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Diga.
Da esquerda para a direita:
uma mulher
de vestido roxo,
sem brincos e com os cabelos
- partidos para o lado. - Certo.
Uma garota de vestido rosa
com pequenas flores.
Ela usa brincos vermelhos,
grandes e redondos.
Certo.
Ao lado dela...
Uma garota de blusa amarela.
- E o cabelo? - Preso atr�s.
Usa...
Cal�as azuis.
Meninos, quietos.
Quanto mais falarem, mais vai demorar!
H� uma senhora
com um beb� nos bra�os,
envolto em
uma manta azul.
Ela veste
um casaquinho azul
e
um vestido
amarelo florido.
Sil�ncio!
V�o distrair o mestre!
Calma, Genaro. Vai dar tudo certo.
Ao lado de Don Genaro,
h� uma senhora de verde,
de cal�as
e camisa verde.
- E os brincos? - S�o bem grandes.
Bem grandes.
- Eu fui bem, pai? - Foi.
Para poder tocar charango,
vou arrumar seu poncho.
Pronto.
Pronto.
Est� ficando dura.
Coloque um pouco de �gua quente.
Um pouco mais.
Chega.
Sua vez.
Posso fazer melhor.
Deixe-me ver suas m�os.
N�o v�o nascer se estiver com pressa.
Precisa relaxar ou n�o vai conseguir escut�-los.
Tente de novo.
Use isto.
N�o � t�o dif�cil.
Voc� vai conseguir.
- Da mesma m�e? - Sim.
Deus disse que ia castig�-los.
Uma das crian�as
era cega.
N�o podia ver nada.
- Nem um pouquinho? - Nadinha.
Nada mesmo.
Um dos irm�os
puxou o cabelo dele.
O outro irm�o
fez o mesmo. E o terceiro
pisou nos p�s dele.
E esse se transformou em gelo.
- Foi o castigo dele, certo? - Sim.
� por isso que a neve
queima as plantas.
O que puxou os cabelos
tornou-se maus ventos.
Est� vindo.
Suba.
- Bom dia. - Bom dia.
Obrigado.
Um lagarto,
tremendo de frio, disse:
"Vou fazer um su�ter." "Vou fazer um su�ter."
Ele passou frio a noite toda.
Durante o dia, ficou deitado ao sol
e esqueceu de fazer o su�ter.
- Ele n�o se lembrou. - E quando a noite chegou?
O lagarto disse:
"Vou fazer meu su�ter, com certeza vou fazer um."
Quando o sol apareceu, ele esqueceu de novo.
Voc� n�o pode ser como ele.
Se disser que vai fazer alguma coisa,
deve ir at� o fim e termin�-la.
Tr�s.
Seis.
Nove.
Doze.
Uma d�zia.
Das grandes, meia d�zia.
Tem mais, me ajuda.
- Ficaram satisfeitos? - Sim.
A Sra. Jesusa
pediu 40.
- 40? - Dos pequenos.
Os turistas compram muitos.
- � mesmo? - � o que dizem.
Quantos tem na oficina?
Uns 20.
- 20? - Sim.
Precisamos de mais?
De mais caixotes para os pequenos.
Com sorte, vamos encontrar alguns aqui.
Deve ter algum.
A� est� a Felicita.
Aqui est�. Obrigada, querido. At� amanh�.
Oi, querida.
- O que quer? - Um cacho de bananas.
Daisy?
Um sol.
Diga ao seu funcion�rio para me trazer o card�pio,
tem que compartilhar.
Um sol, querida. N�o brinque comigo.
Espera um pouco.
N�o quer fruta-do-conde? Est� deliciosa.
Est� doce. N�o?
- Hoje n�o. - Obrigada, querida.
Venham.
Como est�, mestre?
- Como vai, Felicita? - Muito bem.
- Trabalhando. - Isso � �timo.
Achei que n�o viria mais.
Oi, Segundo.
- Ainda tem caixotes sobrando? - Claro. Tenho muitos.
Quase joguei fora porque n�o vinha busc�-los.
Junte isso e leve para a oficina.
N�o vai ficar?
Sim, quero combinar a pr�xima entrega
com o padre Samuel.
Posso ir com o senhor?
Seria melhor come�ar
a descolorir as caixas e pint�-las, est� bem?
