All language subtitles for Hangmen Also Die (1943).1080p

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish Download
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese Download
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

"OS CARRASCOS TAMB�M MORREM"

NEM A TRAI��O DA TCHECOSLOV�QUIA...

NEM O DERRAMAMENTO DE SANGUE...

EXECUTADO PELAS HORDAS DE HITLER...

ABALARAM O ESP�RITO DESTE POVO.

MIL ANOS DE UMA FLAMEJANTE TRADI��O ARDEM EM SEUS CORA��ES.

E NESSE FOGO DE LIBERDADE SE FORJA UMA FRATERNIDADE SECRETA.

UMA ARMADA OCULTA DE VINGADORES...

DECIDIDOS A LIBERTAR SUAS TERRAS DO INVASOR NAZISTA.

REINHARD HEYDRICH GOVERNOU OS TCHECOS EM NOME DE HITLER.

SEU REINADO DE TERROR FEZ A POPULA��O...

CHAM�-LO DE "O CARRASCO".

ELE ASSINAVA SUAS SENTEN�AS DE MORTE NO CASTELO HRADZIN...

QUE DOMINA A ANTIGA PRAGA...

CAPITAL DA INFELIZ, POR�M INVENC�VEL, TCHECOSLOV�QUIA.

Sua Excel�ncia, o Protetor do Reich, vir� imediatamente.

Que progressos foram feitos, General Votruba...

no recrutamento do batalh�o tcheco antissovi�tico?

- O F�hrer conta com voc�. - Sim, mas est� muito dif�cil...

pois, infelizmente, nossos camponeses e oper�rios t�m...

muita simpatia pelos russos.

Nossa produ��o cresceria se aumentarem os sal�rios...

porque a comida � muito escassa...

e muitas vezes provoca exaust�o.

Admito que seus trabalhadores talvez sejam mal pagos...

mas como uma ra�a inferior, como escravos, s�o muito bem pagos.

Voc� diz para aumentarmos os sal�rios.

Para poderem imprimir mais propaganda subversiva?

TRABALHADORES TCHECOS TRABALHEM MENOS

TRABALHEM MENOS

Distribuem este material criminoso todo dia na f�brica.

Todas as se��es est�o contaminadas!

Sua Excel�ncia, o Protetor do Reich!

Sua Excel�ncia, o Protetor do Reich disse...

que os relat�rios de Skoda s�o um lixo.

Esses porcos fedorentos se recusam a trabalhar.

H� 37 mil trabalhadores l�.

E com uma sabotagem t�o escandalosa...

apenas 50 foram executados.

Porque n�o 500?

O que ele disse?

Que fuzilar apenas 50 dos 37 mil � rid�culo.

Ele exige pelo menos 500 vidas. Cinquenta n�o � nada.

Sil�ncio!

A f�brica de muni��es da Tchecoslov�quia...

ficar� nas m�os da Gestapo.

Eu, pessoalmente, serei o respons�vel em Skoda.

Com sua permiss�o, Excel�ncia...

talvez haja outro meio menos dr�stico...

Este homem ficou louco...

falando comigo nesta l�ngua?

Insisto que todo tcheco s� fale em alem�o. Entendido?

Alem�o! Alem�o! Alem�o!

Vou ensinar estes rebanhos da f�brica a obedecerem...

para que n�o voltem a ouvir ou ver nunca mais.

Para o carro!

Para aqueles que n�o compreenderam Sua Excel�ncia...

a produ��o total tcheca de armamentos...

passou para minha responsabilidade na Gestapo.

O Protetor do Reich supervisionar� pessoalmente...

as execu��es necess�rias na f�brica em Skoda.

Para Skoda!

N�O TEMOS BATATAS Sra. Dvorak!

- Bom dia, Srta. Novotny. - Bom dia.

Espero que tenha um quilo de batatas.

Desculpe, Srta. Novotny, talvez amanh�.

Os nabos est�o bonitos.

Ter� que ser nabo de novo e um bonito repolho.

- Por que deixa o motor ligado? - Espero um cliente.

� proibido desperdi�ar gasolina, n�o sabe?

Sim, mas a bateria est� baixa e n�o quero dar a partida.

Desligue o motor! Desligue o motor!

Agora, d� a partida.

Recarregou sozinho.

Usam este truque para consumir mais combust�vel.

- Continue e n�o pare. - N�o sei, n�o entendo.

- Precisei da manivela hoje cedo. - Para a delegacia.

- Mas n�o recarregava... - Vamos!

Prenderam Vanya. V�, r�pido.

Ande.

Desculpe, senhora. Viu um t�xi esperando aqui?

Sim, agora h� pouco...

mas teve problemas com a Pol�cia de Ocupa��o.

Eles o levaram.

Obrigado.

V�o por ali.

Voc�s, procurem l�.

Mo�a...

viu um homem sair correndo deste beco?

Sim.

Para que lado ele foi?

Para l�.

� melhor voltar para casa.

Ponha na conta.

Muito obrigada, Sra. Dvorak.

Documentos.

Um, por favor.

Atiraram em Heydrich!

Atiraram em Heydrich.

Balearam Heydrich.

Atiraram em Heydrich.

Parem o filme.

Acendam as luzes!

Parem o filme.

Quem come�ou a aplaudir?

Quem?

Respondam.

Ningu�m aplaudiu.

Exijo saber quem come�ou.

O soldado desconhecido.

Mostrem sua identifica��o.

Ningu�m poder� sair.

Fique aqui. Ningu�m pode sair.

Ningu�m pode sair!

- Senhor? - O qu�?

Calma, Anna, para que tanta pressa?

Di�rio da Bo�mia! Novo decreto de racionamento!

Fiquem informados.

Di�rio da Bo�mia! Novo decreto de racionamento!

E da�? Pegamos "o carrasco".

O estado de emerg�ncia pro�be fechar portas e janelas.

Fica proibida a aglomera��o. Estado de emerg�ncia.

ALUGA-SE QUARTOS

N�o!

- Ficarei aqui. - N�o � poss�vel.

Por qu�? Porque prenderam o taxista?

N�o sei, ordens.

N�o posso ir para casa, eu seria reconhecido.

- V� para um hotel. - Revistar�o todos os hot�is.

- Para onde eu irei? - E eu que sei?

Sempre sonhei em dar um enxoval � minha filhinha...

mas os alem�es limparam todas as lojas.

Mas, m�e, n�o imagino nada mais bonito. E era sua.

- S� precisa de um ajuste. - Ajuste?

Tia Millie, sugiro isso h� tr�s meses.

- Agora s� restam duas semanas. - Ol�, meninas.

- Ol�, papai. - Ol�, Stepan.

Helene.

Est� tudo bem, Stepan?

Sim, tudo.

- Heydrich levou um tiro. - Heydrich? Quando?

- Onde? - Ao meio-dia, na Av. Kladno...

que conhecemos por Rua Ludendorf.

Est� tudo no jornal.

Pai.

Sim?

Acho que vi quem foi. O homem que atirou...

Feche a porta.

- Tenho certeza que vi. - N�o. Voc� n�o viu nada.

- Mas eu vi. - Voc� n�o viu ningu�m.

Pai, o senhor n�o est� envolvido?

N�o, filha. Desliguei-me da pol�tica h� 15 anos.

� que, nesses casos, ningu�m diz nada.

Exemplo: Se contar para A...

A contar para B, e B disser para C...

C conta o segredo para D e n�o h� muita dist�ncia entre E e F.

F sopra para G e G significa Gestapo.

Eu entendo, pai, mas voc�...

Escute, venha aqui. Ou�a.

Aqui.

Defini��o de ningu�m...

"nenhum, nenhuma pessoa, zero. Ningu�m!"

Nem a mim, nem � sua m�e nem a seu irm�o mais novo...

nem mesmo ao seu noivo Jan. Ningu�m significa ningu�m.

Ou�a. Tenho essa bateria h� 5 anos. �s vezes funciona, outras n�o.

� maluca.

Voc� tamb�m, meu caro.

Segunda a Gestapo, era de um carro incendiado num dep�sito...

em outubro.

- � um certificado de baixa? - Isso.

Posso ver?

Pode.

LEI MARCIAL!

PROTETOR DO REICH EM ESTADO CR�TICO

Seu t�xi era o carro de fuga.

N�o sei nada sobre isso.

Voc� vai falar com a Gestapo.

Aten��o!

"Por ordem da Pol�cia de Ocupa��o...

todos os restaurantes, caf�s, teatros...

e edif�cios p�blicos ser�o fechados imediatamente.

O toque de recolher come�a �s 19h.

A partir desta hora, qualquer pessoa na rua pode ser baleada."

- J� deve ter cruzado a fronteira. - J� n�o mais h� fronteiras.

Pararam todos os trens e fecharam as fronteiras.

Espero que ele tenha deixado Praga.

- As coisas est�o ruins para eles. - Verdade.

Com licen�a, temos que fechar.

Muito obrigado, senhor.

Deve haver outra maneira que n�o seja assassinato.

Qual ser� o resultado? Mais terror e derramamento de sangue.

Ser� como o massacre na universidade.

Jan, estes 120 jovens deram suas vidas para dizer ao mundo...

que ainda somos tchecos. Que sempre seremos tchecos.

- Eu concordo, mas... - Pelo menos isso.

Cale-se, Beda.

Qual � a densidade do f�sforo, futuro cunhado?

N�o tenho a menor ideia.

Beda, me pegou, n�o sei.

Voc� � qu�mico, devia saber de cor.

Ent�o, Jan?

Sim, deixe-me pensar...

especificamente...

Como qu�mico, s� tenho que saber onde procurar.

Voc� que deve saber de cor, futuro cunhado.

Jan, apresse-se se quiser chegar em casa antes do toque de recolher.

Beda, v� � cozinha e diga � tia preparar algo para Jan.

Com os restaurantes fechados, ficaria sem jantar.

Muito obrigado, Sra. Novotny.

- Boa noite, ent�o. - Boa noite, Jan.

Venha.

- Amanh�? - Amanh� e amanh� e amanh�.

Boa noite, querida.

Boa noite.

A florista me deu seu nome.

Mascha, quem �?

N�o sei para onde ir.

- Mascha. - Sim, tia.

N�o, n�o h� ningu�m.

Voc� me ajudou uma vez, Srta. Novotny.

- Sim, mas... - Mascha.

J� vou, tia.

Entre depressa.

Por aqui.

Largue o livro, Beda, � hora de jantar.

Sim, m�e.

Ol�.

Que flores bonitas!

