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BEM AMADA
- Buglar, faça parar! - Não posso! Não posso!
- Por favor! - Mamãe!
Faça parar, por favor!
Mamãe, socorro!
Here Boy!
- Oh, Vovó Baby. - Mmm-mm.
- Vamos precisar de comida. Espere. - Tá bom.
Bom menino, Here Boy.
Howard, vamos!
- Vamos. - Howard, Buglar!
Onde vocês vão?
- Tchau, Denver. - Tchau?
Temos que ir!
Buglar, vamos.
- Não! Buge! - Vai.
Howard!
Agora pra quem você vai fazer isso?
Mamãe.
Cuidado aí, Here Boy.
Paul?
Paul D?
É você?
O que sobrou.
Como você está, menina? Além de descalça.
Estraguei minhas pernas há uns tempos.
Camomila.
Não quero nem ouvir falar nisso.
Sempre odiei essa coisa.
Você parece bem.
Confusão do diabo, Sethe.
Ele me deixa parecer bem, contanto que eu me sinta mal.
Quanto tempo faz?
Dezoito anos.
Dezoito anos?
Eu juro, eu passei andando cada um deles.
Se importa se me juntar à você?
Quer pôr eles de molho? Deixa eu te pegar um pouco d'água.
Não. Não posso ficar com os pé moles.
Eles tem muito o quê andar ainda.
Você não vai partir já. Vai ficar um pouco.
Ah, bem, fico o bastante para ver Baby Suggs...
e você.
Onde ela está?
Morta.
Oh, não.
- Quando? - Fazem oito anos.
Quase nove.
Foi difícil? Espero que ela não tenha sofrido.
Foi em paz.
Estar viva foi a parte difícil.
Mas sinto muito por você ter perdido ela.
Foi por isso que você veio?
Também foi por isso que eu vim.
O resto foi por você.
Verdade seja dita...
nesses dias eu vou pra qualquer lugar em que me deixem sentar.
Eu não vou ter que te perguntar dele, vou?
Você me diria se tivesse alguma coisa pra ser dita, não é?
Eu te diria. Você sabe que diria.
Então você também não sabe nada.
Halle, Halle.
Nós temos quartos vagos.
Pode passar a noite se quiser.
Você não pareceu muito firme no oferecimento.
Oh, eu fui sincera.
Eu só espero que você perdoe minha casa.
"Minha casa."
Eu gosto do som disso.
Entre.
Entre.
Bom Deus, menina. Que tipo de mau você tem aqui?
Não é mau. Só tristeza. Venha.
Pode entrar.
Pensei que tinha dito que ela morreu em paz.
Aquela não é a Baby Suggs.
- Então quem é? - Minha filha.
Aquela que eu mandei junto com os meninos antes de fugir.
Ela não viveu?
- Não. - Os meninos também?
Não, eles estão vivos, eu rezo por isso.
Eles fugiram um pouco antes da Baby Suggs morrer.
Provavelmente foi melhor.
Menino negro tem pernas, ele tem que usá-las.
Se ficar sentado muito tempo, alguém descobre um jeito de amarrá-lo.
- Sozinha desde então? - Não.
Tenho a menina que eu estava esperando quando deixei Doce Lar.
Você teve aquele bebê, não teve? Diabos, não achei que você conseguiria.
Fugindo grávida e sozinha também.
Denver!
Venha aqui, querida.
Eu quero que você conheça alguém.
Paul D, esta é a minha Denver.
Uh, dia, Srta. Denver. É um prazer.
Dia, Sr. D.
Uh, Garner, querida. Paul D Garner.
- Sim, senhor. - Fico feliz em ver você.
Ela é uma moça bonita, Sethe.
É. Tem o rosto doce do pai dela.
Você conhece meu pai?
É claro que ele conhece o seu pai. Ele é de Doce Lar.
É.
Doce Lar.
Porque todo mundo que foge de Doce Lar nunca para de falar de lá?
Me parece que se fosse tão doce, você não fugiria.
Garota, com quem você pensa que está falando?
Verdade, verdade. Ela está certa, Sethe.
Não era doce, e certamente não era um lar.
Mas era onde estávamos, todos juntos.
Voltávamos pra lá, se queríamos ou não.
Temos um fantasma aqui, sabia?
Nos encontramos.
Denver, acenda esse fogão.
Não posso receber um amigo e não dar-lhe de comer.
Oh, não se dê ao trabalho por minha causa.
Pão não é trabalho.
O resto eu trago de volta de onde eu trabalho.
O mínimo que eu posso fazer, trabalhando o dia todo, é trazer o jantar pra casa.
Tem alguma coisa contra lúcio?
Se ele não tiver nada contra mim, eu não tenho nada contra ele.
Por que não passa a noite, Sr. Garner?
Assim, vocês dois podem falar sobre Doce Lar a noite toda.
Denver, o que está acontecendo com você?
Eu nunca vi você se comportar assim.
Mamãe, eu não posso mais.
Não posso mais.
Não pode o quê? O que você não pode?
Não posso viver aqui.
Eu não sei pra onde eu vou ou o que eu vou fazer...
mas eu não posso ficar aqui!
Ninguém fala com a gente, ninguém vêm aqui...
ninguém nem sabe que eu estou viva.
Oh, Denver.
Vem aqui, querida.
- Está tudo bem. - Sethe.
Sou um homem crescido...
que já viu ou já fez de tudo...
mas eu te digo que não deve ser fácil...
uma moça jovem viver em um lugar assombrado.
Talvez vocês devessem se mudar.
Não.
Nada de mudança. Nada de partir.
Está tudo bem do jeito que está. Está tudo bem.
Você quer me dizer que está tudo bem, Sethe...
e esta criança está enlouquecendo.
Se acalme, eu disse!
Eu tenho uma árvore nas costas...
e uma assombração na minha casa...
e nada entre eles a não ser a filha que estou segurando em meus braços.
Não vou embora. Não vou fugir de nada.
Me ouviu?
Eu nunca vou correr de mais nada nesse mundo.
Vêm.
Você pode sentar e comer...
ou pode nos deixar em paz.
Deus.
Que árvore, Sethe?
Huh?
Eu não vejo nada crescendo nas suas costas.
Está lá mesmo assim.
Árvore de aronia.
Folhas, galhos.
Isso foi há 18 anos.
- Aconteceu naquela noite. - Naquela noite?
A árvore pode ter frutos agora, pelo que sei.
Não estou te entendendo, Sethe.
Eu tinha leite, Paul D.
Eu tinha leite, viu?
Eu estava grávida da Denver...
mas eu não tinha parado de amamentar minha menina...
antes de mandar ela e os meninos embora.
Eu só sabia que eu tinha que dar leite para a minha menina.
Pensei que estávamos falando sobre uma árvore.
Nós deveríamos nos encontrar no milharal. Nenhum de vocês veio.
Eu tive que deixar meus filhos e voltar pra procurar o Halle.
Foi quando eu vi você no barraco.
Sixo morreu. Professor o pegou e o queimou.
Paul A também. Eles o enforcaram numa árvore.
Disse que você iria correr e não pararia por nada.
Não pensei que você conseguiria chegar até o portão.
- Eu voltei pro celeiro, procurando Halle. - Animal.
Foi quando o Professor me viu.
Que gosto tem?
Entrou lá com seus meninos atrás de mim.
Vocês têm características de animais.
Seus meninos tomaram meu leite.
Essa é a comida do meu bebê!
Foi pra isso que eles entraram lá.
Me seguraram e tomaram.
