All language subtitles for The Wild North (Western 1952) Stewart Granger, Wendell Corey . Cyd Charisse

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Original subtitles

TERRAS DO NORTE

Boa tarde, velho. Como vai?

O que faz para viver?

Pesca, �s vezes, levo uns recados... Nada.

- Voc� honesto? - Sou pobre.

Eu tenho a meu equipamento na canoa.

Ser� que poderia tomar conta para ningu�m roub�-lo?

O que posso fazer se algu�m tentar roub�-lo?

F�cil. Diga que pertence a Jules Vincent.

- E voc� acha que far� diferen�a? - O que voc� acha?

- Para mim, pelo menos. - N�o trabalhe muito.

Ol�, Vincent!

- Ei, Jules. - Ol�, como estamos?

Fora daqui! Fora daqui!

Fique aqui, hein? Aqui voc� est� seguro.

- Como est� senhor? - Estou bem.

Ainda n�o escreveu o local de origem.

Do Norte.

Do Norte de algum lugar em particular.

- Bem ao norte daqui. - Nada de animais!

N�o se zangue tanto, meu amigo. Vivemos pelos animais.

N�s comemos sua carne, bebemos o seu leite,

usamos suas peles,

Al�m disso, eu mesmo tenho, por vezes, aspecto de animal.

Existe um barbeiro por aqui? Guarde isso.

Por que voc� faz meu pequeno cora��o?

Agora que se foi e levou o meu amor.

Meu cora��o n�o � mais um objeto solit�rio.

Ligeiro, brilhante e novo,

Leve-me para o meu amor logo.

Ouvi dizer que encontraram ouro.

Voc� � o �nico que ouviu.

Ou�a. Eu sou um ca�ador e eu venho do norte.

Durante seis meses eu n�o ouvi mais do que barulho do vento,

o uivo do lobo e minha pr�pria voz,

falando comigo mesmo.

- Isso explica tudo. - Isso n�o explica nada.

Ei, eu posso falar sobre qualquer coisa,

qualquer coisa que voc� gosta.

Que eu goste? Eu gostei daquela garota.

Essa ali.

Leve-me para o meu amor logo

Meu amor, acima no c�u,

Encontrar o meu amor,

antes de morrer.

Esse homem quer falar.

- N�o tem um nome? - Voc� acredita que � necess�rio?

- E o seu? - � necess�rio.

Diga-me, voc� � mesti�a de �ndio e branco, certo?

- O que voc� est� fazendo aqui? - Em um lugar assim?

Eu me pergunto a mesma coisa.

Voc� sabe? Em outro tempo... Eu gostava de cantar.

Agora � o meu trabalho. A gente precisa comer.

- Mas isso n�o � suficiente. - Porque n�o?

- Porque n�o � feliz aqui. - Porque diz isso?

Em seu canto, no seu jeito...

Pelo menos, se n�o sou feliz, estou trabalhando.

Um trabalho que d� tristeza n�o vale a pena.

Ei, meu pai era um verdadeiro amigo de seu povo.

Conhe�o bem aos �ndios. Juntos, ca�amos com muita frequ�ncia.

O que voc� est� fazendo aqui? Tamb�m vem em busca de ouro?

N�o, n�o. Vim para ficar b�bado.

- E falar. - Est� b�bado agora?

N�o, ainda n�o. Quando noto que estou b�bado Volto � minha terra.

A gente s� deve fazer aquilo que sabe fazer.

Se eu agora me lan�asse em uma busca ao ouro,

seria mais um tolo no mundo.

Mas na minha profiss�o, eu sou o melhor.

Com o ouro voc� pode comprar muitas coisas, mas nunca isso.

- Ent�o voc� � o melhor? - Claro.

O melhor ca�ador em todo o Pa�s.

- N�o j� n�o est� b�bado? - N�o, n�o. Ainda n�o.

O �lcool leva tempo.

O que temos aqui?

Veja. Este � um gato. Este � uma amiga minha.

- E sou Jules e Vincent. - Bom. Meu nome � Brody.

Eu sou um urso feroz vindo do topo da colina.

Que tal um abra�o, �ndia?

Prazer em conhec�-lo, Brody.

Solte-me!

Est� terminado.

O pobre urso s� queria brincar.

U�sque o fez escapar da jaula.

Sim, voc� � um gatinho engra�ado. Voc� n�o tem uma casa.

Mas eu vou lev�-lo para casa comigo.

Eu tenho minha cabana na margem do Rio Peace.

E eu tenho para voc� um bom companheiro.

Um esquilo vermelho.

Sua tribo a chama "Aggie Domo". Para cima, homem.

