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A ILHA NO TOPO DO MUNDO
Resync: MarcoALauten
- Boa-noite, senhor. - Sou o professor Ivarsson.
Sim, o senhor Anthony lhe aguarda.
Est� em suas m�os, Marlow.
- Entrar�o num acordo. - Muito bem, Sr. Anthony.
Qualquer outro problema, fale com a diretoria.
Sabem o que penso. Professor Ivarsson.
Agrade�o muito ter vindo.
N�o concordei em vir, Sr. Anthony.
S� sei que me acordaram...
�s 6 da manh� ontem dizendo que era o embaixador brit�nico.
E era o embaixador brit�nico.
Ele comprou minha passagem de navio da Noruega � Inglaterra.
Depois, um homem grande surgiu � minha porta.
Ele me ajudou a arrumar as malas e me levou ao porto.
Seu trem sai em 10 minutos, senhor.
�timo. Venha comigo, Ivarsson.
Mas, Sr. Anthony...
Uma expedi��o ao P�lo �rtico?
- N�o sou explorador profissional... - Deixe-me falar.
Checamos suas credenciais.
Voc� � o americano da Universidade de Minnesota...
atualmente professor da Universidade de Christiania.
Sua especialidade � arqueologia do Norte.
J� fez v�rias expedi��es de sucesso.
Fez muitos trabalhos interessantes na Groenl�ndia.
Voc� � o homem certo para o trabalho.
Homem certo para o trabalho?
O que � t�o urgente? O que pretende encontrar?
O meu... filho.
A minha esposa morreu quando Donald era crian�a.
Eu o criei para que tomasse o meu lugar nos neg�cios.
Eu o pressionei demais. E n�s discutimos.
De repente, Donald partiu num navio baleeiro...
como um marujo comum.
Tr�s meses depois, soube que ele havia deixado o navio em Baffin Land.
Por qu�?
N�o fazia id�ia, at� que recebi isso...
de uma feitoria no Forte Conger, na Ilha Ellesmere.
Parece que Donald deixou guardado com o feitor...
quando saiu em uma expedi��o.
Quando n�o retornou, o feitor me enviou isto.
� uma p�gina dos registros de uma empresa na Ba�a de Hudson.
Veja o registro de 15 de janeiro de 1856.
''A este posto, neste dia veio John Murchison com seus Esquim�s...
que ca�am o urso branco muito al�m do fim da terra.
Ele disse ter visto uma nuvem densa, como que deitada sobre o gelo...
e escondida debaixo dela, uma ilha.
Ele quis examinar a ilha...
mas seus Esquim�s se recusaram, dizendo...
que era guardada por esp�ritos do mal...
pois � o lugar onde as baleias v�o para morrer.''
Estamos chegando em Dover, senhor.
Obrigado.
Sr. Anthony, o cemit�rio de baleias � uma fantasia...
um lugar onde o baleeiro acha que encontrar�...
uma fortuna enorme em ossos de baleia e �mbar gris.
O fato � que simplesmente n�o existe.
O cemit�rio de baleias � um mito. S� isso.
Mito ou n�o, o meu filho foi atr�s do cemit�rio.
E eu estou procurando o meu filho.
- Carregador? - Leve nossas bagagens ao p�er.
- Sim, senhor. - Sr. Anthony.
Acho que � o fim da linha para mim.
Eu ajudaria se pudesse. Sei o que significa para o senhor.
Mas est� tentando o imposs�vel. Encontrar um homem...
tendo apenas a p�gina de um velho registro...
H� algo mais. Donald tamb�m deixou isso com o feitor.
Esperava que soubesse do que se trata.
� um osso entalhado. Trabalho de esquim�.
Bastante comum no P�lo �rtico.
- Este � um tipo de mapa. - Mapa?
Com a carta mar�tima certa, mostraria como funciona.
Meu iate est� no p�er. L� tenho todos as cartas.
Este padr�o deve corresponder a alguma parte do litoral...
aqui na carta.
Olhe. Viu como s�o iguais?
Claro que n�o s�o do mesmo tamanho.
Ent�o, esta marca vermelha pode ser a ilha que procuramos.
Se tal ilha existir.
- E por que n�o? - N�o h� terra l�.
� apenas um mar gigante e congelado. Todos os exploradores concordam.
Peary, Nansen, todos eles.
E qual � a opini�o de Ivarsson?
Claro, muita coisa n�o foi descoberta.
Mas se tal ilha existisse...
se o cemit�rio de baleias realmente existir...
O mundo jamais saberia, n�o �?
A menos que voc� o descubra.
Ou a menos que algu�m descubra antes.
Sr. Anthony...
o senhor � um homem esperto.
Eu sou, n�o � mesmo?
Tenho aqui o seu contrato...
sua sa�da da universidade e a sua procura��o.
Meus ajudantes cuidar�o dos seus assuntos na sua aus�ncia.
- Estamos andando. - J� h� algum tempo.
Estaremos na Fran�a pela manh�.
