All language subtitles for Last Will (2012).720p

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Original subtitles

No frio inverno de Estocolmo � dia de comemora��o.

Em 10 de Dezembro, acontece o Nobel aqui na Prefeitura.

o pr�mio do Rei da Su�cia.

...desde a morte do cientista e

fundador do pr�mio, Alfred Nobel.

O TESTAMENTO DE NOBEL

Aqui se re�nem os not�veis convidados,

incluindo a fam�lia real, presentes � recep��o Nobel.

Esta magn�fica cerim�nia atrai jornalistas de todo o mundo.

Isto acontece agora, porque

o fundador do pr�mio, Alfred Nobel,

morreu neste dia, em 1896.

Quero fazer um brinde em homenagem

ao grande fundador Alfred Nobel.

Entre os oradores est� o ganhador

deste ano do pr�mio em Medicina

o israelense Aaron Wiesel. Ele concentrou a aten��o

devido a sua controvertida

investiga��o sobre c�lulas tronco.

Estou profundamente comovido

e agrade�o � Academia Sueca de Ci�ncias

por ter dado � minha investiga��o em c�lulas tronco

o Pr�mio Nobel de Medicina.

Quero agradecer aos meus colaboradores

que me ajudaram a alcan�ar esta honra.

A investiga��o em c�lulas tronco � essencial

para o progresso humano e o desenvolvimento da sociedade.

Sei que � uma quest�o de tratamento delicado

mas os resultados que obtivermos

devem servir � Humanidade.

Estamos trabalhando para isso.

-Esteja � vontade. -Obrigada.

Annika Bengtzon. Oi.

Enviei o �ltimo texto, a fam�lia real j� se retirou.

Necessita mais?

Baile?

N�o temos fot�grafo, Bertil desmontou tudo.

N�o h� ningu�m do "Vida Urbana" que possa fazer?

Sim, bom. Est� bem.

Sabe quem � a mulher de verde?

Acho que � gerente de marketing na Pharma Corp.

S�rio?

Certamente n�o � professora de dan�a.

Dan�a?

N�o, obrigada.

N�o sou bom dan�arino, mas posso

identificar investigadores c�lebres.

Se n�o teme por seus p�s.

-Est� bem. -Perfeito.

DAN�A PERTO DO PALCO, � ESQUERDA

Obrigada.

Dois feridos a bala no Sal�o Dourado.

Tem uma descri��o?

Pare!

Tiros no jantar do Nobel.

Cinco feridos, n�o se sabe se sobreviver�o.

-Patrik, consiga-me Bengtzon. -N�o responde.

Estamos chamando a Prefeitura. Est� tudo bloqueado.

-O fot�grafo Bertil? -Foi para casa.

Droga, chame todos os fot�grafos

que conseguir. Est� em todos os canais.

Venha, Patrik.

Temos que conseguir testemunhas. E onde est� o casal real?

-Em quem mais atiraram? -Em um guarda de seguran�a.

-Bengtzon n�o responde? -N�o.

Cuidado. Precisamos passar aqui.

A cerim�nia do Nobel foi exposta a um ataque terrorista.

O acad�mico israelense e ganhador do pr�mio,

Aaron Wiesel foi ferido por arma de fogo.

�s 23H um atacante desconhecido abriu fogo na festa do Nobel

aqui na Prefeitura.

-Desculpe. -D� para ligar daqui?

De celular n�o. O sinal caiu. Qual � o seu nome?

-Como? -Pol�cia. Viu algo?

N�o sei... Annika Bengtzon, Kv�lspressen. O que houve aqui?

-Notou alguma coisa? -N�o.

Quando dan�ava, trombei numa mulher

de vestido dourado, isso foi tudo.

-Tinha muita gente. -Uma mulher de vestido dourado?

Siga-me, por favor.

Imposs�vel, tenho que escrever um artigo.

Siga-me.

Ca�a ao criminoso. As sa�das da cidade est�o bloqueadas.

Estamos em alerta m�ximo.

�s 23H um atacante desconhecido abriu fogo

fazendo ao menos dois disparos.

V�TIMAS - IDENTIDADE

Oi.

N�o disse que voc� estaria aqui.

Pedi permiss�o para cuidar de voc�.

Fecha a porta.

Podemos ir um pouco mais r�pido? Tenho uma entrega.

Al�? Eu te liguei feito louca! Tem algo para mim?

-N�o posso ir agora. -Ela ligar� mais tarde.

Interrogat�rio de Annika Bengtzon,

quinta-feira 10 de Dezembro,

23:40H.

Estava no Sal�o Dourado aproximadamente �s 22:45, certo?

Sim ou n�o?

E observou uma pessoa suspeita, correto?

-N�o sei. -Diga apenas o que aconteceu.

Nada. Tropecei com uma mulher.

-Em seguida ca�ram. -Como era ela?

-Sabe quem �? -Qual �, Annika!

S� fa�o meu trabalho. Os editores esperam meu artigo.

Voc� e seu pasquim ambicioso.

Duas pessoas foram baleadas no mesmo sal�o onde estava.

Diga-me exatamente o que viu

e n�o quando convier, sen�o agora mesmo.

-Eu dan�ava. -Com quem?

N�o sei. N�o nos apresentamos.

Havia muita gente.

Trombei com ela.

Pode descrev�-la? Detalhes?

Suas roupas. Qualquer coisa.

