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Era uma vez...
Faz tanto tempo que
as pessoas conduziam a sessenta milhas por hora
as rodas derrapavam,
e bebiam tr�s ch�venas de caf� duma s� vez,
e comiam colheradas de manteiga,
havia mais meninos que garotas
pela rua...
e todo mundo o passava bem sem saber.
Esta hist�ria se desenvolve naqueles tempos... Cinco anos atr�s.
Tamb�m esperamos que a express�o
"Era uma vez" se continue utilizando no futuro
Mas melhor.
Esta��o de autocarro de Nova Iorque. Rainbow Tours INC
Aventura rom�ntica. 14 dias espectaculares no Oeste.
Chamando os
passageiros do tour quarenta e nove
com destino a Arkansas, Cheyenne, Hamilton e as maravilhas do oeste.
- Ol�, Malcom. - Ol�, Molly.
- Que bonito.
- Vamos.
- Aqui.
- Onde coloco isto? - Bem, aqui em cima, acho.
- Bem. Onde est�o suas malas?
- O Gregg tem elas. - Gregg?
- Est� comprando algo para ler.
- Me trouxe num t�xi. Que educado, n�o?
- N�o sei.
- N�o gosta do Gregg, pois n�o? - Odeio-o.
- Malcom, por que n�o querem ser amigos?
- Porque o odeio.
- Malcom.
- Coloquei as malas no outro compartimento, querida.
- Certo, Gregg. - Ol�, Malcom.
- Prazer em v�-lo. Tudo bem?
- Bem, obrigado. Para voc�. Um guia do oeste
- Que bom. - Com 350 ilustra��es.
- Serio? - N�o me diga
Me pareceu uma
boa ideia que visse as fotos antes de ir.
- Sim. - Ser� melhor assim.
- Desculpe, vou p�r isto aqui. - Precisa de ajuda?
- N�o, posso sozinho. O que � isto?
- � um presente do Malcom. N�o � lindo?
- Sim, mas n�o coma muitos, lhe far�o mal.
- Parece que j� estamos no Oeste.
- Sim. - Molly?
- N�o, obrigado. - Malcom?
- N�o, obrigado.
- Est� muito bonita, Molly, n�o �, Malcom?
- � o que eu sempre lhe digo.
- Ser� pelas flores. Foi o senhor MacGonegall que me deu.
- Que grande homem, MacGonegall. - Sim.
- Ou�a, Molly, onde est�? - Ol�, Bob.
- J� vi que h� uma reuni�o. Bom, como est�o?
- Prazer em v�-lo.
- Pegue, Molly, desfruta-os. - Obrigado. N�o precisava.
- N�o diga tolices. - Coloque, a� com o outro
- Claro. - � meu.
- Me permite? - Perdoe.
- Me alegro de ter vindo...
...Pensei que n�o ia chegar a tempo.
Estava no t�xi, num cruzamento, quando de repente...
- N�o, n�o nos conte isso. - N�o.
- Precisa de algo mais antes de ir. - Sim, se casar.
- Olhe, amigo... - Sente-se.
- Ou�a, n�o vou permitir que se comportem assim.
Bom... Bom, acho que deveriam descer agora.
- Vamos. - Bom, adeus, Molly.
- Adeus.
- E pense bem no que falamos na outra noite.
- Sim, pensarei. - Adeus.
- Molly, pense bem. - Sim, Gregg.
- Adeus, Bob.
- At� � vista, Molly.
- Adeus, rapazes.
- Adeus. - Adeus.
- Se cuide muito. - Sim, de tudo.
- Me perdoe. Posso lhe fazer uma pergunta?
- Claro, em frente.
- Por que vai embora daqui?
- Espero n�o parecer uma intrometida, mas �
que depois de tudo o que lhe disseram...
...Eu n�o iria nunca. - Meu nome � Molly J. Truesdale
- Florrie Bendix. - Como est�?
- Encantada. - Igualmente.
- Est� gostando da viagem at� agora? - Muito.
- Eu n�o. Se soubesse, n�o teria vindo.
- Porque n�o?
- Porque n�o? Porque n�o h� homens. - Eu prefiro assim.
- Ol� a todos. Ol�, ol�, ol�, ol�, ol�...
...prestem aten��o um momento, n�o � muito
porque voc�s me ter�o por quatorze dias.
...O que voc�s acham? Vou me apresentar, sou
Smiley Lambert, mas voc�s podem me chamar
de... Smiley Lambert.
- Isso mesmo. Tudo bem? - Bem.
- Quanto tempo. Tem quatorze dias de f�rias,
...que sorte voc�s tem. Tudo bem, garotas?
Me alegro de ver voc�s.
...Seremos uma grande fam�lia e nos daremos muito bem.
As brigas deixem para amanh�. � o meu lema.
...Tenho a sensa��o de que voc� n�o gostou,
certo? O que vou fazer.
...Tudo bem, garotas? Bem? Prazer em v�-lo, como vai?