Por que a Fran�a? N�o � uma rota direta para Forte Conger.
Pelo contr�rio. Ver� que �.
N�o podem ir mais devagar?
- Parece at� que sairemos amanh�. - E sairemos.
- O qu�? - Eu disse que sairemos.
- Logo de manh� cedo. - Imposs�vel!
� inverno! Nenhum navio atravessa o gelo antes da primavera.
- Tenho outros planos. - Que planos?
Se eu lhe dissesse, iria pensar que sou louco.
Sr. Anthony, o senhor � louco.
Agora conhecer� outro maluco. Capit�o Brieux!
Monsieur Ross!
Que prazer!
Ele constru�a isto para um grupo americano...
mas acabou o dinheiro deles.
Eu soube do projeto e o assumi.
- Capit�o Brieux! - Boa-noite, Sr. Anthony.
- Professor Ivarsson. - � uma honra.
O prazer � meu, capit�o. Posso olhar de perto?
Por favor. � um prazer t�-lo conosco na cerim�nia de amanh�.
Muito obrigado.
- Que cerim�nia? - O primeiro v�o da minha inven��o.
Amanh�, o mundo todo conhecer� a mim e ao meu Hyperion.
- Fran�a dominar� o ar! - N�o sei o que planejou, mas cancele.
Amanh� partiremos para o �rtico.
O �rtico?
O �rtico!
Sr. Anthony, � rid�culo!
N�o pode ser! � imposs�vel!
Precisar�amos de comida, provis�es, combust�vel para os motores!
O combust�vel � com voc�, capit�o.
Todas as outras necessidades foram providenciadas pelo meu pessoal.
Monsieur, � melhor n�s conversarmos.
N�s j� conversamos. Comprei e paguei pela sua nave.
� minha. E pretendo us�-la...
para encontrar o meu filho que est� no Polo �rtico.
Mas n�o posso fazer isso sem a sua ajuda.
S� posso lhe oferecer perigo e sofrimento.
Aceite o seu lugar na hist�ria.
- Hist�ria? - Pense, capit�o.
� uma oportunidade que surge uma vez em cada gera��o.
O mundo lhe conhecer� n�o s� como o primeiro a voar sobre o �rtico...
mas como o primeiro homem a explorar o P�lo Norte!
Hoje fazemos hist�ria!
Deveria haver bandeira, m�sica, um discurso do presidente.
E o que temos? Duas crian�as e um bando de cabritos.
N�o se preocupe, capit�o. Quando voltarmos para a Fran�a...
a comemora��o bater� todos os recordes.
- Estamos prontos para zarpar. - Muito bem, capit�o. Vamos.
Sil�ncio! Ningu�m falar�.
Contato!
Bem, estamos a caminho.
Um dia glorioso, senhores. Levantamos com o sol.
Parab�ns, capit�o. Ser� uma manh� inesquec�vel.
Alguma coisa no ba� de comidas me mordeu.
Esse n�o � o ba� de comidas. � o boudoir de Josephine.
� um cachorro!
Mas � claro. E dos melhores. Franc�s.
N�o me interessa a nacionalidade dele.
- Quem o trouxe a bordo? - Ningu�m.
Ela mora aqui desde que come�amos a montar a nave.
N�o estou administrando um canil voador.
- Livre-se dele. - Muito bem.
Se � o que deseja, monsieur.
Mas levar� tempo, � claro.
O sol aqueceu o g�s.
Devemos esperar at� de noite para voltar ao hangar...
depois traremos a tripula��o de terra.
Esperar at� de noite?
Seriam 12 horas. N�o posso perder tempo.
Tem toda raz�o, Sr. Anthony.
Parab�ns,Josephine.
- Ser� a mascote da nossa nave. - Muito bem.
Mas n�o gosto de cachorros pequenos.
A Britannia pode governar as ondas...
mas os dirig�veis franceses dominam o c�u.
J� voamos triunfantes pelo litoral do seu pa�s.
Chovendo, como sempre. Que dist�ncia j� viajamos?
- Uns 240 km. - 240?
Em seis horas?
� isso que chama de ''voando triunfantes''?
Em dois dias iremos mais r�pido, mas agora s� a meia pot�ncia.
E para qu�?
Motores novos devem ser amaciados.
Bobagem! Quero velocidade total.
Assuma os controles.
Se quer velocidade total � responsabilidade sua, n�o minha!
O que diz agora, Sr. Anthony?
Digo que quero velocidade total.
E eu a terei.
Seu desejo � uma ordem.
A culpa ser� sua.
- O que est� acontecendo? - Alguma coisa com a h�lice.
Segui suas ordens, e veja o resultado!
Agora voltaremos � Fran�a para reparos.
N�o voltaremos!
Continuaremos com uma h�lice.
Com os ventos do �rtico? Seria loucura.
Sem pot�ncia total, minha nave n�o aguentaria.
- Eu me recuso a continuar! - E eu me recuso a voltar.
Senhores, temos de ir a algum lugar.
