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Zulu
H� muitos e muitos anos,
com a dureza da pedra s�lex, respirando o plasma encharcado,
um cora��o humano nasceu.
E come�ou a bater.
Subindo, descendo.
Sua armadura era feita de carne teut�nica pura.
Subindo, descendo.
Foi sufocado por sulfatos.
Subindo, descendo.
As plaquetas estavam com falta de oxig�nio.
N�s, plaquetas, pedimos oxig�nio e que diminua a velocidade do tempo!
TAINTED HORSEPLAY
Nossa, qual deles esqueceu de desligar a TV dessa vez?
Quem vai pagar por tudo isso?
Quem sempre se preocupa pela coisa ficar ligada � noite?
Sr. gerente, o que est� fazendo aqui?
Checando a pontualidade dos funcion�rios.
Todos aqui n�o concordaram em aumentar seus esfor�os?
O que voc� vai me dizer?
Bem, o que eu deveria dizer?
Tive dores ontem � noite e agora dormi demais.
N�o vejo porn�. Diferente de certas pessoas.
S�rio?
Que tipo de homem voc� pensa que eu sou?
Dizem que voc� � um grande ca�ador de saias.
- Eu? Quem diz isso? - Algu�m que vive...
Sra. Ma�t�lkov�, pense bem, quem te disse?
Vamos, isso � importante!
Algu�m importante?
Est�o fofocando. A �gua est� correndo.
Algu�m importante...?
Algu�m importante...?
Poderia ser algu�m importante?
Algu�m importante ou...
Algu�m importante?
Isso poderia significar um bom neg�cio.
Sra. Ma�t�lkov�,
Sabe, por uma cal�nia assim...
voc� poderia ser... presa!
Hoje em dia?
Certo, vamos admitir que hoje em dia n�o.
Mas no passado... sim.
Cara, veja isso. Ainda est� aqui, Sra. Ma�t�lkov�?
Estou indo embora.
Levantou cedo hoje.
Voc� est� meio p�lido. Como ap�s uma noite sem dormir.
Levante!
Eu disse pra levantar!
Ei, maestro! Mexa-se!
Porra, eu me sujei.
Agora, vamos!
- Convite para festa de formatura. - Onde estava?
- N�s vamos? - N�o sei, voc� n�o estudou...
Voc� prometeu carona para o trabalho.
N�o tenho tempo agora. Preciso me barbear...
Ent�o vamos l�, mo�a.
Se n�o funciona do jeito delicado, ter� que ser do malvado.
Agora...
Pronto.
Tire os p�s.
Ent�o vamos para a festa?
N�o tenho certeza. Como eu disse, voc� n�o estudou.
Promessas s�o erros.
Nossa, isso est� igual a casamento...
Outra coisa que voc� me prometeu.
Certo, mo�a.
Eu n�o vou � festa, de todo modo.
Jure...
pelo nosso amor.
Eu juro pelo nosso amor...
isso est� batendo apenas por voc�.
- Pelo nosso beb� n�o? - Nosso beb�?
O que quer dizer?
Nada.
Nada mesmo.
Voc� n�o vai me dar carona.
Ent�o tchau.
Merda.
Sempre tem alguma preocupa��o.
Bom final da tarde, Sr. Dedek.
Quando aprender� a chegar na hora do trabalho?
Desculpe, eu tamb�m me pergunto.
Ah, voc� se pergunta.
Teremos uma conversa sobre isso.
N�o entre, trabalhando para o diretor.
- Oi. - Oi.
Eu trouxe trabalho para voc�.
- Aquelas ovelhas perdidas? - Sim. E Hlav�cek quer logo.
- Quer caf�? - Sim.
O que est� fazendo?
Cortando fatias macro biologicamente.
- E �gua mineral, se estiver fria. - Eu s� tenho sif�es aqui.
Ao menos alguma coisa. A �gua � terr�vel mesmo.
Mas cuidado, bolhas tamb�m s�o insalubres.
E da�? Est� cientificamente provado que morreremos.
Olhar para voc�
Para voc� eu vou olhar
O que isso me lembra? Isso, talvez?
Aqui est� sua bebida. Pedi para buscarem �gua mineral.
Bem, tudo est� preparado de forma meio desajeitada,
- Mas ainda parece "VPN". - Ah, sim.
A novata trabalhou nisso. Ela n�o � habilidosa ainda.
Diga...
Hoje preciso sair mais cedo.
Voc� n�o pode, tem que controlar os fones.
- Droga. - Como est�o?
Eu trouxe a �gua mineral. Onde devo colocar?
Coloque... como se chama?
Coloque... eu n�o... Num lugar que...
Como se chama? Bem, coloque num lugar...
Voc� pode ir. Vou arrumar aqui de algum jeito.
Jirina.
- Quero beber. - Pegue isso.
Isso n�o.
Mais duas Becherovkas, por favor.
Quero dan�ar.
Vamos.
- Vamos dan�ar? - Sim.
Isso � �timo, n�o?
- Obrigado. - Por favor.
- Voc� fala alem�o? - Claro. Falo sim.
N�s conhecemos quase todos que falam alem�o.
- Sim. - Sim, �timo.
"Tempestade e �mpeto", n�o?
"Poesia e Verdade", meu amor.
"Poesia e Verdade".
Espere. Aonde vai?
- Para onde Pepe nos convidar� agora? - Estou falido, senhoras.
O que voc� faz aqui, rapaz?
- Fazia tempo que eu n�o te via. - Pois �, bastante tempo.
Este � meu amigo Pupi.
- Veja, t�m estrangeiros aqui. - Do oeste.
De onde mais seria, tonta?
Belo rapaz, n�o?
Com licen�a.
- Cuidado, Jirina est� te olhando. - Cara, � melhor abaixarmos.
Voc� � um cara bem engra�ado.
- Fale alem�o, tenho 3 garotas aqui. - �timo.
Bem, garotas, vamos. Eu tenho...
- Bem-vindas! - Eu vos apresento o Sr. Dedek.
- Horst Bucholz. - Essa � a Maru�ka.
- Katerina. - Boa noite, meu nome � Horst Bucholz.
Onde est�o as garotas alem�s?
Mas isso � uma bela surpresa!
Ent�o posso convidar a todos para minha mesa?
Ent�o vamos.
Pupi!
Pupi, espere.
Hoje a noite est� um clima t�o bom, n�o �? Caramba!
Vamos, onde voc� est�?
Herr Franc est� aqui? Tem uma "separ�" pronta para ele.
"Separ�", para mim?
- Temos que ir. - "Separ�."
Mas r�pido, n�o conseguimos entender nada.
N�o importa, vamos nos fazer entender, n�o �?
- Um brinde! - Um brinde!
Vamos!
O que est� esperando? Cai fora!
Sa�de.
- Hora de saborear o vinho! - Um brinde!
- Achei muito bom. - Eu tamb�m.
Eu estou bem feliz.
Eu tamb�m.
Obrigado. Como � em tcheco?
"Dekuju".
"De-ku-ju."
Isto � uma "lampe".
Como � em tcheco?
Bem, lampa.
Lampa.
E isto � um "luster". Como � em tcheco?
"Luster" tamb�m.
"Luster" tamb�m.
E isso � um "�tokrdle."
Como � em tcheco?
"�tokrdle" tamb�m.
"�tokrdle" tamb�m.
Crucifixo!
Isto n�o � um crucifixo.
- Vai ficar manchado. - Isso n�o � uma mancha.
Mas isso s�o peitos!
"Peitos"? Voc� fala tcheco?
O que voc� esperava? Sou um puro e c�ndido tcheco.
Seu trapaceiro!
J� acabaram?
Cara, n�o tinha ideia de que "para frente" em alem�o � �vorw�rts�.