- Sim, "Aggie Domo"... - Vai ser uma boa companhia.

Eu disse, eu vou lev�-lo para casa comigo, certo?

Me levaria?

Voc� est� falando s�rio sobre querer voltar?

Sim, quero ir.

Ei. Se pode me tirar daqui.

Prometo lev�-la a qualquer lugar.

Est� bem...

Voc� disse que para lev�-la ao norte?

Sim.

Devia estar muito b�bado quando eu disse isso.

N�o. Bem... Sim.

- Mas, eu disse, certo? - Sim.

Bem, ent�o eu vou lev�-la.

Ei, velho! Como ser� o inverno este ano?

Bom para martas e fuinhas. Ruim para voc�.

S�o os invernos que prefiro.

Aqueles que testam o valor um homem, voc� me entende?

Vou fazer 77 anos, filho e eu ainda estou vivo.

Ent�o se mantenha assim.

Ei, voc�s! Vincent!

Vincent!

Eu errei na noite passada e mereci o que eu ganhei.

Merecia mais do que recebeu.

Estava certamente b�bado.

Eu estava muito b�bado, n�?

� verdade, meu amigo. Voc� estava b�bado.

Disseram-me que est� indo para o norte.

Isso mesmo.

- Ir� at� o rio Peace? - Mais longe.

Gostaria de acompanh�-lo.

Eu sou um bom remador. O melhor.

- O melhor? - Logo vai verificar.

Gostaria de fazer a travessia.

De acordo. Embarque.

Oi, Jules.

Oi, Jules. Jules?

Ol� padre. Desculpe-me. Estava distra�do pensando.

Pensar n�o � ruim.

Exceto se voc� pensar em algo pecaminoso.

Padre, esta � uma garota.

Estou levando-a de volta para seu povo.

Padre Simon. Seu nome �...

Aggie Domo.

Em �ndio significa esquilo.

Jules, pensou em sair para ca�ar neste inverno, certo?

J� est� lendo meus pensamentos. � verdade. Adivinha o que eu penso.

Eu n�o iria tentar. Vai ser um inverno ruim.

- Um dos piores. - J� vi melhores, padre.

Eu n�o quero perder o pior.

Desculpe-me pela cabana t�o suja.

Mas � o modo como eu vivo.

O policial, Voc� acha que sabe?

N�o. N�o houve tempo ainda.

Agora n�s vamos ficar aqui. N�s viajaremos � noite.

Amanh� cedo estar� com seu povo.

Nenhum homem no mundo pode descer as corredeiras.

Mas aquele homem tinha empenho em provar a sua capacidade,

se tivesse que morrer fazendo isso.

Ele queria se vingar.

Se tiv�ssemos ido sozinhos Eu o teria deixado blefar.

Mas esta garota estava conosco. Essa foi a diferen�a.

� verdade. Aquele homem estava obcecado. Notei. Jules n�o...

Eu o matei. Eu apontei para o ombro, quase o tocando. Para assust�-lo.

A canoa pegou um desvio, e eu o matei.

Voc� n�o disse a ningu�m?

Eu disse a voc� porque voc� � capaz de compreend�-lo.

Se voc� tivesse que ser o meu juiz, Eu me entregaria agora.

Mas eu n�o vou comparecer perante um j�ri de homens da cidade.

N�o suporto que esses cavalheiros digam-me o que deve ser feito.

O que voc� vai fazer agora?

Ainda h� lugares nesta terra conhecidos apenas pelas marcas dos meus p�s.

L� vou me esconder.

Quando puder voltar sem riscos, voc� vai saber.

Cuide dela.

Talvez a pol�cia j� saiba. Espere.

Sua tribo roubou alguns cavalos. Eu venho atr�s eles.

- O que voc� monta � excelente. - � s� por isso que veio?

Devolva-me os cavalos e evite danos maiores.

N�o!

Ou�a. N�o s�o os cavalos, mas a lei.

Voc� violou e n�o deveria ter violado.

Se voc� tem algo a dizer, h� ju�zes.

Isso n�o � o meu trabalho. S� vim para recuperar os cavalos.

N�o!

Arre, cavalo.

� um rapaz corajoso.

Se n�s o matarmos, mais vir�o. E eles v�o encontr�-lo.

Voc� viu como se arriscam por uns cavalos.

Pense como se arriscaram por um homem.

Deixe-os vir buscar-me no meu terreno de ca�a.

Eu? Eu n�o sou um cavalo que se deixa levar.

Jules...

N�o lhe d� mais import�ncia de que t�m.

Eu sei a import�ncia. � sua vida.

Ou�a, � um homem, uma formiga, ou um p�ssaro.

� a vida e a morte todos os dias.