Sim, pai.
Segundo, voc� parece um burro carregando essas coisas.
Melhor do que ficar coberto de lama com os porcos.
Calado.
S� quero relaxar nas f�rias e ver o quanto me exploram.
Deixe de ser pregui�oso.
Trabalhe!
Cale essa boca!
Acha que andar com seu pai
vai fazer de voc� um mestre como ele?
Voc� nem consegue sair de casa.
Fica trancado na oficina o dia todo.
Deveria tentar um trabalho de homem.
Do que est� falando?
Voc� n�o sabe de nada.
Cale a boca, babaca.
O que � isso?
O que � isso, seu porco?
� seu porco?
Sua boca parece um cu de t�o fechada.
O que � isso?
Me diz o que �.
- O que �? - Me d� isso.
S�o da Felicita, n�o s�o?
Seu safado, � por isso que sempre vai ao mercado.
Quer ficar perto
daquela xoxotinha
e passar a m�o naquela bunda.
N�o �?
Vi o Ricardino outro dia.
Ele me falou do trabalho nos campos de algod�o.
Disse que n�o � t�o pesado.
D� para ganhar 50 s�is por semana.
O que acha?
- � bastante? - � bastante, idiota.
Vamos l�.
J� disse que n�o vou.
Ainda faltam dois meses
para as aulas come�arem.
Temos muito trabalho na oficina.
O porco cuspiu comida na minha boca.
Se ficarmos fora por dois meses,
seu pai n�o vai falar nada.
Vamos.
Voc� � muito teimoso.
� para o seu pr�prio bem.
Idiota. Se n�o quer ir, que se dane, ent�o.
Felicita, vou agarrar essa sua bunda
e te comer!
Meu pai est� vindo.
Peguem os cavalos
e v�o para Soccos, vamos em seguida.
- Sim, senhor. - Peguem os cavalos.
- R�pido! - Depressa. Por ali!
Voc�, por ali, e voc� vem comigo!
Lembra das vacas da Hermelinda? As estranhas?
Foram roubadas.
Est�o procurando os ladr�es.
Se encontrarem, v�o dar uma surra.
N�s tamb�m podemos dar uma surra neles.
O que acha, idiota?
N�s?
Fodemos com eles.
Assim como foder�amos a Felicita.
Se me fizer sofrer
Minha alma
Vai morrer na �gua
N�o v� me fazer chorar N�o v� me fazer chorar
N�o v� me fazer sofrer, amor
N�o v� me fazer chorar N�o v� me fazer chorar
N�o v� me fazer sofrer, amor
Estava me vendo cantar
com esses olhinhos, n�o �?
Filho, sente-se direito.
Vamos comer.
O sal est� a�?
Sim, m�e, est� aqui.
N�o fiz aj�,
s� salada.
Como foi o trabalho hoje?
Acho que a batata da massa n�o cozinhou direito, m�e.
Voc� vai pegar o jeito, filho.
- Coma. - Obrigado, m�e.
Em que est�o trabalhando agora?
Um ret�bulo de tr�s andares. Vai ficar lindo.
Muito bom.
Filho...
Acho que esse ano n�o preciso comprar uma camisa
para voc� ir � escola.
A que voc� tem est� boa, n�o?
Sim, est� servindo bem.
Suas costas est�o crescendo.
Sua camisa est� quase estourando.
Acho que vou ter que comprar outra.
Os gastos n�o param.
Segundo, voc� est� crescendo r�pido.
Segundo.
No�.
Por que est� chorando?
N�o chore.
Vamos dormir.
Sim? Vamos.
Cuidado.
- � essa a casa? - Sim. Chegamos.
� muito grande.
Aqui.
Me ajude.
Solte devagar. Isso.
Estou um pouco sujo.
Limpe-se com isso.
O senhor est� bonito, pai.
Segure.
Espere.
A fam�lia do Don Genaro est� id�ntica.
� preciso paci�ncia para fazer este trabalho.
Olhe ali embaixo, a herranza e a pachamanca.
E os bonecos em cima?
S�o nossos santos.
Lindo. Simplesmente lindo.
Olhe essas cores.
Agora a fam�lia do Don Genaro ficou viva.
Mestre!
