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Agrade�o aos esp�ritos por nos pouparem mais uma vez.
Ofere�o esta espada dos vivos aos mortos
e aos que est�o para nascer.
N�o tenham medo.
N�o vou lhes fazer mal.
Venham.
V�, aproximem-se.
Voc�s me conhecem.
Ent�o...
Julgavam que eu tinha morrido?
Os grandes guerreiros jamais morrem.
Venham, acompanhem-me.
Vou lhes mostrar como era estar viva.
A RAINHA DA ERA DO BRONZE
Legenda by Maximus www.FilmesEpicos.com
Vou mostrar-vos como era, nos nossos �ureos tempos.
Vou lhes mostrar como me tornei a rainha guerreira da Bretanha.
Produzido por Mathew Bird
Fui casada com o grande rei guerreiro Prasutagus.
Dirigido por Bill Anderson
Tivemos duas belas filhas: Isolda...
...linda, meiga como um veado.
E Siora, destemida e muito arisca.
Dervalloc! Dervalloc!
Hav�amos vencido uma batalha e derrotado os inimigos.
Prasutagus!
Estava satisfeita. Os deuses preservaram a terra
que alimentou os nossos antepassados e que deixar�amos aos nossos filhos.
Eu era toda orgulho e amor pelo meu povo,
pelas minhas filhas
e pelo meu marido e rei guerreiro.
Foi ent�o que os romanos chegaram.
Alto!
Olhem para aquilo.
- Parecem c�es raivosos. - Ora, s�o celtas, n�o s�o?
Quando n�o t�m com quem lutar, lutam uns com os outros.
N�o tardaremos a dom�-los, tal como os domamos na G�lia.
De certa forma, temos que admir�-los.
Como animais, bem visto.
Devem estar ansiosos para voltar para casa.
Eu n�o, vou ficar por aqui. Eles nos d�o terra,
escravos locais para trabalharem para n�s.
A vida de expatriado, � o futuro.
Formar!
S�o as crian�as outra vez, diabos.
Queremos edificar aqui uma verdadeira alian�a. Neste caso,
uniremos esfor�os para subjugar as tribos circundantes,
alargando o reino de Prasutagus e permitindo que este flores�a
sem a amea�a de conflitos.
Por mim, matamos j� os romanos.
Os Mandamos em peda�os ao seu Imperador.
Calma, cuidado com o que dizem.
Dervalloc, eles s�o nossos h�spedes e n�o permito que os insultem.
Temos um povo de poetas.
Quando Dervalloc fala em matar,
refere-se a usar a raz�o para contradizer os vossos argumentos.
Quando fala em mandar-vos para casa em peda�os,
ele refere-se a algo inofensivo, com certeza.
Mas tem havido viol�ncia, incidentes de terrorismo covarde...
...contra cidad�os romanos. - Esquece-se de que n�o h� acordo.
Para voc� � terrorismo, mas para n�s � a defesa da terra.
Connach. Siora. � a minha filha mais nova. Vem.
Onde arranjaste isso?
Encontr�mos na floresta.
Diga aos seus soldados para terem mais aten��o ao que � deles.
- Se acha que o Imperador tolerar�... - Tem calma, Catus!
Muito obrigado. Tem toda a raz�o, minha linda.
Ser� poss�vel falarmos a s�s?
N�o digas nada.
O melhor � falarmos abertamente neste assunto.
N�o falamos com mais ningu�m. Queremos fazer o acordo convosco.
Mas se n�o for poss�vel, faremos o acordo com outro cl�.
Pessoalmente, lamentaria muito se isso sucedesse.
Mas n�o tanto quanto voc�s, se � que me entende.
Entre n�s, se n�o aceitar,
vamos unir-nos aos vossos inimigos e arrasar com a vossa gente.
- � mais f�cil falar do que fazer. - Acredito.
E � um desperd�cio de dinheiro, j� para n�o falar em vidas.
Mas n�o chegar� a esse ponto.
Bem, � s� isto. Muito obrigado.
Agrade�o � sua bela mulher pela sua excelente hospitalidade.
O que achas? Devo permitir que o Dervalloc os persiga e mate?
N�o.
Foram nossos h�spedes, tu deste-lhes a tua palavra.
E talvez a paz seja a melhor solu��o,
se nos oferecerem protec��o.
� deles que temos de nos proteger. Oferecem-nos prote��o contra eles.
Tal como o Magior e o Dervalloc, n�o quero os romanos aqui.
Ent�o envia um mensageiro.
Diz-lhes que a terra � nossa e que lutaremos at� ao fim por ela.
Sabem que somos bons guerreiros. V�o desistir e mudar de paragem.
V�o aliar-se aos Brigantes e aos Brannovici.
Que se aliem. J� vencemos os Brigantes e os Brannovici.
Mas n�o com os romanos do lado deles.
Maior ser� a gl�ria ao vencermos.
Se morrermos, ser� uma morte gloriosa.
