-lo?

Talvez seja melhor falar sobre isso no meu escrit�rio.

Eu estou l� � tarde.

Lum Chi Chow, Tapetes e Curiosidades.

Senhor Barrows?

Entre, Comiss�rio.

Eu gostaria de colocar uma grava��o.

Eu n�o vim para isso.

Mas isso vai te interessar.

Foi feita no Egito.

As �ltimas palavras de um homem morrendo.

Ele diz que ele quebrou suas correntes pulou do navio e chegou � costa.

Qual era o nome do navio?

N�o era um navio europeu Era japon�s, o "Kira Maru".

Por que voc� n�o se senta, Sr. Barrows?

Ele diz que havia duzentos escravos.

O "Kira Maru" os trouxe semear papoulas no Egito.

Pergunte a ele onde no Egito.

Ele n�o sabe, ele s� diz "Jean Hawks".

Quem � Jean Hawks?

Diz que � uma senha, um c�digo.

Talvez um homem ou talvez uma mulher.

Voc� sabe onde o �pio dessas papoulas � enviado?

Essa � a parte que me interessa.

Rumores disseram que para Xangai, para refin�-lo.

Onde em Xangai?

Me desculpe, mas n�o pode mais falar est� morrendo.

- De onde � essa grava��o? - Foi feito no Cairo, no Egito.

Cerca de seis meses atr�s.

Quem fez as perguntas?

Hadley, o comiss�rio brit�nico de narc�ticos no Egito.

Esse material � oficial.

Como conseguiu isso?

"Voc� est� no escrit�rio de Lum Chi Chow...

"... Comiss�rio Chin�s de Narc�ticos."

"Voc� foi para a China impulsivamente,"

"mas voc� pode ficar e aproveitar."

"Anslinger".

Chegou esta tarde para voc�.

Eu escrevi para o Sr. Anslinger dizendo a ele que queria falar com voc�.

Encantado, Comiss�rio.

Com licen�a, este � Joe, Um homem muito eficaz.

Obrigado, Joe, combina comigo muito bem.

Aquele escravo disse que eles levaram 200 homens para o Egito...

... voc� contou 100 homens na costa americana...

... seis meses depois.

Certas pe�as come�am a se encaixar.

Os 200 escravos semearam a planta��o no Egito.

Mas para a coleta, cem � o suficiente.

Portanto...

... os outros cem foram enviados no "Kira Maru"...

... para a Am�rica do Sul.

O que isso tem a ver com o homem que me ajudar� a encontrar?

Se esse condutor de riquix� � o capit�o de "Kira Maru"...

... � o �nico link que eu tenho entre o Egito...

... e a refinaria de �pio em Xangai.

Por que deixar o �pio chegar?

Por que n�o prend�-lo no Egito antes de ser coletado?

Eu temia que me perguntasse isso.

Brit�nicos e eg�pcios levam tr�s meses procurando.

E n�o encontrei Nem uma �nica papoula.

E espera que �pio cru de papoulas...

-... apare�a aqui em Xangai. - Sim.

As p�talas de papoulas v�o cair amanh�.

Como sabem sem ver a planta��o?

Para as papoulas crescem para fins medicinais,

plantadas quase ao mesmo tempo.

Voc� v�, no Egito,

a coleta deve ser feita cinco dias depois da queda das p�talas,

ou eles v�o quebrar.

Portanto...

... o �pio vir� aqui em cinco dias.

Um campo de papoulas que ningu�m pode encontrar.

Uma hist�ria de um escravo moribundo.

Voc� espera que eu engula isso?

Eu engoli uma centena de chineses com correntes jogados ao mar...

perto da costa americana.

OK, comiss�rio.

Suponha que eu veja esse condutor do riquix�,

e eu digo: "Sim, � ele".

Voc� quer que eu deixe livre para ver onde isso nos leva.

Voc� prefere traz�-lo antes justi�a imediatamente,

cumprir a lei e coloc�-lo na sombra.

Mas isso alertaria para o resto do bando.

O que voc� sugere?

Que antes de eu lev�-lo para encontr�-lo,

que voc� concorda em seguir minhas ordens contanto que indicado.

Me desculpe, comiss�rio.

Eu s� trabalho em casos em que acredito.

Ent�o n�o podemos identificar esse homem.

E como n�s dois sentimos, eu acho isso infeliz.

Com licen�a, senhores.

Posso sugerir um acordo?

Por apenas cinco dias o Sr. Barrows finge acreditar neste caso...

... e obedecer ordens...

... depois de cinco dias, ou o caso acabou...

... ou n�o h� caso.

E ent�o Lum Chi diz:

"Sr. Barrows..."

"... o capit�o japon�s � tudo a partir de agora. "

Uau, Joe finalmente disse alguma coisa.

Tudo bem, senhores.

Eu vou fingir que acredito no caso.

Por onde come�amos?

De Sokim Hong.

A maior garagem de riquix�s do Oriente.

Propriedade de Nicholas Sokim.

Mas deixe-me contar algumas coisas sobre o Sr. Sokim.

Na manh� seguinte, comecei a trabalhar e fui para a garagem de Shokin.

Eu tinha um novo nome: Tom Brent.

E uma nova profiss�o: Vendedor de tapetes.

E meu �nico compromisso neste jogo foram cinco dias da minha vida...

... sob Lum Chi.

Bom dia, senhor.

Bom dia.

Estou procurando pelo Sr. Sokim.

Eu sou Nicholas Sokim.

O que posso fazer por voc�?

Voc� tem um empregado japon�s aqui?

Creio que n�o. H� muito poucos japoneses que trabalham.

Ele foi contratado Cerca de quatro dias.

Ele chegou em um barco de pesca.

- Isto �, ilegalmente. - Exatamente.

Infelizmente, este � um lugar excelente para se esconder.

Venha ao meu escrit�rio, por favor.

- Aquele homem era um pescador? - Ou um capit�o de navio.

N�o poderia ser o capit�o do "Kira Maru"?

Uma garagem de riquix�s � como um escrit�rio de t�xi no seu pa�s,

N�s sabemos das coisas.

- E voc� poderia ser o Sr. Barrows. - Meu nome � Brent, Tom Brent.

E voc� tem a impress�o, Sr. Brent...

... que se esconde aqui com meu consentimento?

- Eu n�o disse isso. - Nem disse que me conhece.

- Deveria? - Se voc� cavar seus arquivos antigos,

embora pudesse ter sido antes de voc�.

Faz dez anos...

... foi meu �ltimo relacionamento com narc�ticos.

Desde ent�o, Eu sou um homem respeit�vel.

Eu tenho muitos outros neg�cios al�m desse.

Todos lucrativos.

e todos leg�timos.

Se o seu homem est� aqui ou qualquer vest�gio dele,

pode procurar.

Voc� j� viu algum japon�s aqui?

N�o creio que n�o.

A maioria dos condutores est�o l�.

Entre, senhor.

N�o se preocupe, ningu�m vai te machucar.

Shu Pan.

Voc� quer fechar essa porta, por favor?

Se voc� desejar.

Agora voc� est� em Xangai.

Est� tudo bem.

Sinto muito.

Chegamos ontem � noite do norte.

- Estou procurando pelo Sr. Shannon. - A quem?

Shannon World Tour.

Entendi que eles partem daqui.

Sr. Grieg, Shannon World Tour.

Voc� veio para contratar riquix�s?

O contrato � para amanh�, senhor.

Eu entendo. Muito obrigado.

Venha, Shu Pan.

- Eu vou abrir a porta novamente. - N�o se preocupe.

N�o est� l�.

Sr. Grieg.

Quantos condutores n�s temos na rua?

- Cerca de 25, senhor. - Algum japon�s?

N�o, senhor.

N�s contratamos algum que n�o est� mais aqui?

Voc� sabe que n�o temos arquivos.

Mas apenas quatro dias atr�s.

Altura m�dia, n�o muito jovem e boa condi��o f�sica.

- Pense, Sr. Grieg. - Eu farei o que puder, senhor.

- Eu realmente agrade�o, Sr. Sokim. - De nada.

Isso afeta minha pr�pria reputa��o, acredite em mim.

- Onde voc� vai ficar, Sr. Barrows? - No hotel nacional.

E meu nome � Brent. Tom Brent

- Bom dia, Sr. Brent. - Bom dia.

Nada mais a fazer, exceto voltar para o meu hotel e esperar...

com a �nica empresa de jornais americanos atrasados.

Al�?

Um homem trabalhou conosco esta semana.

Os condutores t�m certeza de que era japon�s.

Voc� sabe onde est�?

At� onde sabemos, est� morando em uma pens�o.

No 17 do beco Berry.

Sob o nome de Sago.

Temo que seja a �nica coisa que posso fazer.

Eu tenho assistido por quase uma hora.

Eu o reconhecerei se o vir?

Um rosto que vi uma vez com pouca luz e apenas alguns segundos.

Esse poderia ser o homem.

Tem a mesma for�a f�sica.

Sr. Shannon est� esperando por mim, Shannon World Tour.

Qual o apartamento?

506.

Eu quase podia jurar que era aquele homem.

H� alguma companhia americana de turismo na cidade?

Bem, h� uma de Nova York, Shannon World Tour.

Shannon, a que horas sai?

Aqui voc� tem tudo, senhor.

S�o muitos?

Tudo bem, vamos ver.

Um...

dois...

Quatro, seis, oito. Muito bem.

- Obrigado. - De nada senhor.

O pr�prio Shannon.

Uma fotografia muito �til.

Pode aparecer no Arquivos Lum Chi.

E antes que eu esque�a, escreverei os nomes da lista.

Apenas dez minutos depois ele desceu.

N�o demorou muito.

Sem d�vida, ele e o sr. Shannon devem concordar.

Eu o segui novamente at� o beco Berry 17.

Eu estava ansioso para colocar minhas m�os sobre esse assassino...

... mas ainda n�o me pertence.

Pelo menos por mais quatro dias.

Lum Chi cuidaria dele...

... para ver se isso nos levaria ao bando de Jean Hawks.

Meu trabalho era inform�-lo sobre minha primeira pista: Sr. Shannon.

E o pr�ximo passo, procurar Sr. Shannon nos arquivos.

No livro dos narcotraficantes.

Antecedentes de anos atr�s,

com hist�rias de milhares de homens e mulheres nos neg�cios.

Uma esp�cie de galeria internacional de ladinos...

... compilada gra�as ao colabora��o mundial.

Depois de quase uma hora de pesquisar e comparar,

ali estava.

Seu verdadeiro sobrenome, Shaye.

Turismo Mundial, uma cobertura para introduzir drogas com facilidade.

E alguns de seus turistas devem estar envolvidos neste neg�cio.

O que n�s t�nhamos que fazer era identific�-los.

E esse foi o meu trabalho no dia seguinte.