Eu contei pra Sra. Garner o que fizeram.
Eles estão mentindo, os animais!
Ela tinha aquele caroço no pescoço e não podia falar.
Mas seus olhos verteram lágrimas, eu me lembro.
Então os meninos descobriram que eu tinha contado.
Você é horrível e estragada!
Você é horrível e estragada!
Professor levou um deles para açoitar minhas costas.
E quando fechou...
deixou uma árvore.
Eles usaram chicote de couro em você.
E eles tomaram meu leite.
Eles bateram e você e você estava grávida?
E eles tomaram meu leite.
Oh, Deus menina.
Maldição!
Calma!
Denver! Denver!
Saia! Saia!
Saia do caminho!
Deixe esse lugar em paz!
Eu disse calma, maldição!
Paul D, cuidado!
Paul D!
- Paul D! - Você quer brigar?
Então venha, maldição!
- Eu estava lá em cima, no sótão! - Halle!
- Seus meninos tomaram meu leite. - Halle!
- Foi pra isso que eles entraram lá. - O sótão, o sótão.
- Halle! - Eu vi tudo!
Me seguraram e tomaram.
- Halle! - Ordenhe-a como uma vaca.
É isso que queremos dizer com características de animais.
- Halle! Pare!
Pouco arroz
Pouco feijão
Sem carne entre eles
Trabalho duro não é fácil
Tem alguém aí?
Mamãe! Mamãe!
- Sethe? - Hmm?
Eu estava pensando em procurar trabalho por aqui.
- O que você acha? - Hmm. Não tem muito.
A maioria no rio. E leitões.
Bem, eu nunca trabalhei no rio...
mas eu posso pegar qualquer coisa tão pesada quanto eu, leitões inclusive.
Os brancos daqui são melhores que os de Kentucky...
mas você deve ter que lutar um pouco.
Bem, não é se vou eu lutar, mas onde.
Está dizendo que tudo bem se eu lutar aqui?
Melhor que bem.
Sua menina, Denver, parece que ela tem uma opinião diferente.
Você nunca precisa se preocupar com a Denver.
Ela é um encanto de criança desde o começo.
Mas você tem que saber uma coisa, Paul D.
Isso aqui não é uma vida melhor.
Só não é aquela outra.
O que eu faço aqui... tudo o que eu faço aqui...
é manter Denver longe da outra.
Não vou deixar o passado no meu quintal de novo. Você entendeu?
É perigoso amar tanto assim uma coisa, Sethe.
O melhor é amar tudo só um pouco.
Assim, se quebrar ou fugir ou tirarem de você...
sabe, talvez você ainda tenha um pouco de amor sobrando.
Hmm. Bem, é assim que é, Paul D.
Se eu tivesse que escolher, bem, não tem escolha.
É disso que estou falando. Eu não estou pedindo pra você escolher.
Eu só quero saber se tem um lugar pra mim.
Se tem mais que um "Você pode ficar, tudo bem."
Mais pra um "Eu quero você aqui, Paul."
Talvez devêssemos deixar as coisas do jeito que estão.
Sethe, eu não estou dizendo isso porque preciso de um lugar pra ficar.
Nós podíamos fazer uma vida, menina. Uma vida.
- Não sei, não, Paul D Garner. - Deixe isso comigo!
Vamos ver no que dá. Sem promessas se você não quiser fazer nenhuma.
Só deixe isso comigo. Tudo bem?
Tudo bem, vamos ver no que dá.
Você aceita deixar isso comigo?
Um pouco.
Um pouco. Ok. Ok.
Isso aqui é um pouco. Tem um parque de diversões na cidade.
Quintas são para os de cor, e eu tenho dois dólares.
Eu, você e a Denver vamos gastar cada centavo.
- O que me diz? - Não sei.
Tudo bem?
- Não. - Ah... Por favor!
Você acha que o fantasma da bebê se foi mesmo?
Não sei.
Ela é minha irmã.
Sinto falta dela.
Bem, eu disse, venha aqui, negra...
Queria que ele calasse a boca. Ele vai estragar tudo.
Shh. Dê uma chance a ele.
- Faça isso por mim. - Por quê?
Por quanto tempo ele vai ficar?
- Não sei. - Eu disse, venha aqui, negra...
Eu acho que a bebê não foi embora.
Eu acho que a bebê tem planos.
- Talvez. - Eu sei onde você mora.
Talvez tenha.
Venham, venham, venham todos! Não tenham medo!
Venham ver a maior mulher, Roundella, comigo hoje.
Amável, gentil e delicada, comendo um frango com cada mão.
- Venha vê-la. Não tenha medo. Por aqui. - Espere! Volte!
...e que vai engolir uma espada confederada até o cabo...
bem em frente aos seus olhos.
Entrem e vejam!
Oh, Grace.
Você nunca vai acreditar quem está vindo pra cá.
- Como vai? - Vamos, Lucy.
Não esqueça da corrida de porcos.
Como vai, madame?
Entre e veja as coisas que você nunca pensou que veria.
O feroz selvagem africano, Cluck Butoo!
Nasceu com presas, foi criado por animais selvagens e capturado louco.
Olhe como ela é gorda, Mamãe.
Eu conheci esse aí em Roanoke.
- Quer um pouco de alcaçuz, Denver? - Sim, por favor.
- Palito de hortelã? - Sim, por favor.
- Algumas balas de goma? - Sim, por favor.
Se importa se eu tomar um gole?
Mmm. Mmm!
Ei, Denver!
Oi.
Obrigado.
Eu vou tomar uma dessas limonadas também.
Mas fale-me sobre algum trabalho.
- Me diga onde posso encontrar algum. - Bem, eles têm...
...vira a cabeça dentro do próprio rosto...
e puxa as orelhas...
Voltando...
indo pra casa
O que é aquilo?
Não quer machucar ninguém
Oh, não
Não vai machucar ninguém
Oh, Deus
Com licença.
Você é dessa região?
Como é o seu nome?
B...
E...
M...
A...
M...
A...
D...
A.
Bem Amada.
É um lindo nome, Bem Amada.
Por que você não descansa enquanto eu... preparo alguma coisa pra gente.
Nós acabamos de voltar do parque em Cincinnati.
Senhorita? Senhorita?
Quer descansar um pouco?
Peguei ela!
Peguei ela. Peguei ela.
Olhe os pés dela.
Não são pés de quem anda.
Mais como se ela...
veio a cavalo de algum lugar até aqui.
Ela está febril, Denver?
Não, ela está fria.
- Pode estar com cólera. - Ela não está doente.
Não, é só uma coisinha que eu pesquei.
Uma coisinha que você pescou?
Mmm. Mmm.
Ouvi dizer que tem trabalho em Bucktown.
Vou lá pra ver hoje.
Mmm-mm.
Oh! Oh! Ei! Oh! Oh!
Ei!
Quer comer um pouco?
Vem, vem. Vem.
Vem aqui. Vem.
Vem.
Vem!
Sabia que você ia conseguir.
Está com fome?
É gostoso!
Devagar.
Vem.
Frango, frango, xô, xô, xô.
Eu chamo esse aqui de Junho...
e esse é Maio.
Você tem que segurar de leve.
Lembra? Você consegue segurar de leve?
Devagar... Não!
Bem Amada.
Bem Amada.
Eu ajudo você a fazer pão.
Que bom.
Meu avental está aqui?
Certo, precisamos de um pouco de farinha. Precisamos de um pouco...
Não sei. Vejo que você deixou todas as minhas coisas arrumadas.