Capit�o, teria uma h�lice extra?
- Naturalmente. - Por que n�o a trocamos agora?
Estando no ar?
- Imposs�vel! - Nada � imposs�vel.
Espl�ndida id�ia, Ivarsson. Venha. Ajude aqui.
Senhores!
Lembrem-se que quem comanda aqui sou eu.
Somente um idiota tentaria tal coisa.
Eu mesmo farei isso.
Tenha cuidado. N�o assuma riscos desnecess�rios.
Tenha muito cuidado. O vento est� aumentando.
Vamos pux�-lo para cima.
Muito bem, capit�o. Meus parab�ns.
Obrigado, Sr. Anthony. � uma honra.
O que ele aprontar� agora?
Marcel, tente acionar.
Contato, mon capitaine.
- Homem corajoso, Brieux. - O homem � incr�vel.
Corajoso, mas doido de tudo.
- Almiscareiros. - � verdade?
- O que est�o fazendo? - Formando um anel de defesa.
Pensam que estamos atacando.
GROENL�NDIA
Capit�o, � necess�rio voarmos t�o baixo?
� mais f�cil controlar a nave nesta altitude.
N�o precisa alarmar-se, Sr. Anthony. Olhe.
Tenho total controle.
J� provou seu ponto. N�o precisa exagerar.
FORTE CONGER
Peguem as cordas.
N�o entendo por que Donald levou somente um esquim� com ele.
Porque s� conseguiu convencer um.
Sabiam o que ele estava procurando.
A ilha m�stica onde as baleias v�o para morrer.
O mito de um pode ser o Evangelho de outro, Sr. Ivarsson.
E os esquim�s acreditam que ela existe.
Morrem de medo dela. Dizem que � guardada por esp�ritos do mal.
E o esquim� que foi com ele?
O nome dele � Oomiak.
Ele � chamado de ''destemido''...
embora ele n�o parecesse destemido quando voltou.
- Ele voltou? - Ah, sim.
Na verdade, � ele ali...
mostrando ao capit�o como voar.
Mande cham�-lo. Traga-o aqui.
N�o conseguir� tirar nada dele, senhor.
Chame-o agora. N�o discuta.
Muito bem, senhor.
Qualquer homem que parte com meu filho e volta sozinho...
Farei com que ele fale.
Melhor deixar isso comigo.
Nunca lidou com esquim�s.
T�m uma diplomacia que � toda deles.
Dane-se, Ivarsson. Pensa que n�o tenho tato?
Venha c�, Oomiak.
A� est� voc�.
Quero um relato exato de tudo que aconteceu...
- Esse � o grande Oomiak. - Quem conhece Oomiak?
Sua fama se espalhou longe.
Que fama? Nem meus cachorros me conhecem.
Voc� foi o guia do meu filho. O que aconteceu a ele?
Este � o pai de Donald Ross.
- Queremos saber de sua... - Diga-nos o que aconteceu...
quando saiu daqui para procurar a ilha.
- Ilha. - N�o se fa�a de bobo comigo.
Oomiak, acho que j� viu isso antes.
� o lugar onde as baleias v�o para morrer.
� a ilha que Donald estava procurando.
Bem? Fale logo.
Minha cabe�a se esquece.
O destemido tem medo de nos ajudar?
Viajamos muitos dias. Esp�ritos do mal nos acompanhavam.
Quando encontramos a ilha, fizeram grande tempestade.
E nos atacaram.
Lutei como urso.
Lutei como urso, mas esp�ritos do mal fortes demais.
Voc� fugiu e deixou o meu filho?
N�o! N�s dois corremos. Cegos pela neve.
Quando a tempestade parou, busquei durante horas.
Nada de Donald. Eu digo a verdade.
Voc�, pai de Donald.
Eu, amigo de Donald.
- Ele inventou tudo. - Talvez.
Mas � nossa �nica chance.
Ao menos pode nos mostrar onde se perdeu de Donald.
Come�amos nossa busca dali.
Talvez ele fosse conosco.
Ah, n�o, senhor. N�o iria.
Nada nesta terra o faria voltar l�.
Nada nesta terra?
Por que n�o traz um deles a bordo? Assim contaria aos outros.
Deixe um subir...
Que tal ele? Tem nos ajudado muito.
Gostaria de ver o interior da nave?
- Eu? Gostaria. - Bom rapaz.
Ajude-o, capit�o. Por que n�o mostra tudo para ele?
- Talvez ele nos ajude. - Podemos tentar.
Capit�o, uma palavrinha.
Capit�o?
N�o, monsieur. � imposs�vel.
N�o h� lugar, estamos sobrecarregados.
Podemos deixar o mec�nico e peg�-lo na volta.
Quer que eu voe sem um mec�nico?
Mas tem a mim. Diga-me o que fazer.
Posso lhe dizer o que fazer, mas voc� n�o faria.
Estamos prontos para partir. � melhor descer.
Soltem as cordas.
Espere. Oomiak ainda est� a bordo.