Juntar-se ao passeio de Shannon e memorizar essas oito faces.

- Bom dia, Sr. Sokim. - Bom dia, Sr. Brent.

Obrigado por ontem. Isso me ajudou muito.

Espero que tenha encontrado o seu japon�s.

N�o, n�o estava l�.

- Eu sinto muito. - Voc� fez o que p�de.

Eu acho que vou voltar para casa amanh�.

E por ser o �ltimo dia, eu vou ver Xangai.

Eu farei o Sr. Grieg transport�-lo pessoalmente.

A loira � muito mais bonita que o Sr. Grieg, voc� n�o acha?

Entendo.

Sokim.

- Sou Shannon. - Prazer em conhec�-lo.

Meu grupo est� pronto.

Seus riquix�s voltar�o �s cinco.

Sr. Shannon, meu nome � Brent. Tom Brent.

Eu me dedico aos tapetes orientais.

Eu tenho o dia de folga. Eu poderia participar.

� um tour privado.

O Sr. Brent � um bom amigo meu.

Eu agradeceria sua ajuda.

Muito bem. Vou contratar outro riquix�.

Muito obrigado.

Eu conheci esse homem h� dez anos.

E era traficante de drogas Seu nome verdadeiro � Shaye.

S�rio?

Que eu me lembro, um homem de dif�cil de lidar.

Muito impulsivo. E perigoso.

Obrigado Sokim. Este � meu dia de folga.

Eu estava esperando um bom dia de trabalho.

Um tour em Xangai e conversar com meus companheiros de viagem.

Este � Edward Clark, de Ohio. Neg�cio de m�veis.

Anna Harrison, professora em Fall River, Massachusetts.

Harry Webber de Allentown, Pensilv�nia.

E a Sra. Webber.

Esta � a Sra. Mary Pain, Bibliotec�ria do Kansas.

J. Martin, vendedor de carros. Pittsburg.

Herber Ribbons, aposentado de Alby, Carolina do Norte.

E Louis Lawrence de Boston. Propriet�rio do restaurante.

Esses eram os oito...

rostos que eu verificaria no livro de traficantes de drogas.

E na casa de ch� Willow Pattern, uma pausa para refrescar.

E minha primeira chance com aqueles que n�o estavam na lista,

Mas sim no tour.

Muita gente, certo?

N�o � uma rosa chinensis?

Eu amo rosas.

Meu nome � Tom Brent, comerciante de tapetes.

Ol�.

Hoje parece estar bem. O que aconteceu ontem?

- Shu Pan fala nossa l�ngua. - Desculpe, eu n�o sabia.

N�o tem import�ncia.

Na verdade, acreditamos que � bom falar sobre isso.

Os japoneses invadiram a aldeia de Shu Pan...

... e eles levaram a fam�lia dela em alguns caminh�es.

Vendo aquela porta ontem e as pessoas dentro, se alterou.

Oh, entendo. Shu Pan.

� um nome muito bonito.

Eu te chamarei de princesa.

Eu n�o sei o seu nome.

� Ann Grant.

Eu sou Ann Grant.

Encantado, senhorita Grant.

Sra. Grant.

Sra. Grant.

� uma turn� muito legal certo, Sra. Grant?

- Voc� vai para os EUA, princesa? - Sim, para minha nova casa.

- Em que cidade? - Em San Francisco.

Mas que coincid�ncia! Eu sou de l�.

- Voc� j� esteve l�, Sra. Grant? - Sim, claro.

Eu acho que s�o muito sortudas de ir a S�o Francisco.

A Sra. Grant n�o vai a S�o Francisco.

- E voc� vai sozinho para os EUA? - Sozinha n�o.

Com a turn� do Sr. Shannon e com todas aquelas pessoas legais.

- E voc� vai ficar na China? - Sim, � assim.

Sim, eu fico.

Voc� vem, Shu Pan?

A visita obrigat�ria ao toucador.

Interessante e um tanto misteriosa esta senhora Grant.

Por que ele ficaria na China?

Eu queria saber mais sobre isso.

Foi f�cil para mim construir um relacionamento com a menina chinesa...

... e falar sobre sua nova casa em San Francisco.

Dediquei-me a escrever alguns pontos de interesse para sua visita;

Locais a visitar.

Feche os olhos por um momento antes de entrar.

O templo � muito escuro.

Ao entrar, embora eu n�o me lembro at� bem depois,

Fechei meu caderno e eu o coloquei no meu bolso direito.

A �nica coisa que pensei, foi na Sra. Grant.

Eu achei dif�cil acreditar que aquela garota bonita...

...estava misturada no tr�fico de narc�ticos.

Mesmo assim, foi uma experi�ncia muito boa no escuro.

Mas quando sa� de l�, o que eu n�o sabia

... � que meu caderno n�o estava mais no meu bolso direito.

Eu n�o senti falta dele ent�o.

Eu n�o notei at� que Shannon terminou o dia...

e os turistas foram para o hotel.

Eu tamb�m n�o achei estranho quebrar a roda do meu riquix�...

e que Shannon me acompanhou para Hotel me mostrando o caminho.

Por certo, voc� perdeu algo esta tarde.

- � seu, certo? - Sim, obrigado.

O que disse que � sua atividade?

Tapetes, tapetes orientais.

Curioso.

Por que eu pensaria que voc� trabalhou para o Censo?

N�o tenho nem ideia.

Talvez por causa de sua �nsia de marcar nomes em sua agenda.

Para que quer esses nomes? Resposta r�pida, quem � voc�?

Antes que pegue pesado, Sr. Shaye, escute.

J� foi preso, e vai pegar cinco anos, a menos que fale.

De que?

Do "Kira Maru".

Um restaurante Chop Suey?

N�o.

- Um navio de escravos. - Eu n�o sei do que voc� est� falando.

Mas eu sei quem voc� �.

E eu n�o vou deixar me trancar por cinco anos.

Veja,

quando a Shannon drogou voc�...

N�s drogamos o Shannon.

Como ele resistiu...

a lei poderia chamar isso de assassinato,

exceto que ele estava prestes a te matar.

O Sr. Sokim tentou alert�-lo sobre o Sr. Shannon.

Shannon estava usando este cinto.

- �pio bruto, n�o �, senhor? - Sim.

Voc� sabia que ele estava carregando?

N�o at� depois de sua morte, mas sab�amos que ele tinha algo.

Por qu�?

Ele ligou para o Sr. Sokim para refin�-lo antes de come�ar o tour.

O que aconteceu?

O Sr. Sokim disse que n�o faz mais isso.

- E ent�o? - Shannon n�o acreditou nele.

Ele disse que o Sr. Sokim estava com medo, que essa carga era segura,

Veio de um navio japon�s.

Que navio?

Ele n�o disse isso.

Ele disse de onde veio?

Do leste pr�ximo.

Do Egito?

Sim, ele mencionou o Egito.

Ele disse onde no Egito?

N�o senhor, s� Egito.

Grieg tinha um carro esperando.

E pedi a ele que me levasse com meus amigos...

para o 25 da Peacook Lane.

Se voc� se sente bem,

Eu vou deixar voc� aqui, Sr. Barrows.

Ok, Grieg, obrigado.

O que h�? Levante-se.

Parado!

Este � o fim de um passeio interessante, Lum.

Levante-se, Grieg, quero falar com voc�.

Ajude-o, Joe.

Ou�a isso...

Eu estava com a Shannon esta tarde ele me drogou.

Eu acordei a muitos quil�metros de dist�ncia atravessando um riacho.

Shannon tamb�m estava l�, mas morto.

Sr. Grieg, a servi�o do Sr. Sokim me salvou.

Mas o Sr. Sokim fez outra coisa. Ele tentou resolver o caso para n�s.

O Sr. Grieg diz que achou isso em Shannon.

�pio do "Kira Maru" vindo do Egito.

Foi o que ele disse, certo, Grieg?

Foi o que Shannon disse.

Mas voc� ouviu ele dizer.

- Certo? - Sim.

Est� mentindo.

Esse �pio n�o pode vir do Egito.

Papoulas n�o s�o recolhidas at� perderem as p�talas,

e eles v�o perd�-las hoje.

O �pio que estamos procurando ainda est� no Egito.

Shannon recebeu isso do capit�o japon�s.

O capit�o japon�s n�o lhe deu nada.

Shannon era um simples operador.

Sokim disse ao capit�o que ia me levar para o hotel naquela noite.

Eu ouvi dizer: "O quarto do Sr. Shannon."

Ele subiu as escadas, n�o foi ao quarto e desceu.

Uma arma��o para me enganar, para que suspeitasse de Shannon.

E ent�o, o Sr. Sokim me salvou e apresentou algumas drogas,

que poderiam pertencer a Shannon ou qualquer um.

Mas nunca vindo de "Kira Maru".

Perfeito.

Exceto por um pequeno detalhe, Sr. Grieg.

As p�talas das papoulas do Egito precisam de tempo para cair.

E voc� sabe onde o �pio � refinado? O que voc� est� procurando, Lum?

Na garagem de riquix�s de Sokim esperando pelo �pio do Egito.

Uma dedu��o incr�vel, comiss�rio.

Baseado em um campo de papoulas que n�o existe.

Em uma hora est�vamos preparados para revistar a garagem de Sokim.

Logo poder�amos nos livrar do Sr. Sokim.

Sokim?

Sou eu, Brent.

Eu ligo para te dizer que estou muito mal.

Mas seu homem, Grieg, est� muito pior.

Eu o levei, com alguns amigos, para o 25 Peacook Lane.

Eu acho que deveria vir o mais breve poss�vel.

Imediatamente.

Ele vir� imediatamente.

- Voc� vem conosco, senhor Barrows? - Sim, capit�o.

Pode deixar nas minhas m�os o assunto de Shannon.

Farei que tragam todos os turistas.

Os homens que o atacaram est�o relacionados com ele; Talvez todos.

Exceto Grant, a garota loira.

Eu n�o acho que tenha alguma conex�o.

Porque n�o?

Porque a turn� de Shannon est�o partindo e ela ficou.

Isso indica que n�o tem relacionamento com Shannon.

Mas poderia ter com Sokim.

Onde voc� a viu pela primeira vez?

N�o no hotel, Nem mesmo com turistas.

Mas na garagem de Sokim.

Talvez por ordens de Sokim ela se juntou a turn�.

S� para saber o que aconteceu com voc� na noite passada.

Depois disso, seu trabalho � ficar em Xangai...

... e esperar a droga do Egito.

Voc� acredita em tudo isso, Comiss�rio?

Talvez n�o.

A prop�sito...

... disse que sua agenda foi roubada enquanto eu estava no templo.

A garota estava com voc�?

Sim.

E voc� escreveu algumas notas sobre ela antes de entrar.

A loira deve ter visto.

� apenas uma ideia.

Joe, quando o Sr. Sokim chegar,

Voc� saber� como entret�-lo.

