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PRODUZIDO POR
COPRODUZIDO POR
Com o apoio do Fundo Estadual para o Desenvolvimento do Cinema Tcheco
Apresenta
UM FILME DE VERA CHYTILOV�
MOMENTOS AGRAD�VEIS
ESTRELANDO
Merda!
Outro vermelho! Perfeito!
Eu n�o vou fazer isso!
Vamos! Vamos!
FIGURINO
DIRETOR DE ARTE
SOM
Pelo amor de Deus!
EDITADO POR
Caminh�o est�pido! Saia da rodovia!
M�SICA DE
Vamos, vamos!
DIRETOR DE FOTOGRAFIA
Isso, me corte!
ESCRITO POR
PRODUZIDO POR
Saia!
DIRIGIDO POR
O que foi isso, sua vaca?
- N�o sabe dirigir, puta? - Eu n�o fiz nada para voc�.
- Pare de chutar meu carro! - Com quem est� gritando, psic�tica?
- Espere, pare... - Me deixe em paz, idiota!
Voc� quase arranhou meu carro, sua puta retardada!
De onde voc� saiu, sua psic�tica?
Da pr�xima vez voc� estar� acabada, puta!
Merda! Porra! Inferno!
Pegue a calota.
Ei, a calota...
A calota!
Bom dia. Voc� tem hora marcada?
- Por qu�? Para qu�? - Voc� n�o sabe onde est�?
- Uma cl�nica? - Um consult�rio de psicologia.
Ah, um consult�rio de psicologia.
Com licen�a, a mo�a que acabou de entrar � uma paciente?
- Que mo�a? - A que acabou de entrar.
- Est� falando da doutora? - Ela � m�dica?
Ela n�o pode te aceitar sem um hor�rio. Ela est� atrasada.
Ah, ela est� atrasada, hein?
Acha que ela me aceitaria se soubesse como eu sou?
- Digo, como eu sou? - N�o sei...
- Polivka, certo? Ei... doutora! - Eu disse que n�o pode entrar!
D� isso a ela, por favor.
- Isso � dela? - Sim, � dela.
- Por que voc� n�o disse? - Deus, at� Polivka � maluca.
Doutora, n�o sei de quem ele puxou isso.
Certamente n�o foi de mim. Ele � t�o radical...
t�o conservador.
Por exemplo, a caridade dele � rid�cula.
N�o tem futuro. O que ser� disso?
- Eu sou s� uma pessoa livre, sabe? - Todos n�s fazemos concess�es.
Ele n�o. N�o sei, mas talvez ele sinta falta do pai.
Isso est� me deixando louca. Aposto que vai acabar se matando.
- Espero que n�o chegue a isso. - Quando eu pe�o para ele fazer algo,
ele diz que eu tamb�m... E ele n�o me ouve.
Entende? Ele n�o entende que...
Ele n�o tem que cometer erros s� porque eu cometo.
Eu simplesmente n�o posso transmitir minha experi�ncia.
Cada um tem que ter a sua. Voc� tem que aceitar isso.
- Acho que voc� est� certa. - Acho que deveria traz�-lo.
- Vlasta, acabou. Por que ficar maluca? - De repente n�o sou boa para voc�.
Acha que eu sou uma puta ou algo parecido?
Ou que eu virei correndo se voc� assobiar?
Me deixe em paz. Esque�a!
Vlasta, voc� sabe que � a �nica para mim.
- Esque�a isso e chega! - N�o seja chata.
Seu idiota.
- Apenas esque�a! - Esquecer?
Estamos juntos, n�o estamos?
O qu�? N�o. Assista ao filme.
Eu n�o sou escrava de ningu�m!
�s vezes � horr�vel. Eu tento confiar nela,
mas quando as luzes se apagam, come�o a suar.
Sinto que tem algum cara tocando seu ombro, seu joelho...
Ou que est� levantando sua saia, tocando sua coxa...
Agarro o bra�o dela e sei que ela n�o est� pensando em mim.
Ou quando andamos na rua
parece que todos os homens olham para ela e eu n�o posso impedir.
Saber tudo ajudaria?
Ou �s vezes ela fica dois dias sem vir para casa.
Quando pergunto onde estava, ela fica furiosa e pergunta se sou normal.
Ela fica fora por dois dias e eu n�o sou normal? Isso � normal?
Esses russos s�o normais?
- Calma... calma... - Estou calmo.
Pensei que ela pelo menos seria legal comigo depois disso.
- Olha o que eu trouxe. Sobremesa. - Que �timo.
Mas veja como ela � linda.
Ent�o olhe para mim. Como ela poderia ser fiel?
Linda.
- Deus, como est� quente aqui. - Vou abrir a janela.
N�o, a� vai esfriar.
O que voc� significa para ela?
Eu?
Voc� n�o imagina o que ela viveu, do que eu a livrei.
- Agora estou ganhando dinheiro. - Muito?
Pode-se dizer que sim. E agora eu fa�o as compras...
Adivinhe o que eu trouxe para voc�.
Finalmente voc� chegou.
Gol!
Ei, voc� viu isso? Excelente!
Que time �timo. Os caras s�o incrivelmente talentosos.
- N�o pode deixar ao menos um? - Que a��es... o qu�?
Eu te disse que estava com fome.
Por que voc� se atrasou uma hora de novo?
- Voc� me ouviu? - Por favor, n�o comece.
- S� perguntei por que se atrasou. - Estava no trabalho, como sempre.
No trabalho? Interessante. Eu liguei, mas ningu�m atendeu.
Deixe disso, estou esgotada hoje.
Voc� sempre est� esgotada quando vem para casa. Muito interessante.
Interessante � que voc� n�o est�. N�o ligaram de volta, ligaram?
� s� isso que voc� faz, psic�loga, Apunhalar pelas costas!
- Ligaram ou n�o? - N�o, acho que n�o deu certo.
- Estou no fundo do po�o. - Ent�o fa�a alguma coisa!
- Onde est� o Honza? - N�o sei.
Por que n�o?
Ele n�o fala comigo.
Isso depende de voc�. Assim como tudo.
Honza? Honza?
Oi. Como foi na escola?
O que est� fazendo? Conversando.
- M�e, agora eu n�o posso. - O jantar j� vai sair, est� bem?
Sim...
E hoje n�o vou requentar dez vezes.
O que voc� quer dizer com "tudo"?
� culpa minha as pessoas n�o cumprirem as promessas que fazem?
Por que elas fazem isso?
Voc� est� perguntando para mim? Voc� � a respons�vel!
Sim, sou, porque quero fazer meu trabalho.
Mas voc� n�o ganha muito, ganha?
E os neg�cios est�o brotando para voc�.
O que � isso?
Uma rosa.
Isso eu posso ver.
Ah, por favor...
- Pare com isso. � de um paciente. - Um paciente? Aposto que est� doente.
Estou preocupado porque os homens est�o em toda parte.
Queria que f�ssemos s� n�s dois.
- O que est� fazendo? N�o vejo... - N�o estou fazendo nada.
Uma nuvem... pingos de chuva.
O sol...
Um p�ssaro...
Uma lagarta...
N�o � uma lagarta. Aqui est�. E aqui?
- Uma flor, uma casa... - E na casa mora...
- Oi. - J� terminou?
Que tal: "Oi...
seja bem-vindo"? Voc� n�o ensinou a ela?
- N�o comprou cerveja? - Voc� me disse para n�o sair.
Ent�o n�o tem cerveja?
- Ontem voc� me proibiu... - Chega de papo furado.
O que tem nesse cr�nio est�pido?
Quando vai se lembrar que preciso da minha cerveja todos os dias?
Sua vaca!
Socorro!
- Mam�e? - Socorro!
- Por que est� freando? - Est� vermelho.
O cruzamento est� longe. Coloque em ponto morto.
- Deixe-me em paz! - Tente ficar calmo.
Para voc�, estou dirigindo fora mal e talvez a pol�cia me apreenda.
V� para a outra pista.
S� mude a marcha devagar. L�.
- Foi voc� que destruiu o carro. - Cuidado com aquele cara.
- Deixe-me em paz! - Pelo amor de Deus!
Pare! Pare! Eu vou andar daqui...
Essa � a �ltima vez que saio de carro com voc�.
- N�o espere por mim essa noite. - Por qu�?
Tenho um paciente extra. Cuide do Honza.