Ele � o �nico que sabe para onde Donald foi.
N�s o traremos de volta...
depois que nos ajudar a ach�-lo.
Sr. Anthony,j� que n�o tenho mais um mec�nico...
posso sugerir que primeiro feche a porta...
depois v� recolher as cordas de aterrissagem.
Sim, capit�o.
Estamos aqui. N�o sei o tamanho exato da ilha.
O mapa do esquim� � um tanto vago.
Est� arriscando muita coisa por um peda�o de osso.
Ele tamb�m n�o nos ajuda muito.
Queria que ele ajudasse?
- Sr. Anthony! - Sim?
Suba aqui, por favor! � muito importante.
O que �?
Olhe ali.
- Baleias. - Baleias brancas. Beluga.
Nativas do �rtico.
Agora olhe ali.
Aquela ali � bastante diferente.
A baleia-cinza californiana. S� se encontra no Pac�fico.
Um narval, o unic�rnio-do-mar.
� uma raridade, Sr. Anthony.
Minha nossa! H� baleias por toda parte!
Todas as esp�cies.
E todas indo na mesma dire��o.
Exatamente.
Ent�o as baleias v�o a um lugar para morrer.
Capit�o! Por este canal de �gua adiante.
Siga-o!
Se estiv�ssemos no caminho certo j� ter�amos visto alguma coisa.
Olhe. Lembre-se do registro.
''Uma nuvem densa, como que deitada sobre o gelo.''
� onde est� a ilha?
Caminho errado!
Ilha n�o est� ali! Ilha l� para tr�s!
- Ele disse o que quer�amos saber. - Sim.
Continue firme, capit�o.
Olhe!
''Escondida debaixo da nuvem, uma ilha.''
Capit�o! O que aconteceu?
Capit�o!
Por que estamos parando?
N�o � seguro prosseguir com essa nuvem.
N�o � seguro? Como assim?
N�o enxergo nada para navegar. E os ventos est�o fortes.
Meu dirig�vel pode bater contra penhascos.
N�o podemos voltar agora.
N�o precisamos. Podemos seguir a p�.
Grande id�ia!
Leve-nos at� o gelo, capit�o.
- Vou preparar tudo. - N�o pode abandonar a nave.
Professor! Sabe bem dos perigos.
Mesmo que sobrevivermos ao frio, ainda temos os penhascos.
- N�o h� como subi-los. - Devemos tentar, capit�o.
Eu sei que � um risco, capit�o.
Mas a vida do meu filho corre perigo. Eu n�o tenho escolha.
N�o, Sr. Anthony. Eu que n�o tenho escolha.
N�o sou um homem de pedra.
�s vezes, o cora��o deve se sobrepor � cabe�a.
Enfrentaremos a nuvem!
- Podemos voar acima dela? - Imposs�vel!
- Nossa carga � pesada demais. - Logo ser� aliviada.
Depressa! Estamos perdendo altitude!
- Voc� est� bem? - Sim.
N�o consigo me esquecer do capit�o. Coitado.
- Quanto tempo ficaremos assim? - N�o sobreviveremos aqui.
Devemos continuar andando at� encontrarmos abrigo.
Deve haver cavernas nas montanhas.
Aqui � como o lugar que voc� e Donald vieram?
Disse, pai Donald.
N�o vimos nada na tempestade.
- Depois os esp�ritos... - E voc� lutou como urso.
Sim, voc� disse isso.
- Algu�m est� vendo. - Onde?
Eu n�o vejo. Eu sinto.
Besteira!
Algo se moveu!
- Viu alguma coisa? - Acho que n�o.
Nem eu.
Mesmo assim, devemos seguir naquela dire��o.
Muito bem.
Para quem n�o sabe para que lado ir, qualquer um serve.
� incr�vel. Eu n�o acredito.
Verde e f�rtil em todo esse...
gelo e neve.
Ali est� a explica��o. A ilha deve ser vulc�nica.
O calor sobe atrav�s das fissuras no ch�o.
Devem ser termas, exatamente como partes da Isl�ndia.
H� casas ali.
- Parece um vilarejo. - H� pessoas l�.
Ent�o Donald pode estar l�.
O esp�rito! Esp�rito!
Esperem a�!
Esperem! Somos amigos.
Entende o idioma deles?
� n�rdico. O n�rdico antigo das sagas.
As armas, as roupas, toda a apar�ncia deles.
- S�o vikings. - Vikings?
Pensam que somos invasores. Que viemos tomar a terra deles.
- N�s tr�s? - Pensam que somos os primeiros...
e que milhares mais nos seguir�o.
Que rid�culo. Fale com eles. Explique por que estamos aqui.
Tentarei. Mas nunca falei n�rdico antigo. Eu apenas leio.
- Donald? - � isso!
Donald Ross. Onde ele est�?
Diga que sou o pai dele.
- Que foi? Que est� acontecendo? - Ele me entendeu.
Mas agora foi soar o alarme, chamar todo o povo.
