All language subtitles for Double Trouble (1984)

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ENCRENCA DUPLA

Estamos � espera do saxofonista.

Deve estar a chegar. Tenham paci�ncia, meus amigos.

Sabem o que aconteceu?

N�o encontrava a chave da minha cela.

N�o se riam. O guarda amea�ou mudar a fechadura!

O que querem ouvir? Mississipi Dream?

Vamos a isto.

N�o � mesmo fant�stico?

Repare na cara dele, nos ombros, no pesco�o...

Que parecen�a incr�vel!

At� que enfim que o encontr�mos.

Obrigado. Foram um p�blico maravilhoso.

O que gostavam de ouvir agora?

Temos de conversar consigo.

Desculpem, mas essa m�sica n�o conhe�o.

Sr. Wonder, temos que falar. � muito importante.

Agora ficam por vossa conta, rapazes.

- E ent�o? - Espl�ndido!

Sr. Wonder, o senhor � o nosso homem.

As "meninas" devem estar enganadas.

N�o nos interprete mal. Somos homens de neg�cios.

Viemos desde New Orleans para lhe oferecer 1 milh�o de d�lares.

1 milh�o de d�lares?

Eu acabo de cumprir 10 anos

por causa de um esquema seguro para ficar rico!

- O pagamento inicial. - O saco!

- Aqui tem o dinheiro! - Sim? E quanto?

50 mil d�lares.

Do que � que se trata?

N�o estamos autorizados a dizer-lhe.

Quem o vai informar de tudo � o nosso chefe em New York.

Quer aceite ou n�o o trabalho, pode ficar com os 50 mil, Sr. Wonder.

Ningu�m lhe vai pedir para os devolver.

Com a sorte que tenho, deve ser falso.

O que quer dizer, Sr. Wonder?

Acho que tudo isto tresanda, mas

acho que eu aguento o cheiro.

Queres acabar com as gracinhas, Elliot?

Pode-se fazer isso, mas apenas quando se est� em forma.

Eu estou em grande forma! V� s� isto.

Desculpe.

Pode dizer-me onde posso encontrar o Sr. Elliot Vance?

Ali.

Ele tirou-me o chap�u! Quem � aquele maluco?

� o Elliot. O Elliot Vance.

Ei, Mike. Gostaste desta?

Podiamos colocar isto no programa.

Us�vamos um espantalho com um chap�u na cabe�a.

O que me dizes?

Digo-te que est� aqui um tipo para falar contigo. Diz que � importante.

- Quem �? - � o "espantalho".

Posso falar com ele?

Sr. Vance, temos que falar. � urgente.

Claro, se quiser vir aqui a cima...

Sr. Vance, mesmo se significar 1 milh�o de d�lares no seu bolso?

O qu�? Deve de haver uma m� liga��o.

Pareceu-me que algu�m falou num milh�o de d�lares.

Quer aceite ou n�o a proposta, Sr. Vance,

tem aqui 50 mil d�lares � sua espera assim que descer.

- Isto � seu? - Era meu.

Sr. Vance, aceite a nossa proposta e deixe de andar �s voltas

com esse est�pido brinquedo.

Eu gosto daquele brinquedo.

Aqui tem o seu pagamento inicial.

E o que tenho eu que fazer com estes trocos?

O chefe da ag�ncia em New York dir-lhe-�.

N�o estamos autorizados a dizer mais nada.

Acham que vou cair nessa?

Pense bem, Elliot. Existem mais 20 envelopes iguais a esse.

Sendo assim, vou cair nessa.

� s� um momento, Sr. Wonder.

Viva, Susan. O Sr. Wonder est� aqui.

O J.G. est� em reuni�o.

� s� um minuto, Sr. Wonder.

Digam ao chefe que se despache. Eu n�o posso esperar.

Ele est� numa reuni�o com clientes importantes.

Ele n�o vai demorar muito.

- Ei, cuidado! - Ei, cuidado com o qu�?

Como assim? A porta.

As portas fizeram-se para abrir, n�o sabia disso?

Ei, s� sabe essa can��o?

Senhor, quando � que vai acabar o curso de bailado?

O que pensam voc�s? Ele ter� nascido assim ou...

...foi a porta que lhe fez aquilo

Ei, ouve l�, olhos azuis...

Este n�o � o lugar indicado...

Sr. Wonder, pode entrar agora.

Se te queres matar, espera aqui por mim.

Entre tamb�m, Sr. Vance.

Mas o Godzilla j� vai a caminho...

- Onde est� o milh�o de d�lares? - Pois.

Extraordin�rio!

Realmente fant�stico!

Bom trabalho, rapazes.

Podem sair... Obrigado.

Ponham-se � vontade, senhores.

� um prazer receb�-los aos dois aqui. E juntos!

Sentem-se.

S�o as suas filhas g�meas?

� a Sr�. Thatcher!

Membros do governo.

Senhores, eu devo confessar que voc�s s�o as j�ias desta organiza��o.

Encontrar um j� � dif�cil, mas encontrar dois...

E em t�o pouco tempo!

Bom, direi que...

� o qu�?

N�o h� adjectivo para descrev�-lo.

� pena. Eu gostava de saber o que �.

Onde est� o milh�o?

Vamos come�ar por...

Os seus homens ofereceram-me um milh�o de d�lares.

A mim tamb�m.

Voc�s s�o o resultado

de um sofisticado estudo de um programa.

A prova viva do inimagin�vel.

E quanto ao milh�o?

Irei directamente ao assunto, Sr. Wonder.

Pois... O milh�o!

A nossa organiza��o � a �nica no mundo

especializada em duplos.

Ele quer dizer...s�sias?

N�s pesquisamos e persuadimos indiv�duos

que s�o id�nticos aqueles que requesitam a nossa ajuda,

a colaborar connosco.

Estes s�o alguns dos nossos mais espectaculares s�sias.

- � incr�vel - Bem pode diz�-lo.

Estas s�o as nossas obras-primas.

A Sr�. Tatcher, o Papa...

Este n�o precisa de apresenta��es.

A prop�sito, o duplo do presidente � um excelente actor.

Brezhnev, Roosevelt...

Mas, sem sabermos, os Russos mandaram um falso Estaline.

Foi um caos completo.

Eram todos duplos.

Mas qual � a vantagem?

A de poder estar em dois lugares ao mesmo tempo.

Um passo mais em frente para se ser parecido com os Deuses.

E onde diabo arranjam estes duplos?

Por todo o mundo.

E convencem-nos com 1 milh�o?

No vosso caso... sim.

S� um segundo. Quer dizer que algures por a� ele tem um s�sia?