Eu usei isso nele, cara.
- Meu sangue. Pupi, prejudicado... - Sil�ncio!
A vida � t�o bonita, n�o?
Hoje � noite e amanh� s�o as f�rias da tia em Leipzig.
E do nosso velhaco da cidade de Karl-Marx.
"Mon cheri..."
Sinto muito, mesmo.
- D�i? - N�o, tudo bem.
�gua. Preciso ir buscar �gua. Volto j�.
Sentar e esperar.
Sentem e esperem. Volto j�. Vou buscar �gua.
Ele deve estar indo ao banheiro.
Veja, a� est� o Net�k.
- Quem? - Um professor doido.
Um imbecil fenomenal.
- Ele est� vindo para c�. - Com toda a fam�lia dele.
O que vamos fazer?
- Vamos ignorar. - Claro.
Que impertin�ncia!
V�lov�, Pribylov�, a terceira eu n�o conhe�o.
O que fazem em nossa mesa? Bebendo nosso vinho!
Ouvindo o rel�gio da torre
N�o damos a m�nima
E os camaradas bebem, bebem e bebem
Beber... nada a perder
Venha, me fa�a desaparecer
Beba mais para ficar em paz
Ei! Preencha seu amor
- O que houve? - Tem uma inspe��o aqui.
- Isso � tudo? - Sim.
- O que tem nessas caixas? - Frango tamb�m.
Vamos olhar mais tarde.
- E onde fica o dep�sito? - L� atr�s. Onde mais seria?
O que voc� est� fazendo?
Venha, me ajude.
Se voc� me tocar...!
Estou de saco cheio!
N�o vou ser feito de idiota!
- Tire a m�o! - Peguem isso imediatamente.
Tragam as coisas de dentro do carro.
Tem um excedente de 55 kg.
N�o est� errado.
Eu contei tr�s vezes.
Sra. gerente, pare, est� bem?
Um cara t�o jovem.
Esperava-se que voc� fosse compreensivo.
Mas eu te entendo, n�o se preocupe.
Mas voc� tem que me entender tamb�m.
Ent�o isso acaba aqui.
Na porta ao lado, est� tudo escrito.
Acha que ele notou? Droga!
Vamos ter que dar outra para ele.
Espere.
Ah, o que � isso?
- Seu casaco est� todo sujo. - N�o se preocupe.
Posso? Vou limpar.
- N�o precisa. - Eu tenho um produto aqui.
Certo, obrigado.
- � melhor colocar duas. - Mas a� ele ter� tr�s.
Vou pegar uma dele.
Com licen�a.
N�o fique aqui. O frango vai desaparecer antes de eu sair.
Claro...
Sra. gerente!
Venha aqui. Me d� sua assinatura.
Voc� pagar� juros por essas contas.
E sobre o frango...
Espero que voc� n�o me cause problemas.
Vamos ver, assine aqui.
Ah, esse maldito trabalho!
- Ent�o podemos ir? - Claro.
Simultaneamente, as despesas de forragem foram observadas...
- Pegou? - Um minuto.
Est� t�o quente aqui...
�para a produ��o�
de um ovo.
- De qu�? - Ovo.
Ou, conforme o caso...
de um quilo
de material de ovo.
N�o entre. Trabalhando para o diretor.
- Tsch�ss! - Oi, o que te traz aqui?
- Fique tranquilo. O que est� escrevendo? - Uma disserta��o.
N�o est� com isso h� muito tempo?
Mas isso � para a filha do diretor, entendeu?
- Hanicka, pode nos fazer um caf�? - Claro.
- � ela? Bela garota. - Ei, cuidado, viu?
Merda, onde a bruxa poderia ter colocado?
- Por que est� t�o nervoso? - Fiz um truque com chiclete.
Parece que n�o funcionou.
Ent�o eu vou ter que fazer com mil.
- Quanto ganha nesse trabalho? - Vamos, � para o diretor.
Ent�o eu jogaria fora.
Bem, rapaz, s�o os nossos tempos.
Antes eu queria trabalhar por conta pr�pria, mas tanto faz.
Isso ajudar� a garota a aguentar. E a mim tamb�m.
- Tem um cigarro? - Sim.
- Ah, veja isso. - Veja!
� isso!
Uma... e outra... A honestidade paga bem.
A sede � enorme
A sede � enorme, minha vida est� se esvaindo, deixe-me sonhar acordado.
Ou�a os rouxin�is, cante com eles e beba
"Merci."
Est� muito salgada.
- � sua primeira vez aqui, n�o? - J� nos encontramos antes?
Eu te conheci quando crian�a. Voc� � minha estrela. Acredita em mim?
- Eu n�o sou t�o velha. - Ent�o n�o acredita?
Vou te mostrar uma coisa.
Vamos, n�o � longe.
Voc� fala franc�s?
Essa sou eu?
Sim, � voc�.
Essa n�o sou eu.
De jeito nenhum, n�o sou eu.
- Com certeza � voc�. - N�o �.
Olhe bem.
- N�o sou eu. - Olhe direito!
Assim?
Assim?
N�o sou eu mesmo.
O que voc� acha?
Assim � um pouco parecida.
Eu vou te mostrar... porque sentar assim...
N�o seria completamente eu, n�o �?
Para peg�-lo, ele n�o deve mostrar interesse.
A presa vai se deixar levar.
N�o deve mostrar interesse.
� isso.
A presa vai se deixar levar.
Em breve darei uma chance para isso.
Tem alguma coisa para voc�. Datas gratuitas no grande sal�o.
Coloque aqui.
Voc� est� bravo?
N�o.
Por causa de ontem?
Por que eu n�o dancei com voc�?
O que est� escrevendo?
Nada para voc�.
Vamos...
- Ent�o Franti�ek est� bravo... - Me deixe em paz.
Bem, antes que mude de ideia,
voc� pode me convidar hoje � noite.
Infelizmente n�o posso.
Quem quer arranja um jeito.
Est� calor, n�o est�?
Chega! Eu vou para casa.
Eu vou para casa!
Voc� n�o vai me encontrar aqui.
- Camarada diretor, como vai? - Aonde...
- Aonde voc� vai? - A lugar nenhum.
- Digo, vou buscar uns p�steres. - Bem, v� em frente.
Quando voltar, venha falar comigo.
- Sabe por que estou aqui? - Por causa das malditas cadeiras?
Isso tamb�m, mas principalmente por causa da apresenta��o daqueles�
m�sicos e cantores sujos.
Acorde! Voc� conhece a situa��o.
Houve at� uma consulta no departamento cultural.
E tudo isso tem a ver com voc�.
- Voc� � o respons�vel. - Esses garotos t�m valor.
N�o quero saber do seu valor.
Em primeiro lugar, � um clube para jovens.
Suas opini�es ainda est�o se formando.
N�o podemos tocar uma m�sica t�o suja para eles.
N�o entende o que isso pode causar?
Fique contente por ter sido resolvido assim, sem mais san��es.
- Inferno, assim como? - Fique calmo, sente-se.
Ser� apenas cancelado, nada mais.
O lugar ser� usado como um centro de campanha. � isso.
Talvez voc� possa tocar l� de vez em quando.
O que � isso aqui? Me mostre.
- � s�... - S� o qu�?
- uma performance que estamos criando. - Espere.
"Mais e mais pessoas entram."
A� est�. � bom. Bom come�o.
"Mais e mais pessoas saem."
Saem? Deus, de onde?
- De qualquer lugar. - Espere.
"N�o saia depois do sinal."
Ah, "do metr�", voc� deveria ter dito. Ent�o n�o est� errado.
"N�o saia." Est� claro como o dia.
"N�o saia e corra para deixar a porta livre."
"Ele n�o p�de ver o retrovisor. N�o conseguiu."