Oh, espere, espere. Agora você precisa de um pouco disso aqui.
Você precisa disso.
Aqui. Espere, espere.
Pouco arroz, pouco feijão
Sem carne entre eles
Ooh, olha só você.
Ok, abaixa isso. Abaixa isso.
Vai lá dentro e traz biscoito.
Calma.
Fui pra cidade comprar minha aveia
Voltei pra casa arrastada no barco
Arrastada no barco
Subi as escadas pra fazer minha cama
Cometi um erro e bati a cabeça
Arrastada no barco arrastada no barco
Desci as escadas pra ordenhar minha vaca
Cometi um erro e ordenhei minha porca
Arrastada no barco Arrastada no barco
Amanhã, amanhã Amanhã nunca chega
Amanhã, amanhã Amanhã nunca chega
Vamos!
As nuvens parecem que vão explodir.
Oh, lá vêm ela!
- Aqui, aqui! - Vamos, menina.
- Aqui, Mamãe! Puxe! - Puxe isso!
- Vai! Vai! Rápido! - Rápido. Vamos.
- Bem Amada, pegue esse lençol. - Corra! Está chovendo!
- Você está arrastando pelo chão. - Vai!
Pare de arrastar esses lençóis. Tire eles do chão agora...
senão vamos ter que lavá-los de novo.
Vamos.
Quase não conseguimos.
Estendam eles. Bem Amada, abaixe esse lençol agora.
Estenda ele. Deixe longe do chão.
Onde estão...
seus diamantes?
Diamantes?
O que eu estaria fazendo com diamantes?
Nas suas orelhas.
Bem que eu queria.
Pensando nisso...
Eu tive uns cristais uma vez.
Presente de uma senhora pra quem eu trabalhei.
Me conte.
Me conte dos seus diamantes.
Presente de casamento da Senhora Garner...
lá em Doce Lar...
quando Halle e eu nos casamos... o que chamavam de casamento lá naquela época.
Acho que ela viu o quanto eu me senti mal...
Eu vi que não teria cerimônia, nem padre.
Eu nunca te vi com cristal nenhum.
Perdi.
Perdi há muito tempo.
Vem aqui, menina. Melhor você desfazer essas tranças.
Vem cá. Pegue o pente.
Está bem aqui.
Ai! Isso dói.
Penteie todo dia e não vai doer.
Sua mulher...
nunca arrumava seu cabelo?
Minha mulher? Você quer dizer minha mãe?
Mamãe não fala dessas coisas.
Me conte.
Se ela fazia, eu não me lembro.
Eu não acho que tenha visto ela mais que algumas vezes no campo...
trabalhando nas anileiras.
Na hora que eu acordava de manhã, ela estava trabalhando.
Hmm. Se a lua estivesse clara, eles trabalhavam sob sua luz.
Nos domingos, ela dormia feito um pau.
Me conte sobre ela.
Eu me lembro, uma vez, ela me pegou e me carregou até atrás do defumador.
É a única coisa que eu me lembro, na verdade.
Ela abriu o vestido, e bem nas costelas dela...
bem aqui...
tinha um círculo...
e uma cruz queimada na sua pele.
Ela apontou para aquela marca e disse...
ela disse pra mim...
"Essa é a sua senhora. Eu sou a única que tem essa marca agora.
O resto estão todos mortos.
Se acontecer alguma coisa comigo e você não souber se sou eu pelo rosto...
você vai me reconhecer por essa marca."
Me assustou tanto que eu não consegui pensar em nada pra dizer...
então eu disse, "Sim, senhora.
Mas como você vai me reconhecer? Faça a marca em mim.
Me marque também."
Ela marcou?
Não.
Ela me deu um tapa na cara.
Eu não entendi na hora.
Não até eu ter minha própria marca.
O que aconteceu com ela?
Enforcada.
Senhora. O que foi, senhora?
Por que eles enforcaram sua mãe?
Eu nunca descobri.
Foram muitos deles.
Aquela ali é a sua mãe.
Vou te dizer isso, pequena Sethe.
Sua mãe e eu fomos tomadas por muitos homens, muitas vezes.
Só pra você ela deu um nome.
Ela pôs os braços em volta somente do seu pai, criança.
Os outros homens, ela nunca pôs os braços em volta. Nunca!
Eu te digo isso, pequena Sethe.
Paul D vai estar aqui em um minuto.
Espero que este pudim esteja bom hoje à noite.
Denver, me passe o seu prato aqui.
Paul D.
Onde você esteve todos esses anos...
desde Doce Lar, Sr. Paul?
Você não tem sua gente?
- Você quer saber sobre mim, agora. - Uh-huh.
Eu não tenho minha gente.
Dezoito anos desde que deixei Doce Lar, e eu tenho andado o tempo todo.
Mudando, andando, correndo, sumindo, às vezes roubando e indo embora.
A única vez que eu fiquei em um lugar por mais de um mês ou mais...
foi com uma tecelã em Wilmington, Delaware.
O pior lugar para um negro que eu já vi...
fora do Condado de Pulaski, Kentucky.
Eu vi negros tão assustados e famintos...
que eles viviam em cavernas, disputavam corujas para comer.
Vi alguns que dormiam em árvores durante o dia...
e saiam só durante a noite...
que se enterravam na lama pra se esconder de...
posses, homens da lei e justiceiros.
Encontrei um garoto negro uma vez... devia ter uns 14 anos...
que vivia sozinho na floresta...
e disse que não se lembrar de já ter vivido em nenhum outro lugar.
Vi uma mulher de cor demente enforcada...
por roubar patos que ela acreditava serem seus bebês.
Em todos esses anos, menina...
você ganha de todos.
Eu nunca tinha visto nenhum negro como você.
Eu acho que está na hora de você nos contar um pouco sobre você.
Ela não se lembra de nada.
Oh, você se surpreende com o que começa a se lembrar assim que começa a falar.
Você não tem irmãos ou irmãs?
Eu não tenho ninguém.
Paul D, pare com isso.
Denver, me ajude a limpar essa mesa.
Eu quero saber, Sethe.
O que você estava procurando quando veio pra cá, Bem Amada?
Esse lugar.
Eu procurava esse lugar onde eu pudesse ficar.
Alguém te falou sobre esse lugar?
Ela me falou.
Quando eu estava na ponte, ela me falou.
Como você veio? Quem te trouxe?
Eu vim andando.
É um longo, longo, longo, longo caminho.
- Ninguém me trouxe. - Você calçava sapatos novos, menina.
- Se você andou tanto, como os seus sapatos não mostram?
Paul D.
Deixe ela em paz.
Eu quero saber! Onde você conseguiu os sapatos e o vestido que você usava?
Eu peguei os sapatos, e eu peguei o vestido!
Os cadarços não serviram.
Eu te ensino a amarrar seus sapatos.
Bem Amada. Bem Amada!
Bem Amada.
Bem Amada, Bem Amada, você está bem?
Ponha pra fora.
Vou dormir agora.
Você pode vir pro meu quarto.
Eu posso cuidar de você lá em cima.
O que está acontecendo com você? O que é que ela tem que te irrita tanto?
Eu não entendo o que é esse apego.
Está claro porquê ela é apegada a você. Eu só não consigo ver porquê você é apegada a ela.
O que te importa quem está apegada a quem?
Ela é uma boa menina, faz companhia pra Denver.
Tem alguma coisa engraçada nessa menina.
Age como doente, soa como doente, mas ela não parece doente.
Come doces o dia inteiro, é forte como um touro.
