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AS GRANDES AVENTURAS DO CAPITÃO GRANT
- Boa noite, milord. - Boa noite, milady.
Ouça, senhor.
- É este o navio de Lorde Glenarvan? - Sim.
- Queremos vê-lo. - Não me diga.
Se decepcionará muito se não chegarem a tempo para a festa.
Nem sequer sabíamos.
Trago notícias sobre seu navio desaparecido em alto mar.
Uma mensagem do capitão Grant do Britannia.
O capitão Grant? Está morto, não?
Como conseguiu uma garrafa? Lá onde estava? Vão embora, saiam daqui.
O capitão Grant é nosso pai e não está morto.
Sou Mary Grant e este é meu irmão, Robert.
Não quis ofender. Foi um bom homem. O maior desta frota.
Acontece é que me custa levar a mensagem da garrafa a sério.
Embora suponha que possa acontecer.
Por isso devemos ver a Sua Senhoria antes que zarpe.
Sinto muito.Não posso permitir
ninguém a bordo, exceto os convidados.
Viemos desde o Plymouth. Gastei meu último franco.
E não comemos nada ainda.
Agora entendo. Outro truque, não é?
Suma com seus contos e histórias azaradas.
Quase me enganou. Vão, saiam do portão.
Vamos, Robert.
Vocês dois, voltem aqui!
Voltem aqui.
Vocês dois, venham aqui agora!
Me ouviram?
Boa noite. Boa noite.
Vamos, senhorita!
Não gostaria que me despedissem, não?
Como fazemos para passar por aquele?
Boa noite, senhor.
Muito fácil. Caminha para trás com desenvoltura.
Na confusão, não saberá
que não é um dos convidados saindo.
Vá agora. Vá.
Venha.
Agora é você
Vá, vá.
Garoto, poderia ir procurar meu xale?
Devo tê-lo deixado...
Garotos, o que fazem aí?
Detenham essas crianças!
- Voltem, os dois. - boa noite, senhor.
Venham aqui. Parem! Pare!
Voltem aqui, os dois!
- Quer mais peru? - Obrigado.
Não muito. O salmão está delicioso.
John é um garoto adorável.
Lorde Glenarvan irá para a Venezuela neste ano.
adora nesta estação.
Quanto tempo ficará desta vez?
Está muito orgulhoso de seu novo navio a vapor.
Ah, cravos de Madagascar!
Não está mal para um presunto inglês.
Perdão, madame!
Há alguém debaixo da mesa.
Olhem!
Aí estão eles! os apanhe do outro lado!
- me deixe em paz! - por que?
Venham aqui, os dois!
O que passa aqui? Já o peguei.
me solte! me deixe em paz!
Ah, é você! Sua Senhoria, não?
- Sim. Quem são vocês? - Temos que lhe falar.
- viemos que o Plymouth. - Sou Mary Grant.
Nosso pai é o capitão Grant. Está vivo!
- Deve enviar um navio. - quanto antes.
Um momento. Venham. vamos falar.
Como sabem que seu pai continua vivo?
Pôs uma mensagem em uma garrafa.
Um professor francês a encontrou.
- Ah, outra vez! - O que quer dizer?
Desde que ofereci uma recompensa
por notícias de seu pai,
muitos vieram com notas,
que encontraram em garrafas.
- Quantas são, John? - 22, pai.
Se fosse por mim,
enforcaria a todos esses farsantes.
se aproveitam da desgraça alheia.
Isso é muito desonesto.
Mas é de papai. Eu sei.
Sr. Paganel,
lhe mostre a mensagem da garrafa.
Bonsoir, messieudames.
Voilà. Perdoem. Garrafa errada.
É esta.
Veremos, onde encontrou a garrafa?
Fui pescar com uns estudantes.
Abriu um peixe e encontrou a garrafa?
Oui, oui, milord. Um tubarão de 100 quilogramas.
Expulsem este homem antes que chame a polícia.
- Não, Sua Senhoria. - Mas eu disse a verdade.
Para que um tubarão ia engolir uma garrafa?
O que tinha em mente, não sei.
Só sei o que tinha no estômago.
se dedica a enganar a crianças?
Sou Jacques Eliacin François Paganel,
professor de geografia da Universidade de Paris.
Aqui tem meus credenciais, milord...
Imagino que são falsificadas,
como a mensagem
Vamos.
Não, Sua Senhoria. Não pode!
Um momento.
Devo lhes dizer uma coisa.
Podem nos deixar a sós por um momento?
me tirem as mãos de cima, messieurs!
Nunca me expulsaram em toda minha vida.
Não quero criar um precedente.
Merci, messieurs.
Seria o primeiro em fazer algo
se acreditasse que há a menor possibilidade
de encontrar vivo a seu pai. Iria o fim do mundo.
Não o digo por dizer. O lema "Persevero"
leva 800 anos no brasão familiar.
Não é uma fraude.
Vi a mensagem e sei que meu pai a escreveu
Sei distinguir seu estilo.
Um pouco mais inteligente.
A probabilidade de encontrar a garrafa é remota,
mas o fato de que um tubarão o tenha engolido...
Esperam que papai tenha que fazer:
Voltar aqui e dizer: "A mensagem é minha. Venham a me resgatar"?
Estão dizendo que vieram desde o Plymouth?
Diga ao Osborne que prepare uma cabine.
- Ficarão por ali. - Muito bem.
- E o Sr. Paganel? - Não podemos o deixar.
Faço o melhor para vocês.
Merci tout d'même, messieurs.
Como passou por este lugar?
E como passou diante de você?
Um minuto!
Está chegando o vinho de Sua Senhoria.
