All language subtitles for Emidio Grenvenzione di Morel AKA More Invention (1974) [ENG and FR subs]

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Original subtitles

A INVEN��O DE MOREL

N�o tenha medo!

Por favor, me escute!

Voc� n�o vai dizer que me viu, n�o?

Apelo � sua generosidade!

Est�o me procurando! Eu posso explicar tudo, acredite em mim!

Eu sei que n�o significo muito para voc�,

mas eu n�o lhe farei nada! Eu posso explicar, se me ouvir.

E se voc� n�o contar a seus amigos.

Por favor! Diga alguma coisa!

Me insulte! Diga-me que causo-lhe horror!

V� e me denuncie se quiser, mas pelo amor de Deus, n�o fique calada assim!

...voc� voltar no tempo, antes daquela noite...?

N�o, eu n�o posso mais acreditar em voc�.

A influ�ncia do futuro sobre o passado.

� algum tipo de piada?

Acredite em mim, Faustine!

N�o! Eu sei o que voc� procura.

� uma pena que voc� n�o acredite em mim,

e que n�o possamos... nos entender.

Uma pena. E por qu�?

Porque temos uma temporada breve, tr�s dias.

E ent�o n�o importar� mais.

Nossa! Voc� est� tentando me assustar? N�o � t�o ruim assim.

N�o, eu n�o queria assust�-la. Se falei com muita veem�ncia, me perdoe.

Eu n�o queria alarm�-la.

E tamb�m, n�o queremos ficar aqui discutindo eternamente.

Morel, voc� sabe que eu acho-lhe muito misterioso?

N�o h� mist�rio!

N�o leve o que eu digo t�o a s�rio.

�s vezes, um homem quer despertar a curiosidade de uma mulher

para tornar-se interessante.

N�o se zangue.

N�o, Morel. H� algo que voc� est� escondendo de mim.

Mas, mais cedo ou mais tarde, voc� vai ter que confessar.

Sim, eu farei voc� falar.

N�o � a hora dos fantasmas. Vamos entrar.

- Hoje, n�o... eu n�o o vi. - E isso desagrada-lhe?

Amanh� haver� um novo.

- Eu perdi toda a sua confian�a. - Toda!

- Antes de voc� acreditava em mim. - Agora, isso n�o � mais poss�vel.

Acreditaria se eu dissesse que eu poderia fazer

voc� voltar no tempo, antes daquela noite em Biarritz?

N�o, eu n�o posso mais acreditar em voc�.

A influ�ncia do futuro sobre o passado.

� algum tipo de piada?

- Acredite em mim, Faustine... - N�o!

Eu sei o que voc� est� procurando.

� uma pena que voc� n�o acredite em mim,

e que n�o possamos... nos entender.

Uma pena. E por qu�?

Porque temos uma temporada breve, tr�s dias.

E ent�o n�o importar� mais.

Nossa! Voc� est� tentando me assustar? N�o � t�o ruim assim.

N�o, eu n�o queria assust�-la. Se falei com muita veem�ncia, me perdoe.

Eu n�o queria alarm�-la.

E tamb�m, n�o queremos ficar aqui discutindo eternamente.

Morel, voc� sabe que eu acho-lhe muito misterioso?

N�o h� mist�rio!

N�o leve o que eu digo t�o a s�rio.

�s vezes, um homem quer despertar

a curiosidade de uma mulher para tornar-se interessante.

N�o se zangue.

N�o, Morel. H� algo que voc� est� escondendo de mim.

Mas, mais cedo ou mais tarde, voc� vai ter que confessar.

Sim, eu farei voc� falar.

E por que ele escolheu este fim de mundo?

- Ele deve saber! - Eu n�o duvido. Mas como isso ocorreu a Morel?

Ele deve ter tido seus motivos.

O que est�o esperando? O jantar est� pronto.

Apressem-se.

N�o se esque�a que � apenas o nosso pobre olhar...

...que transforma os movimentos do m�gico em magia.

Quantas vezes nos indagamos sobre o destino do homem...

empregando as mesmas f�rmulas:

"Aonde estamos indo? O que estamos esperando?"