Ela não é forte. Ela mal consegue andar sem se segurar em alguma coisa.
Não consegue andar, mas eu vi ela erguer uma cadeira de balanço com uma mão só.
Você não viu nada disso.
Ei, não me pergunte. Pergunte a Denver. Ela estava lá com ela.
Sethe, Sethe, querida.
Estávamos começando a nos sentir um pouco como uma família até ela aparecer.
- É isso que te dá nos nervos? - É uma sensação em mim.
- Eu não consigo entender. É ela. - Você quer sentir uma coisa?
Sinta como é ser uma mulher de cor vagando pelas estradas.
E sujeita a qualquer coisa que Deus fez pular em você. Sinta isso!
Eu conheço isso muito bem, Sethe.
Eu não nasci ontem, e eu nunca maltratei uma mulher na minha vida.
Bem, isso faz de você um só neste mundo.
Um. Não dois?
Não, não dois.
O que Halle já fez pra você? Halle ficou ao seu lado.
Halle fugiu.
Ele me deixou, e ele deixou nossos filhos.
- Você não sabe disso. - Quem ele deixou então, se não me deixou?
Ele não estava lá. Ele não estava onde disse que ia estar.
Eu tive que mandar meus bebês antes de mim sozinhos.
Fiquei pra trás pra procurar ele.
Fui pega pelo Professor e seus meninos por me dar ao trabalho.
Ele não conseguiu sair do... sótão, eu imagino.
Sótão?
Que sótão?
O do celeiro, eu suponho.
Ele estava lá?
Como você sabe?
Na manhã depois que você fugiu, eu vi o Halle...
acorrentado a um poste.
Eu disse, "O que aconteceu? Onde você esteve?"
"O sótão, o sótão. O sótão."
Foi tudo que ele disse.
Nunca consegui descobrir o que ele queria dizer com aquilo.
Ele viu aqueles meninos fazerem aquilo comigo?
E ele deixou eles continuarem respirando?
Eu perguntei pra ele...
"Como você não fugiu com a Sethe?"
Ele nunca me respondeu.
Eu vi ele mais uma vez, no dia que o Professor me vendeu para Brandywine.
Estavam me levando embora na carroça.
Lá estava Halle, no pátio...
sentado perto do pilão.
Eles não precisavam mais pôr correntes nele. Tinha perdido o juízo.
Sethe...
um homem não é um maldito machado...
cortando e picando...
quebrando cada minuto do dia.
As coisas atingem ele.
Coisas que ele não pode cortar porque estão por dentro.
Halle nunca fugiu e te abandonou, Sethe.
Veja...
você foi a única de nós que conseguiu fugir naquela noite.
A única.
Eu não planejei te contar tudo isso.
Me desculpe.
Eu não planejei ouvir isso.
Também não planejei você andando por aquela estrada...
vindo até a minha casa...
trazendo tudo isso com você.
- Onde você aprendeu a dançar? - Lugar nenhum!
Olha o que eu faço.
Ohh!
Agora você! Vêm!
Você também consegue. É só fazer!
Porque você se chama Bem Amada?
No escuro, meu nome era Bem Amada.
Como era no lugar onde você estava? Você pode me dizer?
Escuro. Eu era pequena naquele lugar...
pequena assim.
- Era frio? - Quente!
Nada pra respirar lá embaixo.
Nenhum quarto pra ir.
Você via alguém?
Um monte de pessoas...
lá embaixo.
Alguns estão mortos.
Você viu Jesus? Baby Suggs?
Eu não sei.
Eu não sei os nomes.
Bem, por que você voltou pra cá?
Pra ver o rosto dela.
Da Mamãe?
Da Sethe?
Sethe.
Eu me lembro!
Eu me lembro!
Eu estava na água.
Eu vi os diamantes dela lá embaixo.
Então ela me deixou pra trás...
sozinha.
Não.
Você nunca vai nos deixar, vai?
Não. Nunca.
Meu lugar é aqui!
Não conte.
Por favor, não deixe a Mamãe saber quem é você. Você me ouviu?
Não me diga o que fazer!
Nunca, nunca me diga o que fazer!
- Mas eu estou do seu lado! - É ela!
É dela que eu preciso!
Você pode ir! É ela que eu tenho que ter!
Me conta como a Sethe...
fez você no barco.
Me conta.
Ela nunca me contou tudo.
Me conta.
Denver.
Me conta.
Bem...
Mamãe estava correndo!
Quem está aí?
Quem está aí atrás?
Nossa, nossa, nossa.
Nossa, nossa, nossa!
É uma crioula! Mais que surpresa!
Menina, você é uma das coisas mais assustadoras que eu já vi.
O que você está fazendo aqui atrás?
Estou fugindo.
É com esses pés que você está fugindo?
Jesus, nossa!
Senhora, eu estou em Ohio?
Ohio? Não, menina, você está em Kentucky.
Você está a umas mil milhas de Ohio.
Você está tendo um bebê?
Oh, nossa!
Eu acho que esse bebê aqui vai morrer nessas cebolas silvestres.
Eu tenho que comer alguma coisa.
On-onde-onde você está in-indo, senhora?
Boston. Conseguir um pouco de veludo.
Tem uma loja chamada Wilsons. Eles tem o veludo mais "bunito".
Você já viu veludo ou tocou?
Se-se eu já vi, eu não sabia.
O veludo que eu vi era marrom...
mas em Boston, eles tem de todas as cores.
Como é que te chamam?
L-Lu.
Bem, o que você vai fazer, Lu? Você vai só ficar deitada aí e parir?
Eu... E-eu não consigo levantar. E-eu não consigo andar.
Oh, claro que consegue, Lu. Vamos. Se ficar aqui, as cobras podem te pegar.
- Não posso. - Vamos, vamos.
Vamos, vamos, vamos.
Vamos!
Eu estava pescando no Beaver uma vez e um crioulo veio boiando bem perto de mim.
Eu não gosto muito de gente afogada. E você?
Seus pés me lembram um pouco os dele.
Todo inchados.
Isso vai doer um pouco.
Qualquer coisa morta voltando a vida, dói.
Você não devia ficar xeretando por essas colinas, senhora.
Olha quem tá falando.
Não tem ninguém atrás de mim, mas eu sei que tem alguém atrás de você...
e se te pegarem, vão cortar sua cabeça fora.
- Pare de sacudir, menina - Minhas costas doem.
- Suas costas? - É.
Menina, você está um desastre. Vire pra cá e me deixe ver.
Venha cá. Jesus!
É uma árvore, Lu.
Tem uma árvore inteira nas suas costas.
Árvore de aronia florida.
Viu? Aqui está o tronco.
Ela se espalha e divide bem larga, cheia de seiva e ramos.
E olha como está florida.
Vamos, menina.
Por minha causa, você está em pé e andando.
Viu, Jesus. A Lu conseguiu.
Eu sou boa com coisas doentes, não sou?
É, você é boa.
- O que é isso no seu vestido, menina? - É leite.
Tenho que dar leite pra minha menina.
Quer dizer que você tem outro bebê esperando você?
Oh, nossa, Jesus.
Vamos.
Vamos. Vamos.
Agora...
isso é Ohio.
Jesus está olhando por você, menina!
Whoo! Vamos.
Oh, o remo está aqui!
O que está fazendo agora, pobre menina?
Pare com isso agora mesmo!
Jesus, Lu! Pare! Pare!
Lu! Lu! Pare!
Oh, Jesus! Estou terrivelmente arrependida por ter me gabado.