Mascha, n�o vai me apresentar?

Sim, claro. O senhor...

- Karel Vanek. - N�o quer entrar, Sr. Vanek?

Venha.

Stepan...

Pai, apresento um amigo, Sr. Vanek.

- Sua filha e eu nos conhecemos... - No concerto da sinf�nica.

Meu pai, o prof. Novotny.

- Muito prazer. - Igualmente.

Tive a honra de conhecer sua filha no intervalo.

Tenho a partitura.

Voc� � m�sico, Sr. Vanek?

N�o, amador.

Na verdade, sou arquiteto.

Estava prestes a acompanh�-la esta noite...

mas me senti mal no �ltimo minuto

Uma pena, mas depois n�o teria tido o prazer...

de acompanhar sua filha para casa.

Ent�o, mora aqui, Sr. Vanek?

N�o... n�o, estava de passagem.

Eu queria me apresentar.

Jovem, est� ciente de que passam das 19h?

Para mim, s�o 18h30.

A hora certa � 19h15. Seu rel�gio est� atrasado, Sr. Vanek...

e isso pode ser perigoso hoje.

Sim, vou me apressar.

Se estiver na rua ap�s 19h, atiram sem avisar.

Meu irm�o...

O jantar est� pronto, Helene.

N�o pense em ir.

- Millie, ponha outro prato. - Sim.

Por sorte esper�vamos outro convidado esta noite.

Quer jantar com a gente?

Eu n�o sei o que dizer...

N�o diga nada, Sr. Vanek, n�o � necess�rio.

Certo, Mascha?

N�o se deixe impressionar por esta porcelana.

- Nabos novamente? - E repolho.

Meu marido gosta de usar essa lou�a...

para lembrar os bons tempos.

Permita-me corrigi-la, Helene.

N�o para lembrar dos bons tempos...

mas dos maus tempos que vir�o.

Este prato � de carne.

Cont�m repolho, quando deveria conter carne.

� por isso que insisto que coma conosco.

Concordo com voc�, prof. Novotny.

O que acha do assassinato de Heydrich, Sr. Vanek?

Totalmente inesperado, n�o acha?

E inevit�vel, n�o parece?

Sim.

Ainda bem que o assassino conseguiu escapar.

Millie, por favor.

Vou ver quem �.

- Era a Sra. Sacha. - Nossa zeladora.

Todo homem com mais de 13 anos de idade...

deve se registrar na pol�cia at� amanh�.

Todos os infratores ser�o mortos.

Voc� est� livre, Beda.

Pelo visto, n�o lhes interessa tchecos com 11 anos.

Certo. Que continuem a pensar assim.

Deve haver not�cias no r�dio.

� poss�vel.

Beda, d� um tempo no repolho e ligue o r�dio.

Sim, senhor. Obrigado.

Beda, n�o tocou na comida.

Prefiro p�o.

Tome cuidado, � p�o Ersatz, n�o � f�cil de cortar.

- N�o, eu sabia. - Pobre Beda.

"Lutem, meus homens...

estou ferido, mas n�o morto".

N�o � nada, estou bem. Fique calma, m�e.

- � profundo, precisa de pontos. - Posso ver?

- V� p�r o dedo sob a �gua. - N�o � nada, tia.

Acho que n�o precisa de pontos, Sra. Novotny.

Se tiver alguma atadura, algod�o e iodo...

- Sangra muito. - Podemos estancar a hemorragia.

Muito bem, Beda.

Segure, por favor. Gire-o.

Interrompemos a programa��o para dar as �ltimas not�cias...

das autoridades da ocupa��o.

Qualquer pessoa que colabore na fuga do assassino...

ser� executada.

Todos os familiares de tais c�mplices...

sofrer�o a mesma pena de morte.

A popula��o deve nos fornecer qualquer informa��o...

que conduza � captura do assassino."

Quem retiver tal informa��o, incorrer� na pena de morte...

por este crime monstruoso que paira sobre o povo tcheco...

Os g�nios l� de cima pensam que podem intimidar os tchecos...

com advert�ncias p�blicas, idiotas.

Seria preciso algo mais concreto para obrig�-los a entreg�-lo.

Um bom chute no traseiro.

- Czaka! - O qu�?

Estava me ouvindo?

Desculpe?

O que faz aqui?

Nada.

Arquivo C, est� certo.

Czaka come�a com C.

Voc� est� curioso.

Curioso para saber o que a Gestapo poderia ter...

no relat�rio da honrada cervejaria Czaka.

Vou dizer: Sua cerveja � boa. Sa�de!

Mas o dono da cervejaria n�o.

Certo. Espero voc� no fim de semana em casa.

- Voc� � um sabich�o. - N�o d� uma de alem�o.

Se seu fascinante povo for � pol�cia...

eu terei que aprender sua l�ngua maluca. Perfeitamente.

A primeira lista, inspetor.

Editor...

ferrovi�rio...

professor.

Isso � bom. Padres s�o sempre bons.

Eles nos prejudicam mais que todos os outros...

em todos os serm�es.

Tenho uma �tima sugest�o.

Nykvar, o poeta.

Nykvar?

Para qu�? Ele n�o � politizado.

S� escreve bal�s folcl�ricos, poemas infantis, f�bulas.

Herr Gruber, se tem inten��o de germanizar o protetorado...

deve come�ar com as crian�as.

Ideia excelente, Sr. Czaka.

Desculpe, professor...

eu posso perguntar � zeladora se h� um quarto dispon�vel...

onde eu possa passar a noite?

Sei com certeza que n�o.

Mas h� um sof� no meu est�dio...

que, com certeza, n�o � desconfort�vel.

Ele est� pronto � sua disposi��o.

Muito simp�tico da sua parte.

N�o h� alternativa, certo, Sr. Vanek?

Espero que este carrilh�o n�o o impe�a de dormir.

� o hino de Wenceslau?

J� estou acostumado, ou�o-o todas as manh�s.

Que �poca estranha. Um homem conhece minha filha no concerto...

e na semana seguinte j� mora em casa.

Acha que os vizinhos comentar�o? E Jan?

- N�o vejo por que deva saber. - A zeladora sabe.

Sabe?

Sim.

Quem lhe contou?

Tomamos caf� bem cedo, Sr. Vanek.

J� que est� proibido dar aulas na faculdade...

alguns alunos meus v�m aqui para continuar os estudos.

- Boa noite, filha. - Tenho que falar com o senhor.

Pe�o desculpas, mas j� � tarde demais.

Um velho como eu n�o pode acompanhar o ritmo dos jovens.

Boa noite, Sr. Vanek, espero que descanse bem.

Boa noite, minha filha.

Boa noite, pai.

N�o precisa dizer nada, ele sabe.

Voc� contou a ele?

Tentei, mas n�o quis ouvir.

� um velho revolucion�rio.

Ele foi exilado com os fundadores da Rep�blica.

Transmiss�o da BBC.

O governo tcheco no ex�lio informa que a ousada execu��o...

do carrasco Heydrich pode causar um banho de sangue nacional...

t�o selvagem que s� a barb�rie nazista � capaz.

Esta jovem que enganou nossos homens...

j� deve ter comprado legumes na sua quitanda.

Talvez, mas n�o sei seu nome.

Pegue-o de novo.

Isso. Devolva-o ao seu lugar.

�ptimo.

Diz que n�o sabe onde a garota mora?

- N�o. - Seu caf�, Herr Ritter.

Muito obrigado.

Caf� de verdade.

Agora, Sra. Dvorak, comecemos do in�cio.

N�o fique nervosa.

Estou disposto a lhe dedicar toda a noite...

e mais, se for necess�rio.

Certo?

Muito bem.

Ou�a-me com aten��o, Sra. Dvorak.

Sabe onde voc� est�?

Sim.

Onde, exactamente?

Na Gestapo.

E acha que pode sair daqui sem dizer a verdade?

Certo.

Esta jovem...

que mandou nossos homens na direc��o errada...

deve ter comprado verduras muitas vezes em sua quitanda.

S�o 8h. Ontem � noite, o m�dico pessoal do F�hrer...

fez uma opera��o na medula espinhal...

de Sua Excel�ncia, o Protetor do Reich...

para remover tr�s balas de pistola.

- Alguma novidade? - N�o. Nada ainda.

Aqui.

Detiveram v�rias pessoas.

Fontes de confian�a dizem que a Gestapo tem pistas...

- que conduzir�o ao assassino. - O taxista.

- N�o. - Quem, ent�o?

Eu n�o sei.

Tenho que ir agora.

Comunicado importante da Autoridade de Ocupa��o.

Assumindo responsabilidade pr�pria...

o chefe da Gestapo em Praga...

Kurt Haas anunciou imediata retalia��o...

devido � falta de colabora��o da popula��o civil.

Espera-se medidas severas.

Eles n�o sabem de nada.

Se soubessem, n�o amea�ariam.

Srta. Novotny.

Abram!

Venham comigo. Voc�s, fiquem aqui.

Quem � voc�? Como se chama?

- Karel Vanek. - Voc� mora nesta casa?

Quem � voc�?

Sou o prof. Novotny. Quem est� procurando?

- Voc�? - N�o!

Quietos, n�o interfiram!

Por qual motivo?

Pelo hediondo e repugnante crime cometido contra...

a pessoa do Protetor do Reich. E da recusa...

dos tchecos que resistem em cooperar conosco.

Ser�o feitos ref�ns at� que o assassino...

seja entregue aos oficiais.

E se ele n�o for entregue?

Isto � da responsabilidade da Autoridade de Ocupa��o.

Se entendi, senhor, e a favor de minha fam�lia e alunos...

o terr�vel e abomin�vel crime...

cometido contra Sua Excel�ncia, o Protetor do Reich...

ou mais corretamente, a in�dita...

trai��o de meus compatriotas...

que se recusam a cooperar plenamente com seus "protetores" alem�es...

obriga-o a fazer-me ref�m...

junto com muitos outros, presumo, at� que o assassino se entregue...

e nossas vidas dependem da sua.

- Correto? - Correto.

- Pai, n�o. Eles n�o podem... - Podem, sim.

Podem me prender e a mais centenas.

Na verdade, podem prender as centenas que estiverem na lista.

Mas acredito que n�o encontrar�o um �nico traidor entre n�s.

- Nem em toda a na��o tcheca. - Quem � voc�? E o resto?

Antigos alunos meus. Dou aulas particulares.

Isso tamb�m � proibido?

Fique de boca fechada ou receber� li��es de verdade. Prepare-se.

Por que levar�o meu marido se n�o sabe nada?

