Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
O Pre�o de Uma Vida.
Deixe-me entrar.
Deixe-me entrar.
Voc� n�o mora mais aqui.
N�o � mais sua casa. Volta para ela.
Por favor, Annunziata..
- Volte para ela. - Por favor, Annunziata, pare com isso.
- N�o te queremos aqui. - Pare!
Papai?
Paul.
� Papai!
Parab�ns para voc�
Nesta data querida.
Muitas felicidades
Muitos anos de vida.
Tentamos esperar pelo senhor, mas demorou demais.
Fiz um r�dio para ser seu presente.
Vou peg�-lo.
Saia, Geremio.
Papai?!
Sim?!
Deixe-me entrar!
O que houve?
Se machucou.
Eu devia ter decepada a m�o.
Bati em Annunziata.
Coitado, Geremio.
Voc� � linda.
As m�os da Annunziata n�o est�o suaves.
Ela trabalhou, teve filhos, � velha.
Mas n�o � mais velha que voc�.
Que direito tem de ser linda?
Eu me cuidei. Os homens querem suas mulheres lindas.
- Kathleen. - Sim.
Onde est� a beleza que tinha na minha vida?
Por que cheguei a este ponto?
Como aconteceu?
Voc� sempre queria um pouco mais. Por que n�o aceitava a vida como ela �?
Quem quer a vida como ela �?
Mas, o que voc� quer?
Uma vez, eu sabia.
Pensei que sabia.
Algo aconteceu.
Chegou um momento em que eu queria algo na vida.
Pela primeira vez na vida, sabia que realmente queria algo.
Estava trabalhando numa obra...
Construtora Condor
A maior constru��o que eu j� vi.
Era n�o somente a maior,
mas tamb�m no clima mais frio em que j� trabalhei.
Est� t�o frio, n�o sei quais s�o minhas m�os e quais s�o os tijolos.
Estes s�o os tijolos. Vamos, coloque-os.
- Frio. - Trabalhe, Luigi, maldito!
As juntas dos dedos est�o rachando devido ao gelo nos tijolos.
Fique mais perto do muro. Coloque-os com a l�ngua se as m�os estiverem t�o frias.
Este � um emprego. Isto gera calor. � um d�lar e 50 centavos por hora.
N�o vale a pena.
Maldito cora��o preto.
N�o podem limpar o caminho para que possamos andar.
Maldito o dia em que coloquei o primeiro tijolo.
Quebra as costas, congela as m�os, danifica os m�sculos.
Estou com raiva e maldigo tudo!
Est� aquecido agora?
Estou.
Estou bem e confort�vel.
� uma dist�ncia enorme daqui at� o ch�o.
� uma dist�ncia curta para subir.
Por 1 d�lar e 50 centavos por hora,
n�o ganharia muito se batesse a�!
Senhores, foi um acidente.
Tranquilo, sabemos que foi.
Meu lugar n�o � aqui. N�o fui feito para ser um trabalhador comum.
Meu lugar � em terra firme.
Quase chegou l�.
40 andares.
40 n�o s�o mais alto do que 10 andares.
A melhor coisa que se faz � esquecer e voltar a trabalhar.
Vou pedir demiss�o. N�o porque estou com medo...
lsto n�o � para mim.
Valeu, cara.
Estou desistindo.
Sabe, talvez seja a coisa mais inteligente que j� fez na vida.
Talvez.
Pelo menos, sabe que � mais f�cil para um pedreiro cair do que subir.
Voc� poderia ser inteligente tamb�m.
Tive uma oportunidade de deixar este ramo.
Mas, quem quer ser vendedor de pinga?
Foi por pouco.
Nunca foi t�o perto.
- Luigi? - Sim?
Em quanto tempo ser�amos completamente esquecidos?
Eu? 2 dias.
E voc�?
Uma semana.
Ningu�m para lamentar sua morte?
Ningu�m. E voc�?
Ningu�m.
Quase ningu�m.
Vamos comer.
Ol�, Jimmy!
Ol�, Margarita.
Pois �, coitadinha da mam�e.
Ela � tola, veio sozinha com uma crian�a, neste frio.
Num dia assim, um homem precisa de comida quente.
O que voc� acha deste?
Quer dizer que � um que n�o vimos antes?
Pois �, este � relativamente novo.
V� lavar seus dedos sujos.
Ser� um pedreiro um dia.
Este n�o, ser� um grande construtor americano.
E vou ajud�-lo a colocar todo o ouro no subsolo da casa.
Aqui est� algo melhor que ouro.
Tome-o por um minuto, Giovanni, por favor.
Esta comida me faz esquecer da minha educa��o.
Tem certeza que tem bastante?
Se tivesse uma italiana, nunca perguntaria uma coisa dessa.
Quanto tempo que voc� n�o anda numa casa italiana?
Quando uma italiana cozinha, tem o suficiente para o ex�rcito de Garibaldi.
Esqueci de te dizer, o nen� tem mais um dente.
Mais um dente? Deixe-me ver.
Luigi.
Por que nunca casou?
Por qu�?
Porque era t�o louco quanto voc� �.
S� queria me divertir,
a�, apareceu um sapateiro que queria mais...
A Filomena casa com ele e eu venho para a Am�rica.
Era linda?
Toda mulher tem que ser linda?
Bem, n�o faz mal.
Ela tinha outras qualidades.
Agora tem 10 filhos.
Seu marido n�o ganha $1,50 por hora, n�o ganha nem 50 centavos.
Mas sentar � mesa
com 10 filhos comendo espaguete,
e a Filomena o servindo...
Recebi esta quando estive l� visitando no ano passado.
Veja voc� mesmo.
Qual � ela?
Esta � a Annunziata, a mais velha, deve v�-la agora.
Ela cuida da casa sozinha.
Cuida de todas as crian�as...
enquanto seus pais trabalham o dia todo.
Nada.
Lembrei agora que Annunziata deve ter exatamente a mesma idade agora,
que a Filomena teve quando eu a namorava.
Pois �. Me deixa triste.
N�o se v� rostos assim por aqui.
Eu era exatamente como voc�...
Paix�o... S� queria me apaixonar.
Nunca amar. Talvez eu devesse ter casado com uma das minhas paix�es.
Ah, Geremio...
se eu tivesse sua idade.
Geremio.
O que tem? Vem me olhando a noite inteira.
Eu estava pensando.
Sobre o qu�?
Sobre n�s dois.
- J�! Geremio. - Est� feliz?
Estou me divertindo, voc� n�o est�?
