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A HORRIPILANTE FERA HUMANA
- Quem �? - Arturo.
- Quem �? - Arturo!
- N�o fique bravo. - Vim desejar-lhe sorte.
Obrigada, meu amor. Me ajuda a p�r esta m�scara?
Esta garota est� mal! Chamem um m�dico!
- �s suas ordens, tenente. - Mantenha essa gente afastada.
- Que ningu�m se aproxime. - Sim, senhor. Afastem-se todos!
Liguem para o hospital Pasteur...
e pe�am que mandem uma ambul�ncia imediatamente!
Acalme-se. N�o foi nada. Ela s� desmaiou.
Hospital Pasteur. Onde? Sim, imediatamente.
Aqui � da recep��o.
Mandem uma ambul�ncia urgentemente � arena de luta livre.
- Dr. Krallman. - Sim?
Pediram para avis�-lo que h� uma reuni�o marcada amanh� �s nove.
Est� bem. Obrigado.
Hospital Pasteur?
- Tudo pronto, mestre. - Vamos.
- A culpa foi minha. - E por que a culpa seria sua?
Foi um acidente comum a quem se dedida a este tipo de esporte.
N�o deveria jog�-la para fora do ringue.
Se voc� n�o a tivesse jogado, ela teria jogado voc�.
Meu Deus! Tomara que n�o seja nada grave!
Assim eu espero.
O que ela teve, doutor?
Fratura de cr�nio. Voc�s s�o parentes da paciente?
N�o, somos apenas amigos.
Ela vivia sozinha aqui. N�o tinha parentes.
- � a Srta. Lucy Ossorio. - Muito prazer.
Sou Arturo Martinez, tenente da pol�cia secreta.
Obrigado. � um prazer, tenente.
- O prazer � meu. - Doutor, seu estado � grave?
Receio que sim. Um fragmento de osso atingiu seu c�rebro.
Precisar� ser extraido cirurgicamente.
Convoquem o Dr. Krallman para uma opera��o de emerg�ncia.
E preparem a paciente para a opera��o.
- Sim, doutor. - Poderiam acompanhar-me?
Para que me d�em refer�ncias da paciente...
e me expliquem como acorreu o acidente.
O telefone est� tocando, mestre.
Eu vou atender.
Quando terminar, tranque o laborat�rio.
Est� bem, mestre.
Pois n�o? Sim, � ele.
Falaram com o Dr. Ramon?
Irei imediatamente. At� logo.
- � voc�, papai? - Sim, filho.
- Ainda acordado? - N�o consigo dormir.
Deve tentar, filho. Talvez lhe fa�a bem.
Estava esperando por voc�.
Acabo de chegar e j� fui convocado para uma opera��o de emerg�ncia.
- Tem mesmo que ir? - N�o h� outro jeito.
Tente dormir um pouco. N�o vou demorar.
Doutor!
- Deu tudo certo? - Sim... pergunte ao Dr. Krallman.
Ele poder� dizer-lhe algo a respeito. Com licen�a.
Dr. Krallman, ela vai sobreviver, n�o vai?
Fizemos o que tinha de ser feito.
Agora s� nos resta esperar.
Esperar...
Se Elena morrer... jamais me perdoarei.
Mestre...
Para todos n�s que diariamente trabalhamos juntos neste hospital...
tem sido muito duro chegar � esta conclus�o.
Apesar de todos os esfor�os que fizemos por seu filho...
a leucemia aguda parece desafiar todos os esfor�os da ci�ncia.
Seus dias est�o contados.
Parab�ns, filho. As an�lises indicam uma franca melhoria.
E a comiss�o de m�dicos com que me reuni esta manh�...
todos concordaram comigo que a doen�a tinha sido vencida.
E que logo voc� se recuperaria.
Agora s� falta esperar e ter paci�ncia.
Diga-me a verdade, papai. Acha mesmo que vou me curar?
- Que vou melhorar? - Claro que sim, filho!
Eu juro!
Tudo pronto, mestre.
J� enfrentei uma situa��o parecida antes.
Quando voc� sofreu aquele terr�vel acidente.