Sim, Sr. Vance. E o senhor tamb�m.

S� existe um Elliot Vance. Isso � certo.

Claro que o nome � diferente.

Mas quanto ao resto... vejam voc�s mesmos.

Minha nossa!

Se n�o soubesse que n�o era eu, eu jurava que era!

Que classe! Que distin��o!

Agora, n�o me diga que este n�o � voc�, Sr. Wonder.

Olha para isto! Eu de fato!

O milh�o � isto?

Para substitu�-los durante 7 dias, em todos os sentidos.

Quem s�o estes tipos?

Dois dos homens mais ricos do mundo. S�o primos.

Fazem parte de uma dinastia

que representa um aut�ntico imp�rio de riqueza.

Vivem no Brasil. No Rio.

- Conhecem o Brasil? - O Papa � cat�lico?

Eles possuem planta��es de tabaco,

centenas de milhares de gado, minas, estaleiros,

h�teis, bancos...

Por isso est�o sempre sobre o olhar atento do mundo.

Isso � mesmo desagrad�vel.

Meus senhores, posso contar com voc�s?

- Pode, pode. - Quando � que come�amos?

Agora. Estamos � vossa espera no Rio amanh�.

Cala-te e deixa o chefe falar.

Est�s doido? Eu n�o abri a boca!

Senhores...

Oh, meu Deus!

Id�nticos.

Eu n�o acredito...

O que vos parece, senhores?

Temos que admitir que o aspecto f�sico � prefeito.

Desconcertante!

Podia dizer-se... "primitivo", n�o concorda?

Primeiras apar�ncias.

Senhores, deixem-me apresentar-vos: Grey Wonder e Elliot Vance.

Sr. Wonder, o Antonio Coimbra de la Coronilla y Azevedo.

Ol�, Tony.

Sr. Vance, o Bastiano Jo�o de la Coronilla y Azevedo.

J� lhe disseram que � mesmo bonito, Batsy?

Uma vez que ainda t�m coisas a acertar,

e a discri��o � a norma da casa,

tomei a liberdade de vos organizar um almo�o.

- Comer. - Vamos a isso.

Chamou-lhes primitivos... s�o � animais!

Realmente.

O que foi, Tony? N�o tens fome?

Comi uma refei��o ligeira no clube.

Uma sanduiche?

Quer beber? Ajuda a empurrar a comida.

Pode entrar.

Agora que j� nos conhecemos, qual � a verdadeira hist�ria?

O facto de voc�s estarem aqui quando deviam estar l�,

n�o me cheira bem.

N�o se paga 2 milh�es de d�lares para nada.

T�m inimigos, n�o �?

Voc�s sabem como � que � no mundo dos neg�cios.

Por acaso n�o. Este � o meu primeiro neg�cio.

Sim, n�s temos inimigos. Inimigos perigosos.

N�o h� piedade no mundo dos neg�cios.

O seu melhor amigo pode tornar-se no seu pior inimigo.

Acontece o mesmo nas apostas.

Eu fui atacado em Wall Street em plena luz do dia.

Uma experi�ncia terr�vel.

Por sorte, ia a passar por ali um pol�cia na altura.

Quer dizer que n�o se defendeu?

- Eles eram dois... - S�?

J� topei! N�s somos o isco durante uma semana e voc�s...

Aparecemos ao s�timo dia. A tempo de assinar um certo contrato.

E esse contrato est� a chatear algu�m.

Algu�m que quer impedi-lo a todo o custo, n�o �?

Incluindo assass�nio.

N�o sei o que dizer.

Diz "porreiro". Eu aceito, portanto n�s aceitamos.

Fala por ti.

Se n�o aceitares, o contrato vai ao ar!

N�o vou perder 1 milh�o de d�lares por tua causa!

Podemos saber a raz�o da sua hesita��o, caro Elliot?

Pode, caro Bastiano.

A raz�o da minha hesita��o

� que n�o quero parar uma bala com a cabe�a.

� claro que haver� um certo risco, mas

1 milh�o de d�lares � 1 milh�o de d�lares.

Eu n�o seria muito exigente.

N�s n�o somos exigentes. Eu aceito e n�s aceitamos.

- Calma a�! Calma a�! -D�-me paci�ncia!

O que diz a isto, caro Elliot?

1 milh�o de d�lares para cada um por nos substituirem.

Mais 500 mil para desmascararem a oposi��o.

Ouviste isto? 500 mil para dar cabo dos tipos maus!

Isso j� aceito.

Isto � muito arriscado, primo.

Gostava de lhes sugerir uma coisa, se o permitirem.

Somos todos ouvidos.

Sejam o que s�o. Descontraidos.

Por outras palavras, n�o tentem imitar-nos.

A vossa personalidade � t�o espont�nea,

que seria absurdo tentarem restringir-se.

N�s somos t�o parecidos, que ningu�m pode imaginar a verdade.

E estes sete dias ser�o...

recordados como um louco intervalo

que ningu�m saber� explicar.

Est� de acordo?

� uma loucura.

Pois. Sabe uma coisa? Voc� � um curtido.

- Um curtido? - Sim, um bacano, uma curte.

Obrigado.

Prepararam os ficheiros para estes dois senhores?

Est�o aqui.

Posso sugerir-lhe, caro Elliot, que mude de penteado?

Nem pensar! Mude voc� o seu!

"Olhos azuis", somos os �nicos a bordo do avi�o.

Porque vai o avi�o vazio?

Foi totalmente reservado para voc�s.

Pensei que soubessem.

Ele � distraido..

Querem um sumo?

- Pode ser. - Obrigado.

Ei, vamos fazer os trabalhos de casa.

Angel Duarte, secret�rio particular.

Escrupuloso e zeloso... Cheira-me a um chato de primeira.

Bernardo, o mordomo.

Nadinho e Vin�cio, os motoristas.

-Motoristas? -Sim, motoristas.

Pois, motoristas.

- Zeffa, a cozinheira. - Eu adoro-te, Zeffa!

Ajudantes de cozinha, criadas de quarto,

criadas de sala, criados, pessoal m�dico,

jardineiros, tratadores de cavalos, etc...

� um ex�rcito!

Nunca pensei em ser General.

O que � isto? D. Olympia Chavez de Altamarano.

Baronessa de bla, bla, bla... Duquesa de bla, bla, bla...

Amiga �ntima de Bastiano Jo�o!

Durante anos o amor deles foi plat�nico.

Plat�nico? O que � isso? Alguma doen�a?

Talvez.

D. Olympia adora Proust, Beaudelaire e Whitman.

Os favoritos s�o: Thomas Mann, Beckett e Joyce.

A mi�da anda bem informada.

