All language subtitles for A Cinderella Story - Once Upon a Song

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Original subtitles

Sincroniza��o: DarkVipper

A HIST�RIA DA CINDERELA 3

O meu pequeno-almo�o? Quero waffles e esparguete.

Waffles com esparguete.

Victor. Victor. Por favor, espera por mim na mans�o.

O meu corpo precisa de comida.

Tenho m�s not�cias. O gato fez coc� no escrit�rio.

Mas usei o teu cobertor para limp�-lo.

- N�s n�o temos gatos. - N�o me digas.

Pe�o desculpa. N�o sabia que j� tinha acordado.

Tem uma reuni�o

com o Guy Morgan, � melhor n�o chegar atrasada.

Olha s� para ti a pensar. Que querida.

Mas eu tenho sempre tempo para o meu retrato.

Acorde. Toca a pintar.

Sinto-me espiritualmente bloqueada.

Prepara-me um banho de sementes de s�samo.

F�-lo. Agora.

Fa�a-me parecer mais bonita e mais elegante.

E n�o fa�as barulho com essa �gua.

- Bev, j� acordaste? - Claro que sim.

Se esperasse por ti, chegava sempre atrasada.

Ainda bem que n�o esperas por mim.

Victor, n�o fa�as isso.

N�o quer um copo?

Sabor r�stico. Um pouco suspeito. E um toque fant�stico a gravilha.

Deixaste o Victor p�r minhocas no liquidificador?

Sim. Quer dizer, n�o.

Simplesmente aconteceu.

Sabes que n�o h� nada que me mate.

Nada.

Despacha-te, Katie. N�o posso atrasar-me para a reuni�o.

Atropela-os se tiver de ser.

ACADEMIA DE ARTE WELLESLEY

Fala a Gail. Os mi�dos n�o precisam de uma biblioteca.

Eu sou a reitora e fa�o o que quero, ou seja, remodelar o escrit�rio.

�s uma chata. Estou a ser honesta. N�o sei o que mais te dizer.

E queria o escrit�rio pronto para a reuni�o com o Guy Morgan.

Mas n�o consegui. E usar Bollywood como tema para o baile?

Isso n�o � nada americano. N�o me interessa se a ideia foi minha.

Ol�.

Sou a Reitora Van Ravensway, e o senhor deve ser...

- Guy Morgan. - Exacto. Guy Morgan, muito prazer.

Parece ser algu�m que sabe das coisas.

Mesmo coisas que n�o devia saber.

- E eu sou o Luke. - �ptimo.

Diga-me, Guy, � verdade? Vai ser o novo j�ri dos �dolos?

Digamos que o Randy � capaz de ter ca�do em desgra�a.

- Vamos falar sobre o meu filho. - Claro.

- Luke, recebeste o nosso hor�rio? - Sim, recebi.

Queria inscrever-me numa disciplina de M�sica. A teoria musical...

A Wellesley � uma boa escola empresarial. � por isso que aqui estamos.

H� dois tipos de pessoas na ind�stria musical: os artistas e os empres�rios.

- O Luke � um empres�rio. - Claro.

Katie, anda c�. Despacha-te. Faz alguma coisa de �til.

O Luke precisa de uma visita guiada ao campus.

Envia uma SMS � Bev e pede-lhe que acompanhe o Mr. Morgan pelo campus.

Luke, se tiveres metade do talento que o teu pai tem como produtor...

Ainda � cedo para dizer. Ele ainda n�o fez por merecer.

Sabe como � que eu comecei nesta profiss�o?

- Toda a gente sabe, pai. - Ent�o, deviam saber os pormenores.

Estava eu a trabalhar para os Rolling Stones

- quando o Mick... - Pai.

Pronto. Mas ainda � cedo para dizer se o Luke tem talento.

Ele produziu o �lbum dos "Fruity Dangers".

N�o quis dizer os Danger Fruit?

O �lbum � incr�vel.

Esqueci-me do nome da banda porque n�o lucrei nada com eles.

Obrigado. � raro conhecer algu�m que tenha ouvido o �lbum.

Est�s a brincar comigo? Eles s�o um fen�meno de culto.

Desculpa. Porque abriste a boca?

Preciso que o Luke aprenda a descobrir uma estrela com potencial comercial.

O que importa � a imagem, n�o concorda?

Tem raz�o. O Justin Bieber teria �xito se fosse um hobbit feioso?

Por acaso, ele at� parece mesmo um hobbit.

Quero que o Luke produza o concurso do fim de ano

- para ver se ele encontra algum talento. - Sou eu quem produz essa festa.

Eu duplico o seu or�amento para o evento.

E convido todos os ca�a-talentos que conhe�o.

Podemos come�ar uma parceria entre a Wellesley e a Kensington Records.

O concurso vai ter um novo produtor.

Esta � a minha filha, a Bev.

Este � o produtor de v�rios discos de platina, vencedor de Grammys

e muito atraente, Guy Morgan.

Podias fazer uma visita guiada ao filho, o Luke?

Claro. Queres ficar a conhecer os benef�cios da Wellesley?

Sim, seria �ptimo. Claro.

- Katie. - Eu adoro o teu sotaque.

- Katie. - Queres ir a minha casa hoje?

O que est�s a� a fazer? Vai-te embora.

O Guy e eu temos assuntos para resolver. Sai daqui. Agora.

Guy, conte-me l�, como � que foi trabalhar sob as ordens do Mick?

Cuidado.

- S�o bolas perigosas. - Obrigada.

- Ent�o, arranjaste coragem e fizeste-o? - Ent�o?

- Sim, fi-lo. - Ent�o?

- O que aconteceu? - Devolves-nos a bola?

N�o dei o meu CD ao Luke.

Pu-lo � socapa na mala do pai.

O Guy Morgan tem a tua grava��o. Isso � genial. S� precisas de um defensor.

O que eu preciso � terminar o curso.

Devolves-nos a bola ou n�o?

Queres isto?

Ela rematou e marcou. Ao contr�rio de ti, futebolistazinho.

Desembucha l�. O Luke Morgan � t�o atraente como dizem no Twitter?

Ainda � mais atraente.

Devias convid�-lo para o baile.

Eu sou muito atrevida com os rapazes.

H� uma primeira vez para tudo.

- Viva, Luke. - Ol�.

Tens de ouvir a minha grava��o.

� uma mistura de retro, funk e jazz.

SAL�O WELLESLEY

Afastem-se. Eu cheguei primeiro.

Espera a�. Por favor, espera. O meu amigo ainda n�o quer demos.

Vai-te embora. R�pido. At� depois.

Foi um prazer conversar ou seja l� o que aquilo foi.

- Ol�, sou o... - Luke Morgan, n�o �s?

�s tu que vais produzir o concurso do final do ano.

N�o me parece que v� produzi-lo, por isso tenho de...

Pois. Escuta com aten��o. H� dois tipos de pessoas nesta escola.

Temos os aspirantes e temos aqueles que ser�o algu�m.

Tu e eu vamos ser algu�m. O que fazemos?