Já eram horas.
Chegando um pouco tarde, não, Charlie!?
A viagem nos seria muito difícil
se Sua Senhoria não tivesse seu vinho.
me sigam, por favor.
por aqui, senhorita. A cabine número 5, à direita.
Richard é muito maior que você.
Possivelmente não em idade, mas viveu mais.
Não sei o que quer dizer, madame.
Ninguém de minha idade realizou
tantas viagens pelo Mediterrâneo.
Justamente!
Alguma vez esteve
na America do Sul, por exemplo?
Efetivamente, não.
Viu o oceano Pacífico?
Só é um oceano.
Deveriam ter esperado para tomar o café da manhã com papai.
É ele o que tem que dar a ordem para mudar o rumo para a América do Sul.
Ninguém seria capaz de detê-lo
se fosse por algo verossímil,
não uma mensagem em uma garrafa.
Deixe-me perguntar: Se fosse um náufrago e tivesse uma garrafa,
não poria uma mensagem para jogá-lo ao mar?
Não acredito.
Afinal, as probabilidades são muito remotas.
O que faria? Ficaria olhando a garrafa vazia até morrer?
Possivelmente o tentasse.
Mas não esperaria que a encontrassem dentro de um tubarão.
Se a encontrassem ali,
você não gostaria
que se esquecessem de você?
Nunca tinham visto esse francês
até que apareceu com a garrafa.
Mas lhes criem o que lhes diz.
E diga o que diga,
você e seu pai se negam a acreditar nele.
Se eu dissesse que encontrei
uma mensagem em uma garrafa, acreditariam em mim?
- Encontrou-a? - Sim.
O que dizia?
Dizia:
"Esqueça a primeira mensagem".
Você acha que é divertido.
Tem a seu pai.
Para você isto é uma brincadeira.
Não é uma brincadeira.
Estou querendo lhe mostrar.
- Por favor, se importa? - Façamos um trato.
Pode ser que não acreditei na história
do tubarão que engoliu a garrafa,
mas estou cansando das viagens pelo Mediterrâneo.
Deita. Muito bem!
depois lhe dou um osso ou algo assim.
Bonjour.
Se por acaso esvaziou os bolsos.
Não deixe que nenhum tubarão a tire.
Obrigado.
Asseguro-lhe, mademoiselle, que seu caso
será tratado com a devida seriedade.
Se fosse um náufrago, papai,
acha que abandonaria
por pequena que fosse a perspectiva?
Seria fiel aos Glenarvan. "Perseverar",
embora tivesse que mover montanhas.
- Vamos a Córsega para variar? - me escute!
Imagine que é um náufrago e tem uma garrafa,
iria ficar olhando até morrer?
Tentaria enviar uma mensagem.
E pode que um tubarão a engolisse.
Eu diria que é muito improvável.
Se não me quer escutar,
desembarcarei em Plymouth com a Mary e Robert.
Isto me importa muito, papai.
Se vê este jeito, onde está essa bendita mensagem?
- Na garrafa. - Onde está?
- O francês a tem. - Onde está o francês?
O expulsou do navio em Glasgow.
Se quiser algo de verdade, ninguém me importa.
- Mas se disser algo por dizer... - Por dizer?
"Expulsem-no antes de que chame a polícia.
Deveriam enforcá-lo".
Ou seja onde está esse francês!
Onde está o capitão Mangles?
Diga ao capitão Mangles...
Oui, milord.
Meu deus! O francês! Acreditei que...
Dou-lhe minha palavra.
Me expulsaram do navio.
Felizmente, essas coisas não me ofendem.
A mensagem, milord.
Isto não serve mais. Não resta mais nada.
Se analisar e se usar o cérebro,
pode se entendê-la.
Há uma coisa que se sabe sem dúvida.
Sua posição é de 37 graus, 11 minutos, latitude sul.
Isso não serve sem a longitude.
Vejamos primeiro, milord.
No paralelo 37 não há muitos lugares possíveis.
Sempre pensei que Grant estaria na Austrália.
É lógico, se souber
um pouco de navegação ou comércio.
Use a cabeça, milord.
A mensagem diz algo de que o capturaram.
E se pode distinguir a palavra "índios".
Em que lugar do paralelo 37 poderia ser capturado pelos índios?
Na Austrália, evidentemente.
Aborígenes, sim. Índios, não.
Jesus! Já entendi: América do Sul. Não pode ser outro lugar.
Se os índios o tivessem capturado, estaria na costa ocidental.
É o mais lógico. Iremos e seguiremos o paralelo 37 pelos Andes
até encontrar o capitão Grant.
Osborne! Procura o capitão Mangles!
- Diga que mudaremos de rumo. - Obrigada! Obrigada!
Não esqueça que fui eu quem deu um jeito...
- Obrigado. - Obrigado.
Por favor, sou inglês.
Merci, merci, merci beaucoup Merci, milord Glenarvan
Milord, aí é aonde temos que ir, o Passo do Antuco.
Seguimos o paralelo até encontrar o capitão Grant.
Não sei como conseguiu para atirar a garrafa daí.
E se tivesse atirado a garrafa de um rio,
não desembocaria no mar?
Grimpons, grimpons, grimpons...
Não, grimpons.
Significa "escalemos".
É o conceito francês da boa vida.
Se quer fazer algo, não deixe de fazê-lo por medo do fracasso.
Não temam as montanhas altas e belas
Escalemos, escalemos, escalemos, escalemos
Não temam as montanhas altas e belas
Escalemos, escalemos, escalemos, escalemos
E se nos cairmos, e de um modo terrível morremos
Não importa porque a escalada teremos vivido
OH, não temam as montanhas altas e belas
Escalemos, escalemos, escalemos, escalemos
Escalemos, escalemos, escalemos, escalemos
Olhem! Olhem! Abaixo no vale.