Quantas vezes j� disseste isso antes de combater?
A morte n�o tem nada de glorioso.
J� vi demasiadas mortes para continuar a acreditar nisso.
Estou farto.
Todas as noites, sempre que fecho os olhos, eu vejo-os.
Homens que eu adorava, crucificados, esventrados...
O Vico, Taruco, Dessilus, Connach.
Crian�as espetadas em estacas. Boudica, eu ou�o-os a gritar.
Sim, mas ving�mo-los.
Estou farto de mortes, Boudica.
Eu n�o...
N�o consigo voltar para a guerra.
Vem. Vem deitar-te.
Vem.
�s o maior de todos os reis guerreiros.
�s o mais bravo.
Seja l� qual for a tua decis�o, ela ser� acertada.
Vamos levar este tratado a bom porto, prometo-te.
Magior. O que queres?
O que queres tu? E at� que ponto queres?
- Explica-te de uma vez. - Sabes do que falo.
O rei perdeu a vontade de lutar,
sen�o, jamais teria feito o tratado com os romanos.
Tudo o que n�s somos � contra isso.
A nossa terra exige sangue, Dervalloc, sangue de sacrif�cio.
- Sangue da batalha. - Porque me dizes isso?
- O rei � Prasutagus e n�o eu. - Como � que ele conquistou a coroa?
Lutou por ela. Tal como todos os reis icenos, lutou por ela,
num duelo, num confronto justo.
E agora � preciso um novo campe�o, Dervalloc.
Ele salvou-me a vida, n�o uma vez, mas v�rias.
- Jamais me revoltarei contra ele. - Pensa no que ganharias.
Pensa em quem ganharias.
J� notei que a olhas.
E os deuses v�em tudo.
Podes ter a Boudica, Dervalloc.
Podes t�-la.
Est� predestinado.
Quem est� a�?
Mostre-se.
Dervalloc?
O que fazes aqui?
Somos guerreiros, dev�amos estar a combater os romanos
e n�o a permitir que nos espezinhem.
- Tamb�m n�o acreditas no tratado. - N�o me venhas com serm�es.
Achas que ser rei se limita a brandir uma espada?
H� a arte da paz e a arte da guerra e o meu marido conhece ambas.
N�o haver� paz com os romanos.
Como te atreves a questionar o julgamento dele? E o meu?
O teu dever � ajudar-nos a concretizar este acordo.
Como? Lambendo as botas aos romanos? Sou um guerreiro
e voc�s j� n�o precisam de guerreiros.
Meu rei...
Pe�o a sua b�n��o para partir.
- Partir? - Para onde vais?
Soube que h� uma grande luta a travar na G�lia.
- Do mundo conheces muito pouco. - Ent�o est� na hora de conhecer mais.
Ent�o vai.
Lamentamos perder-te, Dervalloc.
Se o acordo correr mal, n�o t�m de me chamar.
Eu aqui estarei.
Preparem-se para saudar
Tiberius Claudius Germanicus,
Imperador de Roma.
Sim, depressa.
- Eu j� mal consigo andar. - Pronto, Catus.
Est� tudo bem.
Este � que � o Imperador deles?
Parece um arganaz.
- Sempre � melhor do que andar. - � melhor ajoelharem-se.
Ele gostaria que se ajoelhassem. � que o Imperador � divino.
- Ele � praticamente um deus. - N�o nos ajoelhamos perante ningu�m.
Claro, porque haveriam de ajoelhar? V�, deixe-me apertar-lhe a m�o.
� uma honra conhec�-lo.
E � sua rainha tamb�m.
� muito... am�vel da vossa parte... receberem-nos.
Eu fiz quest�o de vir pessoalmente conhecer-vos.
J� ouvi falar muito...
...das vossas proezas
e da vossa sabedoria,
bem como habilidade militar, etc.
Mas � uma pena viver constantemente em guerra, n�o �?
N�o, n�o, isso � um insulto para uma cultura
que tem por base o ideal guerreiro.
A prop�sito, aqui faz sempre tanto frio?
N�o, n�o toquem no corpo do Imperador.
N�o sejas rid�culo, Catus. Obrigado, minhas queridas.
- Uma oferta do meu povo. - Obrigado.
� muito bonito.
Tem uma fragr�ncia interessante.
Cheira a lobo. D� for�a a quem a usa.
Sim, for�a a quem a usa.
Isso seria maravilhoso se fosse...
Ser� que � poss�vel entrarmos?
- Claro, se assim o desejar. - Obrigado.
Eu acho que temos de nos ouvir mutuamente, n�o � verdade?
Temos de saber o que pensamos para nos ajudarmos.
Voc�s ainda n�o confiam em n�s, eu sei disso, mas eu acho que...
...acabar�o por confiar.
O Severus e o Catus tratam dos detalhes do armazenamento de cereais.
Eu sou um homem muito pr�tico
e deduzo que voc� tamb�m seja.
O que acha de inter-casamentos?