Lum.

Se a Sra. Grant est� t�o envolvida, n�o acho que poderia tirar isso dela.

Acho que posso descobrir por que ela ficou.

Gra�as a garota. Ela confia em mim.

O que voc� sugere?

Converse com a Sra. Grant, mas n�o a garota.

E em vez de ir com voc�, terei uma conversa com ela.

- Muito bem. Capit�o - De acordo.

Hotel Nacional.

Bom Dia princesa. E a Sra. Grant?

Saiu.

Ficou muito brava por n�o conseguir me enviar para a Am�rica.

Sim, j� sei.

Mas acho que posso te ajudar de alguma outra forma.

Por que voc� n�o se senta, Sr. Sokim?

- Voc�s se conhecem h� muito tempo? - Apenas um ano.

Apenas um ano?

- Em casa? - Sim. Ele era minha governanta.

Agora eu entendo porque voc� a ama tanto.

Como todo o mundo.

O que quer dizer, princesa?

Quero dizer quando as bombas ca�ram...

... e tantas pessoas morreram...

... muitas crian�as ficaram sem pais ou casas.

Ei, ei...

N�o vamos mais pensar nisso.

O que voc� est� lendo?

- "O come�o do ser humano". - O que chamamos de ano novo.

Eu deveria ter adivinhado.

Em San Francisco o ano novo chin�s � uma �tima festa.

Voc�s tamb�m fazem a dan�a com o drag�o?

Claro.

Mas seu drag�o n�o � feroz.

- Voc� acha que n�o, n�? - Eu n�o imagino.

- Eu digo sim. - Quanto feroz?

- Bom �... - Mostre-me.

Eu precisaria de algo para fazer drag�o.

Voc� pode usar isso.

Sim.

Eu imagino que sim.

N�o temos que embrulhar alguns moedas em pap�is coloridos...

... e presentear as pessoas adultas solteiras?

Voc� ganha uma, mas a Sra. Grant n�o, porque ela � casada.

Existe um Sr. Grant, certo?

Ele morreu em Pen Yen.

Sinto muito.

Eu acho que o senhor Grant seria professor.

Ou mission�rio, talvez.

- N�o, engenheiro. - Engenheiro?

Trabalhava no Pen Yen.

- E l� eles se conheceram. - N�o, eles se casaram na Am�rica.

Bom. Suas moedas...

...e feliz Ano Novo. - - Feliz Ano Novo.

Feliz Ano Novo. Vamos l�.

Faz muito bem.

Feliz Ano Novo.

- Ele era um drag�o em San Francisco. - De verdade?

Shu Pan, voc� pode sair por um momento e procurar a gar�onete por favor?

Sim, claro.

O que voc� est� fazendo aqui?

Eles n�o ligaram da delegacia sobre Shannon?

Sim, e eu fui l�.

Eles queriam que eu levasse minha documenta��o.

Eles tamb�m me ligaram.

Mas eles n�o me mantiveram Porque eu estava fazendo uma turn�.

V�o nos reter ambas para nos interrogar.

De verdade?

N�o me importa.

Mas eles retiveram Shu Pan.

E a fizeram ficar em Xangai.

Eu tenho alguma influ�ncia l�.

Eu vou ver o que posso fazer.

N�o sei como te agradecer, Sr. Brent.

Ontem eu fui muito dura.

Bem...

... suponha que eu livre as duas.

O que voc� acha de duas passagens? Uma para voc�.

Voc� � muito am�vel, Mas eu n�o vou para a Am�rica.

Apenas para levar a garota.

Ent�o voc� naturalmente voltaria para o seu pa�s.

A Am�rica � meu pa�s.

Eu me casei na Am�rica, eu vivi l� muitos anos.

E se a Am�rica � o seu pa�s, por que voc� n�o quer voltar?

Est� muito tempo fora.

N�o se encaixa nos meus planos.

N�o � uma quest�o de dinheiro, imagino.

Voc� quer ficar na China.

- Isso mesmo. - E ter� suas raz�es.

E elas devem ser importantes.

Voc� tem um tom muito peculiar, Sr. Brent.

Sinto muito.

Eu vou ver o que posso fazer sobre a liberdade de Shu Pan.

Eu sinto muito mesmo.

Eu serei muito grata.

Talvez possamos nos encontrar mais tarde quando Shu Pan se for.

Se ainda estiver em Xangai.

Talvez uma semana.

Eu estarei muito ocupada fazendo compras.

Adoro fazer compras.

Ou�a, eu tenho que voltar l�.

- E o que voc� vai comprar, roupas? - Sim, roupas.

E ferramentas e sementes.

E todas as conservas que puder encontrar em Xangai.

Tornando-se governanta em Pen Yen.

As crian�as deste pa�s t�m direito a viver e um futuro.

� muito jovem e bonita para se trancar no Pen Yen.

O que Shu Pan te contou?

Alguma coisa sobre o meu marido?

Sim, acho que ela mencionou um pouco disso.

As bombas japonesas o mataram enquanto trabalhava para a China.

Eu devo ficar e terminar seu trabalho no melhor que puder.

O que voc� pode ensinar a essas crian�as? sobre o futuro...

... quando ele n�o tem coragem para esculpir o seu pr�prio?

Precisa pegar os peda�os e come�ar a viver novamente.

Por que voc� n�o vai para casa e diz a Am�rica sobre a China,

e faz os sinos tocarem por milh�es de Shu Pan?

Isso � tudo?

Pode haver algo que eu n�o quero falar.

O que te faz pensar isso?

Porque se Shu Pan significa para voc� o que diz...

Neste momento n�o.

T�o pronto como...

Shu Pan.

Eu n�o quis dizer isso, querida.

Claro que n�o, princesa.

Sim.

� importante que voc� venha para a garagem de Sokim, Sr. Brent.

Se voc� j� terminou.

Eu irei imediatamente.

Eram as pessoas de que falei.

Vou tentar consertar.

Tudo vai ficar bem, princesa.

Entre, Sr. Barrows, d� uma olhada.

Equipamento de refino do Sr. Sokim.

Al�?

Um momento.

Bom dia, senhores. Voc�s me acompanham?

- N�o obrigado. - Voc�s perderam algo?

Eu os preparei especialmente.

Do que voc� est� falando, Sr. Sokim?

Muito esperto, senhor Barrows.

As p�talas de papoulas.

Eu esqueci esse pequeno detalhe.

Mas voc� sabia disso.

Assim como sabe o lugar da planta��o do Egito.

Sim.

Mas o Sr. Grieg, n�o.

Nem o capit�o do "Kira Maru".

Senhores...

... seu caso termina aqui.

- N�o tenha tanta certeza. - Sim, eu tenho.

Eu tenho muita certeza.

Chame um m�dico.

Tarde demais, comiss�rio.

Eu tenho comido por um tempo.

O americano parece confuso.

Explique o que aconteceu.

Havia espinhos de bambu na comida.

Oh, meu Deus!

Enfim.

Onde fica a planta��o?

Quem o fez fazer isso?

Foi Jean Hawks?

Quem � Jean Hawks?

N�o seja idiota.

N�o dever�amos ir � garagem do Sokim.

N�s dever�amos ter esperado a chegada da carga.

Temo que fosse necess�rio faz�-lo.

Com Grieg descoberto.

N�o t�nhamos outras pistas.

� certo.

Se n�s o segur�ssemos ou o deix�ssemos ir,

Sokim saberia imediatamente.

Eu acho que estava errado sobre isso.

Na sua idade eu tamb�m eu estaria errado, Senhor Comiss�rio.

Morto por espinhos de bambu.

Um m�todo cruel, voc� n�o acha?

O ato de um fan�tico.

Um fan�tico que tamb�m estava com medo.

Medo que? Para cometer suic�dio?

Bem, o que mais sabemos?

No Departamento de Narc�ticos n�s sabemos que h� anos

existe uma organiza��o na China que opera com drogas.

Organizada e paga pelo governo japon�s.

Quando eu estava na Manch�ria em 1931,

Eu vi organiza��es assim entregar drogas para as pessoas.

Por qu�?

Porque a droga destr�i a vontade de resistir,

e a conquista � muito mais f�cil.

Excelente estrat�gia militar, certo?

As pessoas dessa organiza��o...

... n�o s�o apenas japoneses, est� claro.

N�o.

Existem pessoas de todos na��es do mundo.

Fan�ticos aut�nticos que acreditam em conquista.

E degenerados.

Que fazem o trabalho sujo para o alto-comando japon�s.

Esse � Jean Hawks, comiss�rio.

O que explica a morte de Sokim?

O pre�o do fracasso.

Uma organiza��o com ramifica��es em todo o mundo,

e com colaboradores at� no Egito.

O que explica que uma planta��o papoula est� t�o bem escondida,

e que cem chineses sejam levados atrav�s do Atl�ntico.

Isso faz sentido, Lum.

Se a tem, Ent�o n�s tamb�m sabemos disso:

O suic�dio de Sokim os alertou;

Eles v�o mudar seus planos.

Esses narc�ticos n�o vir�o mais aqui para ser refinados.

N�o h� muito que possamos fazer agora.

A menos que alguma pista seja obtida sobre a planta��o do Egito.

Vou enviar os arquivos do Sokim para o Cairo imediatamente.

O comiss�rio de l� poderia encontrar algo...

... que se encaixa nos dados que ele j� tem.

- Uma possibilidade remota. - Eles chegar�o a tempo?

As p�talas ca�ram ontem.

Se voc� precisa de cinco dias para a colheita,

que nos deixa tr�s dias a partir de hoje.

Os documentos podem chegar Cairo em dois dias.

Em um avi�o militar.

O que nos deixaria apenas um dia.

N�o demora muito, n�?

Eu gostaria que voc� levasse algu�m daqui;

Algu�m que tem sua experi�ncia ou a minha neste caso.

Mas � uma viagem demais cansativa para mim, eu temo.

Eu espero que voc� v�, comiss�rio.

Eu n�o posso ir, Lum.

Meu dever era terminar o trabalho aqui, e est� terminado.

Eu n�o posso ir para o Egito sozinho.

- N�o h� possibilidade. - Sinto muito.

E eu tamb�m.

Para dizer a verdade, eu deveria planejar minha viagem de volta.

Eu estou indo para o hotel, vamos ver se consigo consertar.

Antes de ir...

Vou enviar-lhe um relat�rio de minha conversa com a Sra. Grant.

Eu apreciaria isso.

Ol�.

- Eu j� tenho o relat�rio, Lum. - Obrigado.

Eu vejo que voc� j� fez planos.

Sim, fiz reservas para o voo esta noite.

Entre.

Voc� pode ler enquanto eu atendo.

Oh, sinto muito.

N�o se preocupe.

Sr. Lum Chi, Joe, Sra. Grant.

Prazer em conhec�-la, Sra. Grant.