"Ele desmoronou a caminho de nosso tempo."
Espere. "Desmoronou a caminho de nosso tempo."
O que significa isso?
- Bem... - O qu�?
Nada, n�o sei...
- N�o p�de mais aguentar. - Quem n�o p�de?
De quem est� falando, camarada?
De ningu�m, n�o sei.
N�o sabe! N�o sabe, mas mesmo assim, escreve.
Escreve sem saber que tudo precisa de uma base ideol�gica clara.
O que h� de errado com seu c�rebro, filhinho?
N�s tamb�m faz�amos pe�as teatrais, e que pe�as!
Escolh�amos boas pe�as para as pessoas rirem,
n�o para desmoronarem a caminho de nosso tempo.
Aqui, isso tem que sumir...
- Agora, assim. - Queremos dizer outra coisa.
Outra! Todos devem pensar em outra coisa.
Todos devem pensar da mesma forma... em outra coisa.
E n�o esse: "Esses dias n�o diferem mais do que os ovos."
O qu�? O pensamento deve ser claro e compreens�vel para todos.
O qu�? O pensamento deve ser claro e compreens�vel para todos.
N�o riam, senhores. Eu defendo a revolu��o
Mas ningu�m se oferece para execut�-la.
Esse � o principal dilema da revolu��o cient�fica.
- 3, 2, 1! - 3, 2, 1!
Mais e mais carros aleg�ricos aparecem.
- Todos perguntam... - O que vai ser? Vodca?
O que vai ser, urso polar?
Esperem, senhores. Conhecem esse aqui?
L�. A paralisia geral prossegue.
Se n�o aguenta, n�o beba.
Chocolate Betty e seu conjunto entram.
- Aqui. - Quer uma delas, Franti�ek?
Eu?
Tem certeza?
N�o se preocupe, ficar� tudo bem.
- Tem algum dinheiro? - Por qu�?
Para qu�? Para o banheiro.
Depressa.
- Nossa, voc� � t�o lento, me d�! - Espere.
Certo.
- Me avisa se algu�m for embora? - O qu�?
- Me avise se algu�m for embora. - Vou cuidar disso.
- Franti�kek! - Aqui est� ele.
Voc� est� aqui?
Por que voc� n�o estava no banquete ontem � noite?
Eu acho que � muito quadrado para mim...
Voc� cometeu um erro.
Podia ter feito contatos com pessoas muito importantes...
N�o subestime isso. Embora eu admita que isso aqui � muito menos chato.
Ah, at� brasileiros s�o permitidos?
Isso � simplesmente terr�vel.
Eu te digo, � muito divertido assistir pessoas se divertirem.
- Vamos, sim? Se apresse. - Com quem est� falando?
- Com voc� mesmo, idiota. - Eu imploro seu perd�o.
� prefer�vel n�o responder a esse lixo, Sr. Diretor.
- Que porra � essa? - Voc� vai me deixar ir, porra?!
Nelly, venha aqui. �Digima lezina veroni.�
Bar�o cigano, sou eu
Toda garota cigana me conhece...
Onde est� Janinka? Estou loucamente apaixonado
Venham todos aqui, vamos tomar caf�.
- Por favor, senhor bar�o. - Estou apaixonado...
- Essa coisa vai desmoronar. - Janicka!
Pegue a estrada.
E agora, senhores? Vamos para o nosso lugar.
- Vou dormir um pouco. - Vou ganhar a vida.
Eu estou indo para o escrit�rio. Preciso pegar alguns cartazes l�.
Eu tenho que ir l� tamb�m. Preciso pegar uma coisa l�.
Sim, pegue algo l�, que gentileza sua.
- Gentil da parte dele, n�o �? - N�o se esque�a, corajoso e duro.
Para a senhora do 360. �gua mineral com gelo.
- Suba na mesa. - Como? Onde?
- � perigoso. - Suba em mim.
- N�o � assim, do outro jeito. - Assim?
Estou com medo.
Estou com medo!
"Bob Saint-Clar fugia das m�os de Karpov com passos felinos
"e ent�o ele a despiu, corajoso e duro."
Ei!
Com licen�a, eu precisava...
- N�o tenho certeza� - Tire isso, vamos l�.
Aqui est� meu casaco.
Eu sabia que era voc�.
Ontem.
Bravo.
Continue.
Bem...
Continue.
Continue, esportista!
Vamos!
Cai fora, desgra�ado!
Ei, cad� voc�?
Maldito...
Onde est�, cara? O casaco!
Eu vou te matar!
Vamos puxar nossa m�sica
Nossa bandeira vai tremular para sempre
Urra! Urra! Urra!
Meu amor, � uma gota de orvalho num bot�o de flor
Meu amor, � um presente de casamento dos elfos da floresta.
- Meu amor... - O que houve com voc�, cretino?
� onde voc� quebra o pesco�o que eu tirei meu chap�u.
Deus, onde est�o seus �culos? Aqueles lindos �culos de sol?
Verdade. N�o s�o importantes pra caramba?
N�o pode ver que o reflexo do brilho infravermelho
por cima da camada de neve
� t�o perigoso para os olhos como
uma janela aberta em janeiro para um paciente com bronquite?!
Cale a boca, seu demente.
- Quantos cavalos t�m? - Divida seus cascos por quatro.
Um casco aqui, um casco ali...
O segundo dia passou pela nona vez.
Casco ali... Casco aqui.
Os reflexos do espelho queimam no sol.
Meu cora��o bate no corpo�
...E a noite se levanta... ...Minha fronte na linha...
...E o comando: castelo... ...Meu comando: dire��o.
Esqueci a nona coisa no segundo dia. Do mato ele ouve um som forte
Os cascos bateram sem raz�o.
Um casco aqui, um casco ali.
- Os c�mbalos tocam... - No grotesco da noite...
S� os timbales bradam sobre a minha morte!
- Aqui estamos, idiotas. - Saia, esta��o final!
Olha, nosso salame foi comido.
N�s nunca vamos tirar isso daqui.
Vejam! Televis�o checoslovaca.
L�, artiod�tilos.
Casco aqui,
casco ali, idiotas.
Lutando pelo caminho ao redor do Riacho Cotter...
a� vem Flori�n Targonelli.
O bon� refor�a a mente, pulando de alegria.
Os cascos bateram sem raz�o.
Caramba, rapazes!
Belos cavalos.
Belos sim, mas nunca fique atr�s deles.
N�o se preocupe, os animais me adoram.
Nossa, que tipo de porcos voc� tem?
Para a sua alegria: um pequeno desconforto.
E eu caio ofuscado por seu negrume.
Bem, querido p�blico,
um casco aqui, um casco ali...
n�o paga bem.
Picos e vales, floresta negra
Picos e vales, floresta negra
Eu ainda n�o vi minha boneca hoje
Eu n�o vi minha...
Tem uma boneca!
Vamos, mexa-se! Voc� consegue!
Agora vamos! Vamos!
Vamos, s� mais um pouco!
- Mexa-se! - Hop, hop, hop...
- Eu reservo as pescadoras de esquis. - Eu reservo as "Rosignoles."
- Eu reservo as "Bohemias". - Dedek, l� vai uma "Bohemia."
Mexa-se, vamos!
Vamos, restam 5 segundos... Eu acho.
Mexa-se!
N�o podemos continuar assim, rapazes. Vamos entrar em a��o.
Isso � "A��o Z". Consertando a cerca.
Mexa-se!
Ah, entendo...
Veja, l� vem ela.
A� vem a primeira, uma "mo�a-pescadora-da-neve".
Mexa-se!
Vamos, r�pido!
Ei, minha querida est� chegando.
R�pido, Dedek.
Antes que a pr�xima chegue.
Vamos. Devemos arrumar isso agora.