Voc� n�o quer mais nada?
Claro, mas sou f�cil de agradar.
Estou contento com o que tenho agora!
O que est� te perturbando?
N�o quero que continuemos assim, Kathleen.
Quero mais.
Quero uma vida que possa construir e que v� crescer.
Uma fam�lia, um lar.
Quero me casar.
Quer dizer, que j� decidiu..
- assim, que quer casar? - Quero.
Eu pensei que as pessoas tinham que se apaixonar loucamente!
Quer casar comigo?
Por que n�o me responde?
Se tivesse outra profiss�o...
Acha que n�o vou poder sustentar minha fam�lia?
Que tipo de sustento?
Veja os seus amigos, especialmente aqueles que t�m fam�lia.
Por que? O que eles t�m?
O que t�m de errado? Com a forma que vivem?
Se trabalharem uma semana por m�s, est�o felizes da vida.
Posso te conseguir um emprego fixo na loja, um emprego respeit�vel.
- Poderia usar roupas decentes... - N�o quero trabalhar na loja.
Sou pedreiro.
Sou construtor.
N�o pode mudar?
Por que nos prender agora, Geremio?
Estamos em 1921.
As coisas est�o acontecendo, um mundo novo est� chegando.
- � um tempo maravilhoso para... - Kathleen.
Quer casar comigo?
Geremio!
N�o, j� vi este filme, n�o serei enganada.
O que acontece com voc�s homens?!
N�o sabem quando est�o numa boa?
Talvez eu n�o saiba.
Mas � assim.
Come�o com 25 centavos.
Quero ver a foto de novo.
Quero me casar com a Annunziata.
Geremio.
Dizem que est�o separando as ovelhas dos bodes.
A lmigra��o est� decidindo quem pode entrar e quem deve voltar.
Talvez n�o a deixem entrar!
Por que n�o? Tem um marido a sua espera.
Ele j� pagou.
Vou me informar.
O que tens? Est�s doente?
- Estou bem. - Como vai ser no casamento?
Est� muito quente.
Quente! Espere, meu amigo Geremio, o calor ser� o menor problema.
- Luigi, preciso falar com voc�. - Vamos.
D� licen�a.
Luigi.
Ela tem que voltar.
- O que est� dizendo? - N�o posso me casar com ela.
Lembra que foi eu quem falou por voc�.
Perdoe-me, Luigi, fiz algo terr�vel.
O que fez?
Menti para ela.
- Est� escondendo uma esposa? - N�o, n�o... Luigi, aqui.
Na carta onde ela disse que viria,
Ela fez uma condi��o.
Ela disse
O que?
Esta parte n�o � do seu interesse.
N�o pense que eu seja precipitada, mas h� uma coisa que preciso pedir.
Aqui, em Abertine, por mais pobres que sejamos, sempre tivemos nossa pr�pria casa.
N�o podia morar na casa dos outros, n�o haver� felicidade nenhuma para mim.
Ent�o, se n�o puder me dar uma casa, por menor que seja...
esperarei at� puder.
Ent�o?
Eu disse que tinha uma casa.
- Voc� disse a ela... - Eu n�o podia esperar!
Est� feito, vou pagar a passagem de volta.
Voc� enlouqueceu?
Ei, Geremio.
As mo�as est�o vindo agora. Vamos.
Precisa contar para ela!
Agora?
Como sentiria, ela ficaria assustada!
� verdade.
Pensaria que caiu nas m�os de um bando de marginais.
Est� certo, d�-lhe um tempo para pegar o f�lego.
Mas escute.
Diga que vai conseguir uma casa! Que vai trabalhar e conseguir uma.
- E diga logo. - Vou falar, Luigi, vou.
Geremio. Est� aqui.
Vai ser bom, Geremio.
Vai ser bom.
L� vem a noiva,
L� vem a noiva.
O melhor prazer da vida, vem ao seu lado.
Diante de todos, declaro o meu amor por este pequeno anjo nu,
com uma beleza assada, que est� diante destes olhos.
Porque o amor � a fome e o desejo de devorar.
Sem dinheiro, � pobre, sem comida, � magro.
Sem vinho, � s�brio, sem risadas, � triste.
Sem amor, voc� n�o � nada, nada mesmo.
Nem homem, nem rato, nem donzela, nem esposa.
Nada, Nada, Nada mais nada.
Sem amor, voc� n�o � nada, nada mesmo.
Com dinheiro pode comprar comida.
Com dinheiro pode comprar comida.
- Engordar. - Engordar.
- Comprar vinho. - Comprar vinho.
- Se embriagar, rir e estar feliz. - Rir e estar feliz.
- Mas n�o pode comprar o amor. - Mas n�o pode comprar o amor
- Mas n�o pode comprar o amor. - Mas n�o pode comprar o amor
Sem amor, voc� n�o � nada, nada mesmo.
Nem homem, nem rato, nem donzela, nem esposa.
Nada, Nada, Nada mais nada.
Nada mais nada.
Sem amor, voc� n�o � nada, nada mesmo.
Nada mais nada.
Ao marido e � mulher!
Aten��o, senhores.
Tenho algo a dizer.
Digo que este � um casamento verdadeiro.
Porque quem est� sentado � direita dos noivos
no lugar de honra?
Eu. A parteira!
- Aos filhos. - Aos filhos.
Aos filhos.
� noiva, � noiva.
Discurso, discurso.
N�o sabia o que eu encontraria aqui
Agora sei...
estou... entre meu povo.
Vamos devorar!
Geremio, queria falar com voc� a noite inteira.
Tenho planos para mim e quero que saiba que estou pensando em voc�.
- �timo. - N�o esque�o de um amigo.
Fico agradecido.
Vou crescer nos neg�cios e quero que voc� cres�a tamb�m.
Quem sabe um dia podemos ser grandes construtores.
Contratar e demitir.
N�o, estou satisfeito. Sou trabalhador, n�o gosto de contratar e demitir.
Vamos fazer uma bela equipe. Eu vou te manter na linha.
Geremio, Yarasal. A casa.
- Aqui, cinco, dez. - S� um instante.
Com neg�cios o Geremio � cabe�a de papel.
Quais s�o as condi��es?
- Mil d�lares pela casa. - Mil pela...
� uma casa boa, Luigi. Posso torn�-la boa.
Certo.
25 d�lares em esp�cie agora.
Assim que me pagar 750 d�lares em esp�cie, ele pode se mudar.
O saldo de 250 d�lares em parcelas de 5 d�lares por semana.