Ela vai ouvir � falar de mim.

A sua amizade com o Bastiano Jo�o,

s�o os mexericos da alta sociedade.

E eu sei porqu�. Tu �s o �nico que ainda n�o topaste!

Mas eu mudarei isso! Tu �s casado?

Quem, eu? �s doido?

Tu n�o... "Tu" o Antonio.

Oh, "eu" o Antonio. Eu sei l�.

- Quem � este tipo? - Dr. Albert Von Eisenberg.

O melhor psicanalista da Am�rica do Sul.

- � o analista do Antonio. - E o que � isso?

O teu psiquiatra.

Antonio Coimbra � um solteir�o

sem liga��es rom�nticas.

O seu amigo e confidente � o Dr. Von Eisenberg.

Tem duas sess�es por semana a 15 mil cada uma.

Que rico amigo.

Os ricos s�o pessoas muito solit�rias.

Isso � problema deles.

Mas se n�o fossemos parecidos com aqueles dois,

eu ainda andava a voar e tu na recolha do lixo.

Parece que engordaste uns quilitos.

Sim...

Devias correr um bocado, era bom para ti.

Talvez o fa�a.

L� est�o eles.

- Olha os motoristas... - O que raio lhes aconteceu?

Ei, Nicky Lauda!

- Perderam alguma coisa? - N�o, senhor.

Ent�o endireita-te e leva esta mala.

- Sim, senhor. - Obrigado.

Que classe!

Eu guio. Vamos ver o que esta sucata anda.

Mas, o senhor n�o sabe conduzir!

Mas vou tentar.

Para tr�s, "Rato Mickey".

Vais ficar a�?

N�o, senhor.

Eles pensam que est�o numa pista de corridas?

Pensava que os Coimbra tinham medo das velocidades.

Acho que t�m ainda mais � medo de levar uma injec��o.

Caramba, n�o � uma pens�o m�!

Vamos demorar uma semana a encontrar a casa-de-banho.

- Bem-vindos, senhores. - Obrigado, Angel.

- H� novidades, Bernardo? - N�o, senhor.

Se n�o h� novidades, � bom sinal. � como "eles" disseram.

E "eles" sabiam bem o que diziam.

- E as coisas nos est�bulos? - Tudo bem, senhor.

A Regina est� em plena forma. Hoje and�mos a trote.

Chegou a forragem especial para ela, vinda da Irlanda

- ...de avi�o. - Finalmente.

Isso s�o boas not�cias, mas n�o estou a ver a Zeffa.

O que vai cozinhar hoje para mim?

- Hoje... nada. - Nada? Porqu�?

Mas � a primeira quinta-feira do m�s, Sr. Antonio.

E o que tem isso a ver com o facto de eu ter fome?

Mas hoje, a Baronesa Sophronia Machado Calvosa

faz o seu encontro cultural mensal.

O Sr. mesmo disse-me para confirmar a vossa presen�a.

Como pude esquecer-me?

Com uma cabe�a como a tua � f�cil.

A que horas est� essa Sophronia � nossa espera?

�s 8 horas, como de costume.

Para come�ar, quero lavar-me.

- Um banho, senhor? - Claro, ele toma banho, �s vezes.

O pessoal da casa-de-banho estar� � vossa espera.

E o que fazem eles?

- O programa, senhor. - E para que serve isto?

Para a noite. A Baronessa mandou-o entregar esta tarde,

- ...como de costume. - Obrigado.

Divirtam-se, senhores.

Tens confian�a aqui no "Rato Mickey" a guiar?

Nadinho, acelerar ao m�ximo.

- Ao m�ximo, senhor? - Sim, d�-lhe g�s.

Gostava de saber como � que os Coimbras cabem

nesta lata de sardinhas a usar estes chap�us.

- Talvez os tirem. - Bem pensado.

J� viste o meu anel? � bonito n�o �?

- Pergunta-me as horas. - O qu�?

- Pergunta-me as horas. - Que horas s�o?

� uma beleza.

Falando de horas felizes, esta � uma delas.

Bem, qual � o programa?

Sonata para arpa, tocada pela Baronessa Sophronia.

Seguida da leitura de:

"At� que ponto est� avan�ada a pesquisa da an�lise de sangue

para se saber o grau de nobreza".

N�o pode ser.

Isto j� � melhor. "Uma viagem pela cozinha do Tibete".

Isso � que � falar.

Os v�rios tipos de alpista...

Como � que nos v�o alimentar? Na gaiola ou na janela?

Temos que entrar no jogo se queremos receber a pasta, primo.

Era muito melhor quando eu estava falido, primo.

Vamos come�ar s� amanh�.

Quero divertir-me esta noite.

Concordo contigo. Para o diabo com aqueles exc�ntricos.

Eles sabem tomar conta deles pr�prios.

Estou a lembrar-me de um lugar bestial.

- Nadinho... - Sim, senhor?

- Para o porto. - Sim, senhor.

Isto � que � porreiro!

Acordem, seus cal�es! Toca a animar isto!

Vamos l�.

Bem-vindos, senhores. Tenho uma �ptima mesa. Por aqui...

Aqui est�. Esta � a melhor mesa.

Vai ficar pronta num momento.

Sentem-se.

O que desejam, senhores?

- Qual � o especial da casa? - Arroz e feij�es.

- Por mim, pode ser. - Para mim tamb�m.

Saem duas doses de arroz e feij�o.

- Fa�a antes quatro doses. - Fa�a antes oito doses.

Oito? Isso � que � comer!

- Ol�, bonit�o. - Ol�, beleza.

Pagam-nos uma bebida de rum e coca-cola?

Sabem quem eu sou? Sou o Bastiano de la Coronilla.

Y Azevedo.

Vamos querer champanhe.

Champanhe para todos. Pagamos n�s.

� material de provocar um ataque card�aco!

Voc�s hoje merecem uma comiss�o especial.

Se n�o os tivesse visto a entrar com os meus pr�prios olhos,

n�o acreditava.

J� li sobre tipos com dupla personalidade,

mas estes dois batem todos os recordes!

A Baronessa vai perder os seus convidados de honra.

Est�o a empaturrar-se antes da festa.

E v�o receber muito mais do que aquilo que pediram. Vamos!

Comida! Nem sei por onde come�ar.

Voltem daqui a um bocado.

Isto � que � viver.

Pois, deviam ler sobre isto na festa da Baronessa.

Boa noite, Tango. Estamos cheios esta noite.

Mas vou arranjar uma mesa para si.

Eu quero a "melhor" mesa.

Mas essa mesa est� ocupada!

Eu quero... "aquela" mesa!