Todos pensavam que voc� morreria.
No entanto, lutei e salvei sua vida.
Agora seremos n�s dois que lutaremos pela vida do meu filho.
Que foi desenganado pela ci�ncia.
E quando pensa em executar a opera��o?
Esta noite mesmo! As horas de Julio est�o contadas.
Transfus�es de sangue humano foram in�teis contra a leucemia.
Quem sabe o sangue de um animal t�o forte como um gorila...
possa eliminar a causa do que produz o c�ncer em seu sangue.
Acredita que ele resistiria a esta transfus�o?
- Seu cora��o n�o aguentaria. - Por que aceita correr esse risco?
- Mas o do gorila, sim. - Ent�o voc� vai...?
Transplantarei o cora��o do gorila em Julio.
Aproxime a mesa da jaula e prepare o gorila.
O eletrocardiograma, depressa!
Veja, doutor! Est� funcionando!
A c�mara de oxig�nio!
Por que agiu daquela forma? O que houve?
N�o consegui evitar. Me apavorei quando atirei-a para fora do ringue.
De novo com isso? Esque�a! Elena se salvar�.
N�o se mexa. N�o fale.
Responda-me com um movimento dos seus olhos.
Pisque se estiver me ouvindo.
Agora preste aten��o.
Pisque uma vez se estiver sentindo alguma dor.
Uma vez para "sim", e duas para "n�o".
Agora responda-me, est� sentindo alguma dor?
Agora relaxe. N�o fa�a esfor�o. N�o sairei do seu lado.
Ficar� bom em breve.
Agora durma. Tente dormir.
- Algum problema, doutor? - Nenhum, acalme-se.
Parece que tivemos sucesso na opera��o.
Que bom, mestre. Meus parab�ns!
Mas n�o podemos comemorar antes do tempo.
Temos que esperar e confiar em Deus.
Ajude-me a mover o cad�ver do gorila para o incinerador.
Sim, mestre.
N�o acredito que ainda n�o conseguiram encontrar esse animal!
N�o h� nenhuma pista, doutor!
Quero dizer que o animal fugiu do z�ol�gico...
e est� vagando pela cidade.
Avisarei as autoridades para que nos ajudem a localiz�-lo...
antes que aconte�a alguma trag�dia.
N�o se arrisquem de forma alguma! Se for necess�rio, matem-o!
Isso � tudo! Podem se retirar!
Entre!
- Est� trancada, abra! - Estou indo, um momento.
- Ol�. - Oi.
- Como se sente? - Com muito medo.
Novamente com isso? Ainda n�o se convenceu?
Sabe o que acontece com um cavaleiro quando cai do cavalo?
- N�o. - Ele monta novamente.
� isso que tem que fazer!
Continuar lutando ou deixar de lado.
O que me deixaria muito feliz.
- Sabe no que venho pensando? - O qu�?
- Abandonar as lutas. - E o que a impede?
Bem, tenho um contrato assinado. Ainda tenho duas lutas na capital.
- E ser�o as �ltimas. - Me promete?
- Eu prometo. - Jura?
Eu juro!
Meu amor...
� sua vez!
J� estou indo! Vai me convidar para jantar?
Sim, mas s� se voc� vencer.
Juro que vou vencer!
Tenente, espere!
- Descobriu alguma coisa? - Algo muito estranho.
Como o qu�?
A porta da jaula estava trancada com uma fechadura e um cadeado.
E ambos estavam intactos.
Fa�a um relat�rio completo e deixe-o sobre minha mesa.
Amanh� eu o analisarei.
Tem que ser hoje � noite. O chefe quer v�-lo imediatamente.
Que droga! Como contarei isso � Lucy?
- Bem, at� logo. - Divirta-se, Tenente.
- Quem �? - Sou eu, Arturo!
Estarei pronta em 20 munutos!
Abra, por favor. Preciso lhe falar um momento.
- O que foi? - � que...
Tenho um compromisso com voc� e n�o sei como dizer.
Pois diga!
Agora h� pouco, Ramon, o sargento, veio me dizer que...
Sim, que seu chefe quer v�-lo imediatamente!
