All language subtitles for The Treasure of Pancho Villa - O Tesouro de Pancho Villa - 1955

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Original subtitles

� O TESOURO DE PANCHO VILLA�

� H� momentos em que um homem faz um exame de consci�ncia,

e pergunta a si mesmo. Ganhei ou perdi?�

� A minha vida fez algum sentido?� � Qual ser�?�

� Naquele momento eu era o homem mais rico

do mundo, mas n�o podia lev�-lo comigo. �

� N�o tinha um herdeiro a quem o deixar. �

� O homem que deveria ficar com ele, n�o estava ali. �

� Eu n�o estava sozinho. Havia algu�m comigo, o meu amigo Juan Castro. �

� Era um cara bom. �

� T�nhamos passado por muitas coisas juntos

para nos conhecermos um ao outro muito bem. �

� Foi no �ltimo momento, mesmo no fim,

que entendi o que levou Juan Castro a fazer as coisas que fez,

e o que me fez acompanhar ele. �

Tudo isso aconteceu na �poca em

que o M�xico lutava pela sua liberdade.

Houve dois libertadores, mas um deles tornou-se um ditador.

Um h�bito em que os libertadores se deixam cair muitas vezes,

e isto tende a confundir o povo que libertaram.

Alguns dos libertados foram novamente escravizados.

O sangue tinha fluido, o inimigo

respondeu atrav�s da repres�lia selvagem.

� Morte de Villa. �

N�o era saud�vel, ent�o ser um amigo de Villa,

nem o pr�prio Villa estava em boa forma.

Tinha sido escorra�ado para o norte do M�xico,

onde conhecia cada palmo de terra

e onde podia lutar de forma brilhante.

Desde que tivesse muni��es, armas e cavalos ou dinheiro para comprar.

Dinheiro era o seu problema principal

e n�o era muito discreto em conseguir.

� a� que eu entro...

Poderia dizer que eu estava no neg�cio financeiro.

Vamos! Vamos sair daqui!

H� muitas maneira de suar...

mas o vapor � o melhor.

� melhor do que cavar valas.

Mas muito n�o � bom.

O que deseja, senhor?

Tudo. Para ver como fica.

Maravilhoso, n�o �?

Jornal.

- Tequila. - Sim, senhor.

� REVOLU��O EM CUBA Junta militar derruba Governo. �

- Mais alguma coisa, senhor? - Agora n�o.

- Cuidado! - Mil desculpas, senhor.

Tudo bem.

Tenho que lhe pagar uma bebida para substituir esta. Gar�om!

- Sim, senhor? - Mais duas, por favor.

Sim, senhor.

J� conseguiu o que queria. Agora, adeus!

Mas eu insisto.

- Mais alguma coisa, senhor? - N�o, obrigado.

Um brinde. E as minhas desculpas.

H� mais um trabalho para ser feito.

Lamento. Disse aos rapazes que era o meu �ltimo trabalho.

Foi bem pago por este. Por este outro

receber� o dobro do que ganhou at� hoje.

- Ainda assim a resposta � n�o. - Pode me dar algum motivo?

Sim. Cheire em mim.

- Senhor! - V� l�, d� uma boa cheirada!

Que cheiro sentiu?

Talvez algum t�nico capilar e outras coisas.

Disse bem! Outras coisas. Cheiro como

uma f�brica de perfume! Sabe porqu�?

Porque estou farto de dormir com

roupas suadas. comer tortilhas e feij�es.

Me esconder em por�es.

Claro que me pagam bem! T�m que

me pagar bem! Acredite-me, eu mereci.

Mas daqui em diante, vou cheirar bem,

dormir bem e viver confort�vel e cheio de dinheiro!

Al�m disso, a sua revolu��o acabou.

Para ser muito franco, ando � procura de novos companheiros.

Juan vai ficar desapontado.

Sinto muito. Eu tenho que encontrar algu�m. Adeus.

Juan? Juan qu�?

Juan Castro, o seu amigo.

Castro? O que ele est� fazendo agora,

al�m de estragar a minha tarde?

Preparando outro projeto no distrito de S. Tom�s.

Ele vai ter que fazer este sozinho.

O lugar � este...

Castro j� est� l�. Ele conduzir� o inicio da opera��o.

- O senhor vai seguir... - N�o sigo para lado nenhum!

Diga a Castro para deixar de interferir

com meus estudos da vida dos p�ssaros.

Mas, senhor...

� um bom lugar. Ser� aqui.

A senha?

Relaxe, homem! Sou eu, Farolito!

Estou vendo, mas mesmo assim tenho que saber a senha.

Para um sentinela, primeiro vem o rifle, depois a senha!

- Viva, Pancho. - Viva! Obrigado, meu Coronel.

- De �gua aos cavalos. - Sim, meu Coronel.

- Ele � o coronel da opera��o ferrovi�ria.

- Juan Castro, senhora, ao seu servi�o.

Eu sou Laria Morales. Eu vou

acordar ele antes que ele acorde de mau humor!

Isso n�o � o que chamamos disciplina de guerrilha.

- Desculpe, Coronel. - Tem um esconderijo muito bom aqui.

- Onde � o quartel-general? - Por aqui, meu Coronel.

Este � meu marido, Capit�o da guerrilha

Pablo Morales. Coronel Castro.

- Ol�, Pablo! - Ent�o, � voc�.

Conhece ele, ent�o? N�o me disse.

Seu marido e eu fizemos um trabalho juntos uma vez.

Foi h� muito tempo...

N�o est� feliz por eu ter sido enviado para c�, n�o �, Pablo?

Infeliz n�o...

Eu s� n�o sabia, � s�.

- � pouco para uma opera��o com o trem.

Ser� suficiente.

O trem esta dividido em duas partes.

Uma primeira locomotiva com soldados, depois

a outra locomotiva e o trem. N�o � f�cil.

- Voc� n�o gosta da opera��o, n�o �? - Como se pode gostar?

S� temos de dar o nosso melhor.

Uma bebida depois da sua viagem.

Obrigado, senhora.

Me diga, Pablo...