Espere! E o jantar?
Eu n�o sei. Descubra voc� mesmo.
Merda, mulher. Quando voc� estar� em casa?
Eu n�o sei.
Eu n�o sei o que fazer.
- Por que n�o veio antes? - Pensei que estivesse gr�vida.
E agora tenho medo de que aconte�a alguma coisa com ele.
- Mas ele me ama. - Voc� acha?
Voc� sabe...
Eu tenho f�.
Voc� acredita que Deus quer isso?
Ele faz isso por amor.
Ele est� te agredindo por amor? Talvez � sua filha tamb�m.
Isso mesmo.
Simplesmente n�o sei o que fazer.
Eu fugi... sem permiss�o.
Ele vai me matar.
Voc� estar� segura no abrigo. Ele n�o vai te encontrar l�.
- Onde ela est�? - Pare!
- Onde ela est�? - Ele me encontrou.
Tenho um papel. Preciso falar com a doutora. � voc�?
- N�o, sou eu. Quem � voc�? - O nome � Drha, doutora.
- Estou muito bem equipado. - Ah, espere um minuto.
Dagmar, assegure que venham buscar a Sra. Malkova e sua filha.
- N�o se preocupe. Ficar� segura l�. - Ele � um pervertido!
Bem, Sr. Drha?
Doutora, estou com os horm�nios a mil...
Voc� n�o pode imaginar. Pode n�o parecer, mas...
- Voc� n�o pode imaginar. - Muito interessante.
- Como isso se expressa? - � segredo. Venha mais perto.
Tenho que pressionar, doutora, contra as mulheres, entende?
Uhum.
Eu encontro um lugar lotado,
porque onde tem muita gente, tem muita mulher.
Ent�o eu escolho uma, mas n�o uma jovem.
As jovens resistem, mas as velhas precisam de amor.
Doutora, voc� ficaria surpresa de como elas ficam firmes.
Entende o que eu quero dizer, doutora?
Como um pequeno sof�. Os horm�nios t�m que fluir.
- Voc� prometeu ir comigo. - N�o enche o saco!
Eu preciso ir l�, voc� me prometeu que iria.
Espere s� at� voc� precisar de alguma coisa.
Voc� sempre me ignora quando preciso de alguma coisa.
N�o mudou nada desde a �ltima vez.
Eu n�o me preocupei com seu conselho.
Pensei que ele viria atr�s de mim, que responderia de alguma forma.
- Ele o fez? - De modo algum.
Temo que a situa��o seja conveniente para ele. N�o sei o que fazer.
E voc� admitiu que cometeu um erro?
Fala daquele tapa? N�o vou me desculpar com ele por isso.
- Eu sou a m�e dele. - Ent�o n�o foi a primeira vez?
Ou�a, eu posso me desculpar, mas ele foi longe demais.
Um filho n�o pode dizer � m�e que ela parece uma puta, pode?
Ele disse isso? Voc� n�o me contou.
N�o com essas palavras. Mas ele estava pensando isso.
Eu estava com um vestido parecido, com um decote ainda maior.
Ele simplesmente...
Ele age exatamente como o pai.
Filhos tendem a fazer isso. Com certeza ele te ama muito.
Ele quer que voc� corresponda ao ideal dele.
Mas ele n�o tem objetivos. De que serve cuidar de gente velha?
Come�ou como um trabalho de ver�o, mas ele continuou.
Essa caridade dele vai me custar!
- Voc�s falaram sobre estudos? - Claro, mas ele gosta daquilo.
Ou ele � mentalmente doente.
Eu n�o sei...
Ele n�o pode estar falando s�rio. O que voc� acha, doutora?
N�o acho que as coisas sejam t�o ruins. � importante que ele esteja interessado,
que ele tenha compaix�o e que n�o esteja apenas pensando em si mesmo.
Exato, mas n�o est� recebendo nada al�m disso. � uma perda de tempo.
Com licen�a.
Al�? Eu n�o posso falar agora. Essa � uma noite que eu n�o estou em casa.
Sim, voc� sabe que eu vou nadar �s quartas-feiras.
- Sim, eu vou fazer compras. - Pra voc� tamb�m n�o � f�cil.
- Posso te ver em duas semanas? - Sim. Traga ele junto.
Obrigada.
Jesus Cristo...
- Onde tem meias pretas? - Olhe no cesto.
Tenho que cavar para encontrar...
- Essa � a camisa que eu quero! - Ainda n�o foi passada. Quer agora?
N�o pergunte, apenas fa�a. Eu n�o tenho tempo.
Aqui.
- Voc� se importa de eu sair? - N�o, por qu�?
Certo, estou indo.
Voc� est� fazendo bife hoje � noite?
Eu queria experimentar a grelha Comprei para o natal.
- A grelha? - Sim.
- Sim, ainda n�o experimentamos. - Ainda n�o.
- Tem que fazer isso hoje � noite? - Voc� vai se juntar a n�s?
N�o, na verdade n�o.
E as 100 coroas que voc� me prometeu?
Ei, ei, ei... espere.
- Aqui est�. - Que 100 coroas? Para qu�?
Voc� n�o entenderia, m�e. � uma coisa cara.
Ha.
- Voc� teme por sua vida? - Bem, eu temo.
� s� que ele quer...
Ele quer me matar.
Mas ele quer que eu fa�a sozinha. Ele � muito esperto.
- Como voc� se defende? - Eu n�o consigo.
Do que voc� est� falando? Como posso me defender?
Eu te disse, ele toma minhas p�lulas. Ou deixa uma garrafa em algum lugar,
ent�o me bate quando eu dou um trago. O que posso fazer sobre isso?
Foi por isso que vim aqui, para voc� me dizer.
Aqui est� voc�!
Zdenka, onde voc� esteve?
- Esse � meu marido. - Por favor, Sr. Kafka.
Quem � voc�?
- Eu sou psic�loga. - Vamos para casa.
Sra. Kafkova, sua bolsa.
- V� como ele me machuca? - Zdenka, eu te encontrei...
Ei, Bolek Polivka!
- N�o, esse n�o � o Sr. Polivka. - Voc� realmente n�o � o Polivka?
- Esse � o Sr. Dub. - Quer um aut�grafo?
Polivka n�o usa ternos feios.
- Deixe o Sr. Polivka em paz. - Eu ainda gosto de voc�.
Voc� veio aqui para me ver?
Ent�o, o que houve, Sr. Polivka?
Foi s� uma piada. As pessoas sempre me confundem com o ator Polivka.
� muito engra�ado, mas eu sou o Dub.
Meu nome � Dub.
Como quiser. Aqui voc� pode usar o nome que quiser.
S�rio? Todo mundo usa o nome que quiser?
Bem, isso facilita muito.
Ent�o do que precisa, Sr. Polivka? Quer dizer, Sr. Dub.
- Acho que Polivka � melhor. - Tudo bem.
Sim, do que preciso?
Nada.
S�rio, n�o preciso de nada.
Esse � exatamente o problema que me incomoda.
Por exemplo, eu comprei um avi�o: bimotor,
quatro passageiros, piloto e navegador...
Eu n�o poderia ligar menos para isso.
Eu rodei o mundo: �sia, �frica, fiz safari...
Eu n�o estou interessado, nem um pouco interessado.
As pessoas gostam de passear...
- Para mim, � um t�dio, entende? - Sim.
O teatro n�o � mais divertido, nem os filmes.
Estou um pouco interessado em futebol.
Mas � s� um monte de milion�rios
injetando no campeonato. Isso tamb�m � um problema.
Eu pratiquei t�nis porque jogava quando crian�a, mas...
- Perdeu o interesse? - Sim, completamente.
- Eu ganho �s vezes, perco... - Voc� gosta de ganhar?
N�o vai ficar melhor, mas eu n�o me importo.
Doutora, � s� que...
Nos �ltimos dois anos, ganhei muito dinheiro.
Mais do que outros conseguem em toda a sua vida. Entende?
Entendo. Por favor, sente-se.
De verdade, eu ganhei.
Um t�dio terr�vel.
Um t�dio terr�vel, entende? Voc� n�o acredita em mim.
Eu posso escolher a mulher que eu quiser, duas vezes ao dia.
Nada.
Por isso vim at� voc�. Voc� me interessa, voc� n�o me aborrece.