...Olhe, para este homem preparado para uma grande viagem. Vamos...
...V�, uma garota atraente.
Sim, senhor, muito atraente. Bonita, bonita, bonita.
...Bom, em dois minutos vamos, rapazes.
N�o fiquem impacientes que se sentir�o mal.
- Quer mudar de lugar? - Claro. N�o a culpo.
- Esta � a �rea do amor, rapazes.
- Se por acaso algu�m se interessar.
- Sim, sim houve um tempo que o
cham�vamos o bar. Todos vinham com seu parceiro.
...Tudo bem? Que maravilhoso, hein? Amigos, esta viagem
vai ser a melhor de suas vidas.
...Ser� a viagem mais confort�vel e mais divertida
e eu me encarregarei disso.
- Ok, major, vamos. Arranca.
Campeonato mundial de Rodeio. Fairfield. 12, 13, 14 de Agosto.
- Um cachorro quente? - N�o, obrigada.
- Est� bem? - Estou bem.
Grande aterragem for�ada. Mas parece que
todos est�o bem. Continuamos com o espect�culo.
- De certeza que n�o est� avariada em algum s�tio? - Sim, eu tenho certeza.
- Ok.
- Ou�a, Duke, est� bem? - Sim, sim, Waco.
- O que aconteceu? - O cavalo abanou...
- Se tivesse montado o outro cavalo, teria ganho.
- Sim, com certeza.
- Ou�a, senhor. - Ol�.
- Se importaria de me dar seu aut�grafo?
- Meu o qu�?
- Poderia assinar o programa? Queria uma lembran�a.
- Claro.
- Duke Hudkins. Muito obrigada, senhor Hudkins.
N�o, n�o me caiem em cima todos os dias. Bom... Adeus.
- Ou�a, senhorita! Pode me assinar o programa?
- Eu? � que, senhor Hudkins, n�o acredito...
- N�o caio em cima das pessoas todos os dias.
- Claro.
- Claro. Saiu meio estranho, n�o sei
se vai ler.
- Molly J. Truesdale. - Mas...
- Vamos, Molly. - O qu�?
- Gosta de cerveja, n�o?
- Bom, tem gra�a o que pode acontecer s� porque algu�m lhe caiu em cima.
- De onde �? - Este.
- Verdade? - E voc�?
- Oeste.
- Duas cervejas.
- Bom, devo dizer que isto n�o estava inclu�do no programa.
- Como?
- Me refiro � viagem organizada com tudo inclu�do.
- Se importa que toque o seu bra�o? - Em frente.
- Era o que pensava.
- Bom, sa�de.
N�o gosta de cerveja. - N�o.
- N�o? - N�o, n�o. Quero dizer que est� bem.
- � estupendo que duas pessoas se sentam e falem, n�o acha?
- Sim. Quando t�m alguma coisa do que falar.
- Mas, voc� deve ter um milh�o de coisas para contar.
- Claro...que tenho.
- Obrigada.
- Waco.. venha aqui!
Quero que conhe�a um bom amigo. - O que voc� disser, Duke.
- Waco, esta � Molly. Sente-se, sente-se.
- Prazer em conhec�-la, Molly. Como vai?
- Muito bem. N�o... N�o percebi seu nome.
- Waco, como no Texas.
- Que interessante. Como lhe colocaram o nome de uma cidade do Texas?
- N�o. Ao inverso, o s�tio se chama assim por mim.
- Ah, sim?
- � o maior mentiroso do mundo. Minta um pouco, Waco.
- Vamos ver. Lembra de um dia em que dormimos todos numa cama.
- Ou�a, Linda Belle.
- Homem, Duke o desaparecido. Que tal est�?
- Bem. Sente-se, sente-se. - Ou�a, queremos uma cerveja.
- Molly, quero que conhe�a uma velha amiga minha, Linda Belle.
- Encantada, como vai? - Ol�, Molly.
- Era uma cama dobradi�a.
- Ou�a, por que enfatizou o velha?
- Porque est� aqui desde que expulsamos os �ndios.
- O que diz?
- Falando de �ndios, me lembrei de uma coisa...
...Sabe que antigamente os �ndios nos arrancavam a cabeleira?
...Foi ideia minha que n�s o fiz�ssemos a eles.
- Verdade?
- Sim, senhora. E a primeira vez que o fiz foi
a menos de 30 metros de onde estamos.
...Bom, talvez 60.
- Ol�, Duke. Tudo bem? - Pois muito bem. Carmencita.
- Ol�, querido. - Sentem-se, sentem-se.
- Sim, senhor. - Mais cerveja.
- Sabem? Quando eu... - Onde esteve, Duke?
- Molly, lhe apresento a Carmencita. - Um prazer.
- Ol�. - E a Lilly.
- Um prazer. - Lilly, ela � Molly.
- Encantada, Molly.
- Molly, como te dizia, um dos �ndios me viu vindo.
- O que esteve fazendo ultimamente, Duke?