Eu acho que s�o uma coisa boa, fortalecem a descend�ncia,
para al�m de promoverem a amizade.
E voc�s t�m aqui belas mulheres.
Por favor, n�o se ofenda, minha cara. � um elogio.
Eu realmente quero que sejamos amigos.
N�o devias estar aqui.
- Se a minha m�e soubesse... - N�o tenhas medo.
Os nossos povos devem ser amigos.
O nosso Imperador exige-o.
Ent�o talvez devamos ser.
� verdade que os vossos deuses vivem aqui? � beira da �gua?
Sim, � verdade. Est�o a observar-nos agora.
- Eles querem que sejamos amigos? - N�o sei.
Acho que eles sabem que n�o vos queremos mal.
Apanhei-te.
Isolda!
Tem calma, Catus, a tua opini�o n�o � necess�ria hoje.
Na verdade, nenhum dos senadores faz ideia de quem tu �s.
- Um dia far�o, minha senhora. - Com certeza, Catus.
Com certeza. Nero, finalmente.
O teu tio espera-te h� uma hora.
O que andaste a fazer? N�o digas, n�o sei se quero saber.
D� um beijo � tua m�e.
C�us, como ele est�. Ele acha que aquilo lhe fica bem?
- Ol�, tio. - Nero, meu rapaz.
C�us, voc� fede.
Sim, algumas pessoas diriam isso.
O que achou da Bretanha? Trouxe escravos para o circo?
N�o, ainda � cedo para isso.
N�o quis estar a falar de detalhes desagrad�veis.
S�o pessoas encantadoras, mas muito sens�veis.
N�o s�o uma ra�a conquistada? Podemos fazer-lhes o que quisermos.
Com o devido respeito, � essa a inten��o.
Com o acordo de rei cliente, n�o temos de os conquistar.
E aqui entre n�s, isso poderia ser complicado.
Complicado?
Deixe-me ir at� l�, tio, eu mostro-lhes como �.
N�o est�s preparado para governar uma prov�ncia, Nero.
E para al�m disso, fazes-nos muita falta aqui.
Precisamos de ti ao nosso lado.
Catus Decianus. Tu ainda �s muito jovem,
mas aprendeste muito com Severus.
Nomeio-te Procurador de D�zimos na Bretanha.
Se conseguires igualar a firmeza de Severus,
bem como o seu tacto e encanto,
sair-te-�s muito bem.
Majestade.
- Que injusti�a! - Nero!
- Ficou chateado. - Est� sempre chateado com algo.
Est� na idade, eu vou falar com ele.
� sempre o mesmo.
Ainda n�o est�s preparado, caro Nero.
Idiota gago.
Quanto mais terei de esperar?
Eu sei, querido. Tens toda a raz�o, � muito injusto.
Ele anda intrat�vel. Vem deitar-te.
N�o te irrites. Vem, anda descansar.
Estou demasiado zangado para me deitar.
�s magn�fico quando est�s irado, Nero.
Vem, sabes que te apazigua.
Isso!
Ele �...
Ele � um pateta.
Vai perder o Imp�rio, era o que ele merecia.
Devia crucificar alguns, para dar o exemplo.
- Eu sei, tens raz�o. - Sabe, eu gostava de o crucificar.
Isso � capaz de ser um pouco... Nero, hoje est�s a exceder-te!
Quando � que eu serei Imperador?
Quando � que eu serei Imperador?
N�o te preocupes, meu querido, a m�e est� a pensar nisso.
Talorcan traz prata e cereais.
�ptimo, o seguinte.
O vosso milho durar� muito mais nos nossos celeiros
e podem tirar o necess�rio. � a economia de escala.
- � fabulosa. - Pedem demasiado e levam demasiado.
Boru traz ao Imperador peles curtidas.
Sabe bem que os nossos impostos s�o conservadores...
- Tendo em conta os benef�cios. - Durio traz cereais.
N�o chega.
- Brin traz prata. - O que foi?
Minha senhora, isto envergonha-nos, envergonha o nosso povo.
Desrespeita os nossos deuses.
Esta � a decis�o do teu rei, n�o te atrevas a desrespeit�-la.
Tenho uma fidelidade maior, tal como voc�. N�o se esque�a.
At� aqui est� a correr bem. E os volunt�rios?
Quais volunt�rios?
Julguei que lhe tinham explicado. Os volunt�rios,
trabalhadores para as nossas iniciativas e para Roma.
Isso nunca foi acordado. N�o enviamos escravos.
Diga isso ao seu Imperador.
Acho que a sua esposa entendeu mal. As mulheres s�o mais lentas, n�o �?
Ningu�m falou em escravos.
O esquema de volunt�rios d� aos vossos jovens de ambos sexos
a hip�tese de estudarem e viverem no cora��o do grande Imp�rio.
Hip�teses de cavarem fossas, de trabalharem em bordeis
e de morrerem nos vossos circos.