Assinado, Yarasal.
Mas, prometeu que eu poderia ficar com a casa por 3 dias para a lua de mel.
Que adianta ter uma casa por 3 dias?
Mas voc� me prometeu!
Alugarei a casa por 3 dias para a lua de mel. Assinado por Yarasal.
-750 d�lares e ele pode se mudar? -750 d�lares e ele se muda.
Aprovado.
Aprovado.
Vamos, coma!
Luigi! Divirta-se.
Ainda n�o falei com ela sobre a casa. O que devo fazer?
Ainda n�o lhe contou?
Por que est� esperando?
Conte-lhe!
O que vou dizer? Que palavras vou usar?
Diga apenas que vai... Que vai...
N�o pode fazer isso.
N�o na noite de n�pcias.
S� existe um momento como este na vida.
Precisa goz�-lo plenamente.
D�-lhe tr�s dias de lua-de-mel.
Que a mem�ria seja como umaj�ia
que vai usar por toda a vida.
� isso que tamb�m pensei.
Geremio.
Leva-me para casa agora, Geremio.
Sim, est� na hora.
Espaguete fresco
Rec�m-casados.
Vamos, est�o escapando!
Como se chama este lugar para onde n�s vamos?
Para�so.
N�o, quero dizer como os outros o chamam.
Ah, eles.
Chamam-no de Brooklyn.
- Tem certeza que esta � a casa? - Tenho, esta � a casa.
Ter�a, meio-dia?
Ter�a, meio-dia.
Voc� mentiu, Geremio.
� uma casa velha.
Os seus ossos rangem, ela tem artrite.
Mas vamos faz�-lajovem de novo.
Vamos torn�-la bela.
Por que est� chorando?
Estou na minha pr�pria casa.
Todos estes anos eu sonhei com este momento.
e sempre algo dizia:
nunca vai acontecer com voc�, Annunziata.
Todos os dias no navio, eu dizia:
Talvez ele n�o me amar�.
Talvez eu n�o o amarei.
Talvez o navio v� se afundar.
Talvez eu fique doente e v�o me mandar de volta.
Talvez ele mude de id�ia.
Mas, n�o � maravilhoso, Geremio?
Nenhuma destas coisas aconteceu.
E estamos aqui em nossa pr�pria casa.
E estou feliz.
Est� t�o feliz quanto eu estou?
Estou, sim.
Uma lua-de-mel tem que ser de pura felicidade.
� uma supersti��o antiga.
Para ter boa sorte na casa... deve espalhar sal,
especialmente nos cantos.
Nem acredito nisto, mas...
quanto custou o sal?
Se quiser rir de mim, pode rir.
N�o quero rir de voc�, Annunziata.
Ent�o vou colocar o quadro de S�o Jos� acima da porta.
Se arrependeu por ter sa�do da lt�lia?
Voc� � a lt�lia, Geremio.
Voc� � a minha fam�lia, Annunziata.
Voc� � o amor.
- Tome um pouco de vinho. - O sol � meu vinho.
Nunca bebo antes de o sol se p�r.
Bem, nunca antes de hoje!
Um copo de vinho me faz tola.
A mim tamb�m.
Temos tantas coisas para conversar.
Quero que conserte o degrau quebrado.
E precisa pintar a porta de entrada. E a sala
quero que a pinte de azul.
Azul?
Somos dois tolos.
Como o mundo gira!
De todo o espaguete que foi criado, este � o melhor.
N�o, espere, espere! N�o o coma ainda.
- Quase esqueci o queijo. - Esque�a do queijo.
Esque�a o queijo? O que somos? Canibais?
Vou pegar o queijo.
Mas antes, vai me beijar.
Se no futuro,
algu�m quiser saber o que � a verdadeira felicidade,
diga-lhe para visitar a casa de Geremio em Brooklyn.
Acho que deve me beijar de novo.
Como fiquei pregui�osa nos �ltimos tr�s dias.
Tr�s dias?
J� passaram tr�s dias?
Annunziata!
Seu tolo!
Annunziata, perdoe-me, n�o tive o dinheiro suficiente.
Annunziata, olha para mim.
Eu n�o podia esperar.
Eu queria te dizer, mas eu e Luigi pensamos que...
Annunziata, escute, j� paguei 25 d�lares e tenho 200 d�lares no banco.
Assim que tivermos 750 d�lares, Yarasal vai nos deixar morar aqui.
Cheguei cedo?
Senhora, vou fazer uma coisa.
Com 500 d�lares, podem se mudar.
Annunziata, ouviu isso? Com 500 d�lares podemos nos mudar.
Vou lavar a lou�a e organizar a casa.
Devemos deix�-la limpa.
Empresa de Demoli��o Vanderbilt.
- Ol�, Geremio. - Ol�.
- Que bom que voltou. - Bem-vindo de volta.
Deixe-me entrar! Deixe-me entrar!
Saia.
S� mais um.
H� muito sol de manh�.
Quer espalhar o sal?
N�o.
Bem, vou colocar o quadro de S�o Jos� acima da porta.
N�o � nossa porta.
Geremio.
Nunca mentir� para mim de novo.
Nunca.
Seja o que for, nunca vamos mentir um a outro.
O que estiver no cora��o, diremos.
Concordo, Annunziata.
Teremos uma casa. Vou trabalhar como 2 homens. Vamos guardar cada centavo.
S� precisamos de mais 275 d�lares.
275 d�lares?
Sim, e ganho 1 d�lar e 50 centavos por hora.
Trabalho 8 horas por dia e quando tivermos uma semana boa,
ganho at� 66 d�lares.
66 d�lares?
- Bem, em pouco tempo vamos... - Espere, Annunziata.
A verdade �...
mesmo na melhor das situa��es,
s� trabalho 1 semana a cada 3.
Bem, uma em 3 d� 22.
Mas, tem o aluguel e comida e transporte.
e d�o quanto?
D�o 19 por semana pelo menos.
- Vamos baixar para 15. - N�o podemos.
Vou comer menos.
N�o.
- Certo, ser�o 16. - � imposs�vel.
17. N�o vou subir mais!
Certo, 17.
Ent�o ter� 5 para colocar no banco.
e 275 dividido por 5 �...
55.
Sim, Geremio, somente 55 semanas.
N�o ser� um tempo longo.
Com a ajuda de Deus, n�o ser� um tempo longo.
Vou dizer novamente exatamente o que disse para o chefe.
Disse, ''N�o se preocupe com este prazo.