Onde?
Vai-o, milord? O rio o que pôde ter atirado a garrafa.
- Por Deus! É verdade. - Um assentamento índio.
Poderia ser este o lugar. Olha, querida.
Será melhor acampar aqui esta noite
e despertar amanhã cedo.
Ouça, você! Acampar. Ficar aqui esta noite.
Não ficar. Trangko peeray. Trangko peeray!
O que diz esse jovem?
Espanhol não é. Deve ser a língua nativa.
Ouça, o que querer dizer trangko peeray?
Trangko peeray, trangko peeray!
Entendo. Acredito que quer nos dizer...
...que aqui faz muito frio.
Fazemos uma fogueira. Não importa o frio.
Não importa se fizer muito
trangko peeray, estaremos na cabana.
Não ficar.
me escute.
Eu se digo quando ir e quando ficar.
Não ficar!
Passaremos a noite aqui!
Vocês ficar. Nós ir.
Não se atreva a me dizer...
Acredito que o disse a sério.
Bem, está acabado. Jamais conseguiremos sem os cavalos.
- Não podemos ir a pé? - É obvio, mademoiselle.
Os araucanos cruzaram estas montanhas a pé
durante séculos. Inclusive levavam suas ovelhas.
- Quando começamos? - Não começaremos.
Não me porei a saltar como
uma cabra da montanha, obrigado.
Por favor, Sua Senhoria.
Não, não, mademoiselle. Tem razão.
Voltaremos para navio com os índios
e traremos membros da tripulação mais jovens.
A idade não tem nada que ver.
Eu guiarei a expedição.
Você pode ficar sentado na sua poltrona.
Você vai guiar? Isto é ridículo! Vai ser uma perda de tempo.
Por outro lado, se eu estiver no comando
Terá que ser mais que trangko peeray para que abandonemos a missão.
Não estou certo?
Sim, Sua Senhoria.
Monsieur Paganel,
acredita que haverá um esta noite?
Quando está no galinheiro,
deve se procurar os ovos. me entendeu?
Olhe isto. Vê? Com o mínimo tremor de terra, oscila.
Mas se dormir, como saberá?
Possivelmente passarei a noite
dormido com um olho aberto.
Possivelmente Sua Senhoria dormirá
melhor esta noite se não lhe dissermos
que significa trangko peeray, ein?
A seu dispor, mademoiselle.
Náufrago, náufrago
Confie em sua estrela da sorte
Sabem que o encontrarei
Em qualquer lugar que estejam
Por mais que seus sonhos
Se tenham afogado no mar
Mantenham a esperança
Não a deixem partir
Náufrago, náufrago
Embora que esteja
Perdido na selva
No mar
Encontrarei
Sua costa de naufrágio
Então um náufrago
Deixará de ser
Um náufrago
Deixará de ser
Era a favorita de papai.
Desde pequena me parecia triste.
Não como você a cantou.
Assim me sinto esta noite.
É tão emocionante.
Estamos aqui acima.
Papai está lá abaixo.
As estrelas nos indicam o caminho.
É quase como estar no céu.
- Eu sei. - Aqui está, meu filho.
Será melhor que durmam.
Amanhã madrugaremos.
- Não podemos dormir. - Venha comigo de todo jeito.
Espera. Quero pedir um desejo a essa estrela.
O que pode desejar que já não tenha?
Que papai se perca pelo caminho.
Só por um momento.
- O que está fazendo? - É para me manter acordado.
- Acordado? - Sim, se por acaso...
Se por acaso o quê?
Nada.
Pode se perguntar o que é isto?
Meu relógio, milord.
Se por acaso quero olhá-lo durante a noite.
Muito interessante!
Robert, guarda estas coisas.
Mas se houver um terremoto, quero vê-lo.
Quem disse algo sobre um terremoto?
Sou um pouco idiota, milord. Não me dei conta até depois.
O índio, quando fez assim, viu?
Não queria dizer que fazia frio.
Dizia trangko peeray:
"Terremoto". Nestas paragens há muitos terremotos.
meu deus!
Em todo mundo não há terremotos
tão grandes e formosos como aqui.
Mas há uma possibilidade entre um milhão de que nos atinja.
Sim, claro.
Além este lugar parece intacto há séculos, não?
Ou seja que podemos assumir que resistirá uma noite mais.
- Não, monsieur? - Sim, milord.
E despertarei se houver um, Sua Senhoria.
- funcionou! - Robert, cale-se.
Um terremoto de primeira magnitude!
Por Deus! Têm que balançar tudo?
Jesus! É um terremoto!
Todo mundo para fora!
Magnífico!
É uma experiência que faz com
que mereça a pena esta expedição.
Jesus! Nos salvamos por pouco!
Isto é um pouco perigoso.
Temos que tentar
mudar o rumo. Todos abaixados.
Funcionou!
Assim está muito melhor. Obrigado.
- Cuidado! - por aqui!
A bombordo, rápido!
- Bombordo, rápido. - Não, a estibordo.
Vejamos, para que lado?
Bem a tempo.
Abandonem o navio!
Não! Há um buraco no gelo!
Não sabemos o que há o outro lado.
Logo saberemos.
Gelo alpino. Nos movemos lentos.
Jamais sairemos daqui com vida.
O gelo se derrete e se vai, nós também iremos
Não é lindo?
Ninguém vai acreditar
quando voltarmos para casa.
Se é que vamos voltar.