Mantemo-nos afastados dos aspirantes.

E das mi�das chamadas Yolanda. H� tr�s com esse nome que s�o...

Doidas? Tu atrais mulheres malucas? Que surpresa.

Pode parecer que n�o tenho l�bia, mas as mulheres adoram que as ou�am.

E digo-te mais, deixa-me ajudar-te a encontrar artistas.

- �s ca�ador de talentos? - Na verdade, sou um DJ.

- Ent�o, tamb�m �s DJ? - Topa s� isto.

Sim. Podes ser-me muito �til. Foi um prazer conhecer-te.

J� tens par para o baile? Porque posso arranjar-te um.

N�o. Obrigado.

Mas, o que � que sabes sobre a Bev Van Ravensway?

- Vou sair com ela hoje. - A Bev?

- Sim. - Ela � atraente,

mas aquela mi�da atrai dramas.

Estou a falar contigo e ainda n�o me apresentei.

- Chamo-me Mickey O'Malley. - Mickey O'Malley.

Sou uma coisa rara na comunidade irlandesa.

Isto n�o � um concurso, Ms. Gail.

Concentre-se na sua respira��o.

O meu traseiro est� dormente.

Se o seu traseiro est� a sofrer, ent�o, a Gail tamb�m est�.

Na verdade, toda a sua vida est� a sofrer. Porqu�?

Porque suspira por coisas que n�o t�m sentido.

Est� a chamar-me f�til?

N�o. Estou a dizer-lhe para desistir das aspira��es e relaxar o traseiro.

Relaxe-o. Vamos, relaxe-o. Relaxe esse traseiro.

Relaxe esse traseiro Isso, relaxe o traseiro

Isso, relaxe o traseiro

Mrs. Van Ravensway?

Que parte de: "Se interromperes a minha medita��o

vou ficar muito zangada" � que n�o entendeste?

Disse-me para avis�-la quando o jantar estivesse pronto.

Gra�as a Deus. Estou ansiosa por um bourbon.

CENA DE CRIME - N�O ATRAVESSAR

Victor.

- O jantar est� pronto. - Conta-me algo que eu n�o saiba.

Sabe qu�o desgastante � gerir esta academia?

Sim, eu gastei o dinheiro no spa.

Cinco mil d�lares por noite, n�o � muito dinheiro

se pensar que a alternativa era eu ter um esgotamento nervoso.

- O que est� a fazer? Estou ao telefone. - Estou a limpar.

Macarr�o com queijo.

N�o preciso da sua orienta��o espiritual.

Estou a pensar em despedi-lo.

Tenha calma, Ms. Gail, ou n�o ser� una com o que a rodeia.

Foi para isso que eu o contratei. Agora, fa�a-me um cocktail.

Este concurso est� a deixar-me melanc�lica.

Quando � que a minha vida se tornou nisto?

J� vos contei sobre quanto estive prestes a ser uma estrela?

- J�. - Ainda bem.

Ent�o, sabem os pormenores.

- Eu tinha talento e transformaram-me... - Em alvo de piadas.

Olhem para mim agora.

Tenho dois filhos ingratos,

uma criada an�, peluda, que parece um duende

e um asi�tico cuja roupa parece uma toalha.

- Sou Indiano. - Que n�o diz nada de jeito.

E se bebesses outra bebida, m�e?

Katie, limpa-me.

Tenho de causar boa impress�o ao Guy Morgan

para poder parar de fingir que me importo com esta escola insuport�vel

e podermos mudar-nos para Hollywood onde n�o nos importamos com nada.

M�e, acho que est�s a esquecer-te da pessoa mais importante. Eu!

O Guy vai oferecer-me um contrato quando me ouvir cantar.

- Duvido muito. - Eu tenho ensaiado muito.

O meu professor de canto disse que atingi outro n�vel.

Pois, duvido muito.

Quando o meu primeiro single for um �xito, compro-te a mans�o

nas colinas de Hollywood

e vais poder pagar aqueles implantes de pernas.

- Filha... - Ms. Gail.

- A Miss Bev tem clareza de racioc�nio. - Katie.

- Sabe... - Olha.

O campon�s humilde lavra o solo durante 40 anos sem chuva.

Mas o vendedor desempregado que descobriu a hidrop�nica

- de repente, sente-se indignado pelo... - V�? S� disparates.

- Isso n�o faz sentido. - Deixe-me terminar.

Duvido muito. For�a-me a rezar durante todo o dia.

- Eu n�o sinto nada. - A Gail n�o tem alma.

- N�o tem alma. - Eu tenho v�rias. Posso dar-lhe uma.

- Ent�o o seu terceiro olho? Ligue-o. - Tamb�m tenho um quarto. Quer v�-lo?

O qu�?

Eu quero medir 1,93m. Leva-me ao rubro, Bev.

P�ra de cantar. N�o precisas de me arrebatar.

- O que se passa? - N�o sei como, mas pioraste.

N�o sei como � que conseguiste,

mas n�o h� programas de computador que corrijam isso.

A Katie tocou t�o mal que me desorientou.

N�o me parece.

Volta a tocar.

A s�rio? Pronto. Pronto.

Eu sair-me-ia melhor at� a arrotar.

Voltou a beber o l�quido para encerar o ch�o?

Fa�o tudo para me esquecer que moro aqui.

A minha cabe�a est� a zunir como um mosquito numa fossa.

- Ravi, vamos meditar. - Boa sorte, companheiro.

N�o faz mal, porque eu tenho o meu pr�prio plano.

Eu serei uma m� pessoa por ter desfrutado deste momento?

Bom trabalho.

- Adivinha quem vem a�. - Agora n�o, Victor. Estou ocupada.

Adivinha, ou prepara-te para ficares toda suja.

Victor! Victor! Victor, p�ra!

Victor, o que est�s a fazer?

Victor!

Victor, onde puseste as minhas roupas?

- Surpresa! - O qu�? N�o.

Vou dar cabo de ti.

Ol�, Katie.

�s uma peste. Deixa-me entrar.

Eu controlo todas as fechaduras nesta propriedade.

Bolas.

Isto � de loucos.

Isso, experimenta o barrac�o. Est� aberto, idiota.

N�o acredito nisto.

Bolas.

Porque � que dei � luz uma filha sem talento?

Concentre-se, Ms. Gail. Estamos a fazer uma oferta � sua divindade.

Diga-lhe para ele dar-me fama e fortuna.

N�o � assim que funciona.

Agora, inspire pelo seu Mula Bandha.

Se eu conseguisse faz�-lo teria um milh�o de visualiza��es no YouTube.

Quanto tempo � que isto demora?

A ora��o ou a fama e a fortuna?

At� logo.

Bem-vindo

Victor.

Katie?

- Luke. - Katie.

- Est�s a usar um tapete? - Estou.

- Bem-vindo. - Muito obrigado.

Vou ser sincera.

O meu meio-irm�o fechou-me fora de casa.

Nua.

Desculpa. Devias... Devias vestir o meu casaco.

Nada disso. Podes vesti-lo.

Pronto.