Voc� espere por mim.

- Ol�, Pedley. - Oi, Bob.

- Bom dia. - Bom dia, Pedley.

Estamos falando sobre a minha sa�da?

N�o. Levo uns meses muito tranquilo. Sente-se, Pedley.

Sem sa�da, hein?

Sem sa�da. H� um assassinato.

Um tal Brody foi encontrado morto a tiros.

Ele saiu em uma canoa descendo o rio com uma mesti�a e outro homem.

Encontraram seu corpo entre as pedras das corredeiras.

- Jules Vincent. - Voc� o conhece?

- Apenas ouvir falar. - Traga-o para mim.

Que ocorre?

Isso n�o � nada mais do que um papel.

Pensava em um homem.

Ningu�m impede que voc� pense em uma mulher.

Ele estava com eles. Eles haviam brigado com ele na noite anterior.

Eles podem ter brigado novamente.

Uma garota vai com ele?

Ne pense mais sobre isso. Apenas traga-o.

Entendido, sargento. Vou traz�-lo.

- Boa sorte, Pedley. - Obrigado.

Ou�a, meu filho. Est� esgotando a paci�ncia.

O chocolate � cinco centavos e voc� s� traz um centavo.

Eu repeti, pelo menos, cinquenta vezes.

E ele olha para mim sem piscar.

Preste aten��o. Deixe-me explicar novamente.

O chocolate vale 5 centavos. A barra de doce, um centavo.

Como voc� traz um centavo, Por que n�o compra um doce?

Ou�a, meu filho. talvez um dia tenha uma fortuna,

e voc� pode encher-se com chocolate. Voc� tem a vida inteira pela frente.

Quando ficar rico Vai perder o gosto.

Por que n�o d� para ele?

Este menino vai longe.

- Bem, o que voc� quer? - Informa��es.

Isso � algo que n�s n�o vendemos aqui.

- Eu n�o vir comprar. - E n�o vou dar tamb�m.

Onde est� Jules Vincent?

Onde encontra uma raposa? Onde um lobo se esconde?

- Como posso saber onde ele est�? - � seu amigo.

Deus tamb�m �.

Isso n�o � uma brincadeira, Callahan.

- Bem, diga-me o que �. - Assassinato.

- Algu�m matou Vincent? - N�o.

- Vincent matou algu�m? - � isso.

Vamos l�!

Voc� combina com esse uniforme,

mas n�o deixe sua autoridade cegar o seu bom senso.

- Vincent � incapaz de uma coisa dessas. - Tem um �timo conceito de Vincent.

Eu tenho. � minha opini�o.

Voc� est� no seu direito.

- Sirvo uma x�cara de ch�? - Sim, obrigado.

- Trabalho seu? - Sim.

Bonito.

Obrigado.

- Quer leite? - N�o, obrigado. Onde ele est�?

N�o importa. Eu sei para onde foi.

N�o � bom fugir.

Faz as coisas piores.

- Por que ele o matou? - Ele n�o matou.

Mas ele foi morto, certo?

Tendo ou n�o raz�o para faz�-lo, deveria ter ido �s autoridades.

Agora vou peg�-lo.

� desagrad�vel.

Seria melhor do que ele mesmo se entregasse.

Bem, obrigado pelo ch�. Estava excelente.

Obrigado.

Teria sido muito melhor se ele se entregasse.

Porque vou traz�-lo de qualquer forma.

Padre!

Ok, padre.

Ei, sou eu! Jules Vincent!

Padre!

Padre...

Padre...

Vamos l�.

Eu preciso!

Eu preciso encontrar Jules.

Eu tenho... que encontrar Jules...

N�o matar�s. N�o matar�s.

Devo encontrar Jules Vincent.

Padre. Padre, n�o me v�? Eu sou, Jules.

Devo encontr�-lo. N�o h� deserto t�o grande que suficiente para...

- Esconder um pecado. - Padre.

Padre, sou eu, Jules.

Jules... Tenho procurado voc� por todos os lugares.

Como me encontrou, padre.

Eu estava fora de si, certo? Realmente ruim?

N�o. Vai ficar tudo bem agora.

Voc� � um bom homem. E preciso que voc� volte.

Voc� tamb�m � bom, padre.

Ei, vai tomar um pouco de caf�. Ent�o vai dormir melhor, certo?

Sim. Eu preciso dormir.

Mas v� imediatamente para se entregar.

Eu... eu segui �ELE�.

Voc� n�o acha isso, Jules?

N�o � verdade que eu segui seu exemplo?

- Sim, padre. Voc� seguiu. - Sim...

Bem, por que n�o senta?