- Mas n�o sabia que eu tinha uma arma na
manga. Assim que me amea�ou com o machado...
- Acho que passei pior que voc�, n�o? - Sou a �nica que vai trabalhar aqui?
- Sente - se, homem.
- Levantou o machado e lhe atirei no peito.
- O que aconteceu contigo, vaqueiro? - Mas, Flossie.
- Sente-se, sente-se!
- Mais cerveja!
- O que aconteceu? - O que aconteceu?
- O que acha que aconteceu? - Pois n�o sei o que aconteceu.
- Pois ent�o, n�o importa.
- Levei-a a um bar de mulheres, todas est�o acostumadas a gostar.
- Eu n�o gosto. - N�o pode ser.
- Para lhe dizer a verdade, senhor Hudkins,
n�o foi para isto que vim para o oeste.
Estive sentada naquele autocarro por tanto tempo.
N�o sabe o qu�o grande este pa�s � at� o atravessar sentado.
- Bom, n�o sei. Voc� apareceu e eu pensei que
- poder�amos nos divertir.
- Pois sinto muito.
- Eu tamb�m.
- Gostaria de dar outra oportunidade?
- Est� bem.
- Fa�am apostas, fa�am suas apostas, senhores.
Fa�am apostas, fa�am suas apostas, senhores.
- Vamos.
- N�o, n�o, n�o, espere que o recolha. Agora.
- Sorte. Precisamos de sorte.
- Vamos me d�em sorte. Quatro, ganhamos.
- Quer�amos um quatro? - Sim, claro... Logo lhe explico isso.
- Uma sobre a outra. - Quanto dinheiro temos?
- Temos 283 d�lares.
- Tem certeza? - Sim.
- Vamos. Por outros 77 d�lares. - Ganh�mos.
- Venha, amigo, n�o temos todo o dia.
- Vai tudo. - Quer dizer, todo?
- Claro.
- Aposto dez. - E eu.
- Ou�a.
- O qu�?
- O qu�? Que se passa? - Vai apostar contra mim?
- Eu troco.
- Espere, senhor.
- Algum problema? - N�o, s� quero lhe lembrar as regras da casa.
- Quais? - Que o limite est� em 25 d�lares.
- Desde quando?
- Pare. Pegue o dinheiro e todos ficamos contentes.
- Muito bem. me ajude com isto.
- Por que n�o deixa que ela jogue, cavalheiro?
- Molly? Claro. Venha, jogue.
- Vamos ver.
- Descemos para 50.
- J�, mas, como sabe? - Eu sei.
- Descemos para 5.
- S� um.
- Viu?
- N�o me deixe nunca, Molly. N�o me deixe nunca.
- Sim, vale a pena ter um bom tempo consigo, hein?
- Ou�a, que horas s�o? Pode ser que j� tenha que voltar para autocarro.
- N�o, ainda � cedo. Um u�sque.
- Bem. Dois? - N�o, n�o. Eu quero leite de cacto.
- Han? - Leite de cacto.
Prove o leite de cacto, o n�ctar do Oeste.
- Voc� gosta do leite de cacto?
- E o meu? E o meu?
- O seu qu�? - Meu gingerale.
- Voc� n�o pediu nenhum. "Voc� est� rindo de mim?
- N�o, senhor voc� parece demasiado duro pra mim.
- Pois saia da�.
- Ol�.
- Melhor que nunca. - N�o.
- Ou�a, tem sorte. Nunca perde, hein?
- N�o.
- N�o me engana, s� tem sorte
se sua garota da sorte estiver consigo.
- Pode ser que sim. - Onde est�?
- Eu levei toda sua sorte.
- O que disse? - Disse que levou toda minha sorte.
- Por que n�o me empresta a sua garota da sorte?
- Eu tamb�m quero ganhar alguma coisa.
- Voc� n�o precisa disso, o que quer � encontrar a sua garota da sorte.
- Sim,foi que disse, por que n�o me empresta a sua garota da sorte?
- Procure a sua. - Garota da sorte. Garota da sorte.
- Oh. - Ele est� bem, est� se divertindo.
- Eu tamb�m, Duke. - E eu.
- Bom.
- Bom.
- O que se passa?
- Voc� est� bem?
- Quer um copo de �gua?
- Deus, o que era aquilo? - Leite de cacto.
- Mas, o que leva?
- Tequila, Applejack, Genebra e leite de cacto.
- M�e.
- Me assustou. Estou tremendo. Me d� outro u�sque.
- Muito bem. Voc� quer alguma coisa? - Leite de cacto.
- Que seja forte. Bem,
aqui est� sua fortuna, rapaz sortudo.
- Eu lhe digo quem � o rapaz sortudo. Vamos, bote
um pouco de sorte nestes dados. Vamos.
- J� chega. Est� bem, querida?
Briga.
- At� j�.
- Venha. - Vamos embora?
- � o melhor. N�o se pode estar aqui esta noite.
- Feche os olhos.
- Est�s bem, Duke? - Ok.