- Cuidado! - N�o � nada s�rio, mocinha.
Vai ficar tudo bem.
- Cara, voc� ficou louco? - Nada vai dar certo!
Est� tudo estragado, arruinado!
- � tarde demais para tudo. - Isso � s� impress�o.
O sol vai nascer novamente.
D� uma olhada para mim. Vamos l�, d� um sorriso.
Pronto, agora sim, � voc�.
A� vem o Fernet.
Vamos dan�ar?
Pe�a algo para mim Eu vou tentar com a Petra.
Quer dan�ar?
Pare!
O que est� fazendo? A comida dele vai esfriar.
Seu corno castrado! Verme sem c�rebro!
Babaca!
Bando de desgra�ados!
O que foi?
Pepe, abra!
Pepe, seja razo�vel!
Eles est�o s� fingindo. Est� tudo combinado.
Pepe, por favor!
Me deixe em paz! Eu sou um inv�lido!
- Me deixe em paz. - Melhorem, diletantes!
Seus cornos!
Isso terminar� logo. Vamos nos esconder enquanto isso. Cubra seus ouvidos.
Pare, idiota!
Me deixem em paz, babacas!
- N�o aguento isso... - O qu�? � s� atua��o.
- Eu tenho que abrir. - Venha para a cama.
N�o.
- Veja, uma pobre atua��o. - Eu vou abrir.
Por que tem que fazer isso?
Fique aqui.
Droga!
Ele est� sangrando!
Que mau gosto. Cad� o Dedek com o ketchup?
- Ele n�o se parece com voc�? - Qual deles?
- Por qu�? O de vermelho? - Parece um pouco com voc�.
- Dificilmente. - Cara, que express�o!
- Mas ele se parece mesmo com voc�. - Voc� acha?
- Claro, seu irm�o na Am�rica. - Voc� � um cara engra�ado, n�o?
- Petru�ka, tamb�m fazemos teatro amador. - Voc� disse "n�s"?
- Especialmente Franta, quero dizer. - Assim � melhor.
E quando � a sua estreia?
Ainda n�o tenho certeza de quando estar� terminado.
Voc�s mesmos inventam isso?
N�s, realmente.
E ent�o Franti�ek escreve em seu escrit�rio, n�o �?
Naturalmente com pena de pav�o.
Ai, seu imbecil.
Isso � "teatro de autor", entende?
Um tipo de hip�rbole,
de par�bola...
Algo totalmente novo.
Algo irreal, algo inimit�vel,
exagero, gag, s�tira...
Algo tipo... experimental.
Algo totalmente novo.
Ah, a liberdade.
A liberdade.
O al�vio.
Um teatro totalmente novo.
Jesus, estou ouvindo alguma coisa. Espere!
Meu pai! Virgem Maria!
- Seu pai, s�rio? - Vamos, se vista.
Se esconda, n�o podemos ser encontrados aqui assim.
- Ainda est� acordada? - Oi.
Adivinha o que eu trouxe para voc�.
Um pouco de cera, viu? Para o seu esqui.
H� algo de errado?
- Como vai? - O que est�o fazendo aqui?
- Um amigo veio assistir cassete. - Cassete porra nenhuma!
E ela vai pegar um chal� de seu pai...
Poderia ser vendido por uns 150 ou 200 mil, mesmo com um galinheiro.
- Voc� � um babaca. - Ela n�o � boba o bastante para vir.
E a Jirina?
Tanto faz. Ele vai coloc�-la com essa gata na mesma cama.
Vamos esperar s� mais 10 minutos, ent�o iremos l�.
Voc� vai se arrepender um dia,
- quando conhecer a vida. - Cale a boca!
- Droga� - Tente a campainha, frango.
N�o vou conseguir ver a s�rie aqui.
Na pior das hip�teses, ser� atacado por um peda�o de cera.
Cai fora da campainha, cara!
Ningu�m me diz o que fazer!
Farei o que eu quiser!
Bem, um pouco de p�prica viria a calhar.
O que � essa coisa vermelha a�?
N�o brinque, cara. Ele est� vomitando sangue ou o qu�?
Ser� que ele � um amarelo?
Pare, seu...!
V� at� o raio-x amanh�.
Claro.
N�o coma, beba ou fume... E como o m�dico disse:
N�o esque�a a dieta.
E n�o se anime depois do primeiro sinal de al�vio.
N�o se preocupe, estou t�o doente que vou obedecer tudo. Adeus.
- Oi. - "Ciao."
Voc� j� voltou?
Que bagun�a est� aqui.
- Eu estava t�o ansiosa. - N�o diga.
- Voc� n�o estava? - Estava, mas estou doente.
Voc� n�o se importa comigo.
Nem me diz onde estava.
Voc� esteve Deus sabe onde. N�o diz nada para mim.
- Como foi? Tinha neve? - Muita neve.
Voc� poderia fazer um ch� de ervas para mim? Est� nessa bolsa.
Ent�o voc� est� doente?
Nosso Pep�cek n�o se sente bem?
Ent�o, para a cama... agora!
Vamos fazer uma pequena massagem.
- Deixe-me, por favor, estou doente. - O sorriso cura. D� um sorriso.
Quem voc� acha?
- Ele me deu esse endere�o. - O qu�?
Bem.
Ent�o, � isso.
- N�o tem ningu�m a�. - Voc� sabe onde eles est�o?
Eles foram ao dep�sito para pegar bandeiras.
Ou talvez at� o sal�o.
Sr. gerente, voc� est� a�?
Nossa, tem algu�m no corredor.
Tem um fus�vel el�trico?
- N�o v�. - Eu tenho que ir.
Precisamos de um fus�vel, os camaradas est�o l� no escuro.
O porteiro tem chaves extras. Ele poderia vir aqui.
Espere. Vou me vestir.
- Vamos... espere! - Sr. Gerente, r�pido!
- Espere aqui. - Assim?
Se esconda, eu vou trancar.
- Onde? - L�.
O que foi? Estou indo... Voltarei mais tarde.
Vamos.
Eu devo estar sonhando.
Sonhando, senhor gerente?
Voc� n�o estava dormindo, estava?
N�o, camarada gerente. Eu estava limpando aqui.
Est� uma grande bagun�a aqui.
Mas voc� encontrou a bandeira de que precisamos, n�o �?
- L� atr�s. - Estou vendo.
Eu devo pegar, camarada gerente?
Eu n�o sou t�o velho que n�o possa fazer isso sozinho, estou?
Aqui est�!
Cara, isso � engra�ado.
Caros camaradas, devemos perceber
onde estamos e
quais s�o nossos objetivos aqui.
Vejam o lema de hoje:
Devemos proteger a paz a qualquer custo.
N�o se preocupe, uma delas j� pode ter sa�do.
N�o me deixe, por favor.
- �s vezes ela � t�o m�. - N�o se preocupe.
Calma.
Cuidado.
Jirinka, n�s viemos.
Trouxe um amigo comigo.
N�o fique com raiva de mim, por favor.
Se eu soubesse...
Precisamos descansar na sala de estar, vamos l�.
Com essa gata na mesma cama...
- Aonde voc� vai? - Me solte!
- Voc� n�o vai a lugar nenhum. - Deixe-me em paz!
A lugar nenhum, eu disse!
Voc� tem que explicar isso.
Eu n�o vou explicar nada.
- Como assim, nada? - Simples assim.
- O que voc� est� pensando? - Eu n�o vou falar sobre isso.
- Voc� n�o vai falar sobre isso... - N�o vou.
Me d� as chaves!
Como voc� ousa? S�o as chaves da minha moto.
- Voc� n�o tem o direito. Solte. - As chaves�
Isso significa ela ou eu.
Fa�a o que quiser,
sua hist�rica.