N�o interrompa!

- Ludmilla. - Sim?

Pode preparar minhas coisas? S� para passar a noite.

Sim.

Navalhas n�o s�o permitidas.

Acredito que continuar�o com seus estudos.

N�o se sobrecarreguem com o "Vale Forge".

Pai!

Boa sorte.

- Obrigado. - Por favor, v�.

Todos voc�s.

- Stepan, eu estou com medo. - Eu sei, eu sei.

Minha filha.

Obrigado, irm�.

Adeus, filho.

Lembre-se bem de tudo isto.

Vou me lembrar.

Estou pronto.

Vystyd, sacerdote.

Votruba, general.

Pravotka, judeu.

Necval, escritor.

Schyler, funcion�rio.

Matouseck, oper�rio.

Aten��o!

Quem � o mais velho?

Aqueles que t�m mais de 50 anos, levantem as m�os.

Voc�, nome.

Prof. Stepan Novotny.

Fique ereto quando falar comigo!

Novotny, ficar� respons�vel por este barrac�o.

Ser� o �nico respons�vel pelo cumprimento das regras.

Fiscalizar� a limpeza.

Nada de cuspes ou ch�o sujo.

Todos os cadar�os, suspens�rios, la�os e cintos...

ser�o entregues no gabinete do comandante em uma hora.

Entendido?

N�o mova a cabe�a. Fale!

Deveria ter se agasalhado melhor. L� � frio e �mido.

O assassino deve se entregar ou � um monstro.

Se soubesse quem ele �, teria ido para a pol�cia.

- Qualquer um em Praga deveria. - Tia Millie, n�o � t�o simples assim.

- Por que n�o? - Quem o ajudou...

n�o pode ir � Gestapo depois do comunicado de ontem.

Seria como assinar sua pena de morte e de sua fam�lia inteira.

Qualquer um que sabe...

e o ajuda � t�o culpado quanto o assassino.

Mascha!

Jan, cuide de Mascha.

Mascha, posso fazer algo?

S� h� uma esperan�a...

que ele se entregue.

Sim, temo que sim.

Querida, tenho que...

voltar para o laborat�rio.

Sim.

Estranho, quando a deixei ontem � noite...

cruzei com algu�m que carregava rosas vermelhas.

Sim, a florista enviou � minha m�e.

Ela � uma cliente antiga.

Vou ver quem �.

- Beda! - Fecharam a escola a semana toda.

Dizem que � por causa de Heydrich...

mas ouvi que a usam para os alem�es feridos nas batalhas com os russos.

- E papai? - Ainda nada.

Se souber de algo, me diga.

- Sim, Jan. At� logo. - At� mais.

- Tchau, Jan. - Tchau, Beda.

- Beda, sua atadura est� suja. - N�o, s� um pouco solta.

- Vou arrumar. - N�o, eu arrumo. Venha.

Devia ter aulas com o Sr. Vanek. Ele � especialista.

HOSPITAL S�O PANCR�CIO

DR. F. SVOBODA

Sua vez, Sr. Dedic.

Boa tarde, doutor.

Boa tarde.

O prontu�rio, doutor.

Como vai?

Ontem temia certas complica��es, mas estou muito melhor hoje.

- Os curativos est�o aqui. - Obrigado. � tudo.

Tomei dois calmantes.

� normal para quem viveu suas �ltimas 24 horas.

Quando prenderam Vanya, pareceu bem s�rio...

por isso tivemos que deix�-lo se virar.

- Entendi. - Voc� trabalhou bem, Svoboda.

Agora come�ar�o o horr�vel banho de sangue.

Sim.

Eles j� t�m uns 400 ref�ns.

Sab�amos que haveria ref�ns.

Sim.

Sim, j� sab�amos, n�o �?

Ontem estive com a fam�lia do Prof. Novotny, o historiador.

N�o...

n�o que o conhecesse.

A filha dele me ajudou.

Ela deu informa��es incorretas aos soldados.

Esta manh�...

Dedic...

decidi me entregar.

- Svoboda! - N�o quero ter nenhum gesto nobre.

Nem me tornar m�rtir...

mas 400 vidas...

Quatrocentas?

Dedic, eu sou s� um.

E quando lutarmos com os alem�es?

Far� falta, Svoboda. N�o tem o direito de se render.

N�o se preocupe.

N�o tirar�o nada de mim sem me torturar.

S� ter�o meu cad�ver...

uma confiss�o escrita e a prova.

As balas extra�das de Heydrich comprovar�o.

A pistola ser� a prova definitiva.

N�o.

A Resist�ncia n�o tem nada a temer.

Tem sim, Svoboda.

Ou�a. Voc� � m�dico.

Se um homem vier a esta cl�nica com estes sintomas...

n�o diagnosticaria este caso como crise nervosa...

ou histeria por esgotamento?

Aconselharia um paciente neste estado...

a tomar uma decis�o irrevog�vel? N�o!

Svoboda, foi eleito para representar o povo tcheco.

O povo executou "o carrasco".

400 vidas! Sim, Svoboda, o que s�o 400 vidas?

Esta � uma guerra de milh�es de pessoas.

A execu��o de Heydrich � apenas uma batalha da guerra...

mas a mais importante.

Se se entregar, morto ou vivo...

o povo tcheco ter� perdido sua batalha.

E todo tcheco dir�: "N�o ousamos resistir!"

"O terror nazista nos derrotou!"

Svoboda...

h� tr�s anos perdemos nosso ex�rcito.

Ficamos nas ruas chorando como crian�as e vendo a rendi��o.

N�s criamos um novo...

um ex�rcito fantasma que os perseguir� at� o sangue deles congelar!

E agora quer que esse ex�rcito se renda tamb�m?

E a fam�lia Novotny? Suponho que foi cauteloso.

Eles nada sabem sobre mim.

Usei o nome Vanek, disse-lhes que era arquiteto.

N�o deixou pistas da sua verdadeira identidade...

- algum elo? - N�o, certamente.

Dedic...

o que aconteceu com o taxista?

Atirou-se de uma janela da Gestapo. N�o tiraram nada dele.

N�o o conheci.

Teria gostado.

D�-me a pistola.

Voc� tem um �libi perfeito.

Com esta arma e as balas resolveriam o caso.

Um momento.

Esqueceu sua receita.

Srta. Novotny.

Dr. Svoboda, podemos falar em particular?

Enfermeira, por favor.

O que vai fazer?

Como me encontrou?

Isso n�o importa.

Por Beda, sua atadura nos fez crer que poderia ser m�dico.

Disse que ouvia o hino de Wenceslau todo dia.

Quando vi este hospital em frente � igreja...

- O que vai fazer? - Nada.

Nada?

Ontem n�o disse isto...

quando sua vida corria perigo. Agora est� seguro.

Agora nada pode ser feito?

Dr. Svoboda, voc� � o �nico que pode salvar meu pai.

O que vai fazer?

N�o posso me entregar aos alem�es, se � isso que sugeriu.

Mas v�o mat�-lo pelo que voc� fez!

- Deixe-me explicar. - Certo, explique-se.

Esclare�a por que deixou que levassem...

o homem que o salvou da morte e n�o disse nada.

N�o pense que me calarei, porque eu n�o vou!

N�o deixarei que matem meu pai. N�o deixarei!

Srta. Novotny, considere o eventual benef�cio...

que ter� seu pai, por quem tenho profunda admira��o...

se voc� me denunciar.

- Envolveria toda a sua fam�lia. - Voc� contava com isso.

Pensa que nos tem sob controle, porque o ajudamos.

N�o � uma amea�a, mas sim um fato que n�o deve ser esquecido.

J� tinha pensado em tudo.

Se eu falar, fuzilar�o toda a minha fam�lia.

Se eu me calar, s� meu pai morrer�.

Em outras palavras, sua simples declara��o...

� que estamos perdidos por salvar sua vida.

Voc� � um covarde desalmado. N�o � melhor do que Heydrich.

Nem a Gestapo poderia ser t�o desumana como voc�!

- Banco Petschek. - O quartel da Gestapo?

- Sim, r�pido. - Sim, senhora.

Depressa, por favor.

CIDAD�OS DE PRAGA, FIQUEM EM SIL�NCIO!

Cocheiro.

Cocheiro. Cocheiro.

Cocheiro. N�o est� me ouvindo?

Est� indo para o lado errado. Pare.

- Quem � voc�? - Srta. Novotny, deve estar maluca.

- Sabe o que est� fazendo? - Pare, cocheiro.

N�o tenho tempo para lhe ensinar �tica.

N�o entende o que acontece?

- � uma guerra e est� no meio dela. - Quem � e aonde vamos?

N�o se aflija, n�o a levaremos a lugar nenhum.

S� queremos lhe explicar...

- Socorro! Deixe-me sair! - O que est� acontecendo?

Este cocheiro me levou para o lado errado. Eu pedi...

- Aonde quer ir? - � Gestapo.

Mas ele dirigiu para o lado errado...

e este desconhecido...

Um desconhecido.

- Onde est� ele? - N�o sei do que ela est� falando.

Nem a ouvi. Tenho problema de audi��o...

de tanto usar pin�a.

Est� bem. Est� bloqueando o tr�nsito. � melhor prosseguir.

Por que queria ir � Gestapo? Eles a chamaram?

- Vamos, fale. - Isso, fale.

N�o, n�o...

Se n�o foi chamada, por que tem que ir at� esses a�ougueiros?

O que uma mulher decente pode querer com a Gestapo?

A quem quer denunciar, Judas? O pobre cocheiro?

O que ele fez para voc�?

A Gestapo!

- N�o, deixem-no. - N�o tenha medo, mo�a.

- Voc� queria ir at� a Gestapo? - Sim.

Voc� recebeu uma intima��o ou quer dar uma declara��o?

N�o recebi nada.

Certo, ser� levada ao QG em seguran�a.

QUEM SERVE A HITLER, SERVE A ALEMANHA

SERVE A ALEMANHA, SERVE A DEUS

Mascha Novotny, para o inspetor Ritter.

Aqui est� seu passe, senhorita. Heil, Hitler.

Srta. Novotny, aguarde um instante.

Posso ir ao toalete enquanto isso?

Estou sangrando no rosto de novo.

Fim do corredor, primeira porta � esquerda.

Onde est� seu passe, senhorita?

Para l�.

Seu passe?

J� esteve no escrit�rio de Herr Ritter?

- Sim. - Voc� deu sua declara��o?

Sim.

Que estranho.

Este salvo-conduto deve ser assinado e selado.