- Gra�as a Deus.
- Oh, acho que esta foi a noite mais interessante da minha vida.
- N�o foi nada.
- Que horas s�o? - Tudo ok.
- Voc� � casada? - Acha que faria isto se fosse?
- Porqu�? O que est� fazendo? - Pois... Isto.
- N�o � casada. - Claro que n�o.
Mas n�o tenha na ideia que nunca me pediram.
Porque j� pediram.
- E o que aconteceu? - Nunca conheci a pessoa certa, � s�.
- Voc� � casado? - N�o.
- Mas n�o fique com a impress�o que eu j� pedi a algu�m.
- Porque n�o? - N�o acredito nisso.
- Muitas pessoas que est�o casadas parecem felizes.
- N�o est�o. Fingem porque t�m vergonha de admitir que cometeram um erro.
- Estava...
...pensando que teria sido genial que, em
vez da palha, estivesse seu cavalo aqui.
- Estar�amos montados nele e ter�amos saido cavalgando.
- Sim.
- Sim. Cavalgando na noite, livres. Como se chama seu cavalo?
- Sammy.
- Sammy. � um nome lindo. Arre, Sammy. Arre, Sammy.
- Eu tamb�m tenho um cavalo. - Ah, sim? Como se chama?
- Wendoline. - Wendoline? Deve ser muito elegante.
- E �. � branca, toda branca, mas tem uma mancha aqui.
- Bonita. - Sim. Deveria v�-la a cavalgar na noite.
- Sim? Nunca vi um cavalo do Este que fosse bom.
- Wendoline pode fazer tudo.
Que altura Sammy pode saltar? - N�o sei.
- N�o quero menosprezar o Sammy, mas Wendoline pode saltar tr�s metros.
- Minha nossa. - Em altura.
- E corre? - Inclusive para tr�s.
- Para tr�s?
- Bom, mas n�o muito r�pido.
- � maravilhosa. Seu nariz � como veludo. Seu pelo � suave.
- E os olhos, devia v�-los, s�o como hamburgueres.
- Senhora, isso � c� um cavalo... Onde est�?
- Na minha cabe�a. � a �gua mais bonita do mundo. Com essa manchinha aqui...
- O �nico problema que tem � que s� eu posso v�-la.
- Como conheci uma mulher como voc�?
- Como conheci um homem como voc�?
Acho que � melhor irmos para meu autocarro.
- Vamos.
- Acho que dever�amos ir.
- Muito bem, vamos. - Sim, ser� melhor.
- Viemos cedo. - Parece que sim.
- Sempre chego cedo ao autocarro. Comboios tamb�m.
Assim eu sou.
- Est� muito bem.
- Se for para Este, a Nova Iorque...
- Claro que irei. Tem um l�pis? - N�o.
- Aqui est�.
- 0, 5, 0, 3, 3, 0, 9, 8. - Era 3, 3, 0...
- 9, 8. - 9, 8.
- Se ligar por volta das 6, estarei em casa.
- Bom n�o vou antes de um ano.
- Bom. Eu estarei em casa se chamar �s 6.
Est� bem.
- Onde estar� o autocarro? - Talvez do outro lado.
Talvez se perguntar a algu�m. Ei!. - O qu�?
- Minha mala. - Onde?
- A� dentro, no ch�o.
- Voc� acha que o autocarro foi antes das dez?
- Como sabe que � a sua mala?
- Meu pijama est� meio fora, sempre
deixo assim para reconhec�-lo. Ou�a, senhor...
- Voc� � a senhorita do Rainbow Tours? - O que aconteceu com meu autocarro?
- Bom, aqui est� a mala. Me pediram que lhe diga...
- Como � que foram embora antes das dez?
- O qu�? Antes de...?
Voc�s devem ter passado um bom bocado, senhora.
- O que vou fazer agora?
- Bom, disseram que podem apanh�-la na volta.
- Na volta? - Sim, voltar�o para Gold City.
- Gold City?
Estarei l� quinta, sexta e s�bado.
- Pode pegar o autocarro no s�bado �s 8 da manh�.
- Perderei o desfiladeiro de Columbia, o oceano Pac�fico, a areia branca
e as cataratas das sete quedas.
- Isso � o menos.
- Waco e eu vamos amanh� para Gold City.
- Atravessei o pa�s e para ver o qu�? Gold City.
- Boa noite. Cuide-se.
N�o sabe a ilus�o que tinha
para ver as cataratas das 7 quedas.
- N�o � t�o ruim.
- Sim, mas quando s� viu uma com uma queda...
... Bom, terei que procurar um hotel.
- Pode ser um pouco complicado. - O qu�?
- Porque como esta � uma cidade de rodeios,
os hoteis est�o geralmente cheios. Mas pode ter o meu quarto.
- E onde voc� dormir�? - Eu n�o costumo ter problema.
- Duke,... - Sim?
- Eu adoraria que todas as mulheres
com problemas tivessem algu�m como voc�.