Obrigada. Agora as cal�as.

Estava a brincar.

Apanhaste-me.

N�o, n�o.

Se for a mais uma reuni�o entre professores e pais, eu perco a cabe�a.

Olhe para mim. Sou uma pedagoga.

N�o tenho nenhuma aptid�o. E nem morta volto para a quinta do meu pai.

Diga � minha divindade para ajudar-me com o Guy Morgan. Fa�a-o.

Vou colocar outra banana no altar.

O que foi isto?

Ouviu os anjos a cantar?

Talvez os deuses tenham respondido �s suas preces.

Ei. O que?

- Fala a Gail Van Ravensway. - Ol�.

Fala o Guy Morgan. Como � que est�?

Ora viva, Guy.

Que surpresa estar a ligar para este n�mero.

Est� a ouvir isto?

� a grava��o que a sua enteada, a Katie,

enfiou na minha mala.

E soa-me a dinheiro, minha querida.

Ela deu-lhe um CD?

Meu Deus. Isso � maravilhoso.

Ravi, a que raio de deus � que rezou?

Guy, parece-me que h� aqui algu�m a ser desonesto.

Katie, algu�m abra essa porta!

Ent�o...

Naquela reuni�o hoje de manh�,

deu para ver que o teu pai n�o te entende.

Ele � parvo por n�o gostar da tua m�sica.

Bem, � complicado.

Eu vou...

� mais complicado do que eu

ficar presa aqui fora enrolada num tapete?

Isso n�o � complicado. � uma d�diva de Deus.

Luke. Katie. O que est�o a fazer?

Parece que o teu irm�o � um mini-ajudante pessoal do Diabo.

Eu sei, nem me digas. Podes entrar.

Hoje foste ao gin�sio?

- Senta-te. - Olhem s� para isto.

- Bebe uma limonada. - Obrigado.

Sabes, a minha meia-irm� n�o gosta do corpo dela,

por isso, n�o desencorajo a nudez dela.

Isso � interessante.

- Ela � encantadora... - Queres um aperitivo?

S� tenho queijo.

Estive a falar com o Guy Morgan.

No teu telem�vel.

Ele adorou a grava��o que lhe deixaste.

Eu subestimei-te.

Eu ficaria orgulhosa se me importasse contigo.

- N�o menti sobre nada. - Pelo contr�rio, minha linda.

� isso que o Guy pensa, agora que lhe expliquei.

Disse-lhe que a grava��o era da Bev e que tu lha roubaste.

- Mas n�o pode faz�-lo. A can��o � minha. - A can��o � da Bev.

O Guy est� ansioso por ouvi-la a cantar no concurso do fim do ano.

Se tentares falar com ele, eu nego tudo e fecho-te na cave.

- Ela n�o canta nada. - Mas tu sabes cantar, n�o �?

Vamos l� ouvir essa voz de rouxinol.

Tal como um tumor maligno Ela n�o tem sentido de humor

� como as borbulhas com pus � melhor resistir-lhe

Ela n�o � bem uma bruxa � s� uma incr�vel ca...

Bem, a letra n�o vale nada.

Mas o Guy tem raz�o, tu tens qualidade.

Sabes que outros instrumentos � que eu sei tocar?

Calculo que posso meter-me em sarilhos com uma pergunta dessas.

Eu gosto de sarilhos.

Ol�, meninos.

- Boa noite, Miss Van Ravensway. - Desculpa, mas tens de ir. Agora.

� uma emerg�ncia. Preciso que a Bev me ajude a expelir uma pedra nos rins.

- Ela teve uma noite maravilhosa. Adeus. - Queres destruir-me a vida?

Descobri uma forma de impressionares o Guy Morgan no concurso do fim do ano.

- Ent�o achas que eu melhorei? - N�o, querida.

Mas o meu m�s de devo��o espiritual ensinou-me

que Deus age de formas irritantes.

Como � que eu impressiono o Guy Morgan se n�o sei cantar?

Tu n�o sabes cantar, mas a Katie sabe.

- O qu�? - Eu disse-te. Ele age de forma irritante.

N�s gravamos a voz dela e tu fazes playback.

E se eu n�o quiser fazer isso?

N�o sejas desagrad�vel comigo, sapo ingrato.

- Eu salvei-te a vida. - A Gail n�o fez nada.

- O meu pai casou consigo. - E depois morreu.

Quis mandar-te para uma fam�lia de acolhimento, mas tinham feiosas a mais.

- Que piada. - Pensei que era

porque n�o querias parecer mal.

Katie, se n�o cantares,

vou fazer com que as economias que o teu pai te deixou desapare�am.

Ou seja, podes esquecer a Universidade, sair de casa e ficas aqui comigo.

Querida, vamos divertir-nos imenso a envelhecer juntas.

Porque n�o a deixas cantar, j� que gostas tanto dela?

Filha, olha bem para ti.

�s uma estrela.

� disso que o Guy Morgan precisa. De ti, uma estrela.

Eu sou uma estrela.

- Uma estrela brilhante e estrondosa. - Sim, � verdade.

E o Guy Morgan vai dar-te uma piscina com o formato do Colin Farrell.

Cent�metro por cent�metro.

Bev, tamb�m podes ver o Colin Farrell na Internet.

E deixavas-me fora disto.

- Como � que fazemos isto? - A primeira regra do Clube da Mentira

� n�o falar sobre ele.

Isso tamb�m se aplica a ti, Katie.

Para o p�blico em geral, tu n�o sabes cantar.

E n�o podes falar com o Luke ou o Guy.

Estamos entendidas?

Completamente.

Sim, pai. Vamos entrevistar alguns jovens talentos agora.

Lembras-te quando contrataste o Jay-Z? N�o, tu recusaste-o. Pois �.

Isto � tal e qual, mas vai ser fant�stico.

- Boa. - Sim. Est� bem.

- Pronto. At� depois. - O que � que ele disse?

Estes tipos de que falaste s�o talentosos?

Sim. A Oral Majority tem potencial. Eles devem estar a chegar.

Falando nisso, como correu o encontro com a Bev?

- A m�e dela expulsou-me. - Eu avisei-te. A Bev � s� drama.

Na verdade, o drama foi da Gail.

Mas a Bev � interessante. Ela...

Tenho medo que ela seja maluca.

A minha ex-namorada era uma boazona, mas totalmente doida.

Preciso de uma rapariga que tenha os parafusos todos.

Espera a�, tenho de ir ao quarto de banho.

"Quarto de banho". Essa � nova.

- Ol�. Desculpa o atraso. - Viva! N�o faz mal.

Ningu�m fala com o rapaz at� ele vir do quarto de banho.

Queremos deslumbr�-lo.

- Estamos entendidos? - Totalmente.

Isso foi �ptimo.

Est� tudo bem. Ningu�m me seguiu. E recebi a tua mensagem.

Katie, amiga, a tua vida � uma cruz.

Acredita, ainda fica pior.

Meu, o teu grupo foi ter comigo � casa de banho.

- Eu tentei cont�-los... - Tens raz�o.