- Voc� veio ao lugar certo. - � mesmo?
E se eu estiver doente, com que frequ�ncia devo vir?
Uma vez por semana.
N�o, isso n�o � suficiente.
Tem certeza? N�o pode ser mais de uma vez por semana?
- Eu poderia vir todos os dias. - Al�m de ser desconfiado,
do que voc� realmente gosta?
- Eu? - Sim.
- Honestamente? - Honestamente.
Bem, � �bvio que sou brilhante.
E por causa disso...
Sou desconfiado, incrivelmente desconfiado, N�o confio em ningu�m.
Quando se � milion�rio... Como explicar isso...
...voc� se encontra em uma esp�cie de vazio emocional.
Por exemplo, sinto que as pessoas s� gostam de mim pelo dinheiro.
Mesmo os mais pr�ximos de mim...
De repente eu parei de ouvir: "Ei, vamos tomar uma bebida!"
De repente eu me senti...
...isolado...
Simplesmente...
sozinho.
Todos estamos.
Mas isso n�o depende do g�nio.
Mas deixe eu perguntar de novo: Quem � voc�?
Um homem que derruba os �culos.
Quem sou eu?
Honestamente...
- Nunca pensei nisso. - Ent�o tente.
Bem... sinto que voc� e eu poder�amos descobrir isso juntos.
- Oi. - Como voc� aparece assim?
M�e, me deixe em paz. Pensei que precisasse de um favor.
- O que tem na bolsa? - N�o posso comprar algo para mim?
- Deixe-me dar uma olhada. - Por favor, n�o toque!
Voc� n�o vai gostar. Voc� apenas criticaria.
- Voc� nunca faz nada por mim. - Do que voc� precisa?
- Olhe para voc�. - Me deixe em paz.
Esse cabelo!
- Voc� nunca usa maquiagem. - Por favor, me deixe em paz.
E se algu�m me vir com voc�?
Ent�o voc� teria vergonha de mim?
Olhe l� para fora.
Milhares de garotas bonitas andando por Praga.
Acha que aquele seu cabe�a dura n�o percebe?
O que ser� de voc�?
Ficar� sozinha com seus psicopatas imbecis.
Ei, eu n�o tenho tempo e nem vontade de ouvir isso!
Me diga do que precisa.
Voc� nunca faz nada para mim.
Voc� � minha garotinha e eu te amo.
Quero falar com voc�, estar em contato com voc�.
- Mas voc� resiste. - Eu n�o resisto.
- � t�o horr�vel estar sozinha... - M�e, n�o comece, por favor.
Estar velha e abandonada...
� isso que eu ganho por tudo que fiz por voc�. Pague a conta!
Ah, doutora... � voc�? Eu quase n�o te reconheci.
- Voc� est� �tima. - Estou contente de ouvir isso. Obrigada.
- Desculpe, mas tenho que correr. - N�s vamos!
- Tchau. - Tchau.
Bem, �...
� realmente um Seydl!
Isso � fant�stico.
Parece do seu per�odo inicial.
N�s...
N�s pensamos...
...foi perdido h� muito tempo.
Posso perguntar como chegou a compr�-lo?
Sabe, eu n�o sei. N�o me lembro.
Seydl e meu pai foram amigos. Ele bebia, mas nunca tinha dinheiro.
Ent�o pedia emprestado ao meu pai...
Ele deixou aqui como sinal.
J� vou!
- Ah, � voc�. - Oi.
Entre.
- Diga oi, Jura. - Oi.
Ol�.
- Por que voc� n�o foi � abertura? - N�o consegui. Foi muita coisa.
Ei, quer comprar alguma coisa? Estou totalmente ferrada.
Tudo isso � antigo. Tem algo novo?
A galeria est� quebrada, mas estamos montando uma apresenta��o.
- Papai ligou. Ele tem tempo agora. - Eu disse na quarta-feira.
- Hoje � quarta-feira? - N�o.
Viu? Ent�o esque�a.
M�e, eu quero que o papai venha.
N�o � culpa minha que ele n�o possa vir na quarta.
N�o � culpa minha que ele n�o te veja. Diga isso a ele.
Isso n�o � justo!
N�o � justo! N�o � justo!
Finalmente ele est� ganhando dinheiro e fode comigo, � claro.
Ele tem uma nova fam�lia e me deixa aqui cuidando de tudo.
Tudo. Deus, Eva, estou t�o sozinha, t�o sozinha.
Jura e eu estamos sozinhos, totalmente sozinhos.
N�o temos nada para comer. Estamos sozinhos, meu Deus!
- Deus, voc� precisa de um psiquiatra. - Voc� acha que � f�cil!
Se controle!
- N�o � nada f�cil! - Se acalme!
Voc� deveria ver algu�m.
- Pare, m�e. - Por favor, pare!
Jura... Jura, venha aqui, venha aqui...
Voc� deveria falar com algu�m. Eu conhe�o uma pessoa.
- Est� agindo como louca de novo. - N�o,
a tia e eu est�vamos brincando. Est�vamos s� nos divertindo.
Voc� n�o � normal. Voc� n�o pensa.
- � isso. - Conselho Familiar e Matrimonial.
Sim, Conselho Familiar e Matrimonial. �timo, voc� sabe ler.
Isso n�o interessa.
Isso � �timo. Ei, voc� � absolutamente maravilhoso.
Agora estamos presos aqui. Voc� � perfeito, o que eu posso dizer?
Voc� � t�o incompetente.
Eu deveria ficar quieta? Fique quieto voc�! Fa�a alguma coisa!
O que voc� quer?
Ningu�m mais iria atur�-lo. E � isso que tenho em casa.
Segure isso, por favor. Fa�a pelo menos isso.
N�o deixe cair de novo.
Finalmente, �timo. Ol�, obrigada.
Coloque de volta, sim?
Sem problemas.
- Sentem-se. - Vamos!
Doutora, estou farta. Tudo aborrece esse homem.
Ele v� sujeira em todo lugar. N�o aguento mais.
N�o � verdade.
Ela n�o � normal. N�o sabe regras nem leis.
- Ela n�o cumpre seus acordos. - Est� vendo isso? Est� vendo isso?
Voc� � imposs�vel! Sempre discorrendo sobre o que � normal.
Voc� n�o � normal! O que voc� quer � imposs�vel.
- Nada normal � poss�vel. - Por que n�o?
Por qu�? Por qu�?
O que n�o � normal?
- Jesus... - Toda essa corrup��o e bagun�a!
Est� uma bagun�a aqui, �? Que nervoso! Ou�a isso, doutora:
Eu arranjo os neg�cios dele nesse lugar bagun�ado,
neg�cios que ele nunca conseguiu na maldita Alemanha, mas tudo bem!
Isso � �timo. Estou farta e quero o div�rcio.
Eu n�o suporto mais a sua porra de burocracia alem�!
Desculpe, mas n�o est� funcionando. Estou cheia. Quero o div�rcio.
Por favor, voc� poderia nos dar um papel dizendo que est�vamos aqui...
Eu a amo.
- Eu a amo. - Doutora, vou dizer de forma clara:
Eu n�o posso! Quero me divorciar porque ele � imposs�vel!
N�s passamos por isso 1.000 vezes. Eu n�o te quero!
- S� um momento, eu... - Quieto!
Eu n�o poderia te obrigar e ter a consci�ncia limpa.
Recomendo a terapia de casais em vez disso.
Muito obrigada.
Voc� � uma linda mulher.
Por que pegou o cart�o dela? Eu n�o voltarei aqui.
Nada foi resolvido. Desculpe...
Nada foi resolvido entre n�s...
Ei, � voc�! A pol�cia te liberou?
Lembra? No bonde lotado? Pensaram que voc� fosse ladr�o.
Perdi minha carteira, mas depois achei. Ela caiu no meu suti�, depois saiu.
Eu disse que n�o era voc�, mas ningu�m ouviu naquele engarrafamento.
Ei, voc� est� ferido. Deixe-me ver...
Os policiais fizeram isso? Interrogando voc� ou voc� resistiu?
Mas voc� est� no lugar errado. Ela � m�dica, mas...
...� mais para os nervos.
Estou aqui porque meu marido me deixou e estou t�o infeliz.
Mas talvez voc� entenda. N�s poder�amos ser amigos.
Ei, espere!
Oh, me desculpe!