Eu preciso de você aqui, agora!
Não me deixe perdida agora, Jesus!
Vamos! Empurre! Empurre!
Empurre!
Oh, a cabeça vêm vindo.
Oh, Jesus amado, por favor, ajude!
Deus, está preso!
Vamos!
Oh, louvado seja Jesus. Louvado seja Jesus.
Ela nunca vai saber quem eu sou.
É melhor você contar pra ela quem a trouxe para o mundo.
Diga, "Senhora Amy Denver...
- de Boston." - Mm.
Lindo. Isso é lindo.
Denver.
Lindo mesmo. Shh.
Então a Amy Denver, ela deixou eu e a Mamãe na beira do rio.
Aquela foi a primeira vez que encontramos Stamp Paid.
Ei, você.
Vai atravessar?
Sim, senhor.
Alguém sabe que você está chegando?
Sim, senhor. Minha sogra, Baby Suggs.
A maioria do pessoal chamava ela de Baby Suggs Holy.
Pra mim, ela era a Vovó Baby.
Obrigado, Ella. Obrigado, Stamp.
Oh!
Oh, meu Deus.
Meu bom Jesus!
Obrigado!
Onde está meu Halle?
Bem, ele n-não estava lá...
onde ele disse pra me encontrar com ele, e eu tive que ir.
Tive.
E-e-ele vai conseguir.
Se eu consegui, Halle certamente consegue.
- Onde-onde estão meus filhos? - Oh, não, agora não.
Nós temos que te arrumar primeiro.
Você está muito feia pra acordá-los.
Shh.
- Buglar, Howard! - Mamãe, Mamãe!
Oh, olha só vocês.
Deixe eu ver. Oh!
Me conte do outro bebê.
Me conte da sua irmã maior.
Mm, Baby Suggs chamava ela de...
Bebê Já Engatinhando.
Já engatinhando? Mas não é uma coisa?
Isso, menina. Por aqui.
Mamãe está esperando.
Certo, Howard, Buglar.
Você está bem. É.
Nada disso vale a pena guardar.
O que é isso?
Presente de casamento da Sra. Garner.
Queria que tivesse vindo um noivo junto.
Coloque-os, criança.
Talvez eles iluminem o caminho dele.
Olha esse brilho.
Bonito, né?
Papai vêm logo, né?
Não importa o que aconteça...
Deus te guiou pra casa.
Então...
abaixe eles, Sethe.
Espada e escudo.
Não estude mais a guerra.
Deus te guiou pra casa.
- Onde estamos indo, Mamãe? - Vamos pagar tributo ao seu pai.
Nossa casa costumava ser um lugar totalmente diferente.
Estranhos descansavam lá.
Pessoas deixando mensagens. Pessoal chegando e partindo o tempo todo.
Era uma casa feliz quando eu cheguei lá, com Denver presa ao meu peito...
esperando o pai dela chegar.
Papai.
Halle comprou a liberdade da Baby Suggs...
mas a escravidão já tinha arrebentado suas pernas...
e arrebentado suas costas, mãos, tudo.
Quando chegou aqui, ela não tinha nada com que ganhar a vida...
além de seu coração.
Baby Suggs costumava rezar bem aqui.
Que venham as crianças.
Deixem suas mães te ouvirem rindo.
Que venham os homens crescidos.
Deixem suas mulheres e seus filhos...
verem vocês dançando.
Mulheres! Mulheres!
Eu quero que vocês chorem!
Só chorem...
pelos vivos...
pelos mortos.
Chorem.
Vovó Baby costumava dizer que seu pai era bom demais pra esse mundo.
Lembra?
Ele foi um homem bom.
Isso assustava ela.
Ela costumava sempre se preocupar que ele não fosse conseguir passar por nada.
Ele conseguiu passar por muita coisa.
Talvez a Vovó Baby estivesse certa.
Denver...
seu pai não vai aparecer aqui nunca.
- Entendeu? - Mas...
Esse dia nunca vai chegar...
quando Halle bater naquela porta.
Nunca.
Tem...
Mamãe!
Paul!
Paul D! Paul D!
Você está aqui?
Onde mais eu estaria em um domingo de folga?
Você está aqui.
Uh-huh.
Por que você não entra aqui?
As meninas estão bem atrás de mim.
Não ouço ninguém.
- Tenho que cozinhar. - Eu também.
É, é.
Pensei em fazer umas vagens.
- Fritar um pouco de milho. - É.
Paul D, pare. Pare.
Denver?
- Bem Amada? É você? - Shh, shh.
Paul D!
Vamos.
Isso estava muito bom, Sethe. Obrigado.
- Certeza que está satisfeito? - Sim, senhora.
Moído e cansado até os ossos.
Paul D.
Não me diga que eu dormi nessa cadeira a noite toda.
Eu não ia dizer nada.
- Por que você não me cutucou? - Eu cutuquei.
Eu tentei te chamar duas ou três vezes.
- Eu pensei que talvez fosse sair. - Desculpe, querida.
- Vou fazer café da manhã pra gente. - Sabe de uma coisa?
O café da manhã pode esperar.
- Paul! Paul D! Paul D!
O que você está fazendo na cama da Baby Suggs?
Não sei.
Como se eu estivesse tendo ajustes na casa.
Ela está me mudando de cama...
pra cadeira, pra cama.
Mas dormi bem.
Não. Vamos. Você vai se atrasar para o trabalho.
Vamos, vamos. Eu tenho que ir pro trabalho. Você também.
Vamos.
É, certo.
- Vamos, Bem Amada. - É.
Por que as galinhas não tem dentes?
Galinhas não tem dentes.
Mamãe está cozinhando galinha!
Oh, Deus.
Que dor de cabeça.
O que você quer aqui?
Eu quero que você me toque...
na parte de dentro...
e diga meu nome.
Gente boa te acolheu aqui, tratou você bem...
você devia tentar ser boa em retribuição.
Você não...
Sethe ama você...
tanto quanto sua própria filha, você sabe disso.
Ela não me ama como eu amo ela.
Eu não amo ninguém além dela.
Então pra que você entrou aqui?
Eu quero que você me toque na parte de dentro.
Volte para aquela casa e vá para aquela cama.
Você tem que me tocar na parte de dentro.
Você tem que dizer meu nome.
Não!
- Não. - Eu vou se você disser.
- Não, Bem Amada. - Por favor, diga.
Bem Amada.
Bem Amada.
Coração vermelho.
Coração vermelho.
Coração vermelho.
Coração vermelho.
Coração vermelho. Coração vermelho.
Coração vermelho.
Coração vermelho. Coração vermelho!
Coração vermelho!
Coração vermelho. Coração vermelho.
Tem flores no escuro?
Tem sim.
- Vamos. Vamos. - Whoo-hoo!
Paul D! Quer uma carona com a gente?
Estamos com a carroça hoje. Por que nós não...
Se eu pudesse só contar pra ela.
Sethe, você não vai gostar do que eu vou contar.
Está acontecendo alguma coisa comigo.
Aquela menina fez isso.
Me enfeitiçou. É. Ela me enfeitiçou, Sethe.
Ela me enfeitiçou, e eu não consigo quebrar.
Ela-Ela me fez sair da casa...
e então ela... ela se juntou a mim.
Não.
Paul D?
Paul D?
Por que você me faz me sentir como uma jovenzinha...
passando pra me buscar depois do trabalho.
Pupski. Aqui, Pupski.
Melhor tomar cuidado. Eu posso começar a esperar por isso.