Cuidado! para baixo!
Para que lado iremos?
A estibordo.
Isto é muito estranho.
Cuidado!
Por pouco.
Mary!
Vamos.
- Onde está Robert? - Aqui está o chapéu dele.
Robert! Pode me ouvir?
Não estou aí! Estou aqui em cima!
Um condor gigante. Sarcoramphus gryphus.
Robert! Aguenta!
Nem preciso. Ele não me solta.
É certo. Não o soltará até chegar ao ninho.
Até chegar ao ninho?
Sim, na montanha. Certamente tem filhotes que...
Aguenta, Robert! Estamos indo!
Me enjoei ao cair, mas a vista era linda.
Uma bênção que esteja bem.
- Quem terá atirado? - Possivelmente tenha sido ele.
Um nativo da Patagonia. Magnífico!
É como voltar atrás no tempo.
Espero que não seja perigoso.
Com permissão,
aprendi algumas palavras nativas.
Embora não me compreenda, quero
lhe agradecer por salvar a meu irmão.
Eu feliz de fazê-lo...
Fala nosso idioma!
Que pontaria!
O primeiro tiro, direto no coração.
Não. Atiro coração,
pássaro se dobrar, deixar cair menino.
Mas atiro na nuca,
pássaro rígido, levantar asas.
Então ir em círculos, menino baixar a salvo.
Ou seja que lhe causou
uma paralisia ao lhe danificar a medula?
- Não entender. - Nem eu.
- Sabe algo de nosso pai? O capturaram. - No paralelo 37.
Foram capturados na costa.
Três homens brancos.
Os índios os ter sequestrados por resgate.
Vocês demorar muito em chegar.
- Se encontram bem? - A última vez eu ver, sim.
Mas estar cansados de ser prisioneiros.
"A última vez que eu os viu"?
Não é do povo onde estão?
Não. Sou um cacique araucano. Thalcave.
Minha gente não roubar, nem prender
prisioneiros para resgate.
- Onde estão? - Muito longe.
O pé de montanha. Grandes planícies até horizonte.
Muitos dias para cruzá-la.
Os pampas.
Não nos poderia levar lá?
Primeiro ir a meu povo por cavalos e provisões.
Logo Thalcave tratar de lhes ajudar os encontrar.
Muita chuva lá. Dormir em árvore.
Pode haver inundação.
Uma inundação! O que nos faltava!
Um umbuzeiro gigante.
Phytolacca dioica.
- Um exemplar magnífico! - Podemos dormir ali?
Façam o que quiserem, mas não penso dormir em uma árvore como um pássaro.
Acampemos aqui.
Vocês na árvore, escutar!
Chegar inundação. Muita água.
Ficar em árvore. Eu procurar ajuda.
Meu pai!
Eu o acordo.
Para ficar seguro, vamos amarrar as coisas para não caírem.
Chegar inundação. Rápida árvore.
Eu procurar ajuda.
Nem sequer chove.
É como se preparar para a tempestade a bordo.
Olhem! A inundação!
- Papai, papai! - John, cuidado!
- Papai! Depressa! - O que aconteceu?
Venha comigo.
Vamos!
Os peguei.
Se segurem!
Que estranho! Uma inundação
desta magnitude e não choveu.
Se encher a barriga,
tudo lhe parecerá melhor.
Cuidado aí em baixo!
Me desculpe, milord.
Para que pensar na situação? Melhor desfrutá-la
Terá que gozar cada ocasião Melhor desfrutá-la
Pela estrada da vida andamos A viagem é melhor desfrutá-lo
Cada caminho e cada vereda cada separação e cada obstrução
Se surgir uma complicação Melhor desfrutá-la
Se tiverem imaginação Terá que empregá-la
Na neve rosas vão aparecer A joie de vivre as fará crescer
Voilà, assim é a vida Desfrutem
A comida está quente A desfrutarei
Este umbuzeiro parece ótimo O desfrutarei
Se aproxima um furacão Da brisa desfrutarei
Se me perco na selva Das árvores desfrutarei
Se surgir uma complicação Melhor desfrutá-la
Se tiverem imaginação Terá que empregá-la
Esta árvore é abundante Porque poderia ser...
- Flamejante! - Voilà! Isso mesmo! Desfrutem!
Para que pensar na situação? Melhor desfrutá-la
Terá que gozar cada ocasião Melhor desfrutá-la
Pela estrada da vida vamos A viagem é melhor desfrutá-lo
Cada caminho e cada vereda cada separação e cada impedimento
Se surgir uma complicação Melhor desfrutá-la
Se tiverem imaginação Terá que empregá-la
Com ovos e ervas finas
Omelete umbuzeiro à Paganel
Pour vous, milord Que aproveite
Voilà.
Robert! Vê algo que se assemelhe a um índio a cavalo...
...que vai nos ajudar? - Só uns pássaros.
Só uns pássaros...
baixou 1 cm em dois dias. A este ritmo passaremos 10 anos aqui.
Levante a moral, milord. Não pagamos aluguel.
A mãe natureza nos põe a mesa e há água abundante.
Sim, temos muita sorte...
Muita sorte.
Papai não voltará a confiar em outro índio.
Mas Thalcave é diferente. Disse: "Eu procurar ajuda". Ele fará.
- Se pôde chegar. - Não seja tão pessimista.
Ok. Mas vou parafrasear
o que me disse uma sábia menina faz anos:
se estivesse apanhada em um umbuzeiro
e tivesse madeira e cordas,
ficaria sentada esperando a morte?
Muito bom para uma garota.
Mamãe morreu depois de que Robert nasceu
e papai era um lobo de mar...