Sim, � para j�.

O que se passa?

N�o olhes agora, mas aqueles tipos querem a nossa mesa.

O dono diz que � apenas um pretexto para se meterem connosco.

Este senhor aqui, � o pior deles todos.

Gosta de assustar as pessoas.

Ele faz-nos em picado, se n�o lhe cedermos a nossa mesa.

Est�s a gozar...

� o maior assassino da cidade e gosta que lhe chamem Tango.

- Tango? - Sim.

O facto de se intitular de Tango, querido primo,

aqui na terra do samba, apenas vem demonstrar que � um idiota.

Mesmo nos feij�es!

Voc� est� bem, chefe?

Vamos a eles!

Que boa luta!

Vai l� e acerta-lhe.

N�o estejas a dormir. Vai l� bater-lhe!

Tens uma oportunidade.

Falhaste.

Ai, os meus tomates.

Toma, segura-a. Obrigado!

Magoaste-te? Onde � que te d�i?

Est� a doer?

Agora est�.

- Vais lev�-lo para casa? - Quem? O maravilhoso Marvin? N�o!

Eu s� ia � casa-de-banho.

Ei, chefe. Eles n�o est�o aqui!

Procurem bem que v�o encontr�-los.

Lingrinhas, estamos aqui!

Desta vez, n�o v�o fugir.

A pol�cia! Vamos fugir daqui!

"Os motoristas deram o alarme.

Embora a pol�cia chegasse em for�a,

n�o conseguiu apanhar os assaltantes.

E como as coisas lhes estavam a correr mal,

fugiram com o rabo entre as pernas."

"Quando pedimos para identificarem os atacantes,

Antonio Coimbra surpreendeu todos ao dizer

que n�o era informador e que n�o tinha inten��o

de denunciar algu�m."

Seu est�pido! S�o um bando de amadores!

Estou neste neg�cio h� muito tempo

e nunca ningu�m me fez um trabalho t�o mau como este.

- Fomos apanhados de surpresa. - Os oito?

Foi o senhor que nos disse que eles eram uns fracotes.

Eu n�o quero desculpas, cretino! O meu cliente quer resultados.

N�o se preocupe. N�o voltar� a acontecer.

Para a pr�xima, eu mesmo vou dar conta deles.

"... o mesmo estilo para o primo Bastiano,

que perdendo o seu famoso controlo,

entrou tamb�m na luta, para sorte do fot�grafo presente."

- Chocante! Chocante! - Chocante, de facto!

" Os primos Coimbra, declararam que iriam cobrir os custos

da reconstru��o do clube destru�do

e que pagavam as contas m�dicas dos feridos na luta."

Uma luta? Naquele lugar horr�vel?

Sabes o que isto significa?

Eles devem ter sido atra�dos a esse bar.

Um bar cheio de b�bados e vadios.

Em linguagem submundana, "Informador" significa "Denunciar".

Nunca mais serei capaz de aparecer no clube de vela.

� muito aborrecido.

Eu diria que eles s�o "espantosamente espont�neos."

N�o s�o s� espont�neos, como manifestamente perigosos.

N�o podiamos esperar que fosse algu�m como o Duque de Edinburg

a substituir-nos.

Claro que n�o, mas estes dois cavalheiros

est�o a ir longe demais.

Eles est�o a fazer o melhor que podem para sobreviver, primo.

Infelizmente, fazem-no � maneira deles.

N�o temos outra alternativa. Ou cancelamos o contrato...

Nunca!

Ou enfrentamos n�s mesmos esses tipos maus.

Bem, eles j� arruinaram a nossa reputa��o, primo.

Por isso, espero que nos mantenham afastados do perigo.

Servi�o de quartos, senhor. O vosso ch� de camomila.

Bom-dia.

- Sofres das costas? - N�o, senhor.

- Ent�o, endireita-te. - Sim, senhor.

- Bom-dia, senhor. Como est�? - Muito bem.

Lamento o terr�vel incidente da noite passada.

N�o nos aconteceu nada.

O pequeno-almo�o vai ser servido imediatamente.

Era capaz de comer um cavalo, Angel.

- Ol�, "olhos azuis". - Ol�.

O pequeno almo�o do Sr. Bastiano Jo�o de la Coronilla Y Azevedo.

O pequeno almo�o do Sr. Antonio Coimbra de la Coronilla Y Azevedo.

Tragam mas � a comida.

Obrigado.

- De quem foi a ideia disto? - Minha n�o, senhor.

- O que foi senhor Antonio? - Isto � alguma brincadeira?

� a sua dieta recomendada pelo seu dietista.

Eu sou o meu pr�prio dietista. Eu decido a minha dieta!

Como queira, senhor.

D� isto aos can�rios como aperitivo.

Est�s doente da l�ngua?

Posso ler-lhes o programa de hoje?

Se for como o de ontem � noite, esquece.

O programa do dia, senhor.

- Mesmo assim n�o quero... - Olha o milh�o...

Vamos, diz l�.

�s 11 horas visitam a planta��o.

As bananas est�o a ser apanhadas.

J� comia umas bananas �s 11 horas.

� tudo?

�s 16 horas, a sua consulta com o Dr. Von Einsenberg.

� o teu psiquiatra.

E o Sr. tem um encontro marcado para as 17 horas

com a D. Olympia Chavez no lago.

- No lago das Ninfas. - A tipa.

Pois, eu tenho algumas coisas a dizer-lhe.

Preparo a carruagem?

E porque n�o? �s bestial, Angel!

- Est�s � a engordar na cintura. - Posso sair?

Claro. Pirem-se todos. Adeus.

Obrigado, senhor.

- N�o � dif�cil ser rico. - Tens toda a raz�o.

Eles s�o outras pessoas desde que regressaram dos Estados Unidos.

O Antonio aprendeu a tocar saxofone.

E o Bastiano pediu-me que lhe comprasse um winsurf.

Um qu�?

Uma dessas coisas para voar nas ondas, agarrado a uma vela.

Diz que n�o quer perder o estilo.

- O Bastiano. - Incr�vel.

Onde � que a ag�ncia te foi encontrar? Debaixo de uma ponte?

No clube de Jazz Dirty Charlie em New Orleans.

O que fazias num clube de Jazz?

Deixavam-me sair da pris�o �s vezes, apenas para tocar saxofone.

- Por bom comportamento. - E antes disso?

Vadiava. Foi quando vim ao Brasil pela primeira vez.

- Para fazer o qu�? - Para tentar encontrar diamantes.

Parece que n�o encontraste nenhum.

O que queres dizer com isso? Olha para mim agora.

- E tu o que fazias? - Um pouco de tudo.