As al�as. Eram muito estreitas.

Ou talvez eram de uma bolsa.

Ela vasculhou por algo nela.

Os olhos.

Olhou para mim e tinha olhos amarelos.

Completamente amarelos. Quase cor de ouro.

-Cor de ouro? -Sim.

Ouviu algo?

Apenas sons secos.

-Sons secos? -Sons apagados. Como...

sopros de ar.

Dei meia-volta

e vi uma mulher ca�da no ch�o.

E ent�o olhou para mim.

Como se dissesse algo.

Foi muito estranho.

E ent�o foi quando vi o sangue que jorrava.

E ent�o...

ela morreu.

-Algo mais? -N�o.

Certo.

Quem era ela?

Guarda isso de novo na bolsa.

N�o devo esconder os nomes das v�timas.

-Quem era a mulher com Wiesel? -Caroline von Behring.

Secret�ria do Comit� Nobel do Karolinska Institut.

-E Wiesel? -Operado no Sankt G�ran.

O que se sabe do agressor?

Foi a mulher de vestido dourado.

Existiu alguma amea�a?

Os laureados sempre s�o amea�ados.

Algo mais espec�fico. A investiga��o

com c�lulas tronco n�o � muito popular.

Agora deve parar. Est� perdendo o tempo. O meu e o seu.

-E n�o deve escrever sobre isto. -E por que n�o?

� testemunha no processo. Est� sob segredo.

Isso se usa nas deten��es.

Ningu�m est� detido. Posso escrever o que quiser.

Se imp�e segredo sob o Cap�tulo 23 do C�digo Penal,

Se��o 10.

"Uso pelo chefe da investiga��o ante suspeita de crime grave"

-Al�. At� que enfim. -O que houve? Onde est�?

-Conte-me algo. -Estou submetida a segredo.

Como, submetida a segredo?

Deve ir � pol�cia e fazer um retrato falado.

N�o pode ser.

Fala com Schyman. Ele pode resolver.

Verei com Schyman. D�-se um jeito.

Venha o mais r�pido poss�vel. Bengtzon, fotos, fotos!

Necessito fotos. Tenho 500 imagens de um qu�mico

incomodando o Ministro da Cultura.

Algu�m que me d� um pouco de sangue.

Verei o que posso fazer.

-Ande, por favor. -Preciso do meu casaco.

Eu o trarei.

-Um casaco e uma bolsa marrom. -Aguarde um momento.

-Aqui est� restringido. -Desculpe, estou perdida.

� esta a sua bolsa?

Pronto. Vamos?

O laureado de Medicina Wiesel est� gravemente ferido.

Aaron Wiesel foi premiado pela investiga��o com c�lulas tronco.

Houve muito controv�rsia e ele recebeu amea�as.

Agora o temos. Olhe. Venha.

A� est�.

Certo.

Certo. A gente se fala.

-Bengtzon! -Onde est� Schyman?

Falando com os advogados.

Suspendi a primeira p�gina e de 2 a 5.

-Posso escrever sobre isto? -Claro, com certeza.

Um dos guardas morreu no hospital,

ent�o agora j� h� dois mortos.

"Jornalista do Kv�lpressen testemunha

de duplo homic�dio". Vamos l�.

Primeiro os est�pidos policiais deixam escapar um assassino,

e depois tratam de encobrir o caso.

-O que disseram? -N�o vai funcionar.

-Annika n�o deve escrever. -O qu�? Mas...

N�o deixe te entrevistarem e n�o diga de jeito nenhum o que viu.

Isto j� est� bastante...

-Escrever n�o vai piorar. -Sinto muito, Annika.

Droga, n�o h� uma solu��o?

Infelizmente n�o.

Bom. Nova primeira p�gina. Patrik, com voc�.

"Massacre na Cerim�nia Nobel". E com imagens das v�timas.

-Ao trabalho. -Procure alguma informa��o aqui.

N�o h� nada a fazer, Annika.

V� para casa e dorme um pouco.

-Eu escolho a �rvore de Natal. -N�o, eu.

-Quando compraremos a �rvore? -Sim, quando?

Devemos ter uma �rvore de Natal, n�o?

Sim...

Oi.

-Como est�? -Bem.

N�o sabia de nada. Devia ter me acordado.

Precisava dormir. Est� tudo bem.

Bom dia, meu bichinho. Ol�, querida.

Morangos e iogurte para mim? Que luxo.

V�o escovar os dentes.

Ei, mam�e.

-Tem que ser rosa. -O qu�?

-A �rvore de Natal. -Teremos a mais bonita, amor.

Papai leva voc�s na escola hoje.

...com o grupo terrorista alem�o Neue Jihad.

O grupo assumiu o ataque � cerim�nia do Nobel.

O laureado israelense Aaron Wiesel foi ferido

e um membro do Comit� Nobel foi assassinado.

O homem foi detido e interrogado esta manh�.

TR�S MORTOS NA COMEMORA��O DO NOBEL

Ol�.

Obrigado.

Bom trabalho.

Temos mais detalhes das v�timas, e melhores fotos que ningu�m.

Deveria estar orgulhosa, j� que Bengtzon n�o p�de entregar.

N�o foi permitido entregar, obrigada.

-"N�o foi permitido", desculpe. -Muito bem.

Chamei cinco rep�rteres da outra equipe.

Estado do caso: Neue Jihad, v�timas,

agressor, trabalho da pol�cia, e testemunhas.