Quando a conheci me deu outra impressão.
A maioria das garotas são tolas. Me entende?
Não, não o entendo.
Você é diferente.
Como diferente?
Não sei como dizer.
Estava pensando nisso a noite.
- Agora parece uma tolice. - O quê?
Coisas que não se esperam de uma garota:
escalar montanhas, a inundação,
e tirar o melhor da situação,
Me entende?
Acho que não.
Apenas quero dizer que o tem feito muito bem.
Para uma garota. O que quero dizer
é que se sairmos daqui com vida
e quando formos maiores...
John...
Mary...
Este é o tronco que usaremos.
é o que o que precisamos.
Perfeito.
O peguei!
se afaste!
É um tigre!
Não, um jaguar, felix onze.
Tirem esta besta daqui!
Está tão assustado como nós.
Não é mais que um grande gato.
Joguem. tão pouco eu gosto dos gatos.
me fazem espirrar.
Vamos, fora!
Vá embora, fora!
Não faça isso, John. Pobrezinho.
Não se mova. Não mova nem as pestanas.
"presos em um umbuzeiro".
"Latitude 37 graus sul. Longitude 66 graus oeste".
"Enviar ajuda imediatamente".
Um, dois, três,
quatro, cinco, seis, sete.
A mais de dois quilômetros de distância.
Papai sempre disse:
"Não se aproxime de uma
árvore em uma tempestade".
Um, dois, três, quatro, cinco.
Acho que se está aproximando.
Sim, a 35 graus centígrados,
o som viaja a uma velocidade de: um...
Jesus! A árvore está pegando fogo!
Vamos apagá-lo.
Não temos tempo para isso. Saiam daqui.
Agora é muito tarde.
A resina do umbuzeiro tem
um ponto de combustão muito baixo.
Nossa única esperança é a balsa.
Cuidado!
Oh, não!
- Vou pegá-la. - Não vá!
Há duas opções: nos comerem
vivos em baixo ou nos queimar vivos aqui.
Esperem! A mãe natureza
vem nosso auxílio. Um tornado!
Há alguém?
Há alguém?
Seguimos vários graus fora de rota.
- Depressa. O vento está vindo. - A suas ordens, capitão.
- Está muito calado, não está? - Me perdoe. Estava pensando.
Não sei o que será pior:
lhe ver feliz e cantando ou triste e calado:
"O umbuzeiro é lindo. Desfrutem".
Sou um estúpido. Estúpido! Estúpido!
Sei, mas até agora isso não o preocupava.
- Melhor que não o ouçam. - Do que está falando?
Uma coisa que me lembrei ontem a noite.
Como pude ser tão estúpido?
O tubarão que pesquei
com a garrafa era um tubarão mako.
Há alguém?
E como sei tudo, deveria saber
que o tubarão mako só vive...
Silêncio. Há alguém?
Há alguém? Há alguém aí?
Acredito que o vejo. lá!
Uma canoa!
Há alguém? Há?
É uma canoa indígena de guerra.
Justo quando estamos desarmados.
É Thalcave! Ele voltou!
Thalcave, meu amigo! Encantado de lhe ver!
Eu trago notícias.
Que tipo de notícias?
Venha na canoa. Vamos rápido.
Vamos à vila onde tem três marinheiros prisioneiros.
Três marinheiros...
O encontramos, monsieur! Isto é um milagre!
Muito obrigado!
Vamos. Embarquem, com cuidado.
É um prazer lhe ver. Pode crer nisso Isto é seguro?
...46, 47, 48, 49, 50.
Não posso acreditar isso!
Alto! Quem são estas pessoas?
Onde está o capitão Grant?
Não ser os que procuram?
A culpa é minha.
Como pude ter sido tão estúpido?
É o que estava a ponto de dizer,
sobre o tubarão mako.
O que tem?
Vive no oceano Índico.
A palavra na nota era Índico.
Não que tinham sido capturados
pelos índios.
por que não disse
antes de que gastasse o dinheiro?
Continuava acreditando que possivelmente
tivesse me enganado.
Isso quer dizer uma coisa:
que o capitão Grant está na Austrália.
Aí é onde queria ir eu. fui um idiota por o escutar...
Garotos, sinto que tudo tenha terminado assim.
Escutar! Thalcave falar.
Durante anos meu povo caçar,
seguindo rastros por milhas.
Às vezes nós olhar, mas caça não estar.
Mas índios saber que se caça não estar,
ter que estar em outro lugar.
Seguir procurando,
se não índios ter morrido faz anos.
Continuar procurando... Tem razão.
Agora que sabemos onde se encontra
o capitão Grant, o iremos procurar.
Obrigado, Thalcave!
Obrigado!
"Lorde Glenarvan chega a Melbourne
procura notícias do Britannia."
- O que lhe parece? - Perfeito. Não há navio melhor.
- E o vapor? - Podemos aprender.
Querem saber o que aconteceu ao Britannia.
Possivelmente devesse lhe dizer
- Fala sério? - Possivelmente lhes conte.
Sua Senhoria, este é o ponto
onde se afundou entre as ondas.
Meu irmão perdeu a vida
enquanto tentava salvar a tripulação.
Osborne, lhes pague.
Obrigado, Sua Senhoria.
- Não quero ver ninguém mais. - De acordo.
Isto é ridículo. Como é possível que um navio se afunde em 12 lugares?
Alguns a 500 milhas de distância. Como se explica isso?
Esses delinquentes lhe tiram o dinheiro e até a vida se deixar.
Como saberemos por onde começar?
O que quer?
- O senhor Ayrton. - Disse que não queria ver ninguém.