Como vai?

Eu tenho algo importante para dizer.

- N�s est�vamos saindo. - S� vai demorar um minuto.

Eu mudei de ideia, Sr. Brent.

Eu vou para os EUA com Shu Pan.

Mas antes de fazer reservas,

Eu gostaria de saber se voc� vai conseguir que ambas possamos sair.

Eu farei o meu melhor.

Eu te direi em uma hora.

Muito obrigado.

Adeus.

Definitivamente fica na China.

N�s concordamos que depois da morte de Sokim...

... haveria uma mudan�a de planos.

A menos que o que eu tenha dito esta manh� fez diferen�a.

Est� tudo no relat�rio.

H� certos detalhes que voc� mencionou e que voc� n�o incluiu, comiss�rio.

Eu tenho o passaporte que a Sra. Grant entregou � pol�cia.

Um passaporte americano.

Sim, ela se casou com um americano.

- Voc� vai encontr�-lo no relat�rio. - Mas isso talvez n�o.

Ela n�o chegou aqui diretamente da Am�rica.

Por um ano e meio, antes ir para a China, estava no Egito.

Visto e datas n�o deixam espa�o para d�vidas.

Voc� deve verificar imediatamente o que ela fez no Egito.

Eu enviei um telegrama para o Cairo uma hora atr�s.

Ela quer sair, porque n�o?

Se est� envolvida nisso, Deixe-a ir e siga-a.

Ser� monitorada desde que chegue em San Francisco.

Estou de acordo.

Apesar que investigar sua estadia no Egito � importante.

E algu�m que j� a conhece pode ser uma grande ajuda.

Lum, eu j� disse.

Minha viagem ao Egito teria que ser aprovada pelo meu chefe.

Comiss�rio, ele est� disposto que voc� v�.

O Sr. Anslinger e eu estivemos nos comunicando.

Documentos de Sokim.

E eu pensei que isso viria bem para o sol do Egito.

Cada vez mais longe do meu jardim de rosas de San Francisco.

O que eu poderia usar muito bem de acordo com Anslinger,

a quem decidi escrever uma carta.

Se voc� quer dizer que � bom para meu treinamento, isso me deixa tonto.

Eu espero que voc� sinta o mesmo.

Atenciosamente.

E no �ltimo dia para a colheita as papoulas,

se nossos c�lculos estivessem corretos,

O Cairo.

Onde fui recebido pelo Comiss�rio de Narc�ticos eg�pcios, Omar Hassan,

e pelo comiss�rio brit�nico de Narc�ticos, Lionel Haldy.

E a �nica coisa que eu trouxe foi um pouco de experi�ncia...

... e muita leitura.

Uma gaveta cheia de documentos de Sokim.

Do aeroporto n�s dirigimos para a delegacia central do Cairo.

Nenhum sinal da planta��o ainda.

E sobraram apenas horas deste �ltimo dia.

Especialistas come�aram a rever Documentos de Sokim.

Haldy me disse que a �nica coisa do que eles tinham certeza...

... foi da dire��o do carregamento quando sair do Egito.

Voc� v� esta �rea sombreada?

N�s chamamos de zona S.

Isso significa �rea suspeita.

N�s pensamos que, ou est� aqui, ou nunca a encontraremos.

Porque esse ponto � o que temos em nosso fundo...

... como local de pouso.

O resto dos escravos devia desembarcar nas proximidades e � noite.

E onde eles podem ter sido levados em uma noite e sem ser vistos?

N�o muito longe de qualquer ponto nessa �rea.

E se assim for, o caminho mais l�gico para tirar os narc�ticos do Egito...

seria o canal de Suez.

E a passagem mais pr�xima para canal est� aqui.

Sua esperan�a � que seja na costa de Suez.

Exatamente.

Nada nesses quatro dias?

N�s n�o vimos nada.

Infelizmente, ainda temos que aprender alguns truques.

E sua �nica esperan�a � parar a mercadoria esta noite.

J� que n�o conseguimos durante os �ltimos quatro dias.

Eu tenho o relat�rio sobre Ann Grant, senhor.

Ela e seu marido Jerome Grant...

... chegaram em Alexandria em 20 de setembro de 1933;

eles ficaram no Hotel Windsor quatro semanas...

... e eles foram para o Cairo 15 de outubro.

Eles ficaram no Hotel Saplan oito semanas e eles sa�ram em turn�.

Nada se sabe sobre eles em 10 meses. Eles n�o deixaram nenhum endere�o.

Eles perderam a vis�o um do outro.

Comiss�rio.

Professor Salim tem algo que voc� deve ver.

S�o cartas de um William Adams.

Elas n�o t�m endere�o.

Elas falam sobre o envio de certas mercadorias...

em nome da Sokim Enterprises.

- E o que falta? - A escritura.

Sim, parece �rabe.

Parece-me ingl�s.

O homem que as escreveu tentou fazer isso em �rabe primeiro.

Eu sei porque eu tamb�m aconteceu comigo.

N�s examinamos o papel.

Feito na Fran�a.

Nesse caso, o Sr. Adams n�o poderia ter escrito do Egito.

O papel franc�s n�o � vendido aqui.

� vendido nos protetorados franceses.

Na S�ria e no L�bano.

O Sr. Adams poderia ser algum liban�s rico.

- Bahu. - Sim, senhor?

Traga-me os filmes sobre Territ�rios libaneses.

Sim, senhor.

Viu, Barrows?

Sua mercadoria tem sido muito �til.

Eu pensei que a planta��o estava no Egito.

Est�.

- E o que tem no L�bano ent�o? - Libaneses.

N�s temos centenas de libaneses com resid�ncia no Egito.

Especialmente na zona S.

Territ�rio Ali Yusuf.

18 quil�metros a noroeste.

Dez acres de cultivo de roseiras para perfumes.

Que tipo de rosa � essa?

Santa Rosa, provavelmente.

- � a rosa que os monges cultivam. - Cultivar rosas, Barrows?

Claro que �.

E eu adoraria poder me levar uma daquelas rosas para casa comigo.

Territ�rio de Su Lei Man Yapa Pasa.

Tudo milho.

Trinta quil�metros a sul da pista.

Voc� acha que � milho, Barrows?

Sim �.

Territ�rio de Yufig Aghmed Pasa.

Onde o algod�o � cultivado, principalmente.

Estamos nas altas plan�cies, Barrows.

- Como eles levam a �gua para l�? - Diretamente do Nilo.

E ent�o eles bombeiam.

Todo um trabalho de engenharia.

E como eles faziam isso antes?

A �gua era trazida pelos escravos.

Territ�rio de Binda Sha...

... na borda norte do plat�.

Trinta acres de rosas para perfumes.

Irriga��o artificial novamente.

Sim, um engenheiro realizou um trabalho muito moderno h� alguns anos.

Territ�rio de Hasan Ali.

Vinte e cinco acres de algod�o.

Aghmed...

... voc� n�o vai lembrar o nome desse engenheiro.

O engenheiro?

Aquele que fez o trabalho para Binda Sha.

N�o.

Ele n�o era americano, certo?

N�o tenho nem ideia.

Bom. Isso � tudo.

Eu vi novamente o que eu esperava ver.

Eu j� vi isso uma d�zia de vezes.

Sente-se, Barrows.

Podemos precisar de uma bebida.

Boa ideia, Lionel.

Qu�o longe � essa propriedade de Binda Sha?

Cerca de tr�s horas de carro, Por qu�?

Eu gostaria de alugar um carro e ir pegar uma daquelas rosas.

Eles n�o v�o deixar voc� entrar.

Vai contra a lei mu�ulmana entrar l�.

N�s tivemos que filmar do ar.

E se eu escalar um dos penhascos?

Voc� est� falando s�rio?

Porque n�o?

Se voc� n�o quebrar seu pesco�o ao escalar, eles v�o quebr�-lo assim que chegar ao topo.

Vai ficar escuro quando eu chegar l�.

Tr�s horas de carro para chegar para as fal�sias de Binda Sha.

E nada pode dissuadir Aghmed e Hadly de escalar comigo.

Eles sabiam que eu estava procurando por algo mais que uma rosa.

E estes foram os �ltimos minutos do �ltimo dia.

E eles estavam dispostos a seguir um palpite maluco como o meu.

O palpite sobre esse trabalho de engenharia.

Possivelmente feito por um homem chamado Grant.

S�o rosas mesmo.

Vamos!

Vamos entrar aqui.

Bonecas de barro para crian�as.

Eles se parecem com brinquedos americanos.

Ou europeus.

O que n�s temos aqui?

Pode ter havido uma governanta.

Alguma governanta trabalha aqui?

Muitas pessoas as contratam.

Ann Grant era governanta em Pen Yen.

Outro palpite simples.

Mais uma coincid�ncia.

Vamos voltar para o penhasco.

Onde est� o Barrows?

Eu tive que verificar como eles regavam o ch�o.

Meu palpite Ele estava ficando mais forte.

E de repente, a resposta quase incr�vel.

Um caule que foi enterrado h� muito pouco tempo.

Mas n�o uma roseira...

... mas um caule especial.

Com um c�lice por cima.

Cultivada sob as rosas sem ser visto de um avi�o.

Um talo de papoula de �pio.

Ra�zes de papoulas.

Eles crescem sob as rosas.

Agora sabemos onde elas crescem... mas como saem daqui?

Escondidas talvez entre algod�o e p�talas de rosas.

Isso tornaria sua localiza��o dif�cil. Onde procurar?

E se o resto da colheita ainda est� l� em cima?

Enquanto vai ao canal, eu vou descobrir.

Eu irei com voc�.

Eu estarei na encruzilhada do Canal de Suez em meia hora.

Vou mandar alguns homens aqui para proteg�-los.

- Eles v�o esperar por voc� na praia. - Boa ideia.

- Leve isso. - E voc� isto.

Boa sorte. Tenha cuidado.

N�s retornamos ao territ�rio de Binda Sha.

Demorou mais de uma hora.

Perto de uma fazenda n�s chegamos �s brasas de um fogo...

... em que parecia haver folhas e galhos queimados.

Na verdade, foi o fogo que havia queimado as provas.

As hastes das papoulas da colheita.

Finalmente a fazenda nos revelou todo o segredo.

Isso foi o que restou dos 200 escravos trazidos para o Egito...

... seis meses atr�s no "Kira Maru".

Eu n�o sei se esses foram mais felizes do que os que eu vi afogados.

Ali estavam as m�os que haviam feito a colheita.

Voc� poderia saber vendo a mancha no dedo indicador.

� assim que a colheita � feita.

Com estas pequenas facas um corte � feito no c�lice.

Da� vem uma subst�ncia pegajosa que adere ao dedo indicador.

Ent�o � raspada e depositada nestes pequenos copos.

Ent�o � despejado em �gua fervente para que as folhas e galhos...

subam para a superf�cie e possam ser removidos.