Isso � um tremendo exagero. Afinal, quem toma as decis�es aqui?
Prasutagus ou a sua rainha?
- N�o enviamos escravos. - N�o enviamos escravos!
Acho que n�o est� a entender, isto n�o � negoci�vel.
Precisamos desses volunt�rios. Desta vez, vou deixar passar,
mas no pr�ximo trimestre entreg�-los-� ou n�s escolhemo-los.
Lembrem-se, desta vez roubamos.
Mas se tiverem de lutar, matem-nos.
V�o para os vossos lugares.
Voltem!
Larga-me!
In�teis!
� O que sabes disto? E obra do Connach, n�o �?
- Onde est� ele? Manda-o ter comigo. - Ele n�o vir�.
Ele diz que o rei dos icenos agora � ele e n�o voc�.
Isso, bata na sua filha j� que tem medo dos romanos.
N�o! N�o voltas a falar assim com o teu pai.
Faz-lhe uma v�nia.
J�!
Vai-te embora.
- E agora? - Procura o Connach e castiga-o.
Pede desculpa aos romanos pela ofensa.
Quanto tempo isto vai durar?
At� as nossas crian�as reparam. Os romanos s� sabem pedir
e qualquer dia, engolem-nos vivos.
N�o entendes?
Prasutagus.
Prasutagus. Chama o Magior, depressa. R�pido!
Quem julga o Prasutagus que �? N�o envia escravos, abriga rebeldes.
O Catus devia crucific�-lo para ver se ele gosta.
E essa rainha ruiva, essa prostituta fala-barato...
Prasutagus faz o que pode numa situa��o dif�cil.
N�o, estamos a fazer figura de tolos � custa dele.
N�o, n�o podemos esperar...
Haver� sempre incidentes.
- Faz parte do processo de paz. - N�o te canses, Claudius.
Toma, bebe isto. Fui eu mesma que o fiz.
Que am�vel, Agrippina. Mas n�o sei...
Tem um sabor estranho.
Sabes, n�o estou a sentir nada.
Est�vamos a falar da Bretanha, tio.
- Pois est�vamos. - Deixe-me levar um ex�rcito at� l�.
Estes selvagens s� entendem a for�a bruta.
N�o, n�o.
Tens de entender...
...estas coisas levam tempo.
E ficamos por aqui?
� assim que responde a actos de terrorismo?
Isso inspira muito respeito.
Bem...
O que foi?
Para onde est�o a olhar?
Nero.
Acho que ele morreu.
Depressa, depressa.
Magior chegou, meu amor.
Ele n�o a ouve.
- Isso tr�-lo-� de volta? - Tem o poder de repor o nosso l�der.
Deixe-me aproximar dele.
Agora, meu senhor.
Meu amor, meu amor.
Agora ele v� o seu pai.
E o pai do seu pai.
Todos os seus antepassados.
Agora ele parte ao seu encontro, no seu banquete intermin�vel.
A culpa � tua.
� dos deuses.
O poder tinha de ser transmitido a quem o soubesse usar.
Ele foi um grande homem, orgulhem-se dele.
C�us, m�e, eles adoram-me.
N�o nos conseguimos fartar do amor do povo.
E sabe que mais? Acho que � quase t�o bom como o amor de m�e.
- Prasutagus morreu, Majestade. - Morreu?
O rei canibal?
Excelente, isso simplifica algumas coisas.
Duvido que o verme do Catus tenha dificuldade em lidar com uma mulher.
Se bem me lembro, ela era mais astuta do que o marido.
Por amor de Deus, Severus, estamos a falar de uma mulher.
Fraca, vulner�vel, desmiolada. Bem, exceptuando voc�, m�e.
Boudica e o seu sacerdote podem ser pedras no nosso sapato.
Sim, sacerdotes, druidas,
a tal religi�o da natureza.
Isso � uma loucura, uma tolice.
E digo-te mais, s�o piores do que os crist�os.
Dev�amos ir at� l� e mat�-los todos, um por um.
Ent�o, os celtas respeit�veis, porque, sejamos sinceros, h� alguns,
perceberiam o que os beneficia mais:
Contribu�rem para a riqueza do Imp�rio.
Partilhar da nossa prosperidade.
Dev�amos obrig�-los a construir um templo,
onde possam venerar o seu Imperador.
Que ideia brilhante, Majestade.
Nero, tu n�o �s um deus. Pelo menos, por enquanto.
Porque n�o constr�is o templo em honra do teu tio Claudius?
O tio Claudius?
Estou farto de ouvir dizer que ele era um grande pol�tico.
Era fraco! � por causa dele que estamos com estes problemas!
Majestade, esse templo, cuja ideia eu acho genial,
podia ser dedicado ao deus Imperador Claudius e, mais tarde,
quando vossa Majestade for proclamado deus, por assim dizer,
o templo poderia ser dedicado novamente ao deus Nero.
Ao grande deus Nero, o maior de todos os Imperadores deuses.