O que mais faz voc� infeliz?

Quero saber o que pensa sobre o trem.

Tudo o que pensa.

� melhor agora, do que depois.

Muito melhor.

At� agora, tem corrido tudo bem por aqui, meu coronel.

�timo. Fico feliz por ouvir isso.

- N�o significa que n�o trabalhamos...

Temos sido tanto trabalhadores como soldados.

Tenho as minhas mulas, e os meus cavalos

e envio tudo o que Pancho precisa.

Conhe�o os trilhos... Ningu�m os conhece melhor do que eu.

Se n�o tivesse as mulas

e n�o conhecesse um determinado trilho, n�o seria necess�rio.

N�o � necess�rio pela sua cara bonita ou pela sua coragem.

A coragem � boa, meu Coronel. Tal como a intelig�ncia.

Este plano precisa mais da primeira porque lhe falta a segunda.

O que lhe falta?

Eu vi trens irem pelo ar... � uma vis�o satisfat�ria...

Eu vi os tombar nos desfiladeiros e rios,

rolar pelas montanhas abaixo...

Eu v os soterrados em t�neis... tudo coisas satisfat�rias...

Mas capturar um trem?

Um trem com soldados...

Soldados com rifles, talvez tamb�m com artilharia...

Para isso precisa de mais for�a, do que temos aqui.

Suponhamos que te digo que vamos ter ajuda no trem?

Gostaria de saber que ajuda seria esta,

sen�o eu diria que � um plano ruim.

Diria isso a Pancho Villa, se ele estivesse aqui.

Voc� diria, hum?

Bem, Pancho Villa n�o est� aqui...

E n�o estando aqui, Pancho Villa precisa de homens que sejam leais.

Tamb�m preciso de homens assim.

Ele fala assim! N�o leve isto a s�rio.

Quando chegar a hora de agir, ele � bom.

Ver�. � s� conversa.

� bom conhecer os trilhos atrav�s das montanhas, Pablo...

� uma coisa boa.

Que tal tomarmos uma bebida? E sermos amigos.

Sa�de!

� sua, Coronel!

- E ao trem! - Ao trem!

E a Pancho Villa! - Boa sorte.

Estou cheio. E tamb�m com sono.

Com aquele assunto amanh�, precisamos todos de dormir.

- Boa noite, meu Coronel. - Boa noite, Pablo.

Venha, mulher? - J� vou.

Os sacos ficam onde est�o. Farolito, voc� cuida deles.

- Ele n�o ia roubar os sacos. - Como sabe?

Os soldados pagariam 100.000 pesos por esses sacos.

E pela informa��o que os acompanha.

Tem que me acreditar. Ele � cauteloso, mas n�o � traidor.

Senhora, vou-lhe dizer uma coisa.

Os traidores t�m um certo cheiro que eu n�o gosto.

E o seu marido tem este cheiro.

Ele vai se portar bem, voc� ver�.

Desculpe, Coronel, mas h� mais algu�m que precisa comer.

Esta pessoa n�o pode comer conosco?

Podia, mas n�o gosta que os homens olhem para ela.

N�o sabia que havia outra mulher aqui.

� americana. O pai dirigia uma mina perto daqui, nas montanhas.

- Eram bons para n�s. - Como?

Nos davam medicamentos, �s vezes tamb�m muni��es.

Um dia, os nossos inimigos atacaram eles.

Porqu�?

Queriam a mina... Acho, que tamb�m, a mulher.

Mataram o pai, e todos os que trabalhavam l�, fugiram.

Salvamos a garota. Gostaria de ver ela?

Porque n�o?

Vou fazer um pedido para esta garota, meu Coronel.

Leve ela com voc� para as montanhas, depois de capturarem o trem.

- Voc� pede demais. - Leve ela. Ela ajudar�.

Para onde v�o, ela arranjara maneira de

ir para casa. N�o posso proteg�-la aqui.

- Ela quer ir embora ou � id�ia sua? - Ela pr�pria dir� a voc�.

Trouxe algu�m para ver voc�.

O Coronel Juan Castro do Ex�rcito da Rep�blica. A senhorita Ruth Harris.

Prazer, senhorita.

- � uma grande honra conhec�-lo, Coronel.

Sente-se, por favor.

- Interrompemos o seu trabalho? - N�o � bem um trabalho.

Fa�o uma esp�cie de registro neste velho livro,

do que eu presenciei no seu pa�s.

� escritora?

N�o, infelizmente. Vim para o M�xico com a inten��o de ser professora.

Falo um pouco de espanhol e gosto de trabalhar com crian�as,

especialmente com as crian�as daqui.

Mas os professores tamb�m aprendem e

o M�xico tem sido uma boa escola para mim.

Estive nesta escola. N�o � f�cil.

- Pode ser muito terr�vel. - Mas n�o � contra ela?

Refiro-me... � revolu��o?

Devia ser contra algo que d� um prop�sito � minha vida?

- Laria me disse que quer ir conosco.

Quero, Coronel, quero!

- Vai me levar? - Talvez...

Mas tem que entender, h� algumas condi��es.

Quais s�o?

� muito dif�cil para mim dizer isto porque � uma mulher,

Mas...

se perder a coragem, eu deixo voc� seja l� onde for.

E se por acaso nos trair...

Eu mato voc�.

Ainda quer ir?

- Quero sim! - Porqu�?

Desejo fazer tudo o que puder para ajudar a sua causa.

Vou pensar nisto. Boa noite, senhorita.

- Amarre bem apertado. - Isso eu consigo fazer.

Mas capturar um trem? Isso j� � outra coisa.

Vamos ter ajuda.

Confie em mim.

- Confio nos meus olhos, ouvidos e dedos.

Estou perdendo a capacidade de confiar em mais alguma coisa.

Ent�o confie em mim. Vejamos o que acontece.

Desculpe-me, senhor, mas prometeu tocar uma m�sica no violino grande.

- E ent�o? - Como favor, toque agora.

Tenho que estar com disposi��o. E estou sem disposi��o.

Por favor, estive � espera.

