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Original subtitles

Resync: MarcoALauten

AT� O �LTIMO HOMEM

Ao Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA

� dedicada esta hist�ria, em gratid�o por sua ajuda em tornar isto poss�vel.

Mas, principalmente, por sua defesa resoluta de tudo que � precioso

a nossas vidas, ao nosso povo e ao nosso futuro.

- O Coronel Gilfillan falar� aos homens. - Sim, senhor.

Ou�am.

Fuzileiros, Companhia B, 1� Batalh�o. Fala o Coronel Gilfillan.

Vamos aterrissar em uma ilha ocupada pelos japoneses.

Vale a pena repetir algumas coisas que eu j� disse.

Quando chegarem �quela praia, haver� barulho, fuma�a e confus�o.

Voc�s ter�o de ficar atentos aos l�deres de seus pelot�es.

N�o quero ovelhas perdidas por a�. Voc�s sabem aonde elas v�o parar.

Esta � uma ilha grande e h� muito sobre ela que n�o sabemos

e muito que teremos de descobrir com os pr�prios japoneses.

N�s diz�amos que o �nico japon�s bom � um japon�s morto.

Eu lhes recordo que isso mudou.

Agora, um bom japon�s tamb�m � o prisioneiro que nos conta coisas.

Isto � uma ordem. Sempre que for poss�vel, voc�s far�o prisioneiros.

E repito: voc�s far�o prisioneiros.

Alguns entre n�s estavam juntos em Guadalcanal, assim como em Tarawa.

Tive orgulho de estar com voc�s. Sei que ser� assim depois daqui.

Acreditem, esta viagem � necess�ria.

A toda tripula��o, boa sorte. Eu os verei na praia.

Quem diria que eu pegaria este maldito resfriado?

- Qual � o problema, Whitney? - N�o gosto dos sonhos que venho tendo.

N�o se preocupe. Desembarquei em duas ilhas japonesas e estou aqui.

�, mas onde est� o sujeito que vim substituir?

Ainda tenho um dedinho de u�sque. Quer?

- N�o bebo. - Vai beber.

- Vou fazer mais. - N�o, obrigado. N�o bebo.

Est� bem. Mas leve isto para a praia.

- O que �? - � um " guesinto".

Isto vai aqui.

� um alambique.

Basta levar para a praia. Cuidado com o Sargento Zelenko.

- Mas eu n�o bebo. - Eu sei, j� me disse. Mas eu bebo.

Ou�am isto.

Todos os soldados fiquem abaixados e preparem-se para desembarcar.

Whitney, o que est� levando a�? Um alambique?

- Sargento... - Colega, temos uma guerra aqui.

�, e voc� vai lutar s�brio.

Sargento, eu n�o bebo.

Venha comigo.

Ou�am. Voc�s, novatos. Aproximem-se.

N�o deixem Slattery met�-los em encrenca.

Ele n�o tem mais ju�zo do que galinha choca em furac�o.

Por isso ele � pra�a h� mais tempo do que qualquer outro entre n�s.

E vai morrer como pra�a. N�o se envolvam com ele.

Exceto quando as coisas ficam pretas. A�, grudem nele como argamassa.

O melhor que conhe�o em batalha.

Mas, antes e depois, � um bebedor de gim imprest�vel e perdul�rio.

Vamos nos mexer. H� muito carv�o para cavar.

Zelenko, onde est� o Tenente Anderson?

Coffman, n�o deveria preocupar-se tanto. Ele vir�.

Ele disse que nos encontraria no conv�s.

Tirem as mochilas e relaxem as pernas. Ele j� perdeu um trem?

- Onde est� o tenente? - N�o sei.

Tenente...

N�o consigo. Estou passando mal.

Tem de me dispensar.

Por favor, tenente.

Tem de me livrar deste desembarque.

N�o consigo mais enfrentar isso, depois de Tarawa, Guadalcanal.

Pode me chamar de maluco, mande-me para a corte marcial, n�o me importa.

Estou de guerra at� as orelhas. Farto.

Eu tamb�m.

Est� ouvindo, tenente? Est�?

J� ouvi.

N�s dois estamos de guerra at� as orelhas.

O que digo a ele? Pense em coquetel de sorvete com soda, no Quatro de Julho?

N�o h� bandas tocando aqui.

Na primeira vez que o vi, ele s� estava assustado.

H� cem anos.

23 DE SETEMBRO DE 1940

MEU NOME � CARL ANDERSON

Sauda��es, no primeiro dia do novo semestre.

Vejo que temos uma transfer�ncia vinda do Colegial de Clinton.

Sr. Conroy, o senhor j� teve qu�mica?

Pode falar. Tem l�ngua presa?

Ele ga-ga-gagueja.

Sil�ncio.

Sinto muito, Sr. Conroy. Pode sentar-se.

Conroy, repita devagar, comigo.

A esperan�a � a m�e de todos os homens.

Leia a primeira linha, por favor.

A de cima.

Dia 23...

de setembro...

de 1940.

Voc� n�o gagueja tanto, quando l�.

N�o, n�o muito.

Stuart, ou�a. Gaguejar � quest�o de conflito e medo.

Talvez, no seu caso, seja medo de fracassar.

Podemos n�o conseguir a cura completa, mas vamos consertar essa gagueira.

Temos um ano inteiro para tentar. Vamos come�ar.

Feche os olhos e imagine-se completamente sozinho,

vendo as palavras em sua mente.

As palavras: " a esperan�a � a m�e de todos os homens".

Agora feche os olhos e leia o que est� vendo.

A esperan�a � a m�e

de todos os homens.

- Deu certo. - �timo. Vamos tentar de novo.

�timo.

Sr. Diretor, membros do corpo docente,

respeit�veis convidados.

Colegas formandos da classe de 1941.

A esperan�a � a m�e de todos os homens.

Quando deixarmos estas salas sagradas,

cada um de n�s, destemidamente, deve se ater � cren�a na promessa do futuro.

N�o h� limite para nossa realiza��o.

Em que est� pensando, tenente? Que sou um covarde? � isso?

Pensando nos velhos dias da escola. Que piada.

Eu pensava que voc� j� enfrentou o medo uma vez, pode enfrent�-lo de novo.

Sr. Conroy, o senhor j� teve qu�mica?

Ou�am isto.

Toda a tripula��o, para os postos de desembarque.

Certo, tenente. Vamos l�.

Voc�s, que nunca estiveram em combate, tudo bem ter medo. Todos temos.

Mas, se algu�m acha que vai vomitar, fa�a-o agora.

O que est� nos detendo?

Quando vai aprender que circulamos aqui, at� estarem prontos para n�s?

Estou com pressa de ir para casa.

Voc� e Bonitinho s�o amigos, n�o s�o?