Eles t�m potencial e s�o �ptimos.

Mas primeiro, promete-me que acabaram-se as audi��es nas latrinas.

- Nas qu�? - Na retrete.

- Na casa de banho. Nos sanit�rios. - J� entendi.

Pronto. Anda comigo. Quero mostrar-te uma coisa.

Agora, tenho de ensaiar em segredo.

E se n�o ensaiasses?

Fazias a Bev ficar mal vista. O que te interessa?

Se eu n�o cantar, tiram-me as economias. Adeus sonhos.

V�m a� pessoas.

Est� bem.

Meu, o que vamos fazer? Estou aqui em pulgas.

Trazes-me o microfone?

N�o vais fazer uma serenata a um amigo?

- Meu, isso � uma linha muito t�nue. - Que eu n�o vou cruzar.

Canta uma m�sica.

Est� bem.

Ele � incr�vel.

Bolas.

A Gail quer boleia para casa.

- Foste tu que escreveste isso? - Fui.

Faz-me lembrar os...

- Danger Fruit, n�o �? Os Danger Fruit. - Eu escrevi-lhes as m�sicas.

N�o acredito. Demorei imenso tempo a arranjar uma c�pia do �lbum na Net.

- Adoro-o. � genial. - Sim.

O meu pai n�o sabe. E ele achou que o �lbum

era uma porcaria.

Ele acha que ser letrista � um desperd�cio.

Porque quer que eu seja como ele. Mas com um cabelo mais bonito.

Mas a primeira coisa que pensei quando ouvi os tipos nos urin�is foi

que ac�stica fant�stica.

A segunda foi que eles podem ter �xito.

Se lhes deres a tua m�sica.

Tiveste uma ideia espectacular.

- Ponho-os no concurso do fim do ano? - Podes p�-los.

Boa.

N�o sabes at� onde isto pode ir

Escreveste essa m�sica hoje?

- Est�s em casa s� h� duas horas. - � uma resposta � m�sica dele.

Gostas daquele tipo.

Sim, sou uma parva.

Tens de cantar-lhe essa m�sica.

E se o fizesses em segredo?

No baile.

Eu sei que o cart�o � muito piegas, mas...

Espero que gostes.

Ange, � lindo, mas est�s doida?

N�o, eu sei que �s doida.

N�o sou nada.

- E se ele n�o gostar de mim? - Voc�s est�o mascarados.

� a tua oportunidade para veres se ele estava a namoriscar-te.

Eu estava nua. � claro que estava a namoriscar-me.

Para que estou a massacrar-me? Ele n�o � para mim.

Porque n�o? Diz-lhe o que sentes.

Se ele sentir o mesmo, mostras-lhe a tua cara bonita e ele n�o conta � Gail.

E se ele n�o gostar da m�sica, n�o despes o disfarce.

Est� bem.

Eu vou ao baile.

� assim mesmo.

Maurice, n�o, n�o. Em Franc�s: "pernas mais longas".

Eu n�o entraria j� no teu arm�rio se fosse a ti.

O qu�? Porqu�?

Ei? Toca a acordar.

Katie!

O gato fez coc� no meu arm�rio, preciso que limpes aquilo.

Mexe-te.

J� lhe disse que n�o temos gatos.

Angie, aten��o.

Katie!

O que se passa?

Nada.

Estou a fazer uma reforma e a etiquetar as coisas. Eu...

Comecei a fazer croch�. Quer umas meias novas?

Eu fazia-lhe uma camisola, mas parece que a parte das mangas � trai�oeira.

Pensaste que podias esgueirar-te para ir ao baile.

Depois da tua gracinha com o Guy.

Nem penses nisso.

Nem pensar.

Vais tomar conta do Victor hoje,

amanh� � noite e todas as outras noites.

� divertido.

Eu dou-lhe todos os cuidados maternais que a Gail n�o d�.

Quem me dera que fosses a minha mam�.

Vou fazer o meu clister de canela.

Ent�o? Sai da�. Ainda partes o pesco�o.

Ou pior, a mob�lia.

- Est� aqui algu�m? - Ol�.

- Estou a ver que est�s a divertir-te. - Imenso.

N�o ia deixar que faltasses ao baile sem mim.

Ali�s, esperam-nos seis horas do Jacob de tronco nu.

Vamos dar in�cio � festa.

- O Victor est� a deixar-te louca? - Juro-te, ele n�o � humano.

Por�m, podes culp�-lo? Olha para a fam�lia dele.

Victor, o que est�s a fazer?

N�o acredito. Bolas.

Por acaso, ela fica mais bonita assim.

Tens raz�o. N�o interessa.

Porque fui pensar que hoje podia ser uma noite especial?

Achas que a Bev est� a dan�ar agarrada ao Luke?

Devem estar na marmelada. Queres ver?

- Victor, deixa-me em paz. - Espreita s� isto. V� l�.

O Luke vai produzir o disco do vencedor do concurso.

Precisamos de uma garantia.

- Eu sei o que est�s a fazer, m�e. - Sabes?

N�o aguento mais isto.

Vou assumir as r�deas da minha vida.

Vou falar com o Luke.

- Finalmente. - Mas temos de voltar para casa

antes da Gail chegar.

Ent�o e o diabrete?

Est� bem.

Toma conta dele.

N�o �s capaz de mais, Angela?

Ravi?

A minha irm� apanhava esse palerma.

Deixa de ser cobardolas, �rbitro.

Miss Katie, quase que me assustou.

Claramente.

Pronto. Pronto. N�o fiques chateada comigo.

N�o fiques chateada comigo. Desculpa.

Mas o meu nome n�o � Ravi. Chamo-me Tony.

- Tony. - Tony Gupta de Jersey.

- �s de Jersey. - Eu sou meio-indiano.

Mas os meus amigos chamam-me Alm�ndega porque sou meio-italiano.

Eu sempre quis ser actor.

Mas nunca tive oportunidade.

Quando eu trabalhava no KFC a Gail entrou l�

- e perguntou-me: "� indiano"? - Eu pensei: "O qu�"?

Ela continuou: "� um guru"? Eu perguntei-lhe quem ela era.

Ela respondeu-me "algu�m que paga por conselhos espirituais".

E eu pensei que era um milagre.

Ia ter a oportunidade de poder encarnar um personagem.

Ia praticar e ser pago. Est�s a brincar?

O Ravi � o meu Rei Lear.

Queres ouvir o mon�logo do A Minha Linda Senhora?

- Ei, companheiro. - N�o, obrigada.

Desculpa ter irrompido por aqui dentro.

Eu guardo o teu segredo. Mas preciso de pedir-te um favor.

- Alm�ndega. - Alm�ndega.

Podes tomar conta do Victor para eu ir ao baile?

Est�s a gozar? Combinado.

Toca aqui.

Obrigada.

Como � que eu encontro o Luke se toda a gente est� mascarada?

Eu n�o disse que ia ser f�cil. Vamos investigar.

Sou a Reitora Assistente, Dorothy Plumberg.

N�o podem beber, enviar SMS, nem dar beijos.