Pode aceitar este contrato.
Trabalhei com estes homens, os conhe�o.
Posso prometer uma coisa.
mesmo que trabalhemos mais e mais r�pido, vamos terminar esta obra no prazo. ''
Sempre trabalhamos muito e r�pido, Bert.
Quer dizer enquanto trabalham mais e mais r�pido.
Escuta, gente, nem sei como posso continuar a trabalhar.
N�o pensam que vou apressar as coisas s� para me divertir, n�?
Pensei na gente tamb�m, escutem bem.
Para o homem que assentar mais tijolos, da melhor forma
receber� um b�nus de cem d�lares. 100 contos.
- Voc� acha que seja uma coisa boa, cara? - Claro, voc� n�o acha?
N�o, todos vamos trabalhar mais, mas s� um homem vai se beneficiar.
Certo, mas 100 contos!?
Mas cada um vai pensar que ser� o ganhador.
Lembra que somente um vai ganhar.
O que os outros v�o receber pelo trabalho extra?
Vejam bem.
Tem 100 contos aqui esperando por um de voc�s.
Cem contos que n�o imaginaram receber.
Querem que eu diga ao chefe para contratar uma outra equipe?
Devo dizer que voc�s n�o querem a grana?
Ent�o, vamos l�.
Geremio.
N�o devemos trabalhar um contra o outro.
Sei que n�o, mas algu�m vai ganhar. Preciso deste dinheiro.
Todos n�s precisamos do dinheiro.
- Tem um outro caminho, Geremio. - Como?
N�s 5 trabalhamos juntos para que um de n�s ganhe.
- E dividir o dinheiro por 5? - lsso.
S� s�o 20 d�lares.
Sempre fomos como cinco palhas num feixe.
Est� certo.
Mas quem ganhar, dever� receber mais que os outros.
E voc� acha que vai ganhar?
Bem, � poss�vel.
Posso competir com qualquer homem no Estado, colocando tijolos.
No pa�s. No universo inteiro.
- Quem disse que voc� � pedreiro? - E voc� acha...
J� come�ou. Um contra o outro.
Vamos trabalharjuntos e dividir o dinheiro igualmente.
Concordam?
- Concordo. - Concordo.
Quer dizer que todos vamos trabalhar um pouco mais
- para que um de n�s ganhe. - Entendi.
Colocar tijolos. Colocar tijolos. � isso que vai dar o dinheiro.
Todos trabalhamos, n�o somente um, todos. Toque-me agora,
- Quem quer lhe tocar... - Esperem.
Est�o brigando como mulheres?
Os outros est�o saindo na frente.
O vencedor �... Geremio.
� tempo para comemorar.
Vou ao bar, quem vai comigo?
J� posso sentir o sabor do vinho.
Tem coisa melhor numa tarde de s�bado com um b�nus no bolso?
20 d�lares extras.
Eu? N�o, vou para casa.
Lembro quando o Geremio foi homem, e n�o somente um marido.
Lembro quando ele gostava das meninas e n�o tinha medo delas.
Lembro quando ele tinha que beber o suco da uva.
Vamos beber a sua mem�ria.
Ao Geremio, � mem�ria do Geremio.
Se n�o for com a gente, vai se arrepender.
Se for com a gente, tamb�m vai se arrepender.
Ent�o venha com a gente, e se arrependa, como todos n�s.
Olha agora. Vai secar no caminho para casa.
� s� isso que podem falar?
- Tem algo melhor? - Nada. A f�mea...
Apesar do trabalho que d�, n�o foi criado nada melhor...
para o homem de carne e osso.
- Como ela ado�a a alma do homem. - E acende o sangue do homem.
E � muito melhor quando � sua em matrim�nio.
- Ol�, rapazes. - Ol�, Kathleen.
- Amigo, Julio. - Amigo, Luigi.
Sinto que nossa presen�a � sup�rflua.
- Vamos nos retirar. - Onde estava?
- Severina. - Ah, Severina.
Voc� me enganou, Geremio.
Eu? Como?
Fez o que voc� disse que faria.
N�o acreditou que estava falando s�rio?
N�o, n�o l� no fundo.
� a �ltima vez que confio num sentimento l� no fundo.
Como est� a vida a dois?
�tima.
- Vale a pena? - Vale.
Encontrou algu�m?
N�o vai nem acreditar.
Mas ele � um homem de manteiga e ovos e queijo.
Ele n�o me traz flores, ele me traz queijo.
O que pode fazer com flores?
- Est� feliz? - Nunca estive t�o feliz.
N�o � verdade, me sinto s�.
Lamento.
Espere, n�o v�. Agora n�o.
Eu me mudei.
Nem sabe onde eu moro.
- N�o � melhor assim? - N�o, n�o �.
Quero que saiba onde estou, no caso de...
No caso de que, Kathleen?
N�o sei. Mas �s vezes de noite fico acordada.
Pensando que o Geremio nem sabe onde estou.
Tome. Vou me sentir melhor.
Est� certo.
- Boa noite. - Boa noite.
Annunziata.
- Annunziata. - Espere, n�o entre aqui.
Geremio.
- Mas, sou seu marido. - Por favor, vire.
- Por que estava gritando? - Tenho algo a te dizer.
- O qu�? - Que eu te amo.
- � raz�o para gritar assim? - � sim.
- Est� b�bedo. - Estou.
N�o, n�o estou.
Casei-me com um doido.
Acho que casou comigo por causa do meu dinheiro.
Quer dizer, n�o sabia que sou rico. Espere.
- Um b�nus de 20 d�lares. - 20 d�lares.
Porque sou o melhor pedreiro no mundo.
20 d�lares.
Sei que est� levando mais tempo do que imaginamos.
N�o importa.
Vinho?!
Por que n�o? � uma ocasi�o para celebrar.
Mas deve custar 2 d�lares e 50 centavos.
- Que diferen�a faz o pre�o? - Que diferen�a faz?
Quando durante todos estes meses, s� trabalhou uma semana inteira uma vez.
N�o me importa que est� indo devagar, mas se acontecer alguma coisa?
Fa�o o melhor que posso, trabalho t�o duro quanto posso.
N�o estou gastando nosso dinheiro comigo ou com mulheres.
Geremio?!
J� estamos como todos os outros casamentos.
O que voc� espera entre um homem e uma mulher?
Tem que ter um certo n�vel de desentendimento.
Devia ter ido para o bar com os outros.
E por que n�o foi?
Sentia pena de voc� aqui, sozinha.