- Vamos.
Sinto-me consp�cua.
- Ou�a, chefe, uma garrafa em dois minutos.
- Toma. Me d� dois.
- � um hotel muito bonito. - Ainda bem que gosta.
- Temos que ceder o quarto, Waco.
- Que detalhe.
- Sim.
- Quem vai?
- Duke, tenho passado muito bem. - Eu ajudo-a.
Sente-se.
- N�o, n�o se incomode. Posso faz�-lo depois.
- O arm�rio est� aqui. Bastante espa�o - Sim. foi maravilhoso. N�o sabe...
- Vai amassar tudo aqui dentro. - N�o, n�o. J� cuidarei disso.
- H� uma c�moda e est� vazia. Aqui cabem as coisas pequenas.
- Entre.
- Duke.
- Duke. - Est� linda.
- Duke. - O que se passa?
- O que acha que se passa? - N�o sei o que se passa.
- Queria lhe dar um beijo.
- Onde vai?
Posso dormir no parque, n�o? Ali s� h� ursos e hienas.
N�o h� parque.
Fique aqui. Eu irei beber sozinho.
- Suba, vamos a Gold City. - N�o se incomode.
- V�, suba. - N�o, obrigado.
- � maluca. - Porqu�? Porque disse n�o?
- N�o � meu tipo. Muito estranha. - Muito bonita.
- � maluca.
- Na verdade � que me d� muita pena, da pobre. Sozinha, com aquela mala pesada.
Gold City 212 milhas. Rancho B. J.
- N�o quer ir connosco. - Por mim tudo bem...
- De onde �? - N�o sei. Algures em Nova Iorque.
- Bom, dizem que: "Este � Este,
Oeste � Oeste e n�o se devem encontrar". Eu acho.
Calado!.
Gold City 115 milhas.
Suba.
- Muito obrigada.
- Nunca esquecerei o dia em... - V� lavar os pratos, sim Waco?
- O que voc� disser, Duke.
- Me perdoe, senhorita Truesdale, mas, h� alguma raz�o pela qual
devamos nos insultar assim?
- Eu o insultei, senhor Hudkins? Sinto muito.
Pare de me chamar sr. Hudkins.
Outra coisa que lhe chamasse, sr. Hudkins, n�o seria
apropriado numa senhora educada.
- Uma noite linda. - Sim.
- Os pratos est�o bem lavados?
- Lavei-os o suficiente para que n�o se encham de moscas.
- Lembro me que uma vez...
- Eu vou dormir.
- Espero que n�o se importe de dormir
no mesmo deserto que eu.
- � muito fresco, n�o? - � que sempre est� ao ar livre.
- Ontem � noite, durante quatro longas horas
me pareceu o melhor homem que j� conhecera.
- Isso � muitas vezes a primeira impress�o.
- Pegue, Waco.
V�, mexe-te.
- O que aconteceu?
- Quer chamar nossa aten��o.
Ci�mes.
Calma, rapaz.
.. Calma, Sammy. Ficou nervoso por
nada, hein?
- Agora, relaxe.
- Boa noite, garoto.
- N�o vai passar-lhe uma corda?
- Gostaria que pusesse uma corda em si? - Pois n�o.
- Ent�o... - Eu n�o sou um cavalo.
- Qual a diferen�a?
- Muita.
- Quanto a isso, n�o.
- Bom, tudo depende como se olhe.
- As cordas nunca s�o boas, como um trabalho fixo, um rancho ou...
- Pensei que todos os cowboys queriam ter um rancho algum dia.
- Todos os cowboys? Eu n�o. Se tivesse um
rancho poderia ir onde quisesse? Hein?
- Bom, acho que n�o.
- Sim, se em vez de Sammy, tivesse vinte cavalos, estaria com um neg�cio de cavalos.
...S� posso fazer o que fa�o.
- O que faz?
- Viver como quero, sozinho.
- � bom estar sozinho.
- N�o estou de acordo, parece solit�rio.
- Talvez...
.. Mas eu... n�o gosto de cordas.
Boa noite.
Boa noite.
- Ou�a, Poderiam...?
- Sinto muito, Sammy, mas � voc� ou eu e voc� � maior.
- O que foi isso?
- Sammy!
- O que fez com seu cobertor, seu palerma?
O que � essa como��o?
- Raios partam.
- Waco! Waco!
- Sammy est� ruim, prepare o carro.
- Agora mesmo ligo o motor.
- Vamos, temos que chegar a Gold City logo.
...Venha, garoto, sobe no trailer.
Que coisa.
- Sammy! Santinho.
- N�o respeita nada. Roubar o cobertor do cavalo...
Gold City
- Sammy espirra e n�o h� pequeno almo�o nem almo�o.
N�o tem medo de perder o autocarro? - N�o chega at� manh�...
...Nunca tinha visto tanta confus�o, s� por que um
cavalo espirra...
...� simplesmente um resfriado, quem nunca teve um?