Luke? N�o. �s o Luke Morgan?

N�o podem deixar o estabelecimento, nem experienciar qualquer divers�o.

Luke?

Onde � que ele est�?

� verdade. Tenho um grupo novo para tu ouvires.

- Agora? - N�o h� melhor momento.

- Meu, outra vez n�o. - Somos os Big Pain Ticket.

Eles t�m talento, mas aquela motosserra � perigosa.

A motosserra � a melhor parte.

Acho que o encontrei.

Bem, ele � loiro.

Valha-me Deus. O que ela faz aqui?

Detesto adolescentes desesperados.

O que est�s a fazer aqui?

Filha, a porca premiada n�o vence o concurso

se tapar o seu terceiro melhor trunfo.

O que queres dizer com isso? E chamaste-me porca?

Eu vi-te a devorar

um prato de alm�ndegas suecas na mesa da comida.

� agora ou nunca, querida.

- E se ela me reconhecer? - Eu distraio-a. Vai ter com ele.

- Eu tinha raz�o ou n�o? - Tinhas.

Tens muito bom gosto. Mas, se houver mais audi��es no WC,

est�s despedido.

- Eu sei o teu segredo. - E que segredo � esse?

Eu ouvi-te cantar na escola.

Tu �s incr�vel.

Eu conhe�o-te?

- Quero mostrar-te uma coisa. - Como te chamas?

Angela, o que est�s a fazer?

Queria pedir uma m�sica.

A tua noite vai valer a pena. Prometo-te.

Miss Van R.

N�o queria ser bailarina quando era jovem,

mas n�o tinha talento suficiente?

Quem � que te disse isso?

Muito interessante.

Mas j� vi dan�arinos mais talentosos nas pris�es filipinas, querida.

A s�rio? Porque acho que foi desafiada para uma batalha de dan�a.

O Luke Morgan pode atender a chamada no telefone de cortesia?

Luke Morgan dirija-se ao telefone de cortesia.

- Espera. O que � isso? - Nunca viste uma guitarra?

Escondeste a� uma guitarra. O que trazes mais a�?

Segue-me.

Senhora, os vossos olhos encantadores s�o radiosos e t�m uma beleza traquinas,

mas estou a ficar impaciente.

Retirai o vosso v�u para poder saber a verdade.

Ou ent�o, n�o.

Espero que isto responda a todas essas perguntas.

Vejo-o no brilho dos teus olhos

Acreditas em todas as coisas Que te negaram

Queres voar E deixar as preocupa��es para tr�s

N�o queres? N�o queres?

Bem, agora estou a bater � tua porta

E procuro o rem�dio certo

Ainda estou um pouco insegura

Agora, retira esse v�u.

Acho que rebentei alguma coisa.

N�o vos cheira a canela?

Desvia-te, gordo.

N�o sabes at� onde isto pode ir

Deixaste-me impressionad�ssimo. Tens de dizer-me quem �s.

- Temos de ir embora. - O qu�?

- Anda. - N�o, Ange.

Estou � beira de um momento muito importante.

Houve algu�m que teve um acidente e que foi para casa.

Lamento imenso.

O que?

Sim. Mas quem �s tu?

Por aqui. R�pido, r�pido, r�pido.

- Cheg�mos primeiro do que ela. - Estou em d�vida contigo.

Que traje de ama curioso.

Devia ter calculado que ias ignorar as minhas ordens.

E aquela aspirante a Paula Abdul a tentar distrair-me.

N�o fale dela assim.

Se n�o estou enganada, a tua amiga quer ser core�grafa.

Ela at� podia ter tido �xito, se n�o fosse ser expulsa.

Bem pode desistir de ir para a Julliard.

Eu fa�o o que quiser. Deixe a Ange fora disto.

Isso depende se voltares a repetir a proeza de hoje.

- N�o repito. - Eu fico com isto.

O v�u s� deixava ver os olhos, mas a voz dela...

Qu�o atraente era de 0 a dez?

- Era um 11. - A escala s� vai at� 10.

Ela � uma candidata a ser amada.

- Ena, ser amada. - Cala-te.

Vamos fazer isto durante horas at� acertarmos. Mesmo que demore eras.

Canta como se a tua vida dependesse disso. Porque, � o que vai acontecer.

Estamos a gravar.

- Ela tem talento, meu. - Eu disse-te.

Escuta s� isto.

H� 39 raparigas inscritas em M�sica, o que significa que 85 porcento

t�m a disciplina no 6� tempo.

Por isso, ela est� numa destas salas.

Corta. Corta.

Isso foi muito pobre.

Come�a do in�cio, por favor.

Deixa estar, eu trato disto.

Meninas, minhas amigas solteiras.

Aqui o Luke tem um favor para pedir-vos.

Ele precisa de um coro para um espect�culo que se aproxima...

- Chamo-me... - Luke Morgan.

Vais levar-me ao concurso. Vais, pois.

- Posso pedir-te que cantes primeiro? - Vais adorar-me.

E se deixasses de ser uma n�doa e voltasses a repetir?

O que se passa aqui? Isto � uma vergonha.

Voc�s n�o s�o da minha turma. Parem. Esperem.

Parem. Esperem. Parem.

- N�o acredito. - Volt�mos � estaca zero.

Isto n�o faz bem.

� ela. � a voz dela.

N�o pensem que me escapam.

- Desvie-se. Desvie-se. - Por favor. Espere.

Est� bem. Mas primeiro, posso fazer-vos uma audi��o.

Ou�a l�...

Foste tu?

- Pe�o desculpa pela interrup��o. - Interrompe � vontade.

Pensei que nunca mais ia ver-te. Estava a corroer-me. Eu senti uma liga��o.

Pe�o desculpa. Como � que criaram uma liga��o?

Sim, com � que foi? � verdade, cri�mos.

- Atrav�s... - Atrav�s das tuas letras. Elas...

- Elas n�o me saem da cabe�a. - As minhas letras. Sim.

Que maravilha.

Mas a Bev tem de preparar-se para a audi��o no concurso.

Ela n�o precisa de audi��es. J� foi aprovada.

Queres ir jantar logo?

- Sim. - Esperem.

O menino vai para a sala de castigo.

Na verdade, ele vai sair comigo.

Com mil diabos, eu n�o a despedi?

- Eu sou efectiva. - Basta-me ligar e vai usar um chap�u

que diz: "Bem-vindo ao McDonald's. O que vai comer"?

- Cinco chamadas. - Duas chamadas e uma SMS.

Duas chamadas, uma SMS e v�rios e-mails.

- Uma SMS e um Tweet. - Uma SMS e um re-Tweet.

Por amor de Deus, v� lamber um quadro.

Est� bem.

Odeio-a.

Gostava de escrever uma m�sica contigo. Falamos sobre isso mais logo?

- Eu adoraria. - Est� combinado.

Sempre quis escrever uma m�sica.

Talvez escreva sobre a minha pele. Dizem que o amor estica os poros.

O que rima com poros?

Encargos. Enfadados. Zangados.