Você saiu do trabalho mais cedo ou o quê?
Eu saí mais cedo.
Alguma coisa importante?
Preciso dizer algo.
Sethe, você não vai gostar do que eu vou contar.
Diga, Paul D, quer eu goste disso ou não.
Eu quero que você engravide.
Você quer que eu engravide?
Foi por isso que você veio aqui?
Você não acha que eu estou um pouco velha demais pra começar isso tudo de novo?
Pen-pense nisso.
Seu maluco.
Vamos.
O que deu em você?
Você precisa de uns bebês ou alguém com quem brincar.
Eu estou disposto a tentar. Mas eu preciso de uma parceira disposta.
Vou dizer. Vou dizer.
Misericórdia.
Vamos correr. Vamos correr.
Eu fiquei em pé o dia inteiro.
Oh, onde eu estive, Sethe?
Pare, Paul D. Minhas pernas não foram feitas pra isso.
Trabalho duro não é fácil
Pão seco não é oleoso
Pouco arroz, pouco feijão
Ei, Stamp! Stamp Paid!
Vou levar esse aqui pra casa comigo!
Ei, se gosta tanto desse trabalho, talvez devesse entrar no brete junto com os outros.
Você não tem muito juízo a mais que eles.
Sem carne entre eles
Não estou cantando por causa disso!
Se um pode fazer um plano, o homem pode fazer a felicidade acontecer.
O homem tem planos? Está poupando pra uma mina de ouro, rapaz?
Melhor que ouro. Eu e minha mulher planejamos começar uma família.
É, uma nova vida. Nascida livre!
Agora, se isso não significa felicidade, eu não sei o que significa.
Nada nunca mais nasce livre.
Do que você está falando?
Eu fui comprado e vendido cinco vezes.
A última vez, para a Companhia Northpoint Bank and Railway.
Nunca mais! Eu ando, durmo e como onde eu quiser.
Eu ganho o salário de um homem livre.
Ninguém vai ser nosso dono nunca mais.
Ninguém vai ser dono dos meus filhos também.
Nunca mais! Nunca mais!
Os filhos herdam de onde eles vieram.
Só porque você não pode ver as correntes, não significa que elas não estejam lá.
E enquanto o mundo for branco, é aqui que nós ficamos.
Vamos. Vamos pegar alguma coisa pra comer.
Vamos. Vamos.
Se importa se me juntar à você?
O país é livre, não importa o que ninguém diga.
Você não sabe, não é, filho?
Sei o quê?
Você é um dos homens de Doce Lar da Baby Suggs, não é?
Sim, senhor.
Eu. Meus irmãos O filho dela, Halle.
- Você conheceu a Baby? - Oh, sim.
Baby Suggs Holy. Deus guarde sua alma.
É. Sethe me contou que ela morreu em paz.
Bem, talvez por fora.
Por que isso?
Fui eu quem trouxe Sethe através do rio quando ela fugiu de Doce Lar.
Eu estava lá no dia que aconteceu.
Quem é essa?
Esse é um retrato da Sethe.
Sethe?
Essa não é a boca dela.
Posso ver porque você poderia pensar isso...
perto do olhos.
M-Mas essa não é a boca dela.
Além disso, por que colocariam um retrato de uma mulher de cor no jornal?
Você não lê, não é, filho?
Você quer que eu leia pra você?
Já dei de comer para as meninas. Você comeu?
Quer alguma coisa?
Melhor você entrar.
Eu não tenho que te falar sobre Doce Lar...
o que era aquilo.
Talvez você não saiba o que foi pra mim ter fugido de lá.
Eu fiz isso. Eu tirei todos nós.
Até então, aquilo foi a única coisa que eu tinha feito por conta própria.
Eu... usando minha própria cabeça.
Mas foi mais do que isso.
Eu estava... Eu estava grande...
e larga, Paul.
Tão larga, que quando abri meus braços, todos os meus filhos puderam ficar entre eles.
Parecia que eu... Parecia que eu amava mais eles depois que chegamos aqui.
Talvez eu já soubesse disso quando estávamos no Kentucky com o Professor...
eles na verdade não eram meus para amá-los.
Parecia, quando eu pulei daquela carroça...
não havia ninguém nesse mundo que eu não pudesse amar, se quisesse.
Vinte e oito dias.
Vinte e dois bons dias de vida livre.
Eu acordava de manhã e...
decidia por mim mesma o que fazer com o dia.
Às vezes eu... Ouvia meus meninos...
ouvia eles rindo uma risada que eu nunca tinha ouvido.
Primeiro eu fiquei com medo, medo que alguém pudesse ouvi-los...
e se zangar.
Então eu lembrava que se eles rissem tanto que até doesse...
essa seria a única dor que eles teriam o dia todo.
E quando as pessoas queriam se reunir...
elas vinham de todos os lugares para ouvir a Baby Suggs Holy...
Eu vi e ouvi coisas que nunca tinha visto antes.
Eu vi como os negros livres pareciam pela primeira vez.
Aqui nesse lugar, nós somos carne.
Carne que chora...
ri...
dança descalça na grama.
Ame sua carne.
Ame-a muito.
Aqueles... eles não amam nossa carne.
Amém.
Oh, minha gente...
eles não amam suas mãos.
Aqueles... eles apenas usam...
amarram... prendem...
cortam fora...
e deixam vazias.
Amem suas mãos.
Levantem-nas...
e beijem-nas.
Vinte e oito dias de... liberdade.
No 28º dia, isso acabou.
Têm um olhar que gente branca tem.
Um olhar justo que é como uma bandeira subindo num mastro.
Uma justiça que...
vêm junto com o chicote e o punho...
o fogo, a mentira.
Muito antes de acontecer no lado de fora.
Não, não!
Howard, Buglar, entrem no barraco!
Entrem no barraco! Corre!
Não!
Entre no barraco! Não!
- Não, não, não! - Mamãe!
Mamãe!
Sethe! Sethe! Não!
Sethe!
Deus Todo-Poderoso.
Por que você foi fazer isso?
Por que você foi fazer isso?
Por que você foi fazer isso?
Melhor vocês todos irem. Não há nada o que reivindicar aqui, eu acho.
Parece que o seu assunto aqui acabou.
O meu começou.
Animal.
Oh.
Oh.
- Oh. - Estou saindo. Vou mandar uma carroça.
Howard, Howard!
- Acorde. Buglar. Amor!
Vamos, querido. Acorde! Acorde!
Oh!
Eu imploro o seu perdão.
Sethe, pegue o que está no meu colo e dê-me o que está no seu.
Eu imploro o seu perdão. Eu imploro o seu perdão.
Eu imploro o seu perdão.
Seu amor é grosso demais, Sethe.
O amor é ou não é, Paul D.
Amor fino não é amor nenhum.
Eu parei ele.
Coloquei meus bebês onde estariam a salvo.
Mas não deu certo, deu?
Seus meninos se foram, você não sabe pra onde.
Uma menina está morta. A outra não pode se afastar mais que até o quintal.
Como isso funcionou?
Eles não estão em Doce Lar.
O Professor não pegou eles.
Talvez isso seja pior.
Não é meu trabalho saber o que é pior, Paul D.
Meu trabalho é saber o que é e manter meus filhos longe, porque eu prefiro saber...
que eles estão em paz no céu, do que vivendo o inferno na Terra, que Jesus me ajude.
- O que você fez foi errado, Sethe. - Eu devia ter voltado pra lá?
Levar meus bebês de volta pra Doce Lar?