Mas aquilo em que sou melhor, � a cair.

A cair de cara.

Eu sou um duplo.

Quando precisam de um tipo para cair do cavalo,

ou para guiar um carro a arder que cai num precip�cio,

- ...quem � que eles chamam? - A quem?

O Elliot Vance... o melhor.

� muito arriscado?

N�o, se souberes o que est�s a fazer.

- E tu sabes? - Exactamente.

- N�o pareces capaz disso. - Oh, n�o?

Pare aqui.

Quando eu vier a galopar na tua direc��o, tu disparas

e vais ver o que acontece.

Um j� foi. Agora falta o outro.

Eu estou bem. Estou bem. Obrigado. Obrigado.

Esta queda valia 500 d�lares.

- Nunca partiste a cabe�a? - N�o. Eu sou o melhor.

Falando de cabe�as. Tem cuidado com o psiquiatra.

- O que tem ele a ver com isto? - Eu conhe�o o jogo deles.

Fazem-te contar tudo e ficam a conhecer tudo.

- Sobre qu�? - Do teu passado, do nosso.

S�sias... 2 milh�es de d�lares...

E depois?

Como tu n�o �s muito esperto, tenta n�o estragar o espect�culo.

Olha quem fala! Sobe!

- Chefe? - Sim?

Metade do trabalho j� est�. Matei o Bastiano.

Estupendo.

Coloquei-o na minha mira e ele caiu como um figo maduro.

Estou contente por ver que ganhaste ju�zo, Tango.

Foi canja, chefe. Amanh� acabo com o outro.

Espreita por aqui.

� algu�m conhecido?

Eu disparei... certeiro. Ele caiu como um figo maduro.

- O Sr. Antonio C. de la Coronilla. - Y Azevedo.

Caro Antonio, � um prazer tornar a v�-lo.

Gosto de ver que est� mais forte.

Tenho feito uns exerc�cios.

- Tem descansado ultimamente? - N�o me posso queixar.

Sente-se.

Ia-me partindo a m�o.

- Tem tido pesadelos? - N�o exactamente, mas...

Mas?

Tenho sonhado que estou a peneirar areia no Rio Prata.

A peneirar, a peneirar...

T�pico! � um sintoma recorrente do seu subconsciente.

- Ent�o � isso? - Claro. � t�pico.

Est� relacionado com a sua inf�ncia.

Brincar na areia com o balde e com a p�.

- E com a peneira? - Exactamente.

V� como as coisas se encaixam?

- Claro. V�m � superf�cie. - Voltemos � sua inf�ncia.

Dos impulsos elementares aos sentimentos repressivos.

- Eu ajudo a desenterrar tudo. - � t�o reconfortante.

Nunca encontrei ningu�m que fizesse isso por mim.

Ela est� atrasada.

Oh, puros pensamentos, alegria da minha alma.

O meu Cupido est� aqui.

- �s tu Olympia, mulher do... - Amor!

A tua casta boca est� pronta para o amor, Cupido?

� para isso que a minha casta boca est� aqui.

Minha vida. D�s alegria aos meus olhos e ao meu ser.

Continuo?

Oh, meu amigo plat�nico.

N�o estava dito que a tua casta boca n�o tocaria...

Estava, mas o Cupido perdeu a cabe�a.

- � este o dia da paix�o? - Mais vale tarde do que nunca.

Ent�o � hoje o dia. O grande dia!

Joyce, Proust e Whitman, todos juntos num s�.

Eles s�o apenas palavras, mas a vida tamb�m � sangue,

carne, m�sculos...

Tamb�m acho.

Meu amor! Meu Cupido!

Sim, sim. � t�pico.

Esta tudo a encaixar e a ordenar-se.

O novo elemento do saxofone encaixa perfeitamente.

- Encaixa? - Absolutamente.

Mas h� algo que n�o quer vir ao de cima.

- E o que vamos fazer? - Hipnose.

Olhe para a caneta. Concentre-se. Siga a caneta.

Concentre-se.

Ainda mais.

Ainda mais.

Sente-se muito descontra�do.

Quer dormir. Feche os olhos.

Est� a dormir um sono muito profundo,

pois est� descontra�do, calmo e relaxado.

Est� a ouvir a minha voz, Antonio?

Sim.

Eu vou fazer-lhe umas perguntas

e voc� vai-me responder porque assim o quer fazer.

- Quer contar-me tudo, n�o quer? - Sim.

Est� prestes a assinar um contrato,

a fazer um neg�cio, n�o � verdade?

Sim.

Eu quero saber tudo acerca desse contrato.

Quero saber tudo o que vai fazer at� assinar o contrato.

- Vai contar-me tudo. - E que diabo lhe interessa isso?

- O que disse? Repita. - E que diabo lhe interessa isso?

Agora � voc� quem me vai contar tudo. Deite-se.

Pronto. Comece a cantar. Que lhe importa o que eu fa�o

e sobre o contrato?

Faz parte da terapia.

Agora n�o se trata da sua terapia, mas sim da minha!

Isto � um terr�vel equ�voco.

Parto-te o nariz se n�o come�as a falar.

Andas a espiar para algu�m. Diz-me para quem �!

Eu digo! Deixe-me!

Puros momentos quando descobres a minha alma.

D�-me alegrias sensuais, o rem�dio da minha paix�o.

D�-me vida e rudeza. Lembras-te, amor?

� do teu poeta favorito.

O Yono Ono escreveu isso?

�s um brincalh�o.

Sabes muito bem que isto � do Whitman.

Agora diz-me...

Foi ele quem te inspirou a paix�o de hoje?

Esque�amos o passado, eu sou um novo Bastiano.

Teremos de compensar o tempo perdido, meu amor.

Est�s a brincar?

Alto!

Eu sou o Tenente Colombo. Aqui est� a minha identifica��o.

Com quem pensa que est� a brincar?

Voc�s s�o corruptos. Para quem trabalham?

J� vai saber. Entre para o carro.

N�o � para o seu. � para o nosso!

Entre.

Pol�cia falso!

Atr�s dele! Vamos!

Raios, ele roubou as chaves!

P�e em ponto morto e desce a rua.

P�ra a�.

Anda!

Arranca!

N�o posso, ele roubou esta chave tamb�m!

Acaba com a festa, Temos que falar.

Vamos tomar um banho! Todos para a piscina!

Ei, primo. Perdeste uma grande festa!

Uns impostores disfar�ados de pol�cia tentaram apanhar-me.

Temos um espi�o aqui.

Vamos falar para outro lado.

E depois, o que aconteceu?

Agarrei no cretino e estendi-o na marquesa.