Claro. Um cuida do outro.

- Ele � dur�o. - Ele � boa gente, mas � dur�o.

- Algum problema, tenente? - Afaste-se.

Doutor, � melhor falar com Anderson. Ele est� com dor.

- Ele pediu para me chamar? - N�o.

Ent�o deixe-me em paz. Se ele precisar, ele vai me chamar.

- Sou um velho amigo... - Deixe-me em paz, j� disse.

Eu faria qualquer coisa por Anderson, mas n�o depende de mim.

Eu deveria estar em minha fazenda, que � meu lugar, lidando com as vacas.

� f�cil definir o certo e o errado com vacas.

Este � um tremendo cachimbo, tenente.

- Muito obrigado. - N�o h� de qu�, doutor.

O diretor de minha antiga escola me mandou. N�o fumo cachimbo.

Fez um �timo trabalho aplicando-me a transfus�o, em Tarawa.

N�o h� de qu�.

Os m�dicos dizem que logo estarei fora daqui.

Que bom, tenente.

Sente-se. Ande. Tudo bem.

H� uma enfermeira bruxa velha a�, com orelhas de radar e l�ngua ferina.

Sabe o que � enxaqueca psicol�gica?

Muita dor de cabe�a, nenhum dist�rbio funcional.

Para um sujeito que espalhava esterco h� tr�s anos, est� bem por dentro.

- Sempre quis ser m�dico. - Sabe de onde vem a enxaqueca?

- N�o estou t�o por dentro, tenente. - De ter medo e querer fugir.

E n�o fugir. � o que tenho.

- O que dizem os m�dicos? - N�o contei para eles. N�o vou contar.

Quero que providencie para eu ter bastante disto para conseguir ag�entar.

Se o tenente desculpa a express�o, o tenente � um tolo cinco estrelas.

N�o quer voltar para os EUA?

O cavalheiro no corredor central diz n�o.

Isso n�o explica nada. E o futuro? E quanto a ensinar?

Eu sentia emo��o, de p�, ali, fingindo saber todas as respostas.

Mas agora? Ensinar sobre o brilhante e novo mundo da ci�ncia depois disto?

Doutor, o futuro pode ser seu a troco de nada.

Eu tinha 44 homens no pelot�o, quando comecei. Hoje, s�o 37 substitutos.

S� acredito nos sobreviventes.

Pigeon Lane, Slattery, Bonitinho, Coffman, Conroy, Zelenko e o senhor

s�o tudo que me restam no mundo.

Quero ficar aqui at� morrer, ou at� todos morrermos.

E quanto a estes analg�sicos?

- N�o v�o ajudar. S�o tempor�rios. - Eu tamb�m.

Quanto a essa enxaqueca psicol�gica.

� algo que tem de liquidar sem rem�dios,

ou ser� como um homem preso � barra da saia da mam�e.

Sim ou n�o?

� uma ordem?

- N�o. - Est� bem, eu o farei.

- Obrigado. - Mas engana-se sobre o futuro.

Se n�o acredit�ssemos nele, n�o plantar�amos trigo para o p�o.

- D� o fora, doutor. Estou cansado. - Lamento.

At� mais.

Ol�, doutor.

- Est� doente? - N�o, vim ver o tenente.

Ol�, Coffman. Entre.

- Tenente, eu lhe trouxe um livro. - Muito obrigado.

- Tenente, passei para lhe agradecer. - Pelo qu�?

Por me tirar da �gua, em Tarawa.

N�o tirei ningu�m da �gua, em Tarawa.

- Disseram... - Nesta guerra, todos s�o salva-vidas.

Se um homem salva sua vida, voc� agradece.

Esque�a.

O que � isto, mariscada?

A velha bruxa?

Vejo que o tenente esteve reclamando de mim de novo.

Ele falou muito bem da senhora.

Mentiroso.

Sinto muito.

Qual � o problema, doutor? Est� nervoso?

- Deixou cair seu cachimbo. - Muito obrigado.

Fiz o que era certo?

Eu deveria ter contado aos m�dicos? Como ele pode lutar com a cabe�a em um torno?

Eu lhe dei os comprimidos e ele continua com as dores.

Sim, senhor.

Verificou as mochilas dos homens?

Sim, senhor.

Muito bem, � tudo.

Estamos nos aproximando da linha de partida. Des�am.

Pansy Baker. Aqui fala Pansy Baker 2. C�mbio.

- Nossa artilharia naval est� muito bem. - N�o h� um japon�s em casa hoje.

Estamos na praia. Sem resist�ncia. Vamos avan�ar. C�mbio e desligo.

Vamos avan�ar! Vamos chegar �quela eleva��o.

Vamos.

- Coffman, ligue para o comando. - Pansy Baker.

- Saiam deste buraco. - Quer que eu seja morto?

- Algu�m tem de ser morto. - Zelenko disse para grudar em voc�.

Eles nos isolaram na eleva��o.

- O que tem � sua frente? - Duas casamatas, algumas metralhadoras.

Precisamos muito de tanques. C�mbio e desligo.

J� era hora de chegarem.

V�o para tr�s dos tanques.

Vamos. Abram.

Pulverizem a colina toda. Est� cheia de japoneses.

Meu pelot�o est� entocado, tenente. Em posi��o.

Ningu�m com dedo leve no gatilho, hoje. Bico calado.

Est� vendo algo?

- O que est� escrevendo? - Eu lhe mostro outra hora.

Se consegue ver para escrever, seus olhos s�o melhores que os meus.

V� para l�.

Homem, estou com tremedeira.

Est� vendo algo? Sou eu, Anderson.

- Est� vendo algo? - Tudo, nada.

Nunca tivemos problema assim em qu�mica.

N�o precisa mais se preocupar comigo.

Podem me matar, mas n�o podem me comer. Regras do conflito armado, sabe?

�timo.

Avise-me, se vir algo.

Abaixo os fuzileiros!

Quanto tempo vai durar isto?

- J� estamos aqui h� uma semana. - Est� doido. Foram s� tr�s dias.

Segunda, ter�a, quarta e quinta.

Voc�s dois est�o errado. S�o quatro dias.

Que diferen�a faz? Quatro dias, uma semana.

S� queria parar o bastante para aquecer meu pur� e operar o alambique.

� noite, quando n�o se pode fazer fogo, ficamos parados.

Os fuzileiros nunca t�m folga.

Qual � o alcance de sua " lata de carne"?

Depende.

- Veja se consegue atingir a nau-capit�nea.

- Devo chamar o almirante?

N�o, o cozinheiro. Quero lhe dar a receita disto.

N�o posso ser ego�sta. Tenho de partilh�-la com a marinha.

Fuzileiros, morram!