- � meu dever... - � meu dever...

prend�-lo pelo assassinato de Mike Brody.

Voc� n�o � obrigado a falar, mas quando falar pode ser tomado por escrito...

e usada como prova de acusa��o.

Sim, n�o �? Voc� est� disposto a me prender?

O mesmo que levou os cavalos do acampamento ind�gena?

- Existe uma diferen�a? - Sim. H� uma diferen�a.

Ei, voc� joga damas?

- Sim, um pouco. - Um pouco.

Tome caf� e vamos ver como joga.

Voc� acha que vai ganhar se eu lhe ceder as brancas?

N�o. Ainda n�o.

Certo. Vou pegar as brancas e ganhar.

- O que aconteceu com o padre Simon? - Um ataque de loucura.

Voc� pode entender isso, n�o �?

Voc� j� deve ter visto mais de um caso aqui.

- Eu vi. - O c�rebro congela.

A Loucura Branca, amigo. � como a chamo.

Vejo o que aconteceu com aquele homem l�.

Algo que ele realizou dentro.

F�, Deus...

e mais coragem do que poderia ser exigido, mas...

- Insuficiente para aqui. - Sempre ajuda.

Haver� tamb�m ajuda para voc�. Mas n�o o suficiente.

Voc� veio para me levar, amigo.

E n�o sabe que vai acontecer com voc� o mesmo que o padre.

Eu tamb�m terei que enterr�-lo.

Deveria ter enterrado Brody.

Eu o matei. Se n�o tivesse feito isso.

Ele teria matado a mim e a garota.

Eu o matei apenas para viver, amigo. Eu s� mato quem me ataca.

Seja homem ou animal.

Dama.

Acredita na justi�a nesse casaco vermelho, n�o �?

Para mim n�o � nada mais do que um homem...

que quer me matar.

- �. Pegue mais? - Obrigado.

N�o se preocupe com isso. Ela est� descarregada.

Levante as m�os.

De quem � a vez?

Minha.

E eu coloquei minha dama.

Sim, eu entendo. Vamos sair amanh� cedo.

Sorte que veio em bom tempo. A tempestade vir� amanh�.

E n�o vai durar dias, sabe? Ela vai durar semanas.

Como eu vim, Eu vou voltar.

V�-se que o mau tempo n�o o assusta, hein?

Falando francamente, Eu nunca liguei para isso.

Uma cruz louca. Mas est� bem.

Ele tamb�m era louco.

Voc� n�o � um homem mau para ser um criminoso.

- Como ele pode matar? - Eu apontei por cima do ombro.

- A canoa balan�ou. - Brigaram antes pela garota.

N�o foi uma briga. Apenas n�o foi nada.

- Por que estava fugindo, ent�o? - N�o acredita em mim, certo?

Se voc�, homem compreensivo, n�o acredita em mim,

Que sorte teria diante de um J�ri antiquado e piegas?

N�o sei. N�o sou um advogado nem antiquado e piegas.

Sou um policial.

Sim, eu sei bem o tema. "Mantenha-se correto".

N�o se esque�a disso.

- Voc� pegar alguma coisa? - Sim.

V� peg�-lo.

Deixe isso.

N�s vamos precisar.

E, mais cedo do que voc� pode imaginar.

Bem. Eu me encarrego disso.

Vamos l�.

Voc� sabe? Eu posso abrir uma lata de feij�o com um desses a 50 p�s.

- Isso me disseram. - Eu n�o trouxe para voc�.

- Eu sei para que serve. - Naturalmente.

Diga-me, voc� j� foi atacado por uma matilha de lobos?

- Por favor, v� e marque a rota. - Claro.

Adiante!

Vai!

Em marcha! Vamos, vamos!

- Voc� deve secar antes. - Sim, acamparemos aqui.

- O que diz isso? - 31 graus abaixo de zero.

Voc� acha que vai abrandar na parte da manh�?

Voc� me diz, que sabe tudo.

Eu disse. Eu avisei que dever�amos esperar o tempo melhorar.

- Pequena melhora. - Sim... pequena melhora.

Mas quis fazer antes.

Vamos olhar essa perna. Deite-se. D�-me sua pata.

- Ele se cortou? - N�o. � uma ferida.

Vamos l�.

Voc� n�o tem nada.

- Aquele cachorro gosta de voc�. - Sim, n�s somos bons amigos.

14 de janeiro 7 milhas

38 graus abaixo de zero. Nevada pesada.

Afundei em gelo fino. Acampei para secar meus mocassins.

Est� tudo bem, amigo. Anote tudo.

No final vou ser eu quem vai escrever as �ltimas palavras.

N�o me diga essas coisas.

Me mata de medo.

Ei, amigo!