Bem, mas sob o �ngulo do terror abrange tudo.

E me enfocarei na incompet�ncia policial.

Como pode entrar um assassino armado

em uma festa de alta seguran�a?

O que acha? "Quem convidou ao sangue?"

-Estado de Aaron Wiesel? -No Sankt G�ran.

-Sua condi��o � muito est�vel. -Bem, tragam algumas boas fotos.

-Os guardas? -O segundo guarda morreu.

A condi��o do terceiro � cr�tica.

Falei com as fam�lias dos dois guardas,

n�o querem ser entrevistados.

-Com respeito � pol�cia? -Aumentaram seu alerta.

Bloquearam todos os caminhos rapidamente.

P�ginas 8 e 9: "A ca�a ao assassino continua".

Acharam o bote em que fugiu.

Pensam que fugiu mais ao sul de autom�vel.

-O retrato falado? -A pol�cia j� tem.

Neue Jihad, o que sabemos sobre eles?

Vinculados � Al-Qaeda, a quem provavelmente os incomoda

mais que um velho judeu clonando embri�es.

Bom, Patrik. Voc� pega a conex�o com a Al-Qaeda e o terrorismo.

Berit, voc� os familiares.

N�slund, cobre a ca�a ao assassino.

Annika, voc� faz investiga��o para Patrik.

Como?

N�o foi permitida escrever, mas deve trabalhar. M�os � obra.

-N�o acredito em Neue Jihad. -Verdade?

H� muita coisa que n�o d� para entender.

Sim.

� muito sangue em dois dias.

-Em que n�o acredita? -Neue Jihad.

Se a Al-Qaeda queria matar Wiesel, teriam feito.

-Ent�o? -Se foi um crime profissional...

Um assassino profissional atirando a poucos metros?

Talvez fosse ela o objetivo. Caroline von Behring.

Por que algu�m ia querer assassinar Caroline von Behring?

Parece for�ado.

Sim, mas foi ela quem morreu.

O que sabemos dela? � s� uma infeliz que cruzou no caminho?

Falei com os editores da "Vida Urbana",

para que v� com eles em empr�stimo.

Por qu�?

Spiken precisa de gente trabalhando nisto aos 100%.

� s� enquanto dure sua confidencialidade.

Os novos editores n�o devem us�-la e n�o pode s� ir e olhar.

Certo.

Ficamos assim.

Bom.

Caroline von Behring? Por que um retrato dela?

-� uma atualidade, devo dizer. -E � de muita morte, devo dizer.

Foi uma mulher. Uma desconhecida no ambiente do Nobel.

Exato. Desconhecida.

Morreu durante as festividades do Nobel,

enquanto dan�ava no Sal�o Dourado.

Bom, pensa em Lady Di?

"Princesa secreta do Nobel".

Sim, exatamente. Mas tenho que investigar.

Fale com quem a conheceu. Talvez um amor da juventude.

Algu�m bonito... S� estou pensando em voz alta.

-Com fotos? -Sim.

Procure algumas em que esteja feliz.

Enquanto estava viva, quero dizer.

Farei isso.

Quando pode entregar?

Annika Bengtzon, Kv�lspressen.

Procuro algu�m disposto a falar sobre Caroline von Behring.

Annika Bengtzon, Kv�lspressen.

Queria falar com a secret�ria da Professora von Behring.

Quando von Behring foi eleita para o Comit�?

Posso falar com algu�m do Comit�?

Posso saber os nomes de seus colegas?

Obrigada.

Esta mulher... que trabalhava muito pr�xima a Caroline.

De cabelos castanhos, �culos.

Trabalhou no Departamento de Fisiologia e Biof�sica.

Onde est� agora? Preciso v�-la.

-Disse Birgitta Larsen? -Sim, exatamente.

Desculpe?

-Sim. -Venho do Kv�lspressen.

Tenho uma reuni�o com Birgitta Larsen.

Sabe onde est�?

Trabalha no andar de cima. Posso mostrar onde fica.

Por aqui.

Annika Bengtzon, Kv�lspressen.

Falamos por telefone.

-Queria falar de Caroline? -Sim.

Este � Johan Isaksson, um de meus estudantes de doutorado.

Obrigada por sua ajuda.

Obrigada. Venha, sente-se.

Como disse, estou trabalhando no perfil de Caroline von Behring.

Doutoramos juntas. Duas mulheres no mesmo m�s.

Era bastante incomum na �poca. Faz 25 anos.

-E ela teve sucesso, n�o? -Sucesso?

Poderia dizer que sim.

-Como ela era como pessoa? -Caroline vivia para o trabalho.

-Investigava em biof�sica? -Sim.

Sobre o gene da imunoglobulina.

Desenvolvimento posterior � descoberta de Tonegawa.

-Se escreve como pronuncia? -Com W.

Em receptores "c�lulas T", se conhece o que s�o.

Como Caroline influenciou para que o pr�mio fosse para Wiesel?

Ela foi quem o tornou ganhador.

Mas sabia que traria problemas.

-Ela era pol�mica? -Sim.

Corajosa.

Talvez demasiado confiante.

Acredita que foi um acidente?

O fato de que Caroline estivesse no momento e lugar errados?

No que pensa?

Se foi Caroline a inten��o do ataque, n�o Wiesel?

-Ele sobreviveu, sim, e ela... -O que est� insinuando?