� isso, colega. N�o se pode confiar.

- Qual � a piada? - Eu estar aqui.

- Que piada. - �, sim.

Eu estava lutando em Los Angeles, em janeiro de 1942.

Um coronel dos fuzileiros pediu-me para programar uma mostra para eles.

Ent�o programei.

Eu estava contornando o acampamento, o general veio at� mim e disse:

" um sujeito como voc� pode ser �til para ensinar nossos rapazes a lutar".

Eu disse: " eu?" E ele: " claro".

Ele disse: " pode lutar boxe, ter toda luta que quiser".

Ent�o eu me alistei.

Ainda n�o lutei, mas, rapaz, tive toda luta que eu queria.

Abaixo os fuzileiros!

O que ser� que ele tem contra os fuzileiros?

Morte aos fuzileiros!

- Por que n�o vamos pegar esses caras? - Quer ser morto?

Estou com pressa de ir para casa, s� isso.

O que v�o fazer para voc� em casa? Um grande desfile?

Meu pessoal � importante, na Calif�rnia.

Moro em uma casa de dois andares, com cinco banheiros.

- S� pode usar um de cada vez. - Abaixo os fuzileiros!

- Gostaria de p�r as m�os nesse "japa". - Pare de ser t�o bacana.

Pare com isso.

N�o vou ser um jo�o-ningu�m. N�o v�o esquecer Bonitinho Duncanon.

Riley.

Quero que v� at� a cidade e ache seu pai.

Quantas vezes tenho de dizer? Pare de brincar com essa pistola.

- Vai me matar com isso um dia. - E o farei, se n�o parar de me encher.

Voc� nunca ficou bom, desde que sua m�e morreu.

Esta carta chegou para seu pai. V� busc�-lo.

Voc� o encontrar� em algum bar.

A carta � do Hava�. Sua irm� casou-se na semana passada.

Bom para ela.

Com um japon�s.

Mentirosa.

Leia voc� mesmo. Ningu�m presta nesta fam�lia.

Fique de bico fechado sobre isto, ou v�o nos expulsar da cidade.

N�o podem. N�o o far�o. N�o vou permitir.

N�o serei um jo�o-ningu�m.

Um dia, eu serei o homem mais importante daqui.

Terei meu pr�prio bando. Far�o tudo que mandar.

Corto a l�ngua de quem ousar falar de mim ou de minha irm�.

Tenho de aprender a fazer as coisas de um jeito inteligente.

Tenho de aprender.

Tenho de aprender com isto.

Meu irm�o, eu aprendi.

N�o diga que serei um jo�o-ningu�m. Nunca mais diga isso.

Pare com o falat�rio, por favor.

Pensa que � grande?

- Abaixe-se. - Quero minha pistola.

Por que n�o deixa o rapaz em paz?

Ele me irrita. Fala grosso, n�o diz nada.

Ele salvou minha vida. A vida dele tamb�m vale ser salva.

Ele finge ser algo que n�o �. Eu sei.

O que voc� n�o sabe � por qu�.

� porque ele odeia o que �.

Como est�, rapaz?

N�o pretendia bater em voc�, mas n�o posso deixar que o matem.

Preciso de voc�, Bonitinho.

Voc� � meu gerente.

Quero minha pistola.

Eu a pegarei para voc�, de manh�, est� bem?

Deixe-me em paz.

Aonde estamos indo, Slattery?

V� aquele belo amontoado de colinas deliciosas?

O que h� de t�o especial nelas?

As ordens s�o para as tomarmos at� a hora do almo�o.

Vamos. Vamos sair daqui.

- O que est�o jogando em n�s? - Continue andando. Mexa-se!

- Mexa-se. - O que �?

Mexa-se, s� isso.

Depressa. Entrem aqui.

Tenente, a companhia informou para recuar e nos entocarmos na eleva��o.

Zelenko, recue com seu pelot�o para a eleva��o e se entoque, agora.

Voltem para a eleva��o.

N�o precisamos de convite especial para isto. Whitney, mexa-se.

Protejam-se.

- Quantos conseguiram? - O suficiente.

- Quantos do grupo antigo? - Nenhum.

- D�-me alguma coisa. - J� lhe dei hoje de manh�.

Ainda tenho minha cabe�a. Quero correr como louco e estou aqui. D�-me isso.

N�o se preocupe com a barra da saia. Eu disse que n�o vou para casa.

A companhia mandou informar que devemos nos entocar.

A marinha vai alisar as colinas.

Estamos convencidos que � de l� que v�m os foguetes.

- Qual � o problema, doutor? - Nada.

Dickerman pediu este l�pis. Entregue a ele.

Fora!

Doutor, vamos.

Tome.

- A� est� a marinha. - V�o acabar conosco antes.

Tenho de falar com o comando.

Acha que vai funcionar?

Os japoneses n�o t�m foguetes. S� est�o brincando.

Se n�o dermos o fora daqui, vamos acabar...

Coffman.

Doutor, � Coffman. Eu estava falando com ele.

Cale a boca.

Ele infernizava todo mundo. Queria saber quem o tirou da �gua.

- Deveria ter lhe contado. - Sabe como operar esse r�dio?

Volte, fa�a-o funcionar e ligue para o comando.

Cubra-o.

� Coffman. Ajude Whitney.

Est� bem.

N�o entendo. Eu estava falando com ele h� poucos minutos.

Eu j� o estava conhecendo bem mesmo.

D�-me a baioneta dele.

� seu primeiro colega morto?

Bem, agora, voc� � membro da grande fraternidade universal.

Parab�ns.

Pansy Baker, Pansy Baker 2.

Responda.

Ent�o eu o tirei da �gua.

E lhe dei mais seis meses de vida.

Para qu�?

Aqui � Andy. Foram voc�s que disseram que os japoneses n�o t�m foguetes?

Descobrimos do jeito mais dif�cil. N�o percamos tempo lamentando.

A pergunta �: onde est�o os foguetes?

Senhor, se a mem�ria n�o me falha, o foguete � uma arma de �ngulo alto,

projetada, basicamente, para ser disparada sobre montanhas e cumes.

Portanto acho que os foguetes est�o nas encostas opostas da colina.

Sargento Dickerman, para sua informa��o, sei para que serve um foguete.

H� horas estamos atacando as encostas. At� agora, nem tocamos neles.

Por qu�? Onde est�o eles?

O coronel tem alguma teoria?

Despachei uma patrulha com instru��es para fazer prisioneiros.

Mataram japoneses. Quando entender�o que precisamos de japoneses vivos?

N�o pode ensin�-los a odiar e matar e, de repente, ensinar a n�o matar.

- N�s os ensinamos a cumprir ordens. - Com a instru��o certa...

Sargento Dickerman, o senhor � chamado correspondente de batalha.