Como a m�sica gravada, esperamos at� recebermos a ordem para nascer?

Oh, N�o!

De novo, n�o! N�o esta noite, por favor.

Poder�amos escolher algum outro t�pico de conversa?

Mas por qu�? Isso me interessa muito.

- Morel, siga, por favor. - N�o, n�o, eles est�o certos.

Falaremos disso em outra ocasi�o mais oportuna.

Ah, bom! Vamos falar da constru��o da quadra de T�nis.

Eu digo que uma quadra esportiva neste lugar isolado n�o faz sentido.

Somos um grupo pequeno.

E o mais forte n�o faria nada al�m de repetir as suas vit�rias.

O T�nis � jogado por prazer. N�o � uma competi��o, � uma cerim�nia!

E tamb�m ir� ensinar os homens a perder para as mulheres.

- Ele ensina a perder. - Isso � educativo, n�o �?

Sim, especialmente quando � uma dupla mista.

E tamb�m ele melhora o f�sico. � um ant�doto para o sedentarismo.

Eis o remorso de quem comeu demais!

� preciso pensar nessas coisas antes do jantar, meu caro.

Sim, n�o h� melhor rem�dio do que uma boa dieta. N�o � verdade, Morel?

Uma dieta? N�o, isso � uma ilus�o. Um engano da alma sobre o corpo.

E o corpo paga o engano, ignorando os benef�cios da dieta.

Voc� n�o deve ser impaciente. Certo?

Ei, olhe.

Bela jogada, Faustine!

Como foi sua viagem? Tudo em ordem, Capit�o?

Tudo bem. Um mar calmo, o vento favor�vel.

Voc� encontrou tudo? Foi capaz de trazer tudo o que pedi?

- Sim, tudo, claro. - Com licen�a. Voltaremos logo.

� tarde, ainda temos que nos preparar.

S� um momento.

Eu tenho que lhe dizer algo. Eu n�o disse antes por causa dos outros.

Mas eu tenho que falar com voc� e algumas outras pessoas.

- Eu estou ouvindo. - N�o, aqui n�o. Hoje � noite.

Quando todos forem dormir, voc� fica aqui.

- Tarde assim? - � melhor. Quanto mais tarde, melhor.

Mas devemos ser discretos. Eu n�o quero que as mulheres saibam.

Histeria s� provoca mais histeria.

Tchau.

Se eu lhe dissesse que todas as suas emo��es e palavras s�o gravadas...

Isso n�o me importaria.

Faustine, eu preciso falar com voc� com urg�ncia.

Agora? Por qu�?

Voc� tem que me escutar.

- Certo, vamos ao museu. - N�o! N�o l� dentro. � melhor aqui.

Estou com frio, vamos entrar.

Quero aproveitar esta oportunidade.

Longe do museu e dos olhos de nossos amigos.

N�o pode ser t�o urgente...

Devo avis�-la, e sei que posso, porque voc� � diferente das outras mulheres.

Voc� nunca perde o controle de seus nervos.

Certo, mas eu me recuso a ficar aqui fora e conspirar.

- Sinto-me rid�cula. - Certo, como quiser.

Hoje � noite, quando todos tiverem ido, me fa�a um favor e fique.

N�o pode faltar ningu�m. N�o come�arei at� estarem todos aqui.

Quem est� faltando?

- Falta Jane Gray. - Nada surpreendente!

Temos de encontr�-la.

Quem seria capaz de traz�-la at� aqui, afinal?

- Ela deve estar presente. - Talvez ela esteja dormindo.

Eu n�o come�arei at� que ela esteja aqui.

- Eu vou busc�-la. - Eu vou com voc�.

H� outra cadeira vazia.

Quando ele tem que estar aqui, nunca aparece.

Teremos que procurar por toda a casa. Eu o vi entrar aqui h� pouco tempo.

- N�s o procuramos por toda parte. - Isso n�o basta. Devem traz�-lo aqui!

Heinz est� dormindo, ningu�m consegue acord�-lo.