- Se quer uma m�sica, eu assobiarei. - Qualquer um pode assobiar!

N�o como eu! Ou�a.

� a marcha militar de Pancho Villa.

Eu ordeno que parem de cantar!

Eu ordeno que parem de cantar!

- Onde est� a primeira locomotiva? - Na curva.

Est� bem, amante de m�sica, quer ouvir m�sica? Ou�a isto!

Eu te disse que �amos ter ajuda.

Farolito!

Leve alguns homens e elimina aquele canh�o.

- Ol�, gringo! - Ei, amigo!

Foi um prazer ver voc�

� la cucaracha� novamente! Na hora certa!

N�o me atrasaria para voc�, amigo! Correu tudo bem?

Muito bem! Vamos! Vamos!

Ei! Perfume! Sempre gostei muito de perfume!

Lembra-me uma garota que conheci em Santo Ant�nio.

25 d�lares a on�a.

Com isto aqui, pode comprar o perfume todo de Santo Ant�nio...

e Santo Ant�nio tamb�m!

Me abre esta coisa.

Ei, amigo...

Tem raz�o! Com isto, posso comprar todo o perfume de Santo Ant�nio.

O Coronel disse que �amos ter ajuda...

N�o sabia que era assim t�o boa.

- Trabalhamos sempre bem. Quem � ele?

� um condutor de mulas.

- Luta bem, mas fala demais. - Pablo Morales.

�s sua ordens, senhor. - Obrigado.

Ricardo, nenhuma bebida at� chegarmos l�.

Sim, meu Coronel.

O meu nome � Bryan.

Prazer em conhec�-lo. Ruth Harris.

N�o sabia que havia garotas americanas neste grupo.

- Montaram uma agencia de turismo aqui?

N�o exatamente...

Se fizessem, voc� n�o andaria por a� com esta coisa feia.

Assustaria os turistas!

Medo de qu�? � a minha ap�lice de seguro. La cucaracha.

Nenhum lar fica completo sem uma!

J� vamos comer, voc� pode largar sua ap�lice?

Poderemos precisar dela antes de acabar a noite...

� algo bem pesada.

Coloque num lugar qualquer, v� para ali,

pegue num prato e junte-se na fila.

Sim, senhora.

Ol�, gringo, vejo que j� conheceu a soldada americana!

Sim. Como chegou aqui?

O pai tinha uma mina de cobre nas montanhas. Foi morto.

- E a outra mulher? - Laria Morales, a mulher de Pablo.

Ela n�o vai conosco.

- A americana vai? - Acho que sim!

Depois de entregarmos o ouro a Pancho

Villa, mando ela de volta para a Am�rica.

Aonde vamos entregar o ouro?

Um pouco antes da passagem, na regi�o Yaqui.

Depois das primeiras seis horas, quem vai carregar ela... voc�?

N�o, estive observando. Ela � competente.

- � Forte, trabalha bastante. - E � bonita?

Gringo, vou-te dizer uma coisa...

n�o me faz diferen�a nenhuma se ela

tem dois p�s esquerdos e cara de macaca

desde que lute por Pancho Villa! - Ela luta, ent�o,

mas preste aten��o no seguinte: ela tem um p� esquerdo e um direito,

e o que eles seguram � bem proporcionado.

Sim...

N�o quero a minha garganta cortada devido as essas propor��es.

Sabe que n�o te cortaria por uma mulher, nem voc� a mim!

Mas pelo ouro... talvez!

Mas lembra-se, eu tomo conta do ouro!

- Senhorita? - Sim, Coronel?

J� decidi. Pode vir conosco.

Obrigada!

Mas parece engra�ada com estas roupas nas montanhas.

- Bem... - Mas ela tem outras, ali.

As mulheres!

Guisado de cabrito, est� de parab�ns,

Sra. Morales. O meu prato favorito.

Eu � que estou agradecida, senhor.

Ajudou bastante o coronel Castro e o meu marido no trem.

Maridos de mulheres bonitas s�o a minha especialidade!

- Tenha um bom jantar, senhor! - Obrigado!

- Estou muito agradecida a voc�. - Porqu�? N�o entendo.

O Coronel Castro acabou de me dizer que vai me levar para as montanhas.

Ele n�o tinha tanta certeza. Voc� ajudou na sua decis�o.

Para ser sincero, eu n�o queria que viesse. Foi id�ia dele.

Bom, n�o faz muita diferen�a. Parece que vou.

Nem muita diferen�a, nem muito sentido!

Ainda n�o entendo o que faz uma garota como voc� aqui nas montanhas.

Que lugar voc� acha que eu perten�o?

Cuidando das unhas, deitada numa bela praia, a se bronzeando.

Sr. Bryan, nunca tive tempo para estas coisas.

Acredite ou n�o, eu era professora.

O que me aconteceu desde que cheguei aqui... � como um sonho...

Como um pesadelo.

Acho que n�o teria conseguido sem a ajuda de Laria e desses homens.

S�o pessoas maravilhosas.

Pois, aqueles que n�o t�m nada s�o os mais generosos.

Oh, mas eles t�m muito, eles acreditam em muito.

N�o percebe que o que se passa aqui no M�xico,

� o mesmo que aconteceu no nosso pa�s e na nossa revolu��o?

Talvez. Nunca tinha pensado nisto.

Por que est� aqui? Ou tamb�m nunca pensou nisso?

Sim! Penso nisso nos primeiros dias de cada m�s.

� dia de pagamento no Ex�rcito de Villa, igual aos outros lugares.

N�o h� nada de errado com isso.

Se aquilo em que acredita n�o

muda pelo fato de ser pago para lutar.

Acredito � em cuidar de mim!

Estou aqui porque se ganha mais do que fazer outra coisa qualquer.

Voc� est� sendo muito expl�cito. Me desculpe

se n�o engulo esta historia.

Ningu�m luta como lutou apenas por dinheiro.

Na minha profiss�o, se for um p�ria, n�o se vive muito tempo.

Claro que conhe�o George Washington, mas n�o preciso dele.

S� preciso da sua machadinha!