J� que esta � sua primeira batalha, corresponda-se

e n�o se preocupe com coisas que n�o lhe dizem respeito.

Estou preocupado com tudo. Esta guerra � t�o minha quanto sua.

Pegamos um japon�s, coronel. A Companhia Charlie achou-o h� uma hora.

- Qual � a informa��o sobre ele? - O regimento mandou-nos interrog�-lo.

- O Sargento Johnson est� fazendo isso. - Veja o que ele descobriu.

Com ou sem foguetes, temos ordens de tomar estas colinas.

S�o 02:55, agora. Come�aremos �s 12:00.

Daqui a exatamente nove horas e cinco minutos. Coment�rios?

Se tentarmos tomar essas colinas, o batalh�o ser� destru�do.

A menos que encontremos um jeito de destruir os foguetes, primeiro.

O general nos deu esse beb� e vamos providenciar fraldas limpas.

Ele est� chegando, senhor.

- Johnson. - Sim, senhor.

Qualquer semelhan�a de seu traje atual com o uniforme de fuzileiro �...

Voc� � imposs�vel.

� um erro deixar a guerra interferir no conforto pessoal.

- Livre-se dessa cigarrilha. - � o �nico jeito que gosto de fumar.

E quanto ao japon�s?

Ele estava em uma caverna, isolado pela artilharia, ignorado por n�s.

Como um bolso.

Ele tentou fazer contato com os seus e encontrou a Companhia Charlie.

Diz que os dez que deixou t�m ordens de lutar at� a morte,

mas est�o bem desgastados agora e ele acha que v�o se render.

- Onde � a caverna? - Posi��o aproximada... Posso, senhor?

...� aqui.

- Os foguetes? - Ele n�o sabe nada.

Ele acha que talvez os amigos saibam. Eu o convenci a guiar uma patrulha.

- Mac? - Temos de acreditar nele.

- N�o lhe perguntei. - Mas sou especialista em japoneses.

E � a �nica raz�o para n�o estar na pris�o. Ent�o?

Senhor, n�o me parece aut�ntico. Ele convenceu o japon�s a nos levar l�.

Mas lembre o que aconteceu em 12 de agosto, em Guadalcanal.

A patrulha do Coronel Goettge. Ele soube que os japoneses queriam se render.

E saiu para busc�-los. 25 fuzileiros foram com ele. S� tr�s voltaram.

Coronel, � uma emboscada. � certeza de morte, morte mesmo.

Joe?

� um risco s�rio. O que mais se pode fazer?

Frank?

Poder�amos investir seis homens. Poder�amos salvar 600.

Tenente Butterfield?

Acho que mandaram o japon�s at� n�s para nos atrair.

- N�o faz sentido. - Sargento, est� abusando.

- Esta guerra n�o vai durar para sempre. - Bem pensado, senhor.

Coronel, talvez haja uma emboscada. N�o sei.

Mas esse japon�s n�o est� no esquema. Ele est� cansado e com fome.

Ele quer viver e voltar para casa, como todos n�s.

Maldito resfriado.

Vamos levar duas horas e meia para chegar l�. Algu�m tem f�sforo?

- Se houver uma patrulha, eu... - Joe, voc� tem batedores experientes?

Sim, senhor. Por isso pedi que o Tenente Anderson viesse.

� a velha quest�o de sempre.

Jogar as vidas de uns poucos contra as vidas de muitos.

Quero que leve uma patrulha pequena.

Use este japon�s como guia, e Johnson ir� junto, como int�rprete.

Ol�.

- Quero prisioneiros. Sem mais desculpas. - Sim, senhor.

McCreavy, traga-me aquele japon�s.

- Sabe disparar um M-1? - Sou atirador, senhor.

Leve este escritor com voc�s. Ele est� desejando ser explodido.

Imagino que serei o vil�o de seu grande romance americano.

N�o me diga.

Parta o mais breve poss�vel. Tem oito horas e 55 minutos.

Vou lan�ar fogo na �rea da caverna. Avise-me quando devo suspend�-lo.

- Tenho de levar o sargento? - Voc� decide.

Leve-o. Nem toda patrulha tem seu pr�prio historiador.

Aqui est� seu japon�s, Anderson.

O velho Willie n�o parece muito um chamariz, n�o �?

Se isso for tudo, coronel, at� breve.

- Isso � tudo. - Certo, Johnson. Dickerman, vamos.

N�o apare demais as pontas. Boa sorte.

Obrigado, senhor.

E espero que melhore do resfriado.

Pansy Baker, aqui � Andy. C�mbio.

Pergunte a Willie onde � a caverna.

Pansy Baker, aqui � Andy. C�mbio.

- Chegamos � �rea da caverna. Entrando. - Ele diz que � � frente, virando ali.

S�o 05:30. Faltam seis horas e meia.

Certo, Johnson, vamos.

Vamos.

Este � o lugar.

Certo.

Diga a Willie para cham�-los.

Suba l� com ele.

Diga-lhes que temos comida e m�dico. Que vamos cuidar deles.

Acho que eu estava certo sobre Willie.

Fique de olho nele.

- Mande-o calar a boca. - Eles oferecem sua hospitalidade.

Vamos.

Meus olhos!

Meus olhos.

Zelenko foi atingido.

- Um deles ainda est� se mexendo. - Vou acabar com ele.

- Tenente, prisioneiros. Lembra-se? - Eu sei.

Suspendam o fogo.

Ele diz que ainda h� cinco. Todos alistados.

A emboscada foi id�ia do oficial dele.

Eles gostariam de se render, mas t�m medo de serem mortos.

- Vou at� l� falar com eles. - N�o.

Certo. Sem prisioneiros, ent�o.

Est� bem, v� l�.

Cubram Johnson. Ele vai tentar falar com eles.

- Ele � maluco. Vai acabar morto. - A postos.

Vou entrar.

- Aonde voc� vai? - Pegar aquela espada de samurai.

Fique onde est�.

Espadas de samurai valem uma nota.

Convenci tr�s de cinco a sa�rem.

O n�mero quatro resolveu juntar-se aos 47 guerreiros celestiais.

E o n�mero cinco tamb�m.

E h� um oficial ferido aqui, que precisa de ajuda.

Mantenham a cobertura.

Se me apontarem na dire��o certa, vou conseguir.

Fique abaixado.

Bom rapaz. Doutor, venha comigo.

Quero ver se podemos ressuscitar aquele japon�s ferido.

Dickerman, vigie Zelenko.

Lane e Slattery, revistem os japoneses, procurem granadas.

R�pido. Queremos sair logo daqui.

Muito bom, Johnson. Providencie para que os homens os revistem.

- Por favor, tabaco, d�-me. - Nada de tabaco.