Exactamente, disse muito bem.
Est� bem.
Mas eles que n�o quero tenham d�vidas: As coisas v�o mudar.
Este Imp�rio tem um novo monarca.
Prometo-te, as tuas filhas v�o voltar para ti, s�s e salvas,
e Catus ter� de se desculpar por esta afronta.
Eu mesma irei ao acampamento romano.
Levarei as minhas filhas e faremos justi�a.
Damos as boas-vindas a Boudica dos icenos e �s suas filhas.
Sei que tem algo para nos dizer. Seja breve.
Sabe por que viemos. Devolva as raparigas que foram levadas.
O nosso acordo n�o contemplava escravos,
mas os seus homens foram � aldeia e levaram-nas.
Que tipo de l�der � voc� que permite tal afronta?
Quero que castigue os culpados e quero as raparigas aqui, agora,
intactas e a salvo.
Com que autoridade se pronuncia, mulher?
Como rainha dos icenos, herdeira de Prasutagus.
- Como l�der do meu povo. - J� leu o testamento dele?
N�o, bem me pareceu.
Mostrem-lho.
- O que � isto? - J� me esquecia, n�o sabe ler.
- Bem, eu fa�o-lhe um resumo. - Eu leio isto, m�e.
Eu, Prasutagus, em plena posse das minhas capacidades, etc.,
deixo metade do meu reino � minha esposa e �s minhas filhas
e metade ao Imperador de Roma.
Est� a acompanhar?
Ou quer que o seu amado a ajude nas partes mais dif�ceis?
- Consegues ler isso? - Sim.
O que ele diz � verdade.
N�o acredito. O meu marido jamais faria um acordo destes.
Agora eu sou rainha e quem manda na minha terra sou eu.
N�o me parece, j� n�o manda.
Ent�o o tratado est� desfeito. Saiam desta terra, voltem para casa.
Sim, antes que vos cortemos a cabe�a e a penduremos...
Ver� que n�o est� em posi��o de fazer amea�as.
Admito que j� adivinhava este final desapontante da nossa conversa.
- Levem-nas l� para fora! - N�o, escute-me!
- Vai pagar por isto! - Amordacem-na.
Siora!
Deixem-na!
Preciso que preste muita aten��o.
O Imperador tem sido paciente,
mas em troca s� tem recebido demonstra��es de rebeli�o,
que voc� nada fez para controlar.
Abusou dos privil�gios de um reino cliente
e agora saber�o o que � ser um povo subjugado.
Obede�a �s leis de Roma e partir� em paz e colher� benef�cios.
Desafie-nos e colher� tempestades.
Entenda, voc�s n�o valem nada
e podemos fazer o quisermos convosco. Para que isso fique bem claro,
decidi aplicar algumas medidas disciplinares exemplares.
A m�e ser� chicoteada
e as filhas ser�o violadas.
N�o! N�o!
Tem calma, Didius, espera pela tua vez.
Est�o amarradas? Podem come�ar.
M�e.
M�e.
Levanta-te.
Levanta-te.
Levanta-te.
Levanta-te.
Minha menina corajosa.
Minha menina corajosa.
Tu consegues, levanta-te.
Sim, tu consegues, mostra-lhes.
Mostra-me a mim, tu consegues.
Mostra-me.
Anda.
Minha menina corajosa. Minha filhinha corajosa.
Nada do que eles nos fa�am nos pode afectar. Nada.
V�, levanta-te.
Nada de l�grimas.
Nada de l�grimas!
Voc�s s�o as minhas meninas guerreiras!
Nada de l�grimas!
Nada de vergonha!
E agora vamos regressar a p�.
Boudica, leve este recado ao seu povo.
Ningu�m desafia Roma e fica impune.
O tratado est� desfeito.
Dizem que agora somos um povo subjugado.
Que n�o valemos nada.
Que nos podem fazer o que bem lhes aprouver.
Mataram os meus guerreiros.
Violaram as minhas filhas, Magior.
E com isso, selaram o seu destino.
Sim.
Sim!
Colho as sementes do invasor do ventre da tua filha.
Colho as sementes do invasor do ventre da tua filha.
Olhai Boudica, a rainha da Bretanha.
Bem-vindos, chefes dos Brannovici, dos Segusiani.
- O que querem aqui? - Queremos ajudar-te, Boudica.
Coloca-te sob a nossa protec��o, os romanos n�o te far�o mal.
N�s aqui travamos as nossas batalhas.
Mas se nos quiserem ajudar, podem submeter-se � minha lideran�a.
Lutar sob o comando de uma mulher?
- Nem pensar. - Ent�o vejam-nos matar os romanos.
E pensem bem.
Agora, saiam da minha aldeia.
Como queiras, sem ressentimentos.
Podes vir a mudar de ideias.
A nossa proposta mant�m-se, Boudica.
A minha tamb�m!
Abutres, ainda os vejo a eles mortos primeiro.
Vais lider�-los na batalha antes do final do ano.