N�o gostaria de esquecer tudo isso e sair para jantar?
- Boa ideia. - N�o �?
- S� que eu n�o posso. - Ah, por que n�o?
Est�o me esperando. Tenho que fazer o jantar.
Eles v�o esperar. Isso � para voc�.
- Obrigada. - Vou te dar meu cart�o. Me ligue.
Poderia ser interessante.
- Oi. - Oi.
Finalmente voc� chegou.
O que � isso?
Hoje � noite vou fazer um jantar fabuloso.
O que � isso?
De um admirador secreto. Infelizmente.
Infeliz... ou talvez n�o.
- Voc� tem namorado? - Sim.
- Quem �? - Eu nem conhe�o!
Desculpe.
- O que est� fazendo com ela? - Sua m�e me chutou.
Eu com fome e voc�s a� brincando.
Eu n�o sei como continuar.
O que vem primeiro? Cozinhar? Limpar? Devo levar o beb� para a creche?
- Primeiro, saia da cama. - N�o tenho o direito de dormir?
Voc� dorme, sai para o trabalho, e depois do trabalho seu dia est� feito.
Para mim, nunca acaba. Ningu�m ajuda. Voc� acabou de dizer "se organize"!
Como eu disse: ca�tica e hist�rica. Quando n�o est� hist�rica, dorme.
Voc� a ama? Consegue imaginar como ela pode estar cansada?
Ele n�o fala sobre amor. Ele n�o fala nada comigo.
- Sobre o que gostaria de falar? - Todos os nossos problemas.
- Os dela, � claro! - O que voc� quer?
Eu? Alguma mudan�a. Para que haja alguma ordem.
Viu? Ele � s� um caipira de cidadezinha.
Porra, n�s temos um filho, merda!
Nove, oito, sete, seis, cinco...
Petr! Segurem ele!
N�o pule!
Ah, meu Deus!
- Voc� pulou atr�s dele? - N�o.
- A verdade � que ela tem medo de tudo. - Sentem-se.
Por que esse len�o?
- Ele me d� dor de cabe�a. - Dou, hein?
- Voc� sempre tem enxaqueca. - Voc� me d� enxaqueca.
N�o � verdade. Minha esposa tem enxaqueca desde que eu a conhe�o.
- Ele � que provoca. - Ela tem medo de tudo.
Mesmo agora, quando os neg�cios est�o t�o bons.
Como esse salto que voc� deu?
- Foi s� uma aposta. - Exato, e isso � o c�mulo!
Meu marido pede empr�stimo para tudo.
Ent�o, como n�o consegue pagar, ele faz apostas.
E agora quer fazer um empr�stimo para ir ao Taiti.
- Por quem eu fa�o isso? Pela fam�lia. - N�o quero ir ao Taiti!
Ela acha que n�o posso pagar. Quero me divertir antes de ficarmos velhos.
Mas eu apenas sento e me preocupo com isso. Voc� � louco!
N�s temos empr�stimos para tudo: um empr�stimo para a cozinha...
Como poder�amos reformar sem um empr�stimo?
Temos empr�stimos para a cozinha, os carros, a piscina. Para tudo!
Eu cuido da minha fam�lia. Quero que tenhamos tudo que � bom.
- Voc� compra roupas novas. - Ah, por favor! Isso n�o � verdade.
No come�o eu comprei coisas novas, mas eu n�o quero mais nada! Nada!
Voc� pode me dizer como imagina as coisas?
- Voc� est� saud�vel? - N�o, ele nem � capaz na cama.
Por que trazer cama para isso? N�o tem nada a ver com sa�de.
Ela � impaciente e eu preciso relaxar, isso � tudo.
Nem consigo dormir. Estou preocupada com como vamos cuidar de tudo.
- A quanto chegam suas contas? - Diga a ela.
Alguns milh�es. D� para pagar em 20 anos.
E se voc� ficar doente?
- N�s... as crian�as? - As crian�as, hein?
Ent�o as crian�as ter�o que pagar? Voc� � absolutamente insano.
Todo esse lixo ter� desaparecido h� muito tempo.
Doutora, quero um atestado para o meu marido agora.
Espere, n�o � t�o f�cil.
Voc� n�o ganharia nada. Voc� quer pagar por si mesma?
N�o, eu s�... eu quero...
S� quero que meu marido seja incapaz de fazer mais empr�stimos.
Ah, entendi...
A doutora quer que voc� pare de trabalhar e que eu pague tudo.
- Meu Deus! Que lugar � esse? - Se acalme!
Eu prefiro ir para o Taiti. Vamos l�. Adeus!
Pelo menos sua cabe�a n�o est� doendo. Adeus.
- Que tal um caf�? - Como?
- Ou uma bebida? - Por qu�?
Por nada.
Ent�o, n�o.
- Tem isqueiro? - N�o.
- S�rio? - N�o!
Voc� n�o est� enganada?
Pode cozinhar isso para mim qualquer hora. Me d� umas uvas.
Gosto quando voc� � assim. Imediatamente gosto mais de voc�.
Pela primeira vez voc� admite.
Se voc� n�o fosse t�o desconfiado, n�s poder�amos falar sobre tudo.
- Isso n�o seria bom? - Ent�o comece a falar.
Imagine, um cara atrevido me convidou para jantar.
Voc� foi?
- Por que acha que estou contando? - Do contr�rio n�o contaria, n�o �?
- Eu n�o posso te contar nada. - Porque voc� me provoca.
Eu posso imaginar voc� balan�ando sua bunda para ele.
Assim? Assim?
Eu ainda gosto de voc�, seu monstro!
Est� bem... tchau. Eu n�o sei nada sobre nada.
Ele n�o vai reparar, de qualquer forma.
Vamos!
Quem �?
Oi. Petr, o que est� fazendo aqui?
- O que � isso? Um beb�? - � claro.
N�o � muito bonito. N�o poderia ser meu. De quem �?
- De quem voc� acha? - Lada, n�o.
Certo...
Eu vejo a semelhan�a.
Parab�ns, principalmente para voc�, Joana.
Obrigada.
- Ent�o est� de volta � cidade? - O qu�?
- Os praguenses te chutaram da escola? - Ei, seu filho est� chorando.
- � um beb� chor�o, hein? - Petr!
- Ver voc� a faz chorar. - Lada, voc� est� ficando careca.
Agora voc� est� igual, de cima a baixo.
Petr!
Essa franjinha � a �ltima moda em Praga?
Com certeza.
Ei, essa � Lucka, n�o �?
Essa n�o � a Lucka?
- Ela est� melhor. - � porque ela se casou.
O qu�?
Um marido n�o � obst�culo hoje em dia, Jana.
- Ei, cai fora! - Sua filha est� berrando.
Ela se cagou? Ei, Lada, desculpe. Estou indo.
- Cuide-se, fam�lia. - Suma, seu idiota!
Isso n�o era necess�rio.
Isso � tudo? Desembale o grande primeiro, sim?
- O Steidl? - Que Steidl? Temos um Steidl?
Caramba, � um Seydl! N�o me confunda.
- Depressa. - Estamos indo.
Ol�!
Assine aqui...
Ol�...
Obrigada.
Ol�.
Ol�.
- Doutora, est�o te esperando. - J� chegaram? Estou indo.
�timo, est� bem.
Obrigada, mas n�o saia ainda. Tenho outro trabalho para te mostrar.
Espero que perceba que est� acima do or�amento.
� um dos primeiros trabalhos do Seydl, de 1943.
N�o est� assinado.
N�o importa, n�o est� no or�amento.
A cidade n�o vai pagar? Voc� vai pagar, certo, doutor?
Eu? Claro, com prazer! Quem � Seydl, afinal?
Professor... Quem � Seydl?
- Pode me dizer? - Um artista famoso.
Precisamos de cal�adas, espa�os verdes...
N�o conte com isso esse ano.
Deve haver um fundo cultural.
Tem, mas n�s n�o temos o dinheiro esse ano.
Com licen�a, mas ouvi que voc� tem um Seydl perdido. Posso?
Absolutamente incr�vel. Eu vi uma vez em uma publica��o.
- Voc� o conhece? - Como ele chegou aqui?
- Devem ter deixado a porta aberta. - Que porta? Quem � voc�, senhor?
Ent�o agora a galeria vai ter...
- Desculpe... Petr Malasek. - Hakl, prazer em conhec�-lo.