Aqui est� ele.
Sa�de ao mestre!
Vamos, mestre.
Fa�a um ret�bulo para mim.
Consigo reproduzir seu rosto, com certeza!
Sa�de.
Onde est�o? Devolva, seu merda!
Onde est�o?
Onde est�o?
Devolva, seu animal!
- Como vai, mestre? - Don Timoteo, bom dia.
Pensamos que n�o o achar�amos,
mas o pegamos.
Ele roubou as vacas da Sra. Hermelinda?
Sim. Estava escondido em Soccos. Foi l� que o encontramos.
Antonio, venha.
Venha c�, r�pido!
Divida com os outros.
Felizmente,
conseguimos peg�-lo.
- Algu�m o conhece? - Ningu�m daqui o conhece.
Vamos deix�-lo ali at� aprender a n�o mexer com ningu�m daqui.
Se n�o cuidarmos uns dos outros, quem vai cuidar?
Entendo.
Ao viajar de cidade em cidade,
� preciso ter cuidado.
� preciso ter cuidado.
Essas coisas n�o aconteciam no passado.
Soubemos que est�o roubando
caminh�es nas estradas.
E armados.
Tudo est� complicado.
As coisas est�o piorando, mestre.
Estamos pensando em aumentar
o n�mero de vizinhos na vigia,
para que possamos ter mais turnos
e mais prote��o.
Sabe, para o nosso pr�prio bem.
Claro, por isso dou a minha parte.
O senhor n�o � o problema.
O Segundo ainda � um garoto.
O problema s�o os outros vizinhos
que n�o querem ajudar.
Vamos falar sobre isso na pr�xima assembleia.
- Ainda tem seu apito? - Tenho.
Nos avise se algo acontecer.
- At� breve, mestre. - At�, Don Timoteo.
Ele est� pronto?
Continuem dividindo.
Aquele.
- Aquele? - Sim, segure.
Acha que
o padre Samuel vai gostar?
Claro.
Est� lindo.
- Veja como ficaram as flores. - �...
Faltaram umas coisinhas.
Est� pronto.
Quanta poeira!
Esse tamb�m est� voltando da cidade.
Esse est� indo.
Parou.
Devagar.
- Coloque com cuidado. - Est� bem, pai.
Bom dia.
Segundo! Segundo!
Acorde. Chegamos.
Me d� o ret�bulo.
Devagar.
Isso.
Bom dia, querido No�.
- Entre. - Bom dia, padre Samuel.
Est�vamos te esperando. Oi, Segundo.
- Entrem. - Obrigado.
Estou ansioso para ver seu trabalho.
Que bom, padre.
O Segundo est� crescendo r�pido.
- Ele ajuda na oficina? - Sim, me ajuda muito.
Fez algumas coisas nesse ret�bulo.
Que �timo.
Espero que ele se torne um mestre, como voc�.
A virgem tamb�m espera. A Virgem do Ros�rio.
Temos um lugar maravilhoso para o seu ret�bulo.
� onde colocamos
nossos tesouros art�sticos mais preciosos.
Venha por aqui.
Sou um soldado de Jesus
E servo do Senhor
N�o temo carregar Sua Cruz
E sofrer por Seu amor
Ap�s a batalha Ele ir� nos coroar
Deus nos coroar� Deus nos coroar�
Ap�s a batalha
Seremos coroados no Si�o sagrado
Eis o Cordeiro de Deus,
que tira o pecado do mundo.
Felizes os convidados
para a ceia do Senhor.
Senhor, eu n�o sou digno de que entreis em minha morada,
mas dizei uma palavra e serei salvo.
- O Corpo de Cristo. - Am�m.
- O Corpo de Cristo. - Am�m.
O Corpo de Cristo.
- O Corpo de Cristo. - Am�m.
- O Corpo de Cristo. - Am�m.
- O Corpo de Cristo. - Am�m.
- O Corpo de Cristo. - Am�m.
- O Corpo de Cristo. - Am�m.
- O Corpo de Cristo. - Am�m.
- O Corpo de Cristo. - Am�m.
Levaram-no embora.
Ningu�m queria ver isso.
Ningu�m queria.
Voc� � t�o engra�ado!
O padre Samuel me fez rir.
Filho.
Coma.