Ela morreu ontem e voc� vem aqui... V� embora.

-Deve me desculpar. -Sabe de uma coisa? V� embora.

MUIZNIEKI LET�NIA

Sinto muito. N�o posso anestesi�-la.

Apenas fa�a.

Obrigada.

Mantenha-a limpa. Cicatrizar� logo.

E pode ficar e descansar aqui.

Pode pegar minha bolsa, por favor?

Merda.

Trabalha tarde?

N�o, s� quero descobrir quem era Caroline von Behring.

Fiscalizava e colaborava na sele��o dos candidatos.

N�o era o que se diz popular. Como est�?

Passando tempo com as redes secretas, c�lulas terroristas.

Seguimos investigando a Nueue Jihad.

A islamofobia dos bons tempos de ontem. Eu te vejo amanh�.

Ol�.

N�o sabia que "Vida Urbana" trabalhava at� t�o tarde.

Tenho que me p�r em dia, ent�o tenho que estar aqui.

-Como est�? Tudo bem? -Sim.

Voc� a conheceu?

Sim, h� uma centena de anos.

Era minha supervisora, quando escrevi minha tese.

Verdade?

Sistema imune. Sinapses, interleucinas.

E voc�? Em que trabalha?

-Jornalismo. -Desculpe.

Pensei que era cientista ou m�dica.

N�o, nem sequer fa�o jornalismo de sa�de.

-Annika Bengtzon. -Bernard Thorell.

-Kv�lspressen. -MediTec.

Ter� que me desculpar.

Oi, Birgitta. Como est�?

Bem, obrigada. Considerando as circunst�ncias...

Bem-vindos � confer�ncia de imprensa.

Meu nome � S�ren Hammarsten

e sou vice-presidente do Comit� Nobel.

Falarei em sueco, e nosso porta-voz

oferecer� um resumo em ingl�s.

Bem-vindos a esta confer�ncia,

que convocamos com o cora��o cheio de pesar.

Estou falando do ataque terrorista a Aaron Wiesel,

que t�o tragicamente e...

sem sentido, tirou a vida de nossa

presidente Caroline von Behring.

O processo de sele��o para o pr�mio do ano que vem j� come�ou

e esperamos poder apresentar logo

ao nosso novo presidente.

O trabalho do Comit� tal como orientou Caroline von Behring

continuar� na dire��o que ela impulsionou.

Sim, e na dire��o do testamento de Alfred Nobel,

voc� deveria acrescentar.

O testamento de Nobel � inviol�vel,

e entretanto repetidamente se cometem crimes contra o mesmo.

N�o � lugar para discuss�o.

� um assunto de dignidade humana e �tica.

Caroline von Behring foi tenaz advogada

da controvertida investiga��o sobre c�lulas tronco.

Mas sob a nova administra��o,

poderemos ver nosso futuro com confian�a.

Como se atreve? N�o tem vergonha.

A professora pirou? At� que � bem legal.

Acho que est�o todos um pouco pirados.

N�o sei.

� dif�cil ver de repente de que lado est�o.

V� saber. Olhe isto.

Ela se doutorou junto com Caroline,

mas isso foi h� 25 anos.

Mexa no arquivo e olhe se pode encontrar algo l�.

Veja e limpe um pouco.

O que est� acontecendo?

Brilhante e fresca, para dar uma impress�o positiva quando chega.

Sei o que aconteceu.

Tudo bem. Ningu�m pode nos ouvir aqui.

Eu era mestre de cerim�nia.

Umas semanas antes me ofereceram ganhar um pouco de dinheiro.

Tratava-se de uma brincadeira.

MESTRES DE CERIM�NIA DA COMEMORA��O NOBEL

Eu devia vigiar durante o baile

e enviar um SMS ao ver uma pessoa dizendo onde estava.

A quem devia vigiar?

A quem devia enviar o SMS?

Sua supervisora Birgitta Larsen,

est� envolvida nisto?

Quero 10.000.

-Por qu�? -Pelo que sei.

N�o pagamos por informa��o, especialmente de c�mplices.

N�o sou c�mplice. N�o tinha ideia do que aconteceria.

Sabe quanto recebi por esta tarefa?

1.000 d�lares.

E agora posso ser suspeito de cumplicidade em assassinato.

Por que n�o foi � pol�cia?

Quero contar a hist�ria aqui primeiro.

Talvez assim acreditem em mim.

Tem alguma evid�ncia? O celular?

N�o, joguei fora na hora. Estava em p�nico.

Est� nos vendendo uma hist�ria, mas o que tem de verdade?

Era ela.

BANHO DE SANGUE NA PREFEITURA

Era ela. Eu tinha que vigiar Caroline von Behring.

-� confi�vel? -Sim.

Leu os jornais de hoje?

Escrevem sobre Aaron Wiesel e a

discutida investiga��o de c�lulas tronco.

Sei.

E acha que est�o errados?

-E acredita nele? - Sim, acredito.

O que sabemos dele?

Que vai a outro lugar se n�o aceitarmos.

-Pode ret�-lo at� amanh�? -Temos que chec�-lo. -Est� bem.

Digamos que estamos interessados.

Pode entrevist�-lo, mas que Berit escreva.

Combinado. Mas devemos nos ver de novo amanh�.

-Amanh� quando? -O mais cedo poss�vel.

Mas � a melhor oferta que ter�.

Sim, mas � minha hist�ria, nada de intrigas.