�ptimo.
�ptimo. Siora.
Siora. Isolda.
Isolda!
O que te parece?
O cavalo � bom demais para ele e tem de ser confiscado.
Achas que pode morrer acidentalmente ao resistir � pris�o?
- Sim, acontece muitas vezes. - Depois tiramos o cavalo � sorte.
Quem vem a�? Pare onde est� e des�a do cavalo.
N�o entende? � surdo ou qu�?
Esta terra � nossa e n�o vossa.
� aqui que nos vamos encontrar. Dervalloc?
Deduzi que terias trabalho para mim.
� verdade.
Trouxe-te mais alguns cavalos. Todos os cavalos s�o poucos.
Obrigada.
Dervalloc, j� podemos voltar a matar romanos.
Que al�vio. Tratei de alguns � vinda para c�.
S� os melhores ser�o chamados. Quando derem por n�s, est�o mortos.
Mas o Catus Decianus saber�.
Quero que me olhe nos olhos quando o matarmos.
Pode ser.
�ptimo.
Prasutagus foi um grande rei, o maior guerreiro que eu j� vi.
Sim.
E eu amei-o todos os dias da sua vida.
Est� na altura de reduzirmos a guarni��o
e de pormos mais homens no templo. J� est�o parados h� uma semana.
- J� passou, n�o acontecer� nada. - � melhor prevenir.
- O qu�? - � melhor prevenir.
Quer que eu acredite que ela vai voltar?
N�o, ela ridicularizou-se aos olhos do seu povo.
Descanse, eles n�o v�m.
Ouviste alguma coisa?
N�o, nada.
Esta terra desgra�ada irrita-me. Est� sempre um frio de rachar...
Permitam-me que vos aque�a.
Catus, eles vieram, os icenos. Agarre numa arma!
Os romanos n�o tolerar�o tal vergonha, mesmo longe de Roma.
V�o perseguir-nos com os seus melhores soldados.
Vai demorar, mas eles vir�o.
E n�s derrot�-los-emos como ontem � noite.
Seriam demasiado fortes para n�s.
Este � o nosso lar, tudo o que somos est� aqui.
Dev�amos falar com os outros cl�s.
Boudica, o nosso inimigo agora � maior.
Ent�o a grande rainha Boudica recusa a nossa ajuda
e volta a pedi-la depois de provocar a ira do Imp�rio?
Porque haver�amos de ajudar? O problema n�o � nosso.
Os nossos povos...
...desperdi�aram muito tempo a lutar um contra o outro.
Agora temos um inimigo real, a sugar-nos, a matar-nos de fome
e a escravizar os nossos melhores jovens.
Falar � f�cil. Como os pretendes combater quando eles chegarem?
Para qu� esperar? Para qu� esperar que cheguem?
Catus fugiu para Camulodunum, atacamo-lo l�.
Camulodunum n�o � um campo. � uma cidade com casas, ruas...
E um tempo ao falso deus Claudius,
constru�do com o sangue de escravos no nosso solo sagrado.
Tomaremos Camulodunum. Matamos os romanos, libertamos os escravos.
E depois seguimos para Londres.
L� h� muito que saquear.
Est�o do nosso lado?
- Os Brannovici juntar-se-�o a ti. - E os Segusiani tamb�m.
Sempre que fecho os olhos,
vejo o tal Catus,
a olhar os seus soldados a fazer aquilo que ele gostaria de fazer.
Quando o apanharmos,
deitem-me fogo
e depois deixem-no abra�ar-me e morrer queimado.
Minha querida.
N�o est�s destinada a morrer. Vais viver e ser feliz.
Toda essa dor e m�goa passar�o.
Mata romanos e mant�m-te viva. Mostra-lhes que n�o te podem magoar.
Mas eu estou magoada, Siora.
Magior?
Vais ter uma vida longa, Isolda,
vais ter filhos
que te dar�o muitas alegrias.
Tudo isto est� predestinado.
E eu?
Tamb�m terei filhos e uma vida longa?
Esse conhecimento est� oculto.
Anda c�.
O Magior n�o sabe tudo.
Ningu�m sabe.
O melhor que podemos fazer � viver cada momento ao m�ximo.
Entendes?
Sim.
Ent�o...
Vai procurar o Connach.
E prepara-te para combater.
Romanos, est�o condenados!
Despertaram a raiva terr�vel dos nossos deuses e antepassados
e eles n�o ter�o miseric�rdia alguma.
Esmagaremos os vossos ossos na terra que profanaram.
Cortar-vos-emos as veias e veremos o sangue jorrar delas
e pingar sobre o nosso solo!
Engolir-vos-emos
e os nossos rebentos fortes e verdes nascer�o
no vosso lugar.
Vejam os vossos deuses tremer e tombar
perante a ira de Boudica!
Rid�culo.
Manter posi��es!
Manter posi��es.
Manter posi��es!
Manter posi��es.
Outra vez estas malditas crian�as!