Sempre trate um ser humano como ser humano. Pode se surpreender.

- O que acha? N�o temos muito tempo. - N�o sei.

Eu falo ingl�s. Meu nome � Capit�o lshio Makino.

� minha infelicidade ainda estar vivo.

N�o nos importamos. Entende que ser� tratado decentemente?

- S� desejo morrer. - Primeiro, temos algumas perguntas.

S� sei que eu trouxe desgra�a para minha fam�lia.

- Para eles, agora estou morto. - � um homem educado...

N�o fui educado para me tornar prisioneiro e n�o falarei mais.

Se eu lhe fizer uma transfus�o, ele pode conseguir.

N�o temos tempo.

Para a caverna, r�pido. Tragam os japoneses para c�!

Para dentro.

- Nossa artilharia. Querem nos matar? - S�o morteiros japoneses.

Provavelmente h� um observador no alto de um desses cumes.

� melhor fazer a transfus�o, doutor. Vamos ficar presos aqui algum tempo.

- Como vou ver? - Vou dar uma olhada por a�.

- Algu�m me diga onde estamos. - Estamos na caverna dos japoneses.

Jamais sairemos daqui.

- Por que n�o cospe, doutor? - Parem com isso.

Onde est� o tenente?

Fale com ele. O velho pateta est� apavorado.

O capit�o deve ter convencido a fam�lia ao haraquiri, e este estava neur�tico.

Tem raz�o. Ele est� apavorado demais para saber algo.

Mande o doutor dar uma olhada nele.

Temos cinco, talvez dez minutos, para come�ar a interrogar os japoneses.

Se conseguirmos informa��o sobre os foguetes, passamos um r�dio.

Aqui est� um mapa que tirei do capit�o.

Duncanon, reviste os mortos. Lane, d�-lhe uma m�o.

Quero todos os di�rios e os mapas. R�pido. Vamos.

- Como ele est�? - N�o sei.

Whitney, instale-se aqui. Teremos de esperar que os morteiros parem.

Peguei sua carabina e o r�dio, tenente.

E isso n�o � tudo.

Ache um lugar onde esse r�dio funcione.

Sem deixar que acertem sua cabe�a.

Tenente, acho que consegui algo.

- O que foi? - D� uma olhada neste mapa.

De acordo com o Coronel Gilfillan, os foguetes v�m destas colinas.

Aqui h� um campo de cana-de-a��car, perto dele.

Este homem estava em uma companhia de infantaria, defendendo o campo.

Ele n�o viu os foguetes, mas viu muitas carretas de cule,

e todas tinham rodas com encaixe.

- E da�? - � raro carretas com rodas assim.

- O que isso lhe sugere? - Uma ferrovia, imagino.

O que estaria fazendo aqui?

Se tiver alguma id�ia, diga logo. N�o temos tempo para adivinha��o.

Poderia ser uma ferrovia transportando os foguetes.

Ou cana-de-a��car.

- Consegui a companhia, tenente. - Segure.

Veja se consegue confirmar essa id�ia maluca enquanto informo.

Aqui � Andy. Encontrem �rea alvo 274, Love e Mike.

A oeste das colinas, planta��o de cana-de-a��car...

Tabaco, senhor. Conto verdade boa por tabaco.

- Fala ingl�s? - Ingl�s muito bom.

Antes da guerra, sou guia em T�quio para americanos.

Sou chamado Romeu. Compro tudo para americanos...

quimono, tinta, mo�a...

- Eu homem muito bom. - H� quanto tempo est� nesta ilha?

- Talvez um ano antes de voc�s chegarem. - Em que trabalha?

Eu conto verdade. Eu motorista caminh�o.

Aqui h� uma planta��o cana-de-a��car. J� transportou coisas para l�?

Que coisas?

Talvez eu tenha tabaco para mais tarde.

Sim.

Um pacote inteiro.

Eu ser muito bom para americano. Compro quimono, tinta...

O que transportou nos caminh�es?

Concreto, pequeno trilho, grande trilho, trilho pequeno. Motor pequeno tamb�m.

- O que fizeram com isso? - N�o sei.

Os morteiros pararam. Vamos.

Slattery, v� na ponta. Whitney, cubra o flanco esquerdo.

Dickerman, fique com Zelenko. Doutor, cuide do vov�.

Conroy, v� com Slattery.

Lane, voc� fecha a retaguarda. Duncanon, flanco direito.

Fa�a esses japoneses prepararem uma padiola para o oficial.

- O que disseram sobre o campo? - Lugar errado. Dizem que o explodiram.

Os foguetes continuam vindo.

Vamos voltar em uma perna inicial a 67 graus, at� o Riacho Susana.

Faltam seis horas. Temos de voltar em tr�s.

- Aonde vai? - Minha espada.

N�o h� tempo para lembrancinhas. J� tem suas ordens.

Vamos embora.

Renderia uma nota preta.

Este � o melhor lugar para atravessar. Conroy, passe. N�s damos cobertura.

Slattery, ponha os rifles em posi��o. Que os outros fiquem alertas. Depressa.

Conroy est� atravessando. Cubram-no.

Fiquem alertas.

Agora.

Voc� fica na retaguarda. S� atravesse quando eu der o sinal.

Esperem.

Atiradores de tocaia! Protejam-se.

Para aquela vala. Vamos.

Lane, fique aqui com os prisioneiros.

Doutor, Dickerman, para a estrada. Fiquem atentos ao flanco.

Os demais vamos atr�s dos atiradores. Vamos.

Zelenko, est� maluco?

Lane, vigie Zelenko. Mantenha-o com voc�.

�gua, por favor.

D�-lhe um pouco d'�gua, Pidge.

- Acabou. - V� buscar um pouco.

Quem �?

Todos eles t�m de morrer.

Bonitinho, est� maluco? Depois do que passamos para ter prisioneiros?

- Todos eles t�m de morrer. - Afaste-se.

Tojo, voc� � o primeiro.

N�o, Bonitinho. N�o me fa�a atirar em voc�.

- Insetos e piolhos! - Eles v�o salvar os nossos, idiota.

- Todos eles t�m de morrer. - O que est� fazendo, Bonitinho?

Ele quer matar os prisioneiros, Pidge.

N�o, Bonitinho. N�o posso deix�-lo fazer isso.

Eles fedem. Eles se arrastam. Todos eles t�m de morrer.

N�o fa�a isso, Bonitinho.

N�o gosto deles, tanto quanto voc�. Mas temos de cumprir ordens.

Largue a arma.

Sente-se ali.

O que fez, novato maluco?

Cretino. Por que puxou o rifle?

Mate-os por mim, por favor.

N�o v�o me expulsar da cidade. Vou cortar suas l�nguas.