Sim, � sua hist�ria.

Bem, liga para mim neste n�mero amanh�.

Caso contr�rio, irei procurar mais algu�m.

Meu Deus, ol�

-Andei te procurando. Como vai? -Tudo bem.

Vi fotos de von Behring. Bonita mulher, como voc� disse.

Ela impressiona bem mesmo.

-Pensei em te dar dois artigos. -Dois?

Pode t�-los prontos para a semana que vem?

-Sim, definitivamente. -Perfeito.

-Fica bem de bege. -Obrigada.

Jesper, venha aqui. N�o fa�a isso.

Benjamin!

-Mova-se, Kalle-Bale. -Benjamin, vamos.

-Annika. -Sim.

Mary Douglas. Somos vizinhas. Acabamos de nos mudar.

Sim, certo. Ol�.

-Adoramos vinho quente. -Como?

Sim, falei com seu marido. Benjamin, vamos para casa j�.

N�o, volta depois!

Quando ser� isso?

Kalle.

Bichinho.

Convidei os novos vizinhos para

um vinho quente. � uma gentileza.

Podia ter me perguntado.

-Ela me pareceu agrad�vel. -Voc� achou?

Sim, achei.

Provavelmente � am�vel que trabalhe no Minist�rio.

N�o beberei vinho quente com "a fam�lia Sandhamn".

Seu filho faz pouco de Kalle.

Como sabe?

-Vejo que ele est� chateado. -O que Kalle disse?

Nada. Disse que est� tudo bem.

Ent�o talvez esteja tudo bem. Vamos confiar no que ele disse.

Calma. � pior se intervimos.

Necessita ajuda?

Deus, como me assustou. Como desliga isto?

Desculpe.

Os n�veis de CO2 s�o muito baixos.

A press�o deve ser maior.

O que aconteceu com minhas amostras?

Provavelmente deva buscar outras.

Poderia me ajudar?

Claro.

Est�o na prateleira de cima.

-A grande? -Sim. Pesam bastante.

Que r�tulo t�m?

Ol�!

Fechou a porta.

Ol�!

O que est� fazendo? O que � isso?

Vamos fazer.

Se a hist�ria for furada, vamos todos para o buraco.

Por favor, n�o destrua sua carreira. Nem a minha.

-Al�? -Al�? � Johan Isaksson?

-N�o. -Sabe onde se encontra?

Sim.

-Com quem falo? -Sou Annika Bengtzon.

Como conseguiu este n�mero?

Quis ir conosco primeiro. Foi sua escolha.

N�o tem responsabilidade? Podia ter dito que n�o.

-Ent�o iria com outros. -Talvez dissessem n�o.

Se todos fossem respons�veis em vez de pensar na circula��o

ent�o ele teria ido conosco e talvez ainda estaria vivo.

-Sabem como morreu? -Temos algumas pistas.

Eu n�o quebrei o segredo.

N�o importa o que acredita.

N�o divulgarei informa��o.

A morte de Johan Isaakson foi um acidente. Entendido?

Certo.

Isto n�o sai destas quatro paredes.

Destruiria toda a investiga��o.

Sim, est� claro.

Enviou um SMS a um celular localizado

nos sub�rbios de Riga, Let�nia.

"Meu sil�ncio custa dinheiro"

"Entre em contato ou irei � pol�cia".

-Tentou chantagear algu�m. -Que funcionou.

Dois homens foram assassinados perto de Riga. Achados ontem.

Acreditamos que ao menos um deles

estava comprometido na fuga da Prefeitura.

-E quem atirou? -Assassina contratada, dos EUA.

A CIA a chama por "A Gatinha".

A Gatinha

-Os olhos. -Sim.

Seu testemunho orientou a CIA na pista.

Annika, agora � testemunha chave.

Ela pode n�o saber que estamos

procurando-a, ent�o nada disto deve vazar.

Por isso n�o foi mostrado o retrato falado?

Primeiro devemos descobrir quem ordenou o assassinato.

Uma entrevista com Ernst Ericsson.

O testamento de Nobel � inviol�vel,

e entretanto repetidamente se cometem crimes contra o mesmo.

ANDRIETTA E ALFRED NOBEL

-Annika Bengtzon? -Sim.

-Ernst Ericsson. -Ol�.

� magn�fico que Kv�lspressen

se interesse pelo trabalho do comit�.

N�o nos conhecemos antes.

Voc� � a nova jornalista de sa�de?

Na realidade sou rep�rter de crimes,

mas agora escrevo sobre Caroline von Behring.

Sim.

Ent�o devo ter entendido mal.

N�o, mas voc�s n�o trabalharam juntos no Comit�?

Sim...

Caroline.

Casou-se com von Behring.

Conservou o nome depois do div�rcio.

Seu nome de solteira era Andersson.

Mas disso n�o ficou registro no mundo da medicina.

Ela queria que a pensassem que era parente do velho.

Como?

O pr�mio Nobel Emil von Behring.

-Inventor do soro e vacina. -Como era ela como chefe?

Bom...

-N�o era qualificada para isso. -Como?

Nunca teria sido presidente, se n�o fosse mulher.

O politicamente correto.

As mulheres n�o necessitam destrezas

ou m�ritos para abrir caminho no mundo.

E quem se beneficia? N�o a investiga��o.

Caroline e voc� n�o concordavam

na interpreta��o do testamento, n�o �?