Melhor ficar com isso perto das m�os.

Pare!

� melhor voc� me matar.

� melhor faz�-lo agora.

Volte para a cama.

Eu espero que voc� durma bem esta noite.

Pare!

Est� bem. Est� bem.

Ei, amigo. Em que pensa quando voc� n�o consegue dormir?

Durma.

Voc� nunca pensa sobre a morte?

�s vezes.

Talvez a morte o assuste?

Sempre.

Certa vez ouvi que o sono era como uma pequena morte.

No seu caso, poderia muito bem ser uma das grandes.

Me acompanhou?

O que vamos escrever esta noite no caderninho?

O que gostaria?

Voc� vai anotar que hoje adormeceu em p�?

Eles apenas querem saber da sua pris�o,

n�o o que eu sinto.

Acontece que eu sou o �nico que preocupa-se com o que sente.

- Todos sempre t�m algu�m. - Ei, tem uma mulher em algum lugar.

- Ou a m�e. - N�o.

- Como? Ningu�m no mundo? - S� voc�.

Quantas milhas anotou no dia de hoje?

Jules, talvez sorte envie no seu caminho algumas surpresas.

Mas n�o conte com o destino de me perder.

Outros mais arriscados se perderam. A nevasca cobre as trilhas.

Marcas desaparecem.

E ent�o n�o consegue ver nada, e continua instintivamente.

Voc� anda �s cegas. Guiado pelo instinto.

Mas mantenho a minha presa.

No tribunal, h� esperan�a. O que espera perdido na neve?

Sobreviver � essencial. Voc� disse. A vida acima de tudo.

Voc� acredita que posso desistir.

A vida? Transborda no corpo.

Algu�m teria que arranc�-la de voc�.

N�o � do meu gosto me entregar.

� como levar um urso para o zool�gico.

Mas a lei tem que ser seguida.

E at� mesmo, �s vezes, se pega o animal errado na armadilha.

Pode-se mudar isso, mas nunca machuc�-lo.

- Eu s� fiz uma tor��o. - Que o quebrou.

- Quieto. - Lobos?

- N�o, n�o creio. - Talvez algu�m esteja vindo?

Sim, acho que sim.

- Algum problema? - Sim, por causa do tempo.

Matou o nosso �ltimo c�o ontem.

Meu nome � Ruger. E Sloan.

Pode dar-nos alguma coisa para comer?

Sim, um pouco.

Nunca conheci um inverno pior.

Voc�s n�o podem ir conosco.

N�o tenho comida suficiente para quatro.

- Voc� vai para McGuire? - N�s, sim. Voc�s n�o.

Devem-se dirigir a cabana de Vincent.

H� provis�es e se o tempo melhorar, pode ca�ar.

- Est� muito longe? - Voc� pode ir.

- Voc� n�o � Jules Vincent? - Sim.

- E voc� acha que conseguiremos? - Podem tentar.

Voc� n�o parece estar convencido disso.

Eu n�o sei se voc� � bom, amigo. Sim, eu poderia.

O que aconteceu?

Azar.

Acha que n�o posso alcan�ar. E eu tamb�m.

N�o sem c�es.

O policial disse que n�o podemos ir os quatro para McGuire.

- Isso mesmo. - E tr�s?

- Se eu guiar, � claro. - Est� bem, durma bem.

- N�o tem uma chave? - A chave est� com ele.

- Isso n�o � problema. - N�o o subestime.

- N�o pensei isso. - Eu pensei.

Que dever�amos ter uma pequena conversa.

Ei, nossos amigos me fizeram uma proposta na noite passada.

Sim, sim. Eles acreditam que tr�s teriam mais chance que quatro.

- Eles est�o certos. - Por isso eles querem excluir um.

Voc�.

- E o que voc� acha? - Eu?

Eu vou dizer que ouvi o bom policial que voc� �.

Bem, eu vou descobrir o quanto voc� � um homem bom.

- Ei, espere um pouco. - Por qu�?

Algu�m pode encontrar. Descobrir o cad�ver.

- O que pode acontecer? - Com uma bala no corpo?

A bala fala demais.

Seria um erro. descobriam a bala, nos descobrir�o.

Eu sei o que estou falando. Nos encontrar�amos.

- Voc� pode pensar em algo melhor? - Sim, deixe-o aqui.

Um policial que se perdeu e morreu congelado.

Ei, pegue a chave e abra-me as algemas.

- Por qu�? - O que quer dizer?

Voc�s n�o me querem?

Sim queremos. Mas tal como est�.

Bem, � assim que eu sou.

Chega! Chega!

Fora daqui!

Agora ter�o que fazer sem usar armas.

