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Temporada 1 - Episódio 8 FRIO EM SHANGAI
Revisão e Sincronia: Konga
Ontem, eu sonhei que defequei.
Foi horrível.
É natural...
sonhar com o que não se pode mais fazer, não é?
Não consigo levantar sozinho.
Há barras de hospital sobre minha cama.
Preciso me puxar.
Que tal sentar-se, agora?
Quer que eu o ajude?
Acha mesmo que preciso vê-lo duas vezes por semana?
Neil, eu o veria cinco vezes, se você deixasse.
- Pelo menos no começo. - Começo?
Não me diga que isto vai acabar.
A colostomia é para sempre.
É como um diamante.
Fico feliz de ver que você ainda tem senso de humor.
Eles não cortaram isso.
Conhece aquela do sujeito que guardava fezes dentro de si?
Ele foi a um psiquiatra para livrar-se delas...
e, agora, ele as carrega do lado de fora.
Por que as flores frescas, de repente?
Porque as flores simbolizam a preciosidade que é a vida.
Elas são lindas, perfumadas e únicas.
- Como eu. - Você está drogado?
Querida, as grandes na mesa, por favor.
Eu não estou drogado.
Eu terminei meu regime de purificação...
e nunca me senti melhor. Bem, isso não é verdade.
Mas eu me sinto muito bem. Estou ótimo.
Então, voltará a seu estilo de vida saudável?
Maggie, eu não parei de beber, está bem?
Eu comecei a tomar clorofila, vitaminas, ervas e tudo mais.
E eu me sinto ótimo.
Ótimo.
Escritório de Russell Tupper.
Dê-nos só alguns minutos. Obrigada.
A reunião sobre Fiorelli devia ter começado há dez minutos.
Rhonda disse que Allen está brincando com lápis.
Adoro o visual desse uísque, quando a luz bate nele.
Está bem?
A partir de agora.
O que você acha? Demais?
É uma reunião de equipe, Russell, não sua formatura.
Eu senti o cheiro, quando ele passou por mim.
É imaginação sua, Paula.
Só porque ele fez colostomia...
não significa que cheire maI.
- Ele cheirava a fezes. - Por que eu não sinto?
Porque continua obcecado pela louca...
que bateu em sua esposa.
Você não deve ter ouvido nada que ele disse.
Eu não estou. E eu ouvi.
Então, por que está olhando a correspondência?
- Porque eu quero. - Não se preocupe.
Melody não me cegará com rosas, de novo.
Se ela aparecer...
eu a assustarei com isto.
O que você está fazendo?
Huff, é de mentira.
Você é Jackie Brown? Livre-se dessa coisa.
Acha que eu traria uma arma, depois de tudo que aconteceu?
Ei, Gwen. Já estou indo.
Você pode tirar isso daqui?
Mas e se ela tentar entrar em sua casa, de novo?
Não vou assustá-la com uma arma de brinquedo.
Livre-se disso.
Gwen, como vai?
- Eu soube que eles estavam blefando. - Não estão blefando.
Eu falei com Marty Fiorelli esta manhã. Fecharemos negócio esta noite.
E italianos não mentem.
- Embora ele trabalhe com pornografia? - Sim, Lori.
- Embora ele trabalhe com pornografia. - Laura.
E como sabe que o negócio está fechado?
Porque eu falei com ele, Laura...
e ele me deu sua palavra.
Além disso, darão um jantar para nós, no Ivy. Quer ir?
Claro que não.
- Quanto vamos ganhar? - Um milhão, pelo menos.
Bem dividido.
Não fale assim do artista deles. É degradante.
Eles têm um novo DVD de trigêmeas lésbicas.
Será um sucesso de vendas.
Isso é nojento.
Qual parte? As lésbicas ou as trigêmeas?
Não gosto quando mulheres viram caricaturas.
E não gosta do seu terno Prada...
da sala grande e sapatos caros?
Você está me ameaçando?
Estamos falando de negócios. Podemos ficar nesse assunto?
Deixe-me explicar, Laura. Fiorelli precisa de um defensor.