Muito bem, ent�o. Vamos come�ar. Azar dele.

Heinz � muito pregui�oso, ele permanecer� adormecido.

Se tivermos de arrast�-lo para c�, nunca come�aremos.

Eu tenho de ler para voc�s uma declara��o.

Nada de grave, mas de modo a evitar qualquer falha, eu decidi l�-la.

Ou�am-me, por favor.

Voc�s ter�o que me perdoar por esta cena.

Primeiramente cansativa, depois, terr�vel.

Vamos esquecer isso.

Isto, assim como a boa semana que tivemos, no final ser� o mais importante.

Eu pensei sobre n�o dizer nada.

Para n�o alarm�-los.

Eu poderia ter escondido isso de voc�s at� o

�ltimo momento, para n�o haver uma rebeli�o.

Mas j� que voc�s s�o todos meus amigos, voc�s t�m o direito de saber.

Meu abuso envolve fotografar voc�s sem sua permiss�o.

Naturalmente, n�o � s� uma fotografia comum. � a minha �ltima inven��o.

Todos n�s viveremos para sempre nesta fotografia.

Imaginem um palco,

sobre o qual nossa vida foi encenada nos �ltimos 7 dias.

Estamos atuando, mesmo neste exato momento.

Todas as nossas a��es permanecer�o gravadas.

- Isso � imoral... - Espero que seja uma piada...

� intoler�vel.

Eu poderia ter dito, quando chegaram: "Viveremos por toda a eternidade".

Mas, talvez, teria arruinado tudo na tentativa

de manter uma alegria cont�nua.

Eu pensei: "N�o importa o tipo de semana que passaremos juntos... "

"...seria bom se n�o sentirmos a necessidade de ocupar-nos".

N�o � esse o caso? Eu estava certo,

eu tenho dado a voc�s uma eternidade agrad�vel.

As obras do homem nunca s�o perfeitas. E nem a minha �.

Est�o faltando alguns dos nossos amigos: Claude, Marlene, Leclerc...

E, claro, o pobre Charlie. Mas eu tenho ele aqui comigo.

Se algum de voc�s deseja ver Charlie de novo, pode ser arranjado.

Ele foi um dos meus primeiros testes com sucesso.

J� n�o tiveram...

a esperan�a absurda de realizar eternamente

suas fantasias mais profundas?

Imaginar uma vida feliz com uma mulher

que voc� n�o tem esperan�a de conquistar?

Esta � a g�nese da minha inven��o.

Eu tinha planejado antes de vir para c� que seria s� eu e ela.

Mas isso foi descartado depois que eu confessei meus sentimentos a ela.

Eu poderia, talvez, t�-la raptado,

mas ent�o ficar�amos brigando eternamente.

E dizer "eternamente" n�o � exagero.

Mas chegou o momento de explicar a minha inven��o para voc�s.

Vou tentar coloc�-la em termos simples, compreens�vel a todos.

Voc�s devem saber que o tel�grafo ou o telefone...

...suprimiu a aus�ncia, no que diz respeito � audi��o.

E que a televis�o ou o cinema fez o mesmo para o sentido da vis�o.

� onde a minha inven��o entra.

Devo mencionar que estou muito grato �s ind�strias francesas de Cuny...

...e aos su��os da Swachter por toda sua ajuda. Ao mesmo tempo...

...n�o experimentei nada al�m da

desconfian�a de meus colegas cientistas.

Eu pesquisei instrumentos que pegariam

ondas e vibra��es nunca antes gravadas.

Obtive, com relativa facilidade, as sensa��es olfativas.

Mais dif�ceis foram as t�rmicas e t�teis.

Aperfei�oei a grava��o destas imagens e sons...

...melhorando a grava��o de vozes antigas

e de sistemas de grava��o de imagem.

Com qualquer pessoa, por exemplo a nossa ador�vel amiga Madeleine...

...agora podemos sentir o cheiro do perfume de jasmim em seu seio.

Ou segurar seu cabelo liso em nossas m�os.