N�o fiz por mal, Bonitinho. Voc� puxou o rifle. Foi um acidente.

Mate-os por mim, Pidge. Voc� � meu amigo.

Sou importante em minha cidade. N�o esque�a disso.

N�o deveria ter puxado o rifle.

N�o quero morrer.

Vamos, homens. Depressa.

Conroy, voc� e Whitney tragam o doutor e o escritor. Eles est�o na estrada.

E r�pido. Estamos atrasados.

Quem mais foi atingido?

Eu o matei.

- O qu�? - Eu o matei.

N�o. Ele n�o o matou, tenente. Eu ouvi.

Bonitinho perdeu a cabe�a. Queria matar os prisioneiros.

- Pidge s� cumpriu seu dever. - Sou um assassino. Ele puxou o rifle.

Cale-se!

Foi assim que aconteceu?

Sim, senhor.

Senhor, era s� um rapaz perturbado.

Eu poderia t�-lo consertado, se eu tivesse um pouco mais de tempo.

Ele seria meu agente nas lutas.

Por um punhado de japoneses ordin�rios.

Calma. Eu tamb�m gostava do Bonitinho, mas ele desobedeceu ordens.

Acontece, �s vezes.

Nem sempre, mas acontece.

Slattery, voc� e Johnson, enterrem-no.

Lamento apress�-lo, Lane, mas temos de sair daqui, r�pido.

Eu mesmo vou enterr�-lo.

N�o vai perder tempo, tenente.

Agora posso voltar a ser fazendeiro.

Claro que pode.

Que bom auxiliar m�dico eu sou.

N�o deveria ser eu a receber cuidado.

Tenha calma, doutor. N�o fale.

- Gosta de Anderson? - Sim.

Eu o conhe�o desde o in�cio. Ele � o melhor.

Acredito em sua palavra, mas agora relaxe.

Estou bem.

Homens como Anderson t�m de viver e ir para casa, contar como � isto.

Por favor, doutor.

Sou um auxiliar m�dico, certo?

Ent�o conhe�o minha condi��o.

Pode falar com ele sobre isso, um dia?

- Fala a l�ngua dele, como escritor. - Claro.

Anotei algumas coisas que estou tentando dizer ao tenente.

N�o terminei, mas pode dar uma olhada, talvez melhorar?

- Sabe como �. Como escritor... - Est� bem, mas cale-se agora.

Pipe.

� o doutor.

- Qual � a situa��o? - Ele ficar� bem, acho.

Doutor, o que est� tentando fazer?

Morto?

�. Por que n�o?

Enterrem-no, r�pido. Temos de sair daqui, depressa.

O que houve?

Algu�m pode me dizer o que houve?

� o pobre doutor.

O que houve com voc�s, rapazes? Andem logo com isso. Temos de partir.

Algu�m pegue os pertences dele. E localizem este lugar pela b�ssola.

Teremos de notificar o registro de t�mulos.

Algu�m pegue as armas e muni��o deles.

Minha patrulha acaba de se apresentar, senhor.

Sim, coronel. Sei que horas s�o.

Sim, senhor.

Entre este resfriado maldito e os malditos foguetes, vou enlouquecer.

Onde est� essa patrulha? Apresentou-se h� dez minutos!

Que informa��es temos?

Temos quatro prisioneiros e um velho com neurose de guerra.

Estes s�o seus objetos pessoais.

Perdi dois homens. Um deles era um auxiliar m�dico.

CE 'Doutor' Jones.

- Algo sobre os foguetes? - N�o, senhor.

Bombardeamos cada cent�metro dessas colinas, e eles continuam vindo.

McCreavy, comece a interrogar esses japoneses. O tempo � crucial.

- S� temos 90 minutos. - Muito bem, senhor.

Coronel, eu gostaria de voltar a meus homens o mais r�pido poss�vel.

N�o, trabalhe com Mac e Johnson. Conhece os prisioneiros.

Sim, senhor. Johnson j� est� trabalhando.

Obrigado. Fez um bom trabalho.

Obrigado, senhor.

Precisa dirigir sua mente para id�ias diferentes.

Quando a guerra acabar, pode reconstruir seu pa�s.

Tem tanto por que viver. Viver� bem.

Sargento, parece que esqueceu

que, h� gera��es, meu povo n�o pensa em viver bem, mas em morrer bem.

N�o estudou nossa filosofia, ci�ncia militar, nosso jud�?

N�o se lembra que sempre pegamos o �bvio e o invertemos?

Ent�o inverta o papel da vida.

Para n�s, � a morte que � desej�vel.

Ela � a fonte de nossa for�a.

N�o me diga que tenho algo por que viver.

Sargento, creio que sei que informa��o est� procurando.

- Pode nos ajudar? - V� buscar o oficial encarregado.

Sou o especialista aqui, mas n�o � hora de ser orgulhoso.

- Como est�o as coisas? - Muito bem, senhor.

- O capit�o deseja falar a um oficial. - �timo.

Limpem esta sujeira. Est�o melhorando a pontaria.

O que aconteceu com ele?

- Ele cometeu haraquiri. - Com sua faca, Sargento Johnson.

Pensei que a tivesse perdido. N�o pensei que algu�m a tivesse pegado.

- � costume terminar haraquiri com tiro. - N�o temos costumes de tempo de paz.

- Chame um auxiliar m�dico. - Receio que seja tarde demais.

- Ele morreu. - Leve seu corpo para fora.

- Sua neglig�ncia custou um homem. - Calma. Poderia ter sido qualquer um.

Esque�a.

Os pertences do Bonitinho e do doutor. O que devo fazer com eles?

- Ponha isto para mim, por favor. - Claro.

Creio que cabe a n�s saldar este maldito neg�cio.

- Voc� � o c�rebro. O que fazemos? - Vamos come�ar com Romeu.

Ele � do tipo sabe-tudo. Se elogi�-lo, vai se abrir como um albatroz.

Eu termino.

Tenente, o que fa�o com estas coisas?

- O que � isso? - Do doutor e do Bonitinho.

Verifique se h� algo constrangedor para as fam�lias e despache.

Johnson, vamos l�.

Romeu, estamos procurando um homem que saiba cuidar de coisas importantes.

Sim, senhor. Em T�quio...

- Algu�m que fale bem ingl�s. - Fazer falar muito bem.

Um homem que estaria encarregado de um campo de prisioneiros japoneses.

- Eu ser bom homem. - Mas temos de confiar em voc�.

- Sim, voc�s confiar. - Se pudermos confiar em voc�...

- Achei algo nas coisas do Bonitinho... - J� lhe disse o que fazer com isso.

- O senhor tem de ver o que achei. - N�o interrompa.

Pode dar uma olhada, senhor?