Falam em aumentar a idade mínima...
em mais exames de saúde, em usar preservativo em tudo...
E você é o defensor deles.
Jacob, o que acha de começarmos...
a burlar as leis trabalhistas?
- Isso. Pergunte ao negro. - O quê?
Do que estamos falando? Ninguém está infringindo a lei.
E são US$2 milhões em honorários para nós.
O que ser negro tem a ver com isso?
Há cinco minutos, era só US$ 1 milhão.
Você está disposto a enfrentar o FBI só por US$ 1 milhão?
Dois. Serão dois.
Eu farei o seguinte. Eu mandarei uma cópia...
do novo DVD dele para você.
Na verdade, é uma coletânea, entendeu?
Nós já acabamos, Allen.
Vamos encerrar esta discussão, por enquanto.
E vocês dois precisam se entender.
Você não pode desenhar seios maiores?
Não podem ocupar a tela toda.
Não sobrará espaço para o jogo.
- Seios são um jogo, imbecil. - Eles são arte.
- Que design você usa, Byrd? - A garota cristã tem seios?
- Plataforma baseada em quadrantes. - Qual garota cristã?
Aquela sardenta.
Byrd devia ensinar matemática a ela...
mas foi ele que aprendeu com ela.
- Você está brincando. - Ela o ajudou, Byrd...
ou você achou o canal do amor sozinho?
Devemos ter um atirador, com sete níveis.
Parece que você é o atirador, amigo.
Quanto tempo durou?
Na verdade, eu não quero falar disso.
- Ela teria problemas com o pai. - Por que ele precisa saber?
Eu ficaria doido se abrisse a calça e fosse dispensado.
Ouça. É mais complicado que isso. Ela era uma boa pessoa.
Não era como aquela ruiva que você precisa embebedar.
Não preciso embebedar Newberry. Ela gosta de cerveja.
Na última vez, ela desmaiou enquanto vocês transavam.
CaIe-se, Dawson. Dê-me isso.
Precisamos de um tema. Todos os bons jogos têm um tema.
Que tal seios?
Ou Golpe de Liberdade do Sr. Caos.
Se olhar muito para o abismo, o abismo também olha para você.
Nietzsche.
Eu disse que Byrd sabe o que faz.
Quer um tapa?
Vamos. Só um. Vai relaxar sua cabeça.
Minha cabeça não está tensa.
Está sim. Você só está acostumado com isso.
Fume o maldito cachimbo, antes que o abismo sugue você.
Você se...
sentirá ótimo.
Huff quis que Russell analisasse os documentos.
É claro que ele aconselhará o divórcio. Ele é um advogado, certo?
Mas nós não acreditamos em divórcio.
Se acreditássemos você teria abandonado Jack...
ao flagrá-lo na cama com outra.
E eu teria...
abandonado Ben quando o vi se masturbando na lua-de-mel.
Deus. Os homens são parasitas.
Querida, você quer chiclete?
Ir para casa.
Você quer ir para casa.
Eu sei que você quer, querida. Estou cuidando disso.
Eu dediquei 40 anos àquele canalha, Lois.
Eu dei tudo a ele.
Filhos. Um lar impecável. Meu coração.
E o que ele me deu, em troca?
Filhos perturbados. Um lar desfeito.
E um buraco em meu peito do tamanho da China.
Fará um dia frio em Shangai antes que eu dê o que ele quer.
Sabe que eu descobri o nome da namorada dele? Xiu Shi.
Você acredita nisso?
Uma vadia oriental com nome de peixe cru.
Eu a apelidei de bacalhau.
Cuidado. Tudo bem. Tudo bem.
Cuidado. Cuidado. Tome. Tome.
Melhor?
Você tem sorte de Jack estar morto.
É meu braço.
Querida, desculpe-me.
Você está bem?
Tem certeza?
Você quer parar?
Você não precisa.
Você está bem? Você parece um pouco...
Eu estou bem.
Tem certeza?
Eu só preciso de um copo d'água.
Você finalmente admitiu que eu o excito.
Você sempre me excitou.