Katie, tenho uma tarefa para ti.

Outra terr�vel decep��o.

Vais escrever uma m�sica para a Bev, que ela possa dedicar ao Luke.

E se fosse uma m�sica de qu�o bem o Luke beija?

N�o podemos aparecer com as letras escritas.

Ele quer faz�-lo contigo e tu n�o sabes nada sobre m�sica.

Katie, lamento dizer-te isto,

mas a Bev precisa de ajuda para manter o teu namorado.

Quer dizer, o namorado dela.

E o som harmonioso que atingiste nas notas altas, foi simplesmente...

Foi a coisa mais atraente que eu j� ouvi.

Harmonioso e atraente. � uma boa combina��o.

N�o sei porqu�, mas fiquei admirado que gostasses de m�sica.

- Sim, eu tamb�m. - O qu�?

Eu gosto de m�sica.

Est� tudo bem? N�o paras de olhar para o telem�vel.

Sim.

A minha av� caiu e partiu a anca.

Por isso, ela manda-me novidades.

- Tu sabes, os cotas e os telem�veis. - Sim.

- N�o quero perder nada. - Espero que ela esteja bem.

Mas tinhas raz�o.

Eu tenho andado a esconder-me.

- Da tua "morte"? - Desculpa?

Pai.

Do teu pai.

- A esconder-te do teu pai. - Sim.

Parecias perturbado no primeiro dia em que nos conhecemos.

E pensei que o teu pai tivesse alguma coisa a ver com isso.

Ele quer que eu seja como ele. E eu s� quero tocar m�sica.

N�o quero ser um engravatado que � agente de m�sicos.

Sentes que ele queria que fosses uma pessoa diferente?

Sim. �s vezes, at� eu desejo isso.

- Isto soa-te est�pido? - Sim.

Desculpa?

Quer dizer, n�o.

Quer dizer, n�o.

Qual � o teu artista preferido?

Actualmente, s�o os "Moose".

N�o querias dizer os Muse?

Sim, os Muse. Foi isso que eu disse.

Mas, da velha guarda, � indiscutivelmente o John Lennon.

Meu Deus, eu adoro o Lennon. As letras dele s�o t�o sinceras.

Ele tem a voz de um �ngulo.

- Um �ngulo? - Sim.

Aprende a ler.

Seria como a de um �ngulo certo, est�s a ver?

Come�ava nos 90 graus.

E depois leva-te a um lugar onde nunca pensaste ir.

- N�o faz qualquer sentido, pois n�o? - Nenhum.

Talvez fosse melhor fazeres-me outra pergunta.

Eu n�o estava a brincar quando disse que dev�amos compor juntos.

Isso n�o � uma pergunta.

Est� bem.

O que � que te inspira a compor as tuas m�sicas?

O que � que me inspira? � uma �ptima pergunta.

Tenho de dizer... �...

A inspira��o!

Sabes, a inspira��o � uma coisa profunda...

� pessoal. Creio que podemos dizer que n�o � defin�vel.

� pessoal. Meu Deus.

- Lamento imenso. - N�o te preocupes.

Sujei-te o casaco? Pe�o imensa desculpa.

N�o, sabes o que mais? Est�s bem.

� n�o.

- A tua av� est� bem? - N�o. Ela tem de ir � casa de banho.

- Ela conta-te mesmo tudo. - Eu tamb�m preciso de ir.

O que est�s a fazer? Volta para ali. Isto est� a resultar.

O que queres que eu fa�a? Envie sinais de fumo?

- N�o. - Escuta. Podes voltar para o teu jantar.

Mas, isto � demais para ti e n�o te apercebes disso.

N�o � n�o. Sabes o que mais?

Estou farta de usar as tuas palavras. N�o preciso de ti.

Eu consigo fazer isto sozinha. O Luke quer-me.

Eu falo bem.

Boa sorte.

- Ol�. - Desculpa.

Vamos falar de m�sica cl�ssica. Qual � o teu compositor favorito?

Mozart.

Beethoven?

Tchaikovsky. Adoras o Lago dos Cisnes. Acertei?

Tenho m�s not�cias. A minha av� morreu.

Meu Deus, lamento imenso.

- � melhor ir-me embora. - Se quiseres falar...

Eu prefiro lembrar a mem�ria da minha av� em sil�ncio.

Victor, se voltaste a roubar-me a faca comemorativa do Gandhi,

eu transformo-te em eunuco.

Devias estar a vigiar o Victor.

Disse-me que queria o candelabro a brilhar.

Agora quero que deites fora o meu quadro sem rosto.

Victor, a Bev est�?

Eu digo-te Se adivinhares que m�sica � esta

A Bev est�?

Adivinha qual � a m�sica!

N�o me soa a nada conhecido.

Isso � porque eu n�o sei tocar. Podemos ficar aqui o dia todo.

Posso ensinar-te alguns acordes.

- Pensava que querias falar com a Bev. - Ela pode esperar.

- Est� bem. - Queres?

Vou ensinar-te tr�s acordes.

- E vamos torn�-los numa m�sica. - Est� bem.

Este � o primeiro acorde.

� um Mi.

Muito bem. Este � o segundo acorde.

Agora o Sol. Escorrega o dedo para cima.

Est� bem. J� entendi.

� assim mesmo. Volta a repetir. Agora tocaste o L�.

Muito bem. Agora, juntamo-los.

- Vamos tocar uma m�sica. - Est� bem.

Come�a.

Muito bem. Tu sabes tocar, seu maroto.

Com um pouco de pr�tica e esse corte de cabelo, podes ser um Beatle.

Os Rolling Stones s�o muito melhores.

- Luke. - Viva.

- Ol�. - Estou sempre a encontrar-te.

Mas, desta vez, n�o h� nudez parcial.

N�o sabia que tu e a Bev iam sair.

Pois �. Vim fazer-lhe uma surpresa.

Eu vou cham�-la.

Ele � doido.

Parece que ela perdeu a cabe�a.

� uma interpreta��o art�stica para o que l� se passa.

A tua guitarra � uma Gallagher.

Isso � super fixe.

- Tu entendes de guitarras. - N�o.

Quer dizer, sim, mais ou menos. Nem por isso.

Eu sei. Eu gosto da forma como o pau-rosa sustenta as...

- As notas. - As notas.

Tens raz�o, as notas.

Tu desapareces sempre de repente. Quem me dera que n�o o fizesses.

�s muito porreira.

Achas que sou porreira?

Luke. Ol�.

Que surpresa.

- Adoro as tuas cal�as justas. - Obrigado.

Trouxe a minha guitarra. Pensei em compormos a tal can��o.

- �ptimo. - Est� bem.

� melhor ir-me embora.

Podes esperar aqui por um minuto?

- Preciso da tua nova can��o. - O qu�? Ainda n�o a terminei.

D�-me o que j� fizeste.

- V� l�. - N�o me partas o cora��o.

Vou partir-te mais do que isso.

- N�o, isso � a letra. - O qu�?

N�o tens mais nada?