Diga-lhes para onde ir.

Porque eu? Voc� n�o sabe?

Diga!

Continue para o norte por 10 Km.

Em seguida, a oeste ao longo da enseada,

e ao sul para a cabana. E deixem-na limpa.

Porque estou voltando.

J� ouviram? Agora, v�o.

N�o sabia apontar o caminho, n�o �?

Voc� n�o sabe, n�o �?

- Por que n�o os deixou me matar? - N�o se preocupe, amigo.

Esse � um trabalho que reservo exclusivamente para mim.

Ei, amigo. Est� perdido. Por que n�o admite?

Eu n�o tenho tanta certeza.

Se est�vamos seguindo o rio Big River...

Por aqui n�o h� nenhum.

Amanh� irei para explorar o vale. Vai esperar acampado.

- Amanh�, hein? - Em marcha.

Certo, para cima!

Avalanche!

Aqui, aqui! Quietos!

Os c�es est�o bem.

Ei, voc� tem notado que o deixei dormir estas �ltimas noites?

Vou lhe dizer por que, se voc� estiver interessado.

N�o estou.

� porque j� sabe.

E n�o quer ouvir.

Por que n�o se cala?

Voc� faz como um avestruz. O que h� com voc�?

Por que esse medo de encarar a verdade?

Eu disse-lhe para se calar.

Sim... voc� est� perdido.

Voc� sabe, Jules?

Eu n�o deveria perder a paci�ncia assim.

Bem, � algo que faz descobrir sua humanidade.

Sim.

Ei, voc� deve ir dormir.

Aguarda amanh� muitos perigos para explorar.

- Eu sei o que eu tenho que fazer. - Claro que sabe.

Afinal de contas n�o sou eu quem leva voc�.

Voc� � quem me leva.

N�o me fa�a esquecer-se disso.

Sem sal, sem a��car, sem ch�.

Pelo menos voc� poderia dar descanso aos seus nervos.

Que card�pio temos hoje?

Peixe salgado. Pode dar descanso ao est�mago.

Escute, amigo. D�-me uma arma e posso ca�ar algo.

Voc� encontra algo e eu mesmo atiro.

Devemos ter liquidado aqueles tipos e n�o encher-lhes a barriga.

- Hoje n�s estar�amos melhor. - Estamos, talvez, agora?

N�o gosto quando meu est�mago est� vazio.

Agora, cada milha conta, Certo?

Cada uma.

Agora vai me dizer onde estamos?

E se eu disser? Vai me dar o perd�o?

Vou explorar os arredores. Vou levar um dia.

Um dia perdido, mas, talvez, mais muito necess�rio.

Sim, � muito poss�vel.

Voc� matou um homem, Jules.

Teria matado outros dois e agora quer me eliminar.

Lembre-se. Eu poderia abandon�-lo em qualquer lugar.

E escrever no caderninho que acha t�o engra�ado.

Hoje eu tive que atirar porque ele tentou fugir.

Isso me tornaria um homem como voc�.

Ou num animal. Voc� n�o disse que �s vezes era?

Antes de descer a isso prefiro que este pa�s me leve.

� quest�o de tempo.

Vamos, v�!

Estou perdido, garoto. Estou perdido.

Voc� quer abrir a armadilha?

Diga-me, eu deveria?

Experimente.

Ca�ado com minhas pr�prias armadilhas.

� a sua sorte, Jules. Lembre-se.

Jules! Jules!

Bem, o que voc� est� esperando? Vamos l�.

Voc� acha que queria matar aquele homem?

Voc� acha que eu gostei disso?

Isso n�o � meu trabalho, Jules.

Apenas pergunte.

N�o � meu trabalho o que um homem �.

� o que ele faz.

Amanh� vai ter que andar de tren�.

Sim. Para onde?

Deixei que se perdesse. Eu admito.

T�o perdido que n�o poderia encontrar nunca o caminho de volta para casa.

Minha casa? Onde �?

Onde eu penduro meu casaco?

Voc� tem uma casa mais do que eu j� tive.

Uma mulher espera nela. Ela a decora para voc�.

Tece cortinas para isol�-lo da rua.

Um gato vai dormir em seus joelhos junto ao fogo quando ficar velho.

Agora Jules, voc� � quem deve voltar para casa, eu n�o.

E voc� vai me libertar?

- N�o, sem chances. - Eles treinaram voc� direito, hein?

- Pegue. - N�s n�o precisamos mais.

N�s n�o vamos voltar nem um sem o outro.

- Como se sente? - �timo.

- Voc� conseguiu se orientar? - Eu sei de dois caminhos.

Sigamos o mais curto.