Devemos ser vigiados de perto e acompanh�-los.
Isso n�o � bom. Se pensam que somos invasores...
ent�o Donald deve ter ficado preso todos esses meses.
Pergunte onde ele est�. Oomiak! N�o!
Idiota. Poderia ter matado todos n�s.
Mas ele luta como um urso.
- Disse que ela salvou a vida dele. - Ainda bem.
Diga que n�o quero que nada aconte�a com Oomiak.
Obrigado.
Ele diz que seu filho est� aqui e est� bem.
Vive em uma fazenda com a fam�lia do homem que o encontrou...
depois da grande tempestade.
Eu sabia. Eu sabia que ele estava bem.
- O que est� acontecendo? - Vamos parar para comer.
Acabo de falar com nosso amigo.
Descobri porque entram em p�nico com invasores.
Ah, �. Por qu�?
Esse povo est� aqui h� s�culos.
S�o descendentes das primeiras expedi��es vikings.
- Descobrimos uma col�nia perdida. - Isto � surpreendente.
Ficaram aqui t�o isolados...
que agora acreditam que todo o resto do mundo...
� um campo congelado de gelo e neve.
Que estranho.
Nenhum deles jamais saiu da ilha?
N�o t�m motivo para isso.
Chamam de a Ilha Astragard...
e acreditam ser o jardim dos deuses...
perfeito e �nico, em um mundo isolado...
e reservado s� para eles, para sempre.
- Por que t�m medo de invasores? - Porque t�m uma profecia.
Haver� um dia em que os b�rbaros do gelo e da neve...
tentar�o conquistar o para�so deles.
Ent�o, isso explica.
Acham que somos os selvagens que vieram destru�-los.
Pode ser complicado.
Assim que eu falar com o l�der deles, explicarei tudo.
Renas. Provavelmente usadas como gado.
Esta � a casa onde Donald est� morando.
Donald est� aqui? Ora, vamos!
Alto!
Meu filho! N�o o vejo h� dois anos.
Diga a eles, Ivarsson.
Irei com eles, mas n�o sem ver o meu filho.
Obrigado, meu rapaz. � muito gentil.
N�o est�o feliz em nos ver.
- O ca�ador deve t�-los avisado. - N�o vejo Donald com eles.
Obrigado, senhor.
Donald. Donald Ross.
Onde ele est�? Pode nos dizer?
Pergunte a ele sobre o Donald.
Verdade que voc� � pai do Donald?
- Nossa! Voc� fala ingl�s. - Donald me ensinou.
Ele mora conosco desde que chegou. Este � o meu pai.
Fico grato por ter cuidado de meu filho.
Onde ele est� agora?
Ele quer que entremos na casa. N�o podemos conversar aqui fora.
Muito bem. Obrigado.
Levaram o Donald? Quem o levou?
Os homens de Godi. Vieram armados.
Godi � o alto sacerdote deles.
Foi por causa do ca�ador.
Ele desceu a montanha correndo e gritando sobre os invasores.
- Foi aquele homem a cavalo. - Sim.
Quando Godi ouviu, ele soou o corno.
O corno � a chamada deles � guerra.
Guerra? Que Guerra? O que tem a ver com Donald?
Quando falaram que um dos invasores era pai de Donald...
Godi disse que Donald era um espi�o...
que veio aqui para nos entregar ao inimigo.
N�o � poss�vel que acreditam nisso.
N�s n�o, porque conhecemos o Donald.
Mas muitos acreditam nisso...
porque viram um aviso no c�u.
Aviso?
Um monstro, como uma baleia. Mas muito maior.
Ah, querida. Isso � f�cil de explicar.
As pessoas viram o meu dirig�vel.
Sabe, � como...
� como um de seus barcos, s� que navega no ar.
Se eu pudesse falar com Godi, eu explicaria tudo.
Seremos levados diante do conselho, no templo.
Erik � membro. Ter� sua chance para falar.
Aquela mo�a fala ingl�s melhor que Oomiak.
E tamb�m � mais bonita.
Se ela aprendeu com Donald...
devem ter passado muito tempo juntos.
- N�o pode culp�-lo por isso. - N�o posso, n�o.
Este � o sonho de todo arque�logo.
Voltar na hist�ria...
e caminhar sobre a Terra, como era dez s�culos atr�s.
Sugiro que se esque�a do passado e comece a pensar no futuro...
o qual, avaliando a situa��o, n�o parece muito promissor.
As roupas que usam, as armas que carregam.
Todos seriam uma pe�a de museu.
� disso que eu n�o gosto. Dessas pe�as de museu.
Olhe s�!
Um barco viking, exatamente como eram centenas de anos atr�s.
Nada disso. Parem.
Pobre coitado.
� tudo culpa minha.
O templo. � l� que encontraremos o conselho.
�timo. � sempre melhor falar direto com o chefe.
Odin, Thor e Frey.
Os maiores deuses vikings.
Espero que estejam do nosso lado.
Talvez precisemos de muita ajuda.