Aguarde at� eu voltar.

O que tem a�?

Chame Johnson.

Assuma.

Isto � um mapa de sobreposi��o. Mostra uma posi��o nas colinas.

O que significa este s�mbolo?

- Significa fogo. Onde achou isto? - Aqui, nas coisas do Bonitinho.

Bonitinho achou isto na caverna? Talvez ele o tivesse h� meses.

Vou descobrir.

Andy, o coronel mandou-me assumir o interrogat�rio.

N�o, eu continuarei com ele.

Preciso de uma tocha grande, para manter isto aqui iluminado.

�, isto � da caverna. Pertencia ao sargento dele.

Butterfield, ajuste esta sobreposi��o ao mapa que tirei de Makino.

- � boa id�ia, mas vai levar horas. - D� uma girada, em todo caso.

Faltam 55 minutos.

Vamos, gracinha. Comece a pingar.

D� essa primeira gota linda.

N�o tenho o dia todo, benzinho.

Fa�a feliz o velho Slattery. Vamos ver um pouco de suco angelical.

Andy.

N�o fique assustado.

N�o estou com medo. Voc� sabe, Andy.

N�o est� doendo.

N�o.

- Rapaz, essa passou perto. - N�o se contam as que passam perto.

Vamos, gracinha. Comece a pingar.

Essa coisa jamais vai pingar. J� fez de tudo, s� falta cantar.

Auxiliar m�dico!

Acho que consegui.

Onde est� ele? Traga-o para mim, por favor, Pidge.

Ele tem de saber.

A esperan�a � a m�e de todos os homens.

Temos de nos agarrar a essa cren�a.

Tarde demais, Mac. Ele entrou na conta.

Bill, o que o est� detendo?

Andy, tudo que tenho desta sobreposi��o s�o tr�s ondinhas.

H� tr�s ondinhas iguais a elas, neste mapa.

Tudo que preciso � encontr�-las. Quer tentar?

- V� em frente. - Se soub�ssemos por onde come�ar.

Encosta da frente, encosta oposta, flanco direito, esquerdo...

Est�vamos aqui, quando os foguetes come�aram.

Os japoneses, provavelmente, os enfiaram na encosta oposta.

Encosta oposta. Confere.

Que trabalho. Ficarei aqui o resto da guerra.

Continue tentando. Johnson, � melhor voltar ao nosso amigo, Romeu.

Vamos.

Tenente Anderson, tem um japon�s para despachar?

Ele est� ali. Primeira porta.

- Texas? - Sim. Como sabia?

- Como poderia errar? - Meu tio tem neg�cios em El Paso.

�, isso explica.

Vim buscar o velho japon�s.

Vamos, meu velho. Vou lev�-lo para um lugar tranq�ilo.

Vamos, vov�. N�o tenho o dia todo.

V� para l�.

Espere, amigo. Tenente?

- Ele foi atingido? - N�o, s� est� desmaiado.

� importante que mantenhamos o velho conosco.

Leve-o para a enfermaria. Avise-me assim que ele se recuperar.

- Qual � a hist�ria? - Ele n�o queria ser levado de Nomura.

- Nomura acertou-o, para cal�-lo. - Ele disse algo?

Ele chamou Nomura de Matsuoda, que deve ser seu nome real. Nomura � Matsuoda.

Que bom para o vov�. Vamos conhecer Matsuoda.

Primeiro, vamos descobrir com Romeu por que Matsuoda est� mentindo.

Romeu, quem � este homem?

Sim, senhor. Ele � Nomura, pra�a no batalh�o de trabalho, como eu.

- Qual era o trabalho dele? - Ele faz muitas coisas.

- Ele misturava cimento? - Sim.

Mande-o estender as m�os.

- As m�os dele s�o macias. � mentira. - Fique de p� e conte a verdade.

Sabemos que o nome dele � Matsuoda. Quem � ele?

Ele � oficial.

Ele � oficial. Grande homem. Muito grande, no Jap�o.

Claro. Um grande general, talvez?

Capit�o da Marinha? Coronel da For�a A�rea?

N�o. Ele um major do ex�rcito.

Mas no Jap�o conhe�o seu nome. Aposto dinheiro de jogo com ele.

- Ele � grande jogador de beisebol. - De que time?

Universidade de Meiji. Mas n�o est� interessado em beisebol.

Eu estou. Venha, Johnson.

Tenente Anderson, trouxemos o velho.

�timo. V� ficar com ele. Fale com ele. Eu cuidarei do major.

Se posso dar uma sugest�o, destrua seu ego. Ele tem orgulho e vaidade.

- Em Meiji n�o ensinam engenharia? - Universidades japonesas ensinam tudo.

- Que tipo de engenheiro voc� �? - Ferrovias. Tenho tr�s especializa��es.

Apesar das tr�s, de seu posto e nome, esconde-se em farda de pra�a.

- Tenente, � um tolo. - Qual � sua hist�ria?

Saber�, quando vir o n�mero de mortos que t�m.

Provavelmente, � um major, porque sua fam�lia era influente.

Tornei-me major porque planejei um grande...

Tenente, parece conhecer a psicologia japonesa.

Mas tamb�m sou esperto. Sei que sabe. N�o falo mais.

As regras da guerra exigem que eu d� apenas meu nome e patente.

Major Kenji Matsuoda. Nada mais.

Isto � importante, tenente.

Dickerman, diga ao coronel que temos algo.

Um dos pra�as japoneses � um major. V� logo.

- O que descobriu? - Matsuoda morava com ele e o filho.

Ap�s algum tempo, tirou-os, e o ex�rcito construiu um t�nel para rabos-de-lobo.

- O que s�o rabos-de-lobo? - Foguetes.

N�o se lembra do que eu disse sobre rodas com encaixe?

Est�o usando o t�nel para transportar os foguetes.

� por isso que n�o pod�amos ver a linha ferrovi�ria do ar.

- Onde � a casa? - Em uma planta��o de cana.

Havia um campo de cana-de-a��car no mapa do Capit�o Makino.

Deixe-me dar uma olhada nisto, Bill.

Vejamos. Aqui est�, e aqui est� a casa.

- Como ter certeza de que � esta? - Ele diz que h� �gua � esquerda.

Aqui estamos, �gua. � um lago. Fica de um lado da casa do rancho.

E, � direita, colinas e bosques.

Em frente da casa dele h� uma colina com uma estrada do outro lado.

A� est� a colina. A� est� a estrada. Bill, os foguetes est�o perto da casa.

Tente com a sobreposi��o, r�pido.

Este clima � morte certa para os prazeres de um homem.

- Vamos dar uma olhada no japon�s. - N�o adianta. J� dei. Ele n�o fala.

- O que conseguiu? - Um mapa de sobreposi��o.