- É um cavalheiro. - Espero não ser inoportuno.
Sinto o atraso, haveria lhe dito que não oferecesse uma recompensa.
- É uma questão de... - Os homens que frequentam
nosso porto carecem de integridade.
Eu disponho da informação que busca.
Sobre meu pai?
Esta é a filha do capitão Grant.
Se conseguir unir a esta linda menina
com seu pai, estarei recompensado.
Esteve em Plymouth?
Plymouth na Inglaterra? Não.
Que tipo de informação?
Faz dois anos houve uma tormenta na Tasmania.
Recolhemos a um náufrago meio
afogado na costa da Nova Zelândia.
Nova Zelândia?
Pertencia ao Britannia.
Disse que o navio se afundou,
e morreu naquela noite. Procuramos na zona.
Não acreditei que houvesse sobreviventes até que li o jornal.
Por que não comunicou o naufrágio ao chegar?
Acreditei que o tinham feito.
Eu só era um passageiro.
Se foi a Nova Zelândia,
foi capturado pelos maoríes.
Comunicarei às autoridades.
É, creio que não seja tão simples.
Por que não?
Carece de minha experiência
no trato com o governo.
A gente aprende a fazer
as coisas a sua margem.
Falam sem parar
e necessitam permissão de Londres.
Terá sorte se estiverem
preparados dentro de um ano.
Mas muitas coisas
podem lhes acontecer em um ano.
O que sugere?
Não posso me envolver no assunto.
Contei-lhe o que sabia
e tenho minhas propriedades para administrar.
Senhor, a vida de três homens dependem disto.
Eu gostaria de falar com este senhor em particular.
O que ocorre é que a Nova Zelândia
não está no oceano Índico.
Aqui acontece algo estranho, muito estranho.
- Já vi este homem antes. - É sua imaginação.
Não é. Não suporto gente que me olha assim.
"Menina linda! Pai valente!"
Possivelmente o que vocês não gostem
seja um bom sinal porque todo o resto em que acreditavam
deu tudo errado.
- Não quero agir contra a lei. - É obvio.
Tão pouco posso deixar o capitão
Grant em mãos dos canibais.
Assim que lhe rogo que nos ajude
com seus conhecimentos locais.
Reunirei os homens que conhecem
os Maoris e sabem como agir.
Jesus! Propõe que liberemos uma batalha?
Não. Levaremos fornecimentos
e se o capitão estiver vivo, o compraremos.
Excelente ideia!
Não sei como expressar minha gratidão...
Não se importa que lhe indique que devemos agir com discrição.
Claro. Não queremos que a burocracia nos detenha.
Só meu filho John e o capitão Mangles.
Como tem que ser.
Que grupo tão acidentado reuniu!
Para ver os Maoris, não se recruta na alta sociedade.
É verdade. Mas não sabia
que tinha tanta mercadoria.
Os tempos em que os indígenas
aceitavam fitinhas vermelhas se acabaram.
Se venderem aos prisioneiros caros, terá que estar preparado.
Posso ver.
John, o que ocorre aí fora?
Mademoiselle, está muito bonita
em seu traje novo para se preocupar.
O que tem nessas caixas?
Se meu pai quisesse que soubesse,
lhe teria contado.
Esses homens parecem
fugitivos do cárcere colonial.
Tem que fazer algo.
Não deixe que se aproveitem de seu pai.
Só porque você não gosta, você acha
que pretende enganar a meu pai.
É melhor que o pensemos
que lhe dar a oportunidade de prová-lo.
Lhes vou dizer uma coisa.
Pode ser que meu pai se queixe às vezes
e que todos nos riamos dele,
mas não acredito que ninguém possa
se aproveitar dele como outra pessoa.
Agora, com sua permissão.
Paciência, querida.
Já veremos.
Este barco é mais veloz que as da frota real.
O futuro estaria nos navios a vapor
se não fossem tão complicados.
por que complicados? São muito simples.
Perdoe. me concede um momento?
Por mais que o penso, sempre volto para o mesmo.
Grant está na Austrália. A mensagem
não pode vir da Nova Zelândia.
Esqueça a mensagem.
O Sr. Ayrton sabe onde se afundou o Britannia.
Claro.
Seria o homem mais feliz do mundo
se descobrisse que me enganei.
- Assim será. - Me mostre a sala de máquinas.
Encantado de lhe acompanhar.
Verá como não há nada complicado no vapor.
Que lindo dia! Desfrute-o!
O passado, passado está.
Agora que estamos em alta mar,
posso se contar o segredo, se interessar.
Quer saber o que há nas caixas?
Bijuteria e mercadoria para negociar.
São para comprar a liberdade a seu pai.
- Quem lhe disse isso? - O Sr. Ayrton.
- E você acreditou? - Muito bem, senhorita desconfiada.
Se fará você mais sociável, te acompanharei e lhe mostrarei.
Aqui estão.
Muito bem, Pandora.
Que caixa quer que abra?
Essa.
Não se sente culpado?
É como espiar a alguém.
Com o trabalho
que tiveram para lhe ajudar!
- Abra. - Eu abrirei.
Não há nada que não faça
para satisfazer sua curiosidade.
Voilà, mademoiselle.
"Mercadoria para negociar, bijuteria", disse.
Está usando o navio
para o contrabando de armas.
Pena que tenha feito isso!
Wilcox! Aqui embaixo!
Temos que avisar os outros.
Eu os distraio e você corre até a porta.
- Está ali! - Eu o vi!
É assim que age com alguém que a leva para ver seu pai?
Vamos.
Não faça ruído. Para o barco. Se fizer outra coisa, atiro.