- Est� me dizendo que � um mercen�rio.

� uma palavra forte. Se quer dizer que sou um pistoleiro, sim, eu sou.

� rid�culo discutir!

- Discutir? estou apenas sendo claro!

Est� bem, sejamos claros. Vim aqui para lhe agradecer.

Continuo agradecendo pelo que fez,

ainda que fa�a pelos motivos errados!

Aqui est�o as roupas, Ruth!

Vou transformar voc� num verdadeiro soldado!

Oh, n�o, Laria! - Ser� mais seguro. Vamos, querida.

- Vamos levar esta dinamite conosco? - Claro que sim!

Vai ocupar uma mula. Preciso das mulas para o ouro.

Vou lhe dizer uma coisa Pablo, n�o falamos do que est� naqueles sacos.

Voc� n�o tem nada com isto. � algo que

pertence a Pancho Villa. Entendeu?

- �s vezes sinto que n�o confia em mim.

Confio sim...

at� onde consigo cuspir!

Farolito, alinhe as mulas!

Vamos partir! Vamos l�, homens!

Adeus, pequena.

- Fa�a me orgulhar de voc�! - Eu farei, Laria!

- Nunca esquecerei o que fez por mim.

Nos veremos de novo.

- Rezarei para que tudo corra bem. - Eu tamb�m.

Farolito, La cucaracha.

Eles t�m cinco ou seis horas a nossa frente.

- Farolito, arranja-me uma corda. - Sim, senhor.

Des�a e vai buscar aqueles sacos.

Vou ajud�-lo.

Atirem mais uma corda!

Deixa-me senti-lo.

Para qu�?

- Pelo peso pode - se dizer quando vale.

- Por que n�o pega uma para voc�? - Porque s�o de Pancho Villa.

� tudo de Pancho Villa! Menos esta!

Se apressem a� em baixo! Porque demoram tanto?

- Eu gostaria de ter um pacote daquele ouro.

Pois, um pacote...

- O que compraria? - Primeiro me casava.

- O que ha de errado nisso? - Voc� � est�pido, meu amigo!

Case-se com uma garota com um dote. - Minha garota n�o tem nenhum dote!

Quero a aldeia toda no meu casamento,

vinho tamb�m, e um boi assado...

Depois quero uma casa feita de madeira

com uma chamin� de pedra. - Uma casa, uma mulher, uma chamin�!

- Tudo coisas boas! - Coisas de campon�s!

Pablito, � um homem instru�do, o que

compraria com um monte daquelas moedas?

Um anel de diamante para usar neste dedo

com uma pedra do tamanho de uma noz,

bem afiada, � muito bom em uma luta.

Sim, um anel � bom numa luta!

- E uma sela de prata e um autom�vel!

Onde vai p�r a sela? Em cima do autom�vel?

Pablo... Venha aqui.

- N�o gosto desta conversa sobre o ouro.

N�o, meu Coronel?

J� te disse antes, o que est� dentro daqueles sacos, n�o � ouro.

- Para n�s, � estrume. - Sim, meu Coronel.

- S� � ouro para Pancho Villa, entendeu?

Sim, meu Coronel.

Sim, meu Coronel, n�o, meu Coronel!

S� diz isso, de repente j� n�o sabe falar?

N�o, Coronel.

Falou muito no esconderijo, quando n�o gostou do meu plano.

- Talvez continue n�o gostando? - N�o � problema para mim.

Aviso voc� mais uma vez...

Pare de pensar no ouro!

Como na outra viagem, quando eu pensei no ouro, mas voc� me tirou.

Isso foi h� muito tempo. Lembre-se do que eu disse.

Vamos.

Autom�veis com selas de prata!

Eu quero esses animais em boa forma.

V� esta contus�o! V�!

Fa�a alguma coisa. Alivie sua carga.

Observa essas chagas. Olha para isso.

N�o h� raz�o para isso.

Aplica um pouco de graxa, e coloca uma prote��o por cima.

Por que tenho que explicar a sua fun��o?

H� quanto tempo carrega mulas?

H� tempo suficiente para que n�o tenha que me explicar.

Bem, ent�o fa�a alguma coisa!

- Bem carregado, n�o? - bastante carregado!

- Sente-se. - Obrigada.

Melhor?

- Tem um cheiro arom�tico de boa qualidade.

� bom carregar estes rem�dios caseiros.

- Obrigada. - Fique com ele.

Obrigada.

Parece que estou sempre lhe agradecendo alguma coisa.

- De nada, como dizem neste pa�s. - � muita bondade de sua parte.

N�o me d� cabo da reputa��o.

Gostaria. N�o da verdadeira,

mas apenas da reputa��o que inventou.

Acho que � um bom homem na verdadeira.

E na outra?

� um bom atirador, um sujeito que anda por a� com a cucaracha...

Tom, como ficou t�o bom com as armas?

� uma profiss�o.

Consigo pensar em muitos mais seguros e agrad�veis.

Quando se cresce em uma cidade da fronteira,

uma arma � a coisa mais agrad�vel que existe.

Quando uma arma dispara, algu�m ganha dinheiro.

Quando descobri isso, soube o que queria fazer!

- Uma aluna tem uma pergunta. - Diga que levante a m�o.

Eu li em algum livro, Tom,

que � preciso ter cuidado com aquilo que

se deseja da vida. � poss�vel que aconte�a.

N�o � uma pergunta.

O que vai fazer com este dinheiro todo depois de receber?

- � isso que me deixa confusa. - H� algo que quero conseguir.

- O qu�? - Uma revolu��o.

S� isso? A sua pr�pria revolu��o

amarrada com um belo la�o cor-de-rosa!

Para ter uma revolu��o,

n�o precisa de um belo la�o cor-de-rosa!

As revolu��es s�o feitas com dinheiro, Ruth!

Assim come�am e assim acabam!

� para onde v�o os Pistoleiros assim como eu

e agarram tudo o que v�em e juntam-se a todos,

petrol�feras, estradas de ferro,

at� nos livros escolares se aprende de onde v�m as guerras!

Por isso quero uma revolu��o, e um dia terei uma!