O Conselho Viking, como nos livros de hist�ria.
� o pai da mo�a. Ele parece ser uma pessoa sensata.
Talvez ainda chamem aquele com o cajado de guardador da lei.
Todos eles parecem razo�veis.
Poderiam ser a minha junta de diretores...
n�o fossem as roupas extravagantes.
Ele disse: ''Tragam o outro prisioneiro''.
- Donald! - Pai!
� o meu filho!
Ando procurando voc�!
Achei que andaria.
- Ele � meu. John Ivarsson. - Donald.
- Como vai? - Ele � o rei do passado.
Arqueologia.
Desculpe tudo isso. � um tanto complicado.
Donald Ross.
Ele diz que quando cheguei a essa ilha...
eu jurei que vim sozinho e em paz.
Agora, outros chegaram e com eles...
um aviso ruim no c�u que n�o pode ser ignorado.
� o meu dirig�vel.
Que falem os prisioneiros, antes de serem julgados.
- Exatamente o que eu queria fazer. - Pai...
Deixe comigo. Traduza para mim.
- Qual o nome desta ilha? - Astragard. Mas, pai, �...
Honor�vel Conselho de Astragard...
Vim ao seu lindo pa�s como amigo...
em paz...
buscando apenas o meu filho, que estava perdido.
O Godi.
Est� dizendo para n�o ouvirem nossas mentiras.
� �bvio que somos b�rbaros que cobi�am a terra sagrada deles.
E devemos ser condenados imediatamente, sem julgamento.
Mas j� expliquei...
N�o � mais quest�o para o Conselho, pois os deuses falaram.
Se estes homens n�o morrerem, outros vir�o...
em hordas armadas...
para saquear e profanar nossa terra sagrada.
S� existe uma puni��o para os invasores:
a morte.
Que grande despedida.
Com todas as honras vikings.
Tudo muito aut�ntico.
E bastante final.
- Sinto muito, pai. - Bobagem, meu filho.
Devemos uma a voc�, minha jovem.
L� v�m eles!
Remem!
A praia! � nossa �nica chance.
Fiquem aqui. Vou espant�-los.
- N�o, � perigoso demais. - Ele tem raz�o.
Est�o atr�s de voc�s, n�o de mim.
H� uma caverna do ca�ador ali...
com comida e roupas.
Voltarei quando for seguro.
L� v�m eles.
Acho que ela conseguiu. Boa mo�a.
N�o deveria t�-la deixado. Se a pegarem...
N�o se preocupe, meu filho. Ela sabe o que est� fazendo.
Vamos encontrar essa caverna.
Ol�!
Meu querido e velho amigo! Que prazer v�-lo.
- Todos n�s. - Pensei que tivesse morrido.
N�o se pode matar Oomiak.
Eu me escondo na �gua e nado longe, como urso.
�timo! Mas agora vamos.
- Eu vigio agora. - Ainda n�o h� nada.
Ivarsson est� l� em cima, vasculhando?
Bom-dia, pai.
Bom-dia!
- Dormiu bem? - Pessimamente.
Voc� tamb�m deve estar cansado.
Estou preocupado com Freyja.
Eu tamb�m, meu filho.
Eu tamb�m.
Bem, eu estraguei tudo, n�o �?
Tudo o qu�, pai?
Toda esta confus�o.
Tudo isso, o pesadelo que estamos vivendo.
� tudo culpa minha. Tudo.
Culpa sua? Por qu�?
Se existe um culpado sou eu que sa� atr�s de meus arco-�ris.
Voc� n�o � respons�vel por isso.
Sou. Desde o come�o.
Sempre quis mold�-lo...
do meu jeito.
Provocando, brigando...
sem dar uma folga.
Se eu n�o o tivesse afastado de casa, isso n�o teria acontecido.
Pai, voc� n�o me afastou.
Atravessei o mundo voando para lhe dizer isto.
Se sairmos desta...
voc� pode fazer o que quiser.
Estar� livre de mim. Eu prometo.
Mas n�o quero ficar livre de voc�. Nunca quis.
Vim aqui em busca de aventura.
E certamente encontrei.
Mas meu lugar n�o � aqui.
Quando sairmos daqui... E n�s sairemos...
irei para casa com voc�.
Quero compartilhar de seu trabalho e suas responsabilidades...
se voc� me deixar.
Se eu deixar?
Voc� n�o se arrepender�.
Eu me certificarei disso.
Ele estava muito preocupado com voc�.
Eu voltei para a fazenda.
Ser� como combinamos. Papai nos dar� o cachorro e um tren�.
O que combinaram?
Freyja e eu, h� tempos, planejamos sair da ilha.
Se conseguirmos, tentaremos chegar em Forte Conger.
Voc�s dois juntos?
Acha que eu a deixaria para tr�s?
N�o se fosse filho de seu pai.
Ol�! Os barcos! Eles v�m!
O que faremos agora?
Acho que podemos chegar ao topo sem sermos vistos.