Voc� n�o pode perder isso.
� uma raridade. E aqui na galeria!
- Muito obrigada. Tchau. - Desculpe por interromper.
A porta estava aberta e eu estava curioso. Me perdoe.
- Tchau. - Tchau.
- Algu�m compraria a esse pre�o? - N�o se preocupe com isso.
Mas vamos embrulhar as coisas. Temos outras coisas para resolver.
Deus, sim, � claro. Voc� tem o Seydl...
Voc� ainda est� aqui?
- O que voc� est� fazendo? - Esperando por voc�.
Sim? Por qu�?
- O que voc� disse � verdade? - N�o, eu n�o conhe�o essa pintura.
- Eu nunca a vi antes. - Bem, ent�o voc� � muito ousado.
Mas ajudou, n�o foi?
Sim, sim. Ajudou. Realmente ajudou.
Exatamente. Quem n�o gostaria de ajudar uma mulher t�o maravilhosa?
Ent�o eu suponho que voc� queira algo de mim.
Eu nunca imaginaria que voc� seria t�o...
O qu�?
- Perceptiva? - Voc� � dura.
Eu n�o quero ser dura, quero ser o diabo.
- Ent�o diga logo. - Bem aqui.
Isso � interessante.
- N�o seria uma grande exposi��o? - O que � isso? Porn�?
Desculpe, isso n�o deveria estar aqui.
- Isso me lembra algu�m. - Quem?
- Um fot�grafo famoso. - Vamos!
Eu estou apenas imaginando?
Voc� gosta de experimentar, n�o �?
Sim. Voc� � contra experimentar?
Bem... � t�o contraventor...
...isso � excitante.
Eu sabia que voc� iria gostar.
Ent�o est� certo?
Ent�o n�o. N�s n�o fazemos exposi��es duvidosas.
O que voc� faz aqui ent�o?
J� que voc� n�o faz exposi��es duvidosas.
N�s queremos sair de f�rias, mas definitivamente, n�o juntos.
- Por que n�o? - Quando fomos juntos, fiquei entediado.
O que eu posso fazer? Simplesmente n�o quero.
Eu n�o gosto disso, mas ele sempre...
- Entende? - Sim.
Doutora, se fosse casada, com certeza saberia
que isso n�o precisa ser como o estere�tipo banal.
Uma pessoa ainda pode experimentar algo excepcional.
- Voc� quer se divorciar? - Ah, n�o.
Por que me divorciar? Estou acostumado � vida familiar.
Espere, querido...
Eu gostaria que ele experimentasse algo excepcional,
algo que ele aproveitaria, ter experi�ncias enquanto ainda pode.
Uma p�lula ou...
- Uma p�lula? - Espere... um brinquedo, como...
Por que n�o v�o juntos a uma daquelas lojas?
Est� vendo? Uma daquelas lojas! Juntos! Ou sozinhos.
Um desses dispositivos, dessas ajudas. Esse � o conselho da doutora.
Onde voc� estava?
No trabalho.
Ah, sim?
Deve ser um trabalho interessante.
Eu te vi.
O que voc� esperava? Conseguiu o que queria, certo?
Na verdade n�o.
Voc� deveria ter pensado nisso antes, minha querida.
Bem...
E agora?
Eu n�o sei. Voc� � a a psic�loga. Adivinhe.
Eu n�o comecei isso.
Voc� est� indo embora?
O que eu posso fazer diante das circunst�ncias?
- Entre! - Posso?
Por favor. Bom dia.
- Voc� tem hora marcada? - N�o, sou do conselho municipal.
- � sobre a den�ncia? - N�o, eu...
Ouvi sua apresenta��o...
no r�dio, sobre... sobre depress�o nas grandes cidades.
Eu meio que... me trouxe aqui.
- Certo. - Tudo bem?
Sente-se.
- Sinta-se � vontade. - Aqui?
Voc� pode deitar. Relaxe.
Eu tenho... tenho um problema.
E ningu�m me entende.
Sinto como se ningu�m entendesse nada.
As pessoas sempre pensam em si mesmas.
As pessoas s� pensam no presente,
s� sobre si mesmas e em como se projetam no mundo.
Nesse mundo devastado.
Em que... Preciso fazer algo sobre isso.
Ent�o eu tento, �s vezes...
Estou no comit� ecol�gico. N�s salvamos �rvores, mas � in�til.
De que adianta salvar �rvores
quando o pa�s inteiro est� sendo destru�do?
Est� coberto de concreto. � tudo asfalto e pontes.
Voc� dirige para cima e para baixo para cima e para baixo,
e tudo s�o apenas luzes vermelhas piscando.
O mundo inteiro � s� uma grande luz vermelha, um grande sinal de pare!
- E isso me assusta. Isso me assusta. - O que te assusta?
A grande luz vermelha. Esse pa�s � apenas um grande sinal de pare.
O fim da linha, o t�rmino. O final, nada...
- Nada existe! - Por favor, calma. Sente-se.
N�o posso sentar sabendo... O que vai acontecer?
E quanto a todas as crian�as quando acabar?
Voc� acha... Haver� �gua? Haver�?
Eu n�o quero viver em um mundo assim. Voc� n�o tem uma p�lula?
Uma p�lula definitiva, algo terminal?
Estou realmente com medo. Estou com medo. N�o por mim...
- Estamos todos com medo. Eu tamb�m. - Voc� est� com medo?
Como m�dica?
Estou com medo como pessoa, como todos.
A coisa mais importante �...
amar algu�m... e saber como dizer isso.
Voc� ama algu�m?
Eu amo algu�m?
Est� indo a algum lugar?
- Estou surpresa por falar comigo. - Com aquele idiota de novo?
Ei, eu te perguntei...
Voc� se lembra do que eu te perguntei?
Se voc� se refere � Praga, esque�a.
Mas � completamente normal.
Toda pessoa decente na Am�rica tem um psic�logo.
Quando te vejo nesse traje, acho que voc� precisa de um tamb�m.
Me ajude com isso.
As bugigangas n�o v�o te ajudar.
- Eu n�o consigo. - Voc� est� me sufocando.
Isso veio de um brech�?
Pare com isso, cara!
Eu j� te falei para n�o se meter na minha vida.
- Eu n�o sou uma garotinha. - Espalhe bem.
- Espalhe bem... - Me deixe em paz!
Um perfeito len�o de vov�.
Deus, por que eu quis um filho? Por que compliquei minha vida?
Voc� vai usar esses sapatos insanos? Voc� vai quebrar sua perna.
Merda, onde est�?
Voc� vem comigo ou n�o?
Venha ajudar uma mulher idosa com esses patrocinadores horr�veis.
- Aquele idiota estar� l� novamente. - Acabou h� muito tempo.
- Ele saiu. Como sempre por sua causa. - Eu sei como s�o esses finais.
- Ent�o o outro estar� l�. - Marek? Voc� arruinou isso tamb�m.
Voc� sabia que ele era casado?
Deus, eu me livro de um policial e outro toma o lugar dele...
- Est�o te procurando. - Quem poderia ser?
- Boa noite. - O que est� fazendo aqui? V� embora!
Eu tinha que te ver.
Meu Deus, saia daqui. Meu filho est� aqui.
- Oi, Petr. E a�? - Oi.
� s� o Petr.
Desculpe, minha m�e est� ficando senil.
O qu�? Esse � o Petr... Petr Kratochvil?
Sim, tia, � seu pequeno Petr. N�o me reconhece?
- Voc� � o Petr... - Que tal um beijo, tia?
N�o fique braba.
� brincadeira.
- O que voc� fez para ela? - Para a minha tia? Nada.
Talvez tenha sido muito familiar chamando-a de tia como antigamente.
Isso � rid�culo. N�o � sua culpa ela n�o ter se lembrado de voc�.
- Devo me desculpar? - Eu vou cuidar disso.
Eu sou uma vaca, vaca, vaca!
- Posso entrar? - O que voc� quer?
Petr pediu desculpas. Ele n�o teve a inten��o. N�o leve a mal.
Se quiser, ele vai te ajudar com os patrocinadores est�pidos.
S� saia daqui, por favor.
- Voc� faria um caf� para n�s? - Sim, s� saia.
Ah, meu Deus!
Doutora!
Eu realmente...
Bom dia, eu queria te agradecer por me compreender.