� mais f�cil contornar uma montanha do que pular sobre ela.

Ser� mais longo, mas mais f�cil. Em suma, mais curto.

Esse caminho � o melhor. Mas voc� n�o pode subir.

Ent�o vamos tomar esse caminho. Mais longo, mas � mais curto.

Vamos l�.

- Tudo pronto? - Avante!

- Peixe. - E est� terminando.

A �gua fervendo.

Eu sou capaz segurar todos os golpes que me acerte esse pa�s.

Mas n�o tirem meu caf�.

Eu sou como o grego.

Eu tenho um calcanhar como ponto fraco.

- O caf�. - Como voc� gosta?

Quente, preto. Com pouco a��car.

Eu n�o sei por que temos de falar sempre o mesmo.

N�o temos.

- Em bando. - Sim.

Quando a vida est� em jogo Eles se agrupam. Como n�s.

Finalmente lado a lado como irm�os.

Assim � como o santo louco do Padre Simon queria nos ver.

- N�o � que se torna a vida melhor? - Muito melhor.

A� est�o!

Conseguimos, amigo. Conseguimos. Voc� e eu.

Isso est� feio. Vou ter que cauterizar.

Desculpe, amigo.

Vai doer.

Ei, amigo... Ei, amigo... me ouve.

Vamos conseguir.

Restam tr�s c�es e um pouco desse peixe horrendo.

Com isso eu vou coloc�-lo em casa.

Voc� pode me ouvir?

Levante-se, vamos l�!

Eu lhe disse que n�o poderia me levar!

Isso n�o teria coragem suficiente!

Eu lhe disse que eu ia terminar esse di�rio para voc�!

D�-me!

Leia!

Vamos l�.

PEDLEY EST� FORA DE SI, O LEVO PARA CASA COMO...

SE FOSSE UMA CRIAN�A �NDIA. VINCENT.

Vamos, v�!

Ei, amigo... Venha aqui.

Ei, venha aqui, amigo! Venha aqui amigo!

Vamos l�.

Desculpe-me, amigo. Tenho que fazer isso.

Vamos! Adiante!

Vamos l�.

Anime-se, um pouco.

Olhe. Voc� v�, amigo?

Ai est� ela. Ai est�.

Vai entrar nesse estado?

Voc� quer que todas as pessoas riam o resto de sua vida...

vendo o gato sendo levado pelo rato?

Vamos, amigo.

Cuide dele.

Ele estava bem enquanto enquanto tinha resist�ncia.

Ningu�m pode resistir a isso.

� o que todos pensavam. � o que todo mundo pensou.

Que ambos estavam mortos. Ningu�m nunca teria retornado.

Por que o trouxe com voc�?

Ei, que bonito est� aqui!

Que bonito!

Onde est� o gato? O pequeno gato.

Voc� acha que traz�-lo de volta ir� ajud�-lo no tribunal?

N�o o trouxe pensando nisso.

Foi minha culpa. Ele estava sucumbindo cada dia.

Teria sido melhor deix�-lo. Isso teria resolvido tudo.

Nesse caso eu tamb�m n�o teria retornado.

A vontade de traz�-lo deu-me for�as.

Porque tinha imposto a mim essa obriga��o.

Isso � tudo.

Ch�, n�o se lembra? Quando voc� chegou, eu servi ch�.

Ei, amigo. Voc� gosta de peixe, certo?

Peixe?

Lembre-se que no caminho s� comemos o peixe seco?

Ent�o voc� gosta de pescar, hein? � um grande esporte.

Mas, isso � a opini�o do peixe?

Quando o pescador puxa-o para fora, imagine que o peixe n�o sofre nada.

E ele sofre.

Como voc� sofreu em sua luta com os lobos,

quando pela primeira vez em sua vida perdeu o controle...

e o animal em voc� saiu vitorioso.

Como ele deve ter sofrido. Lembra-se?

Quando o enorme, cinza, saltou em seu pesco�o...

Assim! Assim!

- Bom dia. - Ol�, Sr. Callahan.

- � um belo dia. - Lindo.

"Inverno rigoroso, primavera chega cedo".

N�o espere por ele. Eu decidi ignor�-lo.

Est� na rua da amargura.

Agora, o que est� faltando? Nozes, biscoitos...

Sopa, ch�. Tr�s libras?

Uau, voc� realmente gosta de ch�.

Chocolate, como de costume, eu imagino?

Sou idiota. Com alguns como voc�, mendigando.

Espere um momento. Espere um momento.

- N�o v� sem levar isso. - O que � isso?

Rap�. N�o me diga que compra s� para voc�. Eu sei.

E talvez mais uma coisa. O sargento do posto me visitou.