Est� me chamando de hist�rica? Est� me chamando de... hist�rica?!
Isso significa... Eu vou... certo.
- Vou pegar isso. - Pegue.
- Vou pegar isso tamb�m. - Eu n�o!
Eu n�o!
Pare de trotar por a�, droga!
Ningu�m precisa ver a cena que voc� est� fazendo.
- Ningu�m precisa ver a cena! - Isso mesmo.
Voc� deveria se acalmar. J� perdeu a gra�a.
- Voc� conseguiu. - Sua vaca.
Cara, eu n�o acredito.
V� atr�s dela, por favor.
Jirina, espere! Calma!
- N�o me toque! - Por que est� assim comigo?
- Eu n�o tenho culpa. - N�o tem culpa?
- Voc� pode se machucar. - A culpa � toda sua, eu te odeio.
Voc� viu isso, ele me bateu.
E na frente daquela vadia.
Eu vou mat�-lo. Farei algo eu mesma!
Fa�a algo, boa ideia.
Caf�, por exemplo.
O caf� est� pronto.
Jesus, Hanka.
Jesus! Que horas s�o?
Jesus, Jirina�
Jesus, Hanka�
Jesus! Espere! Jesus Cristo!
Jesus Cristo! N�o se alarme.
- Hanka, por favor, n�o fique braba. - Eu n�o estou braba.
Eu posso explicar tudo.
N�o explique nada, por favor, Sr. Doutor.
N�o me chame de Sr. Doutor, nossa. Calma, por favor.
Deixe-me em paz, por favor. Tenho trabalho a fazer.
Calma, voc� vai derrubar tudo aqui.
Acho que voc� � um pouco melhor jogando xadrez.
O que voc� quer?
- Gostaria de jogar mais com voc�. - Ah, por favor!
Estou falando de xadrez.
Ah, xadrez.
Ent�o voc� quer praticar esportes.
Pratique esportes, ent�o.
Mas voc� n�o vai jogar comigo,
seu gordo!
Os v�rus giram no redemoinho da vida.
Eles giram no redemoinho de sangue.
N�s, os exclu�dos dos p�rias, acreditamos na morte.
Ah, n�o!
Eu, um linf�cito forte, liderado pelo radar do cora��o,
vim do imp�rio da angina e da aspirina
exterminar aquele inseto com asas de cromo,
para acabar com os bacilos.
Se bacilos estiverem l�, n�o mais estar�o.
Mas n�s, os v�rus, nos tornamos h�bridos, cravados no cora��o.
Ent�o uma arma vai ajudar.
Eu trago a vit�ria, atirando com as duas m�os.
- Ele mesmo escreveu isso? - E da�?
Eu n�o tinha ideia de que ele era t�o...
O qu�? Voc� n�o quer dizer potente, n�o �?
- Como foi? - Foi bom, n�o foi?
Agora, queridos amigos, quero convid�-los para um jantar de luxo.
Bem, �timo.
Se n�o fosse pelo bacilo, n�o poder�amos nem comer direito.
Petra, estou doente.
- Vamos. - N�o resista, vamos.
- Fernet est� se recuperando. - Cale a boca e v�.
- Se apresse. - Espere!
O que nosso bonit�o tem?
Fernet com vodca, um grande problema. Prepare-se
Alpes para baixo! Agora bata.
Traga para a mesa.
- Fernet. - N�o, n�o vou beber.
Por qu�? Ele n�o pode beber. Ele n�o est� bem.
Isso o deixaria doente, n�o �?
- N�o estou com vontade! - Ai!
- Sa�de, ent�o. - Sa�de.
N�o sei...
- Sa�de. - Sa�de.
Aqui est�.
O que � esse "Chateaubriand"?
Voc� sabe, Franti�ek?
Chateaubriand.
� a coisa que voc� coloca entre seus vestidos,
ent�o quando usar os vestidos,
tamb�m vai te deixar com cheiro de Chateaubriand.
Certo, para anorexia, uma dieta � o que tem de melhor.
Quer dizer, ao contr�rio, para uma dieta, anorexia � o que tem de melhor.
Sr. gar�om, vou querer cegonhas com papoula.
- Como? - Quis dizer o bife apimentado, certo?
Obrigado pela gentileza.
Eles n�o s�o engra�ados?
Eu invejo o seu teatro.
Se voc� quiser, pode tentar tamb�m.
Eu acho que voc� seria uma b�n��o.
Voc� realmente acha que eu poderia?
Voc� quer teatro, n�o �? Ent�o veja essa pe�a.
Que bela chama.
Petru�ka,
� nossa amizade.
Vamos brincar um pouco. Por que n�o?
Ele ficou louco?
- Vamos arder. - Pare com isso!
Eu n�o sou um peda�o de carne!
O cara magro est� b�bado?
Vamos todos fazer uma pe�a. O que voc�s acham?
Vamos todos incendiar o mundo!
Os primeiros atores entram, ent�o vamos l�,
Se voc�s se sentirem como em uma pe�a, vai ser legal!
Os jovens primeiro! Certo? O que foi?
Cuidado, fogo! Mas quem brinca com fogo se queima.
N�s n�o gostamos um do outro!
Eu n�o quero ver mais �lcool, uma vergonha para a sociedade.
O que quer?
Vim ver meu amigo que voc� pegou ontem � noite.
Voc� acha que pode vir aqui sempre que quiser?
Qual o nome dele?
- Josef M�lek. - M�lek. Espere.
- Obrigado. - Pegue o quepe!
- Me bata e ter� que me pegar! - Pegue, em nome da lei!
- N�o faz sentido, deixe quieto. - Est� bem.
Como eu vejo de novo e de novo, o �lcool � um mal.
Acalme-o. Esse M�lek foi levado embora
para o departamento de infec��o, ent�o n�o se preocupe e v� para casa.
Se voc� n�o quer se afundar, n�o beba mais.
Mas est� melhorando, n�o �?
Seu f�gado ainda est� aumentado,
mas parece ter se estabilizado. Voc� precisa ajudar.
Como posso?
Voc� precisa querer ficar saud�vel. Festas n�o ajudam.
- Eu tamb�m estava doente - Fico feliz em ouvir isso.
Como assim?
Voc� parece ter se recuperado.
Nossos primeiros dias no teatro. H� cerca de 13 anos.
E Pepe, quando ele foi com voc�?
Quando come�amos a estudar, acho.
Esse � o Pepe.
H� um poema que Franti�ek escreveu para isso.
"Dois idiotas atravessam o orvalho da manh�
"E o desejo jaz sobre eles..."
Por que voc� estudou veterin�ria se gostava de teatro?
- Bem, eu gostava de animais... - Foi voc� quem fez isso?
N�o, meu pai trouxe para mim. E aqui tem um pequeno.
Um tigre!
- Ou melhor, uma vaca... - Ora, � um touro.
Voc� � um touro. Isso � um boi.
Ent�o o que � isso? Conte-me.
Repita� Por que voc� estudou veterin�ria?
Bem, voc� sabe... Eu j� disse.
Eu gostava de animais, meu pai sempre me levava para o campo.
Mas quando voc� v� bem na sua sua frente, na pr�xis, entende?
� terr�vel.
E voc� tem que agir como se fosse tudo normal.
No teatro, voc� finge tamb�m, mas ao menos � divertido, entende?
Veja a TV, por exemplo.
Diverte toda a na��o.
Mas devemos deixar as pessoas brigarem entre si.
Voc� sabe, ler o relat�rio n�o � o o mesmo que ver com os pr�prios olhos.
E os meus amigos? Voc� se d� bem com eles agora?
Houve algumas discuss�es,
mas est� tudo bem agora.
No come�o foi dif�cil para a f�brica e para n�s.