Ele ficou muito feliz, n�o �, Segundo?
Disse que, em todos esses anos,
nunca tinha recebido um ret�bulo assim.
O padre Samuel est� aqui
h� muitos anos.
Esteve aqui nos tempos bons e nos tempos ruins.
- �... - Viu quase tudo.
Ele sabe reconhecer um belo ret�bulo.
Voc� tem raz�o.
Coma, filho.
Estou sem fome, m�e.
Deve estar mal do est�mago.
Vou ferver umas folhas de coca.
N�o precisa. Vou ficar bem.
Estranho.
Ontem nos fizeram um banquete.
A Maria
quer
que eu cozinhe
para a festa.
O que devo fazer? Puca picante ou sopa?
Algo bem picante,
como no ano passado.
Algo que saia queimando.
Coma
ou vai se sentir pior.
Segundo.
Segundo.
Tome.
Pegue.
Pelo bom trabalho
que tem feito.
Est� indo bem, filho.
Amanh�, vamos sair mais cedo.
Arrume suas coisas.
No�.
Est� dormindo?
Por que est� dormindo?
R�pido.
Vamos transar.
- Agora? - Sim.
Espere.
Venha por cima.
Venha por cima de mim.
Me coma.
Segundo.
Como est� se sentindo?
Venha c�.
O que foi?
N�o est� com febre.
Seu pai n�o quis te acordar.
Ele foi ver o Don Marreros.
Por favor, leve aquelas coisas para o seu av�.
E volte r�pido.
Por que ele n�o leva? Por que eu?
Porque estou mandando.
R�pido!
Esse moleque...
O que foi?
V�o me ignorar tamb�m?
Espero que a Juliana me ajude.
J� me disseram como v�o organizar a festa.
O que o Segundo tem?
Alguma coisa o est� perturbando.
Ele est� dormindo.
Sou eu, idiota!
Voc� n�o sabe brincar! Machucou minha m�o!
Por que fez isso?
Saia daqui! Voc� leva as coisas muito a s�rio!
Vamos! Vai come�ar a qualquer minuto!
Vamos, vamos!
Vamos, pegue-o!
Pegue, isso!
Mais forte, filho da puta!
Acerte o pesco�o dele!
Seu filho da puta!
Vamos, pegue!
Pegue, desgra�ado!
Pegue, filho da puta! Isso!
Mais forte! Vamos!
Forte!
Mais forte! Vamos! Mais forte!
Vamos!
Muito bem, desgra�ado!
Isso a�!
Vamos, forte!
Pegue!
Pegue-o!
Mais forte.
Filho da puta!
Isso!
Isso, mais forte!
Vamos, forte!
Vamos!
Pegue, vamos!
Vai, filho da puta!
Segundo!
Venha!
Onde voc� estava?
Tome um pouco de sopa.
Sente-se aqui.
O Mardonio estava te procurando.
Onde voc� estava?
Obrigado.
O que aconteceu com voc�?
N�o foi nada.
Deixe-me ver.
N�o foi nada! Eu ca� no coliseu, s� isso!
Termine de comer e v� para casa.
Me ouviu?
Voc� n�o me respeita.
Passe aqui, seu bichinha!
Aqui, desgra�ado!
R�pido, bichinha!
Passe para c�! Devolve!
R�pido, seu merda!
V� se ferrar.
- Qual �, babaca? - Seu palha�o.
O que voc� quer?
Passe a bola, filho da puta!
Qual � a sua, ot�rio?
Saia daqui, babaca!
Pegue-o!
Acabe com ele.
Pegue. Vamos!
Mardonio, pegue-o!
Vamos, caramba!
N�o deixe te pegar.
Pegue, Mardonio, pelo amor de Deus!
N�o deixe te acertar!
N�o deixe te acertar!
N�o deixe... Merda!
Seu in�til!
N�o sabe lutar, seu bicha!
Vou achar esse filho da puta.
Vou dar uma surra nele.
Espere at� eu encontr�-lo.
Merda!
Ele vai cagar nas cal�as.
Vou faz�-lo correr
o mais r�pido que puder.
Mardonio,
vamos trabalhar nos campos de algod�o.
O qu�?
S�rio?
Olhe que eu te bato tamb�m.
Vamos.