- A pol�cia? - Sim, mas est� tudo bem.

Ele est� seguindo este boato.

E claro que muitas pessoas acham que...

Jules e o policial se perderam na neve.

Mas s� os que n�o conhecem Jules.

Faria bem avis�-lo.

O rap� n�o penso em coloc�-lo na conta.

Obrigado.

Jules, eles sabem. Callahan, sabe.

Disse que o sargento do posto sabe disso tamb�m.

Que voc� est� vivo, e talvez aqui.

Voc� precisa fazer alguma coisa. Voc� deve sair daqui.

Voc� est� certa, voc� est� certa.

Devo ir.

Vou dar lhe tempo e, em seguida, vou lev�-lo.

Vu dizer que veio sozinho e que eu cuidei dele.

Eles v�o acreditar que voc� est� morto...

- Vou lev�-lo comigo. - Por qu�? Onde?

Se voc� n�o sabe, n�o ter� mentir para esconder isso.

Eu n�o vou falar, mas eu preciso saber.

Bem, ei. Uma impress�o nublou sua consci�ncia.

Ser� preciso outra impress�o para restaurar a raz�o.

- Eu sei o que fazer. - E se ele voltar?

Ele vai ser salvar do hosp�cio e vou escapar da pris�o,

ou talvez a forca.

- Voc� n�o pode me dizer? - Posso dizer-lhe uma coisa.

Uma vez l� fora, ele me disse que eu tinha uma casa...

e uma mulher nela. E um gato dormindo sobre os seus joelhos.

Eu n�o acreditei ent�o por que n�o sabia que era verdade.

- Era verdade. - Claro.

Ok, Jules. Voc� n�o tem que me dizer.

Volte, eu lhe pe�o. Volte para mim.

- Aonde vai com ele? - Eu quero comprar uma canoa.

Eu quero lev�-lo para descer o rio comigo.

Desta vez eu decidi descer as corredeiras.

Nenhum homem desceu as corredeiras.

Vai matar voc� dois.

� poss�vel, mas de modo vai recobrar a sua raz�o...

quando confrontar a morte

Talvez aconte�a isso.

- Voc� n�o entende? - Sim, eu entendo.

Sendo assim, vai me vender a canoa?

Aqui eu tenho uma. Ela � velha. Mas ainda � boa.

A dou para voc�.

Ei, amigo!

Embarque.

Ei, amigo!

Pegue.

Ei, amigo, n�o teria esquecido tamb�m de remar?

Pegue o remo. Pegue.

Aonde vamos?

Come�a a soltar a l�ngua, hein? Est� recuperando a mem�ria.

Lembra-se de sua luta com os lobos, certo?

O que voc� est� tentando fazer? Voc� ficou louco?

Claro que fiquei louco!

Ei, est�pido! Quer nos matar?

Eu quero, amigo!

Para a margem! N�o me ouviu? Para a margem!

- Obrigado, amigo. - Obrigado a voc�.

Voc� estava com o acusado quando ele tentou descer as corredeiras...

nas mesmas condi��es que desceu com o falecido Mike Brody?

Sim, Merit�ssimo.

E voc� considerou as circunst�ncias t�o perigosas...

que constitu�am um ataque a sua vida?

Considerei.

- Qual foi sua rea��o, ent�o? - Eu atirei nele.

Atirou com a inten��o de matar Vincent?

Sim, eu atirei para matar.

Isso � tudo policial.

Devido �s circunst�ncias e a import�ncia do testemunho,

este tribunal concorda que...

o r�u Jules Vincent seja libertado sob fian�a.

Embora a causa seja enviada para revis�o ao Minist�rio da Justi�a.

Declaro encerrada a sess�o em nome do rei.

Deus salve o rei.

- Vamos dar parab�ns. - Obrigado.

- Parab�ns. - Obrigado.

- Ei, o que significa isto? - Isso significa que ganhou.

Nenhum tribunal no Canad� iria refutar esse testemunho.

- E ele pode ir? - Naturalmente.

- Est� seguro? Est� livre? - Sim. O tribunal o libertou.

Porque ele trouxe-nos de volta um dos nossos melhores oficiais.

Ande, tire-o daqui. Est� livre.

- Parab�ns, Jules. - Obrigado.

N�s nos esquecemos de alguma coisa, hein? Vamos l�.

Uh... Temos algo para voc�.

Nova gera��o.

- O que vou fazer com ele? - Construir uma casa.

A prop�sito, atirou em mim com a inten��o de me matar?

Claro que sim, mas �s vezes erro, isso � tudo.

- Ei, como se chama? - Coloque-lhe o nome.

Ei, amigo.

Tradu��o: Kilo

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