O que vai fazer quando esta revolu��o acabar?

Arranjo uma casa com uma bela varanda e

vou fumar charutos de um d�lar na sombra.

Gozar a vida!

Como suportar� ficar sozinho na varanda desta grande casa?

Ou ter� uma esposa ador�vel sentada ao seu lado?

N�o vai precisar de uma varanda muito grande,

porque certamente n�o vai querer colocar crian�as no mundo que fala!

Disse bem!

Para que preciso de crian�as, afinal?

Voc� � t�o duro, muito duro para ser verdade!

Talvez devesse acreditar que � t�o insens�vel como demonstra.

As coisas seriam muito mais simples para mim.

Isso n�o foi nada, como dizemos neste pa�s!

Vamos l�, homens, vamos!

E as mulas que est�o em m�s condi��es, coronel?

Tire a metade da carga.

Coloque alguns sacos no meu cavalo.

Qual � a id�ia? Os homens est�o cansados. Precisam de descansar.

O que acha que os soldados est�o fazendo... jogando domin�?

- A que dist�ncia est�o, amigo? - A cerca de tr�s horas.

Ei, gringo!

� aqui que nos separamos.

Voc�, o Pablo, e a senhorita v�o na frente.

Levem 10 homens com voc�s e as mulas todas. Eu fico para tr�s.

Onde nos vamos encontrar com Pancho Villa?

A cerca de uma dia de viagem daqui. Nos encontramos l�, se Deus quiser.

Pode confiar em mim, meu Coronel!

- Acho que est� cometendo um erro. - Porqu�?

- Vai precisar de mim aqui. - Preciso que vigie eles.

Sem voc�, ele ficaria rico muito r�pido.

Continue, gringo! Isto � uma ordem.

- Adeus. - Coronel!

Quero ficar. Se vai haver luta, quero tomar parte nela!

Gostaria de lutar com uma arma, em vez de uma panela de cozinha.

Para lutar com uma arma, � preciso saber atirar.

Eu sei atirar.

Atire contra aquele cacto.

Eu acho que volto para a cozinha.

N�o se preocupe. Um homem a cavalo � um alvo maior.

Pode ficar.

Ruth, posso fazer uma sugest�o?

Pode, a menos que eu tenha que levar isso.

Diga ao Castro que voc� mudou de id�ia.

Mas eu n�o mudei de id�ia.

Ainda bem que ele me deixou ficar e lutar.

Tem certeza do que vai enfrentar?

Acho que sim.

- Castro n�o se importa se vive ou morre.

O seu objetivo principal � entregar o ouro a Villa!

N�o foi por isso que todos come�amos tamb�m?

Tom, as pessoas vivem e morrem pelos seus

ideais, isso � que faz o mundo progredir.

Sim, eu sei, tamb�m j� li isto num livro, mas n�o me convence.

Ser� que aquilo em que Castro acredita

n�o ser� algo mais do que agarrar

tudo o que puder e oprimir as pessoas?

Talvez aquilo em que acredita seja mais

importante que a sua vida. Respeito isso.

Est� bem, por isso luta, por isso � um grande her�i,

por isso morre num rochedo qualquer por Pancho Villa e todos aplaudimos.

Onde voc� se encaixa?

- Onde me encaixaria se fosse com voc�?

N�o � caso para ficar para tr�s. Podemos ir longe.

O meu lugar n�o � ao seu lado.

Nem entre os cad�veres do grupo da for�a da retaguarda!

Sem mim e a cucaracha n�o t�m a m�nima

chance, e eu vou com o Pablo!

Ouvi as ordens.

Sou pago para obedecer, quer goste ou n�o!

Tom...

Adeus. Com aquele ouro todo, comprar� uma bela revolu��o!

� isso que acha que vou fazer, agarrar aquele ouro e fugir?

Sim voc� pode cair fora com isto, sim!

Est� pronto, Sr. Bryan?

Sim. Vamos.

Os guias acham que � um lugar ruim. Devem nos ter visto.

Se desse a volta com alguns homens, poderia chegar por atr�s deles.

�timo.

Parece que o nosso amigo est� metido em problemas.

Pois �...

� muito longe onde nos devemos encontrar com Pancho Villa?

J� n�o esta longe.

Nos encontramos l� amanh� de manh�,

� bom que esteja l� ou irei atr�s de voc�.

Sim, senhor.

Eu n�o devia ter ido embora.

Voc� e a cucaracha voltaram... � o que importa.

Est� bem. Vamos cuidar dos feridos e enterrar os mortos.

Depois nos vamos.

Qual � a pressa, amigo? N�o h� mais soldados.

Eu estou pensando no Pablo e naquelas 20 mulas.

Descansaremos esta noite.

Me desculpe, Tom.

O que se passa com voc�?

Sabe de uma coisa? Voc� � bonita.

Simplesmente estou limpa. Um banho faz toda a diferen�a.

Ainda bem que reparou.

Reparei. S� n�o tive tempo para pensar nisto.

� melhor ficar com este perfume, vai precisar.

Guarde. Dei a voc�, lembra? Antes de ficar zangada comigo.

- Eu acho que cresci desde ontem. - Porqu� ontem?

Quando acha que vai morrer, cresce depressa.

- Acha que acontece isso? - Sim, acho que sim.

Nunca pensei que tiv�ssemos chance naquela colina.

- Nem eu. Por isso voltei. - Salvou as nossas vidas, Tom.

Isso � importante, mas ter voltado significa muito para mim.

Agora posso confiar em voc�.

S� fiz isto porque sou pago.

Desculpe, j� n�o me convence com esta atitude.

Castro mandou voc� embora... podia ter continuado sempre em frente.

N�o me pareceu o momento certo.

N�o vou mentir para voc�. Gostaria de ter ficado com o ouro,

mas fui contratado para fazer um trabalho e vou faz�-lo.

Mas se houver alguma obje��o, vou obter o que � meu.

Espero que este momento nunca chegue,

porque neste momento sinto que tenho tudo o que quero.

- O que aconteceu, amigo? � aqui? - Sim...