� melhor n�o falar sobre isso. Mas voc� nos ajudou muito.
Agora s� precisamos produzir essas 161 garrafas.
Eu, um linf�cito...
forte... forte...
Mais uma vez, fa�a desde o come�o.
Eu, um linf�cito forte, vim...
liderado pelo radar do cora��o. De novo!
O cora��o. Voc� sabe o que �, n�o?
- Eu, um linf�cito forte, vim de... - Que tipo de vinda � essa?
Como um linf�cito anda?
- N�o sei. - Com uma espada!
Mas eu n�o tenho uma.
- Imagine. Finja que tem uma. - Com espada...
Um linf�cito forte...
- Do come�o? - N�o, continue.
Eu, um linf�cito forte, vim...
formar o imp�rio... liderado por...
Liderado pelo radar do cora��o.
- Pelo radar do cora��o... - De novo, Petru�ka.
Eu, um linf�cito forte, vim do imp�rio dos linf�citos...
Agora, quais linf�citos? "Bloqueia-Angina", n�o �?
Bloqueia-Angina.
- Sim. - O que � isso? N�o entendi.
O que voc� quer dizer? Tire o elmo e venha aqui.
Imagine que isso � uma cama
e agora voc� deve se colocar no papel, entende?
Voc� deve viver o papel.
Teatro � um trabalho dif�cil.
Voc� tem que continuar insistindo.
- O que foi agora? Voc� quer atuar? - Quero.
Voc� tem que ir mais para tr�s, n�o podemos ensaiar assim.
Imagine o ver�o, uma praia...
Est� quente, voc� tem que ir embora.
Est� perdendo a cabe�a?
N�o, estou perdendo peso.
Pepe est� rondando o lugar,
atr�s da Petra.
Petra, por favor, v�...
N�o tem ningu�m aqui...
- Oi. - Ol�, tabeli�o.
- Que festa � essa? - Um noivado.
- Jana vai se casar com o diretor. - Onde est� a Petra?
No trabalho. Onde mais?
Est� com ci�me?
Est�o dando uma festa tamb�m, meninos?
O que voc� tem?
N�o seja malvado por minha causa.
O que foi?
Primeiro, queria te designar como o pai...
Mas n�o fiz isso porque me ocorreu...
Ei, aonde voc� vai?
- Aonde ele vai? - Ent�o voc� teve algo at� com Pepe?
Ah, s� uma vez, na dan�a.
- Que dan�a? - Naquela em que os tr�s estavam.
Hum, ent�o at� com o Dedek.
O que tem demais?
Todos deveriam se divertir antes de envelhecerem.
Bem, o que acham, crian�as?
Parab�ns.
Foi de repente.
Ali�s, parab�ns a ele tamb�m, ele � candidato.
Eu?
Ah, sua mem�ria... Est� ficando pior.
�s vezes � melhor assim. N�o �, Janinka?
Passe por aqui qualquer hora. Somos como uma fam�lia agora.
Nossa, eu encolhi.
Voc� sabe como ocorre uma rea��o em cadeia de fiss�o?
Teoricamente assim:
Imagine: quando um n�utron encontra o n�cleo do ur�nio 235,
algo incr�vel acontece. Veja.
O n�cleo, pl�cido at� agora, vibra,
e imediatamente se divide em duas partes com o mesmo peso...
E dois ou tr�s n�utrons livres.
Por que eu vim at� voc�, afinal?
Voc� pode explicar?
Eu sou o que sou.
Acabamos de testemunhar uma rea��o nuclear.
- N�utrons livres feitos pela fissura - Mas por que est� fazendo isso?
Por que est� se arruinando?
Voc� esteve doente, tem que tomar cuidado agora.
E por qu�?
Vai me dizer por que raz�o eu deveria tomar cuidado?
Por mim, por exemplo.
Vamos, voc� nem estava me esperando.
O que quer dizer?
Esperei aqui a noite toda Tamb�m preciso fazer alguma coisa.
Algo de que eu goste.
...a primeira bomba at�mica foi lan�ada em Hiroshima.
Acho que voc� gosta de muitas coisas!
Eu n�o sabia que voc� n�o gostava de nada.
Algu�m poderia fazer algo al�m de enlouquecer nessa selva?
...ativada por essa rea��o.
Eu n�o vi voc� tentando resistir a nada.
Resistir a qu�, pelo amor de Deus? E com quem?
S� tem gentalha por toda parte.
Ent�o fica dif�cil.
Petra� Petru�ka, por favor.
...para as rodas da turbina a vapor girarem, precisamos de carv�o.
- Voc� foi a �nica que ficou. - Me solte, por favor.
- �rea��o em cadeia de fiss�o - � melhor voc� ir tomar banho.
Deus sabe por onde andou.
- Voc� est� ofendido? - N�o.
Estou meio doente.
Tenho que ir.
Ent�o v�.
V� trabalhar, como uma boa menina.
E traga um pouco de cerveja!
Doente. Me sinto t�o doente.
O que voc� colocou em mim?
Voc� � Josef M�lek?
Vim para te inspecionar. Mostre seu atestado, por favor.
- Voc� n�o est� na cama? - Eu j� n�o estou em casa?!
Est� saindo para caminhar, como o m�dico recomendou?
Espere, olhe para cima. Assim n�o!
Jesus, seus olhos est�o amarelos, tem que ir ao hospital agora mesmo.
- Onde est� seu telefone? - Eu n�o tenho.
Aqui. Vou chamar uma ambul�ncia.
Mas acabei de sair do hospital.
Merda.
Estou muito honrado por ter sido eleito
presidente da nossa organiza��o SSM.
Especialmente agora, quando tarefas enormes s�o impostas a n�s.
Acredito que, no per�odo que est� por vir, conseguiremos melhorar
todo o curso da nossa organiza��o
e fortalecer sua base de membros.
Claro que percebo o fardo que suportarei
em nosso tempo de revolu��o cient�fica,
mas n�o h� rem�dio, caros amigos.
Temos que trabalhar mais,
mais e mais. Todos devemos nos unir!
Ent�o, vamos jogar?
Xeque-mate.
Que xeque-mate idiota, seu tonto.
Que tal outro jogo?
Sem d�vida!
Bem, isso significa que de tr�s partidas,
voc� teve tr�s derrotas.
- Mam�e, por favor. - Bom dia.
Por que est� trazendo isso? Eu n�o estou de dieta?
Mas voc� n�o tem visita?
Tem uma carta para voc�.
Aqui, mo�a.
Ela est� t�o magra e voc� n�o oferece nada para ela.
N�o tem lugar para colocar isso. Ah, obrigada.
- Quer um caf�? - N�o, m�e.
- N�o traga nada. - Eu gostaria...
- Voc� � gentil. Obrigado. - Eu disse...
Cuidado, mo�a. Ele � meio canalha.
Obrigado.
O que � isso?
Tem cheiro de hospital. Deve ser do Pepe.
� t�o ruim, Sr. doutor?
Achamos que � icter�cia.
- Por que n�o souberam antes? - N�o temos certeza nem agora,
mas estamos aguardando os resultados do exame.
- Ficarei preso aqui por s�culos, hein? - Bem, por algum tempo.
Sua l�ngua sai, ele mal consegue respirar.
At� o solo negro teve miseric�rdia. Ele geme: est� com sede, divaga.
Embebede-o, depressa, ou ele morre e voc� tamb�m.
Meu seio oculto salta agora para o sedento.
Agora eu tenho uma inspira��o.
Sinto vontade de beber. Meu peito est� queimando
Templos caem em ru�nas acima de mim. Sinto vontade de beber.
Boa, vou usar.
Um buraco no c�rebro como... Como o qu�?
Como toda...
a �frica.
Idiota! Bem, na verdade...
N�o, muito idiota.