Tiveste imenso tempo para a compor. Causaste-me um tique nervoso.

Est� bem.

Victor?

- Victor. - Victor.

Eu sei que est�s aqui.

Est�o em propriedade alheia e entraram num mundo de dor.

Eu sei tudo acerca das tuas tretas de vigil�ncia, Victor.

Tens c�maras escondidas em locais inacess�veis.

- Que locais inacess�veis? - N�o podes provar nada.

Eu n�o conto � m�e se me fizeres um favor.

Preciso que a Katie fale comigo sem que ningu�m saiba.

- Ningu�m a ouve. Mas ela ouve-me a mim. - N�o.

- Isso � poss�vel? - Diz que n�o.

Vieste falar com a pessoa certa.

Vejam e aprendam, meninas.

Eu consigo esconder um microfone em qualquer lado.

A m�e engoliu um.

E acreditem que n�o querem ouvir a emiss�o em directo.

Isto � de loucos.

O meu trabalho � de qualidade.

- Victor, prepara a Katie. - Est� bem

Toma, Katie.

Tenho de p�r isto no meu ouvido?

P�e-no dentro do ouvido e falas.

Bem, tu �s feia, por isso, ele deve caber sem problemas.

Luke, lamento imenso.

Eu tive de ter uma conversa de irm� com a Katie.

Ela d� tanto trabalho.

Enfim, onde est�vamos?

Ainda n�o t�nhamos come�ado.

- Perfeito. Vamos a isso. - Bev.

Bev, consegues ouvir-me?

- Por onde � que queres come�ar? - Bev?

- Sim. - O qu�?

O qu�?

- Queres cantar e eu toco a harmonia? - N�o.

Estava a pensar que talvez pudesses cantar

e eu dava-te algumas das letras que eu compus.

Parece-me uma boa ideia.

- Eu... - Sim.

Elas s�o assim...

N�o me partas o cora��o.

N�o me partas o cora��o.

Antes que eu to d�.

Antes que eu to d�.

N�o me partas o cora��o antes que eu to d�.

N�o me digas que n�o.

N�o me digas que n�o.

Antes que eu to pe�a.

Antes que eu to pe�a.

N�o me digas que n�o, antes que eu to pe�a.

- Sim. - O material � bom.

Obrigada.

N�o me partas o cora��o.

Mais.

N�o digas que n�o � poss�vel.

N�o digas que n�o � poss�vel.

Antes de tentares.

Antes de tentares.

N�o digas que n�o � poss�vel antes de tentares.

Antes de tentar.

- Eu gosto. - Obrigada.

H� muito em jogo.

- H� demasiado em jogo. - H� muito em jogo.

H� muito em jogo.

- Para ser imposs�vel. - Para ser imposs�vel.

H� muito em jogo para ser imposs�vel.

- Sim. A letra � fant�stica. - Sim.

Escreveste mais? Tens mais versos?

- Tenho. - E sinto que h� uma liga��o.

E sinto que h� uma liga��o.

E sinto que h� uma liga��o.

Mas eu quero v�-la antes que desapare�a.

Mas eu quero v�-la antes que desapare�a.

- Gostei. - Gostaste desta parte?

E se o que existe entre n�s � real.

E se o que existe entre n�s � real.

- E se o que existe entre n�s... - Ou se estamos dispon�veis para isso.

Querem comer tarte?

Desculpem. Eu ia comer uma fatia de tarte e pensei:

"Porque hei-de ir buscar s� para mim? Pode haver mais pessoas que queiram".

Eu quero uma fatia.

N�o, Katie. Ningu�m aqui quer tarte. Obrigada.

Sabem que mais? � melhor eu ir-me embora.

Tenho de terminar uns pormenores para o concurso, por isso...

Est�vamos a cantar. E a fazer coisas.

E foi incr�vel. Todos os instantes.

Falamos mais logo, est� bem?

Eu acompanho-te � porta.

- Est� bem. - Est� bem.

O que est� a fazer na minha cama?

Enquanto estava � tua espera, meditei com tanta intensidade que adormeci.

Mr. Victor, est� na altura da sua medita��o semanal.

Hoje vamos praticar o sil�ncio e as idas ao penico.

Senta-te.

Mandei-te sentar.

Em nome de Bhuvaneshwari, o que � isto?

Credo.

Quando terminei aquela garrafa de vinho, eu teria sido um amor

e pedido desculpa por corresponder aos estere�tipos das madrastas.

Que parvo�ce.

Mas obrigar-te a ver a minha filha verdadeira roubar-te o rapaz que gostas

e a m�sica que escreveste...

Est� a pedir-me desculpa?

Coitada. N�o, n�o, n�o.

Eu ca� em mim e percebi que era melhor contar-te a verdade.

Tu nunca vais ser ningu�m.

A minha m�e � uma cabra.

E o senhor � um espi�o muito sorrateiro, Mr. Victor.

Quantas c�maras � que tem?

As suficientes para saber que o seu sotaque � mais falso do que a minha m�e.

E n�o tenhas a infeliz ideia de participar no concurso.

Porque eu falei com um advogado.

E ele achou uma lacuna que me deixa aceder ao dinheiro que o teu pai te deixou

caso eu necessite por motivos m�dicos.

Tu sabes, quero as pernas mais longas.

- Antes que v�s... - Eu canto pela Bev. N�o se preocupe.

Isto foi mais f�cil do que eu pensava.

Prepara-me uma vodca com �gua t�nica.

N�o ponhas muita �gua t�nica.

Temos de p�r um fim ao reinado de terror dela.

Eu alinho. O que vamos fazer?

N�o h� nada que possam fazer.

Se tentarem ajudar, s� v�o piorar as coisas.

Aquela mulher � um dem�nio gerado a partir das trevas.

Quem me dera que ela voltasse para... Ol�, Ms. Gail.

J� libertou a sua mente dos grilh�es do pensamento?

- Estou a trabalhar nisso. - Muito bem.

- Como correu a medita��o? - Odeio-o.

Muito bem. Est� bonita.

Eu sei.

Aquela mulher n�o vai arruinar-te a tua vida.

Hoje � noite, vou fazer coc� na cama dela.

Victor, pensei que me odiasses.

�s parva ou qu�?

�s a �nica pessoa que se lembra do meu anivers�rio.

�s a �nica que me deseja boa noite.

�s a �nica que me cozinha macarr�o com queijo.

Tu �s irritante e feia,

mas eu at� gosto de ti.

Eu tamb�m gosto de ti.

Mas promete-me que n�o vais fazer nada, est� bem?

- Tu tamb�m. - V� l�.

- S�... N�o... Por... - S�... N�o. S�...

- N�o. Tony. - S� uma...

Est� bem.

Tudo bem. Agora eu vou dobrar a roupa �ntima da Bev.

- N�o sabes o que � bater � porta? - E tu sabes o que n�o me interessa?

Onde puseste a minha blusa azul?

Pronto.

Qual destas duas � que gostas mais?

- Queres mesmo a minha opini�o? - Eu sei. Qual � o meu problema?