Eu cruzava as pernas, durante minha sessão.
Eu atingia o orgasmo sem sequer me tocar.
Eu estou toda molhada.
Você está ouvindo?
Eu me fantasiaria para você, também.
É só me pedir.
Você está bem?
Lindas flores. Admiradora secreta?
Eu as mandei para mim mesmo. Faço isso toda semana.
Verdade? Eu nunca acharia que você faria isso.
Eu sou cheio de contradições, não sou?
Por favor, sente-se.
Vamos falar de seu marido.
Com licença.
Podemos falar a sós?
Ela deve ser uma moça confiável...
mas isto é pessoal.
Claro. Maggie, você poderia sair por um segundo, querida?
- Com prazer. - Obrigado.
- Sra. Huffstodt. - Obrigada.
- E não passe ligações, Mags. - Claro.
Eu sinto muito. Eu nunca consegui esquecer Pearl Harbor.
Eu analisei isto, Isabelle, e parece estar correto.
Acho que Ben quer protegê-la da Receita Federal.
Pedindo que eu assine os papéis do divórcio?
Eu dei alguns telefonemas, Sra. Huffstodt...
e parece que o Sr. Huffstodt deve...
vários milhões de dólares.
- Milhões? - Sete milhões, para ser exato.
E mais algumas centenas.
O governo está preparando o caso, e temos pouco tempo.
Eles só estão esperando pela ordem.
- Ordem para quê? - Para prendê-lo e processá-lo.
Processá-lo?
- Eu o ajudaria, assinando isso? - Não, Isabelle. Ajudaria você.
A Receita Federal não poderia confiscar seu pé de meia...
que deve ser considerável.
- E se eu não der o divórcio... - Ele sonegou US$ 7 milhões.
Você é cúmplice. Se assinar isto, estará livre.
Entendo.
Ouça. É só assinar ao lado da etiqueta colorida...
- e... - Russell, eu tenho que pensar.
Isabelle, eu a aconselho a assinar.
- Quanto tempo eu tenho? - Minutos. Horas.
Alguns dias, no máximo. Não mais que isso.
Eu preciso de tempo.
Eu preciso de tempo, Russell.
Ouça.
Eu levarei estes papéis para casa.
Leve meus números.
Pense bem. Quando decidir, ligue para mim, está bem?
E os papéis estarão comigo. É um bom plano?
Obrigada.
Temos um plano.
Sério, obrigada. Obrigada, Russell.
Com licença.
Você pode tirar seu carro? Está na minha vaga.
Vou buscar algo em meu escritório.
Levarei cinco minutos.
Dr. Huffstodt, certo?
Doug. Doug Colombo. Acabei de me mudar. Segundo andar.
Ouça. Eu sinto muito. Posso tirá-lo na volta?
Estarei encrencado se não chegar em 5min.
Eles trancam a porta e fingem não vê-lo pelo vidro.
Está bem, pode ir.
Mas pode se apressar? Eu também estou atrasado.
Por que eu sou tão bonzinho?
Tenha mais cuidado...
porque, se um de nós se machucar acho que eu serei processado.
Saia.
Por que eu a ofendo tanto? Saia você.
Sua atitude narcisista e sarcástica é que me ofende.
Muito sofisticado. Pensei que estivesse se escondendo de mim.
Porque não fui atrás de você? Jamais. E eu não me escondo. Saia.
- Mas você corre. - Também não faço isso.
- Você ia sair correndo, agora. - Você não me intimida.
Mas seu lábio superior está tremendo.
Eu estava certa, ontem. Não pedirei desculpas.
- Estava fazendo meu trabalho. - Não completamente.
Onde eu errei?
Na charmosa brincadeira sobre lésbicas...
ou por desprezar você pessoal e profissionalmente?
Sabia que sua boca faz algo adorável, quando você fala?
Ela se curva, no canto.
O quê?
Bem aí.
Não importa o que ou como você fala...
você nunca deixa de parecer um garoto.
- Você quer jantar comigo? - Claro.
Fantástico.
É o abridor de latas.