- Deve ter havido um erro. - Aqui n�o s�o permitidos erros!

Meu pai n�o tem nada a ver com o assassinato.

Esteve o dia todo pesquisando na biblioteca.

Pode facilmente confirmar este fato.

- � para isto que veio depor? - Sim.

Mas pelo que entendi agora...

voc� queria ir embora...

sem nos dar seu valioso testemunho.

Estamos muito gratos...

por n�o ter ido.

Espere um minuto.

Primeiro tentou sair sem me ver.

Agora quer fazer nos crer que veio s� para libertar seu pai.

- Papo furado! - Como ela �?

Jovem, atraente...

olhos castanhos, por volta de 22 anos, eu diria.

Morena? De 1,68?

Sim!

Perdoe-me por faz�-la esperar, Srta. Novotny.

� uma vergonha.

Antes de explicar o caso de seu pai...

honestamente, pensei que tivesse vindo...

pela recompensa de um milh�o de marcos.

Imagina minha decep��o?

Venha, Sra. Dvorak. Venha, venha.

Fique a�.

� esta a garota que enganou nossos homens?

N�o a conhece?

Sim, eu a conhe�o.

- � a Srta. Novotny. - Esteve na sua quitanda ontem?

N�o.

Sabe o que acontece se mentir para n�s?

Sim.

Leve-a!

Pessoas maravilhosas, estes tchecos.

Teimosos at� o fim.

At� o amargo fim...

Srta. Novotny.

Ligue para o inspetor Gruber.

Que bom que n�o est� envolvida nesses crimes hediondos.

Al�? N�o, Herr Gruber.

Pare de interrog�-la. Quero que se sinta segura.

� nossa �nica pista.

Diga que a soltar�...

mas mantenha-a aqui, sob o pretexto...

de escrever o relat�rio ou algo parecido.

O suficiente para nos dar tempo.

Aten��o!

Em p�!

Chefe do barrac�o Novotny. 42 homens.

Em duas filas.

Levantem todos!

Firmes! Depressa!

Todos em p�!

1, 2, 3, 4, 5...

6, 7, 8, 9, 10.

Qual � seu nome?

Vasily.

Vasily.

1, 2, 3, 4, 5, 6...

O que isso significa?

- Nome? - Santroch.

N�o, Herr inspetor.

Nada.

Aqui est� o relat�rio.

Sua declara��o sobre o incidente na rua.

Assine-o.

S�o 17h30.

Dentro de 30 minutos...

os primeiros 40 ref�ns ser�o executados.

Assine as quatro c�pias.

Ali�s, seu pai n�o est� entre os 40...

desta manh�.

Voc� pode ir, Srta. Novotny.

Heil, Hitler.

Mascha, n�o perdi a cabe�a...

nem mesmo quando descobriram que seu amigo dormiu aqui � noite.

Tia Millie!

N�o se preocupe, cortei a fofoca pela raiz.

Disse-lhes que seu noivo Jan dormiu aqui.

Jan!

- Querido, tenho de falar contigo. - E eu com voc�.

- Onde esteve? - � melhor entrar.

Eu lhe direi onde estive: Na Gestapo desde �s 6h.

O que lhe perguntaram, Jan?

Queriam saber se passei a noite aqui ontem.

- E? - Disse-lhes que sim, � claro.

- Claro. - O que � isto? Quem � este homem?

- O que perguntaram dele? - O inspetor Gruber me interrogou...

perguntou se o conhecia.

Como chegou � sua casa?

- Ele chegou depois que voc� foi. - Para ver seu pai?

- Por algo pol�tico? - N�o, nada a ver.

Ele veio para me ver.

Ver voc�?

� que nos conhecemos no concerto semana passada...

e ontem...

- apareceu sem avisar. - E ficou para passar a noite?

Havia o toque de recolher. Ele n�o teve outra op��o.

Bela coincid�ncia.

Foi ele que trouxe as rosas, certo?

Sim.

"A florista enviou para minha m�e". Outra mentira.

Jan, n�o est� pensando...

que tenho algo com esse homem?

Mascha, sempre pensei que entre n�s tudo seria...

sincero, claro.

Querido, sabe que te amo.

Por favor, deve acreditar em mim, Jan.

Mascha, por que n�o me disse?

N�o me pergunte por qu�.

Se me ama, Jan, deve acreditar em mim.

� tudo em que posso acreditar.

Voc� sabe. N�o me desiluda.

Jan, jamais esquecerei que acreditou em mim.

Srta. Novotny?

Gestapo. Est� presa.

Analisamos sua declara��o.

N�o h� nenhum arquiteto em toda a Praga chamado Vanek.

Est� mentindo.

Onde diz que o conheceu?

No concerto da sinf�nica.

Diz que o conheceu no intervalo?

N�o, estava sentado ao meu lado.

Diz que se chamava Vanek?

Sim, Karel Vanek.

- Qual � seu nome verdadeiro? - Eu n�o sei.

A qual organiza��o ilegal sua filha pertence?

Nenhuma. Mascha � estudante de m�sica.

Este Karel Vanek...

n�o � ex-colega de seu marido, colega da universidade?

- O professor nunca o vira. - Onde mora este homem?

Como posso saber? N�o me disse.

� normal sua sobrinha receber estranhos � noite?

N�o.

Quantas vezes ele pernoitou em sua casa?

S� esta noite, pelo toque de recolher.

Por que o ajudou nesta noite em particular?

- N�o sei. - Responda direito!

Sabe que temos meios de faz�-la confessar.

J� deve ter ouvido falar das c�maras subterr�neas.

Por que exactamente os visitou?

Foi uma visita para se apresentar.

Ent�o, por que disse � sua cunhada que era noivo de sua filha?

Porque tive medo que os vizinhos falassem de um estranho.

Qual era o nome deste estranho?

- Sr. Vanek. - Mente!

- N�o minto. - N�o?

Logo saberemos.

Sabe onde est� sua irm� neste momento?

Onde acabam todos os que n�o nos dizem a verdade!

Sra. Dvorak!

A fam�lia toda conta a mesma hist�ria...

mas n�o creio que este homem, Karel Vanek, exista.

Esta carta chegou � casa dos Novotny faz meia hora...

um mensageiro com um buqu� de rosas...

do Sr. Karel Vanek.

Vanek!

Interessante.

SRTA. NOVOTNY, POSSO LHE TELEFONAR �S 17H?

ATENCIOSAMENTE, KAREL VANEK.

Mas isto � rid�culo!

Disse-me que este homem n�o existia.

Pois �.

N�o existe, mas est� a�.

N�o v� me dizer que perdemos tempo com um romance bobo.

Pelo visto.

O que sugere ent�o, Sr. Gruber?

Soltar a menina.

- Como? - O que mais podemos fazer?

Precisamos tamb�m intervir no amor?

Devemos?

Srta. Mascha, quero pedir desculpas a voc� e sua m�e...

pela pris�o de seu pai.

N�o pude esquecer esta tr�gica cena.

Desde ontem me desespero tentando acalmar minha consci�ncia.

- Vim oferecer ajuda. - Ajuda!

Agora fala de ajuda!

� o �nico respons�vel pelo que temos passado!

Passou a noite incomodado com sua consci�ncia?

N�s passamos com a Gestapo!

Todos da minha fam�lia ainda est�o l�.

� voc� que a Gestapo procura!

Matou...

qualquer sentimento bom...

que tinha por voc�.

Pensar no que sofremos s� por acolh�-lo uma noite...

- Sr. Vanek. - Mascha...

n�o sei como lhe dizer o quanto lamento...

o sofrimento que minha insensatez lhes causou.

Mere�o sua reprova��o. Isso e muito mais.

CUIDADO COM OS MICROFONES. PE�A-ME PARA DIZER A VERDADE!

Diga-me a verdade!

Certo, Mascha, vou dizer.

Eu lhe dei um nome falso.

Meu nome n�o � Karel Vanek e n�o sou arquiteto.

Sou o Dr. Franticek Svoboda...

cirurgi�o residente no hospital S�o Pancr�cio.

Por que n�o me disse antes?

� melhor irmos para a sala.

- Aqui podem nos ouvir. - Tudo bem.

Mascha, devo lhe fazer uma confiss�o.

Eu te amo.

Aproveitei-me do toque de recolher para a passar a noite...

mas, agora, meu truque se voltou contra mim...

e me apaixonei por voc�.

� minha �nica desculpa para todo o mal que causei.

PODE NOS AJUDAR?

Acho que o entendo muito melhor agora, Dr. Svoboda.

E me perdoa?

A culpa � toda minha. Afinal, est� tudo esclarecido.

- Maldito seja! - Corta.

De volta � estaca zero.

Ainda h� algo suspeito.

Por que n�o admite seu erro, Gruber?

Perdeu seu tempo com um romance.

Liberte a fam�lia e comece do zero...

antes que Berlim exija nossas cabe�as.

Eles s�o amantes.

Foi no dia em que soubemos do atentado de Sua Excel�ncia.

- E est� certo sobre a hora? - Tenho o registro da cirurgia aqui.

Dr. Svoboda foi meu assistente na cirurgia.

Ele era o respons�vel pela bomba de suc��o, como sempre.

Dr. Kesselbach, compreendo que tamb�m � m�dico oficial...

da 34a. Tropa de assalto.

Sim, senhor.

Esteve nesse dia na opera��o?

Sim, duas horas.

A poucos passos de mim.

Compreenda, Herr inspetor, que essas interven��es...

- exigem um controle constante... - Entendo, Dr. Kesselbach, obrigado.

� tudo o que queria saber. Obrigado, professor.

Heil, Hitler!

Heil, Hitler!

Para ser franco, detesto perder.

At� do nosso mais not�vel poeta.

Sabe, Sr. Necval, sempre quis conhec�-lo em pessoa...

- e agora, finalmente... - Sempre quis conhec�-lo, Prof. Novotny.

- E agora, finalmente... - Desculpe, Sr. Necval...

- posso incomod�-lo? - Pois n�o?

Rabisquei umas linhas hoje...

talvez para uma m�sica.

J� que � um escritor t�o not�vel, se tiver um tempo...

poderia ler? Revisar para mim?

Meu amigo, tenho todo o tempo do mundo...

enquanto isso...

Ora, � mesmo um rabisco.

� melhor voc� ler para mim.

"Compatriotas, � chegado o momento.

Compatriotas, temos muito a fazer.

Ergam a tocha invis�vel e a repassem...

mantenham-na acesa, mantenham-na acesa pelo caminho sem volta.