Nobel n�o criou simplesmente um pr�mio com seu testamento.

� muito mais que isso,

sen�o um arco do triunfo para a Humanidade.

Na confer�ncia de imprensa voc� sugeriu

que Caroline pecou contra esse testamento.

N�o tenho mais o que dizer.

Mas falava de uma nova lideran�a.

-Referia-se a si mesmo? -Infelizmente tenho uma reuni�o.

H� outro candidato � presid�ncia?

Ernst Ericsson, com C e dois S.

-S�ren Hammarsten. -Certo.

Comit� Nobel do Karolinska Institut?

-Verei o que posso encontrar. -Obrigada.

Todos procuram um inimigo externo. � o que se pensa.

Sempre � um grupo terrorista ou uns fan�ticos religiosos.

Mas?

Acredito que � um conflito interno do Comit� Nobel.

A pol�cia sabe quem � o assassino.

� uma mulher americana e seu objetivo n�o era Aaron Wiesel.

Era Caroline von Behring.

Assassinato pago.

E se foi algu�m do Comit� quem ordenou o crime?

Devemos redobrar esfor�os.

Veja esta possibilidade, dedica��o exclusiva.

-Entrega � "Vida Urbana". -Est� quase terminado.

-O que digo a Spiken? -Nada. Reporte para mim.

-Ol�, aqui est�. -J�? Mas n�o t�nhamos ficado...?

Sim, mas j� est� terminado.

"Hist�ria de vida e morte de uma

mulher forte. Destacava-se naturalmente".

"Sens�vel e com um forte sentido de justi�a".

"E o jovem a seu lado".

Realmente muito bom come�o. Forte.

H� fotos no servidor.

Primeiro devemos descobrir quem ordenou o assassinato.

O que se sabe dele, salvo que tem muito dinheiro?

Sim, se trata "dele".

-Acredita que foi um acidente? -No que pensa?

Sei o que aconteceu.

Obrigada por isso. Sei que est� t�o ocupada.

-Soube de seu doutorando. -Sim, uma hist�ria terr�vel.

Uma porta que travou. Um homem jovem, talentoso.

Um horr�vel acidente.

A primeira vez que nos vimos, voc� perguntou

se Caroline podia ter sido o objetivo.

O que voc� acha?

Caroline... Caroline olhou para mim quando morreu,

e foi como se me dissesse algo,

-Como se soubesse algo. -Ela teria me dito.

Ela confiava em mim.

Mas n�o disse nada que voc� tenha ouvido?

Ou talvez ouviu, mas n�o entendeu?

N�o, nada.

Caroline tinha um ponto de vista diferente

sobre o testamento de Nobel.

Pensava que tinha que interpret�-lo do presente.

Embora tivesse o Comit� contra ela?

Pensava que Nobel teria estado de sua parte.

Ele era como ela. Um vision�rio. N�o um velho carcamano machista.

A Comunidade Nobel tem muitos Ernst Ericsson.

Mas tamb�m h� gente um pouco mais progressista.

No Comit�? Quem, por exemplo?

S�ren Hammarsten. Ele seria um bom presidente.

Tem um instinto para a investiga��o do futuro.

Compreende o que estamos fazendo.

N�o chegar� ent�o? Funciona como vice.

N�o, se acreditarem nos boatos.

-E o que dizem? -Que � Ernst Ericsson.

Esteve subindo...

sem piedade avan�ando posi��es nos �ltimos anos.

O posto de secret�rio � um dos mais poderosos na academia.

Para escrever sobre a luta de poderes no Comit�

� correto come�ar por Ernst.

Posso fazer uma pergunta?

-Quanto conhece Birgitta Larsen? -N�o muito.

A conheci durante um est�gio de investiga��o.

-Ela e Caroline eram amigas. -Sim. O que pensa?

Acredito que dir� o que souber sobre Caroline.

Mas n�o tenho certeza.

-Desculpe por incomod�-lo. -Foi um prazer.

Ou�a...

Quer que voltemos a nos ver?

Um caf�, ou um vinho, ou algo parecido.

N�o � boa ideia, porque estou casada.

-Ou convivemos. -Desculpe. N�o quis pressionar.

N�o, est� tudo bem.

Tem 14 novas mensagens.

Lotte do centro infantil. Kalle caiu e se machucou.

Acabam de lev�-lo para sutura. Por favor telefone quando ouvir.

Ol�, sou eu. Kalle teve problemas.

Vou ao Pronto Socorro.

Onde est�? Estou no PS, e Kalle est� tirando uma radiografia.

Annika, onde est�? Kalle foi costurado. Liga para mim.

Ol�, querido. Como est�?

Annika, m�e do Kalle.

Obrigado.

Como est�?

Bati a minha cabe�a.

Sim, posso ver.

-O que aconteceu? -Caiu de um balan�o.

S�o uns est�pidos.

Quem?

O que aconteceu?

Eu n�o ca�. Benjamin me empurrou.

Tem certeza?

Vamos para casa.

O centro infantil disse que foi acidente.

Essas coisas acontecem.

Confia mais neles que em seu filho?

Devemos confiar em Kalle.

N�o ter� conflito com os bons vizinhos.

O centro infantil sabe lidar com essas coisas.

O que quer dizer com "essas coisas"?

Droga, isto � s�rio.

Poderia ter morrido.

Falou com os pais?

Falei com Mary. Acha que n�o foi intencional.