Você não vai se arrepender.
Diga a papai que eu o amo.
Está bem.
Está combinado.
Eles virão para o Natal, no dia 20.
Você pode marcar uma consulta com o Dr. Kirby, para mamãe?
Claro.
Querida, você acha que isto já cozinhou o bastante?
- Eu acabei de colocar aí. - Há meia hora.
- Isso é impossível. - Tudo bem.
Algo cheira maI, aqui.
É porque vamos comer frango.
E...
Beth assassinou aspargos inocentes, mãe.
Pelo menos ela fez piada com o frango. Isso é bom.
Onde eles vão ficar?
Eu não sei.
Santa Monica é perto. Shutters, talvez?
- Dinheiro, dinheiro, dinheiro. - O Shutters é lindo. Quem virá?
O clã Sullivan de Teaneck, de New Jersey.
Para o Natal?
Todos eles?
Nossa. Ponha mais uma dose aqui, Byrd.
Beth, você precisa dormir. Está pálida e tensa...
e você nunca estragou aspargos.
Está tudo bem, mãe. Nós temos salada.
Querido, ajude a vovó a arrumar a mesa.
Você sabe que eu adoro sua mãe...
mas Patty é outra história.
É difícil presenteá-la, e ela nunca agradece.
E como será a troca de presentes?
Daremos lembrancinhas para as crianças...
ou coisas caras?
Não quero envergonhar os pais, Deus me livre.
Que tal sortearmos nomes?
Querido, é a festa do nascimento de Cristo, não uma rifa.
- Quando eles virão, mesmo? - No dia 20.
Meu Deus. Cinco dias antes do Natal.
Do que vamos falar?
Você pensará em algo.
E são quatro dias antes do Natal.
Vinte, 21, 22, 23, 24. São cinco dias.
Dia 20, não. Dia 21.
- Você disse dia 20, querida. - Eu disse 21.
Desculpe, mãe. Você disse dia 20.
Eu disse dia 21!
Droga. Que diferença faz?
Muita, se você for pagar os quartos no Shutters.
Não faz diferença alguma. Você se machucou? Deixe-me ver.
- Eu não queimei. - Ponha debaixo d'água.
- Eu não queimei. Estou bem. - Você parece ótima.
Querida, você não tem dormido.
Por que não vai para a cama?
Porque são só 19hs.
Sim, mas você está exausta. Vamos. Eu termino tudo, aqui.
- Pode ir, mãe. Nós cuidamos de tudo. - Eu levarei seu prato daqui a pouco.
Não leve. Não estou com fome.
Boa noite. Eu os verei pela manhã.
Durma bem.
Ela disse dia 20.
Mande chamar Fernando. Diga que é para mim.
Quero uma mesa no lado norte do salão.
- Pode deixar. - Longe da cozinha.
- Odeio portas de vaivém. - Eu disse pode deixar.
Se estiverem lotados, ligue para Castle Penias...
e implore uma mesa no jardim do telhado.
- Espere. É para quinta-feira? - É, benzinho.
O enterro de Gary Topolski é na quinta-feira.
- Eu odeio enterros. - Você não irá?
Eu disse que odeio enterros, não disse?
- Algo mais? - Passe na lavanderia, por favor.
Certo.
Não acredito que você vai sair com alguém da firma.
É perfeito. Posso cobrar tudo da firma.
Foi você quem me disse para jamais namorar no trabalho.
- Aonde você vai? - Vou correr.
- Pensei que fosse dormir. - Certo. Você pensou.
Eu vou correr.
Gail está?
Quem fala?
É Byrd Huffstodt?
É Byrd.
Eu disse a ela para nunca mais falar com você.
Ela não tem falado, senhor.
Mas eu gostaria de falar com ela, se o senhor permitir.
Eu não permito.
Você é um pervertido.
Sua mãe ou seu pai estão aí? Quero falar com eles.
Não, eles... Desculpe. Boa noite, senhor.
Eu não sou um pervertido.
- Eu lamento o incômodo. - Não se preocupe.
Estou atrasado, de novo. Alguém parou na minha vaga.