Tu �s uma velhaca e eu finjo que n�o ligo. Mas eu sou uma pessoa sens�vel.

- Na verdade... - Preciso de uma irm� com quem falar,

e tu �s melhor do que nada.

Estou nervosa com hoje � noite. Meu Deus, por que eu te disse isto?

N�o sei.

O meu corpo est� todo em p�nico.

Estou com urtic�ria no traseiro.

N�o posso contar � m�e, nem falar com o Luke sobre isto.

Ele ia dizer algo como: "Ou �s talentosa e estamos em sintonia

ou �s ego�sta e histri�nica".

- O que significa isso? Odeio hist�ria. - Ele disse isso?

Escuta, Cinderela, ele n�o est� apaixonado por ti, mas sim por mim.

S� n�o sei mais � quem eu sou.

Porque est�s nervosa? N�o vais cantar a s�rio.

S� tens de ir para o palco e mostrares-te bonita.

J� alguma vez pensaste como � que isso me faz sentir?

Tu tens talento.

Podias ir ao �dolos e esquecer que n�s existimos.

Esta � a minha �nica oportunidade.

A beleza n�o � eterna.

Basta olhares para a m�e.

Achas que eu tenho talento?

Se contares a algu�m que eu disse isso, eu nego.

Veste a blusa azul.

Ela real�a os teus olhos.

Acho bem que isto resulte.

Porque se eu falhar, levo-te comigo.

Sim, sim, sim. Est�o todos a divertir-se?

Muito bem. � isso mesmo. Vamos come�ar este espect�culo.

D�em as boas-vindas ao meu amigo Brit�nico e apresentador desta noite:

o Luke Morgan.

Est�o prontos para o Concurso da Academia de Artes de Wellesley?

�ptimo. Porque hoje o nosso DJ vai ser o Mickey O'Malley.

Ent�o, vamos dar in�cio a esta festa com os Big Pain Tickets.

Ol�, Guy. Ainda bem que veio.

Os respons�veis pelos artistas e report�rios, o Tom e o Tom.

Perdi os cabe�as de cartaz?

Chegaste a tempo. E vais adorar a �ltima actua��o. Ela � incr�vel.

N�o estava � espera de outra coisa.

"N�o" e "esperar" s�o duas palavras que eu usaria para descrev�-la.

Deixe-me acompanh�-lo a si e aos Tom at� � �rea VIP.

Katie, vai ajudar a Bev com a maquilhagem, por favor.

- Est� bem. - Agora.

Por aqui, por favor, sigam-me.

Que fato bonito.

Sai da frente.

Sai da frente. Sai da frente. Michael, vamos.

Vou anunciar o pr�ximo grupo. Encontramo-nos no fim.

Guy. Tom. Tom.

Eu j� volto.

- Prazer em v�-lo. - Que fato bonito.

O que � que aconteceu ali? Esta � a tua �ltima oportunidade.

Excepto se quiseres ver o sonho da Angela entrar em Juilliard esfumar-se.

� isso que queres ser? A destruidora minorca dos sonhos de uma Asi�tica?

- � isso? - N�o. N�o.

Ai n�o? Ent�o, concentra-te.

- Ouve, Ange, tu... - A Gail tamb�m me tem amea�ado.

� por isso que tens feito o que ela quer.

- Para me proteger. - Ange.

�s a minha melhor amiga.

E eu faria qualquer coisa por ti.

Muito bem.

Ent�o, vamos subir a fasquia com o Jason Berkeley e os Funky Funk.

Esque�am o que disse.

Aqui est�o os meus amigos, os Oral Majority.

Isto � apenas um aperitivo. O verdadeiro espect�culo � a seguir.

� bom que seja.

- Tenho de ir � casa de banho. - Eu vou consigo, Mr. Victor.

Desculpe.

Ent�o?

Est�o a divertir-se?

Vamos continuar com a Beverly Van Ravensway.

D�-me...

Desculpem, o meu microfone... N�o est� a funcionar.

Com licen�a.

- N�o sei. - D�-me isso. D�-me isso.

Como te atreves a fazer isto � tua m�e, meu maldito?

D�-me c� isso. N�o interessa.

- Fazemo-lo ao vivo. - O qu�? O qu�?

O meu microfone estragou-se.

Toma.

O qu�?

N�o saias daqui.

N�o, n�o, n�o. Tens de sair daqui.

Vais cantar em vez da Bev. Por que vais fazer isso?

Ela n�o sabe cantar.

Venham.

Ei, voc�s. Continuem a tocar.

Continuem a tocar, seus idiotas.

Foste sempre tu que cantaste? A Bev nunca chegou a cantar?

E ela est� prestes a faz�-lo para uma s�rie de pessoas, por isso...

E nos encontros, eras tu.

Vai para o palco. Vai para o palco.

Ei!

Desliguem essa c�mara! Agora!

� assim mesmo.

Cortem a energia. Cortem-na.

Mais devagar, sua maluca.

Ei! Afaste-se.

Canta outra m�sica.

Como por exemplo?

A da grava��o que deste ao meu pai. Eu ouvi-a.

For�a!

Sigam a minha deixa, pessoal.

Obrigado, senhoras e senhores.

Esperamos que tenham gostado do Concurso da Academia de Wellesley.

Meu Deus, foste espectacular.

Parecias uma aut�ntica estrela rock.

Est�s a gozar? Ela gosta de ti...

O que foi que ele disse? Ele est� zangado?

Sim. Ele est� aborrecid�ssimo

por n�o estar a produzir o pr�ximo �lbum de sucesso da Kensington Records.

Qual �lbum?

O teu.

- Est�s a brincar? - N�o.

Est�s a falar a s�rio?

� assim mesmo.

Vamos fazer um �lbum. E vamos escrev�-lo juntos.

- Boa! Boa! - Estou t�o feliz.

Eu tamb�m sei cantar. Posso fazer um �lbum com um mon�logo.

- Valha-me Deus. - Parab�ns.

Toca aqui. Sou o teu amigo.

Ele tem jeito para tocar guitarra. Ele � fixe.

Guy! Espere!

- O que foi agora, Gail? Mais mentiras? - Todos mentem neste neg�cio.

Chama-se manipula��o.

A Bev n�o sabe cantar.

Isso n�o desanimou a Jessica Simpson.

Vamos ver o que a direc��o da escola dir� quando eu lhes ligar.

Como � que se atreve? Eu adoro ensinar.

Desiste, m�e.

Guy!

Irei ter o meu momento de ilumina��o.

V� l�. Animem-se, pessoal. Eu sou uma estrela.

Vamos voltar a tentar.

Querem lutar contra mim?

Ei! Afaste-se.

- Katie, est�s a usar um tapete? - Bem-vindo.

Obrigada. Agora as cal�as.

E depois leva-te a um lugar onde nunca pensaste ir.

Queres ouvir o mon�logo do A Minha Linda Senhora?

Ei, companheiro.

Eu adoro a minha vida.

Liguem-me.

Estou?

A HIST�RIA DA CINDERELA 3

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Sincroniza��o: DarkVipper

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