Poderia ter um jeito. Algum outro jeito
Que jeito, Paul D?
Você tem dois pés, Sethe, não quatro.
Não precisa guardar o jantar pra mim.
Eu posso demorar a voltar.
Depois de tudo o que eu te disse, Paul D...
e depois de você me dizer quantos pés eu tenho...
você acha que dizer adeus vai me quebrar em pedaços?
Você é um homem bom.
Adeus, Paul D.
Podíamos assar umas batatas.
Tarde demais. Amanhã.
Eu inventei essa música.
Eu inventei e cantei ela para os meus filhos.
Ninguém conhece essa música a não ser...
eu e meus filhos.
Eu sei.
Você voltou pra mim.
É.
- Dor nas costas? - Mmm. É.
- Dormir no chão deveria te fazer bem. - Machuca como o diabo.
Devo acordá-la?
Não. Deixe ela descansar.
Ela gosta de ver você saindo de manhã.
Eu vou deixar, mas primeiro pegue aquele presunto pra mim.
Vou preparar um belo café da manhã para enfrentarmos o frio lá fora.
- Não vai se atrasar para o trabalho? - Primeira vez que vou me atrasar em 16 anos.
Não importa.
Seja o que for acontecer lá fora, vai acontecer eu chegando ou não no horário.
O mundo está bem aqui nesse quarto.
Bem aqui é tudo o que é e tudo o que precisa ser.
Ela nem está com raiva de mim. Nem um pouco.
Uh.
- Mamãe! - Mamãe!
- Mamãe! - Mamãe!
- Mamãe! - Mamãe!
Coloque aqui de volta. Coloque de volta.
Já chega. Você está atrasada. Está despedida
Já chega. E-eu... Estou cheio.
Você faz salada de batata sempre doce demais.
E você não fez as tortas hoje.
Você leva muita comida pra casa. Onde você vai? Onde você vai?
BEM AMADA
- Meu Deus. Essa é a... - Sim, ela mesma.
- Você viu isso? - O quê? Isso é uma desgraça.
Sethe.
Não olhe agora, mas Sethe está aqui.
- Mm. - É ela?
Isso é tudo, senhora?
comprar minha aveia
Voltei pra casa arrastada no barco. Arrastada no barco
Subi as escadas pra fazer minha cama
Cometi um erro e bati a cabeça
Arrastada no barco arrastada no barco
Desci as escadas pra ordenhar minha vaca
Cometi um erro e ordenhei minha porca
Arrastada no barco Arrastada no barco
Amanhã, amanhã Amanhã nunca chega
Amanhã, amanhã Amanhã nunca chega
A melhor parte.
- Olhe meu lindo bebê, minha melhor coisa. - Denver.
Amanhã nunca chega
- Obrigado, Mamãe. - Amanhã, amanhã, amanhã no celeiro
Esse aqui?
- Pode embrulhar, por favor? - O que ela está fazendo?
No nosso primeiro dia aqui na Bluestone Road...
você babou saliva clara no meu rosto.
Igual a quando você voltou e bebeu aquela água, ela escorreu pelo seu queixo.
Eu teria te reconhecido na hora...
mas o Paul D, ele me distraiu.
Então depois...
quando você me perguntou sobre os brincos que eu balançava pra brincar com você...
Eu saberia que era você...
se não fosse pelo Paul D.
Me pareceu que ele queria te pôr pra fora desde o início.
Mas eu não ia deixá-lo. O que você acha?
Hmm.
Olhe como ele saiu correndo na primeira vez que ouviu sobre eu e você no barraco.
Duro demais pra ele mesmo ouvir sobre isso.
"Meu amor é grosso demais", ele disse.
O que ele sabe sobre isso?
Alto Johnny
Largo Johnny
Não saia do meu lado
Alto Johnny
Largo Johnny
Doce William, abaixe-se
Jack, nós crescemos altos
- Lã de carneiro - Por que você me machucou?
Querida, você sabe.
Por que você me deixou?
Bem Amada, eu nunca deixaria você.
Nunca.
Mas de jeito nenhum eu iria deixar o Professor vir arrastar todos nós...
e medir suas costas antes de rasgá-las.
- Você me deixou. - Não, querida. Não.
Veja, meu plano era levar todos nós para o outro lado, onde a minha mamãe está.
Eles me impediram de levar todos nós pra lá, mas você tinha que ficar...
onde estivesse segura, e eu fiz isso.
Agora você voltou...
e querida, eu nunca vou te deixar ir embora.
Eu quero um doce.
Doce?
Doce.
Nós não temos mais nenhum doce, querida.
Por que você não me deixa mais comer a torta?
Depois que a Mamãe gastou todo o dinheiro, nós não temos mais.
Eu quero doce! Eu quero doce!
- Doce, doce, doce! - Bem Amada? Bem Amada!
Bem Amada, querida?
Querida? Bem Amada!
Tudo bem.
Eu entendo.
Bem Amada?
Mamãe!
Mamãe!
Mamãe!
Mamãe!
Mamãe!
É melhor você deixar essa colcha quieta.
Essa é a colcha da Vovó.
Eu quero um doce. Cadê o doce?
Quer dizer que eu nunca te falei sobre o seu pai, Halle?
Como ele comprou minha liberdade com toda aquela labuta...
e nunca teve a chance de ver a terra prometida pessoalmente?
Eu não te falei sobre os Bodwins...
que encontraram essa casa aqui pra mim...
e me deram trabalho na deles?
Como os Bodwins salvaram o pescoço da sua Mamãe da corda.
Eu nunca te contei tudo isso?
É por isso que você tem medo...
de descer essas escadas e ir lá fora...
sozinha?
É por isso que você não voltou para a Senhorita Lady...
e terminou de aprender as letras?
Você gostava de ir lá. Eu me lembro.
Ficar com as outras crianças. De repente você parou.
Tinha esse menino...
e ele disse coisas sobre a Mamãe.
Ele disse que podia provar.
Meu Jesus, meu.
Venha cá, criança.
Você tem que ir alguma hora.
Você tem que ir lá fora sozinha alguma hora.
Você tem que ir além do quintal.
Vá além.
Agora, vamos.
Eu quero trabalhar, Senhorita Lady.
Trabalhar?
Começar a aprender as letras de novo?
Quero dizer "trabalhar" trabalhar.
Bem, Denver...
o que você sabe fazer?
Eu não sei fazer nada.
Mas eu posso aprender pra você... se você tiver um pouco a mais.
A mais?
Comida.
Minha mãe...
ela não se sente muito bem.
Oh, querida.
Come. Sethe má.
Isso. Sethe má.
Come.
Come.
Ohh, mel.
O que têm?
Obrigado, senhora.
Não precisa agradecer, minha criança.
Obrigado.
Não, não. Essa não é minha a vasilha.
Querida, a minha tem um círculo azul.
Você quer entrar um pouco? Entre.
- Eu tenho pão de gengibre quentinho. Venha. - Tudo bem.
Shh. Shh. Passa. Vá. Saia de perto de mim.
Você fede e está bagunçando o meu vestido. Pare com isso.
Estou mandando você sair de perto de mim. Saia de perto, agora!
Pare com isso.
- Vai pra onde, senhorita? - Estou indo para Cincinnati.
- Só vamos até aqui, senhorita. Desça. - Obrigado.
- Como vai? - Se cuide, tudo bem?
Com licença. Estou procurando a casa dos Bodwins.
Dê o fora, está me ouvindo?
Sim?
O que você quer?