E como sabe?
Porque toda vez que me convida para sair � essa mesma hist�ria!
Nunca tem uma noite livre para mim!
- Mas � meu dever, meu amor! - Meu amor, meu amor...
Se voc� gosta mais do seu chefe do que de mim, adeus!
Mestre, veja!
Meu Deus!
Cuidado! Ele est� fugindo! Me d� o rifle!
- Aqui est�, mestre! - Pegue a caminhonete e siga-me!
- O que est� havendo? - N�o sei! Ouvi um grito!
Abra!
Pegue a chave com o porteiro, depressa!
L� est� ele!
Vamos pelos fundos do pr�dio, depressa!
Por favor, diga-me...
Calma! Por favor, calma!
Um de cada vez. Eu pergunto e voc�s me responder�o.
Eu estava em casa quando ouvi um barulho e...
Por favor, calma!
Um de cada vez! N�o chegaremos a lugar algum assim!
E o que pensa em fazer agora, mestre?
N�o sei. Isso � horr�vel.
De qualquer forma o vigiaremos para que n�o volte a escapar.
Eu estava preparado para tudo menos isso.
Estava preparado para uma rejei��o no caso de uma auto-imuniza��o...
que poderia afetar seus pr�prios tecidos.
Tais como os pulm�es e os gl�bulos vermelhos.
Mas jamais imaginei que afetaria seu c�rebro!
- O c�rebro? - Sim.
Uma coisa � prov�vel.
Que o cora��o de um gorila � potente demais para um ser humano.
E que a flu�ncia de sangue de seu c�rebro...
n�o pode ser resistida por este. Danificando as partes superiores.
E quando estas partes n�o funcionam corretamente...
o homem converte-se num animal incontrol�vel.
Originando a transmuta��o.
O perigo � que o processo pode ocorrer a cada 45 segundos.
� o tempo que o sangue leva para percorrer o corpo humano.
�s vezes, um minuto. Ou talvez at� mais...
em uma pessoa em estado inconsciente.
E quanto tempo pode durar essa "transforma��o"?
� imprevis�vel.
Pode durar dias, horas ou minutos.
Quer dizer que em algum momento, ele pode voltar ao seu estado normal?
Isso mesmo. Por�m seu c�rebro ficar� prejudicado para sempre.
E a transmuta��o pode se repetir.
Converter-se novamente em fera ou vice-versa.
E assim continuaria o ciclo.
S� consigo pensar em uma coisa antes que seja tarde!
Que coisa, mestre?
Inverter o processo.
Antes que as les�es cerebrais sejam irrepar�veis.
Inverter o processo? O que quer dizer?
Fazer uma nova transfus�o e um novo transplante de cora��o.
De uma pessoa viva a...
� ele.
A pessoa que se prestar a isso morreria!
Eu sei disso, Goyo. Eu sei.
Posso contar com voc�? Me ajudaria?
Sim, mestre.
Pensei na paciente que operei na semana passada.
- Ela pode nos ser �til. - Mas isso seria um crime!
Um crime em parte. Ela morrer� de qualquer forma.
O traumatismo craniano danificou seu c�rebro.
Se salvar� s� por um milagre.
Que a deixaria incapaz pelo resto da vida.
- E como podemos fazer isso? - Trazendo-a para c�.
Mas como?
Amanh� � noite a traremos do hospital sem que ningu�m perceba.
Eu me encarrego disso.
Como quiser, mestre.
Aplique-lhe a cada oito horas. Assim poderemos mant�-lo adormecido.
Bloqueie esta janela. Todo cuidado ser� pouco.
Est� bem, mestre.
- Boa tarde. - Boa tarde.
Eu poderia ver a Srta. Elena Gomez, no quarto n�mero cinco?
Simto muito. Ordens expressas. As visitas est�o proibidas.
Mas posso saber ao menos como ela est�?
Um momento.
Qual a situa��o da paciente do quarto n�mero cinco?
Obrigada.
Da mesma forma. Continua inconsciente.
Socorro! Socorro!
O que houve?
Um monstro atacou meu noivo! Ajudem-me, por favor!