Eu entendo.
Este é da série seis?
V-8?
Eu podia ter comprado um V-8.
Isto deve atrair muitas mulheres.
Bem, eu sou casado.
- É uma pena. - Eu amo a minha esposa, então...
Sorte sua.
Eu teria que ampliar minha clientela para ter um destes.
Eu vendo seguros. É uma droga, mas paga as contas.
Desculpe-me. Eu preciso ir.
- Você poderia... - Claro. Desculpe.
- Tudo bem. - Eu não quis atrasá-lo.
Não deve querer se preocupar com uma vaga idiota.
Certo.
Cretino.
Fale-me de seu apartamento. Você gosta dele?
- É legal. - Só legal?
Bonito. É bonito.
Você se sente em casa, lá?
Como assim?
Você gosta de voltar para lá?
Sente-se à vontade, seguro?
Claro.
O que poderia me machucar, lá?
Meias sujas no chão?
Eu não sei. Diga você.
Eu não sei.
Você se sente mais seguro lá...
quando não há cuecas sujas no chão?
Eu disse meias, não cuecas.
Meias, cuecas...
é a mesma coisa, não é?
Não é?
Por que você está agitado?
Eu jogo a cueca no lixo, depois de usá-la.
- Verdade? Sempre? - Sempre.
- Por que faz isso? - Eu não sei.
Ela fica suja, ou lhe dá nojo? Deixa você envergonhado?
Então, por que faz isso?
Eu não sei.
Há quanto tempo você faz isso?
- Desde pequeno. - Sério?
Então você não lembra quando começou?
Quando eu tinha 11 anos...
- O que aconteceu? - Eu não sei.
Neil, o que houve quando você tinha 11 anos?
O que o envergonha tanto?
Você tem que falar comigo.
Ele batia nela, está bem?
- Quem? - Meu pai.
Ela batia na sua mãe?
Seu desgraçado. Sim, ele batia o tempo todo.
Eu não quero falar disso. Eu não consigo.
Neil, você consegue. Sim, você consegue.
Não há o que temer, está bem?
Tudo bem. Está tudo bem.
Você tem que me dizer o que houve.
Você não vai progredir, se não fizer isso.
Vamos.
Uma vez, eu arrombei a porta.
Ela estava deitada...
nua...
abraçada aos joelhos.
Ela cobria o rosto com as mãos, tentando se proteger.
Mas ele não parava.
Ele continuava batendo nela.
Sem parar.
E havia sangue.
Saía sangue de um grande corte na testa dela.
Então, ele olhou para mim...
Está tudo bem.
Ele olhou para mim, e gritou que eu seria o próximo.
Foi quando eu senti...
uma sensação quente e horrível.
Saiu tudo de dentro de mim. Pela frente, por trás, tudo.
Desceu por meus pijamas, até o chão.
Foi a última vez que eu perdi o controle.
Está tudo bem.
Está tudo bem.
Acabaremos em poucos dias.
Quando temos que terminar isso?
Amanhã, à meia-noite, se quisermos chegar ao próximo nível.
Acho que não conseguiremos.
Nós conseguiremos. E seremos os primeiros daqui...
a ter nosso jogo na Internet. Não é legal?
Nós precisamos de drogas, algo para cheirar.
Algum remédio bem forte.
Talvez estimulantes.
- Ritalin. - Ritalin é ótimo...
ainda mais moído e inalado.
- E aí, Byrd? Seu pai é psiquiatra. - O quê?
Vamos. Ele deve ter muitas amostras grátis.
- Vocês falam sério? - Nós falamos sério.
Eu sinto muito. Não posso.
Deixe-me entender.
Você não quer roubar remédios de seu pai.
Amostras que ele nem paga.
Isso mesmo. Não posso fazer isso com ele.
Ele não sentirá falta delas.
Tudo bem. Então, vocês não podem fazer isso comigo.
Eu não entendo. Pensei que tivéssemos decidido ontem.
Claro que a decisão é sua.
Mãe, se você fizesse quimioterapia aqui...
eu cuidaria de você durante o Natal.