Depois apertei-o at� ele falar.

E depois?

Eles convenceram-no a fazer umas perguntas ou furavam-lhe

- ...a cabe�a com um compressor. - E tu o que disseste?

Disse-lhe que eu usava um compressor para limpar as unhas.

Muito s�btil! E o que descobriste?

Ele ia-se encontrar com o seu contacto amanh� ao meio dia.

Onde?

- E onde est� ele agora? - Escondido.

Ei, olha!

Tenha calma, amigo. Responda-nos apenas a uma quest�o.

Sabe onde est� o gerente?

Viu o gerente?

Sabe onde est� o gerente?

Obrigado.

E ent�o?

Ele est� no escrit�rio.

No corredor, segunda porta depois dos chuveiros.

Tens a certeza que percebeste bem as indica��es?

Claro que sim. Basta ler nas entrelinhas.

- O que est�s a fazer? - A tentar aprender a ler.

Compra um livro. Anda da�.

Senhor?

Toca a acordar! � hora de entrar em jogo.

Vejam quem est� aqui.

Bom trabalho, boneca. Depois falamos.

Por favor, sentem-se.

N�o, obrigado. Passamos por aqui apenas para lhe dar isto.

Porque n�o coloca as cartas na mesa?

Mas voc�s n�o t�m jogo.

E mesmo que tivessem um baralho s� com ases,

- ...ainda estavam em desvantagem. - Ele tem raz�o neste ponto.

Quero falar com o chefe, querida.

- O que �? - Chegou o correio.

Foram dois idiotas que o trouxeram.

Se for outro falhan�o teu...

N�o, n�o �, chefe. Os Coimbra est�o aqui sentados.

T�o certo como eu me chamar Tango.

Est�s readmitido. Tr�-los aqui para passarem o fim-de-semana.

O chefe convidou-os a passarem o fim-de- semana com ele.

- Est�s livre? - Quando? No fim-de-semana?

N�s aceitamos. Mas apenas se eles tamb�m forem.

Isso nem � preciso dizer.

N�o estejam assim. Afinal, o pior ainda est� para vir.

Fecha a janela.

Esta abafado aqui dentro. N�o consigo respirar.

Deixem-no apanhar ar fresco. � uma das �ltimas vezes dele.

Sacana! Vamos!

N�o est�o atr�s de n�s. Continua.

Encosta ali, Steve. Deixa-os passar.

- Bom-dia, senhor pol�cia... - Cala-te!

- Mas, senhor pol�cia... - Calado!

- Est� numa alhada, amigo! - Deve ser algum engano.

N�o h�, n�o! C� para fora!

Eu sou o Bastiano Coimbra de la Coronilla.

Y Azevedo.

O meu primo Antonio. Tony, anda cumprimentar o senhor pol�cia.

Ol�, senhor pol�cia.

Mexe-te, est�pido!

Os primos Coimbra. � claro.

S�o os primos Coimbra. Houve um pequeno mal-entendido.

Lamento, senhor pol�cia. De certeza que a culpa foi minha.

Quem lamenta sou eu. Mas compreende...

- E quanto aos outros? - Pois...

Que coincid�ncia! N�s iamos agora para a Academia de Pol�cia.

- A s�rio? - Sim.

Queriamos oferecer 5 mil bilhetes para o jogo de domingo.

- 5 mil bilhetes. - 5 mil?

S� trabalho e nenhuma divers�o, n�o � bom para voc�s.

Os rapazes merecem-no. Eles trabalham arduamente.

Se quiserem, escolto-os at� � Academia.

Obrigado. N�o se importa se fossemos no seu carro?

E porque n�o?

Sempre sonhei em andar num carro da pol�cia. Mas inocente.

Vamos levar estes senhores � Academia. Voc�s v�o aqui.

- Por aqui, senhores. - Segue-nos, James.

- Sim? - Para a pr�xima vez que ouvir

- ...uma sirene, encostem e parem. - Claro, senhor pol�cia.

Parab�ns, Coronel. Muito eficiente.

Obrigado uma vez mais, em nome dos nossos cadetes.

Apreciamos o trabalho que fazem. Queria pedir-lhe um favor.

Se os nossos guarda-costas pudessem ver os treinos...

Ser� um prazer.

Espero que aprendam novos truques.

Especialmente aqui o Samba!

Sabe o que aconteceu?

Roubaram-lhe o carro. Mesmo � frente dele.

Foi uma limusina igual a esta.

- Mostre tudo aos senhores. - Sim, senhor.

Por aqui, por favor.

Ali � o gin�sio e o laborat�rio.

E ali o campo de tiro.

Os nossos cadetes graduam-se em m�dia, com 98 tiros no alvo.

- Foi um prazer, Coronel. -N�o sei como agradecer-lhes.

N�s � que agradecemos � Pol�cia.

Vamos, rapazes, mexam-se!

Vamos embora. Este lugar deixa-me nervoso. -394413

- Isso � o n�mero da lotaria? - � do telefone do nosso homem.

O Tango marcou-o mesmo � minha frente.

Vou molhar o meu fato Gucci.

O sacana vive numa ilha.

Dali ningu�m ouve quem pedir socorro.

- V�o demorar muito? - Voltamos dentro de uma hora.

- Ol�, polvinho. - A quem est�o a chamar polvo?

Tens umas m�os t�o r�pidas que parecem tent�culos.

Pois, pois.

V�o buscar umas bebidas.

Um movimento em falso e passas a comida para peixes.

- O que sepassa aqui? - Usa a cabe�a.

- O que querem? Quem s�o? - Apenas o nome do teu cliente.

Que cliente? N�o sei do que est�o a falar.

O estupor que mandou matar os primos Coimbra.

D�-nos o nome ou ficas sepultado no mar.

N�o sei quem �. Eu nunca o vi. Eu juro.

S� me encontrei com ele uma vez.

Usava casaco com gola alta, um chap�u sobre os olhos

e �culos escuros.

- � melhor contares tudo. - Ele pagou-me!

- Quanto - 40 mil d�lares.

- Como � que o contactas? - Ele � que me telefona a mim.

Tem uma voz de homossexual. � um anormal.

N�o � do g�nero de pessoa que se apresenta � nossa m�e.

Eu juro que � verdade!

Se este tipo est� a falar verdade, l� se vai o b�nus de 500 mil!

N�o me parece. Tu vens connosco, amigo!

O que me v�o fazer?

Rema!

Rema!

�nico!

Ouve esta estrofe, primo.

O vento sopra do sul, ou sopra de Norte.

O dia � branco, ou � preto.

Casa ou rios e montanhas de casas.

Cantando sempre, recordando nunca.