Morra, se preciso, pela causa...

mas grite at� o fim: 'Render-se jamais'.

Sempre adiante, sem retroceder...

at� que o carrasco irracional aprenda...

que a guerra n�o est� ganha at� a �ltima batalha ser travada.

Continuem, quando j� n�o estivermos.

Nunca se rendam!"

Claro que pode fazer muito melhor.

N�o, meu amigo...

vamos deixar do jeito que est�.

Como era mesmo? "Compatriotas..." Posso ver?

"� chegado o momento.

Compatriotas, temos muito a fazer.

Ergam a tocha invis�vel e a repassem...

mantenham-na acesa...

mantenham-na acesa pelo caminho sem volta.

Morram, se preciso, pela causa que � justa...

mas gritem at� o fim...

'Render-se jamais'."

Ent�o, responder ao terror...

� o assassinato dos ref�ns...

Nossa luta � deter a m�quina de guerra alem�.

At� o fim da semana, a produ��o de armamento...

ter� decrescido 25%.

Trabalho no escrit�rio de uma antiga f�brica de ferramentas.

Agora fabrica pe�as para tanques.

H� uns dias, chegou um telegrama de Berlim...

para parar imediatamente a fabrica��o de pe�as de tanques.

Porque o novo modelo de tanque � para o front russo.

Por sorte, vi o telegrama antes de todos.

Rasguei-o e joguei no forno.

O que acontecer�?

Continuaremos a fazer as mesmas pe�as.

Mas quando mandarem � Alemanha...

n�o v�o servir nos novos tanques.

Emil?

Acredito que todos saibam bastante...

por meu trabalho com este grupo no passado...

que nenhum sacrif�cio foi grande demais para mim.

Mesmo assim, tremo diante da carnificina...

que levou tantas v�timas inocentes.

850 ref�ns j� foram detidos at� agora.

Mais de 250 ref�ns j� est�o mortos.

A flor mais pura da nossa na��o tcheca...

enfrenta uma sistem�tica aniquila��o.

Cientistas, l�deres do com�rcio e da ind�stria, artistas...

at� padres de Deus!

Por isso, pergunto sem sentimentalismo...

pode nossa na��o arcar com a perda desses ilustres cidad�os?

Digo a mim mesmo, novamente...

este homem, quem quer que seja...

que executou "o carrasco", � um grande patriota...

um her�i.

Mas n�o posso deixar de pensar tamb�m...

que, caso se rendesse e dissesse: "Estou aqui...

fa�am comigo o que quiserem, mas salvem os inocentes"...

n�o seria melhor para nosso amado pa�s?

Por isso, pergunto ao nosso grupo se concordam comigo...

em enviar minha proposta ao comit� central.

As pessoas j� comentam...

que seria loucura sacrificar centenas de vidas por uma s�.

Emil, onde ouviu uma coisa dessas?

Em toda a Praga.

Inclusive as pessoas que culpam a Resist�ncia...

desta nova onda de terror.

N�o em meu trabalho, e estou de antena ligada.

- Correto. - Ouvi muitas mulheres...

algumas s�o m�es e esposas de ref�ns.

- Ningu�m disse nada contra n�s. - Me oponho firmemente � proposta.

Pe�o absten��o do voto neste assunto.

Meu irm�o mais velho era um dos ref�ns executados hoje.

Aqueles a favor, levantem a m�o.

Partid�rios do "contra".

O "contra" ganhou.

Sess�o encerrada, � hora do toque de recolher.

Saiam, um a um, em intervalos irregulares.

Dr. Pillar, algu�m no seu grupo...

sabe alguma coisa de voc� al�m do seu nome?

N�o, s� o l�der, Bartos.

Ser� melhor n�o vir �s futuras reuni�es.

� o �nico do grupo envolvido no caso Heydrich.

Quem tomou parte deve cortar rela��es com o grupo.

Eu compreendo.

Bartos, acabo de dizer ao doutor que n�o participe...

das reuni�es do seu grupo at� nova ordem.

Dr. Pillar, pelas escadas, por favor.

Acho que temos que dissolver este grupo sem demora.

Sei exactamente o que pensa da peculiar proposta.

- Conhece bem esse homem? - Com certeza.

Est� h� dois anos conosco, deu muito dinheiro.

O que faz no seu grupo?

Usamos seu caminh�o de cerveja para a distribui��o de folhetos.

� o grande cervejeiro Emil Czaka.

Lembra-se do grupo em Pilsen, tra�do e vendido � Gestapo...

- em que 12 foram executados a tiros? - O ataque de Pilsen.

Sim, eu me lembro. Czaka era suspeito...

mas ficou claro que o traidor falava alem�o perfeito...

e uma investiga��o minuciosa confirmou que Czaka...

n�o fala uma palavra em alem�o.

Acha que estou em perigo?

Com toda probabilidade cavou sua pr�pria cova.

Foi sua ideia.

Sugeri explorar o campo, p�r � prova a moral deles.

N�o subir num galho e ser visto.

- Pegue um peda�o de queijo, � bom. - N�o tenho mais apetite.

Talvez...

seja mais seguro deixar a cidade.

Desculpe, senhor, mas quando se trabalha para a Gestapo...

se trabalha para a Gestapo.

Ent�o insisto em ter escolta especial.

N�o farei nada sem ela.

Faremos tudo... e gostar�.

Mas, Herr Gruber, como pode me tratar assim?

Com tudo o que fiz estes anos pelo senhor e pela Alemanha!

Por que fez tanto por n�s?

Pois como verdadeiro patriota tcheco estou ciente de que nosso futuro...

depende da incondicional colabora��o com a grande Alemanha.

E eu pensava que fazia por mero interesse comercial.

Por certos favores...

e algo mais que vantajosos contratos militares.

Permita-me.

- Belo isqueiro. - Gostou?

N�o vai tentar me subornar...

com um isqueiro de ouro.

Czaka, Czaka, Czaka...

Suponhamos que lhe pague por prote��o policial.

Um tipo de seguro de vida?

Quanto de pr�mio estaria disposto a pagar?

Quanto voc� quer?

Dois mil marcos.

Dois mil marcos por semana?

Por dia.

Dois mil marcos por dia?

S� uns dias enquanto cercamos seus amigos...

ent�o poder� suspender a seguran�a.

Cinco dias, dez mil marcos.

E se durar um m�s?

E da�? Mais 50 mil marcos.

Czaka, voc� � um magnata da cerveja.

� uma gota a mais no barril.

DEUTSCHE BANK DE BERLIM

Fa�a o cheque em nome do tesoureiro da Pol�cia de Ocupa��o.

DEZ MIL AO TESOUREIRO DA POL�CIA DE OCUPA��O

Muito bem, Czaka.

O tesoureiro sou eu.

Eu sei.

- Sim? - Seu pai ser� executado...

�s 6h da manh�. Tem permiss�o para v�-lo antes.

Em meia hora, um carro da pol�cia a levar� ao campo. Isso � tudo.

Tem dez minutos, e s�.

Minha filha.

Ontem me perguntaram sobre o homem que nos visitou.

A n�s tamb�m. Mas tudo acabou bem.

Retornou para se desculpar...

e me ofereceu sua ajuda.

Tudo bem.

Como est� sua m�e e Ludmilla? E Beda, como est�?

A mam�e tentou vir v�-lo.

Me deixaram escrever uma carta.

Espero que o censor aprove.

Era pessoal.

Tamb�m comecei uma para Beda...

mas tenho certeza de que n�o seria aprovada.

Eu vou lhe dizer, Mascha, e poder� repeti-la para ele.

O que quero lhe dizer agora, meu filho...

� para quando ficar adulto...

para quando os poderosos invasores...

tiverem sido expulsos de nossa terra h� um longo tempo.

"Um longo tempo."

Espero que esteja vivendo em uma terra livre...

onde o povo governar� para o povo e pelo povo.

Ser�o grandes dias para viver.

"Ser�o grandes dias para viver."

Numa terra onde todos os homens, mulheres e crian�as t�m o que comer.

E tempo para ler e pensar...

e conversar com outros por sua pr�pria vontade.

Quando chegar esse dia...

n�o se esque�a que a liberdade n�o � algo que se possui...

como um chap�u ou um doce.

A verdadeira quest�o � a luta pela liberdade.

E voc� se lembrar� de mim...

n�o porque fui seu pai...

mas porque...

eu tamb�m morri nesta grande batalha.

"Mas porque eu tamb�m morri...

nesta grande batalha."

Est� na hora, Novotny!

Aten��o.

Vamos sair.

Ainda tem a vida dele em suas m�os.

Quem � o homem a quem ajudou a escapar...

quando nos deu a direc��o errada?

Eu estava naquela comiss�o de investiga��o...

e Czaka foi inocentado da trai��o de Pilsen.

Porque o traidor falava alem�o e Czaka n�o?

Sim.

Quando veio para Praga e recuperou a cervejeira...

pagou com um cheque do Deutsche Bank de Berlim...

de acordo com minha investiga��o pessoal.

Talvez Czaka entenda alem�o.

Escute, tenho uma ideia.

Pode funcionar ap�s dois anos.

N�o sei, mas podemos tentar.

O qu�?

Podemos usar Rudy para isso.

Ol�, Beda.

Papai foi fuzilado hoje cedo.

Fuzilado? Mas...

- Mascha! - Jan, venha comigo, por favor?

Vou retirar o corpo dele no campo.

Mas aqui est� a lista dos executados esta manh�.

Seu pai n�o est� entre eles. Olhe aqui, no "N".

Apenas quatro, Navitol, Napitol, Naavi e Nimocek.

Eu o vi no caminh�o esta manh�, quando...

Sim, Srta. Novotny?

Seu pai.

N�o, esta lista est� correta.

N�o. Houve um pequeno engano.

Tinha raz�o, Jan.

M�e! M�e!

Brincam com os seres humanos como um gato com um rato.

N�o importa.

Enquanto ele viver.

TRABALHA NO TEMPO LIVRE. � NOITE, FAZ PESQUISAS. SOLTEIRO.

N�O TEM NAMORAD A, DE ACORDO COM A ENFERMEIRA-CHEFE.

- Sim? - Bartos me convidou para almo�ar.

Um tipo de reuni�o informal. O que devo fazer?

V�!

O qu�?

Eu os prenderei quando for oportuno e n�o antes.

E quanto a esses dois que voc� s� sabe os primeiros nomes?

Podem me matar!

Para isto tem seus seguran�as. Onde vai ser? Quando?

Fundos...

sal�o do caf� Kramer.

Sr. Emil.