-Ent�o n�o far�o nada. -N�o disse isso.

-Ningu�m viu o que aconteceu. -Kalle foi empurrado.

E se ningu�m faz nada estou segura

de que voltar� a acontecer.

N�o! Peguei primeiro!

Caramba!

O que est� fazendo?

-J� chega. -O qu�?

Escuta. Eu te direi uma coisa.

Se tornar a fazer algo a Kalle,

s� uma vez mais,

eu te mato.

"Destacava-se naturalmente em simp�sios,

sociedades e associa��es"

"e entre amigos".

"Sens�vel e espont�nea, e com forte senso de justi�a".

-Quer trabalhar no Vanity Fair? -Muito feminino.

-Acho que � bom. -Acha? Obrigada.

HIST�RIA DE VIDA E MORTE DE UMA MULHER FORTE

-Est� resfriada? -N�o.

Fumei um pouco. Chiclete com nicotina

n�o adianta nada para mim.

Ent�o agora me dedico a coisas mais fortes.

Nem todos apreciam o que escrevo. Escuta.

"Voc� tem responsabilidade com a verdade. Est� faltando".

"Caroline tinha seus segredos. Jogava jogos sujos".

" E isso n�o fica sem castigo".

-Quem enviou isso? -� an�nimo.

An�nimo. Ent�o � um covarde.

Caroline Andersson.

Andersson.

Verificou o Comit� Nobel?

Sim.

-Tem Ernst Ericsson? -Ernst Ericsson.

N�o � que quer ser presidente porque precisa de dinheiro.

30 milh�es em capital privado.

-T�r�, essa � sua resid�ncia? -Sim, deve ser.

-Pode ver quem enviou isto? -Posso tentar.

-Casa Nobel. -Posso falar com Ernst Ericsson?

N�o se encontra.

Falo do Kv�lspressen. Sabe como posso me comunicar com ele?

Hoje trabalha de sua casa. Posso dar seu celular.

-Ernst Ericsson. -Annika Bengtzon, Kv�lspressen.

Recebi um email sobre meu artigo

a respeito de Caroline von Behring.

Queremos te dar a oportunidade de

fazer coment�rios sobre esse email.

N�o sei do que est� falando. N�o tenho coment�rios. Obrigado.

Ol�.

Ol�.

Ernst.

Ol�.

Achei que t�nhamos feito um trato.

N�o escrevi nada.

V� para casa. Se precisarmos a chamaremos.

-O que vai divulgar? -Nada.

Devemos informar seus parentes.

E quando far� isso?

Tr�s mortos no Nobel em tr�s dias.

Deve ter alguma teoria.

Poderia ser a Gatinha.

Por que acha isso?

Ernst Ericsson ordenou o assassinato,

ela poderia mat�-lo.

N�o, n�o acredito.

N�o foi um assassino profissional.

-Onde vai? -Ao jornal.

E agora n�o tenho segredo.

N�o escrevi nada por causa da Gatinha,

mas agora n�o se trata dela.

-Eu pro�bo voc� fazer isso. -Atire em mim.

Bernard Thorell de MediTec. Deixe sua mensagem.

Al�, � Annika. Reuni mais perguntas

para te fazer sobre o Comit�.

E sobre S�ren Hammarsten e sua posi��o.

Por favor me liga quando escutar isto.

Est� faltando � verdade.

Andersson tinha seus segredos.

"� isto o que quer o Comit� Nobel?"

� uma quest�o de dignidade e �tica.

N�o � lugar de discuss�o.

Quero agradecer a quem tem ajudado a alcan�ar esta honra.

Mam�e, chegamos em casa!

Lindos cachorrinhos.

-Bichinho. -Oi.

-Como foi hoje? -Bem.

M�e, sabe o que aconteceu hoje? Benjamin teve que ir para casa

porque fez xixi na cal�a.

V�o brincar.

O que foi?

Voc� disse ao Benjamin que iria mat�-lo?

-Quem disse isso? -Mary, a m�e de Benjamin.

Estava bastante abalada.

Ningu�m ia fazer nada.

Por isso amea�a um menino de oito anos?

Algu�m tinha que dizer basta. Claro que voc� n�o.

Est� totalmente louca.

Tenho vergonha de voc�. V� pedir desculpas.

N�o agora.

ESTOU TRABALHANDO VOLTO LOGO

Ol�.

Que bom que p�de se reunir comigo t�o tarde.

N�o sabia se voc� gostava de tinto ou branco.

-Eu gosto de uma boa cerveja. -Pensei nisso.

-Tem um l�pis para me emprestar? -Sim.

Obrigada.

Conheci Hammarsten por seis ou sete anos.

N�o tem ambi��es de poder.

-Mas � o candidato �bvio. -� o melhor candidato.

Mas os cientistas escolher�o, n�o S�ren.

O conflito entre Hammarsten e Ericsson parece muito pessoal.

Sim, mas principalmente do lado de Ernst.

Pode ser muito pouco flex�vel.

-Talvez at� tenha notado. -O que acha?

A �ltima vez, tive a percep��o de

que devia voltar a falar com ele.

Sim, mas n�o o encontrei.

Sorte que ligou. Pensava em voc�.

Pensei em voc� desde a cerim�nia.

Sim, como esquecer aquela noite.

Onde estava?

Eu te procurei.

Tive que ficar falando com a pol�cia.