E os outros sentiram pena das suas esposas?
Algumas esposas s�o mais belas que outras.
N�o sou bela.
O que eles querem?
Estes homens evitam suas esposas.
Aqueles que n�o acharam umaj�ia, aceitam vidro de 10 centavos.
Annunziata, escuta.
Daqui em diante, venha o que vier,
nas noites de s�bado, vamos esquecer de todos os nossos problemas.
Vamos reservar a noite de s�bado para n�s dois.
Vamos esquecer que somos marido e mulher.
Espere.
� noite de s�bado.
Quando meu marido vai ter que me conquistar...
novamente.
Vou te tirar do ch�o. Sua cabe�a vai girar.
E farei isso sem vinho.
Aos s�bados � noite.
- Vamos, vamos. - Veja, tenho um valete para voc�.
- O que eu queria. - Luigi tem um dom.
- Ele sabia exatamente o que precisei. - Vai aceitar todas as cartas, assassino.
N�o vale. N�o vale. Azar � como um cachorro fiel.
Quatro rainhas.
Mentiroso, hip�crita. Mentindo com tr�s rainhas nas m�os.
Levantem. Tenho quatro rainhas. Levantem todos. Tenho quatro rainhas.
- Por que est� demorando? - V� para casa e descubra.
Ela tem medo que um trabalho apare�a e que eu n�o esteja aqui para peg�-lo.
Neste momento seu filho rec�m-nascido est� batendo na mesa
chamando pelo louco do pai.
A Annunziata � como uma leoa.
''Farei o que for necess�rio,sem sua ajuda,'' ela diz, ''fique no sal�o do sindicato. ''
Ela diz isso por ignor�ncia, porque � o primeiro.
Acredite, ela precisa de voc�.
- V� para casa. V� para casa. - Se um trabalho aparecer, te aviso.
- Promete? - Prometo, sim.
Sal para o diabo. �gua para o fogo do inferno.
Sal para o diabo. �gua para o fogo do inferno.
O que est� acontecendo? Como ela est�?
Algu�m colocou um olho mal nela. Temos que afastar o diabo.
Annunziata.
Por que est� aqui?
Pensei que fosse melhor estar aqui.
Volte para o sal�o do sindicato. Um trabalho!
� estranho. Come�ou com tanto amor.
- Vou chamar um m�dico. - N�o.
25 d�lares.
N�o quero m�dico. N�o o quero.
Basta que a crian�aj� vai nascer numa casa de estranhos.
Mas vai crescer na sua pr�pria casa.
- Sem um m�dico. - H� outras coisas a fazer.
Que coisas?
Vai � cozinha e tire sete c�lios do olho direito.
Seis do esquerdo.
Ferva-os em �gua salgada e os espalhe nos quatro cantos da sala.
- Vou chamar um m�dico. - N�o...
Um, dois, tr�s...
Quatro, cinco, se...
� macho.
Um homem.
- Como ela est�? - Est� bem, mas est� muito...
Chuta e balan�a e finalmente est� mexendo
Nariz e fogo, sua can��o de uma nota.
Canta e vive, vive e canta.
Quem quer comprar meu peixe? Quem vai comprar meu peixinho hoje?
Tenho um filho.
Tenho um filho.
Como vai se chamar?
Vai se chamar...
Paul.
� f�mea.
Tenho uma filha.
� macho.
Tenho outro filho.
� macho.
Tenho tr�s filhos.
- Me d� o chap�u. - Cuido do casaco, papai.
- Certo. - Olha para mim. Sou pedreiro.
- Como est� o nen�? - Olha o nenezinho.
Somente mais algumas semanas.
Mesmo que tiv�ssemos os 500 d�lares,
ainda temos que pagar 5 d�lares por semana.
N�o teremos que pagar o aluguel.
Oh, Geremio. Ser� feito.
E ent�o podemos curtir a noite de s�bado novamente. E vinho...
Somente mais algumas semanas.
Sexta-feira 23 de outubro 1929
Sindicato dos Pedreiros.
Tenho trabalho.
Meio expediente para um homem.
- Quatro horas de trabalho para um homem. - Que brincadeira � esta?
N�o h� tijolos? N�o temos m�os? Por que n�o constru�mos algo?
N�o sabe? Aconteceu uma grande depress�o.
Voc�s decidem quem vai.
Quero falar com voc�, Geremio. Vai estar em casa hoje � noite?
- Sempre estou em casa. - Vou passar l�.
Quatro horas de trabalho para um homem. A bolsa de Wall Street despencou.
O que eu construo n�o despenca.
A carreira de construtor terminou neste pa�s.
O solo da na��o se contradiz.
Quatro horas de trabalho para um homem.
Na casa do Julio, o ar se transformou em fome.
Os est�magos se tornaram feridas.
Na casa do Julio, os cora��es das crian�as se transformaram em vasos inchados.
Na casa do Geremio...
um sonho est� morrendo. � pior que a fome.
O dinheiro foi poupado para nossa casa.
Tiramos o dinheiro da nossa comida e conforto.
Agora estamos comendo nosso sonho.
N�o temos filhos.
Somente minha mulher. Seu sangue est� quebrado.
Ela precisa desesperadamente de comida e aquecimento.
S� preciso considerar minha pr�pria fome e o frio.
N�o h� muito a considerar para o Luigi.
Ainda tenho esta poupan�a que vai durar um pouco mais.
O que posso dizer?
S� pode dizer que h� mais fome e frio na casa do Julio.
Pode dizer que o Merdon deve escolher, ele � o supervisor.
Ele vai escolher voc� porque � o mais veloz.
N�o.
Este trabalho � do Julio.
Obrigado.
O c�u nos esqueceu.
Mam�e, o que a senhora est� pensando?
O que est� pensando?
Estava orando, e vejam.
Olhe, neve!
- Olhem o dinheiro! - Dinheiro, dinheiro.
Onde estou?
Que cheiro � este que sinto?
Espaguete com molho de carne de verdade.
Espaguete?
N�o, n�o. Devo estar na casa errada. Desculpem-me.
N�o, n�o. Est� na casa certa.
E quem � voc�?
- Sou Anita. - Sou Anita.
E quem � esta bela dama?
N�o seja tolo. � mam�e.
Voc�, lembro de voc� de algum lugar.
- Vamos ver. - Vamos ver.
- Quero o casaco. - Quero o cachecol.
Olha, olha, olha. Sente o cheiro.
Aguarde at� ver o que tenho a mais.
Vinho?!