- Ol�, Emil. - Ol�.

Quero apresent�-lo ao meu tio, Sr. Dedic, rec�m-chegado de Kladno.

- N�o vai almo�ar conosco? - Sim, tenho tempo para comer...

antes de pegar o trem para Karlsbad.

Ao passar por aqui lembrei-me de cumprimentar meu sobrinho.

Um prazer, senhor.

Sente-se.

Tio. Matushka.

Emil.

Senhoras e senhores, c� entre n�s...

n�o recomendo o goulash, mas o f�gado com p�prica...

est� como antes da guerra!

Falando de comida, ou melhor de "n�o comida"...

ontem ouvi uma hist�ria maravilhosa de Hitler. Entendem alem�o?

- Sim. - Sim.

Perdoem-me, tenho que contar em alem�o ou estrago a piada.

Aprendi um pouco na escola, se � que quer que eu entenda!

- Claro. - Voc� traduz, Matushka.

Goebbels se dirige a Hitler...

CAF� KRAMER "Adolf, temos alimento para 5 anos."

"Cinco anos? S�rio?", disse o F�hrer.

"Sim, cinco anos", disse Goebbels. E o F�hrer disse...

"Preciso dizer a Hermann G�ring!"

"N�o, por Deus", responde Goebbels.

"N�o diga a Hermann. � s� para n�s dois, voc� e eu."

Lembro-me tamb�m de outra piada de Hitler.

Hitler disse a um dos seus guardas...

Droga, esqueci.

Ontem mostrou que lembra bem...

dos ensinamentos de seus amigos da Gestapo...

para convencer-nos a entregar o homem que atirou em Heydrich.

N�o entende alem�o, porco idiota?

N�o, eu juro.

Pegue-o, n�o o deixe gritar.

Socorro, pol�cia!

� melhor sairmos. Pela janela.

Socorro, pol�cia!

- Vamos sair pela cozinha. - V�o, daremos cobertura.

Alto, m�os para cima!

Amigos, sou Jan Pestuca, editor do "Vespertino de Praga"...

e pediram-me para falar com todos os barrac�es.

�s 17h, n�s, ref�ns...

poderemos nos dirigir a toda Tchecoslov�quia...

durante uma hora.

Cada barrac�o ser� representado por 2 ou 3 volunt�rios...

que falar�o da necessidade da rendi��o imediata do assassino.

Os locutores volunt�rios devem estar prontos �s 16h30.

Aten��o!

Est� claro...

que somos a isca para lev�-los ao assassino.

Proponho que o povo tcheco decida.

Nossas vidas ou a do assassino.

Espero que n�o haja este tipo de voluntariado aqui.

O que mais podemos fazer?

N�o � s� uma quest�o de salvar 300 de n�s ainda vivos.

Mas depois que nos matarem...

haver� outros 300 e depois 3 mil.

N�o desistir�o at� encontrar o assassino.

N�o haver� final, nem precisam de princ�pio.

Massacraram milhares antes do caso de Heydrich.

S� por respirarem o ar tcheco.

N�o pensou que nosso heroico assassino nos faz pagar com a vida...

enquanto ainda est� livre? Ele e todos da Resist�ncia.

N�o pretendo perder meu tempo com voc�s aqui.

S� queremos a identidade desse homem, Dedic.

Aldrich Krapke, o engenheiro?

- Sim. - Como o homem culto que �...

� inteligente o bastante para ver a inc�moda tarefa que tem.

Entende, Aldrich...

que quando Herr Gruber diz "inc�moda"...

est� sendo s� educado.

O que ele faz aqui?

� um deles, informante da Gestapo.

N�o entendo.

Logo vai entender...

com essa cabe�a antes de a cortarmos.

Sua v�bora gorda e cruel!

Vamos calar essa boca imunda, bolchevique malcriado.

- Sabotador... - Chega!

N�o tem que provar que n�o � um deles.

Katerina Honiga, secret�ria particular.

Sabotou a f�brica com tanta intelig�ncia.

Ser� tamb�m t�o esperta...

para evitar uma visita � nossa c�mara no subsolo?

Talvez prefira falar comigo...

em particular.

N�o, posso dizer aqui mesmo o que penso de voc�, porco.

Ser� melhor ela n�o o pegar sozinho, delator...

ou arrancar� seus olhos e o far� mastigar, fascista nojento.

Boca grande. Em 10 minutos suplicar� para ser morta.

Filhos da m�e desgra�ados!

Foram amamentados com �gua de esgoto.

Levem-nos para as c�maras. Todos eles.

E diga que quero saber deste Dedic.

- Diga! - Vamos!

Estes s�o os locutores volunt�rios que traz?

Comandante, os barrac�es 2 e 3 n�o forneceram volunt�rios.

Nosso barrac�o, o n�mero 5, tamb�m n�o...

Sil�ncio, estar� pronto para seu discurso em dois minutos.

Sim, senhor, tenho outra ideia para meu discurso.

N�o � preciso, aqui est� seu discurso.

Temos de encontrar um caminho para a colabora��o leal...

e nosso primeiro passo � entregar o assassino.

Puro bom senso.

Sempre fui contr�rio ao uso da for�a.

Nenhum de n�s hesitaria morrer para o bem da na��o.

Mas, povo de Praga, pergunto-lhes...

temos que perecer pelo ato depravado de um man�aco assassino?

Chega, traidor!

Para voc� � f�cil falar, porque n�o v�o fuzil�-la.

- Cale-se e sente-se. - Sil�ncio!

Os alem�es conseguiram romper a unidade da cidade.

Muitas pessoas j� usam a palavra "assassino"...

quando antes falavam dele como "executor".

Seria melhor que todos soubessem o que Dedic espera de voc�s.

Ele est� no meu apartamento agora.

Seu estado � grave, a bala atravessou o pulm�o.

Por que pediu ajuda para voc�?

- Voc� correu um grande risco. - Foi muito cauteloso.

Trocou v�rias vezes de t�xi, passou por edif�cios e p�tios...

at� estar seguro que ningu�m o seguia.

Mas tamb�m poderia vir aqui.

Poder�amos ter chamado outro m�dico.

Ele n�o veio a mim para tratar a ferida.

- Ent�o para qu�? - Para me dar instru��es.

- Que instru��es? - O que voc� tem com isto?

Segundo Dedic, enfrentamos duas quest�es vitais...

e uma depende da outra.

Se conseguirmos salvar as vidas dos ref�ns que est�o vivos...

ou o maior n�mero poss�vel...

poder�amos ao mesmo tempo restaurar a unidade da cidade.

Seria uma grande vit�ria...

mas, no final, s�o os ref�ns ou voc�. N�o podemos salvar ambos.

N�o vejo como matar dois coelhos com uma cajadada.

Segundo Dedic, h� uma chance.

E as manchas de sangue no t�xi?

Eu n�o tinha percebido...

mas na lavagem me chamaram dizendo que haviam encontrado...

gotas de sangue no banco de tr�s.

- Eu estava tomando sopa... - N�o me interessa sua sopa.

O que faz pensar que estou interessado em um t�xi...

onde qualquer passageiro poderia ter uma hemorragia nasal?

Herr Gruber, ele reconheceu a descri��o de Dedic, no jornal...

como um dos seus passageiros.

- Onde deixou este passageiro? - Este � o problema.

N�o me lembro.

Talvez tenha sido um que levei � rua Czerny, ou talvez n�o.

Mas que porcaria!

N�s temos uma lista de suas corridas hoje.

Envie um esquadr�o para verificar todos os endere�os.

Est� me dizendo que �s 23h30 da noite...

um homem entrou em uma dessas 15 casas...

e acha mesmo que Dedic, se foi ele...

est� nos esperando tranquilamente...

para nos cumprimentar?

Leve-o daqui! V� para casa e termine sua sopa.

Querida?

Senhor...

Venha aqui.

Ei, voc� da sopa!

Em que endere�o o deixou?

Rua Czerny, 61.

Rua Czerny. Rua Czerny.

Rua Czerny, 61.

Rua Czerny. Rua Czerny.

A Rua Czerny!

Rua Czerny.

Rua Czerny.

"Rua Czerny, 21."

Do 21 ao 61, 20 casas.

- Doutor Svoboda? - Sim.

Gestapo.

- Voc� mora s�? - Sim.

Recebeu um senhor ferido � bala?

N�o.

- N�o pode entrar a�! - Deixe de besteira!

Homens!

Abram!

A situa��o exige excluir a presen�a...

de terceiros.

Desculpe...

mas estamos procurando o tio de um certo Sr. Bartos...

que me pediu para transmitir seu �ltimo adeus.

Em pessoa.

Muller, verifique tudo desde o por�o ao telhado.

Cada quarto e cada arm�rio.

Sim, senhor. Aten��o.

Vamos, doutor, entre. N�o, Srta. Novotny, fique a�.

Eu s� ficarei um pouco.

Para respirar e fumar um cigarro. Posso, doutor?

Meus jovens amigos...

admito estar surpreendido.

Sabe, doutor, nunca me convenceu...

de sua inesperada obsess�o pela Srta. Novotny.

E voc�, Srta. Novotny, me surpreende ainda mais.

Afinal, vai se casar em poucas semanas...

mas suponho que em tempos de guerra o tempo corra mais r�pido.

Inspetor, h� um limite para insultos.

Claro, doutor, minhas humildes desculpas.

- Por que n�o me deixa em paz? - S� mais umas baforadas.

Sabe...

n�o pensei em encontr�-la aqui...

pelo menos n�o esta noite.

Eu esperava encontrar um homem...

que, por sua vez, me ajudaria a encontrar outro homem.

Voc� lembra, ajudou-o na Av. Kladno.

Muito interessante, inspetor...

mas se insiste em prolongar sua visita...

talvez goste de vinho para acompanhar o cigarro.

Doutor, seria um prazer.

N�o tem cerveja?

Claro que n�o. Cerveja.

N�o � adequado para um clima rom�ntico.

Perdoe-me, inspetor, o tapete.

Tenha cuidado quando vier perto de mim, doutor...

meus rapazes ficam nervosos.

Cumprimos suas ordens.

Horak, achei que teria curiosidade em conhecer...

o Dr. Franticek Svoboda, cirurgi�o do S�o Pancr�cio.

O mesmo que visitou sua noiva na outra noite...

sob o nome de Karel Vanek.

Inspetor, por que me trouxe aqui?

Horak, temos o direito de saber toda a verdade.

Voc� deve saber o que sua noiva planeia e eu tamb�m.