- Al�? - Franti�ek?
Sim, sou eu. O que houve?
Voc� est� livre?
N�o, estou preparando um lema anti-�lcool.
Claro.
Uma carreira. Alguns de n�s precisam fazer isso.
Ol�.
O que te traz aqui?
Eu vim.
Todas as comemora��es e voc� est� sozinho aqui.
Ent�o dei uma passada.
Espero que possa comer isso.
Ent�o, como voc� est�?
Voc� � a �ltima pessoa que eu esperava.
Voc� n�o est� feliz?
Ah, estou...
Vamos espancar nosso maldito Pep�cek!
Por favor, n�o quero isso. Eu estou doente.
E tamb�m tem algo para o Pep�cek...
da Jirinka.
Isso s� bate por voc�.
Eu j� ouvi isso antes.
Voc� n�o acredita em mim?
Veja. O que diz aqui � verdade.
Ningu�m se importa mais com voc�, n�o �?
Calma. Uma mudan�a de lugar.
- O que est� fazendo? - Ele est� fingindo.
Voc� vai mat�-lo!
Quem n�o obedece e n�o toma certo os rem�dios prescritos,
eu vou operar... Enfermeira!
- O que voc� deseja, mestre? - Meus instrumentos!
Aqui.
Ah, maminhas!
Esses anjos ca�dos est�o sempre reprimindo.
Onde est� o arcanjo com os aparatos de opera��o?
Nosso camarada, S�o Nicolau...
Ele tamb�m entrou em colapso no caminho do nosso tempo.
Porra, est� caindo.
O que meus olhos brilhantes est�o vendo?
Os olhos do nosso paciente est�o vermelhos.
Feche os olhos ou voc� vai sangrar.
Esperem, suas f�rias demon�acas.
Marche at� a chamin�!
Anjo, o gotejador, por favor.
Eu, como seu m�dico, te prescrevo
esse rem�dio maravilhoso.
Pare, ele n�o pode beber isso. Me d� isso.
Se ele n�o for para o c�u voluntariamente,
ser� for�ado a ir.
- Bem, bem... - N�o, n�o!
Ah, n�o!
Ah, ele � sem cora��o, n�o tem cora��o.
Agora deem a ele o beijo da vida.
Pe�a para o Dr. S�o Bernardo, da Cidade do Cabo,
fazer um transplante de cora��o.
E o que � isso aqui embaixo?
Ah meu Deus! Veja isso!
Ah, maminhas!
Fa�a o cateterismo imediatamente!
- N�o se preocupe! - Quietos!
Vamos marcar as �reas suspeitas. Pulm�es, ap�ndice.
Ap�ndice. Duodeno.
Deixe os pelos em paz! Que tipo de anjo � voc�?
E nutri��o!
Nutri��o!
N�o chute!
Tome sua nutri��o. Vamos, d� pur� a ele.
Sil�ncio!
Ei, eu n�o concordei com isso. Ele est� gravemente doente!
Algu�m pode vir nos repreender.
Ah, sim, ele est� gravemente doente.
Ent�o devemos beber � nossa sa�de fr�gil.
Claro, champanhe!
Oh, nos esquecemos disso. Diagn�sticos de AIDS!
Sa�de!
Enfermeira, tire sangue de todos n�s!
Jesus! Eu n�o sei...
Quem tiver a marca do diabo saber�.
Estrangule as m�os de todos n�s, anjo, assim...
E examine, aprenda, examine, aprenda.
Ent�o, divirtam-se.
Ela nos trancou aqui.
E ela est� com as minhas chaves. O que faremos?
Ent�o teremos que dormir aqui juntos.
Ah, realmente!
Desculpe, podemos assistir videocassete, por exemplo.
- Ou podemos esquiar. - Ah, que ideia!
- Ele n�o confia em voc�? - Por que n�o confiaria?
Ele � capaz de qualquer coisa.
Eu nem imagino o que faria se estivesse no lugar dele.
Pois eu nunca conheci ningu�m que se importasse com meus sentimentos.
- Mas estou te entediando. - N�o est� n�o, continue.
Mas seja o que for, todo mundo est� sempre sozinho...
n�o importa se � redondo, quadrado...
- ou cheio de garras como eu. - N�o fale assim.
No final das contas, acho...
que o mais solit�rio � a beleza,
porque � t�o �nica,
t�o impressionante,
t�o fant�stica,
que simplesmente ningu�m se atreve...
Como est�, Sr. M�lek?
- Nada bem. - Me d�, enfermeira.
Desligue, por favor.
A ALT diminuiu um pouco, a bilirrubina est� quase normal.
Vamos dar uma olhada nisso.
Uau, isso � �timo!
Isso � t�o bom!
Isso � realmente �timo!
- Quebrei meu z�per. - Voc� est� de cueca listrada!
- � engra�ado mesmo. - Fa�a um elefante.
Hum, elefante...
- E le�o, me pegue... - Rindo de mim, sua...
Espere at� eu te pegar!
Voc� nunca viu um elefante como o que eu vou fazer!
Um burro!
Voc� tamb�m est� de calcinha listrada.
Mil�nek�
- Cuidado, � minha m�e. - Voc� precisa de algo?
N�o, estou bem.
- Mil�nek� - Cuidado...
- Me solta. - Voc� �...
Fa�a um le�o.
- O qu�? - N�o seja t�o barulhento.
N�o podemos nem assistir TV?
Eu jogaria tudo para o alto e me mudaria!
Para onde?
N�o sei, n�o importa. Qualquer lugar fora daqui.
- Tentar me virar sozinho. - N�o � t�o f�cil, entende?
Por que n�o colocar um an�ncio?
Especialista em gado e veterin�rio procura emprego com moradia.
Nada para mim.
...aumentar� seu charme.
Kohn foi o primeiro a vomitar �beles, o segundo
Seu riquix�, Sr. Duque!
Parece meio diferente aqui.
Quem limpou tudo? Voc�, Petra?
Por que voc� est� em p�? Sente-se.
Voc� teve uma fase dif�cil, agora vai dar tudo certo.
- Voc� n�o vai tirar isso? - N�o.
Voc� n�o deveria fumar.
Bem, casa � casa.
Fogo?
At� eu acho que n�o � t�o ruim.
Eu parei com a dieta. O principal � ter bom humor!
Eu quase esqueci, trouxe bolos para voc�.
Ah, � mesmo.
Por que n�o nos sentirmos bem
Por que n�o nos sentirmos bem
Se Deus nos d� sa�de?
Eu n�o posso comer isso.
Que tal lev�-lo ao cinema hoje � noite?
Fanda certamente conseguir� mais um ingresso.
Que Fanda?
Ela deve estar falando de mim.
Eu consigo o ingresso, sem problema.
Preciso ir dormir cedo. Cinema est� fora de quest�o.
Mas ele n�o pode assistir videocassete?
Foda-se o v�deo cassete.
Ah, sabe de uma coisa? H� outra maneira de...
anim�-lo.
- O Pepe est� aqui? - Jirinka veio cumpriment�-lo.
Saia.
Bem, senhores,
eu estive no hospital,
e a enfermeira, que tirou amostras do nosso sangue,
me disse
que um dos testes deu positivo.
- Positivo como? - Para AIDS.
Mas de quem?
Eles n�o t�m certeza, dois tubos de ensaio quebraram.
N�o estava identificado?
Se um deu positivo, deve ser o meu.
� claro como um dia. Eu tenho todos os sintomas.
Mas se voc� tem, ela tamb�m deve ter!
Seu filho da puta!
Eu vou te matar, vou te matar!
Voc� foi para cada bebedeira, comeu cada prostituta!
Eu vou matar voc�! Todos voc�s!
Se eu tiver, todos voc�s ter�o!