A mulher do Julio trouxe. N�o sei porqu�.
� um bom vinho.
Hoje � noite tem vinho para todos. John.
John.
Anita.
- John. - Paul.
- Anita. - � bela dama
e para mim.
A n�s! Viva!
� o Merdon. Vou atender.
Quero conversar com voc�s.
Entre.
J�jantou?
Obrigado. � muito trabalho. Obrigado.
N�o, n�o �, sente-se.
Talvez quando ouvirem o que tenho a dizer...
n�o queiram que eu jante com voc�s.
Est� bem-vindo a nossa mesa. Sente-se.
� sobre a casa?
�.
Mas podemos conversar depois.
N�o temos segredos com nosso filhos.
Eles sabem o bom e o ruim.
� a casa.
N�o tenho outra op��o.
Tenho que vender a casa.
Vender a casa?
Meu dinheiro acabou.
Pedi a assistente social.
O governo tem que me ajudar, pois sou velho. Estou morrendo de fome.
Mas a assistente diz, ''N�o, Yarasal tem uma casa.''
''Vende a casa. O governo n�o pode ajud�-lo at� voc� vender a casa. ''
- O que um velhinho pode fazer? - Mas o senhor n�o pode!
Annunziata.
N�o, n�o pode. � nossa casa. Trabalhamos por ela!
Amamos ela.
Vou lhe dar dinheiro.
- Vou lhe dar 100 d�lares. - Temos somente 125.
- N�o importa. - Annunziata.
� a minha casa. Voc� a prometeu a mim.
Quero ela para mim.
N�o posso fazer isso, minha senhora.
Tome-o, Yarasal.
Tome-o.
N�o vai vender a casa.
N�o vou vender a casa.
Mesmo que morra de fome.
Sente-se.
Podemos comer espaguete com molho de carne amanh�?
Se nevar?
- Vai nevar? - O Paul foi saber.
Quem vai dizer para ele?
- O homem no r�dio da senhora Olson. - O papai n�o sabe?
N�o, somente o homem do r�dio sabe.
Algu�m est� batendo.
Vou atender.
S� um momento.
Ah, Merdon, entre.
- Estamos poupando energia. - Entendo.
- Vou ligar a luz. - N�o, precisa n�o.
Sente-se.
Tenho uma chance de ser construtor.
Construtor?
Dei um lance numa obra.
Por que acha que vai ganhar o contrato?
Meu lance ser� o mais baixo.
- N�o foram secretos? - N�o para mim.
- Deu lance abaixo deste valor. - Vira a p�gina.
Este � meu lance.
� imposs�vel.
Quer dizer que n�o pode ser feito?
- Voc� acha que pode? - Claro, temos que fazer alguns cortes.
Parece que os cortes j� foram feitos.
- Estas toras... - � para a seguran�a dos homens.
Esta toras n�o s�o suficientemente fortes.
Sabe que o regulamento � tr�s vezes mais r�gido do que � necess�rio.
Boa sorte, cara, vai precisar.
Quero que fa�a esta obra comigo.
Como supervisor.
- N�o. - Podemos trabalharjuntos.
N�o sei por qu� est� se estressando, n�o h� nenhuma chance em mi...
N�o. Pelo menos vou poder dormir tranquilo.
Vai?
Papai?
Sim.
O homem no r�dio disse que n�o vai nevar mais.
Est� certo, Paul.
Nem sempre precisamos de molho de carne com o espaguete.
V� l� dentro com mam�e.
Os tempos s�o dif�ceis, Geremio.
Pense.
Est� bem, vou pensar.
Vai chover amanh�.
N�o precisamos poupar energia.
Tenho um trabalho com o Merdon.
Bem, esta � a obra que vamos fazer.
- Um trabalho! - N�o � �timo?
Geremio, como foi?
Bem, foi assim.
Fui falar com o Merdon e disse,
''Voc� sempre queria ser construtor, agora � a hora.
Se achar uma obra, d� um lance.
A fome deu 4 bra�os e 2 costas para os homens.
Cada um de n�s ir� trabalhar como dois sem descanso, do inicio ao fim.
Geremio.
Tenho algo a dizer.
Meu nariz � bem conhecido.
H� algo perturbador.. Como posso dizer?
Um cheiro que n�o agrada o meu nariz, sobre esta obra.
Quem pediu para voc� cheir�-la?
N�o quero ofend�-lo, Geremio, mas � que...
N�o � somente uma obra de constru��o. � demoli��o.
Tirando paredes velhas.
N�o tem seguran�a nesta obra.
O que quer, um selo americano de garantia de ouro? Seguro.
V� vender ma��s. lsto � seguro. Congele na esquina, isto � seguro
- Fique em casa, isto � seguro. - N�o com a espose dele.
Morrer de fome � a coisa mais segura na face da terra, n�o h� nenhum risco.
N�o fa�o perguntas frequentemente, mas quando pergunto, quero uma resposta.
O que voc� quer saber?
Quero saber como o Merdon conseguiu este contrato!
No lance dele, ele deu adeus a nossa seguran�a?
� isso que quero saber.
- Escuta, Julio... - Vou responder.
ldiota. O Geremio n�o � o supervisor?
Ele n�o estudou cuidadosamente as plantas?
Estudou?
Vi as plantas.
Para mim, basta.
Vamos, gente. Cheques de bronze nos aguardam.
Sou muito tolo.
Mesmo sabendo que as paredes desabariam sobre mim, eu teria que ir.
Geremio?
O que tem?
O que voc� quer dizer?
A gente n�o conversa mais.
A gente fala sempre.
Somente com os l�bios.
- � sua imagina��o. - N�o �.
N�o, antes voc� me contava o que acontecia na obra,
quem estava com ci�mes, quem estava contente.
Deve j� saber, todas as obras s�o iguais.
Voc� sabe o que estou dizendo
mas voc� n�o me responde.
Por qu�, Geremio?
N�o h� nada a dizer.
O que pensa que est� fazendo? Batendo um tapete?
- N�o posso trabalhar mais r�pido. - Por qu� n�o?
- Tenho medo. - Aceitou o trabalho.
O ch�o, as paredes s�o como tecido.
Voc� sabia como seria o trabalho. Se n�o puder faz�-lo, vou contratar outro que pode.
Chama isso de trabalhar r�pido?
Sim, chamo-o de veloz.
Prometemos...
Prometemos terminar r�pido.
N�o est�o trabalhando comigo.
Meu pai sempre queria que eu fosse barbeiro.