Por entender o que todos n�s precisamos.
Ah, sim?
Percebi que as pessoas que v�m te ver s�o anormais...
- Por favor, n�o grite. -...porque lhes falta amor.
- Mas n�s sabemos. - N�s quem?
Voc� e eu.
- N�s entendemos. - N�o fa�a uma cena. Vamos entrar.
Doutora, isso � para voc�.
Espero que saiba o quanto � maravilhoso que voc� exista.
Doutora, voc� � a �nica que me entende.
� legal da sua parte, Sr. Polivka... Sr. Dub... Mas eu n�o tenho tempo.
Eu n�o consigo me imaginar sem voc�.
- Doutora, eu... eu preciso ter voc�. - N�o conte com isso.
Todos contam. Contam quando seu cheque de aposentadoria chega.
Eu sei que voc� tem que resistir.
- Doutora... - Est� fedido e sujo aqui...
mas acham que o dinheiro est� sempre limpo!
Uma pessoa n�o pode viver sem amor.
Est�o me roubando e eu estou prestando queixa.
Quem est� te roubando?
Meu filho e minha neta.
- Quantos anos tem sua neta? - Cinco... ou dez?
- N�o! - N�o o qu�?
Ela nasceu durante o presidente Husak.
- Ou foi o Novotny? - O que isso significa?
- Eles te visitam? - N�o. Ningu�m nunca me visita.
Eu juro, doutora, o Senhor � minha testemunha.
Tive que abrir uma janela para n�o ficar fedendo.
Ah, meu Senhor...
N�o chore.
Pedirei que seu filho venha e acertaremos as coisas.
N�o, n�o fa�a isso!
Voc� n�o pode fazer isso!
Isso seria ruim.
Meu filho n�o viria mais.
Nem para o meu cheque de aposentadoria.
Um forte vento est� soprando!
O vento sacode as �rvores e h� uma grande tempestade.
Iluminando...
Chuva suave...
Todo o caminho at� o ch�o...
Os p�ssaros est�o cantando e o dia est� lindo...
Alonguem...
Oi, o que est� fazendo aqui? Entre, estamos nos exercitando.
Venha aqui... Cara, como voc� suporta isso?
- Quieto, o que est� fazendo? - P�vel, venha ajudar!
O Sr. Mrazak caiu de novo. R�pido, antes que ele morra.
Continuem alongando. Eu volto logo.
Fique tranquilo, Sr. Mrazek.
- Voc� ficar� bem. - Estamos quase l�.
Jesus, Maria, Jos�!
- O que est� fazendo? - Essa � uma oportunidade �nica.
Eu nunca poderia montar isso. Isso � real.
Pare de tirar fotos. Ela est� morrendo.
Ent�o aposto que ela n�o liga se eu tirar algumas fotos.
- S� um close, por favor. - Cai fora daqui!
- Eles n�o sabem de nada. - Por favor, saia daqui!
- Oi. - Oi.
Voc� esteve com algu�m aqui?
Ent�o voc� n�o terminou?
O que � isso? Outro presente do maluco?
�timo palpite.
Voc� est� bem? � por isso que est� em casa?
- Estou exausto. - Sim...
N�o � de admirar, depois de tantos dias.
Ou voc� est� s� passando?
- O que est� tentando dizer? - Nada. S� que voc� v� embora.
- Por favor, isso � uma amea�a? - Sim!
- Para onde eu iria? Essa � minha casa. - Isso � discut�vel.
Vamos, Hana...
Querida, voc� est� agindo como est�pida...
- Me deixe em paz. - Espere, por favor.
- Pensei muito em n�s dois. - � mesmo?
- E eu tenho uma ideia. - Ah, sim?
Ou�a...
� um programa terap�utico.
Terap�utico? Para qu�?
Estou falando s�rio. Um programa terap�utico para a nossa rela��o.
Voc� mesma disse que a vida � longa.
Sim? E da�?
At� voc�s, especialistas, dizem como tudo � complicado.
Continue.
Voc� n�o iria querer que nos separ�ssemos por nada.
Pense nisso, Honza. Voc� n�o quer separar a fam�lia.
� legal da sua parte consider�-lo.
E n�o �?
Ent�o e se n�s... E se tent�ssemos...
um trio.
Ela concordou. E voc�? Ela acha que � uma boa ideia.
O que me diz?
O que foi isso?
Voc� enlouqueceu?
Voc� deveria estar num hosp�cio, psic�loga!
Ele s� est� se aproveitando deles. D� uma olhada nas fotos do Petr.
Interessante. Me lembra um certo pintor.
Talvez seja a luz.
H� uma boa luz em voc� agora.
Posso?
Tenho rugas interessantes?
Cuidado, os velhos o repelem.
Absurdo. Isso n�o � verdade!
Pode, por favor, enfiar sua merda obscura na bunda?
Bem, bem, bem...
Petr, � voc�?
�timo. Venha aqui.
Venha aqui. Querido, eu preciso de voc�.
Ei aonde voc� vai? Aonde...
P�vel, � voc�?
Jesus Cristo...
- Vamos, Honza. Est� esfriando. - Estou indo...
MISS�O PERDIDA
Por que voc� est� sempre gritando?
Eu vou esquentar.
- Est� bom. - Como pode ser t�o insens�vel?
- Voc� nunca levanta um dedo. - Voc� nunca deu um bom exemplo.
Voc� n�o liga para nada, nem para mim.
- Ah, por favor, o que est� dizendo? - E voc� n�o pergunta a ningu�m.
A quem devo perguntar? A voc�? Seu pai partiu porque quis.
Eu sei... tudo � dif�cil.
Mas o que posso fazer? Tudo parece in�til...
s� uma perda de tempo.
Isso � �timo! E quanto a mim?
- Sou s� um aborrecimento? - Desculpe, eu n�o quis dizer isso.
Estou contente que esteja aqui.
Sabe do que eu gostaria? Que voc� e o pai se amassem.
N�o pense nisso, s� coma.
N�o se preocupe mais em perder tempo comigo.
Sente-se.
Ent�o...
- A situa��o piorou? - Sim e n�o. Na verdade n�o.
Mas... � meio impr�pria.
Eu ficaria muito infeliz...
...se as pessoas pensassem que isso �...
...algum tipo de incesto.
Eu n�o sabia que a rela��o de voc�s era t�o �ntima.
N�o queria que isso acontecesse, mas uma coisa leva � outra.
Pela primeira vez n�o � chato.
Isso � t�o empolgante, doutora.
Estou completamente tomada, especialmente pela idade dele.
� t�o extasiante!
S� a pele dele...
Estou surpresa de n�o ter descoberto isso antes.
�s vezes me sinto uma criminosa, mas � t�o excitante.
Isso � blasf�mia. Nunca vivi nada parecido.
Estou ficando louca por causa disso.
E ele? O que seu filho pensa?
Isso � que � pior.
Eu quero que continue, independentemente dele.
Parece t�o natural. N�o h� nada de mal nisso, n�o �?
Admita, doutora. Eu tenho esse direito.
Ningu�m liga se homens ficam com mulheres 30, 40, 50 anos mais novas.
Por que n�o posso fazer como desejo?
Espere um minuto. N�o entendo. Realmente n�o entendo.
- O que ele acha? - Quem?
- Seu filho. - P�vel?
Como eu disse, ele est� bem. Petr � amigo dele.
Eu me apaixonei completamente por ele.
Ah, pelo Petr!
O que ele acha? O Petr?
Voc� sabe... Talvez ele... tanta paix�o.
Acha que ele poderia estar fingindo? N�o, n�o � poss�vel.
Somos atra�dos por um poder t�o grande.
- Talvez ele tenha uma fixa��o por m�es. - Isso foi muito chato.
PESSOAIS
MULHERES PROCURANDO HOMENS
Eu sou tolerante...
Eu sou
loura...
Tenho um filho...
Eu me...
sustento...
Eu sou apenas...
sozinha.
M�e...
Honza, pensei que n�o estivesse em casa.
Est� falando s�rio?
Eu estava apenas brincando, experimentando.
Claro que n�o estou falando s�rio. Venha aqui, querido...
- Voc� sabe que � o �nico. - Acho que isso n�o basta.
ELE N�O PODE SE CASAR POIS J� � CASADO
- Deixou a luz acesa? - Provavelmente eu tenha esquecido.