Mas foi bom. Eu a tinha visto.

Quem?

N�o importa.

Voc� a viu?

Em quem atirou?

N�o, n�o importa.

J� � tarde, melhor ir embora.

-Eu a levo. -N�o, obrigada.

E obrigada por seu tempo.

MUNICH ALEMANHA

INFORMA��O DE CONTATO NA SU�CIA SUA SEGURAN�A CAIU

EVACUAR IMEDIATAMENTE TESTEMUNHA= ANNIKA BENGTZON

-Rastreei o email an�nimo. -Sim?

Foi enviado de um servidor de Karolinska. Este � o nome.

-Birgitta Larsen. -Obrigada.

Deve revelar o segredo de Caroline.

Mas eu queria n�o me envolver em nada.

Pensei que tudo tinha terminado, mas...

Algu�m penetrou em meu laborat�rio.

Deixaram aqui.

Uma foto de Caroline em um

congresso em Helsinki, nos anos 90.

N�o entendo nada.

O grande avan�o cient�fico de Caroline

foi com um artigo na "Science".

Science quis fazer validar os resultados.

� um controle de rotina.

Mas Caroline tinha que ir ao congresso.

Falsificou resultados?

N�o diga dessa forma. Era um controle de rotina.

E n�o foi ela quem falsificou.

Fui eu. Eu a ajudei a completar tudo e enviar � Science.

-Algu�m percebeu? -Sim.

Um de seus doutorandos.

Bernard Thorell.

-Entraram em seu laborat�rio. -Para me fazer calar.

Devia fazer isso?

Caroline pensava que algu�m a espreitava na cerim�nia.

Mas n�o disse quem.

Disse que se acontecesse algo, tudo estava em seus arquivos.

Disse isto � pol�cia

mas n�o acharam nada.

Est� bem.

Como foi?

Interrogamos ele, mas al�m da declara��o de Larsen

nada o vincula com o crime da Prefeitura.

-Liberou ele? -Ainda � um suspeito.

Mas n�o podemos det�-lo.

O arquivo de Caroline von Behring.

Procuramos sem encontrar nada.

-Obrigada. -De nada.

Sabe o que vale um pr�mio Nobel para uma empresa como MediTec?

Men��o? Reconhecimento?

Ao menos 50 milh�es de d�lares.

Eu procurei em tudo...

mas n�o achei nada.

Mas deve estar aqui, claro. Em princ�pio, sim.

-O computador? -Podemos ver.

-Est� conectado? -N�o sei. Por que?

Alguns armazenam coisas na Web.

Provavelmente ela tinha um webmail.

Certo.

� a temperatura no gabinete de ensaios.

Os alarmes s�o muito sens�veis. J� volto.

Bem, como voc� se chama?

Andersson.

Droga.

Andrietta.

Meu nome � Caroline von Behring.

O que direi sobre um de meus doutorandos anteriores

nunca havia contado, mas agora devo faz�-lo.

Ele voltou, e desta vez ele vai ter mais.

Ol�, Birgitta.

A primeira vez cedi. Aprovei sua tese.

Embora sabia que n�o estava correta.

Contatou-me de novo.

Quer o Nobel.

� f�cil. Retira sua declara��o � pol�cia e tudo termina.

N�o vou retirar.

Fecha isso.

Eu devia propor sua investiga��o como candidata ao Nobel.

Minha resposta foi simples. Disse que n�o.

-Continuo com os coelhos? -N�o, pare.

Eu imploro. N�o vai parar?

Me deu um ultimato.

Se sua investiga��o n�o estiver entre

os premiados, ent�o estarei morta.

Al�, Birgitta.

Encontrei o arquivo e faz men��o a um nome.

Annika, j� vou.

Aqui � a Annika. Estou no Karolinska com Birgitta

e enviarei um arquivo. Veja-o logo que chegar.

Sair� no jornal manh�.

Venha e olhe isto.

Com prazer.

-O que vai me mostrar? -N�o, n�o.

O que � isto?

Bernard disse...

que se sua investiga��o n�o estiver

entre os premiados, estou morta.

APAGAR?

N�o precisava estragar, desgra�ada...

Annika!

Annika.

Me deu um ultimato.

Se a tr�s semanas da publica��o

sua investiga��o n�o estiver entre os premiados, morrerei.

Droga. Ao Karolinska.

Aqui. R�pido, aqui.

Pare!

Bernard Thorell!

Des�a do carro.

Pare! Falei pare!

Um arquivo secreto jogou nova luz sobre o crime do Nobel.

Suspeita-se que Bernard Thorell contratou um assassino

descoberto pela jornalista Annika Bengtzon...

Caroline von Behring durante a

cerim�nia do Nobel em 10 de Dezembro...

A pol�cia acredita que Bernard Thorell

planejou o assassinato do pr�mio Nobel...

Thorell teria chantageado von Behring

para conseguir o Nobel...

O Pr�mio tinha grande import�ncia para MediTec.

A pol�cia suspeita de Thorell pelo

assassinato do presidente do Nobel

Assassino descoberto...

A pol�cia sueca e a Interpol juntas

para prender o assassino.

Bom, agora vamos a oito p�ginas. A primeira p�gina � para o caso.

Bom trabalho, Bengtzon.

-Toma. -Olhe, mam�e.

Mam�e. Olhe.

A �rvore. � rosa.

Vamos ent�o.

legendas @drcaio

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