Est� falando s�rio?
� o que voc� queria, n�o �? Vamos.
Seu desgra�ado.
Est� falando s�rio?
A� sim, idiota!
Voc� devia estar feliz!
- J� falou com seu pai? - Ainda n�o.
Ele vai enlouquecer.
N�o se preocupe.
Vou arranjar tudo.
Vamos transar muito.
O que foi, Segundo?
O que est� havendo?
Nada.
Seu pai est� preocupado.
Por que n�o est� trabalhando?
Quer
me contar alguma coisa?
O Mardonio quer ir para Ica,
trabalhar nos campos de algod�o.
Ele me chamou para ir junto.
E da�?
Quero ganhar dinheiro.
Dinheiro?
Seu pai disse que te deu
uma parte do que recebeu.
N�o est� feliz trabalhando com ele?
Quero conhecer outras coisas.
A senhora n�o quer?
E o que vai fazer
com todos os pedidos pendentes?
Se voc� for, quem vai ajud�-lo?
O que foi, Segundo?
Voc� vai se perder l�.
Lucio, Angel e Ezequiel foram e n�o aconteceu nada.
Por que eles podem e eu n�o?
Porque voc� � um artes�o,
n�o um campon�s!
� por isso que seu pai est� te treinando!
Voc� pode ser um grande artes�o como ele.
Como voc� sempre quis.
Deveria agradecer por isso.
Se voc� for embora,
ele vai achar que voc� n�o est� interessado.
Sabe disso, n�o �?
Onde estava, Segundo?
Estava brincando com seu amigo?
Por que n�o est� trabalhando?
Me diga o que est� acontecendo.
Nada.
Ent�o por que n�o est� trabalhando?
Disse que queria cuidar dos tr�s novos pedidos.
Comece a trabalhar nas caixas.
Quando eu voltar, quero v�-las terminadas.
Aonde vai?
Amanh� de manh�, tenho que coordenar um novo pedido.
Eu vou com o senhor.
� melhor terminar as coisas na oficina.
Termino hoje � noite e partimos amanh�.
� melhor terminar as caixas grandes.
Por qu�? O que vai fazer l�?
Do que est� falando?
Vai me dizer o que fazer agora?
O que deu em voc�?
Que droga!
O que deu em voc�?
Fa�a seu trabalho!
Beba como homem!
Agora vamos sair desse buraco.
Em Ica, vamos apertar umas bundas.
Vamos sair daqui.
Fale alguma coisa, idiota.
Em Ica,
as garotas
s�o bundudas e peitudas.
S�o bem grandes.
Vai ser delicioso.
A maioria tem descend�ncia negra.
S�o grandes mesmo.
Vai ser demais.
Seria �timo se a Felicita
estivesse aqui.
Eu a comeria com for�a.
A pegaria desse jeito.
Se voc�
n�o pode com ela,
eu a como
por voc�.
Se voc� n�o consegue, Segundo,
eu a como,
ali atr�s do mercado.
O Segundo n�o daria conta dela.
Felicita.
Se voc� morrer, o que vai ser de mim?
Onde estava?
Pegue isso e me traga mais �gua.
Seu pai vai morrer!
Virgem Maria, por favor,
me ajude!
Se ele morrer,
o que vai ser de mim?
R�pido!
V� pedir ajuda ao Don Timoteo.
Quem fez isso com seu pai?
R�pido!
Mardonio!
Mardonio!
Mardonio, venha aqui!
Mardonio!
Mardonio!
Mardonio!
Mardonio, abra!
Don Timoteo!
Don Timoteo!
Don Timo...
Volte para casa! Saia daqui!
Bateram no meu pai. Minha m�e est� pedindo ajuda.
Diga a ela que n�o podemos ajudar!
Por favor, nos ajudem, bateram no meu pai.
Sim, n�s sabemos!
Podia ter sido pior. Foi ele que pediu!
N�o defendemos
quem faz coisas nojentas.
Volte para casa! V� embora!
Precisa ficar calmo.
Te machucaram muito.
Cad� eles?
N�o achei ningu�m, m�e.
Como assim n�o achou ningu�m?
Eu vou l�.
Foi perda de tempo mandar voc�.
Fique aqui.
Vai ficar com o Segundo.