� aqui.

Ali � a trilha para o territ�rio Yaqui.

Ali � a trilha para Oeste.

Onde est� Pancho Villa?

Pois... onde est� Pancho Villa?

Onde est� Pancho Villa?

- Sim, onde � que ele est�? - O que se passa com voc�?

Est� louco? Perdeu o ju�zo?

N�o, eu recuperei! Olhe!

Larguem as armas... Larguem!

Traidor imundo!

Traidor? Porque estou reclamando o que � meu?

N�o � nada seu.

Se Pancho Villa n�o est� aqui agora, estar� mais tarde.

� melhor baixar a arma, Pablo.

E � melhor fazerem o mesmo, seus macacos.

Pancho Villa n�o gosta de traidores.

O que Pancho Villa gosta ou n�o, meu Coronel,

n�o me preocupa!

Voc� � meu prisioneiro. ... e voc� tamb�m.

E a senhorita, devo avis�-la, com todas as minhas desculpas,

que tamb�m � minha prisioneira.

Esteve muito tempo no ex�rcito.

Voc� viu homens amarrados aos canh�es e deixados ao sol,

deixados para morrer porque roubaram Pancho Villa.

Eu vi.

Tamb�m vi como os abutres arrancavam seus olhos.

Decidi que isso n�o aconteceria a mim, Pablo Morales.

N�o tinha certeza do que me aconteceria, meu Coronel,

quando deixei de ser �til como juarista.

- A viagem ainda n�o acabou. - Para mim acabou.

Eu guiei voc�s bem, n�o foi, meu coronel?

Veio a calhar queria o ouro para voc� e por

isto precisou que eu o guiasse, n�o sei.

S� sei que Pancho Villa n�o est� aqui, e n�s dois estamos.

N�o se mexa da�, Sr. Bryan, onde eu possa ver voc�.

Gosto muito mais quando eu posso ver todo mundo.

Ou�am todos!

Vou contar a voc�s o truque que o destino pregou ao meu amigo coronel!

Uma vez estivemos aqui, neste mesmo lugar.

Tamb�m transport�vamos ouro, mas para outro regime.

O Sr. Castro era ent�o um soldado e eu o oficial encarregado, e aqui,

exatamente daqui, o meu amigo Castro levou o ouro.

Levou e entregou a Villa, ent�o um desconhecido, e eu, Pablo Morales,

tive que me esconder.

Tive que viver no meio das rochas como uma cascavel.

Comer coelhos como uma raposa.

Voc� lembra disso, meu Coronel?

N�o acha curioso que o destino tenha virado a mesa?

O que eu fiz, fiz por Pancho Villa e pela revolu��o.

A mesma revolu��o que voc� se juntou mais

tarde quando pensou que era um homem.

Sim, me juntei mais tarde, e � minha maneira lutei por Pancho Villa,

mas n�o fui pago por isto nem por esta viagem!

E como os meus sal�rios j� perfazem

um grande montante, vou cobr�-los agora!

Estes homens ir�o cobrar os deles! Ouro, rapazes!

� engra�ado, n�o �?

Ver um homem perder a cabe�a e tentar

carregar mais do que uma mula.

Muito engra�ado.

Ei, Amigos, se querem o ouro, por que n�o levam as mulas tamb�m?

- As mulas s�o minhas. - Est�o vendo?

Devem ser doidos. At� onde pensam que podem carregar esses sacos?

Ele disse para levarem o ouro. Como acham que ele vai levar o dele?

Ele � o condutor de mulas! Vai lev�-lo nas mulas.

- J� ouvimos o bastante de voc�, Coronel.

N�o ouviram, n�o.

Vou dizer mais uma coisa...

� um covarde e um traidor.

� melhor me matar agora. Tem uma arma.

V� em frente e fa�a isto, porque se voc� n�o fizer,

eu juro que mato voc� com as minhas pr�prias m�os por Pancho Villa!

Amigo!

Basta, amigo, ele j� teve o que merecia.

Quem tiver uma arma na m�o depois de

eu contar at� tr�s, est� em maus len��is.

Um, dois...

Porque n�o mata ele tamb�m?

N�o me deixou faz�-lo. Vamos. Mata ele!

H� algo que ele tem de fazer por n�s, amigo.

� melhor que o mate, gringo, ou ser� tarde demais.

J� � tarde demais. Pablo vai para norte!

Quem quiser ir com ele, vai por ali!

O restante v�o comigo e com o coronel.

Se formos com o Pablo, temos as nossas armas de volta?

N�o.

Levar�o alguma comida e os seus cantis.

Aqueles que vierem conosco, ter�o uma marcha dura pela frente

e uma pequena recompensa no fim.

Muito bem, amigos, quem vai?

E quem fica?

- Farolito! - Sim, senhor?

Voc� e a senhorita Harris v�o com o Pablo.

Ela precisar� de um amigo para a proteger.

- Muito bem, senhor. - Eu n�o tenho nenhuma escolha?

Coronel?

� melhor assim, senhorita.

Vai voltar para o seu pa�s.

N�o lhe acontecer� mal nenhum.

Coronel... o senhor � um homem que se mant�m fiel aos seus ideais.

N�o h� muitos homens assim. Nunca o esquecerei.

Adeus, senhorita, que Deus a acompanhe.

Muito bem, recolham o ouro e coloquem nas mulas. Vamos!

Obrigado pela sua preocupa��o, Sr. Bryan!

O bem estar de uma senhora � sempre o mais importante para mim.

O mais importante para voc� � a sua cobi�a. Sei o que est� fazendo!

Pensei que tinha um pingo de dec�ncia e

que era humano. Devo ter imaginado!

Queria ver a hist�ria ser feita, n�o era?

Estamos fazendo aqui e agora.

Talvez cheire melhor numa pequena escola vermelha?

Sem d�vida! Toma, espero que isto fa�a

o seu tipo de hist�ria cheirar melhor!

Tom, espero que consiga a tal casa grande.

N�o vai demorar muito e vai ser um homem sem nada!

� uma quest�o de opini�o.