- Me solte! - Pare, ele n�o te machucou!
- Solte-o! - Solte-me!
Ele n�o te machucou.
N�o seja rid�cula, idiota! Voc� certamente tamb�m tem.
Voc�s s�o todos iguais!
- Voc� tamb�m, todos iguais! - Pare com isso, Jirina!
Fanda, espere!
Voc� est� sangrando.
Franta, aonde vai? Se acalme.
Nunca mais venha me ver. Nunca!
Mas espere!
Me solte! Jirina n�o foi clara?
Franti�ek.
- Voc� n�o entende? - O qu�?
� quest�o de vida, agora! De vida!
- Mas voc� est� sangrando! - N�o me toque!
- Espere! - A doen�a de Pepe � contagiosa.
Voc� est� fugindo de mim?
� incur�vel... e mortal!
Voc� acha que eu tamb�m tenho? Ou o qu�?
N�o � poss�vel, �?
Eu n�o sou perfeitamente saud�vel? Eu me sinto bem.
Tenho certeza de que n�o estou doente.
N�o precisa se preocupar.
Me solte!
- � que voc� n�o me ama, certo? - N�o me toque.
Alguma coisa mudou?
Tudo mudou, entende?
Tudo � diferente!
- Nada mais � v�lido. - Eu te odeio.
Bem, acho que vou.
Tchau.
Tchau.
Voc� n�o vai precisar disso, vai?
Ent�o apare�o qualquer dia?
Tem certeza de que n�o quer isso?
- Leve. - Obrigado, tchau.
Jirina, espere... por favor!
- O qu�? - Me d� um minuto, por favor.
Calma. De qualquer forma, voc� n�o precisa se preocupar.
Como � reconfortante quando voc� diz isso.
Veja... Pepe nunca quis ser pai.
- E da�? - Ele n�o deve ter confiado s� em voc�.
Fale mais alto, porra.
Com certeza ele sempre usou contraceptivos.
- N�o seja pat�tico, imbecil. - Deixe eu te perguntar uma coisa.
� s�rio! Pare, por favor.
Sabe, a �ltima vez em que nos vimos...
Pode me dizer o que aconteceu? Eu n�o me lembro de nada.
Eu n�o vou te consolar, seu covarde.
Sangue... a cadela!
Cadela...
Eu n�o fazia ideia
que se banhava de maneira t�o ador�vel, Sr. M�lek.
Cai fora, sua bruxa velha!
Eu n�o dou a m�nima para voc�, sua minhoca desprez�vel!
- Hanka est� aqui? - N�o.
N�o est�!
- Por qu�? - Ela tinha uma visita, j� volta.
- Era amigo ou parente? - N�o sei.
Tipo um figur�o, sabe? Sempre tem um em torno de uma beleza jovem.
Por favor...
Cara, voc� vai se matar de trabalhar.
N�o � da sua conta. Voc� n�o tem o direito de fazer isso!
- Podemos fazer um acordo. - Cansei de voc�.
N�o seja hist�rica!
- Me solta. - � neg�cio s�rio, entendeu?
- Voc� prometeu me deixar em paz. - Ele � um saco de dinheiro!
- O que h� de errado? - Eu n�o quero mais!
- � a �ltima vez, entende? - N�o!
N�o quer que a gente conte para aquele seu ot�rio, n�o �?
Solte-o! Eu te odeio!
Solte-o!
Eu vou te encontrar, vadia!
- Tem sangue em voc�. - Onde? Espere, droga.
- Aqui, vou limp�-lo. - N�o, n�o me toque!
- Por qu�? - � perigoso.
- Foi descoberto que um de n�s tem. - O qu�?
- AIDS? - Talvez eu.
Ou eu, hein?
O que vamos fazer?
Jesus! O que vamos fazer agora?
O que vamos fazer? Jesus Cristo!
O que vamos fazer?!
Temos que fazer alguma coisa, Milan!
Vamos, � tudo in�til. Nada mais importa.
Como assim, in�til?
Voc� n�o acredita em mim.
Sabia que n�o acreditaria.
Eu me preocupei tanto, tanto...
que voc� me deixasse.
E o pior � que eu ainda te amo.
Por favor. Vamos embora! Vamos embora!
Voc� n�o pode escapar disso. Onde poderia escapar disso?
Onde? O que voc� quer fazer? Onde?
� tudo in�til de todo modo! Nada importa!
Nada importa!
Vou desistir de tudo! Mas eu n�o quero!
- � tudo in�til! - N�o suporto essa incerteza!
Pr�ximo, por favor.
� voc�?
Sim, sou eu.
- Est� indo embora? - Indo para casa.
- N�o seria melhor descobrir? - Para qu�?
Voc� teria certeza.
Certeza de que eu tenho? N�o estou interessada.
Seria justo com os outros, pelo menos.
Olha quem est� falando!
Jirina, � voc�? Jirina!
- Oi, como vai? - Bem, e voc�?
Bem tamb�m, seu covarde. Isso � �timo!
Isso � �timo! Isso � �timo!
- Deu negativo! - Deu negativo!
- Que �timo! - Deu negativo!
- Negativo! - Negativo!
"Banzai!"
Deu negativo!
- O que est� comendo? - Pur� de arroz. Quer um pouco?
Eu n�o. Preciso perder peso, mano.
Pensei que voc� tivesse parado com a dieta.
Bem, sim, mas eu vim at� voc� para me despedir.
- Vou com Hanka para �umava. Te falei? - Isso � �timo.
Vamos nos casar. Mesmo. Hanka � uma �tima garota.
Ela providenciou tudo. At� as condi��es.
Eu espero que voc� venha.
Cara, voc� parece melhor agora, sabia? Mesmo!
- O que h� de errado? - Nada.
E acho que voc� ganhou peso. O que os m�dicos dizem?
A mesma coisa.
"Dieta", "se cuide", etc...
Eu odeio sempre ter que ir l�.
N�o � de admirar, mas...
Voc� precisa de uma mudan�a, qualquer coisa.
Por que n�o vem ver Franti�ek e d� uma festa de despedida?
Ande, vamos nos divertir novamente. Pare com isso, vamos l�.
- Agora est� t�o interessante. - Estou vendo.
At� a arte est� em um beco sem sa�da?
Voc� � horr�vel.
Todos voc�s s�o horr�veis.
Tudo � horr�vel.
Ou um drama de amor, talvez?
Eu n�o riria se fosse voc�, cara.
- Voc� tamb�m est� envolvido. - Eu? Em qu�?
O diretor cancelou o combinado. Jana est� gr�vida.
- Ent�o � seu. - Ou seu.
- Se Janicka disse a verdade. - Ou seu.
Aqui est�...
Eu...
e um filho?
Meu filho?
Voc� acha
que eu poderia ter um filho?
Ainda n�o sabemos quem � o pai.
O pior � que o diretor solicitou o teste de Jana
e descobriu que Jana � soropositiva.
A crian�a tamb�m. Estamos todos envolvidos!
Mas eu n�o, de jeito nenhum!
Hanicka fez o teste e Jirina tamb�m � pos... quero dizer, negativo.
Eu, de jeito nenhum.
Do contr�rio, ambos teriam! N�s vamos nos casar!
N�s vamos para o interior. Estamos indo embora!
Acertem essas coisas um com o outro, senhores!
Eu n�o dou a m�nima. Tenham um bom dia, ciao!
Ent�o � culpa sua, desgra�ado.
D� o fora daqui!
Porra, estamos todos envolvidos.
At� eu. Eu! Mas por que diabos eu?!
Vamos, o que foi agora?
N�o foi nada.
Ningu�m nunca morreu por uma gotinha de sangue.
- Est� doendo! - Quieto!
Tradu��o: pami www.makingoff.org
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