Este fogo apagou a cerca de duas horas.

O l�quido �mbar esfria e uma subst�ncia dura se forma...

... que depois � esmagado com esses malhos...

... em milh�es de min�sculos peda�os.

Temo que a mercadoria tenha voado, Hadly.

Eu acho que voc� est� certo, Barrows.

Eles est�o suando.

Eles fizeram uma viagem hoje � noite.

Voc� acha que eles transportaram a mercadoria?

Possivelmente.

Mas eles n�o foram ao Canal de Suez.

Talvez eles o levaram para o deserto e l� carregados em carros ou camelos.

O que voc� est�o fazendo aqui, senhores?

Binda Sha?

Sim, senhor.

N�s estamos aprendendo a coletar Papoula de �pio.

Apenas rosas crescem aqui.

E suas p�talas s�o para perfumes.

Voc� n�o sabia que sob as suas rosas crescem papoulas?

Tem certeza?

Venha aqui.

O que � isso?

Uma haste de papoula.

E voc� pode ficar com ela.

Porque o �pio dessas papoulas saiu uma hora atr�s.

Em dire��o ao Canal de Suez, n�o �?

E depois do Canal de Suez, aonde vai?

Seus homens n�o v�o tirar voc� disso.

Seu territ�rio est� cercado pelos nossos homens.

Voc� est� mentindo, amigo.

Me d� a lanterna.

A melhor coisa ser� nos dizer para onde os narc�ticos v�o?

Eu esqueci completamente.

Ter� que nos acompanhar.

E entregar�o suas armas.

Ele ser� levado a julgamento.

Outro fan�tico como o Sokim.

Pagando o fracasso com sua vida,

e levando toda a informa��o com ele.

Hadly e eu fomos ao Canal de Suez, onde os narc�ticos devem ir

Comecei a fazer o meu trabalho Olhando com cuidado e silenciosamente.

A ideia n�o era capturar �pio, Se eu n�o puder seguir.

A primeira coisa que fiz foi enviar um telegrama

para o meu assistente em San Francisco,

com ordens para monitorar Ann Grant assim que chegasse.

E me mantenha informado de todos os seus movimentos.

Durante as horas seguintes, nada.

E a vigil�ncia permaneceu em sil�ncio.

Essa droga crua seria muito volumosa.

E mesmo se eles dividissem em pequenos pacotes...

... ter�amos o suficiente possibilidades de segui-lo.

Aquele condutor de camelo est� a caminho de Beirute.

- Ele trouxe mais camelos h� tr�s dias. - Tr�s dias?

� uma viagem muito longa. - A isso que eu me refiro.

A �nica maneira � andar com aqueles camelos dia e noite,

- e depois voltar aqui de carro. - O que ele disse?

Teve que lev�-los para um matadouro em Beirute.

Eles precisam de camelos e pagam mais.

- Ele estava carregando algo especial? - Nada.

Revistamos todos camelos completamente.

Nada.

J� estava ficando escuro e nada ainda...

... quando um homem chegou de Binda Sha.

Eles estavam coletando tudo quanto poderia parecer importante.

Mas documentos particulares de Binda Sha n�o revelaram nada.

Mas entre o estoque Algo interessante apareceu:

A agenda de um engenheiro.

Voc� pegou aquelas cartas?

Sra. Grant.

Eu poderia ter feito as perguntas corretas em Xangai.

E agora h� muitas coisas que gostaria de dizer a ela.

Voc� se lembra daquele condutor de camelo?

Ele mentiu.

Eu entrei em contato com Beirute.

Nenhum matadouro paga mais pelos camelos.

Voc� o revistou e disse que ele n�o estava levando nada.

� verdade, mas ainda assim...

Tudo o que temos � um condutor de camelo mentindo.

Isso mesmo.

Vamos, voc� sabe muito sobre camelos.

- Conte-nos coisas. - Que coisas?

- Por que eles os vendem? - Por causa do pelo, basicamente.

Pelo para escovas e roupas.

O que mais voc� sabe sobre camelos?

Bem, eu posso te dizer muitas coisas.

Camelo, animal pr�-hist�rico.

De muito m� predisposi��o.

Tem quatro est�magos passa muitas horas ajoelhado,

- e sua vida m�dia �... - Um momento.

Suponha que encontremos aqueles camelos e n�s os revistemos novamente.

Se Barrows tem um palpite, eu tamb�m.

Em menos de uma hora n�s dirigimos em dire��o ao porto de Beirute,

primeiro destino nos planos de Hadly.

N�s reunimos com o Comiss�rio de Narc�ticos franceses do L�bano,

Lourisier, que nos recebeu no aeroporto.

De acordo com as instru��es, havia dois carros esperando.

Um deles, uma van que a equipe de Hadly havia solicitado.

N�s voltamos de onde viemos...

...com o prop�sito de interceptar a caravana.

N�s tivemos que viajar mais de 300 km para chegar naquela mesma noite.

N�s pensamos que a caravana viajaria muito rapidamente...

... e que a noite descansaria no o�sis de Bires Sini.

Cont�vamos com isso.

N�s t�nhamos que chegar tarde assim o condutor do camelo estaria dormindo.

Chegamos depois da meia-noite,

e vimos os condutores de camelos agrupados pelo fogo.

N�s paramos um pouco para descarregue o equipamento do caminh�o.

Era um fluorosc�pio port�til.

Sempre que vejo um o chamo de inspira��o de Hadly.

Tudo dependia do condutor de camelo n�o vai descobrir a nossa visita.

Se ele acordasse, ele tinha que ser deixado fora de combate...

... e parecer que tinham atacado para roub�-lo.

Tivemos que levantar os camelos...

e lev�-los um por um para o nosso caminh�o.

Nosso fluorosc�pio estava pronto.

E bem no est�mago do camelo,

cartuchos de metal contendo �pio das papoulas de Binda Sha.

bem pequenos para passar na garganta do camelo,

e ficar no primeiro est�mago,

ent�o ser extra�do no matadouro.

Um valor estimado de cerca de US $ 100.000 de narc�ticos em cada camelo.

Um milh�o de d�lares entre os dez componentes de caravana.

Quatro vezes esse mesmo montante poderia j� ter sido enviado

pelo mesmo procedimento para algu�m em Beirute.

Quando terminamos com o �ltimo camelo

nossa tarefa era sair de onde viemos

... porque quer�amos descobrir quem era essa pessoa em Beirute.

E pelas pr�ximas 40 horas, e at� mesmo seu destino...

... a caravana n�o deixou de ser vigiada pelos homens de Lourisier.

Ela chegou no segundo dia.

E n�s sab�amos que o pr�ximo link na cadeia de Jean Hawks...

... era a propriedade do matadouro de um homem chamado Negassis.

No final de tarde um caminh�o saiu do matadouro

transportando tr�s pacotes, Preparado para embarque.

E ele foi para o cais.

O primeiro pacote foi carregado em um cargueiro mediterr�neo,

e foi endere�ado a um Sr. L. Lissatov.

Em Atenas, Gr�cia.

O segundo foi levado para um cargueiro Destino franc�s, Marselha.

Em nome de um Forgue.

O terceiro em um cargueiro holand�s

e dirigida ao Sr. N. Vrandstadter, em Havana, Cuba.

N�s est�vamos praticamente convencidos

que esse milh�o de d�lares estava em um desses pacotes.

E tamb�m que quando o condutor do camelo voltou para Damasco,

seu trabalho acabou.

Lourisier escolheu tr�s homens...

para seguir esses pacotes para o seu pa�s de destino.

N�s est�vamos na trilha do bando de Jean Hawks.

A primeira pista s�lida em todos esses meses.

Algo que merecia uma comemora��o.

Eu n�o teria gostado muito se soubesse o que me esperava.

Bom. Um brinde ao nosso sucesso.

E para voc�, lewal!

Obrigado, pessoal.

Mas algu�m poderia me explicar o que significa lewal?

� uma express�o de respeito, significa "homem muito importante".

Voc� estava errado cara.

Se quis�ssemos honr�-lo, h� tamb�m a palavra vashar,

que significa "homem que pertence � Humanidade ".

Por algumas semanas eu estive procurando por algo.

Narc�ticos.

E o que eu encontrei foram homens.

Dois na China,

Lum Chi e Joe.

Eles tamb�m fazem parte da Humanidade.

E ent�o, do outro lado do mundo...

... um eg�pcio...

... um ingl�s...

... e um franc�s.

E todos eles falam como um.

� legal pensar que quando n�s falamos sobre a humanidade,

n�s tamb�m inclu�mos mulheres.

Sim, eu tamb�m encontrei algo disso em Xangai.

Hadly, voc� tem essa foto que encontramos...

... mostre para os meninos.

Uma senhora chamada Ann Grant.

Parece inteligente.

Muito inteligente.

Sabia que Binda Sha tinha papoulas.

Muito esperto para dizer isso.

� governanta.

Lourisier, aquele homem que voc� mandou para Havana...

Voc� se importaria de n�o mand�-lo?

� no meu caminho de casa e eu gostaria de seguir essa trilha.

Outro palpite?

N�o, desta vez informa��o.

Ann Grant saiu de S�o Francisco algumas horas ap�s a chegada.

Destino, Havana.

Eu peguei um barco na noite seguinte com destino a Cuba.

Passar�amos o cargueiro no dia seguinte.

Eu chegaria bem antes dele.

Notificamos o comiss�rio cubano de narc�ticos da minha chegada,

E o que queria era entrar em Havana sem atrair aten��o.

Esta � sua resposta.

diga ao seu amigo que quando voc� chegar pegar o t�xi mais luxuoso que voc� vir.

far� sua estadia mais agrad�vel.

Alberto Berado.

T�xi, senhor?

Seis d�lares pelo dia inteiro. Seis d�lares.

Te parece bem? Seis d�lares por dia.

Oito d�lares, o t�xi foi alugado. Oito d�lares por dia.

Um pouco caro, voc� n�o acha?

� o t�xi mais luxuoso, tornar� sua estadia mais agrad�vel.

Trato feito.

- Voc� vem da Europa, senhor? - N�o, do Oriente M�dio.

Uau. Eu tenho um parente l�.

Um homem muito famoso, talvez o conhe�a.

- � um lugar grande, como se chama? - Lourisier.

Ah sim, eu o conhe�o.

Fam�lia, n�?

Meu irm�o.

N�o s�o parecidos.

Pais diferentes.

E diferentes sobrenomes, certo?

Berado.

Tudo � muito simples, Berado.

Deve haver uma senhora chamada Ann Grant aqui em Havana.

Eu gostaria de saber onde est� o que faz e com quem est� vendo.

At� agora, tudo muito simples.

Eu acho que tentando ver um cara chamado Vrandstadter.

Voc� o conhece.

Sim, � um fabricante de itens de pintura.