- esteve antes na Nova Zelândia? - Sim, duas vezes.
Se fizer o que se mando,
possivelmente viva para ir três vezes.
- Estamos parando. - Que estranho!
- Mãos para cima. Devagar. - Faz o que lhe dizem, Robert.
Socorro! Piratas!
Lorde Glenarvan, socorro!
Lorde Glenarvan! Socorro!
ouvi o garoto pedindo ajuda.
Sim. Me dá a pistola
e não acontecerá nada errado.
Não pode nos deixar ir sem remos.
É uma crueldade.
Se lhe servir de consolo,
a corrente os levará até a costa.
Sua tripulação ficará até que
aprendamos a navegar o vapor.
Não estamos acostumados
a estes luxos no Pacífico sul.
- Pagará por isso. - Se engana, já nos pagaram.
E muito generosamente. Ânimo, franchute!
Prometeu que seria o homem mais feliz do mundo
se estivesse enganado sobre o capitão Grant, na Austrália.
E está.
Brown e Riley! se preparem para navegar!
Estava em Plymouth!
Papai o contratou no dia em que zarpou.
Como comandante em terceiro grau.
Que memória!
Lhe enforcarão por isso.
O denunciarei ao almirantado.
Faça isso e pega uma garrafa para a mensagem.
Que um tubarão não a engula!
Baixem as amarras!
Jamais se salvará com essa!
Isso mesmo disse o capitão Grant quando lhe pusemos em seu lugar
com seus dois leais oficiais.
Com um pouco de sorte, os cozinharão no mesmo caldeirão.
Se os interessar, vou explicar.
É a influência da brisa do vento ocidental
que se encontra com a corrente
da costa leste da Austrália,
a que possivelmente nos leve até a costa.
Sim, exatamente.
É o segundo navio que me rouba.
Primeiro o Britannia e agora este.
Agora está tudo claro. Houve um motim.
Não tinha por que mentir.
- Abandonaram meu pai aqui. - Então é prisioneiro dos maoris.
A que se referia quando disse que terminaríamos no mesmo caldeirão?
Mudando de assunto, nosso comitê de boas-vindas nos espera.
Centenas de Maoris.
E nem sequer temos mercadorias para negociar.
O que temos para lhes oferecer?
Suponho que só nós.
- meu deus! - "É um estranho, mas o acolho".
"Preparei um posto em presença do inimigo".
Não passa nada. É inofensivo.
O que lhe acha? Que estou louco?
nada disso. Sou inteligente.
lembra as palavras do velho Bill Gaye.
Bill Gaye! Não foi o segundo
comandante no navio de papai?
Isso depende de quem era seu pai,
qual era seu barco e quem é você.
Viu, sou bem esperto.
Depende de quem é ela.
Sou Mary Grant.
Meu pai é o capitão do Britannia.
por que não me disse isso antes?
Era um lindo navio.
Andei por sua coberta pelos sete mares.
"Que Deus o acompanhe, Moab,
porque seus filhos foram capturados!"
- Quem é? - Um oficial do Britannia.
Sabe onde está?
Me diga onde está o capitão Grant?
Acaso não tem olhos? Não o vê? Ele se foi.
Para onde?
Como a antes, para a baía de Diana.
- Os Maoris o capturaram? - Não, ele também é esperto.
Sabe como se manter com vida, já que precisam dele para as armas.
Armas? Têm que ser do Ayrton.
Esse mesmo. Essa raposa deve ter conseguido outro navio.
- Não foram três? - Efetivamente.
O capitão Grant, McNabb e o velho Bill Gaye
contra Ayrton e sua tripulação amotinada.
O capitão Grant se foi com o McNabb até a baía de Diana?
Não, querida. Tenho que dizer que McNabb não era muito esperto.
O capturaram enquanto tentava escapar.
Pobre diabo!
Do que está rindo?
rezei por este menino
e o Senhor escutou minha prece.
Esta é a noite. O Senhor nos salvou.
O que lhes parece?
Acaso um homem pode sair por ali?
Até um homem que passou
fome para ficar muito magro.
Pois não. Lhes direi que é impossível.
"É mais fácil que um camelo
passar pelo olho de uma agulha".
Robert, acha que pode passar?
Possivelmente, se o tentar.
Você também é esperto.
Embora possa, do que nos servirá?
Agora lhes mostro isso.
O Senhor ajuda a quem se ajuda.
Demoramos dois anos para fazê-la.
Com nosso cabelo, os trajes que
levávamos, tudo o que encontrávamos.
Isto é absurdo!
O que pode fazer o garoto sozinho?
Há outra coisa. Hoje é a noite da Haka.
se prepare para quando vier a noite,
e soem as trombas e as chamas saltem,
e o diabo se apropriou das almas de nossos captores.
Então lhes mostrarei o caminho.
Agora não ninguém está olhando. É sua chance.
- Parece muito estreito. - Vá, vá.
Estou preso.
Joga todo o ar que tenha.
O que será pior? Um louco que se acha
preparado ou um francês
que se acha estúpido?
Segure isto.
Agora devemos fazer oscilar o pêndulo.
Tome cuidado.
Desça.
Me parece que vamos da Guatemala a Guatepeor.
Não o conseguirá. A corda é muito curta.
Desça a mais.
- Nem assim conseguirá. - Continue descendo.
Já não há mais.
Solta-a!
Conseguiu!
Amarra em baixo.
Desça.
Fez um bom negócio.
- Vamos para a montanha. - Nunca os despistaremos.
Jamais vi uma corda queimar tanto.
Pólvora! Se acende como um pavio
O que dizem? Quem é esperto agora?