Imagino que isto vire uma quest�o pessoal dos tr�s.

Deixarei voc�s a s�s.

Boa noite.

Jan, n�o deve...

O que foi? Acha que � meu dono?

Estava me enganando?

Sim. Eu me apaixonei por ele.

E n�o h� mais a dizer. Pode entender isso?

Sim.

Lamento o que aconteceu...

Horak!

Parece que estamos desiludidos hoje.

- Encontrou algo, Mueller? - Nada, Herr inspetor.

- Posso ir agora? - Ainda n�o.

Tomaria uma bebida comigo? � uma ordem. Muller!

Quero que vigie esta casa.

Se os dois sa�rem, descubra aonde v�o.

- �s suas ordens, Herr inspetor. - Schirmer chegar� de manh�.

Pegue minha maleta e a seringa.

CABAR� ALEM�O - S� PARA ALEM�ES PROIBIDO C�ES E TCHECOS

Vamos, querido, esque�a-a.

V� por mim, as mulheres n�o s�o t�o confi�veis.

N�o acha?

N�o seja idiota, existem muitas mulheres.

Certo, j� s�o 18h. O que dizem, meninas? Vamos � sua casa.

� uma ordem tamb�m.

N�o deve falar, a ferida � grave.

N�o tenho muito tempo, deixe-me terminar.

Srta. Novotny, obrigado...

voc� � uma boa guerreira.

Quase todo o plano depende de voc�.

Vai ser muito dif�cil...

mas confio que o povo de Praga...

venha nos ajudar.

NA NOITE PASSADA, EM RESPOSTA AO APELO DO CAMPO DE REF�NS...

DUAS PESSOAS DERAM INFORMA��ES SOBRE A FUGA DO ASSASSINO.

OS DEPOIMENTOS DE UMA MULHER E UM TAXISTA...

FORNECERAM DETALHES DA FUGA DO ASSASSINO.

- Gruber j� chegou? - N�o.

N�o conseguimos localiz�-lo no escrit�rio. Passou a noite fora.

Deve ser a garota que o decepcionou tanto.

Seu alem�o lhe prometeu 20 marcos, se conseguir saber de outra trai��o.

Foi como extrair um dente.

Ele nem sequer falou dela.

O que isto tem a ver com a vida amorosa desta mulher?

S� disse que a flagrou de noite com outro.

Acho que tem a ver com quest�es...

pol�ticas.

Gruber estranhou que uma garota bonita fizesse isso...

quando o pai � um dos ref�ns que podem morrer a qualquer hora.

Vamos, gordinho, acorde.

Deixe-me dormir...

� noite receber� seu dinheiro.

Espero que sim.

Tchau, grandalh�o! Finja que n�o a conheceu.

Tchauzinho!

Agora voc� pode dizer o verdadeiro nome dele?

N�o, mas n�o pode ser esquecido.

Um dia, os garotos v�o homenage�-lo na escola.

"Em retalia��o pelo covarde assassinato do Protetor do Reich...

as execu��es come�ar�o �s 14h de hoje...

repetindo-se a cada duas horas, em vez de a cada 24 horas...

a menos que o assassino se entregue."

A CODORNA DOURADA

Com licen�a.

Bom dia, Sr. Czaka.

- Isso � absurdo. - Tenho certeza disto.

- Fui confundido com outro. - N�o, eu tenho certeza.

Por favor, todos olham para n�s.

- Voc� est� enganada. - N�o estou enganada.

Por favor, senhorita.

Encontre-se comigo, preciso lhe falar a s�s.

Senhorita, o que quer com esse senhor?

Nada, n�o � nada.

O que � isto? Que impertin�ncia.

Gestapo. Inspetor Schirmer.

Bom, isso muda tudo.

Digo que nunca vi essa pessoa na vida.

Srta. Novotny, esclareceremos este assunto em outro local.

Penso que ser� melhor levar este senhor ao quartel.

Isso � absurdo. Eu o denunciarei � autoridade competente.

Como quiser.

N�o irei.

Ordens s�o ordens.

Tamb�m farei com que tomem conta de voc�.

Onde est� a carta que ele lhe escreveu?

Aqui.

A CODORNA DOURADA "Eu o reconhe�o.

Preciso lhe falar imediatamente."

O que significa isto?

Srta. Novotny, desta vez vai falar.

Reconhece o Sr. Czaka como quem?

O que queria dizer de t�o importante a "s�s"?

Vou dizer, Herr Ritter, � muito simples.

Ela diz que me reconhece como algu�m que ajudou a fugir...

dos policiais na Rua Karls.

Ela insiste que fui eu quem atirou em Heydrich.

Justo eu!

� rid�culo, � claro, Sr. Czaka...

mas espere um momento...

por favor.

As seguintes pessoas dar�o um passo � frente.

N�o podem me levar! N�o irei! N�o irei!

Ajudei a buscar o assassino. Quero ver o comandante.

Eu quero ver o comandante!

Eu quero ver o comandante! Eu quero ver o comandante!

As seguintes pessoas dar�o um passo � frente.

Necval.

Skalda...

Votruba.

Meu nome n�o deveria constar. Foi o acordo por falar no r�dio.

Cale-se.

Voc�s tr�s, marchem!

Srta. Novotny, talvez esteja com medo, pois j� mentiu para n�s antes...

mas se disser a verdade agora, garanto que esque�o o passado.

Lembre-se, n�o pararemos as execu��es at� pegarmos o assassino.

Dentro de algumas horas, no m�ximo amanh�...

todos os ref�ns ter�o sido fuzilados.

As chances de salvar seu pai...

s�o cada vez mais escassas.

� sua �ltima chance, Srta. Novotny.

Eu estava na Rua Karls naquele dia.

Voc� viu o assassino fugir do beco?

Sim, � o homem do restaurante.

- � o cervejeiro Czaka? - Sim.

Que rumo tomou para escapar?

Entrou na rua Dresden, como eu disse ao investigador.

Voc� o viu at� desaparecer de vista?

N�o, passou um t�xi que o pegou e se foi.

Pelo seu bem, Srta. Novotny, estou contente com os detalhes.

Confere com a declara��o do taxista.

Ritter, traga Czaka.

E o taxista.

� ele, sem d�vida.

Nunca vi esse homem na minha vida.

Pegou-o na esquina da Karls com a Dresden?

Sim, senhor. E me disse: "V� o mais r�pido poss�vel."

Onde pediu para lev�-lo?

Para uma pens�o, e n�o perguntei mais nada.

Como eu j� disse hoje cedo.

� rid�culo. Rid�culo!

Este homem me confundiu com outra pessoa.

Herr Standarten F�hrer...

durante o assassinato de Sua Excel�ncia...

o finado Protetor do Reich...

eu estava almo�ando no Codorna Dourada...

onde sempre almo�o. Tal como hoje.

Voc� pode facilmente verificar.

Lembra-se do dia em que o Protetor do Reich foi assassinado?

� claro, qual tcheco n�o se lembra?

- Foi quarta passada, ao meio-dia. - Exatamente.

Nesse dia, a essa hora, o Sr. Czaka almo�ou em seu restaurante?

- Agora ver�. - N�o, excel�ncia.

O Sr. Czaka n�o veio naquele dia.

Lembro-me como meu pr�prio anivers�rio.

Reservei uma mesa como sempre.

Inclusive disse a Albert que talvez o Sr. Czaka estivesse doente.

- Novak, eu estive l�. - N�o, Sr. Czaka.

Sei porque pus em sua mesa seu vinho preferido do Reno...

o Riesling, mas retirei porque n�o apareceu.

N�o. Voc�s est�o confusos.

Como pode cometer tal erro?

Por favor, tente se lembrar.

Eu estava l�.

Freddy, voc� me levou cigarros.

Ca�ram no ch�o, lembra-se?

N�o, Sr. Czaka, isto foi no dia anterior ao atentado.

Pauline, n�o guardou meu chap�u como sempre?

N�o belisquei sua bochecha e me disse: "N�o, Sr. Czaka"?

N�o lhe dei uma boa gorjeta?

Sempre faz isso, Sr. Czaka, mas n�o naquele dia.

- Voc� n�o foi naquele dia. - Est� louca!

Est�o todos loucos!

O que est� acontecendo aqui?

O que significa isto? Exijo uma explica��o!

Pare de gritar, Sr. Czaka.

N�s que exigimos uma explica��o.

Onde estava no momento do assassinato?

J� lhe disse.

No Codorna Dourada, comendo. Depois tive uma reuni�o de neg�cios...

com o Sr. Tomas Pulta, o fabricante de barris.

Sim, em sua casa, at� �s 17h30.

Como recorda a hora t�o bem?

Porque �s 18h tinha outra reuni�o...

aqui na Gestapo, com o inspetor Gruber.

Estive com ele at� a meia-noite, preparando a lista...

a lista dos ref�ns.

Brodavka.

Vystyd.

Pescacek.

Andem!

- Adeus, Pescacek. - Adeus.

Vamos, vamos.

Cantem "A Tocha Invis�vel"!

Ergam a tocha invis�vel E a repassem

Mantenham-na acesa Mantenham-na acesa

Pelo caminho sem volta

Morram, se preciso, pela causa

Mas gritem at� o fim 'Render-se jamais'

Parem de cantar.

- Sempre adiante sem retroceder - Sil�ncio!

At� que o carrasco irracional aprenda

Que a guerra n�o est� ganha At� a �ltima batalha ser travada

Continuem, quando j� n�o estivermos Nunca se rendam!

Nunca se rendam!

Lamento informar que sua testemunha, o Sr. Pulta...

foi um dos ref�ns executados �s 14h de hoje.

Pulta? Fuzilado?

Por que estava na lista? Tinha neg�cios com ele.

N�o sugeri seu nome.

Talvez eu deva pedir desculpas por n�o ter lhe informado?

Mas sua vi�va, a Sra. Pulta, alega n�o t�-lo visto nessa tarde.

- O qu�? - E aqui est� uma senhora...

- que pode nos dizer o motivo exato. - N�o conhe�o essa mulher.

Sra. Nimitz, � noite testemunhou que no dia do assassinato...

um taxista levou um homem bem-vestido � sua pens�o.

Sim, este homem.

Pode repetir seu depoimento como fez na noite passada?

Ele chegou �s 12h30 em ponto.

Mostrei-lhe um quarto de 3 marcos.

Disse-me que levaria uma amiga, se n�o me importasse.

Eu disse: "Se me garantir que � decente, tudo bem".

- Depois me deu 5 marcos. - Mentira! � tudo mentira!