Mas se abrirmos nossos receptores completamente...

...podemos ter a pr�pria Madeleine na nossa frente.

Reproduzida. Id�ntica.

S�o imagens gravadas...

...mas ningu�m a confundiria com nada menos do que uma pessoa viva.

Mas a m�quina n�o apenas captura. Ela registra e projeta.

Em qualquer lugar no espa�o livre. Durante o dia ou � noite.

De in�cio, eu tinha a inten��o de captar

apenas algumas cenas de nossa vida aqui...

...e apresent�-las como recorda��o,

como um �lbum de momentos agrad�veis.

Eu nunca poderia imaginar, quando comecei a perceber,

ap�s as primeiras experi�ncias...

...que essas pessoas reproduzidas eram quase conscientes de si mesmas.

N�o eram imagens mortas reproduzidas como objetos inertes...

...e ningu�m foi capaz de distingui-las de pessoas reais.

Eu encontrei-me diante de pessoas que tinham sido reconstru�das,...

...no entanto, que desapareceriam se o projetor fosse desligado.

Elas revivem apenas os momentos

experimentados quando a cena foi feita...

...e uma vez terminada, as repetiria, como os quadros em um rolo de filme...

...que, depois de chegar ao final, iria come�ar de novo desde o come�o.

Agora, se admitirmos que a consci�ncia distingue tudo, desde os...

...objetos at� as pessoas que nos rodeiam...

...n�o podemos fazer o mesmo com estas

recria��es transmitidas pelo meu equipamento?

Uma vez que todos os sentidos est�o unidos, certamente a alma deve seguir.

Se Madeleine estava em nossa presen�a, pela vis�o, pelo som...

...pelo gosto, pelo cheiro, pelo toque...

...bem, ent�o essa � a verdadeira Madeleine, em sua totalidade.

Seria dif�cil desenvolver um sistema semelhante de reproduzir a vida?

Pensem nisso! N�o tenho a pretens�o de criar a vida...

...apenas de registr�-la e projet�-la.

Todos devemos ter, em algum momento, considerado uma concep��o similar.

J� n�o falamos antes de como algumas imagens parecem possuir uma alma?

Minha inven��o parece confirmar isso!

Naturalmente, no come�o eu encontrei muitos problemas.

Os primeiros indiv�duos de minhas experi�ncias

eram funcion�rios da empresa Swachter.

Eu n�o os informei. Abri a m�quina e os gravei enquanto eles trabalhavam.

Podemos ver as primeiras imagens?

Se � isso que voc�s querem, ent�o por que n�o?

Embora, devo avis�-los: Algumas imagens s�o totalmente monstruosas.

Excelente, ent�o v� em frente e nos mostre.

Um pouco de divers�o nunca fez mal a ningu�m!

Eu exijo v�-las, e eu sei sobre as mortes inexplic�veis na Swachter.

Quero parabeniz�-lo. Parece que achamos um crente.

Imbecil, voc� n�o me ouviu? Charlie tamb�m se foi.

Foi quando Morel estava na Swachter,

que os empregados come�aram a morrer.

Eu vi as fotos deles nos jornais. Irei reconhec�-los.

Viu? Voc� o ofendeu. Voc� tem que se desculpar.

Eu n�o posso acreditar que voc� sequer pensaria em dizer tais coisas.

Voc� n�o entende? O deixou nervoso!

- N�o vejo por que teve de insult�-lo! - Por que n�o entende?

Ele gravou Charlie com a m�quina dele e Charlie est� morto!

Ele gravou empregados da Swachter...

...e todos morreram misteriosamente.

- Agora ele diz que nos gravou. - E n�s n�o estamos mortos.

Ele gravou a si mesmo, tamb�m!

Por que n�o entendem que isto � apenas uma piada.

Eu nunca o vi zangado antes.

Morel n�o se comportou bem, ele deveria ter nos informado.

- Vou encontr�-lo. - N�o, voc� fica aqui.

Eu vou. Para pedir desculpas a ele, e pedir-lhe para continuar.