Ligue para a pol�cia!
Ele deve estar ali. Aproxime-se!
O que houve aqui?
Parece que houve um assalto no parque.
Um homem morto!
Um homem morto!
- Quem gritou? - Fui eu, senhor.
Na esquina, h� um homem morto!
- Chamem uma patrulha! - Eu j� fiz isso, senhor!
Correto!
Coloque-o na caminhonete antes que a pol�cia chegue!
E traga-a para c�!
Este ainda est� respirando! Levem-no!
Que barbaridade! Este est� morto! Destro�ado!
Sim, deixem-o. Parece que h� outra v�tima.
- V� com ele. - Sim, senhor.
Maqueiros, venham!
- Voc� os conhece? - O que levaram � o dono da mercearia.
- E este? - Este n�o sei quem �.
Deve ser o namorado da garota que veio pedir socorro.
Voc� fica aqui. E voc�s, vasculhem todo o parque!
- Vamos falar com ela. - Por aqui.
- As patrulhas chegaram. - Ajude-me, vamos.
Tome isso, vai acalm�-la!
Saiam do caminho! Tirem essa gente daqui!
- Fora! Fora! - Andando, vamos!
Acalme-se, por favor. Conte-me o que aconteceu.
H� quatro v�timas do gorila.
A �ltima delas, Jos� Ramirez Garcia, morreu esta madrugada.
A pol�cia acredita que o gorila que fugiu do z�ol�gico h� 4 dias...
seja o assassino.
O eletrocardiograma.
Queime o cad�ver.
Doutor, venha aqui! Venha imediatamente!
Como � poss�vel? Venha!
Ligue-me com o Dr. Krallman imediatamente, senhorita!
Sim, doutor.
Sim?
Avisarei-o imediatamente.
- Quem �? - � do hospital.
Eu imaginava.
J� devem ter descoberto que a paciente desapareceu.
- �bviamente. Queimou o cad�ver? - Sim, mestre.
Livre-se das cinzas e queime lenha para substitui-las.
N�o deve haver vest�gios.
Ah! E espere eu atender a liga��o.
Pois n�o? Sim, � ele.
Isso � um absurdo! � um descuido imperdo�vel!
J� vasculharam todo o hospital? No jardim?
Fa�am isso at� eu chegar!
Irei o mais r�pido poss�vel! At� logo!
O Dr. Krallaman est� a caminho. Vasculhem todo o hospital.
Verifiquem nos jardins e corredores.
Hospital Pasteur �s suas ordens?
Essa paciente estava inconsciente h� uma semana.
� inexplic�vel que ela tenha se levantado e sa�do pela janela!
Se ela tivesse sa�do pelo corredor, voc�s a teriam visto.
- A menos que... - A menos qu�?
Que tenha sido sequestrada!
Mas... por quem? Quem faria isso?
� isso que eu gostaria de saber.
Senhores, creio que devemos informar as autoridades.
Mas isso seria desastroso para o nosso hospital!
O colega tem raz�o. Sua reputa��o viria abaixo.
Sim, � mesmo.
Estamos nos deparando com uma situa��o muito dif�cil.
Mas lembrem-se que as pessoas que v�m acompanhando a paciente...
- poderiam obrigar-nos a... - Permita-me interromp�-lo, doutor.
Lembro que as visitas estavam proibidas para esta paciente...
- desde que foi operada. - Claro!
Isso nos d� a oportunidade de ocultar seu desaparecimento.
Nem que sejam somente por alguns dias!
Bem, cavalheiros...
Qual ser� nosso pr�ximo passo?
Enquanto isso, o que diremos aos funcion�rios do hospital?
Todos j� est�o sabendo!
Quem sabe se sua doen�a seja cr�tica...
Ou sua febre alta produza o que geralmente se chama de... del�rio!
- Ou em estado de sonambulismo. - Um son�mbulo...
Pode levantar-se, saltar por uma janela e fugir.
Ou desaparecer! J� tenho uma solu��o!
- E qual �, Dr. Lopez? - Diremos aos funcion�rios...
que a paciente, num estado de sonambulismo, desapareceu.