E você poderia ficar mais tempo...
pois se sentirá maI.
Não vai querer entrar em um avião.
Está bem.
Nós falaremos disso amanhã. Eu também amo você.
Mikey!
Veja o que você me fez fazer.
Espere. Tome um pano.
Mike anda bebendo, de novo?
- Como vai Madeline? - Bem. Ela está bem.
Fico feliz por ela vir no Natal.
Terá um descanso daqueles exames.
O único problema é o sistema imunológico dela.
Aviões são incubadoras com asas.
Minha mãe é muito forte.
Não estou falando da disposição dela, mas da imunidade.
Se alguém espirrar na econômica, logo...
todos da primeira classe estarão com gripe.
É impossível ir a qualquer lugar em segurança.
O médico diz que não tem problema.
Os médicos davam talidomida às mulheres, nos anos 60...
e todas elas pariram monstros.
Nós estamos falando de uma gripe.
Estamos falando de câncer, Beth.
Este pode ser o último Natal de sua mãe.
Você precisa ter muito cuidado.
Bem, pode ser seu último Natal.
Pode ser meu último Natal.
Eu tenho que confiar no médico dela.
Você o conheceu, falou com ele?
Nós usamos a confiança para pôr as pessoas em pedestais.
E, quanto mais alto, maior é a queda.
- O que você quer dizer? - Quando quiser...
confiar em alguém, olhe para a cicatriz em seu braço.
Tome.
Mike deve conseguir tirar mais uma dose.
Eu nunca a vi assim, sabe? Nunca.
O que aconteceu foi horrível.
Sim, mas ela se fechou completamente.
Ela não fala comigo, não me olha durante o sexo.
Ela não está dormindo.
Eu não sei o que fazer.
Isso deve mexer com a pessoa, não deve?
Quando um maluco entra em sua casa e o ataca?
Precisa dar tempo a ela.
Já faz quase cinco dias, e eu estou enlouquecendo.
A culpa é minha mesmo. Eu devia ter dispensado Melody há anos.
- Não é culpa sua. Você a dispensou. - Mas havia sinais.
Houve rosas equatorianas e roupas de marinheiro, Huff.
Ninguém previa uma invasão violenta.
É difícil vê-la passar por isso, entende?
Aposto que é.
Ali tem uma moça sã...
para você.
Aliás, você não imagina...
a loucura que fiz outro dia.
Convidei uma moça para sair.
- Um encontro? - Isso.
- Como ela se chama? - Laura.
- Laura? - Laura.
- E onde você a conheceu? - Ela trabalha em minha firma.
Entendo.
- Como ela é? - É alta e atraente.
Tem cabelos escuros e pernas longas.
E ela tem uma maldade que eu anseio imitar.
Você a faz parecer um jogo de videogame.
Faço?
Ela tem uma maldade que eu anseio imitar.
- Posso lhe dar um conselho? - Eu adoraria.
Tente não enfiar dinheiro na calcinha dela...
- na despedida. - Vá se ferrar, imbecil.
Já faz tempo que você não namora.
- Vá se ferrar. Isso é pintículo. - Pintículo?
- Aliás, preciso ir ao banheiro. - Essa é nova. Pintículo.
Querida, o que está fazendo? São três da manhã.
- Estou lavando roupa. - Estou vendo.
Isso tem que parar.
- O quê? - Você tem que falar comigo.
Eu não conseguia dormir.
Não é nada demais.
Querida, você está lavando roupas limpas?
Está bem. Que tal falar com a Dra. Bruner?
- Ela trata EPT. - Eu não tenho estresse pós-traumático.
Você tem os sintomas.
Está esquecida, comete erros simples...
Eu não cometo erros simples. Estou lavando roupa.
- E não me analise. - Como eu poderia fazer isso?
Isso exige conversa.
Ouça. Eu nunca fiz terapia, e não vou começar agora.
- Disse a mulher do psiquiatra. - Nós podemos parar?
Eu não quero falar disso esta noite.
Você pôs uma vermelha com as brancas.