- Sinto ter demorado tanto. - N�o importa, mas...
- O cavalo est� muito doente. Primeiro, pensei que era um resfriado...
...e pode ser que sim, eu n�o sei com
certeza.
...N�o tenho certeza de nada, pode ser que amanh� esteja bem ou talvez n�o.
...Se estiver, tudo sair� bem. Mas se n�o,
n�o poderei fazer muito.
...N�o sei quais s�o suas possibilidades,
farei radiografias e uns exames.
...Quando voc�s voltarem, por volta das cinco ou
das seis da tarde pode ser que esteja bem ou n�o.
Tem um bom cavalo, senhor. Eu farei o que puder.
- Temos que ir, Duke.
- Conhe�o bem este cavalo, le direi onde d�i.
- Vamos.
- Duke, foi culpa minha. depois do
que aconteceu, n�o sei o que posso fazer.
Est� tudo bem, Molly. Foi bom conhec�-la.
- Eu tinha raz�o sobre ele. - O qu�?
- � o homem mais estranho que j� conheci. - � verdade.
- � o homem ideal para a garota certa.
- Ei, Molly!
- N�o... N�o vou, Waco. - Deveria.
- N�o, v� voc�. Eu fico. Se acontecer algo, eu aviso.
- Molly, vou lhe dar um conselho.
- O qu�? - V� para casa.
- Irei amanh�. - N�o, agora.
- Porqu�?
- Molly, eu sou velho e tudo bem. Mas conhe�o o Duke e as mulheres...de todo o g�nero.
Sei o seu g�nero. � uma boa garota...
...mas se n�o toma cuidado, vai machucar seu cora��o.
O amor � a melhor coisa que h�. Mas est� a ladrar para o cow-boy errado..
Qualquer um que pode gostar de um cavalo, pode gostar de uma rapariga.
- Quer apostar?
- Apostado.
Segurou muito bem a vaca pelo pesco�o. E
est� aguentando perfeitamente...
Caiu no ch�o e conseguiu.
- Tome cuidado, n�o se aproxime da cabe�a,
porque � trai�oeiro.
- Que horas s�o? - Deve faltar uma hora.
- Que horas s�o?
- Quatro e dez.
- N�o falta nem uma hora. Dsse que era �s cinco, n�o?
Ok. Ok.
- N�o se incline para a esquerda, tome cuidado.
- Tranquilo, obrigado.
- De nada, Duke. Sinto muito pelo Sammy.
- Me contaram do Sammy. - Sim?
- Quando saber� alguma coisa? - Logo.
O seguinte participante � Duke Hudkins. Eles
se colocam em suas posi��es...
...Cron�metros preparados, bandeiras acima...
...Estamos a ponto de presenciar um grande
espect�culo. Ent�o preparem-se.
- Pronto? - Pronto.
- Duke! Duke.
- O que aconteceu? - Sammy, Sammy...
- Sammy, o qu�?
Venha. L� vamos... Duke se lan�ou. Perfeito.
- Duke. N�o.
- Como est�?
- Est� ok. - Ok?
O m�dico disse que ficar� bom.
- Waco, est� bem. - Menos mal.
- N�o comece a chorar, Molly. N�o h�
nada que chorar. Vamos.
- Devolve o cavalo, por favor, Waco.
- Humboldt � um bom doutor.
- Sim, gra�as a ele Sammy est� bem.
- Se eu ficar doente quero que ele me trate.
- Vamos.
- Ol�, garoto. - Waco me pediu para lhe dizer
que o espera no restaurante...
Tinha tanta fome que n�o p�de esperar mais.
- Uma amiga. - Encantada.
- Igualmente. - Tem alguma vaga?
- N�o tenho nada, senhorita. - Oh. Esperava que tivesse.
- Oh. - Ser� s� por uma noite.
- Tem certeza? - Sim, amanh� vir� meu autocarro.
- Amanh� vem um casal mais ou menos �s doze.
- Estarei fora at� l�.
- Ok.
- Mas se mudar de ideia n�o poderei along�-lo.
- Oh n�o, meu autocarro... Tenho que...
- Oh. O quarto est� a�, perto do quarto do Duke.
- Obrigada.
- De nada.
- Quer jantar na cidade? - Mas, agora?
- � que Waco est� nos esperando. - Bom, eu queria ir mais tarde.
- Ou�a, Duke. Onde esteve? Estive esperando.
- N�o tenho fome. - Parece com fome.
- Vamos comer aqui.
- Onde?
- Aqui. Vamos cozinhar algo caseiro para variar.
- Sim. - H� algum mercado perto?
- N�o. - Procure um, Waco. Eu vou me lavar.
- Vou pegar o carro.
- Vou num minuto.
- Quatro costeletas de cordeiro.
- Sua vez.
- Pode-me dar quatro costeletas de borrego?
- Josefine, minha m�e, que mudada voc� est�.
- Bom... N�o me chamo Josefine.
- Mudou at� o nome, hein? Voc�s, miudas..