Que barbeiro poderia fazer isso no local de trabalho?
Pode ser que ainda tenha chance de ser barbeiro
Julio, voc� � um homem de sorte.
Tem que me dizer como consegue.
- Tome. - � um homem de sorte.
A pizza da Margarita levar� qualquer homem � loucura.
O que esperava?
O chefe n�o pode comer com os homens.
Que � isso, uma delega��o?
Geremio.
Viemos falar uma coisa.
Sempre fomos como cinco palhas num feixe.
� do conhecimento de todos...
que este trabalho � ruim.
- E ent�o n�s... - N�o quero ouvir mais reclama��es.
Este trabalho � t�o bom quanto qualquer outro.
Por cada trabalho h� 100 homens com fome na rua.
Amarrei voc�s com cordas? � um pa�s livre.
Se acharem que o trabalho � perigoso demais, Saiam! Saiam!
Ent�o...
queremos convid�-lo a ir ao bar de Genero.
Como antigamente
e com uma garrafa de vinho podemos lavar esta coisa feia
que apareceu entre voc� e n�s.
Luigi, o apito.
Geremio. Por mais que eu me esfor�o,
minha alma est� nos morros lindos de Abertine
Luigi, levanta-se. Eu disse, levante-se.
N�o fale assim comigo, somos amigos.
At� terminar a obra, n�o tenho amigos.
Geremio.
N�o h� nada na vida que valha isso.
V� trabalhar, Luigi.
Geremio...
Se precisar, vou substitu�-lo tamb�m.
Merdon.
Precisamos de mais escoramento.
Esta obra � como uma casa de palha. Um vento forte, qualquer coisa...
Vamos, Geremio. Relaxe. Estamos indo bem.
Merdon, n�o podemos fazer isso.
Os meninos est�o reclamando?
- N�o. - Escuta.
N�s n�o os acorrentamos aqui.
Na hora que quiser, qualquer um pode sair.
- Qualquer hora. - Sair?
Como � que homens que est�o morrendo de fome podem sair?
Pare com isso, � s� mais uma obra. N�o h� nada com que se preocupar.
Pare de se preocupar, continue com a obra.
- Quem �? - Luigi.
Chame uma ambul�ncia.
Luigi!?
O que posso fazer por voc�, Luigi?
Geremio.
O que foi, Geremio?
Nada.
N�o est� b�bado.
Tenho que ir.
- Venha ao bar de Genero e conversar. - N�o.
Est� numa encrenca, Geremio?
Estou bem.
� terr�vel.
N�o h� lugar para eles brincarem.
H� uma loucura que toma conta deles.
Sim, quietas, crian�as.
Sim, quietas, venham.
Venham, crian�as, venham.
Luigi.
Morto?
N�o.
Aleijado.
Acho que vou caminhar um pouco.
Sim, Geremio. Por que n�o vai ao bar?
Vai te aliviar.
Tenho outra reuni�o do sindicato hoje.
Hoje, n�o!
O que tem hoje?
Nada.
Pensei que hoje ficaria em casa.
Faz tanto tempo que n�o jantamos todos juntos.
Vai chegar parajantar?
- Vou tentar. - Por favor.
As crian�as n�o o v�em h� tanto tempo.
Estarei aqui.
Feliz Anivers�rio.
Mam�e, estou com fome.
Eu n�o esqueceria do meu pr�prio anivers�rio.
Ele vai chegar. Ouviu que mam�e disse que ele foi a uma reuni�o do sindicato.
N�o pode estar numa reuni�o at� agora.
Ele vai chegar.
Vamos jantar.
Por favor, mam�e, s� mais alguns minutos.
Trabalhei tanto para fazer aquele r�dio para ele.
V�o comer.
Aconteceu que ele falou comigo.
Poderia ter sido com um dos outros.
Eles teriam feito a mesma coisa que fiz.
Acredita nisso, n�o �, Kathleen?
Acreditei todas as vezes que me contou.
Ent�o, por que me olha assim?
Tenho pena do vinho.
� um vinho muito bom mas voc� nem notou.
Um vinho mais barato teria servido, da forma que voc� est� bebendo.
� de boa qualidade.
O pior � que n�o adiantou nada.
Sei como o vinho se sente.
Deve ter sido muito caro. Por qu�?
Pensei que te faria feliz. � seu anivers�rio.
Anivers�rio?
Anivers�rio.
Voc� lembrou.
Pois �, lembrei.
Tenho que ir para casa.
N�o pode ir assim.
Deixe-me entrar.
- Volte para ela. - N�o diga isso mais.
Parab�ns, querido papai. Parab�ns para voc�.
� um quebra-cabe�a, n�o �?
Sou eu?
N�o sei.
Tem que ser alguma coisa.
Talvez, porque seja mal, e esteja sendo punido.
Eu poderia entender isso.
Mas por que a Annunziata est� sendo punida?
E as crian�as? Por que foi o Luigi que caiu?
Coitado do Geremio.
Algo aconteceu com seu mundo arrumadinho.
Onde tudo � do bem ou do mal.
O que tem no seu mundo?
N�o tem o bem, nem o mal, nem o certo, nem o errado.
Somente os fortes e os fracos.
Mas eu me sinto forte.
Forte suficiente para viver para si?
Para tirar da vida o que pode conseguir?
O que voc� est� tentando me dizer, Kathleen?
Eu iria embora com voc�, Geremio, agora.
lr embora?
Fugir?
Fugir do meu trabalho, meus amigos, minha fam�lia?
Que for�a tem nisto?
E o Geremio? E ele?
Ele n�o merece um pouco de paz, felicidade?
Poder�amos ser felizes, Geremio.
N�o, um homem n�o vive por si s�.
- Tem que ter mais do que isso. - O que mais tem?
Kathleen.
Uma vez te pedi em casamento.
Voc� foi forte, recusou, quis a sua liberdade.
- Foi suficiente? - Foi, foi sim.
� suficiente?
Est� vendo.
H� mais do que isso, Kathleen.
�, acho que h�.
Nosso amor foi estranho.
Todo amor � estranho.
Talvez um dia voc� estar� caminhando com sua esposa e fam�lia na rua
e vamos nos encontrar.
Qual � a idade do seu filho, Paul?
Nove.
Nove?
Annunziata, n�o foi voc�.
foi o apartamento e o trabalho e o medo,
a m�goa no meu cora��o quis bater neles.
Eu devia ter contado para ti. Devia ter contado para os homens.
Devia ter me falado.
Agora, vamos estar bem.