Por favor! Por favor!
Por favor!
Boudica.
Todos eles?
Todos eles.
Majestade, Suetonius chegou.
Finalmente.
Majestade Imperial.
Mas que raio se passa na Bretanha?
Boudica tomou Camulodunum,
chacinou toda a comunidade de expatriados
e libertou os escravos, cuja maioria se juntou ao seu ex�rcito.
Tamb�m juntou sob a sua lideran�a todos os cl�s oponentes,
por isso, dividir e governar ter� de ser adiado, por enquanto.
- Ela deve ser uma mulher a tanto. - Compreendo.
E onde estavas tu enquanto isto acontecia?
Em Anglesey, por ordem sua, se bem se lembra,
para matar os druidas e os seus seguidores.
- E conseguiste esse prop�sito? - Sim, mas com dificuldade.
Com dificuldade?
Um bando de sacerdotes bret�es loucos?
O problema � a loucura, n�o v�em quando est�o derrotados.
Foi como ter de matar cada um deles duas vezes. Mas est� feito.
E agora?
- Tens sugest�es? - Mande retirar da Bretanha.
Deixe-a para Boudica. Afinal, o que � aquilo?
Uma pequena ilha, fria e h�mida. O seu povo sempre foi conflituoso
e agora, com Boudica a encabe��-lo, est� dez vezes pior. Deixe-lha.
Podemos fazer melhor em �frica gastando uma quantia id�ntica.
� essa a minha opini�o.
� essa a tua opini�o?
Queres saber o que eu penso da tua opini�o?
Acho que n�o vale nada!
Quando pedimos a um soldado que pense, ouvimos baboseiras!
J� pensaste que se deixarmos a Bretanha para os bret�es,
estaremos a anunciar ao mundo que Roma est� a perder for�a?
N�o tarda, qualquer bandidinho do Norte vai tentar a sua sorte.
Quando dermos por n�s, eu serei...
...serei apenas...
Escuta, quero que v�s at� l� e que acabes com essa rebeli�o.
Traz essa cabra ruiva contigo
para que seja exibida pelas ruas de Roma,
morta ou viva.
- Fiz-me entender? - Admiravelmente bem, Majestade.
- �ptimo. D�s conta do recado? - Teremos de abdicar de Londres.
- Lindo, ela vai ficar cheia de medo. - Vai dar-lhe confian�a em excesso.
N�o temos como combat�-la nas ruas.
Tenho de a defrontar numa plan�cie, numa batalha de infantaria.
Terei de usar as melhores legi�es e haver� muitas baixas.
Na minha opini�o, um n�vel inaceit�vel de baixas.
O ex�rcito romano n�o ser� o mesmo e j� est� muito espalhado.
Mas se acha que vale a pena, acho que posso prometer uma vit�ria.
Obrigado. Era isso que queria ouvir.
Agora, vai at� l� e desfaz essa cabra em bocados.
Todos os homens morrem, Isolda.
E as mulheres tamb�m.
As nossas vidas terminam num momento.
Como uma ave que sai da escurid�o e entra num espa�o claro,
pleno de luz e sons e regozijo.
Depois, volta a sair para a escurid�o da eternidade.
Mas, durante esse momento, podemos fazer coisas grandiosas.
Podemos deixar a nossa marca na Hist�ria.
E, por todos os deuses, � isso o que faremos!
Ele foi-se embora.
Suetonius foi-se embora, deixou Londres.
� nossa, podemos saque�-la.
- Para onde foi ele? - Para norte.
N�o abdicaria de uma cidade a troco de nada.
Se vai para norte, vai reunir-se com outras legi�es.
Temos de apanh�-lo antes que se fortale�a.
Calma, Boudica.
Como a tua filha disse, Londres est� � nossa disposi��o.
Uma cidade rica: Comida, mulheres, ouro.
Estes homens esperaram muito por isso. Vamos para Londres.
Submeteste-te � minha lideran�a, Arcon. Aceita a minha decis�o.
Para ser sincero,
estou farto das tuas decis�es e da tua lideran�a.
Os Brannovici seguem para Londres
e os icenos podem ficar connosco ou seguir para onde quiserem.
Seu ignorante, ser� que n�o entendes?
Larga-me! Sabes que tenho raz�o!
A cada dia perdido, Suetonius fica mais forte. Diz-lhes isso.
Eles n�o ir�o. Os que se juntaram a n�s querem provar a vit�ria.
E precisamos de comer.
Boudica, se os contrariares agora, vais perd�-los.
Tomamos Londres e deitamos-lhe fogo.
Depois tomamos Suetonius e deitamos-lhe fogo da mesma forma.
� isto que d�
quando os meninos deixam de dar ouvidos �s m�es.
O Imp�rio est� a cair aos bocados.
Ela ridicularizou-te.
Primeiro, tomou Camulodunum e depois Londres.
E agora Verulamium. Quando � que isto vai acabar?