Enquanto eles dois se mentiverem unidos...

Excelente.

Pode entrar.

- Os jornais do Rio. - Obrigado.

- Quais s�o as novas? - Vamos ver...

Olha para isto! Olha!

"Os primos Coimbra confraternizam com criminosos."

Ultrajante!

"Os primos Coimbra, a festejar at� �s duas da manh�,

na companhia do mais importante chefe de criminosos do Rio.

Os dois magnatas chamaram a aten��o dos fot�grafos

que foram avisados por uma chamada an�nima."

"O clube Vinho, Mulheres e M�sica,

tornou a abrir as portas, desde o primeiro esc�ndalo dos Coimbra."

Outro esc�ndalo!

O nome da fam�lia est� desonrado.

Imortalizado na companhia de gangsters. N�s!

- Os Coimbra de la Coronilla. - Y Azevedo.

Sim... Y Azevedo.

Queriamos duas ovelhas para atirar aos tigres

e em vez disso, enviamos dois tigres!

- � incr�vel! - E para al�m disso, primo.

Nunca mais far�o um contrato connosco.

Como � que pudemos cometer um erro destes, primo?

Acho que devemos voltar para o Rio imediatamente.

- Agora? - N�o temos escolha.

Assim que chegarmos, pagamos �queles... selvagens,

e obrigamo-los a explicar tudo numa confer�ncia de imprensa.

- Tudo? - Sim, tudo.

As amea�as, os atentados �s nossas vidas e

a ideia de usarmos s�sias.

Vamos ser a raz�o de falat�rio.

Mas eles voltar�o a ser eles e n�s a sermos n�s.

- Os primos Coimbra de la Coronilla. - Y Azevedo.

Sim...

N�o se aproxime mais, Comandante.

Sou o Comandante Van der Bosch com os meus c�es de guerra.

Fazemos de tudo por dinheiro. Est� na pasta, n�o �?

- E o resto? - Quando acabarem a miss�o.

Digamos que amanh� j� � tarde.

- Mais alguma coisa? - Sim, eu quero-os vivos.

Eles t�m algumas coisas para me dizer.

Adeus. Vamos!

Ningu�m os viu sair. Eu tamb�m n�o ouvi nada.

Estavam t�o b�bados quando os trouxemos para casa

que pensei que fossem ficar de ressaca o dia inteiro.

E depois telefonam-nos para virmos ao aeroporto.

Ali est�o eles.

Bom-dia, senhores.

- J� est�o recompostos da ressaca? - O que � aquilo?

O vosso carro. Com todas as modifica��es que pediram.

Suspens�o rebaixada, carregadores turbo,

- ...v�lvulas extra-fortes... - 12 mil rota��es...

Vai de zero a 100 em 8 segundos. Est� uma aut�ntica bomba.

- Quero-o pintado de novo. - Na sua cor original.

- Despediu-se? - N�o, senhor.

- Ent�o v� guiar. - Sim, senhor.

- A porta... - Sim, senhor.

- Para casa, senhores? - Para a quinta, em S�o Jos�.

E depois levem o carro para a mans�o.

- S� quero caf�. Muito... - Para mim tamb�m.

E umas salsichas.

Bom-dia, senhores.

H� novidades?

Telefonou a D. Olympia para o Sr. Bastiano.

Informou que o tema do pr�ximo encontro cultural

ser�: "Vida ou morte, o dilema actual".

Diga-lhe que eu brindarei com whiskey... duas vezes.

- Desculpe, senhor... - Fale mais baixo.

Est� um senhor ao telefone que diz ser o senhor.

Estou? Quem fala? Ol�, Tony.

Estavam ansiosos por voltarem para casa, n�o era?

Est� aqui � minha frente. O Vance manda cumprimentos.

Como v�o as coisas em Nova York?

Como assim, est�o a falar mal de n�s? Comprem bons jornais.

Querem correr connosco? Porque n�o? � o vosso funeral.

Entendido. At� j�.

E ent�o?

- Vamos dar uma volta. - Onde?

� quinta de S�o Jos�.

S�o Jos�? Mas estamos fora da �poca!

- E a casa n�o est� limpa. - Est� calado, amigo, por favor.

- Olhem, o carro est� pronto. - Ent�o, vamos.

Quem vos mandou tornar a pintar o carro?

- O senhor! - No aeroporto!

Est�s maluco? Acordamos agora mesmo.

- Levem-nos para S�o Jos�. - Para... S�o Jos�?

Mas n�o os levamos l� agora mesmo?

Estiveste a beber?

N�o, senhor!

Sentem-se atr�s! Ele � que guia.

N�o est�o. Acabaram de sair.

Foram para S�o Jos�.

De nada. Adeus.

Deviamos termo-nos deixado matar para voc�s

continuarem bem vistos no clube?

Mas havia necessidade de terem sido fotografados

com um gangster e umas raparigas num bar?

Faz tudo parte do vosso plano.

Asseguro-lhes que fizemos um trabalho espectacular.

Sabem Porqu�? Primeiro: O chefe est� na merda.

Segundo: O seu bra�o-direito... como � que ele se chama?

- Tango. - Pois. Ele est� na merda tamb�m.

Est� cheio dela.

O cheiro � horr�vel, mas estou a perceber.

- �ptimo. - N�o h� raz�o para continuarem.

Discordamos de tudo.

O espect�culo acabou. Paguem-nos e des�am a cortina.

Estou?

Fale mais alto.

� para si, Bastiano.

- Para mim? - Sim, para si.

Fala o Bastiano Coimbra.

Quem � voc�? O que quer? Como...?

Estou? Estou?

- Desligou. - Quem era?

O homem quer-nos mortos.

Acabar com a vossa dinastia. Foi o que ele disse.

- Parecia falar a s�rio. - Oh, meu Deus!

Quem � que sabe que estamos aqui?

Os motoristas, claro!

N�o, eles n�o fariam mal a uma mosca.

O vosso secret�rio, o Angel. Tentou matar-me � fome.

� muito est�pido. Nem saberia por onde come�ar.

O mordomo! O mordomo � sempre o culpado!

O Bernardo? Ele viu-nos crescer.

Se calhar, agora quer ver-vos morrer.

J� sei! Vou fazer um telefonema e...

Ol�, Angel. Telefonou algu�m para n�s?

Obrigado. Muito obrigado.

- Resultou? - Tarde demais.

- Vejamos a vossa assinatura. - Como assim?

Assinem os cheques.

N�o poderiamos subir a cortina outra vez?

Primeiro, o dinheiro.

- Um helic�ptero! - Um grande helic�ptero!

- S�o soldados? - A cavalaria � que n�o �.