Pinc�is e coisas assim.

Recebe pelo de camelo do Oriente M�dio.

V�rias remessas por ano, provavelmente.

Provavelmente. A��car?

Obrigado.

Uma remessa de pelo chegar� daqui a alguns dias...

... n�o causar� problemas na alf�ndega.

Um par de buracos para verificar um pouco, nada mais.

E se houvesse algo no pacote, passaria sem problemas.

Digamos, narc�ticos no valor de um milh�o de d�lares?

� t�o simples assim.

N�s poder�amos ir para a alf�ndega e peg�-lo.

Mas n�o.

Porque quatro vezes o seu valor J� foi detido com Vrandstader.

E n�o devemos alert�-lo e perd�-lo.

Ent�o deixe entrar.

Tudo ficar� junto e ser� mais f�cil de pegar.

Mas n�o agora.

Voc� vai deix�-lo receb�-lo.

Vai envi�-lo com seus itens de tinta. Deixe ele fazer isso.

Descubra onde est� indo e siga-o.

Ou eu vou fazer isso depois de agradecer pela sua hospitalidade.

Cinco milh�es de d�lares em narc�ticos dentro de Cuba.

Voc� sabe o que eu vou fazer?

Eu vou te ajudar a refinar isso. Eu vou exportar.

- Eu pe�o muito, hein? - Bastante.

Comiss�rio.

Eu acho que n�s dois faremos um tour pelo mundo.

Uma hora depois meu amigo Berado j� estava trabalhando.

Na verdade, nessa mesma noite preparou uma mudan�a de endere�o,

para um pequeno hotel na rua Concordia.

Bem na frente de um edif�cio interessante.

O centro de neg�cios de N. Vrandstadter.

E uma cera senhora estava em Havana.

E a surpresa.

Um homem chamado Chian Soo tinha chegado da Am�rica do Sul...

... e era conhecido como tio do Shu Pan.

E com eles o Sr. N. Vrandstadter, estava mostrando a eles a cidade.

Um bom grupo sem nada para fazer...

at� a chegada daquele cargueiro do Oriente.

O que aconteceria dois dias depois.

E a entrada pela alf�ndega aconteceu assim como Berado havia previsto.

Um dedo que remexe um pouco e nada mais.

Algumas horas depois, primeira noite de trabalho na casa de Vrandstader.

O refino desses narc�ticos para transform�-lo em uma arma mortal.

um d�cimo do seu tamanho e dez vezes mais f�cil de enviar.

Quando essa luz se apagar, eu ficarei muito nervoso.

E eu tamb�m, meu amigo.

Os homens de Berado se posicionaram na entrada de Vrandstadter,

vigiando tudo o que poderia sair e prontos para segui-la.

Os manifestos de cargar de todas as remessas seriam revisados.

E embarques de todos os navios j� no porto ou prestes a chegar.

E uma checagem das listas de passageiros, apenas no caso.

E a partir desta checagem a bomba apareceu de repente.

N. Vrandstadter, Ann Grant, Shu Pan e Chian Soo...

... tinham reservado passagens no "SS Cadillo" para Nova York.

O navio chegou em Havana naquela mesma tarde.

Um cargueiro de cerca de 10.000 toneladas, com cem passageiros a bordo,

que navegaria ao meio-dia no dia seguinte para Nova York...

minha pr�pria casa.

N�s verificamos novamente o manifesto de carga.

N�o havia nada registrado para Vrandstadter.

E naquela noite Berado e eu �ramos uma dupla de homens preocupados.

Isso significa que n�o haver� remessas como aquelas de Beirute.

Vrandstadter os leva pessoalmente.

- Para Nova York. - Nova York.

E n�o se preocupa com a alf�ndega,

- o que significa que tem um plano. - N�o h� esperan�a.

- Por que? - Ele quer seguir esses narc�ticos.

Voc� tem que saber como os levam a bordo...

- ... e onde eles os escondem. - Claro que eu deveria saber.

Teremos que revistar cada pacote, cada passageiro, suas malas.

Assim que eu fizer, Vrandstadter saber� por que o fiz.

E isso ser� o fim da sua paz de esp�rito e tudo que voc� tenta fazer.

Eu sei. Pode trazer a bordo de mil maneiras.

Essas pessoas podem ser passageiros, tripula��o...

Mas eles podem perder tudo.

Ou pelo menos, o risco � fant�stico.

Bem. O que voc� sugere, Berado?

Peg�-los hoje � noite antes que eles desaparecem.

Isto �, desistir.

E deixe o resto ir, mesmo o maior respons�vel.

E eu sou respons�vel por cinco milh�es de d�lares...

... de narc�ticos dentro Fronteiras cubanas.

N�o fale comigo sobre fronteiras.

N�o quando isso afeta a todo o mundo.

Nenhum pa�s vai resolver seu problema at� que os outros resolvam.

Tr�s homens em Beirute se arriscaram.

E ent�o voc� soube que estava aqui um criminoso chamado Vrandstadter.

Foi um discurso corajoso.

Mas Berado ainda estava certo.

Decidimos esperar um pouco mais

no caso de termos visto uma mala subindo...

... ou pacote a bordo que nos d� uma dica.

Uma possibilidade desesperada,

E uma noite de espera desesperada.

Nada at� as oito da manh�, quando surgiu um raio de esperan�a.

Um embarque de �ltima hora de Vrandstadter para o "Cardillo".

Dirigido a Henry Scharfe, Maiden Lane, Nova Iorque.

E foi isso o que carregaram no caminh�o uma hora depois.

Tr�s horas antes do navio partir.

Um raio de esperan�a. Mas isso n�o fazia sentido.

N�s n�o tivemos chance de interceptar esses pacotes.

Vrandstadter sabia bem que precisaria de um milagre...

passar esses narc�ticos atrav�s da alf�ndega dessa maneira.

Esses pacotes seriam enviados para uma checagem de rotina

no porto de Nova York em cinco minutos.

Ele saberia disso.

Deve ser como disse Berado,

que planejava apresent�-los pessoalmente.

E se sim, por que esta remessa?

E por que esperar tanto tempo para envi�-la?

Apenas algumas horas antes da partida.

Talvez n�o significasse nada,

mas por enquanto era tudo que t�nhamos.

O homem que t�nhamos no armaz�m relatou o que imagin�vamos,

os pacotes tinham sido depositados na alf�ndega.

Os homens de Berado teriam que segui-los e ver onde eles os colocam.

E viajar com eles para Nova York.

Mas n�s sab�amos que isso n�o era a resposta.

Era tarde demais, a Mercadoria de Vrandstadter

Eu estava entrando a bordo e ter�amos que correr riscos.

Um grande risco com o qual Berado concordou.

Um homem realmente esperto.

Nesse momento, um caminh�o parecia ter problemas.

Foi uma incidente muito normal.

Um motor que quebrou.

T�o normal que ter�amos perdido...

... se o guarda n�o tivesse sentido curiosidade.

Enquanto um dos homens verificava o motor...

o outro removeu os envolt�rios dos pacotes que eles carregavam atr�s.

O caminh�o estava perto da provis�es para a cozinha.

Ao lado das caixas de manteiga que eles iriam embarcar.

Uma vez que os envolt�rios s�o removidos seu r�tulo pode ser visto.

Caixas de manteiga igual as outras,

mas certamente Vrandstadter n�o enviaria manteiga.

Meia hora depois n�s est�vamos no cais.

E alguns minutos depois, Essas caixas estavam a bordo.

N�s j� sab�amos porque Vrandstadter havia esperado o �ltimo minuto.

Essa manteiga n�o teria suportado mais de uma hora por ser perec�vel.

� por isso que ele teve que esperar at� agora.

E tinha que ter algu�m a bordo do "Cardillo" que conhecia o plano.

Aquela manteiga foi trazida do conv�s para a cozinha.

E naturalmente eles iriam coloc�-la na geladeira.

E seria l� onde o homem, ou homens de Vrandstadter...

... teria que estar quando as caixas chegassem.

Uma grande responsabilidade para esse homem.

Porque tr�s dessas caixas escondiam drogas no valor de cinco milh�es.

E o trabalho dele era saber quais eram.

Eles tinham que ter algum tipo de marca que ajudariam...

... para poder separar essas tr�s caixas das outras...

... e certificar-se de que ningu�m tocaria neles durante a travessia.

Uma hora antes da partida,

Nossos amigos embarcaram.

O significado dessas tr�s caixas,

e o que aconteceria com elas na chegada em Nova York,

Era o grande segredo de Vrandstadter.

E o que eu tive que descobrir antes de chegar l�.

Era como se estivesse voltando para casa.

Como planejado, haveria uma cabine livre no conv�s C.

Cabine C22.

E o homem me esperando l� seria o gar�om desta cabine.

Um homem de Berado.

- Fernando? - Sim, comiss�rio.

Prazer em conhec�-lo.

Uma hora depois, Fernando j� tinha algu�m vigiando na cozinha.

Ele era o padeiro da noite, Um velho amigo dele.

Ele n�o era um agente de narc�ticos,

mas sim um defensor das boas causas h� muito tempo.

E de manh� Fernando j� tinha organizado seu turno de vigia.

Um de seus homens era o a�ougueiro do navio.

O outro � assistente de um chef.

Daqui para Nova York, essa geladeira seria monitorada 24 horas por dia.

Naquela mesma manh�, Fernando tinha um mapa do navio para mim.

Tudo foi marcado.

No conv�s C, a cozinha e a geladeira,

Eu estava aqui.

e aqui Chian Soo,

a cabine � minha esquerda e a da frente,

vazia.

No conv�s B,

Cabine de Vrandstadter,

e a que compartilharam Ann Grant e Shu Pan.

No que se refere ao Sr. Vrandstadter,

o relat�rio falava de um homem soci�vel.

Na hora do almo�o j� conhecia metade dos passageiros.

Talvez para control�-los.

E � claro que n�o pensava que ele estaria em perigo.

Na tarde do mesmo dia,

Eu enviei uma mensagem em c�digo para Anslinger,

Tudo estava sob controle.

E pedi-lhe para enviar homens na chegada ao porto.

Sim, Sr. Vrandstadter, n�s temos cabines vazias neste sal�o.

Isso � o que eu entendo.

Qualquer uma serve Se os canos funcionarem.

Tem certeza que eles funcionam?

Essa � uma cabine interior. As exteriores est�o aqui.

Embora essa tamb�m esteja vazia.

Deveria estar aberta, mas eu posso pedir uma chave, se desejar.

Isso � muito bom.

Agrade�o por me trazer minha bagagem.

Eu verifiquei o que voc� disse.

Os canos est�o quebrados de verdade.

Se foi feito de prop�sito,

eles certamente fizeram muito bem.

Obrigado Fernando. Boa noite.

Por que n�o pegou uma cabine neste deck?