Ele n�o quer voltar. Eu n�o conseguiria convenc�-lo.

Ele deixou os pap�is sobre a mesa. N�s poder�amos terminar de l�-los.

Voc� s� iria ofend�-lo ainda mais.

N�o � isso que ele queria? Que soub�ssemos de tudo.

- E afinal, ele j� nos disse. - Leia, Alec.

Portanto, eu decidi continuar com o melhor plano.

N�s descobrimos esta ilha sob circunst�ncias que todos conhecem.

Eu dei-lhes apenas tr�s condi��es.

A regularidade normal da mar� lunar e abund�ncia da mar� meteorol�gica...

...que garantam um fornecimento constante de energia,

com interrup��o apenas ocasional.

A dificuldade natural de aproxima��o e uma quantidade abundante de luz...

...que permitiria a capta��o de imagens perfeitas.

Eu investi minha fortuna para a compra da ilha...

...e constru��o do museu.

Eu aluguei o barco que nos trouxe aqui...

...e que retorna hoje para nos pegar.

Eu tomei as minhas medidas, para que o Capit�o McGregor e seus homens...

...nunca mais voltassem aqui.

Eu chamei este local de museu...

porque eu sempre quis construir grandes

registros ou museus de imagens...

...p�blicas ou familiares.

Portanto, esta ilha � nosso para�so particular...

...perfeitamente protegido.

Mesmo que partamos amanh�, ficaremos aqui por toda a eternidade...

...repetindo os momentos desta semana, um ap�s o outro.

E sem a capacidade de deixar essa consci�ncia que n�s criamos.

A proje��o n�o reprisa nada al�m do que foi gravado...

...e no futuro manter� esta proje��o para sempre.

� isso, terminou.

Segue a data: Ilha de Caponero, Julho de 1929.

- Faustine? - Sim?

Est� arrependida de vir aqui? Nesta ilha, eu quero dizer.

A companhia � agrad�vel, mas... o vento...

Tente me entender.

Diga-me, Morel, o que voc� realmente quer?

- Se eu dissesse tudo o que eu queria... - Eu me sentiria ofendida?

� isso que voc� acha?

Quem sabe, talvez n�o.

Os dias passam.

Podemos, pelo menos, come�ar a falar menos formalmente, depois de hoje?

Claro que sim.

Eu tenho que aprender a quebrar o h�bito.

Eu devo ir agora.

Boa noite.

N�o desconfio de voc� mais.

Voc� n�o ama Morel, eu sei.

Mas eu amo a sua imagem.

Se eu voltasse para o mundo para revelar esse segredo...

...veriam a minha hist�ria como as divaga��es de um homem louco.

O mesmo Morel me impediria...

...se ele ainda estiver vivo.

Se estiver, ele deve ser pelo menos 50 anos mais velho.

Quando me preocupava... a persegui��o policial...

...as imagens da ilha... moviam-se como pe�as de xadrez...

...seguindo um plano estrat�gico para me capturar.

Eu tenho que me convencer que n�o h� necessidade de escapar.

As imagens me assustam...

...mas me protegem.

Eu n�o posso mais partir!

A viagem � irrepet�vel...

...o barco est� arruinado...

...e eu n�o posso fazer outro.

Nenhum navio cruza o horizonte...

...al�m do nosso...

...que n�o existe.

As paredes...

...s�o proje��es!

Para derrub�-las, eu vou ter que desligar os motores.

E se Morel gravou os motores, tamb�m?

E se estes s�o apenas proje��es?

Os fantasmas dos motores reais.

Voc�s ter�o que me perdoar por esta cena.

Primeiramente cansativa, depois, terr�vel.

Vamos esquecer isso.

Se Madeleine estava em nossa presen�a, pela vis�o, pelo som...

...pelo gosto, pelo cheiro, pelo toque...

...bem, ent�o essa � a verdadeira Madeleine, em sua totalidade.

Seria dif�cil desenvolver um sistema semelhante de reproduzir a vida?

Pensem nisso! N�o tenho a pretens�o de criar a vida...

...apenas de registr�-la e projet�-la.