Eu quero ver Sr. e Sra. Bowman... Sr. e Sra. Bodwin.
Senhorita Bodwin.
Eles são irmão e irmã, querida. O que você quer com eles?
Eu estava procurando trabalho, e pensei que eles pudessem saber sobre algum.
Ohh...
Você é neta da Baby Suggs, não é?
- Sou, sim. - Ouvi que sua mãe ficou doente.
- É verdade? - É, sim.
Bem, entre. Você está deixando as moscas entrarem. Venha.
Sabe de uma coisa? Eu estou aqui desde os 14 anos, e me lembro como se fosse ontem...
quando Baby Suggs Holy veio aqui e sentou bem onde você está.
Um homem branco, chamado Garner, trouxe ela. Ele e o Sr. Bodwin eram bons amigos.
Foi assim que ela conseguiu aquela casa que vocês moram. Outras coisas, também.
Foi, sim.
Eu nunca fui àqueles trabalhos na mata, mas ela sempre foi boa comigo.
Sempre. Nunca teve ninguém como ela.
Sinto saudades dela.
Aposto que sente. Todo mundo sente saudades dela. Ela foi uma boa mulher.
Bem...
Eu não sei se os Bodwins concordam ou não, mas eles certamente precisam de ajuda extra.
Você acha?
Especialmente à noite, quando não é bom pra mim.
Vou precisar convencê-los, mas talvez você possa vir depois do jantar.
Tomar conta da sua mamãe durante o dia. Que tal?
Ótimo.
Mas o que eu vou fazer à noite?
- Só estar aqui, em caso. - Em caso de quê?
Caso a casa pegue fogo ou o mal tempo deixe as ruas lamacentas e eu não chegue a tempo.
Ou visitas tardias precisem de limpeza.
Qualquer coisa.
Não me pergunte de quê os brancos precisam durante a noite.
- Eles são brancos bons? - Oh, sim. Eles são bons.
Não posso dizer que não são bons. Eu não trocaria eles por outro par, isso eu te digo.
Mas você volte em alguns dias. Me dê uma chance de adiantar as coisas.
Tudo bem?
O que foi, criança?
Qual é o problema com a Sethe?
É a filha mesmo, Janey? A que foi morta?
Foi isso que a menina disse.
- Como você sabe que é ela? - Está sentada lá, Lucille.
Aquilo dorme, come e faz o diabo.
Eu faria. Um bebê.
Não. Está crescida. Tem a idade que ela teria se tivesse vivido.
- Misericórdia. - Do que você está falando? De carne?
Estou falando de carne... e aquilo fica berrando com ela...
como se estivesse batendo nela.
- Eu acho que ela fez por merecer. - Ninguém merece isso.
Mas Ella, você não simplesmente se levanta e mata seus filhos.
Não, e os filhos não simplesmente se levantam e matam a mãe.
Então aquele mau não ficou na terra.
Professor...
Mamãe?
Ninguém está fazendo nada.
- Ninguém. - Mamãe, estou saindo agora.
Eu consegui um emprego trabalhando à noite na casa dos Bodwins.
O Sr. Bodwin está vindo para me buscar.
Anotando as características do meu bebê!
Abaixe isso.
Agora nós temos dinheiro.
Mamãe!
Ei.
Está saindo. Acabou.
Ajude-nos, ajude-nos.
Ohh!
Ohh, amém!
Ajude-nos, Jesus!
Jesus, Jesus, Jesus.
- Eu ouço a voz - Sim.
- Eu ouço a voz. - Eu ouço a voz
- Eu ouço a voz. - Eu ouço a voz
Eu ouço a voz dizer
Vende a mim e descansa
Eu
- Ouço - A voz
A
Voz
De
Jesus
Dizer
Vende
A
Mim
E
Descansa
- Deita, tu que estás cansado - Está tudo bem.
Deita tua cabeça sobre meu peito
Deita
Tu
Que
Estás
Cansado
- Mamãe? - Deita
Tu
Eu vim até Jesus
- Oh, Senhor, por favor. - Porque eu era
O cansado que disse
Eu
Vim
Até
Jesus
Porque
Eu
Era
Ele
Tinha
Segurou e
- Disse - Não.
- Não, não, não, não. - Abaixe seus olhos
Não, não, não, não.
- Mamãe? - Eu
Mamãe?
Mamãe, Esse é o Sr. Bodwin!
Mamãe!
Mamãe!
- Mamãe! - Não, não, não! Não, não, não!
- Não! - Mamãe! Mamãe!
Paul D? É você?
Bom dia.
Bem, agora é.
- Como você vai indo? - Não posso reclamar.
- É. Certo. Você está indo pra casa? - Não.
Consegui um trabalho à tarde na fábrica de camisas.
Imaginei que entre lá e meu trabalho à noite na casa dos Bodwins...
eu poderia conseguir guardar alguma coisa pra mim e Mamãe.
- Te tratam bem lá nos Bodwins? - Mm-hmm. Mais do que bem.
Srta. Bodwin, ela está me ensinando coisas. Coisas de livros.
Ela disse que eu posso ir para a Universidade Oberlin.
Isso é bom, muito bom.
Bem.
Sua mãe está bem?
Não. Ela não está nem um pouco bem.
Ela não saiu da cama desde aquele dia.
Acha que eu posso passar lá? Acha que ela gostaria disso?
Não sei.
Eu acho que perdi minha mamãe, Paul D.
Aquela menina. Você sabe. Bem Amada.
E-Ela se foi como dizem?
Não a vejo desde aquele dia.
Mamãe diz que ela se foi. Ela pode sentir isso.
Você acha que ela era mesmo a sua irmã?
Às vezes.
Outras vezes...
Eu acho que ela era mais.
Mas quem saberia disso melhor do que você, Paul D?
Você certamente conheceu ela.
- Bem, se quiser minha opinião... - Não quero.
Eu tenho minha própria.
Você cresceu.
Sim, senhor.
Bem, boa sorte com o seu trabalho.
Obrigado.
Adeus.
Paul D?
Você não precisa ficar longe.
Mas veja como fala com a minha mãe, está ouvindo?
Não se preocupe.
Ei, Senhorita Denver! Espere!
Oi.
Cuidado, senhorita.
É.
Sethe?
Paul D?
Você se barbeou.
É. Fiquei feio?
Ficou bem.
Confusão do diabo.
Eu vi a Denver. Ela te contou?
Você tem que levantar daqui, menina.
Olhe. Denver fica aqui durante o dia. Eu vou ficar aqui durante a noite.
Eu vou tomar conta de você, escutou?
Começando agora
O que, querida? O quê?
Ela me deixou.
Ela partiu de novo.
Oh, menina. Não chore.
Ela me deixou.
Sethe, Sethe.
Paul...
ela é minha melhor coisa.
Você é sua melhor coisa, Sethe.
Você é.
Eu?
Eu?
E a batida, batida do seu coração.
Amem isso...
mais do que os pulmões...
que precisam ainda...
respirar ar livre,
mais do que o útero...
que mantém a vida,
mais do que as partes íntimas... que dão a vida.
- Isso mesmo. - Amem o seu coração.
Sim! Ame seu coração!
Este... este...
este é o prêmio.
- Amém. - Sim!
- Amém. - Este é o prêmio.
Amém.
- Obrigado, irmã. - Obrigado, irmã.
Eu senti isso.
Bendito seja. Bendito seja.
- Bendito seja. - Aleluia!
Aleluia! Aleluia! Aleluia!
Aleluia! Aleluia!
BEM AMADA
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