Por que a �nica cabine externa vazia estava aqui?

� poss�vel.

Mas talvez tenha estragado os canos

a fim de verificar todas as cabines vazias a bordo.

Se assim foi,

J� sabia que essa cabine vazia estava fechada.

A pr�xima coisa que devo saber � porque.

Me desculpe.

Me confundi com as chaves e eu n�o notei onde eu estava indo.

Sinto muito.

Acho que n�o nos conhecemos.

Eu vim a bordo doente.

Sinto muito.

Por favor me desculpe.

Ponto para o Sr. Vrandstadter.

Cabine 22 marcada como vazia, n�o estava vazia.

E na lista de passageiros n�o ningu�m aparecia com a cabine 22C.

A lista � impressa a bordo depois da partida do navio

Agora n�o pararia at� saber quem era esse passageiro do C22.

Pode ser tratar de um agente antinarc�tico.

Ou poderia segui-lo da China...

... onde esteve tamb�m a Sra. Grant.

Havia uma possibilidade remota de que teria me visto e sabia quem eu era.

Uma possibilidade que esta ast�cia man�aca n�o esqueceria.

Cedo ou tarde, traria a Sra. Grant para me ver.

Durante o resto da noite Vrandstadter n�o tomou nenhuma a��o.

Na manh� do segundo dia de travessia, aproximando-se da costa da Fl�rida,

No meio do caminho para casa.

E na cozinha apenas caixas de manteiga sa�ram daquela geladeira.

Os narc�ticos ainda estavam l� dentro.

Vrandstadter iria me trazer a Sra. Grant.

Era s� uma quest�o de tempo.

E ele tinha muito tempo, porque n�o?

Onde eu poderia ir?

N�s est�vamos quase terminando nosso segundo dia no mar...

... em frente ao Cabo Ateras...

... apenas 24 horas do porto de Nova York.

E esse segundo dia foi o dia mais longo da minha vida.

Era a �ltima noite da viagem.

N�s ter�amos uma esp�cie de jantar do capit�o.

Eu podia ouvir a orquestra.

Tudo muito simp�tico e amistoso.

Eu tive um pressentimento que Vrandstadter atuaria naquela noite.

Que hora melhor assim para que um homem t�o bom quanto ele...

... visite aquele pobre homem da cabine 22.

Entre.

Boa noite, n�s trouxemos uma sobremesa da mesa do capit�o.

- Deixe-me apresentar-lhe... - Ol�, Sra. Grant.

- Voc�s se conhecem? - Sim.

Que ador�vel coincid�ncia.

- N�s nos conhecemos em Xangai, senhor... - Vrandstadter.

Parece se sentir muito melhor esta noite.

Sim, muito melhor, Eu acho que vou ficar bem amanh�.

�timo.

Dessa forma, podemos passar algum tempo juntos.

Eu acho que deveria voltar para a festa.

Por que voc� n�o fica, Sra. Grant?

Tenho certeza que ter�o muitas coisas para falar.

Boa noite, Sr. Brent. At� amanh�.

Eu sinto que esteja doente.

Uma simples febre.

Isso me afetou um pouco deve ter sido no Egito.

Ah, � por isso que saiu de Xangai.

Eu pensei que estava em San Francisco.

N�s est�vamos l�, mas um tio de Shu Pan tinha neg�cios em Cuba...

... insistiu que n�s o v�ssemos.

E esse Sr. Vrandstadter, Ele � seu amigo?

Ele � s�cio do tio de Shu Pan...

... foi muito gentil conosco em Havana.

Um homem ador�vel, certo?

Voc� parece muito bem, Sra. Grant.

Me sinto muito bem.

Isso � bom.

Fico feliz em v�-lo aqui.

N�s �amos fazer isso em San Francisco, lembra-se?

Eu quero te agradecer por algo.

Por qu�?

Por aquilo que me disse naquele dia no hotel.

Oh sim. Me lembro.

Em colocar sua mente em ordem e voltar para a vida.

Sim.

E a felicidade que posso ter no futuro.

Eu devo isso a uma conversa em Xangai.

Bem, �s vezes um pequeno incidente na vida faz uma grande diferen�a.

Eu n�o quero que perca a festa.

- Nos acompanha? - N�o esta noite, amanh�.

N�s teremos um �timo dia amanh�.

Vejo voc� �s dez na sala de estar e n�s fazemos compras juntos?

De acordo.

- Boa noite. - Boa noite.

Vigil�ncia dupla e intensa na cozinha.

A partir de agora at� a chegada a Nova York no final do dia.

J� � dia.

Sra. Grant e eu nos vimos exatamente no hor�rio agendado.

O dia mais importante come�ou desde que sa� de S�o Francisco.

Como a manh� passou, um pequeno e grupo alegre passou tempo conversando,

despreocupado e feliz.

E na hora do almo�o Eles ainda eram insepar�veis.

Shu Pan me deu esse desenho para ficar com ele.

O autor disse que viu linhas de sofrimento naquele rosto,

e eles sairiam um pouco mais

quando ela souber que tinha sido enganada com um falso relacionamento familiar.

Na cozinha ningu�m tinha ainda tocado nessas caixas.

E � tarde, tudo permaneceu o mesmo.

Menos de tr�s horas at� Nova York.

E na sala de estar j� como um grupo de grandes amigos,

lendo suas mentes como se eles fossem um livro aberto.

Mas nada para se preocupar, Vrandstadter ou Sra. Grant.

Quanto mais tempo passou, N�s est�vamos mais perto de Nova York.

Mas eles n�o sabiam que meu nome era Barrows, n�o Brent.

Nem eles poderiam fazer nada na cozinha as pr�ximas duas horas.

Eu n�o conseguia entender isso.

S�o quase cinco.

Menos de uma hora para chegar ao porto.

E se essas tr�s caixas eram simplesmente chamarizes?

E se Vrandstadter soubesse quem era antes de chegar em Havana...

... e teria colocado atr�s de uma pista falsa...

... e despachando os narc�ticos de alguma outra forma?

Meu p�nico cresceu �s vezes.

Estamos prestes a chegar. N�s devemos nos separar.

Ainda n�o, temos muito tempo.

Outra bebida, Sr. Brent?

Por uma longa amizade.

Se cheirar queimado, � um pouco de �leo, n�o se preocupe.

�leo queimado?

N�o � nada anormal a bordo de um navio.

A prop�sito, eu conhe�o um excelente lugar para comer.

Por que n�o vamos jantar todos juntos esta noite?

Voc� pode?

Sim, princesa, acho que posso.

Ou�a, vai escurecer em uma hora, eu tenho muitas coisas a fazer.

- N�o fiz as malas ainda. - Bem, � melhor come�ar.

Eu tenho muito pouco para coletar, Eu serei o �ltimo a ir para a cabine.

Obrigado.

Olhe as gaivotas.

Eles seguem o navio em busca de comida.

Vamos observ�-las.

Fernando.

- Houve um inc�ndio na cozinha. - Eu sei. E as caixas?

Elas est�o vazias. Eles as abriram durante o inc�ndio.

Onde est�o? E os nossos homens?

Havia tanta fuma�a que nada era vis�vel.

Fernando, volte para a cozinha.

Vou ver o que aconteceu com nossos amigos.

Eu tenho uma cabe�a dura, hein?

Voc� tem um bom galo.

O que aconteceu comigo?

Um pequeno barril. Um homem estava empilhando-os.

Um pouco descuidado, certo?

Desculpe, senhor.

Descanse um pouco, amigo.

Eu ficarei bem imediatamente. Foi muito gentil.

Como se sente?

Eu n�o me preocuparia muito com isso, Sra. Grant.

- Voc� est� bem? - N�o foi nada, Fernando.

Um pequeno acidente

Que horas s�o?

17:20 h. O timoneiro disse que chegamos em alguns minutos.

Sra. Grant, acho que voc� deveria ir fazer as malas.

Tenho tempo.

- Posso te ajudar em algo? - N�o, obrigado, n�o � necess�rio.

Fernando vai me ajudar. At� mais tarde.

Muito bem.

- Quando eu estava no conv�s. - Um acidente?

N�o Eles n�o queriam que eu estivesse l�.

Por qu�?

- Alguma coisa nova na cozinha? - Absolutamente nada.

Voc� diz que um piloto embarcar�.

E algu�m do departamento. �timo, tenho muito a contar.

A cozinha queimada e a mercadoria desapareceu.

E tamb�m cheirando a rosas.

Um toque perfeito, voc� n�o acha?

Bem, vamos pensar, �s 17h20.

Eu o deixei na sala de estar 20 minutos atr�s...

... e eu ia fazer as malas.

Por que voc� veio aqui?

Como descobriu?

Eu ouvi quando sa� da cozinha.

Todos falaram sobre isso.

Voc� sabia que era eu?

Eles disseram, o americano, aquele que ficou doente a bordo.

O americano que subiu a bordo.

Fernando, olhe isso.

S�o digitais, certo?

Sim, parece gordura.

Gordura.

E abriu meu colarinho?

Com gordura nos dedos n�o podia estar empacotando.

Talvez nunca tenha ido para sua cabine.

Esta rosa estava em perfeitas condi��es vinte minutos atr�s no sal�o.

Aqui n�o poderia passar mais de cinco minutos.

Onde est�o os outros quinze anteriores?

Fernando, vou ao conv�s de novo.

Receba os homens a bordo.

Envie algu�m para vigiar a cabine de Vrandstadter e o tio da China.

Deixe o resto ir para a cozinha.

Feche as portas e reviste as cabines da tripula��o.

Beliches, arm�rios, vire tudo de cabe�a para baixo.

Eu vou para a cozinha daqui a dez minutos.

Senhor Brent!

- Oi, Clark, como vai? - Oi, Barrows.

- Voc� achou alguma coisa? - N�s revistamos tudo e nada.

E a tripula��o?

- Eu tenho dois homens l�, ainda nada. - Vamos olhar l�.

Exatamente.

Eles colocam a bordo. � muito claro.

E foi assim que eu soube o que eram Olha, marcas.

Nas tr�s, mas n�o naquela.

Eles as deixaram mas separadas das outras.

E causaram o fogo para tir�-las.

Tr�s dessas pessoas trabalham para n�s.

Fernando disse a voc� quem eles eram?

Pelo que sei, havia dois, o a�ougueiro e o assistente do chef.

Eles precisavam de dois ou tr�s homens para fazer esse trabalho, Clark.

E certamente eles ainda est�o neste grupo.

Mas n�s n�o temos tempo para descobri-los.

- Onde eles jogam o lixo? - L� fora.

- Oque quer dizer? Separado? - N�o, na popa.

Pela popa.

- Eles o levam l�? - Em que est� pensando?

Eu apenas tento ajustar algumas pe�as.

- Mostre para mim. - Sim senhor.

Vamos, Clark.