- Bom dia, querido. - Bom dia, mãe.
Pergunta.
Quem estava lavando roupa no meio da noite?
O ciclo de centrifugar me acordou.
- Era Beth, mãe. - Entendo.
- Mãe, por favor, não. - Não o quê?
Não perguntar porque minha nora não consegue dormir...
depois que sua ex-paciente tentou matá-la?
Sim, mãe. Beth está perturbada porque minha ex-paciente...
tentou matá-la.
Eu não acho que aquela maluca seja o problema.
Como assim?
Você sabe, Huff, que as pessoas...
nunca revelam o que sentem.
Isto é, veja o seu pai.
Eu diria que foi a maior encenação de todas, você não?
Mãe...
Agora, ele quer...
decidir sobre a última metade de minha vida.
Menos da metade, eu acho.
Um quarto, talvez. Enfim, isso não vai pegar...
- se é que você me entende. - O que isso tem a ver com Beth?
As mulheres não querem ser pressionadas, está bem?
É a única qualidade inegável que todas nós temos.
Não se esqueça disso.
Droga.
Qual é o seu problema?
- O que disse? - O que há com você?
É a terceira vez. Preciso escrever em sua testa...
não estacione em minha vaga?
Qual é o seu problema? É só uma vaga.
Não é só uma vaga. É a minha vaga.
- Calma. - Não me mande ter calma.
Apenas tire seu maldito carro.
Você é um cretino.
Como? Você é um cretino.
- Vá se ferrar. - Vá se ferrar você.
Não estacione em minha vaga!
Solte-me! Vou chamar a polícia!
Desculpe-me.
Droga. Desculpe-me.
Cretino.
Vocês começaram sem mim?
Tim, você tinha que me ligar. Por que não ligou?
- O que você acha? - Talvez um pouco.
Pessoal, esse trabalho é meu.
Entendi.
Estão zangados porque não roubei as drogas...
não é?
Devíamos ter inserido alguns pontos-bônus.
- É, mas só depois do quarto nível. - Incrível.
Por favor, eu não sou obrigado a lhes arrumar drogas.
Por favor, nós podemos conversar sobre isso?
Por favor, nós podemos conversar sobre isso?
Prontos ou não, aí vou eu.
Uma cópia para mim...
e uma droga para vocês.
- Ele mentiu. - Bubba não mentiu?
Clinton não infringiu a lei, nem pediu isso a ninguém.
- Você estava debaixo da mesa? - O quê?
Como você pode saber?
Mas inocentes não foram mortos...
devido a informações falsas.
Você esqueceu Lyndon Johnson e o Golfo de Tonkin.
Por favor, não há comparação.
Mas Bush foi atrás de uma ameaça real.
Qual?
Um bando de muçulmanos fanáticos dispostos a matar e morrer...
porque Deus ordenou.
Bush falou da vontade de Deus em todas as coletivas.
- Isso é diferente. - Não, isso é assustador.
- Maldito republicano. - Maldita democrata.
Eu levarei estes.
Aqui está.
Obrigada.
- Este peixe parece ótimo. - Parece bom.
Não está quente aqui em cima?
Claro que não está.
- Na verdade, está adorável. - Está adorável.
- O que foi? Você está bem? - Pager vibrando.
Preciso desligar.
Você quer mais...
mais vinho?
É bom para o coração. Vinho tinto.
Você está bem?
Você se importa se eu for?
Não é você.
Eu não me sinto bem. Meu Pager...
Eu recebi notícias perturbadoras.
For?
Embora.
Você está brincando?
Não estou.
Eu...
tentei.
Eu realmente queria.
- US$300 deve bastar. - Está indo embora?
Sim, estou.
Isto é o mais perto de casa que posso deixá-la, querida.
Eu peguei isto na garagem.
Você estava linda naquela noite.
Vê?
Meu Deus. Aqui estamos nós, na praia.
Veja a bermuda horrível de Ben.
Viajar? Aonde você quer ir?
- Fiji. - Fiji?
Fiji é primitiva demais, para mim.
E é quente.