E pediremos a mais absoluta discri��o em nome do hospital...
enquanto que a dire��o acompanha a solu��o do caso.
Concordo com o Dr. Lopez.
E pensaremos em recompens�-los de alguma forma.
Se esta � a opini�o da maioria, eu n�o me oponho.
Por�m com uma condi��o. Passado um tempo consider�vel...
e nossas investiga��es n�o derem conta do paradeiro da paciente...
teremos que alertar as autoridades.
- Todos est�o de acordo? - Concordamos.
Isso � tudo, senhores. Tenham um bom dia.
Todos os crimes foram cometidos neste setor.
Gostaria que visse as pegadas encontradas na janela...
onde o primeiro crime foi cometido.
Mostre-as, por favor.
Veja.
Estas linhas parecem humanas. As outras n�o.
Parecem de algum animal que n�o conseguimos identificar.
Mas n�o foram feitas por dois seres distintos.
Para ser mais claro, h� s� uma pegada pertencente a um s� ser.
Seja de uma pessoa ou animal.
- N�o � isso? - Sim, isso mesmo.
Agora gostaria que o doutor nos contasse...
o que encontrou quando realizou a aut�psia nos cad�veres.
Os tr�quios e as v�rtebras cervicais dos mortos por estrangulamento...
foram completamente destruidas.
O assassino devia ter uma for�a incr�vel.
- Sobretudo nas m�os. - Como um gorila?
Talvez. Mas n�o creio que um animal estrangularia uma pessoa...
como faria um ser humano.
Arranharia com suas unhas ou morderia.
Ou apertaria com tamanha for�a que explodiria o t�rax.
Como o caso daquele cad�ver encontrado no parque.
Nesse caso, poderia ter sido um gorila.
Talvez. Mas as declara��es da �nica pessoa que o viu...
a garota que estava no parque com o noivo quando o mataram...
n�o concorda com a descri��o de um gorila.
E qual conclus�o quer chegar?
O gorila n�o fugiu do z�ol�gico. Mas foi roubado.
E se tiver mesmo fugido...
Ora, um gorila n�o pode sumir numa cidade como a nossa!
E al�m do mais, ningu�m voltou a v�-lo!
Se algu�m o encontrou, acho que...
deve t�-lo levado para casa para brincar com seus filhos!
N�o � o momento para fazer brincadeiras!
Perdoe-me, n�o foi minha inten��o fazer uma brincadeira.
Se n�o enfrentarmos essa terr�vel realidade...
O que vou dizer pode parecer absurdo...
sobretudo que ainda aconte�a nesse s�culo.
Mas mediante as provas que foram apresentadas...
e com o depoimento da testemunha, cheguei a uma conclus�o:
Que o autor desses assassinatos � uma fera, sim.
Mas uma horripilante fera humana!
Claro que � um absurdo. As provas s�o circunstanciais.
� bem prov�vel que voc� ultimamente tenha assistido na televis�o...
muitos daqueles filmes de terror.
- Veja o que dizem os jonais. - Deixe-o sobre a mesa.
"Acredita-se que uma horripilante fera humana � a autora dos crimes.
"� incr�vel que, em pleno s�culo XX...
"ainda aconte�am tais coisas.
Em que se basear�o as autoridades?"
Seis horas, meu Deus. S� seis horas.
Obrigado! Obrigado, meu Deus!
Por ter me devolvido meu filho!
� um milagre! Um milagre!
Devemos lev�-lo daqui antes que desperte!
N�o ser� perigoso mov�-lo?
� um risco que preciso correr.
Reconhecer o lugar poderia causar-lhe um transtorno emocional.
Uma crise nervosa que talvez o levaria a uma nova transforma��o.
Bem, ajude-me.
Com cuidado.
H� duas noites que n�o vou ao hospital.
N�o quero que levantem suspeitas.
Fique de olho nele. D�-lhe outra inje��o em uma hora.
Estando dormindo n�o h� perigo. Voltarei logo.
- Est� bem, mestre. - Deixe a porta aberta.
Para que o ou�a se ele precisar de algo.