- Onde eu pus as chaves? - Aposto que aquela resmungona pegou.
Ela n�o faria isso, embora seja capaz de qualquer coisa.
Aonde vamos?
Posso, querida?
Ah, eu adoro isso...
- Agora meus sapatos... - Seus sapatos, gatinha...
- Vou tomar banho de sapato. - Depressa, querida.
Voc� s� pode estar brincando! Vamos... saia daqui!
- Deixe-me em paz! - Saia daqui!
N�o pode imaginar o quanto ele foi bruto.
Pense na trai��o, doutora.
Ele n�o foi para casa comigo.
Ele ficou com ela!
Pode imaginar, doutora? Ele me abandonou no pior momento.
Eu vou mat�-la!
Eu vou mat�-la!
Seu monstro! Sua vaca!
Quem voc� pensa que �, vaca?! Saia daqui!
Eu vou mat�-lo!
Eu vou me matar! Me matar!
Acalme-se. Pare. Acalme-se.
Fique calma. Pronto, pronto, vai ficar tudo bem,
Voc� n�o vai t�-lo de volta dessa forma.
- Voc� n�o deveria ter ido l�. - Mas eu tinha de saber a verdade.
Ent�o... agora voc� sabe...
e veja como lida mal com isso. Pronto, pronto, vai ficar tudo bem.
Eu n�o sabia que ele era t�o...
- O que eu devo fazer agora? - N�o h� nada a fazer.
Voc� cometeu um erro. Tudo o que pode fazer � esperar.
- Como ousa! Eu vou encontr�-la. - Por favor, espere!
- Nunca vamos te perdoar. - Por favor, acalme-se.
- O que houve? - Nosso filho tentou se matar.
Ele cortou os pulsos.
- Voc� s� tratou dos nossos problemas. - � tudo por causa da sua bebedeira.
Minha bebida n�o tem nada a ver com isso. Isso � culpa dela!
Nunca falamos sobre seu filho. Por que ele fez isso?
Ele tirou notas ruins e foi muito duro com ele mesmo.
- Mas voc� sabia que t�nhamos um filho. - Sim, mas...
Fiquei com ela por causa dele. Se n�o, teria ido embora h� tempos.
Ah, por favor, voc� dizer isso agora � t�o horr�vel.
- Sil�ncio! � culpa dela! - Por favor, pare de gritar. Acalme-se.
Se comporte de forma decente e acalme-se.
Eu devo ser decente?
Acalme-se!
- � culpa dela. E sua tamb�m. - Minha culpa?
Eu vou process�-la!
Ent�o ela vai saber de quem � a culpa. Essa vaca!
Deixe-me em paz...
Eu estou no lugar certo? Minha m�e, Eva Kralova, me mandou.
- Voc� � o filho dela? - Sim.
Entre.
Como posso ajud�-lo?
Eu gostaria de falar sobre ela. Estou preocupado.
- O que houve? - Ela est� agindo feito louca.
- Sua m�e parece competente. - Mas o amante dela � s� um menino.
� mesmo?
- Ele � menor de idade? - Ele � meu amigo.
Por que ela n�o pode sair com ele? Ela � divorciada.
Porque n�o � apropriado. As pessoas est�o rindo de n�s.
Ela � muito velha.
Velha?
Em que sentido?
Velha demais para amar?
Por que isso te incomoda tanto?
Voc� n�o quer que sua m�e seja feliz?
Depois de tudo o que ouvi, n�o esperava que voc� fosse t�o convencional.
Ah! Ent�o ela fala sobre mim.
Aposto que ela fica falando mal de mim.
Pelo contr�rio. Ela te elogia.
Ela elogia sua compreens�o com os idosos.
Ela aprecia sua considera��o, mas se preocupa com seu futuro.
Ela deveria parar de se preocupar.
Mas Petr e eu �ramos amigos de escola. Sei como pessoas velhas o enojam.
Ele � completamente anti-humano.
- Ele est� zombando dela. - E voc� n�o est�?
Quantos homens de 60 anos t�m namoradas de 20?
Quantos anos Chaplin e Picasso tinham ao se casarem pela �ltima vez?
Isso � diferente, n�o �?
Seus horizontes parecem bem limitados, garoto.
De acordo com voc�, algu�m como eu j� est� com o p� na cova.
- N�o, voc� � mais jovem. - Voc� acha?
E se eu tiver um filho da mesma idade que voc�?
� voc�, Honza?
O que est� fazendo aqui?
Voc� me ouviu? Est� me esperando?
- N�o estou esperando ningu�m. - Vamos, o que est� dizendo?
- Ningu�m liga para mim. - Ah, querido...
Voc� � tudo para mim.
- Voc� bebeu? - Ah, vamos.
Esqueci minha chave. N�o tem nada demais.
Prove.
- �timo. - Sim?
Voc� � t�o inteligente.
- � a minha especialidade. - Percebi.
Excelente.
- Ol�. - Voc�s at� cozinham juntos, hein?
Esse doido apostou que terminaria o almo�o antes de voc� chegar.
E terminei.
Prove isso.
Acho que ainda est� faltando o toque final.
V� para o inferno com seus toques!
O que deu em voc�?
O que foi isso? Ele deve estar exausto.
- Ei, vamos. - Relaxe, pode me chamar de pai.
Saia da frente!
- Eu n�o acredito nisso! - Voc� foi longe demais.
Talvez ele � que tenha ido.
P�vel?
P�vel? Pare com isso. Podemos conversar, n�o podemos?
Voc� vai demorar?
- P�vel? Voc� vai demorar? - Tenho que lavar as m�os.
- Eu ainda moro aqui, n�o �? - Por favor...
Vou sair daqui.
Petr precisa lavar as m�os.
- N�o, n�o precisa. - Por favor, n�o v�.
N�o v�. N�o vista o casaco. Por favor, fique.
N�o se fa�a de tola.
Vamos fazer a exposi��o. Por favor, fique.
- N�o preciso disso. - Por favor, fique!
Volte para aquele idiota. Saia.
N�o v�, por favor.
Voc� arruinou as coisas para mim de novo!
Certo...
- O que est� fazendo? - Dando banho na Vendula! O que mais?
Meu marido e eu nos conhecemos pela internet.
N�o tem problema nisso. Ele realmente tratou Vendula muito bem.
Mas ent�o, meu pai
comentou que ela estava agindo de forma estranha.
- O que voc� fez? - Levei Vendula embora.
Ent�o ele come�ou a ir a v�rios lugares
dizendo que eu era uma m�e ruim.
e que ele estava se separando de mim.
- Voc� n�o quer o div�rcio? - � claro que quero!
Mas ele s� quer ficar com a cust�dia da Vendula.
E eu estou com tanto medo
de n�o conseguir proteg�-la.
Porque ningu�m acredita nisso.
- Ningu�m acredita em mim. - Ela tamb�m n�o acredita?
Ela n�o acreditou em mim.
Voc� tem hora marcada? Voc� tem que esperar.
Ah, n�o, n�o vou esperar nada. Chega de espera.
- Por favor, acalme-se. - Eu estou calmo, doutora.
Estou completamente calmo...
porque eu a matei.
- Agora estou em paz. Entende? - Vamos, Sr. Benda.
- Venha conosco. - Espere, h� algum engano.
Doutora... Qual o problema de voc�s, policiais? Isso n�o � normal!
Essa � a sua ajuda, doutora?
Fa�a alguma coisa, doutora, � para isso que est� aqui.
Com licen�a, solte essa menina. Eu disse para solt�-la.
Solte a crian�a!
- Solte a crian�a. - Jirina!
Saia daqui!
Quem voc� pensa que �? Venha aqui, Johana.
Vaca hist�rica!
Ela � louca ou o qu�?
Ei, eu estava indo te ver.
Me ajude. Eu acabei de agir como uma tola.
Eu preciso dar um tempo.
� demais.
Est� tudo piorando. N�o h� esperan�a.
E voc�?
- Ainda tentando separar sua m�e? - N�o.
Sem esperan�a tamb�m?
Por favor, n�o beba tanto. Preciso falar com voc�.
Eu sa� de casa.
Est� na hora.
Na verdade, eu fui expulso.
Coitado, e agora? � por isso que est� aqui?
- Est� zombando de mim? - N�o.
Desculpe, estou no fim da linha. N�o sei o que fazer.