Por que d�o ouvidos a estes tchecos traidores?

Como pode aceitar a palavra deles contra a minha? Eu protesto!

Faz quatro anos que informo sobre a Resist�ncia.

S� ontem prenderam sete gra�as a mim. Sete! S� ontem.

Como podem ser t�o injustos?

Por favor, deixe a testemunha continuar.

Sem interromper.

Continue, Sra. Nimitz, por favor.

Nenhuma mulher apareceu.

S� ele, andando pelo quarto.

De repente saiu e queria usar o telefone, se eu tivesse...

e lhe disse: "Mesmo que eu pudesse pagar, n�o teria um...

pois traz mais problemas do que benef�cios."

E �s 17h30 ele saiu para comprar o jornal vespertino...

para ler sobre o assassinato do carrasco...

o Protetor do Reich Heydrich.

Depois p�s o chap�u e se foi.

Mas hoje, depois de me interrogar, voltei para casa...

e lembrei-me de algo que o homem deixara. Por favor.

Eu o trouxe, apesar de ser de ouro.

E. C.

Suas iniciais, Sr. Czaka.

Eu n�o entendo.

Estava comigo hoje de manh�.

Tenho certeza.

Eu devo ter deixado no restaurante.

� uma arma��o! Uma verdadeira armadilha!

N�o seja irracional.

Est� insinuando que toda a cidade de Praga conspirou contra voc�?

Estas pessoas n�o se conhecem.

H� pouco, disse que n�o tinha telefone.

Sim.

Muito bem!

Agora provarei que tudo que disse � mentira...

e que tudo isto n�o � mais que uma conspira��o.

Disse que estive na pens�o entre 12h30 e 17h30.

Certo.

Tamb�m disse que n�o dispunha de telefone.

Ent�o, por que falei �s 14h30 com algu�m por telefone?

E quem era este algu�m?

O inspetor Gruber da Gestapo.

Exijo que o inspetor Gruber venha imediatamente confirmar este fato.

Tamb�m exijo a deten��o e investiga��o...

de cada um destes mentirosos infames.

Chame o inspetor Gruber.

N�o foi poss�vel localiz�-lo o dia todo.

Seu gabinete ainda est� tentando localiz�-lo.

Para me animar um pouco.

N�o tem mais cerveja?

N�o tem mais.

Qual � a gra�a agora?

- Eu gosto do batom. - Que batom?

No seu rosto.

Entendi.

Isso mesmo.

O batom na cara do m�dico estava muito perfeito.

N�o � como este, todo borrado.

Tem raz�o, Jan, sua namorada ainda � toda sua.

A encena��o foi perfeita demais.

Gra�as ao assassino.

A que se refere?

Se forjaram esta cena, ent�o o sujeito devia estar l�...

e sua garota enganou o velho Gruber.

Por qu�?

Porque um dos dois deve ser o assassino...

Dr. Svoboda ou o tio Dedic.

E seu amor deve ser c�mplice do mesmo assassino.

Mas desta vez, falar� e r�pido.

Est� quebrado.

Srta. Novotny, seu assassino, o Sr. Czaka...

parece ter um �libi perfeito...

o inspetor Gruber, em pessoa.

Sim, Srta. Novotny, o inspetor Gruber.

Espere at� que ele chegue.

O que ser� dos ref�ns enquanto isto?

As execu��es cessar�o quando o caso for resolvido, n�o antes.

Se Gruber confirmar o �libi do Sr. Czaka...

todas as testemunhas de hoje...

e voc� ser� a primeira, ir�o ao pared�o junto com os ref�ns.

Vamos examinar este �libi do Dr. Svoboda.

Vale a pena.

Depois cuidaremos de voc� e sua fiel namorada.

Com licen�a, Sr. Horak, mas tenho de sair.

Fique descansando.

Onde posso encontrar o Dr. Svoboda?

Na sala cir�rgica, ajudando o prof. Kubicek.

Obrigado.

Feche a porta, Beda.

Por sorte o encontrei, mam�e estava preocupada com Mascha...

e me pediu para lhe perguntar.

Aten��o! Inspetor Gruber da Gestapo.

- Aguarde! - Aten��o!

Inspetor Gruber da Gestapo.

Inspetor Gruber, apresente-se ao quartel.

Beda, v� l� e vigie.

Se a Gestapo vier, n�o deixe subir.

Confie em mim, cunhado.

Hospital S�o Pancr�cio, r�pido.

Dr. Svoboda?

Esse � o Dr. Svoboda.

- Inspetor. Estava � minha procura? - Sim.

Tenho umas perguntas, doutor.

Onde podemos falar sem que nos interrompam?

Aqui, no vesti�rio.

Diga-me, doutor, quando operam...

usam sempre essa m�scara?

Sim, para n�o infectar.

Pensei que poder�amos falar a s�s aqui.

N�o importa, � meu colega, Dr. Pillar.

Inspetor Alois Gruber, da Gestapo.

Voc� que estava na opera��o no dia do assassinato de Heydrich.

Exato, inspetor, o Dr. Pillar como disse...

ocupou meu lugar nesse dia com a m�scara.

Muito inteligente.

- Posso usar o telefone, Dr. Svoboda? - N�o.

Melhor n�o tocar neste telefone.

Solte isto, doutor.

Vou colocar onde deve.

Se acham que podem me pressionar por estarem em dois...

e que s� acertarei um...

ter�o uma surpresa desagrad�vel.

Posso disparar esta arma mais r�pido...

do que podem saltar.

Nada mau, doutor.

Boa pontaria.

Mas fique onde est�...

ou vai levar chumbo.

Na consulta ouvi o telefonema do inspetor Gruber...

� por isso que vim imediatamente.

Disse que estava com Gruber esta manh�, Sr. Horak?

Sim, fomos ontem a um cabar� juntos...

e ele passou a noite em casa.

Quando ele saiu?

Por volta das 10h hoje.

- Disse por acaso aonde ia? - Sim, acho que sim.

Mencionou uma reuni�o com um tal Czaka na sua casa.

Onde?

Na casa de Czaka.

Ritter, traga o Czaka.

Muito obrigado, Sr. Horak.

Desculpe, mas temos que ret�-lo com as testemunhas...

at� que o caso seja esclarecido.

Pergunte na casa de Czaka se Gruber foi l� hoje de manh�.

Sr. Czaka, quando viu o inspetor Gruber pela a �ltima vez?

Ontem � tarde aqui na Gestapo.

Onde voc� estava hoje cedo �s 10h?

Em casa at� 12h.

Depois dois homens de Gruber vieram me escoltar at� o Codorna Dourada.

Gruber n�o esteve com voc� antes disso?

N�o, j� disse, n�o o vi durante o dia.

Com licen�a.

Sim?

Czaka...

entre 10h e 12h de hoje...

o inspetor Gruber esteve com voc�...

na sua casa.

N�o, Herr Haas.

- Quem disse isso? - Seu mordomo.

Mas, Herr Haas, isso � imposs�vel.

O homem ficou louco.

Exijo v�-lo cara a cara.

�s 10h da manh�, quando o inspetor chegou, levei-o ao escrit�rio...

depois o Sr. Czaka me enviou � esta��o de trem para verificar um hor�rio.

Josef, est� delirando? N�o lhe pago bem?

- Por que mente? - Quer fazer o favor de se calar?

- Continue. - Quando voltei, o inspetor tinha ido.

- Onde � o escrit�rio? - A�, mas est� fechado.

Quando o Sr. Czaka se foi, a empregada quis limpar...

mas n�o conseguimos encontrar a chave.

Forcem a porta.

N�o pode fazer isso, � uma antiguidade.

� a cart�o de visitas de Gruber.

Algu�m as colocou l�.

Zelador do edif�cio!

Hor�rio.

Hor�rio.

Su��a.

Disse que seu mordomo estava delirando, Sr. Czaka?

Excel�ncia, eu garanto que...

Minha mesa!

Eu protesto!

Tal�o de cheque.

ALOIS GRUBER - 10 MIL Czaka, este cheque de 10 mil...

para quem era?

Para o fundo da Pol�cia de Ocupa��o.

N�o me interessa o fim do dinheiro, mas o destinat�rio.

O inspetor Gruber.

Maldito porco!

� sua, Sr. Czaka?

N�o, nunca tive pistola.

Herr Haas, esta pistola � de fabrica��o inglesa.

Do mesmo calibre da bala que matou o Protetor do Reich.

Imposs�vel. Herr Haas!

Tudo isto � falso, absolutamente falso.

Excel�ncia, se trouxer Gruber, estas mentiras se dissipar�o.

� tudo uma arma��o, uma terr�vel armadilha.

Herr Standarten F�hrer, h� um mime�grafo no arm�rio.

TERROR PELO TERROR!

Eu sou inocente. Eu juro.

A Resist�ncia planejou isso. Querem me responsabilizar pelo homic�dio.

Onde est� Haas?

Herr Standarten F�hrer!

Schirmer! Venha comigo!

Srta. Novotny, est� livre para ir.

Czaka era o assassino.

Encontramos at� a arma usada contra Heydrich.

Os ref�ns ser�o liberados na parte da manh�.

Pode me dizer o que aconteceu com meu pai?

N�o.

Este homem vinha trabalhando como agente duplo.

Parece que Gruber o desmascarou, mas n�o se deixou subornar.

N�o o Gruber.

Assim teve que se livrar dele.

Vire nesta esquina.

Czaka, saia.

Voc� est� livre, Czaka.

Livre?

- Livre! - Sim, v�.

Schirmer, nunca me esquecerei disto.

V� agora! Corra!

Heil, Hitler!

Excel�ncia, o relat�rio codificado de Berlim.

POR�M, A INVESTIGA��O PROVOU...

QUE CZAKA N�O PODIA SER O ASSASSINO...

MAS COMO O TERROR N�O FEZ AS PESSOAS DENUNCIAREM...

O VERDADEIRO ASSASSINO...

FOMOS OBRIGADOS A PRESERVAR A IMAGEM...

DAS AUTORIDADES ALEM�S...

E OPTAR PELO MAL MENOR, ACEITANDO CZAKA COMO ASSASSINO...

A FIM DE ENCERRAR ESTE CASO.

Mas gritem at� o fim 'Render-se jamais'

Sempre adiante Sem retroceder

At� que o carrasco Irracional aprenda

Que a guerra n�o est� ganha At� a �ltima batalha ser travada

Continuem, quando j� n�o estivermos Nunca se rendam!

Nunca se rendam!

Nunca se rendam!

N�O �

O FIM

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.