Se encaixarmos, os foguetes ser�o localizados.

Vai levar o dia todo. Temos 45 minutos.

Pode enxugar minha testa?

N�o havia um General Sherman que fez um coment�rio vulgar sobre a guerra?

Ele disse: " guerra � o inferno". O que ele sabia? Nunca saiu dos EUA.

Se n�o descobrirmos a tempo, podemos adiar a hora H?

Com 20.000 homens saltando, em 41 minutos?

Quero uma chance com o japon�s. Traga-o aqui.

- Ainda n�o chegamos a nada. - Est� se esfor�ando. Continue.

Major Matsuoda.

Se n�o quisesse viver, n�o estaria usando esse disfarce.

Vai responder minhas perguntas, Major Matsuoda.

N�o encontrar�o os foguetes. Cair�o sobre voc�s como chuva.

Voc�s, americanos, n�o aprendem muito bem com o Jap�o.

Deveriam aprender a aceitar seu destino e morrer bem.

N�s morremos bem. Como disse o Capit�o Makino, todos morremos bem.

Espere a�. Ele nos disse algo.

Morrer bem.

Enquanto eu falava com o Capit�o Makino, ele disse algo.

- Dickerman, voc� estava l�. - Por onde devo come�ar?

Quando ele falou sobre jud�.

" N�o estudou nossa filosofia, ci�ncia militar, nosso jud�?"

" N�o se lembra que sempre pegamos o �bvio e o invertemos?"

- " Ent�o inverta o papel da vida." - Eles inverteram o �bvio.

Eles acharam que descobrir�amos que os foguetes estavam na encosta oposta.

Em vez disso, cavaram um t�nel, at� a encosta fronteira. F�cil assim.

Tirem-no aqui.

- Funciona? - Vou descobrir logo.

- Consegui. - A� est�o seus foguetes, coronel.

Feche a boca do t�nel na encosta fronteiri�a e n�o haver� mais nenhum.

Butterfield, transfira isso para meu mapa.

Ligue com o oficial de contato a�reo e descubra que avi�es ele tem.

Qualquer avi�o - Piper Cubs, carrinhos de brinquedo, barco a remo. O tempo!

Voc�s fizeram...

Obrigado.

Johnson, eu lhe disse para se livrar disso...

Sim, eu me lembro. � a �nica coisa que gosta de fumar.

Est� vendo? D�-lhe tempo, ele aprende.

Tente contato com o Segundo Pelot�o, Companhia Baker.

Johnson, diga-me uma coisa, por favor.

- Como conseguiu chegar a sargento? - Direto da vida civil.

Mas como, em nome de todos os santos, voc� passou no campo de treinamento?

Passei, senhor? Eu ensinava l�.

E talvez tenha um acerto com os anjos. Reze para pararmos os foguetes a tempo.

Boa sorte, tenente. Boa sorte, Dickerman.

Ali�s, para seu livro, � Randolph Johnson.

Segundo Pelot�o, Companhia Baker, prontos.

Eu gostaria de voltar a seu pelot�o um instante.

� seu livro e seu pesco�o. Quem � este?

Slattery, diga aos homens que encontramos os foguetes.

Passe a not�cia que n�o precisam come�ar sem mim. Estarei l�. Vamos.

Por que voc�s, escritores, arriscam-se tanto?

Poderiam ficar em bares de oficiais e escolher as melhores hist�rias.

- Tenho algo que o doutor me pediu... - Pare. N�o quero falar do doutor.

- Cuidou de Zelenko? - V�o despach�-lo hoje � noite.

Quero que voc� tome o lugar dele. A partir de agora, � l�der do esquadr�o.

E continuar� sendo, desde que se mantenha s�brio.

Vai assumir o esquadr�o. Conroy ser� seu assistente.

- Ter� de me arranjar outro assistente. - N�o gosta de Con...

O que foi? O qu�?

Bem � frente, tenente. Conroy.

- Essa o atingiu feio. - Eu falarei com ele.

Deixe-o em paz.

- Tenente. - Fora.

- Tenho um papel para o senhor. - Rasgue-o.

� do doutor.

Eu disse que acreditava em sete homens. Um deles est� cego, quatro, mortos.

Os demais tamb�m v�o levar o seu.

Os japoneses � que est�o certos.

Mate-se.

Suas �ltimas palavras foram: " anotei algo que tentei dizer ao tenente".

" N�o terminei, mas pode dar uma olhada, talvez melhorar? Como � escritor"

- N�o precisou ser melhorado. - N�o quero saber.

Vai ouvir, quer queira, quer n�o, tenente.

" Do farmac�utico, Segunda Classe, CE 'Doutor' Jones para Tenente Anderson."

" Pe�o ao tenente permiss�o para ler isto aos homens de nosso pelot�o."

O doutor escreveu isto. Ele queria que os homens ouvissem.

" Todos nos perguntamos por que alguns s�o mortos e outros sobrevivem."

" A �nica resposta � nossa f� na sabedoria de um ser supremo."

" Se ele escolheu que vivamos, deve haver motivo. Tentei entender por qu�."

" Talvez porque sejamos necess�rios como testemunhas

para recordar uns aos outros, aos nossos e a toda gente,

que a guerra � algo com horror demais para seres humanos."

" Que jamais esque�amos que parte do que vivemos e nossas perdas resultam

de nosso pa�s estar fraco."

" Agora somos uma parte do mundo, e o mundo � parte de n�s."

" Se uma parte sofre, o todo sofre."

" Se uma parte perde a liberdade, todos a perdemos."

" N�s, sobreviventes do Segundo Pelot�o de Fuzileiros, Companhia B, 1� Batalh�o,

juramos que, se algum de n�s voltar, n�o esqueceremos o que vimos e sofremos."

" Devemos manter nosso pa�s forte, corajoso e s�bio em esp�rito,

e ser destemidos no conhecimento que estamos do lado de Deus. Devemos..."

Ele n�o terminou.

Pai Nosso, que est�s no c�u.

Santificado seja Vosso nome.

Venha ao Vosso reino. Seja feita Vossa vontade,

assim na terra como no c�u.

O p�o nosso de cada dia nos d� hoje

e perdoa nossas d�vidas, assim como perdoamos nossos devedores.

E n�o nos deixe cair em tenta��o, mas livra-nos do mal,

pois Vosso � o reino, o poder e a gl�ria para sempre. Am�m.

Estamos partindo. Em dois minutos.

Eles jamais ser�o eliminados a tempo.

De que adiantou a patrulha?

Doutor, Bonitinho... Para qu�?

- Pegaram os foguetes. - Isso mesmo.

Conseguimos, tenente.

Vamos, homens! Acabemos com eles!

Ripagem: RINPEL

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