"A vingança é minha. Pagará", disse o Senhor.
Vamos, pai!
Se este for o vulcão sagrado de Tabu,
não ousarão nos seguir.
Como sabe, forasteiro?
Eu também sou esperto!
Você e eu não somos tão diferentes.
- Eles pararam. - Agora o que diz do velho Bill Gaye?
Está louco ou é esperto?
Não se atrevem a pôr o pé aqui, porque tudo isto é tabu.
Fantástico, não?
- Mas voltaram a correr para cá. - Nos enganamos de vulcão.
Pois sim: da Guatemala ao Guatepeor.
Não se preocupe, milorde.
Me ajudem.
O que pensa fazer?
Abrir a garrafa e deixar o gênio sair.
Entendi. Empurrem todos.
Um!
Dois!
Três!
Quatro!
Boa pontaria!
Na universidade era o rei do croquet.
Vamos nos proteger!
- É terrível! - Não tenha medo, mademoiselle.
Os Maoríes são mais rápidos que a lava. Se divirta!
Agora vamos ao capitão Grant.
Sim, ao capitão Grant.
Bill Gaye se encarregará disso.
Tem tudo sob controle.
Grant, lhes diga que ficam
outras seis caixas com 200 rifles dentro.
Vou descarregá-las assim que nos paguem.
Como saberei se todos são como este?
Lhe dou minha palavra.
Isso foi o que disse a última vez quando nos deu um montão de lixo.
Sempre que faço uma boa ação, acabo me arrependendo.
Como o deixar sair vivo.
Pretendo continuar vivo, não recomendando rifles que não examinei.
Meu lindo navio!
Se lhe tiverem feito algo, o pendurarei pelo polegar.
Como sabia onde estaria?
Aqui é onde sempre desembarcam:
na baía de Diana.
A baía de Diana?
Sacré tonnerre!
O que eu pensava que dizia "Índico" na nota, era...
Sou um estúpido. Estúpido!
Ânimo! Sua estupidez pode
ser sua inspiração divina.
Senhor Gaye, acreditava que íamos
procurar meu pai.
Nos iremos, iremos!
É papai!
Parece que está bem. Graças a Deus!
- Estão subindo aos navios. - Vêm para cá.
Temos tempo de lhes preparar uma bem-vinda.
- Devo ver o navio. - Ninguém pode embarcar.
Não lhe terá medo do velho Bill Gaye?
Bill Gaye?
As cãs são uma coroa de glória. Acaso não sabia?
Quantas quer, amigo?
Quantas cartas quer?
Como passamos diante dele?
Perdoe. Este é o navio de Lorde Glenarvan?
Bom, filho, acredito que...
Não é o garoto daquele grupo? Venha aqui!
Não tenho a chave. Temos que derrubar a porta.
Full House, cavalheiros.
Nota-se que Thompson quer jogar. Tem dinheiro.
Tem razão. Toma aqui.
Riley! Venha aqui! Rápido!
O brigadeiro!
Sabem o que dizem as Sagradas Escrituras?
"Quem cava a fossa, nela cai".
Lhe mande a este lado!
Dar-lhe!
Temos que abrir as caixas. Ponha os melhores acima.
Ayrton, desgraçado!
Se não se mover, pode que viva para ser justiçado.
Olá, Glenarvan.
Bem-vindo a bordo. Aqui estamos.
Estamos empatados.
Você tem seu navio de volta
e eu lhe trago o capitão Grant...
Capitão, leve-o para baixo com o resto desses miseráveis.
"cultivou o vento e colherá a tempestade".
Fora, canalhas! Fora!
Bill Gaye! Que demônios?
Papai!
Mary... Robert!
Acreditavam que estava louco, não?
Vejam agora os poderosos por baixo.
- Como me encontrou? - Graças o Sr. Paganel.
Lorde Glenarvan nos levou em seu navio
e viajamos pelo mundo inteiro.
Fomos capturados pelos maoríes.
Meus queridos filhos!
rezei tanto para que chegasse este dia!
Acredito que estou resfriado.
De repente estão aqui e posso os abraçar.
Não tenho palavras para expressar minha gratidão.
Teríamos chegado fazia meses
se não tivesse sido tão idiota com a mensagem.
- Que mensagem? - Sim, a mensagem na garrafa.
A mensagem na garrafa?
Quem o diria? Fui eu o que pôs a mensagem na garrafa.
"Ponha seu pão na água e o encontrará depois muitos dias".
Mas estavam seguros de que era a letra de seu pai.
- Era, não? - Agora sabem por que me embarquei.
A voz é a voz de um homem temente a Deus,
mas as mãos são as mãos de um falsificador.
Par exemple.
Bill, é um canalha!
Se não tivesse enviado a mensagem e Paganel
não tivesse pescado o tubarão...
E se não tivesse tentado me esbofetear aquela manhã,
não lhe tivesse convencido a meu pai
de fazer esta viagem.
É estranho como termina tudo, não?
Sim.
- Aqui estamos. Todos juntos. - Todos juntos.
Alguma vez viu tantas estrelas?
Uma vez na cúpula de uma montanha.
Sabe que ali abaixo, longe das luzes, se vê o Cruzeiro do Sul?
O Cruzeiro do Sul?
Essa é minha pequena menina.
Terá que ver como crescem.
Estava pensando em voz alta.
Em qualquer lugar que esteja,
sempre é diferente, mas sempre é igual.
Poderia se dizer:
Todos os climas são iguais para o amor.
Aí está. O Cruzeiro do Sul.
palanca:Brasil Grupo CST
Resync: virtualnet.
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