Quando as latas de lixo foram esvaziadas?

Foi antes do fogo ou depois?

- Algu�m deve saber. - Isso foi antes.

- Tem certeza? - Sim.

Antes do fogo, n�?

N�o, acho que n�o.

O �leo foi incendiado, n�?

- Onde isso come�ou? Perto do fog�o? - Bem ali.

Justo aqui.

- E continuou aqui, talvez? - Sim, senhor.

- Nas latas de lixo. - Exatamente, senhor.

- O fogo n�o chegou l�, n�? - N�o.

Ou�a, Clark.

O fogo come�ou l�, no fog�o...

... espalhou entre essas latas, mas note...

... aquela lata est� queimada...

... e essa outra n�o.

E ai voc� tem a outra lata que queimou.

O lixo foi jogado fora depois do fogo...

... e eles n�o colocaram as latas juntas.

Ele diz que foi antes do fogo.

- Ele est� mentindo e ele sabe disso. - Por que?

N�o tenho certeza, mas eu tenho um palpite.

Um pouco estranho e n�o tenho tempo para experimentar.

Espere por mim aqui.

Gaivotas n�o pegam o lixo sozinhas, certo?

Um bom truque, mas n�o � bom o suficiente.

Barrows.

Senhor Brent!

- N�o o encontrei e tive medo. - Medo.

Que houvesse desaparecido.

Fui at� sua cabine e o procurei em todo o navio.

Uau, � engra�ado.

Eu ia chamar voc� e pedir para me fazer um favor.

� um segredo.

Eu vou te dizer de outra maneira.

Voc� acha que ela gosta de mim um pouco?

Porque eu gosto muito dela.

E esse � o problema. Acabei de receber um telegrama.

Eu n�o vou poder jantar com voc�s esta noite.

Eu tenho que pegar o primeiro avi�o para Chicago.

Pode levar semanas antes ver voc� novamente em San Francisco.

Voc� quer esperar aqui enquanto falo com ela sozinha por dez minutos?

Sim, Sr. Brent.

Essa � a minha garota.

Sr. Vrandstadter disse que queria o meu endere�o.

Como n�o posso v�-lo? Eu escrevi aqui.

Voc� quer lev�-lo para sua cabine enquanto eu estou com ela?

N�o esque�a de voltar aqui e esperar por mim.

Entre.

- Ol�. - Ol�.

Tenho m�s not�cias.

N�o fico para jantar. Eu voo imediatamente.

Oh, � uma pena.

Sim �.

H� tantas coisas que eu queria te perguntar.

Vejo todos voc�s em San Francisco.

Mas n�o antes de um m�s ou mais.

Alguns podem n�o esperar.

Siga em frente, � muito tarde.

Conversamos por um tempo.

Da sua vida passada...

... ou do seu marido.

Me fale sobre ele.

Ent�o de repente?

N�o deveria ser agrad�vel.

Uma hist�ria de amor, certo?

Ou talvez n�o fosse.

- No ano passado, claro que n�o. - Uau.

Em Xangai, queria honrar sua mem�ria.

Estava pensando em ficar na China e defender seu trabalho.

Seu trabalho era algo � parte.

Mas voc� concordou, certo?

Qual era o seu trabalho ent�o?

Um engenheiro deve construir alguma coisa.

A quest�o � o que...

... n�s n�o queremos todos o mesmo.

O Alto Comando Japon�s, por exemplo...

... quer construir uma esp�cie de mundo e eu quero construir outro.

A que se refere?

Quero dizer seu marido Jerome Grant, chamado Jerry.

Pura coincid�ncia encontrar isso no Egito.

De onde tirou isso?

Enquanto voc� bancava a governanta,

Jerry estava construindo alguma coisa.

Irriga��o para obter as Melhores papoulas.

Esse era o seu trabalho.

Ajudar a conseguir um milh�o de escravos na pr�xima gera��o.

Binda Sha a deixa triste, Certo?

N�s estragamos o neg�cio para descobrir sobre Binda Sha.

E isso d�i, certo?

Eu s� quero uma resposta a uma pergunta.

Quando voc� estava na popa o que eles jogaram fora?

A mercadoria estava no lixo, certo?

N�o �?

Com medo de falar, assim como todo mundo. Eu estou aqui para provar uma morte.

E se esse � seu amiguinho, Eu vou saber com certeza.

Pegue isso. Diga uma �nica palavra "al�" e passe para mim.

Ah, Shu Pan.

Eu n�o podia esperar mais do que disse?

Tudo est� indo bem, princesa. Espere por mim l�, hein?

- N�o era quem eu esperava, Sra. Grant. - Sr. Barrows.

� importante, venha comigo.

Fique aqui com ela. Vigie-a.

O terceiro fan�tico que pagou por seu fracasso.

Mas essa morte me contou o que eu queria saber.

E na sala dos mapas uns minutos depois,

o primeiro oficial come�ou a calcular o lugar onde esses narc�ticos

foram jogados ao mar.

Sabendo o tempo que aconteceu e o curso e velocidade do navio,

poderia localizar dentro de uma milha...

o lugar onde esses narc�ticos deveriam estar descansando no fundo do oceano.

Agora podemos adivinhar o que aconteceu.

A mercadoria deve estar amarrada cordas quimicamente amarradas,

que entraria em contato com �gua salgada e ligada a boias.

E quando essas cordas romperem, subiria rapidamente para a superf�cie,

onde o bando de Jean Hawks esperaria por elas.

Liguei para o Servi�o da Guarda Costeira

e pedi que eles fosse ao "Cardillo" para nos pegar...

... o mais depressa que podiam.

Depois de uma hora eles j� estavam l�.

O falso tio chin�s j� estava sob vigil�ncia...

... mas eu queria tamb�m levar Ann Grant.

Ela n�o queria se separar de Shu Pan...

... pelo que tivemos que lev�-la tamb�m.

N�s tivemos que voltar alguns dez ou doze milhas...

... em dire��o ao terreno inimigo...

... e com duas passageiras geladas e preocupadas.

A quest�o era se cheg�ssemos a tempo.

Qual era a espessura das cordas e quanto tempo demoraria para romper?

Eles j� poderiam ter rompido e a mercadoria ter sido coletada.

Aqueles que pareciam ser o �ltimo link do bando de Jean Hawks foi preso.

E eu os fiz mover todo o carregamento de narc�ticos para o meu barco.

E n�s come�amos o caminho de volta.

Membros do bando seriam presos.

Mas eu me separei dos outros para ir diretamente para a alf�ndega,

a fim de entregar esses narc�ticos,

e possivelmente

Jean Hawks em pessoa.

Shu Pan!

- Vire-se. - Qual � o problema, princesa?

Solte essa arma.

V� para a costa uma milha a sul do farol.

Esta louca.

Voc� j� ouviu o que eu disse?

V� para a costa uma milha a sul do farol.

Voc� j� ouviu falar de Jean Hawks, Sra. Grant?

Jean Hawks?

Aquele que carrega esses narc�ticos por todo o mundo...

... do norte da China. Voc� n�o a conhece?

N�o.

Incr�vel.

Poderia ser a nossa princesa com cara de anjo.

Eu tenho quase vinte anos de idade.

Uma menina chinesa, para honra e gl�ria do Jap�o.

Meu pai � o general chin�s que ocupava a Manch�ria.

A �rvore ficou muito jovem, certo?

Diga a ele para ir mais r�pido.

A senhorita diz mais r�pido.

E o que voc� espera fazer? Deixar tudo isso em terra?

Onde o resto do seu bando espera.

Mas voc� teria que matar as quatro pessoas deste barco.

Que loucura!

Jean Hawks iria mat�-los sem piscar.

E voc� sem saber, Sra. Grant.

N�o sabia quem eu era ou o que estava...

acontecendo em Binda Sha at� eu lhe contar.

E sabia que seu marido foi contratado pelo Jap�o para cultivar narc�ticos;

Nem que ele estava protegendo Jean Hawks, do Pen Yen.

A respeit�vel vi�va de um americano morto por bombas japonesas.

N�o sabia, n�o n�?

Ou talvez tudo estivesse planejado?

Talvez soubesse demais.

Ou ele n�o era t�o fan�tico quanto deveria.

N�o era.

Voc� o matou?

N�o, foi voc�.

Por o acompanhar a China e fazer tantas perguntas.

Disseram para se livrar de voc�.

Mas ele n�o foi capaz de fazer isso, n�?

Ele ainda tinha certos sentimentos por sua esposa.

E essa fraqueza o perdeu, certo?

A mesma fraqueza que me perdeu.

Sentindo pena de uma assustada e indefesa menina chinesa.

Eu fui um verdadeiro idiota, certo?

Seu pessoal negocia com esse tipo de coisa.

Sentimentos humanos decentes.

Para voc� eles n�o existem, exceto para simul�-los.

Mas eu aprendo rapidamente, princesa, e aprendi essa li��o bem na hora.

Quando voc� embarcou neste barco Eu j� tinha uma ideia de quem voc� era.

Voc� v�, depois do meu acidente.

A Sra. Grant estava ao lado na minha cama.

Mas n�o a menina pequena e amorosa que tanto me amava.

Onde estava?

Na popa, observando as gaivotas, como eles me disseram depois.

Ceve ter descoberto ao mesmo tempo que a Sra. Grant.

Mas o que fez a senhorita logo vir atr�s de mim?

Isso faz parte da li��o,

Eu raciocinei que ningu�m poderia ter tirado do meu bolso...

... naquele templo em Xangai.

E essas linhas de sofrimento...

... que mostraram esse retrato...

... poderia representar a loucura de uma mulher madura.

Mas eu ainda n�o tinha certeza...

..de se seria voc� ou a Sra. Grant.

O pr�ximo passo foi o bilhete para Vrandstadter.

Por n�o ligar para a Sra. Grant, e cometer suic�dio,

isso pode significar que voc� abriu o bilhete ao longo do caminho...

... e voc� disse a Vrandstadter que havia fracassado.

Sim, que seus servi�os n�o eram mais necess�rios.

Voc� est� entendendo, princesa?

Os verdadeiros sentimentos...

... n�o pode ser simulados.

Eles s�o a heran�a exclusiva dos verdadeiros seres humanos.

Solte essa arma.

Venha e pegue, Sr. Brent.

Cuide dessa porcaria.

Notifique a guarda costeira.

Uma milha a sul do farol.

Esse ser� o final desta viagem.

E esse foi o fim da viagem.

E o come�o, poder�amos dizer,

de um Michael Barrows, agente da narc�ticos.

Ou, como meu chefe disse hoje, doze anos depois...

"Para esse momento..."

"... espero que aprendamos a grande li��o... "

"... que n�o h� la�os entre as pessoas..."

"...t�o importantes quanto o v�nculo simples e duradouro... "

"... de pertencer � ra�a humana."

Tradu��o: Kilo

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