Lois? Lois?
Lois?
Lois! Lois?
Deus.
Minha amiga precisa de ajuda.
O que há com vocês? Minha amiga precisa de ajuda!
Parece que é outro derrame.
Lois, respire para mim. Respire fundo.
- O que está havendo, Beth? - Não faça isso, Huff. Não agora.
Será agora, porque não agüento mais.
Eu passei o dia pisando em ovos.
- O que há com você? - Eu disse agora não.
Querida, por favor. Nós estamos juntos há muito tempo.
Por que você não fala comigo?
Por que você não me dá um pouco de espaço?
Porque você parece estar furiosa comigo.
Não me diga como eu me sinto.
- Está bem. Como você se sente? - Eu estou bem.
Está bem? Você está bem. Eu não estou bem, droga.
Eu vou enlouquecer, está bem?
Quase matei um cara por causa de uma vaga de estacionamento.
É assim que eu estou. O que eu preciso fazer...
para ter um pouco da sua atenção?
O que você precisa fazer?
Isso é uma piada!
Um garoto se mata em seu consultório...
e você tem minha atenção.
Você é julgado, e quase perde tudo que ganhou na vida...
e você tem minha atenção.
Sua paciente psicótica invade minha casa...
ameaça minha vida, e o que acontece?
Você tem minha maldita atenção!
Mas minha mãe tem câncer...
carcinoma ductal infiltrado, estágio dois. Eu sei tudo.
Eu pesquisei na Internet.
Ela vai morrer, Huff. Minha mãe vai morrer.
E onde você está?
Tomando cerveja com seu amigo.
Ficou perturbado por causa de uma vaga?
Diga-me. O que eu preciso fazer para ter sua atenção?
Querida, eu sinto muito. Eu sinto muito.
- Deixe-me em paz. - Venha cá.
Estou feliz por ver você. Eles estão aqui.
Se eu ligasse, perderia a coragem.
Faça-me assinar os papéis e me mande para casa.
Está bem?
Eu não tenho uma caneta.
Eu tenho.
Uma bela caneta, bem aqui.
Temos dois lugares. O primeiro é o verde.
Você está agindo certo, Isabelle.
Tenho certeza.
Belo casamento.
Bem, 40 anos é muito tempo, e você deve estar aborrecida.
Relaxe, Isabelle.
Pelo amor de Deus, Russell, ninguém me chama de Isabelle.
Nem minha mãe me chamava.
É Izzy! É Izzy! Eu preciso ir.
Desculpe-me.
Você tem sido muito gentil.
É bom saber que alguém me acha gentil.
- Eu sei como você se sente. - Eu entendo.
- Obrigada, Russell. - Tudo ficará bem.
- Eu espero que sim. - Tudo ficará bem.
Eu não sumi por tanto tempo.
A enfermeira disse que você sumiu por três horas.
É a segunda vez que você tenta fugir ou se esconder.
O que há com você?
Eu queria fugir das vozes.
Elas não paravam.
- Aonde você foi? - Lavanderia.
Quarto andar. É limpa. Um bom esconderijo.
O cheiro me lembra a infância. Amaciante de roupas.
Às vezes, eu passo pela cozinha...
vejo a máquina de lavar pratos...
e o detergente me lembra mamãe.
Eu vim assim que eu soube.
Eu não sei...
Não sei se você deve voltar aqui.
- Não é justo. - Eu gosto de vir aqui, Ted.
Craig...
se você pudesse apertar um botão, hoje...
e fazer todos os seus problemas sumirem...
não me diga que você não apertaria.
Claro que apertaria.
- Mas esse botão não existe. - Para mim, existe.
Quero parar de tomar remédios.
- Você não pode parar, Ted. - Sim, eu posso.
- Não pode. - Sim, eu posso.
Não pode.
Estou farto de ser vigiado.
Estou farto dos funcionários...
e das vozes, e dos pacientes.
Se não posso melhorar...
só quero sumir em meu maldito mundo.
Eu não permitirei que faça isso.
Tente me deter.
Revisão e Sincronia: Konga
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