At� Suetonius anda a fugir.
Diga, m�e.
E tu metes-te na cama com a perdida da tua mulher...
Nero...
Quer mais, m�e?
N�o? Felizmente.
Em paz, finalmente.
Vamos defront�-la aqui.
� aqui que o Imp�rio romano se manter� ou cair�.
Que forma primitiva de resolver disputas. Tanta chacina.
Pod�amos tirar � sorte e ir para casa.
Ent�o, estar�amos desempregados.
N�o faria mal. Gostava de aprender a construir uma parede direita.
Olha para eles. Travam esta guerra para salvar o seu povo,
para manter o direito � sua terra e para preservarem a sua religi�o.
E n�s travamos esta guerra porque estamos aqui
e � nosso dever...
� uma quest�o de brio profissional.
N�o basta.
- Bem, eu vou dormir. - Boa noite.
E uma vit�ria gloriosa para o Imperador amanh�.
Sim.
Os guerreiros est�o motivados.
Esperam muito tempo por isto,
pela grande batalha.
O que vamos fazer assim que isto terminar?
Gostava de saber como � viver em paz.
Nem sequer guerrear com cl�s vizinhos? Fic�vamos gordos.
H� coisas piores do que isso.
Eu olho para as minhas filhas.
A Siora, que s� pensa em matar e a Isola...
Est� magoada e culpa-me por isso.
Sinto-me muito mal quando olho para ela, Dervalloc.
Vem.
Fizeste coisas grandiosas. As tuas filhas deviam estar orgulhosas.
Tu vives a vida que tens dentro de ti.
Depois de amanh�, quando os derrotarmos...
- Vais ficar aqui? - Para viver como um agricultor?
Para plantar couves e falar dos dias de gl�ria?
Para ser meu amante.
- N�o lutaremos mais? - Talvez.
N�o seria eu.
J� deduzia que dirias isso.
Ent�o, o que vais fazer?
Vou voltar para a G�lia matar romanos at� que um deles me mate.
� uma boa vida e tamb�m ser� uma boa morte.
Vem comigo.
Esta pode ser a nossa �ltima noite juntos.
Sim, como todas as noites.
Vamos fazer com que seja boa.
Meus bravos guerreiros!
Hoje enfrentamos um poderoso ex�rcito romano.
Eles s�o fortes.
Mas n�s somos mais.
As suas armas e riqueza nos os proteger�o.
N�o est�o � altura dos nossos cora��es destemidos,
da nossa coragem,
da nossa paix�o.
E jamais estar�o.
Voc�s podem morrer hoje, tal como eu,
mas f�-lo-emos de bom grado.
E se um romano vos trespassar com uma espada,
olhem-no nos olhos e riam-se!
Ele jamais vos conseguir� matar!
Derramem uma gota de sangue nesta terra e viver�o aqui para sempre.
Aqui, com os vossos antepassados, como uma liga��o ao passado.
E com as vossas crian�as como uma liga��o ao futuro.
Fazemos parte uns dos outros.
Sempre. Eternamente.
N�o podemos perder!
Teremos a nossa...
...vit�ria!
Voc�s s�o os melhores soldados do mundo.
T�m o melhor treino, as melhores armaduras
e as melhores armas.
A derrota � literalmente imposs�vel. Garanto-vos.
Hoje n�o vai ser f�cil,
eles v�o lutar at� � morte.
Mas quem morrer� ser�o eles e n�o n�s.
- Coragem e valor! - Coragem e valor!
N�o se preocupe, m�e, estou pronta.
Lembra-te do que Magior disse: Vais viver muito, amar�s novamente.
Vais ter muitos filhos, vais ser uma rainha.
Estou contente por estar aqui. Vai ver como eu luto.
Terei uma morte de guerreira e unir-me-ei ao meu amor.
Morte ao inimigo!
Agora!
E agora.
E agora.
Isolda!
Isolda!
Boudica, temos de sair e de nos reagrupar!
O meu cavalo.
Boudica,
chamo-me Gaius Suetonius Paulinius e comando o ex�rcito romano.
Lutou bravamente, mas n�o conseguir� ganhar a batalha.
Estou disposto a aceitar a sua rendi��o para evitar mais mortes.
As suas terras ser�o confiscadas, obviamente.
Eu garantiria a sua seguran�a, bem como a dos seus guerreiros,
mas, infelizmente, isso depende do capricho,
dos desejos do Imperador de Roma.
Julgava que eu aceitaria essas condi��es?
N�o, mas quis dar-lhe essa hip�tese
e saudar um advers�rio valoroso.
Se dependesse de mim, n�o estar�amos aqui.
Salve.
Levanta-te.
Levanta-te.
Levanta-te.
Vem.
Os deuses t�m uma miss�o para ti.
Este foi o in�cio da sua hist�ria, de Isolda,
a minha filha.
E ningu�m a conhecer�,
porque n�s n�o escrevemos as nossas hist�rias.
N�s as vivemos.
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