- Fique. - M�e, temos que ficar com ele.
N�o, voc� fica.
E cuida dele.
Podemos ir amanh�.
N�o. Vou descobrir quem fez isso.
Esses miser�veis!
Por que amanh�?
Como pode
existir gente assim?
Mentiroso!
Mentiroso.
Voc� estava com um homem!
Voc� estava com um homem!
Mentiroso!
Por que fez isso comigo?
Voc� � sujo!
Seu animal sujo! Seu animal sujo!
Se fizer alguma coisa com meu filho,
eu te mato!
Mentiroso!
Eu te amava!
Saia! Saia!
Estou com nojo. Aquele miser�vel...
Por que me trouxe ao mundo?
Para eu sofrer assim?
Pare de chorar!
Ele ainda est� no quarto?
Est�.
Ele n�o quer levantar.
N�o por dor,
mas por vergonha.
Eu estou com vergonha.
Podia ser pior, Anatolia!
Foi o que me disseram.
Ele estava transando com um homem.
A fam�lia do homem descobriu e partiu para cima a pauladas.
Queriam mat�-lo. Ele teve o que mereceu.
Ele teve sorte.
Em tempos de terrorismo, j� estaria morto.
Aquele homem nojento n�o � meu marido.
Como vou contar ao meu filho?
Como contar a ele o que o pai fez comigo?
Voc� n�o precisa fazer nada.
Ele que conte!
Vamos ver se ele � homem de contar ao filho.
N�o se preocupe. N�o chore.
Segundo!
Segundo, vamos!
Segundo!
Acho que ele n�o quer ir.
Segundo!
Segundo!
Filho.
Vamos, filho.
Temos que ir embora.
Est� escurecendo.
N�o quer ir para os campos de algod�o?
Os carros passam mais perto da casa da sua av�.
Acorde.
N�o v�?
Nunca vamos ficar bem aqui.
Por que est� fazendo isso comigo?
Me diga. Por que est� fazendo isso comigo?
O que eu fiz para voc�?
Vamos, filho. Venha. Vamos.
Venha, Segundo.
Me diga.
Por que n�o quer ir conosco?
Me diga.
Por que n�o quer ir conosco?
Porque n�o posso deix�-lo sozinho.
E eu?
E eu? Sou sua m�e.
N�o te criei bem?
- Temos que partir. - Vamos.
Vamos, Segundo.
Ele vai.
D� um tempo a ele.
Lembra de quando ela usava aquelas cal�as apertadas?
Veja s�. Falando no diabo...
Olhem quem chegou.
O viadinho.
Oi, Segundo!
Amiguinho,
- como voc� est�? - Me d� isso aqui.
- A casinha de bonecas dele. - Linda casinha de bonecas.
A casinha de bonecas.
Parem com isso. N�o somos cru�is.
N�o vamos fazer o mesmo
que fizeram com a bicha do pai dele.
O que vai fazer? O que vai fazer?
Acho que ele quer um pau.
- O que ele quer? - Um pau!
Quer um pau, como seu pai?
Para comer essa bundinha?
Voc� quer?
O que foi, viadinho? Quer um pau?
Na sua boca? Na sua cara?
Na boca?
Acabe com ele. Pegue-o!
Me solte, seu bicha!
Mais forte!
Viadinho do cacete!
Cuidado!
Solte-o!
Pai.
Ainda tem batatas na planta��o.
Posso apanh�-las de manh�.
Podemos comer algumas
e usar outras para a massa.
Acho que d�
para os bonecos de cinco ou seis ret�bulos.
O inverno est� chegando.
Talvez seja melhor usarmos todas para comer.
Essa semana, receberemos o pagamento do mercado.
Podemos fazer mais ret�bulos para vender.
Ningu�m vai querer comprar.
Por qu�?
Eles sabem
que seu trabalho vende r�pido.
Estamos acabados aqui, Segundo.
� melhor ir com a sua m�e.
Pai.
Pai.
Podemos ir para outra cidade.
Podemos abrir outra oficina.
Pai!
Pai!
Me responda!
Pai!
Pai, esse � o nosso ret�bulo.
Fiz para o senhor.
O senhor...
Vai estar sempre no meu cora��o.
Tradu��o: Cinthia Alencar
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