Vamos terminar em breve.
Vou falar com os homens.
Vamos tomar cuidado. Agora vamos trabalharjuntos.
Annunziata, nunca vamos nos distanciar um do outro.
Eu devia ter me cuidado para n�o ficar velha.
Eu te amo.
� a Sexta-Santa.
Como costume, quero lavar minha alma.
Eu agi injustamente com voc�s.
Menti sobre as medidas de seguran�a.
Esta obra � uma casa de palha.
Todos voc�s v�m se arriscando por causa da minha palavra.
N�o quero isso na minha consci�ncia mais.
N�o?
Quer dizer que esta obra � perigosa?
Al�m disso, houve uma coisa entre n�s, homem a homem, que eu feri...
e especialmente por isso, pe�o o perd�o de voc�s.
Perd�o?
� f�cil falar e gastar palavras.
N�o.
N�o, Giovanni.
Por mim, estou disposto de colocar o que houve aqui...
no passado e deix�-lo l�. - Sinto a mesma coisa.
Fiz tudo que podia fazer.
N�o sei de outras palavras a usar.
Voc� foi o pior supervisor que j� tive.
Sabe disso, n�?
H� uma cita��o da minha regi�o que diz, n�o h� tirano pior do que um antigo escravo.
Mas minha generosidade � bem conhecida.
Tenho um cora��o do tamanho da c�pula de S�o Pedro.
Por que ainda est� a�?
Tem fogo para um velho amigo?
Geremio. Agora h� uma outra coisa.
Tem que ter mais escoramento
antes de soltar mais peda�os de madeira.
Se trabalharmos juntos, a obra pode ficar segura.
Claro.
Leve tr�s homens e coloque mais escoramento em baixo do terceiro andar.
Espalhem as not�cias.
Daqui em diante, deixem os homens fazerem tudo para sua seguran�a.
Esque�a a rapidez. Est� certo. Vamos trabalhar.
Luti.
Prepare as calhas.
Acho que vamos come�ar a colocar o concreto hoje.
Certo.
Se a grande Torre de Pisa ca�sse aqui, n�o ia nem vibrar.
Os homens retiraram muito do material velho do andar acima.
Bem, provavelmente n�o h� nenhum perigo.
Meu filho Paul, fez um r�dio para mim. Sozinho!
Um r�dio?
Uma m�quina el�trica como magia, pode ouvir m�sicas e vozes crist�s nele.
Quem sabe talvez o c�u lhe deu um outro Marconi?
N�o, n�o.
Acho que vou testar o escoramento, para ver se tem o suficiente.
- Giovanni, tire os homens dali. - Certo.
Saiam da �rea.
Certo, Julio.
Colocamos um senhor escoramento l� em baixo.
Vamos tentar um peda�o da parede.
Meu cora��o volta a bater.
Est� seguro, mas n�o o suficiente.
Vamos precisar de mais escoramento.
Geremio, meu velho. N�o preciso do selo de ouro de garantia...
Rapidamente vou acabar com esta pilha de pedrinhas.
Seus p�s est�o seguros mas sua cabe�a n�o est�.
Fa�a como eu disse, coloque mais escoramento no andar acima.
Ei, Geremio. Pronto para colocar o concreto.
Certo. Pode solt�-lo.
- Est� certo. - Espere, espere um pouco.
- � melhor checar estes cabos primeiro. - Est� bem.
De onde veio este riso e por qu�?
Tamb�m senti uns risos agora.
- Que motivo temos para rir? - Nenhum!
Que horas s�o?
De acordo com minha lata americana de tomate,
- S�o dez para as duas. - Obrigado.
- Falta pouco agora. - S� mais uma hora.
Ent�o, para casa.
Geremio, os cabos est�o amarrados.
Est� bem, pode solt�-lo.
Certo.
Lutiano, estamos mandando o concreto.
Trabalhe, homem, est� sonhando com o qu�?
A primeira coisa que vou fazer depois das tr�s horas
� passar na avenida Mulberry e comprar as maiores enguias.
Para mim, prefiro frutos do mar com conchas.
Especialmente os suculentos moluscos. D� �gua na boca.
Geremio, que horas?
Cinco minutos para �s duas.
Salvem-me.
Salvem-me, estou sendo enterrado vivo!
Posso ser salvo! Salvem-me!
Daqui a alguns segundos estarei...
Se puder respirar, v�o me alcan�ar.
Ar.
Ar.
Se eu puder lutar para ter mais ar.
Preciso.
Estou murchando
Eu n�o posso morrer assim. Esta n�o pode ser a resposta da minha vida.
Ar, preciso de ar.
Salvem-me.
Annunziata...
meus filhos...
meus filhos...
Annunziata, perdoe-me.
Tentei.
Paul, Anita, John.
N�o posso deix�-los.
Terminou.
Terminou.
Fez somente o que foi ordenado a fazer.
Foi um bom homem.
H� algo mais que gostaria de acrescentar aos fatos do caso.
O que ele quer dizer?
Quer dizer, h� mais alguma coisa que voc� quer contar sobre o acidente?
O que mais posso dizer?
N�o, nada mais a acrescentar.
Por favor, volte e sente-se com sua fam�lia agora.
O que est�o dizendo agora?
Est�o discutindo o quanto v�o lhe pagar.
Como v�o descobrir isso?
V�o determinar o quanto seu marido teria ganho no restante da sua vida.
O quanto ele ganha...
� isso o pre�o de uma vida?
Quem pode contar para eles, o valor deste homem?
Posso dizer que ele foi a minha vida?
O que os senhores t�m aqui,
homens com rostos limpos e m�os suaves?
O que t�m, que podem me restituir?
Com o qu�?
Com o que podem pagar pela minha jornada?
Minha bela jornada!
O que t�m dentro destas paredes ou dentro dos seus cora��es,
que podiam me oferecer e dizer com dec�ncia, qual � o valor do Geremio?
O que podem oferecer a estas crian�as?
Voc�s sabem do amor? Do sonho e do apartamento?
Como podem julgar a vida de um homem?
Como podem ajudar?
Est� tarde demais.
Muito tarde.
Caso encerrado!
Annunziata.
Fizeram um julgamento.
O que julgaram?
Julgaram na forma que os homens deste mundo julgam.
S�o mil d�lares.
Receber� pagamentos mensais para as crian�as.
Pelo menos, n�o v�o morrer de fome.
O que est� pensando, Annunziata?
Estou pensando que enfim
o Geremio comprou uma casa para mim.
FlM
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.