Est� resolvido.
N�o podemos ficar aqui. Os cachorros nos encontrar�o logo.
Olhe, o Godi est� conosco.
Ca�ador insaci�vel. Vamos, pessoal.
Vamos subir.
Eles v�o. Eles v�o!
N�s conseguimos. Eles finalmente desistiram.
Gra�as a Deus.
Cuidado, pai!
Descuido meu. Agora os lobos vir�o atr�s de n�s novamente.
Acho que sim, pai.
� incr�vel. Totalmente incr�vel.
- Que lugar arrepiante. - Oomiak, olhe l� embaixo.
- Precisamos nos esconder. - Mas onde?
- Conhecem a ilha todo. - A Ba�a das Baleias!
Fica ao sul. � sagrado. � um tabu.
- Os vikings n�o se aproximariam. - Ent�o vamos!
N�o, Donald, por favor.
- Os esp�ritos. - O que foi?
Os esp�ritos s�o bons.
N�o protegeram seu povo logo que chegaram?
Certamente nos proteger�o.
Eles v�m! N�s vamos!
Freyja, confie em mim.
Vamos subir.
Estranho, dizem que esse enxofre � bom para os pulm�es.
Sr. Anthony, n�o � hora de descansar.
Espero encontrarmos logo essa Ba�a das Baleias.
Vamos!
Meu pai!
Pai!
Uma hora ardendo, congelando na outra.
O homem pode morrer aqui.
Esta � a parte interessante do �rtico...
suas contradi��es.
Em minha primeira expedi��o a Baffin Land...
Ivarsson, por favor. Parem!
N�s precisamos de uma confer�ncia.
Confer�ncia? Sobre o qu�?
Bem, se encontrarmos a Ba�a das Baleias...
e se for verdade que Godi n�o nos seguir� at� l�...
o que fazemos ent�o?
Nos escondemos um tempo...
tentamos atravessar as montanhas at� a fazenda de Freyja.
N�o podemos voltar naquele inferno.
Encontraremos o barco de gelo. Flutuamos.
- Muito bom. - Barco?
Do que ele est� falando?
Encontrar uma placa de gelo e flutuar ao redor da montanha.
� imposs�vel!
� onde as baleias v�o para morrer.
Todas as grandes criaturas de todos os mares...
l� dormentes desde o in�cio dos tempos.
Olhe todos aqueles ossos de baleias...
valendo milh�es de libras.
Imagine o pre�o que custaria um �mbar gris.
Mas isso agora n�o importa, n�o �, pai?
N�o tenha medo. Pense na saga.
N�o diz que h� muito tempo foram as baleias...
que guiaram o seu povo at� aqui? Onde encontraram paz e felicidade?
N�o h� o que temer.
Acredite.
Precisamos de barco de gelo. Como descemos?
Como? N�o por esses penhascos, obviamente.
Deve haver um jeito. Os vikings desceram.
Freyja, n�o est� na saga? Diz como subiram o mar?
Com a ajuda dos deuses.
Dizem que eles atravessaram a boca do inferno.
Isto n�o explica direito.
Espere um pouco.
O vulc�o na Isl�ndia, Monte Hekla.
Os crist�os acreditavam que era a entrada do inferno.
O qu�?
Entrada. � uma id�ia maluca.
Vamos!
- A cratera de um vulc�o morto! - Quieto!
Ouviram? L� embaixo h� um rio subterr�neo.
O rio deve desembocar no mar.
Deve haver uma passagem do fundo da cratera at� a ba�a!
Vamos!
Olhem! A �gua est� saindo. Vamos.
- Para onde? - Para onde for a �gua.
- Todos bem? - Olhem!
N�o se preocupe. Eu sempre ca�o focas assim.
N�o estou preocupado com isso. E sim com eles.
Eles nunca desistem?
N�o entendo por que os arqueiros n�o atiram em n�s.
Eles n�o precisam.
Est�o esperando para nos ver morrer.
A saga diz que a ba�a � protegida por monstros marinhos.
N�o podemos escapar.
- Baleia assassina. - O que fazemos agora?
Tudo que pudermos.
A� vem outra.
Segurem-se.
- O que aconteceu? - Ol�!
O Hyperion.!
Louvado sejam os c�us! Nosso velho amigo, o capit�o!
Parab�ns, capit�o. A comida � �tima.
E tem uma pontaria excelente. Salvou nossas vidas.
- Obrigado. - Um prazer inesperado.
Desde que aterrissei dois dias atr�s, tenho tentado me salvar.
Mas sair daqui ser� um grande problema. N�o �, capit�o?
Tenho a solu��o.
Minha nave pode estar judiada e quebrada...
mas a mente que a construiu ainda funciona.
Como v�em, perdeu muito g�s...
mas ainda consegue manter... a flutua��o?
Se reduzirmos bastante o peso...
ent�o ela subir�.
E como reduziria o peso?
Deixando os motores.
As h�lices est�o quebradas mesmo. A g�ndola tamb�m.