- Est� me confundindo com algu�m.
- O que aconteceu? - Nada, est� me confundindo com algu�m.
- Se confundiu.
- Bom, quero quatro costeletas de borrego, estou com muita pressa.
- Claro, costeletas de borrego.
- O que vai comprar para o Duke? - As costeletas.
- N�o comer�. - Sim comer�, eu preparo muito bem.
- Perd�o.
- N�o importa como as prepare, lhe atirar� na cara.
- Em mim n�o. � melhor n�o o fazer...
...para seu bem
- Vejamos. Mais.
- Quando comemos? Estou com fome. - Ainda n�o.
- Est�s elegante, muito elegante. Mas tenho
que te dizer que n�o aprovo esta coisa toda.
- Que coisa toda? - Ires al�m jantar isso tudo.
- Tenho que comer, n�o?
- Mas assim n�o. Te aviso de que essa garota �
coisa s�ria.
- Tamb�m eu.
- Olhe, Duke, voc� � um cavalo selvagem
que nunca foi domado.
Mas n�o significa que sempre v� ser assim.
- N�o se preocupe. - Ela n�o te serve...
- Lembra o que me disse? "As mulheres
s�o como meias, h� que troc�-las regularmente"
...Ela � diferente.
- Est� pronto! - Ela � diferente e vais descobrir.
- Pareces uma esposa.
Entre.
Quer sentar-se aqui?
- Porqu�? Est� pronto o jantar?
- Sim, mas pensei que pod�amos tomar algo antes.
- Cheira bem. O que temos? - J� ver�.
- Bom, sa�de.
- O que �? - Sumo de tomate.
- N�o parece. - � que preparo com sumo de lim�o.
- Est� bom, certo?
- Sim. Se voc� gosta de sumo de tomate.
- Est� com fome? - Para falar a verdade, sim.
- Pois vamos comer.
- Sente-se aqui.
- Quer?
- O que se passa? - Costeletas de borrego.
- Sim.
- Nunca como costeletas de borrego. - Est�o boas.
- Vamos � cidade comer um bife. - Experimente.
- � que eu n�o gosto. Nunca comi.
- Porqu�? - Eu n�o gosto. Gosto de bife.
- Ei, s�o boas.
- Viu? - T�m sabor de bife.
- Claro.
Se calhar dever�amos comer l� fora.
H� mais luz.
- O que tem de bom a luz?
- Nada, s� que assim n�o cortarei um dedo.
- Tem mais cerveja? - Sim, vou buscar.
- Voc� tem tudo. - Obrigada.
- H� mais carne? - N�o, n�o, mas coma da minha. Pegue.
- Coma a salada, faz-lhe bem.
- Vou servir a sobremesa.
Tarte de ma��? - N�o.
- Pudim de arroz? - N�o. � outra coisa.
- Eu n�o gosto de nenhuma outra coisa. - Porqu�?
- Porque nunca comi outra coisa.
- Pois espero que goste disto, porque cheira maravilhoso.
- O que �?
- Bom, para mim tamb�m ser� uma surpresa.
Eu comprei na loja.
Chama-se "p�r-do-sol do deserto". Lembra voc�.
- A mim?
- Quer o caf� agora ou depois? - Tanto faz.
- Parece ser bom, n�o?
- Que rico.
- Est� bom.
- Duke.
- Bom, sempre estivemos juntos e passamos muito bem.
...Me v�m � cabe�a muitas perguntas.
- O que aconteceu?
- Duke.
- Tome um pouco de caf�, talvez ajude.
- Est� bem? - Sim.
- Xi, eu sinto muito. - Tudo bem.
- � que... queria que tudo sa�sse bem.
- Vamos lavar os pratos e logo podemos falar e...
- Sim.
- � s� um minuto.
- Vamos, depressa.
- Duke, o que se passa?
- Estou b�bado. - O qu�?
- B�bado. N�o bebi nada todo o dia, mas estou b�bado.
- Mas eu pensei que...
- Sei o que pensava, mas pensou errado.
Acho que quer o que todas as mulheres querem.
Mas veio ao s�tio errado, eu n�o sou feito assim.
Assim como?
- N�o quero ser amarrado, � assim...
Pode que funcione l� de onde vem mas n�o funciona aqui.
- Mas...
Deixe-me em paz. Deixe de de tentar me fisgar.
- N�o tento...
- Eu vivo � minha maneira e n�o quero que ningu�m mude.
- N�o quero... - E n�o chore.
- N�o estou chorando. - Me deixe falar...
- Se quisesse ficar amarrado, a deixaria. Mas n�o
posso... N�o quero ficar amarrado!
Esta��o de autocarro de Gold City.
- Ei! Olhe.
- Molly. - Ol�.
- Oh. - Ol�. O que aconteceu?
Perdi o autocarro. Acontece.
- Estava t�o preocupada que nem imagina.
- Sim, at� lig�mos para sua casa. - E eu paguei.