Quero que regresse em seguran�a para casa,

por isso mando voc� com o Pablo.

Quanto mais cedo melhor! Estar com voc�

foi educativo e acho que me formei!

- De duas mulas a Pablo. - Sim, meu Coronel.

Muito bem, Pablo, vamos!

Eu gostava dela. Era uma boa soldada.

Eu tamb�m gostava dela. Vamos sentir falta dela.

- Agora vamos procurar Pancho Villa. - N�o vamos, n�o!

Amarre ele.

Como Pancho Villa n�o est� aqui para reclamar o ouro,

algu�m tem que ficar com ele.

E tenho um forte pressentimento que serei eu.

O cheiro de um traidor � contagioso. o que vai fazer?

Vou para o territ�rio Yaqui, amigo.

H� uma passagem no outro lado. Conhece?

- Conhe�o bem a passagem. - � para onde vamos.

Quando atravessarmos, dividiremos

o ouro. H� o suficiente para os dois.

N�o � suficiente para voc� nem para mim, sabe disso.

Quem o roubar � meu inimigo, at� mesmo voc�, gringo.

De quem gosto muito.

Ent�o, teremos que ser inimigos.

Mas deixe-me avisar voc�... tenha cuidado.

- Vamos. - Est� bem.

Gringo.

Parem!

Algu�m cuide dele.

Ou�am, amigos, regras da casa s� eu posso

tocar nas armas e nas muni��es.

Em frente.

Poupe as suas muni��es, gringo.

Ele morrer� como os outros que desertaram.

Morreremos todos se n�o encontrarmos �gua rapidamente.

Voc� � engra�ado.

Primeiro quer ouro, agora quer �gua.

Por que n�o quer uma coisa de cada vez?

- O problema � n�o se pode beber ouro.

A� est� uma id�ia... beber ouro.

Que tal um pouco de tequila com ouro? que bebida!

Fiquem aqui! Escondam-se at� eu voltar.

Nem mais um passo! M�os ao alto! Quem � voc�?

Pablo Morales, l�der dos guerrilheiros.

Leve-me at� o seu comandante,

tenho informa��es importantes para ele.

Como sei que isto n�o � um truque sujo da guerrilha?

Para come�ar, posso te mostrar onde

pode capturar alguns guerrilheiros sujos.

O que � que ele quer?

Este homem disse que pode nos

levar at� a alguns guerrilheiros. Anda.

Meu coronel, uma sentinela trouxe um velho, um guerrilheiro.

Por que me incomoda com estas coisas quando estou comendo?

Desculpe, meu Coronel,

mas ele disse que tem informa��es sobre o assalto ao trem do ouro.

Porque n�o disse isto logo no in�cio? Traga ele aqui.

- Como se chama? - Pablo Morales.

A sua profiss�o?

L�der dos guerrilheiros do distrito de S. Tom�s.

Que informa��o voc� tem para dar?

- A informa��o tem um pre�o, Coronel.

Diz respeito ao ouro que foi roubado do trem e de quem o roubou.

Como sabe que era ouro, se n�o estava l�?

Eu devia fuzilar voc� baseado em suspeita.

Estando l� ou n�o, Coronel, n�o roubei o trem sozinho.

Havia outros.

Qual � o seu pre�o?

1.000 pesos... e tamb�m anistia para mim.

Meu Coronel, ele indicou � nossa patrulha

onde encontrar o seu bando.

Foram trazidos para c�, com uma garota americana.

N�o tenho que te anistiar ou pagar. Eu depois avaliarei. Fale!

O ouro est� em sacos no lombo de 20 mulas, as minhas mulas.

Os que roubaram o ouro do trem tamb�m me roubaram as mulas.

N�o me pagaram. Me expulsaram!

Isso n�o importa.

Foram para o territ�rio Yaqui. Conhe�o muito bem aquele territ�rio.

Posso lev�-lo at� eles e o senhor pode recuperar o ouro.

N�o � uma informa��o valiosa?

Se o que disse � verdade, ser� bem pago.

Se for falso, morrer�. Mande entrar os outros.

- Como se chama? - Montez, mas me chamam Farolito.

- A sua profiss�o? - Soldado de Pancho Villa.

- O seu nome? - Ricardo Sanchez.

- Profiss�o? - Soldado de Pancho Villa.

- O seu nome? - Manuel Mena.

- Profiss�o? - Soldado de Pancho Villa.

- Fuzilem eles. - Espere!

Com que direito executa estes homens?

N�o s�o espi�es, s�o soldados!

N�o vejo nenhum motivo para lhe

dar satisfa��es, senhorita Americana.

Eu lutei com eles.

Sou t�o culpada como eles. Condenando eles, tamb�m me condena.

O seu esp�rito � muito louv�vel. Mas tamb�m muito est�pido.

Vou envi�-la para Tampico. E um conselho...

De um assassino como o senhor?

Assassino ou n�o, ou�a o que vou dizer.

Na pr�xima vez que tentar imaginar porque disparam,

n�o tente descobrir o que se passa, fique em casa...

Registre o nome dos outros. Executem todos...

N�o! - Escoltem a senhora at� Tampico.

A prosperidade de um ego�sta � uma ilus�o, Pablo.

Apesar de homens como voc�, os ideais

e a causa do seu povo vencer�o.

E ent�o, n�o ter� nenhum lugar para se esconder.

Morales, partimos imediatamente para o territ�rio Yaqui. Siga-me.

Ali est� um po�o de �gua.

Est� seco.

A �gua n�o � f�cil de encontrar.

�s vezes � preciso cavar para isso.

Est� bem, ent�o comece a cavar.

Assim?

Ei, encontramos �g...

Foram-se!

Agora estamos sozinhos, gringo.

N�o � um bom lugar para se estar sozinho.

�ramos inimigos s� de nome,

mas se tentar isso de novo, mato voc�.

Anda! Me mate!

Acha que consegue sair daqui sozinho?

Anda!

Me mate!

Estou avisando, amigo... tenha cuidado!

� bom ter cuidado...

gringo!

Coronel!

� o pico do qual eu falei.