Tiramos tudo que seja pesado.
E o que teremos? Um bal�o livre.
- Minha nossa! - Nos levaria at� a ba�a.
- Se chegarmos � placa de gelo... - Iremos al�m disso.
Os ventos v�o para o sul.
Se permanecerem assim, chegaremos � Groenl�ndia.
Chegando no litoral, descemos...
e vamos a p� at� a habita��o mais pr�xima.
Capit�o Brieux � um homem impressionante.
Sempre achei isso.
N�o est�o exagerando?
N�o � hora de cerim�nias. Vamos andando.
Por favor, Sr. Anthony. Este momento deve ser saboreado.
Outra vez estamos no limiar de uma grande aventura.
� minha Hyperion.!
Que ela se levante...
como uma f�nix das cinzas do desespero...
e que flutue como a imagina��o de um homem...
at� a Groenl�ndia...
e muito al�m.
� Hyperion.
- Agora vamos andando? - Claro, monsieur.
Agora mostrarei as concatena��es geniais...
que fiz para a nossa partida.
Talvez tenham observado que soltei a g�ndola...
e a nave est� presa a ela por um cabo.
Assim como os motores e a cauda...
esta se��o tamb�m est� presa � nave por um cabo.
Quando eu soltar esses cabos...
a g�ndola, os motores e a cauda se desprendem...
e n�s subimos.
Tem certeza?
Voc� ver�.
Agora, senhores, se me ajudarem.
A g�ndola.
Os motores e a cauda.
Quando eu disser ''tr�s'', puxem com toda for�a.
Certo.
- Permiss�o para prosseguir? - Qu�?
Ah, sim. Prossiga.
Muito bem.
Um...
dois...
tr�s!
Bem, Sr. Anthony?
Funcionou perfeitamente!
Mais uma vez, capit�o, eu o subestimei.
Acho que vou descansar.
Vou dormir. N�o durmo bem desde que sa� da Inglaterra.
Sr. Anthony?
D� uma olhada.
Acampamentos.
Ainda est�o esperando por n�s.
Pena que iremos desapont�-los.
O que foi?
Ainda est� com medo?
Um pouco.
N�o deveria estar. Acabou tudo.
Estamos seguros agora.
Eu sei.
N�o � isso.
O qu�, ent�o?
� o mundo, al�m das nossas montanhas.
O seu mundo.
O meu mundo n�o � realmente t�o diferente.
� maior e tudo move-se mais rapidamente.
Vivemos seguindo rel�gios e m�quinas...
em vez de mar�s e esta��es.
Voc� se acostumar�...
e voc� ser� feliz...
porque estar� cercada de pessoas que ama...
e que amam voc�.
Queria que meu pai pudesse estar conosco.
Eu sei.
Mas a casa dele � em Astragard.
O cora��o dele sempre estar� aqui.
Sim.
O meu est� com voc�.
Quando sai o primeiro navio para Groenl�ndia na primavera?
Geralmente no in�cio de abril.
Ent�o, com sorte, voltaremos � Inglaterra...
em seis semanas.
Eu n�o contaria com isto.
O vento mudou.
Estamos voltando para a ilha.
N�o podemos fazer nada?
N�o tenho como comandar o vento.
- Estamos subindo. - A corrente de ar.
- O vento contra os penhascos. - E se chegarmos ao topo?
Des�am! Depressa!
Verdade que os deuses estavam zangados...
mas foi o Godi quem errou...
ao liderar seu povo com o �dio e a viol�ncia.
Fico feliz que tenham reconhecido isso.
Os prisioneiros podem partir em paz, com uma condi��o:
que fa�am um juramento sagrado...
de nunca revelarem a exist�ncia desta ilha sagrada.
Seria justo.
Para garantir que o julgamento seja sempre honrado...
devemos exigir uma coisa.
O qu�? O que �?
Que deixe um ref�m aqui.
O seu filho.
Eu me recuso a continuar com essa conversa.
Como vou deixar voc� para tr�s?
- Por que acham que vim aqui? - S�o exig�ncias deles.
Eu n�o permitirei.
Sem um ref�m, ningu�m sair� daqui.
- Ent�o serei eu o ref�m. - N�o, Sr. Anthony.
Na verdade,j� foi tudo arranjado.
E ficou satisfat�rio para todos, acho eu.
Tem certeza que � isso que quer?
Tem certeza que quer ficar para tr�s?
Tenho certeza.
� uma chance que nenhum arque�logo deve deixar passar...
n�o s� de estudar o passado, mas de reviv�-lo.
Est� tudo aqui, escondido atr�s da n�voa h� milhares de anos...
e s� vi um detalhe.
Al�m disso, quem disse que ficarei para tr�s?
A vis�o do arque�logo � maior.
Civiliza��es inteiras j� desapareceram.
Talvez chegue um dia em que esse ser� o �ltimo ref�gio de um homem.
Boa sorte.
Certo, ent�o!
Vamos!
Adeus, meus amigos!
FIM
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