- Quem s�o eles? - Mercen�rios! Reconhe�o os sacanas!

Sr. Wonder, j� que os conhece, pode pedir-lhes para irem embora?

Eles v�m-nos cortar aos bocadinhos.

- O que fazemos? - Rezem.

Fechem a janela.

Coimbras, ca�ram na armadilha como ratos!

- Quem s�o voc�s? - Comandante Van der Bosch

...e os meus c�es de guerra.

O que querem?

Os dois Coimbras. Ou saem ou ficam

sepultados nos escombros dessa casa!

- D�-nos tempo para pensar. - T�m dois minutos.

Depois disso entramos. Vou come�ar a contar!

Ou�am, se sairmos todos juntos, eles matam-nos aos quatro.

Se eu sair com ele, eles matam-nos aos dois

e voc�s poupam 2 milh�es de d�lares.

Mas n�s n�o somos parvos.

Se sairem voc�s, eles matam-vos e junto com voc�s os 2 milh�es.

Mas se tu e o priminho sairem, eles matam-vos.

O que quer dizer que o prim�o e eu

- ...ficamos salvos e ricos. - Assim n�o me agrada.

Mas se sair eu e o prim�o, eles matam-nos e

voc�s dois ficam porreiros.

- Assim � melhor! - N�o, assim � pior.

Ou ent�o, o priminho e o prim�o assinam os cheques

e depois saem eles.

Isso mesmo! Bem pensado!

Mas assim, perdemos as nossas vidas e o dinheiro.

Qual � o problema? N�o o podem levar connvosco.

O tempo acabou!

- S�o balas de p�lvora seca! - Querem-nos apanhar vivos.

Cuidado, eles v�o matar-vos!

N�o atirem! Parem!

Atire, Capit�o! Eu sou um Coimbra de la Coronilla!

Y Azevedo

- Y Azevedo. - Y Azevedo tamb�m.

Dispare, seu palha�o! Eu n�o tenho medo de si,

nem dos seus escuteiros!

- E n�s? O que fazemos? - T�m cal�as iguais a estas?

- Cal�as de linho? Acho que sim. - Vistam-nas, r�pido.

Tirem os an�is, os casacos e as gravatas.

- Para qu�? - Para salvarem o coiro.

- � isso mesmo. - Vamos!

Sempre disse que o meu s�sia era mais esperto do que o teu.

� a vossa �ltima oportunidade, Coimbras. Ou saem

ou solto os meus c�es de guerra!

- Estamos bem assim? - Sim, est�o �ptimos!

- O cabelo.. - O qu�? Claro...

- J� lutaram alguma vez? - Eu estudei na Sui�a.

Eu nunca lutei. A �nica vez que levantei a voz tinha cinco anos.

Foi por causa de uns morangos.

Voc�s dois... avancem.

Larguem as armas! Quero-os vivos!

Cobra, Mamba, Mattler, cubram aquela porta!

Voc�s vigiem as escadas! Tu e tu, por ali!

Os outros, espalhem-se!

- Ei, o meu sapato! - Eu j� to dou!

- Aqui tens o sapato! - Obrigado.

Eu sou o Antonio Coimbra de la Coronilla... Y Azevedo.

Ei, procuras emprego no circo? N�o te posso ajudar.

Socorro!

Isto ensina-te a n�o te meteres com os Coimbra.

- Entra a�! - Salva-me!

Muito bem.

Procuram algu�m?

Calou!

Tu tamb�m.

- � minha! - N�o, � minha!

Ok, podes ficar com ela.

V�s esta marca? Esta aqui?

Ei, sai da�.

Surpresa!

O que � isto?

� direita! Agora � esquerda!

Muito bem!

Vamos, Bastiano. Bata-lhe.

N�o tenhas medo.

Fa�a-o ouvir campainhas.

Torna a tentar.

Tem que ser assim.

Muito bem! Feche a porta.

Desculpa l�!

- Por aqui. - N�o, por aqui.

A sa�da � aqui.

Muito bem, Capit�o. Tenho um trabalho para si.

Daqui Bosch chamando controlo.

-Estou a ouvi-lo, Capit�o.

Tenho aqui os ossos. Mesmo ao meu lado!

- Vivos, espero. - Sim, est�o mesmo muito vivos.

Vai encontr�-los dentro da casa amarrados.

Pode partir. A sua miss�o est� cumprida.

� a minha deixa.

Angel? mande o carro vir buscar-nos aqui a S�o Jos�.

Obrigado.

Ele vem a�.

- O que fazemos? - Escondam-se.

Ol�.

Gosto mais de ti sem bigode.

N�o tenho nada contra ti, meu querido.

� contra aquele monstro!

Aquele comil�o. Piranha!

Arruinou o meu pai! Destruiu-o! Obrigou-o a fugir!

Odeio-o! Vampiro! Tubar�o!

- Tem calma. Pensa no Withman. - Oh, sim. Withman.

O teu primo � que � um monstro horr�vel!

Uma sanguessuga sem alma!

Basta. J� foi longe demais.

- Ela costuma desmaiar? - � muito sens�vel.

Ajuda-me aqui... sua sangue-suga nojenta.

Sabes que mais? Ela tem raz�o! �s um nojento!

Sabe que mais? Ela tem raz�o! Voc� � nojento, primo!

N�o. N�o � verdade. Eu � que fui roubado.

H� dois anos, numa opera��o financeira.

Foi tudo elaborado pelo pai desta hist�rica.

Um dia, ele esvaziou o cofre e desapareceu.

Com uma bailarina. Vive em Paris, em grande estilo.

O velho n�o � tolo!

Convenceu a filha de que a culpa era minha.

E veja as consequ�ncias.

Se foi assim, tudo o que tem a fazer � contar-lhe a verdade.

O Bastiano trata disso. Ela a si ouve-o.

Tente ser um pouco mais quente com ela.

- Achas que ele se atirou a ela? - Isso n�o sei.

Agora vamos ao cheques.

- Perd�o? - Assinem os cheques.

N�o, n�o. � apenas o nosso carro que chegou para nos levar. Assine.

Quanto era? Mil?

- 1 milh�o. - E meio.

Para cada um.

Vamos estourar este dinheiro antes que fiquemos

uns ricos asquerosos como eles!

Mesmo � hora, "Rato Mickey".

Sabes, Tony. Acho que deviamos praticar boxe.

Acho que sim. E eu tenho que parar imediatamente com a dieta.

- Para casa, senhores? - N�o, para o aeroporto.

E depois voltem aqui para nos virem buscar e levar a casa.

Legendas elaboradas e sincronizadas por: Ricardo Almeida

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