H� uma passagem por baixo, � a �nica sa�da.

Mande destacamentos em todas as dire��es � procura do ouro do trem.

Vamos nos assentar por aqui.

Cada destacamento me informara atrav�s de sinal.

Olhe!

Os �ndios daqui usam este tipo de sinal?

Os �ndios daqui trabalham para os soldados.

Talvez seja um acidente, um truque da luz.

N�o � acidente nenhum. pode ser um truque.

Eu n�o gosto disto.

- O que fariam os soldados aqui? - Procurando por nos.

- � Imposs�vel! - Voc� acha?

Um abutre contou para eles.

Pablo?

Gringo, vamos ter uma tarde muito ocupada.

Sim...

Pois... assim parece.

- O que est� fazendo? Est�s louco? - Vamos l�! Ajude!

Um forte � prova de bala.

Um milh�o de d�lares de prote��o!

Talvez tenha raz�o.

- Voc� disse. N�o se pode beber ouro,

mas deter� uma bala.

Vamos trocar muito chumbo por este ouro. Muito!

- A taxa de troca vai ser alta, amigo.

Est� bem, gringo.

Tamb�m vamos precisar da dinamite!

E da cucaracha!

- Eles localizaram o ouro, meu Coronel.

Onde est�?

- Neste lado da passagem. A 5 milhas daqui.

Chame os batedores todos.

Ei, gringo, que tal mais um coquetel de tequila com ouro?

Mande o mensageiro ir buscar mais gelo, est� bem?

Sim, senhor.

O que � aquilo?

Escolheram um bom lugar de defesa. Custar� muitas vidas tom�-lo.

Vamos de a eles uma oportunidade de se renderem.

Algu�m tem que levar a mensagem.

Voc� n�o... � muito valioso.

Voc�, meu amigo. Gostaria de ser voc�?

- Eu, meu coronel? - Sim, voc�.

Gosta de falar. Pode conversar com os seus velhos amigos.

- Fa�a uma bandeira branca para ele. - Sim, meu Coronel.

- Sabe o que tem que dizer? - Eu sei, mas...

- Mas o qu�? Desembucha, Homem! - V�o me reconhecer e me matar.

Ficaria desiludido se eles fizessem, mas se n�o for, eu mato voc�!

Pegue. Diga lhes se eles se renderem agora,

as suas vidas ser�o poupadas. S� queremos o ouro.

Pelo menos posso levar isto, coronel?

Se n�o ouvirem a voz da raz�o, eu...

Excelente id�ia.

Vai.

Talvez queiram falar conosco. - Isto fala melhor.

Espere! Espere! Vamos ver o que querem.

Ei voc�s a�!

Tenho uma mensagem para voc�s!

Reconhece aquela voz, amigo?

� um abutre, o nosso Pablito!

- O abutre vem cantar outra vez. - Conseguem me ouvir?

Conseguimos ouvir o que quer?

O que fez com a garota e com o resto dos meus homens?

Ela est� a caminho de Tampico. Os outros foram capturados comigo.

Saiam da� e as suas vidas ser�o poupadas.

Olha para ele, gringo? Ele n�o � atraente?

Segurando uma bandeira branca.

Sim...

O coronel me deu a sua palavra. Respondam-me, o que dizem?

Ele veio como amigo?

Se ele � seu amigo, n�o precisa de inimigos!

- Gringo, deixa ele comigo. - Est� bem.

Nos temos uma chance em 50... talvez uma chance em 950!

- N�o vamos falar de chances, amigo. - Ent�o, vamos morrer bem.

- Sem d�vida, vamos ter que morrer bem.

- Pronto, acabou as muni��es. - A cucaracha j� n�o pode falar.

� melhor irmos l� para cima antes que eles ataquem outra vez.

Ainda podemos dificultar as coisas.

Bastante!

Vamos, gringo!

S� um minuto! Isto � meu. - Oh, eu esqueci.

Voc� acabou de jogar fora Uma casa e um amor.

Acabei de atirar fora um monte de azar!

Desde que vi aquele ouro, queria o todo,

para impedir que ficasses com ele.

Do que est� falando? Pensou que eu queria?

- Claro! - O ouro n�o me diz nada, gringo.

Era para Pancho Villa. Eu queria outra coisa.

- Mas voc� que tinha! - Eu?

O amor da garota americana.

- Eu nunca tive. - Ela estava apaixonada por voc�.

Se n�o reparou, � porque � cego.

Ela estava apaixonada por uma fantasia, n�o por mim.

- Por que mandou ela embora? - Porque estava em perigo.

- Ela sabia disso. Devia ter ficado aqui.

Eu decidi ao contr�rio.

Acho que devia procur�-la, amigo. Acho que ela � para voc�.

Agora n�o �...

nem para mim, nem para voc�!

Ei, gringo, por que n�o dividimos o que nos resta?

Em outras palavras, dividimos metade de nada?

Sim...

Bem, pelo menos...

mantemos a f� em Pancho Villa.

Oxal� nunca tivesse ouvido o nome dele.

- Castro, voc� � um burro! - Sou...

Um burro feio, nem os abutres querem voc�!

Querem a mim tanto como querem a voc�.

Uma reuni�o destes. Os �nicos

p�ssaros que trabalham para o inimigo.

Sim...

Olha para aquele careca ali em cima. � parecido com o General Pilon!

Ei, gringo, se tivermos sorte, talvez

possamos encontrar a garota em Tampico.

Eu gostaria disso! J� foi ao Tampico Club?

Experimente as tortilhas que fazem l�...

N�o � bem uma tortilha. � mais uma omelete com molho de ma��...

enrolada, com a��car por cima.

regam-na com rum e deitam fogo. O que voc� acha?

Se n�o gosta disso, pode pedir outra coisa.

Ei, amigo...

Amigo...

Est� bem, rapazes, j� v�o trabalhar em um minuto.

Mas n�o com este grupo... Eu enterrarei eles eu mesmo!

Voc�s j� provaram de tudo, seus abutres!

Mas se tivessem provado Juan Castro, teriam provado um Homem!

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