Todos devemos ter, em algum momento, considerado uma concep��o similar.

J� n�o falamos antes de como algumas imagens parecem possuir uma alma?

Minha inven��o parece confirmar isso!

Naturalmente, no come�o eu encontrei muitos problemas.

Os primeiros indiv�duos de minhas experi�ncias

eram funcion�rios da empresa Swachter.

Eu n�o os informei. Abri a m�quina e os gravei enquanto trabalhavam.

Por que n�o entende? Ele gravou Charlie com a m�quina e Charlie est� morto!

Ele gravou empregados da Swachter...

...e todos morreram misteriosamente.

Agora ele diz que nos gravou.

Venha para dentro, Morel!

N�o foi nada, por favor. Pedimos desculpas.

Stevere � um imbecil.

E os outros, um bando de covardes.

Mas voc� tem que entender. O que voc� disse, � perturbador.

Para mim, foi o mesmo, mas eu n�o tive tempo para pensar sobre os perigos.

Mas por que essa ideia?

Um belo retrato do grupo, voc� n�o acha?

Talvez a minha primeira ideia fosse melhor. S� eu e Faustine.

Faustine? Agora eu entendi.

N�o, voc� n�o entendeu.

Poderia ter sido mais agrad�vel, mas tamb�m poderia ser falso.

Poder�amos ter atuado. Eu, o papel do pretendente...

...e ela, a mulher lisonjeada que resiste apenas por orgulho.

Em vez disso, eu quis uma imagem completa de todos n�s.

N�o um duelo sentimental.

Mas quem veria isso? Para quem serviria?

Para n�s mesmos, eu espero.

Pensei que talvez nos levaria de volta aos nossos anos mais felizes.

Claro, eu me aproveitei de voc�s. Eu manipulei a sua consci�ncia.

Mas n�o valeu a pena?

Est�vamos seguros e confiantes, t�o cheios de raz�o e felicidade.

N�s pensamos que a felicidade destes anos duraria para sempre.

Ao contr�rio, est� tudo prestes a acabar.

Longe daqui j� � muito diferente.

A imortalidade que eu dei-lhes foi a �nica forma

de prolongar esses dias de alegria despreocupada.

Venha e explique aos outros.

N�o, n�o h� mais nada a explicar.

Faustine, finalmente!

Eu esperei a mar� mudar por tr�s dias.

Eu pensei que talvez o curso da lua tivesse mudado.

Eu ativei o mecanismo de grava��o.

Agora eu estarei a seu lado por toda a eternidade,

nesta semana que nunca termina.

Quem sabe o que se passa no c�u de sua consci�ncia.

Faustine, finalmente!

Eu esperei a mar� mudar por tr�s dias.

Eu pensei que talvez o curso da lua tivesse mudado.

Eu ativei o mecanismo de grava��o.

Agora eu estarei a seu lado por toda a eternidade,

nesta semana que nunca termina.

Quem sabe o que se passa no c�u de sua consci�ncia.

Uma dieta? N�o, isso � uma ilus�o.

Um engano da alma sobre o corpo.

E o corpo retribui o engano ignorando os benef�cios da dieta.

Como foi sua viagem? Tudo em ordem, Capit�o?

Tudo bem. Um mar calmo, o vento favor�vel.

Voc� encontrou tudo? Foi capaz de trazer tudo o que pedi?

Sim, tudo, claro.

Pensei que talvez nos levaria de volta aos nossos anos mais felizes.

Claro, eu me aproveitei de voc�s. Eu manipulei a sua consci�ncia.

Mas n�o valeu a pena?

Est�vamos seguros e confiantes, t�o cheios de raz�o e felicidade.

N�s pensamos que a felicidade destes anos duraria para sempre.

Ao contr�rio, est� tudo prestes a acabar.

Longe daqui j� � muito diferente.

A imortalidade que eu dei-lhes foi a �nica forma

de prolongar esses dias de alegria despreocupada.

Segue a data: Ilha de Caponero, Julho de 1929.

Tradu��o: deadmeadow

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