- Bom, espero que tenha valido a pena, como se costuma dizer.
- A que se refere com isso, senhor Lambert?
-Nada. Caramba, nunca vi ninguem t�o suscept�vel.
- Venha, Molly. Venha aqui.
- Me conte tudo. - N�o h� nada que contar.
- Claro, garanto que tem mil hist�rias.
- N�o acho.
- Todos a bordo! Vamos, pessoal que ainda
temos muito por fazer e muito por ver.
- � um chato, n�o? - Nem faz ideia.
- Vamos, senhoras. Temos que ir.
Vamos. V�o entrando...
...Vamos, pessoal. Partimos. Todos para cima.
...Temos que voltar para casa, sinto muito,
mas � assim.
...Vamos, amigos que ainda temos coisas para fazer. Vamos.
Esta��o de autocarro de Nova Iorque. Rainbow Tours Inc.
- Tudo chega a seu fim. J� estamos de volta,
senhores. Lembrem-se disto:
...Lar, doce lar. Lar, doce lar. Escute o que te digo.
- Lar, doce lar. Como se foi,
senhora? Precisa de ajuda com as malas?
- Isto � o que mais gosto das viagens. Se
algum dia quiser tomar um caf�, me chama...
...Tem meu n�mero, n�o? - Sim.
- Bom, adeus. - Adeus.
- Molly!
- Xi. - Ol�, Malcom.
- Obrigada. Que bonito.
- Xi.
- Ol�, querida. Bem-vinda em casa. - Bob.
- Vamos, tenho o t�xi a� fora. - Eu cheguei primeiro.
- Eu disse que tenho o t�xi a�. - Eu n�o me importo.
- Olhe, gorducho. - Quem � que est� a empurrar?
Vai levar mais de um empurr�o se n�o me der essa mala.
- Todo mundo est� nos olhando, por favor.
- Se voltar a me tocar... - Me d� a mala.
Nunca gostei de ti, Bob podes j� ficar a sab�-lo.
- Acho que n�o est�s me entendendo. Tenho o
t�xi a� fora em fila dupla.
N�o me interessa que esteja em fila dupla.
N�o o devias ter trazido.
- N�o devia ter trazido meu t�xi? - N�o, seu asqueroso t�xi amarelo.
- Sim, o t�xi � amarelo. Vamos daqui.
- Gregg, largue.
S� um momento.
- Escutem, ou vamos todos juntos ou vou sozinha.
- N�o, Molly. Espere. - Cheguei primeiro, Molly.
- Molly, n�o d� aten��o a estes animais.
- Deixem ela em paz.
- O que faz aqui? Pensei que estava...
- Sei o que pensava, mas pensou errado.
- Um momento. - Bom, o conheci no Oeste.
- Des�a me, Duke. Quero...
...Quero que conhe�am meu amigo. Senhor
Hudkins, este � o senhor Stone.
- Como vai? - Viva.
- O senhor Hastings. - Ol�.
- E o senhor Scott. - Como vai?
- Quem � este sujeito, Molly? - Acabo de dizer que...
- Quem �? - Pois... N�o sei.
- Duke, o que est� fazendo em Nova Iorque?
- Eu vim busc�-la.
- Agora? - Em breve.
Chamando os passageiros do tour quarenta e
nove com o destino...
...a Arkansas, Phoenix e Los Angeles.
- Agora.
- Um momento, B�falo Bill. - Bob, me deixe decidir sozinha.
- Onde acha que est�? Na pradaria? - N�o, eu...
- Duke!
- Que tenham uma boa viagem.
- Um momento, n�o vou a nenhum lugar...
...O que aconteceu? Est� maluco? Eu n�o tenho nem
voz nem voto?
...Te digo uma coisa, n�o penso subir em
um autocarro sujo. Acabo de descer de um.
...Na verdade, acho que n�o deveria nem pensar
em falar contigo, depois de...
.. N�o, estou falando s�rio. Se quiser nos sentamos
e falamos um momento.
...Mas n�o penso subir no autocarro. Olhe, se
quiser podemos conversar.
...Est� cometendo um grande erro, Duke.
- Ol�, ol�, ol�. Prestem aten��o um momento,
...n�o pe�o muito j� que voc�s ter�o a
minha companhia durante os pr�ximos quatorze dias.
- Se eu mudar de ideia, se quisesse voltar
contigo, n�o poderia. Perderia meu trabalho.
- N�o importa, tenho trabalho para voc�.
Divorciei-me de Waco.
- Tenho a sensa��o de que voc� n�o gosta,
certo, amigo? O que vou fazer.
- Tudo bem, parceiro?
...Outra vez? - Ol�.
- Em dois minutos j� vamos, rapazes. N�o fiquem
impacientes porque se sentir�o mal.
...Neste autocarro estar�o muito c�modos. � o
ve�culo mais c�modo do mundo.
...Ser� a viagem mais c�moda e mais divertida e
eu me encarregarei disso.
...Ok, major, vamos.
- Arranca.
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