E Lucy foi declarada campe�! A plat�ia a aplaude de p�!
Pois n�o? Ol�, tenente, como vai?
� um prazer falar com o senhor. Em que posso lhe ser �til?
Sargento, ligue para minha noiva. Ela est� no ringue.
Claro que sim. Aguarde na linha.
Ligue-me com 30-52-98 e transfira para o carro 205. � urgente.
Al�? Sim.
Ol�, linda! Ouvi pelo r�dio. Voc� foi formid�vel.
O qu�? Onde voc� est�?
Vai passar quatro noites seguidas a�?
Por que voc� n�o vem para c�?
Encontrarei-a na rua da mercearia, em frente ao parque.
Est� bem. Vou me vestir e vou para a�.
At� logo, meu amor.
- Outra noite tranquila. - A calmaria antes da tempestade.
- Aproxime-se dele. - Sim.
- Boa noite, chefe. - Quem saiu desta casa?
Foi o Dr. Krallman. Ele mora ali.
- Dr. Krallman? - Ningu�m se atreve a vir aqui.
Ningu�m, mas ele sim. Mantenha os olhos bem abertos.
- N�o se preocupe, chefe. - At� logo.
Boa noite.
- Boa noite, senhorita. - Boa noite, doutor.
Julio!
Julio!
Meu Deus!
Julio! Filho!
N�o me reconhece?
Sou eu, seu pai!
N�o o mate!
Socorro! Socorro!
Socorro!
Ouviu isso? Veio dali, vamos!
O monstro correu para o parque!
Est� morto. Chamem uma ambul�ncia e mandem vasculhar a �rea.
Sim, senhor!
Lucy! Lucy!
Lucy!
Me solte!
Lucy!
Venha ver o que encontramos no s�t�o.
- O que pode nos dizer? - Tenente, o que descobriram?
Perdoe-me, Carlito. Mas desta vez, n�o posso dizer nada.
� um caso bastante dif�cil. Me d�em licen�a.
Venha por aqui, tenente.
- Um momento... - Ningu�m pode passar.
Veja isso.
Agora veja isso.
Mande examinar. Descobriram quem � o homem encontrado no parque?
� o filho do Dr. Krallman.
O filho dele pode nos dar a chave de tudo!
- E para onde foi o pai dele? - Ambos est�o no Hospital Central.
Vamos.
N�o se assuste. Vou ver o que foi isso.
- Doutor! Socorro! Um monstro! - O que foi?
Um monstro!
Socorro! Ele vai mat�-lo! Socorro!
Socorro!
Somos da pol�cia. Onde est� o doente que...?
Que doente? � um monstro! E matou o doutor!
Ele fugiu para o terra�o carregando uma menina!
Cerquem o hospital e se o avistarem, n�o atirem.
N�o quero que machuquem a menina. Liguem para os bombeiros.
Pe�am que tragam uma rede para o caso dele querer saltar.
- Por onde se chega ao terra�o? - No fim do corredor, � direita.
- O que far�o com ele? - Mat�-lo, n�o h� outra sa�da.
Vejam! L� em cima!
� o monstro!
N�o atirem! N�o atirem! Ele est� com uma menina!
N�o atire! Deixe-me falar com ele!
� meu filho.
Julio... Julio...
Sou eu, seu pai. Ningu�m vai machuc�-lo, filho.
Entregue-me a menina.
Entregue-me a menina.
Julio... Julio...
Entregue-me a menina.
Ele a soltou!
Julio!
Papai...
Perd�o, meu filho. Perdoe-me.
Eu menti para voc�. Eu menti.
Porque eu sabia que sua doen�a era incur�vel.
Fui at� contra a vontade de Deus para tentar salv�-lo.
Perdoe-me... perdoe-me...
Levem o doutor.
Como descobriu sobre o desaparecimento de Elena?
O Dr. Krallman perdeu o ju�zo.
Mas no seu �ltimo momento de lucidez, ele confessou tudo.
Pobre louco. Seu desejo de salvar seu filho da morte...
foi o que causou tantas v�timas inocentes.
Como isso � triste. Muito triste.
FIM
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