Voc� sabe. Apenas pensa que n�o sabe.
- Outro, por favor. - Saindo j�.
Eu preciso de voc�.
- Bem, tamb�m n�o h� esperan�a. - Por qu�?
Parece t�o simples para voc�.
- Voc� � t�o incrivelmente jovem. - Em que sentido?
A idade � um fator decisivo?
Ningu�m sabe o que vai acontecer.
Ou voc� acha que j� n�o h� esperan�a para mim?
Talvez n�o haja esperan�a para n�s dois.
� s� que n�o sabemos.
Estou com medo de olhar para as pessoas porque vejo seu destino.
Tenho medo de pensar em tudo porque eu poderia influenciar.
Eu tenho um poder t�o terr�vel.
Tenho medo de que se pensar em algo, vai acontecer.
N�o sei o que fazer. Estou ficando louca. Por favor, me ajude!
N�o tenha medo. S� olhe nos meus olhos.
Ah, n�o, n�o, voc� n�o quer isso. Eu n�o quero. Eu n�o posso.
Apenas tente. Nada mais me importa.
Estou curiosa com o que voc� vai ver.
Vejo que voc� perdeu a esperan�a,
mas ainda tem uma chance.
Voc� tem seu destino
em suas m�os nesse momento!
Ol�. Com licen�a... Eu precisava vir.
- Sr. Dub, n�o tem hora marcada. - � semana que vem.
Eu n�o vim como paciente.
Eu vim pedir sua m�o.
Um noivo? J� est� se tornando realidade.
Voc� � extraordin�ria... Nem que seja na sua rejei��o a mim.
Esse lugar n�o � para voc�. Vou te mandar para um sanat�rio.
Sim. De verdade.
N�o ria. Voc� tem algo a mais.
Eu quero te ajudar. N�o ria.
Eu tenho os meios. Estou te oferecendo seguran�a.
Voc� n�o me conhece, ent�o deve pensar que estou brincando.
Mas � s�rio, n�o estou brincando.
Pense nisso. Tudo pode mudar se voc� quiser.
Eu estarei esperando...
Eu estarei esperando...
Esperando...
Foi assim que imaginei que a vida fosse.
- Ol�. - Senhor! Senhor!
Voc� tem hora marcada?
- N�o, mas n�o sei o que fazer. - Certo, posso dispensar um minuto.
N�o conseguiu resolver com seu marido?
De jeito nenhum. N�o aguentei. Tudo para ele � deboche.
- Eu precisava ser livre. - E voc� est�?
No come�o fiquei aliviada, mas agora estou aos peda�os.
Ningu�m vai me ajudar e estou sozinha com uma crian�a.
Ele n�o vai voltar. N�o pode resolver isso de alguma forma?
- Ou devo encontrar algu�m novo? - Ent�o perderia sua liberdade.
- Eu n�o quero ficar sozinha. - N�o est�. Voc� tem um filho.
- Ele tamb�m vai embora um dia. - A vida � assim.
Voc� tem que decidir, mas n�o est� disposta a faz�-lo.
E se eu tiver cometido outro erro?
Tem que aprender a conviver com o risco.
Conviver com o risco... �timo conselho.
- N�o existe seguran�a. - N�o existe seguran�a...
Ah, Deus...
Eu tenho medo de escuro.
Tenho medo... de que tudo acabe algum dia.
Sacrifiquei at� meu filho para n�o perd�-lo.
- Voc� est� feliz? - Eu nem sei.
Eu estou feliz?
Na verdade, sim.
Na verdade, estou feliz porque em breve tudo far� sentido.
Nada � entediante. Tudo � t�o... excitante.
Mas tamb�m � verdade que estar sempre em guarda � exaustivo.
Estar sempre presa, insegura, desconfort�vel, sabe?
Acredita que tenho vergonha at� de comer na frente dele?
Na verdade, isso � bonito.
Por que eu deveria perder isso?
Como imagina sua rela��o e a si mesma daqui a dez anos?
Depois que seu filho tiver filhos e voc� for av�?
Eu n�o ligo. Todo momento � bom.
O que tiver que ser, ser�, certo?
E o Petr?
Ele ainda quer uma exposi��o?
Ele n�o fala disso.
Mesmo que o interesse dele seja calculado...
Eu n�o me importo.
Quem n�o calcula hoje em dia?
N�o...
Eu n�o vou desistir dele.
E de qualquer forma, todos morreremos um dia.
Voc� mesma disse que uma pessoa tem de aprender a enfrentar riscos.
E eu estou enfrentando.
Desculpe...
Al�?
N�o, n�o. N�o vale a pena.
Eu sei, mas n�o... Eu tenho que ir.
� voc�, P�vel?
- O que est� fazendo aqui? - Te esperando. Eu te quero.
Imposs�vel.
Desculpe, mas isso n�o faz sentido.
N�o, P�vel, isso n�o � poss�vel.
- Por favor, n�o! - N�s temos que conversar!
Imposs�vel. Isso n�o faz sentido algum. N�o...
Se esconda!
- Boa noite. - Boa noite.
Por que a luz est� apagada?
- Obrigada. - Tchau. Venha...
Tchau.
P�vel...
Certo, tudo bem. Vou te apresentar ao meu filho.
- N�o, obrigado. - Voc� tem que ir.
Honza?
- Esqueci, ele est� na casa da av�. - S� estou interessado em voc�.
- � voc� que estou procurando. - Pare. Pare com isso!
Por favor, pare!
Realmente! Nossas duas gera��es n�o t�m nada em comum.
- Voc� est� errada. - N�o...
N�s somos dois seres que se encontraram.
- N�o. - N�o ria!
M�e, � voc�?
Isso � demais.
Sim, n�s realmente encontramos algo...
Voc� est� me esperando?
J� se decidiu?
N�o � sobre isso.
Eu preciso de voc�.
Isso voc� n�o deveria ter feito.
Por qu�? Voc� pode explicar?
Eu n�o entendo. Voc� me ofereceu tantas op��es.
Doutora, eu gostei do fato de voc� ter resistido.
- Sabe o que quero dizer? - Bem...
Eu gostei da sua for�a. Voc� n�o � uma desistente.
Preciso de uma parceira forte. Queria voc� fosse feliz comigo por quem sou,
n�o porque sou milion�rio.
Eu n�o dou a m�nima para o seu dinheiro.
Eu n�o valorizo as coisas em termos financeiros.
Eu n�o tinha para onde ir, ent�o confiei em voc�.
- Eu n�o deveria ter vindo. - N�o, voc� n�o deveria.
N�o estou interessado em ser a �ltima op��o de algu�m.
Voc� me desapontou... como tantas outras.
Seu esnobe ego�sta! Eu quero ser como todas as outras!
Eu quero ser uma das que chuta sua bunda pretensiosa!
E de todos os idiotas como voc�!
Vai pro inferno!
� voc�? Esteve aqui a noite toda, doutora?
- Vou trazer um caf�. - Acabou. Estou acabada.
O que foi?
Preciso falar com a doutora. Eu n�o aguento.
- N�o sei mais o que fazer. - Nem eu. Entre.
- Qual � o seu nome? - Helena Hruzova.
Doutora, eu fiz uma coisa horr�vel.
Estou possu�da por um medo terr�vel, sou capaz de qualquer coisa!
Voc� n�o est� sozinha... Continue.
Meu marido saiu com as crian�as de f�rias,
mas tive que ficar em Praga, j� que n�o consegui folga do trabalho.
Bem, o tempo estava t�o bom,
ent�o um colega de trabalho e eu decidimos fazer um passeio de barco.
Ei, a Ponte Charles!
Essa n�o � a Ponte Charles. Ela est� l�.
Ah, l�...
O que est� fazendo? Pare!
E se algu�m nos vir? Pare!
Mas eu n�o esperava ver o que eu vi.
Ele exp�s seu tro�o horr�vel.
N�o! N�o! Pare!
N�o queria que ningu�m nos visse. Queria que acabasse r�pido.
Acredite em mim, doutora, nunca foi infiel ao meu marido.
Nem nos meus sonhos.
Imagine s�, transar sob o Teatro Nacional?
E o que � pior, com vista para o Castelo!
E se o presidente estivesse olhando?
English subtitles: John Brent FILMPRINT s.r.o.
Tradu��o: pami www.makingoff
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